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Trem-Bala bate Trator da Bariri e vai à final da Taça Rio

Em jogo bem movimentado, Eder Luis deu a vitória ao Vasco sobre o Olaria no Engenhão

Vasco e Olaria se enfrentaram na noite deste sábado, no Engenhão, pela semifinal da Taça Rio e o time de São Januário levou a melhor. O Trem-Bala da Colina teve trabalho, principalmente no primeiro tempo, mas Eder Luis deu a classificação para a final da Taça Rio.

Na final do segundo turno do Campeonato Carioca, o Vasco enfrenta o vencedor do clássico entre Flamengo e Fluminense, que duelam neste Domingo de Páscoa, também no Engenhão, às 18h30.

Veja o gol que garantiu a classificação do Vasco para final

Susto do Olaria e gol do Vasco

Apesar de não entrar em campo como grande favorito à vaga na final, o Olaria começou o jogo sem medo e indo ao ataque com tudo. Logo aos três minutos, Felipe recebeu de Renan Silva e arriscou, mas Prass fez boa defesa. Logo depois veio a resposta do Vasco, quando Fellipe Bastos lançou Eder Luis pela direita. O atacante entrou na área, mas foi travado no momento do cruzamento.

Depois de poucas oportunidades criadas para ambos os lados, Diego Souza, aos 18 minutos, balançou a rede, após chute de Ramon desviar na zaga e sobrar em seu pé. Mas o camisa 10 estava em posição de impedimento.

Aos 34 minutos, porém, um susto para os vascaínos. Felipe recebeu no meio de campo, arriscou chute de longe e a bola explodiu no travessão. Porém, três minutos depois, a alegria. Depois de um erro de passe do Olaria, Fellipe Bastos, de primeira, lançou Eder Luis. O camisa 7 avançou em velocidade, driblou o goleiro Henrique e abriu o placar.

No lance seguinte, Eder Luis ganhou a bola de Thiago Eleutério, mas teve a camisa puxada. Aos 43 minutos, o time da rua bariri ainda tentou o empate em um chute de Victor, mas sem sucesso

Pênalti perdido e classificação

O segundo tempo mal havia começado e o atacante Alecsandro quase ampliou o placar em duas oportunidades. Com apenas um minuto, Eder Luis avanço pela direita e cruzou. O camisa 9 se antecipou à zaga e finalizou, mas a bola explodiu no peito do goleiro Henrique. Dois minutos depois, Ramon cruzou da esquerda e Alecsandro, de cabeça, desviou para o gol e Henrique, mais uma vez, pegou no susto.

Aos 14 minutos, Renan Silva fez jogada individual e achou Waldir sozinho na área, mas o atacante não conseguiu alcançar a bola. No minuto seguinte, Felipe, novamente, arriscou da intermediária e obrigou a Fernando Prass fazer boa defesa.

Aos 24 minutos, o técnico Ricardo Gomes tirou Eder Luis para colocar Bernardo e, seis minutos depois, o camisa 31 tabelou com Alecsandro, entrou na área e foi derrubado pelo goleiro Henrique. Pênalti! Mas na cobrança, Bernardo chutou forte e a bola explodiu no travessão.

Após o pênalti perdido, o Olaria tentou pressionar a equipe de São Januário em busca do empate, mas sem sucesso. Apito final e vitória vascaína.

Com o triunfo, o cruz-maltino está classificado para a final da Taça Rio, que acontece no próximo domingo. Neste domingo, Fluminense e Flamengo se enfrentam para saber qual equipe conquistará a outra vaga no jogo decisivo.

FICHA TÉCNICA
VASCO 1 X 0 OLARIA

Local: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 23/4/2011 – 18h30min (de Brasília)
Árbitro: Patrice Maia (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Rodrigo Figueirodo Henrique Correa (RJ)

Público/renda: 22.867 pagantes / 28.675 presentes / R$ 647.600,00
Cartões amarelos: Fellipe Bastos (VAS); Amarildo, Thiago Eleutério (OLA)
Cartões vermelhos: Não houve
Gols: Eder Luis, 37’/1ºT (1-0)

VASCO: Fernando Prass, Allan (Eduardo Costa – 36’/2ºT), Dedé, Anderson Martins e Ramon; Rômulo, Fellipe Bastos, Felipe e Diego Souza; Eder Luis (Bernardo – 24’/2ºT) e Alecsandro (Elton – 40’/2ºT). Técnico: Ricardo Gomes.

