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São Paulo goleia o Noroeste e segue na cola do Palmeiras

Tricolor vence por 4 a 1 e se manteve em segundo lugar. Rogério Ceni, Marlos, Dagoberto e Ilsinho marcaram os gols

Sob sol forte, o São Paulo venceu o Noroeste, por 4 a 1, neste domingo, em Bauru, e se manteve na cola do líder Palmeiras. Com bela atuação de Dagoberto e Marlos, que não tentaram tanto as jogadas individuais, o Tricolor foi superior durante toda a partida e garantiu o resultado.

Ainda no primeiro tempo, Rogério Ceni, de pênalti, abriu o placar. Foi o 101º gol do goleiro. Na segunda etapa Marlos e Dagoberto ampliaram para o Tricolor e Ilsinho fechou o placar. Aílson ainda diminuiu para o Noroeste.

Mesmo com muitos desfalques, o clube da capital não teve problemas em relação ao entrosamento dos jogadores, que se entenderam bem dentro de campo

Com a vitória, o São Paulo chegou aos 40 pontos e continuou na cola do líder Palmeiras, que tem 41. O Noroeste segue com 17 pontos. Na próxima rodada, o Tricolor encara o Oeste, de Itápolis.

O jogo

Ainda com a partida equilibrada, o São Paulo teve a primeira chance de fazer o gol. Em contra-ataque puxado por Marlos, Rivaldo recebeu na esquerda e mandou para a área. Gleidson fez o corte, mandou para trás e quase marcou gol contra. Os cruzamentos do 10 do Tricolor continuavam levando perigo. Após cobrança de falta, Casemiro subiu bem e mandou no travessão. Dagoberto pegou o rebote e mandou colocado, mas Yuri conseguiu a defesa.

Até os 15 minutos, o São Paulo balanceava lances de bolas longas e passes curto. Marlos e Dagoberto eram colocados para correr a todo momento, enquanto Casemiro, Carlinhos Paraíba e Rivaldo cadenciavam um pouco mais a partida. Após perder na posse de bola no início do jogo, o Noroeste cresceu e equilibrou a partida. Aos 20, Casemiro cometeu falta dura e recebeu o amarelo. O volante, com isso, está suspenso do próximo jogo, contra Oeste.

Sem conseguir entrar na área do adversário, o São Paulo começou a tentar de fora. Rivaldo tentou uma, que foi para fora, e Dagoberto mandou duas. Ambas ficaram nas mãos do goleiro Yuri. Na sequência, Dagoberto e Jean fizeram ótima tabela, que o volante concluiu mal.

Melhor no jogo, o Tricolor chega ao gol em cobrança de pênalti. Marlos enfiou ótima bola para Junior Cesar, que foi empurrado dentro da área por Márcio Gabriel. Rogério bateu sem cavadinha, forte, no canto direito, e abriu o placar. O Noreste pouco chegou durante a primeira etapa. Nos lances pela lateral, a zaga do clube da capital não deixou a bola chegar nos atacantes.

O segundo tempo começou diferente. O Noroeste apertou a saída de bola do Tricolor e forçou o time a dar chutões para frente. Mas quem teve a primeira chance na etapa complementar foi o São Paulo. Após cobrança de falta de Dagoberto, Rhodolfo apareceu sozinho e cabeceou para fora.

Aos 14 minutos o São Paulo ficou com um a mais. França recebeu o segundo amarelo e o vermelho. E logo na sequência o Tricolor ampliou o placar. Dagoberto bateu falta, que explodiu na barreira, mas Casemiro não desistiu do lance, ficou com a bola dentro da área e tocou para Marlos fazer o gol.

Logo depois, Carpegiani promoveu a entrada de Ilsinho no lugar de Casemiro, que recebera cartão amarelo no primeiro tempo. O Noroeste também mudou. Entraram Giovanni e Aleílson nos lugares de Vandinho e Diego. Mesmo jogando bem e sendo um dos principais articuladores do São Paulo no jogo, Rivaldo saiu para a entrada de Willian.

Mesmo com um a menos em campo, o Noroeste não dava espaços para o São Paulo, que continuava jogando com Rodrigo Souto como zagueiro. Mas após um chutão da defesa o Tricolor ampliou o placar. Willian José ajeitou de peito para Marlos, que carregou e deixou para Dagoberto soltar uma bomba e marcar um belo gol.

Dois minutos depois foi a fez do Noroeste marcar. Após rápida tabela, Aleílson invadiu a área, saiu de Rhodolfo e bateu forte. Rogério Ceni caiu mal para o canto errado e a bola entrou rente a trave. Depois dos gols, o jogo ficou menos pegado e os dois times diminuíram o ritmo esperando o apito final.

Mas o Tricolor ainda teve tempo para mais um. Ilsinho roubou a bola no campo de ataque, saiu da marcação e bateu com categoria, no canto alto, sem chances para Yuri.

FICHA TÉCNICA:
NOROESTE 1 X 4 SÃO PAULO
Estádio: Alfredo de Castilho, Bauru (SP)
Data/hora: 10/4/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Auxiliares: Daniel Paulo Ziolli (SP) e Maria Eliza Correia Barbosa (SP)
Renda/público: R$ 388. 952 / 7.658 pagantes

Cartões amarelos: Otacílio Neto, Márcio Gabriel, França, Da Silva, Hernani (NOR); Casemiro, Carlinhos Paraíba (SPO)
Cartões vermelhos: França, 14’/2ºT (NOR);
GOLS: Rogério Ceni, 36’/1ºT (0-1); Marlos, 15’/2ºT (0-2); Dagoberto, 31’/1ºT (0-3);
Aleílson, 33’/2ºT (1-3); Ilsinho, 46’/2ºT (1-4)

NOROESTE: Yuri; Cris, Halisson e Da Silva (Hernani, 31’/2ºT); Márcio Gabriel, Tiago Ulisses, França, Vandinho (Giovanni, 22’/2ºT) e Gleidson; Otacílio Neto e Diego (Ailson, 22’/2ºT). Técnico: Jorge Saran

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão, Rodrigo Souto e Rhodolfo; Jean, Casemiro (Ilsinho, 19’/2ºT) , Carlinhos, Rivaldo (Willian, 26’/2ºT) e Junior Cesar; Marlos e Dagoberto (Cléber Santana, 34’/2ºT) . Técnico: Paulo César Carpegiani

abril 10, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

Burocrático, Santos só empata na estreia de Muricy

De olho no jogo contra o Cerro Porteño, na quinta-feira, Peixe é econômico e fica no 0 a 0; Americana teve gol mal anulado no fim

A estreia de Muricy Ramalho no comando do Santos foi, no mínimo, “burocrática”. Jogando um futebol disperso e sem criatividade, o Peixe só empatou com o Americana em 0 a 0, jogando no estádio Décio Vitta, na noite deste domingo.

O aspecto “disperso” pode ser atribuído à partida desta quinta-feira, quando o Santos tem jogo decisivo contra o Cerro Porteño (PAR), pela Copa Santander Libertadores. Por causa da partida, Muricy Ramalho poupou Paulo Henrique Ganso e mais dois titulares.

A partida não teve grandes emoções, a não ser por lance duvidoso no fim, aos 41 minutos. Marcinho, em posição irregular, tocou para o fundo do gol, mas como o passe fora de Alex Sandro, o tento era legal. O árbitro Aurélio Sant’anna Martins anulou, para desespero da torcida local.

