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Atlético vence primeiro jogo da final contra o Cruzeiro

Galo aproveita ressaca cruzeirense pela eliminação na Copa Libertadores e sai em vantagem na decisão do Mineiro

Apoiado pela Massa, o Atlético-MG saiu na frente na corrida pelo título mineiro, ao vencer o clássico deste domingo contra um Cruzeiro ainda de ressaca pela eliminação na Copa Santander Libertadores. O Galo fez 2 a 1 na Arena do Jacaré e leva uma importante vantagem para o segundo jogo da decisão, domingo. Só que no próximo encontro o mando e a torcida serão do Cruzeiro, que precisará de uma vitória por qualquer diferença de gols para ser campeão. O empate é atleticano.

O Galo fez a festa logo aos cinco minutos de jogo. Mancini sofreu falta de Pablo na esquerda do ataque atleticano. Ele mesmo cobrou e abriu o placar, contando com a colaboração do goleiro Fábio, que ficou parado no meio do gol, esperando um cruzamento. Foi o primeiro gol de Mancini desde que retornou da Itália.

Saiba primeiro as notícias do Galo e da Raposa!

Depois do gol, o Galo tirou o pé do acelerador e chamou a Raposa para o ataque. Mas o time cruzeirense não colocou a bola no chão e buscou o gol através do jogadas aéreas. Não teve sucesso, principalmente porque Montillo não deu o ar da graça.

GALERIA DE FOTOS: Veja as imagens da vitória atleticana

O Cruzeiro aproveitou o buraco na marcação atleticana e chegou ao empate aos 27 minutos. Montillo – que resolveu aparecer – arrancou como uma flecha da esquerda para o meio e deu um belo passe na área para Wallyson, que bateu firme e rasteiro no canto direito de Renan Ribeiro.

Um torcedor revoltado com o empate do Cruzeiro atirou uma bateria de celular nas costas de Wallyson e a agressão será relatada na súmula.

Mas a raiva atleticana passou rápido: só dez minutos. Aos 37, em uma jogada parecida com a que originou o gol celeste, o lateral-direito Patric – que estava sendo vaiado – recebeu dentro da área e bateu cruzado para recolocar o Galo em vantagem.

No intervalo, Cuca tentou acertar a marcação no setor direito da Raposa – por onde o Galo teve mais facilidade de atacar -, sacando Pablo e colocando Leandro Guerreiro. A mexida deu resultado. Mais pelo desinteresse do Atlético em atacar por aquele setor, do que pela atuação de Guerreiro.

Só que ofensivamente não houve reação do Cruzeiro, que não conseguiu criar chances para empatar. Enquanto isso, o Atlético ficou na espera de uma brecha na defesa adversária para aumentar o placar. E poderia ter feito o terceiro se o árbitro Paulo César Oliveira tivesse marcado pênalti em Neto Berola, que entrou no lugar de Magno Alves.

Para dificultar a missão de marcar um gol no clássico, Cuca ainda tirou o atacante Ortigoza e colocou o volante Fabrício. Depois de seis meses sem entrar em campo por conta de uma grave lesão, ele só conseguiu um cartão amarelo.

O Cruzeiro só assustou aos 35 minutos da etapa final, quando Gilberto recebeu o passe da esquerda na área e mandou uma pancada na trave. Única chance clara da Raposa, que não conseguiu empatar e vai ter que tentar reverter a vantagem do Galo no próximo domingo, se quiser o título mineiro. Para dificultar a missão celeste, o meia Montillo ainda foi expulso, já aos 46 do segundo tempo, e está fora da finalíssima.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 2 X 1 CRUZEIRO

Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data/Hora: 8/5/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Roberto Braatz (PR)
Renda e público: R$ 120.640,00 / 17.729 pagantes
Cartões amarelos: Serginho e Neto Berola (ATL); Ortigoza e Fabrício (CRU)
Cartões vermelhos: Montillo 45’/2ºT (CRU)
Gols: Mancini 5’/1ºT (1-0), Wallyson 27’/1ºT (1-1) e Patric 37’/1ºT (2-1)

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro; Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Fillipe Soutto, Serginho, Bernard (Daniel Carvalho 23’/2ºT) e Giovanni Augusto; Mancini (Wendell 39’/2ºT) e Magno Alves (Neto Berola 18’/2ºT) – Técnico: Dorival Júnior.

