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Janela de transferências internacionais será aberta nesta terça

Jogadores vindos do exterior poderão ser inscritos na entidade entre os dias 20 de julho e 19 de agosto

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, na tarde desta segunda-feira, que a Fifa autorizou a antecipação da abertura da janela de transferências internacionais. Dessa forma, os clubes brasileiros poderão inscrever jogadores vindos do exterior entre os dias 20 de julho e 19 de agosto e contar com os reforços nas próximas partidas do Campeonato Brasileiro e da Taça Libertadores da América.

A princípio, a janela só seria aberta no dia 3 de agosto. Com a alteração na data, o Internacional, por exemplo, poderá ter Rafael Sóbis, Tinga e Renan no duelo contra o São Paulo, pelas semifinais da Libertadores, no dia 28 de julho.

Entre os outros clubes que ganham força com a nova data estão o Santos, que passa a contar com Keirrison, o Flamengo, com Val Baiano, e o Fluminense, com Belletti. Enquanto isso, o Botafogo, próximo de confirmar a volta de Maicosuel, pode apressar o acerto para que o atleta seja aproveitado já nas próximas rodadas do Brasileirão, mesmo caso vivido pelo Fla com o meia Renato Abreu. Já o Cruzeiro, que contratou o argentino Walter Montillo, terá que esperar o fim da participação do Universidad de Chile na Taça Libertadores. O time disputa a semifinal contra o Guadalajara.

Confira os reforços internacionais dos 20 clubes da Série A:

Atlético-GO

Ninguém

Atlético-MG

Edison Mendez (meia) – LDU, do Equador
Daniel Carvalho (meia) – CSKA, da Rússia
Réver (zagueiro) – Wolfsburg, da Alemanha

Atlético-PR

Ivan González (meia) – Cerro Porteño, do Paraguai
Olberdam (volante) – Braga, de Portugal
Anderson Aquino (atacante) – Olimpi Rustav, da Geórgia
Alex Fraga (zagueiro) – Olimpi Rustav, da Geórgia
Gustavo (zagueiro) – Vitória de Guimarães, de Portugal
Guerrón (atacante) – Getafe, da Espanha
Frederico Nieto (atacante) – Colón, da Argentina

Avaí

Ninguém

Botafogo

Ninguém

Ceará

Ninguém

Corinthians

Bobadilla (goleiro) – Independiente de Medellín, da Colômbia

Cruzeiro

Edcarlos (zagueiro) – Cruz Azul, do México

Flamengo

Jean (zagueiro) – FC Moscou, da Rússia
Val Baiano (atacante) – Monterrey, do México

Fluminense

Emerson Sheik (atacante) – Al-Ain, dos Emirados Árabes
Belletti (lateral) – Chelsea, Inglaterra

Goiás

Pedrão (atacante) – Al-Shabab, dos Emirados Árabes

Grêmio

Ninguém

Grêmio Prudente

Ninguém

Guarani

Ninguém

Inter

Rafael Sóbis (atacante), Al Jazira, dos Emirados Árabes Unidos
Renan (goleiro), Valência, da Espanha
Tinga (volante), Borussia Dortmund, da Alemanha

Palmeiras

Ninguém

Santos

Keirrison (atacante) – Barcelona, da Espanha
Tiago Luís (atacante) – União Leiria, de Portugal

São Paulo

Ninguém

Vasco

Irrazábal – (lateral), Cerro Porteño, do Paraguai
Fellipe Bastos – (volante), Benfica, do Portugal
Felipe – (meia), Al-Saad, do Qatar
Zé Roberto – (meia), Schalke 04, da Alemanha
Carlos Alberto – (meia), Werder Bremen, da Alemanha
Éder Luis – (atacante), Benfica, de Potugal

Vitória

Ninguém

julho 20, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , | Deixe um comentário

CBF vai anunciar nome do novo técnico da Seleção até domingo

Não haverá um “treinador tampão” e amistoso contra os Estados Unidos, em agosto, terá uma base de jogadores que atuam no futebol brasileiro

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, vai anunciar o nome do novo técnico da Seleção Brasileira até o próximo domingo. Ao contrário do que já foi veiculado, não haverá um treinador temporário, hipótese que foi considerada caso Carlos Alberto Parreira assumisse o cargo de supervisor.

Já o amistoso contra os Estados Unidos, marcado para o dia 10 de agosto, em Nova Jérsei, terá uma base de jogadores que atuam no futebol brasileiro. Além disso, a decisão de antecipar a data que permite a inscrição de jogadores que vieram de transferência do exterior servirá para que o novo técnico possa avaliar esses atletas.

julho 20, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Seleção brasileira., Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | | Deixe um comentário

Federação Gaúcha: CBF vai antecipar janela de transferências

Presidente da entidade diz que CBF conseguiu liberação da Fifa para que reforços possam ser inscritos já a partir desta segunda-feira

Os clubes brasileiros que contrataram jogadores vindos do exterior poderão inscrevê-los a partir desta segunda-feira. Essa é a informação da Federação Gaúcha de Futebol, que anunciou ter recebido um comunicado do diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, com a liberação da Fifa. Em princípio, a janela de transferências abriria apenas no dia 3 de agosto.

– Foi uma bandeira levantada por mim no congresso da Fifa (em Zurique), junto ao Ricardo Teixeira. O diretor jurídico da CBF entrou em contato, e fui a primeira pessoa comunicada disso. A Fifa atendeu ao pedido do presidente Ricardo Teixeira em caráter extraordinário – disse Francisco Novelletto, presidente da Federação Gaúcha, por telefone, dos Estados Unidos.

Ao conseguir a liberação da CBF, o dirigente gaúcho ajuda o Internacional, que se reforçou com o goleiro Renan, o volante Tinga e o atacante Rafael Sobis. A se confirmar a antecipação da janela de transferências, eles poderão enfrentar o São Paulo na semifinal da Taça Libertadores da América – o primeiro jogo é no Beira-Rio, na próxima quarta-feira, dia 28. Noveletto, no entanto, diz que todos serão beneficiados:

– Eram cerca de 60 profissionais parados, recebendo salário, sem ter o direito de trabalhar. Prevaleceu o consenso. Fiz questão de falar em caráter geral. Disse para ele (Ricardo Teixeira) para que este pedido não fosse feito 48 horas antes da Libertadores, justamente para favorecer a todos os clubes e atletas. É mais uma vitória do futebol gaúcho e do futebol brasileiro.

julho 19, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | | Deixe um comentário

Federação Gaúcha diz que sindicatos querem ir à Justiça contra CBF

Tudo porque muitos clubes querem que a entidade que comanda o futebol brasileiro antecipe a inscrição dos jogadores contratados da Europa

A janela de transferências deve mesmo ser antecipada. A pedido do Inter e de outros clubes brasileiros, a CBF deve permitir a inscrição de jogadores que vieram do exterior antes de agosto. O presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, afirmou que conversou com o diretor de registros e transferências da CBF, Luiz Gustavo Vieira de Castro, que afirmou existirem 20 solicitações sobre o assunto:

– Ele me disse que tem 20 solicitações de times. E tem fatos mais agravantes que o do Inter, que está contratando. Tem clubes que emprestaram jogadores para campeonatos europeus e esses atletas retornaram para o Brasil em maio, no final das competições. E esses estão sem jogar. Isso é um absurdo – falou.

Para Novelletto, se a CBF não antecipar a janela, o assunto irá acabar na Justiça:

– É questão de bom senso. Os sindicatos do Brasil estão se organizando para entrar na Justiça. No meu ponto de vista, se não der de um jeito, vai dar de outro – disse.

A medida beneficiaria o Inter, que poderia inscrever o meia Tinga e o atacante Rafael Sobis para as partidas decisivas contra o São Paulo pelas semifinais da Libertadores da América. O assessor de imprensa do time paulista, Juca Pacheco, afirmou que o clube não tomará nenhuma medida antes da decisão final da CBF.

A questão deve ser decidida nesta quarta-feira, quando Ricardo Teixeira retorna suas atividades na CBF, depois da Copa do Mundo da África do Sul.

julho 13, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | | Deixe um comentário

Título inédito e sofrido: Espanha vence Holanda na prorrogação

Iniesta marca o único gol da partida e põe a Fúria no seleto clube dos campeões mundiais, agora com oito integrantes

Um título que nunca havia sido conquistado jamais viria facilmente. Ainda mais para uma seleção que sempre teve a fama de fracassar na hora H. Amarelona? Não. Sua cor é vermelha. E o título finalmente veio. Para a torcida da Espanha, pareceu que nunca viria. Noventa minutos que viraram 120. Ou melhor, 115, quando Iniesta estufou a rede e tirou da garganta um grito entalado há uma eternidade. Uma conquista com direito a 0 a 0 no tempo normal, 1 a 0 sobre a Holanda na prorrogação, desabafos, choro… A primeira Copa do Mundo na África viu nascer o oitavo campeão da história. A partir deste domingo, a Espanha pode colocar uma estrela no peito e exibir para o planeta que amarela é a cor da taça na mão dos seus jogadores.

A história dessa nova campeã mundial não começou no Soccer City. No início tinha outro técnico, Luis Aragonés, e quase os mesmos jogadores. O time vencedor da Eurocopa de 2008 transformou a Espanha na seleção a ser batida. O treinador mudou, entrou Vicente del Bosque, e voltou a decepção: fracasso na Copa das Confederações, derrota na estreia do Mundial contra a Suíça. Mas o time que melhor toca a bola no planeta deu a volta por cima. E termina 2010 no topo.

Para a Holanda, que já chegara à final em 1974 e 1978, fica a decepção de acumular seu  terceiro vice-campeonato em Copas do Mundo. E, desta vez, após vencer todos os jogos das eliminatórias e da trajetória na África do Sul.

As duas equipes começaram o jogo com as formações que venceram na semifinal. Assim, Fernando Torres continuou no banco da Espanha, e Pedro foi titular no ataque. E o artilheiro David Villa ficou preso entre os zagueiros, com pouca mobilidade. A Laranja contou com sua força máxima, do 1 a 11, com as estrelas Sneijder e Robben presentes.

A Fúria conseguiu ter mais posse de bola, do jeito que gosta, durante os primeiros 90 minutos: 57%. Mas não conseguiu marcar nos 12 chutes que teve, enquanto a Laranja tentou nove. Pela primeira vez desde 1994, quando o Brasil bateu a Itália nos pênaltis, a final terminou com 0 a 0 e foi para a prorrogação. Com o Soccer City lotado pela segunda vez no Mundial (84.490 torcedores, mesmo público da partida de abertura), Espanha e Holanda fizeram a final com o maior número de cartões amarelos da história: 13. Ainda teve um vermelho para Heitinga, na prorrogação.

Cinco cartões amarelos e poucas chances

Quem esperava o futebol arte se decepcionou nos primeiros 45 minutos. Sabe aquela Espanha que toca bem a bola e a Holanda fatal nos contra-ataques? Não entraram em campo. As duas seleções deram vez a uma faceta mais violenta, que ainda não haviam mostrado na Copa: foram cinco cartões amarelos, sendo que pelo menos um merecia a expulsão – Heitinga deu uma voadora no peito de Xabi Alonso.

A Fúria chegou à partida com 81% de aproveitamento em passes certos. Mas no primeiro tempo teve 75%, errando toques bobos. A Laranja foi bem pior: 55% de acerto. A primeira boa jogada foi espanhola. Sempre perigoso nas cobranças de falta, Xavi cobrou uma na cabeça de Sergio Ramos, que, da marca do pênalti, obrigou Stekelenburg a fazer grande defesa, aos quatro minutos. Aos sete, a Holanda deu o primeiro chute a gol com Kuyt, de fora da área, nas mãos de Casillas.

Pela direita, a Fúria conseguia bons ataques e quase marcou um golaço aos dez: Iniesta achou Sergio Ramos, que entrou na área, pedalou para cima de Kuyt e bateu cruzado, mas Heitinga tirou perto da linha. Um minuto depois, em novo cruzamento da direita, David Villa pegou de primeira de canhota e acertou a rede por fora, fazendo alguns torcedores até comemorarem.

O primeiro cartão amarelo foi para Van Persie, que deu um carrinho em Capdevila. Logo em seguida, Puyol fez falta violenta em Robben e também recebeu o cartão. Aos 22, foi a vez de Van Bommel ser advertido por acertar Iniesta. Mais um minuto, outro amarelo: Sergio Ramos, por levar Kuyt ao chão. O árbitro inglês Howard Webb ainda amarelou De Jong, que foi com as travas da chuteira no peito de Xabi Alonso, quando o holandês merecia um vermelho.

Aos 34 minutos, um lance inusitado quase resultou em gol para a Holanda. Após o jogo parar para atendimento médico, Heitinga resolveu devolver a bola para Espanha e chutou, do seu campo, em direção a Casillas. A bola quicou na frente do goleiro, que teve que se esticar para tocar nela e colocar para escanteio.

O time de Bert van Marwijk passou a gostar mais do jogo e a procurar o ataque na segunda metade do primeiro tempo. De pé em pé, a bola chegou a Mathijsen na área, aos 36, mas o zagueiro furou feio e desperdiçou boa oportunidade. Aos 45, mais uma boa troca de passes e Robben, do bico direito da área, arriscou e acertou o cantinho esquerdo de Casillas, que conseguiu salvar.

Oportunidades claras não tiram o zero do placar

As equipes voltaram para o segundo tempo sem substituições. Com dois minutos, a Espanha tentou sua famosa jogada de escanteio, que faz sucesso no Barcelona e valeu até a vitória na semifinal sobre a Alemanha: Xavi cruzou, Puyol subiu e encostou de leve na bola, mas Capdevila furou na pequena área.

A Laranja apostou nos contra-ataques e chegou duas vezes perto de Casillas. Mas Xavi chegou ainda mais perto do gol: em cobrança de falta aos nove, a bola passou rente ao travessão. Na jogada, Van Bronckhorst recebeu o sexto cartão amarelo do jogo. Aos 11, mais um: David Villa puxou o contra-ataque e levou um carrinho de Heitinga. Webb nem marcou falta, mas depois parou a partida e puniu o holandês.

Aos 15, Vicente del Bosque fez a primeira substituição da partida, mexendo no ataque: tirou Pedro e pôs Navas. Mas quem entrou de verdade no jogo foi Sneijder. Até então sumido, o camisa 10 criou a melhor chance até então: aos 18, o craque acertou um lançamento perfeito para Robben entre dois zagueiros espanhóis. O atacante do Bayern de Munique invadiu a área, cara a cara com Casillas, e chutou, mas a bola bateu no pé do goleiro e foi para escanteio.

Para evitar mais perigo, a Fúria voltou a adotar a tática das faltas. E levou o oitavo amarelo do jogo: Capdevila, por parar o contra-ataque de Van Persie com carrinho. Aos 24, foi a vez de a Espanha desperdiçar a sua melhor oportunidade na final: Navas cruzou da direita rasteiro, Heitinga cortou mal, e a bola ficou com Villa, na pequena área, mas o chute bateu na zaga e foi para escanteio, por cima.

Aos poucos, a Espanha voltou a controlar o jogo. E a velha jogada de apelar para o cruzamento de Xavi voltou a ser utilizada: aos 31, o camisa 8 bateu cruzamento na cabeça de Sergio Ramos, que, livre e de cara para Stekelenburg, concluiu para fora. Um lance parecido ao gol de Puyol contra a Alemanha na semifinal. Robben igualou o placar de oportunidades claras ao ficar novamente sozinho diante de Casillas, aos 38 minutos, depois de ganhar de Puyol na corrida. O goleiro saiu bem e evitou o drible, e o holandês reclamou de forma acintosa de falta do zagueiro, recebendo o nono cartão amarelo do jogo. Com os ataques em um mau dia, os 90 minutos terminaram com 0 a 0.

Iniesta marca e vira o herói

A prorrogação começou com o mesmo panorama da segunda etapa, com gols sendo desperdiçados. Fabregas, que substituíra Xabi Alonso, recebeu ótimo passe de Iniesta e chutou para defesa salvadora de Stekelenburg com o pé. No lance seguinte, foi a vez da Holanda: Casillas saiu mal do gol em cobrança de escanteio, e Mathijsen não aproveitou, cabeceando para fora.

A Espanha chegava com mais frequência e mais perigo. Iniesta tentou um drible em vez de um chute e perdeu boa chance. Jesus Navas preferiu o caminho oposto e concluiu mesmo com Van Bronckhorst  à sua frente. A bola bateu nele e na rede pelo lado de fora, arrancando um sorriso do goleiro Stekelenburg.

Os treinadores fizeram suas últimas substituições na tentativas de tirar o zero do placar. Bert van Marwijk pôs Van der Vaart e Braafheid nos lugares de De Jong e Van Bronckhorst, e Vicente del Bosque trocou o artilheiro Villa por Torres. O holandês ganhou um motivo para se preocupar quando o zagueiro Heitinga recebeu o cartão vermelho após falta em Iniesta.

O gol, que teimava em não sair, veio aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação, na sequência de um escanteio para a Holanda não marcado pelo árbitro. Após jogada valente de Jesus Navas, que correu em direção ao ataque, Fabregas deu passe para Iniesta chutar cruzado e marcar. Casillas já chorava em campo mesmo antes do apito final, consciente de que fazia parte da história do futebol espanhol.

HOLANDA 0 X 1 ESPANHA
Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel, De Jong (Van der Vaart) e Sneijder; Kuyt (Elia), Van Persie e Robben.
Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Xabi Alonso (Fabregas), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa (Torres) e Pedro (Jesus Navas).
Técnico: Bert van Marwijk. Técnico: Vicente del Bosque.
Gol: Iniesta, aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação.
Cartões amarelos: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel, Mathijsen (Holanda); Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta, Xavi (Espanha). Cartão vermelho: Heitinga (Holanda)
Estádio: Soccer City, em Joanesburgo (AFS). Data: 11/07/2010. Árbitro:Howard Webb (ING). Assistentes: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING). Público: 84.490.

julho 11, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | | Deixe um comentário

Holanda x Espanha: jogo de xadrez na final da Copa

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Uma das seleções será campeã do mundo pela primeira vez

O mundo vai conhecer um campeão novo. Neste domingo, Holanda e Espanha decidem o Mundial da África do Sul, às 15h30 (de Brasília), no Estádio Soccer City, em Johannesburgo. O jogo promete ser um verdadeiro jogo de xadrez, pela calma no toque de bola das duas equipes, com jogadores de muita habilidade.

A Espanha estreia em finais de Copas, enquanto os holandeses já chegaram duas vezes, e perderam as duas (para a Alemanha, em 1974, e para a Argentina, em 1978). As duas seleções têm a fama de chegar e perder na hora mais importante. Desta vez, uma delas terá que ser campeã.

A Holanda vem com uma campanha perfeita desde as Eliminatórias Europeias. No Mundial o time venceu os seis jogos que disputou e saiu vitorioso de todas as partidas das Eliminatórias. Na Copa, as vitórias foram sobre: Dinamarca, Japão, Camarões, Eslováquia, Brasil e Uruguai.

Já a Espanha deixou os torcedores preocupados no primeiro jogo, quando pedeu para a fraca Suíça por 1 a 0. Depois disso foram cinco vitórias: sobre Honduras, Chile, Portugal, Paraguai e Alemanha. O time conta com um meio-de-campo fantástico e a base do time do Barcelona.

Os jogadores do Barça que começam como titular do time espanhol estão em todas as posições. Na defesa, Piqué e Puyol, no meio, Busquets, Xavi e Iniesta, e no ataque o jovem Pedro e o recém-contratado David Villa.

Já a Holanda deposita sua confiança em uma dupla muito habilidosa: Sneijder e Robben. O primeiro marcou cinco vezes no Mundial, dois deles contra o Brasil. O confronto com Villa – que também marcou cinco gols – é pelo posto de artilheiro e melhor jogador da Copa.

Os dois times tocam a bola com muita calma e esse promete ser uma final fantástica, de muita técnica e de belos lances. Campeão novo no Mundial e torcedores esperando para soltar o grito pela primeira vez.

FICHA TÉCNICA
HOLANDA X ESPANHA

Local: Soccer City, Johannesburgo (AFS)
Data/hora: 11/07/2010, às 15h30 (em Brasília)
Árbitro: Howard Webb (ING)
Assistentes: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING)

HOLANDA: Stekelenburg, Van der Wiel, Mathijsen, Heitinga, Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong, Sneijder, Robben, Kuyt; Van Persie. Técnico: Bert Van Marwijk.

ESPANHA: Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol, Capdevilla; Busquets, Xabi Alonso, Xavi, Iniesta; Pedro e Villa. Técnico: Vicente del Bosque.

julho 11, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, TV ao Vivo, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , | Deixe um comentário

Em jogo de duas viradas, Alemanha bate Uruguai e fica em terceiro lugar

Na vitória por 3 a 2, Muslera falha duas vezes, Forlán acerta a trave no último minuto, e Klose vê do banco a manutenção do recorde de Ronaldo Fenômeno

Com a chuva fina molhando a grama em Porto Elizabeth e um currículo já repleto de conquistas, a Alemanha bem que podia ter entrado em campo neste sábado disposta apenas a cumprir tabela antes do voo de volta para casa. Não foi bem assim. Do outro lado do campo, havia um Uruguai faminto pela vitória, e o que se viu na disputa do terceiro lugar foi um jogo de cinco gols e duas viradas. Com 3 a 2 no placar e um travessão salvador aos 48 minutos do segundo tempo, os alemães são os donos do bronze na Copa do Mundo da África do Sul.

O resultado no estádio Nelson Mandela Bay estica a fama do polvo Paul, que segue com aproveitamento de 100% nos palpites. Para a final deste domingo, às 15h30m, o molusco apostou na Espanha para bater a Holanda e se tornar a oitava campeã na história dos Mundiais.

O meia Müller, que voltou de suspensão e acabou sendo eleito o melhor da partida, abriu o placar para os alemães. Cavani e Forlán viraram para o Uruguai, Jansen empatou de novo, e coube ao volante Khedira fazer o gol da vitória. O goleiro uruguaio Muslera, herói nas quartas de final contra Gana, falhou duas vezes. Forlán teve a chance de empatar o jogo no último lance e forçar o tempo extra, mas cobrou uma falta no travessão e, logo em seguida, ouviu o apito final do juiz. A partida terminou, e Klose, de agasalho, não saiu do banco. Sentindo dores nas costas, o atacante não entrou e manteve seus 14 gols em Copas, um a menos que o recorde de Ronaldo Fenômeno.

O jogo

Noite de sábado caindo, aquela chuvinha antes do jogo, disputa de terceiro lugar… apesar do cenário favorável para um jogo de compadres, a pinta de amistoso foi por terra logo aos cinco minutos, quando o alemão Aogo apresentou as travas da sua chuteira à canela de Perez. Cartão amarelo para abrir os trabalhos.

No lance seguinte, mais um, para o brasileiro Cacau, que desviou com a mão uma falta cobrada por Forlán. Apesar dos cartões, a Alemanha também sabe jogar bola. E ensaiou seu gol aos nove. Özil bateu escanteio, e Friedrich cabeceou no travessão de Muslera, que ainda salvou a Celeste na sobra, ao defender a conclusão de Müller.

O meia e o goleiro, aliás, escreveriam mais um capítulo juntos dez minutos depois. Antes disso, no entanto, abram alas para uma bomba de Schweinsteiger. Aos 19, o camisa 7 se viu sozinho no meio de campo e – por que não? – soltou o foguete de pé direito. Botou a Jabulani para voar a 117km/h e, aí sim, houve o tal reencontro: Muslera bateu roupa, e Müller, sozinho, pegou o rebote para abrir o placar. Enquanto os zagueiros levantavam os braços para pedir um impedimento que não existiu, a Alemanha festejava o 1 a 0.

Aí foi a vez de o Uruguai começar a construção do seu gol. Aos 24, Forlán pegou uma sobra na área de cabeça, mas Mertesacker esticou a perna para tirar. Na cobrança do escanteio, Cavani desviou, e Friedrich tirou na pequena área.

Aos 28, não era mais preciso ensaiar. Pérez, o carrapato que durante toda a Copa torrou a paciência dos adversários, deu um bote em Schweinsteiger, que estava distraído no meio de campo. Roubou-lhe a bola e, quase caindo, encontrou Suárez para puxar o contra-ataque. Opa, Suárez? Então abre parêntese.

(O camisa 9, que voltava de suspensão, foi vaiado do início ao fim do jogo, a cada vez que tocava na bola. Os sul-africanos não gostaram muito da defesa salvadora do atacante contra Gana. Para os donos das vuvuzelas, futebol deve ser jogado com os pés.)

Ok, fecha parêntese, porque foi justamente com o pé direito neste contra-ataque que ele rolou a bola açucarada para Cavani. Na saída de Butt, bastou um toque para balançar a rede: 1 a 1.

Com tudo igual em Porto Elizabeth, a chuva cuidou de esfriar o jogo. Só aos 41 o Uruguai teve outra chance, com Suárez sozinho na área chutando para fora. Estava de bom tamanho.

No início da segunda etapa, voltou a fome de gols. E a virada sul-americana veio com estilo. Aos cinco, Arévalo Rios tabelou com Suárez pela direita e cruzou para Forlán, que emplacou um lindo voleio no canto de Butt. Golaço.

A festa celeste só durou seis minutos, porque aos 11 Muslera entregou de novo. O goleiro saiu catando borboleta no cruzamento de Boateng, e Jansen cabeceou para o gol vazio. Tudo igual outra vez, 2 a 2.

Klose continuava no banco, e de fato estava sem condições de jogo, porque o técnico Joachim Löw foi lançando outros jogadores em campo. Primeiro foi Kiessling, que substitui Cacau. Depois, Kroos entrou no lugar de Jansen. Por fim, Tasci na vaga de Özil. Mas quem decidiu foi o volantão Khedira. Ele estava na hora certa e no lugar certo aos 37 minutos. Após o bate-rebate na área, cabeceou para o fundo da rede, sem chances para Muslera, e fez o gol da vitória alemã.

Kiessling podia ter ampliado para 4 a 2, mas perdeu uma chance incrível, sozinho no meio da área, isolando a bola por cima do gol. Oscar Tabárez, então, tentou sua última cartada ao lançar Loco Abreu no lugar de Cavani. Não deu certo. Quem teve a chance de ouro – ou de bronze – para empatar no último minuto foi Forlán. O camisa 10 cobrou falta aos 48, mas a Jabulani explodiu no travessão e, com ela, foi-se a oportunidade de pendurar a medalha no peito.

Era a senha para o mexicano Benito Archundia levar o apito à boca e dar o jogo por encerrado. Apesar da campanha surpreendente, os uruguaios não esconderam a decepção. Alguns chegaram a se ajoelhar, frustrados. E viram passar, correndo, alemães eufóricos com o terceiro lugar.

ALEMANHA 3 X 2 URUGUAI
Butt, Boateng, Mertesacker, Friedrich e Aogo; Khedira, Schweinsteiger, Müller e Özil (Tasci); Jansen (Kroos) e Cacau (Kiessling). Muslera, Fucile, Lugano, Godín e Cáceres; Pérez (Gargano), Arévalo Rios e Maxi Pereira; Forlán, Suárez e Cavani (Loco Abreu).
Técnico: Joachim Löw Técnico: Oscar Tabárez
Gols: Müller, aos 19; Cavani, aos 28 do primeiro tempo. Forlán, aos cinco; Jansen, aos 11; Khedira, aos 37 do segundo.
Cartões amarelos: Aogo, Cacau e Friedrich (Alemanha); Pérez (Uruguai).
Estádio: Nelson Mandela Bay (em Porto Elizabeth). Data: 10/7/2010.Horário: 15h30m. Árbitro: Benito Archundia (México). Assistentes:Hector Vergara (Canadá) e Marvin Torrentera (México). Público: 36.254

julho 10, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , | Deixe um comentário

Uruguai e Alemanha brigam por terceiro lugar e prêmios individuais

Derrotadas nas semifinais, seleções brigam pela terceira colocação na Copa do Mundo

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Caso jogue, Klose poderá superar Ronaldo como maior artilheiro da história das Copas; jogadores como Forlán, Özil e Müller perseguem seus troféus

As belas campanhas na África do Sul deram a uruguaios e alemães a esperança de ver suas seleções na grande decisão da Copa do Mundo. Mas apesar do sonho do tri da Celeste e do tetra alemão terem ido por água abaixo com as derrotas nas semifinais, a disputa pela honrosa medalha de bronze terá ingredientes que farão do simples embate pelo terceiro lugar uma partida emocionante. No duelo deste sábado, às 15h30 (de Brasília), no estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, além da briga por prêmios individuais, o alemão Miroslav Klose pode se tornar o maior artilheiro da história dos Mundiais.

Germânicos têm mais prêmios individuais em jogo

Na Alemanha, as maiores expectativas giram em torno do atacante Klose. Com 14 gols nas três Copas que disputou, o experiente jogador terá, provavelmente, sua última oportunidade para tentar se igualar ou, quem sabe, superar o brasileiro Ronaldo, atual recordista em Mundiais com 15 bolas nas redes. Se conseguir, Klose também poderá conquistar pela segunda vez na carreira a artilharia da Copa, o que nenhum jogador conseguiu antes.

Mas para garantir sua escalação e ir além dos quatro gols marcados até aqui na África do Sul, o atacante de 32 anos precisa se recuperar das dores que sente na coluna desde a semifinal contra a Espanha. No último treino antes da partida, Klose participou apenas de parte dos exercícios, realizou fisioterapia. Mas, segundo o auxiliar-técnico da seleção alemã Hansi Flick, o atacante será aguardado pelo treinador Joachim Löw até o último instante.

– Klose já fez 14 gols em três mundiais e está muito próximo de escrever uma página na história. Mas com problemas, só treinou um pouco e vamos ver como se sente amanhã. Desde ontem (quinta-feira) já melhorou bastante e esperamos que amanhã (sábado) ele já esteja totalmente recuperado – declarou Flick.

Ainda na equipe alemã, os meias Özil e Schweinsteiger também têm interesses pessoais na partida. Os dois integram a lista dos dez jogadores que brigam pela Bola de Ouro da Copa do Mundo e, com uma boa atuação, podem ser congratulados com o prêmio.

Já o meia Thomas Müller, de 21 anos, com quatro gols marcados até agora está na briga pelo prêmio de Melhor Jogador Jovem do Mundial de 2010, ao lado do mexicano Giovani dos Santos e do ganês Andre Ayew. De volta ao time depois de cumprir suspensão, Müller tem a possibilidade de ganhar este prêmio, além da Chuteira de Ouro, caso termine a Copa como artilheiro.

– Naturalmente seria um prêmio para a eternidade. Não são muitos os jogadores que têm um troféu desses em casa. Da mesma forma, uma vitória representará uma grande despedida do torneio. Precisamos da vitória para deixar a África do Sul em alta – disse o jovem meia do Bayern de Munique.

Na Celeste Olímpica, Forlán quer se destacar

Confirmado pelo técnico Oscar Tabárez, o atacante Diego Forlán será o único jogador uruguaio com aspirações individuais. Com quatro gols na Copa, além de brigar pela artilharia do torneio, o camisa 10 uruguaio também está entre os dez candidatos à Bola de Ouro.

– Há muitos jovens que dizem que ele é o melhor uruguaio que já viram jogar. Seria bom para o futebol uruguaio que ele fosse escolhido, mas claro que não sou eu que decido. Pela trajetória dele no torneio, sem dúvida é um aspirante ao prêmio – avaliou o técnico uruguaio Oscar Tabárez.

O treinador terá vários reforços para a partida contra os alemães. Recuperado de uma lesão no joelho que o impediu de jogar diante da Holanda, o capitão Lugano foi confirmado por Tabárez e formará ao lado de Godín a dupla de Diegos na zaga uruguaia. Além do defensor, voltam ao time o lateral Fucile e o atacante Suárez, que estavam suspensos e não participaram da semifinal.

Diferentemente da Alemanha, acostumada a chegar a finais de Copa, a atual seleção uruguaia resgatou a paixão dos fanáticos torcedores pela Celeste Olímpica, bicampeã dos já distantes Mundiais de 1930 e 1950. A vitória neste sábado seria de grande importância para o Uruguai, que conseguiria sua melhor classificação desde 1970, quando a equipe ficou na quarta posição depois de perder a disputa pelo terceiro lugar justamente para os alemães.

– Com toda a carência que temos, mantivemos um sonho vivo. Aproveitamos ao máximo que pudemos. O melhor seria estar na final, mas não se pode dizer que não tentamos. Se conseguirmos o resultado será o melhor resultado desde os mundiais vencidos – comparou o treinador uruguaio.

FICHA TÉCNICA
URUGUAI X ALEMANHA

Local: Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth (AFS)
Data/hora: 10/07/2010, às 15h30 (em Brasília)
Árbitro: Benito Archundia (MEX)
Assistentes: Hector Vergara (CAN) e Marvin Torrentera (MEX)

URUGUAI: Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Diego Godín e Fucile; Álvaro Pereira, Diego Pérez, Arévalo e Forlán; Suárez e Cavani. Técnico: Oscar Tabarez.

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Friedrich, Mertesacker e Boateng; Müller, Khedira, Özil e Schweinsteiger; Podolski e Klose. Técnico: Joachim Löw.

julho 10, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , | Deixe um comentário

Goleiro do Flamengo, Marcelo Lomba, é acusado de agressão pela ex-namorada Carolina Miranda

O goleiro reserva do Flamengo Marcelo Lomba é acusado pela ex-namorada Carolina Miranda de agredi-la na porta de uma boate em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

A jovem prestou queixa na 9ª DP (Catete). Segundo informações da polícia, ela contou, em seu depoimento, que após deixar a boate encontrou com Marcelo na porta do local e os dois discutiram. Segundo ela, o goleiro a agrediu com um soco no rosto.

Ela disse ainda, em seu depoimento, que namorou com Marcelo durante três anos, mas há dois meses o casal rompeu o relacionamento. De acordo com a polícia, Marcelo será intimado a prestar depoimento.

O G1 entrou em contato com a assessoria do Flamengo, mas não obteve resposta.

julho 9, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , , | Deixe um comentário

Enfurecida! Espanha desbanca Alemanha e vai à final da Copa

Fúria barra bom futebol alemão e vence por 1 a 0, com gol de Puyol. Copa do Mundo terá campeão inédito

Que soem sem parar as castanholas, que touro e toureiro façam as pazes, que o madrileno, o catalão e o basco compartilhem o mesmo abraço, porque a Espanha, pela primeira vez, está em uma final de Copa do Mundo. A Fúria mostrou sua raiva, “La Roja” apresentou o vermelho de seu sangue, a seleção de Vicente del Bosque jogou demais para vencer a Alemanha por 1 a 0 nesta quarta-feira, em Durban, e garantir presença na grande decisão. O planeta espera um campeão inédito: Espanha e Holanda, domingo, no Soccer City, decidirão quem passa à turma dos vencedores.

Puyol, gigante na defesa, fez o gol da classificação. Foi no segundo tempo, de cabeça, em um lance emblemático para um dos símbolos de uma geração que tenta matar a fome de títulos dos espanhóis. A Alemanha, bem menos brilhante do que contra Inglaterra e Argentina, agora lutará pelo terceiro lugar. O jogo é sábado, em Porto Elizabeth, contra o Uruguai.

Espanha espanhola, Alemanha alemã

Por alguma dessas mágicas que só o futebol tem, o primeiro tempo do jogo em Durban acabou com a brincadeira de troca de papéis que Alemanha e Espanha faziam na Copa do Mundo. Foi uma Espanha espanhola, com qualidade, bola na pé, superioridade técnica, diante de uma Alemanha alemã, compacta, matemática na distribuição de seus jogadores, mas sem aquele brilho que apresentou para cegar adversários como Inglaterra e Argentina. Pertenceu à Fúria a etapa inicial no Moses Mabhida.

Faltou o gol à Espanha. E faltou aquele encaixe final que vem rendendo goleadas à Alemanha. “La Roja” usou seu jeitão de coletividade fominha para ser melhor nos primeiros 45 minutos. Jogou como o moleque que é dono da bola nas peladas de rua: é dele e ninguém tasca – teve 57% da posse, com seis chutes a gol, contra apenas um da Alemanha. Desta vez, a Fúria teve o acréscimo de Pedro, prodígio do Barcelona, bem mais participativo do que vinha sendo Fernando Torres. É uma engrenagem de meter medo: Pedro, Xavi, Xabo Alonso, Sergio Ramos, Iniesta (parece que tem uns 17 Iniestas em cada centímetro do campo), todos em busca de David Villa, a peça final.

Peça final, susto inicial. Eram cinco minutos de jogo quando Pedro encontrou Villa em condições de marcar. O artilheiro do Mundial recebeu e preparou o bote. Quando percebeu, viu Neuer se agigantando na frente dele. O chute do craque espanhol foi abafado pelo goleirão da Alemanha. A seleção de melhor futebol até as semifinais da Copa recebia o primeiro aviso de que a Espanha pretendia encerrar o período de hibernação futebolística.

Seguiu dando Fúria. Aos 13 minutos, Iniesta (ou um dos 17 que ocupam cada centímetro do campo) cruzou da direita. Puyol subiu bonito, subiu alto, subiu como sobem os zagueiros que marcarão o gol. O cabeceio dele foi um tiro. Mas a bala foi perdida. A bola passou por cima do gol de Neuer, gerando um “uh” coletivo – no Moses Mabhida, na Alemanha, na Espanha, sabe-se lá em quantos lugares do mundo.

A Alemanha, aos poucos, foi controlando o ânimo espanhol. “La Roja” viu suas ameaças ficarem mais raras. O problema para os tricampeões foi a incapacidade de encontrar a mesma criatividade de outros jogos – talvez a ausência de Müller, suspenso, seja a maior culpada. Houve pelo menos três lances em que os germânicos partiram para o contra-ataque com o veneno habitual. Mas se enrolaram nas próprias pernas. A Alemanha ficou resumida a cruzamentos para área, um chute de Trochowski defendido por Casillas e um pênalti reclamado por Özil, que deixou a perna para ser tocado por Sergio Ramos na entrada da área.

As rugas de Puyol na bola: Espanha na final!

Recomeçou do jeito que parou, mas em versão acelerada. A Espanha pisou no segundo tempo ainda mais superior do que no primeiro. Foi uma coleção de chances de gol. Na primeira, Pedro passou por meio time da Alemanha e rolou para Xabi Alonso, que bateu mal. Na segunda, o jogador do Real Madrid teve nova chance, desta vez ao receber passe de Xavi, e voltou a errar. Na terceira, Villa bateu colocado, no cantinho esquerdo de Neuer, com muito perigo. Na quarta, a bola não entrou porque é teimosa mesmo.

Foi aos 12 minutos. A Espanha se aproximou da área alemã em bloco, trocando passes com precisão milimétrica, como se fosse a ação mais natural do mundo. A bola chegou até Pedro, que mandou a patada. Neuer espalmou, mas a jogada teve sequência logo depois, com Iniesta. O meia do Barcelona avançou pela esquerda, chegou à linha de fundo, já dentro da área, e mandou uma pancada como cruzamento. David Villa tem 1,75m. Se tivesse 1,76m, teria feito o gol. Esticar cada osso do corpo em um carrinho não foi suficiente para o goleador deixar sua marca.

A Alemanha até tentou mostrar que não estava dormindo. Klose recebeu cruzamento e encaixou o corpo para emendar voleio. O chute foi por cima. Mas a Espanha logo reagiu. Sergio Ramos entrou de surpresa na área alemã e quase completou cruzamento de Alonso.

A Alemanha, tão pressionada, resolveu dar um grito de que encrencaria o jogo. Kroos apareceu pela direita e mandou uma pancada em diagonal. Casillas salvou. Parecia que os tricampeões acordariam. E foi aí que mergulharam no sono da eliminação. Aos 27 minutos, Xavi cobrou escanteio e Puyol subiu. Lembra dele? Lembra do zagueiro que, no primeiro tempo, subiu bonito, subiu alto, subiu como sobem os zagueiros que marcarão o gol? Neuer, o goleiro da Alemanha, vai lembrar por todo o sempre. As rugas da testa do jogador de 32 anos estão eternizadas na bola. Golaço.

A Espanha ainda poderia ter chegado ao segundo gol, mas Pedro preferiu enfeitar o lance em vez de fazer o passe a Torres, que acabara de substituir o artilheiro Villa. Mas não fez falta. O resto é alegria e tristeza. Alegria de uma seleção que alcança um feito inédito. Tristeza de uma seleção que jogou bonito, que encantou o mundo, mas que, desta vez, não estará na final. Espanha ou Holanda, Holanda ou Espanha. O grupo dos campeões mundiais terá um novo integrante no domingo.

ALEMANHA 0 X 1 ESPANHA
Neuer, Lahm, Friedrich, Mertesacker e Boateng (Jansen); Schweinsteiger, Khedira (Mario Gomez) e Özil; Trochowski (Kroos), Klose e Podolski. Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Xabi Alonso (Marchena), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa (Torres) e Pedro (David Silva).
Técnico: Joachim Löw. Técnico: Vicente del Bosque.
Gol: Puyol, aos 27 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: nenhum.
Estádio: Moses Mavhida, Durban (AFS). Data: 07/07/2010. Árbitro:Viktor Kassai (HUN). Assistentes: Gabor Eros (HUN) e Tibor Vamos (HUN). Público: 60.960.

julho 7, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Radio ao vivo, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | | Deixe um comentário

Tão parecidas, tão diferentes: Alemanha e Espanha lutam pela final

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Potências mundiais, seleções têm históricos opostos e caminhadas distintas até as semifinais da Copa do Mundo de 2010, nesta quarta-feira, em Durban

As diferenças não separam a Alemanha da Espanha. As semelhanças tampouco as unem totalmente. Tão opostas e, ao mesmo tempo, quase irmãs gêmeas: combinação de histórias singulares, de trajetórias distintas, de estilo próprio, tudo direcionado ao sonho que envolve duas potências do futebol mundial. O planeta que trate de parar por duas horas nesta quarta-feira, porque os tricampeões mundiais duelam com a Fúria às 15h30m (de Brasília), no estádio Moses Mabhida, em Durban. Vale vaga na final da Copa do Mundo de 2010 para enfrentar a Holanda, que derrotou o Uruguai por 3 a 2 na primeira semifinal.

Não era de se duvidar que uma seleção encantasse com dribles, com triangulações, com velocidade. Cabia à Espanha o papel de artista do Mundial. Mas foi a Alemanha quem encenou o estereótipo do jogo bonito. E ninguém questionaria que uma seleção venceria sempre no limite da necessidade, jogando o suficiente para seguir em frente, para manter viva a esperança. Era para ser a Alemanha, sempre pragmática, hoje encantadora. Acabou sendo a Espanha, antes encantadora, hoje pragmática.

Tão parecidas: meio-campo habilidoso, com Xavi e Iniesta de um lado, com Özil e Schweinsteiger de outro, cada qual com seu artilheiro, o fulminante Villa contra o oportunista Klose. Tão diferentes: Alemanha tricampeã mundial, Espanha eterna (será?) decepção. Algo parece unir essas duas seleções. Em 2008, final da Eurocopa, com título para a Espanha; em 2010, semifinal da Copa do Mundo, com todo um destino a ser escrito.

Antes mesmo de começar, é um jogo para a história. O GLOBOESPORTE.COM, a TV Globoe o SporTV transmitem ao vivo.

Uma nova Alemanha

Para essa partida lendária, Alemanha entra com a confiança nas alturas. Afinal, o time despachou nada mais, nada menos do que Inglaterra e Argentina nas fases anteriores. E com direito a chocolate: 4 a 1 e 4 a 0, respectivamente.

O técnico Joachim Löw, entretanto, assegura que seus comandados estão com os pés no chão e focados para o duelo contra a Fúria. Ainda segundo o treinador, o seu time evoluiu em relação ao de de dois anos atrás, que caiu diante do adversário.

– Tínhamos muita energia, mas não conseguíamos dominar uma partida e também não tínhamos qualidade e todas posições como temos hoje. E acho que o jeito que jogamos até agora e os resultados na Copa mostram que melhoramos claramente e que estamos vários passos à frente de 2008 – assegurou o técnico, que chamou nove jogadores abaixo dos 23 anos de idade (a média do time é de 24,8 anos).

E Thomas Müller, um desses jovens e revelação da Copa (anotou quatro gols e deu três assistências), é o único e grande desfalque. Suspenso, o meia-atacante deve dar lugar ao teuto-brasileiro Cacau, que está recuperado de uma lesão no abdômen. Trochowski e Kroos correm por fora.

No ataque, Miroslav Klose está confirmado e é a grande esperança de gols dos germânicos. Se balançar as redes ao menos uma vez, o atleta do Bayern igualará o recorde de Ronaldo (15 gols) e se tornar o maior artilheiro da história das Copas.

Agora ou nunca para a Fúria

A Espanha pode chegar pela primeira vez a uma final de Copa do Mundo. É uma história pobre para um país enlouquecido por futebol, com uma das ligas mais fortes do mundo, recheado de craques – sejam eles espanhóis ou estrangeiros. O sentimento é duplo para a Fúria: de um lado, o peso da responsabilidade de apagar o passado; de outro, a empolgação diante da chance de fazer história.

– Estamos muito eufóricos pela oportunidade que temos. Precisamos aproveitar – disse o meia Xabi Alonso.

O raciocínio espanhol é na base do “agora ou nunca”. Os próprios atletas da Fúria entendem que a chance de título pode não ser tão clara no futuro. Eles não querem perder o trem da história.

– É um belo momento do nosso futebol, um feito que não é casual. São diversos fatores para que o futebol espanhol esteja nesta fase. Estamos muito felizes. Temos recursos para enfrentar de cara qualquer rival, incluindo a Alemanha – disse o técnico Vicente del Bosque.

A Espanha deve mudar para o duelo desta quarta-feira. A tendência é de que Fernando Torres deixe a equipe justamente contra a Alemanha, adversária na qual ele fez o gol do título da Eurocopa de 2008. “El Niño” não completou uma partida sequer na Copa do Mundo. Também não fez gols. Agora, deve dar lugar ao meia David Silva.

Assim, o time passará ao esquema 4-5-1, com o goleador David Villa migrando da esquerda para uma função mais centralizada. Foi assim que a Espanha jogou contra a Suíça, na primeira rodada do Mundial. E perdeu por 1 a 0.

julho 7, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, TV ao Vivo, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , , | Deixe um comentário

Holanda despacha o Uruguai e, 32 anos depois, volta à final da Copa

Celeste tenta o empate até o último minuto, mas Laranja segura a pressão, vence por 3 a 2 e avança para a decisão, contra Espanha ou Alemanha

A Holanda está de volta a uma final de Copa do Mundo após 32 anos. A geração de Robben, Van Persie e Sneijder se iguala ao time de Krol, Neeskens e Rep e coloca a Laranja na decisão do Mundial da África do Sul. A vaga veio com uma vitória sobre o Uruguai, por 3 a 2, nesta terça-feira, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo. A última vez da Holanda numa decisão de Mundial foi na Argentina, em 1978. Naquele ano, sem Cruyff, a equipe foi vice-campeã pela segunda vez consecutiva. Agora, tenta o título inédito para provar que o futebol bonito também pode ser eficiente.

A outra vaga na final será disputada por Espanha e Alemanha nesta quarta-feira, às 15h30m, em Durban. O vencedor briga com a Holanda pela taça no domingo, no mesmo horário, no Soccer City, em Joanesburgo. O perdedor decide o terceiro lugar com o Uruguai no sábado, em Porto Elizabeth.

A Laranja abriu o placar nesta terça com uma bomba de Van Bronckhorst de fora da área, e o Uruguai empatou na mesma moeda com Forlán, ainda no primeiro tempo. No segundo, Sneijder e Robben marcaram, e Maxi Pereira diminuiu já nos acréscimos. No site da Fifa, os internautas escolheram Sneijder como o melhor do jogo. O gol dele, no entanto, foi cercado de polêmica: os uruguaios reclamam de impedimento de Van Persie, que não chegou a tocar na bola, mas participou do lance em posição ilegal.

O jogo

A Holanda é um time mais técnico que o Uruguai. Provou isso durante todo o primeiro tempo: tocando a bola de pé em pé, buscando um espaço, uma brecha que fosse, para tentar penetrar no paredão celeste. A equipe sul-americana, aguerrida, conseguia brecar as investidas dos homens de laranja e tentava encaixar um contra-ataque. Faltava, porém, acerto no passe. Forlán e Cavani só viam a bola passando por cima. Em vão, tentavam lutar contra os grandalhões holandeses.

Com isso, o jogo ficou restrito à intermediária. A bola ficava por ali, mais sob o domínio da Holanda que do Uruguai. A tentativa de Kuyt, logo aos três minutos, que recebeu cruzamento de Sneijder e mandou por cima do gol, parecia que seria a única a se aproximar do gol uruguaio. Foi então que os jogadores perceberam que a solução era arriscar o chute de fora da área. A Jabulani não é traiçoeira? Então, bombas para o gol.

O primeiro a acertar o tiro foi Van Bronckhorst, aos 18 minutos. A Holanda veio com seu toque paciente. A bola saiu de Robben, na direita, e chegou a Kuyt, que percebeu o lateral-esquerdo vindo. A bola foi rolada e o capitão holandês, que estava a 36 metros do gol, mandou uma bomba certeira. A bola, que viajou a 109km/h, não pegou efeito: saiu quase em linha reta na direção do ângulo esquerdo de Muslera, que até chegou a encostar nela, mas não o suficiente para desviá-la. Um golaço.

O gol, porém, não mudou o panorama do jogo. A Holanda seguia tentando controlar o jogo trocando passes e o Uruguai buscava acertar pelo menos três trocas de bola para se aproximar da área. Estava difícil. Aos 27 minutos, um susto. Após cobrança de escanteio de Forlán, Cáceres tentou mandar a bola de bicicleta para o gol, mas acabou acertou o chute no rosto do volante De Zeeuw. O jogador holandês chegou a ficar desacordado. O lance causou um início de confusão, com Sneijder tentando tomar as dores do companheiro. O carrasco brasileiro (marcou os dois gols holandeses que despacharam o Brasil nas quartas de final) acabou levando o amarelo.

Como estava difícil chegar tocando, o Uruguai resolveu tentar a mesma solução encontrada pelo adversário: os chutes de fora. O primeiro só veio aos 36, com Álvaro Pereira, que não chegou a assustar o goleiro Stekelenburg. Mas o segundo, aos 41, foi inapelável. Forlán recebeu pela direita, cortou para o pé esquerdo e chutou. A bola fez uma curva da esquerda para a direita e atrapalhou o goleiro, que até deu um tapa na bola, mas sem conseguir mandá-la para fora. Estava empatada a partida.

Laranja decide no segundo tempo

A Holanda voltou para o segundo tempo com uma formação diferente. O técnico Bert Van Marwijk tirou o volante De Zeeuw, que levou um chute no rosto no primeiro tempo, e colocou em campo mais um meia: Van Der Vaart. Restou apenas Van Bommel na proteção à zaga, mas isso não fez muita diferença, já que o Uruguai seguia recuado.

HOLANDA 3 X 2 URUGUAI
Stekelenburg, Boulahrouz, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Zeeuw (Van der Vaart), Robben (Elia), Sneijder e Kuyt; Van Persie. Muslera, Maxi Pereira, Godín, Victorino e Cáceres; Perez, Arévalo Rios, Gargano e Álvaro Pereira (Loco Abreu); Forlán (Fernández) e Cavani.
Técnico: Bert Van Marwijk Técnico: Oscar Tabárez
Gols: Van Bronckhorst, aos 18; Forlán, aos 41 do primeiro tempo. Sneijder, aos 25; Robben, aos 28, Maxi Pereira, aos 47 do segundo.
Cartões amarelos: Maxi Pereira, Caceres (Uruguai), Sneijder, Boulahrouz (Holanda).
Estádio: Green Point (na Cidade do Cabo). Data: 6/7/2010. Horário:15h30m. Árbitro: Ravshan Irmatov (Uzbequistão). Assistentes: Rafael Ilyasov (Uzbequistão) e Bakhadyr Kochkarov (Cazaquistão). Público:62.479

julho 6, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , , , | Deixe um comentário

Análise tática: Holanda troca passes, e Uruguai põe a bola nos pés de Forlán

Saiba como jogam as seleções que fazem a primeira semifinal da Copa

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De um lado, uma seleção que se equilibra entre a paciência dos passes curtos e a ousadia dos lançamentos longos. Do outro, o time que aposta na força da marcação e no talento do seu camisa 10. Assim será o duelo entre a Holanda de Sneijder e o Uruguai de Forlán, que fazem a primeira semifinal da Copa do Mundo nesta terça-feira, às 15h30m. Os milhares de torcedores que forem ao estádio Green Point e os milhões que acompanharão pela TV só vão tirar a dúvida quando a bola rolar na Cidade do Cabo: qual dos dois estilos vai avançar para a final?

Com 100% de aproveitamento na Copa, o técnico holandês Bert van Marwijk não mexe em time que está ganhando e mantém o seu 4-2-3-1, que pode se transformar em 4-3-3 durante a partida. O volante De Zeeuw substitui o suspenso De Jong, e todas as jogadas continuam passando por Wesley Sneijder, autor de quatro gols na Copa até agora. No ataque, Robben corre pela direita, Kuyt se movimenta pela esquerda, e Van Persie é o único atacante típico.

O Uruguai vinha jogando com três atacantes, mas um deles está fora da semi: Suárez foi expulso ao fazer uma defesa digna de jogo de vôlei no último minuto da prorrogação contra Gana. Sobraram Forlán e Cavani, e o técnico Oscar Tabárez optou por um meia para substituir Suárez: quem entra é Gargano. Na defesa, outro desfalque. O capitão Diego Lugano, machucado, dá lugar a Godín.

julho 6, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, TV ao Vivo, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , | Deixe um comentário

Vasco bate Coritiba e é campeão da Copa da Hora

Apesar de erros do goleiro, time cruzmaltino ganha por 3 a 2 e conta com vitória do Avaí sobre o Grêmio para ser o campeão

Foi no sufoco, duas vezes, mas o Vasco derrotou o Coritiba por 3 a 2 e conquistou o Torneio de Florianópolis. Além do triunfo sofrido, o time cruzmaltino precisou contar com um gol do Grêmio nos acréscimos da derrota por 3 a 2 para o Avaí para enfim comemorar o título.

Em seu confronto, mesmo com um jogador a mais desde os 20 minutos do primeiro tempo, a equipe de São Januário quase viu a vitória escapar em um erro de seu camisa 1. Mas conseguiu garantir o resultado positivo aos 38 do segundo tempo.

Mais tarde, o Avaí conquistava o título até os 46 minutos do segundo tempo, mas um gol de Roberson, do Grêmio, mudou isso. Com o 3 a 2 nas duas partidas, cariocas e catarinense terminaram o torneio empatados em pontos, saldo de gols e número de gols marcados. O desempate ficou para o confronto direto e o Vasco, que derrotou o Leão por 3 a 1 na primeira rodada, ficou com a taça.

Zaga do Vasco volta a mostrar vulnerabilidade

Sem Dedé, suspenso, o técnico Paulo César Gusmão resolveu escalar a equipe no 4-4-2, diferentemente do 3-5-2 dos últimos jogos. Mas os problemas defensivos da equipe cruzmaltina não mudaram. Aos quatro minutos, após cruzamento da direita, o zagueiro Pereira subiu completamente livre de marcação e mandou a bola rente à trave esquerda de Fernando Prass. Era o ensaio. Aos 11 minutos, Rafinha cobrou escanteio e Pereira desta vez acertou a cabeçada: 1 a 0. O camisa 1 vascaíno saiu mal do gol facilitou a vida do adversário.

Em vantagem, o Coritiba se fechou mais no campo de defesa só esperando as falhas do time carioca, que passou a ficar mais com a posse de bola no ataque. A primeira boa trama de ataque do Vasco só aconteceu aos 20 minutos. Jonathan fez bom lançamento para Rodrigo Pimpão, que deu um toque por cima do goleiro Edson Bastos e foi derrubado fora da área. O árbitro marcou a falta e mostrou o cartão vermelho para o arqueiro do Coxa.

Apesar de ter um homem a mais em campo, o Gigante de Colina pouco ameaçava o Coritiba. A equipe, pouco criativa no meio de campo, até tentou alguns chutes de longa distância com Ramon e Ernani, por exemplo, mas sem pontaria. O Coxa seguiu jogando nos contra-ataques, mas, já sem um homem de referência na frente, também criou pouco.

Mais erros dos goleiros e muitos gols

O técnico PC Gusmão colocou Alan, Fumagalli e Bruno Paulo no intervalo, deixando o Vasco mais ofensivo. Logo nos primeiros minutos as modificações mostraram efeito, mas o árbitro não marcou pênaltis em Alan e Fagner. O time carioca seguiu em cima e foi recompensado. Aos oito, Ernani cruzou para a área, Vanderlei errou na hora de dar o soco para afastar e a bola sobrou para Thiago Martinelli cabecear para o gol aberto e empatar o jogo.

O empate empolgou os cruzmaltinos, que chegaram à virada cinco minutos depois. Alan recebeu o passe, deu um drible de corpo em Pereira, deixou Ângelo no chão e chutou cruzado, com força, e virou o placar.

Em vez de buscar fazer saldo de gols, que seria importante na briga pelo título, o Vasco diminuiu o ritmo e deu espaço ao Coritiba. E o Coxa empatou em nova falha de Fernando Prass. O goleiro saiu errado após o cruzamento e, na sobra, Tiago Real chutou forte aos 34 minutos. O gol acordou novamente o time carioca, que voltou a ficar na frente quatro minutos depois. Fernando fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Fumagalli chutar forte e fazer 3 a 2.


VASCO 3 X 2 CORITIBA
Fernando Prass; Fagner (Elder Granja), Fernando, Thiago Martinelli, Ramon (Alan); Rafael Carioca, Rômulo, Ernani (Cesinha) e Jeferson (Fumagalli); Jonathan (Bruno Paulo) e Rodrigo Pimpão. Edson Bastos, Ângelo, Jeci, Pereira, Triguinho (Denis), Marcos Paulo (Andrade), Leandro Donizete (Ramon), Dudu (Tiago Real), Enrico (Renatinho), Rafinha (Geraldo), Betinho (Vanderlei).
Técnico: PC Gusmão Técnico: Ney Franco
Gols: Pereira, aos 11 minutos do primeiro tempo; Thiago Martinelli, aos oito, Alan, aos 13, Tiago Real, aos 34, Fumagalli, aos 38 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Triguinho, Marcos Paulo, Rafinha, Dudu, Geraldo (COR); Rodrigo Pimpão, Ernani, Rômulo (VAS). Cartão vermelho:Edson Bastos (COR)
Local: Ressacada, em Florianópolis (SC). Árbitro: Celio Amorim.Auxiliares: Carlos Berkembrock e Maíra Americano Labes.

julho 5, 2010 Posted by | Avaí, Coritiba, Grêmio, Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

CBF analisa quatro nomes para a vaga de Dunga na seleção

Mano Menezes e Ricardo Gomes são os mais cotados, Luiz Felipe Scolari continua como um candidato forte e até Leonardo corre por fora na briga

O novo técnico da seleção brasileira será anunciado até o final deste mês, mas a CBF já trabalha com uma lista de quatro nomes para substituir Dunga, que foi desligado do cargo neste domingo, após a eliminação na Copa do Mundo: Mano Menezes, Ricardo Gomes, Luiz Felipe Scolari e até Leonardo. A única certeza que o presidente Ricardo Teixeira tem é que o próximo treinador precisa ter experiência – para suportar a pressão que um Mundial no Brasil trará – e saber trabalhar com jogadores jovens.

O corintiano Mano Menezes é um dos mais cotados. As recentes campanhas vencedoras no Grêmio e no Timão fizeram com que ele se tornasse um técnico em potencial para assumir a vaga. Mano consegue mesclar experiência e juventude nos seus elencos. Mas durante o desembarque da seleção no Brasil, o presidente do Corinthians, Andrés Sanches, que foi o chefe da delegação na África do Sul, descartava a ida de Mano para a vaga de Dunga. Naquele momento, a CBF ainda não tinha demitido o treinador.

– Mano tem contrato com o Corinthians até 2011. Essa é a realidade atual. Não tem nada de conversa com a CBF. Ele segue no Corinthians – apostou Sanches.

Semifinalista da Libertadores da América, o são-paulino Ricardo Gomes tem a admiração de Ricardo Teixeira. Ele esteve no comando da seleção pré-olímpica, mas não conseguiu classificar o Brasil para a os Jogos de Atenas, em 2004. No tricolor paulista, já tem gente da sua comissão técnica apostando que Gomes seja mesmo o favorito. O seu contrato com o São Paulo termina após a Libertadores. Os confrontos semifinais, diante do Internacional, estão marcados para os dias 28 de julho e 5 de agosto.

Felipão, campeão do mundo em 2002, sempre tem o nome comentado para retornar. Após se desligar do Bunyodkor, do Uzbequistão, ele acertou a transferência para o Palmeiras, mas ainda não assinou contrato. A sua apresentação ao Verdão foi adiada para depois da Copa, pois ele está trabalhando como comentarista em uma televisão sul-africana. Seu auxiliar, Flávio Murtosa, já começou a trabalhar no Palestra Itália preparando o terreno para Scolari chegar.

Muricy Ramalho ainda está na pauta, mas com menos força. O treinador do Fluminense, que vem fazendo boa campanha no Campeonato Brasileiro – o tricolor carioca está em terceiro lugar na classificação –, já esteve cotado antes. Durante as eliminatórias para a Copa de 2010, quando Dunga balançava no cargo, Muricy, na época ainda no São Paulo, onde ganhou três títulos nacionais, chegou a ser apontado como o substituto natural. O seu contrato com o Flu vai até o final do ano, com opção de renovação por mais duas temporadas.

Correndo mais por fora está Leonardo. Ex-técnico e ex-dirigente do Milan, o campeão mundial com a seleção brasileira em 1994 está parado. Quando se desligou do clube italiano, em maio passado, ele chegou a ser cogitado para assumir o Flamengo, mas o convite não existiu. Com bom trânsito na CBF, Leonardo está parado. Adilson Batista, Vanderlei Luxemburgo e Paulo Autuori são outros nomes que não podem ser descartados nessa briga.

Felipão é o preferido em enquete

Em recente pesquisa do GLOBOESPORTE.COM, Felipão foi apontado como o preferido dos internautas com 46% dos votos. Em segundo lugar apareceu Muricy (11%) e em terceiro, Mano (10%). Luxemburgo foi o quarto (9%) e Leonardo (7%) o quinto. Dos que votaram 7% também preferiam a manutenção de Dunga. O santista Dorival Júnior, com 4%, figurou na lista, à frente de Abel Braga (1%), Adilson Batista (1%) e Oswaldo Oliveira (0,5%).

O nome do novo técnico será anunciado até o fim de julho. A seleção brasileira já tem um compromisso marcado para o dia 10 de agosto, contra os Estados Unidos, em Nova Jersey.

julho 4, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Seleção brasileira., Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | | Deixe um comentário

Felipão descarta seleção brasileira e diz pensar somente no Palmeiras

Técnico reafirma interesse em participar da Copa do Mundo de 2014, mas apenas depois do fim de seu compromisso com o Verdão, em 2012

Após o fim do ciclo de Dunga à frente da seleção brasileira, o nome de Luiz Felipe Scolari surgiu entre os candidatos a substituir o treinador. Felipão, que assume o Palmeiras após a Copa do Mundo da África do Sul, reafirmou ter interesse em comandar uma seleção na próxima Copa, em 2014, mas disse que só vai pensar nisso ao final de seu compromisso com o Palmeiras, em 2012.

Campeão mundial com o Brasil em 2002 e quarto colocado com Portugal em 2006, Felipão ainda não assinou contrato com o Palmeiras, mas já acertou um acordo para comandar o Verdão até dezembro de 2012. Ele admite o interesse em voltar a disputar uma Copa do Mundo, mas garante que está concentrado no trabalho com o clube paulista.

– Naturalmente, depois de encerrado o contrato, se alguma seleção se interessar em mim para tentar a classificação ou jogar o Mundial de 2014, eu acho que seria maravilhoso encerrar a carreira numa Copa. Mas hoje eu não penso em Mundial, não penso em Brasil. Penso só no Palmeiras – declarou o treinador em entrevista à Rádio Eldorado.

Scolari marcou época no Palmeiras na década de 90, quando conquistou títulos da Copa do Brasil, Copa Mercosul, Taça Libertadores e Torneio Rio-São Paulo. Por isso, o treinador mantém o respeito pelo clube.

– Estou voltando ao Palmeiras, que é um clube que marcou minha vida profissional. Também existem motivos familiares envolvidos e meu pensamento está só no Palmeiras.

julho 3, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Seleção brasileira., Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | | Deixe um comentário

Sofrido, brigado, dramático: Espanha bate Paraguai e pega a Alemanha

Gol de David Villa no segundo tempo coloca a Fúria nas semifinais. Paraguai está eliminado da Copa do Mundo

Só mesmo na África do Sul para uma zebra com listras vermelhas e brancas dar as caras. Só mesmo com muita insistência para ela ser abatida. A Espanha sofreu como nunca para superar o Paraguai por 1 a 0, com um gol chorado do artilheiro David Villa, neste sábado, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, e cravar presença nas semifinais da Copa do Mundo. O gol saiu na parte final de um segundo tempo emocionante, com pênaltis marcados, anulados e ignorados. O Paraguai, guerreiro, está eliminado. A Fúria pega a Alemanha na quarta-feira, às 15h30m (de Brasília) em Durban. Quem vencer estará no Soccer City, no dia 11, para decidir o título contra o ganhador de Holanda e Uruguai.

Com o gol, David Villa assumiu a artilharia da Copa 2010, com cinco. E chegou a 43 com a camisa da Espanha, a apenas um do recordista (Raúl). Mas foi complicado. O Paraguai, forte na defesa, vendeu com juros a classificação aos espanhois. Agora, a equipe de Vicente del Bosque tem pela frente um repeteco da final da Eurocopa de 2008, quando deu Espanha, com gol de Fernando Torres, apagado no Mundial.

Com o resultado, a Espanha de 2010, no mínimo, igualou o melhor resultado do país na história das Copas: o quarto lugar obtido no Mundial de 50. O Paraguai deixa o continente africano honrado com a inédita participação nas quartas de final. Mas sem conseguir fazer com que a modelo Larrissa Riquelme cumprisse a promessa de desfilar nua pela capital Assunção caso o time chegasse às semifinais.

Paraguai amarra a Espanha no primeiro tempo

Xavi recebeu pelo meio, perto da área, deu um toquezinho na bola com a perna direita e já girou para mandar de canhota, sem deixá-la cair, em um lance com a plasticidade típica da Espanha. A bola saiu por pouco. Mas não esteve na beleza do lance seu real simbolismo. A grande questão é que ele aconteceu aos 28 minutos do período inicial. E foi o primeiro chute da Fúria na direção do gol paraguaio.

Até ali, a Fúria girou de um lado para o outro sem ir a lugar algum. É bem verdade que a campeã da Europa já viveu dias mais criativos do que na Copa 2010, mas o que complicou mesmo foi a organização defensiva do Paraguai. O técnico Gerardo Martino fez seis modificações para o duelo com a Espanha. Na defesa, no meio-campo e no ataque. A ideia, nenhuma surpresa, era dar ainda maior compactação a um time que foi a campo tendo sofrido apenas um gol em quatro jogos. Do trio ofensivo, só sobrou Valdés. Roque Santa Cruz e Lucas Barrios foram para o banco.

O curioso é que a força defensiva do Paraguai teve efeito duplo: primeiro, claro, barrou o talento espanhol; segundo, deu tranquilidade para os sul-americanos arriscarem uma ou outra escapulida ao ataque. Na frieza dos números, deu mais Paraguai do que Espanha no primeiro tempo. Os dois times arremataram quatro vez a gol. Mas a única bola que foi na meta, foi do time guarani.

onathan Santana, logo com um minuto, recebeu pelo meio e mandou a gol. Casillas pegou. Riveros, aos oito, cabeceou para fora. Alcaraz, aos 20, teria marcado se tivesse dois centímetros a mais. Santana, aos 34, viveu situação igual. Faltou muito pouco para alcançar a bola em cruzamento de Morel. Valdez, aos 45, recebeu de Cardozo e mandou chute cruzado, para fora. Pouco antes, aos 41, o atacante havia marcado, mas o lance foi anulado por impedimento de Cardozo bem observado pela arbitragem (confira no vídeo ao lado).

A Espanha teve o controle da bola, como costuma fazer, mas faltou infiltração. Fernando Torres começou bem e terminou mal três jogadas. Villa e Xavi não tiveram o brilho de outros jogos. E a Fúria ouviu o apito final do primeiro tempo com o sentimento de que havia algo de errado por ali.

O conceito de loucura no futebol parece ter sido criado especificamente para o segundo tempo do jogo entre Espanha e Paraguai. Contam-se nos dedos de uma só mão as partidas de Copa do Mundo com acontecimentos tão estranhos quanto os da etapa final da partida deste sábado no Ellis Park. Com destaque para dois pênaltis. Ou em três. Ou, melhor ainda, em quatro!

O primeiro foi a favor do Paraguai. Piqué agarrou Cardozo na área aos 13 minutos. Depois das reclamações da Fúria, o próprio camisa 7, autor do último gol guarani na disputa por penalidades máximas contra o Japão, nas oitavas de final, partiu para o tiro. E deu Casillas. O goleiro se adiantou, caiu no canto esquerdo e abafou o sonho paraguaio.

Após a defesa, a Espanha partiu para o ataque e deu o troco na mesma moeda. A diferença é que o pênalti de Alcaraz em Villa foi um tanto forçado pelo atacante. A revolta, desta vez, foi dos paraguaios. Choro em vão. Lá foi Xabi Alonso para a cobrança: bem batido, no canto, sem chances para o goleiro. O problema é que houve invasão espanhola à área. O árbitro guatemalteco Carlos Brates mandou a cobrança ser repetida.

Lá foi Xabi Alonso de novo para a segunda cobrança, que ali já virou terceira do jogo. E desta vez deu Villar. O goleiro caiu no canto esquerdo, espalmou a bola e, um segundo depois, na disputa pelo rebote, atingiu as pernas de Fábregas. Pênalti claro! Melhor: pênalti em uma cobrança de pênalti! E o juiz mandou seguir…

Aí foi a vez de os espanhois quase arrancarem os cabelos – os seus e os dos árbitros. Quando o lance foi repetido no telão do estádio, os reservas quase invadiram o campo, irados. E o jogo, com quatro pênaltis, dois perdidos, um anulado e um ignorado, seguia no 0 a 0.

Virou jogão. O Paraguai pareceu sentir que era possível vencer a Espanha. A Fúria não engoliu o (s) pênalti (s) perdido (s). A partida ficou mais aberta, com arrancadas de lado a lado, com possibilidades que invariavelmente acabavam frustradas no fim. O que era morno no primeiro tempo virou fervura no segundo.

E quente mesmo foi David Villa, artilheiro, oportunista, matador. Aos 38, Iniesta fez fila na entrada da área e mandou para Pedro, que arrematou na trave. Na sequência, foi a vez de Villa. A bola beijou (de novo!) o poste esquerdo, rolou por cima da linha, tocou no direito e entrou.

Fúria enfurecida, fera ferida! A Espanha entrou em êxtase com o gol depois de tanto sofrimento.

Mas os guerreiros guaranis não se entregaram. O treinador Gerardo Martino mandou Lucas Barrios a campo no lugar do volante Cáceres. E o duelo continuou quente. Aos 43, Casillas salvou novamente a Espanha. Após soltar um chute exatamente de Barrios, o goleiro se recuperou e salvou com o pé esquerdo uma conclusão à queima-roupa de Santa Cruz (no vídeo ao lado). Na sequência, os espanhois partiram em contra-ataque, e Villar defendeu conclusão de Villa.

Foi o último capítulo de um dos jogos mais malucos – e emocionantes – que uma Copa do Mundo já viu.

PARAGUAI 0 X 1 ESPANHA
Villar; Verón, Da Silva, Alcaráz e Morel Rodriguez; Victor Cáceres (Barrios), Santana, Barreto (Vera) e Riveros; Cardozo e Valdez (Santa Cruz).
Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol (Marchena) e Capdevilla; Xabi Alonso (Pedro), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa e Torres (Fabregas).
Técnico: Gerardo Martino. Técnico: Vicente del Bosque.
Gol: Villa, aos 38 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Piqué, Sergio Ramos (ESP), Alcaraz, Victor Cáceres e Morel Rodriguez (PAR)
Estádio: Ellis Park, Joanesburgo (AFS). Data: 03/07/2010. Árbitro:Carlos Batres (GUA). Assistentes: Leonel Leal (CRC) e Carlos Pastrana (HON).

julho 3, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , , | Deixe um comentário

Para reescrever história, Espanha e Paraguai lutam por vaga nas semis

Sul-americanos buscam classificação inédita às semifinais, e europeus tentam eliminar fama de amarelar em Copas do Mundo

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r a história em 90 minutos. Com chutes a gol, passes, carrinhos, reinventar uma imagem construída pelo passado. Usar uma bola de futebol para escolher o caminho certo entre a esperança e a frustração. Vale muito para Espanha e Paraguai o jogo das 15h30m (20h30m pelo horário sul-africano) deste sábado, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo. É muito mais do que uma vaga nas semifinais. É a chance viva de atingir outro patamar no histórico das Copas.

O Paraguai jamais esteve entre os quatro melhores times de um Mundial. A Espanha, tão badalada, não passou de um quarto lugar, lá em 1934. Em campo, a discussão é entre uma seleção que tenta se consolidar como nova força e outra que tenta apagar a imagem de amarelona.

– Não sabemos se teremos outra seleção assim em uma copa do mundo. Temos que aproveitar – resumiu o espanhol Fábregas.

O vencedor da partida pegará Argentina ou Alemanha nas semifinais. O duelo em língua espanhola será transmitido ao vivo pelo GLOBOESPORTE.COM, pela TV Globo e pelo SporTV.

David Villa, quatro gols, jogadas criadas, participação efetiva. Fernando Torres, nada de balançar as redes, nenhuma partida completa, rendimento quase nulo. Justamente contra uma defesa das mais fortes, o ataque espanhol é uma contradição pura: a união entre um dos melhores jogadores da Copa do Mundo e uma das principais decepções do torneio. O atacante do Liverpool recebe nova chance do técnico Vicente del Bosque. Com a ascensão de Fernando Llorente, pode ser a última.

É uma responsabilidade danada para o setor ofensivo da Espanha, que vai a campo com a missão de derrubar uma das defesas mais sólidas da Copa do Mundo. O Paraguai sofreu um gol em quatro jogos. Só foi vazado na estreia, para a Itália. São três jogos de invulnerabilidade defensiva. Concretizar o sonho de ser a dona do mundo exigirá da Espanha a capacidade de quebrar o paredão paraguaio.

– A Espanha é um país que adora futebol, em que as pessoas sonham muito, e isso é bonito, isso é ótimo. Estamos em uma situação em que podemos fazer história. Não ficaremos conformados com as quartas de final – disse o meia Fábregas.

O raciocínio espanhol é de que o time atual tem uma qualidade que pode não ser repetida no futuro. Dentro desse pensamento, o sentimento é de que a hora é agora.

– É uma das partidas mais importantes da Espanha em sua história – resumiu o zagueiro Piqué.

O sonho paraguaio

O Paraguai já foi mais longe do que nunca em uma Copa do Mundo. Seja qual for o resultado contra a Espanha, os jogadores devem desembarcar em Assunção como heróis. Mas por que não pensar em ir ainda mais longe, numa surpreendente semifinal? O técnico Gerardo Martino já declarou que o objetivo dele é estar entre os três melhores do torneio, mesmo que para isso seja preciso derrubar os campeões europeus. Apesar de reconhecer o favoritismo do adversário, Martino acredita que isso pode ser minimizado quando tudo se decide em uma só partida.

– No futebol, pode se esperar qualquer tipo de resultado, sobretudo em apenas 90 minutos – disse ele.

A Suíça mostrou isso logo na primeira rodada, ao derrotar a Espanha por 1 a 0. E é no mesmo esquema de defesa forte e contra-ataque rápido que o Paraguai aposta suas fichas para se classificar. Nem há outro caminho, diz Martino. Defender-se contra a Espanha não é exatamente uma tática, mas uma necessidade.

– Imagino que todos os adversários da Espanha tenham buscado jogar mais à frente. O problema é que a Espanha fica tanto com a bola que não te dá outra opção. Você sempre volta ao seu campo para se defender. Invariavelmente, o jogo sai como a Espanha quer que ele saia. Temos que nos preocupar em como neutralizar a troca de bola deles – analisou o treinador.

Apesar da ótima fase de David Villa, autor de quatro dos cinco gols espanhois na Copa, Martino adiantou que não fará marcação especial sobre ele.

– Posso falar aqui como parar Villa, Torres, Iniesta, Xavi… Isso mostra que não podemos nos preocupar apenas com um jogador. Teremos a Espanha pela frente e precisamos saber como pará-la.

julho 3, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Canais em espanhol, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, TV ao Vivo, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , , | Deixe um comentário

E no Vestiário do Argentina..

julho 3, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , , , , , | Deixe um comentário

Podem comprar televisão, hermanos: Alemanha goleia o time de Maradona

Com gol mais rápido da Copa do Mundo e chocolate, seleção alemã vence com autoridade por 4 a 0 e elimina mais uma vez a Argentina nas quartas

A torcida argentina comemorou bastante a eliminação do Brasil na sexta-feira, mas a festa dos hermanos não durou

mais que um dia. Desta vez, a Alemanha não precisou de pênaltis e nem de sofrimento, como em 2006: sem dar chances ao time de Diego Maradona, os alemães aplicaram um chocolate inapelável por 4 a 0 na Cidade do Cabo e estão classificados para a semifinal da Copa do Mundo. Como disse o diário “Olé” para os brasileiros, os argentinos agora também podem comprar uma televisão para assistir ao restante do Mundial no conforto do sofá de casa.

Maradona desfilando sem roupa no Obeslico em Buenos Aires? Fica para a próxima.

Na última Copa, a Alemanha também eliminou a Argentina nas quartas de final, mas com sofrida decisão por pênaltis. No Green Point, não deu nem tempo de roer as unhas: Müller abriu o placar antes do terceiro minuto de jogo e fez o gol mais rápido do torneio na África do Sul. Klose, que agora está a um gols do recorde de Ronaldo, marcou duas vezes, e Friedrich também deixou o seu.

A torcida argentina era maioria no estádio, mas quem riu por último foi o meia Michael Ballack, que ficou fora da Copa por contusão, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que compareceram ao Green Point. Melhor jogador do mundo em 2009, Lionel Messi teve atuação apagada e termina o torneio sem nenhum gol marcado.

A seleção de Joachim Löw agora espera o vencedor de Paraguai x Espanha, ainda neste sábado, para saber quem será seu rival na próxima quarta-feira, em Durban, pela semifinal. Um dia antes, Uruguai e Holanda decidem na Cidade do Cabo o primeiro finalista.

O jogo

A Alemanha parecia com pressa para abrir o placar. Parecia, não. Realmente estava. Com exatos 2m38s no relógio, Schweinsteiger cobrou falta, Otamendi ficou parado, Müller subiu e tocou de cabeça. A bola bateu na perna do goleiro Romero, que estava mal posicionado, e entrou: 1 a 0, gol mais rápido da Copa do Mundo.

Maradona argentina chateadoEm sua primeira Copa como técnico, Maradona volta para casa nas quartas de final (Foto: agência Reuters)

Oficialmente, a Fifa arredonda para cima e considera a marca como 3 minutos. O inglês Gerrard fez aos 3m31s contra os Estados Unidos, mas na súmula aparece 4. Agora, Müller está ao lado de Higuaín (Argentina), David Villa (Espanha), Vittek (Eslováquia) e Sneijder (Holanda) no topo da artilharia do Mundial, com quatro gols.

O 1 a 0 no placar deixou a Alemanha ainda mais confiante e deu uma pane na Argentina. Principalmente pelo lado direito da defesa de Maradona. Perdido em campo, Otamendi levava um baile de Podolski. O lateral argentino ainda levou cartão amarelo aos 11, por falta em Friedrich no campo de ataque. Um exemplo de que nada dava certo para os hermanos aconteceu aos 16: Tevez tentou puxar contra-ataque, mas se enrolou, perdeu a bola e a chuteira, que ficou no gramado. Na beira do campo, o Pibe olhava de braços cruzados. O que fazer?

Na arquibancada, a maioria argentina resolveu “jogar” aos 20. Os torcedores pulavam e cantavam, mas os jogadores não correspondiam em campo. Culpa da Alemanha, que tinha uma defesa muito bem montada por Joachim Löw e era perigosa na frente. Como aos 23, quando Heinze se enrolou ao tentar cortar um passe, Müller invadiu a área e rolou para Klose, que bateu por cima.

Apagado, Messi passou a procurar mais o jogo. Maradona viu que Otamendi era o ponto fraco e mandou Di Maria sair da esquerda e ir para direita. Assim, o lateral parou de subir ao ataque e Podolski ainda tinha que se preocupar com a marcação do novo jogador do Real Madrid. A tática deu certo e a Argentina passou a ter mais chances. A melhor foi aos 36. Müller tocou a mão na bola na entrada da área e recebeu amarelo. Na sequencia da falta mal cobrada por Messi, Tevez recebeu sozinho de Heinze na área e cruzou para Higuaín tocar para o fundo da rede. Mas quatro argentinos estavam em impedimento na jogada, bem anulada.

Em 45 minutos, a Alemanha deu dez chutes, mas apenas um na direção do gol: justamente o que resultou no 1 a 0 da primeira etapa. Os argentinos deram nove e tiveram 55% de posse de bola.

Quem voltou com pressa no segundo tempo foi a Argentina. Mas sem a mesma pontaria de Müller no início da partida. Aos três, Di Maria arriscou de longe a bola passou rente à trave alemã. O empate não saiu por pouco, alguns centímetros.

Com a vaga na mão pela vantagem no placar, a Alemanha se fechou ainda mais, apostando nos contra-ataques. E deixou a Argentina ser dona da bola, como Maradona pediu a semana inteira. Mais passe, mais chutes dos hermanos. Para fora, nas mãos de Neuer e até na cara do adversário: aos 17, Di Maria cruzou da direita, Maxi Rodriguez ajeitou com o peito e Tevez soltou a bomba, que explodiu no rosto de Mertesacker.

Os hermanos ainda tiveram duas chances, com Higuain e Tevez, que pararam nas mãos do goleiro. Se a principal arma argentina não dava certo – o toque de bola -, a maior falha voltou a aparecer: o lado direito da defesa. Na velocidade, a seleção de Lahm roubou a bola pela esquerda do ataque aos 23 e, sentado, Müller tocou para Podolski, que invadiu a área e rolou para Klose fazer seu 13º gol em Copas do Mundo, passando Pelé (12) e ficando a dois do recordista Ronaldo (15).

O tiro de misericórdia saiu aos 29. Mais uma vez pelo frágil lado direito da zaga argentina, que até nem contava mais com Otamendi, substituído logo após o gol por Pastore. Schweinsteiger fez o que quis pelo setor, driblou três argentinos na sequência, entrou na área e rolou para o zagueiro Friedrich pegar de primeira no bico da pequena área: 3 a 0.

Ainda havia tempo para mais um. A desgraça argentina se consolidou com mais um gol de Klose, aos 44, para carimbar de vez o passaporte dos hermanos de volta para casa. A Alemanha avança cheia de moral para as semis. Adeus, Argentina. Até 2014, se conseguirem a vaga para jogar no Brasil.

ARGENTINA 0 X 4 ALEMANHA
Romero, Otamendi (Pastore), Demichelis, Burdisso e Heinze; Mascherano, Maxi Rodríguez e Di Maria (Agüero); Messi, Tevez e Higuaín. Neuer, Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira (Kroos), Schweinsteiger, Özil e Müller (Trochowski); Podolski e Klose.
Técnico: Diego Maradona Técnico: Joachim Löw
Gols: Müller, aos três do primeiro tempo. Klose, aos 23, Friedrich, aos 29, Klose, aos 44 do segundo.
Cartões amarelos: Otamendi, Mascherano (Argentina) e Müller (Alemanha).
Estádio: Green Point (na Cidade do Cabo). Data: 3/7/2010. Horário:11h. Árbitro: Ravshan Irmatov (Uzbequistão). Assistentes: Rafael Ilyasov (Uzbequistão) e Bakhadyr Kochkarov (Cazaquistão). Público: 64.100.

julho 3, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , | Deixe um comentário

Alemanha e Argentina têm missão em duelo pela vaga: dar espetáculo

Favoritas ao título, seleções fazem o único confronto entre campeões do mundo nas quartas. Expectativa é pelo ‘melhor jogo da Copa do Mundo’

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“O melhor jogo da Copa”. Uma frase repetida todos os dias desde a classificação de Argentina e Alemanha. O único duelo entre campeões do mundo nas quartas de final, que ainda reúne os dois melhores ataques da competição e o tira-teima do confronto em 2006, pela mesma fase. Provocações nas entrevistas durante a semana acirraram a rivalidade dos finalistas de 1986 e 1900. Até o palco reservado é de gala: estádio Green Point, na Cidade do Cabo, a mais turística da África do Sul. As seleções de Diego Maradona e Joachim Löw se enfrentam neste sábado, às 11h (de Brasília), com uma missão: dar espetáculo.

Os hermanos venceram todos os seus confrontos até agora e marcaram dez gols, liderando as estatísticas da Fifa (um a mais que Alemanha, Holanda e Brasil). A seleção de Maradona também tem um dos artilheiros (Higuaín, com quatro, ao lado de Vittek e David Villa), o segundo jogador que mais chutou a gol (Messi, 23 tentativas) e ainda é terceiro time que mais arriscou na Copa (75 chutes, contra 89 do time de Dunga, que já disputou as quartas e caiu para a Laranja). O camisa 10 ainda não balançou a rede, mas virou garçom dos companheiros e só não marcou porque parou em grandes atuações de goleiros rivais (como o nigeriano Enyeama na estreia).

Do outro lado, a Alemanha foi a primeira seleção a encantar no Mundial da África. Em uma primeira rodada de poucos gols, a equipe de Löw fez logo quatro na Austrália e despontou como a favorita. Mas vacilou em seguida e perdeu para a Sérvia, deixando dúvidas no ar. A classificação no Grupo D veio graças a um belo chute da revelação Özil. Os alemães voltaram à condição de favoritos nas oitavas: com ajudinha do árbitro uruguaio Jorge Larrionda, que não deu um gol claro de Lampard, os tricampeões golearam a Inglaterra por 4 a 1. De quebra, Klose empatou com Pelé ao chegar a 12 gols e está a três do recorde de Ronaldo, o maior artilheiro da história das Copas.

– Eu acho que tem tudo para ser o melhor jogo da Copa. São dois campeões do mundo e estão em boa fase. Alemanha e Argentina se classificaram com boas atuações, sem susto. Acho que a Argentina vence, pois tem o melhor ataque do Mundial – disse o jornalista japonês Toru Nanasawa, do canal TBS.

– Sim, há essa pressão por espetáculo. Apesar de Holanda x Brasil ser uma grande partida, as atenções estão mais voltadas aqui para a Cidade do Cabo. Principalmente por causa da presença de Maradona, que é um grande personagem. Para mim, a Alemanha ganha. Tem um time mais equilibrado, mais sólido. Enquanto Maradona fuma charuto no treino, Löw estuda o adversário, sabe como preparar melhor sua equipe – analisou o repórter russo Roman Trushechkin, da rede de televisão Russia 2.

O técnico Joachim Löw também está preparado para um grande jogo, que será o 200º da Alemanha em Copas. Ele diz que é o tipo de momento para o qual todo técnico, todo o jogador se prepara. Löw, que na Copa de 2006 era auxiliar de Jürgen Klinsmann, estava no banco de reservas alemão nas quartas de final, quando a equipe europeia, nos pênaltis, eliminou os sul-americanos.

– É uma alegria muito grande para mim estar aqui na Cidade do Cabo me preparando para um jogo dessa importância. Eu adoro essas partidas: contra Inglaterra, Argentina. Entrar no mesmo campo em que estão os melhores é sempre um desafio importante. E eu tenho muita confiança no time, nos jogadores. Com essa equipe jovem, podemos enfrentar qualquer um de igual para igual. E como a Argentina é uma seleção muito forte, será um grande jogo.

O treinador tinha apenas uma dúvida para escalar sua equipe: o atacante Podolski, que não treinou na última quinta-feira por causa de dores musculares, está liberado e vai para o jogo. O brasileiro naturalizado Cacau, que já não havia atuado contra a Inglaterra por causa de uma lesão muscular, não deverá ficar à disposição.

Sempre esbanjando confiança, Diego Maradona confirmou que Messi está recuperado de gripe e e estará em campo, para alívio da torcida. Após especulações sobre mudanças, o treinador afirmou que agora não é hora para “trocas e improvisações”. Assim, a Argentina deve conhecer a Cidade do Cabo com o mesmo time que venceu o México, sem Verón e Samuel (titulares na primeira rodada e que perderam espaço para Maxi Rodriguez e Burdisso).

Nem mesmo a goleada da Alemanha sobre a Inglaterra nas oitavas, por 4 a 1, tira o otimismo do Pibe. Para o técnico, os rivais dos alemães tiveram erros que custaram caro. Maradona diz saber bem como joga o rival e que a Argentina está preparada para ir às semifinais.

– A Alemanha venceu facilmente a Inglaterra, pois os ingleses facilitaram o conta-ataque. Sabemos que perderam para a Sérvia quando a Sérvia teve o controle da bola. Eles ganharam de Gana, mas os africanos ficaram três vezes cara a cara…  Não engolimos a mentira do 4 a 1 – concluiu Diego.

julho 3, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, TV ao Vivo, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , | Deixe um comentário

Na base do drama, Uruguai despacha Gana nos pênaltis e avança às semis

Seleção africana perde pênalti no último minuto da prorrogação, e Loco Abreu capricha na cavadinha para garantir o triunfo da Celeste no Soccer City

Drama é apelido. No jogo mais emocionante da Copa do Mundo até agora, o Uruguai arrancou nesta sexta-feira uma classificação heroica para as semifinais. Após o empate em 1 a 1 no tempo normal, Gana teve a vitória nas mãos com um pênalti no último minuto da prorrogação, mas Gyan, craque do time, fez explodir no travessão a chance da glória. Na disputa de cobranças da marca fatal, triunfo sul-americano por 4 a 2. O goleiro Muslera defendeu duas vezes, e coube ao botafoguense Loco Abreu decidir no último chute com direito a cavadinha. Incrédula, a África se despede do seu Mundial. E a Celeste avança, cheia de moral, para encarar nas semis a Holanda, algoz do Brasil. Festa azul para um Soccer City lotado.

O jogo que vale vaga na decisão está marcado para terça-feira, às 15h30m, na Cidade do Cabo. A outra semi terá o vencedor de Argentina x Alemanha enfrentando Espanha ou Paraguai.

Uruguai começa bem; Gana reage

O jogo começou com 10 minutos de puro futebol morno. A partir dali, o volume de jogo da Celeste cresceu, mas chance de gol, que é bom, esbarrava sempre no goleiro Kingson.

Aos 11, Suárez costura pela esquerda, chuta forte e… Kigson nela.

Aos 17, Forlán bate escanteio, a bola desvia em Cavani, no peito de Mensah e… Kingson nela.

Aos 25, o arremesso lateral encontra Suárez que bate de pé direito e… Kingson nela.

Foi aí que Gana, cansada de ver seu pobre goleiro no sufoco, resolveu responder. Vorsah foi o primeiro a aparecer, ganhando de Lugano no alto e cabeceando para fora aos 29. Um minuto depois, Prince Boateng puxou o contra-ataque, aplicou um drible na vaca em Victorino e cruzou no pé de Gyan, que bateu para fora.

Aos 37, o zagueiro Lugano saiu machucado. Ele não aguentou a dor no tornozelo, fruto de uma queda na cobrança de um escanteio. Deu lugar a Scotti e passou a braçadeira de capitão a Forlán. O camisa 10, aliás, já jogava como capitão: corria o campo todo e cobrava todos os escanteios, mas não conseguia transformar seu talento em gols.

E Gana continuava ensaiando para isso. Aos 44, Prince tentou uma finalização de bicicleta, mas errou o alvo. Era só um prefácio do que o companheiro Muntari faria em seguida. Dois minutos depois, ele limpou o lance fora da área e soltou a bomba. Meio gol de Muntari, meio gol da Jabulani, que tomou um incrível efeito e escapou do alcance do goleiro Muslera.

Gana 1 a 0, fim do primeiro tempo, corrente dos jogadores africanos no campo antes da saída para o vestiário. Meio caminho andado para manter o continente vivo na Copa.

Meio caminho, contudo, não é caminho inteiro. E o Uruguai voltou para a segunda etapa disposto a mudar o cenário. Depois de roer o osso cobrando sete escanteios no jogo, Forlán ganhou uma chance de provar o filé.

Falta para o Uruguai perto da área, no lado direito do ataque. Com a braçadeira amarela no braço, o camisa 10 bateu forte, por cima da barreira. O goleiro Kingson, que tinha brilhado no início da partida, desta vez pulou meio estranho. Bola na rede, placar empatado em 1 a 1, Soccer City quase em silêncio.

Gana só precisou de dois minutos para responder, com chute potente de Gyan, que parou nas mãos de Muslera. Aos 16, Forlán apareceu de novo e cruzou no pé direito de Suárez, que concluiu na rede pelo lado de fora.

Suárez teve outra grande chance aos 25, quando pintou livre na área e – aí sim – Kingson apareceu bem espalmando para escanteio. Aos 36, foi Maxi Pereira que desperdiçou grande chance no contra-ataque, chutando por cima do gol. O Uruguai atacava mais e parecia mais inteiro. Gol, no entanto, nada.

As duas seleções ainda tiveram chances nos últimos minutos, mas nada que assustasse os goleiros. E o jogo foi para a prorrogação.

A primeira metade do tempo extra foi truncada, com jogadores indo ao chão toda hora, faltas duras, pedidos de pênalti. O português Olegário Benquerença mandava o jogo seguir. E ele seguia.

Na virada para os últimos 15 minutos, Gana percebeu que precisava decidir a partida. Foi para cima e chegou a perder boas chances: com Gyan, de cabeça, aos quatro, e Appiah, que matou no peito mas não conseguiu concluir aos sete. Forlán ainda teve seu momento com um chute dentro da área, mas mandou para fora a última oportunidade uruguaia.

No último minuto da prorrogação, a grande chance. Suárez salvou uma bola com a mão em cima da linha. Pênalti para Gana, que viu Gyan desperdiçar a grande chance da carreira. A bola explodiu no travessão, e o jogo foi para a disputa de cobranças na marca fatal.

Forlá, Victorino e Scotti fizeram os dois primeiros do Uruguai, enquanto Gyan e Appiah repetiram a dose para os africanos. Foi aí que brilhou a estrela de Muslera: o goleiro da Celeste pegou as cobranças de Mensah e Adiyiah, abrindo caminho para o toque de mestre de Loco Abreu. O atacante botafoguense, que tinha entrado no segundo tempo, não se intimidou com a grandeza de Copa do Mundo. Correu para a bola bateu com cavadinha, matando Kingson e fazendo o Uruguai explodir em euforia no Soccer City. Desfecho digno para o jogo mais emocionante da Copa.

URUGUAI 1 X 1 GANA (4 A 2 NOS PÊNALTIS)
Muslera, M. Pereira, Lugano (Scotti), Victorino e Fucile; Pérez, Arévalo Rios e Fernández (Lodeiro); Forlán, Suáres e Cavani (Loco Abreu). Kingson, Pantsil, Vorsah, Mensah e Sarpei; Annan, Inkoon (Appiah), Asamoah, Prince e Muntari (Adiyiah); Gyan.
Técnico: Oscar Tabárez Técnico: Milovan Rajevac
Gols: Muntari, aos 46 do primeiro tempo; Forlán, aos 10 do segundo.
Cartões amarelos: Fucile, aos 19 do primeiro tempo. Arévalo Rios, aos três, Pantsil, aos oito, Pérez, aos 14, Sarpei, aos 31 do segundo.
Estádio: Soccer City (em Joanesburgo). Data: 2/7/2010. Horário:15h30m. Árbitro: Olegário Benquerença (Portugal). Assistentes: José Cardinal (Portugal) e Bertino Miranda (Portugal). Público: 84.017

julho 2, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Canais em espanhol, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , | Deixe um comentário

Uruguai x Gana – AO VIVO


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Uruguaios e ganeses jamais esquecerão a Copa do Mundo da África do Sul. Pelo que alcançaram e pelo que deixaram de alcançar. Nesta sexta-feira, as duas seleções se encontram às 15h30 (horário de Brasília), no Soccer City, em Joanesburgo, lutando por um lugar entre as quatro melhores equipes do mundo. Quem vencer, fará história. O Uruguai busca a primeira semifinal de Copa desde 1970, enquanto Gana tenta transformar-se na primeira seleção africana semifinalista de um Mundial.

julho 2, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | | Deixe um comentário

Brasil bate cabeça e fica fora da Copa. Até 2014…

Felipe Melo estraga a festa brasileira, Seleção perde chances e os rivais esperam o adversário da semi

Pela segunda vez consecutiva a Seleção Brasileira é eliminada nas quartas-de-final da Copa do Brasil. E mais uma vez com uma história digna de uma “Crônica de uma morte anunciada”. Com a licença do escritor Gabriel García Márquez. E Felipe Melo foi o protagonista desta triste passagem. Do belo lançamento para o gol de Robinho no primeiro tempo, para o gol contra e a expulsão na etapa final. No fim, na primeira virada dos mata-matas desta Copa, a Holanda venceu por 2 a 1.

Assista os Gols | Confira a Tabela

A “morte anunciada” citada acima tem a ver com Felipe Melo. Depois de uma temporada pífia na Juventus, o volante da Seleção chegou a África do Sul sob muitas desconfianças. Além da má fase em campo, o destempero emocional do camisa 5 era uma preocupação constante. E nesta sexta-feira, em Porto Elizabeth, o “medo” se tornou realidade.

Dois tempos distintos. Esse é o resumo da partida desta sexta. No primeiro tempo, o Brasil sobrou. Abriu o placar logo aos 10 minutos, após belo passe de Felipe Melo que Robinho só teve o trabalho de tocar para o gol. Depois, perdeu chances de ampliar o resultado. Menos por oportunidades criadas, é verdade, mas dominou as principais ações do jogo.

Na etapa final, só deu Holanda. Subiu a marcação em seu campo de ataque, roubou bolas na defesa brasileira e o melhor, pelo menos para eles: conseguiu converter em gols as chances que criou. Em lances que a Seleção não costumava falhar, nas jogadas aéreas. Felipe Melo aos 8 minutos cabeceou contra e (o baixinho) Sneijder aos 23 aproveitou desvio de Kuyt e só tocou para as redes.

Com a desvantagem no placar, o Brasil sofreu. Sem o contra-ataque, sua principal característica, faltou qualidade para criar chances e vencer a retranca holandesa.

Na História dos confrontos, a Holanda empatou. Eliminou o Brasil em 1974 e 2010 e foi desclassificada em 1994 e 1998. Mas diferentemente da Copa de 74, esta seleção está longe de encantar o mundo como fez naquele ano. Pragmática, competitiva, até defensiva por vezes, é forte candidata ao título deste Mundial. Marca forte e sai rápido nos contra-ataques. Além do brilho de Sneijder, o melhor do time, e um dos principais jogadores do mundo.

Agora a Holanda espera o vencedor entre Gana e Uruguai, que se enfrentam ainda nesta sexta, às 15h30, no Soccer City, em Johannesburgo.


FICHA TÉCNICA:
HOLANDA 2 X 1 BRASIL

Estádio: Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth (AFS)
Data/hora: 2/7/2010 – 11h (de Brasília)
Árbitro: Yuichi Nishimura (JAP)
Auxiliares: Toru Sagara (JAP) e Jeong Hae Sang (CDS)

Público:
Cartões amarelos: Heitinga, De Jong, Ooijer e Van der Wiel (HOL); Michel Bastos (BRA)
Cartão vermelho: 27’/2ºT, Felipe Melo (BRA)
GOLS: Robinho, 10’/1ºT (0-1); Felipe Melo (contra), 8’/2ºT (1-1); Sneijder, 23’/2ºT (1-2)

HOLANDA: Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Ooijer e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong e Sneijder; Kuyt, Robben e Van Persie (40’/2ºT – Huntelaar). Técnico: Bert van Marwijk.

BRASIL: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (16’/2ºT – Gilberto); Gilberto Silva, Felipe Melo, Daniel Alves e Kaká; Robinho e Luís Fabiano (32’/2ºT – Nilmar). Técnico: Dunga.

Fonte: LanceNet

julho 2, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | | Deixe um comentário

Brasil e Holanda confrontam ‘irmãos’ Robinho e Robben na luta pela semi

Destaques das seleções na Copa do Mundo de 2010, atacantes têm estilos parecidos e quase nasceram no mesmo dia. Quem ganha o duelo?

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Nomes e estilos parecidos, mesmo número de camisa (11) e por muito pouco quase o mesmo dia de nascimento. Quando Robinho veio ao mundo, em 25 de janeiro de 1984, Robben tinha apenas dois dias de vida. O brasileiro é natural de São Vicente, no litoral de São Paulo, enquanto o holandês é de Bedum, cidade do norte do país, próxima à fronteira com a Alemanha. Os dois têm em comum o dom do drible. Qualidade que será colocada à prova nesta sexta-feira, às 11h (de Brasília), no duelo entre Brasil e Holanda, em Porto Elizabeth, pelas quartas de final da Copa do Mundo.

– É só pegar os últimos jogos do Robben pelo Bayern de Munique, na Liga dos Campeões: ele foi decisivo – alertou o técnico Dunga, da seleção brasileira.

Robinho, porém, também é decisivo. E Dunga sabe disso. Não à toa o atacante é quem mais jogou sob o comando do treinador, desde agosto de 2006. Aliás, depois do empate por 0 a 0 com Portugal, na última rodada da fase de grupos, o técnico do Brasil lamentou não ter o Rei das Pedaladas, poupado com desconforto muscular. Até porque o time luso armou uma retranca para a equipe brasileira.

– O que mais acrescentaria para o Brasil seria o Robinho, porque ele tem capacidade de driblar em espaço reduzido – falou Dunga à época.

Assim como Robinho, Robben, que foi campeão espanhol com o brasileiro em 2008, no Real Madrid, é uma das principais esperanças da Holanda nesta Copa do Mundo. Só que por ter chegado ao Mundial com uma lesão na coxa esquerda, o atacante do Bayern de Munique estreou apenas na última rodada da fase de grupos, na vitória por 2 a 1 sobre Camarões. Jogou por quase 20 minutos, mas esse tempo foi o suficiente para ele ser decisivo e participar do gol da vitória. Já nas oitavas, contra a Eslováquia, ele abriu o placar no triunfo por 2 a 1.

– A Holanda não é só o Robben, tem também outros jogadores importantes. Quando jogamos contra o Drogba (da Costa do Marfim) e contra o Cristiano Ronaldo (de Portugal), nós não fizemos marcação especial – falou Juan, um dos principais líderes do sistema defensivo da seleção brasileira.

Robinho, por sua vez, teve mais oportunidades de estar em campo nesta Copa do Mundo. Dos quatro jogos do Brasil até aqui, ele esteve em três. E foi decisivo em todos. Contra a Coreia do Norte, na estreia, ele deu o passe para o gol de Elano, no triunfo por 2 a 1. Depois, diante da Costa do Marfim, ele participou da jogada do primeiro gol, marcado por Luis Fabiano, após passe de Kaká. No jogo contra o Chile, ele repetiu isso e iniciou a jogada que terminou com gol do camisa 9 após passe da estrela Kaká e ainda deixou a sua marca na vitória por 3 a 0.

As semelhanças entre Robinho e Robben, no entanto, não estão apenas nas características e no poder de decisão. Estão também nos números. É claro que o jogador brasileiro teve mais participações e por isso as estatísticas são melhores, mas proporcionalmente, levando em conta os minutos e os quilômetros percorridos em campo, o desempenho de ambos é parecido (confira no infográfico).

Para o técnico holandês, Van Marwijk, o Brasil é o favorito ao título do Mundial. Mas ele não se arriscaria em uma troca de Robben e Sneijder por Robinho e Kaká.

– O Brasil tem grandes jogadores, mas eu não trocaria – respondeu Van Marwijk

Para o técnico holandês, Van Marwijk, o Brasil é o favorito ao título do Mundial. Mas ele não se arriscaria em uma troca de Robben e Sneijder por Robinho e Kaká.

– O Brasil tem grandes jogadores, mas eu não trocaria – respondeu Van Marwijk

Na Holanda, o técnico Van Marwijk não tem nenhum problema de ordem médica – Van der Vaart, que treinava separado por causa de dores na panturrilha esquerda treinou normalmente nesta sexta – para escalar a equipe que encara o Brasil. Mas ele não deu dicas sobre como deve ser o time, tanto que no último treinamento não mostrou nada taticamente em campo. Fez apenas um recreativo e treinou pênaltis um dia antes. Porém, ele está certo de que os seus jogadores estão preparados.

– Estamos, sem dúvida, prontos para a partida. O nosso padrão de jogo não vai mudar. Temos capacidade de jogar mais e queremos mostrar isso contra o Brasil. Vamos buscar um desempenho melhor para tentar ganhar – falou.

julho 2, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, São Caetano, São Paulo, Seleção brasileira., Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , | Deixe um comentário