Neymar, apagado, pouco fez para tirar o zero do placar. Paulo Henrique Ganso, poupado para a partida da Copa Santander Libertadores, na quinta-feira, entrou aos 28 minutos da etapa final e tocou pouco na bola.

O resultado não modifica muito as pretensões do Santos no Campeonato Paulista. A equipe empata em número de pontos com o Corinthians, mas se mantém em quarto lugar por causa do saldo de gols (o saldo do Timão é de 19, contra 17 do Peixe).

Já o Americana chega aos 23 pontos, ainda na disputa pelo G8 do Campeonato Paulista. A definição ficará por conta da última rodada, no próximo domingo. Para se classificar, o Águia terá que vencer o rebaixado Grêmio Prudente fora de casa e torcer para uma série de resultados – em suma, derrotas de São Caetano, Paulista e Portuguesa – para se classificar.

COM A CABEÇA NO PARAGUAI

A partida contra o Americana não era de grande valia para o Peixe no que diz respeito à tabela. O Alvinegro da Baixada, já classificado para a segunda fase do Campeonato Paulista, só poderia disputar o terceiro lugar com o Corinthians. A cabeça do Peixe estava, mesmo, no Paraguai, quando o time tem jogo decisivo contra o Cerro Porteño (PAR), pela Copa Santander Libertadores.

E como Peixe não poderá contar com os suspensos Neymar, Zé Eduardo e Elano na partida desta quinta-feira, contra os paraguaios, o estreante da noite Muricy Ramalho poupou jogadores como Léo, Durval e Paulo Henrique Ganso, deixando-os no banco de reservas na noite deste domingo. Alex Sandro, Vinícius Simon e Maikon Leite foram titulares.

Tentando encontrar ânimos para encarar o Águia, o Peixe entrou em campo consciente de que uma vitória sobre o Americana seria o suficiente para tomar o terceiro posto do Corinthians na tabela. Mesmo assim, o Santos não conseguia se encontrar em campo.

Ora por causa da chuva que caía em Americana, ora por causa da ausência de um armador mais centralizado, os três atacantes, Elano, Maikon Leite e Zé Eduardo, não recebiam a bola apropriadamente no ataque.

Coube a Danilo fazer a ligação até os homens de frente: aos 18 minutos, ele trouxe a bola até Zé Eduardo, que girou para fora.

Depois, o mesmo Danilo invadiu a área, caiu e pediu pênalti. Na sequência, Maikon Leite ficou livre para marcar, mas tocou rente à trave direita de Jaílson.

Ao fim da etapa inicial, o Peixe aproveitou para intensificar as jogadas de ataque, na tentativa de sair dos primeiros 45 minutos com um gol de vantagem. Elano, de falta, assustou os donos da casa por duas vezes. Zé Eduardo, de cabeça, quase estufou as redes de Jaílson.

Com o freio de mão puxado e a cabeça voltada para a partida contra o Cerro Porteño (PAR), o Peixe voltou do intervalo com Alan Patrick no lugar de Maikon Leite. Muricy, assim, tentou resolver o problema da armação.

Mas, ao contrário do diagnóstico do treinador, o Peixe sofreu e caiu ainda mais de rendimento. No começo da segunda etapa, o Americana chegou com Lúcio Flávio, aos 5 minutos, e através de uma série de bons ataques de Marcinho. Primeiro, o atacante cobrou escanteio fechado, traiçoeiro para Aranha, e, depois, arriscou com perigo de fora da área por duas vezes.

A entrada de Alan Patrik, em vez de ajustar o meio de campo santista, desestabilizou a equipe, que não conseguiu mais por a bola no chão.

Era de Neymar a incumbência de recolocar o time nos trilhos. Aos 21, ele chutou com perigo e quase fez o dele. Mas a Joia brilhou pouco, e não ajudou o Santos a sair do zero. Zé Eduardo também tentou, aos 34, mas esbarrou na defesa de Jaílson.

Sem esbanjar talento, a equipe do Santos acabou mostrando um futebol nada inspirado e só não perdeu porque Marcinho, aos 41 minutos da etapa final, estava em posição duvidosa antes de completar para o gol. Porém, o passe que dá origem ao lance foi de um jogador santista. Gol mal anulado, portanto.

A torcida do Americana lançou objetos, inclusive chinelos, ao campo, indignada. Mas, no final das contas, o placar não se alterou.

O Peixe agora volta as atenções para o duelo decisivo contra o Cerro Porteño (PAR), na quinta-feira. A equipe precisa vencer para continuar com chances de se classificar à segunda fase da Copa Santander Libertadores.

Depois, o Santos encerra sua participação na primeira fase do Estadual contra o Paulista de Jundiaí, na Vila Belmiro. Já o Americana duela com o Grêmio Prudente fora de casa. Todas as partidas da última rodada serão disputadas às 16h do próximo domingo.

FICHA TÉCNICA:
AMERICANA 0X0 SANTOS

Estádio: Décio Vita, Americana (SP)
Data/hora: 10/4/2011 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Aurélio Sant’anna Martins (SP)
Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos (SP) e Osny Antonio Silveira (SP)

Renda/público: R$ 274.865,00 / 11.030 pagantes
Cartões amarelos: Juninho, Fumagalli, Léo Silva (AME); Rodrigo Possebon, Zé Eduardo, Vinícius Simon, Elano, Neymar, Paulo Henrique Ganso(SAN)
Cartões vermelhos: –
GOLS: –

AMERICANA: Jailson, Carlinhos (Luís Felipe, intervalo), Jorge Luís, Vinícius e Magal; Gercimar (Jhon 35’/2ºT), Léo Silva, Juninho (Rafael Chorão 23’/2ºT) e Fumagalli; Marcinho e Lúcio Flávio. Técnico: Toninho Cecílio

SANTOS: Aranha, Pará, Vinicius Simon, Bruno Aguiar e Alex Sandro; Danilo, Possebon (Paulo Henrique Ganso 28’/2ºT) e Elano; Neymar, Maikon Leite (Alan Patrick, intervalo) e Zé Eduardo. Técnico: Muricy Ramalho.

abril 10, 2011 Posted by | Santos | , | Deixe um comentário

Azulão vence Timão e estraga festa para Adriano

No dia em que o Imperador foi apresentado à torcida, Corinthians perde para o time do ABC por 2 a 1

E asa negra corintiana incomoda novamente! O São Caetano aprontou mais uma das suas, venceu o Corinthians por 2 a 1 na tarde deste domingo, no Pacaembu, e se juntou ao grupo dos oito melhores do Campeonato Paulista. Eduardo, duas vezes, deu a vitória ao time do ABC paulista e, de quebra, afastou o Timão dos líderes Palmeiras e São Paulo. O gol corintiano foi de Paulinho.

O resultado negativo foi marcado pela apresentação de Adriano à torcida, antes do jogo. Mas o Imperador, que estava com Ronaldo e o filho nas tribunas, deixou o estádio cedo assim que o Azulão marcou o segundo gol.

Com o resultado, o time do ABC paulista chega ao G8 do Campeonato Paulista, somando 26 pontos e passando, de uma vez só, Paulista e Portuguesa, que têm 25.

O Timão se mantém na terceira colocação, com 35 pontos, atrás de Palmeiras (41) e São Paulo (40), e deve torcer para o Santos não bater o Americana logo mais, às 18h30, para continuar ao menos entre os três melhores.

Mais uma vez, o nome da partida foi o atacante Eduardo. O camisa 9 do São Caetano, que já marcara impressionantes 5 gols contra o São Bernardo na última rodada, estufou as redes por duas vezes neste domingo.

Eduardo foi o destaque do São Caetano na partida (Foto: Eduardo Viana)

A vitória mantém a sina do Azulão geralmente levar a melhor em duelos com o Corinthians. Desde 2000, quando as duas equipes se enfrentaram pela primeira vez, foram disputados 26 jogos. O São Caetano venceu 13 partidas e o Timão 10. Outras quatro partidas terminaram em empate.

“PRESENTE” PARA O IMPERADOR

Sob os olhos atentos de Adriano, que saudou a torcida antes do jogo, e Ronaldo nas tribunas, o Timão começou em câmera lenta. Sem boas investidas no ataque, o que chamou atenção no início de jogo foi a homenagem que o Corinthians prestou às vítimas do massacre do Realengo, no Rio de Janeiro, na última quinta-feira. Os jogadores entraram em campo com o nome das crianças na parte de trás das camisas

Adriano foi recebido com muita alegria no gramado (Foto: Eduardo Viana)

Mas o São Caetano nada tinha a ver com isso e aproveitou o início devagar para abrir o marcador. Logo a 8 minutos de partida, Artur entrou na área e foi derrubado por Leandro Castán. O árbitro Robério Pereira Pires assinalou pênalti para o Azulão, que Eduardo, autor de 5 gols no clássico local contra o São Bernardo, marcou e chegou ao seu sétimo gol na competição.

Depois do gol, o Timão aproveitou a rapidez dos jogadores de ataque para sufocar o São Caetano no campo de ataque. Mas com a defesa bem postada, o Azulão conseguia se manter sólido atrás e dinâmico na frente. O time do ABC só levou susto mesmo em cabeçada de Ramírez, livre, aos 40 minutos. A bola passou por cima do gol de Luiz, no que foi um dos únicos lances lúcidos do ataque corintiano na primeira etapa.

No mais, o time do técnico Tite tentava assustar em esparsos chutes de fora, como o de Paulinho, aos 11 minutos de jogo. E para melhorar nesse fundamento, o treinador tratou de promover de Bruno César no lugar de Ramírez, no intervalo.

A exemplo da última partida contra o Botafogo-SP, Bruno César deu dinamismo ao time logo que entrou. Mas nem mesmo o vigor do ex-camisa 10 evitou um segundo gol do Azulão no Pacaembu. Eduardo, de novo ele, aproveitou bobeada da zaga, aplicou uma caneta em Leandro Castán, saiu na cara do gol e fez, aos 10 minutos da etapa final.

E parece que São Pedro também estava do lado do Azulão. A chuva forte que castigou o Pacaembu após o segundo gol do time do ABC dificultou a reação do Corinthians. São Pedro, São Caetano…e São Luiz! O goleirão evitou grandes chances do Corinthians e foi peça-chave na manutenção do resultado.

Aos 18 minutos, ele, o São Luiz, defendeu chute de Willian, após giro dentro da área. Na sobra, o goleirão ainda evitou gol de Bruno César. Quatro minutos mais tarde, Luiz também defendeu cabeçada de Danilo à queima roupa.

A tarde pouco inspirada do Corinthians fez até mesmo Ronaldo e Adriano deixarem a tribuna mais cedo, quando o marcador ainda mostrava 24 minutos da segunda etapa. Mas eles acabaram não vendo o gol redentor de Paulinho, após chute de fora da área que desviou em Augusto Recife, aos 35 minutos da etapa complementar, que Luiz não pode salvar desta vez.

O gol revigorou o Timão, que, já sem contar com a forte chuva de antes, sufocou o Azulão nos minutos finais. Danilo e Morais quase levaram a torcida no Pacaembu à loucura. Quase nos acréscimos, o Corinthians também ficou perto do empate após bate-rebate na área. Mas o dia não era mesmo alvinegro. Parece que Ronaldo e Adriano sabiam do que estava por vir…

Na última rodada, o Timão encara o Santo André no estádio Bruno Daniel, no ABC paulista, enquanto o São Caetano recebe o Linense no Anacleto Campanella. Todos os jogos serão disputados às 16h do próximo domingo.

FICHA TÉCNICA:
CORINTHIANS 1X2 SÃO CAETANO

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 10/4/2011 – 16:00
Árbitro: Robério Pereira Pires
Auxiliares: Dante Mesquita Júnior e Ricardo Busette

Renda/público: R$ 546.179,50 / 17.260 pagantes
Cartões amarelos: Eduardo, Jean, Bruno, Augusto Recife, Souza, Luiz (SCA)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Eduardo (pênalti), 9’/1ºT (0-1); Eduardo, 10’/2ºT (0-2); Paulinho, 35’/2ºT (1-2)

CORINTHIANS: Julio Cesar; Moradei (Moacir 35’/1ºT), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Morais (Danilo 21’/2ºT) e Luis Ramírez (Bruno César, intervalo); Willian e Liedson. Técnico: Tite.

SÃO CAETANO: Luiz; Artur, Jean, Anderson Marques e Bruno; Thiago Martinelli, Souza (Erandir 48’/2ºT), Augusto Recife e Aílton; Eduardo (Ricardo Conceição 42’/2ºT) e Antônio Flávio (Renatinho 22’/2ºT). Técnico: Ademir Fonseca.

abril 10, 2011 Posted by | Corinthians, São Caetano | | Deixe um comentário

Inter bate Canoas por 6 a 2 em tarde de atacantes

D’Alessandro, Rafael Sobis, Cavenaghi e Leandro Damião marcaram na goleada colorada

Após um início conturbado, e sem ter uma grande atuação de sua defesa, o Inter virou a partida ainda no primeiro tempo e aplicou uma goleada de 6 a 2 sobre o Canoas, no Beira-Rio. A vitória classificou o Colorado como o líder da chave 1 da Taça Farroupilha. A grande notícia da tarde, apesar da classificação, foi o retorno do bom futebol de Rafael Sobis, autor de dois gols. Falcão, novo treinador colorado, ganha um grande reforço. Cavenaghi também tirou a zica e marcou seu primeiro gol com a camisa colorada.

O início da partida foi em ritmo alto. D’Alessandro quase marcou aos 30 segundos de jogo, em grande jogada pela direita envolvendo Oscar e Nei. Da entrada da área, onde recebeu o cruzamento do lateral-direito, o argentino bateu de direita e quase acertou o ângulo esquerdo de Anderson. Vinte segundos depois, Kleber racha Gian e leva o cartão amarelo. Tudo com menos de um minuto de jogo.

A marcação do Inter não se acertou. Cleiton acha Galvão às costas de Kleber. O atacante do Canoas corre até a frente de Lauro, mas o goleiro colorado faz estupenda defesa. Aos 12 minutos, a rotação continuava alta. Sempre pela direita, o Canoas envolvia o Inter. Gian recebeu livre na direita, sem marcação de Guiñazu ou Kleber, geralmente atuantes no setor. Lauro cortou mal o cruzamento, e Fábio Alemão abriu o placar no Beira-Rio.

Aos 16 minutos, Cirilo ainda ampliou. A defesa colorada parecia perdida em campo. Falcão terá muito trabalho. Após falta de Índio na meia direita, o cruzamento de Jé saiu na pequena área. Cirilo pulou mais alto que todos os zagueiros colorados, parados, e cumprimentou Lauro. 2 a 0.

