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Sai zica! Verdão leva susto, mas vence e garante ‘semifinal grande’

Palmeiras espanta a zebra de cair diante do Mirassol, vence por 2 a 1 e enfrenta o Corinthians na semifinal

O Palmeiras venceu o Mirassol por 2 a 1, neste domingo, no jogo das quartas de final do Pacaembu. Por pouco, o Verdão não foi o único grande a ficar de fora das semifinais do Campeonato Paulista – o time saiu vencendo, mas levou um gol de empate após falha da defesa.

Com o resultado, o Verdão enfrenta o arquirrival Corinthians como mandante nas semifinais, em jogo único, com data indefinida – o jogo pode ocorrer no próximo dia 30 ou no dia 1º de maio. Na outra semifinal, o São Paulo enfrenta o Santos como mandante e deve levar a partida para o Morumbi.

O jogo será o reencontro do Palmeiras com o rival Corinthians, após oito anos. A última semifinal entre as duas equipes no Paulistão foi em 2003. Na ocasião, o Timão passou pelo Palmeiras com um 2 a 2, e depois um 4 a 2 – ambas as partidas foram no Morumbi.

No jogo, o Alviverde manteve o domínio durante quase todo o jogo, mas não evitou um incômodo gol de empate na primeira etapa que poderia estragar o domingo de Páscoa palmeirense. O jogo ainda teve expulsões e polêmicas.

Quem não faz…

O jogo começou em um ritmo lento. Mesmo com um time ofensivo, com dois meias e dois atacantes, o Mirassol esbarrava em uma forte marcação no Palmeiras. Resultado: a bola não parava no campo de ataque do Leão e o alvi-verde mantinha o jogo sob controle.

Após algumas boas chances, o Palmeiras chegou ao gol aos dez minutos, após driblar Luiz Henrique e acertar um grande chute de longe. A partir do gol, o Palmeiras teve o domínio do jogo, mas perdeu seguidas chances de fazer o segundo, como a desperdiçada por Luan.

Taticamente, o Mirassol estava completamente envolvido. Sem a bola, Rivaldo e João Vitor ficavam presos na última linha da defesa e Assunção e Márcio Araújo também ajudava na marcação. Os meias do Mirassol não encontravam espaço para trocar passes, e a bola mal chegava ao ataque.

Mesmo assim, o gol do Mirassol veio em uma falha da defesa palmeirense. Samuel cruzou pela direita, a bola cruzou a zaga, desviou em Luiz Henrique e sobrou para Marcelinho, livre, empatar. No fim do primeiro tempo, o jogo caiu de intensidade e se encaminhou para o final.

Polêmicas e virada alviverde

Com o susto do gol de empate, o Palmeiras voltou a campo mais incisivo no jogo e tentando tomar a iniciativa. O Verdão prendia mais a bola no ataque e o Mirassol praticamente não assustava. No início, houve um lance polêmico: em confusão com Serginho, o zagueiro Danilo deu um pisão no atacante do Leão, mas o árbitro não viu falta.

Após o domínio, o Verdão chegou ao gol. Luan chutou em cima da zaga, e a bola sobrou para Márcio Araújo, que acertou um grande chute de longe para ampliar para o alvi-verde.

Logo após o gol, o Mirassol viu sua desvantagem ampliar mais ainda: Xuxa, artilheiro do time na primeira fase com oito gols, fez falta por trás em Kleber e recebeu o segundo amarelo.

A partir de então o que se viu, foi o Palmeiras ampliar o seu domínio, mas desperdiçar inúmeras oportunidades de matar de vez a partida. O Mirassol, no entanto, estava muito bagunçado taticamente e ofereceu pouca resistência à vitória palmeirense.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 2 X 1 MIRASSOL

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 24/4/2011 – 18h30
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Auxiliares: Herman Brumel Vani e Bruno Salgado Rizo
Renda/público: R$ 466.682,00 e 16.653 pagantes
Cartões amarelos: Rivaldo, Danilo e Deola (PAL); Esley, Xuxa e Dezinho (MIR)
Cartões vermelhos: Xuxa, 13’/2ºT (MIR)
GOLS: Valdivia, 10’/1ºT (1-0); Marcelinho, 40’/1ºT (1-1); Márcio Araújo, 11’/2ºT (2-1)

PALMEIRAS: Deola; João Vitor, Leandro Amaro, Danilo e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Chico, 30’/2ºT), Valdívia (Lincoln, 40’/2ºT); Luan e Kléber. Técnico: Luiz Felipe Scolari

MIRASSOL: Fernando Leal; Samuel (Daniel Marques, intervalo), Luiz Henrique, Dezinho e Diego; Jairo, Magal, Esley (Marcelinho, 31’/1ºT) e Xuxa; Serginho (Renato Peixe, 29’/2ºT) e Welington Amorim. Técnico: Ivan Baitello.

abril 24, 2011 Posted by | Palmeiras | Deixe um comentário

Ilsinho neles! São Paulo vence a Portuguesa e vai à semifinal

Camisa 77 tricolor fez um gol e deu o passe a Dagoberto, garantindo vaga às semifinais do Paulistão; adversário é o Santos

A torcida são-paulina ganhou um presente, mas Rogério Ceni, Ilsinho e Dagoberto evitaram o que seria um chocolate “amargo” em pleno domingo de Páscoa. Com gols de Ilsinho e Dagoberto, no fim de jogo, e ótima atuação de Rogério embaixo das traves, o São Paulo ganhou o clássico contra a Portuguesa por 2 a 0, na Arena Barueri, e se classificou às semifinais do Campeonato Paulista. Agora, a equipe enfrenta o Santos, no Morumbi, no próximo sábado. 

O resultado repete a sina da primeira fase, quando a Portuguesa recebeu o São Paulo no Canindé, na oitava rodada, e o Tricolor venceu por 3 a 2.

São Paulo vence Lusa e avança no Paulistão

No jogo deste domingo, o time do técnico Paulo César Carpegiani mostrou oportunismo e um jogo envolvente pelos lados do campo, especialmente através de Ilsinho, Marlos e Dagoberto. Na segunda etapa, os times deixaram o futebol de lado e os dois treinadores, Carpegiani e Jorginho, travaram um verdadeiro duelo de xadrez. Quando a Portuguesa melhorou em campo e esboçou o empate, Rogério Ceni salvou o Tricolor por duas vezes. No fim, Ilsinho, mais uma vez, foi decisivo e deu o passe para Dagoberto dar números finais à partida. 

O CLÁSSICO

O São Paulo entrou em campo com um desfalque de última hora: Lucas, que sentiu a coxa direita em treinamento no sábado e não se recuperou a tempo, deu lugar a Marlos no meio-campo tricolor, abrindo ainda uma vaga para Ilsinho nos onze iniciais. Rodrigo Souto era a outra novidade, substituindo Alex Silva, com inchaço no joelho direito. 

Pelo lado da Portuguesa, o terceiro cartão amarelo do lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro obrigou o técnico Jorginho a improvisar o volante Ademir Sopa na posição. O ânimo nos lados do clube do Canindé era grande, afinal, a última vez que a Lusa chegara às semifinais de um Paulistão fora em 1998, quando perdeu para o Corinthians em arbitragem polêmica do argentino Javier Castrilli.

Carpegiani foi ousado nas substituições durante o jogo (Foto: Miguel Schincariol)

Com um volante de ofício em uma lateral e o aplicado Marcos Pimentel na outra, a Portuguesa começou a partida fechada pelas laterais, sem dar espaço ao Tricolor. Nem mesmo as infiltrações pelo meio, com Juan, Marlos e Dagoberto, surtiam efeito. Durante os primeiros 20 minutos de jogo, o paredão rubroverde pareceu intransponível e a Lusa aproveitou para se lançar ao ataque, tentando algumas investidas, sem sucesso. 

Só que era a hora do Tricolor se reorganizar em campo. Marlos e Ilsinho trocavam de posições e Miranda, de cabeça aos 24 minutos, triscou a trave de Weverton.

Quando Carpegiani tirou Rodrigo Souto, machucado, para promover a entrada de Henrique, a defesa rubroverde simplesmente ruiu. O São Paulo passou a frequentar o campo de ataque mais à vontade. Juan, aos 27, cruzou por baixo e Dagoberto se antecipou à zaga tocando com perigo. Parecia questão de tempo até o primeiro gol da partida, muito mais afeito ao Tricolor do que à Portuguesa.

Mais solto e envolvente pelo meio e pelos flancos, o São Paulo acabou marcando de cabeça, e quem marcou foi um jogador que não costuma ser bom pelo alto. Ilsinho, aos 40 minutos da primeira etapa, aproveitou cruzamento de Jean e testou para o fundo das redes de Weverto.

À Portuguesa, que até ensaiou um bom começo de partida e depois cedeu ao ímpeto do rival, sobraram arremates de longe. Guilherme e Ferdinando, a dupla de volantes rubroverde, arriscaram de fora da área e assustaram Rogério Ceni, no que parecia a única chance da Portuguesa quebrar o gelo são-paulino.

JOGO DE XADREZ E DE NERVOS

Na segunda etapa, as equipes não mostraram inspiração e poucas eram as chances de gol. Em compensação, os técnicos travaram um duelo à parte.

Jorginho viu na entrada do atacante Rafael Silva no lugar de Marco Antônio uma oportunidade para alavancar o ataque rubroverde. Diante da ofensiva adversária, Carpegiani moveu suas peças e tratou de promover a substituição de Marlos para Luiz Eduardo, zagueiro revelado na base tricolor, entrar e proteger a defesa.

O movimento do técnico tricolor “anulou” a ofensiva de Jorginho no tabuleiro de Barueri: a trinca de atacantes lusos foi facilmente marcada pelo novo trio de zagueiros são-paulinos.

No entanto, o técnico da Portuguesa colocou o “peão” Ananias, que fora o “rei” do jogo contra o São Bernardo na primeira fase, no lugar de Henrique. A mudança não surtiu o efeito desejado, e as equipes continuaram cozinhando a partida. O São Paulo, satisfeito, tocava a bola; a Lusa, sem conseguir decifrar a tática adversária, não tinha profundidade.

Para ultrapassar o inteligente jogo tricolor, Jorginho viu a Portuguesa apostar nas jogadas pelo alto. Jael aos 24, e Luís Ricardo, exigindo defesa incrível de Rogério Ceni aos 28, arrancaram suspiros da torcida lusitana. 

Rogério, heróico, ainda evitou o que seria o gol de empate em arremate de Ferdinando, aos 32. A torcida da Portuguesa esfregava as mãos e torcia pelo gol de empate, que parecia maduro àquela altura da partida.

Mas Ilsinho neles! O camisa 77 e Dagoberto asseguraram a classificação são-paulina no fim. Faltando 10 minutos para o fim da etapa regulamentar, Ilsinho recebeu na área e tocou para Dagol, que só teve o trabalho de acertar o lado oposto de Weverton e marcar.

O gol assegurou o presente de Páscoa do são-paulino e a classificação do Tricolor às semifinais do Campeonato Paulista. Neymar, Ganso e cia aguardam o São Paulo no próximo sábado. A partida será realizada no Morumbi. 

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 2X0 PORTUGUESA

Estádio: Arena Barueri, São Paulo (SP)
Data/hora: 24/4/2011 – 16h
Árbitro: Aurélio Sant’Anna Martins
Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Marco Antonio de Andrade Motta Junior

Renda/público: R$ 287.118,00 / 11.134 pagantes 
Cartões amarelos: Rhodolfo (SPO); Marco Antônio, Maurício, Domingos (POR)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Ilsinho, 40’/1ºT (1-0); Dagoberto, 35’/2ºT (2-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Rhodolfo, Miranda e Juan; Rodrigo Souto (Henrique 29’/1ºT), Casemiro, Carlinhos e Ilsinho (Cléber Santana 37’/2ºT); Marlos (Luiz Eduardo 11’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani. 

