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Nos pênaltis, Internacional é campeão dentro do Olímpico

Após jogo eletrizante no tempo normal, Renan se redime de falha e pega três cobranças

Grêmio e Internacional decidiram neste domingo, no Estádio Olímpico, o título do Campeonato Gaúcho de 2011. Com a vitória colorada por 3 a 2 no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis, já que o Grêmio vencera o primeiro jogo pelo mesmo placar. Nas penalidades, brilhou a estrela do goleiro Renan, que pegou as cobranças de William Magrão, Lúcio e Adílson.

A partida começou com os donos da casa impondo seu ritmo. Mesmo tendo batido o rival no Beira-Rio, o Grêmio imprensou o seu adversário em seu campo de defesa, e contou com o meia Douglas em tarde inspirada.O Inter, por sua vez, viu seu esquema com três zagueiros ruir logo aos 15 minutos da etapa inicial. Douglas deu lançamento milimétrico para Lúcio, que tocou por baixo do goleiro Renan. Incrédulos, os defensores colorados pediam impedimento inexistente.

O gol acentuou ainda mais o predomínio azul, que seguia de posse do meio de campo e criava as oportunidades mais concretas. Viçosa e Douglas, por exemplo, desperdiçaram chances que praticamente selariam o bicampeonato do Gaúcho. O rumo da partida mudou quando o técnico Falcão decidiu abandonar o desenho tático inicial.

Com o meia Zé Roberto na vaga de Juan, o Colorado foi um time mais envolvente e equilibrou as ações e a posse de bola. E foi dos pés de Zé Roberto que nasceu o empate dos visitantes. O apoiador fez jogada pela esquerda e cruzou. Leandro Damião, bem colocado, girou sobre o zagueiro e bateu para reacender as esperanças da minoria colorada presente ao jogo.

Necessitando de mais um gol para levar a decisão para os pênaltis, o Internacional não tinha outra alternativa a não ser buscar o ataque. Aos 45 minutos, Zé Roberto bateu o escanteio, a zaga rebateu e Andrezinho, de fora da área, colocou fogo no clássico.

A etapa final deixou os torcedores com a respiração presa, deixando no ar a sensação de que um gol de qualquer uma das partes resolveria a parada. Impulsionado pelo gol obtido quase nos acréscimos, o Inter partiu para cima do rival, que voltou um tanto mais cauteloso para a decisão.

Aos poucos, porém, o reequilíbrio voltou a ser a tônica do jogo. Aos 11, Leandro Damião isolou o que poderia ser o gol do título. Um minuto depois, Viçosa não marcou o gol que representaria o alívio tricolor.O suspense permaneceu. O desenho aparentemente definitivo da decisão aconteceu aos 28 minutos, momento em que Victor derrubou Zé Roberto na área. O argentino D’Alessandro, que não vinha em grande jornada, teve calma para colocar a bola no fundo da rede.

O apelido Imortal, no entanto, cabe bem ao Grêmio. Aos 36, o goleiro Renan soltou novamente um cruzamento na área e Borges, bem colocado, teve o trabalho de marcar e levar a decisão para os pênaltis. Antes do apito de Leandro Vuaden, entretanto, Inter e Grêmio tiveram chances claríssimas de liquidar.

Nos pênaltis, vitória colorada por 5 a 4. Bicampeonato e festa da metade vermelha do Rio Grande do Sul.

FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO 2 (4) X 3 (5) INTERNACIONAL

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data/Hora: 15/5/2011 às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Leandro Vuaden
Auxiliares: Altemir Hausmann e Júlio Cesar dos Santos
Cartões amarelos: Juan, D’Alessandro, Zé Roberto, Guiñazu (INT); Vílson, Fábio Rochemback (GRE)
Cartões vermelhos: –

Gols: Lúcio, 15’/1ºT (1-0); Leandro Damião, 31’/1ºT (1-1), Andrezinho, 46’/1ºT (1-2), D’Alessandro, 29’/2ºT (1-3), Borges, 36’/2ºT (2-3)

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Vilson, Rodolfo e Gilson (William Magrão, 32’/2ºT); Fábio Rochemback, Adilson Lúcio e Douglas; Leandro (Lins, 31’/2ºT) e Júnior Viçosa (Borges,30’/2ºT) Técnico: Renato Gaúcho.

INTERNACIONAL: Renan, Bolivar, Índio, Juan (Zé Roberto, 28’/1ºT) e Nei; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Oscar, 4’/2ºT), D’Alessandro e Kleber; Leandro Damião. Técnico: Falcão.

maio 15, 2011 Posted by | Grêmio, Internacional | , | Deixe um comentário

Nos pênaltis, Fogão é eliminado pelo Americano em noite épica

Mago é herói e vilão em jogo emocionante no Engenhão. Time dirigido por Ney Franco, agora, concentra forças na decisão da Taça Rio

Maicosuel lamenta muito a eliminação precoce do Fogão

Maicosuel lamenta muito a eliminação precoce do Fogão (Crédito: Júlio Cesar Guimarães)

A comparação de Victor Simões entre o jogo desta quinta-feira e o clássico de domingo, contra o Flamengo, pode ter sido exagerada, mas a julgar pela disposição do Americano do meio do primeiro tempo para frente, culminando na eliminação nos pênaltis, até fez sentido. Com muita emoção no Engenhão, Maicosuel fez 2 a 1 nos acréscimos, só que nas cobranças o grande vitorioso por 5 a 4 foi o time de Campos, após erro do craque na primeira.