OLARIA: Henrique, Ivan, Thiago Eleutério, Rafael e Amarildo; David (Renatinho – 31’/2ºT), Danilo (Nicolas – 42’/2ºT), Victor e Renan Silva (Renato Valpaços – 31’/2ºT); Felipe e Waldir. Técnico: Cleimar Rocha

abril 23, 2011 Posted by | Vasco da Gama | | Deixe um comentário

No sofrimento, Timão vence e se classifica para a semifinal

No dia de São Jorge, Timão sofre, mas com gol salvador de Willian, derrota o Oeste por 2 a 1 e avança no Paulistão

Poderia ter sido tranquilo, mas foi do jeito que a Fiel mais gosta: no sufoco. No dia de São Jorge, padroeiro do Timão, não poderia haver vitória mais corintiana. No sofrimento, o Corinthians derrotou o Oeste por 2 a 1, neste sábado, no Pacaembu, e garantiu vaga nas semifinais do Paulistão.

Apesar de ter jogado muito melhor, o Timão não teve vida fácil contra a equipe de Itápolis. Após abrir o placar no começo do jogo com Liedson, o time de Parque São Jorge sofreu o empate nos acréscimos do primeiro tempo. Depois do susto, no segundo tempo o Alvinegro pressionou, cansou de desperdiçar chances e depois de muito insistir conseguiu a vitória com um golaço de Willian, que entrou na etapa final no lugar de Dentinho, lesionado.

Os gols do Timão chegam no seu celular em tempo real!

Agora, o Corinthians aguarda o vencedor do duelo entre Palmeiras e Mirassol para saber quem irá enfrentar no próximo final de semana, pela semifinal do Paulistão.

O JOGO

Mesmo com o Pacaembu recebendo um bom público, o Oeste não se intimidou e começou o jogo assustando o Corinthians. O time de Itápolis partiu para cima nos primeiros minutos de jogo e, aos 3, após cruzamento na área, a bola passou por todo mundo e quase surpreendeu o goleiro Julio César, que saltou e fez boa defesa.

Após o susto, o Timão acordou e passou a dominar a partida. O Alvinegro trocava passes rápidos e explorava a velocidade de seu trio ofensivo, formado por Dentinho, Jorge Henrique e Liedson.

Depois de ficar um bom tempo na reserva, Bruno César voltou a equipe e apresentou um bom futebol. Jogando próximo aos homens de frente, o meia municiou bem o ataque corintiano e organizou as principais jogadas ofensivas do Timão.

Tendo maior posse de bola e pressionando o Oeste, o Corinthians não demorou a abrir o placar. Aos 9 minutos, após linda troca de passes no meio de campo, Liedson recebeu ótimo passe de Paulinho, ficou frente a frente com Fábio e, com frieza, marcou o primeiro gol alvinegro.

Jogadores comemoram o gol de Liedson, que abriu o placar para o Timão

Se a Fiel já cantava alto com o marcador zerado, com o gol do Levezinho a festa no Pacaembu ficou ainda maior. Aproveitando o apoio da torcida, o Corinthians continuou no ataque e teve diversas chances de marcar o segundo. Na melhor delas, aos 27 minutos, Dentinho se enrolou com a bola dentro área e Liedson ficou com o rebote. O camisa 9 driblou o goleiro Fábio e rolou para Bruno César, que chegou batendo. Porém, a zaga do Oeste foi precisa e salvou em cima da linha.

O jogo parecia sob controle. O Timão tinha maior posse de bola, levava perigo à defesa adversária e o goleiro Julio César quase não precisava trabalhar. Entretanto, nos acréscimos do primeiro tempo, o time sofreu um duro castigo pelas chances perdidas.

