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Com um a menos, Santos empata com a Ponte e perde a ponta

Dupla Elano e Maikon Leite decidem mais uma vez e Peixe fica no 2 a 2 contra Macaca

Mais uma vez a dupla Elano e Maikon Leite fez a diferença e salvou o Santos da primeira derrota em 2011. Os artilheiros do Campeonato Paulista, com seis gols cada, marcaram novamente e garantiram o empate da equipe em 2 a 2 com a Ponte Preta, nesta quarta-feira. A má notícia é que o Peixe perdeu a ponta do Paulistão.

Com uma equipe cheia de desfalques, o Santos não repetiu as boas atuações dos último jogos e saiu em desvantagem aos 20 minutos de jogo, mas conseguiu igualdade ainda no primeiro tempo, em um belo gol de falta de Elano.

Na etapa final, o time da Vila voltou a ficar em desvantagem e ainda teve o goleiro Rafael expulso. Entretanto, mesmo com um homem a menos, o Peixe foi valente e buscou o empate aos 40 minutos da etapa final.

Na próxima rodada o Santos enfrenta o Santo André, sábado, às 19:30, no Pacaembu. Já a Ponte recebe o Linense, domingo, às 19:30, no Moisés Lucarelli.

O JOGO

Já pensando na estreia santista na Libertadores, dia 15, contra o Deportivo Táchira, na Venezuela, o técnico Adilson Batista decidiu mexer no time e poupou o lateral-esquerdo Léo, o zagueiro Edu Dracena e o volante Adriano. Assim, o Peixe que já contava com alguns desfalques, como Neymar, Paulo Henrique Ganso, Jonathan e Arouca, foi a campo ainda mais modificado.

A equipe parece ter sentido as ausências e quando a bola rolou o que se viu foi um Santos muito diferente das últimas partidas. Com Elano bem marcado e Róbson errando muitos passes, o time enfrentava dificuldades na criação. Além disso, Keirrison pouco apareceu no primeiro tempo e seu companheiro, Maikon Leite, artilheiro do campeonato, não estave tão inspirado quanto nos outros jogos do Paulistão.

Aproveitando-se da fragilidade santista e do apoio de sua torcida, a Macaca partiu para cima desde o início. O time da casa marcava sobre pressão e quase não deixava o adversário passar do meio-de-campo.

Logo aos três minutos, quase o primeiro da Ponte. Mancuso cruzou na área e o zagueiro Ferron subiu mais alto que a zaga do Santos, mas cabeceou para fora.

A equipe da Vila Belmiro assustava apenas nos contra-ataques, como aos 15 minutos, em jogada rápida de Maikon Leite, que recebeu lançamento e bateu de primeira, fazendo a bola passar rente à trave de Bruno Fuso.

Apesar do susto, a Ponte Preta era melhor e aos 22 minutos abriu o placar. Após cobrança de escanteio, Gil aproveitou o rebote e tocou para Mancuso, que cruzou na cabeça de Rômulo. O atacante, livre, mergulhou e tocou de cabeça, marcando o primeiro gol da Macaca em casa em 2011.

Com a desvantagem no marcador o Santos se viu obrigado a sair mais, mas a equipe continuava com dificuldades na armação. Porém, aos 40 minutos brilhou mais uma vez a estrela do meia Elano. O camisa 8 do Peixe cobrou falta da entrada da área com perfeição e anotou o seu sexto gol na temporada, empatando a partida.

Na etapa final a Ponte continuou comandando as principais ações de ataque e aos nove minutos um lance de desatenção da zaga santista decidiu a partida. A defesa do Peixe apenas observou Rômulo sair cara a cara com o goleiro Rafael, que ao ser driblado cometeu o pênalti e foi expulso. Na cobrança, Renatinho deslocou o goleiro Vládimir e recolocou a Macaca em vantagem.

Com um jogador a menos, o Santos partiu em busca do empate, mas esbarrava nas falhas individuais e na defesa bem postada do time campineiro.

Após o segundo gol, a Ponte diminuiu o ritmo e passou a valorizar a posse de bola. Com espaço para jogar, a equipe ainda assustava nos contra-ataques.

Porém, aos 40 minutos, a dupla Elano e Maikon Leite decidiu mais uma vez. O meia arrancou, deixou dois defensores para trás, invadiu a área e tocou de calcanhar para o camisa 11. O atacante fintou Leandro, invadiu a área e tocou na saída de Bruno, dando números finais à partida.

PONTE PRETA 2 X 2 SANTOS

Estádio: Moisés Lucarelli, Campinas (SP)
Data/hora: 2/2/2011 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira
Auxiliares: David Botelho Barbosa e Tatiane Sacilotti dos Santos
Cartões Amarelos: Válber, Renatinho (PON) ; Rodrigo Possebon, Elano (SAN)
Cartão Vermelho: Rafael, 9’/2ºT (SAN)
Renda e público: R$ 167.942, 00 / 9.109 pagantes
Gols: Rômulo, 22’/2ºT (1-0); Elano, 40’/2ºT (1-1); Renatinho, 12’/2ºT; Maikon Leite, 39’/2ºT

PONTE PRETA: Bruno Fuso; Eduardo Arroz, Ferron, Leandro Silva, Uendel (Renan, 25’/2ºT); Gil, Gerson, Mancuso (Charles, 45’/2ºT), Renatinho (Ricardinho, 19’/2ºT) e Válber; Rômulo. Técnico: Gilson Kleina

SANTOS: Rafael; Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo (Felipe Anderson, 37’/2ºT), Durval e Pará; Anderson Carvalho(Vladimir, 11’/2ºT), Rodrigo Possebon, Elano e Róbson; Maikon Leite e Keirrison (Tiago Alves, 15’/2ºT). Técnico: Adilson Batista

fevereiro 2, 2011 Posted by | Santos | , | Deixe um comentário

Com um a menos, Vitória cala a Arena do Jacaré e vence o Galo por 3 a 2

Resultado foi desastroso paras as pretensões do Atlético-MG, que segue
na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Vitória respira aliviado

