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Flu apático deixa sonho da Libertadores para trás

Tricolor perde por 3 a 0 para o Libertad em Assunção e está fora da competição

E quando ninguém esperava, o Fluminense, time de guerreiros, das causas impossíveis, deixou uma classificação praticamente garantida escapar. Com um futebol apático, longe da raça e superação característica nos últimos tempos, o Tricolor perdeu por 3 a 0 para o Libertad-PAR, nesta quarta-feira, no Defensores Del Chaco, e está fora da Copa Santander Libertadores. Final trágico para quem, há duas semanas, celebrava uma conquista quase impossível.

Rojas, Samudio e Nuñez, todos no segundo tempo, marcaram os gols da heroica classificação da equipe paraguaia, que nas quartas de final enfrenta ou Velez (ARG) ou a LDU (EQU), que decidem a vaga nesta quinta-feira. No primeiro duelo, os argentinos venceram em casa por 3 a 0.

Ao Fluminense, resta agora levantar a cabeça e se preparar para a disputa do Campeonato Brasileiro. A estreia será no próximo dia 22, contra o São Paulo, no Engenhão.

VALE-TUDO EM ASSUNÇÃO

O Fluminense entrou em campo com uma confortável vantagem contra os paraguaios do Libertad. Com isso, ao contrário da tônica do time até então (nos últimos jogos, era o Flu que corria atrás do resultado), a equipe brasileira esperou pela agressão adversária.

E foi o que o Libertad procurou fazer desde o início. Com três atacantes fixos (Gamarra, Maciel e Pavlovich), o time comandado por Gregório Pérez tentou explorar incessantemente as jogadas de linha de fundo. E conseguiu fazer com certa facilidade.

Pela direita, Gamarra e Bonet tabelavam; pela esquerda, Samudio e Maciel. Das duas pontas saíram 13 cruzamentos só na primeira etapa. Sorte do Flu que a defesa, desta vez, estava bem atenta às bolas aéreas. Assim, os lances perigosos dos anfitriões ficaram com os arremates de longe. Aquino, Gamarra e Cáceres arrancaram suor do goleiro Ricardo Berna, que, entre uma espalmada e outra, conseguiu se virar bem até o intervalo.

Já o Fluminense foi literalmente levado a nocaute. A primeira baixa foi a do volante Valencia, que, logo aos 17 minutos, teve de deixar o gramado sentindo dores na virilha esquerda. Em seu lugar, entrou Diogo, que, com uma cabeçada na trave, protagonizou o melhor momento tricolor no primeiro tempo.

Logo na sequência, Fred também sentiu o golpe. Ao disputar uma bola pelo alto, foi atingido no supercílio esquerdo pelo zagueiro Canuto. O artilheiro ficou ferido, mas estancou o sangramento com uma faixa e voltou para a batalha. Pouco depois, o lateral-direito Mariano também foi agredido e ficou um tempo caído no gramado. Em nenhum dos lances, o árbitro Roberto Silveira advertiu os jogadores paraguaios.

FLU BOBEIA E DEIXA SONHO PARA TRÁS

O segundo tempo começou da mesma forma que terminou o primeiro, mas num ritmo muito maior. Se antes o Fluminense era ameaçado, agora, sua área se tornava alvo de bombardeio. Com dez minutos, o Libertad criou pelo menos três chances claras. Na mais perigosa, Gamarra passou pelas costas de Julio Cesar e cruzou rasteiro, Berna ficou vendido e Pavlovich só não abriu o placar porque não alcançou a bola na tentativa de finalização.

Aos oito minutos, Gregorio Pérez colocou o meia Rojas no lugar do volante Ayala. Vinha mais chumbo grosso para o Flu. Quatro minutos depois, o próprio Rojas acertou um arremate potente de canhota, Berna esticou o braço, mas não conseguiu evitar: o Libertad, enfim, furava o bloqueio brasileiro.

A vantagem, de certa forma, acalmou os brios do time da casa. Bom para o Fluminense, que conseguiu recuparar espaços e voltou a agredir. Aos 28 minutos, o atacante Fred teve a chance de liquidar a fatura. O camisa 9 recebeu livre de Marquinho, dominou, mas, de frente para o gol, finalizou por cima.

A partida, então, começou a ficar mais para a equipe brasileira. Mesmo fechado, o Tricolor continha com eficiência as jogadas ofensivas e, de quebra, aproveitava os contra-ataques em velocidade.

Mas, aos 40 minutos, veio o castigo. Samudio chutou de fora, outra vez, Berna aceitou. E o Flu deixou que o inacreditável entrasse em cena outra vez. O Libertad conseguia o resultado e, naquele momento, assegurava a classificação.

Enderson, então, colocou Rodriguinho no lugar de Diguinho. O time foi para o desespero. Não deu. No último minuto, Nuñez ainda marcou o terceiro para os paraguaios, selando a tragédia tricolor.

FICHA TÉCNICA:
LIBERTAD (PAR) 3 X 0 FLUMINENSE

Estádio: Defensores del Chacos, Assunção (PAR)
Data/hora: 4/5/2011 – 21h50min (de Brasília)
Árbitro: Roberto Silvera (Fifa-URU)
Auxiliares: Mauricio Espinoza (Fifa-URU) e Marcelo Costa (Fifa-URU)

Cartões amarelos: Pavlovich, Ayala, Samudio (LIB); Berna, Marquinho, Diguinho, Conca (FLU)

Cartão vermelho: Mariano, aos 47’/ 2ºT (FLU)

Gol: Rojas aos 12’/2ºT; Samudio, aos 40’/ 2ºT e Nuñez, aos 45’/ 2ºT (LIB)

LIBERTAD (PAR): Vargas; Bonet, Portocarrero, Canuto e Samudio; Ayala (Rojas, aos 8’/ 2ºT), Cáceres, Aquino e Gamarra (Nuñez, aos 29’/ 2ºT); Maciel (Orue, aos 36’/ 2ºT) e Pavlovich. Técnico: Gregorio Pérez.

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar; Valencia (Diogo, aos 17’/ 1ºT), Diguinho (Rodriguinho, aos 43’/ 2ºT), Marquinho e Conca; Rafael Moura (Araújo, aos 28’/ 2ºT)e Fred. Técnico: Enderson Moreira.

maio 5, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Flu toma susto, mas abre vantagem sobre o Libertad

Tricolor bate o Libertad por 3 a 1, nesta quinta, no Engenhão, e poderá perder por até um gol de diferença na volta

Nelson Rodrigues dizia que o Fluminense tem vocação para a eternidade. Se vivesse hoje, talvez fizesse um adendo: a predisposição para as fortes emoções. Depois de estar com o placar nas mãos, o Tricolor se acomodou e teve que correr até o fim para buscar a vitória por 3 a 1 sobre o Libertad-PAR, nesta quinta-feira, no Engenhão, pelas oitavas-de-final da Copa Santander Libertadores.

Após abrir o placar logo no início com Rafael Moura, de cabeça, o Flu deixou o adversário crescer na segunda etapa e sofreu o empate com Gamarra. A pouco menos de 20 minutos do fim, o aguerrido Marquinho retomou a vantagem para o Flu, que selou o triunfo com Conca, num belíssimo gol de falta.

Agora, o Tricolor poderá perder por até um gol no confronto de volta, na próxima quarta-feira, no Defensores del Chaco, para garantir a classificação às quartas-de-final da Libertadores.

NOVO APAGÃO ATRASA PARTIDA

Logo que o Fluminense deu o pontapé inicial, uma queda de energia deixou o Engenhão às escuras. A partida foi adiada por cerca de 60 minutos até que os refletores fossem novamente acendidos. A administração local não esclareceu as causas do apagão, mas informou que o problema ocorreu apenas com as luzes do campo e não em todo o estádio.

Em meio ao breu, a torcida trouxe um pouco de brilho com um belo mosaico que tomou todo setor leste. Nele, a inscrição ‘Guerreiros’, em homenagem ao empenho do time na emocionante classificação conquistada na última semana.

No reinício do jogo, novidade no Flu: a tradicional camisa tricolor foi substituída pela grená, segundo a assessoria, porque o primeiro estava causando confusão com o uniforme do Libertad.

FLU VOLTA ELÉTRICO APÓS O APAGÃO

Com a energia reestabelecida no Engenhão, o Flu começou elétrico sua primeira decisão pelas oitavas da Libertadores. Com muita velocidade, chegou por duas vezes com perigo à meta de Vargas e, aos 4 minutos, já arrancava o grito de gol dos tricolores nas arquibancadas. Em cobrança de escanteio, Julio Cesar desvia com os pés, Rafael Moura, na segunda trave, escora de cabeça, o goleiro paraguaio ainda dá um tapa na bola, mas ela já havia ultrapassado a linha do gol.

A vantagem fez o Fluminense diminuir o ritmo. Mesmo assim, era ele quem seguia tomando a iniciativa de ataque. Fred teve duas oportunidades claras. Na primeira, após tabela com Rafael Moura, deu uma meia lua no goleiro Vargas, mas não alcançou a bola para a conclusão. Depois, o mesmo He-Man passou de cabeça, o camisa 9 finalizou de primeira e por pouco não ampliouo para o time da casa.

Do outro lado, a disciplina tática foi o ponto louvável da equipe paraguaia. Mesmo com o placar adverso, permaneceu na estratégia de esperar o adversário no seu campo de defesa. Os visitantes insistiram exaustivamente nas ligações diretas para o contra-ataque.

Bem à frente, o veloz Nuñez e o centroavante Pavlovich davam trabalho à defesa tricolor. Enquanto o lateral-esquerdo Samudio, às costas de Mariano, também apareceu com perigo. Foi do camisa 15 a principal chance na primeira etapa. Após finalização cruzada, Ricardo Berna salvou o Flu.

Ainda na primeira etapa, o lateral-esquerdo Julio Cesar sentiu dores musculares e teve que deixar o campo. O volante Fernando Bob entrou no seu lugar e foi improvisado no setor.

GUERREIROS ARRANCAM VANTAGEM NO FIM

Na volta do intervalo, os guerreiros fizeram aquilo que não podia: se acomodaram com o resultado. Com isso, o até então tímido Libertad foi conquistando terreno. Com mais posse de bola e encurralando os anfitriões no campo de defesa, ficou uma impressão nas arquibancadas de que o gol estava maduro.

E ele amadureceu. Aos 16 minutos, após chuveirinho da intermediária, o apoiador Gamarra apareceu entre a defesa e cabeceou por cima do goleiro Berna. Silêncio no Engenhão. E o camisa 12 tricolor acabou crucificado pelo revés. No lance seguinte, vaias foram disparadas das arquibancadas contra o arqueiro.

Parecia o prenúncio de uma tragédia. Mas quem se acostumou com o roteiro dos guerreiros, sabia que a história não terminaria assim. Mesmo desorganizado, com demasiada vontade e raríssima técnica, o Tricolor retomou a vantagem do placar. E com seu soldado mais aguerrido.

Aos 27 minutos, Marquinho avançou pelo meio e chutou cruzado: a bola balançou sutilmente as redes de Vargas. O estádio, outra vez, ia abaixo.

E a festa ainda teve outro aperitivo. Em falta frontal, Conca – pouco objetivo até então – cobrou com extrema categoria, marcando o terceiro do Flu, seu primeiro na Libertadores.

Com a boa vantagem assegurada, o Fluminense cozinhou os minutos restantes até o apito final. Antes, o vaiado Ricardo Berna garantiu a vantagem com duas belas defesas. Agora, no Paraguai, o Tricolor poderá perder por até um gol de diferença que garante a classificação. A torcida espera que, pelo menos desta vez, não precise passar por tantas emoções.

FLUMINENSE 3 X 1 LIBERTAD-PAR

Data/ hora: 28/ 4/ 2011, às 21h50 (de Brasília)
Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG)
Auxiliares: Ariel Bustos e Gustavo Rossi (ARG)

Cartões amarelos: Julio Cesar, Conca (FLU); Cáceres, Gamarra, Ayala (LIB)

Gols: Rafael Moura, aos 3’/ 1ºT; Marquinho, aos 27’/ 2ºT; Conca, aos 29’/ 2ºT (FLU); Gamarra, aos 16’/ 2ºT (LIB)

FLUMINENSE: Berna; Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar (Fernando Bob, aos 42’/ 1ºT; Araújo, aos 26’/ 2ºT); Valencia, Diguinho, Marquinho e Conca; Fred e Rafael Moura (Diogo, aos 34’/ 2ºT). Técnico: Enderson Moreira.

LIBERTAD: Vargas; Bonet, Portocarrero, Canuto e Samudio; Ayala, Cáceres, Rojas (Moreira, aos 37’/ 2ºT) e Gamarra; Nuñez (Maciel, aos 13’/ 2ºT) e Pavlovich (Orué, aos 19’/ 2ºT). Técnico: Gregorio Pérez.

abril 29, 2011 Posted by | Fluminense | , | Deixe um comentário

Flamengo vence o Flu nos pênaltis e vai à final

Felipe pegou duas cobranças na disputa de pênaltis; Flamengo decide a Taça Rio com o Vasco, no próximo domingo

O Bonde do Mengão pode não estar acelerado, mas segue sem freio. Depois do empate por 1 a 1 no tempo normal, o Flamengo bateu o Fluminense na disputa de pênaltis e está na decisão da Taça Rio, e ainda invicto! O goleiro Felipe, outra vez, fechou a meta rubro-negra, defendendo dois pênaltis do rival. Na batida derradeira, o jovem Diego Maurício bateu com segurança, classificando o Tricolor.

O ex-tricolor Thiago Neves foi outro destaque do jogo. Primeiro, a favor, ao marcar o gol de empate rubro-negro na segunda etapa. Depois, como vilão, ao perder o pênalti que poderia colocar o Fla na decisão. no fim, acabou contando com a colaboração dos companheiros e segue firme com o bonde rumo à saga pelo título carioca.

Rafael Moura marcou o gol tricolor no tempo normal. na disputa de pênaltis, Souza, Araújo e Tartá perderam as cobranças, que pôs fim ao sonho do Fluminense da dobradinha no semestre.

Agora, o Tricolor foca na Copa Santander Libertadores. Nesta quinta-feira, encara o Libertad-PAR, no Engenhão, pela primeiro jogo das oitavas de final.

Já o Flamengo, se prepara para pegar o arquirrival vasco na decisão, domingo. Antes, tem páreo duro pela frente: decide a classificação na Copa do brasil contra o Horizonte (CE), quinta-feira, no estádio Domingão.

QUEDA DE ENERGIA PARALISA CLÁSSICO

Ainda aos 11 minutos do primeiro tempo, o jogo foi paralisado devido a uma queda de energia nos arredores do Engenhão. Demorou cerca de 10 minutos para que os refletores fossem se acendendo e, quando o árbitros Péricles Bassols autorizou o reinício da partida, o goleiro Felipe, do Fla, pediu nova interrupção.

Então, passaram-se mais alguns minutos de espera até que, mesmo sem a iluminação no estádio ter voltado integralmente, os dos times concordaram em dar continuidade ao jogo.

Mas quando a bola finalmente voltou a rolar, um lance curioso. Como o cronômetro marcava 20 minutos, Péricles parou o clássico novamente para o tempo técnico. Os jogadores se irritaram com a falta de flexibilidade do árbitro.

SEM R10, FLA PERDE LÉO MOURA LOGO NO INÍCIO

Não bastasse o momento inferior ao adversário, o Flamengo teve uma baixa importantíssima de última hora: Ronaldinho Gaúcho, que, ainda com dores pela torção no joelho direito, foi vetado pelo departamento médico. Em seu lugar, Diego Maurício foi para o clássico.

Do outro lado, o Fluminense repetia a formação que alcançou o milagre no meio da semana, pela Copa Santander Libertadores, com Fred e Rafael Moura no ataque.

E, logo no início, a boa fase voltou a colaborar com o Tricolor. O lateral-direito Léo Moura levou a pior em dividida com Conca e fez o Fla perder outra liderança em campo. Para o lugar do camisa 2, outro jovem, Rafael Galhardo.

IMPEDIDO, HE-MAN PÕE O FLU NA FRENTE

Mas o Flu não dependeu apenas da sorte. Com a bola rolando, foi superior ao rival durante toda a primeira etapa. Os ‘inhos’ da defesa, o zagueiro Edinho e o volante Diguinho, foram uns monstros na marcação, permitindo ao goleiro Berna 45 minutos de tranquilidade, com exceção a uma finalização de Drogbinha, em que o camisa 1 saiu com eficiência evitando o gol rubro-negro.

Em compensação, Felipe teve que rebolar para fechar a meta do Fla. Nos chutes de fora da área, mostrou segurança. E, quando Rafael Moura recebeu lançamento na cara do gol, o arqueiro rubro-negro se atirou no atacante tricolor. O lance gerou reclamação por parte do rival, que pediu pênalti. O árbitro, porém, assinalou simulação do He-Man.

Mas o centroavante acabou se redimindo. Aos 21 minutos, em cobrança de falta, Edinho ajeitou para Rafael Moura, que escorou para o fundo das redes. Gol justo pelo domínio tricolor, mas erroneamente confirmado, já que o atacante estava em posição irregular.

CARRASCO DOS CLÁSSICOS EMPATA O FLA-FLU

Na volta do intervalo, o técnico Vanderlei Luxemburgo completuo as mexidas possíveis. Colocou em campo os meia Bottinelli no lugar do volante Fernando e tirou seu xará Wanderley (apático em campo), dando nova chance ao atacante Deivid.

Com isso, o Fla ficou mais ofensivo e passou a tocar mais a bola. Drogbinha e Bottinelli abriram pelas pontas, enquanto Thiago Neves apoiava Deivid pelo meio. E, numa das subidas do quarteto, Thiago recebeu passe preciso do argentino, e por pouco não empatou o clássico.

E o Flamengo, que seguia melhor, ampliou seu domínio quando Enderson Moreira tirou o autor do gol do Flu para a entrada de Tartá, que voltou demais para ajudar a defesa.

Pouco depois, o camisa 7 rubro-negro, carrasco em clássicos, fez sua terceira vítima entre os rivais neste Carioca. Aos 21 minutos, Willians levantou da intermediária, a bola passou por Edinho e Thiago Neves, de cabeça, deixou tudo igual no Engenhão. Depois de comemorar contra Vasco e Botafogo, o apoiador agora fazia a festa diante do seu ex-clube.

A partir daí, o clássico tomou ritmo alucinante. Na resposta, o Tricolor só não marcou porque o capitão Fred, de frente para a meta, furou na finalização. Na sequência, Diego Maurício chutou cruzado da grande área para a bela defesa de Berna.

Aos 36 minutos, Marquinho perdeu aquela que poderia ser a bola do jogo para o Flu. Após bela triangulação, o camisa 7 recebeu livre, frente-a-frente para Felipe, mas isolou na finalização.

No fim, empate no clássico, que acabaria sendo decidico nos pênaltis.

FELIPE PEGA DOIS PÊNALTIS E FLA VAI PARA A DECISÃO

No Fluminense, Fred, Edinho, Conca marcaram. Souza cobrou para fora, enquanto Felipe defendeu a batida de Araújo.

No Flamengo, Renato começou a cobrança e chutou mal, Berna defendeu. Deivid, Galhardo, Bottinelli fizeram para o Fla.

Thiago Neves teve a chance de colocar o Rubro-negro na final, mas Berna, novamente, fechou a meta para o Tricolor.

Nas cobranças alternadas, Tartá parou em Felipe. Diego Maurício, em nova oportunidade derradeira para o Fla, não desperdiçou e classificou o Flamengo para a decisão da Taça Rio.

FLUMINENSE X FLAMENGO

Data/ hora: 23/4/2011, às 16h (de Brasília)

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Péricles Bassols

Auxiliares: Jackson Lourenço e Wagner de Almeida

Cartão amarelo: Rafael Moura, Mariano, Fred, Julio Cesar, Marquinho (FLU); Galhardo, Thiago Neves, Rodrigo Alvim (FLA)

Gols: Rafael Moura, aos 21’/ 1ºT (FLU); Thiago Neves, aos 21’/ 2ºT (FLA)

FLUMINENSE: Berna; Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar (Souza, aos 44’/2ºT) ; Valencia, Diguinho, Marquinho (Araújo, aos 38’/ 2ºT) e Conca; Fred e Rafael Moura (Tartá, aos 17’/ 2ºT). Técnico: Enderson Moreira.

FLAMENGO: Felipe; Léo Moura (Galhardo, aos 10’/1ºT), Welinton, David e Rodrigo Alvim; Fernando (Bottinelli, intervalo), Willians, Renato e Thiago Neves; Diego Maurício e Wanderley (Deivid, intervalo). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

abril 24, 2011 Posted by | Flamengo, Fluminense | | Deixe um comentário

Flu consegue vitória heróica e segue vivo na Libertadores

Fred marcou o gol da heróica vitória por 4 a 2 sobre o Argentinos Jrs, nesta quarta-feira, em Buenos Aires

Quando tudo conspirava contra, o “Guerreiros” Fluminense ultrapassavam mais uma barreira do impossível. Em jogo dramático, o Tricolor derrotou o Argentinos Juniors por 4 a 2, nesta quarta-feira, em Buenos Aires, e, com o empate sem gols entre Nacional-URU e América-MEX, em Montevidéu, a milagrosa classificação às oitavas-de-final da Copa Santander Libertadores se tornou realidade.

Fred, com dois gols (o último, a dois minutos do fim), encarnou o espírito de capitão e conduziu o Flu ao histórico resultado. Julio Cesar e Rafal Moura completaram o placar. Enquanto que Salcedo e Oberman fizeram os gols de honra da equipe argentina, que, com sete pontos, acabou em terceiro no Grupo 3 e está eliminada da competição.

Já o Fluminense mantém ainda mais vivo o sonho da conquista da América. Nas oitavas de final, irá enfrentar os paraguaios do Libertad. O primeiro jogo será no Engenhão.

Após o apito final, uma batalha campal manchou o brilho da partida. Mas não impediu a comemoração dos brasileiros ainda no gramado do estádio Diego Armando Maradona.

FLU AGUERRIDO ABRE VANTAGEM

O clima no Flu já estava tenso antes mesmo da bola rolar. Ainda à tarde, o técnico Enderson Moreira era comunicado que não poderia contar com um de seus jogadores mais importantes: o atacante Emerson, afastado por indisciplina.

Informações davam conta de que ambiente na concentração estava conturbado e que isto pesaria contra na hora da decisão. Mas, assim que o árbitro Wilmar Roldan deu início à disputa, o pessimismo foi rapidamente deixado de lado.

Mostrando muita disposição em campo, a equipe brasileira logo tomou conta do terreno adversário. Marquinho, que ganhou a vaga de titular na última hora, após o veto do meia Deco, foi o símbolo da vitalidade tricolor. Ele correu, abriu espaços, e, dos seus pés, originou-se o lance que reacendeu de vez as esperaças da equipe brasileira.

Aos 17 minutos, ele passou de forma precisa para Julio Cesar, que, avançando como um trator, chutou cruzado de esquerda. A bola passou pelo goleiro Navarro e estufou as redes argentinas. Sim, era possível! Com o empate momentâneo entre Nacional-URU e América-MEX, o Flu precisaria de apenas mais um gol para alcançar a “milagrosa” classificação.

Mas, pouco tempo depois, uma bobeira de Gum deu um banho de água fria na empolgação tricolor. Aos 25 minutos, após cruzamento da esquerda, o camisa 3, desnecessariamente, derrubou Salcedo na área. Pênalti. Na cobrança, o próprio atacante colocou no canto oposto de Ricardo Berna igualando o placar.

Nos minutos seguintes, ficou nítido o abatimento nos jogadores. Principalmente da defesa, que, em erros de saída de bola, quase pôs tudo a perder.

Mas a soberania dos tricolor foi voltando aos poucos. Aos 40 minutos, numa falta em cima de Marquinho, os jogadores sentiram-se prejudicados pelo árbitro, já que Salcedo, que merecia receber o segundo amarelo pelo lance, foi apenas repreendido. A resposta brasileira, porém, foi com estilo. Na batida, Fred soltou a bomba, contou com a colaboração do arqueiro argentino, e colocou o Flu, outra vez, a um passo da classificação.

Com 2 a 1 a favor, e o empate em Montevidéu, a equipe brasileira desceu para o vestiário precisando de apenas mais um gol.

FLU FAZ 4 A 2 E “MILAGRE” ACONTECE

Com a desvantagem, o técnico Pedro Troglio tirou o zagueiro Tórren para a entrada do meia Oberman. A alteração não poderia ser mais eficiente. Aos nove minutos, após bola mal rebatida pelo volante Valencia, o camisa 10 pegou o rebote de primeira e teve ainda outra colaboração do colombiano, que desviou o chute e encobriu o goleiro Berna. Era o empate do Argentinos Juniors.

O retrato do jogo, a partir daí, passou a ser o oposto em relação à primeira etapa. Enquanto a equipe da casa girava a bola no campo de ataque, o Tricolor mal conseguia ameaçar.

Só que a disputa tinha muitas emoções reservadas. E, numa das poucas escapolidas do Flu à frente, conseguiu um escanteio. Na cobrança, Valencia cabeceia a queima-roupa, Navarro rebate mal e, no rebote, Rafael Moura (até então, nulo no ataque) só completou para a meta, marcando seu terceiro gol na competição e o terceiro do Flu na partida.

Corações a mil. Agora, as duas equipes precisavam ir ao ataque, já que o resultado eliminava ambos. Enderson relutava em introduzir mais um homem de frente. Enquanto isso, o técnico argentino fez outra mexida ousada: mandou o lateral-esquerdo Gillieti para o banco para a entrada do atacante Sanchez.

Os ponteiros ainda marcavam 40 minutos quando, em Montevidéu, terminava em empate o confronto entre Nacional e América. A responsabilidade ficou com eles: quem fizesse, ficava com a vaga.

Aos 43 minutos, o último suspiro. Edinho avança livre pela esquerda e é derrubado por Navarro. Pênalti! O milagre nunca esteve tão perto. Cabia ao capitão Fred convertê-lo e manter o Flu vivo no sonho continental. E o artilheiro não decepcionou. Bateu com força, no ângulo. O ‘Sobrenatural de Almeida’ mostrou as caras.

ARGENTINOS JUNIORS 2 X 4 FLUMINENSE
Data: 19/4/2011
Horário: 22h (de Brasília)
Local: Estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires (ARG)
Árbitro: Wilmar Roldan
Auxiliares: Abraham Gonzalez e Javier Camargo

Cartões amarelos: Escudero, Prósperi, Basualdo (ARG); Gum, Diguinho (FLU)

Gols: Salcedo, aos 25’/ 1ºT, Oberman, aos 9’/ 2ºT (ARG); Julio Cesar, aos 17’/ 1ºT, Fred, aos 40’/ 1ºT, Rafael Moura, aos 23’/ 2ºT (FLU)

ARGENTINOS JRS.: Navarro; Sabia, Torrén (Oberman, intervalo), Gentiletti (Sanchez, aos 30’/ 2ºT); Prósperi, Mercier, Basualdo (Laba, aos 14’/ 2ºT) e Escudero; Rius, Salcedo e Niell. Técnico: Pedro Troglio.

FLUMINENSE: Berna; Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar (Tartá, aos 37’/ 2ºT); Valencia, Diguinho, Marquinho e Conca; Rafael Moura (Fernando Bob, aos 44’/ 2ºT) e Fred. Técnico: Enderson Moreira.

abril 21, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Fred quebra o jejum e Flu assegura a liderança

Camisa 9 marcou o gol da vitória por 1 a 0 do Tricolor sobre o Nova Iguaçu, neste domingo, no Engenhão

Se Fred estava desesperado por não balançar as redes, neste domingo, contra o Nova Iguaçu, ele extravasou: fez o pano estremecer por quatro vezes, mas apenas uma delas valeu. E foi justamente o gol da quebra do jejum do artilheiro que deu a vitória por 1 a 0 ao Fluminense, no Engenhão. O resultado assegurou a liderança do Grupo B ao Tricolor, que chegou aos 17 pontos.

Além do reato do camisa 9 com o gol, Darío Conca também teve atuação de destaque, com passes arrojados e lançamentos que por pouco não fizeram o triunfo ser por um placar mais elástico.

Com o dever cumprido no Carioca, agora o Flu vai voltar as atenções para a Copa Santander Libertadores. Quarta-feira, tem a decisão contra o Argentino Juniors, em Buenos Aires. O Tricolor tem uma tarefa bem difícil para avançar às oitavas-de-final da competição.

No domingo, será a vez do clássico com o Flamengo, confronto em que estará em jogo a vaga na semifinal da Taça Rio.

FRED VOLTA A MARCAR APÓS CINCO JOGOS

Mesmo praticamente classificado, o Fluminense encarou a disputa contra o já desinteressado time do Nova Iguaçu com postura de decisão. Partiu para cima desde o início. Primeiro, com Conca, que, logo no primeiro minuto, fez fila pela direita, mas errou na hora do cruzamento. Foi um prenúncio do que seria o argentino na primeira etapa: solto, arrojado, mas que acabou pecando no último toque.

Em 45 minutos, foram um toque de calcanhar, um de letra, e um levantamento de ‘cavadinha’ do camisa 11. Nenhum desses lances terminou em gol, mas mostraram que o craque do último Brasileirão está bem à vontade nas quatro linhas. Tanto que ele teve tudo para ser o nome da primeira etapa, não fosse por um jejum quebrado pelo capitão.

Sem marcar há cinco jogos, Fred estava decidido em por fim à seca neste domingo. Quase o tempo todo dentro da área, ele brigava com a marcação, e teve algumas boas chances de marcar. Na melhor delas, chegou a sentir o gosto do alívio, ao concluir com categoria belo lançamento de Valencia. O camisa 9, no entanto, estava em posição irregular, e teve seu gol anulado pelo bandeira.

Mas, aos 27 minutos, não teve jeito. Após bate-rebate na área do Nova Iguaçu, o camisa 9 chutou de primeira, a bola desviou no braço do zagueiro Leonardo e o árbitro assinalou pênalti. Na cobrança, o artilheito foi frio, bateu forte, no ângulo, e a abriu o placar para o Tricolor. A comemoração discreta, com um leve suspiro, de quem põe fim a uma sina que o perseguia até ali.

FLU PUXA O FREIO, MAS ASSEGURA A LIDERANÇA

Na volta do intervalo, o time de Enderson Moreira conseguiu manter seu ritmo: toque de bola com calma e defesa segura, sem avançar demais. Da mesma forma, o Nova Iguaçu seguiu atrás, tentando aproveitar o erro adversário. E, por duas vezes, ele quase aconteceu, em roubadas de bola na saída do volante de Diguinho, mas os contra-ataques acabaram bem interceptados pelos zagueiros do Flu.

Na frente, o destaque seguiu com a dupla Conca-Fred. Aos 3 minutos, o camisa 9 teve seu segundo gol anulado. Antes de finalizar para o fundo da rede, ele fez falta no zagueiro Leonardo, marcada pelo árbitro.

Em outras duas oportunidades, o argentino serviu com categoria o artilheiro, que por pouco não ampliou. Para a torcida, no entanto, ficou a esperança de que a dupla está recuperando o entrosamento.

Com o resultado, o Tricolor cumpriu seu primeiro objetivo na semana. Na quarta-feira, tenta completar a semana com chave de ouro contra o importante jogo contra o Argentinos Juniors, pela Libertadores.

FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE 1 X 0 NOVA IGUAÇU

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 17/4/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Philip Georg Bennett (RJ)
Auxiliares: Leonan Cardoso Berute (RJ) e Flávio Manoel da Silva (RJ)

Gol: Fred, aos 28’/ 1ºT (FLU)

Cartões amarelos: Valencia (FLU)

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar; Valencia, Diguinho, Marquinho (Fernando Bob, aos 34’/ 2ºT) e Conca (Willians, aos 21’/ 2ºT); Araújo (Emerson, aos 24’/ 2ºT) e Fred. Técnico: Enderson Moreira.

NOVA IGUAÇU: Diogo; Foca, Alex Moraes, Leonardo e Arthur; Amaral (Marquinhos, aos 42’/ 2ºT), Dieguinho (Nelinho, aos 30’/ 2ºT) e Luan; Lukian, Willian Barbio e Maicon (Vinícius, aos 20’/ 2ºT). Técnico: Zinho.

abril 17, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Conca brilha na goleada do Flu sobre o Americano

Argentino foi o grande maestro da goleada por 5 a 1 sobre o Americano, que deixa o Tricolor mais próximo da classificação

E o bom futebol reapareceu! E Darío Conca reapareceu! Depois de um início apático e sair atrás no placar, o argentino chamou o jogo para si e foi o grande maestro da goleada do Fluminense por 5 a 1 sobre o Americano, neste domingo, no Estádio Cláudio Moacyr. Conca, Araújo (duas vezes), Marquinho e Mariano fizeram os gols do Tricolor, enquanto Gustavinho fez o de honra para o time campista.
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Com o resultado, o Fluminense chegou aos 14 pontos, ultrapassou o Olaria e ficou mais perto da classificação às semifinais da Taça Rio. Na última rodada, encara o Nova Iguaçu, domingo, no Engenhão, precisando da vitória e ainda torcer para que o Azulão da Bariri não vença o Vasco por uma diferença por dois gols amais.

Veja os gols da goleada do Flu sobre o Americano

Já o Americano, com 11 pontos, pode confirmar a eliminação se o Flamengo vencer o Botafogo, logo mais, no Engenhão.

CONCA REAPARECE E VIRA PARA O FLU

O duelo com o Americano valia como decisão para o Fluminense. Mas os jogadores do Tricolor demoraram a assimilar isso. A equipe do técnico Enderson Moreira entrava em campo no estádio Cláudio Moacyr, mas parecia ainda estar com a cabeça em Montevidéu, onde sofreu seu pior revés do ano no meio desta semana.

Nos 20 primeiros minutos, o Flu praticamente não ameaçou o adversário. Parecia que a defesa campista, que tem um dos piores desempenhos do campeonato, resolvera mostrar serviço justamente no duelo deste domingo.

Enquanto isso, a retaguarda do Flu vinha fazendo jus às críticas que tem recebido nos últimos jogos. Sem solidez – principalmente no lado direito – tornava todo contra-ataque do time americano um perigo iminente. E foi justamente dessa forma que sofreu o primeiro gol. Após lançamento nas costas de Mariano (mais um!), o lateral-esquerdo arrancou pela linha de fundo e cruzou. Do alto, no meio da zaga, o atacante Gustavinho cabeceou com firmeza, sem chances para o goleiro Berna.

Após início apagado, Conca brilha na goleada do Flu (Foto: Gilvan de Souza)

O abalo da equipe tricolor então ganhou proporções ainda maiores. Mesmo com mais de 60 % de posse de bola, não encontrava oportunidades claras de finalização. O meia Deco e o atacante Fred praticamente assistiram à primeira etapa de camarote. O outro atacante, Araújo, até buscava mais o jogo. Já Darío Conca somava mais uma atuação apática neste ano, até que…

… até que, aos 34 minutos, o argentino (quem diria?) voltou a chamar a responsabildade para si e recolocou o Flu na disputa. Em cobrança de falta de longe, ele bateu com força, contou com a colaboração do goleiro Jefferson, e deixou tudo igual em Macaé. Foi apenas o segundo tento marcado pelo craque do último brasileiro em 2011.