Aos 46 minutos de jogo, Julio César cobrou tiro de meta, a zaga do Oeste rebateu e a bola sobrou para Fábio Santos que, de longe, chutou cruzado. O golerio alvinegro não conseguiu alcançar a bola e, assim, o Rubrão foi para o intervalo em igualdade no placar.

Diferente do que poderia se imaginar, o empate não abalou o Corinthians. Após o intervalo, o time voltou voando para o segundo tempo e imprimiu um ritmo alucinante ao jogo.

O Oeste não conseguia sequer respirar. Com Bruno César, Jorge Henrique, Alessandro, Liedson e Willian, que entrou no lugar de Dentinho, contundido, o Timão fez uma blitz em busca do segundo gol e, assim como no primeiro tempo, continuou pecando nas finalizações.

Dos sete aos quinze minutos, o Corinthians desperdiçou, no mínimo, cinco chances claras de passar à frente no marcador. Mas, depois de muito insistir, aos 19 minutos, finalmente o segundo do Timão saiu. E com um golaço ! Willian aplicou um “drible da vaca” em Paulo Miranda, invadiu a área e mandou no ângulo, marcando um lindo gol para delírio da torcida corintiana.

A vantagem deu mais tranquilidade ao Alvinegro, que diminuiu a pressão, mas mesmo assim continuou criando chances. O Oeste, por sua vez, passou a sair mais para o ataque e precisando de um gol, Luis Carlos Martins, técnico da equipe, colocou mais dois atacantes em campo. Reinaldo entrou no lugar de Dedé e Márcio Passos deu lugar à Mazinho.

Porém as substituições não surtiram efeito. O Corinthians seguiu melhor, desperdiçando chances, e o placar continuou o mesmo até o final.

O Corinthians volta a campo no próximo final de semana, quando encara o vencedor do confronto entre Palmeiras e Mirassol, pela semifinal do Paulistão, em dia e horário ainda não definidos.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 x 1 OESTE

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 23/4/2011 – 18h30
Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Anderson Jose de Moraes Coelho
Público e renda: 28.025 pagantes / R$ 932.511,00
Cartões Amarelos: Jorge Henrique (COR); Fábio Santos, Adriano, Marino (OES)
Gols: Liedson, 9’/1ºT (1-0); Fábio Santos, 46’/1ºT (1-1); Willian, 19/2ºT (2-1)

CORINTHIANS: Julio César, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Bruno César (Morais, 37’/2ºT); Jorge Henrique (Danilo, 37’/2ºT), Dentinho (Willian, 6’/2ºT) e Liedson. Técnico: Tite.

OESTE: Fábio, Adriano, Cris e Paulo Miranda; Dedê (Reinaldo, 26’/2ºT), Márcio Passos (Mazinho, 26’/2ºT), Dionísio, Roger, Fernandinho e Marino; Fábio Santos (Alex Willian, 38’/2ºT). Técnico: Luiz Carlos Martins.

abril 23, 2011 Posted by | Corinthians | , | Deixe um comentário

Peixe magro! Santos vence a Ponte e se classifica

Gol solitário de Neymar na primeira etapa garante classificação do Peixe às semifinais do Paulistão

Se a Ponte Preta era carrasco dos times grandes em São Paulo, o Santos, único a não ser vítima dos campineiros na primeira fase, tratou de botar fim ao fantasma da Macaca. Com um golaço de Neymar, o Peixe bateu a Ponte por 1 a 0, na tarde deste sábado, na Vila Belmiro, e se classificou às semifinais do Campeonato Paulista.

Agora, o Santos encara o vencedor da partida entre São Paulo e Portuguesa, que se enfrentam neste domingo, às 16h. A Ponte Preta, eliminada da competição, volta as atenções para o Torneio do Interior, que contempla as equipes, fora as grandes, eliminadas na segunda fase.

