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Tricolores: sugestão de Ceni contra o Atlético-GO já ocorreu antes

Goleiro pediu que Cléber Santana fosse a Sérgio Baresi e pedisse para entrar. Richarlyson lemrou que goleiro já havia feito o mesmo com Muricy e Autuori

A interferência do goleiro e capitão Rogério Ceni no trabalho do técnico Sérgio Baresi foi encarada com absoluta naturalidade pelos companheiros no São Paulo. Aos 32min do segundo tempo da partida da última quinta-feira, contra o Atlético-GO, o camisa 1 chamou o volante Cléber Santana, que estava se aquecendo atrás do gol e falou para que ele fosse ao técnico Sérgio Baresi e pedisse para entrar em campo. Para Jorge Wagner e Richarlyson, não houve quebra de hiearquia. O volante disse mais: isso já aconteceu com outros treinadores, não apenas com o atual interino.

– Felizmente ou infelizmente, vocês (jornalistas) pegaram nesse jogo. Por se tratar de um treinador que não tem tanta experiência, talvez tenha dado essa impressão (de que ele resolveu passar por cima do técnico). Mas isso aconteceu com outros treinadores, como Muricy e Paulo Autuori. A verdade é que o Rogério vai fazer 20 anos de clube e é difícil encontrar um jogador que tenta tanto aval para falar sobre o São Paulo quanto ele. Tem jogador no time que não tem de idade o que ele tem de clube – afirmou Richarlyson.

O camisa 20 diz que não vê motivo para polêmica.

– É normal o Rogério expor o seu pensamento. Às vezes, o treinador aceita ou não. Já aconteceu também de ambos terem o mesmo pensamento e fica a impressão de que ele é quem mandou. A verdade é que o Rogério tem um jeito diferente de ver o jogo. Muitas vezes o treinador não tem essa leitura rápida porque está com outros pensamentos – ressaltou o meio-campista.

Jorge Wagner seguiu pela mesma linha de raciocínio.

– O Rogério tem uma voz ativa muito grande dentro do clube e é sempre para ajudar. Ele percebeu que o Jean e o Marcelinho não estavam bem e pediu uma substituição. Com certeza, ele não quis passar por cima da decisão do Baresi. Com certeza, foi na intenção de ajudar – disse o camisa 7.

Já Dagoberto, ainda na saída do estádio do Morumbi na última quinta-feira, preferiu não polemizar. Quando questionado se o fato aconteceria se o treinador fosse Muricy Ramalho ou Luiz Felipe Scolari, o camisa 25 saiu pela tangente.

– Respeito todo mundo, mas tenho meu modo de pensar. É uma autonomia difícil de ser questionada. Todos sabem a importância do Rogério – concluiu o jogador.

setembro 3, 2010 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário