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Fernandes: ‘O que é meu ninguém vai me tirar’

Técnico está aliviado com a vitória sobre o Inter, por 1 a 0, na Vila Belmiro

Nesta segunda-feira, o técnico do Santos, Márcio Fernandes, esteve na redação do PORTAL!, em São Paulo, e participou de um chat. Ele respondeu perguntas feitas pelos internautas do PORTAL FUTEBOL!

Entre outras coisas, falou sobre sua emoção após a vitória sobre o Inter e também mostrou-se chateado com a indefinição sobre sua permanência. Ele espera que o presidente Marcelo Teixeira cumpra promessa feita há algumas semanas. Em um evento em São Paulo, o mandatário disse que assinaria a renovação de Márcio Fernandes assim que o Peixe se livrasse da degola.

Quando você chegou em casa depois do jogo, conseguiu respirar aliviado? Deu para dormir? Fiquei sabendo que você chorou no vestiário.
Foi difícil. Eram duas horas da manhã e eu não conseguia pregar o olho. A adrenalina depois do jogo ficou lá em cima. Fiquei emocionado por tudo. Pelas circunstâncias que pegamos o time, o momento hoje é um grande feito. Fiquei emocionado no momento, mas logo já me refiz. Foi um choro de alegria, de vitória, por termos dado um passo que muitos viam como impossível.

Você ouviu muitas vaias quando colocou o Quiñonez. A sorte está mesmo do seu lado?
É engraçada essa situação. O Quiñonez é trabalhador. Vi os treinos dele durante a semana e resolvi que, depois de um bom tempo, iria levar ele para a concentração, pois entendi que ele merecia. Não sei por que, mas eu tive um feeling de que ele podia ajudar. Consegui resgatar mais uma peça do nosso grupo.

Em algum momento dessa trajetória você pensou em desistir por conta da pressão? Você fraquejou em alguma ocasião?
Se eu disser que não passa pela cabeça isso estarei mentindo. Nos momentos negativos sempre aparecem pensamentos negativos. Procurei acreditar que se fui colocado nessa missão é porque tenho competência para realizar.

É inegável que o time evoluiu nas suas mãos. Ganhou um padrão e passou a jogar mais junto. O que foi mais difícil de mudar quando você chegou?
Não consegui nada sozinho. Tive o amparo da nossa comissão técnica. Primeiro tive de conhecer melhor os jogadores. Quando você está fora, tem um conhecimento supérfluo. Quando você namora é uma coisa, quando casa é outra. Encontramos problemas, mas conseguimos levantar muito auto-estima dos nossos jogadores.

Você ficou chateado com as especulações sobre outros nomes que estariam sendo sondados pela diretoria para o seu lugar? Isso tira a sua tranqüilidade?
Fico chateado pelos meus familiares e por mim. Todos os dias aparece uma notícia de um novo técnico. Isso preocupa, porque as pessoas dependem de mim. Essa indefinição é ruim. Estamos trabalhando bem, e conseguimos colher frutos em momentos difíceis. É desagradável ver todo dia estampado nome de outro técnico. Eu só sei que o que é meu ninguém vai tirar.

Por tudo que você fez, consideraria traição se o presidente dissesse que vai mudar de técnico?
Por tudo que o Marcelo já fez por mim eu acredito muito nessa pessoa. Não penso em traição porque não acredito que aconteça.

Depois da vitória sobre o Inter alguém da diretoria chegou a falar com você sobre a renovação?
Não. O presidente estava no vestiário, me parabenizou pela vitória e pelas alterações. Disse que eu sou um técnico iluminado.

E essa demora também atrapalha o planejamento…
A cada semana que vai se passando fica pior. Os outros times estão se preparando. O Santos também tem algumas coisas que estão sendo tratadas internamente para o ano que vem.

Se você ficar, com quantos jogadores pretende trabalhar?
Acho que com 25 já incluindo a subida de alguns atletas da base.

E você já tem noção de quantos reforços vai precisar?
Temos uma noção, mas prefiro não falar ainda porque estamos disputando o campeonato.

novembro 18, 2008 Posted by | Santos | , , | Deixe um comentário

Adaílton preparado para assumir vaga de Eller

Zagueiro deve fazer seu primeiro jogo no Brasileiro, sábado contra o Botafogo

A dúvida de Márcio Fernandes sobre quem será o substituto de Fabiano Eller, suspenso, parece ter acabado. Adaílton deve mesmo ser o parceiro de Domingos na zaga santista para a partida contra o Botafogo no próximo sábado, no Rio de Janeiro.

No jogo treino entre Santos e Paulista nesta quarta-feira, no CT Rei Pelé, o jogador participou de todo o primeiro tempo da partida, assim como os titulares da equipe. Adaílton ficou entusiasmado com o próprio rendimento em campo.

– Eu fiquei muito feliz. Já voltei a dar uma chegadinha, ganhei várias bolas. Na verdade, não perdi nenhuma nesse jogo. Isso me deu ainda mais confiança para a partida de sábado, garante.

Adaílton não atua desde o final de fevereiro deste ano, quando rompeu o ligamento cruzado no final da partida entre Santos e Guarani, na Vila Belmiro, pelo Paulistão. Quando se preparava para retornar em junho, Adaílton sofreu uma contusão no mesmo joelho operado durante um treinamento e precisou passar por uma artroscopia.

Depois de muito tempo afastado, Adaílton, que foi recontratado pelo clube em janeiro, após saída de Betão – está ansioso para fazer sua estréia no Campeonato Brasileiro, a nove rodadas para o fim do torneio.

– Estou com aquele sentimento de estrear no profissional. Com muita vontade, mas dentro da racionalidade, para que também não exista um exagero da minha parte. Tenho certeza que darei mais de 100%. Até porque, esse sempre foi o meu lema.

outubro 15, 2008 Posted by | Santos | , , , , , , | Deixe um comentário

Fora, Santos é um dos piores da história

Aproveitamento de 16,7% iguala a marca de 1997, a pior do Alvinegro

O Santos está impedido de sonhar com uma condição melhor no Brasileirão devido ao péssimo desempenho fora de casa. A campanha é péssima, soma apenas uma vitória em 14 jogos, o que resulta, até o momento, no pior desempenho como visitante da história do time no torneio.

O aproveitamento de 16,7% é idêntico ao de 1997, quando a equipe somou só oito, dos 48 pontos possíveis como visitante. Mesmo assim, o time comandando por Luxemburgo chegou até a semifinal da disputa graças ao aproveitamento de 88,9% como mandante. Neste ano, o aproveitamento na Vila é de 57,8%.

Gramados ruins, campos grandes, pressão da torcida, tudo isso já foi argumento para os jogadores santistas, mas nada justifica o pífio desempenho longe da Vila.

A disparidade entre as atuações dentro e fora de casa neste campeonato são impressionantes, e assombra inclusive a era Márcio Fernandes. Com o treinador, considerado fundamental para a recuperação do elenco, já foram cinco partidas como visitante, sendo dois empates e três derrotas. O único triunfo obtido sem o mando foi diante do Internacional (1 a 0), no Beira-Rio. Na época, a equipe era dirigida por Cuca.

– O Santos tem mostrado qualidade e competência para conquistar o resultado fora – acredita Fernandes.

Não é o que mostram os números. A dificuldade para marcar fora de casa impressiona. Foram apenas sete, dos 36 feitos no Brasileirão.
Kléber Pereira ilustra bem este quesito. Já que o artilheiro do Brasileirão com 20 gols, marcou apenas um longe do alçapão. O tento aconteceu no clássico contra o Palmeiras, no Palestra Itália.

Como visitante ainda restam cinco jogos. Tempo suficiente para o elenco reagir e não entrar negativamente para a história do clube.

Sofrimento fora de casa

Kléber Pereira
É o artilheiro do Brasileirão com 20 gols, mas só marcou uma vez fora de casa, na partida contra o Palmeiras, no Palestra Itália. chutou a bola na trave.

Molina
Fez dez gols com a camisa do Santos, e todos foram marcados na Vila Belmiro. Os números justificam sua fama de jogador caseiro.

No Brasileirão
Saldo de gols da equipe como visitante é de 18. Nenhum jogador marcou mais de uma vez fora de casa. Sete atletas têm um gol cada.

outubro 12, 2008 Posted by | Santos | , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Kléber Pereira merece ser convocado?

