Portal Futebol

Tudo sobre o futebol Brasileiro e Internacional

Flamengo inverte a sorte de lado e derrota o Galo no Maracanã

Time de Andrade, com moral, emplaca 2ª vitória seguida e já é o sétimo

Jogadores do Fla comemoram um dos gols da partida (Crédito: Ricardo Cassiano)

Jogadores do Fla comemoram um dos gols da partida

O Flamengo não teve mesmo muitas dificuldades para bater o Atlético Mineiro, por 3 a 1, nesta quinta-feira, no Maracanã. Com autoridade, virou o jogo e se impôs, com gols de Léo Moura, Kleberson e Everton. Mas precisou de um elemento a mais a seu lado para conquistar sua segunda vitória direta sob o comando de Andrade, exaltado e em franca ascensão: a sorte.

Com o resultado, o time rubro-negro é o sétimo colocado, com 23 pontos. Já o Galo, em má fase, ainda se segura em segundo, com 28. Agora, enquanto o dono da casa recebe o Náutico, domingo, o ex-líder encara o Coritiba, no Mineirão.

1º TEMPO

Ah, nostalgia. Se não foi muito, os cinco minutos iniciais da partida tiveram o gostinho dos velhos duelos entre Flamengo e Atlético: ofensivos e cheio de alternativas. Mas não durou, e comprovou uma tese: o time de Celso Roth pode até ser razoável, mas tem lá sua sorte. Isso porque no primeiro lance, Léo Moura perdeu chance incrível, sozinho na área. Em seguida, Aírton bobeou, Serginho roubou a bola e, com rapidez, serviu Éder Luís, que não perdoou: 0 a 1.

Em desvantagem, o Flamengo perdeu, mesmo que por fugazes momentos, o apoio da torcida, irritada, crendo que daria tudo errado outra vez. Nem mesmo a estrela de Andrade, que brilhou na Vila e rendeu três pontinhos, vinha à memória. Para piorar, a dupla de ataque mineira mostrava seu habitual entrosamento, e perturbava os cariocas nos contragolpes.

Só que, com o decorrer do jogo, e principalmente com o gramado escorregadio, o Galo passou a errar passes e a se fechar na defesa, deixando o rival jogar. O problema é não ter zagueiros nem laterais confiáveis. Léo, pelo lado esquerdo, e Everton, no outro extremo, deitavam e rolavam.

Tanto é que a esmagadora maioria das chances criadas pelo Fla vinha de cruzamentos. Não à toa, os gols da virada saíram por ali, com o lateral, que reclamou das vaias que sistematicamente têm ouvido, após perfeito passe de Toró, e com Kleberson, celebrando a convocação, mas não sem antes agradece a boa assistência de Everton, do bico da área.

E, se não o fim da etapa, teria mais. Salvo em uma ou outra tentativa de trama entre Júnior e Tardelli, o Rubro-Negro também sobrava em terreno no meio-de-campo. Os coadjuvantes, até aí, faziam a diferença, e desbancavam os badalados.

2º TEMPO

Prova da flagrante ineficiência do Atlético foram as duas mudanças feitas por Celso Roth logo no intervalo. O experiente Júnior e Serginho saíram para dar lugar a Evandro e Marcos Rocha. Com isso, Marcio Araújo, antes improvisado como lateral, voltou à posição de apoiador. O efeito desejado, no entanto, não foi atingido.

Apática, a equipe de Belo Horizonte não mostrava reação. O panorama seguiu quase o mesmo. Em falha de Aranha – nem ele se salvava -, Emerson deu até bicicleta, meio torta. O treinador alvinegro, impaciente, ainda perdeu Márcio Araújo, lesionado, e pôs Pedro Paulo. De fato, a sorte mudara de lado.

Sem dificuldades, então, o Flamengo tocava a bola. Logo, logo, de forma natural, saiu o terceiro. Everton enfim foi premiado, depois de passe de Adriano na área. A maré do Galo, longe da liderança do Brasileirão e do futebol intenso que o levou até lá, se tornou um pesadelo ao Éder Luís sinalizar que não poderia mais continuar. Mas, ao olhar para o banco, Roth viu que substituíra três vezes…

O jeito foi o atacante se isolar na frente, no sacrifício. A essa altura, aos fortes gritos de “Fica, Andrade”, a massa rubro-negra já vibrava pela vitória. O jogo estava morno e, por mais que os mineiros, valentes, tentassem algo, nada dava mais certo. Ô, sorte!

