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Santos vence Corinthians e é campeão paulista pela 19ª vez


Arouca e Neymar garantem vitória por 2 a 1 na Vila Belmiro

A Vila Belmiro está em festa. Santos é só alegria. Na sua casa, o Peixe venceu o Corinthians por 2 a 1, neste domingo, e conquistou seu 19º Campeonato Paulista. Arouca fez o seu sonhado gol do título, mas Neymar não queria ficar fora da festa. O craque santista contou com a colaboração de Julio Cesar para decidir o jogo.

Após 50 anos, o estádio que consagrou o Rei Pelé voltou a ser palco de uma decisão e o Santos pôde voltar a erguer uma taça em sua casa. O Peixe já era o atual campeão e conseguiu o bi. Nos últimos seis anos, o clube conquistou o título por quatro vezes.

O jogo começou e não demorou para o Santos impor seu ritmo. Léo teve grande chance, mas a bola passou por cima. O desejo de sair na frente do placar poderia ter sido concretizado com Zé Eduardo, que balançou as redes de Julio Cesar, aos 14. Porém, a auxiliar Tatiane Camargo assinalou corretamente o impedimento do atacante, que parece viver um pesadelo há 13 jogos sem marcar.

Porém, a tarde não era de pesadelo para o Peixe. Muito pelo contrário. O sonho de Arouca se transformou em realidade aos 16 minutos. Desde que chegou ao clube, nunca tinha feito um gol. A obsessão era tamanha que o pensamento vinha até quando ele estava dormindo. O volante aproveitou passe de Zé Love, tocou na saída de Julio Cesar e abriu o caminho para o título.

O time de Muricy Ramalho dominava todas as ações da partida. Arouca por pouco não fez o segundo. Ele pegou um rebote e acertou a trave. Se a bola entrasse, o camisa 5 teria a certeza de que estava sonhando.

Em decisões de campeonato não se pode perder gols, como fez Neymar no fim da primeira etapa. Jorge Henrique foi outro. O intervalo se aproximava e o Corinthians só incomodou com o camisa 7. Sozinho na pequena área, ele não conseguiu desviar cruzamento de Chicão. Jorge foi o único a assustar o goleiro santista Rafael, já que tinha finalizado com perigo logo após o o gol de Arouca.

Veio o segundo tempo e Tite fez a sua tradicional alteração. Dentinho esteve sumido durante os primeiros 45 minutos e Willian, o talismã da equipe, entrou em seu lugar. E, com menos de 15 minutos, o substituto já levou perigo com um chute de longe rebatido por Rafael. Mas antes disso, o Santos tinha tido seu segundo gol anulado. Alan Patrick estava impedido quando aproveitou desvio de cabeça de Durval, aos 4 minutos.

A chuva começou na Vila Belmiro, mas não foi capaz de acalmar os nervos dos torcedores. O tempo passava e o Corinthians foi para o tudo ou nada. A bola quase sempre estava no ataque corintiano.

Tite pôs o seu time à frente. Ramírez e Morais entraram no jogo. Muricy tirou Alan Patrick e colocou o volante Possebon para ajudar na defesa. A pressão foi grande, mas nenhuma chance clara foi criada.

Restou ao Peixe explorar os contra-ataques. Assim, aos 39, Neymar bateu para o gol e Julio Cesar cometeu uma falha inacreditável. O Santos fazia 2 a 0 e já comemorava o título. Mas ainda tinha tempo.

Tempo para o Corinthians sonhar. Dois minutos após o gol sofrido, Morais cruzou na área, a bola passou por todo mundo, pelo goleiro Rafael e entrou. Havia esperança, mas o tempo era curto.

Luiz Flávio de Oliveira deu três minutos de acréscimo. A agonia durou até o fim, mas o placar não se alterou e o Santos sagrou-se, pela 19ª vez na história, campeão paulista. Assim, a equipe dá o troco da final de 2009, quando perdeu para o Corinthians de Ronaldo Fenômeno.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 2 X 1 CORINTHIANS

Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data/hora: 15/5/2011 – 16h
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: David Botelho Barbosa (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP)
Renda/público: R$ 745.610,00 / 14.322 pagantes
Cartões amarelos: Elano, Pará, Neymar (SAN); Chicão, Fábio Santos, Liedson (COR)
GOLS: Arouca, 16’/1ºT (1-0); Neymar, 39’/2ºT (2-0); Morais, 41’/2ºT (2-1)

SANTOS: Rafael, Jonathan (Pará, 20’/1ºT), Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro, 27’/2ºT); Adriano, Arouca, Elano e Alan Patrick (Rodrigo Possebon, 34’/2ºT); Neymar e Zé Love. Técnico: Muricy Ramalho.

CORINTHIANS: Julio Cesar, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho (Ramírez, 20’/2ºT), Bruno César (Morais, 23’2ºT) e Jorge Henrique; Dentinho (Willian, intervalo) e Liedson. Técnico: Tite.

maio 15, 2011 Posted by | Corinthians, Santos | | Deixe um comentário

Cruzeiro vence o Atlético-MG e conquista o Mineiro

Wallyson e Gilberto marcaram os gols da Raposa na Arena do Jacaré. Foi a primeira derrota de Dorival no clássico

O Cruzeiro é o Campeão Mineiro de 2011. Neste domingo, os comandados do técnico Cuca conquistaram o 37° título da Raposa na competição – contando com o Supercampeonato de 2002 – ao derrotar o rival Atlético-MG por 2 a 0, na Arena do Jacaré em Sete Lagoas.

O primeiro gol da Raposa veio apenas aos 30 minutos do segundo tempo com Wallyson, dois minutos após Magno Alves desperdiçar grande chance de gol. O segundo veio aos 42, após bela cobrança de falta de Gilberto. A derrota deste domingo foi a primeira de Dorival Júnior no comando do Atlético contra o Cruzeiro.

O jogo:

A necessidade da vitória para conquistar o título fez o Cruzeiro buscar o ataque desde o início do Superclássico. Com Marquinhos Paraná e Leandro Guerreiro alternando na lateral direita e Everton e Gilberto na esquerda, a Raposa – sem Montillo, que cumpriu suspensão automática – pressionou o Atlético nos minutos iniciais da partida sob a batuta de Roger e empolgado pela presença da torcida cruzeirense na Arena do Jacaré.

Explorando a velocidade de Thiago Ribeiro e Wallyson, o Cruzeiro ameaçava o gol de Renan Ribeiro, mas tinha dificuldades para criar uma boa oportunidade de gol, já que o Atlético, além de marcar com eficiência, buscava o ataque, apesar de ter a vantagem do empate para ser campeão. Magno Alves, com muita velocidade era a válvula de escape do Galo, mas tinha de vencer Gil e Victorino. Além disso, camisa 11 do Atlético não tinha a companhia de Mancini no ataque.

As chances de Roger

O Atlético até ofereceu certa resistência no início do clássico. No entanto, o Cruzeiro tomou as rédeas da partida e teve duas boas oportunidades para abrir o placar. Ambas com Roger. Aos 22 minutos, Thiago Ribeiro venceu a marcação de Guilherme Santos e cruzou para o camisa 7 – que não esperava a furada de Serginho – e não finalizou com força, o que favoreceu Renan Ribeiro. Já aos 28, Roger cobrou falta de longe e o camisa 30 do Galo fez boa defesa.

Nada de gols…

O Cruzeiro era o Senhor do jogo,  mas não alcançou o seu objetivo no primeiro tempo. Wallyson, aos 31 minutos, após falha de Renan Ribeiro, teve duas chances de gol, mas não aproveitou. Sem gol e vendo o título de aproximando do rival, a Raposa ainda correu o risco de ficar em situação ainda mais delicada. Aos 32 minutos, Magno Alves só não marcou graças ao corte providencial de Gil. Primeiro tempo sem gols e com o Atlético campeão.

