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Leandro Damião salva o Inter de derrota no Uruguai

Colorado saiu em desvantagem, mas empatou com o Peñarol, no primeiro encontro entre as equipes pelas oitavas da Libertadores

O Internacional encontrou muita dificuldade diante do Peñarol, no Estádio Centenário, em Montevidéu (URU). Nesta quinta-feira, o Colorado saiu em desvantagem no placar, mas Leandro Damião marcou o gol de empate na segunda etapa e salvou o time de uma derrota no primeiro confronto entre as equipes, que terminou em 1 a 1, pelas oitavas de final da Copa Santander Libertadores.

Agora o time de Falcão pode empatar por 0 a 0 na partida de volta, no Beira-Rio, para se classificar. O reencontro com os uruguaios acontece na próxima quarta-feira.

A vida do Internacional não começou tranquila. O Peñarol adiantou a marcação e, com ajuda do péssimo estado do gramado, impediu que o Colorado saísse jogando com tranquilidade. Os donos da casa foram no embalo da torcida e poderiam ter aberto o placar em pelo menos duas oportunidades claras. Sorte do Inter que Renan estava bem colocado para evitar o pior (em uma delas à queima roupa).

Falcão prometeu que o Inter iria ter uma postura ofensiva, apesar de jogar no imponente Centenário. Só que o treinador não entra em campo e o Colorado passou a primeira metade do primeiro tempo em busca do contra-ataque perfeito.

Em um deles Leandro Damião recebeu em velocidade e foi derrubado quando ia entrar na área. O atacante deu um susto ao sair com dores no ombro direito, mas retornou. No mesmo lance, o árbitro foi econômico e não expulsou o zagueiro Valdez. Preferiu dar o amarelo.

O acerto da equipe veio com o passar do tempo e o Inter tomou conta das principais ações do jogo.

Mas o Colorado deu espaço para o contra-golpe dos uruguaios. E foi através dele que o gol do Peñarol saiu. Martinuccio escapou pela esquerda e deixou Corujo na boa, na marca do pênalti, para abrir o placar. Ele não desperdiçou: 1 a 0, aos 36 minutos.

Impotente diante da retranca do Peñarol, o Inter chegou ao intervalo sem conseguir diminuir o prejuízo. E ainda continuou a dar espaço nos contra-ataques.

Na volta para a etapa final, Falcão resolveu abandonar de vez as duas linhas de quatro: tirou Sobis e colocou Oscar. Mas o efeito não foi o esperado. A partida ficou morna, sem lances de perigo para ambos os lados.

O Inter tentou acionar Leandro Damião com cruzamentos, mas não achou brecha. O camisa 9 era mesmo a melhor solução para o Colorado. Ele provou isso aos 20 minutos de jogo, quando recebeu na intermediária e mandou para o gol. A bola desviou no meio do caminho e encobriu o goleiro Sosa. Euforia do time brasileiro e silêncio entre os torcedores uruguaios presentes no Centenário.

Depois do gol, o Inter até se animou e manteve o controle da partida. Mas a velocidade nas jogadas estava baixa, o que facilitou a neutralização da defesa uruguaia. O confronto em Montevidéu terminou empatado. Não era o que o Inter esperava, mas a classificação está bem encaminhada.

PEÑAROL (URU) 1 X 1 INTERNACIONAL
LOCAL: Estádio Centenário, Montevidéo (URU)
DATA: 28/4/11
CARTÕES AMARELOS: Valdez, Freitas, D. Rodríguez e Martinucci(PEN); Tinga (INT)
GOLS: Corujo, 36’/1ºT (1-0); Leandro Damião, 20’/2ºT;

PEÑAROL: Sosa; González, Valdez, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Matías Corujo, Freitas, Luis Aguiar e Matías Mier (Estoyanoff, 24’/2ºT); Pacheco (Alonso, 33’/2ºT) e Martinuccio. Técnico: Diego Aguirre.

INTERNACIONAL: Renan; Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho (Tinga, 33’/2ºT) e D’Alessandro; Rafael Sobis (Oscar, intervalo) e Leandro Damião.

abril 29, 2011 Posted by | Internacional | | Deixe um comentário

Flu toma susto, mas abre vantagem sobre o Libertad

Tricolor bate o Libertad por 3 a 1, nesta quinta, no Engenhão, e poderá perder por até um gol de diferença na volta

Nelson Rodrigues dizia que o Fluminense tem vocação para a eternidade. Se vivesse hoje, talvez fizesse um adendo: a predisposição para as fortes emoções. Depois de estar com o placar nas mãos, o Tricolor se acomodou e teve que correr até o fim para buscar a vitória por 3 a 1 sobre o Libertad-PAR, nesta quinta-feira, no Engenhão, pelas oitavas-de-final da Copa Santander Libertadores.

Após abrir o placar logo no início com Rafael Moura, de cabeça, o Flu deixou o adversário crescer na segunda etapa e sofreu o empate com Gamarra. A pouco menos de 20 minutos do fim, o aguerrido Marquinho retomou a vantagem para o Flu, que selou o triunfo com Conca, num belíssimo gol de falta.

Agora, o Tricolor poderá perder por até um gol no confronto de volta, na próxima quarta-feira, no Defensores del Chaco, para garantir a classificação às quartas-de-final da Libertadores.

NOVO APAGÃO ATRASA PARTIDA

Logo que o Fluminense deu o pontapé inicial, uma queda de energia deixou o Engenhão às escuras. A partida foi adiada por cerca de 60 minutos até que os refletores fossem novamente acendidos. A administração local não esclareceu as causas do apagão, mas informou que o problema ocorreu apenas com as luzes do campo e não em todo o estádio.

Em meio ao breu, a torcida trouxe um pouco de brilho com um belo mosaico que tomou todo setor leste. Nele, a inscrição ‘Guerreiros’, em homenagem ao empenho do time na emocionante classificação conquistada na última semana.

No reinício do jogo, novidade no Flu: a tradicional camisa tricolor foi substituída pela grená, segundo a assessoria, porque o primeiro estava causando confusão com o uniforme do Libertad.

FLU VOLTA ELÉTRICO APÓS O APAGÃO

Com a energia reestabelecida no Engenhão, o Flu começou elétrico sua primeira decisão pelas oitavas da Libertadores. Com muita velocidade, chegou por duas vezes com perigo à meta de Vargas e, aos 4 minutos, já arrancava o grito de gol dos tricolores nas arquibancadas. Em cobrança de escanteio, Julio Cesar desvia com os pés, Rafael Moura, na segunda trave, escora de cabeça, o goleiro paraguaio ainda dá um tapa na bola, mas ela já havia ultrapassado a linha do gol.

A vantagem fez o Fluminense diminuir o ritmo. Mesmo assim, era ele quem seguia tomando a iniciativa de ataque. Fred teve duas oportunidades claras. Na primeira, após tabela com Rafael Moura, deu uma meia lua no goleiro Vargas, mas não alcançou a bola para a conclusão. Depois, o mesmo He-Man passou de cabeça, o camisa 9 finalizou de primeira e por pouco não ampliouo para o time da casa.

Do outro lado, a disciplina tática foi o ponto louvável da equipe paraguaia. Mesmo com o placar adverso, permaneceu na estratégia de esperar o adversário no seu campo de defesa. Os visitantes insistiram exaustivamente nas ligações diretas para o contra-ataque.

Bem à frente, o veloz Nuñez e o centroavante Pavlovich davam trabalho à defesa tricolor. Enquanto o lateral-esquerdo Samudio, às costas de Mariano, também apareceu com perigo. Foi do camisa 15 a principal chance na primeira etapa. Após finalização cruzada, Ricardo Berna salvou o Flu.

Ainda na primeira etapa, o lateral-esquerdo Julio Cesar sentiu dores musculares e teve que deixar o campo. O volante Fernando Bob entrou no seu lugar e foi improvisado no setor.

GUERREIROS ARRANCAM VANTAGEM NO FIM

Na volta do intervalo, os guerreiros fizeram aquilo que não podia: se acomodaram com o resultado. Com isso, o até então tímido Libertad foi conquistando terreno. Com mais posse de bola e encurralando os anfitriões no campo de defesa, ficou uma impressão nas arquibancadas de que o gol estava maduro.

E ele amadureceu. Aos 16 minutos, após chuveirinho da intermediária, o apoiador Gamarra apareceu entre a defesa e cabeceou por cima do goleiro Berna. Silêncio no Engenhão. E o camisa 12 tricolor acabou crucificado pelo revés. No lance seguinte, vaias foram disparadas das arquibancadas contra o arqueiro.

Parecia o prenúncio de uma tragédia. Mas quem se acostumou com o roteiro dos guerreiros, sabia que a história não terminaria assim. Mesmo desorganizado, com demasiada vontade e raríssima técnica, o Tricolor retomou a vantagem do placar. E com seu soldado mais aguerrido.

Aos 27 minutos, Marquinho avançou pelo meio e chutou cruzado: a bola balançou sutilmente as redes de Vargas. O estádio, outra vez, ia abaixo.

E a festa ainda teve outro aperitivo. Em falta frontal, Conca – pouco objetivo até então – cobrou com extrema categoria, marcando o terceiro do Flu, seu primeiro na Libertadores.

Com a boa vantagem assegurada, o Fluminense cozinhou os minutos restantes até o apito final. Antes, o vaiado Ricardo Berna garantiu a vantagem com duas belas defesas. Agora, no Paraguai, o Tricolor poderá perder por até um gol de diferença que garante a classificação. A torcida espera que, pelo menos desta vez, não precise passar por tantas emoções.

FLUMINENSE 3 X 1 LIBERTAD-PAR

Data/ hora: 28/ 4/ 2011, às 21h50 (de Brasília)
Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG)
Auxiliares: Ariel Bustos e Gustavo Rossi (ARG)

Cartões amarelos: Julio Cesar, Conca (FLU); Cáceres, Gamarra, Ayala (LIB)

Gols: Rafael Moura, aos 3’/ 1ºT; Marquinho, aos 27’/ 2ºT; Conca, aos 29’/ 2ºT (FLU); Gamarra, aos 16’/ 2ºT (LIB)

FLUMINENSE: Berna; Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar (Fernando Bob, aos 42’/ 1ºT; Araújo, aos 26’/ 2ºT); Valencia, Diguinho, Marquinho e Conca; Fred e Rafael Moura (Diogo, aos 34’/ 2ºT). Técnico: Enderson Moreira.

LIBERTAD: Vargas; Bonet, Portocarrero, Canuto e Samudio; Ayala, Cáceres, Rojas (Moreira, aos 37’/ 2ºT) e Gamarra; Nuñez (Maciel, aos 13’/ 2ºT) e Pavlovich (Orué, aos 19’/ 2ºT). Técnico: Gregorio Pérez.

abril 29, 2011 Posted by | Fluminense | , | Deixe um comentário

No sufoco, Cruzeiro arranca vitória sobre o Once

Sem repetir o bom futebol de outros jogos, Raposa bate o Once Caldas por 2 a 1 e leva vantagem para Sete Lagoas

Foi complicado, mas o Cruzeiro conseguiu vencer o Once Caldas (COL), em Manizales, pela partida de ida das oitavas de final da Copa Santander Libertadores, nesta quarta-feira. O triunfo por 2 a 1, gols de Wallyson e Ortigoza – Nuñes descontou, serviu para deixar a equipe celeste tranquila para a partida de volta, na próxima quarta, na Arena do Jacaré.

Com a vitória, a Raposa chegou à sua décima vitória seguida na temporada, contando a Libertadores e também o Mineiro. Além disso, o time mineiro quebrou a invencibilidade do Once Caldas jogando em casa contra equipes brasileiras.

Mesmo com os desfalques de Thiago Ribeiro e Pablo, os comandados de Cuca souberam segurar o ímpeto dos donos da casa, com ao menos quatro boas defesas de Fábio, destaque do primeiro tempo. Estreante da noite, Brandão até que se movimentou bem, mas sem ritmo de jogo, sentiu falta do entrosamento com os companheiros.

O paraguaio Ortigoza, que entrou no decorrer da segunda etapa, mudou a história do jogo. Primeiramente ele cruzou uma bola na cabeça de Wallyson, que balançou a rede aos 27 minutos e tirou o Cruzeiro do sufoco. Depois, Ortigoza foi lançado com liberdade e deu números finais ao encontro.

No fim, Nuñes se aproveitou de bobeira de defesa e descontou para os colombianos.

Agora, o Cruzeiro volta suas atenções para o Campeonato Mineiro. No domingo, o adversário é o América-TO, em Sete Lagoas, pela segunda partida da semifinal. Na próxima quarta-feira, Cruzeiro e Once Caldas volta a se enfrentar, desta vez na Arena do Jacaré.

PRESSÃO COLOMBIANA

A partida começou muito agitada. Nos primeiros minutos, as duas equipes jogaram soltas e procuraram logo o ataque. O Cruzeiro levou perigo aos três minutos, quando Wallyson lançou Brandão no comando de ataque. O camisa 9 invadiu a área e bateu cruzado, mas Martínez fez grande defesa, impedindo o gol.

O Once respondeu em dois lances incríveis. Aos 11, Moreno arriscou chute da intermediária e acertou o travessão. Três minutos depois, Rentería achou Moreno livre dentro da área. O atacante finalizou fortemente e Fábio defendeu no reflexo, salvando a Raposa.

Depois disso, a partida ficou mais pegada no meio de campo, com domínio dos donos da casa. O Cruzeiro tinha dificuldades para sair jogando e até certa displicência nos passes. Aos poucos, porém, a Raposa foi se acertando em campo.

A cobertura celeste marcava bobeira nos lançamentos e constantemente os atacantes do Once Caldas entravam em velocidade pelos lados, levando perigo ao gol defendido por Fábio. No ataque, Brandão se movimentava bem, mas não se acertava com os novos companheiros.

O setor defensivo do Cruzeiro dava muitos espaços ao Once, sobretudo na cabeça de área. Aos 41, após longa troca de passes na frente da área celeste, Calle arriscou de longe e obrigou Fábio a espalmar para o lado. Dois minutos depois, Moreno recebeu dentro da área, girou para cima de Gil e chutou com força para novo milagre do arqueiro cruzeirense.

No fim do primeiro tempo ficou a impressão de que o Cruzeiro jogava aquém do seu potencial e o empate foi até bom resultado pelo que se viu em campo.

ORTIGOZA MUDA O JOGO

Na volta do intervalo, Cuca reforçou o setor defensivo, promovendo a entrada de Everton no lugar de Roger. Com a mudança, Gilberto passou a jogar no meio de campo, armando o jogo ao lado de Montillo. Aos sete minutos, Brandão arriscou chute com força de fora da área e obrigou Martínez a fazer bela defesa. Na sequência, foi a vez de Gilberto chutar de longe, mas por cima do gol.

A partida perdeu em qualidade técnica, com as duas equipes pouco inspiradas. O Once Caldas tinha mais posse de bola, mas não conseguia acertar o último passe, complicando a vida dos atacantes. Aos 21 minutos, Cuca trocou Brandão por Ortigoza, buscando dar mais mobilidade ao ataque.

Juan Carlos Osorio também fez mudanças, tentando aumentar o poder de ataque do Once Caldas. O atacante Micolta entrou no lugar do meia Mijabarre, enquanto o volante Henao deixou o campo para a entrada de González.

Mas as mudanças de Cuca deram mais retorno. Aos 27 minutos, em boa jogada de Montillo pela meia esquerda, o argentino tocou na linha de fundo para Ortigoza, que cruzou na cabeça de Wallyson. O camisa 16 testou no cantinho de Martínez, abrindo o placar para a Raposa. Foi o sétimo gol do atacante na Libertadores 2011, igualando-se ao argentino Nanni, do Cerro Porteño (PAR), no topo da artilharia do torneio.

Sem muita organização, o Once Caldas foi para cima da Raposa, que se segurou da maneira que conseguiu. O melhor momento dos colombianos foi aos 37 minutos, quando Moreno, dentro da área, finalizou para fora. O troco veio no lance seguinte. Ortigoza foi lançado com categoria por Montillo. O paraguaio invadiu a área e tocou com estilo na saída de Martínez: 2 a 0.

Aos 43 minutos, a defesa celeste marcou bobeira e Nuñes, de cabeça, descontou para o Once Caldas. O sufoco só aumentou, quando aos 45 minutos Fábio fez outra boa defesa em chute de fora da área.

Once Caldas 1×2 Cruzeiro

Estádio: Palogrande, em Manizales (COL)
Data/hora: 27/04/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Victor Hugo Carrillo (PER)
Auxiliares: Cesar Escano (PER) e Jonny Bossio (PER)
Cartões amarelos: Mijabarre, Carbonero e Meijía (ONC); Henrique, Montillo e Gilberto (CRU)

Gols: Wallyson, aos 27’/2ºT, e Ortigoza, aos 38’/2ºT (CRU); Luis Nuñes, aos 43’/2ºT

ONCE CALDAS: Luis Martínez; Elkin Calle, Diego Amaya, Alexis Henríques e Luis Nuñes; Alexander Mejía, Harrison Henao (Mario González, 23’/2ºT), Claudio Mijabarre (Félix Micolta, 8’/2ºT) e Carlos Carbonero; Dayro Moreno e Wason Rentería. Técnico: Juan Carlos Osorio.

CRUZEIRO: Fábio; Marquinhos Paraná, Gil, Mauricio Victorino e Gilberto (Vítor, 37’/2ºT); Leandro Guerreiro, Henrique, Roger (Everton, intervalo) e Walter Montillo; Wallyson e Brandão (José Ortigoza, 21’/2ºT). Técnico: Cuca.

abril 28, 2011 Posted by | Cruzeiro | , | Deixe um comentário

Santos vence América-MEX em casa e joga pelo empate no México

Jogando para o gasto, equipe santista faz 1 a 0 ainda no primeiro tempo sobre a equipe ofensivamente ‘remendada’ do América-MEX

O Santos venceu o América (MEX) por 1 a 0 na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, na primeira partida das oitavas de final da Copa Santander Libertadores.