Artilheiro do Santos no Brasileirão segue esquecido por Dunga

Neste sábado, após a vitória por 4 a 0 sobre o Atlético Paranaense, com mais um gol do artilheiro Kléber Pereira, de pênalti, o técnico Márcio Fernandes fez um desabafo:

– Falar do Kléber Pereira é chover no molhado. Ele é realmente fantástico. E vamos falar a realidade: faz tempo que ele merece uma chance na Seleção Brasileira.

Que os números do artilheiro na temporada são fantásticos – principalmente, no Brasileiro – até o torcedor mais desinformado do Santos já está cansado de saber. Abrindo dos concorrentes na artilharia do torneio e tirando o Peixe do fundo do poço, fica a pergunta: por que Kléber Pereira não tem uma oportunidade na Seleção?

Levantamento feito pelo PORTAL FUTEBOL! mostra que os artilheiros dos principais campeonatos europeus foram chamados ao menos uma vez para a seleção de seu respectivo país.

Com 33 anos, o artilheiro santista já ouviu de amigos que não é convocado por conta da sua idade. Nas últimas convocações, Dunga chamou os experientes Gilberto Silva, 32, e Josué, 29, Lúcio, 30, Gilberto, 32, e Mineiro, 33. No exterior, a idade não é vista como grande empecilho. Na temporada passada, Del Piero, 34 anos, foi o artilheiro do Campeonato Italiano pela Juventus e voltou a defender sua seleção.

Kléber Pereira evita falar sobre o assunto. Deixa sempre no ar sua insatisfação pelos métodos utilizados nas convocações. Em entrevista recente ao PORTAL FUTEBOL!, disse que os goleadores do Brasileirão, como ele, Keirrison, Alex Mineiro e Washington, poderiam vestir a amarelinha e substituir os atuais selecionáveis. E ainda disparou:

– Se nem o Rodrigo Souto, jogando um bolão e com o Luxemburgo aqui, foi convocado, imagina eu?

Como mostra outro levantamento, mais uma vez o artilheiro do Brasileirão, um dos campeonatos mais disputados do mundo, não passa nem perto da Seleção Brasileira. E aí, Dunga? Olha o artilheiro aí!

outubro 6, 2008 Posted by | Santos | , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Santistas contrariam números e sonham com Taça Libertadores

Peixe não tem aproveitamento suficiente para sequer alcançar a Sul-Americana, mas técnico e jogadores traçam planos ambiciosos.

Empolgados com a subida de produção no Brasileirão, os santistas se dão ao luxo de sonhar alto. Em 14º lugar, com 29 pontos, o Peixe está a um ponto da zona de classificação para a Copa Sul-Americana (da quinta a 12ª posição). Embora esse objetivo seja bem mais concreto, há na Vila Belmiro quem vislumbre uma vaga no G-4, que garantiria ao Alvinegro um lugar na Taça Libertadores.

– Temos de sonhar alto. O torcedor tem esse direito e o jogador também. Estamos nos aproximando da Sul-Americana. Depois que alcançarmos, temos de pensar mais na frente, na Libertadores – afirma o goleiro Douglas, que vem substituindo Fábio Costa, que está lesionado há dois meses.

Esse também é o pensamento do técnico Márcio Fernandes. O treinador admite que ainda é cedo demais para falar em vaga na Libertadores. No entanto, ele deixa escapar que nutre esse sonho.

– Quando estávamos na zona de rebaixamento, ninguém acreditava que poderíamos chegar à zona de classificação para a Sul-Americana. Agora, que estamos bem perto, porque não pensarmos em Libertadores? Importante é traçar objetivos e tentar alcançá-los – afirma.

O problema é que os números jogam contra esse desejo alvinegro. Desde que o Brasileirão passou a ser disputado por pontos corridos, em 2003, um time precisa ter um aproveitamento superior a 53% para chegar ao menos na quarta posição da competição. Quem conseguiu chegar em quarto com menor índice foi o Fluminense, ano passado, que aproveitou 53,5% dos pontos que disputou, marcando 61 pontos em 38 rodadas.

Atualmente, o Peixe tem apenas 38,7%, com 29 pontos. Para alcançar o índice do Flu, o Santos precisaria fazer um returno muito bom: teria de conquistar 32 dos 39 pontos que ainda irá disputar. E mesmo assim, correria risco de ficar fora do G-4

setembro 17, 2008 Posted by | Santos | , , , , | Deixe um comentário