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Em ritmo de treino, Grêmio goleia Inter-SM no Gauchão

Garoto Leandro marcou dois gols e foi destaque da partida

Com extrema facilidade, o Grêmio goleou o Inter de Santa Maria por 6 a 0, nesta quinta-feira, em ritmo de treino. Os poucos torcedores que encararam a chuva e foram ao Estádio Olímpico viram dois gols do garoto Leandro, uma promessa das divisões de base tricolor. Na classificação geral do Campeonato Gaúcho, o Tricolor iguala o número de pontos do rival Inter – o de Porto Alegre -, mas faltou um gol para igualar também em saldo de gols.

LIBERTADORES: Petrolero vence e deixa Grêmio perto das oitavas

A próxima partida gremista será no próximo domingo, dia 27, frente ao Pelotas, na Boca do Lobo. Já o Inter-SM joga no mesmo dia, com o Juventude, às 18h30, em Caxias do Sul.

Todos os prognósticos apontavam para uma partida fácil diante do Inter-SM. O clube do interior gaúcho tem apenas 18 jogadores no elenco, após dispensa de cinco. No fim de semana, dois baladeiros foram dispensados. O xará do rival gremista não tinha um ponto na Taça Farroupilha, e continua assim.

O início mostrou o que seria o jogo. Logo a 3 minutos, nem o público baixo havia se consolidado e Gilson arrancou pela esquerda e sofreu pênalti. Douglas cobrou no canto esquerdo de Pedro Paulo, alto, e abriu o placar. A movimentação dos homens do ataque, principalmente de Escudero, era intensa, e o goleiro santamariense precisou trabalhar em duas oportunidades para evitar mais gols.

A partir dos dez minutos, o Grêmio arrefeceu um pouco os ânimos e cedeu espaços. O Inter aproveitou em algumas oportunidades, e Marcelo Grohe mostrou serviço à torcida gremista na falta de Victor, com a Seleção. Mas aos 23, o Tricolor voltou ao ataque e ampliou. A qualidade fez diferença: pela direita, o zagueiro improvisado Mário Fernandes ingressou na diagonal, como lateral, tabelou com Viçosa e fez um belo gol.

Três minutos depois, a arbitragem voltou os holofotes para ela. André Cieslak ia marcando falta fora da área quando o bandeirinha José Silveira já estava na linha de fundo, interpretando o toque da bola na mão de Rodolfo. Pênalti para o Inter de Santa Maria, desperdiçado por Dinei em grande defesa de Marcelo Grohe. Depois, Gilson e Lúcio foram derrubados por defensores do Interzinho dentro da área, mas Cieslak nada marcou. O primeiro tempo acabou com as polêmicas e o 2 a 0 gremista.

A orientação de Renato Gaúcho era tocar a bola e valorizar a posse dela. Pois foi o que o Grêmio fez e, sem maiores problemas, chegou ao terceiro gol aos sete minutos. Lúcio acionou Douglas em contra-ataque. Já dentro da área, o meia achou Viçosa, que, com uma cavadinha, tirou do goleiro.

As chances de gols foram se empilhando. Com dois a menos, o Inter-SM definhou diante da qualidade gremista. Rafael Marques, de peixinho, marcou aos 20 minutos. Aos 30, o garoto Leandro, que havia entrado no lugar do volante Adilson, deixou sua marca e fez o segundo com a camisa gremista. E ainda tinha tempo para mais, já que aos 42 o próprio garoto fuzilou Pedro Paulo e aumentou a goleada para 6 a 0.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO 6 X 0 INTER-SM

Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS)
Data-Hora: 24/3/2011 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: André Cieslak (RS)
Auxiliares: José Silveira (RS) e Carlos Henrique Selbach (RS)
Cartões amarelos: Douglas e Adilson (GRE); Luiz Henrique, Diogo Fernandes e Deurick (ISM)
Cartões vermelhos: Diogo Fernandes 9’/2ºT e Luiz Henrique 32’/2ºT (GRE)
Renda e público: R$ 55.104,50 / 4.291 pagantes / 5.099 presentes
Gols: Douglas 3’/1ºT (1-0), Mário Fernandes 23’/1ºT (2-0), Júnior Viçosa 7’/2ºT (3-0), Rafael Marques 20’/2ºT (4-0) e Leandro 30’2ºT (5-0) e 42’/2ºT (6-0)