Em um confronto direto entre times nas últimas colocações do Brasileirão, o Vitória bateu o Atlético-MG por 3 a 2 na tarde deste sábado, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O time baiano jogou com um a menos desde os 27 minutos do primeiro tempo – Anderson foi expulso – mas segurou a vitória e complicou a situação do Galo.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

O torcedor atleticano compareceu ao estádio, fez festa, mas se decepcionou logo no início da partida, com os dois gols da equipe baiana, anotados pelo goleiro Viáfara, de pênalti, e por Egídio. Porém, a expulsão do zagueiro Anderson deu novo ânimo ao Galo, que chegou ao empate, com Daniel Carvalho e Neto Berola. Entretanto, quando tudo caminhava para uma virada espetacular, o Vitória fez o terceiro gol, com Henrique.

A derrota foi desastrosa para o Galo. A equipe mineira permaneceu no Z-4, com apenas 21 pontos, na 17ª colocação, e se afasta cada vez mais da possibilidade de ficar na elite do futebol brasileiro em 2011. Em relação ao Vitória, por exemplo, já são sete pontos de diferença. O time baiano, com 28, alcançou a 13ª posição.

Na próxima rodada, o Atlético-MG terá um adversário dos mais complicados. O Galo enfrentará o Fluminense, na quinta-feira, às 21h (de Brasília), no Engenhão. Já o Vitória receberá o Avaí, no Barradão, nos mesmos dia e horário.

A situação dos dois times na tabela do campeonato já anunciava que o jogo seria nervoso. Mas não tanto a ponto de, no primeiro lance de ataque do Vitória, Fábio Costa sair do gol com excesso de força e cometer pênalti em Elkeson. Viáfara atravessou o campo para cobrar no ângulo esquerdo e abrir o placar para o time baiano, aos 5 minutos.

O gol do Vitória deixou o Atlético-MG atordoado em campo. O time errava vários passes, cometia erros infantis de marcação e – o que foi fatal – dava espaços para os contra-ataques baianos. E foi exatamente em um contragolpe que o Vitória chegou ao segundo gol, aos 15 minutos. Henrique arrancou pela esquerda e bateu cruzado. Cáceres, desatento, assistiu a bola atravessar a área, e Egídio apareceu como um raio para marcar (veja o vídeo).

A torcida do Atlético-MG perdeu de vez a paciência e passou a vaiar Fábio Costa, Diego Macedo e Cáceres. O Vitória, que não tinha nada a ver com a crise alvinegra, continuou com o jogo nas mãos, tocando a bola e levando – com frequência – muito perigo ao gol do Galo.

Porém, a expulsão do zagueiro Anderson, aos 27 minutos, deu novo alento ao Atlético-MG, que passou a marcar maior presença no campo de ataque. Antes do fim do primeiro tempo, mais precisamente aos 40 minutos, o Galo diminuiu o placar. Daniel Carvalho, em jogada individual, deu um belo toque por cima de Viáfara e marcou o primeiro gol com a camisa do Atlético-MG

O começo do segundo tempo seguiu o roteiro do fim do primeiro, com o Atlético-MG atacando, e o Vitória recuado e fechado em seu campo defensivo. O panorama do jogo fez com que, na pressão, o Galo perdesse dois gols incríveis, com Neto Berola e Obina, e o Vitória fizesse o mesmo, com Júnior.

O jogo ficou emocionante, jogado em alta velocidade e com muita disposição por parte dos dois times. E tanta correria resultou em mais gols. Leandro fez boa jogada pela esquerda e cruzou na cabeça de Obina. Aos 20 minutos, o matador atleticano cabeceou para linda defesa de Viáfara, mas Neto Berola pegou o rebote e deixou tudo igual na Arena do Jacaré.

O gol inflamou a torcida do Atlético-MG, que passou a pedir mais um nas arquibancadas. Porém, quem passou à frente do placar foi novamente o Vitória. Schwenck, que havia entrado há poucos minutos, recebeu na área e escorou para Henrique dominar e bater na saída de Fábio Costa. Era o terceiro dos baianos, aos 29 minutos (veja o vídeo).

A partir daí, o que se viu na Arena do Jacaré foi o drama vivido pelo Atlético-MG e sua torcida. O time tentou o gol incessantemente, mas acabou saindo de campo derrotado. O Galo permanece na zona de rebaixamento do Brasileirão, enquanto o Vitória respira um pouco mais aliviado. Os mais de 14 mil torcedores atleticanos presentes no estádio gritaram mais uma vez: ‘Adeus, Luxa’! Ironicamente, a pequena torcida rubro-negra também aproveitou para tirar uma casquinha: ‘Ah, é Luxemburgo’!

ATLÉTICO-MG 2 X 3 VITÓRIA
Fábio Costa; Diego Macedo (Neto Berola), Cáceres, Jairo Campos e Leandro; Alê, Serginho (Joédson), Ricardinho (Ricardinho) e Daniel Carvalho; Obina e Diego Tardelli. Viáfara; Eduardo, Thiago Martinelli, Anderson e Egídio; César Santiago (Jonas), Ricardo Conceição, Bida e Elkeson (Renié); Júnior (Schwenck) e Henrique.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo. Técnico: Ricardo Silva.
Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG). Data: 19/9/2010.Horário: 16h (de Brasília). Árbitro: Cláudio Francisco Lima Silva (SE).Auxiliares: Ivaney Alves de Lima (SE) e Cleisson Veloso Pereira (SE).
Público: 13.144 pagantes. Renda: R$ 64527,20. Cartões amarelos:Fábio Costa, Alê e Serginho (Atlético-MG); Anderson, Viáfara e César Santiago (Vitória). Cartões vermelhos: Anderson (Vitória).
Gols: Viáfara (Vitória), aos 5 minutos, Egídio (Vitória), aos 15 minutos, e Daniel Carvalho (Atlético-MG), aos 41 minutos do primeiro tempo; Neto Berola (Atlético-MG), aos 20 minutos e Henrique (Vitória), aos 29 minutos do segundo tempo.

setembro 19, 2010 Posted by | Atlético-MG, Vitória | , | Deixe um comentário

Com um a menos, Avaí arranca empate contra o Vasco em São Janu

Gigante da Colina, que chegou ao 11º empate no Brasileiro, ainda perdeu um pênalti no primeiro tempo. Placar de 1 a 1 deixa a Libertadores mais longe

Para desespero da torcida vascaína, já virou rotina: quando o Vasco joga em casa, sai de gramado com um empate. Assim como nos últimos dois jogos em São Januário (contra Cruzeiro e Atlético-MG), o time cruzmaltino até jogou melhor, mas deixou a vitória escapar contra o Avaí, nesta quinta-feira. Ramon abriu o placar para a equipe da casa, mas Caio deixou tudo igual, quando os visitantes já tinham um a menos em campo (Emerson foi expulso na segunda etapa). Rafael Coelho perdeu um pênalti no primeiro tempo do confronto.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

O placar de 1 a 1 coloca o Gigante da Colina como o time que mais empata no Brasileiro (ao lado do Palmeiras, com 11 igualdades). Com o resultado, o Vasco chegou à marca de 14 jogos sem perder no Brasileiro. Mas esse fato não será comemorado em São Januário, já que o excesso de empates fez o time se afastar da zona de classificação para a Libertadores. O Gigante da Colina tem 29 pontos e está em 10º lugar. O Botafogo, quarto colocado, tem oito pontos a mais (embora a equipe cruzmaltina tenha feito menos um jogo).

Já o Avaí, apesar do resultado heróico, chegou à marca de oito jogos sem vencer e está cada vez mais perto da zona de rebaixamento. O Leão da Ilha é o 15º colocado, com 25 pontos. Apenas quatro separam a equipe catarinense do Z-4.

Na próxima rodada, tanto Vasco quanto Avaí jogam no domingo. A equipe cruzmaltina enfrenta o Inter, em Porto Alegre, às 16h (horário de Brasília). Por sua vez, o time catarinense recebe o Grêmio, na Ressacada, às 18h30m.

Ramon marca na volta ao time

O jogo começou com o Vasco partindo para cima e o Avaí apostando nos contra-ataques. Antônio Lopes decidiu povoar o meio de campo para dificultar as ações cruzmaltinas. O Delegado colocou cinco homens no setor e Sávio ainda recuava para ajudar na marcação. Mesmo assim, a equipe da casa conseguia dominar as ações, mas esbarrava em sua própria ansiedade.

O Vasco errava várias vezes no último passe, irritando o técnico PC Gusmão que gritava muito para orientar o time. Aliás, o técnico cruzmaltino e Antônio Lopes travaram um verdadeiro duelo nesse quesito. E o comandante avaiano deve ter ficado quase rouco ao ver o seu time desperdiçar uma chance clara, aos 18. Em contra-ataque, Patric levou a bola pela direita. O jogador tinha Sávio livre pela esquerda, mas passou fraco e deixou Dedé cortar. O zagueiro foi muito aplaudido pela torcida.

Mas quem mereceu mesmo aplausos foi Ramon. Voltando depois de longo tempo de inatividade, o jogador demonstrou muita desenvoltura em campo. Tanta, que marcou um gol digno de um verdadeiro centroavante. Aos 24, Eder Luis fez bonita jogada pela esquerda e cruzou na cabeça do lateral que, com categoria, mandou para o fundo do gol. Festa na Colina. E muita emoção de Ramon, que disse durante a semana que gostaria de voltar atuando bem.

E Ramon continuou jogando bem. Três minutos depois de fazer o gol, o lateral fez um lançamento sensacional para Fagner. Da defesa, o baixinho enxergou o seu colega na ponta-direita. O lateral-direito não fez por menos. Matou a bola e cruzou para a pequena área. Rafael Coelho pulou para cabecear, mas foi derrubado por Emerson. Pênalti para o Vasco. O próprio atacante, que estava apagado em campo, cobrou. E perdeu. Com um chute inacreditavelmente fraco, o jogador deu a chance para Renan defender.

O lance acordou o Avaí. O time catarinense passou a correr mais em campo e dominar as ações do meio-campo, se aproveitando das desatenções do setor defensivo do Vasco, que acabava fazendo muitas faltas perto da área para se recuperar. Em uma delas, Leandro Bonfim carimbou o travessão. O time catarinense ainda teve outras duas boas chances. Patric chegou a tirar tinta da trave, após cruzamento de Davi. Por sua vez, Sávio foi travado por Ramon na hora de finalizar dentro da área.

Um triste fato marcou a primeira etapa. Aos 32, Felipe Bastos cobrou uma falta com força e o goleiro Renan deu rebote. Rafael Coelho correu para chegar rápido na bola, mas o arqueiro se recuperou. Ao ver que tinha perdido o lance, o atacante vascaíno deixou o pé, acertando o jogador do Avaí. Isso bastou para que a confusão se instalasse em campo. Vários atletas do time visitante vieram em defesa do companheiro. Depois de muita discussão, Marcinho Guerreiro e Ramon foram advertidos com o amarelo.

Avaí tem jogador expulso, mas iguala o jogo

Por questões físicas, já que os dois jogadores voltam de lesão, PC Gusmão fez mexidas para o segundo tempo. Ramon deu lugar a Jumar e Rafael Coelho saiu para entrar Jonathan. Com isso, o Vasco passou a apostar mais nas investidas pela direita, com Fagner, que estava bem em campo. Jumar ficava mais atrás para compor a defesa.

As mudanças deixaram o Vasco mais leve no ataque. Jonathan se movimentava muito e confundia a marcação adversária. E ainda contava com a ajuda de Fellipe Bastos, que agora avançava mais. O volante, aos 12, recebeu passe açucarado de Eder Luis e mandou uma bomba. Renan fez bonita defesa. O goleiro ainda levou um susto dois minutos depois, quando Zé Roberto recebeu passe de Jonathan e chutou muito perto do gol.

Vendo que as mudanças do Vasco surtiram efeito, Antônio Lopes resolveu responder. O treinador do Avaí tirou Davi e o inoperante Sávio para as entradas de Caio e Laércio. E as mudanças surtiram efeito imediato. Assim que entrou, Laércio deixou Rafael Costa livre na área. O atacante encheu o pé, mas Fernando Prass fez uma defesa sensacional.

A aparente reação do Avaí poderia ter parado por aí. Isso porque Emerson fez uma falta boba perto da área e recebeu o segundo amarelo, deixando seu time com menos um em campo. Mas o Avaí foi guerreiro. E partiu para o ataque para buscar pelo menos um ponto.

Rafael Costa fez boa jogada, aos 27, e chutou forte dentro da área. Fernando Prass fez mais uma bonita defesa. Mas o goleiro não conseguiu parar o lance seguinte. Leandro Bonfim lançou Laércio, que bateu para o fundo do gol. A torcida ficou congelada. E até o placar eletrônico, que demorou alguns minutos para anotar o gol do Avaí, parecia não acreditar que, com mais um, o Vasco levará um gol e estaria prestes a empatar mais uma partida em casa.

Mas foi o que aconteceu. O Vasco ainda tentou pressionar, mas errou muito nas finalizações. O time deixou o campo debaixo de gritos de “time sem vergonha” e de muitas vaias.

Ficha técnica:

VASCO 1 X 1 AVAÍ
Fernando Prass, Fágner, Titi, Dédé e Ramon (Jumar); Rafael Carioca, Nilton, Felipe Bastos (Jefferson Silva) e Zé Roberto, Eder Luis e Rafael Coelho (Jonathan) Renan; Rafael, Émerson, Gabriel; Patric, Marcinho Guerreiro, Diogo Orlando, Leandro Bonfim, Davi (Laércio) e Sávio (Caio); Vandinho (Rafael Costa)
Técnico: PC Gusmão. Técnico: Antônio Lopes
Gols: Ramon, para o Vasco, aos 24 do primeiro tempo. Caio, para o Avaí, aos 29 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Gabriel, Davi, Emerson,Marcinho Guerreiro, Rafael (Avaí). Titi e Ramon (Vasco). Cartão vermelho: Emerson (Avaí)
Estádio: São Januário, no Rio de Janeiro. Data: 16/09/2010. Árbitro:Sandro Meira Ricci (DF) Auxiliares: João Antônio Sousa Paulo Neto (DF) e Renato Miguel Vieira (DF)

setembro 16, 2010 Posted by | Avaí, Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

Com um a menos, Atlético-PR bate Avaí no último lance e cola no G-4

Maikon Leite marca aos 49 da segunda etapa e impõe quinto jogo sem vitórias ao rival. Furacão fica em ótima situação no fim do primeiro turno


O Atlético-PR mostrou poder de superação e muita garra na Ressacada. Aos 49 do segundo tempo, quando Avaí e Furacão pareciam satisfeitos com o empate sem gols, o atacante Maikon Leite marcou e deu a vitória por 1 a 0 aos paranaenses, em jogo válido pela 19ª rodada do Brasileirão. O Atlético tinha um jogador a menos desde a metade do segundo tempo, quando Leandro foi expulso.

Em franca ascensão, o time de Paulo César Carpegiani foi a 27 pontos na tabela do Campeonato Brasileiro e encerra o primeiro turno pouco abaixo do G-4, a quatro pontos do Cruzeiro, último que se classificaria para a Libertadores.

Já o Avaí, em queda livre, fica com 23 pontos. Nos últimos 5 jogos, foram quatro derrotas e um empate para o Leão, que sofre para sair da má fase.

Jogo fraco

Os primeiros minutos não tiveram grandes emoções. Tímidos, os times se limitavam a trocar bolas entre as intermediárias. Tanto que o que mais chamou a atenção foi o choque entre Guerrón e Válber, de cabeça. Enquanto o atleticano colocou uma faixa para estancar o sangramento, o atleta do Avaí utilizou uma touca de natação.

Não era o dia de Válber. Poucos minutos depois, ele deixou o campo sentindo dores na coxa e deu lugar a Davi, ex-titular que está voltando de lesão. Logo no primeiro lance, o meia participou de uma jogada perigosa. Ele lançou Robinho, que encontrou Vandinho na pequena área. O centroavante chutou prensado e Neto fez grande defesa.

O primeiro tempo foi favorável ao Avaí, mas o time da casa não conseguiu chegar ao gol. Sentindo o domínio do rival, o Atlético ficou preso na defesa e apenas apostava na velocidade de Branquinho e Guerrón para tentar algo no setor ofensivo.

No último lance do primeiro tempo, nova chance para o Leão. Caio, que também voltou ao time depois de tratar uma amigdalite, tabelou com Davi e o meia chutou sem direção. O Furacão procurou apenas se defender.

Furacão no ataque e gol salvador

O técnico Paulo César Carpegiani percebeu a retranca de seu time e ordenou maior volume de jogo no setor ofensivo. Assim, o Atlético começou o segundo tempo pressionando e quase chegou ao gol aos 7 minutos. Guerrón subiu pela direita e cruzou rasteiro para Nieto. O camisa 9 escorou e Renan fez ótima defesa, salvando em cima da linha.

O camisa 1 do Avaí quase entregou no lance seguinte, ao rebater uma falta nos pés de Nieto, que acabou sendo travado pela defesa. O Leão devolveu com Robinho, que recebeu bola na área e chutou com força. Neto salvou com a ponta dos dedos.

Com o jogo morno, os dois times procuraram o ataque somente depois dos 30 minutos, quando Leandro Bonfim entrou pelo Avaí e Bruno Mineiro foi lançado para comandar o lado ofensivo do Furacão. Algum resultado, mesmo, só com a entrada do experiente Sávio.

Logo em seu primeiro lance, o camisa 10 quase fez a diferença. Deu passe inteligente de cabeça para Davi, que avançou livre para a área, mas deixou a marcação chegar a tempo de desarmá-lo. Com a expulsão de Leandro, o Furacão ficou com um a menos e se fixou na defesa.

Quando ninguém esperava, veio o gol. Aos 49, Maikon Leite recebeu lançamento da intermediária, invadiu a área e finalizou na saída de Renan. Estrela de quem vê seu time chegando, quietinho, na parte de cima da tabela.

AVAÍ 0 X 1 ATLÉTICO-PR
Renan, Patric, Rafael, Emerson e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei (Leandro Bonfim), Válber (Davi) e Caio (Sávio); Robinho e Vandinho Neto, Wagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Deivid (Olberdam), Branquinho e Guerrón (Bruno Mineiro); Maikon Leite e Nieto (Leandro)
Técnico: Antônio Lopes Técnico: Paulo César Carpegiani
Gol: Maikon Leite, aos 49 do segundo tempo
Cartões amarelos: Marcinho Guerreiro (AVA); Deivid, Guerrón, Leandro (CAP). Cartão vermelho: Leandro (CAP)
Estádio: Ressacada, em Florianópolis (SC). Data: 5/9/2010. Árbitro:Paulo Cesar Oliveira (Fifa-SP). Assistentes: Ednilson Corona (Fifa-SP) e Fábio Pereira (TO).

setembro 5, 2010 Posted by | Atlético-PR, Avaí | , , | Deixe um comentário

Com um a menos, Avaí bate Palmeiras e frustra estreia de Felipão

Catarinenses fazem grande jogo no segundo tempo, mesmo após expulsão de Pará. Verdão erra muito e acaba derrotado na estreia do técnico

Não foi a estreia que Felipão queria. Após ver uma boa apresentação do Palmeiras diante do Santos, das arquibancadas, o técnico foi ao banco de reservas pela primeira vez neste domingo. Na Ressacada, porém, é o Avaí quem manda. Mesmo com um a menos durante toda a segunda etapa, a equipe catarinense venceu por 4 a 2, com sobras e exibindo belo futebol nos minutos finais. O Verdão foi castigado pela falta de ousadia, mesmo quando teve vantagem numérica em campo.

O resultado levou o Leão aos 11 pontos, mais longe das últimas posições. As duas vitórias após o retorno do Brasileirão, contra São Paulo e Palmeiras, deram novo ânimo ao time comandado por Antônio Lopes. Já os alviverdes estacionaram nos 12, mais longe do G4.

O excelente primeiro tempo começou de forma esquisita. As duas equipes pareciam exaltadas e apresentaram entradas fortes e divididas perigosas como cartão de visitas. Percebendo que o jogo poderia se tornar violento, o árbitro Leonardo Gaciba distribuiu cartões amarelos logo no início. No primeiro, para Pierre, ele colocou a mão no bolso e não achou nada. O cartão estava no chão e foi devidamente resgatado por um jogador do Avaí.

O Palmeiras já começou a ter a cara de Felipão, com uma defesa sólida. Quem se deu bem foi Edinho. A suspensão de Danilo fez com que o volante entrasse na zaga e ainda ganhasse a faixa de capitão. O Avaí imprimia melhor ritmo de jogo, mas parava na marcação exemplar do Verdão.

O ponto forte do time paulista estava na bola parada, com Marcos Assunção. Logo aos 11min, em cobrança de falta, o volante soltou a bomba da intermediária e o goleiro Renan rebateu. Na sobra, Gabriel Silva mostrou tranquilidade e tocou na saída do camisa 1 do Avaí. Foi o primeiro gol do lateral esquerdo desde que subiu aos profissionais do Palmeiras. Na beira do gramado, Felipão comemorou como se fosse gol de título.

No entanto, o Avaí não faz boa campanha no Brasileirão à toa. Com calma, a equipe começou a tocar a bola no campo de ataque e girar bastante o jogo, com a intenção de abrir a defesa palmeirense. O resultado veio rapidamente. Aos 24min, Caio avançou livre pela intermediária, ajeitou e acertou um belo chute de pé esquerdo. Deola ainda tentou desviar, mas não a ponto de evitar o empate.

O time catarinense dominava o jogo, mas sofria com os contragolpes do Verdão. O principal deles terminou de forma inacreditável. Após passe em profundidade, Lincoln recebeu na área, viu a saída de Renan e rolou para Kleber completar para o gol vazio. O Gladiador só não contava com o pé salvador de Patric, que desviou o chute do atacante palmeirense.

No minuto seguinte desse lance, o Avaí provou que estava mais equilibrado na Ressacada. Em bela triangulação dos três principais nomes ofensivos, Caio lançou Roberto, e o camisa 9 serviu a Robinho. De frente para Deola, ele só teve o trabalho de deslocar o goleiro para virar o jogo

Expulsão e pressão palmeirense

Os planos do Avaí iam bem até o fim do primeiro tempo. O lateral Pará, que já tinha cartão amarelo, aplicou um carrinho mais forte em Márcio Araújo e acabou expulso. Assim, Antônio Lopes teve de sacrificar Robinho para recompor o setor com Marcos. Do outro lado, Felipão resolveu mandar o Palmeiras ao ataque e aproveitar a vantagem numérica, lançando o centroavante Tadeu.

No começo, até que deu resultado. Mais presente no campo do adversário, o Verdão buscou o jogo e conseguiu chegar ao empate em um pênalti. Sim, em um pênalti. O time havia perdido oito das últimas dez cobranças, mas dessa vez Kleber bateu no meio do gol, com segurança, para espantar a sina das penalidades erradas. Foi o primeiro tento do Gladiador desde que voltou ao Verdão. Isso porque ele já havia errado um pênalti em sua estreia, no amistoso contra o XV de Piracicaba.

O melhor lance veio dos pés de Marcos Assunção – sempre na bola parada. Em outra boa cobrança de falta, ele quase fez um golaço. No entanto, Renan conseguiu voar na bola e fazer bela defesa.

A pressão palmeirense esfriou depois que o jogo ficou paralisado por cinco minutos. O motivo? A fumaça causada por sinalizadores acesos por torcedores do próprio Palmeiras. A “neblina” impediu que se praticasse futebol no gramado da Ressacada.

No retorno, parecia que era o Avaí o time com 11 jogadores em campo. Sem medo de arriscar, o time foi para cima, acertou bola na trave com Roberto e foi premiado já nos acréscimos. Aos 45min, o próprio Roberto sofreu pênalti e cavou a expulsão de Léo. Caio bateu, Deola defendeu, mas o meia pegou o rebote e finalizou com tranquilidade.

Dois minutos depois, o Verdão foi para o desespero e acabou levando o quarto gol em um contragolpe. Com Deola fora do gol, Roberto chutou de muito longe e acertou a meta vazia, para alegria do ilustre torcedor Gustavo Kuerten. O ex-tenista estava nas arquibancadas da Ressacada e saiu feliz com mais uma vitória do Leão.

AVAÍ 4 X 2 PALMEIRAS
Renan, Patric, Gabriel, Emerson e Pará; Marcinho Guerreiro, Rudnei (Diogo Orlando), Rivaldo e Caio (Émerson Nunes); Robinho (Marcos) e Roberto Deola, Vitor, Léo, Edinho e Gabriel Silva; Pierre (Tinga), Márcio Araújo (Tadeu), Marcos Assunção e Lincoln (Vinícius); Kleber e Ewerthon
Técnico: Antônio Lopes Técnico: Luiz Felipe Scolari
Gols: Gabriel Silva, aos 11min, Caio, aos 24min, Robinho, aos 40min do primeiro tempo; Kleber, aos 9min, Caio, aos 45min , e Roberto, aos 47min do segundo tempo
Cartões amarelos: Pierre, Ewerthon, Edinho, Léo (PAL); Pará, Emerson (AVA). Cartões vermelhos: Léo (PAL) e Pará (AVA)
Estádio: Ressacada, em Florianópolis (SC). Árbitro: Leonardo Gaciba (RS).
Auxiliares:
Paulo Ricardo Silva Conceição (RS) e Júlio Cesar Rodrigues Santos (RS)

julho 18, 2010 Posted by | Avaí, Palmeiras | , | Deixe um comentário

Vasco, com um a menos, derrota Vila Nova em Goiás

Equipe carioca vence e pula para a quinta posição na Série B

Fagner comemora o primeiro gol do Vasco no Serra Dourada. Cruzmaltino venceu por 2 a 0 (Crédito: Carlos Costa)

Fagner comemora o primeiro gol do Vasco no Serra Dourada. Cruzmaltino venceu por 2 a 0

LANCEPRESS!

Se vinha faltando sorte ao Vasco nas últimas rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro (seis jogos sem vencer), a vitória sobre a Ponte Preta (3 a 0), no ultimo sábado, parece ter afastado o momento ruim da equipe. Nesta terça-feira, a equipe cruzmaltina foi a Goiânia (GO) e, mesmo com um a menos desde o início do primeiro tempo, derrotou o Vila Nova-GO por 2 a 0.

Com o resultado, o Gigante da Colina pulou do oitavo para o quinto lugar na tabela de classificação, com 20 pontos, os mesmos da Ponte Preta (na terceira colocação) e do Atlético-GO (na quarta posição), que o superam nos critérios de desempate. Já o time goiano permanece com 12 pontos, agora em 15° lugar.

O Vila Nova iniciou a partida posicionando-se ofensivamente e logo aos seis minutos ficou com um a mais: o atacante do Vasco Robinho se embolou com o lateral-direito adversário Osmar e, ao trocarem empurrões no chão, o atleta vascaíno recebeu o vermelho. O jogo seguiu duro, com entradas ríspidas especialmente do volante Cocito.

No entanto, mesmo com um a menos, o Cruzmaltino bloqueou o meio-de-campo e pouco foi ameaçado. E, aos poucos, o lateral-direito Fagner se soltou e se tornou a principal peça ofensiva do time. Aos 28 minutos, ele cobrou falta pela esquerda do ataque diretamente para o gol e contou com a falha do goleiro Juninho para abrir o placar.

No segundo tempo, o Vila Nova apostou na entrada de mais um ataque e pressionou um pouco mais. Aos oito minutos, Vanderlei cabeceou na grande área e obrigou o goleiro Fernando Prass a grande defesa. A equipe goiana seguiu pressionando e, ao desperdiçar chance incrível, sofreu o segundo gol.

Aos 22 minutos, Leandrinho cabeceou na pequena área e o Camisa 1 cruzmaltino fez nova grande defesa. No rebote, sozinho, Vanderlei consegiu acertar a cabeçada no travessão. Na sequência do lance, aos 23 minutos, Paulo Sérgio apareceu pela direita e encontrou Elton livre na área, que tocou de cabeça no contrapé de Juninho, definindo o confronto.

Os dois times voltam a campo na próxima sexta-feira. O Vila Nova vai a Florianópolis (SC) e, às 21h, enfrenta o Figueirense. Já o Vasco, no mesmo horário, recebe em São Januário o ABC-RN.

FICHA TÉCNICA:
VILA NOVA 0 X 2 VASCO

Estádio: Serra Dourada, Goiânia (GO)
Data/hora: 14/7/2009 – 21h
Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho (FIFA-SP)
Auxiliares: Hilton Francisco de Melo (SP) e Everson Luis Luquesi Soares (SP)
Renda/público: R$ 260.315,00 /15.941 pagantes
Cartões amarelos: Thiago Carvalho, Cocito, Otacílio, Leonardo e Pachola (VIL); Titi (VAS)
Cartão vermelho: Robinho, 6’/1ºT (VAS)

GOLS: Fagner, 28’/2°T (0-1); Elton, 23/2°T (0-2)

VILA NOVA: Juninho, Osmar, Thiago Carvalho, Leonardo e Ralph (Dida, 22’/2°T); Cocito (Vanderlei, intervalo), Rafinha, Otacílio e Pachola; Rogério (Leandrinho, 13’/2°T) e Willian. Técnico: Vagner Benazzi.

VASCO: Fernando Prass, Fagner (Magno, 28’/2°T), Vilson, Titi e Ernani; Amaral, Nilton, Souza (Paulo Sérgio, 19’/2°T) e Alex Teixeira (Enrico, 19’/2°T); Robinho e Elton. Técnico: Dorival Júnior.

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julho 14, 2009 Posted by | Vasco da Gama, Vila Nova | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Com um a menos, Cruzeiro vence o Flamengo na estreia

Kléber e Ramires marcam para a Raposa. Fábio se destaca defendendo pênalti de Juan

Kleber (dir.) e Ramires marcam, e o Cruzeiro vence o Flamengo

Mesmo com um homem a menos desde os 14 minutos do primeiro tempo, o Cruzeiro conseguiu estrear com ótima vitória no Campeonato Brasileiro, neste domingo, no Mineirão. A Raposa fez 2 a 0 sobre o Flamengo e somou os três primeiros pontos na competição. Os gols foram marcados por Kléber e Ramires, mas eles não foram heróis solitários. Fábio defendeu cobrança de pênalti de Juan e abriu o caminho para a vitória. O Fla, que abusou de perder chances de gol, já deve estar contando os minutos para contar com Adriano no comando do ataque.


Na próxima rodada, sábado, às 18h30m, no Maracanã, o Flamengo enfrenta o Avaí. O Cruzeiro, no domingo, às 18h30m, vai até o Recife encarar o Náutico. Antes disso, as duas equipes têm compromissos importantes em casa pela Copa do Brasil e pela Libertadores, respectivamente. O Fla recebe o Inter, na quarta, e o time celeste pega o Universidad de Chile, na quinta.

Dois pênaltis no primeiro tempo

Logo no primeiro minuto da partida, aconteceu uma mostra do bom jogo que os torcedores iriam acompanhar no Mineirão. Wagner encontrou Kléber sozinho na entrada da área, o atacante girou e chutou forte, no canto. Bruno se esticou todo e fez uma defesa espetacular. Aos quatro minutos, Kléber, em uma tentativa de bicicleta, assustou os rubro-negros novamente.

Após o sufoco inicial da Raposa, o Fla passou a ser mais perigoso saindo nos contra-ataques. Aos sete, Ibson fez grande jogada individual e deixou Kléberson sozinho, de cara para o gol. O volante, no entanto, chutou por cima do gol. Um minuto depois, Ronaldo Angelim, de cabeça, obrigou Fábio a fazer uma boa defesa.

Sempre em grande velocidade na saída da defesa para o ataque, o Rubro-Negro chegou bem novamente. Aos 13, Everton arrancou, driblou Leo Fortunato, e chutou cruzado. Fábio defendeu novamente. Um minuto depois, a bola bateu na mão de Jancarlos, e o árbitro marcou o pênalti, além de ter expulsado o lateral cruzeirense. Na cobrança, Juan bateu, e Fábio defendeu com os pés. No rebote, o lateral-esquerdo do Fla ainda tentou, mas o goleiro da Raposa salvou novamente. Delírio da torcida no Mineirão.

Para recompor o sistema defensivo, Adilson Batista tirou o atacante Thiago Ribeiro e lançou o volante Fabrício. Mais atrás, o Cruzeiro passou levar perigo para o adversário nos contra-ataques e conseguiu abrir o placar. Aos 28, Wagner foi calçado fora da área por Wellinton, que ainda obstruiu o meia cruzeirense com o braço. O árbitro marcou o pênalti, que Kléber bateu bem e fez 1 a 0 para a Raposa.

Atrás no placar e com um jogador a menos, o Fla foi para cima do rival, mas seguiu com o mesmo problema: a pontaria. Aos 35, o Rubro-Negro teve outra boa chance em uma cabeçada de Kléberson, que errou o alvo. Aos 46, Kléber recebeu em boa posição, mas Everton Silva foi mais rápido e conseguiu a recuperação, evitando o que poderia ser o segundo do Cruzeiro.

Fla vai para cima, o Cruzeiro se segura

Na volta do vestiário, o panorama da partida não mudou. O Cruzeiro se fechou no campo de defesa esperando as investidas do Fla, que, sem alternativa, teve que se abrir. O time carioca, no entanto, tinha muitas dificuldades de penetrar na defesa e ficava girando a bola de uma lateral até a outra. O técnico Cuca, vendo que o time precisava de mais presença na área, tirou Emerson e colocou Josiel na equipe. Antes dos 20 minutos, o Rubro-Negro só havia chegado em bolas levantadas na área, como a que Kléberson desviou com perigo, aos 17 minutos.

Aos 28 minutos, o Fla conseguiu uma boa trama de ataque. Da esquerda, Ibson cruzou para Josiel, que desviou de cabeça para fora. O atacante, no entanto, estava em posição de impedimento. O Cruzeiro, inoperante no ataque até o momento, principalmente após a saída de Kléber, chegou pela primeira vez aos 32, em falta cobrada por Fabrício.

A resposta rubro-negra foi com Erick Flores, que havia entrado no lugar de Aírton. Aos 33, o jovem meia fez grande jogada pela ponta esquerda e entrou na área, mas, sem ângulo, chutou em cima do goleiro Fábio. Aos 38, outra boa chegada rubro-negra. Everton Silva fez boa jogada pela direita e cruzou na cabeça de Everton, que desviou para fora.