PORTUGUESA: Weverton; Marcos Pimentel, Domingos, Maurício, Ademir Sopa (Ronaldo 33’/2ºT); Ferdinando, Guilherme, Marco Antonio (Rafael Silva, intervalo) e Henrique (Ananias 17’/2ºT); Jael e Luis Ricardo. Técnico: Jorginho.

abril 24, 2011 Posted by | Portuguesa, São Paulo | | Deixe um comentário

Em jogo de golaços, Inter bate Ju e confirma Gre-Nal

Colorado faz 2 a 1 no time da casa e está na final da Taça Farroupilha 

Mais um grande jogo no Gauchão. Após o Grêmio se classificar para final em embate com o Cruzeiro, o Inter passou pelo Juventude com um a menos e confirma o Grenal na decisão da Taça Farroupilha. A vitória em Caxias do Sul por 2 a 1 deixa o Colorado em condições de definir a competição dentro do Estádio Beira-Rio, a princípio no próximo domingo. O clássico será o primeiro da maratona de cinco que podem acontecer. 

Se Grêmio e Cruzeiro fizeram um jogo eletrizante pela primeira semifinal, Juventude e Inter parecem ter ficado com ciúmes. A vaga para a final parecia o prato de comida dos jogadores do time do interior gaúcho. E a fome era grande. Cinquenta segundos de partida e duas faltas cometidas pelo Ju. Pelo lado colorado, Falcão surpreendeu e escalou Oscar como substituto de D’Alessandro.

A primeira chegada mais forte do jogo aconteceu aos seis minutos, também do time da casa. Júlio Madureira, artilheiro da equipe com 11 gols, recebeu cruzamento na área colorada e cabeceou à direita do gol defendido por Renan. Apesar do lance, o Inter era melhor no jogo e dominava as ações. Só que não conseguia transpor a marcação forte caxiense.

Os meias colorados erravam muitos passes e complicavam a criação colorada. Era preciso a presença dos volantes passando da linha da bola. Até o momento, o Ju apenas marcava. Na primeira jogada armada, Nei e Oscar tabelaram. O lateral direito acionou Bolatti, pelo meio, como necessário, chegando na frente. O argentino dominou no peito aos 19 minutos, na meia direita, e soltou a bomba. Sem chance alguma para Jonatas, a bola dormiu no ângulo direito do goleiro. Golaço.

Dono da casa, o Juventude evidentemente não queria deixar a classificação para a final escapar tão facilmente. Se jogou a frente e passou a marcar a saída de bola do adversário com mais afinco. E empatou após o autor do gol colorado fazer uma falta na intermediária. Fred, zagueiro, bateu forte e no ângulo. Oito minutos depois o Juventude igualou tudo.

O gol desesperou os jogadores do Inter. E o Juventude cresceu. Tentou de fora da área com Cristiano e teve chance clara com Júlio Madureira, impedido. Mas o final do primeiro tempo teve o Colorado melhor no jogo, desperdiçando chances com Andrezinho, bloqueado dentro da área, e Rafael Sobis, em cobrança de falta por cima.

No vestiário, a orientação de Falcão foi de o Inter se postar mais ofensivamente. Kleber se desgarrou da primeira linha de quatro jogadores e auxiliava Oscar sobre Anderson Pico. O meia, mesmo sem ritmo, era o melhor do Inter na partida e passou em diversas oportunidades pelo lateral direito alviverde no segundo tempo.

Com a postura vermelha, o Ju se acuou em seu campo. Em chance aos nove com Leandro Damião, sua primeira finalização na partida, depois aos 11 e 12, o Colorado levou perigo ao dono da casa. O contra-ataque era a arma alviverde, mas o Inter se defendia bem. Aos 14, um lance inacreditável. Oscar cobra escanteio, o goleiro divide com Damião e a bola sobra para Rodrigo, que acerta o travessão. No rebote, Bolívar cabeceou e Ramiro, de bicicleta, tirou sobre a linha. Surreal.

A pressão colorado continuava. Em outra jogada sobre Anderson Pico, Oscar rouba bola, dribla dois marcadores e com açúcar chuta. A bola ruma o ângulo, mas toma algum vento da Serra Gaúcha e se choca com o travessão. No lance seguinte, aos 20, Bolatti complica as coisas para o Colorado. Tenta driblar o marcador sobre a linha do meio-campo, perde e põe a mão na bola. Cartão vermelho.

Imediatamente, Falcão recompôs o meio-campo e colocou Tinga no lugar de Rafael Sobis. Oscar foi quem continuou sendo o motor do time do Inter e até cansar e ser substituído era o principal jogador da partida. O Juventude se soltou um pouco mais, e passou a dominar o jogo.

Só que aí apareceu Leandro Damião. Ele correu atrás de lançamento no fundo do campo, pela direita, sozinho contra a zaga do time caxiense. Na frente do marcador, o centroavante deu uma lambreta e, antes do goleiro, conseguiu dar toque para Tinga. O volante dividiu com o goleiro e a zaga e fez o segundo para o Colorado em partida que se tornava muito complicada. Outro golaço, agora aos 33 minutos do segundo tempo. 

Os minutos finais do decisão foram de um time da casa tentando romper a barreira formada pelo adversário, enquanto Inter se defendia e tentava passar o tempo com a bola nos pés. Aos 41, Cristiano quase fez para o Ju. Mas a pressão não deu resultado, e o Inter segurou a vitória. 

FICHA TÉCNICA

JUVENTUDE 1 X 2 INTER

Data/hora: 24/04, às 16h

Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul

Árbitro: Jean Pierre Gonçalves, auxiliado por Marcelo Bertagna Barison por Tatiana Jacques de Freitas

Gols: Bolatti, aos 19 minutos do primeiro tempo e Tinga, aos 33 minutos do segundo tempo; Fred, aos 27 minutos do primeiro tempo

Cartões amarelos: Bolatti (I) Fred (J)

Cartão vermelho: Bolatti (I)

Juventude: Jonatas; Anderson Pico, Rafael Pereira, Fred e Alex Telles; Umberto, Jardel, Ramiro(Celsinho 42’/2ºT) e Cristiano; Júlio Madureira(Rafael Aidar 29’/2ºT) e Zulu. Técnico: Picoli

Inter: Renan; Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho e Oscar(Zé Roberto 30’/2ºT); Rafael Sobis(Tinga 22’/2ºT) e Leandro Damião. Técnico: Falcão.

abril 24, 2011 Posted by | Internacional, Juventude | , | Deixe um comentário

Atlético-MG vira clássico contra o América-MG e amplia vantagem

Gabriel abriu o placar de cabeça e depois o clube alvinegro virou após a saída de Ricardo Bueno. Time melhorou com Neto Berola

O Atlético-MG ampliou a vantagem no duelo de semifinal do Campeonato Mineiro ao vencer o América-MG por 3 a 1 na Arena do Jacaré, neste sábado. O resultado foi conseguido de virada, com uma melhora alvinegra ainda no primeiro tempo após a saída de Ricardo Bueno.

Os gols foram anotados por Gabriel, para o Coelho, e depois por Patric, Neto Berola e Serginho, para o Galo. As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo fim de semana.

Por ter feito melhor campanha na primeira fase, o Atlético tem a vantagem e pode até perder por dois gols de diferença que se classifica para a decisão.

O primeiro tempo reservou bons lances para América e Atlético. Logo aos dois minutos, Mancini teve ótima chance e ficou cara a cara com Flávio, que conseguiu salvar.

Depois, foi a vez do Coelho responder em boa jogada de Irênio e Fábio Júnior. O meia finalizou por cima da meta de Renan Ribeiro.

Aos oito minutos, o indício de como seria o gol que mexeu no placar pela primeira vez. O capitão americano Gabriel aproveitou cobrança de escanteio mas cabeceou para fora.

Foi de maneira semelhante que o zagueiro marcou aos 22 minutos. Ele subiu mais do que Serginho na primeira trave e desviou para o fundo das redes. Antes disso, os dois times haviam perdido boas chances.

O ritmo do jogo era bom. O América tinha boa organização. O Atlético, por outro lado, irritava a sua torcida com alguns lances, principalmente os protagonizados por Ricardo Bueno. O atacante dominava com dificuldade as bolas, errava lances fáceis e acabou sendo substituído ainda na primeira etapa por Dorival Júnior. Neto Berola ganhou a vaga.

Após a mudança, aos 34 minutos, o Alvinegro apresentou uma melhora que resultou em gol antes do intervalo. Patric recebeu bola pela direita, deu ótimo corte no marcador e finalizou de canhota no alto do gol de Flávio, aos 47 minutos. Na comemoração, o camisa 2 fez sinal de silêncio para a torcida do Galo.

SEGUNDO TEMPO

A crescente alvinegra continuou na etapa final. Sem Ricardo Bueno, o time ganhou mais dinâmica, velocidade e chegou aos gols.

Mancini quase virou aos quatro minutos. Ele fez boa jogada com Neto Berola e ficou cara a cara com Flávio novamente. Mas a bola caiu para a perna esquerda e ele finalizou para fora.

O gol saiu aos 11 minutos em jogada de escanteio. Leonardo Silva desviou na primeira trave e Neto Berola completou na outra extremidade do gol para virar o placar.

O América encontrou dificuldades para criar jogadas devido ao bom posicionamento defensivo encontrado por Dorival Júnior para o Atlético no segundo tempo.

Aos 24 minutos, foi a vez de Serginho marcar. Neto Berola cruzou da esquerda e a bola foi até Patric, no canto direito da área. O camisa 2 cruzou novamente e Serginho guardou.

A partida caminhou até o fim sem o América conseguir levar perigo para o gol de Renan Ribeiro.

FICHA TÉCNICA:
AMÉRICA-MG 1 X 3 ATLÉTICO-MG

Local: Estádio Joaquim Henrique Nogueira (Arena do Jacaré), em Sete Lagoas (MG)
Data/hora: 24/4/2011 às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Carlos Berkembrock (Fifa-SC) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO)
Público/renda: 2.818/R$ 70.935
Cartões amarelos: Otávio, Dudu (AME), Guilherme Santos, Neto Berola, Toró, Renan Ribeiro, Leonardo Silva (ATL)
Cartão vermelho: Não houve

GOLS: Gabriel, 22’/1ºT (1-0), Patric, 47’/1ºT (1-1), Neto Berola 11’/2ºT (1-2), Serginho 24’/2ºT (1-3)

AMÉRICA-MG: Flávio, Sheslon (Nando, intervalo), Otávio, Gabriel e Rodrigo; Dudu, Leandro Ferreira, Irênio (Euller, 32’/2ºT) e Camilo (Davi Ceará, 9’/2ºT); Luciano e Fábio Júnior. Técnico: Mauro Fernandes.

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro, Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Serginho, Fillipe Soutto, Renan Oliveira e Giovanni Augusto (Toró, 37’/2ºT); Mancini (Daniel Carvalho, 33’/2ºT) e Ricardo Bueno (Neto Berola, 34’/1ºT). Técnico: Dorival Júnior.

abril 24, 2011 Posted by | Atlético-MG | | Deixe um comentário

Flamengo vence o Flu nos pênaltis e vai à final

Felipe pegou duas cobranças na disputa de pênaltis; Flamengo decide a Taça Rio com o Vasco, no próximo domingo

O Bonde do Mengão pode não estar acelerado, mas segue sem freio. Depois do empate por 1 a 1 no tempo normal, o Flamengo bateu o Fluminense na disputa de pênaltis e está na decisão da Taça Rio, e ainda invicto! O goleiro Felipe, outra vez, fechou a meta rubro-negra, defendendo dois pênaltis do rival. Na batida derradeira, o jovem Diego Maurício bateu com segurança, classificando o Tricolor.

O ex-tricolor Thiago Neves foi outro destaque do jogo. Primeiro, a favor, ao marcar o gol de empate rubro-negro na segunda etapa. Depois, como vilão, ao perder o pênalti que poderia colocar o Fla na decisão. no fim, acabou contando com a colaboração dos companheiros e segue firme com o bonde rumo à saga pelo título carioca.

Rafael Moura marcou o gol tricolor no tempo normal. na disputa de pênaltis, Souza, Araújo e Tartá perderam as cobranças, que pôs fim ao sonho do Fluminense da dobradinha no semestre.

Agora, o Tricolor foca na Copa Santander Libertadores. Nesta quinta-feira, encara o Libertad-PAR, no Engenhão, pela primeiro jogo das oitavas de final.

Já o Flamengo, se prepara para pegar o arquirrival vasco na decisão, domingo. Antes, tem páreo duro pela frente: decide a classificação na Copa do brasil contra o Horizonte (CE), quinta-feira, no estádio Domingão.

QUEDA DE ENERGIA PARALISA CLÁSSICO

Ainda aos 11 minutos do primeiro tempo, o jogo foi paralisado devido a uma queda de energia nos arredores do Engenhão. Demorou cerca de 10 minutos para que os refletores fossem se acendendo e, quando o árbitros Péricles Bassols autorizou o reinício da partida, o goleiro Felipe, do Fla, pediu nova interrupção.

Então, passaram-se mais alguns minutos de espera até que, mesmo sem a iluminação no estádio ter voltado integralmente, os dos times concordaram em dar continuidade ao jogo.

Mas quando a bola finalmente voltou a rolar, um lance curioso. Como o cronômetro marcava 20 minutos, Péricles parou o clássico novamente para o tempo técnico. Os jogadores se irritaram com a falta de flexibilidade do árbitro.

SEM R10, FLA PERDE LÉO MOURA LOGO NO INÍCIO

Não bastasse o momento inferior ao adversário, o Flamengo teve uma baixa importantíssima de última hora: Ronaldinho Gaúcho, que, ainda com dores pela torção no joelho direito, foi vetado pelo departamento médico. Em seu lugar, Diego Maurício foi para o clássico.

Do outro lado, o Fluminense repetia a formação que alcançou o milagre no meio da semana, pela Copa Santander Libertadores, com Fred e Rafael Moura no ataque.

E, logo no início, a boa fase voltou a colaborar com o Tricolor. O lateral-direito Léo Moura levou a pior em dividida com Conca e fez o Fla perder outra liderança em campo. Para o lugar do camisa 2, outro jovem, Rafael Galhardo.

IMPEDIDO, HE-MAN PÕE O FLU NA FRENTE

Mas o Flu não dependeu apenas da sorte. Com a bola rolando, foi superior ao rival durante toda a primeira etapa. Os ‘inhos’ da defesa, o zagueiro Edinho e o volante Diguinho, foram uns monstros na marcação, permitindo ao goleiro Berna 45 minutos de tranquilidade, com exceção a uma finalização de Drogbinha, em que o camisa 1 saiu com eficiência evitando o gol rubro-negro.

Em compensação, Felipe teve que rebolar para fechar a meta do Fla. Nos chutes de fora da área, mostrou segurança. E, quando Rafael Moura recebeu lançamento na cara do gol, o arqueiro rubro-negro se atirou no atacante tricolor. O lance gerou reclamação por parte do rival, que pediu pênalti. O árbitro, porém, assinalou simulação do He-Man.

Mas o centroavante acabou se redimindo. Aos 21 minutos, em cobrança de falta, Edinho ajeitou para Rafael Moura, que escorou para o fundo das redes. Gol justo pelo domínio tricolor, mas erroneamente confirmado, já que o atacante estava em posição irregular.

CARRASCO DOS CLÁSSICOS EMPATA O FLA-FLU

Na volta do intervalo, o técnico Vanderlei Luxemburgo completuo as mexidas possíveis. Colocou em campo os meia Bottinelli no lugar do volante Fernando e tirou seu xará Wanderley (apático em campo), dando nova chance ao atacante Deivid.

Com isso, o Fla ficou mais ofensivo e passou a tocar mais a bola. Drogbinha e Bottinelli abriram pelas pontas, enquanto Thiago Neves apoiava Deivid pelo meio. E, numa das subidas do quarteto, Thiago recebeu passe preciso do argentino, e por pouco não empatou o clássico.

E o Flamengo, que seguia melhor, ampliou seu domínio quando Enderson Moreira tirou o autor do gol do Flu para a entrada de Tartá, que voltou demais para ajudar a defesa.

Pouco depois, o camisa 7 rubro-negro, carrasco em clássicos, fez sua terceira vítima entre os rivais neste Carioca. Aos 21 minutos, Willians levantou da intermediária, a bola passou por Edinho e Thiago Neves, de cabeça, deixou tudo igual no Engenhão. Depois de comemorar contra Vasco e Botafogo, o apoiador agora fazia a festa diante do seu ex-clube.

A partir daí, o clássico tomou ritmo alucinante. Na resposta, o Tricolor só não marcou porque o capitão Fred, de frente para a meta, furou na finalização. Na sequência, Diego Maurício chutou cruzado da grande área para a bela defesa de Berna.

Aos 36 minutos, Marquinho perdeu aquela que poderia ser a bola do jogo para o Flu. Após bela triangulação, o camisa 7 recebeu livre, frente-a-frente para Felipe, mas isolou na finalização.

No fim, empate no clássico, que acabaria sendo decidico nos pênaltis.

FELIPE PEGA DOIS PÊNALTIS E FLA VAI PARA A DECISÃO

No Fluminense, Fred, Edinho, Conca marcaram. Souza cobrou para fora, enquanto Felipe defendeu a batida de Araújo.

No Flamengo, Renato começou a cobrança e chutou mal, Berna defendeu. Deivid, Galhardo, Bottinelli fizeram para o Fla.

Thiago Neves teve a chance de colocar o Rubro-negro na final, mas Berna, novamente, fechou a meta para o Tricolor.

Nas cobranças alternadas, Tartá parou em Felipe. Diego Maurício, em nova oportunidade derradeira para o Fla, não desperdiçou e classificou o Flamengo para a decisão da Taça Rio.

FLUMINENSE X FLAMENGO

Data/ hora: 23/4/2011, às 16h (de Brasília)

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Péricles Bassols

Auxiliares: Jackson Lourenço e Wagner de Almeida

Cartão amarelo: Rafael Moura, Mariano, Fred, Julio Cesar, Marquinho (FLU); Galhardo, Thiago Neves, Rodrigo Alvim (FLA)

Gols: Rafael Moura, aos 21’/ 1ºT (FLU); Thiago Neves, aos 21’/ 2ºT (FLA)

FLUMINENSE: Berna; Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar (Souza, aos 44’/2ºT) ; Valencia, Diguinho, Marquinho (Araújo, aos 38’/ 2ºT) e Conca; Fred e Rafael Moura (Tartá, aos 17’/ 2ºT). Técnico: Enderson Moreira.

FLAMENGO: Felipe; Léo Moura (Galhardo, aos 10’/1ºT), Welinton, David e Rodrigo Alvim; Fernando (Bottinelli, intervalo), Willians, Renato e Thiago Neves; Diego Maurício e Wanderley (Deivid, intervalo). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

abril 24, 2011 Posted by | Flamengo, Fluminense | | Deixe um comentário