Com o resultado, o Peixe joga por um empate no jogo de volta, no México. O América (MEX) precisa vencer por dois gols de diferença para avançar direto. Caso o time mexicano vença pelo mesmo placar, haverá disputa de pênaltis. Em caso de vitória do América (MEX) por um gol de diferença, o Santos se classifica caso marque gols.

No próximo sábado, dia 30, o Santos enfrenta o São Paulo, no Morumbi, na partida da semifinal do Campeonato Paulista. O jogo de volta contra o América (MEX), no México, será na próxima terça-feira, dia 3, no estádio Corregidora, na cidade de Quréta.

Como o time mexicano deu prioridade à decisão o Campeonato Mexicano, poupou os jogadores de frente titulares. Como resultado, o que se viu na Vila Belmiro foi um visitante pouco agressivo ofensivamente e bem postado na marcação. O Santos, por sua vez, jogou para o gasto e, quando acelerou o jogo, conseguiu furar o bloqueio defensivo do time mexicano.

O que se viu, resumidamente, foi um jogo de um time só.

Rompendo a retranca

No primeiro tempo, o time mexicano foi a campo para se defender. Sem a bola, as duas linhas de quatro homens do América (MEX) ficavam bem próximas e dificultavam a chegada do Santos à grande área. Ofensivamente, porém, o time foi inoperante na primeira etapa – com exceção de um chute de Olivera de fora da área.

Nos 15 minutos iniciais, o Santos teve dificuldade em sair da marcação dos mexicanos. O jogo permanecia no meio de campo e a marcação prevalecia sobre a criação – em ambas as equipes. Os homens de frente ficavam isolados e os laterais não apoiavam.

Somente a partir dos 25 minutos, o Santos acelerou o jogo e contou com o apoio dos laterais – principalmente o de Jonathan pelo lado direito. Gradativamente, o Santos acertava boas tabelas na intermediária e, rondando a área, levava perigo nos chutes de longe.

Aos 38, o então iminente gol santista apareceu. Neymar puxou belo contra-ataque pela esquerda, recebeu a marcação de três mexicanos e tocou para Ganso, que se aproximava pelo meio, dominar e acertar um belo chute colocado no canto esquerdo. No fim o primeiro tempo, o Santos continou pressionando, mas não chegou ao gol.

Sem sufoco

No início do segundo tempo, o panorama do jogo mudou. O América (MEX) começou a ter um pouco mais e posse de bola no ataque, mas sem levar muito perigo, até os 15 minutos iniciais. O Santos teve de se defender, mas, quando tinha a bola, trocava passes velozes e levava perigo.

Contudo, a partir dos 20, o Santos retomou o domínio. Apesar disto, o jogo caiu muito de produção em relação ao primeiro tempo e as chances que surgiam, não eram incisivas. Taticamente, o América (MEX) acertou novamente a boa marcação da primeira etapa e evitava a presença santista na grande área.

Quando chegava, o Santos levava bem mais perigo. Contudo, no segundo tempo, teve dificuldade e não arriscou mais de fora da área. E a vitória veio, em um segundo tempo arrastado. Layún, após lance duro em Neymar, ainda foi expulso, aos 46 minutos.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 1 X 0 AMÉRICA (MEX)

Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data/hora: 27/4/2011 – 21h50
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Pablo Fandiño (URU) e Miguel Nievas (URU)
Renda/público: R$ 474.800,00 e 11.417 pagantes
Cartões amarelos: Danilo e Adriano (SAN); Rojas, Mosquera e Layún (AME)
Cartões vermelhos: Layún, 46’/2°T
GOLS: Paulo Henrique Ganso, 38’/1ºT (1-0); 

SANTOS: Rafael; Jonathan, Durval, Edu Dracena e Léo; Arouca, Danilo, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Adriano, 44’/2°T) e Zé Eduardo (Alan Patrick, 36′ /2°T). Técnico: Muricy Ramalho.

AMÉRICA-MEX: Ochoa; Valenzuela, Mosquera, Cervantes (Layún, 43’/1°T) e Rojas; Rosinei, Reyes, Olivera (Sanchez, 19’/2°T) e Martínez; Márquez e Vuoso (Reyna, 6’/2°T). Técnico: Carlos Reinoso.

abril 28, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Dá-lhe Dagol! São Paulo vence Goiás e se classifica na Copa do Brasil

Dagoberto marca aos 19 da primeira etapa e Tricolor vai às quartas de final da competição nacional

A volta do São Paulo ao estádio do Morumbi foi do jeito que o torcedor queria: com vitória. Mesmo sem show, como o que proporcionou a banda irlandesa U2, o palco são-paulino viu o gol solitário de Dagoberto, suficiente para decretar a vitória do Tricolor por 1 a 0 sobre o Goiás, na noite desta quarta-feira. O São Paulo, assim, se classifica às quartas de final da Copa do Brasil.

Sem jogar em seu estádio desde o dia 13 de março, o Tricolor agora disputa uma vaga nas semifinais da competição contra o Avaí, que eliminou o Botafogo.

No resultado agregado, o São Paulo contabilizou 2 a 0, já que na partida de ida a equipe do técnico Paulo César Carpegiani vencera o Goiás no Serra Dourada por 1 a 0.

Durante a partida, o Tricolor mostrou jogadas envolventes pelos lados do campo, com Ilsinho e Marlos tabelando com os laterais e suprindo a demanda de um exigente – e decisivo – Dagoberto, que, à exemplo do jogo de ida em Goiás, marcou o gol da vitória sobre o Esmeraldino.

AZAR VERDE, SORTE TRICOLOR

Antes da partida começar, os são-paulinos temiam pela qualidade do gramado do estádio do Morumbi, que parecia muito prejudicado até a terça-feira. Mas, mesmo depois da maratona de shows e da chuva que atingiu a capital paulista nesta quarta-feira, o gramado apresentou boas condições para o jogo decisivo.

Em campo, o Goiás sonhava em repetir 2003, quando eliminou o Tricolor com um resultado de 1 a 1 no Morumbi (na ida, 0 a 0 no Serra Dourada), no que fora, inclusive, a última participação do clube paulista na Copa do Brasil.

Mas o Esmeraldino se viu diante de uma maré de azar implacável: primeiro, Harlei se contundiu a seis minutos de jogo, ao tentar impedir saída da bola na linha de fundo. No lugar do veterano goleiro, Pedro Henrique entrou, e entrou “numa fria”.

É que treze minutos depois, o volante Zé Antônio reforçou a falta de sorte do time goiano, escorregou no meio campo e facilitou a vida de Carlinhos Paraíba. O volante tricolor tocou para Dagoberto na área, que marcou o primeiro gol de jogo, aos 19 minutos da primeira etapa.

Mesmo contando com a sorte, a superioridade são-paulina era incontestável. O Tricolor abusava das tabelas, seja pelo lado direito com Jean e Marlos, ou pela esquerda, com Juan e Ilsinho. Assim, o time da casa entrava na defesa rival com facilidade. Ilsinho, inclusive, repetiu o desempenho do último domingo, na vitória sobre a Portuguesa no Campeonato Paulista, e “flutuou” pelas duas extremidades do ataque, municiando Dagoberto e Marlos.

Mas o lance mais inacreditável da primeira etapa foi do Goiás: aos 30 minutos, Marcelo Costa cruzou na área, Rogério saiu mal e Ernando, sozinho, viu a bola passar por entre suas pernas.

Ao time do Centro-Oeste, restavam ainda as jogadas pelo lado direito com Oziel, que importunaram a defesa são-paulina. No primeiro minuto da segunda etapa, o camisa 2 do Goiás perdeu lance capital: ele recebeu de Marcelo Costa dentro da pequena área e tocou por cima do gol de Rogério, desperdiçando oportunidade de ouro.

Difícil mesmo era parar a boa atuação de Dagoberto. Decisivo no jogo de ida no Serra Dourada e autor do primeiro gol do jogo no Morumbi, o camisa 25 protagonizou lindo lance aos 12 minutos, tocou para Jean e Ilsinho, na área, finalizou a jogada nas mãos de Pedro Henrique.

As tramas são-paulinas envolviam a defesa esmeraldina, presa fácil para os toques do Tricolor, cada vez mais à vontade para penetrar na área verde.

Dagoberto ainda abusou do preciosismo aos 24 minutos. Livre na área, ele tentou dois cortes antes de ser desarmado por Carlos Alberto. Três minutos depois, Dagol, de novo, quase marcou em dividida com Pedro Henrique.

Com a classificação praticamente assegurada, Carpegiani atendeu a um pedido da torcida no Morumbi e promoveu a entrada de Rivaldo. O experiente armador teve tempo de descolar ótimo passe para Jean aos 40 minutos, lance que o atleta desperdiçou dentro da área. A cena se repetiu quatro minutos depois, em novo passe de Rivaldo para Jean, que, de novo, finalizou mal.

Nos minutos finais, Fernandão ainda voltou ao time, substituindo Ilsinho. O camisa 15 não jogava há 16 jogos, mas teve pouco tempo para mostrar seu futebol.

O São Paulo acabou terminando o jogo sofrendo com algumas investidas do Goiás, que se lançou ao ataque, sem sucesso. Classificado, o Tricolor enfrenta o Avaí nas quartas de finais da Copa do Brasil, em datas ainda não definidas.

Antes, o São Paulo volta as atenções para o clássico contra o Santos, em partida válida pelas semifinais do Paulistão, a ser disputada no sábado (30), no Morumbi.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 1X0 GOIÁS

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 27/4/2011 – 21h50
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique
Auxiliares: Debert Pedrosa Moisés e Lilian da Silva Fernandes Bruno

Renda/público: R$ 891.747,00 / 32.001 pagantes
Cartões amarelos: Casemiro (SPO); Zé Antônio, Leandro, Assuério (GOI)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Dagoberto, 19’/1ºT (1-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo (Xandão, intervalo), Alex Silva, Miranda; Jean, Casemiro, Carlinhos, Ilsinho (Fernandão 44’/2ºT) e Juan; Marlos (Rivaldo 34’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani

GOIÁS: Harlei (Pedro Henrique 7’/1ºT); Rafael Toloi, Ernando e Valmir Lucas; Oziel, Amaral, Zé Antônio (Leandro 40’/1ºT), Carlos Alberto, Marcelo Costa; Robert e Hugo (Assuério 28’/2ºT). Técnico: Artur Neto

abril 28, 2011 Posted by | Goiás, São Paulo | | Deixe um comentário

Em jogo apático, Vasco garante vaga nas quartas

Vasco e Náutico não saíram do zero na noite desta quarta-feira, em São Januário; Atlético-PR será adversário nas quartas

Na decisão por uma vaga nas quartas-de-final da Copa do Brasil, um time com a cabeça no clássico de domingo, contra outro completo de reservas. Nesse clima de desinteresse, Vasco e Náutico empataram sem gols, nesta quarta-feira, em São Januário, resultado que confirmou a classificação da equipe cruz-maltina.

No primeiro duelo, havia batido o Timbu por 3 a 0, no Recife – o que fez os pernambucanos entregarem os pontos antecipadamente. Para este jogo, apenas os reservas foram escalados.

Bernardo, que briga por uma vaga entre os titulares do Vasco, foi o destaque deste confronto apático. Do camisa 31 saíram as jogadas de maior perigo. Porém, pecou pelo egoísmo em alguns ataques, chegando a irritar alguns companheiros.

Na próxima fase, o Vasco terá pela frente o Atlético-PR. A primeira partida será disputada na próxima quarta-feira (4), na Arena da Baixada. Antes, porém, encara o principal jogo na temporada até agora. Domingo, decide o título da Taça Rio, contra o Flamengo, no Engenhão.

Já o Náutico, eliminado do Campeonato Pernambucano, entrará em férias forçadas até o dia 21 de maio, quando estreia na Série B do Brasileirão, contra a Portuguesa, no Canindé.

BERNARDO ACORDA TORCIDA DO VASCO

Num primeiro tempo de dar sono, o meia Bernardo protagonizou os poucos lances que arrancaram alguma reação da quase vazia arquibancada de São Januário. Primeiro, ao receber uma solada violenta do lateral Peter e ser retirado de campo com muitas dores no tornozelo direito. Mas o xodó da Colina voltou em seguida, aliviando os cruz-maltinos às vésperas da decisão da Taça Rio, contra o Flamengo.

Em campo, porém, esteve longe de uma exibição que lhe respaldasse a vaga de Diego Souza no time titular. Fominha, o camisa 31 irritou os companheiros, como no lance em que, num contra-ataque, deixou de passar para Eder Luis, livre, e finalizou mal para o gol, despendiçando grande chance de abrir o placar.

Em outro, arrancou novos protestos ao cobrar uma falta lateral diretamente para o gol, enquanto os zagueiros Dedé e Anderson Martins esperavam o cruzamento para a área.

Por fim, partiu dele a melhor chance da primeira etapa. Após receber belo passe de Eder Luis, ele fintou dois zagueiros, o goleiro, mas, no chute, acabou acertando o travessão.

O Náutico, que após o revés de 3 a 0 em casa na primeira partida, mandou um time de reservas para “cumprir tabela” no Rio de Janeiro. Porém, levou trabalho à defesa cruz-maltina, principalmente com o meia Deyvid Sacconi, que chegou a fazer um gol, anulado, e o ala-esquerdo Jeff Silva.

FÁGNER VOLTA E PLACAR NÃO SAI DO ZERO

Na segunda etapa, o lateral-direito Fagner voltou ao time após um mês e meio afastado se recuperando de lesão. Enquanto isso, a patia em campo permanecia. Bernardo ainda era o homem mais agressivo, assustando o goleiro Douglas com chutes venenosos de fora da área.

O Náutico, que abusou dos cartões amarelos (foram sete, no total), teve mais um gol anulado, desta vez, equivocadamente. Silas, em posição legal, finalizou para as redes do goleiro Fernando Prass, mas o bandeira assinalou impedimento do atacante do Timbu.

Nem o maestro Felipe conseguiu trazer um pouco de brilho ao jogo. No dia em que completava 300 jogos pelo Vasco, ele saiu de campo no meio da segunda etapa, após atuação apagada e muitos passes errados.

Com o apito final do árbitro Devarly Lira, alívio para os jogadores do Vasco, que com a classificação confirmada, poderão concentrar-se inteiramente na decisão de domingo.

FICHA TÉCNICA
VASCO 0 X 0 NÁUTICO

Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 27/4/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Devarly Lira do Rosario (ES)
Auxiliares: Jose R Maciel Linhares (ES) e Vanderson Antonio Zannoti (ES)

Cartões amarelos: Ramon, Jumar (VAS), Peter, Fabio Reis, Deyvid Sacconi, Rodolfo, Jeff Silva, Jorge Felipe, Elicarlos (NAU)

VASCO: Fernando Prass, Allan (Fagner, aos 10’/ 2ºT), Dedé, Anderson Martins e Ramon; Jumar, Eduardo Costa, Felipe (Enrico, aos 21’/ 2ºT) e Bernardo; Eder Luis (Caíque, aos 40’/ 2ºT) e Elton. Técnico: Ricardo Gomes

NÁUTICO: Douglas, Jorge Felipe, Wescley e Rafael; Peter, Rodolfo Potiguar, Elicarlos, Saconni (Marcus Vinícius, aos 31’/ 2ºT), Philip e Jeff Silva; Fábio Reis (Silas, intervalo). Técnico: Zé do Carmo

abril 27, 2011 Posted by | Náutico, Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

Com facilidade, Flamengo goleia Horizonte e avança

Rubro-Negro enfrentará Ceará nas quartas de final. Thiago Neves rouba a cena no Ceará

Em Horizonte (CE), o Flamengo não deu chance para a zebra na Copa do Brasil e venceu o time da casa por 2 a 0, nesta quarta-feira, avançando às quartas de final da Copa do Brasil. O adversário do Rubro-Negro será o Ceará, que derrotou o Grêmio Prudente. O primeiro confronto será disputado na próxima quarta, dia 4 de maio.

Sem Ronaldinho Gaúcho e Léo Moura, lesionados, Thiago Neves chamou a responsabilidade e foi o protagonista no triunfo do Flamengo.

FLAMENGO OFENSIVO E GOL RÁPIDO

O técnico Vanderlei Luxemburgo alterou o time que conseguiu a classificação para a final da Taça Rio, no domingo, contra o Fluminense. Ele optou por uma formação mais ofensiva com Bottinelli no meio na vaga do volante Fernando, que sequer ficou no banco de reservas, Deivid no ataque ao lado de Wanderley.

No 4-4-2, com Willians e Renato como volantes, Thiago Neves e o argentino tiveram liberdade para se movimentar à frente. E foi com a dupla que quase o Flamengo abriu o placar.

Aos cinco minutos, Thiago Neves lançou Bottinelli na intermediária. El Pollo dominou, avançou, mas finalizou para fora, à esquerda do goleiro Alex.

Quatro minutos depois, porém, o Rubro-Negro abriu o placar com Galhardo, que substitiu Léo Moura. A revelação do Fla tentou cruzar, a bola foi em direção ao gol e o camisa1 do Horizonte não alcançou.

À frente no placar, o Flamengo pouco era ameaçado pelos cearenses. O time local tentava explorar o contra-ataque, mas não conseguia concluir as jogadas.

A melhor jogada do Horizonte no primeiro tempo foi uma falta cobrada por Junior Cearense da intermediária direita. O camisa 11 bateu diretamente para a área, a bola quicou à frente de Felipe, mas o goleiro espalmou para escanteio.

O Flamengo poderia ter ampliado a vantagem no marcador. Pelo menos três oportunidades claras foram criadas até o término da primeira etapa.

A primeira delas aconteceu com Deivid, aos 29 minutos. O camisa 9 recebeu na ponta esquerda, penetrou na área e chutou cruzado. A bola sofreu desvio do goleiro e saiu à linha de fundo.

Pouco tempo depois, aos 34, Wanderley recebeu lançamento de Thiago Neves, deu um chapéu no zagueiro e finalizou com força. Alex, porém, conseguiu fazer a defesa.

Já no fim do primeiro tempo, Deivid, de novo, quase marcou o segundo para o Flamengo. Após outro passe de Thiago Neves, o camisa 9 antecipou-se ao marcador, tirou do goleiro, mas Douglas brecou o chute do atacante rubro-negro.