Nos minutos finais, o Cruzeiro aproveitou o cansaço do adversário e passou a ser mais perigoso. Aos 39, Athirson perdeu grande chance de frente para o gol. Mas o erro acabou não sendo tão prejudicial. Aos 44, Ramires recebeu lançamento na esquerda, foi driblando até entrar na área e venceu o goleiro Bruno: 2 a 0. Alívio para a torcida cruzeirense, que passou ter a certeza da vitória.

FICHA TÉCNICA:

CRUZEIRO 2 X 0 FLAMENGO

Estádio: Mineirão, Belo Horizonte (BH)
Data/hora: 10/5/2009 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Paulo César Oliveira (SP)
Assistentes: Ednilson Corona (SP) e Emerson Augusto de Carvalho (SP)

Cartões amarelos: Henrique, Wágner, Gerson Magrão (CRU); Willians, Ronaldo Angelim, Emerson (FLA)
Cartão vermelho: Jancarlos, 14’/1ºT.
Gols: Wágner, 29’/1ºT (1-0); Ramires, 44’/2ºT (2-0)

CRUZEIRO: Fábio, Jancarlos, Léo Fortunato, Leonardo Silva e Gerson Magrão; Henrique, Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner (Athirson, 34’/1ºT); Thiago Ribeiro (Fabrício, 21’/1ºT) e Kléber (Elicarlos, 23’/2ºT). Técnico: Adilson Batista.

FLAMENGO: Bruno; Aírton (Erick Flores, 29’/2ºT), Welinton, e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Willians (Everton Silva, 30’/1ºT), Kleberson, Ibson e Juan; Everton e Emerson (Josiel, 13’/2ºT). Técnico: Cuca.

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maio 10, 2009 Posted by | Cruzeiro, Flamengo | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 1 Comentário

Na raça e no fim, Verdão vence e se classifica

Com gol aos 41 minutos do segundo tempo e com um a menos, Palmeiras avança na Libertadores

Cleiton Xavier faz o gol da vitória épica do Palmeiras no Chile (Foto: EFE)

Cleiton Xavier faz o gol da vitória épica do Palmeiras no Chile (Foto: EFE)

O Palmeiras precisava somente da vitória. Um golzinho daria a classificação ao Alviverde já que o adversário parecia que não queria atacar. No entanto, apesar da luta, a equipe de Vanderlei Luxemburgo parecia que não conseguiria. Afinal, com um a menos, a missão era cada vez mais impossível. Mas, aos 41 minutos do segundo tempo, quando parecia se dar por vencido, o Verdão se superou. Com um golaço de Cleiton Xavier, o Alviverde fez 1 a 0 no Colo Colo (CHI), em Santiago, e se classificou para a próxima fase da Libertadores.

O Palmeiras terminou em segundo lugar, com dez pontos. O Sport, que venceu a LDU, no Equador, ficou com o primeiro lugar do grupo, com 13 pontos.

Prevendo uma pressão do adversário, Luxemburgo optou por modificar sua equipe. O treinador deixou Willians no banco e escalou o menino Souza, na cabeça de área. Assim, Diego Souza ficou com mais liberdade para armar e encostar em Keirrison. Wendel também começou jogando, no lugar de Fabinho Capixaba.


E foi Diego que chamou a responsabilidade de criar as chances do Verdão. Inspirado, o meia puxou contra-ataques, ganhou divididas e serviu seus companheiros. Na frente, porém, o Verdão desperdiçava uma chance atrás da outra. Cleiton Xavier perdeu gol feito, e Keirrison mandou duas bolas na trave. O Colo Colo tinha dificuldades para criar e Marcos não teve trabalho na primeira etapa.

Ampliar Foto Agência/AP Agência/AP

Cleiton Xavier comemora o gol da classificação para as oitavas-de-final


No segundo tempo, como prometido, Luxa voltou com Willians no lugar de Wendel. Mas a mudança não surtiu efeito. O Alviverde não conseguiu explorar os contra-ataques e, para piorar, perdeu Pierre e Marcão. O primeiro, por contusão, teve de ser substituído. O segundo, foi expulso após receber o segundo cartão amarelo.

Com um a menos, o Verdão perdeu força. Resumia-se a levantar bolas na área em cobranças de falta com Cleiton Xavier, sempre sem sucesso. O Colo Colo, inteligentemente, passou a administrar a partida. Tudo parecia decidido, até que Cleiton Xavier ressuscitou o Verdão na partida e no campeonato. Ele pegou a bola na entrada da área, gingou na frente do zagueiro e mandou um balaço de fora da área. Mais forte que o chute de Cleiton somente o grito do torcedor palmeirense, que só esperou o fim da partida para comemorar uma classificação épica. No fim, mas bem no fim, deu Palestra.

FICHA TÉCNICA:

COLO COLO (CHI) 0 X 1 PALMEIRAS

Local: Estádio Monumental, em Santiago (CHI)
Data/hora: 29/04/2009 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Torres (PAR)
Auxiliares: Nicolás Yegros (PAR) e Milcíades Saldivar (PAR)
Renda e público: não disponíveis
Cartão amarelo: Caroca, Figueroa, Rodrigo Millar (COL); Maurício Ramos, Marcão (PAL)
Cartão vermelho: Marcão (18’/2ºT)
Gols: Cleiton Xavier, 41’/2ºT;

COLO COLO: Cristian Muñoz; Figueroa, Luis Mena, Miguel Riffo, Salcedo; Sanhueza, Meléndez (Jará, 18’/2ºT), Rodrigo Millar e Macnelly Torres (Caroca, 16’/1ºT); Lucas Barrios e Carranza. Técnico: Gualberto Jara

PALMEIRAS: Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Marcão; Wendel (Willians, Intervalo), Pierre (Evandro, 15’/2ºT), Souza, Cleiton Xavier e Armero; Diego Souza e Keirrison. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

abril 30, 2009 Posted by | Palmeiras | , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário