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De virada, Avaí vence São Paulo e vai às semis da Copa do Brasil

Leão da Ilha saiu perdendo por 1 a 0, mas conseguiu a vitória por 3 a 1 e se prepara para enfrentar o Vasco nas semis

No jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, o Avaí venceu o São Paulo por 3 a 1 na noite desta quinta-feira, na Ressacada. Com isso, a equipe de Santa Catarina avança às semifinais da competição nacional. E vai enfrentar o Vasco na sequência do torneio.

O Leão da Ilha entrou em campo precisando de uma vitória por dois gols de diferença, já que perdeu o primeiro jogo por 1 a 0. O São Paulo marcou gol logo aos 15 minutos e deixou o Avaí na posição de ter de fazer três gols. E o time da casa assim o fez.

Na sequência da Copa do Brasil, o Avaí enfrenta o Vasco nas semifinais. O Alvinegro carioca empatou em 1 a 1 com o Atlético Paranaense. O jogo de ida das semis será no próximo dia 18. Já a partida de volta acontece no próximo dia 25.

O São Paulo agora se prepara para a sua estreia no Campeonato Brasileiro, no próximo dia 22, diante do Fluminense, em São Januário.

No jogo, o São Paulo sofreu com os cruzamentos do Avaí em direção à área. Apesar de sair ganhando no primeiro tempo, em 15 minutos o Tricolor levou a virada. Na segunda etapa, o Avaí marcou logo aos 30 segundos de jogo, o São Paulo então pressionou, mas não conseguiu diminuir.

Só na bola aérea

No primeiro tempo, o jogo foi de muita marcação e velocidade. Sem a bola, a equipe do Avaí ficou apenas com William à frente, e o meio de campo com seis jogadores, congestionando as ações ofensivas do São Paulo. Os dois homens de frente do Tricolor – Dagoberto e Fernandinho – foram contidos pelos alas catarinenses e Lucas foi seguido de perto por Marcinho Guerreiro.

Para acompanhar a velocidade são-paulina, contudo, o Avaí teve que recorrer às faltas. E foi uma delas que gerou o gol de cabeça de Casemiro, aos 15 minutos. A desvantagem maior “acordou” o Leão, que foi para cima.

No minuto seguinte ao tento tricolor, William empatou após bom cruzamento de Estrada pela esquerda. O time se lançou ao ataque e passou a ter mais volume de jogo que o São Paulo. Aos 30, com Bruno, veio a virada avaiana.

Sempre nas bolas aéreas as duas equipes tentavam chegar. Pelo lado do Avaí, o meia Marquinhos, que jogou após obter efeito suspensivo, infernizou a área são-paulina com cobranças fechadas de escanteio. O camisa 10 do time catarinense foi o melhor em campo.

Susto e pressão são-paulina

Logo aos 30 segundos da segunda etapa, o Avaí chegou ao terceiro gol, com Marquinhos Gabriel.Tento que daria a classificação à equipe comandada por Silas.

Após o “gol da eliminação”, o São Paulo se lançou ao ataque e teve duas chances claras de gol. Carpegiani abriu mão dos três zagueiros e substituiu Xandão por Henrique. Deu certo: o Tricolor passou a pressionar mais o time do Avaí, que recuou no jogo e passou a apostar nos contra-ataques.

Taticamente, os alas avaianos demonstraram muita disposição. Sem a bola, eles ficavam ao lado da grande área e davam combate aos jogadores são-paulinos. O São Paulo trocava passes na intermediária, mas teve dificuldade em criar chances concretas. A marcação avaiana estava sempre em cima.

A pressão são-paulina acabou por arrefecer na sequência do segundo tempo e o Avaí conseguiu segurar o resultado e a classificação. Carpegiani ainda substituiu Marlos, que entrou no segundo tempo, por Willian, mas sem resultado prático.

No fim da partida, Acleisson cobrou falta com muita força e a bola explodiu na trave de Rogério Ceni. O Tricolor tentou pressionar, mas o time catarinense se segurou bem e garantiu a vaga.

FICHA TÉCNICA:
AVAÍ 3 X 1 SÃO PAULO

Estádio: Ressacada, em Florianópolis (SC)
Data/hora: 12/5/2011 – 21h50
Árbitro:  Marcio Chagas da Silva
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison e José Eduardo Calza 

Renda/público:  Não disponíveis
Cartões amarelos: Estrada, Romano e Diogo Orlando (AVA); Juan (SPO)
Cartões vermelhos: Nenhum.
GOLS: Casemiro, 15’/1ºT (0-1); William, 16’/1ºT (1-1); Bruno, 30’/1ºT (2-1); Marquinhos Gabriel, 30”/2ºT (3-1)

AVAÍ: Renan; Revson, Bruno, Gustavo Bastos; Diogo Orlando, Marcinho Guerreiro, Estrada (Acleisson, 8’/2ºT), Marquinhos (Maurício Alves, 28’/2ºT) e Romano (Marquinhos Gabriel, 31’/1ºT); Julinho e William. Técnico: Silas

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão (Henrique, 5’/2ºT), Alex Silva e Rhodolfo; Jean, Casemiro, Carlinhos Paraíba, Lucas e Juan; Fernandinho (Marlos, intervalo) (Willian, 37’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani.

maio 13, 2011 Posted by | Avaí, São Paulo | , | Deixe um comentário

São Paulo ‘magro’ vence Avaí na Copa do Brasil

Tricolor conta com gol contra de Revson e consegue vitória mínima para decidir vaga em Florianópolis na próxima quinta-feira

Não teve brilho, não teve show, nem a tão esperada reestreia de Luis Fabiano, vetado da partida com dores no joelho direito. Mas o São Paulo fez o suficiente para vencer o Avaí por 1 a 0, no Morumbi, na noite desta quarta-feira, e largar com vantagem para conquistar vaga às semifinais da Copa do Brasil.

O gol do Tricolor, que falhou muito nas finalizações, foi do zagueiro Revson, contra. O São Paulo agora decide a classificação na próxima quinta-feira na Ressacada, em Florianópolis, podendo empatar ou perder por uma diferença de um gol, desde que também marque (como por exemplo: 2 a 1, 3 a 2, 4 a 3, …).

Já o Avaí, para chegar pela primeira vez em sua história às semifinais da Copa do Brasil, precisa ganhar por uma diferença de dois gols, ao menos. Uma vitória por 1 a 0 leva a decisão da vaga para os pênaltis. 

RENAN SALVA

Com as duas equipes já eliminadas de seus respectivos Campeonatos Estaduais, São Paulo e Avaí começaram travando um duelo dinâmico, tão corrido quanto disputado.

Mas o time azul de Florianópolis tinha visíveis dificuldades em campo. Sem quatro titulares (o zagueiro Gian, machucado, e três pivôs da confusão generalizada na partida de oitavas de final contra o Botafogo, na Ressacada: o volante Bruno, o meia Marquinhos e o atacante Rafael Coelho), a equipe do técnico Silas viu um Tricolor animado!

Por pelo menos quatro oportunidades, o São Paulo não deixou a primeira etapa já com vantagem no placar. Primeiro, aos 9 minutos, quando Ilsinho fez o corta-luz para a bola chegar em Jean, que chutou torto. Na sobra, Carlinhos finalizou de longe, com perigo.

Seis minutos mais tarde Jean e Ilsinho tabelaram e a bola ficou com Marlos, que arrematou e viu Renan fazer boa a defesa. Aos 31, a melhor chance: Marlos cruzou com veneno, Renan espalmou para o meio da área e Jean chegou com tudo para carimbar a trave do Avaí.

Mas a noite era mesmo de Renan, goleiro que já fora convocado por Mano Menezes para a Seleção Brasileira. A estrela do camisa 1 do Avaí brilhou seguidas vezes. Aos 35 da etapa inicial, Dagoberto desperdiçou chance cara a cara com o arqueiro. Logo em seguida, Alex Silva cabeceou para o chão, com perigo, e Renan salvou mais uma vez.

O Tricolor até se esforçava, mas não o suficiente para furar a retranca avaiana. A torcida no Morumbi, impaciente e irritada com o mau desempenho do time, vaiou o time ao fim da primeira etapa.

CAIU DO CÉU!

Diante de uma torcida exigente, o alívio tricolor chegou através de um gol inusitado. Dagoberto, que voltara do intervalo animado, cobrou escanteio com veneno e o zagueiro Revson, atrapalhado por Miranda, cabeceou com estilo, contra o próprio gol.

Com o placar a favor, o São Paulo não queria se contentar com o “presentinho” . Dagoberto, o motor tricolor, queria mais. Ele colocou Jean na cara do gol e, de novo, o camisa 2 parou na intervenção precisa do goleiro Renan.

O técnico Silas, que levou o Avaí à heróica sexta colocação no Campeonato Brasileiro de 2009, resolveu se prevenir: fez duas substituições colocando homens de defesa, tentando levar a partida para Santa Catarina com uma vantagem mínima para o Tricolor.

Pelo lado são-paulino, Carpegiani atendeu aos pedidos dos torcedores e colocou Rivaldo e tirou Marlos, muito vaiado. Ilsinho também saiu para dar lugar a Willian. O Tricolor, então, foi só ataque, mas quase levou o gol em contragolpe que começou com reposição de Renan, aos 30 minutos.

O Avai continuou atacando pelos lados, especialmente com Julinho pela esquerda. Mesmo com a disposição de Dagoberto pelos lados de campo, o Tricolor não conseguiu deixar o campo com uma vantagem maior. Nos minutos finais, Jean perdeu sua terceira chance clara na partida e não modificou o placar. 

O time que se classificar neste duelo terá pela frente o vencedor de Vasco e Atlético-PR, que jogaram nesta quarta-feira e empataram em 2 a 2, em Curitiba.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1X0 AVAÍ

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 4/5/2011 – 21h50
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva e Guilherme Dias Camilo

Renda/público: R$ 575.817,00 / 20.815 pagantes
Cartões amarelos: Emerson Nunes, Revson, Estrada (AVA)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Revson (gol contra), 3’/2ºT (1-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Xandão, Alex Silva e Miranda (Luiz Eduardo 32’/1ºT); Jean, Casemiro, Carlinhos, Ilsinho (Willian 22’/2ºT) e Juan; Dagoberto e Marlos (Rivaldo 19’/2ºT). Técnico: Paulo César Carpegiani.

AVAÍ: Renan, Émerson Nunes, Gustavo Bastos e Revson; Diogo Orlando, Acleisson, Marcinho Guerreiro (Felipe 15’/2ºT), Estrada (Marquinhos Gabriel 32’/2ºT), Robson (Romano 11’/2ºT) e Julinho; William. Técnico: Silas.

maio 5, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

Mata-mata é com Muricy! Santos vence São Paulo e vai à final

Neymar, Ganso e Elano fazem a festa em pleno Morumbi: 2 a 0 Peixe, que aguarda Palmeiras ou Corinthians

Muricy Ramalho saiu do São Paulo com a imagem muito desgastada em 2009. Com o estigma de “amarelão” em fases eliminatórias, o treinador pode, enfim, ir à desforra justamente contra o ex-time dois anos depois. Com uma alteração sua que mudou os rumos da partida, o Santos de Muricy venceu o São Paulo por 2 a 0 em pleno Morumbi, na tarde deste sábado, e se classificou para as finais do Campeonato Paulista.

Os gols de Elano, de cabeça, e de Ganso põem o Peixe na decisão do Paulistão, para enfrentar o vencedor de Palmeiras e Corinthians no próximo domingo. Os arquirrivais jogam a outra semifinal neste domingo, às 16h, no Pacaembu.

Veja os gols da vitória do Santos sobre o São Paulo

A vitória santista representa a quinta eliminação seguida do São Paulo em semifinais do Estadual. Depois de São Caetano, em 2007; Palmeiras, em 2008; Corinthians, em 2009; Santos, em 2010 e agora em 2011, o Tricolor contabiliza mais um mau resultado em mata-mata no Campeonato Paulista.

O Peixe, por outro lado, chega à terceira final seguida na competição. Muricy Ramalho também curte momento de rei na Vila Belmiro: o treinador ainda está invicto no comando do Santos.

O San-São deste domingo teve emoção do começo ao fim. O Peixe, que teve as melhores chances do primeiro tempo mas viu o arquirrival crescer de produção ainda na etapa inicial, conseguiu chegar à vitória graças a dois fatores: a visão tática de Muricy Ramalho, que aproximou Ganso e Elano do ataque ao sacar Zé Eduardo no intervalo; e a individualidade dos Meninos da Vila. Neymar e Paulo Henrique Ganso só não fizeram chover na segunda etapa!

Torcedores do São Paulo fazem homenagem a Ceni (Foto: Tom Dib)

SAN-SÃO À MIL POR HORA

Nada de precaução! Como o Peixe tem o América (MEX) pela frente em Querétaro na próxima terça-feira, a expectativa era de que alguns jogadores titulares fossem preservados e não jogassem o San-São. Ledo engano. Nenhum jogador santista quis ficar de fora da decisão e Muricy Ramalho acabou escalando força máxima. Pelo lado do Tricolor, Carpegiani, a não ser pela ausência de Lucas, machucado, também tinha praticamente todos os titulares à disposição. Espetáculo formado!

O Santos queria repetir o desempenho da primeira fase, quando bateu o Tricolor na Arena Barueri por 2 a 0, na quinta rodada. E a partida começou do jeito que o torcedor gosta: com velocidade e chances para ambos os lados.

A tônica do primeiro tempo acabou sendo a desatenção dos defensores, presas fáceis para os rápidos homens de ataque – das duas equipes. Logo a 2 minutos, Alex Silva bobeou na entrada da área e foi desarmado por Neymar. A Joia invadiu a área e finalizou com o pé esquerdo, Rogério tocou e a bola beliscou a trave tricolor.

Na sequência, Marlos fez o mesmo que Neymar, desarmou um desatento Danilo na intermediária e disparou rumo à área. O camisa 11 são-paulino só parou em Durval, que o travou na hora do chute.

Discreto, Ganso reservou alguns bons momentos para aparecer – e ser decisivo. Aos 18, ele enxergou Léo livre na esquerda e o lateral chutou forte, para boa defesa de Rogério. Doze minutos mais tarde, quem viu Léo, muito participativo em campo, foi Neymar. A Joia deu um belo toque de calcanhar e Léo foi travado por Xandão no momento derradeiro.

O São Paulo, jogando com a torcida a favor, precisava equiparar forças e mostrar seu arsenal. E Dagoberto, responsável pela classificação do Tricolor às quartas de final da Copa do Brasil, levou o time adiante. Aos 32, Dagol fez fila e chutou de esquerda. Um minuto depois, ele aproveitou falha de Jonathan – mais um defensor dando bobeira no clássico – e arrematou para boa defesa de Rafael. Na sobra, Ilsinho ainda parou na muralha santista novamente.

O Tricolor sentiu o aviso de Dagoberto e passou a agredir mais o rival. A partir daí, as tabelas entre Ilsinho, Jean e Marlos pelo lado direito, à exemplo das partidas do São Paulo contra o Goiás, voltaram a surtir efeito e a levantar a torcida no Morumbi.

Se a primeira etapa não terminou da maneira como começou, de forma alucinante nos primeiros minutos, ao menos deu a promessa de um segundo tempo ainda mais saboroso.

No intervalo, um fato inusitado: Muricy Ramalho, que saiu do São Paulo de forma conturbada em 2009, viu seu nome ser cantado por torcedores tricolores no Morumbi.

Muricy Ramalho foi aplaudidos pelos são-paulinos (Foto: Ivan Storti)

MUDANÇA FATAL

Já sem o sol forte dos primeiros 45 minutos, o Santos começou ditando as regras da segunda etapa. Com o zagueiro Bruno Aguiar no lugar de Zé Eduardo, Muricy voltou ao seu esquema predileto, o 3-5-2, aproximou Ganso e Elano do ataque e fez Jonathan participar efetivamente da partida.

Primeiro, Neymar colocou o camisa 4 na cara do gol, mas Juan atrapalhou o santista na hora do chute. Em seguida, a Joia enxergou Jonathan novamente no lado oposto do ataque. Já dentro da área, o ex-cruzeirense hesitou em chutar e cruzou para Léo emendar torto. Neymar quase aproveitou de letra.

O São Paulo parecia atrapalhado no começo de segundo tempo e nem mesmo o apoio vindo das arquibancadas parecia mudar o panorama do jogo.

O que parecia inevitável, e que começou com a alteração de Muricy, aconteceu: o Santos abriu o placar do San-São, com Elano, aos 15 minutos. Ganso recebeu na área, ganhou da zaga adversária e cruzou, ou melhor, colocou a bola na cabeça do camisa 8. Gol de Elano, para abrir o marcador no Morumbi!

Elano comemora gol que abriu a vitória do Santos (Foto: Ivan Storti)

O Tricolor, em um momento de desespero, se lançou ao ataque, especialmente após a entrada de Fernandão. Com investidas atabalhoadas, o São Paulo esperava uma sobra na área para que o camisa 15 aproveitasse. Mas a defesa do Peixe estava atenta, e jogou nos colos de Paulo Henrique Ganso a responsabilidade de decidir o jogo.

E ele correspondeu! Aos 27, o maestro do Peixe lançou Neymar e a Joia se viu diante de dois marcadores dentro da área. Como um jogador experiente, Neymar parou a jogada e enxergou Ganso vindo por trás. O camisa 10 tocou de primeira e deu números finais ao jogo.

Nos minutos finais e com 2 a 0 á favor, Muricy ganhou uma pequena dor de cabeça. Elano se esticou para afastar bola na área e sentiu o músculo adutor da coxa direita. O meia pode ser dúvida para a decisão contra o América (MEX), na terça-feira.

Coube ao Tricolor tocar a bola e tentar abrir espaços, mas a tão criticada zaga do Santos manteve-se impenetrável. 2 a 0 e terceira final seguida do Santos em Campeonatos Paulistas. Depois de perder para o Corinthians em 2009, o Peixe bateu o Santo André em 2010 e agora aguarda Palmeiras ou Corinthians para buscar o bicampeonato estadual.

As duas equipes ainda têm compromissos em competições paralelas. São Paulo encara o Avaí na próxima quarta-feira, em partida válida pelas quartas de finais da Copa do Brasil, no Morumbi. Um dia antes, o Santos duela com o América (MEX), em Querétaro, pelas oitavas da Copa Santander Libertadores.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 0X2 SANTOS

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 30/4/2011 – 21h50
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Luis Alexandre Nilsen e Guilherme Ceretta de Lima

Renda/público: R$ 1.232.468,00 / 44.675 pagantes
Cartões amarelos: Casemiro, Miranda, Juan (SPO); Ganso (SAN)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Elano, 15’/2ºT (0-1); Ganso, 27’/2ºT (0-2)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Xandão, Alex Silva, Miranda; Jean, Casemiro (Fernandão 18’/2ºT), Carlinhos, Ilsinho (Willian 44’/2ºT) e Juan; Marlos (Rivaldo 24’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani.

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro 29’/2ºT); Arouca, Danilo, Elano (Adriano 34’/2ºT) e Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar, intervalo). Técnico: Muricy Ramalho.

maio 1, 2011 Posted by | Santos, São Paulo | | Deixe um comentário

Dá-lhe Dagol! São Paulo vence Goiás e se classifica na Copa do Brasil

Dagoberto marca aos 19 da primeira etapa e Tricolor vai às quartas de final da competição nacional

A volta do São Paulo ao estádio do Morumbi foi do jeito que o torcedor queria: com vitória. Mesmo sem show, como o que proporcionou a banda irlandesa U2, o palco são-paulino viu o gol solitário de Dagoberto, suficiente para decretar a vitória do Tricolor por 1 a 0 sobre o Goiás, na noite desta quarta-feira. O São Paulo, assim, se classifica às quartas de final da Copa do Brasil.

Sem jogar em seu estádio desde o dia 13 de março, o Tricolor agora disputa uma vaga nas semifinais da competição contra o Avaí, que eliminou o Botafogo.

No resultado agregado, o São Paulo contabilizou 2 a 0, já que na partida de ida a equipe do técnico Paulo César Carpegiani vencera o Goiás no Serra Dourada por 1 a 0.

Durante a partida, o Tricolor mostrou jogadas envolventes pelos lados do campo, com Ilsinho e Marlos tabelando com os laterais e suprindo a demanda de um exigente – e decisivo – Dagoberto, que, à exemplo do jogo de ida em Goiás, marcou o gol da vitória sobre o Esmeraldino.

AZAR VERDE, SORTE TRICOLOR

Antes da partida começar, os são-paulinos temiam pela qualidade do gramado do estádio do Morumbi, que parecia muito prejudicado até a terça-feira. Mas, mesmo depois da maratona de shows e da chuva que atingiu a capital paulista nesta quarta-feira, o gramado apresentou boas condições para o jogo decisivo.

Em campo, o Goiás sonhava em repetir 2003, quando eliminou o Tricolor com um resultado de 1 a 1 no Morumbi (na ida, 0 a 0 no Serra Dourada), no que fora, inclusive, a última participação do clube paulista na Copa do Brasil.

Mas o Esmeraldino se viu diante de uma maré de azar implacável: primeiro, Harlei se contundiu a seis minutos de jogo, ao tentar impedir saída da bola na linha de fundo. No lugar do veterano goleiro, Pedro Henrique entrou, e entrou “numa fria”.

É que treze minutos depois, o volante Zé Antônio reforçou a falta de sorte do time goiano, escorregou no meio campo e facilitou a vida de Carlinhos Paraíba. O volante tricolor tocou para Dagoberto na área, que marcou o primeiro gol de jogo, aos 19 minutos da primeira etapa.

Mesmo contando com a sorte, a superioridade são-paulina era incontestável. O Tricolor abusava das tabelas, seja pelo lado direito com Jean e Marlos, ou pela esquerda, com Juan e Ilsinho. Assim, o time da casa entrava na defesa rival com facilidade. Ilsinho, inclusive, repetiu o desempenho do último domingo, na vitória sobre a Portuguesa no Campeonato Paulista, e “flutuou” pelas duas extremidades do ataque, municiando Dagoberto e Marlos.

Mas o lance mais inacreditável da primeira etapa foi do Goiás: aos 30 minutos, Marcelo Costa cruzou na área, Rogério saiu mal e Ernando, sozinho, viu a bola passar por entre suas pernas.

Ao time do Centro-Oeste, restavam ainda as jogadas pelo lado direito com Oziel, que importunaram a defesa são-paulina. No primeiro minuto da segunda etapa, o camisa 2 do Goiás perdeu lance capital: ele recebeu de Marcelo Costa dentro da pequena área e tocou por cima do gol de Rogério, desperdiçando oportunidade de ouro.

Difícil mesmo era parar a boa atuação de Dagoberto. Decisivo no jogo de ida no Serra Dourada e autor do primeiro gol do jogo no Morumbi, o camisa 25 protagonizou lindo lance aos 12 minutos, tocou para Jean e Ilsinho, na área, finalizou a jogada nas mãos de Pedro Henrique.

As tramas são-paulinas envolviam a defesa esmeraldina, presa fácil para os toques do Tricolor, cada vez mais à vontade para penetrar na área verde.

Dagoberto ainda abusou do preciosismo aos 24 minutos. Livre na área, ele tentou dois cortes antes de ser desarmado por Carlos Alberto. Três minutos depois, Dagol, de novo, quase marcou em dividida com Pedro Henrique.

Com a classificação praticamente assegurada, Carpegiani atendeu a um pedido da torcida no Morumbi e promoveu a entrada de Rivaldo. O experiente armador teve tempo de descolar ótimo passe para Jean aos 40 minutos, lance que o atleta desperdiçou dentro da área. A cena se repetiu quatro minutos depois, em novo passe de Rivaldo para Jean, que, de novo, finalizou mal.

Nos minutos finais, Fernandão ainda voltou ao time, substituindo Ilsinho. O camisa 15 não jogava há 16 jogos, mas teve pouco tempo para mostrar seu futebol.

O São Paulo acabou terminando o jogo sofrendo com algumas investidas do Goiás, que se lançou ao ataque, sem sucesso. Classificado, o Tricolor enfrenta o Avaí nas quartas de finais da Copa do Brasil, em datas ainda não definidas.

Antes, o São Paulo volta as atenções para o clássico contra o Santos, em partida válida pelas semifinais do Paulistão, a ser disputada no sábado (30), no Morumbi.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1X0 GOIÁS

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 27/4/2011 – 21h50
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Auxiliares: Debert Pedrosa Moisés e Lilian da Silva Fernandes Bruno

Renda/público: R$ 891.747,00 / 32.001 pagantes
Cartões amarelos: Casemiro (SPO); Zé Antônio, Leandro, Assuério (GOI)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Dagoberto, 19’/1ºT (1-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo (Xandão, intervalo), Alex Silva, Miranda; Jean, Casemiro, Carlinhos, Ilsinho (Fernandão 44’/2ºT) e Juan; Marlos (Rivaldo 34’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani

GOIÁS: Harlei (Pedro Henrique 7’/1ºT); Rafael Toloi, Ernando e Valmir Lucas; Oziel, Amaral, Zé Antônio (Leandro 40’/1ºT), Carlos Alberto, Marcelo Costa; Robert e Hugo (Assuério 28’/2ºT). Técnico: Artur Neto

abril 28, 2011 Posted by | Goiás, São Paulo | | Deixe um comentário

Ilsinho neles! São Paulo vence a Portuguesa e vai à semifinal

Camisa 77 tricolor fez um gol e deu o passe a Dagoberto, garantindo vaga às semifinais do Paulistão; adversário é o Santos

A torcida são-paulina ganhou um presente, mas Rogério Ceni, Ilsinho e Dagoberto evitaram o que seria um chocolate “amargo” em pleno domingo de Páscoa. Com gols de Ilsinho e Dagoberto, no fim de jogo, e ótima atuação de Rogério embaixo das traves, o São Paulo ganhou o clássico contra a Portuguesa por 2 a 0, na Arena Barueri, e se classificou às semifinais do Campeonato Paulista. Agora, a equipe enfrenta o Santos, no Morumbi, no próximo sábado. 

O resultado repete a sina da primeira fase, quando a Portuguesa recebeu o São Paulo no Canindé, na oitava rodada, e o Tricolor venceu por 3 a 2.

São Paulo vence Lusa e avança no Paulistão

No jogo deste domingo, o time do técnico Paulo César Carpegiani mostrou oportunismo e um jogo envolvente pelos lados do campo, especialmente através de Ilsinho, Marlos e Dagoberto. Na segunda etapa, os times deixaram o futebol de lado e os dois treinadores, Carpegiani e Jorginho, travaram um verdadeiro duelo de xadrez. Quando a Portuguesa melhorou em campo e esboçou o empate, Rogério Ceni salvou o Tricolor por duas vezes. No fim, Ilsinho, mais uma vez, foi decisivo e deu o passe para Dagoberto dar números finais à partida. 

O CLÁSSICO

O São Paulo entrou em campo com um desfalque de última hora: Lucas, que sentiu a coxa direita em treinamento no sábado e não se recuperou a tempo, deu lugar a Marlos no meio-campo tricolor, abrindo ainda uma vaga para Ilsinho nos onze iniciais. Rodrigo Souto era a outra novidade, substituindo Alex Silva, com inchaço no joelho direito. 

Pelo lado da Portuguesa, o terceiro cartão amarelo do lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro obrigou o técnico Jorginho a improvisar o volante Ademir Sopa na posição. O ânimo nos lados do clube do Canindé era grande, afinal, a última vez que a Lusa chegara às semifinais de um Paulistão fora em 1998, quando perdeu para o Corinthians em arbitragem polêmica do argentino Javier Castrilli.

Carpegiani foi ousado nas substituições durante o jogo (Foto: Miguel Schincariol)

Com um volante de ofício em uma lateral e o aplicado Marcos Pimentel na outra, a Portuguesa começou a partida fechada pelas laterais, sem dar espaço ao Tricolor. Nem mesmo as infiltrações pelo meio, com Juan, Marlos e Dagoberto, surtiam efeito. Durante os primeiros 20 minutos de jogo, o paredão rubroverde pareceu intransponível e a Lusa aproveitou para se lançar ao ataque, tentando algumas investidas, sem sucesso. 

Só que era a hora do Tricolor se reorganizar em campo. Marlos e Ilsinho trocavam de posições e Miranda, de cabeça aos 24 minutos, triscou a trave de Weverton.

Quando Carpegiani tirou Rodrigo Souto, machucado, para promover a entrada de Henrique, a defesa rubroverde simplesmente ruiu. O São Paulo passou a frequentar o campo de ataque mais à vontade. Juan, aos 27, cruzou por baixo e Dagoberto se antecipou à zaga tocando com perigo. Parecia questão de tempo até o primeiro gol da partida, muito mais afeito ao Tricolor do que à Portuguesa.

Mais solto e envolvente pelo meio e pelos flancos, o São Paulo acabou marcando de cabeça, e quem marcou foi um jogador que não costuma ser bom pelo alto. Ilsinho, aos 40 minutos da primeira etapa, aproveitou cruzamento de Jean e testou para o fundo das redes de Weverto.

À Portuguesa, que até ensaiou um bom começo de partida e depois cedeu ao ímpeto do rival, sobraram arremates de longe. Guilherme e Ferdinando, a dupla de volantes rubroverde, arriscaram de fora da área e assustaram Rogério Ceni, no que parecia a única chance da Portuguesa quebrar o gelo são-paulino.

JOGO DE XADREZ E DE NERVOS

Na segunda etapa, as equipes não mostraram inspiração e poucas eram as chances de gol. Em compensação, os técnicos travaram um duelo à parte.

Jorginho viu na entrada do atacante Rafael Silva no lugar de Marco Antônio uma oportunidade para alavancar o ataque rubroverde. Diante da ofensiva adversária, Carpegiani moveu suas peças e tratou de promover a substituição de Marlos para Luiz Eduardo, zagueiro revelado na base tricolor, entrar e proteger a defesa.

O movimento do técnico tricolor “anulou” a ofensiva de Jorginho no tabuleiro de Barueri: a trinca de atacantes lusos foi facilmente marcada pelo novo trio de zagueiros são-paulinos.

No entanto, o técnico da Portuguesa colocou o “peão” Ananias, que fora o “rei” do jogo contra o São Bernardo na primeira fase, no lugar de Henrique. A mudança não surtiu o efeito desejado, e as equipes continuaram cozinhando a partida. O São Paulo, satisfeito, tocava a bola; a Lusa, sem conseguir decifrar a tática adversária, não tinha profundidade.

Para ultrapassar o inteligente jogo tricolor, Jorginho viu a Portuguesa apostar nas jogadas pelo alto. Jael aos 24, e Luís Ricardo, exigindo defesa incrível de Rogério Ceni aos 28, arrancaram suspiros da torcida lusitana. 

Rogério, heróico, ainda evitou o que seria o gol de empate em arremate de Ferdinando, aos 32. A torcida da Portuguesa esfregava as mãos e torcia pelo gol de empate, que parecia maduro àquela altura da partida.

Mas Ilsinho neles! O camisa 77 e Dagoberto asseguraram a classificação são-paulina no fim. Faltando 10 minutos para o fim da etapa regulamentar, Ilsinho recebeu na área e tocou para Dagol, que só teve o trabalho de acertar o lado oposto de Weverton e marcar.

O gol assegurou o presente de Páscoa do são-paulino e a classificação do Tricolor às semifinais do Campeonato Paulista. Neymar, Ganso e cia aguardam o São Paulo no próximo sábado. A partida será realizada no Morumbi. 

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 2X0 PORTUGUESA

Estádio: Arena Barueri, São Paulo (SP)
Data/hora: 24/4/2011 – 16h
Árbitro: Aurélio Sant’Anna Martins
Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Marco Antonio de Andrade Motta Junior

Renda/público: R$ 287.118,00 / 11.134 pagantes 
Cartões amarelos: Rhodolfo (SPO); Marco Antônio, Maurício, Domingos (POR)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Ilsinho, 40’/1ºT (1-0); Dagoberto, 35’/2ºT (2-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Rhodolfo, Miranda e Juan; Rodrigo Souto (Henrique 29’/1ºT), Casemiro, Carlinhos e Ilsinho (Cléber Santana 37’/2ºT); Marlos (Luiz Eduardo 11’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani. 

PORTUGUESA: Weverton; Marcos Pimentel, Domingos, Maurício, Ademir Sopa (Ronaldo 33’/2ºT); Ferdinando, Guilherme, Marco Antonio (Rafael Silva, intervalo) e Henrique (Ananias 17’/2ºT); Jael e Luis Ricardo. Técnico: Jorginho.

abril 24, 2011 Posted by | Portuguesa, São Paulo | | Deixe um comentário

Dagoberto decide e São Paulo vence Goiás na Copa do Brasil

Para o jogo de volta, na próxima quarta-feira, no Morumbi, o Tricolor pode empatar que avança às quartas de final

Em 2009, o São Paulo deixou o Serra Dourada com uma derrota por 4 a 2 para o Goiás, que lhe custou o título do Campeonato Brasileiro daquele ano e o fim da hegemonia nacional, que já durava três anos. Quase dois anos depois, o Tricolor pode dizer que conseguiu o “troco”, ao vencer o mesmo Goiás por 1 a 0, no Serra Dourada, em Goiânia, e encaminhar a classificação para as quartas de final de outra competição nacional, a Copa do Brasil

O Tricolor joga a partida de volta contra o Esmeraldino na próxima quarta-feira, no Morumbi. Para avançar às quartas de final da Copa do Brasil e encarar o Avaí, o São Paulo pode até empatar. Uma derrota por 1 a 0 leva o jogo à disputa de pênaltis.

Se o Goiás vencer por 2 a 1, 3 a 2 ou 4 a 3 se classifica pelos gols fora de casa. Ao Esmeraldino, também interessam as vitórias por mais de um gol de diferença. A partida, que será no Morumbi, ainda pode marcar a estreia de Luís Fabiano no São Paulo.

NOVIDADE, EXPULSÃO E RETRANCA VERDE

O Tricolor entrou em campo com uma novidade…no uniforme! A equipe estreou os calções e meiões vermelhos. A última vez que o São Paulo jogou assim foi há 14 anos.

No quesito tático, nada de inovações: as equipes começaram a partida no esquema 3-5-2, mas as defesas pareciam desprotegidas. Com três minutos de jogo, dois lances duvidosos dentro da área, um para cada lado, foram ignorados pelo árbitro Marcos André Gomes da Pena. Primeiro, Alex Silva chegou atrasado em Felipe Amorim. Um minuto depois, Ilsinho caiu após chegada de Harlei, na área goiana. O árbitro capixaba manteve-se firme e não marcou nenhum dos supostos pênaltis.

Na sequência, o Esmeraldino do Centro-Oeste respondeu com Carlos Alberto cabeceando sozinho na área, mas o jogador, que substituiu Diogo, formado pelo Tricolor e que não pode jogar por conta de uma cláusula contratual, estava impedido.

Casemiro, aos 9 minutos, e Marlos, aos 10, arrancaram suspiros no Serra Dourada. Era o Tricolor esquentando a partida! Aos 15, uma falta à distância semelhante do gol 100 de Rogério no clássico contra o Corinthians ouriçou o torcedor são-paulino. O goleiro tricolor foi para a bola e não fez feio: chutou por cima, no mesmo canto de Harlei.

REVIRAVOLTA EM TRÊS MINUTOS

Felipe Amorim estreou no Goiás contra o Corinthians, na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2010. Oriundo das categorias de base do Esmeraldino, o jogador ganhou destaque até antes da partida contra o São Paulo. Mas a noite desta quarta-feira definitivamente não foi a dele. Aos 19 minutos, ele dominou bola no braço e recebeu o cartão amarelo. Três minutos mais tarde, ele ajudou a marcação de forma atabalhoada, derrubou Carlinhos e recebeu o segundo cartão amarelo: expulso de campo!

Com um a menos, o Goiás, que ainda estava no páreo e conseguia organizar boas jogadas até a expulsão de Amorim, passou a não frequentar mais o campo de ataque e, assim, se tornou presa fácil para o São Paulo.

Dos pés – ou da cabeçada equivocada – de Carlos Alberto, o time de Paulo César Carpegiani teve uma de suas melhores chances, aos 29 minutos. Dagoberto aproveitou o erro e rolou para Jean chutar cruzado, rente à trave de Harlei. Por pouco…

O São Paulo queria mesmo sufocar o Esmeraldino e sair da primera etapa com um gol. Ilsinho e Dagoberto, explorando as pontas, criaram jogadas de gol, mas a defesa do Goiás repelia as oportunidades do adversário.

ELE TEM A RECEITA

No intervalo de jogo, Carpa parecia saber a receita da vitória. O treinador colocou Henrique no lugar de Casemiro. E foi com um homem a mais na frente que o Tricolor chegou, enfim, ao primeiro gol do jogo. Dagoberto fez o que sabe de melhor, levou a bola em velocidade pelo meio, não encontrou resistência da defesa adversária e chutou do meio da rua.

Com o placar a favor, o time visitante pareceu se acomodar e, por um instante, o Goiás cresceu na partida, mesmo com um a menos. Logo após o gol, Carlos Alberto entrou de surpresa na área e cabeceou por cima do gol de Ceni.

Mas o time esmeraldino não tinha fôlegos para levar mais 40 minutos de igual para igual com o São Paulo e, aos poucos, foi cedendo, cedendo…

Sobrou espaço para Rivaldo, que entrara no lugar de Marlos, e o resto do time são-paulino brilhar. Aos 23 minutos, Dagoberto encontrou llsinho invadindo a área e o camisa 77, na cara de Harlei, perdeu grande chance. Dez minutos mais tarde, Ilsinho recebeu de Henrique na área e, sozinho, tentou driblar o goleiro esmeraldino, perdendo mais uma oportunidade.

Mesmo sem Lucas, expulso na partida anterior contra o Santa Cruz e que vai a julgamento na próxima terça-feira, na armação, o São Paulo manteve o resultado e volta para casa com a vantagem para o jogo de volta.

Agora, o Tricolor tem a Portuguesa pela frente, no domingo, em palco a ser definido. O jogo vale vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. O Esmeraldino também tem um clássico no fim de semana. A equipe encara o arquirrival Vila Nova, pelas semifinais do Campeonato Goiano.

FICHA TÉCNICA:
GOIÁS 0X1 SÃO PAULO

Estádio: Serra Dourada, Goiânia (GO)
Data/hora: 20/4/2011 – 21h50
Árbitro: Marcos André Gomes da Pena
Auxiliares: Fabiano da Silva Ramires e José R. Maciel Linhares

Renda/público: R$ 815.610,00 / 28.526 pagantes
Cartões amarelos: Rafael Tolói, Felipe Amorim (GOI); Marlos, Juan (SPO)
Cartões vermelhos: Felipe Amorim, 22’/1ºT (GOI)
GOLS: Dagoberto, 2’/2ºT (0-1)

GOIÁS: Harlei; Ernando, Rafael Tolói (Valmir Lucas 41’/2ºT) e Marcão; Oziel (Robert 36’/2ºT), Amaral, Zé Antônio, Marcelo Costa e Carlos Alberto; Felipe Amorim e Hugo (Guto 21’/2ºT). Técnico: Artur Neto

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro (Henrique, intervalo), Carlinhos, Ilsinho e Juan; Marlos (Rvivaldo 21’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani

abril 20, 2011 Posted by | Goiás, São Paulo | | Deixe um comentário

São Paulo empata com o Oeste, vira líder e pega Lusa nas quartas

Com o 1 a 1, a equipe de Itápolis enfrenta o Corinthians na próxima fase; São Paulo retomar mando de campo para o mata-mata

São Paulo e Oeste empataram em 1 a 1 no jogo de despedida da primeira fase, neste domingo, no estádio Romildo Ferreira em Mogi Mirim. Com o resultado e com a derrota do Palmeiras para a Ponte Preta por 2 a 1, o Tricolor assume a liderança da competição e enfrenta a Portuguesa nas quartas de final. O Oeste, por sua vez, permanece no quinto lugar e enfrenta o Corinthians na próxima fase.

O jogo ocorreu em Mogi, a 70 quilômetros da capital, por conta da perda de dois mandos de campo do São Paulo determinada pelo STJD, por conta de objetos atirados no gramado no clássico contra o Corinthians na Arena Barueri. Com a decisão, a equipe do Morumbi ainda não sabe onde jogará as quartas e tenta obter efeito suspensivo.

Na próxima fase do Paulistão, as oito equipes classificadas se enfrentam entre si. A classificação será disputada em apenas um jogo na casa da equipe de melhor campanha. Em caso de empate, haverá pênaltis. O mesmo critério se repete nas semifinais. Apenas na final haverá jogos de ida e volta.

No duelo particular dos grandes de São Paulo, o Tricolor pode cruzar com o Corinthians numa possível semifinal e decidir, numa eventual final, o título com Santos ou Palmeiras.

O jogo

Até os 15 minutos do primeiro tempo, parecia que o São Paulo venceria o Oeste com facilidade. O Tricolor vinha com uma marcação acertada no meio de campo e uma boa troca de passes no ataque, o que sufocava o time do Oeste.

Principalmente com as subidas pelo lado direito, com a participação de Lucas e quando os meias se apresentavam para receber os passes das laterais apareciam boas jogadas. O time criou mais oportunidades na primeira etapa, mas faltou ao Tricolor acertar nas finalizações. O time misto que entrou em campo dificultava o entrosamento, e muitos passes errados se seguiam.

A partir dos 20 minutos, a marcação são-paulina afrouxou e o Rubrão começou a acelerar o jogo ofensivamente. Wellington e Cleber Santana não exerciam uma marcação efetiva na cabeça de área. Os defensores ficavam expostos e, à base de faltas, paravam os ataques.

Aos 41, o Oeste conseguiu transformar a pressão em gols. Roger fez boa jogada, passou por Rhodolfo e passou a bola para Reinaldo, livre, abrir o placar para o Oeste.

No começo do segundo tempo, o jogo esfriou. Contudo, o São Paulo seguia sem marcação efetiva no meio de campo e cedendo alguns espaços ao time do Oeste, que não soube aproveitar.

O Tricolor também tinha dificuldade para atacar. Em campo, muitos jogadores de movimentação – Marlos, Lucas, Ilsinho – e poucos na criação das jogadas.

Faltava um centroavante e, por isso, Carpegiani substituiu Willian por Henrique. Em uma de suas primeiras participações, aos 27 minutos da segunda etapa, o atacante recebeu belo passe de Lucas, cortou a marcação e empatou a partida.

O São Paulo seguiu no ataque e o time do Oeste não conseguia reagir na partida. E assim o jogo se encaminhou para o final, sem maiores chances de gol.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1 X 1 OESTE

Estádio: Romildo Ferreira, em Mogi Mirim (SP)
Data/hora: 17/4/2011 – 16h
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
Auxiliares: Jumar Nunes Santos e Mauricio Helder Luiz Alexandrino
Renda/público: Não divulgado.
Cartões amarelos: Júnior César (SPO)
Cartões vermelhos: Nenhum.
GOLS: Reinaldo, 39’/1ºT (0-1); Henrique, 27’/2ºT (1-1)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão, Rodrigo Souto, Rhodolfo; Edson Santos (Ilsinho, 12’/2ºT), Wellington, Cleber Santana,Rivaldo (Marlos, 12’/2ºT) e Junior César; Lucas e Willian (Henrique, 23’/2ºT). Técnico: Paulo César Carpegiani

OESTE: Gabriel; Dedê (Serginho, 45’/2ºT), Rafael Caldeira, Paulo Miranda e Fernandinho; Adriano, Dionísio, Márcio Passos, Roger e Marino; Reinaldo (Alex William, 19’/2ºT). Técnico: Nenê Belarmino.

abril 17, 2011 Posted by | São Paulo | , | Deixe um comentário

São Paulo goleia o Noroeste e segue na cola do Palmeiras

Tricolor vence por 4 a 1 e se manteve em segundo lugar. Rogério Ceni, Marlos, Dagoberto e Ilsinho marcaram os gols

Sob sol forte, o São Paulo venceu o Noroeste, por 4 a 1, neste domingo, em Bauru, e se manteve na cola do líder Palmeiras. Com bela atuação de Dagoberto e Marlos, que não tentaram tanto as jogadas individuais, o Tricolor foi superior durante toda a partida e garantiu o resultado.

Ainda no primeiro tempo, Rogério Ceni, de pênalti, abriu o placar. Foi o 101º gol do goleiro. Na segunda etapa Marlos e Dagoberto ampliaram para o Tricolor e Ilsinho fechou o placar. Aílson ainda diminuiu para o Noroeste.

Mesmo com muitos desfalques, o clube da capital não teve problemas em relação ao entrosamento dos jogadores, que se entenderam bem dentro de campo

Com a vitória, o São Paulo chegou aos 40 pontos e continuou na cola do líder Palmeiras, que tem 41. O Noroeste segue com 17 pontos. Na próxima rodada, o Tricolor encara o Oeste, de Itápolis.

O jogo

Ainda com a partida equilibrada, o São Paulo teve a primeira chance de fazer o gol. Em contra-ataque puxado por Marlos, Rivaldo recebeu na esquerda e mandou para a área. Gleidson fez o corte, mandou para trás e quase marcou gol contra. Os cruzamentos do 10 do Tricolor continuavam levando perigo. Após cobrança de falta, Casemiro subiu bem e mandou no travessão. Dagoberto pegou o rebote e mandou colocado, mas Yuri conseguiu a defesa.

Até os 15 minutos, o São Paulo balanceava lances de bolas longas e passes curto. Marlos e Dagoberto eram colocados para correr a todo momento, enquanto Casemiro, Carlinhos Paraíba e Rivaldo cadenciavam um pouco mais a partida. Após perder na posse de bola no início do jogo, o Noroeste cresceu e equilibrou a partida. Aos 20, Casemiro cometeu falta dura e recebeu o amarelo. O volante, com isso, está suspenso do próximo jogo, contra Oeste.

Sem conseguir entrar na área do adversário, o São Paulo começou a tentar de fora. Rivaldo tentou uma, que foi para fora, e Dagoberto mandou duas. Ambas ficaram nas mãos do goleiro Yuri. Na sequência, Dagoberto e Jean fizeram ótima tabela, que o volante concluiu mal.

Melhor no jogo, o Tricolor chega ao gol em cobrança de pênalti. Marlos enfiou ótima bola para Junior Cesar, que foi empurrado dentro da área por Márcio Gabriel. Rogério bateu sem cavadinha, forte, no canto direito, e abriu o placar. O Noreste pouco chegou durante a primeira etapa. Nos lances pela lateral, a zaga do clube da capital não deixou a bola chegar nos atacantes.

O segundo tempo começou diferente. O Noroeste apertou a saída de bola do Tricolor e forçou o time a dar chutões para frente. Mas quem teve a primeira chance na etapa complementar foi o São Paulo. Após cobrança de falta de Dagoberto, Rhodolfo apareceu sozinho e cabeceou para fora.

Aos 14 minutos o São Paulo ficou com um a mais. França recebeu o segundo amarelo e o vermelho. E logo na sequência o Tricolor ampliou o placar. Dagoberto bateu falta, que explodiu na barreira, mas Casemiro não desistiu do lance, ficou com a bola dentro da área e tocou para Marlos fazer o gol.

Logo depois, Carpegiani promoveu a entrada de Ilsinho no lugar de Casemiro, que recebera cartão amarelo no primeiro tempo. O Noroeste também mudou. Entraram Giovanni e Aleílson nos lugares de Vandinho e Diego. Mesmo jogando bem e sendo um dos principais articuladores do São Paulo no jogo, Rivaldo saiu para a entrada de Willian.

Mesmo com um a menos em campo, o Noroeste não dava espaços para o São Paulo, que continuava jogando com Rodrigo Souto como zagueiro. Mas após um chutão da defesa o Tricolor ampliou o placar. Willian José ajeitou de peito para Marlos, que carregou e deixou para Dagoberto soltar uma bomba e marcar um belo gol.

Dois minutos depois foi a fez do Noroeste marcar. Após rápida tabela, Aleílson invadiu a área, saiu de Rhodolfo e bateu forte. Rogério Ceni caiu mal para o canto errado e a bola entrou rente a trave. Depois dos gols, o jogo ficou menos pegado e os dois times diminuíram o ritmo esperando o apito final.

Mas o Tricolor ainda teve tempo para mais um. Ilsinho roubou a bola no campo de ataque, saiu da marcação e bateu com categoria, no canto alto, sem chances para Yuri.

FICHA TÉCNICA:
NOROESTE 1 X 4 SÃO PAULO
Estádio: Alfredo de Castilho, Bauru (SP)
Data/hora: 10/4/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli (SP) e Maria Eliza Correia Barbosa (SP)
Renda/público: R$ 388. 952 / 7.658 pagantes

Cartões amarelos: Otacílio Neto, Márcio Gabriel, França, Da Silva, Hernani (NOR); Casemiro, Carlinhos Paraíba (SPO)
Cartões vermelhos: França, 14’/2ºT (NOR);
GOLS: Rogério Ceni, 36’/1ºT (0-1); Marlos, 15’/2ºT (0-2); Dagoberto, 31’/1ºT (0-3);
Aleílson, 33’/2ºT (1-3); Ilsinho, 46’/2ºT (1-4)

NOROESTE: Yuri; Cris, Halisson e Da Silva (Hernani, 31’/2ºT); Márcio Gabriel, Tiago Ulisses, França, Vandinho (Giovanni, 22’/2ºT) e Gleidson; Otacílio Neto e Diego (Ailson, 22’/2ºT). Técnico: Jorge Saran

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão, Rodrigo Souto e Rhodolfo; Jean, Casemiro (Ilsinho, 19’/2ºT) , Carlinhos, Rivaldo (Willian, 26’/2ºT) e Junior Cesar; Marlos e Dagoberto (Cléber Santana, 34’/2ºT) . Técnico: Paulo César Carpegiani

abril 10, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

Em jogo tumultuado, São Paulo vence Santa Cruz e avança na Copa-BR

Partida teve quatro jogadores expulsos, pênalti perdido por Rogério Ceni e gol salvador de Ilsinho: 2 a 0 para o Tricolor paulista

O São Paulo até sofreu, é verdade, mas fez a lição de casa e venceu o Santa Cruz por 2 a 0, jogando na Arena Barueri, na noite desta quarta-feira, e se garantiu nas oitavas de final da Copa do Brasil. Os gols de Rhodolfo e Ilsinho classificaram o time paulista, que agora enfrenta o Goiás na próxima fase da competição. E o melhor: com o atacante Luis Fabiano, que estará apto para os duelos contra os goianos.

Os mais de 21 mil são-paulinos que viram a partida, além do Fabuloso, que também acompanhou o jogo, não tiveram uma noite fácil. Diante de um aguerrido Santa Cruz, o torcedor ainda assistiu a Rogério Ceni perder um pênalti na primeira etapa, quando a partida estava “apenas” 1 a 0, resultado que não garantia a classificação. O goleiro tentou a “cavadinha”, mas o goleiro Tiago Cardoso conseguiu a defesa.

No segundo tempo, o Tricolor paulista também sofreu. O técnico Carpegiani teve de ousar, colocando Ilsinho e Willian nos lugares de Casemiro e Alex Silva e conseguiu a classificação graças a uma boa jogada da dupla, com conclusão do camisa 77.

COPA DO BRASIL OU LIBERTADORES?

O clima na Arena Barueri era de decisão total. Consciente de que eram necessários dois gols – desde que não tomasse nenhum – para seguir em frente na Copa do Brasil, 21 mil torcedores compareceram à Arena Barueri para empurar a equipe de Carpegiani.

Parecia até Libertadores! Sendo assim, a partida foi repleta de jogadas mais duras. E, durante toda a primeira etapa, vários duelos foram travados em campo. Além do já “habitual” confronto entre Lucas e Everton Sena, que foi a tônica da partida de ida entre as equipes, Fernandinho e André Oliveira também protagonizaram uma “batalha”. O vencedor foi André – ao menos em matéria de deslealdade. Foram necessários 15 minutos e duas faltas para o defensor pernambucano tirar Fernandinho de combate. O camisa 12 teve de ser substituído precocemente por Marlos. No segundo tempo, Lucas e Everton Sena levaram cartões vermelhos em um dos capítulos entre o duelo particular.

Em meio a tanta violência, a primeira conquista na bola foi mesmo paulista. Aos 9 minutos, Dagoberto cobrou falta e Rhodolfo, de costas, tocou de cabeça para o fundo do gol.

Mesmo com o placar favorável, ainda faltava calma para o Tricolor paulista botar a bola no chão e colocar a superioridade em prática. E isso só aconteceu a partir dos 30 minutos, quando o São Paulo emplacou uma sequência de quatro lances de perigo, que poderiam ter escancarado o marcador ainda na primeira etapa. Primeiro, Lucas ficou na cara de Tiago Cardoso e tocou em cima do goleiro do Santa Cruz. Em seguida, Marlos disparou e foi travado na hora H por Jeovânio. Pouco depois, foi a vez de Rhodolfo perder chance dentro da área. Jean, aos 34, e Marlos, aos 35, fecharam a blitz são-paulina.

Mas o lance mais marcante da primeira etapa aconteceu aos 42 minutos. Dagoberto entrou na área e André Oliveira, o mesmo que tirou Fernandinho de jogo e substituía o zagueiro Leandro Souza, expulso no jogo de ida no Arruda, parou o são-paulino com o braço. Resultado: pênalti para o São Paulo e cartão vermelho para André.

O torcedor são-paulino só não esperava por um lance esquisito de Rogério Ceni, que chegara à marca de 100 gols há apenas 10 dias. O goleiro-artilheiro foi para a cobrança e ao tentar uma “cavadinha” acabou tendo o lance defendido por Tiago Cardoso.

Mesmo após o pênalti desperdiçado, o Tricolor voltou à segunda etapa disposto a mudar o panorama do jogo. Quando o Santa Cruz começou a assustar com Gilberto, no começo da segunda etapa, Carpegiani promoveu a entrada de Ilsinho, para explorar as jogadas ofensivas pelos flancos, e de Willian, no lugar de Alex Silva.

E a estrela de Carpa brilhou! Foram justamente estes dois jogadores, apostas do treinador são-paulino na segunda etapa, quem decidiram a partida, para alívio da torcida em Barueri. Aos 27 minutos, Ilsinho tabelou com Willian, saiu na cara do gol e decretou o 2 a 0. Era o gol da classificação!

Agora o Tricolor voltará a campo pelo Campeonato Paulista. O time vai a Bauru, onde enfrentará o Noroeste, no próximo domingo, no Estádio Dr. Alfredo de Castilho.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 2X0 SANTA CRUZ

Estádio: Arena Barueri, Barueri (SP)
Data/hora: 6/4/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca
Auxiliares: Márcia B. Lopes Caetano e Wagner de Almeida Santos

Renda/público: R$ 529.051,00 / 21.066 pagantes
Cartões amarelos: Casemiro, Rhodolfo, Dagoberto (SPO); André Oliveira, Landú, Gilberto, Everton Sena, Thiago Matias (SCR)
Cartões vermelhos: André Oliveira, 42’/1ºT (SCR); Renatinho, 38’/2ºT (SCR); Everton Sena, 42’/2ºT (SCR); Lucas, 42’/2ºT (SPO)
GOLS: Rhodolfo, 9’/1ºT (1-0); Ilsinho, 27’/2ºT (2-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva (Willian, 22’/2ºT), Miranda e Juan; Casemiro (Ilsinho, 7’/2ºT), Jean, Carlinhos Paraíba e Lucas; Fernandinho (Marlos, 15’/1ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso, Cléber Goiano, Thiago Matias, André Oliveira e Renatinho; Éverton Sena, Jeovânio (Mário Lúcio, 31’/2ºT), Weslley e Natan (Marcus Vinícius, 22’/2ºT); Landú (Thiago Pereira, intervalo) e Gilberto. Técnico: Zé Teodoro

abril 7, 2011 Posted by | São Paulo | , | Deixe um comentário

Lucas resolve e São Paulo vence o Mirassol

Golaço do meia aos 26 minutos da primeira etapa garante a vitória ao Tricolor: 1 a 0

Lucas marcou e o Tricolor venceu. Parece reedição de outras partidas, mas, no reencontro de Rogério Ceni com a Arena Barueri, onde marcou seu 100º gol uma semana antes, o São Paulo venceu o Mirassol por 1 a 0, com golaço de Lucas na tarde deste domingo.

A vitória magra só não dá a liderança ao Tricolor porque o Palmeiras venceu o Santos na Vila Belmiro (1 a 0). Mas a vice-liderança está assegurada não importando o resultado de Botafogo-SP e Corinthians, que jogam às 18h30, em Ribeirão Preto. É que o Tricolor tem uma vitória a mais e, assim, não pode ser superado pelo Timão.

Seja o primeiro a saber as notícias do São Paulo!

O Mirassol, que ainda não venceu contra os grandes paulistas na competição (perdera para Palmeiras (1 a 0), Corinthians (3 a 2) e Santos (3 a 0)), perdeu oportunidade de carimbar a classificação para a segunda fase do Campeonato Paulista. A equipe de amarelo continua em 6º (segue precisando de um pouco para garantir-se).

BARUERI: A CIDADE DAS PLACAS

Antes da partida, Rogério Ceni foi homenageado com uma placa comemorativa referente ao feito (100º gol) no jogo contra o Corinthians, no último domingo. Mas, dessa vez, quem mereceu as honras foi Lucas, autor de um golaço.

O meia escapou de Magal aos 26 minutos, driblou mais dois marcadores e o goleiro Fernando Silva antes de tocar para a rede do Mirassol. Que golaço na Arena Barueri! Vem mais placa por aí!

Mas o dia não era só flores para o lado do Tricolor. Antes do tento de Lucas, o São Paulo pouco chegara ao gol de Fernando Silva (o goleiro Fernando Leal, um dos destaques do Mirassol, não jogou, suspenso). É que os dois times demoraram a engatar a primeira marcha.

Do lado do time do interior, pouca ousadia para penetrar na área tricolor. Já o São Paulo também não atravessava tarde inspirada. A não ser, claro, por Lucas, que se apresentou o tempo todo como boa opção pelo lado direito. Sem a sombra de um Everton Sena (volante que marcou o meia tricolor de forma implacável na derrota para o Santa Cruz, na última quarta-feia) por perto, Lucas teve liberdade, mas não viu a mesma disposição por parte dos companheiros no primeiro tempo de jogo.

Depois do gol, o Tricolor se retraiu no campo de defesa, acomodado. Foi a chance que o Mirassol precisava para atacar. E, aos 43, Samuel chutou torto e Wellington Amorim ajeitou com estilo antes de acertar a trave direita de Rogério Ceni. Susto na Arena Barueri!

Na segunda etapa, o Leão da Araraquarense, enfim, proporcionou a primeira intervenção de Rogério na partida, após chute de Xuxa. Aos dois minutos do segundo tempo!

Em seguida, o Tricolor entrou na área como quis, esbanjando categoria, mas a tabela de Fernandinho e Juan por pouco não terminou em bola na rede.

Se o time não mostrava tanta vocação ofensiva, Fernandinho passou a se apresentar como uma opção mais interessante pela esquerda. Pelos pés dele, explorando a linha de fundo, Jean recebeu livre antes de perder gol na cara de Fernando Silva, aos 8 minutos. Cinco minutos depois, o camisa 12 rolou para Casemiro tirar tinta da trave.

Aos 20 minutos, foi a vez de Renato Peixe errar e Willian, livre, tocar a trave adversária.

Só que o Mirassol respondeu: Wellington Amorim, aos 14, e Diego, aos 17, mostraram que o Leão da Araraquarense não estava morto e queria o gol de empate. Aos 34, Marcelinho quase marcou. A pressão do time de amarelo culminou em bate-rebate na área aos 41, que Dezinho desperdiçou chance após rebote de Rogério dentro da área.

Mas o Tricolor suportou as investidas do Leão da Araraquarense e pode respirar aliviado. Ufa! Foi a 12ª vitória tricolor na competição, mais uma vez com show de Lucas.

O São Paulo agora duela com o Noroeste, no estádio Dr. Alfredo de Castilho, em Bauru, no próximo domingo. Já o Mirassol tenta assegurar a classificação contra o Ituano, no estádio José de Campos Maria Maia, no sábado.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1X0 MIRASSOL

Estádio: Arena Barueri, Barueri (SP)
Data/hora: 3/4/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira (SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto (SP) e Alex Alexandrino (SP)
Renda/público: R$ 122.941,00 / 5.912 pagantes
Cartões amarelos: Lucas, Carlinhos (SPO); Jairo (MIR)
Cartões vermelhos: Não houve
GOL: Lucas, 26’/1ºT (1-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão, Alex Silva, Miranda e Juan; Casemiro, Jean, Carlinhos Paraíba e Lucas; Fernandinho (Henrique, 40’/2ºT) e Willian (Rivaldo, 24’/2ºT). Técnico: Paulo César Carpegiani

MIRASSOL: Fernando Silva; Samuel (Fabinho Capixaba, 28’/2ºT), Leandro Almeida, Dezinho e Renato Peixe (Marcelinho, 28’/2ºT); Jairo, Otacílio (Reinaldo Alagoano, 38’/2ºT), Magal, Diego e Xuxa; Wellington Amorin. Técnico: Ivan Baitelo

abril 3, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

São Paulo ‘dança o frevo’ e perde para o Santa Cruz

Rodrigo Souto marcou, contra, o único gol do jogo. Agora, vaga às oitavas da Copa do Brasil será decidida na próxima quarta

A semana do São Paulo era irretocável, mas depois da vitória no clássico contra o arquirrival Corinthians, o gol 100 de Rogério Ceni e a apresentação de Luís Fabiano no Morumbi, o Tricolor paulista conheceu um revés e perdeu para o Santa Cruz por 1 a 0, no estádio do Arruda, no Recife, em partida válida pela segunda fase da Copa do Brasil.

O gol de Rodrigo Souto, contra, obriga o São Paulo a decidir a vaga às oitavas de final da competição na próxima quarta-feira, quando recebe o mesmo Santa Cruz em local a ser definido. O Tri-Mundial precisa vencer por dois gols de diferença para garantir a classificação. Um empate dá a vaga ao Santa. Uma vitória do Tricolor paulista por 1 a 0 leva a partida para os pênaltis – já uma vitória simples cedendo um ou mais gols aos pernambucanos também dá a vaga ao Santa Cruz.

O vencedor do confronto entre os dois tricolores encara o ganhador de Goiás e Ponte Preta. A primeira partida entre estas duas equipes ainda acontece nesta quinta-feira, no Moisés Lucarelli, em Campinas.

Foi apenas a segunda vitória do Santa Cruz sobre o rival paulista em 17 jogos. O único êxito da Cobra Coral até então havia sido no ano de 1988.

DUELO QUENTE

O duelo entre Santa Cruz e São Paulo, que não acontecia desde 2006, começou a mil por hora. Com Rivaldo na equipe titular – o meia é pernambucano e atuou pelo Santa Cruz no começo da carrreira -, o Tricolor paulista tentava dominar as ações no meio-campo.

Primeiro, o próprio Rivaldo deu as boas vindas para a torcida do Santa, aproveitando chute de fora da área e exigindo defesa de Tiago Cardoso aos 5 minutos.

Depois, o Tricolor pernambucano apostou em uma jogada característica para tentar assustar os visitantes. O camisa 8, Weslley, era o responsável pelas bolas paradas. Dos pés dele, a Cobra Coral incomodava a defesa são-paulina pelo alto. Exemplo da ofensiva pernambucana foi aos 12 minutos, quando Weslley cobrou falta fechada e Rogério dividiu por cima. O camisa 1 são-paulino levou a pior.

Já em boas condições de jogo, o goleiro-artilheiro ainda viu Landu cruzar para Gilberto cabecear, aos 25. O camisa 9 da Cobra Coral, aliás, pode ser o próximo reforço do Corinthians, conforme apurou o LANCENET!.

E era pelos flancos que o Santa conseguia se impor no estádio do Arruda. Assim, aconteceu o primeiro gol do jogo, quase ‘sem querer’: aos 34 minutos, Gilberto recebeu na esquerda e cruzou por baixo. A bola passou pela defesa são-paulina e Rodrigo Souto, livre, tentou tirar a bola em linha de fundo, mas errou nos cálculos e, ‘consciente’, marcou o gol contra.

Atordoado, o Tricolor paulista rapidamente tentou empatar a fim de salvar a semana irretocável dos são-paulinos. O Tri-Mundial bem que estufou as redes, mas o gol de Dagoberto foi anulado depois que o atacante concluiu de cabeça em posição irregular, aos 42 minutos da primeira etapa.

Decidido a espantar a má atuação do primeiro tempo de jogo, Dagoberto, logo a 5 minutos, cortou dentro da área e chutou para defesa de Tiago Cardoso. Três minutos mais tarde, Dagol não alcançou cruzamento de Lucas e viu Fernandinho isolar dentro da área.

A pressão do Tricolor paulista se intensificou, especialmente depois que Leandro Souza foi expulso aos 25 minutos. Com um jogador a mais, o São Paulo abriu mão da defesa e lançou seus dez homens de linha ao campo de ataque. Porém, faltava ousadia à equipe de Carpegiani. Lucas, marcado de perto por Everton Sena, não conseguiu repetir as boas atuações que o credenciaram à Seleção Brasileira.

Se por baixo, o Tri-Mundial não mostrava inspiração, a equipe repetiu a estratégia pernambucana na primeira etapa e apostou nas bolas paradas. Em uma delas, aos 39, Miranda cabeceou com perigo para fora.

Mas o Santa era incansável, e manteve o resultado positivo. Aos gritos de ‘Guereiro, time de guerreiro’, entoados pela fanática torcida da Cobra Coral, o time da casa se esforçou até o fim e levou a melhor. Sobrou até para Ceni subir ao campo de ataque e cobrar falta longa na área, que a defesa pernambucana afastou, para delírio da torcida coral.

Na próxima quarta-feira, os dois times decidem a vaga nas oitavas de final em São Paulo. O Santa Cruz pode empatar que leva a vaga. Se perder por uma diferença de um gol e marcar (derrota por 2 a 1, 3 a 2, 4 a 3, etc…), o time pernambucano também se classifica. Aos paulistas, só resta a vitória por 2 ou mais gols.

Antes da definição na Copa do Brasil, o Tricolor volta a campo no próximo domingo, quando encara o Mirassol na Arena Barueri, pelo Campeonato Paulista. No mesmo dia, o Santa tem clássico local contra o Sport, em partida válida pelo Campeonato Pernambucano.

FICHA TÉCNICA:
SANTA CRUZ-PE 1X0 SÃO PAULO

Estádio: Arruda, em Recife (PE)
Data/hora: 30/3/2011 – às 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Raimundo Carneiro de Oliveira (BA) e José R. Dias da Hora (BA)
Renda/público: R$ 943.070,00 / 46.681 pagantes
Cartões amarelos: Leandro Souza, Weslley (SCR); Miranda, Rogério Ceni (SPO)
Cartões vermelhos: Leandro Souza, 25’/2ºT (SCR)
GOLS: Rodrigo Souto (contra), 34’/1ºT (1-0)

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso, Thiago Mathias, Everton Sena e Leandro Souza; Cléber Goiano, Jeovânio, Weslley, Natan (André Oliveira, 26’/2ºT) e Renatinho; Gilberto (Laécio, 45’/2ºT) e Landu (Marcus Vinícius, 26’/2ºT). Técnico: Zé Teodoro.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Rhodolfo, Alex Silva, Miranda e Juan (Carlinhos Paraíba, intervalo); Jean, Rodrigo Souto (Marlos, 22’/2ºT), Rivaldo (Ilsinho, 15’/2ºT) e Lucas; Dagoberto e Fernandinho. Técnico: Paulo César Carpegiani.

março 31, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

Fim de tabu e 100º de Ceni! São Paulo sofre, mas vence

Tricolor vence o Corinthians por 2 a 1 e acaba com tabu de quatro anos. Rogério, de falta, ainda marca seu 100º gol

Alivia Tricolor, o tabu acabou! Em grande estilo, o São Paulo venceu o Corinthians por 2 a 1, na tarde deste domingo, na Arena Barueri, quebrou tabu de quatro anos sem vencer o arquirrival e ainda viu o goleiro Rogério Ceni marcar seu 100º gol na carreira.

Tricolor quebra tabu com centésimo de Ceni

Os gols foram marcados por Dagoberto e Ceni; Dentinho marcou para o Corinthians, que pressionou no fim da segunda etapa buscando o empate.

A partida, majestosa como o nome do clássico sugere, teve emoção até o fim: foram três expulsões e várias chances até os últimos minutos de jogo.

O Tricolor, que não conseguia vencer uma partida diante do Corinthians desde fevereiro 2007, foi à desforra neste domingo: quebrou outro tabu corintiano, que não perdia um clássico paulista há nove jogos.

Na tabela do Campeonato Paulista, outra mudança: o São Paulo tirou do Timão o segundo posto, ambos com 34, mas o Tri-Mundial com uma vitória a mais.

A última vitória da equipe são-paulina no clássico havia sido em fevereiro de 2007. Na ocasião, Rogério Ceni marcou um dos gols na vitória por 3 a 1. Coincidência?

ROLETA DE EMOÇÕES

A partida foi realizada na Arena Barueri pela primeira vez. Foi o terceiro clássico no estádio (nas outras duas oportunidades, Santos e São Paulo jogaram em Barueri). O Morumbi, palco habitual do Majestoso, não pode receber a partida por causa do show da banda Iron Maiden, realizado neste sábado.

Na primeira etapa do Majestoso, tal como uma montanha-russa, os dois times oscilaram momentos de predominância na partida. Primeiro, o Timão: animado com a contratação de Adriano às vésperas do clássico, o Corinthians começou melhor e não deixou o Tricolor jogar nos primeiros 10 minutos de jogo.

Depois, o Tricolor melhorou. Se apoiando na velocidade de Fernandinho e na habilidade de Ilsinho, o bom momento do São Paulo culminou na finalização perigosa de Dagoberto, aos 15 minutos.

Mas o Corinthians voltou a dominar e mostrar mais volume de jogo, a partir dos 18 minutos, quando Chicão cobrou falta por cima do gol de Rogério. Dos 18 aos 28 minutos, o Alvinegro foi melhor e encurralou o São Paulo em seu campo de defesa. No lance mais volumoso, o Timão fez uma blitz aos 25 minutos e não deixou o São Paulo respirar. Errando passes e sem conseguir afastar a bola do campo de defesa, o Tricolor se viu sufocado diante de um Corinthians empolgado em busca do gol.

Quando parecia que o gol corintiano era questão de tempo, o São Paulo, mais uma vez, fez a reviravolta.

Nesta montanha-russa infindável, na qual as duas equipes revezavam momentos efêmeros de superioridade no clássico, o Tricolor aproveitou seus ’10 minutos de fama’ da maneira mais eficiente possível: com um gol. Aos 39 minutos, Dagoberto recebeu e arriscou de fora da área. O chute seco não foi páreo para Julio Cesar, que nunca perdera um clássico pelo Timão, e o São Paulo saiu na frente no Majestoso.

Dentinho ainda perdeu grande chance de cabeça, aos 44 minutos. Mas o São Paulo iniciou a segunda etapa animado diante da possibilidade de quebrar o longo tabu.

Mesmo após defesa de Rogério em lance de Jorge Henrique, a tarde era mesmo Tricolor. Quando Fernandinho sofreu falta de Ralf, a torcida do São Paulo esfregou as mãos pelo que estava por vir. A apoteose do São Paulo estava só começando. Rogério Ceni cruzou o campo e, com muito estilo, acertou o canto direito de Julio Cesar para marcar o segundo gol do jogo e o 100º gol do goleiro, de acordo com a contagem do Tricolor.

Emocionado, Rogério comemorou muito o gol. Pelo outro lado, o Corinthians não controlou os nervos e ainda teve um jogador expulso logo em seguida. Alessandro chegou atrasado em Dagoberto e foi para o chuveiro.

EM CINCO MINUTOS, MUDA TUDO

Em cinco minutos, uma sucessão de acontecimentos deu ao Timão uma nova perspectiva na partida. Dentinho, aos 22, aproveitou cobrança rápida para acertar chute forte de fora da área e diminuir o placar. Se até cinco minutos antes, quem estava desesperado era o Corinthians, o panomara se inverteu totalmente quando Dagoberto foi expulso aos 24, depois de derrubar Ralf.

A inversão de ânimos pode dar novo horizonte ao Timão, que se lançou ao ataque. Mas, de novo, uma reviravolta: Dentinho, o mesmo que marcou o gol corintiano, deu pontapé em Rodrigo Souto e se tornou o terceiro jogador expulso no clássico.

Mesmo com um a menos (dois expulsos contra um do São Paulo), o Corinthians não se deu por vencido e pressionou o Tricolor. Em bom lance pela direita, o Cachito Ramírez colocou bola na cabeça de Liedson, que já marcara contra o arquirrival na final do Campeonato Paulista de 2003. Mas o Levezinho desperdiçou a chance.

Aos 41, totalmente acuado por um Corinthians lutador, Marlos viu a oportunidade de matar a partida, ao receber livre pela esquerda e invadir a área. Mas o meia-armador chutou por cima. Cinco minutos depois, de novo, Marlos tocou fraco no que seria o passe para o terceiro gol corintiano.

Incansável, o Timão pressionou muito nos acréscimos. Liedson, aos 48, tentou a bicicleta e parou no herói do dia, Rogério Ceni.

O jogo, alucinante, põe fim a um tabu são-paulino de 11 jogos sem vitória contra o Timão em 4 anos.

Na próxima rodada, o Tricolor volta a campo para encarar o Mirassol, no estádio do Morumbi, no domingo. Mesmo dia em que o Timão visita o Botafogo em Ribeirão Preto, visando voltar à liderança.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2X1 CORINTHIANS

Data: 27/03/2011 – 16:00
Estádio: Arena Barueri Cidade, Barueri (SP)
Arbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Auxiliares: Celso Barbosa de Oliveira e Carlos Alberto Funari.
Renda/público: R$ 449.201,00 / 17.633 pagantes
Cartões amarelos: Dagoberto, Rogério Ceni, Junior Cesar, Rhodolfo, Ilsinho (SPO); Jorge Henrique (COR)
Cartões vermelhos: Alessandro, 18’/2ºT (COR); Dagoberto, 23’/2ºT (SPO); Dentinho, 27’/2ºT (COR)
GOLS: Dagoberto, 39’/1ºT (1-0); Rogério Ceni, 8’/2ºT (2-0); Dentinho, 22’/2ºT (2-1)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Rhodolfo, Alex Silva, Miranda e Junior Cesar; Rodrigo Souto (Casemiro, 36’/2ºT), Jean, Carlinhos e Ilsinho (Marlos, 25’/2ºT); Fernandinho (Rivaldo, 42’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani.

CORINTHIANS: Julio César, Alessandro, Chicão, Leandro Castan e Fábio Santos (Danilo, 39’/2ºT); Ralf, Paulinho, Morais (Luis Ramírez, 16’/2ºT) e Jorge Henrique (Willian, 16’/2ºT); Dentinho e Liedson. Técnico: Tite.

março 28, 2011 Posted by | Corinthians, São Paulo | , | Deixe um comentário

São Paulo perde para o Paulista e vê fim da sequência de vitórias

Antes de enfrentar o Corinthians, Tricolor perde por 3 a 2, sofre primeira derrota dos últimos cinco jogos e perde a liderança do Paulistão

O São Paulo perdeu por 3 a 2 para o Paulista na noite desta quarta-feira, em Jundiaí, em jogo válido pela 15ª rodada do Campeonato Paulista. O resultado põe fim à série de quatro vitórias que a equipe do Morumbi obteve nas últimas quatro rodadas diante de Grêmio Prudente, Santo André, Ituano e São Caetano, além de tirá-lo da liderança da competição. O Paulista, por sua vez, reencontra a vitória, após ter perdido para o Botafogo, fora de casa e fica a quatro pontos do nono colocado São Caetano, se firmando mais no G8.

No próximo jogo o São Paulo, que agora ocupa a terceira colocação, pega o líder Corinthians, que vem de duas vitórias seguidas. Em jogo, um incômodo tabu de quatro anos (11 jogos) sem vencer o time do Parque São Jorge. De bom do jogo de Jundiaí fica que Rogério Ceni chegou ao 99º gol e pode chegar ao 100º no clássico, de acordo com a conta do São Paulo.

Logo no primeiro minuto de jogo o São Paulo já foi surpreendido pelo Paulista. Weldinho fez grande jogada pela direita, trouxe para o meio e chutou no canto esquerdo de Rogério Ceni, que não segurou e viu Fabiano, de cabeça, completar para o gol.

Após o susto, o São Paulo tentou reagir e teve mais domínio de bola que o time da casa, que recuou e esperou pelos contra-ataques. Fernandinho teve grande chance aos 10 minutos, mas chutou para fora. O Tricolor crescia, tinha maior volume de jogo, mas não conseguia transformar o domínio em gols.

Aos 34 minutos, um lance duvidoso: Fernandinho recebeu na área passou Henrique e Eli Sabiá e caiu. O árbitro não viu pênalti e mandou o lance seguir.

Se, no futebol, quem não faz, leva, o São Paulo não chegou ao gol. O castigo veio aos 36, após Weldinho receber bom passe de Marquinhos próximo ao bico da área, fintou Juan, e chutou no canto oposto de Rogério Ceni. Depois do gol, o que se viu ainda foi algum domínio tricolor, mas foi só.

No segundo tempo, o jogo começou muito aberto. Logo aos seis minutos, Eli Sabiá fez falta em Ilsinho dentro da área. Rogério Ceni converteu com categoria. Ao diminuir, o São Paulo pressionou o Paulista, mas recebeu um balde de água fria aos 10 minutos. Vanderlei recebeu bom passe no meio da zaga são-paulina e chutou, no meio das pernas de Rogério Ceni, para aumentar o placar para o time da casa.

Aos 25 minutos, após uma pressão crescente do São Paulo, Fernandinho acertou bom cruzamento da esquerda, a bola passou por Felipe Alves e encontrou Dagoberto livre, em baixo da trave, para diminuir para o Tricolor.

Após o gol, o que se viu no Jayme Cintra foi uma pressão total são-paulina. As chances pipocavam para o lado visitante, enquanto o Galo da Japi, como fez o jogo inteiro quando esteve em vantagem, se postava e esperava por um contra-ataque decisivo. A equipe de Jundiaí foi eficiente e suportou a pressão do São Paulo até o fim do jogo.

FICHA TÉCNICA:
PAULISTA 3 X 2 SÃO PAULO

Estádio: Jayme Cintra, em Jundiaí (SP)
Data/hora: 23/3/2011 – 21h50
Árbitro: Flavio Rodrigues Guerra
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Alberto Poletto Masseira
Renda/público: 233.943,00 / 6.437 pagantes
Cartões amarelos: Samuel Xavier, Eli Sabiá, Marquinhos, Rodrigo Sabiá (PTA); Juan, Jean, Xandão (SPO)
Cartões vermelhos: Nenhum.
GOLS: Fabiano, 1’/1ºT (1-0); Weldinho, 37’/1ºT (2-0); Rogério Ceni, 6’/2ºT (2-1); Vanderlei, 10’/ 2ºT (3-1); Dagoberto, 25′ / 2ºT (3-2)

PAULISTA: Felipe Alves; Weldinho, Eli Sabiá, Henrique e Marquinhos; Rodrigo Sabiá, Fábio Gomes, Samuel Xavier (Baiano, 30’/2ºT) e Diego Barboza; Vanderlei (Mike, 31′ /2ºT) e Fabiano (Tutinha, 34’/2ºT). Técnico: Wagner Lopes

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão, Alex Silva, Miranda (Júnior César, 43’/2ºT) e Juan (Henrique, 13’/2ºT); Jean, Casemiro (Ilsinho, 34’/1ºT), Carlinhos Paraíba e Marlos; Dagoberto e Fernandinho. Técnico: Paulo César Carpegiani.

março 24, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

Em jogo amarrado, São Paulo espanta zebra e segue líder

Equipes marcam bem, mas Henrique sai do banco e faz o gol da vitória tricolor, que deixa o lanterna ainda mais no desespero

O São Paulo conseguiu furar a forte defesa do Grêmio Prudente e, com gol salvador de Henrique, se manteve na liderança do Campeonato Paulista ao vencer o lanterna por 1 a 0, em Presidente Prudente, neste domingo. Mas o jogo foi mais equilibrado do que se esperava e quase acabou sem gols. Esta foi a quarta vitória seguida do Tricolor, que completou o oitavo jogo sem derrotas.

Para manter a liderança mesmo jogando longe de casa, o Tricolor contou com a segurança dos seus três zagueiros titulares. Após uma fase de testes nos últimos dois jogos, imposta pelo técnico Paulo César Carpegiani, Rhodolfo, Alex Silva e Miranda voltavam a atuar juntos. Por outro lado, o Grêmio Prudente, apesar de ser lanterna, não jogou fechado e tentou surpreender o líder.

Nem parecia que estavam em campo o líder e o lanterna. O domínio natural são-paulino não foi absoluto. Apesar de algumas chances a mais de gol, também levou sustos. O maior foi uma arrancada de Saldanha, que colocou Eraldo na frente de Rogério Ceni. O chute, sem direção, explicou o mau momento prudentino.

Já o São Paulo teve dificuldades para furar a defesa, mas nem por isso foi menos perigoso. Lucas acertou a trave em uma das tentativas.

O segundo tempo seguiu no mesmo tom do primeiro. O domínio foi são-paulino, mas o Prudente não abdicou do ataque. No entanto, os três zagueiros do Tricolor conseguiram conter os avanços do time da casa, que conseguiu finalizar só em lances isolados, ou quando a bola rebatieu e sobrou para os atacantes.

O São Paulo também esbarrou na defesa, assim como na arbitragem. Juan invadiu a área e foi derrubado claramente por Saldanha, mas Marcelo Rogério mandou seguir, para a irritação do lateral.

A liderança estava em jogo e Henrique, que acabara de entrar, manteve o São Paulo na ponta. Marlos fez grandes pela esquerda, tocou rasteiro para o meio, onde estava Henrique, que só tirou do alcance de Márcio: 1 a 0.

Depois do gol tricolor, o Prudente foi com mais intensidade ao ataque, mas não conseguiu diminuir. O São Paulo, nos contra-ataques, perdeu duas grandes de aumentar, mas garantiu, por mais uma rodada, a liderança.

Agora na próxima rodada o São Paulo vai até Jundiaí enfrentar o Paulista, na próxima quarta-feira, às 21h50. Já o Grêmio Prudente voltará a jogar pelo Paulistão no mesmo dia, fora de casa contra o Noroeste.

FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO PRUDENTE 0 X 1 SÃO PAULO

Estádio: Eduardo José Farah (Prudentão) Presidente Prudente (SP)
Data/hora: 20/1/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Rogério (SP)
Auxiliares: Herman Brumel Vani (SP) e Renata Ruel Xavier de Brito (SP)

Público: 10.948 pagantes
Cartões amarelos: Douglas, César Santiago, Saldanha, Anderson Pedra e Alex Maranhão (Grêmio Prudente); Lucas e Rhodolfo (São Paulo)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Henrique, 29’/2ºT (0-1)

GRÊMIO PRUDENTE: Márcio; Angelo, Douglas, Edinei e Jadílson (Matheus, 37’/2ºT); Anderson Pedra, César Santiago (Adriano Silva, 30’/2ºT), Saldanha e Alex Maranhão; Rhayner e Eraldo (Léo, 16’/2ºT). Técnico: Fábio Giuntini

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro (Henrique, 26’/2ºT), Carlinhos Paraíba, Lucas e Juan (Junior César, 41’/2ºT); Marlos e Willian (Rodrigo Souto, 38’/2T). Técnico: Paulo César Carpegiani.

março 20, 2011 Posted by | São Paulo | , | Deixe um comentário

Show no Morumbi! São Paulo goleia e reassume liderança

Gols de Dagoberto, Lucas e Casemiro formaram o espetáculo tricolor: vitória de 3 a 0 sobre o Santo André

Show de líder! Jogando bem, o São Paulo goleou o Santo André por 3 a 0 no estádio do Morumbi, e se manteve na liderança do Campeonato Paulista com 28 pontos (à frente dos arquirrivais Santos, Corinthians e Palmeiras por causa do número de vitórias – 9 contra 8).

Os gols de Dagoberto, Lucas e Casemiro consumaram a goleada em cima do Ramalhão: é a terceira vitória seguida do Tricolor, que chega à marca de apenas um gol tomado em cinco partidas.

Já o Santo André continua na penúltima colocação com 10 pontos, na zona do rebaixamento.

EXIBIÇÃO DIGNA DE LÍDER

Para a partida contra o Santo André, Carpegiani abriu mão de Miranda em campo. O treinador quis experimentar uma nova formação, esboçando o que será da zaga são-paulina depois da transferência de Miranda para o Atlético de Madri (ESP) no meio do ano. Para tal, ele ‘perdoou’ Alex Silva e posicionou Pirulito e Rhodolfo no miolo da área.

Em um misto de 3-5-2 com 4-4-2, com Xandão ora como lateral ora como zagueiro, o São Paulo confundiu o Santo André nos primeiros minutos de partida.

A volta de Carlinhos Paraíba também trouxe à equipe mais mobilidade e criatividade no meio-campo. Aos 9 minutos, um passe dele para Juan deu início ao gol tricolor. Juan passou por Mika e cruzou na cabeça de Dagoberto. 1 a 0.

Era um dia inspirado de Dago. Aos 22, ele aplicou uma caneta em Victor Hugo e arriscou com perigo.

Mas ainda faltavam as boas jogadas de Lucas. Em grande fase, o camisa 7 levou perigo em pelo menos duas oportunidades. Na primeira, aos 32, ele passou por Godri e cruzou na medida para Dagoberto escorar para fora. Aos 43 minutos, em jogada característica, o craque levou a bola desde o meio-campo, passou por dois marcadores e cruzou para trás, mas Iran evitou o que seria o segundo gol da equipe da casa.

Com Lucas e Dagoberto ligados em campo, não era fácil escapar das jogadas envolventes do ataque são-paulino. Mesmo com três zagueiros e dois volantes à frente da área, o Santo André deixava espaços. E a torcida levantava a cada contra-ataque

Aos visitantes, poucas chances. Só mesmo aos 7 minutos da primeira etapa, quando Rychely invadiu a área e livre e parou em Alex Silva, salvando na hora H.

No segundo tempo, o São Paulo voltou ligado, afinal, o 1 a 0 era um resultado perigoso. Logo no reinício de jogo, Jean curtiu ‘momento de Lucas’ no ataque, fez fila e só parou em Neneca. Pouco depois, Dagoberto perdeu chance incrível cara a cara com Nenca.

Mas o show no Morumbi ainda não havia, de fato, começado. Aos 14 minutos, um grande número de Lucas, artista solo, presenteando a torcida presente. Ele marcou depois que Neneca tirou bola da área de soco e, sem deixar cair, emendou para o fundo do gol. Que golaço!

Depois de ser substituído, o craque admitiu:

– Foi meu gol mais bonito como profissional.

E ele estava impossível! Tinha mais: aos 23, Lucas criou grande jogada, cortou o marcador dentro da área e cutucou o travessão de Neneca. No rebote, Casemiro marcou. 3 a 0 e verdadeira exibição de líder.

No fim, Henrique, mais uma cria da base tricolor, perdeu chance de ouro de marcar o 4 a 0, ao carimbar Neneca dentro da área.

Com o show finalizado, o São Paulo agora curte, pela segunda rodada seguida, a liderança do Campeonato Paulista.

O próximo compromisso do Tricolor é contra o Grêmio Prudente fora de casa, no domingo (20). Já o Santo André recebe o Oeste no sábado (19).

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 3×0 SANTO ANDRÉ

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 13/03/2011 – 16h
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Auxiliares: Marcio Luiz Augusto e Marco Antonio Gonzaga da Silva
Renda/público: R$ 430.393,00 / 16.840 pagantes
Cartões amarelos: Casemiro, Dagoberto (SPO); Marcelo Godri, Rychely (STA)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Dagoberto, 9’/1ºT (1-0); Lucas, 14’/2ºT (2-0); Casemiro, 23’/2ºT (3-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Xandão, Rhodolfo, Alex Silva e Juan; Casemiro, Carlinhos, Jean (Ilsinho, 38’/2ºT) e Lucas (Marlos, 31’/2ºT); Dagoberto e Willian (Henrique, 33’/2ºT). Técnico: Carpegiani.

SANTO ANDRÉ: Neneca; Anderson, Marcelo Godri e Vitor Hugo; Iran (Luciano Fonseca, intervalo), Magno, Mika (Valmir, intervalo), Walax e Denis (Edilson, 26’/2ºT); Borebi e Rychely. Técnico: Sandro Gaúcho.

março 13, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

São Paulo vence e assume a liderança do Paulistão


Com gols de Jean e Dagobeto, Tricolor venceu o Ituano, por 2 a 0, e ultrapassou os rivais Palmeiras, Santos e Corinthians para assumir a ponta

Beneficiado pela combinação de resultados dos jogos de quarta-feira, o São Paulo entrou em campo no Morumbi sabendo exatamente o que precisava fazer: uma vitória simples nesta quinta-feira significaria a liderança Tricolor no Paulistão. E apesar das improvisações do técnico Carpegiani, o São Paulo voltou ligado na segunda etapa e venceu o Ituano, por 2 a 0. E pela primeira vez no ano, a ponta do Estadual é do Morumbi!

Nada como uma vitória e a primeira colocação para apagar o início de semana tumultuado no clube. Ausências de Alex Silva nos treinos, reclamações pela imprensa e broncas de Carpegiani… Nada foi suficiente para tirar o foco da equipe, que marcou dois belos gols com Jean – um lindo chute de longe, no ângulo – e Dagoberto e matou o jogo logo no início do segundo tempo.

Até mesmo as improvisações de Carpegiani, que deixaram o time perdido em campo no primeiro tempo, foram superadas contra um adversário mais precocupado em não levar uma goleada do que em vencer a partida. Com a derrota, o Ituano permaneceu na 15ª colocação no Paulistão.

Ainda pelo Paulistão, o São Paulo volta a campo neste domingo, quando recebe o Santo André, no Morumbi. No mesmo dia, o Ituano enfrenta a Portuguesa em Mogi Migim, no Estádio Romildo Ferreira.

JEAN E DAGOBERTO SALVAM!

Nas poucas vezes em que foi exigido defensivamente, o Tricolor foi bem e o Ituano praticamente não assustou na primeira etapa. Fechado em seu esquema de três zagueiros, no entanto, o time visitante dificultava os avanços do São Paulo, que era obrigado a arriscar nos chutes de longa distância.

Lento e pouco inpirado, o time de Carpegiani dependendia unicamente dos lampejos do meia Lucas, que tentava alguns avanços em velocidade. A falta de outro meia de criação foi muito sentida na primeira etapa. Aos 27, Miranda até tentou dar uma de artilheiro, mas faltou pontaria. Em tabela com Dagoberto, o zagueirão chutou da entrada da área e mandou por cima do gol.

Com Xandão na lateral-direita, Ilsinho na meia e Wellington na marcação, o time teve dificuldades para furar a defesa do Ituano e sentiu falta dos importantes desfalques de Rivaldo, Fernandão e Fernandinho.

Nesse panorama, as chances de gol eram poucas e o empate sem graça parecia ser o resultado mais justo no primeiro tempo. Até que aos 40 minutos, o meia Jean apareceu para resolver! O volante recebeu de William e mesmo de muito longe acertou um lindo chute, no ângulo! Era o que o São Paulo precisava para superar o nervosismo e engrenar!

Para reforçar a saída de bola da equipe, Carpegiani sacou Wellington e colocou Casemiro em campo ainda no intervalo. Com outra postura e aparecendo mais no ataque, não tardou para o Tricolor furar novamente a retranca do Ituano e ampliar. Aos quatro minutos, Willian encontrou Dagoberto em ótima posição e o atacante só teve o trabalho de tirar do goleiro para marcar o segundo!

O que se viu depois foi um domínio absoluto do São Paulo. Feliz com a vantagem de dois gols e a liderança do Paulistão, a equipe passou o restante da segunda etapa adminitrando o resultado. No único susto que Rogério Ceni sofreu na partida, Medina recebeu na direita, limpou a marcação de Juan e arisou. A bola desviou na zaga e quase enganou Ceni, salvo pelo travessão.

Não teve jeito. O São Paulo assistiu atento aos jogos da quarta-feira, fez o básico, cumpriu a lição de casa e deixou os rivais Palmeiras, Santos e Corinthians para trás! Segura o Tricolor!

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 2 X 0 ITUANO

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 10/3/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Welton Orlando Wohnrath (SP)
Auxiliares: Fabio Luiz Freire (SP) e Fabio Luiz Freire (SP)
Cartões amarelos: Xandão (SPO); Malaquias (ITU)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Jean, 40’/1°T (1-0); Dagoberto, 4’/2°T (2-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão, Rhodolfo, Miranda e Juan; Jean, Wellington (Casemiro, Intervalo), Ilsinho (Marlos, 14’/2°T) e Lucas; Dagoberto e William (Henrique, 39’/2°T). Técnico: Paulo César Carpegiani.

ITUANO: Marcelo Bonan; Anderson Salles, Rodrigão e Marx; Medina, Adoniran, Júnior Urso, Klayton Domingues (Fernando Russi, 10’/2°T) e Leomir (Alemão, 10’/2°T); Jefferson e Malaquias (Oliveira, 26’/2°T). Técnico: Ruy Scarpino.

março 10, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

Econômico, São Paulo vence Azulão e é terceiro

Marcando duas vezes no fim do jogo, São Paulo bate o São Caetano fora de casa e passa Palmeiras no Paulista

Decisivo e deixando o melhor para os momentos finais, o São Paulo passou pelo São Caetano por 2 a 0 na noite deste sábado, jogando no Anacleto Campanella, no ABC.

Os gols de Rhodolfo e Jean colocam o Tricolor na terceira posição do Campeonato Paulista, na frente do arquirrival Palmeiras, que só empatou com o Santo André em casa. Já o Azulão perdeu uma posição na zona intermediária: caiu de 12º para 13º.

BRILHA A ESTRELA DE LUCAS

Na primeira etapa, o São Paulo esteve melhor em campo. Mas se o bom futebol tricolor teve algum responsável, este é Lucas, que brilhou em sua primeira partida após a convocação para Seleção Brasileira.

O jogador protagonizou alguns dos melhores lances da equipe: aos 17, ele passou por dois adversários, se levantou após escorregão dentro da área mas finalizou em cima da zaga; pouco depois, ele puxou contra-ataque rápido para o São Paulo e tocou para Dagoberto, livre, que perdeu o lance.

A melhor chance, porém, veio aos 34: Lucas aproveitou falta de Dagoberto e exigiu boa defesa do goleiro Luiz. Se não era Lucas, era Willian José quem ameaçava o gol do Azulão, como aos 18 e aos 40.

O Azulão chegou pouco, e só ameaçou em tabelas da dupla Aílton e Vandinho.

Sem muitos sustos na defesa, Carpegiani aproveitou para realizar algumas alternâncias táticas na equipe, ora trazendo o versátil Luiz Eduardo para a direita, ora ordenando que o menino, como é chamado pelo treinador, ocupasse o lado esquerdo. Assim, Juan tinha mais liberdado para atacar.

E foi pelos flancos que o São Paulo voltou a sufocar na segunda etapa. Se a estrela de Lucas esteve apagada na segunda etapa, a de Marlos, que entrara no lugar de Casemiro, começou a brilhar. Em três lances, o camisa 11 recolocou o Tricolor na partida. E justamente num cruzamento dele, aos 29, Rhodolfo desviou de cabeça para abrir o placar: 1 a 0 São Paulo.

Mas o Azulão não desistiu e Eduardo, aos 35, cabeceou à queima-roupa para grande defesa de Rogério. Em seguida, Dagoberto desperdiçou chance cara a cara com Luiz.

Faltava, claro, a cereja do bolo. Quando Jean Rolt cometeu falta na entrada da área, a torcida tricolor já esfregava as mãos, ansiosa pelo gol de Rogério Ceni, aos 46 minutos. O ídolo não fez feio, carimbou o travessão e a bola sobrou para Jean dar números finais. Por pouco não sai o gol número 99 de Ceni!

Mas a vitória do Tricolor saiu, e com autoridade: 2 a 0!

Agora, o Azulão visita o Botafogo em Ribeirão Preto, na quarta-feira (9), enquanto o Tricolor recebe o Ituano no Morumbi, na quinta-feira (10).

FICHA TÉCNICA:
SÃO CAETANO 0X2 SÃO PAULO

Estádio: Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
Data/hora: 5/3/2011 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxiliares: Daniel Luis Marques e Gustavo Rodrigues de Oliveira
Renda/público: R$ 169.285,00/ 5.744 pagantes
Cartões amarelos: Ricardo Conceição, Aílton, Erandir, Bruno Recife, Jean (SCA); Casemiro, Rhodolfo, Ilsinho, Lucas (SPO)
GOLS: Rhodolfo, 29’/2ºT (0-1); Jean, 46’/2ºT (0-2)

SÃO CAETANO: Luiz; Artur, Jean, Anderson Marques e Bruno Recife; Erandir, Souza (Kléber, 25’/2ºT), Ricardo Conceição e Ailton (Walter Minhoca, 31’/2ºT); Luciano Mandi (Eduardo, 31’/2ºT) e Vandinho. Técnico: Ademir Fonseca

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Luiz Eduardo, Xandão, Rhodolfo e Juan (Ilsinho, 18’/2ºT); Rodrigo Souto (Wellington, 39’/2ºT), Casemiro (Marlos, 8’/2ºT), Jean e Lucas; Dagoberto e Willian. Técnico: Paulo César Carpegiani

março 5, 2011 Posted by | São Paulo | , | Deixe um comentário

Após chuva e apagão, ‘dancinha’ define empate entre Tricolor e Verdão


Em jogo cheio de atrasos, clássico tem emoções e discussões. São Paulo sai na frente, mas Adriano Michael Jackson salva o Palmeiras e faz 1 a 1

Normalmente, os clássicos reservam emoções. Mas o deste domingo, entre São Paulo e Palmeiras, no Morumbi, pela décima rodada do Paulistão, caprichou nesse sentido. Teve atraso por conta da chuva, falta de luz, pontapés, golaço, expulsão… E no meio de tudo isso, o empate deu o tom. O Tricolor segurou a vantagem até os 39 minutos do segundo tempo, após abrir o marcador com Fernandinho ainda na etapa inicial, mas Adriano Michael Jackson dançou e assegurou o empate por 1 a 1.
A igualdade frustrou um pouco as pretensões de Tricolor e Verdão na briga pela liderança, mas com 19 e 21 pontos, respectivamente, ambos seguem bem no G-8.
O Palmeiras, no entanto, deixa o Morumbi ainda carregando um jejum de nove anos, já que não vence o rival tricolor, no Morumbi, desde 2002. Pior ainda é o retrospecto de Felipão. Desde que voltou ao Palmeiras, o técnico ainda não conseguiu vencer um clássico. São três empates e três derrotas (na vitória sobre o Santos, na chegada dele, era Flávio Murtosa quem estava no banco). Já ao São Paulo resta comemora o desempenho do seu trio ofensivo. Muito veloz e dinâmico.
Era para o clássico ter começado às 16h. Mas desde às 14h deste domingo um temporal castigou a região do estádio do Morumbi. A cada minuto, as poças aumentavam no gramado, e os canos de escoamento de água da arquibancada pareciam cachoeiras. Até mesmo uma piscina a torcida improvisou (veja o vídeo).

Por uma hora, o trio de arbitragem avaliou as condições do gramado e esperou os bancos de reservas deixarem de estar alagados. E quando decidiu que a bola iria rolar, não agradou ao técnico Felipão, do Palmeiras. Com cara de poucos amigos, ele mostrou-se contrário à realização do clássico paulista neste domingo.
Mal sabia ele que outras emoções estavam previstas, como a falta de luz aos 25 minutos de jogo, segundos depois de Fernandinho abrir o placar para o São Paulo.
Pelo Paulistão, o Tricolor volta a campo no próximo sábado, às 16h, contra o São Caetano, fora de casa. No mesmo dia, às 18h30m, o Palmeiras recebe o Santo André, no Pacaembu. Só que o Verdão, na quarta-feira, tem um compromisso pela Copa do Brasil, contra o Comercial-PI, no mesmo estádio.

Como um raio…

Lucas, Jean e Fernandinho comemoram gol
(Foto: VIPCOMM)
Após uma hora e dez minutos de atraso por conta da chuva, o primeiro tempo do clássico começou quente. Logo de cara, o tricolor Miranda e o alviverde Valdivia se estranharam na lateral. Mas o árbitro apenas contornou na base de conversa. Só que o lance foi o cartão de visita do que seriam os 15 primeiros minutos.
Nervosos, os jogadores trocavam mais pontapés do que passes. Não à toa Miranda, do São Paulo, e Danilo, do Palmeiras, levaram cartão amarelo mais adiante. A decisão do árbitro de advertir esses jogadores acalmou um pouco o ímpeto dos atletas. E com a bola rolando sem interferências, o Tricolor levou a melhor.
O trio formado por Lucas, Dagoberto e Fernandinho infernizou a defesa alviverde. Com rápido toque de bola, o São Paulo chegou a levar perigo até mesmo em uma tabela dos zagueiros Miranda e Alex Silva, que chutou forte, à direita do gol de Deola. Mas o gol dos donos da casa estava muito perto de acontecer.
E saiu aos 25 minutos. Fernandinho recebeu a bola na esquerda, invadiu a área, ajeitou e chutou cruzado, no ângulo esquerdo de Deola. Um golaço! Quando ele ainda comemorava, faltou luz no Morumbi. E os palmeirenses, atordoados com o gol, reclamaram que as luzes se apagaram antes de o atacante concluir. Errado.
Após 15 minutos de paralisação, a energia voltou. E o Tricolor ficou ainda mais ligado. O Palmeiras, por sua vez, só conseguia arriscar em chutes de longa distância. Sem sucesso. Melhor para o São Paulo, que com Lucas, Dagoberto e Fernandinho só não aumentou a vantagem por falta de pontaria.

Marcos Assunção tenta parar o são-paulino Lucas no Morumbi (Foto: Wagner Carmo / VIPCOMM)
‘Apagão’ de Alex Silva, dancinha de Adriano

O técnico Luiz Felipe Scolari iniciou o segundo tempo com mudança na zaga: tirou Danilo, que participou da jogada do gol são-paulino, e lançou Leandro Amaro. Nada que mudasse o andamento do jogo, ainda dominado pelo Tricolor. Sempre apostando na velocidade, o time começou a aproveitar o avanço palmeirense para surpreender nos contra-ataques. Logo no primeiro lance, Dagoberto roubou a bola, passou por dois e chutou com perigo da entrada da área.

Depois, o jogo voltou a ficar nervoso. Muito nervoso. De um lado, Miranda reclamando de uma suposta cotovelada de Kleber. Do outro, Carlinhos Paraíba se estranhando com Valdivia. Dificilmente a partida terminaria com os 22 jogadores em campo. O segundo tempo seguia com poucas chances de gol e muita discussão.

Aos 12 minutos, aconteceu o esperado. Bastante nervoso, Alex Silva tirou satisfações e deu um empurrão em Adriano depois de o atacante palmeirense ter caído na entrada da área. O árbitro Marcelo Aparecido de Souza não hesitou e aplicou o cartão vermelho, revoltando a torcida tricolor no Morumbi.

O Verdão não soube aproveitar a vantagem numérica e ofereceu pouca pressão. Com isso, até Miranda se arriscou no ataque são-paulino e saiu fazendo fila na zaga do Palmeiras, para delírio da torcida. Na única chance mais clara do time alviverde, Tinga acertou um petardo de fora da área, mas parou em grande defesa de Rogério Ceni. Um chute forte de Valdivia teve o mesmo destino. O camisa 1, que era dúvida para a partida, se destacou. Não só nesse lance.
Aos 37 minutos, após falha da defesa tricolor no meio de campo, Adriano recebeu em profundidade e saiu na cara do gol. Mas Ceni cresceu na frente dele e defendeu. O empate já era uma realidade. Tanto que, no lance seguinte, aos 39, uma bela trama de Valdivia e Kleber terminou nos pés de Adriano. Desta vez, ele chutou de esquerda e tirou Rogério do lance: 1 a 1, com direito, enfim, à prometida dancinha de Michael Jackson na comemoração. Empate razoável para as equipes depois de uma tarde tão estranha.
SÃO PAULO 1 X 1 PALMEIRAS
Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro, Carlinhos Paraíba, Lucas (Rivaldo) e Juan; Fernandinho (Xandão) e Dagoberto (Willian José). Deola; Cicinho, Danilo (Leandro Amaro), Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção (João Vitor), Tinga e Valdivia; Luan (Adriano) e Kleber.
Técnico: Carpegiani. Técnico: Felipão.
Gols: Fernandinho, aos 25 minutos do primeiro tempo. Adriano, aos 39 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Miranda, Dagoberto (SPO); Danilo, Marcos Assunção (PAL). Cartão vermelho: Alex Silva (SPO).
Público: 26.238 pagantes. Renda: R$ 815.394,00.
Local: Morumbi, em São Paulo (SP). Data: 27/2/2011. Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. Auxiliares: Marcio Luiz Augusto e Marco Antonio Gonzaga da Silva

fevereiro 27, 2011 Posted by | Palmeiras, São Paulo | , | Deixe um comentário

Fulminante! São Paulo dá show de bola e goleia o Bragantino

Setor ofensivo funciona bem e atacantes garantem a vitória são-paulina sobre o Bragantino, no Morumbi, por 4 a 0

A volta de Lucas ao time do São Paulo no Paulistão, a possibilidade do centésimo gol de Rogério Ceni e a boa chance de colar ainda mais no líder do Paulistão. Quem foi ao Morumbi, neste sábado, esperando assistir a uma dessas possibilidades, viu quase todas e um jogo ainda melhor. Apesar de Rogério não ter alcançado a marca histórica, o São Paulo jogou em ritmo eletrizante, empolgou a torcida e goleou o Bragantino, por 4 a 0.

Com boas trocas de passes e muita movimentação do Tricolor, Miranda e Fernandinho mataram o jogo com dois gols marcados ainda no primeiro tempo. Dagoberto, que também fez ótima partida e infernizou a perdida zaga do Bragantino, foi um dos destaques do jogo e por pouco não marcou o seu.

O garoto Lucas, que também já havia criado boas chances, marcou o terceiro. Willian José, logo na estreia pelo São Paulo, chutou no ângulo e fechou a conta da equipe, que não sentiu falta nenhuma de Rivaldo. Entrosamento, rapidez, show e goleada Tricolor!

Só deu São Paulo!

No primeiro tempo, parecia que só o São Paulo havia entrado em campo. Em ritmo eletrizante e tentando matar o jogo logo no começo, o Tricolor envolvia completamente o time do Bragantino. E logo aos três minutos de jogo, uma falta perto da área agitou a torcida, em contagem regressiva pelo centésimo gol de Rogério Ceni.

A cobrança do goleiro passou por cima, mas o primeiro tento são-paulino, aos 19 minutos, também surgiria de uma cobrança de falta. Após cruzamento de Dagoberto, Miranda subiu mais que a defesa do Bragantino e mandou para o fundo do gol, de cabeça.

Ainda no aquecimento, sem nem mesmo entrar no gramado, o goleiro Gilvan torceu o tornozelo e foi Rafael Defendi quem entrou na meta do Bragantino. Sem culpa no primeiro gol, o goleiro reserva do Braga foi de vilão a herói em dois minutos. Após derrubar Fernandinho na área, o pênalti foi marcado e Rogério Ceni foi para a cobrança. Gol número 99, certo? Errado! Rogério bateu mal, o goleirão Rafael caiu bem para conseguir a defesa e a redenção.

Apesar disso, o São Paulo ainda tinha muita facilidade em chegar ao gol, e a vantagem simples seria pouco pelo domínio. E aos 43 minutos, depois de uma linda tabela entre Dagoberto e Fernandinho que começou ainda no meio de campo, o camisa 12 ficou cara a cara com Rafael e bateu forte, na saída do goleiro. Dois a zero e o jogo na mão!

Na segunda etapa, o panorama do jogo seguiu o mesmo e o domínio são-paulino era tanto que o Bragantino pouco assustava. De volta ao time depois de sagrar-se campeão Sul-Americano com a Seleção Brasileira Sub-20, só faltava um gol de Lucas para a festa ficar completa.

Demorou, mas saiu. Aos 18 do segundo tempo, Fernandinho invadiu a área pela esquerda e cruzou. Livre, de cara para o gol, o garoto só teve o trabalho de empurrar para a rede e sair para comemorar o terceiro.

Muito aplaudido, Fernandinho deixou o gramado na metade da segundo etapa, para a entrada do garoto Willian José, que fez sua estreia com a camisa são-paulina. E que estrela tem o garoto! No segundo lance em que pegou na bola, aos 31, chutou forte, de longe e acertou o ângulo! Um golaço!

E se a torcida não pôde comemorar o centésimo gol de Rogério, nem mais uma atuação de gala de Rivaldo, viu o São Paulo jogar entrosado e com rapidez, como há tempos não fazia. O Tricolor impôs seu ritmo do começo ao fim e deu um show de bola no Morumbi!

Ainda pelo Paulistão, o São Paulo volta a campo às 16h do próximo domingo, quando faz clássico contra o Palmeiras, no Morumbi. No mesmo dia, o Bragantino enfrenta a Portuguesa, às 18h30, no Canindé.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 4 X 0 BRAGANTINO

Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/hora: 19/2/2011 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Marcio Henrique de Gois
Auxiliares: Caio Mesquita de Almeida e Vitor Carmona Metestaine
Renda e público: R$ 350.346,13 / 13.830 pag.
Cartões amarelos: Miranda, Ilsinho (SPO); Marcos Aurélio, Everaldo, Carlinhos, Rafael Defendi, Paulo Roberto (BRA)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Miranda, 19’/1°T (1-0); Fernandinho, 43’/1°T (2-0); Lucas, 18’/2°T (3-0); Willian José, 31’/2°T (4-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Rhdolfo, Alex Silva e Miranda; Jean (Ilsinho, 32’/2°T), Carlinhos Paraíba, Casemiro, Lucas (Marlos, 30’/2°T) e Juan; Dagoberto e Fernandinho (Willian José, 25’/2°T). Técnico: Paulo César Carpegiani.

BRAGANTINO: Rafael Defendi, Carlinhos, Marcos Aurélio e Everaldo; Nego (Dieguinho, 25’/2°T), Éder, Luciano Sorriso (Leandro Piton, 9’/2°T), Paulo Roberto e Julio Cesar; Finazzi e João Sales (Wellington, 9’/2°T). Técnico: Marcelo Veiga.

fevereiro 19, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

Dagoberto e Lucas comandam goleada do São Paulo sobre o Treze

De volta à Copa do Brasil após oito anos, Tricolor não dá chances ao rival e elimina o rival da competição

Contando com boa atuação de Lucas e Dagoberto, o São Paulo venceu o Treze (PB) por 3 a 0, no estádio Amigão, em Campina Grande, na Paraíba, na noite desta quarta-feira. Os gols, marcados por Dagoberto, duas vezes, e Fernandinho, colocaram o Tricolor na segunda fase da Copa do Brasil sem necessidade da partida de volta.

O time paulista, que não disputava a competição desde 2003, agora espera pelo vencedor de Santa Cruz (PB) e Corinthians de Caicó (RN). Rogério Ceni, a dois tentos do centésimo gol na carreira, não marcou.

SEM MISERICÓRDIA

Há 39 jogos sem perder no estádio Amigão, o Treze, do ex-treinador do Palmeiras Marcelo Vilar, não conseguiu mandar na partida. Foi o Tricolor quem criou as chances e sufocou o time de Campina Grande.

Logo a 10 minutos, André Lima falhou e Lucas disparou, ganhando na corrida do zagueiro do Treze. Ao chegar na área, o camisa 7 cortou duas vezes antes de servir Dagoberto: 1 a 0.

Aos 26, mais um gol, com facilidade: Juan chegou pela esquerda e achou Dagoberto, que, de cabeça, fez seu segundo na partida.

Mesmo com a vantagem no placar e jogando fora de casa, o São Paulo continuou em cima. Criou pelo menos mais três boas chances de gols e parou nos erros de finalizações de Fernandinho.

Lucas, que estreou no São Paulo nesta temporada após defender a Seleção Brasileira no Sul-Americano Sub-20 foi o grande destaque do time. Mesmo com a longa viagem de 6 mil e 900 quilômetros, o camisa 7 do Tricolor correu muito e criou as melhores chances.

Sufocado, o time da casa só foi chutar à meta de Rogério aos 33, quando Thiago Almeida exigiu defesa do goleiro são-paulino em chute de fora da área.

No intervalo da partida, uma cena lamentável: seis pessoas armadas foram flagradas nas arquibancadas do Amigão. Uma delas, inclusive, fez um disparo para o alto no meio dos torcedores.

Só que o Tricolor era muito superior em campo e continuou implacável. E o terceiro gol aconteceu logo no começou da segunda etapa. Fernandinho aproveitou ajeitada de Dagoberto e disparou sem marcação, para tocar na saída de Marcelo Galvão, aos 3 minutos.

O time da casa tentou chegar ao gol de honra, para animar a fanática torcida. Cléo, aos 17, e Ferreira, chutando de bico, um minuto depois, acordaram os torcedores do Galo da Borborema, como é chamado o Treze.

A atração do segundo tempo acabou sendo a entrada de Marcelinho Paraíba, natural de Campina Grande. O atacante, no entanto, foi vaiado pela torcida no Amigão por causa da ligação da família do jogador com o Campinense, rival do Treze.

O Tricolor agora enfrenta o Bragantino, no próximo final de semana, em partida válida pelo Campeonato Paulista. Na competição nacional, o São Paulo espera o resultado dos confrontos entre Corinthians de Caicó (RN) e Santa Cruz (PE) para conhecer seu adversário na segunda fase da Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA:
TREZE (PB) 0X3 SÃO PAULO

Estádio: Amigão, Campina Grande (PB)
Data/hora: 16/2/2011 – 22h (de Brasília)
Árbitro: Arilson Anunciação (BA)
Auxiliares: Ubiratan Viana (RN) e Lorival Flores (RN)
Renda/público: Não divulgados
Cartões amarelos: Raniere, Weverson, Márcio Pinho, Thiago Almeida (TRE); Rodrigo Souto, Fernandinho, Xandão (SPO)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Dagoberto, 10’/1ºT (0-1); Dagoberto, 26’/1ºT (0-2); Fernandinho, 02’/2ºT (0-3);

TREZE (PB): Marcello Galvão, Raniere (Anderson, intervalo), Weverson e André Lima; Ferreira, Marcio Pinho (Roni, 28’/2ºT), Thiago Almeida, Laércio (Laércio Santos, intervalo) e Celico; Cléo e Warley. Técnico: Marcelo Vilar.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda (Xandão, 31’/2ºT) e Juan; Rodrigo Souto, Casemiro, Carlinhos e Lucas (Marlos, 23’/2ºT); Fernandinho e Dagoberto (Marcelinho Paraíba, 23’/2ºT). Técnico: Paulo César Carpegiani.

fevereiro 16, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

São Paulo vence a Lusa em jogo de cinco gols

Tricolor bateu a Portuguesa por 3 a 2 e voltou a se aproximar dos líderes do Paulistão

Em partida muito disputada, o São Paulo venceu a Portuguesa, por 3 a 2, na tarde deste domingo, no Canindé, e voltou a se aproximar dos líderes do Campeonato Paulista.

O jogo ficou marcado também pelo 98º gol da carreira de Rogério Ceni, que anotou em cobrança de falta. Além do goleiro, Fernandinho e Rhodolfo fizeram para o São Paulo e Héverton, marcou duas vezes, descontando para a Lusa.

Com o resultado o Tricolor foi a 15 pontos e torce por um tropeço do Mirassol para terminar a rodada na terceira posição. Já a Lusa estaciona nos 10 pontos e pode deixar o G8 com o complemento da rodada.

Na próxima rodada o São Paulo enfrenta o Bragantino, sábado, no Morumbi. Antes disso, o Tricolor visita o Treze(PB), quarta-feira, pela primeira fase da Copa do Brasil. Já a Lusa encara o Bangu pelo torneio nacional, quarta-feira, e pega o São Caetano, sábado, pela nona rodada do Paulistão.

O JOGO

Precisando da vitória para se reabilitar da derrota diante do Botafogo, na última rodada, e voltar a encostar nos líderes, o São Paulo começou melhor na partida, e antes mesmo dos dez minutos criou duas boas chances de gol. Primeiro, aos seis minutos, com Fernandinho que, depois de bate e rebate na área, ficou com a bola e chutou forte. O goleiro Weverton espalmou e, no rebote, o camisa 12 mandou para fora.

Dois minutos depois, foi a vez de Jean assustar. O lateral soltou uma bomba, em cobrança de falta, de muito longe, e exigiu bela defesa de Weverton.

A Lusa, que contou com a estreia do atacante Jael, vindo do Bahia, tinha dificuldades na armação e não conseguia fazer a bola chegar nos seus homens de frente. A equipe trocava passes no meio-de-campo, mas não entrava na área são-paulina.

O forte calor que fazia na hora da partida, fez com que as equipes diminuíssem o ritmo e trocassem passes, sem criar muitas oportunidades de gol. Mesmo com o jogo morno, o Tricolor conseguiu abrir o placar, aos 29 minutos, com Fernandinho. Dagoberto fez cruzamento preciso, na cabeça do atacante, que só teve o trabalho de deslocar o goleiro para marcar o primeiro do São Paulo.

Em desvantagem no placar, a Portuguesa partiu para o ataque e tentou responder logo na sequência. Aos 32, Ivo arrancou pela direita e cruzou para Kempes, que cabeceou por cima do gol.

Quatro minutos depois, o time da casa desperdiçou a sua melhor chance no primeiro tempo. Jael recebeu de frente para o gol e encontrou Marcelo Cordeiro, livre, dentro da área. O lateral chegou batendo, de primeira, mas chutou muito mal, mandando na rede pelo lado de fora.

Aproveitando os espaços deixados pela Lusa e explorando a velocidade de seus atacantes, o São Paulo respondia nos contra-ataques. Aos 37, Fernandinho recebeu do lado direito da área e chutou cruzado. A bola atravessou toda a área e por muito pouco Dagoberto não conseguiu chegar para marcar.

Mas o grande momento da primeira etapa ficou reservado para o fim. Aos 40 minutos, Rogério Ceni bateu falta, da entrada da área, com perfeição, e marcou o seu 98º gol na carreira.

Perdendo por 2 a 0, o técnico Sérgio Guedes fez duas substituições na equipe durante o intervalo, sacando Ivo e Jael para a entrada de Fabrício e Héverton.

As modificações surtiram efeito, a Lusa voltou melhor para o segundo tempo e, aos 10 minutos, o time diminuiu o placar, em cobrança de pênalti. Em lance polêmico, Fabrício partiu para cima da marcação de Alex Silva e foi derrubado dentro da área. Héverton cobrou a penalidade com força, no meio do gol e pôs fogo no jogo.

Com o gol, a Portuguesa esboçou uma pressão, mas o time do Canindé esbarrava nos erros de passe e nas más finalizações. O Tricolor continuou levando perigo nos contra-ataques e aos 23 minutos desperdiçou grande chance de matar o jogo. Juan fez linda jogada pela esquerda, invadiu a área e tocou para Fernandinho. O atacante ficou de frente para o gol, sem goleiro, mas incrivelmente chutou muito mal, mandando no travessão.

Se o ataque não marcou, o jeito foi a zaga fazer. Aos 30, Dagoberto bateu falta dentro da área e Rhodolfo se antecipou ao goleiro Weverton para marcar, de cabeça, em sua estreia.

Porém, a partida não estava resolvida. Dez minutos depois, Luis Ricardo foi à linha de fundo e cruzou para Héverton marcar o segundo dele no jogo.

O gol deu moral à Lusa, que partiu com tudo para cima do São Paulo e quase igualou o marcador as 44, em cobrança de falta perigosa de Marco Antonio defendida por Rogério Ceni.

Apesar do sufoco no final, o Tricolor resistiu à pressão e conquistou a sua quinta vitória no Paulistão.

PORTUGUESA 2 X 3 SÃO PAULO

Estádio: Canindé, São Paulo (SP)
Data/hora: 13/2/201- 17h (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Alberto Poletto Masseira
Público e renda: 10.828 pagantes / R$340.740,00
Cartões amarelos: Jael, Kempes, Domingos (POR); Carlinhos Paraíba, Juan, Alex Silva (SPO)
Gols: Fernandinho, 29’/2ºT (0-1); Rogério Ceni, 39’/2ºT (0-2); Héverton, 12’/2ºT (1-2); Rhodolfo, 30’/2ºT (1-3); Héverton, 40’/2ºT (2-3)

PORTUGUESA: Weverton, Paulo Sérgio, Domingos, Preto Costa e Marcelo Cordeiro; Ferdinando, Ademir Sopa, Marco Antônio e Ivo (Fabrício, Intervalo); Kempes (Luís Ricardo, 17/2ºT) e Jael (Héverton, Intervalo). Técnico: Sérgio Guedes

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Rhodolfo, Alex Silva e Miranda; Jean, Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba, Rivaldo (Marlos, 22’/2ºT), e Juan; Dagoberto (Fernandão, 42’/2ºT) e Fernandinho (Marcelinho Paraíba, 35’/2ºT); Técnico: Paulo César Carpegiani.

fevereiro 13, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

Em noite discreta de Rivaldo, Tricolor erra muito e perde para o Botafogo

Camisa 10 foi bem marcado e pouco fez numa noite em que o time alternou esquemas táticos, falhou muito e, quando criou, parou no goleiro Julio Cesar

Sem contar desta vez com uma grande atuação de Rivaldo, o São Paulo perdeu para o Botafogo por 2 a 1, em Ribeirão Preto, e conheceu sua terceira derrota em sete partidas disputadas no Campeonato Paulista. Com o tropeço, o time comandado por Paulo César Carpegiani perdeu a oportunidade de assumir a vice-liderança da competição. De quebra, ainda caiu para o quinto lugar, com 12 pontos, quatro a menos que o líder Palmeiras. Já o rival de Ribeirão Preto deixou a zona de rebaixamento, subindo para a 15ª colocação, com sete pontos. As duas equipes voltarão a campo no próximo final de semana. No sábado, o Botafogo receberá a visita do Santo André. No dia seguinte, o Tricolor terá a Portuguesa pela frente, em duelo que será realizado no Canindé.

Rivaldo disputa lance com Assis, do Botafogo, durante o primeiro tempo do jogo deste domingo (Foto: Ag. Estado)
Novamente, a irregularidade acompanhou a equipe em campo. No primeiro tempo, no esquema 3-5-2 pela primeira vez no ano, a equipe não teve organização tática e ainda repetiu falhas defensivas notadas nas outras partidas. Na etapa complementar, com o retorno ao 4-4-2, o time cresceu, foi superior ao adversário, mas parou no goleiro Julio Cesar, autor de belas defesas.
Confusão tática e vacilos defensivos no primeiro tempo
Para dar mais segurança ao setor defensivo, que havia levado oito gols nas últimas quatro partidas, o técnico Paulo César Carpegiani resolveu mudar o esquema tático, com Luiz Eduardo formando o trio de beques com Xandão e Miranda. No ataque, veio a surpresa. Depois de treinar normalmente na manhã do último sábado, Dagoberto foi vetado pelo departamento médico por estar com dores no joelho direito. Com isso, Fernandão ganhou nova chance e formou dupla de ataque com Fernandinho. No Botafogo, o técnico Fernando Diniz, contratado na última sexta-feira, ficou nas tribunas do estádio. Em campo, a equipe foi comandada pelo auxiliar Regis Angeli.
Embora tenha sido do São Paulo a iniciativa da partida, coube ao time da casa criar o primeiro lance de perigo. Aos 14, Anselmo foi lançado nas costas de Miranda, invadiu a área e chutou em cima de Rogério Ceni. A resposta da equipe do Morumbi foi imediata. Dois minutos depois, Ilsinho fez grande jogada pelo meio, passou por quatro marcadores, invadiu a área e, cara a cara com o goleiro Julio Cesar, acertou a trave direita. No rebote, Rivaldo chutou por cima do gol.
A mudança do esquema tática não foi bem digerida pelos jogadores do São Paulo que, dentro de campo, mostraram-se muito confusos nos primeiros 45 minutos. Com três zagueiros, era natural que Ilsinho fizesse a ala direita e Jean jogasse como volante no meio. Ofensivamente, a dupla tentou alternar posições para confundir a marcação adversária. Mas, defensivamente, nenhum dos dois fazia a marcação pela lateral, o que deixava um buraco para o apoio de Andrezinho. Com isso, Luiz Eduardo deixava a área para fazer o combate na direita. O mesmo ocorria na esquerda, onde Miranda cansou de fazer a cobertura de Juan. E o Botafogo, com claras limitações técnicas, passou a mostrar volume de jogo pelas pontas.
No meio-campo, embora houvesse a maior posse de bola, faltava objetividade para os são-paulinos. Rivaldo até tentou recuar para vir receber a bola, mas as coisas não deram certo. Com isso, Fernandão, que funcionaria como uma referência na área, não foi notado no primeiro tempo. Mais organizado em campo, o Botafogo abriu o marcador aos 40. Após marcação duvidosa de falta por parte do juiz Roberto Pereira Pires, Andrezinho cobrou a infração da intermediária, Anselmo se antecipou a Xandão e testou no canto direito de Rogério Ceni, que só olhou. O curioso no lance é que Miranda, um dos três zagueiros em campo, nem entrou na área para fazer o combate.
No 4-4-2, Tricolor para em Julio Cesar e Botafogo mata o jogo

Como nada funcionou na primeira etapa, Paulo César Carpegiani resolveu mudar o time no intervalo. Ele sacou o inoperante Juan e colocou o meia Marlos em seu lugar. Com isso, ele voltou ao 4-4-2, com o zagueiro Luiz Eduardo atuando improvisado pela lateral-esquerda. Na sequência, Carlinhos Paraíba entrou no lugar de Ilsinho, que saiu machucado. Jean, então, voltou para a lateral.
Fernandão, que até então era uma figura decorativa em campo, passou a aparecer, já que o time, atuando como está acostumado, ganhou em volume de jogo ofensivo. O camisa 15 teve duas grandes chances mas, em ambas, parou no goleiro Julio Cesar, que brilhou com grandes defesas. O Botafogo, muito superior no primeiro tempo, recuou a marcação para tentar sair nos contra-ataques. Aos 24, Carpegiani fez nova alteração no Tricolor, sacando Rivaldo e colocando Marcelinho Paraíba.
Com o passar do tempo, o Botafogo conseguiu voltar a controlar a bola no meio-campo, o que não vinha acontecendo. E, no seu primeiro lance de perigo da etapa complementar, matou a partida. Aos 28, após bela troca de passes, Paulinho recebeu de Assisinho nas costas de Xandão, invadiu a área e, cara a cara com Rogério Ceni, tocou no canto esquerdo: 2 a 0 e festa no estádio Santa Cruz. O Tricolor não desistiu e ainda descontou com um gol de Marcelinho Paraíba, em chute que desviou na zaga e enganou o goleiro do Botafogo.

BOTAFOGO 2 X 1 SÂO PAULO
Julio Cesar; Eduardo Ratinho (Dida), Augusto, Gabriel e Andrezinho; Rodrigo Soares, Leandro Carvalho, Assis (Pablo Escobar) e Paulinho (Chicão); Anselmo e Assisinho.
Rogério Ceni; Luiz Eduardo, Xandão e Miranda; Ilsinho (Carlinhos Paraíba), Rodrigo Souto, Jean, Rivaldo (Marcelinho Paraíba) e Juan (Marlos); Fernandão e Fernandinho.
Técnico: Edinho Nazareth. Técnico: Paulo César Carpegiani.
Gols: Anselmo, aos 40min do 1º tempo. Paulinho, aos 28min e Marcelinho Paraíba, aos 46min do 2º tempo
Cartões amarelos:
Julio Cesar, Rodrigo Soares e Paulinho (Botafogo); Miranda (São Paulo)
Data: 06/02/2011. Local: estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Árbitro: Roberto Pereira Pires. Auxiliares: Dante Mesquita Júnior e Ricardo Busette. Público pagante: 6.701 torcedores

fevereiro 6, 2011 Posted by | São Paulo | , | Deixe um comentário

Com golaço de Rivaldo, São Paulo vence o Linense

Camisa 10 brilha em sua estreia pelo Tricolor e comanda a vitória sobre o time de Lins

Os torcedores que foram ao Morumbi nesta quinta-feira, e viram a vitória do São Paulo sobre o Linense, por 3 a 2, pelo Campeonato Paulista, puderam experimentar todos os sentimentos possíveis de uma partida de futebol: sofrimento, susto, esperança e, finalmente, a felicidade.

O primeiro tempo foi de sofrimento. Um jogo fraco, sonolento, com um Rivaldo estreante que só cobrava escanteios e faltas laterais, que culminou em um 0 a 0 justo.

Rivaldo faz gol, dá chapéu e encanta torcida. Veja!

O susto veio aos 8 minutos do segundo tempo, quando Eric acertou um chute cruzado e abriu o placar para o Linense, inacreditavelmente. Festa do time do interior em pleno Morumbi. Aí veio a esperança, da cabeça de Dagoberto, que quase empatou o jogo em cruzamento de Jean, ou com Marlos e Fernandão, que entraram para colocar o time à frente.

E então, a felicidade, dos pés de Rivaldo. Aos 11, o camisa 10 recebeu na entrada da área, deu um meio-chapéu no zagueiro e empatou o jogo com um golaço. Delírio, festa são-paulina com seu novo craque. Marlos, alguns minutos depois, aumentou ainda mais a alegria, virando o jogo. Rogério Ceni, de falta, ainda deu a suprema felicidade, garantindo a vitória do Tricolor aos 40 minutos. Agora, o camisa tem 97 gols na carreira, faltando três para o centésimo.

O resultado deixa a equipe na quarta colocação, com 12 pontos ganhos, distante quatro pontos do líder Palmeiras.

O jogo

Acostumado a jogar para grandes públicos ao longo da sua carreira, Rivaldo viu as arquibancadas do Morumbi vazias para sua estreia no clube. O primeiro toque na bola do jogo foi dele, ao apito do juiz. O São Paulo começou dominando o jogo, mantendo a bola no meio e tentando chegar ao gol através das laterais, principalmente com Juan, pela esquerda. Por ali aconteceu o primeiro toque do meia da partida, em que Rivaldo cruzou na área e Xandão cabeceou por cima.

Porém, quem teve a primeira grande chance foi o Linense. Aos 11, André Luiz avançou pela esquerda e chutou forte. A bola desviou em Jean e enganou Rogério Ceni, que foi obrigado a se esticar todo para evitar o gol.

Mesmo com a posse de bola e as boas investidas de Juan, o Tricolor não conseguia levar perigo ao gol de Paulo Musse. Exceto Jean, que arriscou duas vezes de longe no primeiro tempo, e apenas um deles chegou nas mãos do goleiro. A primeira chance que levantou a torcida são-paulina veio somente aos 34 minutos, quando Ilsinho driblou o marcador, avançou pela área e chutou cruzado, mas a bola desviou no zagueiro e bateu na rede pelo lado de fora.

Rivaldo, que até então protagonizava apenas cobranças de escanteios e faltas pelas laterais, recebeu uma bola no campo de defesa, aos 38 minutos, e deu uma caneta no jogador do Linense, num dos lances mais bonitos do jogo.

O volante Marcus Vinícius, do time de Lins, ainda acertou uma bomba do meio do campo no fim do segundo tempo, e Rogério Ceni novamente, salvou o time.

– O Linense está na retranca, chutamos pouco e vamos tentar mudar a situação no segundo tempo – cornetou Rivaldo, no intervalo.

E o São Paulo começou o segundo tempo disposto a ouvir o seu novo camisa 10. O técnico Paulo César Carpegiani tirou Ilsinho e colocou Marlos no meio, deixando o time mais ofensivo. Logo aos 2 minutos, Jean cruzou na cabeça de Dagoberto, que não alcançou a bola por um palmo.

Mas o Linense, em apenas um minuto, ameaçou destruir os sentimentos do São Paulo. No primeiro lance, Léo Costa cruzou e Fausto desviou para André Luiz, que chutou de primeira e fez o gol. O jogador já comemorava quando o assistente assinalou impedimento, corretamente marcado. No lance seguinte, no entanto, Eric recebeu na entrada da área e chutou cruzado, no canto esquerdo, abrindo o placar para o time de Lins.

Preocupação, silêncio, desânimo? Não para Rivaldo. Três minutos depois o camisa 10 recebeu na entrada da área, deu um chapéu de joelho no marcador e tocou no canto direito de Paulo Musse. Um golaço digno de um jogador que já foi eleito o melhor do mundo no Morumbi!

Bastou para todos o time se inspirar. Aos 18, Marlos tabelou com Fernandinho e chutou forte, no ângulo do goleiro, para virar a partida para o São Paulo.

Com a vitória nas mãos, começou o show de Rivaldo. Aos 39, ele deu outro chapéu desconcertante no meio-campo. Distribuiu passes, toques de efeito e o toque final do time, essencial para todo são-paulino: um gol de Rogério Ceni. Aos 40, ele cobrou perfeitamente, no ângulo de Paulo Musse, e aumentou a vantagem. O goleiro já tem 97 gols em sua carreira, e faltam apenas três para alcançar a marca de 100 gols marcados.

O Linense ainda chegou ao segundo gol, com o ex-santista Alessandro Cambalhota, depois de confusão na área. Mas nada que diminuísse a felicidade do torcedor são-paulino: gol de Rogério Ceni, vitória sobre o Linense e a bela estreia de Rivaldo, o novo camisa 10 do time.

Na próxima rodada, o São Paulo vai até Ribeirão Preto para enfrentar o Botafogo, às 19h30, no Santa Cruz. Já o Linense visita a Ponte Preta, na próxima quarta-feira, no Moisés Lucarelli, em Campinas.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 3 X 2 LINENSE

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 03/2/2011 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Milton Etsuo Ballerini (SP)
Auxiliares: João Edilson de Andrade (SP) e Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva (SP)
Renda/público: 14.483 pagantes – R$ 347.710,13
Cartões amarelos: Rocha, Eric e Bruno Quadros (LIN) Rivaldo (SAO)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Eric 8’/2°T; Rivaldo 11’/2°T; Marlos 18’/2°T; Rogério Ceni 40’/2°T; Alessandro 47’/2°T

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Xandão, Miranda e Juan (Luiz Eduardo – 17’/2°T); Rodrigo Souto, Zé Vitor (Fernandão 16’/2°T), Ilsinho (Marlos – Intervalo) e Rivaldo; Fernandinho e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani.

LINENSE: Paulo Musse, Eric, Marcelo, Bruno Quadros e Tarracha (Gilsinho – 11’/2°T); Marcus Vinícius, Rocha, Marcelo Santos e Léo Costa (Alessandro – 33’/2°T); Fausto e André Luiz (Leandro Love – 23’/2°T). Técnico: Vilson Tadei.

fevereiro 3, 2011 Posted by | São Paulo | , | Deixe um comentário

Santos vence o São Paulo e segue líder do Paulistão

No primeiro clássico do Campeonato Paulista, Peixe vence o Tricolor por 2 a 0 e se mantém invícto na competição

No primeiro clássico deste Paulistão quem deu a bola foi o Santos. O Peixe venceu o São Paulo por 2 a 0, na Arena Barueri, e manteve a liderança do Campeonato Paulista, com 13 pontos. Os gols da vitória santista foram marcados por Elano e Maikon Leite, artilheiros da competição.

Além da liderança, com a vitória o Peixe segue invícto na temporada, com quatro vitórias e um empate. Já o São Paulo estaciona nos nove pontos, mas segue no G8.

Aproveitando o gol logo no início da partida, o Alvinegro jogou a maior parte do jogo fechado, explorando os contra-ataques oferecidos pelo Tricolor, que mais uma vez sentiu falta de um meia armador. A equipe encontrou muitas dificuldades para criar jogadas e, apesar da pressão imposta no segundo tempo, não conseguiu marcar.

Na próxima rodada o Santos visita a Ponte Preta, quarta-feira, às 19h30 e o Sampa recebe o Linense, quinta-feira, às 19h30, no Morumbi.

O JOGO

Contando com um série de desfalques, como Arouca, Paulo Henrique Ganso e Neymar, o Peixe foi a campo com um time parecido com o que empatou com o São Caetano na última rodada. A única baixa na equipe foi o lateral Jonathan que, machucado, foi substituído por Pará. Com isso, o volante Rodrigo Possebon ocupou a vaga aberta no meio-de-campo.

Já o São Paulo teve três modificações em relação à equipe que enfrentou o Americana, na última quarta-feira. Com Alex Silva vetado pelo departamento médico, devido à dores no joelho esquerdo, Xandão ocupou o seu lugar e Jean, que na última partida jogou como volante, voltou à lateral. No ataque, outra novidade: Marlos perdeu o lugar para Fernandão que, pela primeira vez no ano, começou como titular.

O jogo começou equilibrado, com as duas equipes se estudando bastante. Apesar de o Santos se lançar mais ao ataque, a primeira jogada de perigo foi dos visitantes, aos 3 minutos. Fernandinho recebeu de costas para o gol e girou para cima de Adriano. O meia invadiu a área, driblou Edu Dracena e chutou fraco, fazendo a bola passar muito próxima da trave direita de Rafael.

A resposta do Santos, entretanto, foi mais efetiva e, aos dez minutos, Elano abriu o placar para o Peixe. Róbson fez um lindo cruzamento e o camisa 8 apareceu sozinho na área e marcou, de cabeça, o seu quinto gol nesta temporada.

Com a vantagem, o Peixe passou a trocar passes, tentando esfriar a partida. O Tricolor sentia falta de um camisa 10 e tinha dificuldades para criar jogadas. As melhores jogadas da equipe saiam pelo lado esquerdo, com as descidas de Juan e Fernandinho.

Já o Peixe aproveitava os espaços oferecidos pelo São Paulo e assustava nos contra-ataques. Aos 22 minutos, o time da Vila quase ampliou com Rodrigo Possebon. Após cobrança de escanteio, o volante subiu, livre, e cabeceou para o chão. Rogério Ceni se esticou todo e fez uma linda defesa.

Buscando o empate, o Tricolor passou a se movimentar mais e melhorou à partir dos 35 minutos. Em duas oportunidades, o time do Morumbi quase conseguiu a igualdade. Primeiro aos 38, em um gol de Dagoberto bem anulado. O atacante cobrou falta e Rafael deixou a bola entrar, mas o árbitro assinalou impedimento de Miranda que, apesar de não ter tocado na bola, atrapalhou o goleiro do Peixe.

A outra boa chance do São Paulo foi aos 40, com Fernandinho, que recebeu belo lançamento de Dagoberto e dentro da área chutou forte, mas foi travado no momento da finalização por Edu Dracena.

O segundo tempo começou da mesma forma que acabou a primeira etapa, com o Tricolor pressionando. O Santos ficava acuado em seu campo e só levava perigo nos contra-ataques.

Apesar da pressão do Tricolor, o time do Morumbi tinha dificuldades para penetrar na defesa santista e quando conseguia, pecava nas finalizações.

Mesmo jogando mal, o Santos conseguiu ampliar a vantagem aos 28 minutos, com Maikon Leite. Elano arriscou de longe e Rogério rebateu. A bola sobrou para Maikon Leite que, sozinho, só teve o trabalho de tocar para o fundo do gol.

Abalado pelo segundo gol, o São Paulo perdeu o ímpeto, mas mesmo assim ainda teve algumas chances, duas delas em cobranças de faltas perigosas de Rogério Ceni. Porém, a tarde definitivamente não era são-paulina.

No final da partida, ainda deu tempo do Peixe trocar passes aos gritos de olé da sua torcida.

SANTOS 2 X 0 SÃO PAULO

Estádio: Arena Barueri, Barueri (SP)
Data/hora: 30/1/2011 – 17h (de Brasília)
Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Filho (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Anderson José de Moraes Coelho (SP)
Cartões Amarelos: Pará, Elano (SAN) ; Carlinhos, Marlos (SPO)
Público e renda: 9334 pagantes / R$ 213.960,00
Gols: Elano, 10’/1ºT (1-0); Maikon Leite, 28’/2ºT (2-0)

SANTOS: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano (Bruno Rodrigo, 22’/2ºT), Rodrigo Possebon (Anderson Carvalho, 29’/ºT), Elano e Róbson(Felipe Anderson 35’/2ºT); Maikon Leite e Keirrison. Técnico: Adilson Batista.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Xandão, Miranda e Juan (Luiz Eduardo, 33’/2ºT); Rodrigo Souto, Zé Vitor (Marlos, 9’/2ºT), Carlinhos e Fernandinho; Dagoberto (Marcelinho, 29’/2ºT) e Fernandão. Técnico: Paulo César Carpegiani.

janeiro 31, 2011 Posted by | Santos, São Paulo | | Deixe um comentário

Perdido no primeiro tempo, Tricolor reage no segundo e bate Americana


Vitória por 4 a 3 deixa o São Paulo atrás apenas do Santos no Paulistão

A irregularidade segue acompanhando o São Paulo no Campeonato Paulista. Depois de um primeiro tempo muito fraco, quando a equipe foi totalmente dominada pelo Americana, com uma alteração no intervalo e mudança radical de postura, o Tricolor acordou na etapa complementar e atropelou um dos caçulas da competição no segundo tempo. No fim, a equipe comandada por Paulo César Carpegiani venceu por 4 a 3 a partida realizada nesta quarta, no estádio Décio Vitta.

Fernandinho comemora o primeiro do São Paulo, marcado contra pelo volante Gercimar (Foto: Ag. Estado)
Com o triunfo, o terceiro em quatro jogos, a equipe, além de conquistar a reabilitação na competição, já que vinha de derrota para a Ponte Preta, subiu para a segunda colocação na tabela, com nove pontos, um a menos que o Santos, que ficou no empate com o São Caetano nesta rodada. Curiosamente, Peixe e Tricolor farão o clássico da quinta rodada do estadual, no próximo domingo, em Barueri. Já o Americana buscará a reabilitação contra o Noroeste, em Bauru.
Americana domina no primeiro tempo
Os dois times entraram em campo em rotações completamente diferentes. O Americana, empolgado pela surpreendente campanha, começou com vontade e, mesmo sem esbanjar qualidade técnica, tomou a iniciativa da partida. Já o São Paulo, por sua vez, preferiu adotar a cadência no começo. A ordem era valorizar a posse de bola e apostar na velocidade do trio Fernandinho, Dagoberto e Marlos. Em relação ao time que perdeu para a Ponte Preta por 1 a 0, o técnico Paulo César Carpegiani fez uma alteração, colocando Xandão na vaga de Cleber Santana. O camisa 13, então, faria o papel de falso lateral pela direita, com o intuito de melhorar a marcação. Mas, quando a bola rolou, a alternativa mostrou-se um tremendo erro.
Isso porque o São Paulo concentrou seu jogo apenas pela esquerda, com Juan, que foi facilmente anulado pelo adversário. Pela direita, Xandão ficava parado e nem mesmo quando Marlos vinha buscar a bola saía algo perigoso. E, ao mesmo tempo em que tentava atacar, o lateral-esquerdo tricolor deixava um buraco nas suas costas. Na primeira jogada em que o Americana conseguiu aproveitar esse espaço, aos 19, saiu o gol. Luis Felipe desceu pela ponta e, quando recebeu a marcação de Miranda, que saiu para cobrir Juan, tocou para Fumagalli, que livre, cruzou na medida para Marcinho, nas costas de Xandão, bater de primeira, sem chance de defesa para Rogério Ceni.
A desvantagem não fez o São Paulo acordar em campo. Percebendo o erro infantil no posicionamento da equipe, Carpegiani mudou aos 27 minutos e postou o time no 3-5-2. Jean deixou o meio e virou ala. Xandão, perdido como lateral, virou o beque da sobra, com Alex Silva atuando pela direita e Miranda pela esquerda. O problema é que faltava rapidez ao time. O Americana seguia muito mais perigoso. Em dois lances, aos 23 e aos 28, Fumagalli quase marcou o segundo em chutes de fora da área.
Mas, como o futebol não é lógico, no seu pior momento em campo, o São Paulo achou o seu gol. Dagoberto recuperou uma bola na esquerda e tocou para Fernandinho, que fintou o marcador, foi ao fundo e cruzou errado para trás. Só que a bola bateu na perna de Gercimar e entrou no canto direito do gol defendido por Jaílson.
Mas o Americana não desanimou e , aos 45, marcou o segundo gol, em nova falha de Xandão, que perdeu no alto para Charles. A bola sobrou para Rafael, que fintou Alex Silva, invadiu a área e, na saída de Rogério Ceni, tocou com categoria e saiu para o abraço.
Fernandão entra, Tricolor cresce e Dagoberto decide
No intervalo, Carpegiani sacou Xandão e colocou Fernandão no seu lugar. O time voltou ao 4-4-2 e, logo aos três minutos, chegou ao empate. Após recuo errado de cabeça de Jorge Luiz, Dagoberto foi mais rápido que o goleiro Jaílson e bateu por cobertura. Júlio César ainda tentou salvar, mas o juiz Flávio Rodrigues Guerra, com a ajuda do auxiliar que fica atrás do gol, validou o lance: 2 a 2 no marcador.
O São Paulo melhorou principalmente porque, com Fernandão, o time passou a ter um peça que conseguiu fazer a bola parar no meio-campo. Fernandinho, Marlos e Dagoberto cresceram em campo e o Americana, que jogava fácil, recuou todo, assustado. E, aos 12, o Tricolor, soberano em campo, virou o marcador. Fernandão saiu da área, recebeu na direita e cruzou para Dagoberto que, de peito, tocou para o fundo do gol. Aos 19, após passe de Marlos, Dagoberto chutou por cima. Do lado do Americana, o técnico Edinho resolveu dar novo gás ao ataque, com Jhon na vaga de Charles.
Não adiantou nada. O São Paulo seguiu comandando a partida. Carpegiani sacou Marlos para colocar Zé Vítor e aumentar o poder de marcação do meio-campo. E, aos 28, o Tricolor fez o quarto, com Jean. O polivalente arrancou pelo meio, driblou Hélton e, de fora da área, disparou uma bomba, no ângulo de Jaílson. A bola bateu na travessão, nas costas do goleiro do Americana e morreu no fundo das redes. Com o jogo definido, o time diminuiu o seu ritmo. Nos acréscimos, Fumagalli, de pênalti, ainda marcou mais um para o time da casa.
AMERICANA 3 X 4 SÂO PAULO
Jailson; Luís Felipe (Kassio), Jorge Luiz, Júlio César e Hélton; Gercimar, Léo Silva, Marcinho e Fumagalli; Charles (Jhon) e Rafael Chorão.
Rogério Ceni, Xandão (Fernandão), Alex Silva, Miranda e Juan; Jean, Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba e Fernandinho; Dagoberto (Marcelinho Paraíba) e Marlos.
Técnico: Edinho Nazareth. Técnico: Paulo César Carpegiani.
Gols: Marcinho, aos 19, Gercimar (contra), aos 32 e Rafael, aos 45 minutos do primeiro tempo. Dagoberto, aos 3 e aos 12min, Jean, aos 28min e Fumagalli, aos 48min do 2º tempo
Cartões amarelos:
Rodrigo Souto (São Paulo)
Data: 26/01/2011. Local: estádio Décio Vitta, em Americana. Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra. Auxiliares: Danilo Ricardo Simon e Douglas Marcucci. Público pagante: 8.705 torcedores. Renda: R$ 228.390,00

janeiro 26, 2011 Posted by | São Paulo | , | Deixe um comentário