Segundo tempo:

O Galo voltou com duas alterações para os últimos 90 minutos do Campeonato Mineiro. Renan Oliveira e Mancini, que pouco fizeram na primeira etapa, deixaram o clássico para as entradas de Claudio Leleu e Richarlyson, respectivamente. A intenção de Dorival Júnior era nítida: compactar ainda mais o seu setor de marcação e oferecer companhia a Magno Alves no ataque.

Aos 11 minutos, o gol cruzeirense quase veio. Gilberto lançou Thiago Ribeiro que passou para Roger finalizar para a boa defesa de Renan Ribeiro. Já o Atlético teve de mudar o seu esquema tático. Com a saída de Guilherme Santos, com dores na coxa esquerda, Dorival Júnior teve de colocar Richarlyson na lateral esquerda e com isso, o jovem Bernard foi à campo e aumentou o poderio ofensivo do Atlético, que pouco depois quase marcou. Aos 21 minutos, Leandro Guerreiro na saída de bola e Magno Alves finalizou para a grande defesa de Fábio.

Fábio, o paredão e Wallyson, o herói

Aos 28 minutos, o lance que poderia confirmar o título para o Galo. Magno Alves recebeu, sem marcação, e ficou cara a cara com Fábio, que tirou a bola dos pés do camisa 11 do Galo, que tentou lhe driblar. Dois minutos depois, Wallyson recebeu pela esquerda, passou pela marcação de Serginho e finaliza sem chances para Renan Ribeiro. Cruzeiro 1 a 0.

Wallyson ainda desperdiçaria grande chance aos 35 minutos, mas o gol perdido não faria falta. Aos 41 minutos, Serginho foi expulso após cometer falta em Thiago Ribeiro. Na cobrança, Gilberto, com maestria, venceu Renan Ribeiro. Cruzeiro 2 a 0 e título mais que confirmado.

Já nos últimos minutos do jogo, Gilberto e Roger, mesmo do banco de reservas, ainda seriam expulsos.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO 2 X 0 ATLÉTICO-MG

Estádio: Joaquim Henrique Nogueira (Arena do Jacaré), em Sete Lagoas (MG)
Data/hora: 15/5/2011 às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Auxiliares: Émerson Carvalho (SP) e Marcelo Van Gasse (SP)
Renda/Público: R$293.414,00 – 17.384 pagantes.
Cartões amarelos: Victorino, Gilberto, Leandro Guerreiro, Gil e Fábio (CRU); Leonardo Silva, Mancini, Serginho e Bernard (ATL)
Cartões vermelhos: Serginho (ATL), aos 41’2T, Gilberto (CRU), aos 45’2T e Roger (CRU), aos 47’2T

Gols: Wallyson, aos 30’1T(1-0) e Gilberto, aos 42’2T(2-0)

CRUZEIRO: Fábio; Leandro Guerreiro, Gil, Victorino e Everton (André Dias, aos 18’2T); Marquinhos Paraná, Henrique (Fabrício, aos 26’2T), Roger (Léo, aos 33’2T) e Gilberto; Thiago Ribeiro e Wallyson. Técnico: Cuca

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos (Bernard, aos 14’2T); Serginho, Fillipe Soutto, Renan Oliveira (Claudio Leleu, intervalo) e Giovanni Augusto; Mancini (Richarlyson, intervalo) e Magno Alves. Técnico: Dorival Júnior

maio 15, 2011 Posted by | Atlético-MG, Cruzeiro | | Deixe um comentário

Nos pênaltis, Internacional é campeão dentro do Olímpico

Após jogo eletrizante no tempo normal, Renan se redime de falha e pega três cobranças

Grêmio e Internacional decidiram neste domingo, no Estádio Olímpico, o título do Campeonato Gaúcho de 2011. Com a vitória colorada por 3 a 2 no tempo normal, a decisão foi para os pênaltis, já que o Grêmio vencera o primeiro jogo pelo mesmo placar. Nas penalidades, brilhou a estrela do goleiro Renan, que pegou as cobranças de William Magrão, Lúcio e Adílson.

A partida começou com os donos da casa impondo seu ritmo. Mesmo tendo batido o rival no Beira-Rio, o Grêmio imprensou o seu adversário em seu campo de defesa, e contou com o meia Douglas em tarde inspirada.O Inter, por sua vez, viu seu esquema com três zagueiros ruir logo aos 15 minutos da etapa inicial. Douglas deu lançamento milimétrico para Lúcio, que tocou por baixo do goleiro Renan. Incrédulos, os defensores colorados pediam impedimento inexistente.

O gol acentuou ainda mais o predomínio azul, que seguia de posse do meio de campo e criava as oportunidades mais concretas. Viçosa e Douglas, por exemplo, desperdiçaram chances que praticamente selariam o bicampeonato do Gaúcho. O rumo da partida mudou quando o técnico Falcão decidiu abandonar o desenho tático inicial.

Com o meia Zé Roberto na vaga de Juan, o Colorado foi um time mais envolvente e equilibrou as ações e a posse de bola. E foi dos pés de Zé Roberto que nasceu o empate dos visitantes. O apoiador fez jogada pela esquerda e cruzou. Leandro Damião, bem colocado, girou sobre o zagueiro e bateu para reacender as esperanças da minoria colorada presente ao jogo.

Necessitando de mais um gol para levar a decisão para os pênaltis, o Internacional não tinha outra alternativa a não ser buscar o ataque. Aos 45 minutos, Zé Roberto bateu o escanteio, a zaga rebateu e Andrezinho, de fora da área, colocou fogo no clássico.

A etapa final deixou os torcedores com a respiração presa, deixando no ar a sensação de que um gol de qualquer uma das partes resolveria a parada. Impulsionado pelo gol obtido quase nos acréscimos, o Inter partiu para cima do rival, que voltou um tanto mais cauteloso para a decisão.

Aos poucos, porém, o reequilíbrio voltou a ser a tônica do jogo. Aos 11, Leandro Damião isolou o que poderia ser o gol do título. Um minuto depois, Viçosa não marcou o gol que representaria o alívio tricolor.O suspense permaneceu. O desenho aparentemente definitivo da decisão aconteceu aos 28 minutos, momento em que Victor derrubou Zé Roberto na área. O argentino D’Alessandro, que não vinha em grande jornada, teve calma para colocar a bola no fundo da rede.

O apelido Imortal, no entanto, cabe bem ao Grêmio. Aos 36, o goleiro Renan soltou novamente um cruzamento na área e Borges, bem colocado, teve o trabalho de marcar e levar a decisão para os pênaltis. Antes do apito de Leandro Vuaden, entretanto, Inter e Grêmio tiveram chances claríssimas de liquidar.

Nos pênaltis, vitória colorada por 5 a 4. Bicampeonato e festa da metade vermelha do Rio Grande do Sul.

FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO 2 (4) X 3 (5) INTERNACIONAL

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS)
Data/Hora: 15/5/2011 às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Leandro Vuaden
Auxiliares: Altemir Hausmann e Júlio Cesar dos Santos
Cartões amarelos: Juan, D’Alessandro, Zé Roberto, Guiñazu (INT); Vílson, Fábio Rochemback (GRE)
Cartões vermelhos: –

Gols: Lúcio, 15’/1ºT (1-0); Leandro Damião, 31’/1ºT (1-1), Andrezinho, 46’/1ºT (1-2), D’Alessandro, 29’/2ºT (1-3), Borges, 36’/2ºT (2-3)

GRÊMIO: Victor, Mário Fernandes, Vilson, Rodolfo e Gilson (William Magrão, 32’/2ºT); Fábio Rochemback, Adilson Lúcio e Douglas; Leandro (Lins, 31’/2ºT) e Júnior Viçosa (Borges,30’/2ºT) Técnico: Renato Gaúcho.

INTERNACIONAL: Renan, Bolivar, Índio, Juan (Zé Roberto, 28’/1ºT) e Nei; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Oscar, 4’/2ºT), D’Alessandro e Kleber; Leandro Damião. Técnico: Falcão.

maio 15, 2011 Posted by | Grêmio, Internacional | , | Deixe um comentário