VÍDEO Neymar marca e põe Santos nas semifinais
A vitória afasta o perigo iminente que a Ponte Preta representou para os times grandes neste Campeonato Paulista. A equipe que venceu Corinthians e São Paulo fora de casa por 1 a 0 e bateu o Palmeiras por 2 a 1 só não conseguiu superar o Santos na primeira fase (o confronto entre as duas equipes terminara em 2 a 2, na 6ª rodada). Desta vez, novamente, o Peixe mostrou que conhece os defeitos do rival, neutralizou os rápidos homens de ataque campineiros e eliminou a Ponte da disputa pelo título.

MATA-MATA FRENÉTICO

O jogo entre Santos e Ponte Preta começou rápido, cheio de oportunidades para os dois lados, com o dinamismo que pede uma fase de mata-mata. Depois de quatro meses de pontos corridos, as duas equipes inauguraram a fase eliminatória com emoção dentro de campo. Logo a 4 minutos de partida, Arouca e Edu Dracena vacilaram, Renatinho invadiu a área, livre, e exigiu boa defesa de Rafael. Na sobra, o 10 da Macaca ainda tentou uma bicicleta, mas a defesa santista se recompôs.

A Vila Belmiro estava com tudo (Foto: Ivan Storti)

Depois, o Santos respondeu com Elano, de falta, e com Neymar, acertando o lado de fora da rede de Bruno. Mas a Ponte queria mesmo era aproveitar a velocidade de Renatinho, Valber e Márcio Diogo. De novo, a defesa santista vacilou, Márcio Diogo disparou em direção ao gol de Rafael, mas, na hora de marcar, o bandeirinha apontou posição irregular do camisa 11.

Só que de nada adiantava a velocidade do trio campineiro se a equipe não tinha Neymar. A Joia, aos 21 minutos, recebeu de Elano na meia-lua, deu um corte e, com a perna esquerda, marcou um golaço, tratando de lembrar que o dono da casa era o Peixe.

O gol foi um golpe duro para a Ponte, que não encontrou outra opção a não ser esparsos chutes de fora da área para tentar o empate. O Santos chegou de novo aos 30: Elano cobrou falta com perigo depois que Neymar foi derrubado na linha da grande área.

Mas o Peixe passou por uma fase de acomodação e por 15 minutos não conseguiu emplacar um lance de perigo sequer. A Ponte, em contrapartida, passou a aumentar o volume de jogo, ocupando o campo de ataque com mais frequência.

O time do técnico Gilson Kleina, mesmo sem um homem de referência no ataque, se aproveitou de um detalhe: logo no início da segunda etapa, os dois volantes santistas, Arouca e Danilo, já tinham cartão amarelo. O trio de ataque campineiro pode, então, curtir uma marcação mais “frouxa” no meio-campo para perturbar Rafael. Aos 7, Válber aproveitou sobra na entrada da área para testar Rafael. Pouco antes, Gil chutou de longe com perigo.

Mas, de novo, Neymar comandou o Santos de volta ao ataque. Ele mesmo, o faz-tudo, conseguiu uma falta próximo à área, após toque de mão de Guilherme. Na cobrança de Elano, a Joia aproveitou sobra dentro da área para parar em grande intervenção de Bruno, o goleiro da Ponte.

Sem conseguir furar a defesa santista, Gilson Kleina tentou surpreender Muricy Ramalho com a entrada de um homem de área, Rômulo. A princípio, uma bola do atacante na trave de Rafael animou os campineiros, mas a Ponte não furava o bloqueio do time da Vila Belmiro.

Na sequência, quem quase marcou foi o Peixe. Um discreto Ganso deu bom passe para Keirrison, colocando-o na cara do gol, mas o substituto de Zé Eduardo finalizou fraco, nas mãos de Bruno.

Ainda sobrou tempo para Léo, que utilizou a camisa 99 em referência ao aniversário do clube (no último dia 14), se chocar com Guilherme e levar a pior: o lateral-esquerdo sofreu uma pancada no joelho esquerdo e deixou o campo chorando bastante.

Nos minutos finais, a Ponte Preta ainda colocou seus 10 homens de linha postados no campo de ataque, sufocando o Peixe, mas o tiro saiu pela culatra: Neymar puxou contragolpe e, no 2 contra 1, serviu Keirrison, livre. Era o gol para sacramentar a vitória, mas o atacante perdeu a chance. Coube ao torcedor santista sofrer até o último minuto. A Ponte tentou, mas não chegou ao gol de empate.

A vitória, com sufoco no fim, fez do Santos o primeiro time grande classificado às semifinais do Campeonato Paulista, espantando a zebra para longe.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 1X0 PONTE PRETA

Estádio: Vila Belmiro, São Paulo (SP)
Data/hora: 23/4/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior (SP) e Fabio Luiz Freire (SP)

Renda/público: R$ 402.740,00 / 11.225 pagantes
Cartões amarelos: Arouca, Danilo (SAN); Leandro Silva, Válber, Gil (PON)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Neymar, 21’/1ºT (1-0)

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro 23’/2ºT); Arouca, Danilo, Elano (Adriano 38’/2ºT) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Keirrison 30’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

PONTE PRETA: Bruno, Guilherme (Eduardo Arroz 36’/2ºT), Leandro Silva, Ferron e João Paulo; Josimar, Mancuso (Renan 25’/2ºT), Gil e Valber; Márcio Diogo (Rômulo 25’/2ºT) e Renatinho. Técnico: Gilson Kleina.

abril 23, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Cruzeiro dá aula de futebol e humilha o América/TO

Montillo dá show e Raposa está com os dois pés na final do Campeonato Mineiro. A Páscoa chegou antes!

O Cruzeiro está praticamente com os dois pés na final do Campeonato Mineiro de 2011. Neste sábado, a Raposa, com show do argentino Montillo, goleou o América de Teófilo Otoni por 8 a 1, fora de casa, no Estádio Nassri Mattar, em Teófilo Otoni e está muito, muito próxima da final do Campeonato Mineiro.

No próximo domingo, as duas equipes voltam a se enfrentar. Desta vez, o confronto será na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, às 16h. Para se garantir na final do Mineiro, o Cruzeiro pode ser derrotado por sete gols de diferença.

Vale lembrar que no último domingo, o mesmo América de Teófilo Otoni foi goleado pelo Atlético-MG, por 7 a 1, também no Nassri Mattar. Na ocasião, as duas equipes já estavam garantidas na semifinal do Campeonato Mineiro.

Os gols da Raposa em tempo real no seu celular!

Jogo:

Jogo truncado, de muitas faltas e muita marcação no Nassri Mattar. Assim foi o início do confronto entre Cruzeiro e América de Teófilo Otoni. Necessitado da vitória, para inverter a vantagem cruzeirense, o América até pressionou o Cruzeiro e teve algumas oportunidades para abrir o placar. No entanto, os comandados de Gilmar Estevam tinham dificuldade para vencer a marcação azul. Jonatas Obina e Rogélio Ávila tinham de deixar a grande área para buscar o jogo e só Wellington Bruno ofereceu real perigo ao Cruzeiro. Aos 13 minutos, o camisa 10 cobrou falta e Fábio teve de fazer a intervenção.

Com o passar dos minutos, o Cruzeiro encaixou o seu jogo e, a partir de então, o que se viu foi uma grande apresentação da Raposa. Aos 19 minutos, em bela jogada trabalhada pela direita do ataque cruzeirense – que começou com Rogélio Ávila e Araújo perdendo a bola ainda no campo de ataque do América – Montillo deixou Henrique à vontade entre a zaga do América. O camisa 8 recebeu e finalizou sem chances para Fábio Noronha: Cruzeiro 1 a 0.

Rasposa amplia com Gilberto:

O América tentou a resposta dois minutos depois. Osvaldir arriscou finalização de fora da área, mas não era tarefa das mais simples vencer Fábio, que fez a defesa sem grandes dificuldades. Exercendo uma marcação sob pressão, a Raposa voltou a ficar a cara a cara com o gol de Fábio Noronha e foi letal. Aos 31 minutos, Gilberto entrou como quis na pequena área americana, tabelou com Thiago Ribeiro e só teve o trabalho de tirar do alcance de Fábio Noronha. Cruzeiro 2 a 0. Uma verdadeira pintura de gol.

Gilberto comemora o segundo da Raposa (Foto: Leonardo Morais/Hoje em Dia/Futura Press)

O América, ciente de que teria de buscar três gols para inverter a vantagem do Cruzeiro, não diminuiu o seu ímpeto ofensivo. No entanto, os espaços eram poucos na pequena área do Cruzeiro e a melhor chance veio já aos 45 minutos, quando Rogélio Ávila cabeceou por cima do gol de Fábio.

Segundo tempo:

O América voltou para a segunda etapa disposto a mudar o panorama da partida. Em menos de quatro minutos, Leandrinho e Jonatas Obina tiveram boas oportunidades para diminuir o prejuízo diante de sua torcida. No entanto, o Cruzeiro não sentiu a pressão da equipe da casa. Aos nove minutos, Roger cobrou escanteio e o zagueiro Léo, sem marcação, cabeceou sem chances para Fábio Noronha. Cruzeiro 3 a 0.

A pressão passou a ser do Cruzeiro, que não diminui o seu ímpeto. A fome de gols da Raposa era grande. Aos 16 minutos, após novo escanteio de Roger, Léo voltou a vencer Fábio Noronha. Cruzeiro 4 a 0.

A situação do América piorou ainda mais aos 18 minutos, quando Gilberto fez grande jogada e tocou para Montillo, livre marcar o quinto da Raposa. Cruzeiro 5 a 0. Estava fácil, estava muito fácil.

Aos 20 minutos, enfim, veio o primeiro – e único – do América. Wellington Bruno arriscou finalização de fora da área, venceu o goleiro Fábio e fez o gol de honra da equipe da casa. Reação à vista? Não foi o que aconteceu.

Ainda Atordoado em campo, o América nada pôde fazer para impedir o poderio ofensivo do Cruzeiro. Aos 22 minutos, essa tarefa ficou ainda mais difícil. O zagueiro Luis Henrique reclamou em demasia e foi expulso pelo alagoano Francisco Carlos Nascimento. 

Cabia mais. Aos 30 minutos, Araújo derrubou Montillo próximo da pequena área e o árbitro marcou pênalti. Montilo cobrou e fez Cruzeiro 6 a 1. Três minutos mais tarde, Montillo marcou o seu terceiro gol após receber cara a cara com Fábio Noronha e encobrir o goleiro do América, que nada pôde fazer. Cruzeiro 7 a 1 no Nassri Mattar.

E ainda cabia mais. Sim, teve mais! Aos 40 minutos, o árbitro Francisco Carlos Nascimento marcou novo pênalti de Araújo, desta vez em Wallyson, que cobrou e fez Cruzeiro 8 a 1. Fim do show azul em Teófilo Otoni.

FICHA TÉCNICA:
AMÉRICA-TO 1 X 8 CRUZEIRO

Local: Estádio Nassri Mattar, em Teófilo Otoni (MG)
Data/hora: 23/4/2011 às 18h30 (horário de Brasília) 
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)
Auxiliares: José Ricardo Maciel Linhares (ES) e Paulo César da Silva Faria (MT)
Renda/Público: R$ 91.910,00 – 3.389 pagantes.

Cartões amarelos: Luis Henrique, Leandrinho, Jonatas Obina e Araújo (AME); Montillo, Fábio e Gil (CRU)
Cartões vermelhos: Luis Henrique aos 22’2T

Gols: Henrique, aos 21’1T(0-1); Gilberto, aos 31’1T(0-2); Léo, aos 9’2T(0-3); Léo, aos 16’2T(0-4); Montillo, aos 18’2T(0-5); Wellington Bruno, aos 20’2T(1-5); Montillo, aos 31’2T(1-6); Montillo, aos 33’2T(1-7) e Wallyson, aos 41’2T(1-8).

AMÉRICA/TO: Fábio Noronha; Osvaldir, Luis Henrique, Junior Pereira e Bruno Barros; Kássio (Leandrinho, aos 36’1T), Felipe Dias, Araújo e Wellington Bruno; Jonatas Obina e Rogélio Ávila (Chrys, aos 32’2T). Técnico: Gilmar Estevam.

CRUZEIRO: Fábio, Pablo (Leandro Guerreiro, aos 24’2t) , Léo, Gil e Gilberto; Marquinhos Paraná, Henrique, Roger (Everton, aos 27’2T) e Montillo; Thiago Ribeiro (Farías, aos 27’2T) e Wallyson. Técnico: Cuca.

abril 23, 2011 Posted by | Cruzeiro | | Deixe um comentário

Grêmio vence o Cruzeiro e passa para a final do turno

Em grande jogo, Tricolor fez 3 a 2 no adversário e está na final da Taça Farroupilha

Depois de reclamar e pestanejar sobre o gramado, o Grêmio teve boa atuação e em grande jogo venceu o Cruzeiro no Estádio Passo D’Areia. O resultado de 3 a 2 coloca o Tricolor na final da Taça Farroupilha. Agora, espera o vencedor do jogo entre Inter e Juventude para conhecer o adversário. Se ganhar o jogo final do segundo turno, o clube leva o campeonato gaúcho por antecipação, já que foi o campeão da Taça Piratini. Se Juventude passar, a decisão será no Alfredo Jaconi. Se o Inter se classificar no tempo normal, decisão no Beira-Rio. Pênaltis dá Estádio Olímpico.

O JOGO

Renato Gaúcho surpreendeu e escalou seu time com três volantes. Willian Magrão substituiu o lesionado Gilson, e Lúcio foi deslocado para a lateral esquerda. Mas quem achou que o Grêmio, assim, não atacaria, estava enganado. Logo aos 50 segundos de jogo, Magrão recebeu grande toque de Douglas e soltou a patada. Fábio espalmou para escanteio. Se em tão pouco tempo já havia a primeira finalização do jogo, estava claro que o ritmo da partida seria alto.

O tão falado gramado sintético em nada atrapalhou os jogadores em campo. Um ou outro escorregão, com o de Fábio em lançamento para Borges, mas nenhum problema mais grave quanto a grama. Tanto Grêmio quanto Cruzeiro conseguiam tocar a bola e se armar sem ter o piso molhado como empecilho.

O destaque do time mandante era Jô, leve e rápido atacante que incomodou a zaga gremista. Léo Maringá comandava o meio-campo. O Grêmio, após um momento de domínio inicial, cedeu campo ao Estrelado. Seus três volantes postavam-se muito atrás. Assim, o Cruzeiro levou perigo em jogada aos 15 de Jô, e depois aos 33. Neste último lance, Maringá acionou o atacante. O toque saiu para o lateral Márcio, que cruzou na área. Centroavante que é, Mauro dividiu com Victor. Mas ao socar a bola para longe, o goleiro gremista lesionou o ombro e saiu para a entrada de Marcelo Grohe aos 39. Dúvida para a Libertadores, na terça.

Quando o Grêmio era mais pressionado na partida, teve a felicidade de um lance rapidíssimo. Em uma jogada, em três toques, o gol gremista. Willian Magrão, mais a frente, deu o toque para Borges. Na primeira intervenção do centroavante no jogo, passe para Leandro, dentro da área. O atacante limpou o zagueiro com tranquilidade e fuzilou Fábio. Outro vez o rapaz de 17 anos decidiu para o Tricolor, aos 41 minutos. Antes do intervalo, ainda deu tempo para um petardo de Adilson no travessão.

Só que os 15 minutos de parada parecem ter feito melhor para o Cruzeiro. Em apenas dois minutos, o mandante atacou e descolou uma falta na meia esquerda de ataque. Na cobrança de Márcio, Claudinho sobe mais que a zaga gremista e empata a partida. É como se o segundo tempo iniciasse em igualdade.

Como no primeiro tempo, houve chute de Willian Magrão. Mas dessa vez Fábio não conseguiu espalmar. O gol havia feito o Cruzeiro crescer, mas o Grêmio manteve tranquilo. Em jogada entre Leandro, Gabriel e Willian Magrão pela direita, o volante ajeitou para a perna esquerda e mandou a bomba. O chute saiu fraco, mas desviou na zaga e matou Fábio aos seis minutos.

Em jogo que vale vaga na final, qualquer mudança acende o jogo. E o gol foi assim, colocou emoção no jogo. O Cruzeiro se abriu e procurou o ataque para arrancar um empate. O Grêmio aproveitava os espaços e tentava ampliar. Aos nove minutos, teve pênalti não marcado sobre Borges. Aos 11, tramou jogada pela direita e Douglas cabeceou para defesa de Fábio. Do outro lado, o Cruzeirinho também assustava. Em passe errado de Lúcio, Mauro tabelou com Jô e acertou a trave de Marcelo Grohe.

A emoção continuava. Em lance aos 15 minutos, o Cruzeiro pressionou. Na sequência, Douglas roubou a bola e Leandro perdeu dentro da área. O jogo estava lá e cá! E em mais uma bola levantada na área do Grêmio, o gol de empate cruzeirense. Márcio cruza na área e Léo Maringá completa de cabeça sem chances para Marcelo Grohe. 17 minutos, 2 a 2.

Sem grande atuação de seus atacantes, Renato Gaúcho apostou em Carlos Alberto para mudar a partida. Em seu primeiro lance, falta e xingamentos para o volante Alberto. Na jogada seguinte, carrinho para tentar tirar a bola do goleiro Fábio e drible levado. A vontade do meia arrefeceu o ânimo do Cruzeiro e colocou o Tricolor na frente. Mesmo que não tenha criado grandes jogadas, sua vontade – às vezes em demasia – parece que energizou os colegas.

Em poucos minutos, no entanto, o Cruzeiro desmoronou. Após lance de Lúcio, falta na meia esquerda para o Grêmio. Fábio Rochemback levanta e a bola aérea agora é favorável ao time gremista. Rafael Marques aparece atrás da zaga adversária e, de carrinho, marca o terceiro do Tricolor. Dois minutos depois, Alberto, o único jogador da partida com cartão amarelo, derruba Leandro e é expulso.

Os dois lances deram tranquilidade ao time gremista. Com um a mais e a vantagem no placar, os gremistas trocavam bola e dominavam a partida com certa facilidade. A expulsão de Alberto deu ao Grêmio a chance de administrar a vitória e tirou as forças restantes do Cruzeiro. Mesmo com o sangue novo que o técnico Leocir Dall’Astra colocou, o time mandante foi eliminado da competição outra vez na semifinal.

No final, ainda deu tempo de Carlos Alberto recompor a linha defensiva como lateral esquerdo, já que Lúcio sentia dores na virilha.

FICHA TÉCNICA:

CRUZEIRO 2 X 3 GREMIO

Data/hora: 23/04, às 18h30

Local: Estádio Passo D’Areia, em Porto Alegre

Árbitro: Vinícius da Costa, auxiliado por Júlio Cesar dos Santos e Alexandre Kleiniche.

Gols: Leandro, aos 41 minutos do primeiro tempo, Willian Magrão, aos 6 minutos do segundo tempo e Rafael Marques, aos 29 minutos do segundo tempo(G) e Claudinho, aos 2 minutos do segundo tempo e Léo Maringá aos 17 minutos do segundo tempo(C)

Cartões amarelos: Alberto, Márcio (C)

Cartões vermelhos: Alberto (C)

Cruzeiro: Fábio; Márcio, Claudinho, Sandro e Tinga; Alberto, Almir, Leo Maringá(Juninho Botelho 39’/2ºT) e Diego Torres(Faísca 33’/2ºT); Jô e Mauro(Rafael Cearense 30’/2ºT). Técnico: Leocir Dall’astra.

Grêmio: Victor(Marcelo Grohe 39’/1ºT); Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo e Lúcio; Fábio Rochemback, Adilson, Willian Magrão e Douglas; Leandro(Lins 38’/2ºT) e Borges(Carlos Alberto 24’/2ºT). Técnico: Renato Gaúcho.

abril 23, 2011 Posted by | Grêmio | , | Deixe um comentário