CRUZEIRO: Fábio, Pablo (Leandro Guerreiro – Intervalo), Victorino, Gil e Everton; Marquinhos Paraná, Henrique, Gilberto (Dudu 36’/2ºT) e Montillo; Wallyson e Ortigoza (Fabrício 21/2ºT) – Técnico: Cuca.

maio 9, 2011 Posted by | Atlético-MG, Cruzeiro | | Deixe um comentário

Grêmio vence o Inter no primeiro jogo da decisão

Jogo foi movimentado no Beira-Rio, Tricolor consegue virada e sai na frente do rival no primeiro jogo da final do Gauchão

Internacional e Grêmio começaram neste domingo a decidir o Campeonato Gaúcho. E quem se deu melhor foi o Tricolor que, numa partida muito movimentada, venceu por 3 a 2 no Beira-Rio e, agora, pode empatar e até perder de 1 a 0 ou 2 a 1 no Olímpico para levantar a taça de campeão.

Mesmo jogando fora de casa, o Grêmio começou melhor a partida, encurralando o Internacional em seu campo de defesa nos minutos iniciais. Mas o domínio territorial não foi transformado em gols e o Colorado aproveitou para sair na frente logo em sua primeira oportunidade, com Andrezinho mandando bola no cantinho de Grohe após bom passe de Leandro Damião.

Veja os gols da vitória do Grêmio sobre o Inter

Com a vantagem do Inter, inverteu-se também o domínio do jogo, agora totalmente Colorado. Jogando bem, o time comandado por Falcão ficou perto de chegar ao segundo em oportunidades de Andrezinho e Kléber, defendidas por Marcelo Grohe. Mas o Grêmio não estava morto e chegou ao empate com Júnior Viçosa, que havia desperdiçado duas chances antes. Desta vez, o atacante tricolor contou com saída ruim do goleiro adversário Renan e mandou de cabeça para o fundo da rede.

Se o primeiro tempo foi bem movimentado, o segundo não começou atrás. Com 38 segundos, o Grêmio já marcou o segundo. Leandro tabelou com Viçosa e mandou de bico mesmo para dentro, virando o marcador.

Em destantagem, nada sobrava ao Inter a não ser ir para cima. O jogo, então, ganhou em movimentação com as duas equipes alternando bons momentos no ataque. De tanto insistir, o Colorado chegou ao empate com Leandro Damião. Quando parecia que tudo terminaria igual, Renan voltou a sair mal e Júnior Viçosa, mais uma vez, cabeçou encobrindo o goleiro, dando à vitória por 3 a 2 ao Tricolor.

No finzinho, Escudero ainda foi expulso, mas o Internacional não tinha tempo para mais nada. Resta, agora, correr atrás no Olímpico.

FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 2 X 3 GRÊMIO

Estádio: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Data/hora: 8/5/2011 – 16h
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Auxiliares: Marcelo Bertanha Barison (RS) e José Javel Silveira (RS)

Cartões amarelos: Tinga, Rodrigo, Bolatti, Bolívar, Nei (INT); Fernando, Neuton (GRE)
Cartões vermelhos: Escudero, 44’/2ºT (GRE)

Gols: Andrezinho, 8’/1ºT (1-0); Júnior Viçosa, 38’/1ºT (1-1); Leandro, 1’/2ºT (1-2); Leandro Damião, 36’/2ºT (2-2); Júnior Viçosa, 41’/2ºT (2-3)

INTERNACIONAL: Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kléber; Bolatti, Tinga, Andrezinho e D’Alessandro (Oscar, 14’/2ºT); Rafael Sóbis (Cavenaghi, 14’/2ºT) e Leandro Damião. Técnico: Falcão

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Vilson, Rodolfo (Neuton, 15’/2ºT) e Gilson; Fábio Rochemback, Fernando, Escudero e Douglas (Lúcio, 23’/2ºT); Leandro (Lins, 33’/2ºT) e Júnior Viçosa. Técnico: Renato Gaúcho.

maio 9, 2011 Posted by | Grêmio, Internacional | | Deixe um comentário

Agora é na Vila! Corinthians e Santos ficam no 0 a 0

Apesar de classico movimentado, partida de ida da final do Paulistão termina sem gols no Pacaembu

O primeiro capítulo das finais do Campeonato Paulista terminou sem gols, mas não sem emoção. Com bolas na trave, Ganso lesionado e um Timão lutador até o fim, Corinthians e Santos ficaram apenas no 0 a 0 neste domingo de Dia das Mães no Pacaembu. Assim, a decisão fica mesmo para o próximo domingo, na Vila Belmiro.

O resultado deixa tudo aberto para a partida de volta: uma vitória simples na Baixada Santista dá ao Timão o 27º Campeonato Paulista. O mesmo vale para o Peixe, se quiser conquistar seu 19º campeonato e a quarta taça em seis anos. Um empate, seja qual for, leva a partida para os pênaltis.

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O resultado mantém a sina do Timão no Pacaembu, onde não perde um clássico há 15 jogos. A última derrota no estádio contra um arquirrival fora, coincidentemente, para o Santos (3 a 0, em outubro de 2006).

No clássico deste domingo, depois de um primeiro tempo sem grandes lances, Neymar protagonizou boas jogadas no início a segunda etapa. Parecia que o Santos conquistaria a vitória. Parecia… Só que o Timão melhorou em campo, igualou forças e lutou, mas não conseguiu a vitória. Agora é na Vila!

FINAL, PARTE 1

O Pacaembu lotou. 34 mil corintianos viram um Corinthians forte, mas sem conseguir penetrar na defesa santista, que havia cedido 10 gols nos últimos três clássicos com o arquirrival da capital.

O Timão tinha como única novidade a entrada de Wallace, zagueiro, improvisado na lateral-direita na vaga de Alessandro, suspenso. Com Jorge Henrique e Dentinho ao lado de Liedson, Tite tinha à disposição o mesmo esquema (um 4-3-3 que também se “transforma” em 4-5-1) que Mano Menezes utilizou com sucesso em 2009, na ocasião do título corintiano contra o mesmo Santos.

Já pelo lado do Peixe, Muricy Ramalho não abriu mão de um centroavante e Zé Eduardo começou a partida na linha de frente, com Ganso e Neymar. Léo e Arouca, com dores musculares, deram lugar à Alex Sandro e Adriano e, assim, o Muricy buscava montar um Peixe forte atrás e imprevisível na frente.

Só que, mudanças à parte, a primeira final do Paulistão demorou a encantar. Os dois times, com os nervos à flor da pele, passaram os primeiros 20 minutos tocando bola e travando disputas no meio-campo, sem conseguir quebrar o gelo.

Era necessário inovação, criatividade. Um passe de Jorge Henrique por cima surpreendeu a defesa santista e Liedson cruzou para Dentinho dentro da área, que não alcançou. A jogada marcou a primeira incursão do Timão em áreas santistas. A partir daí, a torcida corintiana se animou e as duas equipes se soltaram.

O Peixe respondeu com Danilo, de fora da área. Em seguida, aos 22 minutos da primeira etapa, Neymar protagonizou jogada “ousada”, como ele mesmo gosta de dizer. Pouco depois de provocar o cartão amarelo de seu marcador, Wallace, a Joia aproveitou brecha dentro da área, passou por três marcadores e beijou a trave direita de Julio Cesar.

O ritmo da partida melhorou e os dois camisas 10, até então muito bem marcados, apostaram nos chutes longos de fora da área. Primeiro, o corintiano Bruno César, aos 23. Cinco minutos depois, o santista Ganso também tirou tinta da trave corintiana. Parecia ser o caminho mais fácil para chegar ao gol, já que os atacantes das duas equipes pareciam inacessíveis – Liedson e Zé Eduardo eram engolidos pelo paredão adversário.

A primeira etapa terminou sem dar a sensação de que se tratava de uma final de Campeonato Paulista. Um dos personagens principais do clássico, Ganso, sentiu a coxa direita já nos minutos finais e pediu para sair. O meia-armador dividiu com Jorge Henrique na intermediária e sentiu a lesão. Depois de ser atendido fora de campo, ele até voltou ao gramado nos acréscimos do primeiro tempo, mas visivelmente sem condições. Com a imagem melancólica do camisa 10 do Peixe se arrastando em campo, a etapa inicial acabou deixando má impressão. Será que o segundo tempo reservava um melhor futebol?

NEYMAR NELES!

Com Alan Patrick no lugar de Ganso, machucado, o Peixe buscou mais velocidade para atacar, mas quem mudou o panorama do clássico foi Neymar! Aos 9 minutos, a Joia passou com maestria para Danilo encobrir Julio Cesar. Antes que a bola entrasse no gol, Chicão salvou o Timão. Um minuto depois, Neymar tabelou com Alan Patrick e invadiu a área. Com o pé esquerdo, o camisa 11 acertou o travessão corintiano.

Por um instante, o Pacaembu se calou para admirar o talento de Neymar. Tite, que não queria perder tempo contemplando a Joia santista, tratou de fazer duas alterações a fim de recolocar o Timão na partida: pôs Morais e Willian nos lugares de Bruno César e Dentinho.

Aos 22 minutos, mais surpresas. Leandro Castán encarnou Beckenbauer, desarmou Zé Eduardo no campo de defesa e, como um foguete, levou a bola até o campo de ataque. O zagueirão esticou o passe para Liedson na área, que não alcançou. Em seguida, foi a vez de Morais tocar e Paulinho errar dentro da pequena área. Haja emoção!

Ao contrário do que aconteceu na primeira etapa, o 0 a 0 já não traduzia mais a realidade do clássico, que passou a ser muito mais movimentado e repleto de bons lances. A despeito da semana agitada do Peixe, que atuou contra o América (MEX) na terça-feira e não teve descanso como o Corinthians, eram os santistas quem pareciam mais à vontade em campo.

O Peixe tomava maior iniciativa: Elano, aos 29, cobrou falta à direita do gol de Julio Cesar e levou muito perigo. Mas o Timão se agigantou e respondeu. Willian, que foi o herói corintiano contra Oeste (quartas de final) e Palmeiras (semi), testou sua capacidade de talismã com um chute venenoso aos 33 minutos, que Rafael segurou sem sustos.

Aos 39, Liedson recebeu de Jorge Henrique e carimbou a trave direita de Rafael. O Timão ainda brigou, levantou bolas no ataque e sufucou o Santos, mas não conseguiu furar a defesa rival.

A partida de volta das finais do Campeonato Paulista acontece no próximo domingo, na Vila Belmiro. Antes, o Peixe tem um compromisso importante pela Copa Santander Libertadores: vai a Manizales (COL) encarar o Once Caldas, na quarta-feira, em partida válida pelas quartas de final da competição continental.

FICHA TÉCNICA:
CORINTHIANS 0X0 SANTOS

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 8/5/2011 – 16h
Árbitro: Cleber Wellington Abade
Auxiliares: Rogerio Pablos Zanardo e Fausto Augusto Viana Moretti

Renda/público: R$ 1.412.840,00 / 34.547 pagantes
Cartões amarelos: Wallace (COR); Danilo, Neymar (SAN)
Cartões vermelhos: –
GOLS: –

CORINTHIANS: Julio Cesar, Wallace (Luis Ramírez 29’/2ºT), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Bruno César (Morais 13’/2ºT); Dentinho (Willian 13’/2ºT), Jorge Henrique e Liedson. Técnico: Tite.

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Adriano, Danilo, Elano (Pará 42’/2ºT) e Ganso (Alan Patrick, intervalo); Neymar e Zé Eduardo (Keirrison 38’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

maio 9, 2011 Posted by | Corinthians, Santos | | Deixe um comentário