Ao clube, agora, só resta se fechar para não desperdiçar a chance de ser campeão estadual direto, com a conquista da Taça Rio, que estará em jogo contra o Rubro-Negro. Já os campistas vão esperar pela definição entre Figueirense e Ponte Preta, que jogam dia 22 pela vaga.

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O JOGO:

Como um foguete, o Botafogo começou o jogo acuando o Americano, que levou cerca de dez minutos para conseguir sair do campo de defesa com a bola dominada. Triangulações entre Thiaguinho, Léo Silva e Victor Simões davam a velocidade necessária para que o goleiro Jeferson fosse ameaçado com certa frequência.

Reinaldo, em seguida, deu trabalho ao camisa 1 com um potente chute de canhota da meia-lua. Quando o Americano passava a gostar da partida – lembrando que até esse momento garantia-se na outra fase -, Juninho recuperou uma bola, arrancou pelo meio e tabelou com Victor Simões, que, de letra, deixou o zagueiro na boa para acertar bom chute no ângulo direito.

A vantagem foi o empurrão fundamental para que a torcida, presente em bom número, esquentasse o jogo. Pena somente acabou sendo a lesão de Reinaldo, que teve de sair, poupado, reclamando de desconforto na coxa esquerda. Isso talvez tenha desanimado um pouco o time, que cedeu espaços. Ao fim da primeira etapa, o Americano já era até melhor.

SEGUNDO TEMPO:

E o panorama seguiu assim logo depois do intervalo, com duas chances criadas por Kiesa, justamente pelo lado da defesa que Ney Franco mexeu, ao pôr o ofensivo ala Gabriel no lugar de Wellington. Com as instruções do treinador, porém, os jogadores foram se ajustando em campo.

Na prática, ficou assim: Leandro Guerreiro passou a ser o zagueiro pela esquerda, função semelhante a que poderá ocupar de novo no domingo, contra o Flamengo, em virtude da suspensão de Juninho; Thiaguinho seguiu para o meio-de-campo e Gabriel povoou sua vaga.

O que era para melhorar, tornar o Fogão mais ofensivo, se transformou em tensão no Engenhão, quando Eberson deixou Kiesa livre para deslocar Renan e empatar. A partir daí, quem apoiava passou a cobrar, quem estava bem no jogo, ficou nervoso… Afinal, era preciso fazer dois gols para passar! Thiaguinho desperdiçou grande chance, ao testar sua canhota cega.

Toninho Andrade, então, deu início às suas substituições para interromper a partida, e nada de o time de Ney encontrar alternativas para invadir a populosa área rival com qualidade. Nem mesmo a entrada do estreante Jean Coral resolveu alguma coisa. Em boa noite, Juninho tentou de suas bombas, mas foi Maicosuel, por sua vez, que explodiu uma no travessão.

E foi assim, tentando acreditar no que estava acontecendo, já que estava prestes a ser a primeira decepção oficial da temporada, que o Botafogo arriscou, driblou e errou muito. Até que surgiu um Mago, aos 46 minutos, ensaboado como só ele, que encaixou a bola no canto esquerdo e fez 2 a 1, resultado que levaria a decisão da vaga para os pênaltis, quebrando todos os paradigmas de que, ali, a bola não mais entraria.

Minutos depois, porém, o mesmo craque desperdiçou seu chute, o primeiro do time, e o Americano foi competente o suficiente para acertar as cinco batidas. Pirão marcou o último e levou a vaga para Campos.
DISPUTA DE PÊNALTIS:

Botafogo: Maicosuel (ERROU), Juninho (GOL), Léo Silva (GOL), Victor Simões (GOL) e Leandro Guerreiro (GOL)
Americano: Kiesa (GOL), Paulo Henrique (GOL), Carlão (GOL), Ernani (GOL) e Pirão (GOL)
FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 2 X 1 AMERICANO

NOS PÊNALTIS: 4 X 5

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 16/04/09 – 19h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Djalma José Beltrami Teixeira (RJ)
Assistentes: Eduardo de Souza Couto (RJ) e Flavio Manoel da Silva (RJ)
Renda/público: R$ 142.235,00 / 17.809 pagantes (19.229 presentes)
Cartões amarelos: Victor Simões, Wellington e Alessandro (BOT) Diego Sales, Renan e Élson (AME)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Juninho, 18’/1ºT (1-0), Kiesa, 20’/2ºT (1-1) e Maicosuel, 46’/2ºT (2-1)

BOTAFOGO: Renan, Fahel (Jean Coral, 27’/2ºT), Juninho e Wellington (Gabriel, intervalo); Alessandro, Leandro Guerreiro, Léo Silva, Maicosuel e Thiaguinho; Reinaldo (Diego, 29’/1ºT) e Victor Simões – Técnico: Ney Franco.

AMERICANO: Jeferson, Elson, Carlão e Anderson; Paulo Henrique, Pirão, Renan, Éberson (Elias, 38’/2ºT) e Ernani; Diego Sales (Diego, 27’/2ºT) e Kieza – Técnico: Toninho Andrade.

* Atualizado às 23h

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abril 17, 2009 Posted by | Botafogo | , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário