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Clássico quente! Corinthians vence Palmeiras nos pênaltis


Depois de primeiro tempo conturbado, Verdão empata com Alvinegro na etapa regulamentar e Julio Cesar salva nos pênaltis

Não faltou emoção! O Dérbi deste domingo teve de tudo: expulsões, bate-boca entre técnicos, muita confusão e, para relembrar os velhos tempos, até disputa de pênaltis. O Palmeiras, que perdeu Danilo, Felipão, Valdivia e Cicinho na primeira etapa, ainda conseguiu empatar com o Timão na etapa regulamentar, em 1 a 1, no Pacaembu, mas não foi páreo para o arquirrival na disputa de pênaltis. Julio Cesar defendeu a sexta cobrança palmeirense, de João Vítor, e o Timão está classificado às finais do Campeonato Paulista.

Durante a partida, Valdivia, que começou bem o clássico mas sentiu a coxa esquerda – justamente após um célebre “chute no vácuo” – deu lugar à Leandro Amaro. A estrela do Mago acompanhou o zagueiro reserva, que foi o responsável pelo gol palmeirense, de cabeça, aos 9 minutos do segundo tempo. Dez minutos mais tarde, outro reserva, Willian, substituiu Dentinho e empatou para o Timão, também pelo alto.

O Palmeiras teve que atuar quase 70 minutos com um jogador a menos, já que Danilo foi expulso ainda no primeiro tempo.

Nos pênaltis, as duas equipes acertaram suas primeiras cinco cobranças, mas, nas batidas alternadas, João Vítor desperdiçou para o Verdão. Julio Cesar, que fez grande partida, garantiu a classificação alvinegra.

O Verdão, que venceu duas disputas de pênaltis heróicas nas Libertadores de 1999 (quartas de final) e 2000 (semifinal) contra o mesmo Corinthians, não teve melhor sorte desta vez. Deu Timão, graças a Julio Cesar!

Timão vence Palmeiras nos pênaltis e está na final

DÉRBI DISPUTADO

As expectativas durante a semana se confirmaram. No que diz respeito à rivalidade acirrada, os torcedores tiveram prato cheio. Dentro de campo, porém, o resultado não foi dos melhores.

Felipão foi expulso após fazer gesto de roubo (Foto: Tom Dib)

Ao contrário do San-São do sábado, que teve grandes lances, o Dérbi ficou marcado pelas confusões.

Com cinco minutos de Palmeiras e Corinthians, nove faltas já haviam sido marcadas. Em uma delas, Kléber pecou pelo excesso de vontade e derrubou Leandro Castán com violência, levando o cartão amarelo com apenas três minutos de partida.

Faltas à parte, as primeiras finalizações do jogo foram do Verdão. Contando com o apoio de 30 mil palmeirenses no Pacaembu, Marcos Assunção, de falta, e Valdivia, de fora da área, contabilizaram os primeiros arremates da equipe no jogo. O Palmeiras mostrava superioridade, ainda que tímida, no começo da partida.

Aos 9, Valdivia chutou de fora da área mais uma vez e Julio Cesar deu o rebote. Na sobra, Luan finalizou torto e a bola passou rente ao gol corintiano. Foi a melhor chance do Alviverde na partida.

E o Mago estava mesmo impossível: aproveitando falha de Fábio Santos, Valdivia lançou Cicinho e o lateral devolveu para o chileno, que chutou com força da entrada da área. De novo, o goleiro corintiano espalmou e evitou o perigo.

Com 15 minutos de partida, o Palmeiras já tinha 7 finalizações, contra nenhuma do Corinthians. Mas o Timão precisava aflorar seu bom futebol na partida. Dentinho e Bruno César, cobrando falta fechada, trataram de mostrar a um Pacaembu lotado de palmeirenses que o Corinthians estava ali e queria a vaga!

CONFUSÃO, CARTÃO VERMELHO E DISCUSSÃO ENTRE OS TÉCNICOS

Se o jogo não empolgava no aspecto técnico, os minutos seguintes voltariam a lembrar que se tratava de um Dérbi muito quente. Uma sucessão de acontecimentos mudou o panorama do clássico e jogou o Palmeiras na lona.

Aos 20 minutos, Valdivia arriscou o famigerado “chute no vácuo” e sentiu a coxa esquerda. O Mago, que fazia boa partida, não suportou continuar no jogo e Felipão armou a alteração do camisa 10 por Lincoln. O problema é que, simultaneamente dentro de campo, Danilo chegou duro em Liedson, de carrinho, e foi expulso. Em vez de trocar o chileno por Lincoln, a entrada do zagueiro Leandro Amaro se fez necessária.

Com um a menos, Felipão ainda trocou farpas com Tite: o técnico corintiano acusou o colega palmeirense de “falar muito” e atentou o juiz para um gesto de Felipão alusivo a “roubo” no futebol. Resultado: Luiz Felipe Scolari acabou também expulso de campo, deixando o Verdão sem comando no Pacaembu.

Sem Danilo, sem Mago e sem Felipão em um intervalo de seis minutos, o Palmeiras passou a se tornar presa fácil do Timão e o jogo mudou, pendendo para o lado alvinegro.

Mas a má fase verde não parava por aí. Um dos destaques do Verdão na temporada, Cicinho sentiu lesão na coxa e teve de dar lugar à João Vítor. Era a segunda alteração do Palmeiras ainda no primeiro tempo, as duas em função de contusões. Que fase!

Atônito, o time mandante viu o Corinthians crescer e tomar conta do jogo, mantendo o Palmeiras em seu campo de defesa.

No intervalo, Kleber deu entrevista rápida às rádios e limitou-se a dizer que o jogo foi “ridículo” e que o árbitro prejudicou o clássico. Só que a segunda etapa, que prometia ser ainda mais nervosa, teve futebol bem jogado pelas duas equipes, sem lances ríspidos, diferentemente dos primeiros 45 minutos.

Extremamente fragilizado depois das perdas de Danilo, Valdivia, Felipão e Cicinho, o Palmeiras voltou a confiar na bola parada de Marcos Assunção.

E não é que a “nova” tática deu certo? Aos 7 minutos, o Verdão superou as adversidades e marcou o gol! Parecia até cena de filme. Assunção cobrou escanteio fechado e, justamente o substituto de Valdivia, Leandro Amaro, mostrou estrela para estufar as redes de Julio Cesar.

O problema é que o Corinthians ainda tinha um jogador a mais. Como de praxe, o Verdão fez o gol e se postou na defesa. Tite trocou Alessandro por Ramírez e Dentinho por Willian, e foi justamente a segunda substituição, à exemplo do que aconteceu com o Palmeiras, que mudou a cara da partida.

Aos 19, Willian, depois de escanteio na área, cabeceou por baixo de Deola. Leandro Amaro ainda tirou a bola, mas de dentro do gol. O bandeirinha correu para o meio-campo e os corintianos não tiveram dúvidas: era o empate redentor no Pacaembu.

Willian comemora com Chicão o gol de empate (Foto: Tom Dib)

Com 1 a 1, o jogo melhorou e os times foram ao ataque, visando evitar a disputa de pênaltis. O Palmeiras, surpreendentemente, se motivou a buscar o gol primeiro. Em vez de se retrair na defesa, o Verdão levou perigo com Luan, aproveitando lançamento de Assunção aos 25, e Kléber, aos 27.

Aos 38, a torcida esfregou as mãos antes de falta de Marcos Assunção, perto da área. O camisa 25 palmeirense chutou por cima do gol, com muito perigo. A bola passou tão perto que Julio Cesar permaneceu imóvel embaixo da linha.

Mas, ao fim da segunda etapa, não houve escapatória: os dois times tiveram de se preparar para a disputa de pênaltis. Os torcedores do Palmeiras, otimistas, lembravam-se das vitórias nos clássicos nas Libertadores de 1999 e 2000, ambas contra o Corinthians. Os corintianos, por sua vez, confiavam na estrela de Julio Cesar, um dos melhores em campo.

E os corintianos levaram a melhor! Depois de cinco cobranças bem sucedidas para cada lado, o goleiro alvinegro confirmou a boa fase e defendeu a sexta cobrança do Verdão, do volante João Vítor. Ramírez ainda bateu o último pênalti e colocou o Timão para buscar o 28º título paulista.

Assim, o Corinthians encara o Santos na final do Campeonato Paulista, no próximo domingo, em um repeteco da partida de dois anos atrás, que também decidiu o Estadual. A segunda final, no entanto, será na Vila Belmiro, já que o Peixe passou o Corinthians no saldo de gols, na segunda fase.

Antes, durante a semana, o Timão não tem mais com o que se preocupar, já que o time não participa da edição deste ano da Copa do Brasil e foi eliminado na primeira fase da Copa Santander Libertadores. Já o Verdão vai ao Paraná encarar o Coritiba na próxima quinta-feira, em partida válida pelas quartas de final da Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 1 (5) X1 (6) CORINTHIANS

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 1/5/2011 – 16h
Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira (Fifa-SP)
Auxiliares: Vicente Romano Neto (SP) e Alex Alexandrino (SP)

Renda/público: R$ 949.238,00 / 33.861 pagantes
Cartões amarelos: Kleber (PAL); Alessandro, Fábio Santos, Bruno César, Ralf, Leandro Castán (COR)
Cartões vermelhos: Danilo, 23’/1ºT (PAL)
GOLS: Leandro Amaro, 7’/2ºT (1-0); Willian, 19’/2ºT (1-1)

Pênaltis: Kleber, Marcos Assunção, Marcio Araujo, Luan, Thiago Heleno (PAL); Chicão, Willian, Fábio Santos, Leandro Castán, Morais, Luis Ramírez (COR). Erraram: João Vítor (PAL).

PALMEIRAS: Deola, Cicinho (João Vitor 39’/1ºT), Danilo, Thiago Heleno e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Patrik 28’/2ºT) e Valdivia (Leandro Amaro 25’/2ºT); Luan e Kleber. Técnico: Felipão

CORINTHIANS: Julio Cesar, Alessandro (Luis Ramírez 11’/2ºT), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Bruno César (Morais 31’/2ºT); Jorge Henrique, Dentinho (Willian 14’/2ºT) e Liedson. Técnico: Tite

maio 3, 2011 Posted by | Corinthians, Palmeiras | Deixe um comentário

Inter vence nos pênaltis, ganha returno e força dois superclássicos


Colorado empata por 1 a 1 com o Grêmio no tempo normal, mas vence nas cobranças, por 4 a 2, e ganha o returno

O Inter teve o poder da multiplicação ao superar o Grêmio nos pênaltis na tarde deste domingo, no Beira-Rio, após empate por 1 a 1 no tempo normal. Foi múltiplo em campo, com um time mais bem distribuído, mais criativo, mais agrupado. Pluralizou seu bom momento e a instabilidade do rival, consequências naturais de um clássico sem igual – não tente convencer um gaúcho do contrário. E, acima de tudo, transformou um Gre-Nal em três. A conquista do título do returno pelos colorados assegurou a realização de dois superclássicos para a definição de quem manda no Rio Grande do Sul.
O gol do Inter foi marcado por Leandro Damião, no primeiro tempo, em lance polêmico. Júnior Viçosa empatou no segundo tempo. Mas o Inter levou a melhor nos pênaltis, por 4 a 2, com gols de D’Alessandro, Damião, Kleber e Rodrigo. O Grêmio fez com Rochemback e Adílson, mas errou com Borges, que chutou por cima, e Fernando, que parou na defesa de Renan.
A partida reuniu pela primeira vez os maiores ídolos da história dos dois clubes, ambos agora treinadores. Paulo Roberto Falcão e Renato Gaúcho travaram um duelo de estratégia. Os dois modificaram a forma habitual de suas equipes jogarem. O comandante colorado levou a melhor. O Inter foi superior em campo. Só perdeu o controle do jogo com a expulsão de Guiñazu na etapa final.
Os Gre-Nais decisivos serão nos dois próximos domingos, primeiro no Beira-Rio, depois no Olímpico. Antes, é preciso pensar na Libertadores. Na quarta-feira, os colorados recebem o Peñarol, e os tricolores visitam o Universidad Católica.
Euforia vermelha se confunde com ira azul: 1 a 0 pro Inter no primeiro tempo
Aos 23 minutos do primeiro tempo, em um Beira-Rio quase tomado de vermelho e azul, enquanto Leandro Damião fazia festa, todos os jogadores do Grêmio tentavam dar um jeito de pegar o árbitro pelas orelhas e arremessá-lo no fosso do estádio. Um segundo antes, o centroavante do Inter havia vencido Rodolfo no corpo, havia visto o defensor se espatifar no gramado, havia recuperado a bola, havia concluído com um toque precioso por cima de Marcelo Grohe. Antes mesmo de a bola cruzar a última linha tricolor e ir beijar a rede, os atletas do time visitante urravam um pedido de falta do camisa 9 rival. Márcio Chagas da Silva nada marcou. A euforia vermelha se confundiu com a ira azul. Era o gol do Inter.
Era um gol que, separada a polêmica do lance, o Inter mereceu. Os colorados foram bastante superiores aos rivais no primeiro tempo. Paulo Roberto Falcão montou sua equipe em um esquema diferente do habitual, com três criadores – Andrezinho pela esquerda, Oscar pela direita e D’Alessandro livre para circular pelo meio. No Grêmio, Renato Gaúcho foi precavido. Criou um 3-6-1, com Vilson na zaga e três volantes acompanhando Douglas no meio.

Leandro Damião comemora gol do Inter contra o Grêmio (Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)
Os primeiros instantes foram de supremacia do Inter. Com dez minutos, o time colorado chegou três vezes na frente com relativo perigo. Damião chutou fraco. Rodrigo cobrou falta para fora. Andrezinho cabeceou por cima.
O Grêmio, quando respondeu, o fez bem. Gilson apareceu pela esquerda e mandou uma pancada em diagonal. Renan espalmou.
Mas o lance não abalou o time da casa. O Inter seguiu superior. Criou chances repetidas vezes, embora elas não tenham sido das mais ameaçadoras. Andrezinho infernizou pelo lado esquerdo. A zaga do Grêmio deve ter pensado em levantar uma daquela plaquinhas com o rosto do jogador, um valor de recompensa embaixo e um recado na parte de cima: procurado. Aos 21 minutos, ele chutou por cima. Aos 34, bateu falta, e Grohe pegou. Aos 46, bateu colocado, novamente com perigo. E foi dele o passe para o gol de Damião.
Renato Gaúcho mexeu em sua equipe ainda no primeiro tempo. Tirou Willian Magrão e colocou o atacante Leandro. Assim, transformou o 3-6-1 em 3-5-2. A mudança não teve força para dar controle ao Grêmio, mas ao menos rendeu uma chance. O guri de 17 anos recebeu lançamento de Rodolfo, entrou na área pela direita e quase empatou. O chute foi parar na rede, mas por fora.
Grêmio equilibra jogo e busca o empate
O início do segundo tempo manteve a supremacia vermelha. Renato Gaúcho se viu obrigado a fazer mais uma mudança, já que Gabriel se lesionou. O volante Fernando foi a campo, e Vilson passou para a lateral direita. Enquanto se reorganizava, o Tricolor viu seu rival criar novas chances de gol. Tinga errou conclusão dentro da área. D’Alessandro mandou pancada de fora, e Grohe espalmou.
Aos poucos, o Grêmio conseguiu dominar o calor do Inter na partida. E equilibrou de vez as ações ao ver Guiñazu ser expulso. O argentino deu um de seus tradicionais carrinhos e levou o cartão amarelo. Já tinha um. Foi para a rua.
Falcão teve que reconstruir seu sistema de marcação. Primeiro, entrou Wilson Matias no lugar de Oscar; depois, Juan na vaga de Andrezinho. O Inter se encolheu. Virou a hora de o Grêmio forçar a barra em busca do gol.
Foi fundamental a entrada de Júnior Viçosa. A ousadia de Renato foi determinante. O treinador tirou Vilson e colocou o atacante. Aos 41 minutos, após confusão dentro da área, o atleta saído do banco completou para o gol. Era o empate. Era o renascimento do Grêmio. Era a chance de o Tricolor ser campeão gaúcho já neste domingo.
O jogo explodiu em tensão. Leandro Damião fez fila na zaga gremista e só parou em Marcelo Grohe. Na resposta, Viçosa ficou livre para virar, mas a zaga abafou. Jogaço!
Mas passou o tempo, acabou o jogo. Restavam os pênaltis, o drama em seu nível máximo, a situação mais inadjetivável para um gaúcho – e tente dizer a algum deles que existe algo superior a um Gre-Nal.
INTERNACIONAL 1 X 1 GRÊMIO
Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Guiñazu, Tinga, Andrezinho (Juan) e D’Alessandro; Oscar (Wilson Matias) e Leandro Damião. Marcelo Grohe, Rafael Marques, Vilson (Júnior Viçosa) e Rodolfo; Gabriel (Fernando), Fábio Rochemback, Adílson, Willian Magrão (Leandro), Douglas e Gilson; Borges.
Técnico: Paulo Roberto Falcão Técnico: Renato Gaúcho
Gols: Leandro Damião, aos 24 minutos do primeiro tempo; Júnior Viçosa, aos 41 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Gilson, Rafael Marques, Adílson (Grêmio); Guiñzu (Inter). Cartão vermelho: Guiñazu (Inter).
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 01/05/2011. Árbitro: Márcio Chagas da Silva. Auxiliares: Altermir Hausmann e José Antônio Chaves Franco Filho. Público: 33.634.

maio 3, 2011 Posted by | Grêmio, Internacional | Deixe um comentário

Cruzeiro goleia o América/TO e mira a decisão do Mineiro

Em excelente partida dos meias Roger e Dudu, a Raposa goleou o Dragão novamente e se classificou para a final do Mineiro

A previsão era que o Cruzeiro, com a equipe reserva, se segurasse em campo e o América/TO, ciente da dificuldade que teria para reverter o resultado obtido pela Raposa em Teófilo Otoni (8 a 1), não causasse dificuldades ao time celeste no confronto disputado na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, válido pela semifinal do Campeonato Mineiro.

Entretanto, o que se viu foi bastante diferente. A Raposa, mesmo sem precisar de um resultado positivo, se lançou ao ataque e buscou uma nova vitória em Sete Lagoas. Contudo, desta vez, o placar foi menos elástico, 5 a 1 para o Cruzeiro.

Veja os gols da goleada do Cruzeiro sobre o América-TO

Com apenas dois titulares em campo, o Cruzeiro foi para cima do América/TO. Embora a Raposa tivesse uma ótima vantagem, que a permitia perder por até sete gols de diferença, seus reservas queriam mostrar serviço ao técnico Cuca.

A Raposa dominava as ações no início da primeira etapa, contudo, pecava no momento das finalizações. As melhores jogadas celestes saíam dos pés do meia-atacante Roger e do lateral Diego Renan. Acuado, o América/TO não conseguia sair para o jogo. A equipe cruzeirense conseguia fazer pressão na saída de jogo do Dragão.

Após tentar abrir o placar de todas as formas, o gol da Raposa saiu. Depois de um bom escanteio cobrado por Roger, a bola bateu em Pedro Ken e sobrou para o zagueiro Edcarlos finalizar para o fundo da rede de Fábio Noronha.

E o segundo gol celeste não demorou muito para sair. Roger cobrou falta, colocando a bola na cabeça de Pedro Ken, que deslocou do goleiro e saiu para comemorar com a torcida cruzeirense, que presenciava o confronto na Arena do Jacaré.

Na primeira boa jogada do América/TO na etapa inicial, o Dragão diminuiu a vantagem da Raposa no placar. Depois de bom cruzamento de Wellington Bruno, o zagueiro Rodrigo Sena conseguiu antecipar o goleiro Rafael para estufar a rede.

O panorama da partida não foi muito modificado após os gols. O Cruzeiro manteve o domínio da partida, tendo suas melhores jogadas com Roger, que estava em um bom dia. E o América/TO jogava fechadinho, tentando explorar a velocidade de seus atletas de meio de campo para acertar um contragolpe. O primeiro tempo terminou em 2 a 1 para a Raposa. Embora ambas tivessem bastante espaço no setor de criação, o ritmo do confronto era lento e cadenciado.

O segundo tempo começou quente! O América/TO trocou o goleiro Fábio Noronha, que se lesionou, por Eládio. Com menos de quatro minutos em campo, o novo defensor da meta americana já sofreu um gol. Novamente, Roger deu assistência e Edcarlos afundou as redes, mas, desta vez, um golaço!

Pouco tempo depois, o lateral-esquerdo Bruno Barros perdeu a cabeça após uma falta realizada por Dudu. O jogador jogou a bola no meia-atacante do Dragão e recebeu o cartão vermelho, complicando ainda mais a árdua missão do América/TO.

Após a expulsão de Bruno Barros, o Cruzeiro cresceu em campo. Com Roger e Dudu, a Raposa chegava ao ataque e criava excelentes jogadas, levando perigo ao gol de Eládio. O quarto gol do Cruzeiro saiu após uma excelente triangulação entre Pedro Ken, Farías e Dudu, que ficou com a bola de frente para o gol e estufou a rede de Eládio novamente.

Sem ter muito o que fazer e com bastante facilidade, o Cruzeiro trocava bolas no meio-campo e buscava o gol adversário, levando bastante perigo à meta defendida por Eládio.

Quando tudo parecia acabado, Dudu realizou excelente jogada pelo lado direito e deixou nos pés de Farías, que empurrou a bola para o fundo do gol.

FICHA TÉCNICA
CRUZEIRO X AMÉRICA/TO

Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas
Data / Horário: 1/5/2011, às 16h
Árbitro: Cláudio Mercante (PE)
Auxiliares: Fábio Pereira (TO); Cleriston Rios (SE)
Público / Renda: 4.037 pagantes / R$ 35.405
Cartões amarelos: Marquinhos Paraná, Dudu e Éverton (CRU); Kássio (ATO)
Cartões vermelhos: Bruno Barros (ATO)

Gols: Ecarlos (17′ do 1ºT) (4′ do 2ºT), Pedro Ken (21′ do 1ºT), Rodrigo Sena (24′ do 1ºT), Dudu (27′ do 2ºT), Farías (44′ do 2ºT)

CRUZEIRO: Rafael; Diego Renan, Edcarlos, Léo e Éverton; Marquinhos Paraná (Leandro Guerreiro – intervalo), Pedro Ken (André Dias – 31′ do 2ºT), Dudu e Roger (Gilberto – 29′ do 2ºT); Farías e Ortigoza. Técnico: Cuca

AMÉRICA/TO: Fábio Noronha (Eládio – intervalo); Osvaldir, Rodrigo Sena, Júnior Pereira e Bruno Barros; Araújo, Luizinho, Kássio (Henrique – 30′ do 2ºT) e Wellington Bruno; Leandrinho (Flavinho – 18′ do 2ºT) e Chrys. Técnico: Gilmar Estevam.

maio 3, 2011 Posted by | Cruzeiro | | Deixe um comentário

Fla vence Vasco nos pênaltis e é campeão invicto


Thiago Neves marcou o gol da vitória por 3 a 1 na disputa após empate sem gols no tempo normal

Pode comemorar, rubro-negro! Com uma campanha irretocável, o Flamengo venceu o Vasco por 3 a 1 nos pênaltis, depois de um empate sem gols no tempo normal, neste domingo, no Engenhão, e consolidou seu título invicto do Campeonato Carioca. É o 32º caneco do Rubro-Negro, soberano em conquistas do estado. 

Foi a terceira vitória rubro-negra em cobranças de penalidades no campeonato (já havia batido Botafogo e Fluminense). Desta vez, Felipe, herói nas outras disputas, apenas viu seus adversários chutarem para fora as cobranças. Bernardo, Fellipe Bastos e Elton erraram pelo Cruz-Maltino. Já o Flamengo, com Renato, Fernando e Thiago Neves – que bateu o pênalti do título – não desperdiçaram.

Com a conquista da Taça Rio, o Flamengo repete o feito do Botafogo no ano passado e levanta o campeonato sem precisar disputar a grande decisão. Assim, o Fluminense acabou ficando com o segundo lugar geral no Estadual. O Vasco terminou em sexto.

VASCO COMEÇA MAIS AGRESSIVO

O início do Clássico dos Milhões refletiu a campanha das duas equipes nesta Taça Rio: enquanto o Vasco priorizava as jogadas ofensivas, o Flamengo cadenciava com eficiência a força da defesa e a qualidade no meio de campo. Em suma, extremo equilíbrio.

Como a tônica do jogo previa, as melhores oportunidades foram criadas pela equipe cruz-maltina, mas a boa colocação do goleiro Felipe e a falta de pontaria de Eder Luis, que perdeu um gol feito logo no início da partida.

Mas a muralha da Colina, Fernando Prass, também não ficou para trás. Na única vez em que o Flamengo entrou na área do rival, Bottinelli finalizou de frente para a meta, mas Prass, bem posicionado, salvou o time do Trem-Bala.

Ronaldinho, que foi confirmado apenas horas antes do apito inicial, brigou muito e até criou algumas jogadas. Mas a defesa vascaína, liderada por Dedé, esteve sempre atenta aos passos do craque.

No Gigante da Colina, destaque para o volante Fellipe Bastos, que, além de impecável nos desarmes atrás, foi o ponto de desiquilíbrio com passes precisos.

CLÁSSICO NÃO SAI DO ZERO E DECISÃO VAI PARA OS PÊNALTIS

E o segundo tempo conseguiu ser ainda mais truncado que o primeiro. Em meio ao festival de passes errados, duas figuras roubaram a cena. Do lado cruz-maltino, o zagueiro Dedé; do rubro-negro, o volante Willians – ambos fazendo jus à alcunha de “mostro” criada por suas respectivas torcidas.

Em poucos minutos após a volta do intervalo, Bottinelli recebeu falta duvidosa na entrada da área. Ronaldinho pegou a bola e bateu com estilo, mas a Fernando Prass subiu no segundo andar para evitar a vantagem rubro-negra.

Aos 25 minutos, Diego Souza – outra vez, sumido em campo – foi substituído por Bernardo. E o xodó da Colina, que para muitos merecia a vaga de titular, começou colocando fogo no jogo. Logo no seu primeiro lance, ele recebeu bom passe de Eder Luis, cortou o zagueiro e chutou forte, no canto, mas Felipe espalmou para escanteio.

A partir de então, o Vasco readiquiriu o terreno ofensivo, como fizera na primeira etapa. Mesmo assim, não assustava tanto, já que suas principais jogadas (as bolas cruzadas), vinham sendo bem interceptadas pela defesa.

Aos 30 minutos, o inoperante Deivid deu lugar a Wanderley. E o camisa 33, para muitos, um talismã, fez em dois minutos aquilo que o colega não havia feito em 75. Após levantamento, ele ajeitou de calcanhar para Thiago Neves, mas o camisa 7 chutou mal, sem direção.

Dois minutos depois, Fernando Prass, mais uma vez, salvou o Vasco. Em cotnra-ataque três contra dois, Renato bateu cruzado e o camisa 1 cruz-maltino espalmou para escanteio.

No último minuto, o estádio ficou em silêncio. Após cobrança de escanteio, Thiago Neves bateu de primeira, a bola passou por Prass e beliscou a trave cruz-maltina.

Já nos acréscimos, Allan, pelo Vasco, e Willians, pelo Fla, discutiram e foram expulsos, deixando ambas as equipes com dez em campo.

No fim, o placar não saiu do zero e a disputa foi mesmo para os pênaltis.

VASCO ERRA TRÊS E FLA É CAMPEÃO

O Vasco deu início à disputa com Alecsandro, que bateu no meio do gol, mas Felipe não alcançou.

Pelo Flamengo, Renato cobrou no canto oposto do de Prass e empatou a disputa.

O xodó Bernardo, que já havia errado na semifinal, voltou a bater mal, e chutou para fora. Mas Fierro, na sequência, fez o mesmo e tudo seguiu igual.

Chance para o Vasco retomar a vantagem, mas Fellipe Bastos desperdiçou outra para o cruz-maltino, jogando para fora.

Já Fernando, do Flamengo, não hesitou e colocou o Fla em vantagem.

Responsabilidade para Elton, que também e jogou para fora.

O título ficou nas mãos de Thiago Neves, um dos destaques da campanha invicta rubro-negra. E ele cobrou com categoria, consolidando o 32º título carioca do Rubro-Negro.

FICHA TÉCNICA

VASCO 0 (1) X (3) 0 FLAMENGO

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 1/5/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Luis Antônio Silva Santos (RJ)
Assistentes: Ediney Guerreiro Mascarenhas e Marco Aurélio dos Santos Pessanha

Público/ renda: pagantes – 33.996; presentes: 39.029/R$1.033.655,00

Cartões amarelos: Bottinelli, Rodrigo Alvim, Deivid, Galhardo (FLA); Alecsandro, Elton, Bernardo (VAS)

Cartão vermelho: Allan (VAS) e Willians (FLA)

Pênaltis: Renato (FLA), Fernando (FLA), Thiago Neves (FLA); Alecsandro (VAS); Erraram: Bernardo (VAS), Fellipe Bastos (VAS), Elton (VAS); Fierro (FLA)

VASCO: Fernando Prass; Allan, Dedé e Anderson Martins, Ramon; Rômulo, Fellipe Bastos, Felipe e Diego Souza (Bernardo, aos 24’/ 2ºT); Eder Luis (Elton, aos 39’/ 2ºT) e Alecsandro. Técnico: Ricardo Gomes.

FLAMENGO: Felipe, Galhardo (Fernando, aos 38’/ 2ºT), Welinton, David, Rodrigo Alvim; Willians, Renato, Bottinelli (Fierro, aos 15’/ 2ºT), Ronaldinho e Thiago Neves; Deivid (Wanderley, aos 30’/ 2ºT). TÉC: Vanderlei Luxemburgo.

maio 3, 2011 Posted by | Flamengo, Vasco da Gama | Deixe um comentário