Menos de dois minutos depois, o camisa 11 fez outra bela jogada pela esquerda, lançou na medida para o lateral-esquerdo Julio Cesar, que tocou para trás. Araújo apareceu na grande área e fuzilou as redes americanas.

Antes do intervalo, o Alvinegro ainda reclamou de um pênalti em Carlos Alberto, não assinalado pelo árbitro Leonardo García Cavaleiro.

FLU BRILHA E SE APROXIMA DA CLASSIFICAÇÃO

Na volta para o segundo tempo, Enderson Moreira colocou Marquinho no lugar de Deco. A modificação deu mais mobilidade ao meio de campo. E, logo aos cinco minutos, o camisa 15 deu a assistência para o terceiro gol tricolor: um golaço, que, pela jogada coletiva e a finalização certeira do lateral-direito Mariano, fez lembrar o épico gol de Carlos Alberto na final da Copa de 70.

Araújo comemora seu segundo gol sobre o Americano (Foto: Gilvan de Souza)

No mesmo lance, detalhe para o belo lançamento de Conca para Fred, no início da jogada.

Já estava bom para o argentino. Mas ele estava insaciável. Cinco minutos depois, ele encontrou Araújo no meio da defesa. O camisa 11 se desvencilhou da defesa com uma gingada e tocou de leve para fazer a quadra para o time das Laranjeiras.

Com a enorme desvantagem, o Americano, ainda sonhando com a classificação, tentou diminuir o prejuízo. Eberson acertou o travessão. Já Renan, de longe, assustou o goleiro Berna.

Mas a superioridade tricolor era grande. Com isso, a equipe de Enderson Moreira apenas controlou o resultado, que se tornou ainda mais fácil com a expulsão de Eberson. Até que, a três minutos do fim, chegou ao quinto, com Marquinho.

A goleda tira um peso das costas do abalado ambiente nas Laranjeiras. No Carioca, a classificação está quase garantida. Se o “milagre” na Libertadores não vier, pelo menos, o fracasso não será total.

AMERICANO 1 X 5 FLUMINENSE

Local: Claudio Moacyr, Macaé (RJ)
Data/Hora: 10/4/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)
Auxiliares: Ricardo Maurício (Ferreira RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)

Cartões amarelos: Índio (AME); Deco, Gum (FLU)

Cartão vermelho: Eberson, aos 31’/ 2ºT

Gols: Gustavinho, aos 20’/ 1ºT (AME); Conca, aos 34’/ 1ºT, Araújo, aos 36’/ 1ºT e aos 10’/ 2ºT , Mariano, aos 5’/ 2ºT, Marquinho, aos 42’/ 2ºT (FLU)

AMERICANO: Jefferson, Ayrton, Élson, Gustavo Breda e Carlos Alberto; Marciel (Guaçuí, aos 11’/ 2ºT) , Índio (Renan, intervalo), Flávio Medina (Felipe, aos 12’/ 2ºT) e Gustavinho; Eberson e Diego. Técnico: Acácio.

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar; Valencia, Diguinho, Deco (Marquinho, intervalo) e Conca; Araújo (Tartá, aos 29’/ 2ºT) e Fred (Rafael moura, aos 32’/ 2ºT). Técnico: Enderson Moreira.

abril 10, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Flu perde para o Nacional e se complica na Libertadores

Atacante Santiago García marcou os dois gols da vitória dos uruguaios; resultado deixa o Tricolor na lanterna do Grupo 3

Santiago García, 20 anos, uma das maiores promessas do futebol uruguaio. Na última temporada, foi artilheiro do campeonato nacional com 15 gols. Nesta quarta-feira, o atacante foi apresentado à torcida brasileira, mais especificamente, à do Fluminense. Com dois gols, Garcia foi o carrasco do Tricolor na derrota por 2 a 0 para o Nacional-URU, no Estádio Centenário.

O resultado deixa a equipe brasileira em situação delicadíssima na Copa Santander Libertadores. Outra vez, os ‘Guerreiros’ terão que invocar as forças superiores por um milagre para conseguir a classificação à próxima fase. Com cinco pontos, o Flu é o lanterna do Grupo 3, com cinco pontos.

E a torcida tricolor começa logo mais. Na partida entre América-MEX e Argentinos Juniors, que começa às 23h50 (de Brasília), o ideal seria uma vitória dos mexicanos, para, assim, depender de suas próprias forças no confronto derradeiro com o time argentino, no próximo dia 20, em Buenos Aires.

Enquanto esse dia não chega, o Fluminense volta suas atenções para o Campeonato Carioca. No domingo, enfrenta o Americano, precisando da vitória na briga por uma vaga nas semifinais da Taça Rio.

Também no dia 20, o Nacional, que, com sete pontos, passou o Flu na tabela, recebe o América-MEX, mais uma vez, no Estádio Centenário. A vitória garante a classificação da equipe uruguaia.

FLU DOMINA PRIMEIRO TEMPO, MAS NÃO AMEAÇA

Nem parecia que o Fluminense jogava em território inimigo, nem que enfrentava a tradicional equipe do Nacional no histórico Estádio Centenário. O árbitro Oscar Ruíz deu o apito inicial e o time brasileiro já se colocou para frente.

Logo aos cinco minutos, Fred fez ótima jogada pelo meio, arrumou um lançamento preciso para Souza, que acabou finalizando em cima do goleiro Muñoz. A partir de então, os uruguaios percebram a superioridade adversária, e, mesmo com três atacantes na sua formação inicial, se posicionaram com os 11 jogadores no campo de defesa.

E a postura prejudicou o Tricolor, que quase não encontrou espaços na sólida defesa do Nacional. O ex-vascaíno Jadson Vieira e a revelação Sebastián Coates fizeram de sua alta estatura uma barreira impenetrável para o atacante Fred, que ficou perdido em meio à defesa. Já Emerson, seu companheiro de ataque, também não conseguia se acertar.

Assim, o Fluminense desceu para o vestiário com mais de 60% de posse de bola; sem ser ameaçado, mas com apenas três finalizações ao gol adversário. Pouco para um time que precisava da vitória.

SANTIAGO GARCÍA FAZ DOIS E GARANTE A VITÓRIA

A equipe brasileira voltou para a segunda etapa sem nenhuma alteração. Do lado uruguaio, a mudança foi na postura. Depois de 45 minutos totalmente na defesa, os donos da casa, a quem também só a vitória interessava, resolveram ir para cima.

E o resultado foi quase imediato. Aos seis minutos, Cabrera levantou para García, que, em posição duvidosa, se antecipou a Edinho e tocou por cima do goleiro Berna. A fanática torcida dos ‘Tricolores’ levou o Centenário abaixo.

Logo em seguida, o técnico Carrasco promoveu duas substituições para fechar ainda mais o time uruguaio. Mas o Flu, ainda abatido com o revés sofrido, continuou sendo atacado. E, por pouco, aos 10 minutos, não levou o segundo; mas o atacante Viudez chutou para a lua cruzamento preciso do veterano argentino Gallardo.

Mas os brasileiros tinham apagado de vez. Aos 21 minutos, Gallardo lançou Santiago García. O camisa 20 ganhou de Gum na corrida, tocou na saída de Berna e se tornou o grande carrasco tricolor da noite.

Ainda dava tempo para a reação do Flu. O técnico Enderson Moreira partiu para o tudo ou nada: colocou Araújo e Rafael Moura para reforçar o ataque. Mas, com excessão de um chute mal executado por Emerson, o Tricolor não ameaçou o goleiro Muñoz.

Mesmo com a derrota, o Fluminense ainda tem chances de classificação. Daqui a duas semanas, busca a vitória sobre o Argentinos Juniors, em Buenos Aires. Até lá, cabe aos tricolores fazer as preces para que outro milagre aconteça.

NACIONAL-URU 2 X 0 FLUMINENSE

Data: 6/4/2011, às 22h (de Brasília)
Local: Estádio Centenário, em Montevidéu (URU)
Árbitro: Oscar Ruíz
Auxiliares: Rafael Rivas e Eduardo Díaz

Gol: Santiago Garcia, aos 6’/2ºT e aos 21’/ 2ºT (NAC)

Cartões amarelos: Edinho, Rafael Moura (FLU)

Cartões vermelhos: Gallardo (NAC)

Fluminense: Ricardo Berna; Mariano, Edinho, Gum e Julio Cesar (Araújo, aos 25’/ 2ºT); Valencia, Diguinho (Rafael Moura, aos 33’/ 2ºT), Souza (Deco, aos 10’/ 2ºT) e Conca; Emerson e Fred. Técnico: Enderson Moreira.

Nacional: Muñoz; Godoy, Jadson Viera, Sebastián Coates e Gabriel Marques; Cabrera (Calzada, aos 25’/ 2ºT) , Píriz e Pereyra (Gallardo, aos 8’/ 2ºT); Viudez, Santiago García e Charquero (Dutra, aos 8’/ 2ºT). Técnico: Juan Ramón Carrasco.

abril 7, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Flu vence o Voltaço por 2 a 1 e respira na Taça Rio

Com três pontos a mais na classificação, Tricolor embola o Grupo B. Chances do Volta Redonda no A diminuem

Três partidas sem vencer e a torcida do Fluminense já sentia falta do que comemorar na Taça Rio. Mas neste sábado, diante do Volta Redonda, no Raulino de Oliveira, o grito, enfim, saiu. Com boa atuação de Souza, autor do primeiro gol, o Tricolor derrotou os donos da casa por 2 a 1 e chegou aos 11 pontos no Grupo B, embolando a disputa e aumentando suas chances de classificação. Arthur descontou para o Voltaço.

FOTOS:
Fluzão derrota o Voltaço fora de casa

A outra boa notícia do dia ficou por conta de Emerson. Sem marcar desde a última rodada do Brasileirão-2010, quando deu o título para o Flu, o Sheik desencantou e fechou o placar.

No primeiro tempo, alternativas para os dois lados

O Fluminense começou a partida pressionando, concentrando as jogadas pelo lado direito, na velocidade de Mariano, que estava ganhando todas de Fabinho. Logo aos seis minutos, após tabela com Rafael Moura, Souza recebeu de frente com o goleiro Mauro, mas bateu fraco, sem problemas para a defesa.

Mas o Tricolor parecia mesmo decidido a marcar antes dos 10 minutos. Aos 7, mais uma vez com Rafael Moura. Ele girou sobre a marcação após sobra do escanteio e bateu no cantinho. Mas Mauro apareceu novamente e fez grande defesa. O goleiro também seria protagonista cinco minutos depois, após chute colocado de Emerson, no qual teve de se esticar todo.

Os gols do Fluminense em tempo real no seu celular!

Mas após os 20 minutos, o Volta Redonda percebeu que estava jogando em casa e resolveu atacar. Aos 21, Jhonnatann, o mais perigoso do time, desviou cruzamento no travessão, a melhor chance entre as duas equipes no primeiro tempo.

Pouco depois, o camisa 7 deu trabalho mais uma vez aos defensores tricolores. Após ótimo passe de Bruno Lança, ele ficou cara a cara com Ricardo Berna mas, pressionado pela marcação, bateu desequilibrado e a bola passou com perigo perto da trave.

A resposta do Flu não demorou a sair. Pela primeira vez Julio Cesar apareceu pela esquerda, deixou Bruno Barra no chão e bateu pelo alto, de direita. A bola passou com muito perigo, arrancando o grito dos tricolores presentes.

Em um primeiro tempo movimentado, em que as duas equipes tiveram boas oportunidades, faltou apenas o gol, que não saiu, em parte, por causa da boa atuação dos goleiros.

Flu volta melhor e mata o jogo e três minutos

O início do segundo tempo pareceu um VT do primeiro. Flu pressionando. Aos dois minutos, após cobrança de falta ensaiada, Gum cabeceou bem e Mauro, um dos destaques da partida, defendeu com segurança.

E se no primeiro tempo a pretensão parecia ser marcar antes dos dez minutos, no segundo, o objetivo foi alcançado. Aos 9, Souza, um dos mais esforçados em campo e principal organizador de jogadas do Flu, marcou. Livre na entrada da área, o camisa 7 teve tempo de parar, olhar o posicionamento do goleiro e colocar a bola no ângulo, um golaço, longe do alcance de Mauro.

O lance abriu caminho para a vitória. Apenas três minutos depois, Emerson, na seca desde a última partida do Brasileirão do ano passado, na qual deu o título ao Flu, recebeu de Deco também sozinho na entrada da área e bateu forte. A bola desviou caprichosamente na defesa e encobriu Mauro: 2 a 0 para o Tricolor.

Com dois gols atrás no placar, o Volta Redonda desanimou. Se por um lado os donos da casa não sabiam aonde encontrar forças para criar e atacar, por outro o Flu parecia satisfeito com a vantagem e parou de pressionar.

Para que o time não perdesse em ofensividade, o técnico Enderson Moreira colocou sangue novo em campo. Autor do primeiro gol e principal jogador do Flu na partida, Souza saiu muito aplaudido aos 26 para a entrada de Marquinho.

Em seguida, foi a vez de Emerson deixar o gramado para dar lugar a Araújo. Mas as mudanças no setor ofensivo não surtiram muito efeito e o Flu provou que já estava mesmo satisfeito com o placar.

O Volta Redonda ainda encontrou tempo, nos acréscimos, para marcar o gol de honra, com Arthur. Mas foi só.

Com a vitória o tricolor chegou aos 11 pontos no Grupo B e aumentou suas chances de classificação, jogando a responsabilidade para Botafogo e Olaria – que enfrentam neste domingo Americano e Resende, respectivamente. O Flu volta a campo na quarta-feira, quando enfrenta o Nacional-URU, em Montevidéu, pela Copa Libertadores.

Já o Voltaço perdeu boa chance de pontuar e continuar brigando na chave A e estacionou nos sete pontos. A equipe ainda está ameaçada pelo rebaixamento, já que tem apenas 12 pontos na soma dos dois turnos (empatado com o Madureira e à frente de América, com 7, e Cabofriense, com 8). A próxima partida será contra o Olaria, em casa, dia 9.

FICHA TÉCNICA
VOLTA REDONDA 1 X 2 FLUMINENSE

Local: Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)
Data-Hora: 2/4/2011 – 16h (de Brasília)
Renda e público: R$ 81.880,00 / 3.804 pagantes
Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Auxiliares: Diogo Carvalho Silva (RJ) e Luiz Cláudio Regazonne (RJ)
Cartões amarelos: Jonílson, Ávalos e Fabinho (VOL); Emerson (FLU)
Gols: Souza 9’/2ºT (0-1), Emerson 12’/2ºT (0-2) e Arthur 46’/2ºT (1-2)

VOLTA REDONDA: Mauro, Bruno Barra (Serginho 21’/2ºT), Ávalos, Lombardi e Fabinho; Jonilson, Bruno Lança, Cadu (Arthur 13’/2ºT) e Glauber; Jean (Láo Paulista 30’/2ºT) e Jhonnattann – Técnico: Dário Lourenço.

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar (Tartá 39’/2ºT); Valencia, Fernando Bob, Souza (Marquinho 26’/2ºT) e Deco; Emerson (Araújo 34’/2ºT) e Rafael Moura – Técnico: Enderson Moreira.

abril 2, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Fluminense e Vasco não saem do zero no Engenhão

Recuado, tricolor viu Eder Luis perder a chance da vitória no segundo tempo. Ricardo Berna foi destaque

O jato do Fluzão e o trem-bala da Colina pareciam estar sem combustível neste domingo, no Engenhão e, sem grandes oportunidades, o clássico não saiu do zero. A equipe de São Januário foi melhor, mas não conseguiu converter as oportunidades em gol. Recuado, o tricolor teve em Ricardo Berna seu melhor jogador e, com um ponto a mais, permanece fora da zona de classificação para as semifinais.

Em clássico fraco, Vasco e Flu não saem do zero. Veja os lances!

Ficou evidente após a partida a dependência do Flu em relação a Conca. Apagado, o argentino pouco foi notado, assim como o sonolento setor de criação tricolor. No Vasco, Eder Luis desperdiçou a melhor chance da partida no segundo tempo.

Vasco é melhor e Berna faz grandes defesas

O jogo no Engenhão começou com o Vasco pressionando. O Fluminense, porém, animado com a presença da torcida após a vitória pela Copa Santander Libertadores no meio da semana, logo cresceu e se impôs mais nos 20 minutos iniciais, com destaque para um perigoso chute de Conca aos dez e gol perdido por Fred após desvio de Gum em cobrança de escanteio aos 19.

Mas na metade final da etapa, a defesa tricolor se destacou. E quando os zagueiros chamam a atenção, é sinal de que o ataque adversário está incomodando. E foi isso que aconteceu. Comandado por Bernardo e Eder Luis, o Gigante da Colina foi para cima.

O jovem, ex-Cruzeiro, exigiu duas boas defesa de Ricardo Berna: uma em cobrança de falta e outra em chute da entrada da área, no qual o camisa 1 tricolor mostrou todo seu reflexo, voando no ângulo.

Mas quem chegou mais perto de marcar foi Eder Luis. Após contra-ataque aos 37, o camisa 7 arriscou de fora e a bola explodiu no travessão, arrancando o grito de quase da torcida vascaína.

As duas equipes foram para os vestiários com o placar ainda zerado.

Eder Luis perde grande chance e placar não sai do zero

O panorama final da primeira etapa se repetiu na segunda. Melhor após o intervalo, o Vasco continuava pressionando. Ao contrário dos 45 minutos iniciais, porém, Bernardo voltou apagado e abriu espaço para a estreia de Alecsandro. O centroavante teve seu primeiro contato com a torcida vascaína à partir dos 15 minutos.

No Flu, Deco voltou no lugar de Souza, mas a falta de criatividade não mudou, já que Conca estava mal e a dependência do bom futebol do argentino é evidente.

Com o jogo focado no lado direito, mais precisamente em Diego Souza, o Vasco continuava assustando. Aos 12, polêmica. Eder Luis recebeu de Felipe dentro da área, Digão furou e, na volta, sua perna derrubou Eder Luis. O lance gerou muita reclamação por parte dos cruz-matinos, mas o juiz Rodrigo Pereira mandou seguir.

Eder Luis voltou a ser protagonista aos 24. Com o Fluminense muito recuado, o lateral-esquerdo Márcio Careca colocou Eder Luis cara a cara com Ricardo Berna. O atacante perdeu a melhor chance da partida, chutando cruzado para fora.

Os treinadores foram aos poucos queimando suas substituições. Apesar da boa movimentação do ataque, Ricardo Gomes optou pela saída de Eder Luis e colocou Leandro. No Tricolor, Emerson deu lugar a Araújo.

Sem Felipe, que deixou o campo para a entrada de Jéferson, o Vasco perdeu em qualidade de passe e ganhou em marcação, o que não era importante já que o Flu pouco atacava.

As únicas finalizações tricolores na segunda etapa se dram após os 30 minutos. Uma com Deco, que Fernando Prass desviou bem para escanteio, outra de Conca, que, de frente para o gol após jogada rápida, chutou por cima e a última e mais perigosa de Júlio César, que exigiu boa defesa de Prass aos 44.

Apesar de melhor, o Vasco não concretizou em gol sua superioridade. Recuado, o Flu pouco chutou. E assim terminou o clássico, empatado em 0 a 0. Na próxima rodada o Fluminense visita o Volta Redonda, sábado e o Vasco recebe o Bangu, domingo.

FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE 0 X 0 VASCO

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 27/3/2011 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ)
Renda/Público: R$ 631.665 / 22.945 pagantes
Cartões amarelos: Conca, Diguinho (FLU); Diego Souza, Eduardo Costa, Alecsandro (VAS)

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Mariano, Gum, Digão (Edinho, 26’/2ºT) e Júlio César; Valencia, Diguinho, Souza (Deco, intervalo) e Conca; Emerson (Araújo, 31’/2]T) e Fred. Técnico: Enderson Moreira.

VASCO: Fernando Prass, Allan, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Rômulo, Eduardo Costa, Felipe (Jéferson, 27’/2ºT) e Bernardo (Alecsandro, 15’/2ºT); Diego Souza e Eder Luis (Leandro, 30’/2ºT). Técnico: Ricardo Gomes

março 28, 2011 Posted by | Fluminense, Vasco da Gama | | Deixe um comentário

Flu vira sobre o América-MEX e segue vivo na Libertadores

Deco, com um gol no fim, foi o herói da vitória por 3 a 2 sobre os mexicanos, nesta quarta-feira, no Engenhão

Não duvidem dos Guerreiros. Assim foi em 2009, assim foi em 2010 e, por que não, poderá ser na Copa Santander Libertadores. Nesta quarta-feira, os quase 15 mil torcedores presentes no Engenhão assistiram a mais um capítulo da incrível saga que o Fluminense vem travando nos últimos anos. Após ficar por duas vezes atrás no placar, o Tricolor conseguiu a virada e bateu o América-MEX por 3 a 2, mantendo vivas as chances de classificação para a próxima fase.

E, para dar mais dramaticidade, Deco, voltando de lesão após dois meses, foi o herói da vitória, com uma assistência e um gol salvador, a três minutos do fim. Além da torcida, quem deve agradecer ao Mago é a dupla de trapalhões da noite: Ricardo Berna e Digão, que, em duas falhas, entregaram os gols para as Águias.

MAIS:
– TABELA: Veja como ficou o Fluminense no Grupo 3
– FOTOS: Confira a galeria de imagens da vitória tricolor
– FOTO: Torcida do Flu não poupa Muricy de críticas
– Abel Braga fala ao LNET!: ‘Estou pronto para o pau’

Com o resultado, o Fluminense reassumiu a terceira colocação do Grupo 3, com cinco pontos. Já o time mexicano segue em segundo, com seis pontos. O próximo compromisso do Fluminense pela Libertadores será no dia 6 de abril, contra o Nacional-URU, em Montevidéu. Neste domingo, encara o clássico diante do Vasco, no Engenhão. Já o América-MEX recebe o Angentinos Jrs., no dia 7, no Azteca.

FALHA IMPEDE VANTAGEM DOS GUERREIROS

Turbulências fora de campo, time sem comando definido… empenhados em dar um pontapé na crise, os guerreiros tricolores entraram em campo com uma disposição à altura da alcunha recebida nos últimos anos. A falta de disciplina tática da equipe brasileira acabou compensada pela correria. Apesar do público incondizente com a importância da partida, os jogadores do Fluminense foram empurrados pelo grito ininterrupto dos cerca de 13 mil torcedores que compareceram às arquibancadas do Engenhão.

O atacante Fred, que fez sua estreia na Libertadores, mostrou que faz a diferença na grande área. Mesmo fortemente marcado (quase sempre com dois adversários à sua frente), conseguiu criar jogadas de perigo com passes rápidos e precisos. Ao mesmo tempo, a parceria com Emerson, também inédita na competição, desequilibrava. Assim, parecia que o Fluminense faria o resultado com facilidade, mas não foi o que aconteceu.

Logo aos 14 minutos, na primeira chegada do América-MEX, um lance inusitado. Primeiro, Digão falhou ao não cortar lançamento de Montenegro. Enquanto Berna, na saída, deixou a bola escapar, ofereceu o gol vazio para Sánchez só tocar para as redes. Na sequência, muita reclamação dos tricolores, o que paralisou o jogo por alguns minutos.

Parecia que o Flu entraria em desespero. Mas, para alento da torcida, a resposta foi rápida. Aos 20 minutos, Conca levantou para Gum, que se antecipou à zaga e cabeceou para o fundo das redes. Fúria do zagueiro na comemoração.

A partir de então até a saída para o intervalo, pressão total dos anfitriões. A raça começou a sobressair. Destaque para o volante Valencia, que, limitações técnicas à parte, foi um monstro nos desarmes. Mas, ironicamente, quem teve a melhor chance de terminar o primeiro tempo em vantagem foram os mexicanos. Aos 45 minutos, em outra falha da defesa, Montenegro chutou forte de frente para o gol, mas Berna, redimindo-se da falha anterior, salvou o Flu com bela defesa.

DECO VOLTA E SALVA O FLU NO FIM

Logo no início da segunda etapa, o Fluminense sofreu uma baixa. O lateral-direito Mariano, com dores no joelho esquerdo, pediu para sair. Em seu lugar, o interino Enderson Moreira colocou o apoiador Deco, que retornou aos gramados após dois meses. Souza foi deslocado para o setor defensivo.

Já a pressão incansável da etapa inicial ficou mais amena. O time passou a tocar mais a bola, buscando espaços na retrancadíssima defesa mexicana. Sem criatividade no meio-campo, o Tricolor retomou ao vício das bolas alçadas – todas bem interceptadas.

A situação estava difícil, até que, aos 27 minutos, a casa caiu. Em outra parceria atrapalhada de Berna e Digão, Sánchez, sempre ele, colocou os visitantes na frente. Em cruzamento, o camisa 11 encobriu o goleiro tricolor; antes da bola entrar, Digão cabeceou para a própria meta. Clima de “Maracanazzo” no Engenhão.

Enderson pôs em campo Rafael Moura e Araújo para reforçar o ataque. O time permanecia apático. Por duas vezes, Vuoso teve o gol escancarado para liquidar a partida. Mas, num lance de inspiração do reestreante Deco, os guerreiros encontraram novo fôlego. Araújo aproveitou o cruzamento do Mago e, de cabeça, voltou a igualar o placar, aos 42 minutos.

Até que, a três minutos do fim, Deco virou o placar com belo gol de cobertura. Vitória da raça, digna do time de guerreiros que segue vivo na luta pelo título continental.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 3 X 2 AMÉRICA (MEX)

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 23/3/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Antônio Arias (PAR)
Auxiliares: Milciades Saldívar (PAR) e Darío Gaona (PAR)
Cartões amarelos: Gum e Fred (FLU); Oliveira e Rojas (AME)
Cartões vermelhos: –
Renda e público: R$ 536.765,00 / 11.987 pagantes / 13.158 presentes
Gols: Sánchez 14’/1ºT (0-1), Gum 20’/1ºT (1-1), Digão (contra) 27’/2ºT (1-2), Araújo 35’/2ºT (2-2) e Deco 42’/2ºT (3-2)

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Mariano (Deco 6’/2ºT), Gum, Digão e Julio Cesar (Araújo 28’/2ºT); Valencia, Diguinho, Souza e Conca; Emerson (Rafael Moura 24’/2ºT) e Fred – Técnico: Enderson Moreira.

AMÉRICA-MEX: Navarrete, Layún, Cervantes, Valenzuela e Rojas; Rosinei (Marques 44’/2ºT), Pardo, Oliveira (Reyna – Intervalo) e Montenegro; Sánchez e Vuoso (Esqueda 37’/2ºT) – Técnico: Carlos Reinoso.

março 24, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Sob gritos de ‘olé’, Flu perde para o Boavista no Engenhão

Tricolor reencontra carrasco da Taça GB e cai de novo. Crise aumenta às vésperas de jogo decisivo pela Copa Libertadores

Sem técnico definitivo, o Fluminense recebeu o Boavista na noite deste sábado, no Engenhão, e depois do tropeço para a equipe de Saquarema na semifinal da Taça Guanabara nos pênaltis, voltou a perder. Desta vez, por 2 a 0, gols do zagueiro Gustavo, no primeiro tempo, e do atacante Max, na etapa final. Irritada, a torcida gritou olé nos minutos finais a cada passe trocado pelo time visitante.

Com o resultado, o Boavista foi a nove pontos e assumiu temporariamente a liderança do Grupo A. Já o Fluminense, permaneceu com sete pontos no Grupo B, mas agora na terceira posição, fora da zona de classificação às semifinais da Taça Rio. E na próxima quarta-feira o Tricolor tem um jogo decisivo pela Copa Santander Libertadores, contra o América-MEX, no Engenhão…

GALERIA: Veja as melhores fotos da partida no Engenhão

Bonito gol de falta

O jogo começou com as equipes em ritmo lento e o que poderia se transformar no primeiro gol do Boavista logo aos cinco minutos falhou, quando Andre Luis, dentro da área, perdeu o equilíbrio sozinho e caiu, sem finalizar a jogada. Os problemas do Tricolor no primeiro tempo começaram aos 14 minutos, quando Leandro Euzébio foi tirar uma bola de André Luis, dentro da área, e acabou machucando o tornozelo direito, sendo substituído por Digão.

Aos 17 minutos, porém, o Fluminense quase abriu o placar, quando Conca levantou para Rafael Moura que, dentro da área, dominou no peito e chutou forte para a defesa de Thiago. Aos 24, novo susto para o Boavista: Diguinho arriscou de longe, a bola bateu no chão e dificultou a defesa do goleiro do time de Saquarema.

Cinco minutos depois, o técnico interino Ronaldo Torres foi obrigado a fazer nova alteração por lesão. O lateral-esquerdo Carlinhos, após divida com Everton Silva, sentiu o joelho direito e teve de ser substituído por Julio Cesar. Apenas três minutos depois, Erick Flores avançou pela esquerda e rolou para Joilson, que bateu colocado e a bola passou próximo à trave direita de Ricardo Berna.

Mas o gol do Boavista não tardou. Aos 37 minutos, Gustavo, em uma falta cobrada de longe, acertou o ângulo esquerdo de Ricardo Berna e abriu o placar no Engenhão.

Pressão… mas gol do Boavista

No retorno para o segundo tempo, Ronaldo Torres colocou o atacante Fred no lugar de Rafael Moura. O time das Laranjeiras conseguiu melhorar em campo e pressionar o adversário. E, após algumas oportunidades, Conca avançou e foi derrubado por Gustavo na área, mas o árbitro nada marcou, ignorando o pênalti.

A equipe do Fluminense continuou criando boas chances, mas quem assustou foi o Boavista. Aos 14 minutos, Erick Flores acionou Andre Luis, que chutou, mas a bola foi para fora. Aos 21, porém, chance clara para o atacante Fred, que recebeu cruzamento nas costas da defesa, dominou e chutou, mas mandou por cima da meta.

A partir daí, ambos os times foram para o ataque e o jogo ficou aberto. Andre Luis, aos 24, entrou driblando na área tricolor e bateu colocado para a defesa de Ricardo Berna. Aos 32 minutos, o Boavista conseguiu ampliar a vantagem. Depois de boa troca de passes, a bola ficou com Max que, de dentro da área, chutou forte: 2 a 0.

Pouco tempo após o gol, Tony arriscou chute de longe e carimbou a trave direita de Ricardo Berna. O Fluminense, que se desencontrou depois do segundo gol adversário, não mostrava poder de reação e desperdiçava as poucas chances de gol que criava.

Assim, o jogo terminou com a derrota do Tricolor, que continua em crise. Líder do Grupo A até a rodada deste domingo, o Boavista encara o Botafogo no próximo sábado, no Engenhão. Já o Fluminense encara o América-MEX quarta-feira, pela Libertadores, no Engenhão, e no domingo tem clássico contra o Vasco, no mesmo estádio, pelo Estadual.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 0 X 2 BOAVISTA

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 19/3/2011 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Antônio Frederico Shcneider (RJ)
Auxiliares: João Luiz Coelho (RJ) e Francisco Perreira de Sousa (RJ)
Renda e público: R$ 96.690,00 / 5.046 pagantes
Cartões amarelos: Gum, Diogo e Julio Cesar (FLU); Everton Silva (BOA)
Cartões vermelhos: –
Gols: Gustavo 37’/1ºT (0-1) e Max 32’/2ºT (0-2)

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Mariano, Gum, Leandro Euzébio (Digão 14’/2ºT) e Carlinhos (Julio Cesar 28’/2ºT); Diogo, Diguinho, Marquinho e Conca; Emerson e Rafael Moura (Fred – Intervalo) – Técnico: Ronaldo Torres.

BOAVISTA: Thiago, Everton Silva, Gustavo, Bruno Costa e Paulo Rodrigues; Julio César, Joílson (Roberto Lopes 36’/2ºT), Tony e Erick Flores (Edu Pina 30’/2ºT); André Luís e Frontini (Max 20’/2ºT) – Técnico: Alfredo Sampaio.

março 19, 2011 Posted by | Fluminense | , | Deixe um comentário

Em clássico agitado, Fla e Flu ficam apenas no zero

Os goleiros dos dois times acabaram sendo os destaques do jogo

Num dos jogos mais esperados do Campeonato Carioca, o placar ficou no zero. Flamengo e Fluminense não conseguiram mexer no marcador, apesar das inúmeras chances criadas para ambos os lados, no Engenhão. O resultado acabou sendo bom para o Rubro-Negro que manteve a invencibilidade no ano e, de quebra, a liderança do Grupo A. O Fluminense chegou a sete pontos, dois a menos que o Botafogo, e fica assim em segundo do Grupo B.

O primeiro tempo começou muito corrido, com os dois times investindo no setor ofensivo. O primeiro lance de perigo foi do Fluminense, num chute de Conca na entrada da área, aos dois minutos. O Flamengo deu a resposta pouco depois com Ronaldinho, fazendo bela jogada e deixando Diguinho para trás, mas o camisa 10 chutou para fora.

Aos poucos o time rubro-negro foi tomando conta do jogo, com mais posse de bola e finalizações. Porém, o Flamengo só voltou a ter boas chances de marcar perto do fim. Aos 42 minutos, Thiago Neves fez bonita jogada na ponta esquerda e rolou para Negueba, que chutou fortemente de longe, e Ricardo Berna espalmou para longe. Logo depois foi a vez de Renato arriscar um chute da intermediária, obrigando o goleiro tricolor a fazer outra grande defesa.

O segundo tempo começou agitado, com o Fluminense mostrando estar muito melhor postado em campo. Emerson era o principal jogador do lado tricolor e fez duas grandes jogadas, chutando cruzado em ambas. Na sequência, o Rubro-Negro mostrou que não estava morto e assustou com um chutaço de Thiago Neves, que parou na linda defesa de Ricardo Berna.

Muricy fez duas mudanças e, com isso, conseguiu pressionar o rival em seu campo de defesa. Após sufocar seu adversário, o Fluminense teve a melhor chance no jogo. Em bela jogada de Souza, a bola acabou sobrando para Mariano, que rolou para Gum chutar de dentro da área. O goleiro Felipe foi rápido e conseguiu tocar de leve, espalmando a bola para a trave.

Luxemburgo viu as mudanças do Fluminense e logo colocou seu xará Wanderley no lugar de Negueba. Pouco depois foi a vez de Fierro substituir Thiago Neves, que deixou o campo exausto. O treinador conseguiu conter as jogadas ofensivas do Fluminense, mas acabou prejudicando o ataque, que perdeu a mobilidade do começo do jogo.

FICHA TÉCNICA:

FLAMENGO 0 X 0 FLUMINENSE

FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Welinton, David e Egídio; Maldonado, Willians, Renato(Bottinelli 39’T°), Negueba (Wanderley/25’°T), Thiago Neves (Fierro/33’2°T), e Ronaldinho Téc: Vanderlei Luxemburgo

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Diguinho, Marquinho (Souza/21’2°T) e Conca; Emerson (Araújo/21’2°T) e Rafael Moura Téc: Muricy Ramalho

Público e renda: 21.281 pagantes, R$ 666.415,00

Cartões amarelos: Thiago Neves, Ronaldinho, Renato (Fla) Emerson, Carlinhos, Diguinho(Flu)

Local: Estádio João Havelange (Engenhão), Rio de Janeiro

Árbitro: Pathrice Maia (RJ)

março 13, 2011 Posted by | Flamengo, Fluminense | , | Deixe um comentário

Conca volta a jogar bem, Rafael Moura faz dois e Flu bate América

Time tricolor vence por 3 a 1 no Engenhão na prévia do Fla-Flu de domingo

Não era a Libertadores, a competição prioritária, nem o América exato, o do México, adversário do duelo decisivo no dia 23 de março. Mas o Fluminense soube driblar o América carioca na noite desta quarta-feira, no Engenhão. Venceu por 3 a 1 e chegou ao segundo triunfo em dois jogos na Taça Rio.
Os pouco mais de 3 mil tricolores que pagaram ingressos tiveram boas notícias. A melhor delas a atuação convincente de Conca. O jogador operou o joelho esquerdo no início do ano e desde que retornou teve desempenho insatisfatório. Contra o Resende, foi poupado e não ficou nem sequer no banco. Desta vez foi diferente. Ele abriu o placar e deu bela assistência para um dos dois gols de Rafael Moura. O He-Man chegou a sete desde que retornou ao clube no início deste ano e está a dois de Fred na artilharia do Tricolor no ano. Para manter o embalo – e a liderança do Grupo B ao lado do Botafogo – o time tem pela frente o rival Flamengo, campeão da Taça Guanabara, no próximo domingo.
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Veja a tabela do Campeonato Carioca
Por outro lado, depois de um primeiro turno para ser esquecido, com direito a goleada por 9 a 0 para o Vasco e apenas uma vitória em sete jogos, o América mostrou evolução após a profunda reformulação na virada de turno. O time teve bons momentos no primeiro tempo e se mantém com três pontos no Grupo A.
América até começa bem, mas Flu marca
O árbitro mal iniciou o jogo e Ricardo Berna teve de aquecer. Logo no primeiro minuto, Ruy chutou de fora da área e o goleiro espalmou. O Fluminense teve os três primeiros ataques interrompidos por impedimentos. O primeiro, de Araújo, inexistente.
O América manteve a postura de boas jogadas pelas pontas e eficiência dos meias. Bem diferente do time que perdeu por 9 a 0 para o Vasco na última rodada da Taça Guanabara. Em uma das tentativas, Diguinho conduziu, entrou na área e chutou forte. A bola bateu no travessão e quicou na linha.
A pequena torcida tricolor se irritou com a ineficiência ofensiva. O primeiro lance de perigo foi de Conca, aos 21. Ele tentou cruzar, mas a bola foi direto para o gol e Paulo Vanzeler espalmou.
Aos poucos, o Flu passou a dominar a partida. Foi o bastante para abrir o placar, aos 32. Carlinhos cobrou lateral na área, Rafael Moura recebeu, fez ótima proteção com o corpo e cruzou rasteiro para Conca empurrar para o gol vazio e marcar o primeiro gol desde a operação no joelho.
Conca comemora seu primeiro gol depois da operação no joelho (Foto: Wallace Teixeira/ Photocamera)

Berna se adianta, pega pênalti e Rafael Moura decide
Debaixo de chuva fina, a partida se arrastou até o fim do primeiro tempo. No início da etapa final, o América teve a chance de empatar. Michel entrou na área e se enroscou nas pernas de Leandro Euzébio. O árbitro João Arruda enxergou pênalti. O lance que começou errado terminou de forma ridícula. Na cobrança, Diguinho rebolou, caminhou e chutou fraco no canto esquerdo. Ricardo Berna se adiantou quase na linha da pequena área, pulou e defendeu.
Terminava ali a chance de o América surpreender. Pouco depois, aos oito, Araújo desviou cruzamento de Conca na primeira trave, e Rafael Moura completou de cabeça para fazer o segundo gol tricolor na noite. Na comemoração, ele tentou convencer sem sucesso Araújo a dançar como fizera no treinamento na véspera, nas Laranjeiras.
A jogada do terceiro gol começou com Emerson, passou por Conca e foi concluída novamente por Rafael Moura. O atacante apareceu livre na segunda trave e marcou o quinto gol em cinco jogos no Campeonato Carioca.
Aos 36, a torcida do Fluminense exaltava a vitória aos gritos reverenciando a volta do time campeão brasileiro. Mas o momento exige cautela. Tanto que no exato momento em que os gritos ecoavam no Engenhão, o América entrou tabelando na defesa e tricolor e descontou com Bruno Reis. Em um dos últimos lances, o próprio atacante, ex-Flu, chutou no ângulo e Berna fez ótima defesa.

FLUMINENSE 3 X 1 AMÉRICA
Ricardo Berna; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Diguinho, Marquinho (Souza) e Conca; Araújo (Emerson) e Rafael Moura. Paulo Wanzeler, Michel (Leandro), Luiz Antônio, Allan Kardec e Assis; Ives, Mario Cesar, Bruno Reis e Diguinho (Gustavo); Ruy (Léo Oliveira) e Hugo.

Técnico: Muricy Ramalho Técnico: Lulinha
Gols: Conca, aos 32 do primeiro tempo; Rafael Moura, aos oito e aos 28, Bruno Reis, aos 36 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Allan Kardec (América); Leandro Euzébio e Rafael Moura (Fluminense)
Data: 9/3/2011. Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ). Árbitro: João Batista de Arruda. Auxiliares: Daniel do Espírito Santo e Ivan Silva Araújo. Público: 3.282 pagantes (4.153 presentes). Renda: R$ 71.550,0

março 10, 2011 Posted by | Fluminense | , | Deixe um comentário

Flu sofre, mas bate o Resende na estreia

Na volta de Emerson, Tricolor sua para vencer o Resende e espata a crise, por hora, das Laranjeiras

No fim de semana de Carnaval, o Tricolor apostou no “Bloco do Mistão” para encarar o Resende, neste sábado, pela Taça Rio. Preocupado com o desgaste físico do grupo, Muricy Ramalho preservou cinco titulares e não se arrependeu. Julio Cesar, Souza, Araújo… Todos aproveitaram a oportunidade na sofrida e suada vitória de 2 a 1 sobre Resende, em São Januário.

Para espantar a crise que ronda o clube desde a eliminação para o Boavista, na semifinal da Taça Guanabara, o Tricolor entrou em campo determinador a mudar esse panorama. Logo nos primeiros minutos a equipe tomou a inciativa e criou chances reais com Araújo, Rafael Moura e Souza. Faltou capricho em alguns lances, como na tentativa de Souza de encobrir o goleiro Eduardo. Em outros, foi a bola que caprichou, exemplificado na cabeça de Rafael Moura na trave.

A escalação não foi a única mudança do Fluminense. A equipe teve uma postura mais agressiva, porém, organizada. Assim, conseguiu superar a marcação do Resende, com três volantes à frente da defesa. Pela mudança de postura, o Tricolor merecia sorte melhor. Araújo, que entrou bem contra o América (MEX), estava motivado na busca pelo primeiro gol. No entanto, apenas aos 40′ do primeiro tempo conseguiu vencer a disputa com o goleiro Eduardo.

Mariano roubou a bola de Kim e cruzou. O camisa 10, livre, tocou por cima do goleiro. Mas o lance causou uma certa polêmica. Os jogadores do Resende reclaram de uma falta cometida por Mariano na jogada que originou o gol, mas nada foi marcado pelo árbitro Rodrigo Nunes de Sá, que pouco depois do gol expulsou Fernando Bob em outro lance muito questionado. Ele, que já tinha amarelo, dividiu uma bola com Gabriel e acabou sendo expulso. Com um a menos, o Fluminense segurou a vantagem até o apito final.

Mas a vantagem do Fluminense duraria muito pouco. Exatamente, mais dois minutos. Foi o tempo que o Resende precisou para empatar o jogo no segundo tempo. Edinho cortou mal o cruzamento na área, Léo Silva ajeitou a bola no rebote para Kim acertar um belo chute. O susto, entretanto, não desequilibrou a equipe.

Muricy Ramalho recorreu ao banco de reservas para corrigir os problemas causados pela expulsão de Bob. Com isso, Souza acabou sacado para a entrada de Diogo, que entrou para reforçar a marcação e liberar Marquinho. Emerson também entrou, no lugar de He-Man e fez a tão esperada estreia em 2011, depois de uma grave torção no tornozelo esquerdo.

Dois minutos depois, o Fluminense marcou o segundo gol. Marquinho cobrou falta da esquerda na cabeça de Leandro Euzébio, que acertou o canto esquerdo de Eduardo. O Tricolor era mais perigoso, mas o Resende não havia desistido do jogo. Aos 25′, Elias arriscou de longe, Berna desviou, mas a bola ainda tocou na trave. No rebote, Fábio insistiu, mas o goleiro tricolor voltou a fazer outra boa defesa na sequência.

A equipe de Muricy Ramalho, com um jogador a menos, perdeu um pouco de fôlego. No entanto, o teste serviu para Emerson, peça-chave no processo de recuperação da equipe na Libertadores, ganhar ritmo e confiança. O Sheik correu, acertou bons passes e arriscou seus dribles.

Quando o Resende decidiu partir para cima do Fluminense com repertório de chutes de longa distância e tabelas, Ricardo Berna apareceu bem e fez ótimas defesas. Mas a tal falada falta de sorte que estava prejudicando o Tricolor, segundo os jogadores, parece ter mudado. Haja visto, as bolas que passaram rente à trave de Berna. Fechado, o Fluminense conseguiu segurar a pressão do Resende e garantir sua primeira vitória na Taça Rio.

FICHA TÉCNICA
RESENDE X FLUMINENSE

Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 5/3/2010 – 18h30 (de Brasilia)
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Cartões amarelos: Léo Silva, Ramon (Resende) e Souza, Emerson e Edinho (Fluminense)
Cartao vermelho: Fernando Bob (Fluminense)
Gols: Araújo 40′ (1º T); Kim 2′ (2º T), Leandro Euzébio 7′ (2º T)
Renda e público: R$ 12.165,00 e 508 torcedores pagantes
Resende: Eduardo, Wellington, Anderson, Rogério (Fábio – intervalo) e Kim; Ramon, Léo Silva (Fábio Azevedo 27′ 2/T), Gabriel e Léo (Elias 20′ 2/T); Marcel e Alexandro
Técnico: Paulo Campos
Fluminense: Ricardo Berna, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Julio Cesar; Edinho, Fernando Bob, Marquinho e Souza (Diogo 5′ 2/T); Araújo (Tartá 20′ 2/T) e Rafael Moura (Emerson 5′ 2/T)
Técnico: Muricy Ramalho

março 5, 2011 Posted by | Fluminense | , | Deixe um comentário

Flu perde do América-MEX e vê classificação mais longe


Tricolor segue sem vencer e está a quatro pontos dos mexicanos, vice-líderes do Grupo 3

Para os tricolores que ainda sonham com título da Libertadores neste ano, é bom começar a fazer as contas. Em mais uma noite de pouca inspiração, o Fluminense sucumbiu diante do América-MEX, que, após encurralar os brasileiros durante todo o tempo, arrancou a vitória por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Estádio Azteca, e permaneceu na segunda posição do Grupo 3, com seis pontos.

Para o Tricolor, que já se encontrava em situação complicada antes do jogo, agora vive em estado crítico. Com apenas dois pontos, terá que tirar os quatro de desvantagem para as “Águias” nas próximas três rodadas. Sendo que, em duas delas, jogará longe do Rio de Janeiro.

O gol da vitória dos anfitriões saiu aos 25 minutos da segunda etapa, após boa jogada do meia argentino Montenegro, bem concluída pelo atacante Daniel Marques, que acabara de entrar.

O lance irritou a comissão técnica tricolor, que reclamou impedimento. O auxiliar Tata e o preparador físico Ronaldo Torres foram expulsos de campo, mas as câmaras mostraram que o jogador mexicano estava em posição legal.

Para o alento dos brasileiros, o Flu fará uma longa pausa na competição continental e só volta jogar no próximo dia 23, quando recebe o próprio América, no Engenhão. Antes, fará quatro jogos pela Taça Rio. Tempo para, quem sabe, arrumar a casa e retomar a engrenagem do fim do ano passado.

FLU ENCURRALADO E SEM CONTRA-ATAQUE

Conca teve outra atuação apagada contra os mexicanos (Foto: EFE)

Outra vez, o técnico Muricy Ramalho optou pela formação com três zagueiros. Foi o que evitou que o Fluminense descesse para o vestiário em desvantagem no placar. Com mais de 60% de posse de bola durante os primeiros 45 minutos, o América encurralou os brasileiros em seu campo de defesa. Nesse tempo, levantou 15 bolas na área, todas bem interceptadas pelas “torres” Gum, Digão e Leandro Euzébio. No único vacilo, Oliveira cabeceou na trave – o jogador, no entanto, estava em posição irregular.

A partir do meio de campo, começaram os problemas do Tricolor. Com os dois volantes (Diguinho e Valencia) sobrecarregados na marcação de Oliveira e Montenegro, Conca ficou como único homem de ligação para o atacante Rafael Moura, que, assim como na partida anterior, ficou isolado na frente.

Tartá, surpresa de Muricy na escalação, até procurou espaços para auxiliar o He-Man, mas, a certo momento, passou a se preocupar mais na contenção dos laterais adversários do que na armação.

Já os alas tricolores, peças fundamentais na estratégia de contra-ataque montada por Muricy, começaram bem, com boas subidas pela linha de fundo, principalmente com Carlinhos na esquerda. Mas, em poucos minutos, sentiram a altitude, o que comprometeu as saídas rápidas do time.

Ainda assim, a melhor chance da primeira etapa pertenceu à equipe brasileira. Aos 10 minutos, jogada pela direita com Tartá. O camisa 24 cruzou para Diguinho, que chutou de primeira. A bola desviou na defesa e sobrou para o He-Man finalizar, mas o goleiro Ochoa praticou um milagre no Azteca.

Do lado mexicano, os chutes de fora da área eram a melhor opção. Montenegro e Oliveira, por três vezes, quase surpreenderam Berna, mas, em todas elas, a bola escapou caprichosamente por cima do gol.

MARQUES MARCA O GOL DA VITÓRIA DO AMÉRICA

Os ares do vestiário do Azteca fizeram bem ao Flu, que retornou à segunda etapa com fôlego renovado e partindo para cima. Os alas voltaram a ser presença no campo de ataque. Conca, Tartá e Rafael Moura se aproximaram e o gol começou a ficar mais maduro. E quase ele não aconteceu aos 11 minutos, com He-Man, que, após levantamento de Mariano, finalizou de cabeça com perigo, à esquerda da meta de Ochoa.

Após pressão, América fura bloqueio do Flu na 2ª etapa (Foto: EFE)
Mas a pressão durou pouco. Após o lance do camisa 19, os anfitriões voltaram a assumir o controle. Para tentar furar o bom bloqueio da zaga tricolor, o técnico Reinoso colocou mais dois atacantes para fazer pressão na grande área. E a ousadia dos mexicanos não demorou a dar resultado.

Aos 25 minutos, o meia argentino Montenegro aproveitou a sobra de bola mal-rebatida por Digão. Dominou e encontrou o atacante Daniel Marques, que, livre, só teve o trabalho de tocar na saída de Berna e deixar as ‘Águias’ em vantagem.

O gol provocou uma pane na equipe brasileira, que só não sofreu mais pelas boas defesas Berna e a falta de pontaria dos atacantes americanos. Nos minutos que se seguiram, o Flu praticamente assistiu ao adversário jogar. Até o apito final do árbitro Wilmar Roldán, que deixou o Tricolor em situação crítica na Libertadores.

FICHA TÉCNICA
AMÉRICA-MEX 1 X 0 FLUMINENSE

Data-Hora: 2/3/2011 – 22h (Brasília)
Local: Estádio Azteca, na Cidade do México (MEX)
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Auxiliares: Humberto Clavijo (COL) e Javier Camargo (COL)
Cartões Amarelos: Montenegro (AME); Diguinho, Edinho (FLU)
Gol: Daniel Marques 25’/2ºT (AME)

AMÉRICA-MEX: Ochoa, Layun (Daniel Marques 18’/2ºT), Mosquera, Valenzuela e Oscar Rojas; Pardo (Reyna 10’/2ºT), Rosinei, Nicolás Oliveira (Martinez 24’/2ºT) e Montenegro; Vicente Sanchéz e Vuoso – Técnico: Carlos Reinoso.

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Digão (Souza 36’/2ºT), Gum e Leandro Euzébio; Mariano, Valencia (Edinho 16’/2ºT), Diguinho, Conca (Araújo 29’/2ºT) e Carlinhos; Tartá e Rafael Moura – Técnico: Muricy Ramalho.

março 3, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Flu empata sem gols com Nacional e se complica


Tricolor parou na forte marcação uruguaia e amargou outro empate em casa na Copa Libertadores

Complicou. Depois de 90 minutos de pressão desorganizada, o Fluminense não conseguiu furar a retranca do Nacional (URU), nesta quarta-feira, no Engenhão, e margou mais um empate em casa na Libertadore; desta vez, sem gols.

Com muitas mudanças, a equipe de Muricy Ramalho mostrou muita desorganização tática e parou diante da defesa bem postada do time uruguaio. Mais uma vez, Conca teve atuação apagada. Mais avançado, fazendo ligação com Rafael Moura, o único atacante, o argentino não conseguiu se livrar da forte marcação. E, nas poucoas chances que teve, acabou cometendo erros.

Com dois pontos em dois jogos, o Tricolor está momentaneamente na segunda colocação do Grupo 3; mas pode ser ultrapassado pelo Argentinos Jrs., que enfrenta o América (MEX), nesta quinta-feira, em casa. Já a equipe uruguaia marcou sem primeiro ponto na competição.

O Fluminense terá até o dia 2 de março para arrumar a casa. Neste dia, terá confronto duro com o América (MEX), na Cidade do México. No mesmo dia, o Nacional recebe o Argentinos Jrs., em Montevidéo.

MUDANÇAS CORRIGEM DEFESA, MAS COMPROMETEM ATAQUE

Muricy Ramalho fez mistério sobre o time e com razão. Na escalação divulgada minutos antes da partida, muitas surpresas. Pela primeira vez neste ano, a escalação com três zagueiros foi colocada em campo. Digão entrou para compor o sistema defensivo ao lado de Gum e Leandro Euzébio.

Foi o único acerto do técnico. Com Gum de líbero, enquanto Digão e Euzébio partiam para o combate, os buracos que atormentaram a vida da defesa nos últimos jogos deixaram de aparecer. E, ao contrário do que acontecera na estreia contra o Argentino Jr., os três atacantes do Nacional (Vigneri, Fornaroli e Viudez) tiveram poucas chances para contra-atacar.

Outra novidade foi o retorno de Valencia na cabeça de área, fazendo Edinho sentir, pela primeira vez com a camisa tricolor, a sensação se sentar no banco de reservas. O colombiano não comprometeu, mas, sobrecarregado, principalmente nas saídas de bola, acabou errando muitos passes.

E a armação de jogadas seria o maior problema na etapa inicial. Na maior parte do tempo, a bola rodou entre os homens de defesa e os volantes. Enquanto isso, o meia Conca, a exemplo dos outras atuações neste ano, sumiu em meio à forte marcação da equipe uruguaio. Posionado como jogador de ligação entre o meio e o único atacante, Rafael Moura, o argentino teve 45 minutos de pura improdutividade.

Assim, coube a Marquinho, o outro apoiador, criar as melhores chances. Não foram muitas, nem muito perigosas, mas suas infiltrações, principalmente pelo lado esquerdo, foram o que de melhor do Tricolor apresentou antes do intervalo.

He-Man, isolado, acertou apenas duas cabeçadas (uma, com perigo). Os alas, mesmo com liberdade, ficaram comprometidos pela boa marcação uruguaia pelos lados.

TIME VAI PARA O DESESPERO, MAS PARA NA RETRANCA URUGUAIA

O Flu voltou do intervalo com mais ímpeto. Pressionados pelo resultado desfavorável, os jogadores impuseram um ritmo mais forte, mas os erros, principalmente de passes, continuaram os mesmos.

Conca seguiu perdido sobre a marcação. Pelos lados, mais problemas. Tanto que, no desespero, os zagueiros Euzébio e Digão passaram a alçar bolas na área em busca de alguma solução vinda lá de cima.

Aos 25 minutos, ela quase veio. Após levantamento, Leandro Euzébio ajeita para He-Man, que estufa as redes uruguaias. Mas o árbitro já marcava irregularidade.

Dia de azar para o Tricolor? Disso, o time de Muricy não pôde reclamar. Dois minutos depois, García, após dois erros da zaga, ficou livre na área, driblou Berna, mas acabou jogando por cima, mesmo com o gol aberto.

Muricy então partiu para o desespero. Tirou o zagueiro Digão e o volante Valencia para as entradas dos atacantes Tartá e Araújo. Os dois, embora um pouco perdidos, se movimentaram bastante procurando espaços. Mas nada que furasse o bom bloqueio uruguaio. No lance de maior perigo, Araújo recebeu pela esquerda, dominou e chutou cruzado; o goleiro Burián espalmou.

Atrás, Berna, com boas defesas, evitou tragédia ainda maior.

Com dois pontos em dois jogos, o Flu terá que tirar a desvantagem fora de casa. A primeira missão será logo na próxima rodada, contra o América, na Cidade do México.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 0 X 0 NACIONAL (URU)

Data/ Hora: 23/2/2011, às 22h (de Brasília)

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)

Auxiliares: Nícolas Yegros (PAR); Malcides Saldívar (PAR)

Público/ Renda: 9.020 pagantes, 10.017 presentes/ R$ 429.020,00

Cartão Amarelo: Conca, Rafael Moura, Leandro Euzébio (FLU); Fornaroli, Cabrera, Píriz, Garcia (NAC)

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Gum, Leandro Euzébio e Digão (Araújo, aos 28’/2ºT) ; Mariano, Valencia (Tartá, aos 15’/ 2ºT), Diguinho, Marquinho (Souza, aos 35’/2ºT), Conca e Carlinhos; Rafael Moura – Técnico: Muricy Ramalho.

NACIONAL (URU): Burián, Gabriel Marques, Lembo, Coates e Nuñez; Mauricio Pereyra, Piriz e Cabrera (Calzado, aos 11’/2ºT); Vigneri, Fornaroli (Garcia, aos 16’/ 2ºT) e Viudez (Carsoso, aos 28’/2ºT) – Técnico: Juan Ramón Carrasco

fevereiro 24, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Boavista vence Fluminense nos pênaltis e vai à final

Thiago defende duas cobranças e vira o herói da classificação histórica da equipe de Saquarema para a decisão da Taça GB

A zebra de Saquarema atacou de novo. Após segurar o empate em 2 a 2 no tempo regulamentar, o Boavista venceu o Fluminense na disputa de pênaltis, neste sábado, no Engenhão, e garantiu a classificação para a final da Taça Guanabara.

O goleiro Thiago acabou sendo o herói da noite. Com defesas importantes no tempo normal, o camisa 1 segurou duas cobranças – de Conca e Rodriguinho – e colocou o Alviverde pela primeira vez na final da competição.

Marquinho e Fred (que deixou o campo no intervalo com dores na panturrilha) marcaram para o Flu na etapa regular. Mas Tony e André Luís igualaram o placar para o azarão da noite, que aguarda a confronto entre Flamengo e Botafogo no Engenhão para conhecer o adversário deste domingo, na grande final.

Já o Fluminense volta suas atenções para a Libertadores, pela qual enfrenta o Nacional (URU), quarta-feira, no Engenhão.

FLU ABRE VANTAGEM NAS BOLAS PARADAS

A tônica do jogo era lógica. O Fluminense, com jogadores de mais qualidade e favorito no confronto, tentando furar o bloqueio da surpresa das semifinais, o Boavista. Para o Tricolor, um gol no início seria crucial. E foi exatamente o que aconteceu. Aos oito minutos, falta na intermediária; Marquinho, que deixou o “figurão” Souza no banco de reservas, cobrou com extrema categoria, no ângulo do goleiro Thiago.

Um pouco na sorte, um pouco no mérito, o Flu abria vantagem e poderia, então, conduzir a partida com maior facilidade. Mas, dois minutos depois, o placar estaria igualado novamente. Em falta de longe, mas frontal, o lateral-esquerdo Paulo Rodrigues rolou para Tony, que soltou um petardo. Berna pulou, mas nada achou.

A partir daí, o Flu voltou a apresentar seus defeitos. As jogadas de linha de fundo, ponto forte do time, foram praticamente anuladas pela defesa adversária, que colocou todos os jogadores atrás e explorou bem os contra-ataques. O volante Diguinho, o principal nome da primeira etapa, acabou sobrecarregado; atrás, era responsável pelos principais desarmes. Na frente, com os meias e atacantes bem marcados, acabou encarregado da armação.

O ritmo forte continuou. Até que, no fim do primeiro tempo, o Tricolor encontrou o segundo gol. Em bola levantada por Conca, Rafael Moura ajeitou para Fred. O camisa 9 ficou livre, e não teve trabalho para assinalar de cabeça seu nono gol no campeonato.

BOAVISTA EMPATA E JOGO VAI PARA OS PÊNALTIS

O Tricolor voltou do intervalo com uma baixa. Fred, que desde a primeira etapa vinha sentindo dores na panturrilha, ficou no vestiário. Em seu lugar, entrou Souza. E tinha mais castigo. Logo aos 10 minutos, numa confusão da defesa, o Boavista chegou ao empate, com André Luís.

Assim, o Fluminense recolocou-se à frente. Os dois alas se apresentaram mais, muito pelo apoio de dois meias (Souza e Marquinho). Mas os cruzamentos eram facilmente interceptados pela defesa alviverde. Conca, pouco inspirado, mal fazia a ligação com Rafael Moura. Percebendo a dificuldade, Muricy fez outra mudança: colocou Rodriguinho no lugar de Marquinho.

Os minutos finais foram de puro abafa do Flu. No desespero, Rafael Moura, por duas vezes, quase fez o gol da vitória, mas o goleiro Thiago e a defesa do Boavista seguraram o empate.

A equipe de Saquarema ainda reclamou de um pênalti de Gum em Max, no fim do jogo, que acabou mesmo indo para os pênaltis.

CONCA PERDE COBRANÇA E BOAVISTA VAI À FINAL

Jogadores do Boavista comemoram vitória nos pênaltis (Foto: Gilvan de Souza)

Na disputa de pênaltis sobrou frieza para a equipe de Saquarema. Paulo Rodrigues, Tony, Frontini, Edu Pina fizeram sua parte. Já o Fluminense, acabou castigado pelo maior craque.

Herói do título brasileiro, Conca, depois de um jogo apagado, cobrou mal, no meio do gol. Thiago ficou parado e fez a defesa. Rafael Moura e Souza fizeram os seus. Mas Rodriguinho, na quarta cobrança, também parou em Thiago, que colocou o Boavista pela primeira vez na final da Taça Guanabara.

FLUMINENSE 2 (2) X (4) 2 BOAVISTA

Data: Sábado, 19/2/2011, às 17h (Brasília)
Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo Figueiredo H. Correa

Público/renda: 14.337 pagantes / R$ 398.990,00
Cartões Amarelos: Carlinhos, Souza, Rodriguinho (FLU); André Luís, Santiago, Gustavo, Edu Pina (BOA)

GOLS: Marquinho, aos 8’/ 1ºT, Fred, aos 38’/1ºT (FLU); Tony, aos 11’/ 1ºT, André Luís, aos 10’/ 2ºT (BOA)

Pênaltis: Rafael Moura e Souza (FLU); Paulo Rodrigues, Tony, Frontini e Edu Pina (BOA)

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Marquinho (Rodriguinho, aos 27’º? 2ºT) e Conca; Fred (Souza, intervalo) e Rafael Moura. Técnico: Muricy Ramalho.

BOAVISTA: Thiago, Bruno Costa (Erick Flores, aos 13’/2ºT), Gustavo, Santiago e Paulo Rodrigues; Julio Cesar, Edu Piña, Leandro Chaves (Fábio Fidélis, aos 42’/2ºT)e Tony;André Luís (Max, aos 25’/ 2ºT) e Frontini. Técnico: Alfredo Sampaio.

fevereiro 19, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

He-Man dá a vitória ao Flu, que foge do Fla na semi

Rafael Moura marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Madureira; Boavista será o adversário na semifinal

Mais uma vez, o atacante Rafael Moura tratou de salvar o Fluminense. Agora, marcando o gol da vitória do Tricolor sobre o Madureira por 1 a 0, neste domingo, no Raulino de Oliveira. Com o empate do Botafogo com o Macaé, o Flu retomou a liderança do Grupo B, com 18 pontos.

Depois de um primeiro tempo de pouca inspiração, o Tricolor se reencontrou na volta do intervalo e, após tanto insistir nas jogadas aéreas, encontrou seu gol com He-Man, de cabeça. Foi seu quinto em três jogos.

O Fluminense encara agora o Boavista, sábado, pela semifinal da Taça Guanabara.

DECISÃO COMEÇA EM RITMO DE TREINO

O jogo era uma decisão. Mas o Fluminense não encarou dessa forma. Não só pelos quatro titulares poupados (o zagueiro Leandro Euzébio, o lateral-esquerdo Carlinhos e os volantes Edinho e Diguinho – todos pendurados). Dentro de campo, o ritmo foi de treino.

Das novidades do time, apenas uma deixou seu recado na primeira etapa. O goleiro Ricardo Berna, que retornou aos titulares, foi seguro: agarrou as bolas fáceis e, nas duas chances claras para o Madureira, fechou a meta impedindo que o adversário abrisse o placar.

Enquanto isso, o ataque Fred/He-Man ainda dava sinais de desentrosamento. Mais técnico, na definição do próprio Muricy, o camisa 9 caiu pelas pontas, mas acabou sendo presa fácil para a defesa. Enquanto isso, Rafael Moura, à sua maneira, criava brechas na grande área. Na melhor chance do Tricolor na etapa inicial, o camisa 10 fez um belo toque de letra para Mariano. Mas o lateral-direito devolveu mal, desperdiçando a jogada de ataque.

Antes do intervalo, a única boa notícia para a torcida do Flu: o Macaé abria o placar sobre o Botafogo. Agora, só faltava o Tricolor encontrar o seu. Ficaria para a segunda etapa.

RAFAEL MOURA FURA O BLOQUEIO DO MADUREIRA

O segundo tempo começou mal para o Flu. Antes mesmo de a bola voltar a rolar, chegava a notícia de que o Bota empatava o jogo no Engenhão. Com isso, não restou outra alternativa à equipe de Muricy: atacar e atacar.

E a primeira parte da tarefa, o Tricolor conseguiu realizar até sem muitas dificuldades. Com o adversário ainda mais recuado, os alas passaram a subir com mais constância, enquanto, atrás, a defesa conseguia impedir as tentativas de contra-ataque.

Nos 20 minutos após a volta do intervalo, o Flu só não abriu o placar porque o goleiro Cléber estava em tarde inspiradíssima e evitou todas as chances, criadas ou em jogadas aéreas ou em chutes de fora.

Mas a arma letal do Flu tardaria, mas não falharia. Aos 29 minutos, Conca levantou para Rafael Moura, que, de costas, furou finalmente o bloqueio do Madureira. Festa tricolor, que, com o tropeço do Alvinegro, retomou a liderança do Grupo B e encara o Boavista pela semifinal da Taça Guanabara.

MADUREIRA 0 X 1 FLUMINENSE

Data/ Hora: 13/2/2011, às 17h (Brasíla)

Local: Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ)

Árbitro:Wagner do Nascimento Magalhães

Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo Figueiredo Correa

Gol: Rafael Moura, aos 29’/2ºT (FLU)

Cartões amarelos: Arthur, Luís Otávio, Vinícius, Valdir, Nil, Adriano Magrão (MAD), Fernando Bob (FLU)

MADUREIRA: Cleber, Ivonaldo, Arthur, Luiz Otávio e Da Costa; Vinícius (Marcelo Ramos, aos 38’/2ºT), Rodrigo, Caio Cezar e Valdir; Edivaldo (Baiano, aos 19’/2ºT) e Maciel (Adriano Magrão, aos 19’/ 2ºT). Técnico: Antonio Carlos Roy

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Mariano, Gum, Digão e Julio Cesar; Diogo (Marquinho, aos 20’/ 2ºT), Fernando Bob (Araújo, aos 27’/ 2ºT), Souza e Conca; Fred e Rafael Moura (Rodriguinho, aos 42’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

fevereiro 13, 2011 Posted by | Fluminense | , | Deixe um comentário

Flu empata em estreia marcada por duelo entre He-Man e o baixinho Niell

Tricolor, de 1,89m, faz dois, assim como o atacante do Argentinos Juniors, com 1,60m. Resultado é ruim para os cariocas na Libertadores

A estreia do Fluminense na Libertadores 2011 pode ser resumida em um duelo: Rafael Moura x Niell. O grandalhão tricolor, de 1,89m fez os gols tricolores, enquanto o baixinho de 1,60m do Argentinos Juniors fez, de cabeça, os dois de seu time no empate por 2 a 2, válido pelo Grupo 3 da competição, nesta quarta-feira, no Engenhão.

Mesmo com o time sendo o atual campeão brasileiro, entre os favoritos ao título deste ano e com a melhora na organização das vendas dos ingressos, o público presente foi decepcionante, pouco menos de 16 mil torcedores.

Argentinos mais eficientes
O jogo começou quente, com dois lances de perigo em menos de dois minutos, um para cada lado. No primeiro, Oberman recebeu lançamento dentro da área e só foi desarmado por Edinho quando se preparava para chutar. Em seguida, Willians arriscou de longe, dando trabalho para Navarro.
Com o passar do tempo, a tática dos visitantes ficou clara: deixar o tempo passar. O goleiro Navarro chegou a ser punido com cartão amarelo por retardar a reposição de bola algumas vezes. Ansioso, o Tricolor errava muitos passes. Perto dos 20 minutos, os torcedores já demonstravam impaciência, principalmente com Willians, que parecia nervoso. As principais jogadas de ataque surgiam com tabelas entre Souza e Conca e algumas vezes pelas laterais. Aos 21, Mariano arrancou e tocou para Rafael Moura na entrada da área. O atacante chutou bem, mas Navarro defendeu. Pouco depois, Souza tentou de longe, e a bola passou raspando o travessão.
Aos trancos e barrancos, o Flu ia à luta. Os argentinos, de seu jeito, conseguiam deixar o jogo mais parelho. O volante Basualdo se destacava pela marcação e pela qualidade no passe e alguns belos dribles até se arriscando no ataque.Enquanto isso, Rafael Moura interrompia vários ataques tricolores por estar em posição de impedimento.
Até que aos 36, polêmica do Engenhão: contra-ataque do Argentinos Juniors, Salcedo cruzou para Niell, que dividiu com Gum. A bola passou por Diego Cavalieri, mas André Luis se esticou e chutou para longe. Para a arbitragem paraguaia, comandada por Carlos Torres, a bola não ultrapassou toda a linha do gol.
Mas, aos 43, não teve jeito: silêncio da maioria e festa dos poucos argentinos presentes ao estádio. Após escanteio da direita, Niell subiu, cabeceou forte, a bola ainda desviou em Diguinho e enganou Cavalieri. 1 a 0 para os visitantes. Das arquibancadas soaram alguns gritos de incentivo, como ‘vamos virar, nense’, mas o primeiro tempo terminou com o Flu em desvantagem.

He-Man x Neill: o grandão contra o baixinho

O Flu voltou do vestiário com Rodriguinho na vaga do vaiado Willians. E logo no primeiro ataque, uma ótima chance para empatar. Souza cobrou falta da esquerda, a bola desviou na zaga e quase enganou Navarro, que ainda teve reflexo para espalmar a bola para fora da área, aos dois minutos.

E, na pressão, o time das Laranjeiras chegou ao empate. Aos 12, Carlinhos cruzou da esquerda, Rafael Moura tocou de cabeça, Navarro colaborou, a bola passou por baixo dele e beijou as redes. 1 a 1 e empolgação dos tricolores no campo e nas arquibancadas.

Aos 25, o baixinho de 1,60m apareceu de novo. Salcedo fez bela jogada pela direita, cruzou, Cavalieri saiu mal, Gum também falhou, e Niell, mais uma vez de cabeça, fez o segundo dos argentinos. No mesmo momento, parte da torcida tricolor passou a gritar ‘Berna, Berna’, pedindo a entrada do goleiro reserva. Mas Muricy preferiu arriscar e tirou André Luis, que também não fez um bom jogo, para colocar o meia Marquinho. E deu certo.

O He-Man, que tem 1,89m, também estava com a força, e voltou a deixar tudo igual aos 28. Conca cruzou da direita, Marquinho cabeceou, a bola passou em frente ao gol e sobrou para Mariano que tocou para o meio da pequena área. Rafael Moura, de cabeça, desviou de Navarro para colocar 2 a 2 no placar. Foi o quarto gol dele em dois jogos pelo Flu este ano – fez os dois da derrota por 3 a 2 para o Botafogo, domingo.

Aos 38, o grito de ‘uhh’ no Engenhão. Souza cruzou da direita, Conca desviou de cabeça, e a bola passou perto da trave direita de Navarro. O Flu ainda tentou a virada no abafa, mas tropeçou no cansaço e na boa defesa argetina. Fim de jogo, e decepção tricolor. Melhor para o baixinho Neill, que ajudou seu time a conquistar um ponto fora de casa.

Próximos jogos

Na segunda rodada da Libertadores, o Flu enfrenta o Nacional-URU, de novo no Engenhão, no dia 23, às 21h50m (de Brasília). Os argentinos encaram o América do México no dia seguinte, às 21h30m (de Brasília), em Buenos Aires.

No domingo, pela última rodada do Grupo B da Taça Guanabara, o Tricolor (15 pontos) encara o Madureira, às 17h (de Brasília), em Volta Redonda, e precisa vencer e torcer contra o Botafogo (16 pontos), que pega o Macaé, para terminar em primeiro.
FLUMINENSE 2 X 2 ARGENTINOS JUNIORS
Diego Cavalieri, Mariano, Gum, André Luis (Marquinho) e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Souza (Valencia) e Conca; Rafael Moura e Willians (Rodriguinho). Navarro; Sabia, Torren e Gentiletti; Prósperi, Mercier, Basualdo (Bogado) e Escudero (Berardo); Oberman (Hernández), Salcedo e Niell
Técnico: Muricy Ramalho. Técnico: Pedro Troglio
Gols: Niell, aos 43 minutos do primeiro tempo; Rafael Moura, aos 12, Niell, aos 26, Rafael Moura, aos minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Oberman, Torren, Navarro (ARG); Rafael Moura (FLU)
Local: Engenhão, Rio de Janeiro Data: 09/02/2011. Árbitro: Carlos Torres (PAR). Auxiliares: Nicolás Yegros e César Franco (PAR)
Renda: R$ 681.050 Público pagante: 14.031 (15.939 presentes

fevereiro 9, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

No jogo das viradas, Botafogo vence o Fluminense


Glorioso assume a ponta do grupo B

Um jogo de tirar o fôlego e impróprio para cardíacos aconteceu neste domingo no Engenhão. Em duas viradas sensacionais, o Botafogo triunfou em cima do Fluminense e assumiu a liderança do grupo B.

Logo no começo do jogo, o artilheiro do Campeonato Estadual Fred, arriscou de longe e assutou Jefferson. Loco Areu respondeu em cabeçada que passou por cima do gol do goleiro Diego Cavalieri. Apesar da aparente escalação mais ofensiva, Flu e Bota dividiam os ataques. Pelo lado alvinegro, o camisa 10 Renato Cajá chamou a responsabilidade e tentou armar o Botafogo. E foi através de uma cobrança de falta perfeita do jogador, que o Alvinegro abriu o placar. 1 a 0 Bota. Após o gol, Cajá mandou uma bomba que explodiu na trave de Diego Cavalieri. Pelo outro lado, o Flu tentava pela direita com as investidas de Mariano. Em uma delas, Jefferson defendeu cara a cara.

Mas, o dia também era do camisa 10 Tricolor. Rafale Moura, que estreva pelo Flu, colocou tudo igual ao desviar de cabeça escanteio cobrado por Souza. Em jogo muito disputado, Valencia acabou expulso após falta dura. No momento da falta, Loco Abreu e Fred acabaram se desentendendo, pois o alvinegro pedia a expulsão do colombiano e ao ser aferida, o camisa 9 do Flu, revoltou-se com a influência que o camisa 13 teve. Resultado: amarelo para El Loco e expulsão acertada para Valencia, pois o mesmo já tinha amarelo.

Como o dia era de Rafale Moura… He-man deixou mais um após vacilo da zaga do Botafogo, que parou em bola alçada na área. O primeiro tempo estava recheado de emoções, mas mais um a viria. Após falta dura de Marcelo Mattos em Conca, o juiz Gutemberg de Paula, expulsou o camisa 8. De fato, a falta foi dura, mas o capitão do Glorioso não tinha nem o amarelo, sendo assim, extremamente rigoroso.

A segunda etapa prometia batante após o primeiro tempo eletrizante com três gols e duas expulsões. O Botafogo, precisando da vitória, se lançou ao ataque. E não demorou, para conseguir um pênalti, dado erroneamente pelo árbitro em Loco Abreu. O uruguaio bateu com a sua cavadinha, mas desta vez Diego Cavalieiri ficou no meio e não deu certo.

Todavia, El Loco teria mais uma chance. Pênalti marcado novamente, desta acertadamente no volante Bruno. O ídolo alvinegro, sem medo de ser feliz e mostrando ser totalmente ‘loco’, usou a cavadinha de novo, desta vez, de maneira mais comedida, no canto direito de Cavlieri. 2 a 2.

Com o empate, o Botafogo foi para cima. Muricy mexeu mal no Flu, tirando Rafael Moura, o melhor do Flu e Souza, colocando Fernando Bob e Araújo. Como era dia dos camisas 10, Renato Cajá apareceu de novo e de maneira decisiva, dando passe brilhante para Herrera, que cara a cara, fez o gol da virada do Botafogo.

Tentando se recuperar, o Fluminense usou sua pricipal arma. Mariano infernizou pela direita o lateral-esquerdo, criando várias jogadas. Em uma delas, Araújop cabeceou…Mas, o jogo que já tinha muitos personagens importantes, teve mais um: o goleiro Jefferson. Eel fez pelo menos três grandes defesas, salvando o Bota de tomar o gol.

Com a vitória, o Botafogo retoma a liderança do grupo, com 16 pontos. O Fluminense está com 13, em segundo lugar.

Fluminense 2 X 3 Botafogo

Fluminense: Diego Cavalieri, Mariano, Gum, Leandro Euzébio (André Luis) e Carlinhos; Edinho, Valencia, Souza (Araújo) e Conca; Rafael Moura (Fernando Bob) e Fred. Técnico: Muricy Ramalho

Botafogo: Jefferson, João Filipe (Arévalo Ríos), Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Marcelo Mattos, Bruno, Renato Cajá e Marcio Azevedo; Herrera e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana

fevereiro 6, 2011 Posted by | Botafogo, Fluminense | , | Deixe um comentário

Fred brilha de novo, Flu despacha o Duque e assume a liderança

Atacante marca todos os gols da vitória por 3 a 1 sobre o time da Baixada. Resultado faz do Tricolor o primeiro classificado para as semifinais

Definitivamente, Fred é o “pegador” do Campeonato Carioca. Com mais uma grande atuação do atacante, o Fluminense até teve dificuldades, mas derrotou o Duque de Caxias, nesta quinta-feira, no Engenhão, pela quinta rodada, por 3 a 1, e manteve os 100% de aproveitamento na Taça Guanabara. O camisa 9 marcou três vezes, passou a ter oito gols na competição e voltou a se isolar na artilharia. Marlon descontou de cabeça para o time da Baixada Fluminense.
O resultado, de quebra, colocou a equipe de Muricy Ramalho na liderança do Grupo B – 15 pontos contra 13 do Botafogo – e garantiu a classificação para a semifinal da competição. Se vencer o Alvinegro no domingo, às 19h30m (de Brasília), novamente no Engenhão, o Flu garante a primeira colocação e evita um provável confronto diante do Flamengo na semifinal.
Já o Duque de Caxias, que permanece com quatro pontos, na quinta colocação, recebe o Olaria, no mesmo dia, às 17h, no estádio De Los Larios, em Xerém.
Confira a classificação atualizada da Taça Guanabara!
Teste para a Libertadores
Com novidades, o Fluminense entrou em campo com o time que muito provavelmente estreará na Libertadores, dia 9, contra o Argentinos Juniors, também no Engenhão. Com Araújo e Conca entre os titulares, a única mudança deve ser Rafael Moura no lugar de Fred, que está suspenso por ter sido expulso na final da Copa Sul-Americana de 2009. E, a julgar pelo primeiro tempo, é preciso caprichar um pouco mais nas finalizações e resguardar a defesa.
Bem arrumado em campo e com bom toque de bola, o Tricolor dominou a primeira etapa, teve ampla vantagem na posse de bola, mas não conseguiu abrir o placar e ainda sofreu com bons contragolpes do Duque de Caxias. Enquanto os comandados de Muricy Ramalho apostavam nas jogadas pelas laterais, o time da Baixada aproveitava os espaços com velocidade e a dupla Geovane Maranhão e Lenílson obrigou Diego Cavalieri a fazer grandes defesas em chutes de dentro da área.
Souza e Conca, porém, se entendiam bem, e o Duque passou a ficar acuado após a parada técnica. Foi quando o Flu carimbou a trave duas vezes. Primeiro, Carlinhos aplicou um lindo lençol em Ari e emendou de primeira para acertar o poste. Pouco tempo depois, o estreante Araújo dominou na entrada da área e chutou colocado. Caprichosamente, a bola pegou na junção entre a trave e o travessão.
Entre chutes de longe e jogadas bem tramadas, o Tricolor seguiu pressionando e desperdiçando oportunidades com Fred, Conca e Souza antes de descer para o vestiário com o placar em branco.
Fred, mais uma vez, decide
No início da segunda etapa, o panorama pouco mudou. O Flu seguiu com total domínio territorial e desperdiçando oportunidades. A diferença? O Duque de Caxias perdeu a força ofensiva, e o artilheiro do Carioca entrou em ação. Logo aos oito minutos, Araújo, que seria substituído por Willians em seguida, descolou lindo lançamento pela esquerda para Fred escorar de primeira e abrir o placar.
Enquanto isso, Somália vivia isolado no campo ofensivo do time da Baixada, que só assustaria em uma jogada de bola parada. Foi o que aconteceu. Aos 13, Juninho cobrou falta no segundo pau, a defesa tricolor parou, e Marlon, que tentou centrar para o meio da área, acertou o ângulo esquerdo de Diego Cavalieri: 1 a 1.
A partir daí, porém, o que se viu foi uma verdadeira avalanche com as cores do Flu. Souza em cobrança de falta, e Fred três vezes dentro da área insistiam em perder gols. Fosse parando no goleiro Fernando ou chutando nas alturas. Até que Darío Conca resolveu entrar em ação ao melhor estilo versão 2010.
Como cansou de fazer na campanha do título do Brasileirão, o argentino dominou no campo ofensivo e fez mágica: um passe simples que deixou Fred na boa para chutar forte e marcar, aos 28. Não era o bastante. Incansável, o goleador seguiu correndo de um lado para o outro no ataque, deu passes, marcou, e fez o terceiro, aos 45, em chute forte de perna esquerda.
Foi o oitavo gol do camisa 9, artilheiro isolado do Carioca. Motivo suficiente para a torcida tricolor cantar aquele que tem sido o hit de 2011: “O Fred vai te pegar”. O Botafogo que se cuide.
FLUMINENSE 3 X 1 DUQUE DE CAXIAS
Diego Cavalieri, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho (Valencia), Diguinho, Souza e Conca (Marquinho); Araújo (Willians) e Fred. Fernando, Ari, Fábio Braz, Marlon e Gabriel; Antônio (Lucão), Juninho, Jougle (Felipe Lima) e Lenílson (John); Geovane Maranhão e Somália.
Técnico: Muricy Ramalho. Técnico: Arthur Bernardes.
Gols: Fred, aos oito, aos 28 e aos 45, e Marlon, aos 13 minutos do segundo tempo.
Cartões Amarelos: Edinho (FLU) Antônio e Felipe Lima (DUQ).
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 03/02/2011. Arbitragem: Leonardo Garcia Cavaleiro, auxiliado por Michael Correia e Luiz Felipe Scofield Guerra Costa. Público pagante: 4.735. Público presente: 5.973. Renda: R$ 97.185,00.

fevereiro 3, 2011 Posted by | Fluminense | , | Deixe um comentário

Flu vence de virada a Cabofriense e mostra força

Conca entrou no segundo tempo e estreou em 2011

O Fluminense suou muito, mas conseguiu a vitória sobre a Cabofriense, de virada, após ficar atrás do placar, perdia por 2 a 1. Com dois gols de Fred, um de André Luis e outro de Willians, o Tricolor mostrou sua força e se manteve com 100% na competição. Agora, são quatro jogos e 12 pontos, perdendo para o Botafogo no saldo de gols.

No começo do jogo o Tricolor parecia que não teria dificuldades contra a Cabofriense. Com bom toque de bola, envolveu facilmente o adversário e chegou ao seu gol aos seis minutos. Após jogada ensaiada, Souza rolou para Fred de bater de primeira no cantinho. 1 a 0.

O Fluminense continuou tomando conta do jogo. Fred tentou de de voleio, Rodriguinho perdeu chance na pequena área depois de jogada de Carlinhos e Tartá desperdiçou a principal oportunidade. Ele ficou com o gol escancarado, mas de perna direita chutou por cima. Como no futebol, quem não faz leva, a Cabofriense, que chegava em alguns contra-ataques, mas timidamente, acabou em uma das chances empatando. O atacante Capixaba foi o autor. Zotti levantou, e o jogador dominou com categoria e bateu na saída de Diego Cavalieri. Falha geral da zaga tricolor, que assistiu.

Com o gol de empate, a equipe tricolor ficou nervosa e não conseguir traduzir sua superioridade em vitória.

Segundo tempo bem quente

Logo no início do segundo tempo, o Tricolor colocou Conca, que fez a sua estreia em 2011, e Marquinho nos lugares de Tartá e Rodriguinho. E mesmo assim, foi surpreendido. O apoiador Diego Salles fez grande jogada e foi calçado por Souza dentro da área. Pênalti marcado e cobrado pelo mesmo, com muita categoria. A Cabofriense virava o jogo, em Macaé, fazendo seus primeiros gols na competição.

O Fluminense conseguia fazer de um jogo fácil, uma partida complicada. Mas as substituições feitas por Muricy Ramalho foram surtindo efeito. O Flu foi à frente. Conca também teve boa participação. O argentino fez sua primeira exibição nesta temporada e armou bem o jogo com bons passes, um deles de calcanhar. Pena que Marquinho finalizou mal a bela jogada. Em seguida, Souza bateu escanteio na cabeça do zagueirão André Luis, que empatou a partida.

Um lance inusitado, que causou revolta entre os jogadores da Cabofriense, foi quando o zagueiro Leandro Euzébio chutou a bola no técnico Waldemar Lemos, desnecessariamente. O treinador ficou furioso, mas nada aconteceu com o zagueiro, somente com o mesmo, que foi expulso. Na pressão do Flu, a Cabofriense teve o zagueiro Allyson expulso, o que causou mais reclamação no time de Cabo Frio.

Entretanto, o Tricolor precisava da virada. E quem resolveu a parada? Fred, sempre ele. O camisa 9 fez o terceiro gol, após boa jogada do jovem atacante Willians, que entrara no lugar de Souza.

Agora, nada mais pararia o campeão brasileiro. O que era iminente aconteceu. Aos 35, Marquinho cruzou e Willians marcou, fechando o caixão do Cabofriense.

FICHA TÉCNICA:

CABOFRIENSE 2 X 4 FLUMINENSE

Estádio: Claudio Moacyr, Macaé (RJ)
Árbitro: William de Souza Nery (RJ)
Auxiliares: Silbert Farias Sisquim (RJ) e Sérgio Waldman (RJ)
Cartões Amarelos: Rodrigo, Alisson (CAB)
Cartões Vermelhos: Allyson (CAB)

Público/Renda: Não divulgado.

Gols: (FLU) (Fred 6’/1°T) (André Luis 20’/2°T) (Fred 35’/2°T) (Willians 37’/2°T); (CAB) (Capixaba 31’/1°T) (Diego Salles 3’/2°T)

Fluminense: Diego Cavalieri, Mariano, André Luis, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Souza (Willians) e Tartá (Marquinho); Rodriguinho(Conca) e Fred. Técnico: Muricy Ramalho

Cabofriense: Fábio, Allyson, Matheus e Rodrigo; Scheneider, Luciano Totó, Zotti (Alexandre Calango), Diego Salles e Wágner; Allan e Capixaba (Assunção). Técnico: Waldemar Lemos.

janeiro 31, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Carlinhos e Souza brilham, Flu vence o Macaé e segue 100% na Taça GB


Lateral marca um gol e dá passe para outro, e apoiador faz dois em vitória por 3 a 1. Já Diego Cavalieri falha na estreia

Cem por cento e sem sustos. O Fluminense não precisou fazer muita força e contou com noite inspirada de Carlinhos e Souza para vencer o Macaé por 3 a 1, no Engenhão, nesta quinta-feira, pela terceira rodada da Taça Guanabara. Com um golaço, o lateral abriu o placar e ainda deu o passe para o meia marcar o segundo. Em cobrança de falta, o camisa 7 também fez o terceiro. Róbson descontou ao aproveitar falha do estreante Diego Cavalieri.
O resultado deixou o Tricolor com nove pontos, na segunda colocação do Grupo B. O Botafogo tem a mesma pontuação, mas leva vantagem no saldo de gols: 9 a 7. O Macaé é o sexto, com apenas três pontos.
No próximo domingo, o Flu encara a Cabofriense, às 17h (de Brasília), no estádio Cláudio Moacyr, em Macaé. No mesmo local, os macaenses recebem o Bangu, às 19h30m, em rodada dupla.
Confira a classificação atualizada da Taça Guanabara!
Souza comemora um de seus dois gols contra o Macaé (Foto: Agência Photocâmera)
Gozação tricolor, desânimo vascaíno
A tarde tricolor começou com gozação sobre um rival. O sol ainda iluminava o Engenhão quando os torcedores do Fluminense chegaram ao estádio e tripudiaram os vascaínos que perderam por 3 a 1 para o Boavista no primeiro jogo da rodada dupla desta quinta-feira. Irônicos, gritaram os nomes de Carlos Alberto, Felipe e pediram a permanência de PC Gusmão, enquanto o lado cruzmaltino protestava.
Os vascaínos, por sinal, não faziam a menor questão de esconderem o desânimo. Cerca de 200 deles permaneceram no Engenhão, mas sequer secaram o Fluminense e apenas observaram o rival manter os 100% de aproveitamento na Taça Guanabara.
Pelas beiradas, Flu encontra o caminho para vitória
Carlinhos vibra com seu gol (Foto: Photocâmera)
Já com a bola rolando para Fluminense e Macaé, porém, os tricolores não tiveram tanta facilidade no primeiro tempo. Apostando no condicionamento físico, o time de Costa do Sol se mandava para o ataque em velocidade e deu trabalho para a dupla Gum e Leandro Euzébio, principalmente em jogadas pelas pontas. Por outro lado, Diego Cavalieri não teve trabalho.
Ousado no ataque, o Macaé se mantinha bem postado na defesa e montou uma verdadeira barreira na entrada da área. Com isso, o Tricolor passou a apostar em seus laterais, e foi feliz. Discreto nas primeiras partidas do ano, Mariano voltou a apresentar bom futebol e levava perigo nos cruzamentos. Em um deles, por sinal, Fred por muito pouco não marcou um gol de placa ao dominar no peito cheio de estilo e emendar uma bicicleta que explodiu no travessão de Everton.
Chutes de longe também passaram a ser a arma da equipe de Muricy Ramalho. Mas foi pelo lado esquerdo, com Carlinhos, que saiu o gol. Aos 35 minutos, o lateral recebeu passe em profundidade, cortou de letra para dentro, deu uma ajeitadinha, e de pé direito colocou no ângulo esquerdo do goleiro. Golaço!
Pelos pés de Carlinhos, o Tricolor chegou também ao segundo gol. Logo aos dois minutos do segundo tempo, o lateral foi ao fundo e cruzou rasteiro. A bola passou por toda a área até encontrar Souza, sem marcação, no segundo pau: 2 a 0.
Souza rouba a cena
Foi quando, inclusive, o camisa 7 passou a roubar a cena e assumiu o papel de protagonista da partida. Disposto a apagar a má impressão da estreia, quando foi expulso com apenas 38 minutos de jogo contra o Bangu, Souza distribuiu bons passes, driblou e mostrou a já conhecida precisão em bolas paradas. Aos oito, ele cobrou falta colocado e transformou o placar em goleada.
Foi o suficiente para a torcida tricolor passar a gritar seu nome nas arquibancadas e cantar para Thiago Neves: “O Souza é melhor que você!”. Empolgado, ele por muito pouco não fez seu terceiro gol em voleio que passou perto do travessão.
Souza acertou o travessão, e Fred a trave. O atacante, que teve boa atuação, perdeu a chance de se isolar na artilharia do Carioca ao desperdiçar pênalti sofrido por Willians nos minutos finais.
Diego Cavalieri falha na estreia
A vitória tranquila praticamente transformou os estreantes Edinho e Diego Cavalieri em espectadores. Firme na proteção à zaga, o volante foi eficiente na defesa e deixou boa impressão com bons passes e viradas de jogo. Já o goleiro chamou a atenção pelo nervosismo nas poucas vezes em que foi exigido. Após bater-roupa em chute de longa distância, ele voltou a bobear aos 42 minutos e soltou bola no pé de Róbson, que só escorou da pequena área e colocou números finais na partida: 3 a 1.
FLUMINENSE 3 X 1 MACAÉ
Diego Cavalieri, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos (Julio Cesar); Edinho, Diguinho, Souza e Tartá (Marquinho); Rodriguinho (Willians) e Fred. Everton; Marcos Tamandaré (Johnatan), Eduardo Luiz, Daniel Melo e Bill; Gedeil, Osmar, André Gomes (Rincón) e Danilo; Luiz Mário (Serginho) e Robson.
Técnico: Muricy Ramalho. Técnico: Dário Lourenço.
Gols: Carlinhos, aos 35 minutos do primeiro tempo. Souza, aos dois e aos oito, e Róbson, aos 42 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Carlinhos, Diguinho, Leandro Euzébio e Tartá (FLU) Gedeil (MAC).
Público pagante: 7.781. Público presente: 10.190. Renda: R$ 155.235,00.
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro. Data: 27/01/2011. Arbitragem: Eduardo Cordeiro Guimarães, auxiliado por Silbert Faria Sisquim e Luiz Antonio Muniz de Oliveira.

janeiro 28, 2011 Posted by | Fluminense | Deixe um comentário

Fred dá show e Flu goleia o Olaria no Engenhão


Camisa 9 marcou dois gols, deu assistência de letra e ainda encantou a torcida com lances bonitos durante a vitória por 6 a 2

Fluminense e Olaria fizeram o melhor jogo do Campeonato Carioca até agora. Depois de um primeiro tempo alucinante, o Tricolor desencantou após o intervalo e terminou goleando por 6 a 2, neste domingo, no Engenhão.O atacante Fred foi o grande protagonista da noite, com dois gols, uma bela assistência e outros lances que encantaram a torcida presente no estádio.

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Rodriguinho e Marquinhos, duas vezes cada, marcaram os outros tentos sobre o Azulão, que chegou a estar em vantagem na primeira etapa, com Felipe e Renan Silva (de pênalti). Antes da partida, o Tricolor recebeu as faixas do tricampeonato brasileiro.

Na próxima rodada, o Fluminense encara o Macaé, quinta-feira, mais uma vez no Engenhão. Um dia antes, o Olaria recebe o Cabofriense, na Rua Bariri.

SHOW DE FRED EM 1º TEMPO FRENÉTICO

Fred foi o verdadeiro maestro do espetáculo apresentado pelos dois times no primeiro tempo. O camisa 9 marcou dois, deu assistência de letra para o gol de Marquinho, sem contar outros lances que deixaram tontos os zagueiros do Olaria.

O passeio tricolor só não aconteceu porque o Azulão fez jogo duro. Em desvantagem logo no início do jogo, chegou a virar o placar antes dos 20 minutos, com Felipe, após desatenção da defesa, e Renan Silva, de pênalti. Depois, ainda criou outras chances de marcar o terceiro.

Deco, que tinha atuação apagada até servir Fred no lance do gol de empate, aos 26 minutos, teve que deixar o campo ainda na primeira etapa. O camisa 20 voltou a sentir dores no coxa direita e deu lugar a Rodriguinho, que, curiosamente, apareceu mais que o Mago: perdeu dois gols feitos e cansou de errar jogadas pela linha de fundo.

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Os gols da goleada do Fluminense sobre o Olaria

Muricy garante que número de passes errados do Flu irá cair

Para Muricy, goleada foi mérito do esforço do seu time

Tartá e Marquinho, que se revezaram pelas pontas, foram os outros destaques do Flu da primeira etapa.

RODRIGUINHO DESENCANTA E JOGO VIRA GOLEADA

Com o fôlego recuperado no intervalo, o Flu iniciou a segunda etapa com a mesma adrenalina, disposto a decidir logo. E conseguiu. Aos dez minutos, Rodriguinho arrumou escanteio pela direita. Na cobrança de Marquinho, o próprio atacante subiu bem e assinalou o quarto do Tricolor.

Com isso, o time do técnico Muricy Ramalho passou a cadenciar. Aos 20 minutos, Rodriguinho, que havia entrado mal no primeiro tempo, te desencantou de vez. O camisa 18 recebeu bela assistência de Tartá, e chutou na saída de Renan. Goleada tricolor.

No fim, o Olaria mostrou claro cansaço após a correria da primeira etapa e pouco agrediu. Melhor para o Flu, que cansou de encontrar espaços e perdeu chances incríveis com Rodriguinho e Williams. Aos 37, Marquinho cobrou falta com perfeição e fez o sexto do Tricolor, que chegou à sua segunda vitória na Taça Guanabara.

FLUMINENSE 6 X 2 OLARIA

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 22/1/2011 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga
Assistentes: Luiz Felippe Scofield Guerra e Michel Correia

Público presente: 7.804 Pagante: 5.002

Renda: 104.910,00

Cartões amarelos: Mariano (FLU) Amarildo, David, Renan Silva (OLA)

Gols: Marquinho, aos 11’/1ºT e aos 37’/2ºT, Fred, aos 26′ e aos 42’/1ºT, Rodriguinho, aos 2′ e aos 20’/2ºT(FLU); Felipe, aos 12’/1ºT, Renan Silva, aos 18’/1ºT (OLA)

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Mariano, Leandro Euzébio, Gum e Carlinhos; Valencia (Fernando Bob, aos 27’/2ºT), Diguinho, Deco (Rodriguinho, aos 29’/1ºT), Marquinho e Tartá; Fred (Willians, aos 30’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho

OLARIA: Renan; Ivan, Thiago Eleutério, Rafael e Amarildo; David, Danilo (Vinicius, aos 3’/2ºT), Waldir e Felipe (Renato, aos 33’/1ºT); Renan Silva e Vitor. Técnico: Luiz Antônio Ferreira

janeiro 23, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Flu sofre, mas inicia luta pelo título carioca com vitória: 1 a 0 no Bangu

Com estreante Souza expulso no 1º tempo, Tricolor leva sustos e garante três pontos graças a gol de Fred após bela jogada de Tartá

Um mês e 15 dias depois da vitória sobre o Guarani que garantiu o título brasileiro, o Fluminense voltou ao Engenhão, para encarar o Bangu, pela primeira rodada da Taça Guanabara. A importância da partida desta quinta-feira não era a mesma, o estádio não estava lotado, o craque da equipe, Conca, não estava presente, mas em campo o desenrolar da história foi parecido com o de 5 de dezembro. Tenso e afobado em campo, o Tricolor sofreu, criou poucos lances e venceu: 1 a 0.
Na mesma trave em que Emerson se transformou herói e também no segundo tempo, Fred foi o autor do gol salvador. Com três pontos, o Tricolor é o terceiro colocado do Grupo A, atrás de Macaé e Botafogo nos critérios de desempate. O próximo rival é o Olaria, domingo, às 19h30m (de Brasília), novamente no Engenhão, pela segunda rodada. Já o Bangu é o sexto colocado e tem pela frente o Madureira, também domingo, às 17h, em Conselheiro Galvão.
Confira resultados e classificação da Taça Guanabara
Provocação alvinegra; celebração tricolor
A noite tricolor no Engenhão começou com provocação alvinegra. Após a vitória por 2 a 1 sobre o Duque de Caxias, parte da torcida do Botafogo permaneceu no estádio para o jogo de fundo e não perdoou um torcedor que apareceu com a camisa do Flu na ala oeste (destinado aos botafoguenses). Muito xingado, o tricolor se viu obrigado a trocar de camisa para ter paz.
Minutos depois, foi a vez da equipe de Muricy Ramalho entrar em campo e as vaias botafoguenses darem lugar ao incentivo tricolor. Pela primeira vez no gramado do Engenhão após o título do Brasileirão, o Fluminense foi recebido aos gritos de “tricampeão”. E além de todos os jogadores escalados, Conca e Washington foram ovacionados. Uma semana depois de anunciar a aposentadoria dos gramados, o Coração Valente foi homenageado no campo durante o intervalo.
Flu em ritmo lento. Bangu ousado

As lembranças da partida contra o Guarani, porém, ficaram nos gritos de campeão em todo o primeiro tempo. Em ritmo lento e sem inspiração, o Tricolor se mostrou sem inspiração diante de um adversário ousado. Errando muitos passes, o Flu não conseguia levar a melhor no meio-campo e as ações ofensivas ficaram restritas às jogadas de bola parada, que saíam do pé direito de Souza. Fosse em faltas ou escanteios, o estreante cobrava com precisão.
O mesmo não aconteceu nas conclusões de Deco, duas vezes, e Fred. Enquanto isso, o time de Moça Bonita não se intimidava, tocava bem a bola e chegava com perigo muitas vezes no mano a mano com Gum, Leandro Euzébio e Valencia. Vaiado pelos botafoguenses, Diguinho não era o mesmo, e o time da Zona Oeste pressionava.
Após a parada técnica, só deu Bangu, e ficaram faltando centímetros para que Ricardinho abrisse o placar em duas oportunidades em chutes da entrada da área. Na beira do campo, Muricy Ramalho não gostava do que via e gritava bastante, principalmente com o setor defensivo.
Destaque da pré-temporada, Souza começou a partida dando indícios de que teria uma estreia empolgante. Melhor em campo, tentava levar o Flu ao ataque com bons passes e era certeiro nas bolas paradas. O excesso de vontade, porém, abreviou sua primeira exibição com a camisa tricolor. Ao tentar ajudar a defesa, o apoiador mostrou que não tem muito cacoete para marcação e, com dois cartões amarelos em um intervalo de três minutos, foi expulso aos 38.
Fred garante o sorriso tricolor
Com uma bela cabeçada, Fred garantiu a vitória do
Flu no Engenhão (Foto: Agência Photocâmera)
O panorama da partida não mudou no segundo tempo: o Fluminense dependente de bolas paradas, e o Bangu sem medo de se arriscar. Do lado tricolor, Marquinhos, que substituiu Mariano, que saiu com um problema na coxa, assumiu faltas e escanteios. E foi bem. Fred e Gum, porém, não mostraram boa pontaria e desperdiçaram as oportunidades.
Na base da velocidade, o Bangu levava (muito) perigo. Ricardo Berna e a sorte evitaram o pior. Se o goleiro parou Pipico e Leandro Costa, a bola no travessão após cabeçada de Thiago Galhardo representou o melhor lance alvirrubro. E o maior susto para os tricolores.
Entretanto, a expulsão do zagueiro Raphael freou o ímpeto do Bangu. Em igualdade numérica, a equipe reduziu o ritmo. Foi quando o Fluminense se soltou e abriu o placar. Fazendo valer das jogadas pelas laterais, o Tricolor virava o jogo de um lado para o outro, até que Tartá encontrou o espaço que precisava pelo lado esquerdo, aos 36.
O atacante foi a linha de fundo, levantou a cabeça e cruzou para Fred no segundo pau. O atacante cabeceou como manda o figurino, para o chão, e venceu Thiago Leal: 1 a 0. Era o suficiente para garantir os três pontos e satisfazer o torcedor, que deixou o Engenhão cantando: “É tempo de sorrir. Sorria”.

BANGU 0 X 1 FLUMINENSE
Thiago Leal, China, Diego Padilha, Raphael e Fabiano Silva; Joziel, Thiago Galhardo (Thiago Neiva), André Barreto e Ricardinho (Abílio); Somália (Leandro Costa) e Pipico. Ricardo Berna, Mariano (Marquinhos), Gum, Leandro Euzébio e Julio Cesar (Carlinhos); Valencia, Diguinho, Souza e Deco (Rodriguinho); Tartá e Fred.
Técnico: Gabriel Vieira. Técnico: Muricy Ramalho.
Gols: Fred, aos 36 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Joziel, Diego Padilha, China, Abílio e Raphael (BANG) Leandro Euzébio, Julio Cesar e Souza (FLU). Cartão vermelho: Souza (FLU) e Raphael (BAN).
Público presente: 19.206. Público pagante: 15.454. Renda: R$ 315.170,00
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro. Data: 20/01/2011. Arbitragem: Péricles Bassols Cortez, auxiliado por Ricardo Maurício Ferreira e Eduardo de Souza Couto.

janeiro 20, 2011 Posted by | Fluminense | , | Deixe um comentário