Mesmo machucado, Éder viu Bruno fazer grande defesa em chute seu, ao lado da meia-lua. Já próximo dos 40, Diego Tardelli fez tudo certinho, costurou a defesa, mas ficou sem ângulo e só acertou a trave. Andrade fazia testes. Entraram Zé Roberto e Everton Silva – este por precaução.

E foi isso. Depois de sofrer na mão do adversário, odiado historicamente, em algumas oportunidades recentes, o Flamengo cantava de galo com autoridade no Maracanã. No mesmo estádio, em um belo domingo, a epopéia de Andrade poderá ser completada e – quem sabe? – a efetivação vai sair.


FICHA TÉCNICA:

FLAMENGO 3 X 1 ATLÉTICO MINEIRO

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 30/07/2009 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa-RS)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Paulo Ricardo da Silva Conceição (RS)
Renda/público: 462.587,00 / 26.934 pagantes (29.490 presentes)
Cartões amarelos: Ronaldo Angelim e Aírton (FLA); Marcos Rocha (ATL)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Éder Luís, 3’/1ºT (0-1), Léo Moura, 36’/1ºT (1-1); Kleberson, 38’/1ºT (2-1); Everton, 14’/2ºT (3-1)

FLAMENGO: Bruno, Welinton, Aírton e Ronaldo Angelim; Leonardo Moura, Toró (Camacho, 24’/2ºT), Willians, Kleberson e Everton (Everton Silva, 38’/2ºT); Emerson (Zé Roberto, 31’/2ºT) e Adriano. Técnico: Andrade.

ATLÉTICO MINEIRO: Aranha; Márcio Araújo (Pedro Paulo, 10’/2ºT), Werley, Welton Felipe e Thiago Feltri; Jonílson, Renan, Serginho (Marcos Rocha, intervalo) e Júnior (Evandro, intervalo); Éder Luís e Diego Tardelli. Técnico: Celso Roth.

julho 31, 2009 Posted by | Atlético-MG, Flamengo | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Grêmio e Cruzeiro: só uma vaga na decisão

Qual dos dois fará a final da Libertadores contra o Estudiantes?

LANCEPRESS!

O Grêmio recebe o Cruzeiro nesta quinta-feira, na partida decisiva das semifinais da Libertadores. O Tricolor Gaúcho foi derrotado na partida da última semana, no Mineirão, por 3 a 1, e terá de vencer por 2 a 0 ou três gols de diferença, caso o Cruzeiro balance as redes. A principal mudança no time de Porto Alegre é a entrada de Herrera no lugar do questionado Alex Mineiro.

Com a mudança, o técnico Paulo Autuori turbinou outro fator favorável. A torcida, que já faria um barulho infernal com qualquer um que não se chamasse Alex Mineiro, é fã incondicional de Herrera desde sua primeira passagem, em 2006. Herrera, aliás, entra no time devido à fase desfavorável de Alex, que está completando quatro meses sem marcar um mísero gol – o último foi na derrota de 2 a 1 para o Inter, em 1º de março, pelo Gauchão.

— O momento não é mesmo propício para continuar a insistir com o Alex Mineiro – convenceu-se Autuori, que percebeu a animosidade da torcida com o camisa 9, depois dos dois gols perdidos no jogo do Mineirão.

Herrera entra, também, para mudar o estilo da equipe na parte ofensiva. O Grêmio vai partir desde cedo para o abafa, e precisa de dois atacantes definidores. Ao contrário de Alex Mineiro, que costuma recuar para elaborar jogadas, o argentino é mais agudo. Seu forte é corpo-a-corpo na grande área. Mas também se desloca para o lado direito, buscando o cruzamento para o cabeceio de Maxi López.

A outra modificação será a volta do goleiro Victor, que esteve com a Seleção na África do Sul, desfalcando a equipe em quatro jogos do Brasileiro e dois da Libertadores. Marcelo Grohe foi isentado de culpa nos três gols do Cruzeiro. Mas, diz-se no Olímpico, é incapaz de praticar os “milagres” do titular.

Diferentemente do que aconteceu no primeiro jogo, o Cruzeiro terá reforços consideráveis e que podem ajudar o time na manutenção da vantagem estabelecida em casa. Se há uma semana Adilson Batista perdeu dois jogadores por lesão e ficou sem um suplente no banco de reservas, o treinador poderá contar com dois cruzeirenses que não participaram da vitória por 3 a 1, em Belo Horizonte, além do retorno de Ramires, que estava com a Seleção Brasileira.

Gerson Magrão e Thiago Ribeiro, titulares do time, foram liberados pelo departamento médico. Magrão deverá começar jogando na lateral esquerda. Thiago, por sua vez, pode ser preservado para o segundo tempo e irá explorar a sua característica principal: a velocidade.

– Sabemos que o Grêmio vai querer pressionar e temos de estar bem fechado, como foi no Morumbi, para, nos contra-ataques, na base da velocidade, surpreender e marcar. Sabemos que, fazendo um gol, a dificuldade para o Grêmio aumenta ainda mais – analisou o atacante.

A última vez que a Raposa chegou à semifinal da Libertadores foi em 1997, ano em que o time conquistou o bicampeonato da competição sob o comando de Paulo Autuori, hoje à frente do Grêmio.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO x GRÊMIO

Estádio: Olímpico Monumental, Porto Alegre (RS)
Data/hora: 2/7/2009 – 21h50
Árbitro: Óscar Ruiz (COL)
Auxiliares: Abraham González (COL) e Humberto Clavijo (COL).

GRÊMIO: Victor, Thiego, Leo, Réver e Fábio Santos; Adilson, Túlio, Souza e Tcheco; Herrera e Maxi López. Técnico: Paulo Autuori.

CRUZEIRO: Fábio, Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva e Gerson Magrão; Henrique (Fabinho), Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner; Wellington Paulista e Kléber. Técnico: Adilson Batista

Sport West - Loja do Grupo Esportes Oeste (Loja Credenciada da Nike.com)

Sport West - Loja do Grupo Esportes Oeste (Loja Credenciada da Nike.com)

julho 2, 2009 Posted by | Cruzeiro, Grêmio | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Goiás toma conta do Couto Pereira e joga o Coritiba para a lanterna

Esmeraldino faz 3 a 1 e sobe na tabela. Coxa amarga jejum

Iarley comemora o segundo gol do Goiás

Como se estivesse em casa, o Goiás derrotou o Coritiba neste sábado, por 3 a 1, em Curitiba, pela quarta rodada do Brasileirão, e subiu na tabela. O time de Hélio dos Anjos surpreendeu o Coxa no Couto Pereira e chegou a cinco pontos. Se o duelo contra o Esmeraldino era considerado um bom teste para pegar o Inter, na semana que vem, o cenário não é bom. O time do Alto da Glória foi para a lanterna do Nacional com apenas um ponto em quatro partidas.

O Coxa volta a jogar pelo Brasileirão no próximo sábado, contra o Corinthians, em São Paulo. Antes, porém, faz o segundo jogo da semifinal da Copa do Brasil com o Internacional, nesta quarta. Como perdeu a partida de ida por 3 a 1, no Beira-Rio, terá de vencer por 2 a 0 para ficar com a vaga. O Esmeraldino vai ter uma semana para se preparar para pegar o Barueri, no domingo, em Goiânia.

Goiás se sente em casa

A intenção do Coritiba era pressionar o Goiás desde o início do jogo para tentar conseguir a primeira vitória no Brasileirão. Não deu certo. No primeiro ataque dos visitantes, Iarley recebeu na área, foi puxado por Carlinhos Paraíba e Felipe ao mesmo tempo, e a arbitragem marcou pênalti. Felipe precisou cobrar duas vezes para abrir o placar. Na primeira, bateu no canto direito de Vanderlei, mas o goleiro defendeu. O auxiliar Hilton Moutinho Rodrigues considerou a defesa irregular por acreditar que o camisa 1 se adiantou. Bola novamente na cal, o atacante repetiu o lado e desta vez não vacilou: 1 a 0.

Em desvantagem, não restava outra opção ao time do Alto da Glória a não ser atacar. Muito dependente de Marcelinho Paraíba, a equipe de René Simões até que tentou pressionar, mas apresentou total desorganização ofensiva. Bem montado por Hélio dos Anjos, o Goiás tratou de aproveitar.

Aos 24, Felipe fez bela jogada pela ponta esquerda, tentou achar Iarley na área, mas a bola passou pelo atacante. Cinco minutos depois, Marcelinho Paraíba cobrou escanteio e por muito pouco não surpreendeu o goleiro Harlei, que tirou a bola com um tapa. No contra-ataque, Iarley apareceu mais uma vez com perigo. Após cruzamento de Júlio César, ele recebeu na área e, mesmo sob marcação de Pereira, dominou bonito e marcou o segundo.

A situação ficaria pior para o Coxa, aos 38. Em cobrança de falta ensaiada, Iarley rolou para Felipe, e o atacante fez o segundo dele no jogo. Quarto gol no Brasileirão, e a artilharia do campeonato. Ainda havia tempo para tentar o quarto. Aos 41, Felipe Menezes recebeu pela esquerda, tentou encobrir Vanderlei com um toque de categoria, só que a bola saiu pela linha de fundo. Fim de primeiro tempo, e muitas vaias no Couto Pereira.

Goiás cadencia, e Coxa se esforça

O Coritiba voltou com Ariel no lugar de Pedro Ken, mas o que fez a diferença foi a postura do time. Aos cinco, Marcelinho Paraíba recebeu passe com liberdade na esquerda, tirou Fábio Bahia com um lindo drible entre as pernas e soltou uma bomba, com raiva, no canto direito de Harlei: 3 a 1. O jogador também chegou ao quarto gol na competição e é artilheiro.

Se o goleirão do Goiás não conseguiu defender, Vanderlei evitou o quarto do Esmeraldino. Após cobrança de lateral no campo de ataque, a defesa paranaense parou, Iarley ficou livre na área para chutar, mas esbarrou no goleiro. Marcelinho Paraíba decidiu chamar a responsabilidade para si. Aos 11, ele avançou até a entrada da área, bateu forte com o pé esquerdo e assustou Harlei.

Apesar da desvantagem no placar, o Coxa ficou com um jogador a mais em campo. Aos 22, Rafael Tolói fez falta dura em Ariel, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. O jogador do Coritiba também foi punido por reclamação. Sete minutos depois, Renatinho soltou uma bomba de muito longe e acertou a trave. Não era dia do time da casa.

O jogo também foi marcado por um festival de cartões. Foram treze amarelos e um vermelho. Vermelha também é a cor da luz que está acesa no Alto da Glória. Em quatro jogos, apenas um pontinho foi conquistado. É a segunda derrota no Couto Pereira. A primeira foi para o Santo André, por 4 a 2, na segunda rodada. Do outro lado, comemoração pela primeira vitória no Brasileiro.

FICHA TÉCNICA:

Local: Couto Pereira (PR)
Data/Horário: 30/05 – 18h30
Árbitro: Pablo dos Santos ALves (RJ)
Renda/Público: R$ 106.180 – 8.642 pagantes
Cartões amarelos: Carlinhos Paraíba, Felipe, Marcio Gabriel, Ariel, Leandro Donizete, Pereira, Jaílton (Coritiba); Amaral, Tolói, Iarley, Fábio Bahia, Harlei (Goiás)
Cartão Vermelho: Rafael Tolói(Goiás)

Coritiba: Vanderlei, Cleiton (Leandro Donizete/30’/1ºT), Pereira, Felipe; Marcio Gabriel, Jailton, Pedro Ken (Ariel/Intervalo), Carlinhos Paraíba, Vicente (Renatinho/18’2ºT); Bruno Batata, Marcelinho Paraíba. Técnico: René Simões

Goiás: Harlei, Ernando, Rafael Tolói, leandro Eusébio; Fábio Bahia, Amaral (Everton/ Intervalo), Ramalho, Felipe Menezes (João Paulo/24’/2ºT), Júlio César; Iarley (Zé Carlos/4′ 2ºT), Felipe. Técnico: Hélio dos Anjos

maio 31, 2009 Posted by | Coritiba, Goiás | , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Golaços de Taison garantem a primeira vitória do Inter no Gauchão

