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Santos vence Corinthians e é campeão paulista pela 19ª vez


Arouca e Neymar garantem vitória por 2 a 1 na Vila Belmiro

A Vila Belmiro está em festa. Santos é só alegria. Na sua casa, o Peixe venceu o Corinthians por 2 a 1, neste domingo, e conquistou seu 19º Campeonato Paulista. Arouca fez o seu sonhado gol do título, mas Neymar não queria ficar fora da festa. O craque santista contou com a colaboração de Julio Cesar para decidir o jogo.

Após 50 anos, o estádio que consagrou o Rei Pelé voltou a ser palco de uma decisão e o Santos pôde voltar a erguer uma taça em sua casa. O Peixe já era o atual campeão e conseguiu o bi. Nos últimos seis anos, o clube conquistou o título por quatro vezes.

O jogo começou e não demorou para o Santos impor seu ritmo. Léo teve grande chance, mas a bola passou por cima. O desejo de sair na frente do placar poderia ter sido concretizado com Zé Eduardo, que balançou as redes de Julio Cesar, aos 14. Porém, a auxiliar Tatiane Camargo assinalou corretamente o impedimento do atacante, que parece viver um pesadelo há 13 jogos sem marcar.

Porém, a tarde não era de pesadelo para o Peixe. Muito pelo contrário. O sonho de Arouca se transformou em realidade aos 16 minutos. Desde que chegou ao clube, nunca tinha feito um gol. A obsessão era tamanha que o pensamento vinha até quando ele estava dormindo. O volante aproveitou passe de Zé Love, tocou na saída de Julio Cesar e abriu o caminho para o título.

O time de Muricy Ramalho dominava todas as ações da partida. Arouca por pouco não fez o segundo. Ele pegou um rebote e acertou a trave. Se a bola entrasse, o camisa 5 teria a certeza de que estava sonhando.

Em decisões de campeonato não se pode perder gols, como fez Neymar no fim da primeira etapa. Jorge Henrique foi outro. O intervalo se aproximava e o Corinthians só incomodou com o camisa 7. Sozinho na pequena área, ele não conseguiu desviar cruzamento de Chicão. Jorge foi o único a assustar o goleiro santista Rafael, já que tinha finalizado com perigo logo após o o gol de Arouca.

Veio o segundo tempo e Tite fez a sua tradicional alteração. Dentinho esteve sumido durante os primeiros 45 minutos e Willian, o talismã da equipe, entrou em seu lugar. E, com menos de 15 minutos, o substituto já levou perigo com um chute de longe rebatido por Rafael. Mas antes disso, o Santos tinha tido seu segundo gol anulado. Alan Patrick estava impedido quando aproveitou desvio de cabeça de Durval, aos 4 minutos.

A chuva começou na Vila Belmiro, mas não foi capaz de acalmar os nervos dos torcedores. O tempo passava e o Corinthians foi para o tudo ou nada. A bola quase sempre estava no ataque corintiano.

Tite pôs o seu time à frente. Ramírez e Morais entraram no jogo. Muricy tirou Alan Patrick e colocou o volante Possebon para ajudar na defesa. A pressão foi grande, mas nenhuma chance clara foi criada.

Restou ao Peixe explorar os contra-ataques. Assim, aos 39, Neymar bateu para o gol e Julio Cesar cometeu uma falha inacreditável. O Santos fazia 2 a 0 e já comemorava o título. Mas ainda tinha tempo.

Tempo para o Corinthians sonhar. Dois minutos após o gol sofrido, Morais cruzou na área, a bola passou por todo mundo, pelo goleiro Rafael e entrou. Havia esperança, mas o tempo era curto.

Luiz Flávio de Oliveira deu três minutos de acréscimo. A agonia durou até o fim, mas o placar não se alterou e o Santos sagrou-se, pela 19ª vez na história, campeão paulista. Assim, a equipe dá o troco da final de 2009, quando perdeu para o Corinthians de Ronaldo Fenômeno.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 2 X 1 CORINTHIANS

Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data/hora: 15/5/2011 – 16h
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: David Botelho Barbosa (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)
Renda/público: R$ 745.610,00 / 14.322 pagantes
Cartões amarelos: Elano, Pará, Neymar (SAN); Chicão, Fábio Santos, Liedson (COR)
GOLS: Arouca, 16’/1ºT (1-0); Neymar, 39’/2ºT (2-0); Morais, 41’/2ºT (2-1)

SANTOS: Rafael, Jonathan (Pará, 20’/1ºT), Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro, 27’/2ºT); Adriano, Arouca, Elano e Alan Patrick (Rodrigo Possebon, 34’/2ºT); Neymar e Zé Love. Técnico: Muricy Ramalho.

CORINTHIANS: Julio Cesar, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho (Ramírez, 20’/2ºT), Bruno César (Morais, 23’2ºT) e Jorge Henrique; Dentinho (Willian, intervalo) e Liedson. Técnico: Tite.

maio 15, 2011 Posted by | Corinthians, Santos | | Deixe um comentário

Santos vence o Once Caldas por 1 a 0 e fica perto da semifinal da Liberta

Com gol de Alan Patrick aos 42 minutos do primeiro tempo, Peixe conquista bom resultado fora de casa

No jogo de ida das quartas de final da Copa Santander Libertadores, o Santos venceu o Once Caldas por 1 a 0 na noite desta quarta-feira, no Estádio Palogrande, em Manizales, na Colômbia.

Com o resultado, o Peixe joga a partida de volta, no Pacaembu, pelo empate. O Once Caldas precisa vencer por dois gols de diferença para avançar direto às semifinais da competição sulamericana. Caso o Santos abra o placar, o time colombiano terá de fazer três. Em caso de vitória do Once Caldas pelo mesmo placar do jogo de ida, haverá decisão por pênaltis.

O Santos faz o jogo de volta diante do Once Caldas pela Libertadores na próxima quarta-feira, dia 18, no Pacaembu. Antes disso, o Peixe se prepara para a decisão do Campeonato Paulista no próximo domingo, às 16h, diante do Corinthians, na Vila Belmiro – o primeiro jogo entre as duas equipes terminou 0 a 0.

O primeiro tempo mostrou certa equivalência tática entre as duas equipes, e, após grande falha da defesa colombiana, o Peixe abriu o placar com Alan Patrick, justamente o substituto do meia Ganso, que com uma lesão na coxa direita, só deverá voltar a jogar em 45 dias.

Equilíbrio e falha mortal

O que se viu na primeira etapa foi um grande equilíbrio tático. As duas equipes se postaram muito bem defensivamente e conseguiam se sobrepor sobre os ataques. Ambos os times pecavam nos últimos passes e finalizações.

Sem a bola, o Once Caldas lembrava o “estilo Muricy” do São Paulo, principalmente no ataque pelo excesso de bolas alçadas na área da intermediária. A equipe contou com três meias versáteis que se revezavam na marcação e nos contra-ataques para servir Rentería.

O Santos, por sua vez, também não demonstrou postura muito diferente. Bem fechado, a equipe evitou a aproximação em sua área e neutralizou os ataques. Ofensivamente, o time foi superior, mas faltou acertar o último passe.

E, finalmente, aos 42 minutos, o Peixe acertou a assistência – e contou com grande falha da defesa colombiana. Neymar fez boa jogada, puxou toda a marcação e deu bom passe para Alan Patrick, livre, entrar na área pelo lado esquerdo e colocar no canto de Martínez para abrir o placar. E o jogo então se encaminhou para o final.

Nova postura, expulsão e predomínio santista

Se o torcedor santista esperava um time mais cauteloso no início da segunda etapa, se enganou. O Peixe subiu ao ataque e adiantou sua marcação, sufocando o adversário. O Once Caldas mal conseguiu passar da intermediária.

Com a pressão, o Santos passou a manter mais a bola no ataque e acelerar um jogo. Aos 14, Neymar foi para cima de Calle, que fez falta, recebeu o segundo amarelo e saiu expulso. Com um a menos, o time colombiano teve ainda dificuldade para organizar a marcação e ofensivamente levou pouquíssimo perigo ao gol de Rafael.

Após errar uma série de finalizações, a partir dos 30 minutos de jogo, o Once Caldas subiu ao ataque e tentou pressionar. Rentería obrigou Rafael a uma grande defesa e o time da casa se animou.

Contudo, logo o Santos equilibrou a partida e assegurou sua vitória, após pressionar o time colombiano, mas não conseguir chegar ao segundo gol.

FICHA TÉCNICA:
ONCE CALDAS 0 X 1 SANTOS

Estádio: Palogrande, em Manizales (COL)
Data/hora: 11/5/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Juan Soto (VEN)
Auxiliares: Luis Sánchez (VEN) e Jorge Urrego (VEN)
Renda/público: Não disponível.
Cartões amarelos: Calle, Palacios (ONC); Edu Dracena, Rafael (SAN)
Cartões vermelhos: Calle, 14’/2ºT
GOLS: Alan Patrick, 42’/1ºT (0-1)

ONCE CALDAS: Martínez; Calle, Amaya, Henriquez, Nuñez; Hárrison Henao, Mejia, Mirabaje (Palacios, 16’/2ºT) e Pajoy (Gonzales, 7’/2ºT); Moreno e Rentería. Técnico: Juan Carlos Osório.

SANTOS: Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro, 13’/2ºT); Adriano, Danilo, Alan Patrick (Felipe Anderson, 29’/2ºT) e Elano (Bruno Aguiar, 44’/2ºT); Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Muricy Ramalho.

maio 12, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Agora é na Vila! Corinthians e Santos ficam no 0 a 0

Apesar de classico movimentado, partida de ida da final do Paulistão termina sem gols no Pacaembu

O primeiro capítulo das finais do Campeonato Paulista terminou sem gols, mas não sem emoção. Com bolas na trave, Ganso lesionado e um Timão lutador até o fim, Corinthians e Santos ficaram apenas no 0 a 0 neste domingo de Dia das Mães no Pacaembu. Assim, a decisão fica mesmo para o próximo domingo, na Vila Belmiro.

O resultado deixa tudo aberto para a partida de volta: uma vitória simples na Baixada Santista dá ao Timão o 27º Campeonato Paulista. O mesmo vale para o Peixe, se quiser conquistar seu 19º campeonato e a quarta taça em seis anos. Um empate, seja qual for, leva a partida para os pênaltis.

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O resultado mantém a sina do Timão no Pacaembu, onde não perde um clássico há 15 jogos. A última derrota no estádio contra um arquirrival fora, coincidentemente, para o Santos (3 a 0, em outubro de 2006).

No clássico deste domingo, depois de um primeiro tempo sem grandes lances, Neymar protagonizou boas jogadas no início a segunda etapa. Parecia que o Santos conquistaria a vitória. Parecia… Só que o Timão melhorou em campo, igualou forças e lutou, mas não conseguiu a vitória. Agora é na Vila!

FINAL, PARTE 1

O Pacaembu lotou. 34 mil corintianos viram um Corinthians forte, mas sem conseguir penetrar na defesa santista, que havia cedido 10 gols nos últimos três clássicos com o arquirrival da capital.

O Timão tinha como única novidade a entrada de Wallace, zagueiro, improvisado na lateral-direita na vaga de Alessandro, suspenso. Com Jorge Henrique e Dentinho ao lado de Liedson, Tite tinha à disposição o mesmo esquema (um 4-3-3 que também se “transforma” em 4-5-1) que Mano Menezes utilizou com sucesso em 2009, na ocasião do título corintiano contra o mesmo Santos.

Já pelo lado do Peixe, Muricy Ramalho não abriu mão de um centroavante e Zé Eduardo começou a partida na linha de frente, com Ganso e Neymar. Léo e Arouca, com dores musculares, deram lugar à Alex Sandro e Adriano e, assim, o Muricy buscava montar um Peixe forte atrás e imprevisível na frente.

Só que, mudanças à parte, a primeira final do Paulistão demorou a encantar. Os dois times, com os nervos à flor da pele, passaram os primeiros 20 minutos tocando bola e travando disputas no meio-campo, sem conseguir quebrar o gelo.

Era necessário inovação, criatividade. Um passe de Jorge Henrique por cima surpreendeu a defesa santista e Liedson cruzou para Dentinho dentro da área, que não alcançou. A jogada marcou a primeira incursão do Timão em áreas santistas. A partir daí, a torcida corintiana se animou e as duas equipes se soltaram.

O Peixe respondeu com Danilo, de fora da área. Em seguida, aos 22 minutos da primeira etapa, Neymar protagonizou jogada “ousada”, como ele mesmo gosta de dizer. Pouco depois de provocar o cartão amarelo de seu marcador, Wallace, a Joia aproveitou brecha dentro da área, passou por três marcadores e beijou a trave direita de Julio Cesar.

O ritmo da partida melhorou e os dois camisas 10, até então muito bem marcados, apostaram nos chutes longos de fora da área. Primeiro, o corintiano Bruno César, aos 23. Cinco minutos depois, o santista Ganso também tirou tinta da trave corintiana. Parecia ser o caminho mais fácil para chegar ao gol, já que os atacantes das duas equipes pareciam inacessíveis – Liedson e Zé Eduardo eram engolidos pelo paredão adversário.

A primeira etapa terminou sem dar a sensação de que se tratava de uma final de Campeonato Paulista. Um dos personagens principais do clássico, Ganso, sentiu a coxa direita já nos minutos finais e pediu para sair. O meia-armador dividiu com Jorge Henrique na intermediária e sentiu a lesão. Depois de ser atendido fora de campo, ele até voltou ao gramado nos acréscimos do primeiro tempo, mas visivelmente sem condições. Com a imagem melancólica do camisa 10 do Peixe se arrastando em campo, a etapa inicial acabou deixando má impressão. Será que o segundo tempo reservava um melhor futebol?

NEYMAR NELES!

Com Alan Patrick no lugar de Ganso, machucado, o Peixe buscou mais velocidade para atacar, mas quem mudou o panorama do clássico foi Neymar! Aos 9 minutos, a Joia passou com maestria para Danilo encobrir Julio Cesar. Antes que a bola entrasse no gol, Chicão salvou o Timão. Um minuto depois, Neymar tabelou com Alan Patrick e invadiu a área. Com o pé esquerdo, o camisa 11 acertou o travessão corintiano.

Por um instante, o Pacaembu se calou para admirar o talento de Neymar. Tite, que não queria perder tempo contemplando a Joia santista, tratou de fazer duas alterações a fim de recolocar o Timão na partida: pôs Morais e Willian nos lugares de Bruno César e Dentinho.

Aos 22 minutos, mais surpresas. Leandro Castán encarnou Beckenbauer, desarmou Zé Eduardo no campo de defesa e, como um foguete, levou a bola até o campo de ataque. O zagueirão esticou o passe para Liedson na área, que não alcançou. Em seguida, foi a vez de Morais tocar e Paulinho errar dentro da pequena área. Haja emoção!

Ao contrário do que aconteceu na primeira etapa, o 0 a 0 já não traduzia mais a realidade do clássico, que passou a ser muito mais movimentado e repleto de bons lances. A despeito da semana agitada do Peixe, que atuou contra o América (MEX) na terça-feira e não teve descanso como o Corinthians, eram os santistas quem pareciam mais à vontade em campo.

O Peixe tomava maior iniciativa: Elano, aos 29, cobrou falta à direita do gol de Julio Cesar e levou muito perigo. Mas o Timão se agigantou e respondeu. Willian, que foi o herói corintiano contra Oeste (quartas de final) e Palmeiras (semi), testou sua capacidade de talismã com um chute venenoso aos 33 minutos, que Rafael segurou sem sustos.

Aos 39, Liedson recebeu de Jorge Henrique e carimbou a trave direita de Rafael. O Timão ainda brigou, levantou bolas no ataque e sufucou o Santos, mas não conseguiu furar a defesa rival.

A partida de volta das finais do Campeonato Paulista acontece no próximo domingo, na Vila Belmiro. Antes, o Peixe tem um compromisso importante pela Copa Santander Libertadores: vai a Manizales (COL) encarar o Once Caldas, na quarta-feira, em partida válida pelas quartas de final da competição continental.

FICHA TÉCNICA:
CORINTHIANS 0X0 SANTOS

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 8/5/2011 – 16h
Árbitro: Cleber Wellington Abade
Auxiliares: Rogerio Pablos Zanardo e Fausto Augusto Viana Moretti

Renda/público: R$ 1.412.840,00 / 34.547 pagantes
Cartões amarelos: Wallace (COR); Danilo, Neymar (SAN)
Cartões vermelhos: –
GOLS: –

CORINTHIANS: Julio Cesar, Wallace (Luis Ramírez 29’/2ºT), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Bruno César (Morais 13’/2ºT); Dentinho (Willian 13’/2ºT), Jorge Henrique e Liedson. Técnico: Tite.

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Adriano, Danilo, Elano (Pará 42’/2ºT) e Ganso (Alan Patrick, intervalo); Neymar e Zé Eduardo (Keirrison 38’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

maio 9, 2011 Posted by | Corinthians, Santos | | Deixe um comentário

Em noite de Rafael, Santos fica no zero com América-MEX e avança


Goleiro santista faz pelo menos cinco grandes defesas, e Alvinegro, que venceu primeiro jogo por 1 a 0, segue para as quartas da Libertadores

Nem Ganso, muito menos Neymar. A noite desta terça-feira, em Querétano, foi toda da defesa santista. Toda de Rafael. Com pelo menos cinco grandes defesas, principalmente no segundo tempo, ele garantiu o 0 a 0 com o América-MEX e carimbou a passagem do Santos às quartas de final da Taça Libertadores (assista ao vídeo com as defesas de Rafael).
Foi praticamente um duelo à parte. O camisa 1 do Peixe tinha como seu maior problema o atacante Reyna, artilheiro do Campeonato Mexicano, com 13 gols. E olha que ele só entrou no segundo tempo. Chute da esquerda, da direita, à distância. Todos rebatidos para fora por Rafael, que apontava para o céu e se benzia a cada espalmada.
Como havia vencido o jogo de ida, quarta passada, na Vila Belmiro, por 1 a 0, o Santos avançou com empate. Agora espera o vencedor da disputa entre Cruzeiro e os colombianos do Once Caldas – o time brasileiro venceu o primeiro jogo por 2 a 1, fora de casa.
Depois da batalha no México, o Alvinegro volta seus olhos para a decisão do Campeonato Paulista. Neste domingo, no Pacaembu, o time tem o primeiro confronto com o Corinthians. E torce para que Rafael mantenha o bom momento iniciado quando Muricy Ramalho assumiu o time – foram apenas dois gols sofridos em oito partidas.

Zé Eduardo disputa bola com Mosquera. Jogo dramático para o Santos em Querétaro (Foto: Reuters)
Marcação para conter o América
Frio, vento forte e gelado, gramado castigado, 40 mil pessoas torcendo contra, e o América-MEX precisando vencer. Eram vários os adversários do Santos nesta terça-feira à noite, em Querétaro. Se não sofresse gols, o Peixe avançaria às quartas. Nos primeiros 45 minutos conseguiu o resultado parcial, com marcação forte no meio de campo.

Houve sustos em algumas bolas aéreas, que sempre foram um tormento para a zaga santista. Logo aos cinco minutos, Montenegro cobrou falta pela direita. A bola pingou na área e encobriu Valenzuela, que não conseguiu acertar o cabeceio, perdendo grande chance.
O Peixe, aos poucos, foi tentando controlar o ímpeto adversário com toque de bola. Ganso buscava se aproximar de Neymar. Os dois até trocaram passes, mas não conseguiram penetrar a zaga mexicana. O América tentava imprimir um ritmo forte, mas errava trocas de bola nas saídas. O jogo das Águias só engrenava quando a bola caía nos pés de Montenegro. Aos 22, ele cobrou escanteio da direita. Mosquera subiu mais que Dracena, cabeceou e acertou a trave.
Houve ainda, aos 31, uma outra jogada de perigo do América. Montenegro, sempre ele, recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro, tirando a bola do alcance de Rafael. Sanchez chegou atrasado e não acertou a bola. Enquanto isso, os torcedores do América que estavam atrás do gol defendido pelo goleiro santista passaram a atirar sinalizadores na direção do herói do jogo. A polícia teve de ser acionada e houve um princípio de tumulto, logo controlado.
A partir daí, o Santos passou a ficar mais com a bola, não permitindo a aproximação do adversário. A torcida mexicana foi se aquietando. Não havia mais pressão. O Peixe passou a trocar passes até o apito do juiz.
São Rafael!
O Santos voltou melhor para o segundo tempo, mais adiantado, tocando bola no campo de ataque do adversário. Logo aos quatro minutos, Ganso, cobrando falta que ele mesmo sofreu, carimbou a trave direita de Ochoa. Logo em seguida, o técnico Carlos Reinoso começou a mexer no América. Reyna entrou no lugar de Pardo. Três minutos depois, o grandalhão Esqueda entrou no ataque, na vaga de Sánchez.
O América passou a dominar a posse de bola e levar perigo. Muricy, então, resolveu subir a estatura do time. Primeiro, colocou Possebon no lugar de Arouca, que saiu sentindo dores na coxa e chegou a chorar no banco de reservas. Depois Bruno Aguiar entrou na vaga de Zé Eduardo. Essa segunda mudança, que deu muito certo no clássico contra o São Paulo, sábado passado, no Morumbi, pela semifinal do Paulistão, deixou o time retraído demais nesta quarta. O América foi para o abafa. Começava o show de Rafael.

Rafael faz defesa incríveis e garante empate do Santos com o América-MEX (Foto: AP)
Aos 18, Reyna mandou uma bomba de esquerda. O goleiro espalmou. Depois, aos 25, Esqueda foi lá em cima e concluiu cruzamento da esquerda. Rafael, novamente, salvou. O Peixe estava sufocado. Não conseguia sair de trás. O jogo se tornava dramático.
Nas raras vezes em que a bola chegava a Neymar, o craque, isolado, ele abusava dos dribles. Assim, o campo era todo do América. E Rafael ia se desdobrando. Aos 31, Reyna mandou o chute de fora. Agora de direita. O goleiro santista se esticou todo para espalmar. No minuto seguinte, o camisa 18 do América ganhou presente da zaga santista, que saiu jogando errado, e tentou o chute colocado, buscando o ângulo esquerdo. Rafael de novo. Uma muralha.
A pressão mexicana era enorme. Aos 34, Reyna cobrou falta colocada. Acertou o travessão. A torcida, entusiasmada, gritava: “Si, se puede (Sim, é possível)”. Muricy Ramalho, por sua vez, se descabelava à beira do campo a cada tentativa de saída equivocada de sua equipe. Mas o esforço do goleiro santista foi recompensado: vaga garantida com o 0 a 0. Santos está nas quartas!
AMÉRICA-MEX 0X0 SANTOS
Ochoa; Rojas, Valenzuela, Mosquera e Reyes; Treviño, Pardo (Reyna), Rosinei, Montenegro (Gallardo); Sanchez (Esqueda) e Vuoso. Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca (Rodrigo Possebon), Danilo e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar).
Técnico: Carlos Reinoso. Técnico: Muricy Ramalho.
Cartões amarelos: Reyna, Reyes, Sanchez e Valenzuela (América-MEX).
Local: Corregidora, Querétaro (MEX). Data: 03/05/2011. Árbitro: Carlos Vera. Auxiliares: Luis Alvarado e Marco Muzo

maio 4, 2011 Posted by | Santos | Deixe um comentário

Mata-mata é com Muricy! Santos vence São Paulo e vai à final

Neymar, Ganso e Elano fazem a festa em pleno Morumbi: 2 a 0 Peixe, que aguarda Palmeiras ou Corinthians

Muricy Ramalho saiu do São Paulo com a imagem muito desgastada em 2009. Com o estigma de “amarelão” em fases eliminatórias, o treinador pode, enfim, ir à desforra justamente contra o ex-time dois anos depois. Com uma alteração sua que mudou os rumos da partida, o Santos de Muricy venceu o São Paulo por 2 a 0 em pleno Morumbi, na tarde deste sábado, e se classificou para as finais do Campeonato Paulista.

Os gols de Elano, de cabeça, e de Ganso põem o Peixe na decisão do Paulistão, para enfrentar o vencedor de Palmeiras e Corinthians no próximo domingo. Os arquirrivais jogam a outra semifinal neste domingo, às 16h, no Pacaembu.

Veja os gols da vitória do Santos sobre o São Paulo

A vitória santista representa a quinta eliminação seguida do São Paulo em semifinais do Estadual. Depois de São Caetano, em 2007; Palmeiras, em 2008; Corinthians, em 2009; Santos, em 2010 e agora em 2011, o Tricolor contabiliza mais um mau resultado em mata-mata no Campeonato Paulista.

O Peixe, por outro lado, chega à terceira final seguida na competição. Muricy Ramalho também curte momento de rei na Vila Belmiro: o treinador ainda está invicto no comando do Santos.

O San-São deste domingo teve emoção do começo ao fim. O Peixe, que teve as melhores chances do primeiro tempo mas viu o arquirrival crescer de produção ainda na etapa inicial, conseguiu chegar à vitória graças a dois fatores: a visão tática de Muricy Ramalho, que aproximou Ganso e Elano do ataque ao sacar Zé Eduardo no intervalo; e a individualidade dos Meninos da Vila. Neymar e Paulo Henrique Ganso só não fizeram chover na segunda etapa!

Torcedores do São Paulo fazem homenagem a Ceni (Foto: Tom Dib)

SAN-SÃO À MIL POR HORA

Nada de precaução! Como o Peixe tem o América (MEX) pela frente em Querétaro na próxima terça-feira, a expectativa era de que alguns jogadores titulares fossem preservados e não jogassem o San-São. Ledo engano. Nenhum jogador santista quis ficar de fora da decisão e Muricy Ramalho acabou escalando força máxima. Pelo lado do Tricolor, Carpegiani, a não ser pela ausência de Lucas, machucado, também tinha praticamente todos os titulares à disposição. Espetáculo formado!

O Santos queria repetir o desempenho da primeira fase, quando bateu o Tricolor na Arena Barueri por 2 a 0, na quinta rodada. E a partida começou do jeito que o torcedor gosta: com velocidade e chances para ambos os lados.

A tônica do primeiro tempo acabou sendo a desatenção dos defensores, presas fáceis para os rápidos homens de ataque – das duas equipes. Logo a 2 minutos, Alex Silva bobeou na entrada da área e foi desarmado por Neymar. A Joia invadiu a área e finalizou com o pé esquerdo, Rogério tocou e a bola beliscou a trave tricolor.

Na sequência, Marlos fez o mesmo que Neymar, desarmou um desatento Danilo na intermediária e disparou rumo à área. O camisa 11 são-paulino só parou em Durval, que o travou na hora do chute.

Discreto, Ganso reservou alguns bons momentos para aparecer – e ser decisivo. Aos 18, ele enxergou Léo livre na esquerda e o lateral chutou forte, para boa defesa de Rogério. Doze minutos mais tarde, quem viu Léo, muito participativo em campo, foi Neymar. A Joia deu um belo toque de calcanhar e Léo foi travado por Xandão no momento derradeiro.

O São Paulo, jogando com a torcida a favor, precisava equiparar forças e mostrar seu arsenal. E Dagoberto, responsável pela classificação do Tricolor às quartas de final da Copa do Brasil, levou o time adiante. Aos 32, Dagol fez fila e chutou de esquerda. Um minuto depois, ele aproveitou falha de Jonathan – mais um defensor dando bobeira no clássico – e arrematou para boa defesa de Rafael. Na sobra, Ilsinho ainda parou na muralha santista novamente.

O Tricolor sentiu o aviso de Dagoberto e passou a agredir mais o rival. A partir daí, as tabelas entre Ilsinho, Jean e Marlos pelo lado direito, à exemplo das partidas do São Paulo contra o Goiás, voltaram a surtir efeito e a levantar a torcida no Morumbi.

Se a primeira etapa não terminou da maneira como começou, de forma alucinante nos primeiros minutos, ao menos deu a promessa de um segundo tempo ainda mais saboroso.

No intervalo, um fato inusitado: Muricy Ramalho, que saiu do São Paulo de forma conturbada em 2009, viu seu nome ser cantado por torcedores tricolores no Morumbi.

Muricy Ramalho foi aplaudidos pelos são-paulinos (Foto: Ivan Storti)

MUDANÇA FATAL

Já sem o sol forte dos primeiros 45 minutos, o Santos começou ditando as regras da segunda etapa. Com o zagueiro Bruno Aguiar no lugar de Zé Eduardo, Muricy voltou ao seu esquema predileto, o 3-5-2, aproximou Ganso e Elano do ataque e fez Jonathan participar efetivamente da partida.

Primeiro, Neymar colocou o camisa 4 na cara do gol, mas Juan atrapalhou o santista na hora do chute. Em seguida, a Joia enxergou Jonathan novamente no lado oposto do ataque. Já dentro da área, o ex-cruzeirense hesitou em chutar e cruzou para Léo emendar torto. Neymar quase aproveitou de letra.

O São Paulo parecia atrapalhado no começo de segundo tempo e nem mesmo o apoio vindo das arquibancadas parecia mudar o panorama do jogo.

O que parecia inevitável, e que começou com a alteração de Muricy, aconteceu: o Santos abriu o placar do San-São, com Elano, aos 15 minutos. Ganso recebeu na área, ganhou da zaga adversária e cruzou, ou melhor, colocou a bola na cabeça do camisa 8. Gol de Elano, para abrir o marcador no Morumbi!

Elano comemora gol que abriu a vitória do Santos (Foto: Ivan Storti)

O Tricolor, em um momento de desespero, se lançou ao ataque, especialmente após a entrada de Fernandão. Com investidas atabalhoadas, o São Paulo esperava uma sobra na área para que o camisa 15 aproveitasse. Mas a defesa do Peixe estava atenta, e jogou nos colos de Paulo Henrique Ganso a responsabilidade de decidir o jogo.

E ele correspondeu! Aos 27, o maestro do Peixe lançou Neymar e a Joia se viu diante de dois marcadores dentro da área. Como um jogador experiente, Neymar parou a jogada e enxergou Ganso vindo por trás. O camisa 10 tocou de primeira e deu números finais ao jogo.

Nos minutos finais e com 2 a 0 á favor, Muricy ganhou uma pequena dor de cabeça. Elano se esticou para afastar bola na área e sentiu o músculo adutor da coxa direita. O meia pode ser dúvida para a decisão contra o América (MEX), na terça-feira.

Coube ao Tricolor tocar a bola e tentar abrir espaços, mas a tão criticada zaga do Santos manteve-se impenetrável. 2 a 0 e terceira final seguida do Santos em Campeonatos Paulistas. Depois de perder para o Corinthians em 2009, o Peixe bateu o Santo André em 2010 e agora aguarda Palmeiras ou Corinthians para buscar o bicampeonato estadual.

As duas equipes ainda têm compromissos em competições paralelas. São Paulo encara o Avaí na próxima quarta-feira, em partida válida pelas quartas de finais da Copa do Brasil, no Morumbi. Um dia antes, o Santos duela com o América (MEX), em Querétaro, pelas oitavas da Copa Santander Libertadores.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 0X2 SANTOS

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 30/4/2011 – 21h50
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Luis Alexandre Nilsen e Guilherme Ceretta de Lima

Renda/público: R$ 1.232.468,00 / 44.675 pagantes
Cartões amarelos: Casemiro, Miranda, Juan (SPO); Ganso (SAN)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Elano, 15’/2ºT (0-1); Ganso, 27’/2ºT (0-2)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Xandão, Alex Silva, Miranda; Jean, Casemiro (Fernandão 18’/2ºT), Carlinhos, Ilsinho (Willian 44’/2ºT) e Juan; Marlos (Rivaldo 24’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani.

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro 29’/2ºT); Arouca, Danilo, Elano (Adriano 34’/2ºT) e Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar, intervalo). Técnico: Muricy Ramalho.

maio 1, 2011 Posted by | Santos, São Paulo | | Deixe um comentário

Santos vence América-MEX em casa e joga pelo empate no México

Jogando para o gasto, equipe santista faz 1 a 0 ainda no primeiro tempo sobre a equipe ofensivamente ‘remendada’ do América-MEX

O Santos venceu o América (MEX) por 1 a 0 na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, na primeira partida das oitavas de final da Copa Santander Libertadores.

Com o resultado, o Peixe joga por um empate no jogo de volta, no México. O América (MEX) precisa vencer por dois gols de diferença para avançar direto. Caso o time mexicano vença pelo mesmo placar, haverá disputa de pênaltis. Em caso de vitória do América (MEX) por um gol de diferença, o Santos se classifica caso marque gols.

No próximo sábado, dia 30, o Santos enfrenta o São Paulo, no Morumbi, na partida da semifinal do Campeonato Paulista. O jogo de volta contra o América (MEX), no México, será na próxima terça-feira, dia 3, no estádio Corregidora, na cidade de Quréta.

Como o time mexicano deu prioridade à decisão o Campeonato Mexicano, poupou os jogadores de frente titulares. Como resultado, o que se viu na Vila Belmiro foi um visitante pouco agressivo ofensivamente e bem postado na marcação. O Santos, por sua vez, jogou para o gasto e, quando acelerou o jogo, conseguiu furar o bloqueio defensivo do time mexicano.

O que se viu, resumidamente, foi um jogo de um time só.

Rompendo a retranca

No primeiro tempo, o time mexicano foi a campo para se defender. Sem a bola, as duas linhas de quatro homens do América (MEX) ficavam bem próximas e dificultavam a chegada do Santos à grande área. Ofensivamente, porém, o time foi inoperante na primeira etapa – com exceção de um chute de Olivera de fora da área.

Nos 15 minutos iniciais, o Santos teve dificuldade em sair da marcação dos mexicanos. O jogo permanecia no meio de campo e a marcação prevalecia sobre a criação – em ambas as equipes. Os homens de frente ficavam isolados e os laterais não apoiavam.

Somente a partir dos 25 minutos, o Santos acelerou o jogo e contou com o apoio dos laterais – principalmente o de Jonathan pelo lado direito. Gradativamente, o Santos acertava boas tabelas na intermediária e, rondando a área, levava perigo nos chutes de longe.

Aos 38, o então iminente gol santista apareceu. Neymar puxou belo contra-ataque pela esquerda, recebeu a marcação de três mexicanos e tocou para Ganso, que se aproximava pelo meio, dominar e acertar um belo chute colocado no canto esquerdo. No fim o primeiro tempo, o Santos continou pressionando, mas não chegou ao gol.

Sem sufoco

No início do segundo tempo, o panorama do jogo mudou. O América (MEX) começou a ter um pouco mais e posse de bola no ataque, mas sem levar muito perigo, até os 15 minutos iniciais. O Santos teve de se defender, mas, quando tinha a bola, trocava passes velozes e levava perigo.

Contudo, a partir dos 20, o Santos retomou o domínio. Apesar disto, o jogo caiu muito de produção em relação ao primeiro tempo e as chances que surgiam, não eram incisivas. Taticamente, o América (MEX) acertou novamente a boa marcação da primeira etapa e evitava a presença santista na grande área.

Quando chegava, o Santos levava bem mais perigo. Contudo, no segundo tempo, teve dificuldade e não arriscou mais de fora da área. E a vitória veio, em um segundo tempo arrastado. Layún, após lance duro em Neymar, ainda foi expulso, aos 46 minutos.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 1 X 0 AMÉRICA (MEX)

Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data/hora: 27/4/2011 – 21h50
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Pablo Fandiño (URU) e Miguel Nievas (URU)
Renda/público: R$ 474.800,00 e 11.417 pagantes
Cartões amarelos: Danilo e Adriano (SAN); Rojas, Mosquera e Layún (AME)
Cartões vermelhos: Layún, 46’/2°T
GOLS: Paulo Henrique Ganso, 38’/1ºT (1-0); 

SANTOS: Rafael; Jonathan, Durval, Edu Dracena e Léo; Arouca, Danilo, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Adriano, 44’/2°T) e Zé Eduardo (Alan Patrick, 36′ /2°T). Técnico: Muricy Ramalho.

AMÉRICA-MEX: Ochoa; Valenzuela, Mosquera, Cervantes (Layún, 43’/1°T) e Rojas; Rosinei, Reyes, Olivera (Sanchez, 19’/2°T) e Martínez; Márquez e Vuoso (Reyna, 6’/2°T). Técnico: Carlos Reinoso.

abril 28, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Peixe magro! Santos vence a Ponte e se classifica

Gol solitário de Neymar na primeira etapa garante classificação do Peixe às semifinais do Paulistão

Se a Ponte Preta era carrasco dos times grandes em São Paulo, o Santos, único a não ser vítima dos campineiros na primeira fase, tratou de botar fim ao fantasma da Macaca. Com um golaço de Neymar, o Peixe bateu a Ponte por 1 a 0, na tarde deste sábado, na Vila Belmiro, e se classificou às semifinais do Campeonato Paulista.

Agora, o Santos encara o vencedor da partida entre São Paulo e Portuguesa, que se enfrentam neste domingo, às 16h. A Ponte Preta, eliminada da competição, volta as atenções para o Torneio do Interior, que contempla as equipes, fora as grandes, eliminadas na segunda fase.

VÍDEO Neymar marca e põe Santos nas semifinais
A vitória afasta o perigo iminente que a Ponte Preta representou para os times grandes neste Campeonato Paulista. A equipe que venceu Corinthians e São Paulo fora de casa por 1 a 0 e bateu o Palmeiras por 2 a 1 só não conseguiu superar o Santos na primeira fase (o confronto entre as duas equipes terminara em 2 a 2, na 6ª rodada). Desta vez, novamente, o Peixe mostrou que conhece os defeitos do rival, neutralizou os rápidos homens de ataque campineiros e eliminou a Ponte da disputa pelo título.

MATA-MATA FRENÉTICO

O jogo entre Santos e Ponte Preta começou rápido, cheio de oportunidades para os dois lados, com o dinamismo que pede uma fase de mata-mata. Depois de quatro meses de pontos corridos, as duas equipes inauguraram a fase eliminatória com emoção dentro de campo. Logo a 4 minutos de partida, Arouca e Edu Dracena vacilaram, Renatinho invadiu a área, livre, e exigiu boa defesa de Rafael. Na sobra, o 10 da Macaca ainda tentou uma bicicleta, mas a defesa santista se recompôs.

A Vila Belmiro estava com tudo (Foto: Ivan Storti)

Depois, o Santos respondeu com Elano, de falta, e com Neymar, acertando o lado de fora da rede de Bruno. Mas a Ponte queria mesmo era aproveitar a velocidade de Renatinho, Valber e Márcio Diogo. De novo, a defesa santista vacilou, Márcio Diogo disparou em direção ao gol de Rafael, mas, na hora de marcar, o bandeirinha apontou posição irregular do camisa 11.

Só que de nada adiantava a velocidade do trio campineiro se a equipe não tinha Neymar. A Joia, aos 21 minutos, recebeu de Elano na meia-lua, deu um corte e, com a perna esquerda, marcou um golaço, tratando de lembrar que o dono da casa era o Peixe.

O gol foi um golpe duro para a Ponte, que não encontrou outra opção a não ser esparsos chutes de fora da área para tentar o empate. O Santos chegou de novo aos 30: Elano cobrou falta com perigo depois que Neymar foi derrubado na linha da grande área.

Mas o Peixe passou por uma fase de acomodação e por 15 minutos não conseguiu emplacar um lance de perigo sequer. A Ponte, em contrapartida, passou a aumentar o volume de jogo, ocupando o campo de ataque com mais frequência.

O time do técnico Gilson Kleina, mesmo sem um homem de referência no ataque, se aproveitou de um detalhe: logo no início da segunda etapa, os dois volantes santistas, Arouca e Danilo, já tinham cartão amarelo. O trio de ataque campineiro pode, então, curtir uma marcação mais “frouxa” no meio-campo para perturbar Rafael. Aos 7, Válber aproveitou sobra na entrada da área para testar Rafael. Pouco antes, Gil chutou de longe com perigo.

Mas, de novo, Neymar comandou o Santos de volta ao ataque. Ele mesmo, o faz-tudo, conseguiu uma falta próximo à área, após toque de mão de Guilherme. Na cobrança de Elano, a Joia aproveitou sobra dentro da área para parar em grande intervenção de Bruno, o goleiro da Ponte.

Sem conseguir furar a defesa santista, Gilson Kleina tentou surpreender Muricy Ramalho com a entrada de um homem de área, Rômulo. A princípio, uma bola do atacante na trave de Rafael animou os campineiros, mas a Ponte não furava o bloqueio do time da Vila Belmiro.

Na sequência, quem quase marcou foi o Peixe. Um discreto Ganso deu bom passe para Keirrison, colocando-o na cara do gol, mas o substituto de Zé Eduardo finalizou fraco, nas mãos de Bruno.

Ainda sobrou tempo para Léo, que utilizou a camisa 99 em referência ao aniversário do clube (no último dia 14), se chocar com Guilherme e levar a pior: o lateral-esquerdo sofreu uma pancada no joelho esquerdo e deixou o campo chorando bastante.

Nos minutos finais, a Ponte Preta ainda colocou seus 10 homens de linha postados no campo de ataque, sufocando o Peixe, mas o tiro saiu pela culatra: Neymar puxou contragolpe e, no 2 contra 1, serviu Keirrison, livre. Era o gol para sacramentar a vitória, mas o atacante perdeu a chance. Coube ao torcedor santista sofrer até o último minuto. A Ponte tentou, mas não chegou ao gol de empate.

A vitória, com sufoco no fim, fez do Santos o primeiro time grande classificado às semifinais do Campeonato Paulista, espantando a zebra para longe.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 1X0 PONTE PRETA

Estádio: Vila Belmiro, São Paulo (SP)
Data/hora: 23/4/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior (SP) e Fabio Luiz Freire (SP)

Renda/público: R$ 402.740,00 / 11.225 pagantes
Cartões amarelos: Arouca, Danilo (SAN); Leandro Silva, Válber, Gil (PON)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Neymar, 21’/1ºT (1-0)

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro 23’/2ºT); Arouca, Danilo, Elano (Adriano 38’/2ºT) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Keirrison 30’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

PONTE PRETA: Bruno, Guilherme (Eduardo Arroz 36’/2ºT), Leandro Silva, Ferron e João Paulo; Josimar, Mancuso (Renan 25’/2ºT), Gil e Valber; Márcio Diogo (Rômulo 25’/2ºT) e Renatinho. Técnico: Gilson Kleina.

abril 23, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Santos vence o Táchira e se classifica em segundo na Libertadores

Vitória do Peixe combinada com os 3 a 2 do Cerro Porteño sobre o Colo Colo, deixa o Peixe no segundo lugar do Grupo 8 e aguardando os jogos do Grupo 3 para conhecer adversário das oitavas

O Santos derrotou o Deportivo Táchira (VEN) por 3 a 1 na noite desta quarta, no Pacaembu, e garantiu sua classificação às oitavas de final pelo Grupo 5 da Copa Santander Libertadores.

Com a vitória do Cerro Porteño sobre o Colo Colo por 3 a 2, no Chile, o Peixe terminou a primeira fase como segundo colocado de seu grupo na competição continental, pelo saldo de gols (. Agora o Santos aguarda os jogos do grupo 3, ao qual pertence o Fluminense, para conhecer seu adversário na próxima fase da competição continental. São quatro os possíveis rivais: LDU, América-MEX, Argentinos Junior ou Nacional-URU. A única certeza é que o Peixe definirá a vaga fora de casa. 

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Os últimos jogos da primeira fase da competição serão entre Nacional (URU) e América (MEX), além de Argentinos Jrs. (ARG) e Fluminense – ambos os confrontos ocorrem às 21h50.

O jogo

O Santos começou arrasador no primeiro tempo. Com a bola, apenas Arouca ficava preso na marcação, enquanto o restante do meio de campo se lançava ao ataque. As chegadas de Danilo e a velocidade do ataque santista infernizavam a defesa do time venezuelano.

Em três minutos de jogo, o Peixe teve três chances de gol. Na terceira, abriu o placar. Léo cruzou pela esquerda para Danilo, que não teve domínio, mas a bola sobrou para Neymar, que chegou à área e abriu o placar após chute desviado.

Nos minutos seguintes, a pressão do Peixe seguia. O Táchira oferecia pouco perigo: os cinco jogadores do meio campo tinham pouca vocação ofensiva e tentavam os passes longos para os atacantes, o que facilitava para a zaga santista. Aos 13, o Peixe ampliou com Jonathan, após bom passe de Danilo.

No restante do primeiro tempo, o jogo esfriou e o Santos não correu risco algum, com exceção de um chute de longe de Herrera. Neymar fazia boa partida e era muito marcado. Aos 41, levou tapa no rosto de Zafra, que já tinha amarelo, mas o árbitro nada marcou. E o jogo seguiu para o intervalo.

No começo do segundo tempo, o Peixe freou um pouco suas ações defensivas. Ficava a maior parte do tempo com a bola, mas não sofria marcação dura do Táchira. Com exceção de um bom chute de Elano e outro de Jonathan, até os 15 minutos não houve grandes chances de gol.

O jogo só saiu do marasmo com o gol de Chacón, de falta. O lance foi resultado da postura santista, que se acomodava e permitia a chegada do time venezuelano. Após o susto, porém, o Santos empatou com Danilo, após grande jogada de Neymar pela esquerda.

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A partir daí, a partida ganhou em emoção nos minutos derradeiros. O gol serviu para acender o time da Vila Belmiro, que começou a criar mais oportunidades, mas sem sucesso.

Danilo voltou a ter uma boa atuação na partida desta quarta-feira.

Antes de iniciar a disputa na segunda fase da Libertadores, o Santos volta a campo no fim de semana. E terá um jogo decisivo, pelas quartas de final do Paulistão, contra a Ponte Preta, às 16h, na Vila Belmiro. 

Arbitragem permissiva

Como destaque negativo da partida, fica a atuação do árbitro Nestor Pitana, que permitiu que os jogadores do Táchira abusassem das faltas durante a partida, com vários lances sendo passíveis de expulsão.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 3 X 1 DEPORTIVO TÁCHIRA

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 20/4/2011 – 19h30
Árbitro: Nestor Pitana (ARG)
Auxiliares: Gustavo Esquivel (ARG) e Diego Bonfa (ARG)
Renda/público: R$ 1.327.265,00 e 36.091 pagantes.
Cartões amarelos: Yegüez, Zafra, Fernández e Chacón (DEP)
Cartões vermelhos: Nenhum.
GOLS: Neymar, 3’/1ºT (1-0); Jonathan, 13’/1ºT (2-0); Chacón, 24’/2ºT (2-1) e Danilo, 27’/2ºT (3-1)

SANTOS: Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval, Léo; Arouca, Danilo, Elano (Adriano, 33’/2ºT) e Paulo Henrique Ganso (Pará, 47’/2ºT); Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite, 28’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

DEPORTIVO TÁCHIRA: Sanhouse; Moreno, Zafra e Rouga; Chacón, Guerrero (Del Valle, 28’/2ºT), Fernandéz, Hernandéz (Gutiérrez, 13’/2ºT) e Yegüez; Pérez Greco (Parra, 28’/2ºT) e Herrera. Técnico: Jorge Luis Pinto.

abril 20, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Com gols-relâmpagos, reservas do Peixe batem o Paulista

Em tarde inspirada de Maikon Leite, Peixe derrota o Galo por 3 a 0 e agora encara a Ponte nas quartas de final

Querendo mostrar serviço para Muricy, os reservas do Santos jogaram bem e venceram o Paulista por 3 a 0, na Vila Belmiro, em partida válida pela última rodada do Paulistão. A vitória começou a ser construída logo no começo de jogo, com gols relâmpagos de Keirrison e Alan Patrick, que marcaram antes dos dois minutos de jogo. Maikon Leite, o melhor em campo, liquidou a fatura no segundo tempo.

Apesar da vitória, o Peixe permaneceu na quarta colocação do Campeonato Paulista, por ter menor saldo de gols do que o Corinthians, e irá encarar a Ponte Preta nas quartas de final da competição, em casa, no próximo final de semana, em data ainda não definida. Na fase de classificação, as duas equipes empataram em 2 a 2, no Moisés Lucarelli.

Mesmo já estando com a cabeça no jogo da próxima quarta-feira, pela Copa Santander Libertadores, contra o Deportivo Táchira (VEN), o Santos fez uma grande partida e não teve trabalho para bater o Galo. O grande destaque da partida foi Maikon Leite, que participou dos dois primeiros gols e ainda fez o seu no final.

O JOGO

O Santos começou o jogo com tudo e fez com que o torcedor que chegou à Vila Belmiro um pouco atrasado perdesse os dois primeiros gols do time. Em apenas um minuto e meio de jogo, o placar já anotava 2 a 0 para o Peixe.

Com somente 48 segundos, Maikon Leite recebeu passe na entrada da área, avançou e chutou cruzado. A bola passou pelo goleiro Cristiano e, quase em cima da linha, Keirrison apareceu para dar um leve toque e abrir o marcador.

O Paulista não teve nem tempo para se recuperar do susto e, após recuperar a bola na saída errada do time de Jundiaí, Maikon Leite cruzou da direita para Alan Patrick, livre, tocar para o fundo das redes e marcar o segundo do Alvinegro.

Os gols relâmpagos foram um balde de água fria nas esperanças do Galo de conquistar uma vaga na fase final do Paulistão. A equipe do interior precisava vencer e torcer por um tropeço do São Caetano, mas a desvantagem logo no início diminuiu o ímpeto do time.

A única boa chance dos visitantes no primeiro tempo foi com o ex-santista Baiano. Aos 18 minutos, ele cobrou falta da entrada da área e mandou a bola no ângulo. O goleiro Vladimir se esticou todo e fez uma excelente defesa.

Já o despreocupado Santos que, classificado, encarou o duelo como um “amistoso de luxo”, trocava passes com tranquilidade e, apesar de não ter grandes ambições, fazia uma boa partida, criando várias oportunidades de gol.

As principais jogadas do ataque santista saiam do pé de Maikon Leite. O camisa 7 infernizou a vida da defesa do Paulista e deu trabalho para o goleiro Cristiano. Aos 12 minutos, ele recebeu passe dentro da área e pegou de primeira, quase marcando o terceiro. Jogada parecida aconteceu aos 26, e dessa vez Cristiano fez boa defesa.

O atacante estava impossível e, aos 30, quase fez um golaço. Róbson deu ótimo passe por elevação para Keirrison, que escorou de cabeça para Maikon Leite. Sem dominar, o baixinho arriscou da entrada da área e mandou por cima do gol.

Com o marcador a seu favor, o Peixe se dava ao luxo de desperdiçar diversas oportunidades. No final do primeiro tempo, o zagueiro Bruno Aguiar perdeum grande chance. Após bate e rebate na área do Galo, a bola sobrou para o zagueiro que, de frente para o gol, chutou mal e mandou para fora.

No segundo tempo, o domínio santista persistiu. O time da casa poderia, inclusive, ter aplicado uma goleada, mas pecou nas finalizações e, assim como na primeira etapa, Maikon Leite brilhou e criou diversas oportunidades.

Aos seis minutos da etapa final, Alan Patrick quase marcou o terceiro do Peixe. Ele fez fila na defesa do Paulista e chuta colocado, mas o goleiro Cristiano saltou e fez ótima defesa, evitando o que seria um golaço.

O Santos ia perdendo gol atrás de gol, e aos 14, foi a vez de Maikon Leite desperdiçar chance incrível. O camisa 7 fez boa jogada individual, invadiu a área e mandou no poste esquerdo do gol do Paulista.

Mas sorte melhor estava reservada para ele e, aos 34, finalmente o merecido gol de Maikon saiu. O atacante avançou pelo lado direito, invadiu a área e bateu cruzado, dando números finais ao placar.

O Santos volta a jogar pelo Paulistão no próximo final de semana, contra a Ponte Preta, na Vila Belmiro, em partida válida pelas quartas de final. Antes disso, porém, o Peixe encara o Deportivo Táchira (VEN), quarta-feira, no Pacaembu, em partida decisiva da Libertadores.

SANTOS 3 X 0 PAULISTA

Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data/hora: 17/4/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Luiz Vanderlei Martinucho (SP)
Auxiliares: Bruno Salgado Rizo (SP) e Risser Jarussi Corrêa (SP)
Renda e público: Não disponíveis
Cartões Amarelos: Róbson, Vladimir e Moisés (SAN); Guigov e Fabiano (PAU)
GOLS: Keirrison, 49”/1ºT (1-0); Alan Patrick, 1’/1ºT (2-0); Maikon Leite, 34’/2ºT (3-0)

SANTOS: Vladimir; Pará, Vinicius Simon, Bruno Aguiar e Alex Sandro; Adriano, Danilo, Alan Patrick (Dimba, 39’/2ºT) e Róbson (Moisés, 17’/2ºT); Zé Eduardo e Keirrison (Emerson, 42’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho

PAULISTA: Cristiano; Weldinho, Eli Sabiá, Henrique e Guigov; João Paulo (Bruno Formigoni, Intervalo), Fábio Gomes, Baiano e Barboza; Mike (Juninho, 23’/2ºT) e Fabiano (Carlão, 15’/2ºT). Técnico: Wagner Lopes.

abril 17, 2011 Posted by | Santos | , | Deixe um comentário

Santos vence Cerro e renasce na Libertadores

Com atuação tranquila, Peixe domina o Cerro Porteño, em Assunção (PAR), vence por 2 a 1 e está a uma vitória da vaga

O clima de desconfiança gerado pela mudança de técnico e os resultados recentes do Santos na Copa Santander Libertadores eram tudo que o clube não precisava para enfrentar o Cerro Porteño (PAR), nesta quinta-feira, em seu momento decisivo na primeira fase da competição. Dentro de campo, no entanto, o time montado por Muricy Ramalho jogou tranquilo e ciente do que precisava fazer para encerrar as críticas. Com um golaço de Danilo e outro de Maikon Leite, o Santos venceu o Cerro Porteño, por 2 a 1, em Assunção (PAR), e segue vivo na Liberta.

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Desfalcado de Elano, Neymar e Zé Eduardo – os três expulsos na partida contra o Colo Colo (CHI) na última semana – Ganso resolve! Com uma ótima atuação, Paulo Henrique deu bons dribles e ainda foi o garçom de Maikon Leite no segundo gol. O primeiro, um chutasso de Danilo, deu ao time a tranquilidade necessária para superar o delicado momento na competição. No fim, Pedro Benítez ainda descontou, mas não havia mais tempo para o empate.

No dia em que completa 99 anos de história, o Peixe não poderia ter encontrado melhor maneira de presentear sua torcida. Se a classificação ainda não foi garantida, ao menos o clube depende só de suas forças para garantir uma vaga nas oitavas de final. Com a vitória, chegou a oito pontos conquistados no grupo, na terceira posição, e um novo resultado positivo no último jogo da primeira fase, contra o Deportivo Táchira (VEN), próximo dia 20, no Pacaembu, é o bastante para acabar com o sufoco e classificar-se aos mata-matas.

Para o Cerro, que também passa por um momento turbulento no torneio nacional, a pressão sobre o técnico Leonardo Astrada deve aumentar ainda mais. O clube paraguaio permanece com oito pontos conquistados, na vice-liderança do grupo.

DOMÍNIO E INTELIGÊNCIA SANTISTA

Até pela importância da partida, o primeiro tempo começou nervoso e muito estudado. Os importantes desfalques do Peixe preocupavam a torcida, que não confiava plenamente no ataque formado por Diogo e Keirrison. Graças à qualidade de Danilo, no entanto, o nervosismo logo transformou-se em tranquilidade.

Aos 11 minutos de jogo, o lateral improvisado volante limpou a marcação paraguaia e mandou um foguete da intermediária, indefensável para o goleiro Barreto. Um golaço para lavar a alma! A partir daí, o início de jogo que parecia complicado ficou fácil para o time santista. Valorizando a posse de bola, o Peixe passou a trocar passes no campo de defesa, para desespero da fanática torcida portenha. Inspirado, Ganso ainda deu dois chapéis desconcertantes nos marcadores…

O gol sofrido e a postura do Santos mexeu com os ânimos do Cerro Porteño, que já estaria mais do que feliz com um empate sem gols. Lançando-se ao ataque com um certo desespero, o time paraguaio errava jogadas aparentemente fáceis, enquanto o time santista aguardava uma nova oportunidade num contra-ataque. A lesão de Diogo ainda na primeira etapa – que forçou a entrada de Maikon Leite -, no entanto, tirou um pouco do ímpeto da equipe.

Após receber ótimo lançamento de Keirrison, o jovem atacante perdeu uma chance inacreditável já no fim da primeira etapa. Mesmo driblando o goleiro Barreto, foi displicente na hora do chute e o zagueiro Cardozo se jogou na bola, salvando o chute e o que poderia ser o segundo gol santista. Depois dessa, era melhor descer para o intervalo…

Na segunda etapa, a redenção… Logo aos dois minutos, Ganso roubou ótima bola na intermediária e encontrou maikon leite em ótima situação, com a zaga do Cerro toda desarrumada. Foi chorado, mas desta vez a bola entrou! No chute, Barreto desviou e Formica ainda tentou salvar em cima da linha, mas a bola entrou.

Muito caçado em campo, Ganso sofreu com a dura marcação paraguaia, mas permanecia como um maestro na meia. Nos contra-ataques, o Peixe levava perigo, mas parecia satisfeito com a vantagem por dois gols. Maikon Leite, sempre pelo lado direito, também criou boas e rápidas jogadas, e por pouco não ampliou.

Apesar da pressão do Cerro, os atacantes paraguaios não conseguiam ser efetivos nas finalizações. Nem mesmo a entrada de Iturbe, chamado de “novo Messi” pela torcida, foi suficiente para resolver e empatar a partida. Nos acréscimos da segunda etapa, Pedro Benítez ainda aproveitou-se de falha do goleiro Rafael, escorou de cabeça e marcou o gol de honra do Cerro. Que presentão no aniversário de 99 anos santista!

O Santos volta a campo às 16h deste domingo, contra o Paulista, pela última rodada da primeira fase do Paulistão. Para o Peixe, o jogo vale somente para decidir se o clube se classifica na terceira ou na quarta colocação. Para o clube de Jundiaí, no entanto, vale pela classificação.

FICHA TÉCNICA:
CERRO PORTEÑO (PAR) 1 X 2 SANTOS

Estádio: General Pablo Rojas (La Olla), Assunção (PAR)
Data/hora: 14/4/2011 – 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Martín Vázquez (URU)
Auxiliares: Carlos Pastorino (URU) e William Casavieja (URU)
Renda e público: Não disponível
Cartões amarelos: Burgos e Cardozo (CER); Adriano, Arouca e Edu Dracena (SAN)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Danilo, 11’/1ºT (0-1); Maikon Leite, 2’/2ºT (0-2); Pedro Benítez, 48’/2ºT (1-2)

CERRO PORTEÑO (PAR): Barreto, Piris, Pedro Benítez, Cardozo e Formica (Iturbe, 19’/2ºT); Burgos, Villarreal, Rojas (Nuñes, Intervalo) e Torres (Lucero, Intervalo); Fabbro e Nanni. Técnico: Leonardo Astrada.

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Danilo, Arouca (Pará, 38’/2ºT) e Paulo Henrique Ganso; Diogo (Maikon Leite, 31’/1ºT) e Keirrison (Alex Sandro, 30’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

abril 15, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Burocrático, Santos só empata na estreia de Muricy

De olho no jogo contra o Cerro Porteño, na quinta-feira, Peixe é econômico e fica no 0 a 0; Americana teve gol mal anulado no fim

A estreia de Muricy Ramalho no comando do Santos foi, no mínimo, “burocrática”. Jogando um futebol disperso e sem criatividade, o Peixe só empatou com o Americana em 0 a 0, jogando no estádio Décio Vitta, na noite deste domingo.

O aspecto “disperso” pode ser atribuído à partida desta quinta-feira, quando o Santos tem jogo decisivo contra o Cerro Porteño (PAR), pela Copa Santander Libertadores. Por causa da partida, Muricy Ramalho poupou Paulo Henrique Ganso e mais dois titulares.

A partida não teve grandes emoções, a não ser por lance duvidoso no fim, aos 41 minutos. Marcinho, em posição irregular, tocou para o fundo do gol, mas como o passe fora de Alex Sandro, o tento era legal. O árbitro Aurélio Sant’anna Martins anulou, para desespero da torcida local.

Neymar, apagado, pouco fez para tirar o zero do placar. Paulo Henrique Ganso, poupado para a partida da Copa Santander Libertadores, na quinta-feira, entrou aos 28 minutos da etapa final e tocou pouco na bola.

O resultado não modifica muito as pretensões do Santos no Campeonato Paulista. A equipe empata em número de pontos com o Corinthians, mas se mantém em quarto lugar por causa do saldo de gols (o saldo do Timão é de 19, contra 17 do Peixe).

Já o Americana chega aos 23 pontos, ainda na disputa pelo G8 do Campeonato Paulista. A definição ficará por conta da última rodada, no próximo domingo. Para se classificar, o Águia terá que vencer o rebaixado Grêmio Prudente fora de casa e torcer para uma série de resultados – em suma, derrotas de São Caetano, Paulista e Portuguesa – para se classificar.

COM A CABEÇA NO PARAGUAI

A partida contra o Americana não era de grande valia para o Peixe no que diz respeito à tabela. O Alvinegro da Baixada, já classificado para a segunda fase do Campeonato Paulista, só poderia disputar o terceiro lugar com o Corinthians. A cabeça do Peixe estava, mesmo, no Paraguai, quando o time tem jogo decisivo contra o Cerro Porteño (PAR), pela Copa Santander Libertadores.

E como Peixe não poderá contar com os suspensos Neymar, Zé Eduardo e Elano na partida desta quinta-feira, contra os paraguaios, o estreante da noite Muricy Ramalho poupou jogadores como Léo, Durval e Paulo Henrique Ganso, deixando-os no banco de reservas na noite deste domingo. Alex Sandro, Vinícius Simon e Maikon Leite foram titulares.

Tentando encontrar ânimos para encarar o Águia, o Peixe entrou em campo consciente de que uma vitória sobre o Americana seria o suficiente para tomar o terceiro posto do Corinthians na tabela. Mesmo assim, o Santos não conseguia se encontrar em campo.

Ora por causa da chuva que caía em Americana, ora por causa da ausência de um armador mais centralizado, os três atacantes, Elano, Maikon Leite e Zé Eduardo, não recebiam a bola apropriadamente no ataque.

Coube a Danilo fazer a ligação até os homens de frente: aos 18 minutos, ele trouxe a bola até Zé Eduardo, que girou para fora.

Depois, o mesmo Danilo invadiu a área, caiu e pediu pênalti. Na sequência, Maikon Leite ficou livre para marcar, mas tocou rente à trave direita de Jaílson.

Ao fim da etapa inicial, o Peixe aproveitou para intensificar as jogadas de ataque, na tentativa de sair dos primeiros 45 minutos com um gol de vantagem. Elano, de falta, assustou os donos da casa por duas vezes. Zé Eduardo, de cabeça, quase estufou as redes de Jaílson.

Com o freio de mão puxado e a cabeça voltada para a partida contra o Cerro Porteño (PAR), o Peixe voltou do intervalo com Alan Patrick no lugar de Maikon Leite. Muricy, assim, tentou resolver o problema da armação.

Mas, ao contrário do diagnóstico do treinador, o Peixe sofreu e caiu ainda mais de rendimento. No começo da segunda etapa, o Americana chegou com Lúcio Flávio, aos 5 minutos, e através de uma série de bons ataques de Marcinho. Primeiro, o atacante cobrou escanteio fechado, traiçoeiro para Aranha, e, depois, arriscou com perigo de fora da área por duas vezes.

A entrada de Alan Patrik, em vez de ajustar o meio de campo santista, desestabilizou a equipe, que não conseguiu mais por a bola no chão.

Era de Neymar a incumbência de recolocar o time nos trilhos. Aos 21, ele chutou com perigo e quase fez o dele. Mas a Joia brilhou pouco, e não ajudou o Santos a sair do zero. Zé Eduardo também tentou, aos 34, mas esbarrou na defesa de Jaílson.

Sem esbanjar talento, a equipe do Santos acabou mostrando um futebol nada inspirado e só não perdeu porque Marcinho, aos 41 minutos da etapa final, estava em posição duvidosa antes de completar para o gol. Porém, o passe que dá origem ao lance foi de um jogador santista. Gol mal anulado, portanto.

A torcida do Americana lançou objetos, inclusive chinelos, ao campo, indignada. Mas, no final das contas, o placar não se alterou.

O Peixe agora volta as atenções para o duelo decisivo contra o Cerro Porteño (PAR), na quinta-feira. A equipe precisa vencer para continuar com chances de se classificar à segunda fase da Copa Santander Libertadores.

Depois, o Santos encerra sua participação na primeira fase do Estadual contra o Paulista de Jundiaí, na Vila Belmiro. Já o Americana duela com o Grêmio Prudente fora de casa. Todas as partidas da última rodada serão disputadas às 16h do próximo domingo.

FICHA TÉCNICA:
AMERICANA 0X0 SANTOS

Estádio: Décio Vita, Americana (SP)
Data/hora: 10/4/2011 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Aurélio Sant’anna Martins (SP)
Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos (SP) e Osny Antonio Silveira (SP)

Renda/público: R$ 274.865,00 / 11.030 pagantes
Cartões amarelos: Juninho, Fumagalli, Léo Silva (AME); Rodrigo Possebon, Zé Eduardo, Vinícius Simon, Elano, Neymar, Paulo Henrique Ganso(SAN)
Cartões vermelhos: –
GOLS: –

AMERICANA: Jailson, Carlinhos (Luís Felipe, intervalo), Jorge Luís, Vinícius e Magal; Gercimar (Jhon 35’/2ºT), Léo Silva, Juninho (Rafael Chorão 23’/2ºT) e Fumagalli; Marcinho e Lúcio Flávio. Técnico: Toninho Cecílio

SANTOS: Aranha, Pará, Vinicius Simon, Bruno Aguiar e Alex Sandro; Danilo, Possebon (Paulo Henrique Ganso 28’/2ºT) e Elano; Neymar, Maikon Leite (Alan Patrick, intervalo) e Zé Eduardo. Técnico: Muricy Ramalho.

abril 10, 2011 Posted by | Santos | , | Deixe um comentário

Santos vence o Colo Colo e segue vivo na Libertadores

Neymar, Zé Eduardo e Elano foram expulsos e desfalcam o Peixe na partida contra o Cerro Porteño

Em um jogo muito nervoso, o Santos venceu por 3 a 2 o Colo Colo, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, e se manteve com chances de se classificar para as oitavas de final da Copa Santander Libertadores.

Com um primeiro tempo arrasador, o Peixe abriu 2 a 0 e foi para o intervalo pensando em goleada. Porém, no segundo tempo, após o gol de Neymar e a expulsão do atacante – que recebeu o segundo amarelo por comemorar com uma máscara -, Zé Eduardo e Scotti, nervosos, se desentenderam e também receberam o vermelho.

Com um a mais, o Colo Colo se mandou para o ataque e chegou a encostar no placar, mas o time da Vila Belmiro conseguiu suportar a pressão e saiu com a vitória.

Com o resultado, o Santos chegou aos cinco pontos ganhos, no terceiro lugar, e encostou no Colo Colo, vice-líder, com seis. O Peixe volta a campo no próximo dia 14, contra o Cerro Porteño, na casa do adversário. Para a partida, o Santos não vai poder contar com Neymar, Zé Eduardo e Elano, que foi expulso no banco de reservas.

O JOGO

O Santos começou nervoso no jogo. Em um dos primeiros lances, Ganso chegou duro e cometeu a falta. Na sequência, Neymar parou um contra-ataque com falta e recebeu o cartão. Logo depois, a primeira chance do clube da baixada. Aos 12 minutos, Elano cobrou falta que bateu na rede externa do gol e assustou Castillo.

Os escanteios eram a arma do Peixe. No primeiro, Neymar não conseguiu a jogada. No segundo, Durval subiu bem e testou firme, mas a bola subiu e passou por cima do travessão.

Sem criatividade no ataque do Santos, as jogadas individuais e os lançamentos começaram a ser a tônica da partida. Os atacantes do Peixe não recebiam a bola com condições de ficar cara a cara com Castillo. Da mesma forma que o Colo Colo abusava dos passes longos. Miralles, isolado na frente, brigava sozinho diante da bem postada defesa alvinegra.

E quem quase abriu o placar foi o visitante. Em cobrança de falta da esquerda, Wilchez bateu fechado e quase surpreendeu Rafael, adiantado. A resposta do Santos veio logo na sequência. Aos 28 com um cruzamento de Ganso, que quase Zé Eduardo marcou, e em um chute de Danilo, que Castillo mandou pela linha de fundo.

O gol não demorou a sair. E logo em dose dupla. O primeiro em cobrança de falta perfeita de Elano, que colocou no ângulo, e o segundo, aos 36, três minutos depois do primeiro, de Danilo, que driblou Castillo e deixou a torcida do Santos tranquila. O Peixe quase marcou o terceiro com Zé Eduardo, mas o goleiro do Colo Colo mandou pela linha de fundo.

Depois dos gols e da chance perdida, o jogo equilibrou. Os dois times começaram a brigar muito pela bola e não conseguiram mais criar as jogadas. No intervalo, Elano já comemorava o resultado que deixou o Santos vivo na Libertadores.

– Isso é espírito de Libertadores. Por enquanto estamos de parabéns, mas temos que continuar assim – disse o autor do primeiro gol do Peixe.

Para tentar mudar a cara do jogo, o técnico Américo Rubén Gallego voltou para o segundo tempo com Cabión, volante de marcação, no lugar de Mena, que joga mais adiantado. A substituição surtiu efeito. O camisa 17 logo no primeiro lance mandou de longe e quase diminuiu para o Colo Colo.

E MAIS: SIMULE OS PRÓXIMOS JOGOS DA LIBERTADORES

Mas foi o Santos que ampliou. E com um golaço de Neymar. O atacante dominou na entrada da área, saiu do primeiro, chapelou Scotti e bateu por cobertura, sem chances para Castillo. Na comemoração, o camisa 11 colocou uma máscara, recebeu o segundo amarelo e o vermelho. Nervoso, Zé Eduardo e Scotti se desentenderam 3 minutos depois. Após uma pequena confusão, o ambos foram mandados para o chuveiro.

O Colo Colo quase diminuiu com uma bola na trave de Miralles, que bateu de fora da área. Logo depois, duas modificações. O atacante Gazele entrou no lugar de Salcedo e Ganso, com cartão amarelo, deu lugar a Alex Sandro.

Depois das expulsões e das modificações, o jogo perdeu muito a qualidade. Os dois times não criaram mais jogades e abusaram ainda mais dos lançamentos e dos chutes de fora, que saiam todos pela linha de fundo. Na única jogada de troca de troca de passes no segundo tempo, Miralles deixou Jerez na cara de Rafael. O camisa 16 bateu por cobertura e diminuiu o placar.

Em mais uma jogada semelhante, desta vez pela direita, Rúbio recebeu dentro da área, driblou Rafael e marcou o segundo. Após o gol do clube chileno, Elano, que já havia sido substituído, jogou uma toalha dentro do campo e também recebeu o vermelho. No fim, o jogo ficou muito mais pegado entre os próprios jogadores do que na bola.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 3 X 2 COLO COLO

Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data/hora: 6/4/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Auxiliares: Mauricio Espinosa (URU) e Marcelo Costa (URU)

Renda/público: R$ 537.295,00 / 11.871 pagantes
Cartões amarelos: Neymar, Elano, Léo, Ganso, Rafael (SAN); Wilchez, Cabión, Cabrera e Magalhães (COL)
Cartões vermelhos: Neymar, 7’/2ºT (SAN); Zé Eduardo, 10’/2ºT (SAN); Elano, 44’/2ºT (SAN) Scotti, 10’/2ºT (COL); Jorquera, 46’/2ºT (COL)
GOLS: Elano, 33’/1ºT (1-0); Danilo, 36’/1ºT (2-0); Neymar, 7’/2ºT (3-0); Jerez, 36’/2ºT (3-1); Cabión, 41’/2ºT (3-2)

SANTOS: Rafael, Pará (Bruno Aguiar, 38’/2ºT), Edú Dracena, Durval e Léo; Adriano, Danilo, Elano (Maikon Leite, 32’/1ºT) e Paulo Henrique Ganso (Alex Sandro, 19’/2ºT); Neymar e Zé Eduardo. Técnico interino: Marcelo Martelotte.

COLO COLO: Castillo, Magalhaes, Scotti, Cabrera e Jerez; Mena (Cabión, intervalo), Salcedo (Gazele, 17’/2ºT), Fuenzalida (Rúbio, 23’/2ºT), Wilchez e Jorquera; Ezequiel Miralles. Técnico: Américo Rubén Gallego.

abril 7, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Kleber brilha em seu clássico ‘favorito’ e Palmeiras bate o Santos

Verdão mantém escrita de dois anos, vence na Vila Belmiro e fica na liderança do Paulistão

Conhecido pelo apelido de Gladiador por seu estilo brigador dentro de campo, o atacante Kleber não foge de um clássico. E o seu favorito pelo Palmeiras é contra o Santos. Neste domingo, o camisa 30 brilhou e fez o gol da vitória do Verdão por 1 a 0 sobre o Peixe, na Vila Belmiro, que garante o Alviverde na liderança do Paulistão.

Desde sua volta, no meio do ano passado, este foi o primeiro clássico vencido pelo técnico Luiz Felipe Scolari. Curiosamente, o primeiro jogo do técnico do seu retorno foi justamente contra o Peixe. Mas foi o auxiliar-técnico, Murtosa, quem comandou o time na vitória por 2 a 1, no Pacaembu, pelo Brasileirão.

De quebra, o Verdão mateve uma escrita: não perde do rival há seis partida, quase três anos. Foram quatro vitória e dois empates nesta sequência.

O jogo deste domingo começou mais do que nervoso. De lado a lado, reclamações e faltas duras. Neymar levou um amarelo depois de entrada dura de Kleber, que acertou o rosto do atacante santista em um lance anterior.

Na parte das reclamações, o Santos saiu na frente. Reclamou de dois pênaltis não marcados e Neymar também não gostou da atitude dos palmeirenses.

– Não me estranhei com o Kleber, ele me deu uma cotovelada ali, mas é normal. Falei: “P***, Cicinho você está dando cotovelada, está de sacanagem?” Mas é do jogo – garantiu o atacante santista.

O Peixe foi melhor durante o primeiro tempo. Principalmente com a bola nos pés. Tocando bem a bola, conseguiu inverter bem o jogo e dificultar o trabalho da defesa palmeirense, a melhor do Paulistão até agora. Na melhor chance do time no primeiro tempo, Ganso desperdiçou cabeçada, dentro da pequena área, sem marcação.

Mesmo com dois meias, Lincoln e Patrik, o Verdão pouco conseguiu criar. Nitidamente postado no contra-ataque, o time também não conseguiu assustar muito o goleiro Rafael. Mas assustou, em chute de muito longe de Marcos Assunção, que pegou no travessão.

Na etepa final, o panorama da partida pouco mudou. O Santos com a bola e o Palmeiras buscando um contra-ataque. E o Verdão teve uma boa chance logo no começo, em falta cobrada por Marcos Assunção, que bateu na trave de Rafael.

E o equilíbrio continuou. Aos 16 minutos, Danilo marcou para o Santos, mas o árbitro Vinicius Furlan anulou por impedimento. Logo depois, foi a torcida palmeirense comemorar, mas não levar: Thiago Heleno fez, mas também estava fora de jogo.

O Peixe continuou melhor, mais consciente com a bola. O Palmeiras conseguiu fazer o que pretendia. Chegou em uma boa trama, que Rivaldo finalizou nas mãos de Rafael. Mas aos 33 minutos, não teve jeito: Patrik deu ótimo passe por cobertura para Kleber, que só tocou para as redes e fez seu ótimo gol no Paulistão. Nenhum rival paulista levou mais gols do Gladiador pelo Alviverde, já foram três.

Com a vantagem, o Alviverde aumentou ainda mais sua marcação. O Peixe, diferentemente do que fez no jogo, não conseguiu criar boas chances e não teve chances de empatar.

Agora, o Santos volta às suas atenções para a Copa Santander Libertadores. Na próxima quarta-feira o time enfrentará o Colo Colo (CHI), em duelo decisivo, precisando da vitória para manter suas chances de classsificação para as oitavas de final da competição.

O Verdão só voltará a jogar no próximo sábado, quando pegará o Grêmio Prudente, no Canindé.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 0 X 1 PALMEIRAS

Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data/hora: 3/4/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Vinicius Furlan
Auxiliares: Giulliano Neri Colisse e Fabio Rogerio Baesteiro

Renda e público: R$ 447.102,00 / 10.719 pagantes
Cartões amarelos: Neymar, Durval e Elano (SAN); Danilo, Patrik, Kleber, Cicinho e Rivaldo (PAL)
Cartão vermelho:
GOLS: Kleber, 33’/2ºT (0-1)

SANTOS: Rafael, Pará (35’/2ºT – Felipe Anderson), Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Danilo, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo (15’/2ºT – Keirrison). Técnico: Marcelo Martellote.

PALMEIRAS: Deola, Cicinho (40’/2ºT – Chico), Danilo, Thiago Heleno e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Lincoln (21’/2ºT – João Vitor); Adriano (37’/1ºT – Luan) e Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

abril 3, 2011 Posted by | Palmeiras, Santos | | Deixe um comentário

Mesmo desfalcado, Santos vence Ituano e se classifica

Santos sentiu os desfalques, mas conseguiu vencer o Galo por 3 a 2 fora de casa e se classificou para as oitavas

O desfalcado Santos conseguiu vencer o Ituano fora de casa, no estádio Dr. Novelli Júnior, neste domingo, por 3 a 2. Os gols foram marcados por Tiago Alves, Keirrison e Jonathan. Alan e Jefferson descontaram para os donos da casa. Com o resultado o Peixe confirma a sua classificação. O Galo segue próximo da zona de rebaixamento.

O JOGO

O Santos sentiu a falta de entrosamento dos seus jogadores, pois entrou com seis desfalques para a partida, acarretanto o erro de muitos passes. O Ituano, por sua vez, começou melhor na partida, conseguindo uma boa oportunidade de gol logo aos 9 minutos com Malaquias que arrancou pela direita e chutou forte para a grande defesa de Rafael.

Melhor em campo, o Galo teve mais duas chances de abrir o placar, aos 14, com Jefferson e aos 15, com Alemão, que recebeu cruzamento de Malaquias e chutou para fora. Enquanto o Peixe, com Paulo Henrique Ganso apagado em campo, não conseguia armar as jogadas. Rodrigo Possebon e Adriano tentaram armar as jogadas, mas não conseguiram êxito.

O Ituano, em contra-ataque rápido, abriu o placar com Jefferson, que aproveitou cruzamento preciso de Júnior Urso e apareceu de surpresa entre os zagueiros santistas. Contudo, três minutos depois, o garoto Tiago Alvez, de apenas 18 anos, chuta, ou cruza, e a bola pega efeito, enganando o goleiro Marcelo Bonan.

Mesmo jogando pior, o Santos virou o jogo com Keirrison aos 37 minutos, após um passe açucarado de Felipe Anderson, que era o melhor jogador santista em campo. O Galo quase empatou ainda no primeiro tempo em uma cobrança de falta de Jefferson aos 41 minutos, mas a bola foi na trave.

Na segunda etapa, o Peixe voltou melhor, acertando os passes no meio de campo, pois Paulo Henrique Ganso, que levou cartão amarelo por uma entrada desleal depois de levar um chapéu, passou a aparecer no jogo.

Keirrison, que apesar do gol fazia uma péssima partida, recebeu um passe de do camisa dez santista aos 11 minutos, deixando-o na cara do gol, mas o atacante perdeu. O Galo respondeu com Malaquias logo depois, porém, mais uma vez, o atacante não conseguiu vencer o goleiro Rafael.

Jonathan recebeu passe de Adriano e chutou a bola ainda no alto, fezendo um golaço aos 21 minutos. Todavia, o Galo jogaria com um jogador a mais, pois o Santos já tinha feito as três alterações e o meia Charles torceu o joelho, o mesmo que havia sido operado, e não pode ser substituído.

Com isso, o Ituano passou a pressionar em busca do segundo gol, que veio aos 37 minutos com Alan, aproveitando passe de Welton e não dando chances ao goleiro santista.

O Santos recuou, buscando matar o jogo no contra-ataque, enquanto o Ituano ficava com a posse de bola, mas não conseguia levar perigo ao gol defendido por Rafael.

Na próxima rodada, o Santos recebe o Palmeiras, na Vila Belmiro, domingo, às 16h. O Galo joga no sábado, às 16h em casa contra o Oeste.

FICHA TÉCNICA:
ITUANO 2 X 3 SANTOS

Estádio: Dr. Novelli Júnior, Itu
Data/hora: 27/3/2011 – 18h30
Árbitro: Philippe Lombard
Auxiliares: Marco Antonio de Andrade Motta Junior e Mauricio Helder Luiz Alexandrino
Renda/público: renda não disponível/ 5.301 pagantes

Cartões Amarelos: Jackson, Leomir (ITU); Danilo, Rodrigo Possebon, Paulo Henrique Ganso (SAN)

GOLS: Jefferson, 24’/1ºT (1-0); Tiago Alves, 27’/1ºT (1-1); Keirrison, 35’/1ºT (1-2); Jonathan, 21’/2ºT (1-2); Alan, 37’/2ºT)

ITUANO: Marcelo Bonan; Anderson Sales, Jackson, Rodrigão, Alex Cazumba; Júnior Urso, Alemão (Oliveira, 24’/2ºT), Adoniram , Leomir (Weltom, 26’/2ºT) e Jefferson (Allan, intervalo); Malaquias. Técnico: Ruy Scarpino.

SANTOS: Rafael, Jonathan (Allan, 21’/2ºT), Bruno Rodrigo (Bruno Aguiar, 28’/1ºT), Edu Dracena e Danilo; Adriano, Possebon, Felipe Anderson e Ganso; Tiago Alves (Allan Patrick, 9’/2ºT) e Keirrison. Técnico: Marcelo Martelotte

março 27, 2011 Posted by | Santos | , | Deixe um comentário

Em jogo morno, Santos vence o Mogi Mirim por 3 a 1

O sistema com três zagueiros deu segurança ao time da Vila Belmiro, que controlou quase todo o jogo

O Santos venceu o Mogi Mirim por 3 a 1 na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 15ª rodada do Campeonato Paulista. O resultado ameniza a crise que rondava o clube nos últimos dias, após duas derrotas consecutivas, para Colo Colo (Libertadores) e Bragantino (Paulistão). Com isso, o Peixe mantém-se na quarta colocação, mas pode até saltar para terceiro caso o Corinthians perca ainda hoje para o Oeste, no Pacaembu.

O triunfo santista aconteceu em um jogo em que o técnico interino Marcelo Martelotte resolveu mudar o esquema, escalando o time em um 3-5-2 para dar mais proteção à zaga. E a estratégia deu certo, com a equipe mais protegida e o Mogi Mirim pouco conseguiu produzir na partida inteira.

Como o time visitante entrou com o mesmo esquema que o Santos, o meio de campo ficou congestionado e a marcação imperava no início da partida. O Santos, mais uma vez ancorado no talento de Paulo Henrique Ganso, conseguiu sair na frente. O meia santista ajeitou uma grande bola para Zé Eduardo, que teve todo o tempo para dominar e chutar no canto direito, aos seis minutos.

Após o gol, porém, o jogo retornou ao marasmo inicial. E as duas equipes abusaram dos erros de passe – até os 34 minutos foram 25 no total. O Santos, mesmo com apenas um volante e dois meias, não chegava com eficiência. O Mogi Mirim, então, nem se fala. A equipe, nitidamente montada para destruir as jogadas santistas, não se deu bem com a tarefa de buscar o jogo.

Quando chegavam, nenhuma das duas equipes demonstrava eficiência. O único lance de destaque foi do Santos, 40 minutos, com Felipe Anderson, que quase encobriu o goleiro. E assim se encerrou o primeiro tempo, ao som de vaias.

Na volta, o Santos voltou um pouco mais incisivo e logo aos 3 minutos ampliou o placar. Ganso colocou boa bola para Pará que chutou em cima da marcação. No rebote, Keirrisson mostrou oportunismo para apenas colocar a bola no canto direito.

O Santos marcava eficientemente os avanços do Mogi e, no ataque, se aproveitava da melhor qualidade técnica para consolidar o domínio. A marcação afrouxou e, até os 20 minutos, o Mogi Mirim praticamente assistiu à partida.

Aos 27, uma mudança brusca no panorama do jogo. Cristiano, que acabara de entrar, recebe boa bola na direita e chuta cruzado para diminuir. A resposta santista veio em seguida, após Ganso cruzar boa bola para Edu Dracena cabecear com estilo e manter a vantagem santista em 2 gols.

O Santos voltará a campo no próximo domingo para enfrentar o Ituano, no Novelli Junior, em Itu. Já o Mogi Mirim receberá a Portuguesa, no sábado, em Mogi.

‘Corpo mole’ antes do clássico?

Coincidência ou não, os três jogadores do Santos que entraram em campo pendurados nesta quarta-feira receberam cartões amarelos ainda no primeiro tempo. Desta forma, Zé Eduardo, Pará e Durval desfalcam o Peixe diante do Ituano, no Novelli Júnior, e ficam livres para enfrentar o Palmeiras, em casa, pela 17ª rodada do Paulistão.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 3 X 1 MOGI MIRIM

Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data/hora: 23/3/2011 – 19h30
Árbitro: Antonio Rogerio Batista do Prado
Auxiliares: Rafael F. da Silva e Maiza T. Paiva
Renda/público: R$ 91.126,98 / 3785 pagantes.
Cartões amarelos: Pará, Durval e Zé Eduardo (SAN); Val, Denilson (MOG)
Cartões vermelhos: Nenhum.
GOLS: Zé Eduardo, 6’/ 1ºT (1-0); Keirrison, 3’/2ºT (2-0); Cristiano, 27′ /2ºT (2-1) e Edu Dracena, 29’/ 2ºT (3-1)

SANTOS: Rafael, Bruno Rodrigo, Edu Dracena e Durval; Jonathan, Rodrigo Possebon, Felipe Anderson (Alan Patrick, 17’/2ºT), Ganso e Pará; Zé Eduardo e Keirrison. Técnico: Marcelo Martelotte.

MOGI MIRIM: João Paulo; Audálio, Tiago, Everton Dias; Niel, Baraka, Val, Paulo Isidoro (Ytalo, 25’/2ºT) e Maisena (Cleidson, intervalo); Roberto Jacaré (Cristiano, 25’/2ºT) e Denílson. Técnico: Guto Ferreira.

março 23, 2011 Posted by | Santos | , | Deixe um comentário

Santos volta a jogar mal e perde para o Bragantino

Com derrota por 2 a 1, Peixe perde a chance de dormir na liderança do Paulistão

O Santos prolongou sua má fase neste sábado ao perder para o Bragantino por 2 a 1, fora de casa, e perdeu a chance de dormir na liderança do Campeonato Paulista. O time, que vive um momento delicado na Copa Libertadores desde a derrota do último meio de semana para o Colo Colo, no Chile, voltou a atuar mal e agora vê a pressão para contratar um técnico aumentar. Com o resultado, o Alvinegro segue em terceiro lugar, mas cairá para o quarto lugar neste domingo caso o Palmeiras no ao mesmo empate com o São Caetano, no ABC. Já o time do interior viu suas chances de classificação às quartas de final aumentarem já que agora ocupa a 10ª colocação da tabela,

O jogo começou com o Santos pressionando muito e o Braga respondendo por meio de faltas, principalmente em cima do atacante Neymar. Logo aos dois minutos, Murilo Henrique cometeu falta em cima do atacante e levou o primeiro cartão amarelo da partida. Um minuto depois, Elano quase abriu o placar para o Peixe. Em cobrança de falta, o meia chutou e o goleiro Gilvan tirou a bola de soco.

Aos 14 minutos, o Bragantino assustou pela primeira vez. Nego cobrou escanteio e Marcelinho cabeceou para o gol, mas a bola acertou a trave esquerda do goleiro Rafael. E depois do primeiro lance, o Braga pareceu ter acordado para a partida. Aos 25 minutos, Léo Jaime abriu o placar. O atacante aproveitou falha de Edu Dracena e bateu cruzado, sem chances para o goleiro Rafael.

Confira imagens da derrota alvinegra

Menos de cinco minutos depois, o Santos igualou o jogo. O zagueiro Everaldo cometeu pênalti em cima de Zé Eduardo e Elano converteu, empatando a partida. Depois do gol, as duas equipes tiveram mais uma ou duas chances cada, mas o primeiro tempo terminou empatado.

O segundo tempo começou e foi a vez de o Santos cometer muitas faltas. Aos seis minutos, Adriano levou cartão amarelo por falta em Marcelinho. Um minuto depois, Danilo recebeu o seu por causa de um carrinho violento em cima de Rodriguinho. Os dois jogadores do Santos estavam pendurados e não enfrentam o Mogi Mirim.

Aos 14 minutos, Neymar conseguiu finalmente escapar da marcação de Murilo e rolou a bola para Elano. O meia entrou livre na área e bateu de primeira. A bola passa por Gilvan e cruza todo o gol, saindo com muito perigo. Aos 20 minutos o jogo esquenta, os dois times se envolvem em uma confusão após falta cometida por Ganso. O jogador recebeu cartão amarelo. Cinco minutos depois outra confusão, desta vez entre Neymar e Nego, ambos são amarelados.

O Santos continuou sofrendo com as faltas e aos 33 minutos em cobrança de falta, Elano chutou na área e Murilo marcou contra. Mas o assistente marcou falta duvidosa de Neymar em cima de Murilo e anulou o gol. Aos 38, Durval mergulhou e desviou de cabeça cruzamento de Elano, mas a bola passa pelo gol do Bragantino.

Quando a partida parecia estar definida, Júlio César cobrou escanteio e Marcelinho subiu livre para marcar o segundo gol do Bragantino e garantir a vitória sobre o Peixe.

Na próxima rodada o Santos receberá o Mogi Mirim na Vila Belmiro, na quarta-feira, às 19h30. Enquanto o Bragantino irá enfrentar o São Caetano, às 17h, no Anacleto Campanella, no mesmo dia.

FICHA TÉCNICA

BRAGANTINO 2 x 1 SANTOS

Estádio: Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista (SP)
Data/hora: 19/03/2011 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP)
Auxiliares: Daniel Luis Marques e Gustavo Rodrigues de Oliveira (SP)
Renda/público: R$ 249.592,00 / 11.146 pagantes
Cartões amarelos: Murilo Henrique, Carlinhos, Nego (BRA); Zé Eduardo, Adriano, Danilo, Paulo Henrique Ganso, Neymar (SAN)
GOLS: Léo Jaime, 25’/1ºT (1-0); Elano, 31’/1ºT (1-1); Marcelinho, 43’/2ºT (2-1)

BRAGANTINO: Gilvan; Carlinhos, Murilo Henrique e Everaldo; Nego, Diego (Cristian, 44’/2ºT) , Eder, Rodriguinho (Paulo Roberto, 18’/2ºT) e Julio Cesar; Léo Jaime (Fabrício Carvalho, 37’/2ºT) e Marcelinho. Técnico: Marcelo Veiga.

SANTOS: Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Pará; Adriano, Rodrigo Possebom, Elano e Paulo Henrique Ganso (Maikon Leite, 31’/2ºT); Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Marcelo Martelotte.

março 19, 2011 Posted by | Santos | Deixe um comentário

Santos vacila e perde por 3 a 2 de virada do Colo Colo

Peixe sai ganhando por 1 a 0, mas com a boa atuação da equipe chilena e as falhas defensivas, toma a virada em Santiago

Construindo o placar com boas jogadas ofensivas, o Colo Colo venceu o Santos por 3 a 2, no Estádio Monumental David Arellano. O resultado mantém o Santos com dois pontos em três jogos no Grupo 5 da Taça Libertadores e torna quase que obrigatórias as vitórias diante do próprio Colo Colo e do Deportivo Táchira em casa, além de pelo menos um empate diante do Cerro Porteño, fora de casa. O time da Vila Belmiro permanece em terceiro colocado do grupo, à frente do Táchira.

O Santos começou bem o jogo, com a marcação bem acertada e neutralizando as jogadas do Colo Colo (CHI). Quando o time chileno chegava era sem perigo. O que já era bom, ficou melhor. Logo aos quatro minutos de jogo, Elano, após ter sofrido falta próximo ao círculo central, chutou forte, a bola pegou efeito, enganou o goleiro Castillo e morreu no alto do canto esquerdo.

Após o gol, a equipe chilena tentava reagir, mas sem sucesso. O Colo Colo (CHI) trocava passes no campo de defesa do Santos, mas sempre tinha as melhores oportunidades anuladas. O Santos parecia que assumiria definitivamente o controle da partida, após a vantagem. Aos 12 minutos, Ganso fez boa jogada, ajeitou para Zé Eduardo. Este rolou para Neymar, que chutou em cima da marcação.

Aos 15 minutos, o Colo Colo (CHI) teve a sua primeira grande chance, em chute forte de Jorquera, que obrigou Rafael a uma grande defesa. Até os 25 minutos, o jogo permanecia na mesma toada, mas, no minuto seguinte, a equipe chilena chegou ao empate. Com a defesa do Santos postada, Miralles tocou para Paredes, que trombou com Durval, se levantou e chutou no canto direito de Rafael.

O Colo Colo (CHI) passou a crescer e apertar a marcação sobre a equipe santista. O jogo, porém, seguia equilibrado, apesar do Peixe não chegar à meta do ex-botafoguense Castillo com perigo. Aos 34, Elano perdeu a bola para Miralles, que tocou para Paredes. Ele deu um grande lançamento para Miralles dentro da área marcar a virada do time chileno. Nos minutos seguintes o time da casa ampliou o seu domínio e quase virou com Miralles, aos 37.

O gol, porém, veio aos 41. Paredes cobrou falta para dentro da área, o zagueiro Andrés Scotti levou a melhor sobre a marcação de Rodrigo Possebon e ampliou o placar. Após o gol, o time do Santos se lançou o ataque, mas encontrou pela frente uma boa marcação, muitas vezes faltosa até que o primeiro tempo acabou.

O segundo tempo começou muito corrido. As chances pipocavam lá e cá. Aos dois minutos, Miralles recebeu bom passe de cabeça de Paredes e acertou um voleio que explodiu no travessão de Rafael. Aos três, a estrela de Ganso apareceu. O meia roubou a bola, entrou driblando no meio de dois defensores do Colo Colo, e ajeitou para Neymar livre. A Joia santista não desperdiçou e diminuiu para o Peixe.

Após o gol, o time chileno se encolheu e viu o Santos ter a posse de bola e criar boas chances. Aos sete minutos da segunda etapa, Danilo, em chute desviado, obrigou Castillo a fazer defesa no canto direito. O goleiro chileno foi novamente exigido aos 14. Pará chutou forte de longe, Castillo soltou no pé de Neymar, mas salvou na sequência.

O Santos prosseguia na pressão, mas pouco a pouco o Colo Colo crescia no jogo. Aos 24 minutos, Wilchez fez grande jogada, cruzou sobre a linha de fundo e cruzou para Paredes cabecear no contrapé de Rafael, rasando a trave direita. O time chileno equilibrava o jogo aos poucos, mas o domínio santista ainda era evidente.

Aos 25 minutos, Elano recebeu passe de Ganso na frente de Castillo e chutou no canto. O goleiro do time chileno espalmou para fora. O Colo Colo (CHI) respondeu com Fuerzalida, que conduziu a bola e, mesmo tendo três companheiros livres, tentou resolver, sem sucesso. As chances, então minguaram. Com a exceção de um chute cruzado de Neymar aos 29, o Santos não chegou mais com perigo.

O fim do jogo foi marcado pelo domínio de bola do time do Santos, que tentava penetrar, mas sentia o cansaço. O jogo diminuiu em volume e se arrastou até o final.

FICHA TÉCNICA:
COLO COLO 3 X 2 SANTOS

Estádio: Monumental David Arellano, em Santiago (CHI)
Data/hora: 16/3/2011 – 21h50
Árbitro: Sergio Pezzota (ARG)
Auxiliares: Gustavo Esquivel (ARG) e Diego Bonfa (ARG)
Renda/público: Não divulgado.
Cartões amarelos: Paredes, Luís Mena, Andrés Scotti, Cabrera (COL); Pará, Rodrigo Possebon, Neymar (SAN)
Cartões vermelhos: Nenhum.
GOLS: Elano, 4’/1ºT (0-1); Paredes, 26’/ 1ºT (1-1); Miralles, 34’/1ºT (2-1); Scotti, 41’/1ºT (3-1), 41’/1ºT; Neymar 3’/ 2ºT (3-2)

COLO COLO: Juan Castillo; José Cabión (Álvaro Ormeño, intervalo), Andrés Scotti, Nelson Cabrera e Patricio Jerez; Luís Mena (Pavez, 10’/2ºT), José Domingo Salcedo (Dabiel Wilchez, 21’/2ºT), José Pedro Fuenzalida, Cristóbal Jorquera; Esteban Paredes e Ezequiel Miralles. Técnico: Américo Gallego.

SANTOS: Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Rodrigo Possebon, 32’/1ºT); Adriano, Danilo, Elano e Paulo Henrique Ganso (Keirrison, 37’/2ºT); Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite, 32’/2ºT). Técnico: Marcelo Martellote.

março 17, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Reestreia de gala! Ganso comanda vitória santista

Meia entra no intervalo, e comanda a vitória por 2 a 1 em cima do Botafogo-SP. Liderança conquistada!

Se havia alguma desconfiança da torcida santista sobre como o meia Paulo Henrique Ganso voltaria após a grave contusão no joelho esquerdo, ela acabou no jogo deste sábado. A partida entre Santos e Botafogo, na Vila Belmiro, válida pela 13ª rodada do Paulistão foi marcada pela atuação do jogador. O jogo foi resolvido em 10 minutos com participação decisiva de Ganso e terminou com o placar de 2 a 1 para o time santista. Com o resultado, o Santos dorme líder do Campeonato Paulista.

Pré-Ganso

No primeiro tempo, o Santos começou pressionando, marcando o Botafogo em seu campo de defesa , visando furar a retranca imposta pelo time do técnico Argel Fucks. Contudo, as chances do alvi-negro da baixada se resumiam a chutes de longe. Elano tentou logo aos três minutos, mas viu Júlio César defender fácil. Com mais perigo, Adriano arriscou da entrada da área e obrigou o goleiro botafoguense a espalmar para dentro da área.

A atuação ofensiva do time visitante se limitava a alguns lances esporádicos em bolas longas, quase sempre neutralizadas pela defesa santista. Até os 20 minutos, a única chance do Pantera foi um chute torto de Assis, que estava encoberto pela zaga adversária.

Ao entrar na Vila, Ganso foi aplaudido de pé (Foto: Miguel Schincariol)

A partir dos 25 minutos, a pressão santista diminuiu de intensidade e o que se viu foi uma deficiência clara no meio campo. Com a exceção de Elano, todos os demais jogadores ofensivos tentavam partir em velocidade diante da marcação do Bota e acabavam perdendo a posse de bola. A saída, então, era apostar nos cruzamentos pelas laterais. Elano cruzou com perigo aos 26, a bola passou por toda a zaga adversária.

O Botafogo conseguiu responder aos 28, com Anselmo que aproveitou cruzamento de João Victor de letra, e obrigou Rafael a dividir a bola com Assis. Zé Eduardo, aos 29, recebendo cruzamento de Léo, tentou completar, mas chutou na rede pelo lado de fora. Em sua única oportunidade, Neymar encarou o zagueiro entrou na grande área e chutou no canto esquerdo. Na melhor chance da primeira etapa, Túlio Souza recebeu belo passe de Assis por cima, tentou encobrir Rafael, mas a bola saiu por cima do travessão santista.

Pós-Ganso

A má atuação do meio de campo santista pedia a entrada de um meia articulador como Paulo Henrique Ganso. E assim foi feito, Diogo foi para o banco dando lugar ao jogador. E a atuação dele não poderia ser melhor: em dez minutos Paulo Henrique resolveu a partida.

Em seu primeiro lance no jogo, antes mesmo de completar um minuto de jogo no segundo tempo, o meia deu um belo lançamento para Zé Eduardo cruzar para Elano completar no canto direito de Júlio César. Belo gol.

Ganso é abraçado por Neymar após lance do gol (Foto: Miguel Schincariol)

10 minutos depois, veio a consagração definitiva da atua. Em uma jogada rápida construída pelo time do Santos, Pará deu uma bela enfiada de bola para Zé Eduardo que cruzou bem para Paulo Henrique concluir de primeira.

Além dos gols, a entrada de Ganso deu uma nova dinâmica ao time. As chances começaram a vir com mais frequência. Após uma boa tabela com Paulo Henrique, aos 19, Danilo recebeu a bola e lançou Zé Eduardo, que chutou no canto esquerdo na rede pelo lado de fora.

A produção de Neymar também melhorou e ele teve duas chances aos 37 e 38 minutos em chutes de longe. O time santista caiu de produção junto com a condição física de Ganso, que sentia a volta aos gramados.

Com isso, Anselmo aproveitou bobeira da zaga do Santos e marcou de cabeça um gol. Ao fim do jogo, Fernando Miguel que tinha entrado no segundo tempo entrou duro em cima de Ganso e saiu expulso.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 2 X 1 BOTAFOGO

Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data/hora: 12/3/2011 – 18h30
Árbitro: Rodrigo Braghetto
Auxiliares: Mario Nogueira da Cruz e Carlos Augusto Nogueira Junior
Renda/público: R$ 310.160,30 e 12.134 pagantes
Cartões amarelos: Durval (SAN)
Cartões vermelhos: Fernando Miguel (BOT)
GOLS: Elano, 1’/2ºT (1-0); Paulo Henrique Ganso, 10’/2ºT (2-0); Anselmo , 44’/ 2ºT (2-1).

SANTOS: Rafael; Jonathan (Pará, 20’/1ºT), Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Danilo (Rodrigo Possebon, 34’/2ºT), Elano e Diogo (Paulo Henrique Ganso, intervalo); Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Marcelo Martelotte.

BOTAFOGO: Júlio César; Demerson, Augusto, Gabriel; Dida (Fernando Miguel, 14’/2ºT), Chicão, Túlio Souza, João Victor e Assis (João Henrique, 29’/2ºT); Anselmo e Assisinho (Marcinho, 36’/2ºT). Técnico: Argel Fucks.

março 12, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Neymar volta embalado do carnaval e decide jogo contra a Portuguesa

Com dois gols (seus primeiros pelo Santos no ano) e uma assistência, craque brilha e mostra que curtir dias de festa em Salvador e Rio não pesou

Neymar está de volta. Após curtir folga de carnaval em Salvador e Rio de Janeiro, o craque alvinegro jogou como está acostumado e arrasou a Portuguesa nesta quarta-feira à noite. Com dois gols e uma assistência, a estrela resolveu a parada, voltou a marcar com a camisa alvinegra e devolveu a confiança ao torcedor santista, que andou meio casbisbaixo nas últimas semanas por causa de tropeços na Taça Libertadores.
Com os 3 a 0 sobre a Lusa e beneficiado pelas derrotas do Corinthians para a Ponte Preta e do Mirassol para o São Bernardo, o Santos foi a 25 pontos e embolou a ponta da tabela do Paulistão. Peixe, Timão e Verdão estão empatados, mas o maior rival santista está na ponta porque tem melhor saldo que os concorrentes – 16 gols, contra 15 do Santos e 10 do Palmeiras.
CONFIRA A TABELA COMPLETA
Peixe vai mal, mas Neymar garante
O Santos não jogava bem. Neymar, Diogo e Zé Eduardo estavam isolados na frente. Quando perdiam a bola, paravam, botavam a mão na cintura e torciam para a defesa se safar sozinha. Elano, que tinha a missão de armar o time, caminhava pelo campo, totalmente fora de sintonia com o restante do time. Assim, a Lusa tinha espaço. Fabrício, que esteve para se transferir para o Santos, desfilava sozinho, armando a equipe rubro-verde sem ser incomodado.
O Santos só criou sua primeira chance de gol aos 12 minutos, quando a Portuguesa já havia ameaçado duas vezes em chutes de fora da área, um com Jael, logo no primeiro minuto, e outro aos 6, com Marcos Pimentel. Jonathan foi à linha de fundo e achou Neymar, livre na pequena área. O goleiro estava batido, o gol, aberto. O craque alvinegro, porém, errou a cabeçada e perdeu uma chance incrível, mandando a bola por cima.
A partir dos 20 minutos, a Portuguesa começou a mandar no jogo, ficando um pouco mais com a bola. Aos 36, Henrique recebeu a bola na meia esquerda e mandou uma bomba de direita. A bola explodiu na trave. Os santistas apenas assistiam. Expectadores passivos.
O problema da Lusa é que o Santos tem jogadores que, mesmo não estando em grande noite, conseguem desequilibrar com um lance. Foi o que aconteceu aos 41. Elano, que até então não tinha feito nada importante, acertou um grande lançamento para Neymar, da direita para a esquerda. O camisa 11 dominou, tirou Jaime para dançar e chutou cruzado, de esquerda, sem chance para Weverton.
Artilheiro do Torneio Pré-Olímpico, com a Seleção Brasileira, foi o primeiro gol de Neymar pelo Santos em 2011.
Folião resolve

Houve quem criticasse a folga dada a Neymar durante o carnaval. O jogador não vivia uma grande fase, pedia uma parada após a maratona do Pré-Olímpico. Optou por passar os dias de folga em camarotes no Rio e em Salvador. Voltou inteiro e ainda em ritmo de carnaval. Logo aos cinco minutos de jogo, recebeu um grande passe de Edu Dracena, tirou Jaime (de novo!) para dançar e chutou de pé direito, ampliando o placar. O zagueiro da Lusa terá pesadelos com o camisa 11 do Peixe nos próximos dias.
No embalo de Neymar, o Santos voltava ao normal. Depois de semanas de apreensão, com tropeços na Taça Libertadores, demissão do técnico Adilson Batista, o torcedor santista voltou a sorrir na Vila Belmiro. Aos 23, o craque alvinegro acertou um ótimo lançamento para Léo, que entrava pelo meio, livre. Ele chutou de direita, por baixo do goleiro, e ampliou. Estava liquidada a partida.
Cabia mais. E para os dois lados. A Lusa quase marcou aos 35. Ademir Sopa acertou uma bomba da intermediária e Rafael defendeu. O Peixe respondeu rápido. Aos 37, Maikon recebeu livre pela direita e mandou uma bomba. A bola bateu na trave. A equipe de Neymar precisava de mais um golzinho para voltar à ponta, mas ele não saiu.
Próximos jogos
O Santos volta a jogar no próximo sábado, às 18h30m, na Vila Belmiro, contra o Botafogo-SP. Já a Portuguesa, domingo, às 18h30m, em Itu, pega o Ituano.
SANTOS 3 X 0 PORTUGUESA
Rafael, Jonathan, Edu Dracena (Bruno Aguiar), Durval e Léo; Adriano, Danilo, Elano (Possebon) e Diogo; Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite). Weverton; Jaime, Maurício (Ananias) e Preto Costa; Marcos Pimentel, Ferdinando (Glauber), Ademir Sopa, Henrique e Fabrício; Jael e Rafael Silva (Ivo).
Técnico: Marcelo Martelotte Técnico: Jorginho
Gols: Neymar, aos 41minutos do priemiro tempo; Neymar, aos 5, Léo, aos 23 minutos do segundo tempo.
Público e renda: 7.897 pagantes/R$ 249.436,26
Cartões amarelos: Diogo, Adriano (Santos), Maurício, Ferdinando (Portuguesa)
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP). Data: 9/3/2011. Árbitro: Vinicius Furlan. Auxiliares: Giuliano Neri Colisse e Fábio Rogério Basteiro. Assistentes adicionais: Marcelo Aparecido de Souza e Sérgio Roch

março 10, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Zé Love faz dois e anima Carnaval do Santos

Com dois gols do camisa 9, Peixe vence Oeste em Itápolis e vai comemorar o Carnaval garantido entre os quatro primeiros do Paulistão

Carnaval, folia, amor…ninguém melhor do que Zé Love para dar início ao Carnaval santista em grande estilo! O camisa 9 marcou duas vezes e o Santos venceu o Oeste por 2 a 0 na noite deste sábado em Itápolis, em partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Paulista.

Assim, o Peixe é mais um a passar o Verdão e assumir um lugar entre os quatro primeiros colocados no Estadual. O Oeste se mantém em sétimo na tabela, mesmo com a derrota.

O JOGO

Sem Neymar, Léo e Elano poupados, o Santos começou a partida de maneira dispersa, sem concentração. A equipe de Marcelo Martelotte acabou sucumbindo diante da força do time da casa no início de partida.

Em três oportunidades nos primeiros dez minutos, Rafael só assistiu a zaga santista ser envolvida pela rapidez dos alas. Fernandinho, pela esquerda, e Dedê, pela direita, ditavam o ritmo do jogo.

Mas a melhor chance acabou sendo do Peixe: aos 17, Maikon Leite aproveitou bobeira da zaga e viu Zé Eduardo completar o lance, na cara do gol, para fora.

Aos 28 minutos, o Oeste assustou de novo, com Fernandinho entrando pela direita. Mas foi o último lance do time do interior antes de sofrer um grande baque: Fábio Santos, artilheiro da equipe no Paulista com quatro gols, acertou a canela de Adriano em cheio e foi expulso – para ele, o Carnaval começou mais cedo!

Assim, o Peixe passou a dominar a partida, mas sem chegar ao gol de Fábio com eficiência.

Um pênalti duvidoso em Diogo, aos 45, esquentou ainda mais o clima da noite. O camisa 7 do Santos desabou após passar por Paulo Miranda dentro da pequena área. Pênalti marcado, Zé Eduardo na bola e gol: 1 a 0 Peixe.

Na segunda etapa, Roger não se intimidou com o placar desfavoravél e a expulsão no time da casa e foi logo colocando Fernandinho na cara do gol. Mas o camisa 6 parou nas mãos de Rafael, logo a 2 minutos.

Aos 14, o Peixe voltou a atacar com Maikon Leite, soltando uma bomba que Fábio defendeu. Pouco depois, Felipe Anderson recebeu na área e foi travado na hora H.

Era sinal de que o segundo gol do Santos estava maturando. E, justo em sábado de Carnaval, nenhum nome parecia mais adequado para marcar do que Zé Love. O camisa 9 recebeu de Róbson na área, deslocou Fábio e caiu na folia, aos 25 minutos.

Com o placar assegurado, o Santos recuou e assistiu a Mazinho, do Oeste, carimbar o travessão de Rafael aos 32.

Mas nada parecia deter o Carnaval Alvinegro naquele momento. Fim de jogo e o Peixe vai passar o feriado prolongado em quarto colocado no Paulista.

O Santos só volta à campo na quarta-feira de cinzas (9), dia em que recebe a Portuguesa na Vila Belmiro. Um dia depois, o Oeste vai à Jundiaí enfrentar o Paulista no estádio Jaime Cintra.

FICHA TÉCNICA
OESTE 0X2 SANTOS

Estádio: dos Amaros, em Itápolis (SP)
Data/hora: 05/03/11, às 21h
Árbitro: José Cláudio Rocha Filho
Auxiliares: Marco Antonio Monteiro Bagatella e Mauro André de Freitas
Renda/público: R$ 61.685,00 / 2.213 pagantes
Cartões amarelos: Paulo Miranda, Dedê, Cris (OES); Adriano, Rodrigo Possebon (SAN)
Cartões vermelhos: Fábio Santos, 31’/1ºT (OES)
GOLS: Zé Eduardo (pênalti), 48’/1ºT (0-1); Zé Eduardo, 25’/2T (0-2)

OESTE: Fábio; Adriano, Cris (Mazinho, 28’/2ºT) e Paulo Miranda; Dedê (Reinaldo, 15’/2ºT), Dionísio, Márcio Passos, Roger e Fernandinho; Anselmo Ramon (Léo Salino, intervalo) e Fábio Santos. Técnico: Luiz Carlos Martins

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Adriano (Rodrigo Possebon, intervalo), Danilo, Felipe Anderson (Robson, 21’/2ºT) e Diogo (Pará, 37’/2ºT); Maikon Leite e Zé Eduardo. Técnico: Marcelo Martelotte

março 5, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Santos vacila no fim e empata outra na Libertadores

Mais na raça do que no bom futebol, Peixe jogou melhor mas ficou no empate contra o Cerro Porteño (PAR), por 1 a 1

A semana começou turbulenta no Santos. A torcida pressionou, o técnico Adilson Batista foi demitido e a “bomba” da estreia em casa na Liberta caiu nas mãos do interino Marcelo Martelotte. No entanto, Libertadores é Libertadores… Se uma vitória simples seria o bastante para acalmar o “Tsunami” que afogava o Peixe, o tropeço saiu no último minuto de jogo e o Santos ficou só no empate contra o Cerro Porteño, por 1 a 1.

Sem atuar diante de sua torcida pela competição sul-americana desde maio 2008, quando foi eliminado pelo América-MEX, o time parecia ter incorporado o espírito guerreiro que faltou no empate contra o Deportivo Táchira-VEN, na estreia sem sal. Com a partida sob controle desde o início, o fraco futebol foi compensado pela vontade e o gol do Peixe saiu no início da segunda etapa com Elano, de pênalti.

No fim, faltou folêgo ao time… Aos 46 da segunda etapa, Edu Dracena derrubou Barrero na área e a penalidade foi marcada. Nanni bateu bem e marcou para empatar!

Enquanto busca o substituto ideal para Adilson Batista, Martelotte quebra o galho no comando. Comandante da equipe por 16 rodadas no Brasileirão-2010, Martelotte afoga no Peixe…

Neste sábado, pelo Paulistão, o Santos deixa a Libertadores um pouco de lado e pega o Oeste, no Amaros. Pela competição sul-americana, o time volta a campo no próximo dia 16 (quarta-feira), contra o Colo Colo, no Chile.

Faltou fôlego!

Na primeira etapa, o Santos ficou devendo bom futebol… Apesar do domínio do time da casa na maior parte do tempo, o Cerro Porteño assustou nos contra-ataques. Interino por 16 jogos no Brasileiro do ano passado, Marcelo Martelotte conhecia bem a equipe que tinha nas mãos.

O futebol envolvente e ofensivo que todos esperavam do Peixe, no entanto, ainda não veio. Mais recuado, Diogo foi esforçado mas ineficiente na armação. Nervoso, Elano levou cartão amarelo nos primeiros minutos de partida e também não foi bem.

No início, Luis Cardozo e Píris colavam em Neymar a cada toque de bola da Joia. Anulado, a estrela do time pouco jogou. Com o passar do tempo, a marcação paraguaia afrouxou e o Santos melhorou. Aos 28 minutos, Neymar arrancou pela esquerda, passou por Núñez e Piris e cruzou rasteiro. Sem ninguém mpara completar, ficou difícil abrir o placar.

Chamado de “novo Messi” pelos argentinos, o hermano Iturbe apareceu pouco, mas assustava sempre que lançava-se ao ataque. Aos 38, o jovem de 17 anos arrancou pela direita, passou por Jonathan, Possebon e cruzou. Sozinho, Núñez desviou de cabeça, mas errou o gol de Rafael.

– O jogo está bom, o Santos está jogando bem – resumiu Neymar antes do intervalo. Os gols que a torcida tanto esperavam, no entanto, não saíram e o empate acabou sendo justo na primeira etapa.

Na segunda, a postura do Peixe foi outra. Em velocidade, Elano e Diogo colavam mais nos atacantes e as chances apareciam constantemente. Nos primeiros dez minutos, só o Santos jogou.

Tamanha pressão não tardou a dar resultado. Aos nove, Diogo lançou Zé Eduardo em velocidade, cara a cara com o goleiro Barreto. Sem opção, o goleiro fez o pênalti e o cartão amarelo ficou barato… Na cobrança, Elano foi impecável: com frieza, bateu no cantinho e abriu o placar. Alívio na Vila Belmiro!

Com a vantagem, o Santos diminuiu perigosamente o ritmo de jogo. O Cerro Porteño passou a criar boas oportunidades, e por pouco o empate não saiu.Justamento quando a equipe reencontrou o equilíbrio e voltou a marcar forte o adversário, veio a punição. Edu Dracena derrubou Barreiro na área e o juíz marcou pênalti duvidoso… Na cobrança Nanni estufou a rede com força e comemorou muito!

Mais uma vez, o Santos vacilou e a situação ficou perigosa na Libertadores.

SANTOS 1 X 1 CERRO PORTEÑO (PAR)

Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data/hora: 2/3/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Héctor Baldassi (ARG)
Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Alejo Castany (ARG)
Renda e público: R$ 475.300,00 / 6.735 pagantes
Cartões amarelos: Elano, Léo, Zé Eduardo, Neymar (SAN); Formica, Burgos, Barreto, Benítez (CER)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Elano, 10’/2ºT (1-0); Nanni, 46’/2ºT (1-1)

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodrigo Possebon (Adriano, 14’/2ºT), Danilo, Elano e Diogo (Alex Sandro, 30’/2ºT); Neymar e Zé Eduardo (Keirrison, 39’/2ºT). Técnico: Marcelo Martelotte.

CERRO PORTEÑO (PAR): Diego Barreto, Iván Piris, Pedro Benítez, Luis Cardozo (Bareiro, 36’/2ºT) e César Benítez; Jorge Núñez, Luis Cáceres (Julio dos Santos, 25’/2ºT), Rodrigo Burgos e Lautaro Formica (Ivan Torres, 11’/2ºT); Roberto Nanni e Juan Iturbe. Técnico: Blas Cristaldo.

março 3, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Santos joga mal e apenas empata com São Bernardo

Peixe sai na frente, mas cede empate ao Bernô e sai de campo sob vaias da torcida; pressão sobre Adilson aumenta

O futebol envolvente, de passes precisos, dribles desconcertantes e gols bonitos, que se tornaram marcas registradas do Santos, parecem ter desaparecido. Mais uma vez a equipe não jogou bem e apenas empatou em 1 a 1 com o São Bernardo, neste sábado, na Vila Belmiro.

O resultado, além de aumentar a pressão sobre a equipe, que apenas empatou na estreia da Libertadores contra o Deportivo Táchira (VEN) e foi derrotada no clássico com Corinthians, deixa a equipe em quarto lugar na competição, ainda mais longe dos líderes.

Apesar de ter saído na frente ainda no primeiro tempo, o Alvinegro voltou mal para o segundo tempo e cedeu o empate à equipe do ABC, que com o empate permanece na 15ª posição na tabela, correndo risco de rebaixamento.

Na próxima rodada o Santos encara o Oeste, sábado, às 21h, em Itápolis. Antes disso, o time de Vila Belmiro recebe o Cerro Porteño (PAR), quarta-feira, pela segunda rodada da Copa Libertadores. Já o São Bernardo pega o Mogi Mirim, sexta-feira, às 20h30, no estádio Primeiro de Maio.

O jogo

Apesar de Adílson Batista ter garantido durante a semana que escalaria o Santos com força máxima para o duelo contra o Bernô, o treinador não pode levar à campo a equipe que gostaria. Horas antes da partida, o técnico santistas ganhou dois desfalques. Diogo, com uma amigdalite, foi poupado e Arouca, que sentiu uma lesão no joelho direito, não foi relacionado e passou a ser dúvida para o jogo da próxima quarta-feira, contra o Cerro Porteño, pela Libertadores.

Apesar das baixas, o Peixe começou com o jogo partindo para cima e quase abriu o placar logo no primeiro minuto. Neymar tabelou com Zé Eduardo, invadiu a área, driblou Leandro Camilo e bateu rasteiro. O goleiro Marcelo Pitol conseguiu espalmar e mandou a bola na trave.

A pressão persistiu e aos três minutos foi a vez de Elano quase marcar o primeiro. O meia cobrou falta com força e exigiu grande defesa do goleiro do Tigre.

Tentando responder à pressão santista, o Bernô levou perigo aos sete minutos. Lucas chutou e foi travado por Bruno Rodrigo. Na sobra, Elionar Bominha, de frente para o gol, bateu forte e Rafael fez linda defesa. Na sequência, o Peixe aproveitou a desorganização da zaga adversária e puxou contra-ataque com Neymar. Ele lançou Zé Eduardo, que encontrou Felipe Anderson livre dentro da área. Porém, o meia chutou com pouca força, facilitando a vida do goleiro Marcelo Pitol.

O Santos apostava nas jogadas em velocidade. Neymar e Zé Love se movimentavam no ataque, deixando a área muitas vezes para buscar jogo. Outro que criava boas chances era o lateral Jonathan, que jogava às costas do lateral Reinaldo.

Aos 13 minutos, o lateral do Peixe fez boa tabela com Felipe Anderson, foi à linha de fundo e, ao invés de chutar, tentou o cruzamento para Zé Eduardo. Leandro Camilo cortou e Marcelo Pitol ficou com a bola.

Por sua vez, o São Bernardo apostava nos contra-ataques para surpreender o time da casa. Aos 31 minutos, Júnior Xuxa driblou Durval e encontrou Danielzinho, livre, na área. O atacante deu um leve desvio de cabeça e a bola passou à direita do gol de Rafael, com muito perigo.

Se com a bola rolando, o Santos tinha dificuldades para abrir o placar, o jeito então foi resolver na bola parada. Aos 41, Neymar fez jogada individual e foi derrubado dentro da área por Leandro Camilo. Pênalti claro, que Elano bateu, com precisão, e fez para o Peixe. Com o gol, o meia se isolou na artilharia do Paulistão, com oito gols.

Mesmo em vantagem, o Peixe não conseguiu melhorar o seu futebol e voltou ainda pior para o segundo tempo. O São Bernardo, então, passou a ficar a maior parte do tempo no campo de ataque.

O Santos errava passes e quando chegava próximo ao gol de Marcelo Pitol pecava no último passe. O castigo não demorou a vir. Aos 21, Raul recebeu ótimo passe de Junior Xuxa, driblou o goleiro Rafael e rolou para o gol vazio, empatando a partida.

Com o placar em 1 a 1, o Alvinegro partiu para o desespero e acabou dando espaços para os visitantes. Aos 27, quase que o Bernô marcou no contra-ataque. No mano a mano, Danielzinho deixou Xuxa na cara do gol, mas o meia preferiu passar para Elionar Bombinha, ao invés de chutar.

Buscando o empate o Peixe foi com tudo para o ataque, mas nem as substituições de Adílson, que colocou Maikon Leite e Pará, no lugar de Zé Eduardo e Jonathan deram jeito na equipe.

Assim, o empate persistiu e o Santos, que saiu de campo sob vaias, acumulou o terceiro tropeço consecutivo. Quarta-feira tem Liberta…

SANTOS 1 X 1 SÃO BERNARDO

Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data/hora: 26/2/2011 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Milton Etsuo Ballerini (SP)
Auxiliares: João Edilson de Andrade (SP) e Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva (SP)
Público e renda: 8945 pagantes / R$ 220.872,20
Cartões Amarelos: Adriano, Léo (SAN); Leandro Camilo, Marcelo Pitol, Amarildo (SBO)
Gols: Elano, 43’/1ºT (1-0); Raul, 22’/2ºT (1-1)

SANTOS: Rafael, Jonathan (Pará, 31’/2ºT), Durval, Bruno Rodrigo e Léo; Adriano, Danilo, Felipe Anderson (Alan Patrick, Intervalo) e Elano; Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite, 21’/2ºT). Técnico: Adílson Batista.

São Bernardo: Marcelo Pitol; Guto (Régis, 40’/2ºT), Leandro Camilo, Amarildo e Reinaldo; Dirceu, Willian Favoni (Raul, 13’/2ºT), Lucas e Júnior Xuxa; Danielzinho e Eliomar Bombinha (Zé Forte, 34’/2ºT). Técnico: Estevam Soares.

fevereiro 26, 2011 Posted by | Santos | Deixe um comentário

Santos empata sem gols e começa em marcha lenta na Liberta


Contra o Deportivo Táchita, na Venezauela, o Peixe voltou desligado do intervalo e ficou só no empate por 0 a 0 na estreia

Ele voltou… Dois dias depois de conquistar a América com a Seleção Brasileira Sub-20, Neymar até lutou, mas começou mal sua tentativa de repetir o feito com a camisa santista. Mesmo jogando melhor no primeiro tempo, o Peixe foi completamente dominado na segunda etapa e ficou só no empate com o Deportivo Táchira (VEN), por 0 a 0, na Venezuela.

Apagado e bem marcado pelo adversário, a Joia santista demonstrou cansaço depois da maratona de jogos com a Seleção no Peru. Com isso, a caminhada para levar o Santos – quase 48 anos depois do bicampeonato conquistado na Era Pelé – ao título da Libertadores começou em marcha lenta…

Mal nas finalizações no início e dominado no fim do jogo, o Peixe pareceu ter sentido o nervosismo e a pressão da torcida venezuelana na estreia fora de casa.

Ligado no início, apagado no fim…

Com uma formação mais defensiva do que a utilizada no Paulistão, Adilson Batista mandou a campo uma equipe cautelosa demais no primeiro tempo. Com Zé Eduardo e Maikon Leite no banco de reservas, Diogo foi o escolhido para formar dupla de ataque com Neymar. Escalado entre os titulares, Danilo revezava-se com Pará na lateral-direita e na meia do time.

Mesmo contra um advesário de menor tradição, Libertadores é Libertadores… Estreando fora de casa então, o primeiro tempo começou equilibrado era esperado. As duas equipes estudavam demais o adversário, e até os 20 minutos de jogo poucas chances foram criadas. Passado o nervosismo incial, o time do Santos relaxou e as boas chances de gol começaram a aparecer. Bem marcado, Neymar até arriscava alguns dribles e tantava ajudar na armação, mas era sempre parado na base das faltas.

Até que aos 20 minutos, a primeira boa chance de gol assustou a barulhenta torcida venezuelana presente no Estádio Pueblo Nuevo. O volante Arouca arriscou de longe e o goleiro Sanhouse deu rebote. Antes que pudesse concluiur para o gol, Diogo foi derrubado na área. O pênalti seria marcado, mas um impedimento mal marcado impediu o primeiro gol santista de aparecer.

As chances reais de gol eram poucas, mas sempre que o Peixe atacava, levava perigo. Pressionado no campo de defesa, o Deportivo Táchira quase saiu em desvantagem antes do intervalo num lance incrível, aos 30 minutos. Após lancamento de Elano, Diogo recebeu pela direita e cruzou na pequena área. Neymar compltou de letra, nas mãos do goleiro venezuelano. No rebote, Danilo chutou e a bola explodiu na trave esquerda de Sanhouse. Era o indício de que a torcida do Santos não comemoraria nenhum gol nos primeiros 45 minutos na Libertadores-2011…

Apesar da superiodade técnica do Santos, o Deportivo Táchira começou a gostar do jogo na segunda etapa. Logo aos 4 minutos, Herrera arriscou de longe e a bola tocou a rede pelo lado de fora. Parra também tentou a arrancada, mas foi desarmado por Possebon… E somente duas boas jogadas criadas pela equipe venezuelana foram suficientes para animar a torcida venezuelana, que passou a gritar olé!

Sem o domínio da partida e ainda errando em excesso, Adilson Batista decidiu colocar Zé Eduardo no lugar de Diogo para corrigir os problemas santistas no ataque. No entanto, o maior problema era na meia e o panorama do jogo seguiu o mesmo.

O Táchira pressionava sem parar, sempre apoiado pela barulhenta torcida. Durval e Edu Dracena sofriam com os cruzamentos de Yégues pela esquerda, e Herrera aparecia sempre em boas condições de finalizar. Mal na partida, o Peixe assistia aos bons avanços do adversário pelas laterais, e pouco criava no ataque.

Nem mesmo as entradas de Adriano e Alex Sandro resolveram o problema do time… Possebon errava muitos passes, e Neymar escondia-se atrás dos marcadores. Nesse panorama, não havia solução e o empate saiu de bom tamanho para o Peixe na estreia. À torcida, resta torcer para que as expectivas se confirmem e o meia Paulo Henrique Ganso possa voltar logo ao time titular…

Pelo Paulistão, o Santos volta a campo às 16h deste domingo, quando faz clássico contra o Corinthians, no Pacaembu. Pela Libertadores, o Peixe só volta a campo no próximo dia 2 (quarta-feira), contra o Cerro Porteño, na Vila Belmiro. A expectativa é que Paulo Henrique Ganso volte à equipe

FICHA TÉCNICA:
DEPORTIVO TÁCHIRA 0 X 0 SANTOS

Estádio: Pueblo Nuevo, San Cristóbal (VEN)
Data/hora: 15/2/2010 – 22h50 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Vera (EQU)
Auxiliares: Juan Cedeño (EQU) e Byron Romero (EQU).
Cartões amarelos: Fernández (DTA); Danilo, Possebon (SAN)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Não houve

DEPORTIVO TÁCHIRA (VEN): Sanhouse, Chacón, Moreno, Rouga e Yegues ; Guerrero, Fernandez, Casanova (Parra, 11’/2ºT) e Hernandéz (Del Valle, 31’/2ºT); Pérez Greco e Herrera Técnico: Jorge Luis Pinto

SANTOS: Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro, 32’/2ºT); Arouca, Rodrigo Possebon, Pará (Adriano, 28’/2ºT) e Elano; Diogo (Zé Eduardo, 19’/2ºT) e Neymar. Técnico: Adilson Batista

fevereiro 15, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Antes da Libertadores, Santos vence o Noroeste e dorme na liderança


De volta à Vila, Alvinegro faz 2 a 0, volta à ponta do Paulistão (pelo menos até sábado). Agora, se prepara para a estreia na competição continental

No ensaio para a estreia na Taça Libertadores, o Santos despachou o Noroeste, por 2 a 0, nesta sexta-feira à noite, na Vila Belmiro, e vai dormir na liderança do Paulistão, com 18 pontos. Em caso de tropeço do Palmeiras diante do Americana, neste sábado, no Pacaembu, o time alvinegro seguirá na ponta. O Verdão tem 16 pontos. Já o Noroeste, com oito pontos, está em 14º lugar. Zé Love, que voltou ao time após acertar sua transferência para o Genoa-ITA, abriu o placar. Felipe Anderson completou.

O jogo marcou a volta do Peixe à Vila Belmiro, que teve seu gramado reformado após o fim da temporada 2010, e chamou a atenção pelos pênaltis perdidos. Cada time errou um. Zé Carlos, do Noroeste, e Elano, do Peixe, não acertaram sequer o gol.
Zé Eduardo comemora gol em seu retorno ao Peixe e à Vila Belmiro (Foto: Ag. Estado)

O Santos viaja neste sábado para a Venezuela, onde, na terça-feira, enfrenta o Deportivo Táchira-VEN, pela primeira rodada do Grupo 5 da competição continental. Já o Norusca volta a jogar no dia 20, contra o São Bernardo, pelo estadual.
Zé Love volta marcando

Pelo desenho dos dois times em campo, era de se esperar que o Noroeste se trancaria atrás para segurar a pressão do Santos. O time do interior entrou em campo com três zagueiros e seis jogadores no meio de campo. Já o Peixe tinha três atacantes: Diogo, Keirrison e Zé Eduardo.
Só que quem tomou a iniciativa e teve as melhores chances foi o time do interior. Principalmente porque Pará, pela lateral-direita, e Léo, na esquerda, eram facilmente batidos pelos alas adversários. O destro Márcio Gabriel e o canhoto Gleidson chegavam à linha de fundo com facilidade e deram trabalho ao goleiro Rafael. O Santos, na verdade, visivelmente se poupou. Jogadores evitaram divididas mais pesadas, piques desnecessários. Com a Libertadores batendo à porta, ninguém quis se arriscar.

O problema do Norusca é que Zé Eduardo voltou ao Santos em grande fase. Iluminado. Após acertar seu contrato com o Genoa-ITA, ele retornou ao Brasil e voltou a jogar nesta sexta-feira. Aos 9 minutos, logo depois de o time de Bauru ter perdido uma boa chance, com Ricardinho parando em uma boa defesa de Rafael, Diogo pegou a bola no meio e acertou grande lançamento para Zé Love. O atacante recebeu, avançou em direção ao gol e chutou na saída de André Luís, abrindo o placar.
A partir daí, o time do interior criou as melhores chances, sempre às costas dos laterais santistas. Aos 26, Júlio César cruzou da direita para Zé Carlos, que dominou no peito, tirou Pará da jogada só com a matada, e chutou rasteiro. Rafael fez uma grande defesa, evitando o empate.
Se era um ensaio para a estreia na Taça Libertadores, o técnico Adilson Batista deve ter ficado bem preocupado com os vacilos da defesa no primeiro tempo.
Como não se bater um pênalti
O segundo tempo começou com o Noroeste um pouco mais aberto. O atacante Aleílson entrou no lugar do volante Júlio César. O time do interior continuou se aproveitando da lentidão dos laterais santistas e de uma certa preguiça do time da casa, que não demonstrava muito interesse pela partida.
Começou, então, a sessão de pênaltis desperdiçados. Zé Carlos, do Noroeste, e Elano, do Santos, demonstraram como não se deve proceder na hora da penalidae. Primeiro foi o atacante da equipe de Bauru. Aos 4, Giovanni entrou costurando na área santista e foi derrubado por Dracena. Na cobrança, o goleiro Rafael fez a sua cena tradicional: ficou pulando em cima da linha, apontando o seu canto direito, pedindo a bola ali. Zé Carlos resolveu jogar a bola no outro canto, mas mandou para fora.
Em seguida, aos 7, Diogo sofreu pênalti cometido por Marcelinho. Elano pegou a bola para bater. Tomou grande distância, foi correndo devagar, armou o chute de pé direito, mas pegou muito mal. A bola subiu demais. Um lance bisonho.
À essa altura, o jovem meia Felipe Anderson já estava em campo. Ele entrou no lugar de Keirrison e ajeitou o meio de campo santista, que estava muito disperso. Após ver as cobranças de pênalti erradas, ele resolveu mostrar como se chuta. Aos 24 minutos, o garoto, de 17 anos, pegou a bola na meia direita e mandou um tiro certeiro de pé direito, acertando o ângulo direito. Um golaço.
Com a vitória consolidada, o Santos passou a tocar a bola, só esperando o tempo passar. Agora, é foco total na Libertadores.
SANTOS 2 X 0 NOROESTE
Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca (Adriano), Rodrigo Possebon e Elano; Zé Eduardo, Keirrison (Felipe Anderson) e Diogo (Róbson). André Luís; Cris, Matheus e Halisson; Marcio Gabriel (Gustavo, Marcelinho, Júlio Cesar (Aleílson), Ricardinho, Giovanni (Hernani) e Gleidson; Ze Carlos
Técnico: Adilson Batista Técnico: Lori Sandri
Gols: Zé Eduardo, aos 9 minutos do primeiro tempo; Felipe Anderson, aos 24 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Gleidson, Marcelinho (Noroeste), Edu Dracena, Diogo (Santos)
Renda e público: R$ 177.370,00/10.054 pagantes
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP). Data: 11/2/2011. Árbitro: Leandro Bizzio Marinho. Auxiliares: Daniel Luis Marques e Gustavo Rodrigues de Oliveira. Assistentes adicionais: Magno de Sousa Lima Neto e Marcos Silva dos Santos Gonçalves

fevereiro 11, 2011 Posted by | Santos | , | Deixe um comentário

Sob vaias, Santos só empata e não passa Verdão

Depois de primeiro tempo eletrizante, Maikon Leite saiu e Peixe não encontrou forças para virar o jogo na segunda etapa

Era a chance do Santos chegar à liderança do Campeonato Paulista ao menos até o Palmeiras jogar neste domingo. Mas, sem poder contar com Elano, o Peixe só empatou por 1 a 1 com o Santo André, no estádio do Pacaembu, na noite deste sábado.

Os gols foram marcados por Marcelo Godri, pelo Ramalhão, e Rodrigo Possebon, pelo Santos, ambos na primeira etapa.

Ainda invicto, o Alvinegro Praiano chega ao seu terceiro empate em sete jogos – são 15 pontos no Campeonato Paulista, contra apenas 6 do rival do ABC, que continua sem vencer na competição.

REVANCHE DA FINAL DE 2010?

O Santos chegou ao Pacaembu como visitante. O estádio Bruno José Daniel foi liberado pela FPF para apenas 8 mil lugares. Sendo assim, a diretoria do Ramalhão optou pelo Pacaembu, apostando na torcida santista invadindo o estádio.

Mas os santistas que compareciam ao estádio paulistano tiveram um susto logo a 5 minutos. Depois da bola bater na barreira santista em cobrança de falta, Marcelo Godri aproveitou a sobra e chutou mascado. 1 a 0 Santo André, decidido a ‘se vingar’ da final do Campeonato Paulista de 2010.

Depois do gol do Ramalhão, a equipe de Adílson Batista precisou de 40 minutos para chegar ao inevitável empate, sem antes demostrar todo seu poderio ofensivo.

O Bi-campeão Mundial mostrou por que teve 18 gols em 6 partidas. Fulminante, o Peixe teve uma série de 9 finalizações a gol, que deixou o Ramalhão sem conseguir respirar: Maikon Leite aos 16, aos 18, aos 25, aos 27 e aos 32; Felipe Anderson aos 28; Róbson aos 25; o estreante Diogo aos 30; Edu Dracena, de cabeça, aos 34.

Ufa!

O experiente atacante Nunes, único remanescente do Ramalhão na final do Paulistão 2010, alertou no intervalo:

– Nunca se joga atrás contra um time como o Santos.

E ele tinha razão, porque minutos antes, aos 45, Rodrigo Possebon marcara o gol de empate. O ex-volante do Manchester United acertou o canto de Neneca sem deixar a bola cair, em dois tempos. Era o 1 a 1 no Pacaembu.

Para a segunda etapa, o Santos chegou com perigo, se aproveitando da velocidade do ataque.

Mas as chances do Peixe se diluíram assim que o motor de arranque sanstista, Maikon Leite, foi substituído com dores na coxa esquerda para dar lugar à Keirrison, aos 16.

Sobrou para Felipe Anderson a responsabilidade de armar o Peixe, já que Róbson também fora substituído aos 20.

O garoto, revelado no Peixe, mostrou que poderia resolver aos 26, ao quase marcar de fora da área.

Mas o Santos estava tomado pela apatia de uma equipe que já não tinha Elano e nem Maikon Leite em campo. A dupla, dessa vez, não pôde salvar o Peixe.

Diante da desorganização do Santos, que não tinha pernas para finalizar, o Ramalhão quase surpreendeu aos 39, com Juan Felipe.

Foi apenas a segunda finalização da equipe do ABC paulista no Pacaembu. E, das duas, uma foi o gol.

Fim de jogo sob vaias da massa Alvinegra. 1 a 1 e chance desperdiçada de ultrapassar o Palmeiras na liderança do Paulistão.

Para a próxima rodada, o Ramalhão visita o Botafogo em Ribeirão Preto no sábado, dia 12, enquanto o Santos encara o Noroeste na Vila Belmiro na sexta-feira (11).

O Peixe antecipou a data do duelo para se programar para a viagem à Venezuela, onde enfrenta o Deportivo Tachira-VEN no dia 15, em sua estreia na Copa Libertadores.

FICHA TÉCNICA
SANTO ANDRÉ 1X1 SANTOS

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 5/2/2011 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Aurélio Sant’anna Martins
Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Osny Antonio Silveira
Renda/público: R$ 226.770,00 / 8.310 pagantes
Cartões amarelos: Mario Jara (STA); Léo (SAN)
GOLS: Marcelo Godri, 5’/1ºT (1-0); Rodrigo Possebon, 45’/1ºT (1-1)

SANTO ANDRÉ: Neneca; Iran, Sandoval, Anderson e Alex Silva (Valmir, 11’/2ºT); Marcelo Godri, Magno, Romário e Aloísio (Juan Felipe, intervalo); Rychely e Nunes (Mario Jara, 33’/2ºT). Técnico: Pintado.

SANTOS: Vladimir; Pará, Edu Dracena, Bruno Rodrigo e Léo; Adriano, Rodrigo Possebon, Felipe Anderson e Róbson (Crystian, 20’/2ºT); Maikon Leite (Keirrison, 16’/2ºT) e Diogo (Moisés, 32’/2ºT). Técnico: Adilson Batista.

fevereiro 5, 2011 Posted by | Santos | , | Deixe um comentário