SOLO DE THIAGO NEVES

Principal responsável pelas jogadas do Flamengo no primeiro tempo, Thiago Neves manteve o bom nível de sua atuação na etapa final e logo aos três minutos deu passe para Deivid marcar o segundo.

O gol, porém, ficou em segundo plano. Antes do camisa 9 marcar, Thiago Neves driblou três adversários e rolou para Deivid apenas empurrar para o gol vazio.

Autor de vários passes, o camisa 7 também tentou deixar a sua marca. Aos 13 minutos ele cobrou falta do lado direito e quase surpreendeu o goleiro Alex, que espalmou para escanteio.

O terceiro gol quase saiu em uma jogada que também começou com Thiago Neves. O meia cruzou da esquerda, o goleiro Alex soltou a bola e ela sobrou para Wanderley. O atacante do Fla, porém, isolou e desperdiçou a chance.

DOMÍNIO E GOLEADA

Superior em campo e com uma boa vantagem no placar, O Flamengo não era ameaçado. Vanderlei Luxemburgo, então, promoveu alterações no Flamengo. Ele sacou Bottinelli para lançar Fierro e, depois, abdicou do 4-4-2, deixando o Fla somente com Deivid no ataque. Wanderley saiu para a entrada de Muralha no meio de campo.

Isolado à frente, Deivid teve a chance de marcar seu segundo gol na partida. O camisa 9 foi lançado no ataque após erro de posicionamento da defesa do Horizonte e avançou. Sozinho ele tentou tirar a bola do goleiro, mas mandou para fora.

Depois do camisa 9, foi a vez de Fierro perder uma oportunidade. Aos 30 minutos, Renato penetrou pela esquerda e rolou para trás. O chileno chutou com força, mas a bola pegou na zaga.

A 12 minutos para o fim do jogo, o principal jogador da classificação rubro-negra deixou o campo. Thiago Neves saiu e deu lugar a Diego Maurício.

Pouco tempo depois, aos 35 minutos, foi a vez do volante Willians roubar a cena e mostrar categoria para marcar o terceiro do Flamengo em Horizonte. Ele arrancou do meio de campo, passou por Carlinhos, driblou o goleiro Alex e sacramentou o placar.

o golaço do camisa 8 representou a boa atuação do Flamengo que não deixou chances ao Horizonte.

FICHA TÉCNICA:

HORIZONTE 0 X 3 FLAMENGO

Data/hora: 27/4/2011, às 21h50 (de Brasília)
Local: Domingão, Horizonte (CE)
Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa/PR)
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (Fifa/BA) e Gilson Bento Coutinho (PR)
Cartão amarelo: Carlinhos, Siloé (HOR); David, Galhardo (FLA)
Cartão vermelho: Hércules, aos 29’/ 2ºT (HOR)

Gols:Galhardo, aos 9’/ 1ºT; Deivid, aos 3’/ 2ºT; Willians, aos 35’/ 2º T (FLA)

HORIZONTE: Alex, Robert, Carlinhos, Douglas e Hércules; Valter (André Luís, aos 6’/2º T), Isac (Lúcio Maranhão, aos 18’/2º T), Elanardo e Diego Palhinha; Júnior Cearense (Da Silva, aos 33’/2ºT) e Siloé. Técnico: Roberto Carlos.

FLAMENGO: Felipe, Galhardo , Welinton, David e Rodrigo Alvim; Willians, Renato, Bottinelli (Fierro, aos 16’/2º T), Thiago Neves (Diego Maurício, aos 33’/2ºT); Deivid e Wanderley (Muralha, aos 22’/2º T). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

abril 27, 2011 Posted by | Flamengo | , | Deixe um comentário

Pratto e Borges complicam Grêmio na Libertadores

Chilenos confirmam bom retrospecto fora de casa e vencem por 2 a 1. Grêmio precisa vencer por 2 a 0 no Chile para avançar

Foi um jogo muito mais complicado do que a torcida previa. A Universidad Católica manteve sua escrita de bons jogos longe de casa e, dentro do Estádio Olímpico, surpreendeu o Grêmio com um placar de 2 a 1. Borges foi expulso ainda no primeiro tempo e deixou o Tricolor com um a menos. Lucas Pratto marcou os dois gols dos chilenos, enquanto Douglas descontou para o time gaúcho. O resultado deixa os tricolores com a responsabilidade de vencer por dois gols de diferença ou por um desde que marque três na próxima quarta-feira, em Santiago.

Com os instrumentos musicais e bandeiras de sua torcida liberados pela polícia após polêmica, a noite se iniciava de forma otimista para o Grêmio. Enquanto ainda havia torcedores chegando ao Estádio Olímpico, o Tricolor já tinha quatro escanteios a seu favor. Quase marcou em uma cabeçada de Borges e deu esperanças aos gremistas presentes.

Um dos melhores times a jogar fora de seus domínios na Libertadores, a Universidad Católica não seguiu o exemplo de Oriente Petrolero e León de Huánuco, adversários gremistas na fase de grupos, e jogou. Teve logo no início do jogo uma finalização de Pratto. Mas o que chamou atenção foi a dedicação na marcação, dificultando às ações de ataque gremista. Douglas encontrou espaço e acertou a trave de Garcés, mas os tricolores não conseguiam entrar na área da La Católica. Pratto também assustou de fora da área. Depois das finalizações, o jogo permaneceu morno para os dois lados, e a torcida azul arrefeceu seu ânimo na arquibacanda.

As emoções do primeiro tempo iniciaram a partir dos 25 minutos. Borges, em um dos lances em que foi protagonista, driblou três marcadores e chutou para fora. Três minutos depois, o balde de água fria. Em erro de Gilson no ataque, a Universidad retomou a bola. Cañete recebeu o lançamento, tirou Rafael Marques da jogada e o campo se abriu na sua frente. Ao seu lado, Pratto entrou livre pela esquerda. Neuton, sozinho, nada pode fazer. O centroavante dos chilenos tocou na saída do goleiro Marcelo Grohe e abriu o placar.

Só que se a coisa estava ruim, piorou. Borges deu uma cotovelada em Henríquez e o auxiliar viu. Foi dedurado e expulso por Néstor Pitana. Deixou o Grêmio com uma a menos e sem centroavante. Na pressão gremista até o fim do primeiro tempo, seriam dois levantamentos que cruzaram a área sem um pé de camisa 9 para empurrá-los para dentro do gol.

Após os 20 minutos no vestiário, Lins voltou no ataque junto de Leandro. A tentativa era de dar mais força ao setor ofensivo. E, ao menos em postura, adiantou. Outra vez com dois atacantes, o Grêmio se postou à frente, no campo da Universidad.

De inúmeras tentativas coletivas, nada saiu. Pois em uma jogada individual de Douglas, o empate veio. Sozinho, Douglas saiu da direita e passou por seus adversários em direção ao meio-campo. Da intermediária, armou e bateu forte na bola. O chute zuniu em direção ao ângulo de Garcés, onde entrou aos 14 minutos. Que golaço! Que empate!

A partir daí, o Tricolor se empolgou. Trocou bola no meio-campo e tentava achar alguma outra brecha na defesa da Católica. Leandro tinha muito vontade, corria muito, mas não conseguiu ser decisivo como em outras situações. E para piorar, os chilenos não se retrancaram. Muito pelo contrário: em estocada aos 29 minutos, Lucas Pratto recebeu cruzamento na área e cumprimentou Marcelo Grohe. O desânimo arrebateu o Estádio Olímpico.

Sem organização, o Grêmio pressionou – ou tentou – até o final da partida. Os chilenos saíam nos contra-ataques e mantinham a posse de bola até gastar o tempo necessário para o árbitro apitar o término do jogo. Nos últimos minutos, Marcelo Grohe ainda salvou o Grêmio de um futuro pior.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 1 X 2 UNIVERSIDAD CATÓLICA

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Data-Hora: 26/4/2011 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (ARG)
Auxiliares: Hernan Maidana (ARG) e Alejo Castan (ARG)
Renda e público: R$ 766.807,50 / 31.559 pagantes / 35.101 presentes
Cartões amarelos: Martínez, Costa, Silva, Eluchans e Valenzuela (UCA); Willian Magrão e Adilson (GRE)
Cartões vermelhos: Borges 34’/1ºT (GRE)
Gols: Pratto 28’/1ºT (0-1), Douglas 14’/2ºT (1-1) e Pratto 29’/2ºT (1-2)

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Gabriel, Rafael Marques, Neuton e Gilson (Escudero 45’/2ºT); Fábio Rochemback, Willian Magrão (Lins – Intervalo), Adilson e Douglas; Leandro (Carlos Alberto 32’/2ºT) e Borges – Técnico: Renato Gaúcho.

UNIVERSIDAD CATÓLICA: Garcés, Valenzuela, Henríquez, Martínez e Eluchans; Ormeño, Silva (Felipe Gutiérrez 18’/2ºT), Costa (Sepúlveda 38’/2ºT), Meneses e Cañete (Villanueva 30’/2ºT); Pratto – Técnico: Juan Antonio Pizzi.

abril 27, 2011 Posted by | Grêmio | | Deixe um comentário

Sai zica! Verdão leva susto, mas vence e garante ‘semifinal grande’

Palmeiras espanta a zebra de cair diante do Mirassol, vence por 2 a 1 e enfrenta o Corinthians na semifinal

O Palmeiras venceu o Mirassol por 2 a 1, neste domingo, no jogo das quartas de final do Pacaembu. Por pouco, o Verdão não foi o único grande a ficar de fora das semifinais do Campeonato Paulista – o time saiu vencendo, mas levou um gol de empate após falha da defesa.

Com o resultado, o Verdão enfrenta o arquirrival Corinthians como mandante nas semifinais, em jogo único, com data indefinida – o jogo pode ocorrer no próximo dia 30 ou no dia 1º de maio. Na outra semifinal, o São Paulo enfrenta o Santos como mandante e deve levar a partida para o Morumbi.

O jogo será o reencontro do Palmeiras com o rival Corinthians, após oito anos. A última semifinal entre as duas equipes no Paulistão foi em 2003. Na ocasião, o Timão passou pelo Palmeiras com um 2 a 2, e depois um 4 a 2 – ambas as partidas foram no Morumbi.

No jogo, o Alviverde manteve o domínio durante quase todo o jogo, mas não evitou um incômodo gol de empate na primeira etapa que poderia estragar o domingo de Páscoa palmeirense. O jogo ainda teve expulsões e polêmicas.

Quem não faz…

O jogo começou em um ritmo lento. Mesmo com um time ofensivo, com dois meias e dois atacantes, o Mirassol esbarrava em uma forte marcação no Palmeiras. Resultado: a bola não parava no campo de ataque do Leão e o alvi-verde mantinha o jogo sob controle.

Após algumas boas chances, o Palmeiras chegou ao gol aos dez minutos, após driblar Luiz Henrique e acertar um grande chute de longe. A partir do gol, o Palmeiras teve o domínio do jogo, mas perdeu seguidas chances de fazer o segundo, como a desperdiçada por Luan.

Taticamente, o Mirassol estava completamente envolvido. Sem a bola, Rivaldo e João Vitor ficavam presos na última linha da defesa e Assunção e Márcio Araújo também ajudava na marcação. Os meias do Mirassol não encontravam espaço para trocar passes, e a bola mal chegava ao ataque.

Mesmo assim, o gol do Mirassol veio em uma falha da defesa palmeirense. Samuel cruzou pela direita, a bola cruzou a zaga, desviou em Luiz Henrique e sobrou para Marcelinho, livre, empatar. No fim do primeiro tempo, o jogo caiu de intensidade e se encaminhou para o final.

Polêmicas e virada alviverde

Com o susto do gol de empate, o Palmeiras voltou a campo mais incisivo no jogo e tentando tomar a iniciativa. O Verdão prendia mais a bola no ataque e o Mirassol praticamente não assustava. No início, houve um lance polêmico: em confusão com Serginho, o zagueiro Danilo deu um pisão no atacante do Leão, mas o árbitro não viu falta.

Após o domínio, o Verdão chegou ao gol. Luan chutou em cima da zaga, e a bola sobrou para Márcio Araújo, que acertou um grande chute de longe para ampliar para o alvi-verde.

Logo após o gol, o Mirassol viu sua desvantagem ampliar mais ainda: Xuxa, artilheiro do time na primeira fase com oito gols, fez falta por trás em Kleber e recebeu o segundo amarelo.

A partir de então o que se viu, foi o Palmeiras ampliar o seu domínio, mas desperdiçar inúmeras oportunidades de matar de vez a partida. O Mirassol, no entanto, estava muito bagunçado taticamente e ofereceu pouca resistência à vitória palmeirense.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 2 X 1 MIRASSOL

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 24/4/2011 – 18h30
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Auxiliares: Herman Brumel Vani e Bruno Salgado Rizo
Renda/público: R$ 466.682,00 e 16.653 pagantes
Cartões amarelos: Rivaldo, Danilo e Deola (PAL); Esley, Xuxa e Dezinho (MIR)
Cartões vermelhos: Xuxa, 13’/2ºT (MIR)
GOLS: Valdivia, 10’/1ºT (1-0); Marcelinho, 40’/1ºT (1-1); Márcio Araújo, 11’/2ºT (2-1)

PALMEIRAS: Deola; João Vitor, Leandro Amaro, Danilo e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Chico, 30’/2ºT), Valdívia (Lincoln, 40’/2ºT); Luan e Kléber. Técnico: Luiz Felipe Scolari

MIRASSOL: Fernando Leal; Samuel (Daniel Marques, intervalo), Luiz Henrique, Dezinho e Diego; Jairo, Magal, Esley (Marcelinho, 31’/1ºT) e Xuxa; Serginho (Renato Peixe, 29’/2ºT) e Welington Amorim. Técnico: Ivan Baitello.

abril 24, 2011 Posted by | Palmeiras | Deixe um comentário

Ilsinho neles! São Paulo vence a Portuguesa e vai à semifinal

Camisa 77 tricolor fez um gol e deu o passe a Dagoberto, garantindo vaga às semifinais do Paulistão; adversário é o Santos

A torcida são-paulina ganhou um presente, mas Rogério Ceni, Ilsinho e Dagoberto evitaram o que seria um chocolate “amargo” em pleno domingo de Páscoa. Com gols de Ilsinho e Dagoberto, no fim de jogo, e ótima atuação de Rogério embaixo das traves, o São Paulo ganhou o clássico contra a Portuguesa por 2 a 0, na Arena Barueri, e se classificou às semifinais do Campeonato Paulista. Agora, a equipe enfrenta o Santos, no Morumbi, no próximo sábado. 

O resultado repete a sina da primeira fase, quando a Portuguesa recebeu o São Paulo no Canindé, na oitava rodada, e o Tricolor venceu por 3 a 2.

São Paulo vence Lusa e avança no Paulistão

No jogo deste domingo, o time do técnico Paulo César Carpegiani mostrou oportunismo e um jogo envolvente pelos lados do campo, especialmente através de Ilsinho, Marlos e Dagoberto. Na segunda etapa, os times deixaram o futebol de lado e os dois treinadores, Carpegiani e Jorginho, travaram um verdadeiro duelo de xadrez. Quando a Portuguesa melhorou em campo e esboçou o empate, Rogério Ceni salvou o Tricolor por duas vezes. No fim, Ilsinho, mais uma vez, foi decisivo e deu o passe para Dagoberto dar números finais à partida. 

O CLÁSSICO

O São Paulo entrou em campo com um desfalque de última hora: Lucas, que sentiu a coxa direita em treinamento no sábado e não se recuperou a tempo, deu lugar a Marlos no meio-campo tricolor, abrindo ainda uma vaga para Ilsinho nos onze iniciais. Rodrigo Souto era a outra novidade, substituindo Alex Silva, com inchaço no joelho direito. 

Pelo lado da Portuguesa, o terceiro cartão amarelo do lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro obrigou o técnico Jorginho a improvisar o volante Ademir Sopa na posição. O ânimo nos lados do clube do Canindé era grande, afinal, a última vez que a Lusa chegara às semifinais de um Paulistão fora em 1998, quando perdeu para o Corinthians em arbitragem polêmica do argentino Javier Castrilli.

Carpegiani foi ousado nas substituições durante o jogo (Foto: Miguel Schincariol)

Com um volante de ofício em uma lateral e o aplicado Marcos Pimentel na outra, a Portuguesa começou a partida fechada pelas laterais, sem dar espaço ao Tricolor. Nem mesmo as infiltrações pelo meio, com Juan, Marlos e Dagoberto, surtiam efeito. Durante os primeiros 20 minutos de jogo, o paredão rubroverde pareceu intransponível e a Lusa aproveitou para se lançar ao ataque, tentando algumas investidas, sem sucesso. 

Só que era a hora do Tricolor se reorganizar em campo. Marlos e Ilsinho trocavam de posições e Miranda, de cabeça aos 24 minutos, triscou a trave de Weverton.

Quando Carpegiani tirou Rodrigo Souto, machucado, para promover a entrada de Henrique, a defesa rubroverde simplesmente ruiu. O São Paulo passou a frequentar o campo de ataque mais à vontade. Juan, aos 27, cruzou por baixo e Dagoberto se antecipou à zaga tocando com perigo. Parecia questão de tempo até o primeiro gol da partida, muito mais afeito ao Tricolor do que à Portuguesa.

Mais solto e envolvente pelo meio e pelos flancos, o São Paulo acabou marcando de cabeça, e quem marcou foi um jogador que não costuma ser bom pelo alto. Ilsinho, aos 40 minutos da primeira etapa, aproveitou cruzamento de Jean e testou para o fundo das redes de Weverto.

À Portuguesa, que até ensaiou um bom começo de partida e depois cedeu ao ímpeto do rival, sobraram arremates de longe. Guilherme e Ferdinando, a dupla de volantes rubroverde, arriscaram de fora da área e assustaram Rogério Ceni, no que parecia a única chance da Portuguesa quebrar o gelo são-paulino.

JOGO DE XADREZ E DE NERVOS

Na segunda etapa, as equipes não mostraram inspiração e poucas eram as chances de gol. Em compensação, os técnicos travaram um duelo à parte.

Jorginho viu na entrada do atacante Rafael Silva no lugar de Marco Antônio uma oportunidade para alavancar o ataque rubroverde. Diante da ofensiva adversária, Carpegiani moveu suas peças e tratou de promover a substituição de Marlos para Luiz Eduardo, zagueiro revelado na base tricolor, entrar e proteger a defesa.

O movimento do técnico tricolor “anulou” a ofensiva de Jorginho no tabuleiro de Barueri: a trinca de atacantes lusos foi facilmente marcada pelo novo trio de zagueiros são-paulinos.

No entanto, o técnico da Portuguesa colocou o “peão” Ananias, que fora o “rei” do jogo contra o São Bernardo na primeira fase, no lugar de Henrique. A mudança não surtiu o efeito desejado, e as equipes continuaram cozinhando a partida. O São Paulo, satisfeito, tocava a bola; a Lusa, sem conseguir decifrar a tática adversária, não tinha profundidade.

Para ultrapassar o inteligente jogo tricolor, Jorginho viu a Portuguesa apostar nas jogadas pelo alto. Jael aos 24, e Luís Ricardo, exigindo defesa incrível de Rogério Ceni aos 28, arrancaram suspiros da torcida lusitana. 

Rogério, heróico, ainda evitou o que seria o gol de empate em arremate de Ferdinando, aos 32. A torcida da Portuguesa esfregava as mãos e torcia pelo gol de empate, que parecia maduro àquela altura da partida.

Mas Ilsinho neles! O camisa 77 e Dagoberto asseguraram a classificação são-paulina no fim. Faltando 10 minutos para o fim da etapa regulamentar, Ilsinho recebeu na área e tocou para Dagol, que só teve o trabalho de acertar o lado oposto de Weverton e marcar.

O gol assegurou o presente de Páscoa do são-paulino e a classificação do Tricolor às semifinais do Campeonato Paulista. Neymar, Ganso e cia aguardam o São Paulo no próximo sábado. A partida será realizada no Morumbi. 

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 2X0 PORTUGUESA

Estádio: Arena Barueri, São Paulo (SP)
Data/hora: 24/4/2011 – 16h
Árbitro: Aurélio Sant’Anna Martins
Auxiliares: Reinaldo Rodrigues dos Santos e Marco Antonio de Andrade Motta Junior

Renda/público: R$ 287.118,00 / 11.134 pagantes 
Cartões amarelos: Rhodolfo (SPO); Marco Antônio, Maurício, Domingos (POR)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Ilsinho, 40’/1ºT (1-0); Dagoberto, 35’/2ºT (2-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Rhodolfo, Miranda e Juan; Rodrigo Souto (Henrique 29’/1ºT), Casemiro, Carlinhos e Ilsinho (Cléber Santana 37’/2ºT); Marlos (Luiz Eduardo 11’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani. 

PORTUGUESA: Weverton; Marcos Pimentel, Domingos, Maurício, Ademir Sopa (Ronaldo 33’/2ºT); Ferdinando, Guilherme, Marco Antonio (Rafael Silva, intervalo) e Henrique (Ananias 17’/2ºT); Jael e Luis Ricardo. Técnico: Jorginho.

abril 24, 2011 Posted by | Portuguesa, São Paulo | | Deixe um comentário

Em jogo de golaços, Inter bate Ju e confirma Gre-Nal

Colorado faz 2 a 1 no time da casa e está na final da Taça Farroupilha 

Mais um grande jogo no Gauchão. Após o Grêmio se classificar para final em embate com o Cruzeiro, o Inter passou pelo Juventude com um a menos e confirma o Grenal na decisão da Taça Farroupilha. A vitória em Caxias do Sul por 2 a 1 deixa o Colorado em condições de definir a competição dentro do Estádio Beira-Rio, a princípio no próximo domingo. O clássico será o primeiro da maratona de cinco que podem acontecer. 

Se Grêmio e Cruzeiro fizeram um jogo eletrizante pela primeira semifinal, Juventude e Inter parecem ter ficado com ciúmes. A vaga para a final parecia o prato de comida dos jogadores do time do interior gaúcho. E a fome era grande. Cinquenta segundos de partida e duas faltas cometidas pelo Ju. Pelo lado colorado, Falcão surpreendeu e escalou Oscar como substituto de D’Alessandro.

A primeira chegada mais forte do jogo aconteceu aos seis minutos, também do time da casa. Júlio Madureira, artilheiro da equipe com 11 gols, recebeu cruzamento na área colorada e cabeceou à direita do gol defendido por Renan. Apesar do lance, o Inter era melhor no jogo e dominava as ações. Só que não conseguia transpor a marcação forte caxiense.

Os meias colorados erravam muitos passes e complicavam a criação colorada. Era preciso a presença dos volantes passando da linha da bola. Até o momento, o Ju apenas marcava. Na primeira jogada armada, Nei e Oscar tabelaram. O lateral direito acionou Bolatti, pelo meio, como necessário, chegando na frente. O argentino dominou no peito aos 19 minutos, na meia direita, e soltou a bomba. Sem chance alguma para Jonatas, a bola dormiu no ângulo direito do goleiro. Golaço.

Dono da casa, o Juventude evidentemente não queria deixar a classificação para a final escapar tão facilmente. Se jogou a frente e passou a marcar a saída de bola do adversário com mais afinco. E empatou após o autor do gol colorado fazer uma falta na intermediária. Fred, zagueiro, bateu forte e no ângulo. Oito minutos depois o Juventude igualou tudo.

O gol desesperou os jogadores do Inter. E o Juventude cresceu. Tentou de fora da área com Cristiano e teve chance clara com Júlio Madureira, impedido. Mas o final do primeiro tempo teve o Colorado melhor no jogo, desperdiçando chances com Andrezinho, bloqueado dentro da área, e Rafael Sobis, em cobrança de falta por cima.

No vestiário, a orientação de Falcão foi de o Inter se postar mais ofensivamente. Kleber se desgarrou da primeira linha de quatro jogadores e auxiliava Oscar sobre Anderson Pico. O meia, mesmo sem ritmo, era o melhor do Inter na partida e passou em diversas oportunidades pelo lateral direito alviverde no segundo tempo.

Com a postura vermelha, o Ju se acuou em seu campo. Em chance aos nove com Leandro Damião, sua primeira finalização na partida, depois aos 11 e 12, o Colorado levou perigo ao dono da casa. O contra-ataque era a arma alviverde, mas o Inter se defendia bem. Aos 14, um lance inacreditável. Oscar cobra escanteio, o goleiro divide com Damião e a bola sobra para Rodrigo, que acerta o travessão. No rebote, Bolívar cabeceou e Ramiro, de bicicleta, tirou sobre a linha. Surreal.

A pressão colorado continuava. Em outra jogada sobre Anderson Pico, Oscar rouba bola, dribla dois marcadores e com açúcar chuta. A bola ruma o ângulo, mas toma algum vento da Serra Gaúcha e se choca com o travessão. No lance seguinte, aos 20, Bolatti complica as coisas para o Colorado. Tenta driblar o marcador sobre a linha do meio-campo, perde e põe a mão na bola. Cartão vermelho.

Imediatamente, Falcão recompôs o meio-campo e colocou Tinga no lugar de Rafael Sobis. Oscar foi quem continuou sendo o motor do time do Inter e até cansar e ser substituído era o principal jogador da partida. O Juventude se soltou um pouco mais, e passou a dominar o jogo.

Só que aí apareceu Leandro Damião. Ele correu atrás de lançamento no fundo do campo, pela direita, sozinho contra a zaga do time caxiense. Na frente do marcador, o centroavante deu uma lambreta e, antes do goleiro, conseguiu dar toque para Tinga. O volante dividiu com o goleiro e a zaga e fez o segundo para o Colorado em partida que se tornava muito complicada. Outro golaço, agora aos 33 minutos do segundo tempo. 

Os minutos finais do decisão foram de um time da casa tentando romper a barreira formada pelo adversário, enquanto Inter se defendia e tentava passar o tempo com a bola nos pés. Aos 41, Cristiano quase fez para o Ju. Mas a pressão não deu resultado, e o Inter segurou a vitória. 

FICHA TÉCNICA

JUVENTUDE 1 X 2 INTER

Data/hora: 24/04, às 16h

Local: Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul

Árbitro: Jean Pierre Gonçalves, auxiliado por Marcelo Bertagna Barison por Tatiana Jacques de Freitas

Gols: Bolatti, aos 19 minutos do primeiro tempo e Tinga, aos 33 minutos do segundo tempo; Fred, aos 27 minutos do primeiro tempo

Cartões amarelos: Bolatti (I) Fred (J)

Cartão vermelho: Bolatti (I)

Juventude: Jonatas; Anderson Pico, Rafael Pereira, Fred e Alex Telles; Umberto, Jardel, Ramiro(Celsinho 42’/2ºT) e Cristiano; Júlio Madureira(Rafael Aidar 29’/2ºT) e Zulu. Técnico: Picoli

Inter: Renan; Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho e Oscar(Zé Roberto 30’/2ºT); Rafael Sobis(Tinga 22’/2ºT) e Leandro Damião. Técnico: Falcão.

abril 24, 2011 Posted by | Internacional, Juventude | , | Deixe um comentário

Atlético-MG vira clássico contra o América-MG e amplia vantagem

Gabriel abriu o placar de cabeça e depois o clube alvinegro virou após a saída de Ricardo Bueno. Time melhorou com Neto Berola

O Atlético-MG ampliou a vantagem no duelo de semifinal do Campeonato Mineiro ao vencer o América-MG por 3 a 1 na Arena do Jacaré, neste sábado. O resultado foi conseguido de virada, com uma melhora alvinegra ainda no primeiro tempo após a saída de Ricardo Bueno.

Os gols foram anotados por Gabriel, para o Coelho, e depois por Patric, Neto Berola e Serginho, para o Galo. As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo fim de semana.

Por ter feito melhor campanha na primeira fase, o Atlético tem a vantagem e pode até perder por dois gols de diferença que se classifica para a decisão.

O primeiro tempo reservou bons lances para América e Atlético. Logo aos dois minutos, Mancini teve ótima chance e ficou cara a cara com Flávio, que conseguiu salvar.

Depois, foi a vez do Coelho responder em boa jogada de Irênio e Fábio Júnior. O meia finalizou por cima da meta de Renan Ribeiro.

Aos oito minutos, o indício de como seria o gol que mexeu no placar pela primeira vez. O capitão americano Gabriel aproveitou cobrança de escanteio mas cabeceou para fora.

Foi de maneira semelhante que o zagueiro marcou aos 22 minutos. Ele subiu mais do que Serginho na primeira trave e desviou para o fundo das redes. Antes disso, os dois times haviam perdido boas chances.

O ritmo do jogo era bom. O América tinha boa organização. O Atlético, por outro lado, irritava a sua torcida com alguns lances, principalmente os protagonizados por Ricardo Bueno. O atacante dominava com dificuldade as bolas, errava lances fáceis e acabou sendo substituído ainda na primeira etapa por Dorival Júnior. Neto Berola ganhou a vaga.

Após a mudança, aos 34 minutos, o Alvinegro apresentou uma melhora que resultou em gol antes do intervalo. Patric recebeu bola pela direita, deu ótimo corte no marcador e finalizou de canhota no alto do gol de Flávio, aos 47 minutos. Na comemoração, o camisa 2 fez sinal de silêncio para a torcida do Galo.

SEGUNDO TEMPO

A crescente alvinegra continuou na etapa final. Sem Ricardo Bueno, o time ganhou mais dinâmica, velocidade e chegou aos gols.

Mancini quase virou aos quatro minutos. Ele fez boa jogada com Neto Berola e ficou cara a cara com Flávio novamente. Mas a bola caiu para a perna esquerda e ele finalizou para fora.

O gol saiu aos 11 minutos em jogada de escanteio. Leonardo Silva desviou na primeira trave e Neto Berola completou na outra extremidade do gol para virar o placar.

O América encontrou dificuldades para criar jogadas devido ao bom posicionamento defensivo encontrado por Dorival Júnior para o Atlético no segundo tempo.

Aos 24 minutos, foi a vez de Serginho marcar. Neto Berola cruzou da esquerda e a bola foi até Patric, no canto direito da área. O camisa 2 cruzou novamente e Serginho guardou.

A partida caminhou até o fim sem o América conseguir levar perigo para o gol de Renan Ribeiro.

FICHA TÉCNICA:
AMÉRICA-MG 1 X 3 ATLÉTICO-MG

Local: Estádio Joaquim Henrique Nogueira (Arena do Jacaré), em Sete Lagoas (MG)
Data/hora: 24/4/2011 às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Carlos Berkembrock (Fifa-SC) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO)
Público/renda: 2.818/R$ 70.935
Cartões amarelos: Otávio, Dudu (AME), Guilherme Santos, Neto Berola, Toró, Renan Ribeiro, Leonardo Silva (ATL)
Cartão vermelho: Não houve

GOLS: Gabriel, 22’/1ºT (1-0), Patric, 47’/1ºT (1-1), Neto Berola 11’/2ºT (1-2), Serginho 24’/2ºT (1-3)

AMÉRICA-MG: Flávio, Sheslon (Nando, intervalo), Otávio, Gabriel e Rodrigo; Dudu, Leandro Ferreira, Irênio (Euller, 32’/2ºT) e Camilo (Davi Ceará, 9’/2ºT); Luciano e Fábio Júnior. Técnico: Mauro Fernandes.

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro, Patric, Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos; Serginho, Fillipe Soutto, Renan Oliveira e Giovanni Augusto (Toró, 37’/2ºT); Mancini (Daniel Carvalho, 33’/2ºT) e Ricardo Bueno (Neto Berola, 34’/1ºT). Técnico: Dorival Júnior.

abril 24, 2011 Posted by | Atlético-MG | | Deixe um comentário

Flamengo vence o Flu nos pênaltis e vai à final

Felipe pegou duas cobranças na disputa de pênaltis; Flamengo decide a Taça Rio com o Vasco, no próximo domingo

O Bonde do Mengão pode não estar acelerado, mas segue sem freio. Depois do empate por 1 a 1 no tempo normal, o Flamengo bateu o Fluminense na disputa de pênaltis e está na decisão da Taça Rio, e ainda invicto! O goleiro Felipe, outra vez, fechou a meta rubro-negra, defendendo dois pênaltis do rival. Na batida derradeira, o jovem Diego Maurício bateu com segurança, classificando o Tricolor.

O ex-tricolor Thiago Neves foi outro destaque do jogo. Primeiro, a favor, ao marcar o gol de empate rubro-negro na segunda etapa. Depois, como vilão, ao perder o pênalti que poderia colocar o Fla na decisão. no fim, acabou contando com a colaboração dos companheiros e segue firme com o bonde rumo à saga pelo título carioca.

Rafael Moura marcou o gol tricolor no tempo normal. na disputa de pênaltis, Souza, Araújo e Tartá perderam as cobranças, que pôs fim ao sonho do Fluminense da dobradinha no semestre.

Agora, o Tricolor foca na Copa Santander Libertadores. Nesta quinta-feira, encara o Libertad-PAR, no Engenhão, pela primeiro jogo das oitavas de final.

Já o Flamengo, se prepara para pegar o arquirrival vasco na decisão, domingo. Antes, tem páreo duro pela frente: decide a classificação na Copa do brasil contra o Horizonte (CE), quinta-feira, no estádio Domingão.

QUEDA DE ENERGIA PARALISA CLÁSSICO

Ainda aos 11 minutos do primeiro tempo, o jogo foi paralisado devido a uma queda de energia nos arredores do Engenhão. Demorou cerca de 10 minutos para que os refletores fossem se acendendo e, quando o árbitros Péricles Bassols autorizou o reinício da partida, o goleiro Felipe, do Fla, pediu nova interrupção.

Então, passaram-se mais alguns minutos de espera até que, mesmo sem a iluminação no estádio ter voltado integralmente, os dos times concordaram em dar continuidade ao jogo.

Mas quando a bola finalmente voltou a rolar, um lance curioso. Como o cronômetro marcava 20 minutos, Péricles parou o clássico novamente para o tempo técnico. Os jogadores se irritaram com a falta de flexibilidade do árbitro.

SEM R10, FLA PERDE LÉO MOURA LOGO NO INÍCIO

Não bastasse o momento inferior ao adversário, o Flamengo teve uma baixa importantíssima de última hora: Ronaldinho Gaúcho, que, ainda com dores pela torção no joelho direito, foi vetado pelo departamento médico. Em seu lugar, Diego Maurício foi para o clássico.

Do outro lado, o Fluminense repetia a formação que alcançou o milagre no meio da semana, pela Copa Santander Libertadores, com Fred e Rafael Moura no ataque.

E, logo no início, a boa fase voltou a colaborar com o Tricolor. O lateral-direito Léo Moura levou a pior em dividida com Conca e fez o Fla perder outra liderança em campo. Para o lugar do camisa 2, outro jovem, Rafael Galhardo.

IMPEDIDO, HE-MAN PÕE O FLU NA FRENTE

Mas o Flu não dependeu apenas da sorte. Com a bola rolando, foi superior ao rival durante toda a primeira etapa. Os ‘inhos’ da defesa, o zagueiro Edinho e o volante Diguinho, foram uns monstros na marcação, permitindo ao goleiro Berna 45 minutos de tranquilidade, com exceção a uma finalização de Drogbinha, em que o camisa 1 saiu com eficiência evitando o gol rubro-negro.

Em compensação, Felipe teve que rebolar para fechar a meta do Fla. Nos chutes de fora da área, mostrou segurança. E, quando Rafael Moura recebeu lançamento na cara do gol, o arqueiro rubro-negro se atirou no atacante tricolor. O lance gerou reclamação por parte do rival, que pediu pênalti. O árbitro, porém, assinalou simulação do He-Man.

Mas o centroavante acabou se redimindo. Aos 21 minutos, em cobrança de falta, Edinho ajeitou para Rafael Moura, que escorou para o fundo das redes. Gol justo pelo domínio tricolor, mas erroneamente confirmado, já que o atacante estava em posição irregular.