Só que como havia ficado claro nos primeiros segundos, o jogo seria frenético. Mesmo com as vaias que surgiam em alguns momentos, como para Kleber, responsável pelo setor por onde saíram os gols do Canoas, o Inter foi à frente. Leandro Damião correu atrás de cruzamento alto de Nei. Dentro da área, o centroavante dominou e viu Rafael Sobis no segundo poste. A bola levantada por Damião encobriu Anderson e Sobis só escorou para o gol. Um alento para o ídolo colorado.

Só que o gol não só diminuiu a vantagem do time visitante. A atuação do Colorado melhorou. O Canoas, que antes assustava em lances esporádicos, passou apenas a marcar muito bem. Com o domínio da posse de bola, o Inter tentava furar o bloqueio de dez jogadores atrás da linha da bola com muito toque de bola. E teve resultado: aos 40 minutos, Rafael Sobis, o segundo atacante, aquele que a torcida cobrava Celso Roth, recebeu passe de D’Alessandro e marcou seu segundo gol na partida.

E a melhora na atuação foi brindada com uma virada, no primeiro tempo ainda. D’Alessandro recebeu na entrada da área e soltou a bomba. Anderson nem se mexeu, e o Colorado virou a partida aos 41. Só que não satisfeito, os colorados pareciam querer responder às vaias. Kleber apareceu na esquerda, Damião, como pivô, serviu o argentino dentro da área. Com categoria, o camisa 10 deslocou Anderson e fez o quarto aos 43: 4 a 2 em primeiro tempo de seis gols.

O início do segundo tempo também manteve a velocidade. Logo aos três minutos Leandro Damião esteve cara a cara com Anderson, mas o goleiro conseguiu espalmar a finalização do centroavante colorado. Aos cinco minutos, em outra saída ruim de Lauro, Jé pegou o rebote e acertou o travessão.

Com o placar já garantido, os colorados trocavam bolas e ameaçavam o gol de Anderson em chutes de longa distância. Rafael Sobis e Leandro Damião assustaram. A posse de bola continuava com o Inter, que se defendia desse modo.

A partir da metade do segundo tempo, quando Cavenaghi entrou no lugar de Rafael Sobis – ovacionado no Beira-Rio – a atração se tornava o argentino. Já em sua primeira participação, sofreu falta perigosa. Depois, em lance com Damião, quase recebeu em condições de marcar. Dois minutos depois, em mais uma tentativa solidária de Leandro Damião, a zaga cortou a tentativa de passe para o argentino. Aos 35, a chance mais clara. D’Alessandro e Andrezinho tabelaram, e o conterrâneo, amigo, frente a frente com Anderson rolou para Cave. Mas o argentino outra vez desperdiçou.

Se dependesse dos jogadores colorados, a zica não continuaria mais. E Cavenaghi tratou de colaborar, finalmente. Depois de enfiada de bola sensacional de Andrezinho, o argentino girou na área e fuzilou Anderson. O gol levou abaixo o Beira-Rio, que esperava essa situação desde a chegada do atacante.

Se todos os jogadores de frente colorados já haviam marcado, Damião estava com ciúme. Pois em cruzamento preciso de Kleber, o centroavante se antecipou ao goleiro adversário e esticou a perna para também deixar sua marca.

FICHA TÉCNICA:

INTER 6 X 2 CANOAS

Data/hora: 10/04, às 16h

Árbitro: Leandro Vuaden, auxiliado por Júlio César dos Santos e Renata Schaefer

Gols: Fábio Alemão, aos 12 minutos do primeiro tempo e Cirilo aos 16 minutos do primeiro tempo. Rafael Sobis, aos 26 e 39 minutos do primeiro tempo e D’Alessandro, aos 41 e 43 minutos do primeiro tempo, Cavenaghi aos 36 minutos do segundo tempo e Leandro Damião aos 40 minutos do segundo tempo

Cartões amarelos: Kleber, D’Alessandro, Cavenaghi (I) Fabio Alemão, Washington, Marciel, Cirilo, Gian

Cartões vermelhos:

Público total: 11.345

Renda: R$ 126,420,00

Inter: Lauro; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Wilson Matias(Glaydson, intervalo), Guiñazu, Oscar(Andrezinho, 24’/2ºT) e D’Alessandro; Rafael Sobis(Cavenaghi 27’/2ºT) e Leandro Damião. Técnico: André Döring(interino)

Canoas: Anderson; Gian, Ricardo e Cirilo, Marciel; Washington, Anderson Ijuí(Carlos Alberto, intervalo), Jé e Cleiton; Rodrigo Galvão(Leandro, 7’/2°T) e Fabio Alemão(Eraldo 18’/2ºT). Técnico: Rogério Zimmermann.

abril 10, 2011 Posted by | Internacional | | Deixe um comentário

Grêmio empata no fim com Santa Cruz e escapa do Inter

Tricolor vai enfrentar o Ypiranga nas quartas do returno do Gauchão

Garantido nas quartas de final do Gauchão, o Grêmio teve dificuldades para empatar neste domingo com o Santa Cruz, fora de casa, por 1 a 1, pela última rodada da fase de classificação do returno. O gol de Borges, aos 42 minutos do segundo tempo. O Tricolor terminou em terceiro da chave B, com 13 pontos, resultado suficiente para evitar o confronto com o Internacional na fase seguinte. Gre-Nal agora só é possível na decisão. O adversário gremista nas quartas será o Ypiranga.

No primeiro tempo, o destaque foi o goleiro do Santa Cruz. Com intervenções providenciais, César evitou que o Grêmio deixasse a primeira etapa com a vantagem no placar.

César começou a trabalhar cedo. Logo aos 3 minutos, ele usou os pés para impedir que o chute de William Magrão balançasse as redes. O camisa 1 do Santa foi exigido mais uma vez aos 16, quando mostrou reflexo ao defender o chute do meia gremista Pessalli – que substituiu Douglas – e em seguida evitar o gol de Lúcio, no rebote.

O duelo César x William Magrão se repetiu mais uma vez, aos 33. Melhor para o goleiro. Mas ele não conseguiu chegar em todas as bolas, mas a trave esteve lá para ajudar, como aconteceu aos 40. O travessão também marcou presença, com participação providencial aos 42, depois de cobrança de falta de Lúcio.

Só que na etapa final o Santa Cruz resolveu sair do buraco e atacar o Grêmio. Deu certo. Aos 13 minutos, Régis cruzou na área, o uruguaio Alejandro subiu mais do que a zaga gremista e fez a festa dos donos da casa.

No embalo do gol, o Santa foi ao ataque mais uma vez. Mas a trave, alidada no primeiro tempo, foi adversária e impediu que a bola de Régis entrasse no gol de Victor.

Personagem do primeiro tempo, o goleiro César não ficou de espectador na etapa final. Aos 20 minutos, ele fez mais uma defesa sensacional, desta vez na cabeçada de Borges, que desperdiçou à queima-roupa.

O Grêmio seguiu com dificuldades para achar o caminho das redes. Aos 31, foi a vez de Escudeiro perder uma oportunidade. O meia-atacante argentino fez linda jogada, passando por quatro marcadores, mas na hora de chutar ele não teve a mesma precisão.

Aos 41 minutos, os resultados de momento estavam colocando Grêmio e Internacional frente a frente logo nas quartas de final do Gauchão. Mas o atacante Borges foi puxado por Rodrigo dentro da área. Pênalti, que o próprio Borges cobrou e saiu para o abraço. Comemoração dupla: pelo empate e por ter “fugido” do maior rival na próxima fase da competição.

SANTA CRUZ 1 X 1 GRÊMIO

LOCAL: Estádio dos Plátanos, em Santa Cruz do Sul (RS)
DATA/HORA: 10/4, às 16h.
CARTÕES AMARELOS: Régis, Luiz Henrique, Rodrigo (SAN); Rodolfo e Pessalli (Grêmio)

GOLS: Alejandro, 12’/2ºT (1-0); Borges, 42’/2ºT (1-1)

SANTA CRUZ: César; Anelka, Rodrigo Rizzo e Luís Henrique; Régis, Xipote, Alejandro, Uillian e Cristiano (Vinícius, intervalo); Juari (Osmar, 26’/2ºT) e Leonardo (Maicon, 34/’2ºT). Técnico: Edson Porto

GRÊMIO: Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Rodolfo e Gilson (Escudero, 17’/2ºT); Adilson, Willian Magrão (Vinícius Pacheco, 12’/2ºT), Lúcio e Pessalli; Leandro (Lins, 30’/2ºT) e Borges

abril 10, 2011 Posted by | Grêmio | | Deixe um comentário

Atlético vence Caldense com a força no banco de reservas

Daniel Carvalho e Ricardo Bueno foram importantes para o resultado de 2 a 0 em Poços de Caldas. Magno Alves também

Com brilho de Daniel Carvalho e Ricardo Bueno, que saíram do banco de reservas, o Atlético derrotou a Caldense no estádio Ronaldo Junqueira na tarde deste domingo por 2 a 0. Agora com 23 pontos, o Alvinegro segue na disputa pela liderança da primeira fase, que se encerra na próxima rodada. O Cruzeiro tem 25 pontos na tabela e também dez jogos.

Os gols foram marcados por Ricardo Bueno e por Magno Alves, ambos no segundo tempo.

O Atlético entrou em campo sem Renan Oliveira, vetado pelo departamento médico. O jovem Bernard foi o substituto. No ataque, Ricardo Bueno ficou no banco para a entrada de Mancini.

O primeiro tempo foi de péssimo futebol das duas equipes e pouca emoção para o torcedor. O lance de maior destaque foi a expulsão de Vieira, que deu um pisão no tornozelo de Bernard no meio de campo e recebeu o segundo cartão amarelo.

Do lado alvinegro, um lance com o próprio Bernard chamou a atenção. Ele deu um chapeu no defensor adversário mas a bola foi muito alta e Glaysson conseguiu defender.

A Caldense arriscava alguns passes na intermediária mas sem conseguir levar perigo para a meta de Renan Ribeiro.

Para o segundo tempo, Dorival Júnior apostou em Ricardo Bueno e se deu bem. Logo aos dois minutos, ele marcou, após pegar rebote de Glaysson. Daniel Carvalho bateu com força de fora da área e o camisa 1 da Caldense não conseguiu encaixar.

Aos 10 minutos, novo bom lance com Daniel Carvalho. Ele cobrou falta perigosa mas Glaysson conseguiu defender no ângulo.

Magno Alves ampliou aos 13 minutos. Após certeiro cruzamento de Ricardo Bueno, Claudio Leleu cabeceou e Glaysson espalmou. Magno Alves pegou o rebote e mandou para o fundo das redes.

Aos 31 minutos, Ricardo Bueno fez outra bela jogada. Ele viu Glaysson adiantado e tentou encobrir o camisa 1 de longe. A bola tinha endereço certo mas o goleiro conseguiu defender.

A Caldense, sem força ofensiva, assustou poucas vezes durante a segunda etapa.

FICHA TÉCNICA

CALDENSE 0 X 2 ATLÉTICO-MG

Estádio: Ronaldão, em Poços de Caldas (MG)
Data/hora: 10/4/2011 – 16h
Árbitro: Renato Cardoso Conceição (MG)
Auxiliares: Marconi Helbert Vieira (MG) e Frederico Soares Vilarinho (MG)
Cartões amarelos: André Alves, Fernando Gaúcho, Vieira e Jardel (CAL), Bernard, Rafael Cruz e Jackson (CAM)
Cartão vermelho: Vieira (CAL, aos 28′,1º T)

GOLS: Ricardo Bueno (CAM, aos 2’/2º T) e Magno Alves (CAM, aos 13’/2º T)

CALDENSE: Glaysson, Rodrigo Dias, André Alves, Rafael Dias e Márcio Loyola(Esquerdinha, aos 28′,2º T); Vieira, Jardel, Maxsuel e Luisinho; Chimba (William, aos 28′,2º T) e Fernando Gaúcho. Técnico: Roberto Fonseca.

ATLÉTICO: Renan Ribeiro; Rafael Cruz (Claudio Leleu, intervalo), Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Serginho, Fillipe Soutto (Ricardo Bueno, intervalo), Jackson (Daniel Carvalho, aos 30’/1º T) e Bernard; Mancini e Magno Alves. Técnico: Dorival Júnior.

abril 10, 2011 Posted by | Atlético-MG | | Deixe um comentário

Conca brilha na goleada do Flu sobre o Americano

Argentino foi o grande maestro da goleada por 5 a 1 sobre o Americano, que deixa o Tricolor mais próximo da classificação

E o bom futebol reapareceu! E Darío Conca reapareceu! Depois de um início apático e sair atrás no placar, o argentino chamou o jogo para si e foi o grande maestro da goleada do Fluminense por 5 a 1 sobre o Americano, neste domingo, no Estádio Cláudio Moacyr. Conca, Araújo (duas vezes), Marquinho e Mariano fizeram os gols do Tricolor, enquanto Gustavinho fez o de honra para o time campista.
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Com o resultado, o Fluminense chegou aos 14 pontos, ultrapassou o Olaria e ficou mais perto da classificação às semifinais da Taça Rio. Na última rodada, encara o Nova Iguaçu, domingo, no Engenhão, precisando da vitória e ainda torcer para que o Azulão da Bariri não vença o Vasco por uma diferença por dois gols amais.

Veja os gols da goleada do Flu sobre o Americano

Já o Americano, com 11 pontos, pode confirmar a eliminação se o Flamengo vencer o Botafogo, logo mais, no Engenhão.

CONCA REAPARECE E VIRA PARA O FLU

O duelo com o Americano valia como decisão para o Fluminense. Mas os jogadores do Tricolor demoraram a assimilar isso. A equipe do técnico Enderson Moreira entrava em campo no estádio Cláudio Moacyr, mas parecia ainda estar com a cabeça em Montevidéu, onde sofreu seu pior revés do ano no meio desta semana.

Nos 20 primeiros minutos, o Flu praticamente não ameaçou o adversário. Parecia que a defesa campista, que tem um dos piores desempenhos do campeonato, resolvera mostrar serviço justamente no duelo deste domingo.

Enquanto isso, a retaguarda do Flu vinha fazendo jus às críticas que tem recebido nos últimos jogos. Sem solidez – principalmente no lado direito – tornava todo contra-ataque do time americano um perigo iminente. E foi justamente dessa forma que sofreu o primeiro gol. Após lançamento nas costas de Mariano (mais um!), o lateral-esquerdo arrancou pela linha de fundo e cruzou. Do alto, no meio da zaga, o atacante Gustavinho cabeceou com firmeza, sem chances para o goleiro Berna.

Após início apagado, Conca brilha na goleada do Flu (Foto: Gilvan de Souza)

O abalo da equipe tricolor então ganhou proporções ainda maiores. Mesmo com mais de 60 % de posse de bola, não encontrava oportunidades claras de finalização. O meia Deco e o atacante Fred praticamente assistiram à primeira etapa de camarote. O outro atacante, Araújo, até buscava mais o jogo. Já Darío Conca somava mais uma atuação apática neste ano, até que…

… até que, aos 34 minutos, o argentino (quem diria?) voltou a chamar a responsabildade para si e recolocou o Flu na disputa. Em cobrança de falta de longe, ele bateu com força, contou com a colaboração do goleiro Jefferson, e deixou tudo igual em Macaé. Foi apenas o segundo tento marcado pelo craque do último brasileiro em 2011.

Menos de dois minutos depois, o camisa 11 fez outra bela jogada pela esquerda, lançou na medida para o lateral-esquerdo Julio Cesar, que tocou para trás. Araújo apareceu na grande área e fuzilou as redes americanas.

Antes do intervalo, o Alvinegro ainda reclamou de um pênalti em Carlos Alberto, não assinalado pelo árbitro Leonardo García Cavaleiro.

FLU BRILHA E SE APROXIMA DA CLASSIFICAÇÃO

Na volta para o segundo tempo, Enderson Moreira colocou Marquinho no lugar de Deco. A modificação deu mais mobilidade ao meio de campo. E, logo aos cinco minutos, o camisa 15 deu a assistência para o terceiro gol tricolor: um golaço, que, pela jogada coletiva e a finalização certeira do lateral-direito Mariano, fez lembrar o épico gol de Carlos Alberto na final da Copa de 70.

Araújo comemora seu segundo gol sobre o Americano (Foto: Gilvan de Souza)

No mesmo lance, detalhe para o belo lançamento de Conca para Fred, no início da jogada.

Já estava bom para o argentino. Mas ele estava insaciável. Cinco minutos depois, ele encontrou Araújo no meio da defesa. O camisa 11 se desvencilhou da defesa com uma gingada e tocou de leve para fazer a quadra para o time das Laranjeiras.

Com a enorme desvantagem, o Americano, ainda sonhando com a classificação, tentou diminuir o prejuízo. Eberson acertou o travessão. Já Renan, de longe, assustou o goleiro Berna.

Mas a superioridade tricolor era grande. Com isso, a equipe de Enderson Moreira apenas controlou o resultado, que se tornou ainda mais fácil com a expulsão de Eberson. Até que, a três minutos do fim, chegou ao quinto, com Marquinho.

A goleda tira um peso das costas do abalado ambiente nas Laranjeiras. No Carioca, a classificação está quase garantida. Se o “milagre” na Libertadores não vier, pelo menos, o fracasso não será total.

AMERICANO 1 X 5 FLUMINENSE

Local: Claudio Moacyr, Macaé (RJ)
Data/Hora: 10/4/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)
Auxiliares: Ricardo Maurício (Ferreira RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)

Cartões amarelos: Índio (AME); Deco, Gum (FLU)

Cartão vermelho: Eberson, aos 31’/ 2ºT

Gols: Gustavinho, aos 20’/ 1ºT (AME); Conca, aos 34’/ 1ºT, Araújo, aos 36’/ 1ºT e aos 10’/ 2ºT , Mariano, aos 5’/ 2ºT, Marquinho, aos 42’/ 2ºT (FLU)

AMERICANO: Jefferson, Ayrton, Élson, Gustavo Breda e Carlos Alberto; Marciel (Guaçuí, aos 11’/ 2ºT) , Índio (Renan, intervalo), Flávio Medina (Felipe, aos 12’/ 2ºT) e Gustavinho; Eberson e Diego. Técnico: Acácio.

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar; Valencia, Diguinho, Deco (Marquinho, intervalo) e Conca; Araújo (Tartá, aos 29’/ 2ºT) e Fred (Rafael moura, aos 32’/ 2ºT). Técnico: Enderson Moreira.

abril 10, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Com dois gols de Thiago Neves, Fla vence o Bota

Flamengo vence por 2 a 0 e está classificado para as semifinais. Botafogo se complica no Grupo B

Em jogo muito brigado, Botafogo e Flamengo não conseguiram repetir os grandes clássicos dos últimos anos. Com poucas chances de ambas as partes, o Rubro-Negro soube jogar no erro do rival e triunfou. Com a vitória por 2 a 0, o time está classificado para a semifinal com uma rodada de antecipação e deixou o Bota em situação delicada, precisando vencer na última rodada e torcer contra o Olaria.

BOTA E FLA SE SOLIDARIZAM COM TRAGÉDIA DE REALENGO

Antes do início do jogo, os dois times mostraram solidariedade com as vítimas da tragédia que ocorreu na última semana em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em que um atirador assassinou a sangue frio 12 crianças em uma escola e depois se matou. O Glorioso entrou de camisas pretas, de luto, e o Fla com uma faixa de protesto.

(Fla e Botafogo mostraram solidariedade no clássico – Foto: Alexandre Loureiro)

Nos últimos anos o clássico entre Botafogo e Flamengo sempre começou em ritmo alucinante. No entanto, não foi o que aconteceu no primeiro tempo do jogo deste domingo, no qual as duas equipes se respeitaram demais. Ronaldinho tentou dar o toque de classe no meio de campo do Rubro-Negro, mas Deivid não conseguiu sair da forte marcação. No Bota, Everton foi a melhor opção pela esquerda, no buraco muitas vezes deixado pelo ofensivo Léo Moura. Mas, com as zagas bem postadas, as chances de gol foram escassas e pelo alto. Em cabeçada, Ronaldinho assustou Jefferson. Pelo outro lado, Loco Abreu dominou no peito e bateu de canhota para Felipe salvar, com boa defesa.

De fato, para sair um gol só com um cochilo de um dos times. Foi o que aconteceu. Aos 35 minutos, Rodrigo Alvim deu bom passe para Renato, que mesmo marcado por Arévalo conseguiu cruzar da esquerda. A bola pegou a defesa alvinegra mal posicionada e passou por todos. Menos por Thiago Neves, que oportunista botou o Mengão na frente: 1 a 0.

O Botafogo ainda ensaiou uma reação, mas Herrera preferiu servir Loco Abreu em vez de tentar a finalização quando seria a jogada mais certa. O juiz acabou dando impedimento de El Loco, erroneamente.

NOITE DE THIAGO NEVES

Insatisfeito com o meio de campo alvinegro, Caio Junior resolveu voltar para o segundo tempo com Lucas no lugar de Bruno, que não esteve bem na primeira etapa. O time melhorou e mesmo que sem muita criatividade foi para cima do rival. Não demorou e o curinga Somália deu lugar ao jovem Guilherme na lateral esquerda. Precisando do resultado, o Bota se lançou à frente, mas a sólida defesa rubro-negra não dava chances, parecendo intransponível. No Fla, o inoperante Deivid, deu lugar ao jovem Diego Maurício.

Apesar de ganhar volume de jogo com as alterações, o empate não vinha para o Glorioso, e o Fla acabou quase chegando no contra-ataque. Thiago Neves arrancou pela esquerda em posição legal e deu passe açucarado para Diego Maurício. Entretanto, providenciavelmente, Lucas cortou, evitando o segundo gol do Rubro-Negro. Em seguida, Marcelo Mattos deu bom chute, de fora da área. Felipe apenas torceu para que não entrasse, passando bem perto da trave esquerda.

Quando o jogo parecia controlado pelo Flamengo, Thiago Neves deu números finais ao jogo. Após receber grande passe de Léo Moura, o camisa 7 bateu na saída de Jefferson, com muita categoria. Vitória merecida do time de Vanderlei Luxemburgo, que não errou durante todo o duelo. O Bonde Rubro-Negro continua sem freio.

FICHA TÉCNICA:

BOTAFOGO 0 X 2 FLAMENGO
DATA:10/4
HORÁRIO:18H30
ESTÁDIO: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
ÁRBITRO:Wagner do Nascimento Magalhães
AUXILIARES: Dibret Pedrosa Moisés e Luiz Antônio Muniz de Oliveira
Gols: Thiago Neves, 35’/1°T e 43’/2°T
Cartões Amarelos: Willians, Welinton, Maldonado(FLA); Herrera, Everton, Arévalo, Antônio Carlos, Loco Abreu, Caio (BOT)
Cartões Vermelho: Não Houve
Público presente/Renda:

BOTAFOGO: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, João Filipe e Somália (Guilherme, 8’/2°T); Arévalo, Marcelo Mattos, Bruno (Lucas – Intervalo) e Everton (Caio, 26’/2°T); Herrera e Loco Abreu. Técnico: Caio Junior

FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Welinton, David e Rodrigo Alvim; Maldonado, Willians (Fierro, 45’/2°T), Renato e Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid (Diego Maurício, 12’/2°T). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

abril 10, 2011 Posted by | Botafogo, Flamengo | , | Deixe um comentário

Vasco vence no sufoco e coloca um pé nas semfinais: 2 a 1

Gol da vitória saiu, mais uma vez, através de pênalti polêmico. Cabofriense está rebaixada

Mais uma vez na emoção. O Vasco conseguiu vitória no sufoco por 2 a 1, neste sábado, diante da Cabofriente, em São Januário. Com o resultado, o Cruz-Maltino coloca a mão em uma das vagas para as semifinais. Já a Cabofriense está rebaixada. 

O show antes do jogo ficou por conta da torcida. Convocados pelo juiz, os jogadores das duas equipes se reuniram no meio do campo para respeitar um minuto de silêncio pela tragédia em Realendo, Zona Oeste do Rio. O inesperado partiu das arquibancadas. Todos calados, algo pouco comum nos estádios brasileiros

Vasco abre o placar, mas recua e permite o empate

O Vasco começou o jogo como vinha fazendo nas últimas rodadas, atacando bastante e prendendo o adversário no campo de defesa. Com um time mais leve, devido a entrada de Bernardo no lugar de Diego Souza, suspenso, as chances não demoraram muito a surgir.

Logo aos dois minutos, Allan, improvisado na direita mais uma vez, cruzou e Alecsandro por pouco não conseguiu cabecear. Pouco depois, Bernardo apareceu. Após passe de Felipe, o meia soltou a bomba de esquerda, a perna “ruim” e deu trabalho ao goleiro Flávio.

O mesmo camisa 1 fez milagre no lance seguinte. Após mais um cruzamento de Allan e cabeceada, desta vez certeira, de Alecsandro, o goleiro fez uma defesa espetacular, impedindo o segundo gol da equipe cruz-maltina.

A rede dos visitantes, porém, não demoraria muito para balançar. Após jogada rápida, mais uma vez pela direita, AOS 20, Eder Luis deu uma de garçom mais uma vez na temporada e tocou para Bernardo. Livre, o camisa 31 ainda teve tempo de se ajeitar dentro da área e chutar para marcar seu sexto gol em dez jogos com a camisa do Vasco.

Os que pensaram que o Vasco continuaria pressionando em busca de mais gols se enganaram. Após conseguir a vantagem, o Gigante da Colina diminuiu a pegada, abrindo espaços para a Cabofriense, que se animou.

Tanto que aos 34, o time da Região dos Lagos chegou ao empate. Após boa enfiada de bola pela esquerda, Léo Itaperuna bateu cruzado, Fernando Prass rebateu e Zotti, no rebote, deixou tudo igual.

Daí para frente o Cruz-Maltino até tentou chegar, mas esbarrou na boa marcação do adversário. As duas equipes foram para os vestiários com a igualdade no placar.

Mais uma vitória decidida com pênalti duvidoso

O panorama do início do primeiro tempo se repetiu no segundo. Vasco dominando as ações e fazendo o adversário recuar com seus ataques. Mas quem assustou foi a Cabofriense. Após cobrança de falta de Zotti, Luciano Totó cabeceou forte no ângulo. Fernando Prass voou na bola e fez grande defesa para evitar o gol

Depois do susto, controle do jogo retomado pelo Gigante da Colina. Com boas tramas entre a dupla Felipe / Alecsandro, a falha no toque final era o único empecilho. Mas aos 12, após falta na intermediária, o atacante Assumpção recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso.

O técnico Lucho Nizzo foi obrigado a colocar André Oliveira no lugar de Zotti, melhor do time, para fechar a Cabofriense. O recuo do adversário apenas chamou o Vasco mais para frente. Aos 15, Bernardo dominou dentro da área, girou, mas o chute saiu lascado e facilitou a defesa de Flávio.

Com um a mais, Ricardo Gomes aproveitou para colocar o atacante Leandro no lugar do volante Fellipe Bastos. Lucho Nizzo respondeu colocando Allan, cria das categorias de base do Vasco, no lugar de Léo Itaperuna.

O tempo passou, o gol não saía. Aos 27, Leandro driblou bonito e chutou, mas a marcação desviou para escanteio. Na cobrança de Bernardo, Dedé cabeceou bonito, mas a zaga adversária salvou em cima da linha.

Aos 31, em contra-ataque, susto para Fernando Prass. Arílson tentou surpreender arriscando de longe e quase conseguiu. O goleiro teve que se esticar todo para desviar para escanteio.

Dois minutos depois, a melhor chance da partida. Após cobrança de falta de Felipe, Dedé desviou para o meio da área e Rômulo, livre, ao invés de dominar, tentou de primeira. O goleiro Flávio, personagem da noite, fez mais uma grande defesa.

Sem Bernardo, que saiu contundido para a entrada de Enrico, o Cruz-Maltino perdeu em criação. Mas Felipe, responsável pelas jogadas, quase resolveu aos 36. Após se livrar de dois marcadores, o camisa 6, de frente para o gol, bateu bonito, muito perto do gol.

E só dava Vasco. Leandro, em duas oportunidades, também quase decidiu. Na primeira, em cabeçada que Flávio salvou mais uma vez. A segunda, em uma bomba de fora da área que acertou o travessão.

Mas o jogo contra o ABC-RN seria lembrado. Se na quarta a partida foi decidida em um pênalti duvidoso, nesta sábado, idem. Aos 41, Allan, caiu na área e o juiz não deu. Mas na sobra, Eder Luis foi derrubado e Antônio Frederico dos Santos apontou a marca. Alecsandro bateu bem e colocou o Gigante da Colina na frente.

Daí para frente foi só segurar a posse de bola. Com a vitória, o Vasco chega aos 16 pontos e coloca a mão na vaga para as semifinais. Dependendo do resultado do jogo do Americano, contra o Flu, neste domingo, o time pode se classificar com um jogo de antecedência.

Já a Cabofriense está rebaixada. Com apenas oito pontos na classificação geral, o time não tem como alcançar os concorrentes e apenas cumpre tabela contra o Volta Redonda na última rodada.

FICHA TÉCNICA:
VASCO 2 X 1 CABOFRIENSE

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 9/4/2011 – 18h30 (de Brasília)
Renda/Público: R$ 214.950 / 13.783 presnetes
Árbitro: Antônio Frederico dos Santos (RJ)
Auxiliares: Lilian da Silva Fernandes (RJ) e Andréa Izaura Maffra (RJ)
Cartôes amarelos: Anderson Martins, Fellipe Bastos, Alecsandro (VAS); Léo Itaperuna, Assumpção e Zé Carlos (CAB)
Cartão vermelho: Assumpção, 12’/2ºT (CAB)

GOLS: Bernardo, 20’/1ºT (1-0); Zotti, 34’/2ºT (1-1); Alecsandro, 40’/2ºT)

VASCO: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Allan; Rômulo, Fellipe Bastos (Leandro, 21’/2ºT), Felipe e Bernardo (Enrico, 33’/2ºT); Eder Luis e Alecsandro – Técnico: Ricardo Gomes.

CABOFRIENSE: Flavio, Vagner, Zé Carlos, André Paulino e Everton; Luciano Totó, Cardoso, Diego Sales (Arílson, 28’/1ºT) e Zotti (André Oliveira, 13’/2ºT), Léo Itaperuna (Allan, 21’/2ºT) e Assumpção – Técnico: Lucho Nizzo.

abril 10, 2011 Posted by | Vasco da Gama | | Deixe um comentário

‘Aéreo’, Palmeiras vence Prudente e segue líder

Gols de Thiago Heleno e Douglas, contra, mantém Verdão na ponta do Paulista por mais uma rodada; Valdivia e Luan discutem

Pelo alto e avante! Sem sustos, o Palmeiras bateu o Grêmio Prudente por 2 a 0, jogando no Canindé, na noite deste sábado. Os gols “aéreos” de Thiago Heleno e Douglas, contra, colocam o Verdão, mais uma vez, na liderança isolada do Campeonato Paulista, com 41 pontos.

As notícias do líder Verdão chegam antes no seu celular
Palmeiras vence Grêmio Prudente e garante a liderança

O Palmeiras, que abre quatro pontos do São Paulo e seis para o Corinthians – os arquirrivais jogam neste domingo contra Noroeste e São Caetano, respectivamente -, fica em posição confortável para se garantir na liderança ao fim da primeira fase e conquistar a vantagem de decidir os jogos do mata-mata em casa.

Já o time de Presidente Prudente está praticamente fadado a disputar a Série A2 do Campeonato Paulista. A Abelha tem apenas 14 pontos e pode ver o rebaixamento ser selado neste domingo, quando o Linense enfrenta o Bragantino em casa, às 18h30. Se o Elefante de Lins vencer – e se o Noroeste apenas empatar com o São Paulo em Bauru -, o Grêmio Prudente está rebaixado para a divisão de acesso do Paulista.

MAIS PAULISTÃO:
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THIAGO HELENO: HOMEM-GOL!

Contando com os desfalques dos suspensos Cicinho, Rivaldo e Kléber, e do lesionado Patrik, o Verdão começou apostando na boa fase do meia Lincoln, que vem dando conta do recado na armação palmeirense.

Dos pés do camisa 99 saíram as melhores chances do Verdão. Mesmo sem contar também com Valdivia, afastado há quatro jogos por conta de uma lesão na coxa esquerda – o Mago começou a partida no banco de reservas -, Lincoln protagonizou bons lances aos 17, aos 18 (com uma bicicleta, depois de passe de Assunção) e aos 21 minutos. Parecia que era dono da bola!

Com o meia chamando a responsabilidade, o time do técnico Luiz Felipe Scolari dava poucas chances ao Grêmio Prudente. À Abelha, restava se amparar no oportunismo de Juan, que incomodou a defesa do Verdão. Mas a zaga menos vazada do Campeonato Paulista não ofereceu mais riscos e manteve o jogo sob controle.

Valdivia é contido por Chico e Márcio Araújo após discutir com Luan (Foto: Eduardo Viana)

Faltava o gol para presentear os mais de 13 mil torcedores presentes no estádio do Canindé. E se o Palmeiras não tinha Kléber e Valdivia em campo, a bola parada de Marcos Assunção teve seu momento determinante. Aos 7 e aos 37 minutos, o camisa 20 assustou o Prudente com escanteios fechados, que quase resultaram em gol.

Assunção não marcou, mas foi dele o passe para o primeiro gol da noite: após cruzamento em escanteio, Thiago Heleno, o zagueiro-artilheiro, se antecipou à zaga e marcou de cabeça. Foi o terceiro gol do camisa 4 no Campeonato Paulista, o terceiro no Canindé.

ENTRA, VALDIVIA!

Na segunda etapa, o Verdão administrou o resultado, mas não deixou de ter seus bons momentos lá na frente, como quando Gabriel Silva testou Márcio e Luan completou no rebote, aos nove minutos da etapa complementar.

O momento era propício para a volta de Valdivia ao time, depois de quatro jogos fora. Quando o Mago se dirigiu ao banco de reservas, a torcida comemorou como se fosse um gol. Lincoln, muito aplaudido pela torcida do Palmeiras, deu lugar ao chileno. E, a partir daí, o Palmeiras se animou para marcar mais um.

E foi Valdivia quem cruzou – não costuma ser a dele – para o segundo gol do Verdão, praticamente acidental. O camisa 10 levantou na área e, sozinho, o zagueirão Douglas mandou de joelho para a própria meta.

Com 2 a 0 no placar, enganou-se quem pensou que o Verdão curtiria o segundo tempo em total tranquilidade. Aos 32 minutos, Luan e Valdivia iniciaram bate-boca dentro de campo. Apartados pelos companheiros, os ânimos só estabilizaram novamente quando Felipão sacou Luan para entrada de Max Santos.

Sem mais sustos, o Palmeiras administrou o resultado e agora vira as atenções para o confronto com o Santo André, pela Copa do Brasil, no meio da semana. Antes, na última rodada do Paulistão, o Verdão encara a Ponte Preta no Moisés Lucarelli. Já o Prudente recebe o Americana no Prudentão.

FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 0 GRÊMIO PRUDENTE

Estádio: Canindé, São Paulo (SP)
Data-Hora: 9/4/2011 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra (SP)
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Alberto Poletto Masseira (SP)
Renda e público: R$ 371.583,00 / 13.815 pagantes
Cartões amarelos: Thiago Heleno, Marcos Assunção e Gabriel Silva (PAL); Wanderson Cafu, Elivélton, Daniel e Ednei (GPR)
Cartões vermelhos: –
Gols: Thiago Heleno 30’/1ºT (1-0) e Douglas (contra) 29’/2ºT (2-0)

PALMEIRAS: Deola, Márcio Araújo, Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; João Vitor, Marcos Assunção (Chico 23’/12T), Tinga e Lincoln (Valdivia 17’/2ºT); Luan (Max Santos 36’/2ºT) e Adriano – Técnico: Felipão.

GRÊMIO PRUDENTE: Marcio, Wanderson Cafu, Douglas, Ednei e Rai; Anderson Pedra (Léo Gamalho 28’/2ºT), Daniel, Saldanha e Elivelton (Alex Maranhão 12’/2ºT); Juan (Rhayner 15’/2ºT) e Eraldo – Técnico: Marcio Goiano.

abril 10, 2011 Posted by | Palmeiras | , | Deixe um comentário