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Leandro Damião salva o Inter de derrota no Uruguai

Colorado saiu em desvantagem, mas empatou com o Peñarol, no primeiro encontro entre as equipes pelas oitavas da Libertadores

O Internacional encontrou muita dificuldade diante do Peñarol, no Estádio Centenário, em Montevidéu (URU). Nesta quinta-feira, o Colorado saiu em desvantagem no placar, mas Leandro Damião marcou o gol de empate na segunda etapa e salvou o time de uma derrota no primeiro confronto entre as equipes, que terminou em 1 a 1, pelas oitavas de final da Copa Santander Libertadores.

Agora o time de Falcão pode empatar por 0 a 0 na partida de volta, no Beira-Rio, para se classificar. O reencontro com os uruguaios acontece na próxima quarta-feira.

A vida do Internacional não começou tranquila. O Peñarol adiantou a marcação e, com ajuda do péssimo estado do gramado, impediu que o Colorado saísse jogando com tranquilidade. Os donos da casa foram no embalo da torcida e poderiam ter aberto o placar em pelo menos duas oportunidades claras. Sorte do Inter que Renan estava bem colocado para evitar o pior (em uma delas à queima roupa).

Falcão prometeu que o Inter iria ter uma postura ofensiva, apesar de jogar no imponente Centenário. Só que o treinador não entra em campo e o Colorado passou a primeira metade do primeiro tempo em busca do contra-ataque perfeito.

Em um deles Leandro Damião recebeu em velocidade e foi derrubado quando ia entrar na área. O atacante deu um susto ao sair com dores no ombro direito, mas retornou. No mesmo lance, o árbitro foi econômico e não expulsou o zagueiro Valdez. Preferiu dar o amarelo.

O acerto da equipe veio com o passar do tempo e o Inter tomou conta das principais ações do jogo.

Mas o Colorado deu espaço para o contra-golpe dos uruguaios. E foi através dele que o gol do Peñarol saiu. Martinuccio escapou pela esquerda e deixou Corujo na boa, na marca do pênalti, para abrir o placar. Ele não desperdiçou: 1 a 0, aos 36 minutos.

Impotente diante da retranca do Peñarol, o Inter chegou ao intervalo sem conseguir diminuir o prejuízo. E ainda continuou a dar espaço nos contra-ataques.

Na volta para a etapa final, Falcão resolveu abandonar de vez as duas linhas de quatro: tirou Sobis e colocou Oscar. Mas o efeito não foi o esperado. A partida ficou morna, sem lances de perigo para ambos os lados.

O Inter tentou acionar Leandro Damião com cruzamentos, mas não achou brecha. O camisa 9 era mesmo a melhor solução para o Colorado. Ele provou isso aos 20 minutos de jogo, quando recebeu na intermediária e mandou para o gol. A bola desviou no meio do caminho e encobriu o goleiro Sosa. Euforia do time brasileiro e silêncio entre os torcedores uruguaios presentes no Centenário.

Depois do gol, o Inter até se animou e manteve o controle da partida. Mas a velocidade nas jogadas estava baixa, o que facilitou a neutralização da defesa uruguaia. O confronto em Montevidéu terminou empatado. Não era o que o Inter esperava, mas a classificação está bem encaminhada.

PEÑAROL (URU) 1 X 1 INTERNACIONAL
LOCAL: Estádio Centenário, Montevidéo (URU)
DATA: 28/4/11
CARTÕES AMARELOS: Valdez, Freitas, D. Rodríguez e Martinucci(PEN); Tinga (INT)
GOLS: Corujo, 36’/1ºT (1-0); Leandro Damião, 20’/2ºT;

PEÑAROL: Sosa; González, Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Matías Corujo, Freitas, Luis Aguiar e Matías Mier (Estoyanoff, 24’/2ºT); Pacheco (Alonso, 33’/2ºT) e Martinuccio. Técnico: Diego Aguirre.

INTERNACIONAL: Renan; Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Tinga, 33’/2ºT) e D’Alessandro; Rafael Sobis (Oscar, intervalo) e Leandro Damião.

abril 29, 2011 Posted by | Internacional | | Deixe um comentário

Flu toma susto, mas abre vantagem sobre o Libertad

Tricolor bate o Libertad por 3 a 1, nesta quinta, no Engenhão, e poderá perder por até um gol de diferença na volta

Nelson Rodrigues dizia que o Fluminense tem vocação para a eternidade. Se vivesse hoje, talvez fizesse um adendo: a predisposição para as fortes emoções. Depois de estar com o placar nas mãos, o Tricolor se acomodou e teve que correr até o fim para buscar a vitória por 3 a 1 sobre o Libertad-PAR, nesta quinta-feira, no Engenhão, pelas oitavas-de-final da Copa Santander Libertadores.

Após abrir o placar logo no início com Rafael Moura, de cabeça, o Flu deixou o adversário crescer na segunda etapa e sofreu o empate com Gamarra. A pouco menos de 20 minutos do fim, o aguerrido Marquinho retomou a vantagem para o Flu, que selou o triunfo com Conca, num belíssimo gol de falta.

Agora, o Tricolor poderá perder por até um gol no confronto de volta, na próxima quarta-feira, no Defensores del Chaco, para garantir a classificação às quartas-de-final da Libertadores.

NOVO APAGÃO ATRASA PARTIDA

Logo que o Fluminense deu o pontapé inicial, uma queda de energia deixou o Engenhão às escuras. A partida foi adiada por cerca de 60 minutos até que os refletores fossem novamente acendidos. A administração local não esclareceu as causas do apagão, mas informou que o problema ocorreu apenas com as luzes do campo e não em todo o estádio.

Em meio ao breu, a torcida trouxe um pouco de brilho com um belo mosaico que tomou todo setor leste. Nele, a inscrição ‘Guerreiros’, em homenagem ao empenho do time na emocionante classificação conquistada na última semana.

No reinício do jogo, novidade no Flu: a tradicional camisa tricolor foi substituída pela grená, segundo a assessoria, porque o primeiro estava causando confusão com o uniforme do Libertad.

FLU VOLTA ELÉTRICO APÓS O APAGÃO

Com a energia reestabelecida no Engenhão, o Flu começou elétrico sua primeira decisão pelas oitavas da Libertadores. Com muita velocidade, chegou por duas vezes com perigo à meta de Vargas e, aos 4 minutos, já arrancava o grito de gol dos tricolores nas arquibancadas. Em cobrança de escanteio, Julio Cesar desvia com os pés, Rafael Moura, na segunda trave, escora de cabeça, o goleiro paraguaio ainda dá um tapa na bola, mas ela já havia ultrapassado a linha do gol.

A vantagem fez o Fluminense diminuir o ritmo. Mesmo assim, era ele quem seguia tomando a iniciativa de ataque. Fred teve duas oportunidades claras. Na primeira, após tabela com Rafael Moura, deu uma meia lua no goleiro Vargas, mas não alcançou a bola para a conclusão. Depois, o mesmo He-Man passou de cabeça, o camisa 9 finalizou de primeira e por pouco não ampliouo para o time da casa.

Do outro lado, a disciplina tática foi o ponto louvável da equipe paraguaia. Mesmo com o placar adverso, permaneceu na estratégia de esperar o adversário no seu campo de defesa. Os visitantes insistiram exaustivamente nas ligações diretas para o contra-ataque.

Bem à frente, o veloz Nuñez e o centroavante Pavlovich davam trabalho à defesa tricolor. Enquanto o lateral-esquerdo Samudio, às costas de Mariano, também apareceu com perigo. Foi do camisa 15 a principal chance na primeira etapa. Após finalização cruzada, Ricardo Berna salvou o Flu.

Ainda na primeira etapa, o lateral-esquerdo Julio Cesar sentiu dores musculares e teve que deixar o campo. O volante Fernando Bob entrou no seu lugar e foi improvisado no setor.

GUERREIROS ARRANCAM VANTAGEM NO FIM

Na volta do intervalo, os guerreiros fizeram aquilo que não podia: se acomodaram com o resultado. Com isso, o até então tímido Libertad foi conquistando terreno. Com mais posse de bola e encurralando os anfitriões no campo de defesa, ficou uma impressão nas arquibancadas de que o gol estava maduro.

E ele amadureceu. Aos 16 minutos, após chuveirinho da intermediária, o apoiador Gamarra apareceu entre a defesa e cabeceou por cima do goleiro Berna. Silêncio no Engenhão. E o camisa 12 tricolor acabou crucificado pelo revés. No lance seguinte, vaias foram disparadas das arquibancadas contra o arqueiro.

Parecia o prenúncio de uma tragédia. Mas quem se acostumou com o roteiro dos guerreiros, sabia que a história não terminaria assim. Mesmo desorganizado, com demasiada vontade e raríssima técnica, o Tricolor retomou a vantagem do placar. E com seu soldado mais aguerrido.

Aos 27 minutos, Marquinho avançou pelo meio e chutou cruzado: a bola balançou sutilmente as redes de Vargas. O estádio, outra vez, ia abaixo.

E a festa ainda teve outro aperitivo. Em falta frontal, Conca – pouco objetivo até então – cobrou com extrema categoria, marcando o terceiro do Flu, seu primeiro na Libertadores.

Com a boa vantagem assegurada, o Fluminense cozinhou os minutos restantes até o apito final. Antes, o vaiado Ricardo Berna garantiu a vantagem com duas belas defesas. Agora, no Paraguai, o Tricolor poderá perder por até um gol de diferença que garante a classificação. A torcida espera que, pelo menos desta vez, não precise passar por tantas emoções.

FLUMINENSE 3 X 1 LIBERTAD-PAR

Data/ hora: 28/ 4/ 2011, às 21h50 (de Brasília)
Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG)
Auxiliares: Ariel Bustos e Gustavo Rossi (ARG)

Cartões amarelos: Julio Cesar, Conca (FLU); Cáceres, Gamarra, Ayala (LIB)

Gols: Rafael Moura, aos 3’/ 1ºT; Marquinho, aos 27’/ 2ºT; Conca, aos 29’/ 2ºT (FLU); Gamarra, aos 16’/ 2ºT (LIB)

FLUMINENSE: Berna; Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar (Fernando Bob, aos 42’/ 1ºT; Araújo, aos 26’/ 2ºT); Valencia, Diguinho, Marquinho e Conca; Fred e Rafael Moura (Diogo, aos 34’/ 2ºT). Técnico: Enderson Moreira.

LIBERTAD: Vargas; Bonet, Portocarrero, Canuto e Samudio; Ayala, Cáceres, Rojas (Moreira, aos 37’/ 2ºT) e Gamarra; Nuñez (Maciel, aos 13’/ 2ºT) e Pavlovich (Orué, aos 19’/ 2ºT). Técnico: Gregorio Pérez.

abril 29, 2011 Posted by | Fluminense | , | Deixe um comentário