No sufoco, time derrota o São José por 3 a 1, e o garoto é o herói do jogo

Ampliar Foto Agência/Agência Estado Agência/Agência Estado

Taison (à esq.) entrou no segundo tempo e fez os dois primeiros gols do Inter contra o São José

Ninguém do Inter esperava moleza no Campeonato Gaúcho, principalmente no início da competição, mas os adversários parecem dispostos a incomodar o time no ano do centenário colorado. Depois do empate sem gols na estreia com o Santa Cruz, a equipe sofreu para derrotar o São José, por 3 a 1, neste domingo, na Zona Norte de Porto Alegre. Taison, que entrou no segundo tempo, fez dois belos gols e Marcelo Cordeiro completou para garantir os três pontos suados.

O Inter fica com quatro pontos na Chave 1. O São José ainda não pontuou na Chave 2. Os dois times voltam a campo, pela terceira rodada do Gauchão, na quarta-feira. O Colorado visita o São Luiz, às 22h, em Ijuí. Já o São José recebe o Esportivo, às 20h30m, no Passo d’Areia, em Porto Alegre.

Veja a classificação do Campeonato Gaúcho

Jogo truncado, e Inter amarrado
Depois de fazer muito mistério, Tite lançou Rosinei no lugar de Guiñazu, que sofreu uma lesão no joelho esquerdo na estreia, e optou por uma formação com o meio-de-campo um pouco mais defensivo. Talvez por isso o time tenha ficado “preso” no início do jogo e sem criatividade no ataque.

A primeira chance foi do São José. Aos 3 minutos, Fabiano, ex-atacante do Inter, foi lançado na área, cruzou, e Bolívar apareceu para cortar. Sem muito espaço no acanhado estádio Passo d’Areia, o Colorado chegou com um pouco mais de perigo nas tentativas de Alex. Aos 7, ele chutou de fora da área, e Luiz Müller defendeu em dois tempos. Cinco minutos depois, mesmo bem marcado, o camisa 10 tentou mais uma de longe, e a bola subiu muito.

Ainda bem que o Inter tinha Lauro atento. Aos 17, Júnior Paulista recebeu na área, bateu cruzado, e o goleiro defendeu parcialmente. No rebote, o camisa 1 conseguiu evitar o gol do Zequinha.

Bola aérea vira opção Sem conseguir fazer o jogo fluir, o Colorado tentou na bola parada. Alex cobrou falta para a área, e o capitão Bolívar apareceu para surpreender, aos 29, mas a conclusão não foi boa. Aos 31, uma jogada de outro ex-jogador do Inter. Sandro Sotili tabelou com Fabiano, tentou receber na área, mas não alcançou.

Dois minutos mais tarde, a melhor chance do Inter no primeiro tempo. D’Alessandro cobrou escanteio, Marcão subiu bem para cabecear, mas Diego Botim salvou quase sobre a linha do gol.

Os astros colorados estavam sumidos, mas o talento de Alex apareceu, aos 38. O meia deixou D’Ale na cara do gol, o argentino bateu colocado, e Luiz Müller fez bela defesa.

Mas, em seguida, o Zequinha quase abriu o placar em ótimo chute de fora da área de Enciso, aos 41. Sandro Sotili chegou a balançar a rede para os visitantes, de cabeça, mas a arbitragem assinalou impedimento.

Aos 47, D’Alessandro foi corrigir o posicionamento da barreira do São José e se desentendeu com Sandro Sotili, que empurrou o argentino. O árbitro puniu os dois com cartão amarelo. Na cobrança, Alex passou perto.

Sem mudanças, mas com disposição
Mesmo com o desempenho ruim do time no primeiro tempo, o técnico Tite optou por manter a escalação na etapa final. Mas o Colorado voltou diferente. Logo no primeiro minuto, Alex tentou fazer um gol olímpico. A bola tocou na trave, e o goleiro Luiz Muller tirou com um soco. O duelo teria o último capítulo. Aos 7, o camisa 10 se livrou da marcação e bateu firme. O goleirão pegou mais uma.

Quando o Inter jogava melhor, e a torcida incentivava, Alex foi expulso pelo árbitro Ânderson Daronco. O jogador do Inter tentou cobrar uma falta com rapidez e chutou a bola sobre a adversário. Na saída do campo, o meia mostrou tranquilidade, mas discordou da arbitragem.

– Ele ficou sobre a bola, fui tocar para o Magrão, se não me engano, e o jogador fez teatro. È uma questão de interpretação e não tem o que fazer – disse, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Um grupo de torcedores colorados começou a atirar objetos em campo, e o policiamento foi acionado.

Taison tem estrela? Deve ter uma constelação
Com um jogador a menos, a equipe de Tite não se intimidou e continuou no ataque. Aos 17, Nilmar fez fila na entrada da área e foi derrubado. D’Alessandro não aproveitou a cobrança de falta, mas o lance gerou a expulsão do zagueiro Samuel.

Depois deste lance, o Inter finalmente conseguiu fazer o primeiro gol no ano do centenário, aos 22. Taison, que entrou no lugar de Rosinei, recebeu a bola no meio-campo, arrancou com velocidade e acertou um belo chute: 1 a 0 e explosão colorada no Passo d’Areia.

A alegria do Inter durou apenas quatro minutos. Aos 26, Sandro Sotili fez bela jogada pela direita e cruzou para Júnior Paulista empatar com facilidade: 1 a 1. Logo na sequência, D’Alessandro cruzou na primeira trave, Nilmar tentou o desvio, mas não conseguiu tocar na bola.

Aos 35, Sotili quase aprontou. Após cruzamento para a área, ele cabeceou na cara do gol, mas Lauro fez uma defesa espetacular. Quando a pressão era toda do São José, Taison apareceu mais uma vez para decidir. Aos 42, o garoto fez fila na área, chutou duas vezes e conseguiu um gol chorado, mas que vale os primeiros três pontos para o Inter no Gauchão.

Depois do lance, D’Alessandro e Jonas se desentenderam e foram expulsos. Tite reclamou da arbitragem e também foi excluído do jogo. O São José tentou chegar à igualdade, mas já era tarde.

Aos 53 minutos, Marcelo Cordeiro fechou o placar do jogo. O jogador recebeu na entrada da área do Zequinha, avançou com a bola e bateu no canto do goleiro.

Ficha técnica:

SÃO JOSÉ 1 x 3 INTERNACIONAL
Luiz Müller, Enciso, Samuel e Ari; Diego Botim (Vitor), Daril (Jonas), Carlos Alberto, Júnior Paulista (Dênio) e Pedro Carmona; Fabiano e Sandro Sotili. Lauro, Bolívar, Danny Morais, Álvaro e Marcão (Marcelo Cordeiro); Maycon, Magrão, Rosinei (Taison) e D’Alessandro; Alex e Nilmar (Gustavo Nery).
Técnico: André Luís. Técnico: Tite.
Gols: Taison, aos 22 minutos do segundo tempo; Júnior Paulista, aos 26; Taison, aos 42 minutos, e Marcelo Cordeiro, aos 53.
Cartões amarelos: Rosinei, D’Alessandro e Taison (Internacional), Samuel, Sotili e Enciso (São José) Cartão vermelho: Alex e D’Alessandro (Internacional), Samuel e Jonas (São José).
Estádio: Passo d’Areia, em Porto Alegre (RS). Data: 25/01/2009. Árbitro: Ânderson Daronco. Auxiliares: José Franco Filho e José Inácio de Souza.

GAÚCHO
Primeiro turno – segunda rodada (horários de Brasília)
Sábado, 24/01
Grêmio 5 x 0 Esportivo
Canoas 0 x 0 Juventude
Domingo, 25/01
São José POA 1 x 3 Internacional
Ypiranga 2 x 0 Veranópolis
Santa Cruz 3 x 1 Avenida
Caxias 4 x 2 Internacional SM
São Luiz 0 x 0 Novo Hamburgo

janeiro 25, 2009 Posted by | Internacional | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Palmeiras elimina o Vasco na Sul-Americana

Em jogo frio, equipe paulista faz o mínino diante de adversário fragilizado.

O Palmeiras, em um jogo que, sob 12 graus em São Paulo, foi, no máximo, morno em parte do segundo tempo, venceu o Vasco por 3 a 0 e se classificou para as oitavas-de-final da Copa Sul-Americana. Pouco mais de dois mil pagantes acompanharam o confronto.

A equipe cruzmaltina venceu o confronto de ida, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), por 3 a 1, e por isso poderia empatar ou mesmo perder por 1 a 0 que avançaria para as fase internacional da competição continental.

Precisando de gols para se classificar, mas sem muito interesse na competição, o Palmeiras entrou em campo com diversos titulares, mas sem ímpeto algum. Por sua vez, o Vasco, com seus principais atletas disponíveis – a delegação teve 18 jogadores (Edmundo ficou no banco) -, manteve-se na defesa para explorar os contra-ataques.

Com o campo para si, o time paulista foi mais presente no ataque, porém pouco ameaçou concretamente o recuado adversário. Mesmo assim, aos 32 minutos, tranqüilamente, saiu o gol verde. Em lance pela esquerda, Maicossuel fez ótimo lançamento na área. Thiago Cunha apareceu nas costas da dupla de zaga cruzmaltina e acertou um lindo voleio no ar, encobrindo o goleiro Roberto.

O confronto melhorou na etapa final, especialmente porque o Vasco passou a partipar dele. Aos seis minutos, Madson cruzou pela direita de ataque e Leandro Amaral cabeceou livre na grande área, para boa defesa do goleiro Marcos. Foi a senha para o Palmeiras retornar ao confronto.

Sem inspiração, contudo explorando a fragilidade da defesa cruzmaltina, o Alviverde fez o segundo cinco minutos depois. Kléber foi lançado pela esquerda, ganhou no corpo de Marcus Vinícius e cruzou rasteiro. A jogada estava limpa para o goleiro Roberto, que falhou e soltou a bola nos pés de Denílson, que apenas escorou para a rede.

Aos 39 minutos, a quarta derrota consecutiva do Vasco na temporada foi consolidade: Evandro chutou forte da entrada da área e a bola parou em Thiago Cunha, que dominou e bateu forte para marcar.

A equipe cruzmaltina ainda buscou o ataque, desorganizadamente, buscando o gol que levaria a decisão da vaga para os pênaltis, mas não conseguiu concluir, apesar da pressão.

Agora, o time paulista enfrenta o Sport Áncash, do Peru, nos dias 24 de setembro e 1º de outubro. O confronto de ida, na semana que vem, acontecerá na cidade peruana de Huancayo, localizada a pouco mais de 3.200 metros acima do nível do mar. O vencedor desta chave enfrenta o classificado do duelo San Luis, do México, e Argentino Juniors, da Argentina.

Palmeiras e Vasco voltam a campo para se enfrentar no próximo domingo, no mesmo palco, às 18h10, pelo Campeonato Brasileiro. Enquanto o Alviverde é o vice-líder da competição, três pontos atrás do primeiro colocado, o Grêmio, o Cruzmaltino está em 17º lugar, na zona de rebaixamento.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 3 X 0 VASCO

Estádio: Palestra Itália, São Paulo (SP)
Data/hora: 17/9/2008 – 22h (de Brasília)
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Auxiliares: Alessandro Rocha (Fifa-BA) e Milton Otaviano dos Santos (Fifa-BA)
Renda/público: R$66.750 / 2.747 pagantes
Cartões amarelos: Alex Mineiro e Martinez (PAL); Eduardo Luiz (VAS)

GOLS: Thiago Cunha, 32’/1ºT (1-0); Denílson, 11’/2ºT (2-0); Thiago Cunha, 39’/2ºT (3-0).

PALMEIRAS: Marcos, Elder Granja, Gustavo, Maurício e Leandro; Jumar, Léo Lima, Maicossuel (Evandro, 15’/2ºT) e Denílson (Martinez, 30’/2ºT); Thiago Cunha e Alex Mineiro (Kléber, intervalo). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

VASCO: Roberto, Marcus Vinícius, Eduardo Luiz, Jorge Luiz e Vilson; Jonílson, Mateus (Rodrigo Antônio, 18’/2ºT), Madson e Alex Teixeira (Edmundo, 18’/2ºT); Leandro Amaral e Alan Kardec. Técnico: Tita.

setembro 18, 2008 Posted by | Palmeiras, Vasco da Gama | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário