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No sufoco, Cruzeiro arranca vitória sobre o Once

Sem repetir o bom futebol de outros jogos, Raposa bate o Once Caldas por 2 a 1 e leva vantagem para Sete Lagoas

Foi complicado, mas o Cruzeiro conseguiu vencer o Once Caldas (COL), em Manizales, pela partida de ida das oitavas de final da Copa Santander Libertadores, nesta quarta-feira. O triunfo por 2 a 1, gols de Wallyson e Ortigoza – Nuñes descontou, serviu para deixar a equipe celeste tranquila para a partida de volta, na próxima quarta, na Arena do Jacaré.

Com a vitória, a Raposa chegou à sua décima vitória seguida na temporada, contando a Libertadores e também o Mineiro. Além disso, o time mineiro quebrou a invencibilidade do Once Caldas jogando em casa contra equipes brasileiras.

Mesmo com os desfalques de Thiago Ribeiro e Pablo, os comandados de Cuca souberam segurar o ímpeto dos donos da casa, com ao menos quatro boas defesas de Fábio, destaque do primeiro tempo. Estreante da noite, Brandão até que se movimentou bem, mas sem ritmo de jogo, sentiu falta do entrosamento com os companheiros.

O paraguaio Ortigoza, que entrou no decorrer da segunda etapa, mudou a história do jogo. Primeiramente ele cruzou uma bola na cabeça de Wallyson, que balançou a rede aos 27 minutos e tirou o Cruzeiro do sufoco. Depois, Ortigoza foi lançado com liberdade e deu números finais ao encontro.

No fim, Nuñes se aproveitou de bobeira de defesa e descontou para os colombianos.

Agora, o Cruzeiro volta suas atenções para o Campeonato Mineiro. No domingo, o adversário é o América-TO, em Sete Lagoas, pela segunda partida da semifinal. Na próxima quarta-feira, Cruzeiro e Once Caldas volta a se enfrentar, desta vez na Arena do Jacaré.

PRESSÃO COLOMBIANA

A partida começou muito agitada. Nos primeiros minutos, as duas equipes jogaram soltas e procuraram logo o ataque. O Cruzeiro levou perigo aos três minutos, quando Wallyson lançou Brandão no comando de ataque. O camisa 9 invadiu a área e bateu cruzado, mas Martínez fez grande defesa, impedindo o gol.

O Once respondeu em dois lances incríveis. Aos 11, Moreno arriscou chute da intermediária e acertou o travessão. Três minutos depois, Rentería achou Moreno livre dentro da área. O atacante finalizou fortemente e Fábio defendeu no reflexo, salvando a Raposa.

Depois disso, a partida ficou mais pegada no meio de campo, com domínio dos donos da casa. O Cruzeiro tinha dificuldades para sair jogando e até certa displicência nos passes. Aos poucos, porém, a Raposa foi se acertando em campo.

A cobertura celeste marcava bobeira nos lançamentos e constantemente os atacantes do Once Caldas entravam em velocidade pelos lados, levando perigo ao gol defendido por Fábio. No ataque, Brandão se movimentava bem, mas não se acertava com os novos companheiros.

O setor defensivo do Cruzeiro dava muitos espaços ao Once, sobretudo na cabeça de área. Aos 41, após longa troca de passes na frente da área celeste, Calle arriscou de longe e obrigou Fábio a espalmar para o lado. Dois minutos depois, Moreno recebeu dentro da área, girou para cima de Gil e chutou com força para novo milagre do arqueiro cruzeirense.

No fim do primeiro tempo ficou a impressão de que o Cruzeiro jogava aquém do seu potencial e o empate foi até bom resultado pelo que se viu em campo.

ORTIGOZA MUDA O JOGO

Na volta do intervalo, Cuca reforçou o setor defensivo, promovendo a entrada de Everton no lugar de Roger. Com a mudança, Gilberto passou a jogar no meio de campo, armando o jogo ao lado de Montillo. Aos sete minutos, Brandão arriscou chute com força de fora da área e obrigou Martínez a fazer bela defesa. Na sequência, foi a vez de Gilberto chutar de longe, mas por cima do gol.

A partida perdeu em qualidade técnica, com as duas equipes pouco inspiradas. O Once Caldas tinha mais posse de bola, mas não conseguia acertar o último passe, complicando a vida dos atacantes. Aos 21 minutos, Cuca trocou Brandão por Ortigoza, buscando dar mais mobilidade ao ataque.

Juan Carlos Osorio também fez mudanças, tentando aumentar o poder de ataque do Once Caldas. O atacante Micolta entrou no lugar do meia Mijabarre, enquanto o volante Henao deixou o campo para a entrada de González.

Mas as mudanças de Cuca deram mais retorno. Aos 27 minutos, em boa jogada de Montillo pela meia esquerda, o argentino tocou na linha de fundo para Ortigoza, que cruzou na cabeça de Wallyson. O camisa 16 testou no cantinho de Martínez, abrindo o placar para a Raposa. Foi o sétimo gol do atacante na Libertadores 2011, igualando-se ao argentino Nanni, do Cerro Porteño (PAR), no topo da artilharia do torneio.

Sem muita organização, o Once Caldas foi para cima da Raposa, que se segurou da maneira que conseguiu. O melhor momento dos colombianos foi aos 37 minutos, quando Moreno, dentro da área, finalizou para fora. O troco veio no lance seguinte. Ortigoza foi lançado com categoria por Montillo. O paraguaio invadiu a área e tocou com estilo na saída de Martínez: 2 a 0.

Aos 43 minutos, a defesa celeste marcou bobeira e Nuñes, de cabeça, descontou para o Once Caldas. O sufoco só aumentou, quando aos 45 minutos Fábio fez outra boa defesa em chute de fora da área.

Once Caldas 1×2 Cruzeiro

Estádio: Palogrande, em Manizales (COL)
Data/hora: 27/04/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Victor Hugo Carrillo (PER)
Auxiliares: Cesar Escano (PER) e Jonny Bossio (PER)
Cartões amarelos: Mijabarre, Carbonero e Meijía (ONC); Henrique, Montillo e Gilberto (CRU)

Gols: Wallyson, aos 27’/2ºT, e Ortigoza, aos 38’/2ºT (CRU); Luis Nuñes, aos 43’/2ºT

ONCE CALDAS: Luis Martínez; Elkin Calle, Diego Amaya, Alexis Henríques e Luis Nuñes; Alexander Mejía, Harrison Henao (Mario González, 23’/2ºT), Claudio Mijabarre (Félix Micolta, 8’/2ºT) e Carlos Carbonero; Dayro Moreno e Wason Rentería. Técnico: Juan Carlos Osorio.

CRUZEIRO: Fábio; Marquinhos Paraná, Gil, Mauricio Victorino e Gilberto (Vítor, 37’/2ºT); Leandro Guerreiro, Henrique, Roger (Everton, intervalo) e Walter Montillo; Wallyson e Brandão (José Ortigoza, 21’/2ºT). Técnico: Cuca.

abril 28, 2011 Posted by | Cruzeiro | , | Deixe um comentário

Santos vence América-MEX em casa e joga pelo empate no México

Jogando para o gasto, equipe santista faz 1 a 0 ainda no primeiro tempo sobre a equipe ofensivamente ‘remendada’ do América-MEX

O Santos venceu o América (MEX) por 1 a 0 na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, na primeira partida das oitavas de final da Copa Santander Libertadores.

Com o resultado, o Peixe joga por um empate no jogo de volta, no México. O América (MEX) precisa vencer por dois gols de diferença para avançar direto. Caso o time mexicano vença pelo mesmo placar, haverá disputa de pênaltis. Em caso de vitória do América (MEX) por um gol de diferença, o Santos se classifica caso marque gols.

No próximo sábado, dia 30, o Santos enfrenta o São Paulo, no Morumbi, na partida da semifinal do Campeonato Paulista. O jogo de volta contra o América (MEX), no México, será na próxima terça-feira, dia 3, no estádio Corregidora, na cidade de Quréta.

Como o time mexicano deu prioridade à decisão o Campeonato Mexicano, poupou os jogadores de frente titulares. Como resultado, o que se viu na Vila Belmiro foi um visitante pouco agressivo ofensivamente e bem postado na marcação. O Santos, por sua vez, jogou para o gasto e, quando acelerou o jogo, conseguiu furar o bloqueio defensivo do time mexicano.

O que se viu, resumidamente, foi um jogo de um time só.

Rompendo a retranca

No primeiro tempo, o time mexicano foi a campo para se defender. Sem a bola, as duas linhas de quatro homens do América (MEX) ficavam bem próximas e dificultavam a chegada do Santos à grande área. Ofensivamente, porém, o time foi inoperante na primeira etapa – com exceção de um chute de Olivera de fora da área.

Nos 15 minutos iniciais, o Santos teve dificuldade em sair da marcação dos mexicanos. O jogo permanecia no meio de campo e a marcação prevalecia sobre a criação – em ambas as equipes. Os homens de frente ficavam isolados e os laterais não apoiavam.

Somente a partir dos 25 minutos, o Santos acelerou o jogo e contou com o apoio dos laterais – principalmente o de Jonathan pelo lado direito. Gradativamente, o Santos acertava boas tabelas na intermediária e, rondando a área, levava perigo nos chutes de longe.

Aos 38, o então iminente gol santista apareceu. Neymar puxou belo contra-ataque pela esquerda, recebeu a marcação de três mexicanos e tocou para Ganso, que se aproximava pelo meio, dominar e acertar um belo chute colocado no canto esquerdo. No fim o primeiro tempo, o Santos continou pressionando, mas não chegou ao gol.

Sem sufoco

No início do segundo tempo, o panorama do jogo mudou. O América (MEX) começou a ter um pouco mais e posse de bola no ataque, mas sem levar muito perigo, até os 15 minutos iniciais. O Santos teve de se defender, mas, quando tinha a bola, trocava passes velozes e levava perigo.

Contudo, a partir dos 20, o Santos retomou o domínio. Apesar disto, o jogo caiu muito de produção em relação ao primeiro tempo e as chances que surgiam, não eram incisivas. Taticamente, o América (MEX) acertou novamente a boa marcação da primeira etapa e evitava a presença santista na grande área.

Quando chegava, o Santos levava bem mais perigo. Contudo, no segundo tempo, teve dificuldade e não arriscou mais de fora da área. E a vitória veio, em um segundo tempo arrastado. Layún, após lance duro em Neymar, ainda foi expulso, aos 46 minutos.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 1 X 0 AMÉRICA (MEX)

Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data/hora: 27/4/2011 – 21h50
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Pablo Fandiño (URU) e Miguel Nievas (URU)
Renda/público: R$ 474.800,00 e 11.417 pagantes
Cartões amarelos: Danilo e Adriano (SAN); Rojas, Mosquera e Layún (AME)
Cartões vermelhos: Layún, 46’/2°T
GOLS: Paulo Henrique Ganso, 38’/1ºT (1-0); 

SANTOS: Rafael; Jonathan, Durval, Edu Dracena e Léo; Arouca, Danilo, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Adriano, 44’/2°T) e Zé Eduardo (Alan Patrick, 36′ /2°T). Técnico: Muricy Ramalho.

AMÉRICA-MEX: Ochoa; Valenzuela, Mosquera, Cervantes (Layún, 43’/1°T) e Rojas; Rosinei, Reyes, Olivera (Sanchez, 19’/2°T) e Martínez; Márquez e Vuoso (Reyna, 6’/2°T). Técnico: Carlos Reinoso.

abril 28, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Dá-lhe Dagol! São Paulo vence Goiás e se classifica na Copa do Brasil

Dagoberto marca aos 19 da primeira etapa e Tricolor vai às quartas de final da competição nacional

A volta do São Paulo ao estádio do Morumbi foi do jeito que o torcedor queria: com vitória. Mesmo sem show, como o que proporcionou a banda irlandesa U2, o palco são-paulino viu o gol solitário de Dagoberto, suficiente para decretar a vitória do Tricolor por 1 a 0 sobre o Goiás, na noite desta quarta-feira. O São Paulo, assim, se classifica às quartas de final da Copa do Brasil.

Sem jogar em seu estádio desde o dia 13 de março, o Tricolor agora disputa uma vaga nas semifinais da competição contra o Avaí, que eliminou o Botafogo.

No resultado agregado, o São Paulo contabilizou 2 a 0, já que na partida de ida a equipe do técnico Paulo César Carpegiani vencera o Goiás no Serra Dourada por 1 a 0.

Durante a partida, o Tricolor mostrou jogadas envolventes pelos lados do campo, com Ilsinho e Marlos tabelando com os laterais e suprindo a demanda de um exigente – e decisivo – Dagoberto, que, à exemplo do jogo de ida em Goiás, marcou o gol da vitória sobre o Esmeraldino.

AZAR VERDE, SORTE TRICOLOR

Antes da partida começar, os são-paulinos temiam pela qualidade do gramado do estádio do Morumbi, que parecia muito prejudicado até a terça-feira. Mas, mesmo depois da maratona de shows e da chuva que atingiu a capital paulista nesta quarta-feira, o gramado apresentou boas condições para o jogo decisivo.

Em campo, o Goiás sonhava em repetir 2003, quando eliminou o Tricolor com um resultado de 1 a 1 no Morumbi (na ida, 0 a 0 no Serra Dourada), no que fora, inclusive, a última participação do clube paulista na Copa do Brasil.

Mas o Esmeraldino se viu diante de uma maré de azar implacável: primeiro, Harlei se contundiu a seis minutos de jogo, ao tentar impedir saída da bola na linha de fundo. No lugar do veterano goleiro, Pedro Henrique entrou, e entrou “numa fria”.

É que treze minutos depois, o volante Zé Antônio reforçou a falta de sorte do time goiano, escorregou no meio campo e facilitou a vida de Carlinhos Paraíba. O volante tricolor tocou para Dagoberto na área, que marcou o primeiro gol de jogo, aos 19 minutos da primeira etapa.

Mesmo contando com a sorte, a superioridade são-paulina era incontestável. O Tricolor abusava das tabelas, seja pelo lado direito com Jean e Marlos, ou pela esquerda, com Juan e Ilsinho. Assim, o time da casa entrava na defesa rival com facilidade. Ilsinho, inclusive, repetiu o desempenho do último domingo, na vitória sobre a Portuguesa no Campeonato Paulista, e “flutuou” pelas duas extremidades do ataque, municiando Dagoberto e Marlos.

Mas o lance mais inacreditável da primeira etapa foi do Goiás: aos 30 minutos, Marcelo Costa cruzou na área, Rogério saiu mal e Ernando, sozinho, viu a bola passar por entre suas pernas.

Ao time do Centro-Oeste, restavam ainda as jogadas pelo lado direito com Oziel, que importunaram a defesa são-paulina. No primeiro minuto da segunda etapa, o camisa 2 do Goiás perdeu lance capital: ele recebeu de Marcelo Costa dentro da pequena área e tocou por cima do gol de Rogério, desperdiçando oportunidade de ouro.

Difícil mesmo era parar a boa atuação de Dagoberto. Decisivo no jogo de ida no Serra Dourada e autor do primeiro gol do jogo no Morumbi, o camisa 25 protagonizou lindo lance aos 12 minutos, tocou para Jean e Ilsinho, na área, finalizou a jogada nas mãos de Pedro Henrique.

As tramas são-paulinas envolviam a defesa esmeraldina, presa fácil para os toques do Tricolor, cada vez mais à vontade para penetrar na área verde.

Dagoberto ainda abusou do preciosismo aos 24 minutos. Livre na área, ele tentou dois cortes antes de ser desarmado por Carlos Alberto. Três minutos depois, Dagol, de novo, quase marcou em dividida com Pedro Henrique.

Com a classificação praticamente assegurada, Carpegiani atendeu a um pedido da torcida no Morumbi e promoveu a entrada de Rivaldo. O experiente armador teve tempo de descolar ótimo passe para Jean aos 40 minutos, lance que o atleta desperdiçou dentro da área. A cena se repetiu quatro minutos depois, em novo passe de Rivaldo para Jean, que, de novo, finalizou mal.

Nos minutos finais, Fernandão ainda voltou ao time, substituindo Ilsinho. O camisa 15 não jogava há 16 jogos, mas teve pouco tempo para mostrar seu futebol.

O São Paulo acabou terminando o jogo sofrendo com algumas investidas do Goiás, que se lançou ao ataque, sem sucesso. Classificado, o Tricolor enfrenta o Avaí nas quartas de finais da Copa do Brasil, em datas ainda não definidas.

Antes, o São Paulo volta as atenções para o clássico contra o Santos, em partida válida pelas semifinais do Paulistão, a ser disputada no sábado (30), no Morumbi.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1X0 GOIÁS

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 27/4/2011 – 21h50
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Auxiliares: Debert Pedrosa Moisés e Lilian da Silva Fernandes Bruno

Renda/público: R$ 891.747,00 / 32.001 pagantes
Cartões amarelos: Casemiro (SPO); Zé Antônio, Leandro, Assuério (GOI)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Dagoberto, 19’/1ºT (1-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo (Xandão, intervalo), Alex Silva, Miranda; Jean, Casemiro, Carlinhos, Ilsinho (Fernandão 44’/2ºT) e Juan; Marlos (Rivaldo 34’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani

GOIÁS: Harlei (Pedro Henrique 7’/1ºT); Rafael Toloi, Ernando e Valmir Lucas; Oziel, Amaral, Zé Antônio (Leandro 40’/1ºT), Carlos Alberto, Marcelo Costa; Robert e Hugo (Assuério 28’/2ºT). Técnico: Artur Neto

abril 28, 2011 Posted by | Goiás, São Paulo | | Deixe um comentário