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Ex-gandula, Cristian reencontra seu mentor profissional, Vagner Mancini

Volante do Timão era zagueiro no Paulista e foi lançado no profissional pelo atual técnico do Santos. Eles duelam, domingo, na final do Paulistão

Ampliar Foto Reprodução/Rede Globo Reprodução/Rede Globo

No domingo, Cristian reencontrará seu mentor nos tempos de Paulista, de Jundiaí: Mancini

De gandula de um pequeno time do interior de São Paulo a titular absoluto do Corinthians e finalista do Campeonato Paulista. Em seis anos, o futebol mudou drasticamente a vida de Cristian, mas será ingrato nos dois próximos domingos. Se quiser ser campeão Estadual pela primeira vez, o jogador precisará derrotar nada menos que seu “guru”: Vagner Mancini, técnico do Santos, adversário do Timão na decisão.

– Foi ele quem me colocou para jogar. Tudo o que aconteceu na minha carreira devo a ele. É uma pessoa honesta e muito humilde. Só tenho boas lembranças – afirmou o marcador.

A história deles se cruzou em 2003, no Paulista, de Jundiaí. Cristian, com 19 anos na ocasião, era zagueiro das categorias de base do Galo da Japi e servia de gandula nos jogos da equipe profissional. O trabalho o levou a admirar Vagner Mancini, um meio-campista, de 38 anos, em final de carreira.

– Eu era gandula do Paulista nos jogos e acompanhava as atuações dele. Era um grande jogador, que tinha muito carinho da torcida – lembrou Cristian.

Ampliar Foto Agência/Estado Agência/Estado

Vagner Mancini deu uma chance ao jovem Cristian, quando comandava o Galo da Japi

O destino começou a mudar a vida do volante poucos meses depois. Zetti deixou o comando do Paulista, e Mancini encerrou o ciclo como atleta para se transformar em treinador. Sem muitos recursos para contratar, decidiu apostar nos garotos das equipes de base. Um deles, Cristian, zagueiro até então.

– Eu treinava com o profissional, mas era zagueiro. Um dia, ele me viu jogar e disse que passaria a me usar como volante porque eu tinha boas características para essa função. Depois disso, as coisas só foram melhorando para mim – contou.

No meio-de-campo, Cristian ajudou o Paulista a conquistar o inédito título da Copa do Brasil de 2005 sobre o Fluminense. Em seguida, foi negociado com o Atlético-PR e, pouco tempo depois, passou pelo Flamengo, até ser comprado pelo Corinthians, em meados de 2008.

A distância, contudo, não foi suficiente para apagar a amizade da dupla. Mesmo adversários, Cristian e Mancini conversam praticamente todos os dias. Mas, domingo, a história ficará para trás.

– Ligo para ele todos os dias. A gente conversa muito, tem uma amizade muito grande. No jogo da primeira fase, dei minha camisa para ele. Agora, vai ser cada um brigando pelo seu pão – completou.

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abril 22, 2009 Posted by | Corinthians | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Fernandes: ‘O que é meu ninguém vai me tirar’

Técnico está aliviado com a vitória sobre o Inter, por 1 a 0, na Vila Belmiro

Nesta segunda-feira, o técnico do Santos, Márcio Fernandes, esteve na redação do PORTAL!, em São Paulo, e participou de um chat. Ele respondeu perguntas feitas pelos internautas do PORTAL FUTEBOL!

Entre outras coisas, falou sobre sua emoção após a vitória sobre o Inter e também mostrou-se chateado com a indefinição sobre sua permanência. Ele espera que o presidente Marcelo Teixeira cumpra promessa feita há algumas semanas. Em um evento em São Paulo, o mandatário disse que assinaria a renovação de Márcio Fernandes assim que o Peixe se livrasse da degola.

Quando você chegou em casa depois do jogo, conseguiu respirar aliviado? Deu para dormir? Fiquei sabendo que você chorou no vestiário.
Foi difícil. Eram duas horas da manhã e eu não conseguia pregar o olho. A adrenalina depois do jogo ficou lá em cima. Fiquei emocionado por tudo. Pelas circunstâncias que pegamos o time, o momento hoje é um grande feito. Fiquei emocionado no momento, mas logo já me refiz. Foi um choro de alegria, de vitória, por termos dado um passo que muitos viam como impossível.

Você ouviu muitas vaias quando colocou o Quiñonez. A sorte está mesmo do seu lado?
É engraçada essa situação. O Quiñonez é trabalhador. Vi os treinos dele durante a semana e resolvi que, depois de um bom tempo, iria levar ele para a concentração, pois entendi que ele merecia. Não sei por que, mas eu tive um feeling de que ele podia ajudar. Consegui resgatar mais uma peça do nosso grupo.

Em algum momento dessa trajetória você pensou em desistir por conta da pressão? Você fraquejou em alguma ocasião?
Se eu disser que não passa pela cabeça isso estarei mentindo. Nos momentos negativos sempre aparecem pensamentos negativos. Procurei acreditar que se fui colocado nessa missão é porque tenho competência para realizar.

É inegável que o time evoluiu nas suas mãos. Ganhou um padrão e passou a jogar mais junto. O que foi mais difícil de mudar quando você chegou?
Não consegui nada sozinho. Tive o amparo da nossa comissão técnica. Primeiro tive de conhecer melhor os jogadores. Quando você está fora, tem um conhecimento supérfluo. Quando você namora é uma coisa, quando casa é outra. Encontramos problemas, mas conseguimos levantar muito auto-estima dos nossos jogadores.

Você ficou chateado com as especulações sobre outros nomes que estariam sendo sondados pela diretoria para o seu lugar? Isso tira a sua tranqüilidade?
Fico chateado pelos meus familiares e por mim. Todos os dias aparece uma notícia de um novo técnico. Isso preocupa, porque as pessoas dependem de mim. Essa indefinição é ruim. Estamos trabalhando bem, e conseguimos colher frutos em momentos difíceis. É desagradável ver todo dia estampado nome de outro técnico. Eu só sei que o que é meu ninguém vai tirar.

Por tudo que você fez, consideraria traição se o presidente dissesse que vai mudar de técnico?
Por tudo que o Marcelo já fez por mim eu acredito muito nessa pessoa. Não penso em traição porque não acredito que aconteça.

Depois da vitória sobre o Inter alguém da diretoria chegou a falar com você sobre a renovação?
Não. O presidente estava no vestiário, me parabenizou pela vitória e pelas alterações. Disse que eu sou um técnico iluminado.

E essa demora também atrapalha o planejamento…
A cada semana que vai se passando fica pior. Os outros times estão se preparando. O Santos também tem algumas coisas que estão sendo tratadas internamente para o ano que vem.

Se você ficar, com quantos jogadores pretende trabalhar?
Acho que com 25 já incluindo a subida de alguns atletas da base.

E você já tem noção de quantos reforços vai precisar?
Temos uma noção, mas prefiro não falar ainda porque estamos disputando o campeonato.

novembro 18, 2008 Posted by | Santos | , , | Deixe um comentário