CARRASCO DOS CLÁSSICOS EMPATA O FLA-FLU

Na volta do intervalo, o técnico Vanderlei Luxemburgo completuo as mexidas possíveis. Colocou em campo os meia Bottinelli no lugar do volante Fernando e tirou seu xará Wanderley (apático em campo), dando nova chance ao atacante Deivid.

Com isso, o Fla ficou mais ofensivo e passou a tocar mais a bola. Drogbinha e Bottinelli abriram pelas pontas, enquanto Thiago Neves apoiava Deivid pelo meio. E, numa das subidas do quarteto, Thiago recebeu passe preciso do argentino, e por pouco não empatou o clássico.

E o Flamengo, que seguia melhor, ampliou seu domínio quando Enderson Moreira tirou o autor do gol do Flu para a entrada de Tartá, que voltou demais para ajudar a defesa.

Pouco depois, o camisa 7 rubro-negro, carrasco em clássicos, fez sua terceira vítima entre os rivais neste Carioca. Aos 21 minutos, Willians levantou da intermediária, a bola passou por Edinho e Thiago Neves, de cabeça, deixou tudo igual no Engenhão. Depois de comemorar contra Vasco e Botafogo, o apoiador agora fazia a festa diante do seu ex-clube.

A partir daí, o clássico tomou ritmo alucinante. Na resposta, o Tricolor só não marcou porque o capitão Fred, de frente para a meta, furou na finalização. Na sequência, Diego Maurício chutou cruzado da grande área para a bela defesa de Berna.

Aos 36 minutos, Marquinho perdeu aquela que poderia ser a bola do jogo para o Flu. Após bela triangulação, o camisa 7 recebeu livre, frente-a-frente para Felipe, mas isolou na finalização.

No fim, empate no clássico, que acabaria sendo decidico nos pênaltis.

FELIPE PEGA DOIS PÊNALTIS E FLA VAI PARA A DECISÃO

No Fluminense, Fred, Edinho, Conca marcaram. Souza cobrou para fora, enquanto Felipe defendeu a batida de Araújo.

No Flamengo, Renato começou a cobrança e chutou mal, Berna defendeu. Deivid, Galhardo, Bottinelli fizeram para o Fla.

Thiago Neves teve a chance de colocar o Rubro-negro na final, mas Berna, novamente, fechou a meta para o Tricolor.

Nas cobranças alternadas, Tartá parou em Felipe. Diego Maurício, em nova oportunidade derradeira para o Fla, não desperdiçou e classificou o Flamengo para a decisão da Taça Rio.

FLUMINENSE X FLAMENGO

Data/ hora: 23/4/2011, às 16h (de Brasília)

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Péricles Bassols

Auxiliares: Jackson Lourenço e Wagner de Almeida

Cartão amarelo: Rafael Moura, Mariano, Fred, Julio Cesar, Marquinho (FLU); Galhardo, Thiago Neves, Rodrigo Alvim (FLA)

Gols: Rafael Moura, aos 21’/ 1ºT (FLU); Thiago Neves, aos 21’/ 2ºT (FLA)

FLUMINENSE: Berna; Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar (Souza, aos 44’/2ºT) ; Valencia, Diguinho, Marquinho (Araújo, aos 38’/ 2ºT) e Conca; Fred e Rafael Moura (Tartá, aos 17’/ 2ºT). Técnico: Enderson Moreira.

FLAMENGO: Felipe; Léo Moura (Galhardo, aos 10’/1ºT), Welinton, David e Rodrigo Alvim; Fernando (Bottinelli, intervalo), Willians, Renato e Thiago Neves; Diego Maurício e Wanderley (Deivid, intervalo). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

abril 24, 2011 Posted by | Flamengo, Fluminense | | Deixe um comentário

Trem-Bala bate Trator da Bariri e vai à final da Taça Rio

Em jogo bem movimentado, Eder Luis deu a vitória ao Vasco sobre o Olaria no Engenhão

Vasco e Olaria se enfrentaram na noite deste sábado, no Engenhão, pela semifinal da Taça Rio e o time de São Januário levou a melhor. O Trem-Bala da Colina teve trabalho, principalmente no primeiro tempo, mas Eder Luis deu a classificação para a final da Taça Rio.

Na final do segundo turno do Campeonato Carioca, o Vasco enfrenta o vencedor do clássico entre Flamengo e Fluminense, que duelam neste Domingo de Páscoa, também no Engenhão, às 18h30.

Veja o gol que garantiu a classificação do Vasco para final

Susto do Olaria e gol do Vasco

Apesar de não entrar em campo como grande favorito à vaga na final, o Olaria começou o jogo sem medo e indo ao ataque com tudo. Logo aos três minutos, Felipe recebeu de Renan Silva e arriscou, mas Prass fez boa defesa. Logo depois veio a resposta do Vasco, quando Fellipe Bastos lançou Eder Luis pela direita. O atacante entrou na área, mas foi travado no momento do cruzamento.

Depois de poucas oportunidades criadas para ambos os lados, Diego Souza, aos 18 minutos, balançou a rede, após chute de Ramon desviar na zaga e sobrar em seu pé. Mas o camisa 10 estava em posição de impedimento.

Aos 34 minutos, porém, um susto para os vascaínos. Felipe recebeu no meio de campo, arriscou chute de longe e a bola explodiu no travessão. Porém, três minutos depois, a alegria. Depois de um erro de passe do Olaria, Fellipe Bastos, de primeira, lançou Eder Luis. O camisa 7 avançou em velocidade, driblou o goleiro Henrique e abriu o placar.

No lance seguinte, Eder Luis ganhou a bola de Thiago Eleutério, mas teve a camisa puxada. Aos 43 minutos, o time da rua bariri ainda tentou o empate em um chute de Victor, mas sem sucesso

Pênalti perdido e classificação

O segundo tempo mal havia começado e o atacante Alecsandro quase ampliou o placar em duas oportunidades. Com apenas um minuto, Eder Luis avanço pela direita e cruzou. O camisa 9 se antecipou à zaga e finalizou, mas a bola explodiu no peito do goleiro Henrique. Dois minutos depois, Ramon cruzou da esquerda e Alecsandro, de cabeça, desviou para o gol e Henrique, mais uma vez, pegou no susto.

Aos 14 minutos, Renan Silva fez jogada individual e achou Waldir sozinho na área, mas o atacante não conseguiu alcançar a bola. No minuto seguinte, Felipe, novamente, arriscou da intermediária e obrigou a Fernando Prass fazer boa defesa.

Aos 24 minutos, o técnico Ricardo Gomes tirou Eder Luis para colocar Bernardo e, seis minutos depois, o camisa 31 tabelou com Alecsandro, entrou na área e foi derrubado pelo goleiro Henrique. Pênalti! Mas na cobrança, Bernardo chutou forte e a bola explodiu no travessão.

Após o pênalti perdido, o Olaria tentou pressionar a equipe de São Januário em busca do empate, mas sem sucesso. Apito final e vitória vascaína.

Com o triunfo, o cruz-maltino está classificado para a final da Taça Rio, que acontece no próximo domingo. Neste domingo, Fluminense e Flamengo se enfrentam para saber qual equipe conquistará a outra vaga no jogo decisivo.

FICHA TÉCNICA
VASCO 1 X 0 OLARIA

Local: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 23/4/2011 – 18h30min (de Brasília)
Árbitro: Patrice Maia (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Rodrigo Figueirodo Henrique Correa (RJ)

Público/renda: 22.867 pagantes / 28.675 presentes / R$ 647.600,00
Cartões amarelos: Fellipe Bastos (VAS); Amarildo, Thiago Eleutério (OLA)
Cartões vermelhos: Não houve
Gols: Eder Luis, 37’/1ºT (1-0)

VASCO: Fernando Prass, Allan (Eduardo Costa – 36’/2ºT), Dedé, Anderson Martins e Ramon; Rômulo, Fellipe Bastos, Felipe e Diego Souza; Eder Luis (Bernardo – 24’/2ºT) e Alecsandro (Elton – 40’/2ºT). Técnico: Ricardo Gomes.

OLARIA: Henrique, Ivan, Thiago Eleutério, Rafael e Amarildo; David (Renatinho – 31’/2ºT), Danilo (Nicolas – 42’/2ºT), Victor e Renan Silva (Renato Valpaços – 31’/2ºT); Felipe e Waldir. Técnico: Cleimar Rocha

abril 23, 2011 Posted by | Vasco da Gama | | Deixe um comentário

No sofrimento, Timão vence e se classifica para a semifinal

No dia de São Jorge, Timão sofre, mas com gol salvador de Willian, derrota o Oeste por 2 a 1 e avança no Paulistão

Poderia ter sido tranquilo, mas foi do jeito que a Fiel mais gosta: no sufoco. No dia de São Jorge, padroeiro do Timão, não poderia haver vitória mais corintiana. No sofrimento, o Corinthians derrotou o Oeste por 2 a 1, neste sábado, no Pacaembu, e garantiu vaga nas semifinais do Paulistão.

Apesar de ter jogado muito melhor, o Timão não teve vida fácil contra a equipe de Itápolis. Após abrir o placar no começo do jogo com Liedson, o time de Parque São Jorge sofreu o empate nos acréscimos do primeiro tempo. Depois do susto, no segundo tempo o Alvinegro pressionou, cansou de desperdiçar chances e depois de muito insistir conseguiu a vitória com um golaço de Willian, que entrou na etapa final no lugar de Dentinho, lesionado.

Os gols do Timão chegam no seu celular em tempo real!

Agora, o Corinthians aguarda o vencedor do duelo entre Palmeiras e Mirassol para saber quem irá enfrentar no próximo final de semana, pela semifinal do Paulistão.

O JOGO

Mesmo com o Pacaembu recebendo um bom público, o Oeste não se intimidou e começou o jogo assustando o Corinthians. O time de Itápolis partiu para cima nos primeiros minutos de jogo e, aos 3, após cruzamento na área, a bola passou por todo mundo e quase surpreendeu o goleiro Julio César, que saltou e fez boa defesa.

Após o susto, o Timão acordou e passou a dominar a partida. O Alvinegro trocava passes rápidos e explorava a velocidade de seu trio ofensivo, formado por Dentinho, Jorge Henrique e Liedson.

Depois de ficar um bom tempo na reserva, Bruno César voltou a equipe e apresentou um bom futebol. Jogando próximo aos homens de frente, o meia municiou bem o ataque corintiano e organizou as principais jogadas ofensivas do Timão.

Tendo maior posse de bola e pressionando o Oeste, o Corinthians não demorou a abrir o placar. Aos 9 minutos, após linda troca de passes no meio de campo, Liedson recebeu ótimo passe de Paulinho, ficou frente a frente com Fábio e, com frieza, marcou o primeiro gol alvinegro.

Jogadores comemoram o gol de Liedson, que abriu o placar para o Timão

Se a Fiel já cantava alto com o marcador zerado, com o gol do Levezinho a festa no Pacaembu ficou ainda maior. Aproveitando o apoio da torcida, o Corinthians continuou no ataque e teve diversas chances de marcar o segundo. Na melhor delas, aos 27 minutos, Dentinho se enrolou com a bola dentro área e Liedson ficou com o rebote. O camisa 9 driblou o goleiro Fábio e rolou para Bruno César, que chegou batendo. Porém, a zaga do Oeste foi precisa e salvou em cima da linha.

O jogo parecia sob controle. O Timão tinha maior posse de bola, levava perigo à defesa adversária e o goleiro Julio César quase não precisava trabalhar. Entretanto, nos acréscimos do primeiro tempo, o time sofreu um duro castigo pelas chances perdidas.

Aos 46 minutos de jogo, Julio César cobrou tiro de meta, a zaga do Oeste rebateu e a bola sobrou para Fábio Santos que, de longe, chutou cruzado. O golerio alvinegro não conseguiu alcançar a bola e, assim, o Rubrão foi para o intervalo em igualdade no placar.

Diferente do que poderia se imaginar, o empate não abalou o Corinthians. Após o intervalo, o time voltou voando para o segundo tempo e imprimiu um ritmo alucinante ao jogo.

O Oeste não conseguia sequer respirar. Com Bruno César, Jorge Henrique, Alessandro, Liedson e Willian, que entrou no lugar de Dentinho, contundido, o Timão fez uma blitz em busca do segundo gol e, assim como no primeiro tempo, continuou pecando nas finalizações.

Dos sete aos quinze minutos, o Corinthians desperdiçou, no mínimo, cinco chances claras de passar à frente no marcador. Mas, depois de muito insistir, aos 19 minutos, finalmente o segundo do Timão saiu. E com um golaço ! Willian aplicou um “drible da vaca” em Paulo Miranda, invadiu a área e mandou no ângulo, marcando um lindo gol para delírio da torcida corintiana.

A vantagem deu mais tranquilidade ao Alvinegro, que diminuiu a pressão, mas mesmo assim continuou criando chances. O Oeste, por sua vez, passou a sair mais para o ataque e precisando de um gol, Luis Carlos Martins, técnico da equipe, colocou mais dois atacantes em campo. Reinaldo entrou no lugar de Dedé e Márcio Passos deu lugar à Mazinho.

Porém as substituições não surtiram efeito. O Corinthians seguiu melhor, desperdiçando chances, e o placar continuou o mesmo até o final.

O Corinthians volta a campo no próximo final de semana, quando encara o vencedor do confronto entre Palmeiras e Mirassol, pela semifinal do Paulistão, em dia e horário ainda não definidos.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 x 1 OESTE

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 23/4/2011 – 18h30
Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Anderson Jose de Moraes Coelho
Público e renda: 28.025 pagantes / R$ 932.511,00
Cartões Amarelos: Jorge Henrique (COR); Fábio Santos, Adriano, Marino (OES)
Gols: Liedson, 9’/1ºT (1-0); Fábio Santos, 46’/1ºT (1-1); Willian, 19/2ºT (2-1)

CORINTHIANS: Julio César, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Bruno César (Morais, 37’/2ºT); Jorge Henrique (Danilo, 37’/2ºT), Dentinho (Willian, 6’/2ºT) e Liedson. Técnico: Tite.

OESTE: Fábio, Adriano, Cris e Paulo Miranda; Dedê (Reinaldo, 26’/2ºT), Márcio Passos (Mazinho, 26’/2ºT), Dionísio, Roger, Fernandinho e Marino; Fábio Santos (Alex Willian, 38’/2ºT). Técnico: Luiz Carlos Martins.

abril 23, 2011 Posted by | Corinthians | , | Deixe um comentário

Peixe magro! Santos vence a Ponte e se classifica

Gol solitário de Neymar na primeira etapa garante classificação do Peixe às semifinais do Paulistão

Se a Ponte Preta era carrasco dos times grandes em São Paulo, o Santos, único a não ser vítima dos campineiros na primeira fase, tratou de botar fim ao fantasma da Macaca. Com um golaço de Neymar, o Peixe bateu a Ponte por 1 a 0, na tarde deste sábado, na Vila Belmiro, e se classificou às semifinais do Campeonato Paulista.

Agora, o Santos encara o vencedor da partida entre São Paulo e Portuguesa, que se enfrentam neste domingo, às 16h. A Ponte Preta, eliminada da competição, volta as atenções para o Torneio do Interior, que contempla as equipes, fora as grandes, eliminadas na segunda fase.

VÍDEO Neymar marca e põe Santos nas semifinais
A vitória afasta o perigo iminente que a Ponte Preta representou para os times grandes neste Campeonato Paulista. A equipe que venceu Corinthians e São Paulo fora de casa por 1 a 0 e bateu o Palmeiras por 2 a 1 só não conseguiu superar o Santos na primeira fase (o confronto entre as duas equipes terminara em 2 a 2, na 6ª rodada). Desta vez, novamente, o Peixe mostrou que conhece os defeitos do rival, neutralizou os rápidos homens de ataque campineiros e eliminou a Ponte da disputa pelo título.

MATA-MATA FRENÉTICO

O jogo entre Santos e Ponte Preta começou rápido, cheio de oportunidades para os dois lados, com o dinamismo que pede uma fase de mata-mata. Depois de quatro meses de pontos corridos, as duas equipes inauguraram a fase eliminatória com emoção dentro de campo. Logo a 4 minutos de partida, Arouca e Edu Dracena vacilaram, Renatinho invadiu a área, livre, e exigiu boa defesa de Rafael. Na sobra, o 10 da Macaca ainda tentou uma bicicleta, mas a defesa santista se recompôs.

A Vila Belmiro estava com tudo (Foto: Ivan Storti)

Depois, o Santos respondeu com Elano, de falta, e com Neymar, acertando o lado de fora da rede de Bruno. Mas a Ponte queria mesmo era aproveitar a velocidade de Renatinho, Valber e Márcio Diogo. De novo, a defesa santista vacilou, Márcio Diogo disparou em direção ao gol de Rafael, mas, na hora de marcar, o bandeirinha apontou posição irregular do camisa 11.

Só que de nada adiantava a velocidade do trio campineiro se a equipe não tinha Neymar. A Joia, aos 21 minutos, recebeu de Elano na meia-lua, deu um corte e, com a perna esquerda, marcou um golaço, tratando de lembrar que o dono da casa era o Peixe.

O gol foi um golpe duro para a Ponte, que não encontrou outra opção a não ser esparsos chutes de fora da área para tentar o empate. O Santos chegou de novo aos 30: Elano cobrou falta com perigo depois que Neymar foi derrubado na linha da grande área.

Mas o Peixe passou por uma fase de acomodação e por 15 minutos não conseguiu emplacar um lance de perigo sequer. A Ponte, em contrapartida, passou a aumentar o volume de jogo, ocupando o campo de ataque com mais frequência.

O time do técnico Gilson Kleina, mesmo sem um homem de referência no ataque, se aproveitou de um detalhe: logo no início da segunda etapa, os dois volantes santistas, Arouca e Danilo, já tinham cartão amarelo. O trio de ataque campineiro pode, então, curtir uma marcação mais “frouxa” no meio-campo para perturbar Rafael. Aos 7, Válber aproveitou sobra na entrada da área para testar Rafael. Pouco antes, Gil chutou de longe com perigo.

Mas, de novo, Neymar comandou o Santos de volta ao ataque. Ele mesmo, o faz-tudo, conseguiu uma falta próximo à área, após toque de mão de Guilherme. Na cobrança de Elano, a Joia aproveitou sobra dentro da área para parar em grande intervenção de Bruno, o goleiro da Ponte.

Sem conseguir furar a defesa santista, Gilson Kleina tentou surpreender Muricy Ramalho com a entrada de um homem de área, Rômulo. A princípio, uma bola do atacante na trave de Rafael animou os campineiros, mas a Ponte não furava o bloqueio do time da Vila Belmiro.

Na sequência, quem quase marcou foi o Peixe. Um discreto Ganso deu bom passe para Keirrison, colocando-o na cara do gol, mas o substituto de Zé Eduardo finalizou fraco, nas mãos de Bruno.

Ainda sobrou tempo para Léo, que utilizou a camisa 99 em referência ao aniversário do clube (no último dia 14), se chocar com Guilherme e levar a pior: o lateral-esquerdo sofreu uma pancada no joelho esquerdo e deixou o campo chorando bastante.

Nos minutos finais, a Ponte Preta ainda colocou seus 10 homens de linha postados no campo de ataque, sufocando o Peixe, mas o tiro saiu pela culatra: Neymar puxou contragolpe e, no 2 contra 1, serviu Keirrison, livre. Era o gol para sacramentar a vitória, mas o atacante perdeu a chance. Coube ao torcedor santista sofrer até o último minuto. A Ponte tentou, mas não chegou ao gol de empate.

A vitória, com sufoco no fim, fez do Santos o primeiro time grande classificado às semifinais do Campeonato Paulista, espantando a zebra para longe.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 1X0 PONTE PRETA

Estádio: Vila Belmiro, São Paulo (SP)
Data/hora: 23/4/2011 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Braghetto (SP)
Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior (SP) e Fabio Luiz Freire (SP)

Renda/público: R$ 402.740,00 / 11.225 pagantes
Cartões amarelos: Arouca, Danilo (SAN); Leandro Silva, Válber, Gil (PON)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Neymar, 21’/1ºT (1-0)

SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro 23’/2ºT); Arouca, Danilo, Elano (Adriano 38’/2ºT) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Keirrison 30’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

PONTE PRETA: Bruno, Guilherme (Eduardo Arroz 36’/2ºT), Leandro Silva, Ferron e João Paulo; Josimar, Mancuso (Renan 25’/2ºT), Gil e Valber; Márcio Diogo (Rômulo 25’/2ºT) e Renatinho. Técnico: Gilson Kleina.

abril 23, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Cruzeiro dá aula de futebol e humilha o América/TO

Montillo dá show e Raposa está com os dois pés na final do Campeonato Mineiro. A Páscoa chegou antes!

O Cruzeiro está praticamente com os dois pés na final do Campeonato Mineiro de 2011. Neste sábado, a Raposa, com show do argentino Montillo, goleou o América de Teófilo Otoni por 8 a 1, fora de casa, no Estádio Nassri Mattar, em Teófilo Otoni e está muito, muito próxima da final do Campeonato Mineiro.

No próximo domingo, as duas equipes voltam a se enfrentar. Desta vez, o confronto será na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, às 16h. Para se garantir na final do Mineiro, o Cruzeiro pode ser derrotado por sete gols de diferença.

Vale lembrar que no último domingo, o mesmo América de Teófilo Otoni foi goleado pelo Atlético-MG, por 7 a 1, também no Nassri Mattar. Na ocasião, as duas equipes já estavam garantidas na semifinal do Campeonato Mineiro.

Os gols da Raposa em tempo real no seu celular!

Jogo:

Jogo truncado, de muitas faltas e muita marcação no Nassri Mattar. Assim foi o início do confronto entre Cruzeiro e América de Teófilo Otoni. Necessitado da vitória, para inverter a vantagem cruzeirense, o América até pressionou o Cruzeiro e teve algumas oportunidades para abrir o placar. No entanto, os comandados de Gilmar Estevam tinham dificuldade para vencer a marcação azul. Jonatas Obina e Rogélio Ávila tinham de deixar a grande área para buscar o jogo e só Wellington Bruno ofereceu real perigo ao Cruzeiro. Aos 13 minutos, o camisa 10 cobrou falta e Fábio teve de fazer a intervenção.

Com o passar dos minutos, o Cruzeiro encaixou o seu jogo e, a partir de então, o que se viu foi uma grande apresentação da Raposa. Aos 19 minutos, em bela jogada trabalhada pela direita do ataque cruzeirense – que começou com Rogélio Ávila e Araújo perdendo a bola ainda no campo de ataque do América – Montillo deixou Henrique à vontade entre a zaga do América. O camisa 8 recebeu e finalizou sem chances para Fábio Noronha: Cruzeiro 1 a 0.

Rasposa amplia com Gilberto:

O América tentou a resposta dois minutos depois. Osvaldir arriscou finalização de fora da área, mas não era tarefa das mais simples vencer Fábio, que fez a defesa sem grandes dificuldades. Exercendo uma marcação sob pressão, a Raposa voltou a ficar a cara a cara com o gol de Fábio Noronha e foi letal. Aos 31 minutos, Gilberto entrou como quis na pequena área americana, tabelou com Thiago Ribeiro e só teve o trabalho de tirar do alcance de Fábio Noronha. Cruzeiro 2 a 0. Uma verdadeira pintura de gol.

Gilberto comemora o segundo da Raposa (Foto: Leonardo Morais/Hoje em Dia/Futura Press)

O América, ciente de que teria de buscar três gols para inverter a vantagem do Cruzeiro, não diminuiu o seu ímpeto ofensivo. No entanto, os espaços eram poucos na pequena área do Cruzeiro e a melhor chance veio já aos 45 minutos, quando Rogélio Ávila cabeceou por cima do gol de Fábio.

Segundo tempo:

O América voltou para a segunda etapa disposto a mudar o panorama da partida. Em menos de quatro minutos, Leandrinho e Jonatas Obina tiveram boas oportunidades para diminuir o prejuízo diante de sua torcida. No entanto, o Cruzeiro não sentiu a pressão da equipe da casa. Aos nove minutos, Roger cobrou escanteio e o zagueiro Léo, sem marcação, cabeceou sem chances para Fábio Noronha. Cruzeiro 3 a 0.

A pressão passou a ser do Cruzeiro, que não diminui o seu ímpeto. A fome de gols da Raposa era grande. Aos 16 minutos, após novo escanteio de Roger, Léo voltou a vencer Fábio Noronha. Cruzeiro 4 a 0.

A situação do América piorou ainda mais aos 18 minutos, quando Gilberto fez grande jogada e tocou para Montillo, livre marcar o quinto da Raposa. Cruzeiro 5 a 0. Estava fácil, estava muito fácil.

Aos 20 minutos, enfim, veio o primeiro – e único – do América. Wellington Bruno arriscou finalização de fora da área, venceu o goleiro Fábio e fez o gol de honra da equipe da casa. Reação à vista? Não foi o que aconteceu.

Ainda Atordoado em campo, o América nada pôde fazer para impedir o poderio ofensivo do Cruzeiro. Aos 22 minutos, essa tarefa ficou ainda mais difícil. O zagueiro Luis Henrique reclamou em demasia e foi expulso pelo alagoano Francisco Carlos Nascimento. 

Cabia mais. Aos 30 minutos, Araújo derrubou Montillo próximo da pequena área e o árbitro marcou pênalti. Montilo cobrou e fez Cruzeiro 6 a 1. Três minutos mais tarde, Montillo marcou o seu terceiro gol após receber cara a cara com Fábio Noronha e encobrir o goleiro do América, que nada pôde fazer. Cruzeiro 7 a 1 no Nassri Mattar.

E ainda cabia mais. Sim, teve mais! Aos 40 minutos, o árbitro Francisco Carlos Nascimento marcou novo pênalti de Araújo, desta vez em Wallyson, que cobrou e fez Cruzeiro 8 a 1. Fim do show azul em Teófilo Otoni.

FICHA TÉCNICA:
AMÉRICA-TO 1 X 8 CRUZEIRO

Local: Estádio Nassri Mattar, em Teófilo Otoni (MG)
Data/hora: 23/4/2011 às 18h30 (horário de Brasília) 
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)
Auxiliares: José Ricardo Maciel Linhares (ES) e Paulo César da Silva Faria (MT)
Renda/Público: R$ 91.910,00 – 3.389 pagantes.

Cartões amarelos: Luis Henrique, Leandrinho, Jonatas Obina e Araújo (AME); Montillo, Fábio e Gil (CRU)
Cartões vermelhos: Luis Henrique aos 22’2T

Gols: Henrique, aos 21’1T(0-1); Gilberto, aos 31’1T(0-2); Léo, aos 9’2T(0-3); Léo, aos 16’2T(0-4); Montillo, aos 18’2T(0-5); Wellington Bruno, aos 20’2T(1-5); Montillo, aos 31’2T(1-6); Montillo, aos 33’2T(1-7) e Wallyson, aos 41’2T(1-8).

AMÉRICA/TO: Fábio Noronha; Osvaldir, Luis Henrique, Junior Pereira e Bruno Barros; Kássio (Leandrinho, aos 36’1T), Felipe Dias, Araújo e Wellington Bruno; Jonatas Obina e Rogélio Ávila (Chrys, aos 32’2T). Técnico: Gilmar Estevam.

CRUZEIRO: Fábio, Pablo (Leandro Guerreiro, aos 24’2t) , Léo, Gil e Gilberto; Marquinhos Paraná, Henrique, Roger (Everton, aos 27’2T) e Montillo; Thiago Ribeiro (Farías, aos 27’2T) e Wallyson. Técnico: Cuca.

abril 23, 2011 Posted by | Cruzeiro | | Deixe um comentário

Grêmio vence o Cruzeiro e passa para a final do turno

Em grande jogo, Tricolor fez 3 a 2 no adversário e está na final da Taça Farroupilha

Depois de reclamar e pestanejar sobre o gramado, o Grêmio teve boa atuação e em grande jogo venceu o Cruzeiro no Estádio Passo D’Areia. O resultado de 3 a 2 coloca o Tricolor na final da Taça Farroupilha. Agora, espera o vencedor do jogo entre Inter e Juventude para conhecer o adversário. Se ganhar o jogo final do segundo turno, o clube leva o campeonato gaúcho por antecipação, já que foi o campeão da Taça Piratini. Se Juventude passar, a decisão será no Alfredo Jaconi. Se o Inter se classificar no tempo normal, decisão no Beira-Rio. Pênaltis dá Estádio Olímpico.

O JOGO

Renato Gaúcho surpreendeu e escalou seu time com três volantes. Willian Magrão substituiu o lesionado Gilson, e Lúcio foi deslocado para a lateral esquerda. Mas quem achou que o Grêmio, assim, não atacaria, estava enganado. Logo aos 50 segundos de jogo, Magrão recebeu grande toque de Douglas e soltou a patada. Fábio espalmou para escanteio. Se em tão pouco tempo já havia a primeira finalização do jogo, estava claro que o ritmo da partida seria alto.

O tão falado gramado sintético em nada atrapalhou os jogadores em campo. Um ou outro escorregão, com o de Fábio em lançamento para Borges, mas nenhum problema mais grave quanto a grama. Tanto Grêmio quanto Cruzeiro conseguiam tocar a bola e se armar sem ter o piso molhado como empecilho.

O destaque do time mandante era Jô, leve e rápido atacante que incomodou a zaga gremista. Léo Maringá comandava o meio-campo. O Grêmio, após um momento de domínio inicial, cedeu campo ao Estrelado. Seus três volantes postavam-se muito atrás. Assim, o Cruzeiro levou perigo em jogada aos 15 de Jô, e depois aos 33. Neste último lance, Maringá acionou o atacante. O toque saiu para o lateral Márcio, que cruzou na área. Centroavante que é, Mauro dividiu com Victor. Mas ao socar a bola para longe, o goleiro gremista lesionou o ombro e saiu para a entrada de Marcelo Grohe aos 39. Dúvida para a Libertadores, na terça.

Quando o Grêmio era mais pressionado na partida, teve a felicidade de um lance rapidíssimo. Em uma jogada, em três toques, o gol gremista. Willian Magrão, mais a frente, deu o toque para Borges. Na primeira intervenção do centroavante no jogo, passe para Leandro, dentro da área. O atacante limpou o zagueiro com tranquilidade e fuzilou Fábio. Outro vez o rapaz de 17 anos decidiu para o Tricolor, aos 41 minutos. Antes do intervalo, ainda deu tempo para um petardo de Adilson no travessão.

Só que os 15 minutos de parada parecem ter feito melhor para o Cruzeiro. Em apenas dois minutos, o mandante atacou e descolou uma falta na meia esquerda de ataque. Na cobrança de Márcio, Claudinho sobe mais que a zaga gremista e empata a partida. É como se o segundo tempo iniciasse em igualdade.

Como no primeiro tempo, houve chute de Willian Magrão. Mas dessa vez Fábio não conseguiu espalmar. O gol havia feito o Cruzeiro crescer, mas o Grêmio manteve tranquilo. Em jogada entre Leandro, Gabriel e Willian Magrão pela direita, o volante ajeitou para a perna esquerda e mandou a bomba. O chute saiu fraco, mas desviou na zaga e matou Fábio aos seis minutos.

Em jogo que vale vaga na final, qualquer mudança acende o jogo. E o gol foi assim, colocou emoção no jogo. O Cruzeiro se abriu e procurou o ataque para arrancar um empate. O Grêmio aproveitava os espaços e tentava ampliar. Aos nove minutos, teve pênalti não marcado sobre Borges. Aos 11, tramou jogada pela direita e Douglas cabeceou para defesa de Fábio. Do outro lado, o Cruzeirinho também assustava. Em passe errado de Lúcio, Mauro tabelou com Jô e acertou a trave de Marcelo Grohe.

A emoção continuava. Em lance aos 15 minutos, o Cruzeiro pressionou. Na sequência, Douglas roubou a bola e Leandro perdeu dentro da área. O jogo estava lá e cá! E em mais uma bola levantada na área do Grêmio, o gol de empate cruzeirense. Márcio cruza na área e Léo Maringá completa de cabeça sem chances para Marcelo Grohe. 17 minutos, 2 a 2.

Sem grande atuação de seus atacantes, Renato Gaúcho apostou em Carlos Alberto para mudar a partida. Em seu primeiro lance, falta e xingamentos para o volante Alberto. Na jogada seguinte, carrinho para tentar tirar a bola do goleiro Fábio e drible levado. A vontade do meia arrefeceu o ânimo do Cruzeiro e colocou o Tricolor na frente. Mesmo que não tenha criado grandes jogadas, sua vontade – às vezes em demasia – parece que energizou os colegas.

Em poucos minutos, no entanto, o Cruzeiro desmoronou. Após lance de Lúcio, falta na meia esquerda para o Grêmio. Fábio Rochemback levanta e a bola aérea agora é favorável ao time gremista. Rafael Marques aparece atrás da zaga adversária e, de carrinho, marca o terceiro do Tricolor. Dois minutos depois, Alberto, o único jogador da partida com cartão amarelo, derruba Leandro e é expulso.

Os dois lances deram tranquilidade ao time gremista. Com um a mais e a vantagem no placar, os gremistas trocavam bola e dominavam a partida com certa facilidade. A expulsão de Alberto deu ao Grêmio a chance de administrar a vitória e tirou as forças restantes do Cruzeiro. Mesmo com o sangue novo que o técnico Leocir Dall’Astra colocou, o time mandante foi eliminado da competição outra vez na semifinal.

No final, ainda deu tempo de Carlos Alberto recompor a linha defensiva como lateral esquerdo, já que Lúcio sentia dores na virilha.

FICHA TÉCNICA:

CRUZEIRO 2 X 3 GREMIO

Data/hora: 23/04, às 18h30

Local: Estádio Passo D’Areia, em Porto Alegre

Árbitro: Vinícius da Costa, auxiliado por Júlio Cesar dos Santos e Alexandre Kleiniche.

Gols: Leandro, aos 41 minutos do primeiro tempo, Willian Magrão, aos 6 minutos do segundo tempo e Rafael Marques, aos 29 minutos do segundo tempo(G) e Claudinho, aos 2 minutos do segundo tempo e Léo Maringá aos 17 minutos do segundo tempo(C)

Cartões amarelos: Alberto, Márcio (C)

Cartões vermelhos: Alberto (C)

Cruzeiro: Fábio; Márcio, Claudinho, Sandro e Tinga; Alberto, Almir, Leo Maringá(Juninho Botelho 39’/2ºT) e Diego Torres(Faísca 33’/2ºT); Jô e Mauro(Rafael Cearense 30’/2ºT). Técnico: Leocir Dall’astra.

Grêmio: Victor(Marcelo Grohe 39’/1ºT); Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo e Lúcio; Fábio Rochemback, Adilson, Willian Magrão e Douglas; Leandro(Lins 38’/2ºT) e Borges(Carlos Alberto 24’/2ºT). Técnico: Renato Gaúcho.

abril 23, 2011 Posted by | Grêmio | , | Deixe um comentário

Palmeiras joga para o gasto, vence e avança na Copa do Brasil

Verdão bate o Santo André por 1 a 0 e garante classificação para as quartas de final da competição nacional

O Palmeiras não jogou bem, mas fez o suficiente para vencer o Santo André e garantir a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil. Jogando no Pacaembu lotado, o Verdão venceu a equipe do ABC por 1 a 0, com gol de Danilo, e agora volta suas atenções para o Paulistão, onde enfrenta o Mirassol, no domingo.

A classificação já havia sido encaminhada no primeiro jogo, quando a equipe venceu o Ramalhão por 2 a 1, fora de casa. Com a vantagem, o Palmeiras não precisou de muito esforço no jogo desta quinta-feira e mesmo jogando apenas para o gasto, garantiu vaga na próxima fase.

Apesar da vitória, o torcedor palmeirense não deve ter gostado do que viu em campo. O time errou muitos passes, teve dificuldades na criação e não levou muito trabalho ao goleiro Neneca. Além do mau futebol, mais uma vez a equipe desperdiçou um pênalti e novamente com Kleber, que já havia errado duas cobranças no primeiro jogo contra o Ramalhão.

Nas quartas de final o Verdão enfrenta o vencedor de Coritiba e Caxias. O mais provável é que o Palmeiras pegue o Coxa, que na primeira partida contra os gaúchos goleou por 4 a 0.

O JOGO

Na bela e ensolarada tarde de sol da capital paulista, a torcida palmeirense aproveitou o feriado de Tiradentes e lotou o Pacaembu, esperando assistir não só a classificação palmeirense para as quartas de final, como também uma boa atuação do Verdão. Entretanto, o primeiro tempo de jogo foi frustrante.

O Palmeiras tinha dificuldades na armação e criava muito pouco. Os erros de passe no meio de campo dificultava a chegada da bola para Kleber e Luan, que apesar de se esforçarem bastante, quase não apareceram na primeira etapa.

Do outro lado, o Ramalhão apresentava o mesmo futebol do Campeonato Paulista, no qual encerrou a sua campanha na lanterna e foi rebaixado para a Série A2. O Ramalhão cometia erros de fundamento e, mesmo buscando o ataque, já que precisava de uma vitória por dois gols para se classificar, quase não levava perigo ao gol de Deola.

A partida também começou nervosa. Com as duas equipes marcando muito e tendo problemas para atacar, alguns jogadores perderam a paciência e deram trabalho para o árbitro Raphael Claus, que só nos 45 minutos iniciais teve que distribuir seis cartões amarelos.

Com o jogo trucado, o Verdão quase não levou perigo ao gol de Neneca. A principal oportunidade apareceu aos 23 minutos, quando Cicinho fez ótima jogada pela direita e cruzou, na medida, para Luan, que marcado pelo zagueiro Alex Silva, não conseguiu concluir. Entendendo que Alex havia cometido falta, os jogadores alviverdes pediram a marcação do pênalti, mas o árbitro mandou o jogo seguir.

Na etapa final, os erros persistiram, mas a primeira chance clara de gol foi do Ramalhão. Aos 2 minutos, Gilberto pegou o rebote da zaga e cruzou para Célio Codó, que de frente para o gol, cabeceou forte. Deola fez grande defesa, salvando o Palmeiras.

Apoiado pela torcida, o Verdão tentou sair mais para o jogo e aproveitou o cansaço do Santo André. Contudo, mesmo passando a maior parte do segundo tempo no campo de ataque, a equipe não conseguia transformar as chances em gol.

Porém, aos 31 minutos, finalmente o gol do Verdão saiu. Marcos Assunção cobrou escanteio pela direita, Danilo subiu mais alto que a zaga adversária e deu um leve desvio de cabeça, no primeiro posto, para abrir o placar.

O gol deu tranquilidade ao Palmeiras, que passou a trocar passes ao som de olé. A atitude irritou o zagueiro Anderson, que deu carrinho violento em Valdívia e foi expulso.

Com um a mais e o jogo sob controle, o Verdão ainda se deu ao luxo de perder um pênalti. Aos 39, Kleber foi derrubado dentro da área e ele mesmo cobrou, mas mandou no travessão.

Assim, o placar persistiu em 1 a 0, o suficiente para o Alviverde avançar na Copa do Brasil.

O Palmeiras volta à campo no próximo domingo, contra o Mirassol, às 18h30, no Pacaembu, em confronto válido pelas quartas de final do Paulistão. Já pela Copa do Brasil, o duelo contra o vencedor de Caxias e Coritiba deve ser apenas no dia 4 de maio.

PALMEIRAS 1 X 0 SANTO ANDRÉ

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 21/4/2011 – 16h
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Carlos Nogueira (SP) e Anderson Coelho (SP)
Público e renda: 33.614 pagantes / R$985.018,00
Cartões amarelos: Luan, Thiago Heleno, Valdívia (PAL); Alex, Mario Jara, João Paulo, Magno, Neneca (STA)
Cartões Vermelhos: Anderson, 36’/2ºT (STO)
Gols: Danilo, 31’/2ºT (1-0)

PALMEIRAS: Deola; Cicinho (João Victor, 22’/2ºT), Danilo, Thiago Heleno (Leandro Amaro, Intervalo) e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Wellington Paulista, 32’/2ºT) e Valdivia; Luan e Kleber. Técnico: Felipão.

SANTO ANDRÉ: Neneca; Alex Silva, Anderson e Sandoval; João Paulo, Gilberto (Borebi, 10’/2ºT), Magno, Mario Jara (Chiquinho, 28’/2ºT) e Célio Codó (Luciano Fonseca, 23’/2ºT); Aloísio e Rychely. Técnico: Sandro Gaúcho

abril 21, 2011 Posted by | Palmeiras, Santo André | , | Deixe um comentário

Em casa, Flamengo apenas empata com Horizonte (CE)

Equipe rubro-negra não joga bem e sai do Enegnhão com um resultado ruim nas oitavas da Copa do Brasil

O Flamengo recebeu o o Horizonte (CE), na noite desta quarta-feira, em Engenhão, pelo primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil, e ficou apenas no empate em 1 a 1. Em partida sem grandes emoções, Wanderley marcou o gol rubro-negro e Elanardo fez o cearense.

Agora, a equipe carioca precisa de uma vitória ou empate por 2 ou mais gols no Ceará, na próxima quarta-feira. Já a igualdade no placar sem gols é favorável ao Horizonte (CE)

Pressão rubro-negra e pênalti para o Horizonte

Como esperado, o Flamengo começou a partida indo para o ataque. Logo com um minuto de jogo, Thiago Neves recebeu próximo à área e chutou cruzado, mas a bola passou perto da trave direita do goleiro Alex. Três minutos depois, a zaga cearense levou mais um susto. Após cobrança de falta ensaiada, David cruzou para a área e Léo Moura apareceu para cabecear, mas a zaga afastou o perigo quase em cima da linha.

Depois de muita insistência, o Flamengo chegou ao seu gol. Aos 17 minutos, Negueba cruzou da esquerda, Wanderley dominou dentro da área, girou e bateu forte. Apesar do gol, a equipe do Horizonte conseguiu melhorar em campo e chegou mais ao ataque. Porém, o rubro-negro quase fez o segundo, em uma finalização de Willians, aos 28 minutos. O goleiro Alex espalmou para longe.

Como se diz no mundo do futebol, o time cearense passou “a gostar do jogo” e a criar jogadas de ataque, sempre apostando na velocidade. Até que, aos 38 minutos, Siloé arrancou do campo de defesa, driblou dois marcadores e foi derrubado por David na área: pênalti. Na cobrança, Elanardo deixou tudo igual.

Sem grandes oportunidades, placar é mantido

O segundo tempo começou assim como o primeiro: com a equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo no campo de ataque. Aos quatro minutos, Rodrigo Alvim cruzou para Ronaldinho Gaúcho, que estava sozinho na área. Mas o assistente já havia marcado impedimento. Pouco tempo depois, Renato assustou o goleiro do Horizonte em boa cobrança de falta.

Aos 13 minutos, porém, o susto foi da torcida do Flamengo, quando Elanardo cobrou escanteio cheio de efeito e por pouco não fez um gol olímpico.

A partir dos 20 minutos da etapa final, as oportunidades de gol para ambos os lados ficaram escassas. Diego Maurício, que entrou no segundo tempo, ainda tentou algumas jogadas pela direita, mas sem sucesso. Thiago Neves também tentou ampliar o marcador com chutes de longa distância, porém, sem grandes sustos para o goleiro Alex.

Nos minutos finais de jogo, Ronaldinho Gaúcho desperdiçou duas boas chances de gol. Fierro avançou pela direita e cruzou para o camisa 10, que chutou de dentro da área e obrigou ao goleiro Alex fazer a defesa. No rebote, novo cruzamento do chileno e Ronaldinho cabeceou por cima da meta. Nos acréscimos, Thiago Neves cobrou falta e a torcida rubro-negra quase tirou o grito de “gol” da garganta. A bola passou muito perto da trave esquerda, mas bateu na rede pelo lado de fora.

Agora, o Flamengo vai ao Ceará precisando vencer ou empatar com por dois ou mais gols. Para o Horizonte (CE), o empate sem gols é necessário para passar às quartas de final da Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 1 X 1 HORIZONTE

Data: 19/4/2011
Horário:21h50 (de Brasília)
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Paulo César Silva Faria (MT) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT)

Cartão amarelo: Maldonado, Ronaldinho Gaúcho, David, Thiago Neves, Wellinton (Fla); Valter, Alex, Régis (HOR)
Cartão vermelho: Régis, 48’/2ºT
Gols: Wanderley, 17’/1ºT (1-0); Elanardo, 38’/2ºT (1-1)

FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Welinton, David, Renato; Maldonado (Rodrigo Alvim – Intervalo), Willians (Fierro – Willians, 32’/2ºT), Negueba (Diego Maurício – 12’/2ºT), Thiago Neves, Ronaldinho; Wanderley. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

HORIZONTE (CE): Alex, Éderson (Régis – 29’/2ºT), Hércules (Da Silva – 23’/2ºT), Douglas , Zezé; Valter, Junior Cearense, Diego Palinha (Jackei Chan – 40’/2ºT), Siloé; Isaac e André Luiz. Técnico: Roberto Carlos

abril 21, 2011 Posted by | Flamengo | , | Deixe um comentário

Flu consegue vitória heróica e segue vivo na Libertadores

Fred marcou o gol da heróica vitória por 4 a 2 sobre o Argentinos Jrs, nesta quarta-feira, em Buenos Aires

Quando tudo conspirava contra, o “Guerreiros” Fluminense ultrapassavam mais uma barreira do impossível. Em jogo dramático, o Tricolor derrotou o Argentinos Juniors por 4 a 2, nesta quarta-feira, em Buenos Aires, e, com o empate sem gols entre Nacional-URU e América-MEX, em Montevidéu, a milagrosa classificação às oitavas-de-final da Copa Santander Libertadores se tornou realidade.

Fred, com dois gols (o último, a dois minutos do fim), encarnou o espírito de capitão e conduziu o Flu ao histórico resultado. Julio Cesar e Rafal Moura completaram o placar. Enquanto que Salcedo e Oberman fizeram os gols de honra da equipe argentina, que, com sete pontos, acabou em terceiro no Grupo 3 e está eliminada da competição.

Já o Fluminense mantém ainda mais vivo o sonho da conquista da América. Nas oitavas de final, irá enfrentar os paraguaios do Libertad. O primeiro jogo será no Engenhão.

Após o apito final, uma batalha campal manchou o brilho da partida. Mas não impediu a comemoração dos brasileiros ainda no gramado do estádio Diego Armando Maradona.

FLU AGUERRIDO ABRE VANTAGEM

O clima no Flu já estava tenso antes mesmo da bola rolar. Ainda à tarde, o técnico Enderson Moreira era comunicado que não poderia contar com um de seus jogadores mais importantes: o atacante Emerson, afastado por indisciplina.

Informações davam conta de que ambiente na concentração estava conturbado e que isto pesaria contra na hora da decisão. Mas, assim que o árbitro Wilmar Roldan deu início à disputa, o pessimismo foi rapidamente deixado de lado.

Mostrando muita disposição em campo, a equipe brasileira logo tomou conta do terreno adversário. Marquinho, que ganhou a vaga de titular na última hora, após o veto do meia Deco, foi o símbolo da vitalidade tricolor. Ele correu, abriu espaços, e, dos seus pés, originou-se o lance que reacendeu de vez as esperaças da equipe brasileira.

Aos 17 minutos, ele passou de forma precisa para Julio Cesar, que, avançando como um trator, chutou cruzado de esquerda. A bola passou pelo goleiro Navarro e estufou as redes argentinas. Sim, era possível! Com o empate momentâneo entre Nacional-URU e América-MEX, o Flu precisaria de apenas mais um gol para alcançar a “milagrosa” classificação.

Mas, pouco tempo depois, uma bobeira de Gum deu um banho de água fria na empolgação tricolor. Aos 25 minutos, após cruzamento da esquerda, o camisa 3, desnecessariamente, derrubou Salcedo na área. Pênalti. Na cobrança, o próprio atacante colocou no canto oposto de Ricardo Berna igualando o placar.

Nos minutos seguintes, ficou nítido o abatimento nos jogadores. Principalmente da defesa, que, em erros de saída de bola, quase pôs tudo a perder.

Mas a soberania dos tricolor foi voltando aos poucos. Aos 40 minutos, numa falta em cima de Marquinho, os jogadores sentiram-se prejudicados pelo árbitro, já que Salcedo, que merecia receber o segundo amarelo pelo lance, foi apenas repreendido. A resposta brasileira, porém, foi com estilo. Na batida, Fred soltou a bomba, contou com a colaboração do arqueiro argentino, e colocou o Flu, outra vez, a um passo da classificação.

Com 2 a 1 a favor, e o empate em Montevidéu, a equipe brasileira desceu para o vestiário precisando de apenas mais um gol.

FLU FAZ 4 A 2 E “MILAGRE” ACONTECE

Com a desvantagem, o técnico Pedro Troglio tirou o zagueiro Tórren para a entrada do meia Oberman. A alteração não poderia ser mais eficiente. Aos nove minutos, após bola mal rebatida pelo volante Valencia, o camisa 10 pegou o rebote de primeira e teve ainda outra colaboração do colombiano, que desviou o chute e encobriu o goleiro Berna. Era o empate do Argentinos Juniors.

O retrato do jogo, a partir daí, passou a ser o oposto em relação à primeira etapa. Enquanto a equipe da casa girava a bola no campo de ataque, o Tricolor mal conseguia ameaçar.

Só que a disputa tinha muitas emoções reservadas. E, numa das poucas escapolidas do Flu à frente, conseguiu um escanteio. Na cobrança, Valencia cabeceia a queima-roupa, Navarro rebate mal e, no rebote, Rafael Moura (até então, nulo no ataque) só completou para a meta, marcando seu terceiro gol na competição e o terceiro do Flu na partida.

Corações a mil. Agora, as duas equipes precisavam ir ao ataque, já que o resultado eliminava ambos. Enderson relutava em introduzir mais um homem de frente. Enquanto isso, o técnico argentino fez outra mexida ousada: mandou o lateral-esquerdo Gillieti para o banco para a entrada do atacante Sanchez.

Os ponteiros ainda marcavam 40 minutos quando, em Montevidéu, terminava em empate o confronto entre Nacional e América. A responsabilidade ficou com eles: quem fizesse, ficava com a vaga.

Aos 43 minutos, o último suspiro. Edinho avança livre pela esquerda e é derrubado por Navarro. Pênalti! O milagre nunca esteve tão perto. Cabia ao capitão Fred convertê-lo e manter o Flu vivo no sonho continental. E o artilheiro não decepcionou. Bateu com força, no ângulo. O ‘Sobrenatural de Almeida’ mostrou as caras.

ARGENTINOS JUNIORS 2 X 4 FLUMINENSE
Data: 19/4/2011
Horário: 22h (de Brasília)
Local: Estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires (ARG)
Árbitro: Wilmar Roldan
Auxiliares: Abraham Gonzalez e Javier Camargo

Cartões amarelos: Escudero, Prósperi, Basualdo (ARG); Gum, Diguinho (FLU)

Gols: Salcedo, aos 25’/ 1ºT, Oberman, aos 9’/ 2ºT (ARG); Julio Cesar, aos 17’/ 1ºT, Fred, aos 40’/ 1ºT, Rafael Moura, aos 23’/ 2ºT (FLU)

ARGENTINOS JRS.: Navarro; Sabia, Torrén (Oberman, intervalo), Gentiletti (Sanchez, aos 30’/ 2ºT); Prósperi, Mercier, Basualdo (Laba, aos 14’/ 2ºT) e Escudero; Rius, Salcedo e Niell. Técnico: Pedro Troglio.

FLUMINENSE: Berna; Mariano, Gum, Edinho e Julio Cesar (Tartá, aos 37’/ 2ºT); Valencia, Diguinho, Marquinho e Conca; Rafael Moura (Fernando Bob, aos 44’/ 2ºT) e Fred. Técnico: Enderson Moreira.

abril 21, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Dagoberto decide e São Paulo vence Goiás na Copa do Brasil

Para o jogo de volta, na próxima quarta-feira, no Morumbi, o Tricolor pode empatar que avança às quartas de final

Em 2009, o São Paulo deixou o Serra Dourada com uma derrota por 4 a 2 para o Goiás, que lhe custou o título do Campeonato Brasileiro daquele ano e o fim da hegemonia nacional, que já durava três anos. Quase dois anos depois, o Tricolor pode dizer que conseguiu o “troco”, ao vencer o mesmo Goiás por 1 a 0, no Serra Dourada, em Goiânia, e encaminhar a classificação para as quartas de final de outra competição nacional, a Copa do Brasil

O Tricolor joga a partida de volta contra o Esmeraldino na próxima quarta-feira, no Morumbi. Para avançar às quartas de final da Copa do Brasil e encarar o Avaí, o São Paulo pode até empatar. Uma derrota por 1 a 0 leva o jogo à disputa de pênaltis.

Se o Goiás vencer por 2 a 1, 3 a 2 ou 4 a 3 se classifica pelos gols fora de casa. Ao Esmeraldino, também interessam as vitórias por mais de um gol de diferença. A partida, que será no Morumbi, ainda pode marcar a estreia de Luís Fabiano no São Paulo.

NOVIDADE, EXPULSÃO E RETRANCA VERDE

O Tricolor entrou em campo com uma novidade…no uniforme! A equipe estreou os calções e meiões vermelhos. A última vez que o São Paulo jogou assim foi há 14 anos.

No quesito tático, nada de inovações: as equipes começaram a partida no esquema 3-5-2, mas as defesas pareciam desprotegidas. Com três minutos de jogo, dois lances duvidosos dentro da área, um para cada lado, foram ignorados pelo árbitro Marcos André Gomes da Pena. Primeiro, Alex Silva chegou atrasado em Felipe Amorim. Um minuto depois, Ilsinho caiu após chegada de Harlei, na área goiana. O árbitro capixaba manteve-se firme e não marcou nenhum dos supostos pênaltis.

Na sequência, o Esmeraldino do Centro-Oeste respondeu com Carlos Alberto cabeceando sozinho na área, mas o jogador, que substituiu Diogo, formado pelo Tricolor e que não pode jogar por conta de uma cláusula contratual, estava impedido.

Casemiro, aos 9 minutos, e Marlos, aos 10, arrancaram suspiros no Serra Dourada. Era o Tricolor esquentando a partida! Aos 15, uma falta à distância semelhante do gol 100 de Rogério no clássico contra o Corinthians ouriçou o torcedor são-paulino. O goleiro tricolor foi para a bola e não fez feio: chutou por cima, no mesmo canto de Harlei.

REVIRAVOLTA EM TRÊS MINUTOS

Felipe Amorim estreou no Goiás contra o Corinthians, na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2010. Oriundo das categorias de base do Esmeraldino, o jogador ganhou destaque até antes da partida contra o São Paulo. Mas a noite desta quarta-feira definitivamente não foi a dele. Aos 19 minutos, ele dominou bola no braço e recebeu o cartão amarelo. Três minutos mais tarde, ele ajudou a marcação de forma atabalhoada, derrubou Carlinhos e recebeu o segundo cartão amarelo: expulso de campo!

Com um a menos, o Goiás, que ainda estava no páreo e conseguia organizar boas jogadas até a expulsão de Amorim, passou a não frequentar mais o campo de ataque e, assim, se tornou presa fácil para o São Paulo.

Dos pés – ou da cabeçada equivocada – de Carlos Alberto, o time de Paulo César Carpegiani teve uma de suas melhores chances, aos 29 minutos. Dagoberto aproveitou o erro e rolou para Jean chutar cruzado, rente à trave de Harlei. Por pouco…

O São Paulo queria mesmo sufocar o Esmeraldino e sair da primera etapa com um gol. Ilsinho e Dagoberto, explorando as pontas, criaram jogadas de gol, mas a defesa do Goiás repelia as oportunidades do adversário.

ELE TEM A RECEITA

No intervalo de jogo, Carpa parecia saber a receita da vitória. O treinador colocou Henrique no lugar de Casemiro. E foi com um homem a mais na frente que o Tricolor chegou, enfim, ao primeiro gol do jogo. Dagoberto fez o que sabe de melhor, levou a bola em velocidade pelo meio, não encontrou resistência da defesa adversária e chutou do meio da rua.

Com o placar a favor, o time visitante pareceu se acomodar e, por um instante, o Goiás cresceu na partida, mesmo com um a menos. Logo após o gol, Carlos Alberto entrou de surpresa na área e cabeceou por cima do gol de Ceni.

Mas o time esmeraldino não tinha fôlegos para levar mais 40 minutos de igual para igual com o São Paulo e, aos poucos, foi cedendo, cedendo…

Sobrou espaço para Rivaldo, que entrara no lugar de Marlos, e o resto do time são-paulino brilhar. Aos 23 minutos, Dagoberto encontrou llsinho invadindo a área e o camisa 77, na cara de Harlei, perdeu grande chance. Dez minutos mais tarde, Ilsinho recebeu de Henrique na área e, sozinho, tentou driblar o goleiro esmeraldino, perdendo mais uma oportunidade.

Mesmo sem Lucas, expulso na partida anterior contra o Santa Cruz e que vai a julgamento na próxima terça-feira, na armação, o São Paulo manteve o resultado e volta para casa com a vantagem para o jogo de volta.

Agora, o Tricolor tem a Portuguesa pela frente, no domingo, em palco a ser definido. O jogo vale vaga nas semifinais do Campeonato Paulista. O Esmeraldino também tem um clássico no fim de semana. A equipe encara o arquirrival Vila Nova, pelas semifinais do Campeonato Goiano.

FICHA TÉCNICA:
GOIÁS 0X1 SÃO PAULO

Estádio: Serra Dourada, Goiânia (GO)
Data/hora: 20/4/2011 – 21h50
Árbitro: Marcos André Gomes da Pena
Auxiliares: Fabiano da Silva Ramires e José R. Maciel Linhares

Renda/público: R$ 815.610,00 / 28.526 pagantes
Cartões amarelos: Rafael Tolói, Felipe Amorim (GOI); Marlos, Juan (SPO)
Cartões vermelhos: Felipe Amorim, 22’/1ºT (GOI)
GOLS: Dagoberto, 2’/2ºT (0-1)

GOIÁS: Harlei; Ernando, Rafael Tolói (Valmir Lucas 41’/2ºT) e Marcão; Oziel (Robert 36’/2ºT), Amaral, Zé Antônio, Marcelo Costa e Carlos Alberto; Felipe Amorim e Hugo (Guto 21’/2ºT). Técnico: Artur Neto

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro (Henrique, intervalo), Carlinhos, Ilsinho e Juan; Marlos (Rvivaldo 21’/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani

abril 20, 2011 Posted by | Goiás, São Paulo | | Deixe um comentário

Santos vence o Táchira e se classifica em segundo na Libertadores

Vitória do Peixe combinada com os 3 a 2 do Cerro Porteño sobre o Colo Colo, deixa o Peixe no segundo lugar do Grupo 8 e aguardando os jogos do Grupo 3 para conhecer adversário das oitavas

O Santos derrotou o Deportivo Táchira (VEN) por 3 a 1 na noite desta quarta, no Pacaembu, e garantiu sua classificação às oitavas de final pelo Grupo 5 da Copa Santander Libertadores.

Com a vitória do Cerro Porteño sobre o Colo Colo por 3 a 2, no Chile, o Peixe terminou a primeira fase como segundo colocado de seu grupo na competição continental, pelo saldo de gols (. Agora o Santos aguarda os jogos do grupo 3, ao qual pertence o Fluminense, para conhecer seu adversário na próxima fase da competição continental. São quatro os possíveis rivais: LDU, América-MEX, Argentinos Junior ou Nacional-URU. A única certeza é que o Peixe definirá a vaga fora de casa. 

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Os últimos jogos da primeira fase da competição serão entre Nacional (URU) e América (MEX), além de Argentinos Jrs. (ARG) e Fluminense – ambos os confrontos ocorrem às 21h50.

O jogo

O Santos começou arrasador no primeiro tempo. Com a bola, apenas Arouca ficava preso na marcação, enquanto o restante do meio de campo se lançava ao ataque. As chegadas de Danilo e a velocidade do ataque santista infernizavam a defesa do time venezuelano.

Em três minutos de jogo, o Peixe teve três chances de gol. Na terceira, abriu o placar. Léo cruzou pela esquerda para Danilo, que não teve domínio, mas a bola sobrou para Neymar, que chegou à área e abriu o placar após chute desviado.

Nos minutos seguintes, a pressão do Peixe seguia. O Táchira oferecia pouco perigo: os cinco jogadores do meio campo tinham pouca vocação ofensiva e tentavam os passes longos para os atacantes, o que facilitava para a zaga santista. Aos 13, o Peixe ampliou com Jonathan, após bom passe de Danilo.

No restante do primeiro tempo, o jogo esfriou e o Santos não correu risco algum, com exceção de um chute de longe de Herrera. Neymar fazia boa partida e era muito marcado. Aos 41, levou tapa no rosto de Zafra, que já tinha amarelo, mas o árbitro nada marcou. E o jogo seguiu para o intervalo.

No começo do segundo tempo, o Peixe freou um pouco suas ações defensivas. Ficava a maior parte do tempo com a bola, mas não sofria marcação dura do Táchira. Com exceção de um bom chute de Elano e outro de Jonathan, até os 15 minutos não houve grandes chances de gol.

O jogo só saiu do marasmo com o gol de Chacón, de falta. O lance foi resultado da postura santista, que se acomodava e permitia a chegada do time venezuelano. Após o susto, porém, o Santos empatou com Danilo, após grande jogada de Neymar pela esquerda.

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A partir daí, a partida ganhou em emoção nos minutos derradeiros. O gol serviu para acender o time da Vila Belmiro, que começou a criar mais oportunidades, mas sem sucesso.

Danilo voltou a ter uma boa atuação na partida desta quarta-feira.

Antes de iniciar a disputa na segunda fase da Libertadores, o Santos volta a campo no fim de semana. E terá um jogo decisivo, pelas quartas de final do Paulistão, contra a Ponte Preta, às 16h, na Vila Belmiro. 

Arbitragem permissiva

Como destaque negativo da partida, fica a atuação do árbitro Nestor Pitana, que permitiu que os jogadores do Táchira abusassem das faltas durante a partida, com vários lances sendo passíveis de expulsão.

FICHA TÉCNICA:
SANTOS 3 X 1 DEPORTIVO TÁCHIRA

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 20/4/2011 – 19h30
Árbitro: Nestor Pitana (ARG)
Auxiliares: Gustavo Esquivel (ARG) e Diego Bonfa (ARG)
Renda/público: R$ 1.327.265,00 e 36.091 pagantes.
Cartões amarelos: Yegüez, Zafra, Fernández e Chacón (DEP)
Cartões vermelhos: Nenhum.
GOLS: Neymar, 3’/1ºT (1-0); Jonathan, 13’/1ºT (2-0); Chacón, 24’/2ºT (2-1) e Danilo, 27’/2ºT (3-1)

SANTOS: Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval, Léo; Arouca, Danilo, Elano (Adriano, 33’/2ºT) e Paulo Henrique Ganso (Pará, 47’/2ºT); Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite, 28’/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.

DEPORTIVO TÁCHIRA: Sanhouse; Moreno, Zafra e Rouga; Chacón, Guerrero (Del Valle, 28’/2ºT), Fernandéz, Hernandéz (Gutiérrez, 13’/2ºT) e Yegüez; Pérez Greco (Parra, 28’/2ºT) e Herrera. Técnico: Jorge Luis Pinto.

abril 20, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Botafogo empata e é eliminado da Copa do Brasil

Alvinegro vencia até os 42 minutos do segundo tempo. Após apito final, houve briga generalizada entre os jogadores

Na noite desta quarta-feira, o Botafogo empatou em 1 a 1 com o Avaí, em Florianópolis, e está eliminado da Copa do Brasil. A equipe vencia por 1 a 0 até os 42 minutos do segundo tempo, mas cedeu o empate após um pênalti cometido por Lucas. Após o apito final, houve uma confusão generalizada entre os jogadores, que chegaram às vias de fato.

O JOGO

Mesmo podendo empatar em 0 a 0 ou 1 a 1, o Avaí mostrou que não estava para brincadeira: logo aos cinco minutos de jogo, Marquinhos deu uma caneta em João Filipe pela esquerda, e cruzou para Rafael Coelho, que cabeceou mal, e por cima do travessão.

O Fogão respondeu pouco depois com Herrera. O atacante alvinegro invadiu a área pelo lado direito, levou a bola para a perna esquerda, mas chutou para fora, desperdiçando boa chance de abrir o marcador na Ressacada.

A partir daí, o Botafogo cresceu na partida, e passou a criar mais chances de perigo. Aos 25, Cortês progrediu pelo lado esquerdo e tentou cruzar. A bola bateu na defesa e carimbou a trave direita de Renan.

No minuto seguinte, Marcelo Mattos soltou uma bomba de longe, e a bola passou por cima do gol. Os donos da casa reagiram, e William quase encobriu Jefferson com uma cabeçada, mas o goleiro do Botafogo apareceu bem.

O Avaí voltou a levar perigo em um chute de longa distância, de Marquinhos, mas a bola saiu por cima. Já mais perto do intervalo, novamente o Botafogo criou boa oportunidade. Após cobranã rápida de falta, Abreu lançou Cidinho, que bateu para fora.

Logo na volta do intervalo, Abreu concluiu mal após bela jogada de ataque que passou pelos pés de Cidinho e Herrera. O uruguaio teve liberdade pela direita da área, e bateu cruzado, mas muito desviado. Os donos da casa, por sua vez, não criavam oportunidades muito claras, mas souberam ter a posse de bola.

Aos 28 minutos, o torcedor alvinegro finalmente conseguiu soltar o grito de alívio: Herrera recebeu livre pela direita da área, o goleiro Renan saiu em seus pés, e o derrubou. Na sobra, Loco Abreu apenas tocou para o gol vazio, abrindo o marcador para o Botafogo.

Mas o sofrimento alvinegro estava só começando, e os botafoguenses ainda teriam que passar sufoco nos minutos seguintes. Logo após o gol, Fahel falhou e permitiu que Rafael Coelho ficasse sozinho na pequena área. O atacante avaiano bateu, com pouco ângulo, e Jefferson fez uma bonita defesa, já caído.

O time da casa foi para o desespero, e chegou a ter um pênalti não marcado. Arévalo Rios derrubou Julinho na grande área, e o árbitro Ricardo Marques Ribeiro nada marcou, mesmo com os protestos dos jogadores do Avaí. Pouco depois, a defesa alvinegra voltou a cometer o mesmo erro, quando Lucas derrubou o colombiano Estrada na área. Desta vez, pênalti marcado.

Na cobrança, William bateu com categoria, deslocando Jefferson, e empatou a partida. Na sequência, o técnico Caio Junior reclamou da marcação do pênalti, e acabou expulso pelo árbitro. Despedida melancólica do Botafogo na Copa do Brasil. Depois do jogo, os jogadores das duas equipes trocaram agressões, protagonizando cenas lamentáveis. O alvinegro Herrera e o avaiano Marquinhos eram os mais exaltados. Este último teria provocado os alvinegros após o fim do jogo, o que teria motivado a confusão.

FICHA TÉCNICA
AVAÍ 1X1 BOTAFOGO
Data/horário: 20/4/2011 – 19h30min
Estádio: Ressacada, em Florianópolis (SC)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)

Gols:
Loco Abreu, 28’/2ºT (0-1), William, 42’/2ºT (1-1)

Avaí: Renan; Bruno, Cássio, Gian e Felipe (Evando, 36’/2ºT); Marcinho Guerreiro, Diogo Orlando (Marquinhos Gabriel, 30’/2ºT), Marquinhos e Julinho; Rafael Coelho (Estrada, 41’/2ºT) e William. Técnico: Silas.
Botafogo: Jefferson; Lucas, Fahel, João Filipe (Everton, 17’/2ºT) e Cortês; Arévalo Ríos, Lucas Zen, Marcelo Mattos e Cidinho (Caio, 28’/2ºT); Herrera (Somália, 32’/2ºT) e Loco Abreu. Técnico: Caio Junior.

Cartões amarelos:
Avaí – Diogo Orlando, Julinho, Bruno e Estrada
Botafogo – Herrera e Lucas

abril 20, 2011 Posted by | Avaí, Botafogo | | Deixe um comentário

Inter bate Emelec e carimba vaga e liderança do Grupo 6

Gols de Rafael Sobis e Leandro Damião só chegam na segunda etapa na estreia de Falcão na Copa Libertadores

Não foi o espetáculo sonhado por Falcão e pelos torcedores do Inter. Mas o 2 a 0 sobre o Emelec (EQU), nesta terça-feira, no Beira-Rio, foi suficiente para o Internacional garantir a classificação para as oitavas da Copa Santander Libertadores como líder do Grupo 6, com 13 pontos. Alívio que veio só na última rodada.

O primeiro lance de perigo Colorado surgiu logo no primeiro minuto. Andrezinho cobrou falta com força, o goleiro Klimowicz espalmou e no rebote quase o zagueiro Rodrigo abriu o placar.

O arrojo do Inter no início do duelo assistou os equatorianos, que armaram um ferrolho, dificultando, e muito, as ações do time de Falcão na etapa inicial.

Outro obstáculo para o Inter foi a visível falta de engrenagem da equipe por causa do novo esquema tático – duas linhas de quatro. Só que o Emelec passou a tomar coragem para atacar e chegou a assustar em jogadas de bola aérea.

Veja os gols da vitória do Internacional sobre o Emelec

A notícia de que o Jaguares (MEX) tinha aberto o placar sobre o Jorge Wilstermann (BOL), na Bolícvia, e com isso assumindo a liderança da chave, aumentou a tensão. Um gol do Emelec seria o suficiente para eliminar o Inte.r Nervoso, o Colorado abusou dos passes errados e foi para o vestiário sem conseguir mexer no placar.

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Mas o Colorado voltou para o segundo tempo disposto a mudar o panorama. O time de Falcão parou de aceitar a marcação equatoriana, partiu para cima e foi premiado aos cinco minutos. Bola alçada na área e Damião escorou para Sobis, livre na pequena área, concluir. Klimowicz ainda defendeu, mas não conseguiu encaixar e a bola morreu nas redes: 1 a 0 Inter, festa colorada, vibração de Falcão.

Sem a pressão nas costas, o Inter se soltou e a superioridade tornou-se ainda mais nítida. Do outro lado, o Emelec, precisando da vitória, se abria e dava espaços ao Colorado. Andrezinho quase marcou o segundo de falta, D’Alessandro também chegou perto ao emendar de primeira.

A virada do Jorge Wilsterman sobre o Jaguares deixou o time brasileiro ainda mais tranquilo. Talvez até demais, já que as chances perdidas se sucediam. Mas Leandro Damião aproveitou ótima jogada de Cavenaghi para dar fim ao sufoco da primeira fase. Inter classificado em primeiro.

FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL 2 X 0 EMELEC

Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data-Hora: 19/4/2011 – 20h15 (de Brasília)
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Cartões amarelos: Leandro Damião (INT); Achilier (EME)
Gols: Rafael Sobis 5’/2ºT (1-0) e Leandro Damião 37/’2ºT (2-0)

INTERNACIONAL: Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Andrezinho e D’Alessandro; Rafael Sobis (Cavenaghi 31’/2ºT) e Leandro Damião (Zé Roberto 41’/2ºT) – Técnico: Falcão.

EMELEC: Klimowicz; Carlos Quiñonez (Valencia 17’/2ºT), José Quiñonez, Achilier e Bagüí; Gaibor (Strahman 39’/2ºT), Pedro Quiñonez, Quiroz e Giménez; Iza (Caicedo 27’/2ºT) e Menendez – Técnico: Omar Asad.

abril 20, 2011 Posted by | Internacional | | Deixe um comentário