GRÊMIO: Marcelo Grohe, Mário Fernandes, Rafael Marques, Rodolfo e Gilson (Bruno Collaço 20’/2ºT); Fábio Rochemback, Adilson (Leandro 13’/2ºT), Lúcio e Douglas; Escudero (Vinícius Pacheco 25’/2ºT) e Júnior Viçosa – Técnico: Renato Gaúcho.

INTER-SM: Pedro Paulo, Diogo Fernandes, Diego Borges, André Bahia e Luiz Henrique; Elias, Deurick, Thiago Corrêa, Wendes (Leonardo 46’/2ºT) e Cadu (Foguinho 25’/2ºT); Dinei (Ronni 29’/2ºT) – Técnico: Suca.

março 24, 2011 Posted by | Grêmio | , | Deixe um comentário

Corinthians vence, retoma a ponta e está nas quartas do Paulistão

Timão bate o Oeste por 3 a 0 e passa São Paulo, que perdeu para o Paulista. Time já está na fase final

Após a terceira vitória consecutiva, o Corinthians chegou, novamente, à liderança do Campeonato Paulista. Na noite desta quarta-feira, o Timão ganhou do Oeste, por 3 a 0, somou 34 pontos e passou o São Paulo, antigo primeiro colocado, que foi derrotado em Jundiaí (3 a 2). Com o triunfo, o Alvinegro se classificou para as quartas de final do Paulistão.

Os gols do Corinthians foram marcados por Paulinho, ainda no primeiro tempo, Liedson e Dentinho, ambos na segunda etapa. Levezinho marcou o décimo gol, em nove jogos, e chegou à artilharia isolada da competição.

O Oeste pouco assustou o clube da capital, que jogou tranquilo para vencer a partida. Com o resultado, o Timão está classificado para as quartas de final do Paulistão.

Bruno César, que entrou no segundo tempo, foi o destaque do time. Depois de o Timão marcar o segundo gol, o Corinthians diminuiu muito o ritmo. Mas o meia apareceu bem e ajudou o clube da capital crescer na partida.

No próximo domingo, o Timão tem clássico paulista contra o São Paulo. O Oeste recebe o Noroete, em Itápolis, no sábado.

O JOGO

O Corinthians chegou pela primeira vez ao ataque com os dois homens de meio de campo. Aos 9 minutos da primeira etapa, Morais carregou pela direita e tocou para o meio. Livre de marcação, Dentinho, dentro da área, dominou e bateu forte. A bola passou pelo zagueiro e saiu pela linha de fundo, tirando tinta da trave direita do goleiro Fábio.

Os volantes do Corinthians pouco participaram do jogo. Tanto na defesa quanto no ataque. Até que, aos 17 minutos, Paulinho apareceu como elemento surpresa e quase marcou o gol. Dentinho apareceu pela esquerda e cruzou para o meio. O volante tentou de letra, mas furou e a bola saiu pela linha de fundo.

Variando entre jogadas pelas laterais e alguns lances chegando pelo meio, o ataque do Corinthians levava vantagem sobre a fraca defesa do Oeste. O ataque do time do interior, por sinal, aparecia apenas em contra-ataques.

Aos 34, Paulinho, que começava a aparecer mais para o jogo, abriu o placar. Após escanteio cobrado por Morais, o volante subiu alto e mandou para o fundo do gol.

O Oeste, depois de ficar atrás do placar, começou a buscar o jogo. O meio de campo trocou passes, mas não chegava no ataque com qualidade para marcar. As chances apareceram de cruzamentos, que os atacantes não conseguiram concluir bem. Antes do fim do primeiro tempo, o zagueiro Cris também se machucou.

– O gol foi importante, o Oeste está marcando forte. O importante é o resultado que a gente está conseguindo – disse Paulinho, autor do gol do Corinthians, na saída para o intervalo.

Na volta para o segundo tempo, Luiz Carlos Martins voltou com duas mudanças. Rafael Caldeira entrou no lugar do contundido Cris e Anselmo Ramón deu lugar a Alex Willian.

E o Corinthians continuou no ataque. Dentinho quase marcou logo aos 3. Na sequência, Liedson marcou seu décimo gol em nove jogos e empatou com Elano, do Santos, na artilharia. Depois disso, o Timão passou a cadenciar a partida. O clube da capital trocava passes no meio de campo e pouco se arriscava no ataque.

As jogadas pelas laterais e de velocidade foram as que o Corinthians mais tentava, mas não conseguiu chegar com perigo. Com a entrada de Bruno César, aos 27, as coisas mudaram. O meia fez a jogada pela direita e cruzou para Liedson, que bateu mal. O zagueiro do Oeste tentou cortar, mas mandou em cima de Dentinho, que marcou o terceiro.

No fim, Fábio Santos do Corinthians, bateu forte para ótima defesa de Fábio, que impediu uma goleada.

FICHA TÉCNICA:
CORINTHIANS 23 X 0 OESTE

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 23/3/2011 – 21h50
Árbitro: José Claudio Rocha Filho (SP)
Auxiliares: Marco Antonio Monteiro Bagatella (SP) e Mauro André de Freitas (SP)

Renda/público: R$ 267.012,50 / 8.600 pagantes
Cartões amarelos: Chicão e Luis Ramírez (COR); Dionísio e Cris (OES)
GOLS: Paulinho, 34’/1ºT (1-0); Liedson, 5’/2ºT (2-0); Dentinho, 28’/2ºT (3-0)

CORINTHIANS: Julio César, Alessandro, Chicão, Leandro Castan e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Morais (Luis Ramíres, 17’/2ºT) e Jorge Henrique (Bruno César, 27’/2ºT); Dentinho e Liedson (Willian, 32’/2ºT). Técnico: Tite.

OESTE: Fábio, Adriano, Cris (Rafael Caldeira, intervalo)e Paulo Miranda; Leo Salino (Mariano, 22’/1ºT), Dionísio, Márcio Passos, Roger e Fernandinho; Fábio Santos e Anselmo Ramon (Alex Willian, intervalo). Técnico: Luiz Carlos Martins

março 24, 2011 Posted by | Corinthians | , | Deixe um comentário

São Paulo perde para o Paulista e vê fim da sequência de vitórias

Antes de enfrentar o Corinthians, Tricolor perde por 3 a 2, sofre primeira derrota dos últimos cinco jogos e perde a liderança do Paulistão

O São Paulo perdeu por 3 a 2 para o Paulista na noite desta quarta-feira, em Jundiaí, em jogo válido pela 15ª rodada do Campeonato Paulista. O resultado põe fim à série de quatro vitórias que a equipe do Morumbi obteve nas últimas quatro rodadas diante de Grêmio Prudente, Santo André, Ituano e São Caetano, além de tirá-lo da liderança da competição. O Paulista, por sua vez, reencontra a vitória, após ter perdido para o Botafogo, fora de casa e fica a quatro pontos do nono colocado São Caetano, se firmando mais no G8.

No próximo jogo o São Paulo, que agora ocupa a terceira colocação, pega o líder Corinthians, que vem de duas vitórias seguidas. Em jogo, um incômodo tabu de quatro anos (11 jogos) sem vencer o time do Parque São Jorge. De bom do jogo de Jundiaí fica que Rogério Ceni chegou ao 99º gol e pode chegar ao 100º no clássico, de acordo com a conta do São Paulo.

Logo no primeiro minuto de jogo o São Paulo já foi surpreendido pelo Paulista. Weldinho fez grande jogada pela direita, trouxe para o meio e chutou no canto esquerdo de Rogério Ceni, que não segurou e viu Fabiano, de cabeça, completar para o gol.

Após o susto, o São Paulo tentou reagir e teve mais domínio de bola que o time da casa, que recuou e esperou pelos contra-ataques. Fernandinho teve grande chance aos 10 minutos, mas chutou para fora. O Tricolor crescia, tinha maior volume de jogo, mas não conseguia transformar o domínio em gols.

Aos 34 minutos, um lance duvidoso: Fernandinho recebeu na área passou Henrique e Eli Sabiá e caiu. O árbitro não viu pênalti e mandou o lance seguir.

Se, no futebol, quem não faz, leva, o São Paulo não chegou ao gol. O castigo veio aos 36, após Weldinho receber bom passe de Marquinhos próximo ao bico da área, fintou Juan, e chutou no canto oposto de Rogério Ceni. Depois do gol, o que se viu ainda foi algum domínio tricolor, mas foi só.

No segundo tempo, o jogo começou muito aberto. Logo aos seis minutos, Eli Sabiá fez falta em Ilsinho dentro da área. Rogério Ceni converteu com categoria. Ao diminuir, o São Paulo pressionou o Paulista, mas recebeu um balde de água fria aos 10 minutos. Vanderlei recebeu bom passe no meio da zaga são-paulina e chutou, no meio das pernas de Rogério Ceni, para aumentar o placar para o time da casa.

Aos 25 minutos, após uma pressão crescente do São Paulo, Fernandinho acertou bom cruzamento da esquerda, a bola passou por Felipe Alves e encontrou Dagoberto livre, em baixo da trave, para diminuir para o Tricolor.

Após o gol, o que se viu no Jayme Cintra foi uma pressão total são-paulina. As chances pipocavam para o lado visitante, enquanto o Galo da Japi, como fez o jogo inteiro quando esteve em vantagem, se postava e esperava por um contra-ataque decisivo. A equipe de Jundiaí foi eficiente e suportou a pressão do São Paulo até o fim do jogo.

FICHA TÉCNICA:
PAULISTA 3 X 2 SÃO PAULO

Estádio: Jayme Cintra, em Jundiaí (SP)
Data/hora: 23/3/2011 – 21h50
Árbitro: Flavio Rodrigues Guerra
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Alberto Poletto Masseira
Renda/público: 233.943,00 / 6.437 pagantes
Cartões amarelos: Samuel Xavier, Eli Sabiá, Marquinhos, Rodrigo Sabiá (PTA); Juan, Jean, Xandão (SPO)
Cartões vermelhos: Nenhum.
GOLS: Fabiano, 1’/1ºT (1-0); Weldinho, 37’/1ºT (2-0); Rogério Ceni, 6’/2ºT (2-1); Vanderlei, 10’/ 2ºT (3-1); Dagoberto, 25′ / 2ºT (3-2)

PAULISTA: Felipe Alves; Weldinho, Eli Sabiá, Henrique e Marquinhos; Rodrigo Sabiá, Fábio Gomes, Samuel Xavier (Baiano, 30’/2ºT) e Diego Barboza; Vanderlei (Mike, 31′ /2ºT) e Fabiano (Tutinha, 34’/2ºT). Técnico: Wagner Lopes

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão, Alex Silva, Miranda (Júnior César, 43’/2ºT) e Juan (Henrique, 13’/2ºT); Jean, Casemiro (Ilsinho, 34’/1ºT), Carlinhos Paraíba e Marlos; Dagoberto e Fernandinho. Técnico: Paulo César Carpegiani.

março 24, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

Atlético-MG não passa de um empate com o Uberaba

Galo desperdiça a chance de dividir a liderança do Campeonato Mineiro com o Cruzeiro

O Atlético-MG não passou de um empate em 1 a 1 com o Uberaba, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, na noite desta quarta-feira, pela oitava rodada do Campeonato Mineiro.

Com o resultado, o Galo permanece momentaneamente na segunda posição – o América, com uma vitória, pode passar o Alvinegro -, com 17 pontos. O Zebu fica na nova posição, com sete pontos, e permanece invicto fora de casa.

Próximos compromissos:

Na nona rodada, o Atlético encara o Democrata, no Mamudão, em Governador Valadares. O jogo acontece no dia quatro de abril. Já o Uberaba, no mesmo dia, no Uberabão, enfrenta o Funorte, em um duelo de equipes que brigam para não cair.

O jogo:

O Atlético voltou a demonstrar no início da partida os mesmos problemas dos últimos jogos. Erros de passe, muita afobação, pouca calma e a criação de oportunidade gol ficava prejudicada. O fato de o time ser muito leve e ter como característica principal a velocidade tem prejudicado o toque de bola. Nem jogadores mais técnicos, como Ricardinho e Richarlyson, estavam conseguindo cadenciar o ritmo da partida.

A sucessão de passes errados fez com que o Uberaba fosse o primeiro time a criar perigo. Aos 10 minutos, Maurinho cruza a bola, mas Renan Ribeiro, com um tapinha para escanteio, evita a cabeça de Cristiano Brasília. Dois minutos depois, Cristiano Brasília voltou a amedrontar a massa alvinegra. Ele cobrou falta do meio de campo e tentou encobrir Renan Ribeiro, que se recuperou e espalmou para a linha de fundo. Mas o ímpeto do time do interior parou por aí. O Zebu recuou muito e aceitou a pressão alvinegra.

Aos 17 minutos, a primeira chance do Atlético. Jobson sofreu falta na entrada da grande área. Ricardinho cobrou colocado e a bola passou rente a trave do goleiro Fernando, se perdendo pela linha de fundo. E Ricardinho continuava sendo o homem mais perigoso da ofensiva atleticana. Aos 23, o meia pegou, de primeira, um rebote da zaga uberabense e finalizou por cima do gol de Fernando. Dois minutos depois, Jobson tabelou com Renan Oliveira, que deixou a bola para Ricardinho. O armador chutou colocado e o arqueiro Fernando fez grande defesa, impedindo o primeiro gol da partida.

Nos últimos quinze minutos do primeiro tempo, o Galo montou uma blitz no campo de ataque. O time da capital trocava passes dentro da intermediária do Uberaba, que tentava se defender montando um ferrolho, com até nove jogadores atrás da linha da bola. Através da pressão, o Atlético teve a melhor chance. Jobson achou Renan Oliveira livre pela direita. O camisa 8, aos 32 minutos, avançou livre, mas chutou fraquinho, facilitando a defesa de Fernando. Três minutos depois, Richarlyson fez cruzamento perfeito para Ricardo Bueno, que cabeceou com força, mas sem a direção do gol. Apesar da imensa pressão alvinegra, o primeiro tempo terminou sem gols.

Segunda etapa:

Notando a postura extremamente defensiva do Uberaba, Dorival Júnior sacou o volante Toró e colocou o meia-atacante Mancini. O Atlético, com essa alteração, cedia muitos espaços para o contragolpe do Uberaba, mas também conseguia criar mais oportunidades de gol.

Após falha bizonha de Réver, aos dois minutos, Rômulo avançou sozinho, mas finalizou em cima de Renan Ribeiro, perdendo uma clara oportunidade de gol. O Galo inaugurou o placar aos quatro minutos. Jobson fez cruzamento, Ricardo Bueno ganhou do zagueiro e cabeceou no contrapé de Fernando. Na comemoração, cantou parabéns em homenagem a Renan Ribeiro e Zé Luís, aniversariantes do dia.

Mas, aos 10 minutos, nova desatenção defensiva do Galo. Maurinho cruzou da direita, Rômulo ajeitou para o lateral-esquerdo Bruno Campos, que soltou um foguete. Renan Ribeiro, no primeiro momento, salvou o Atlético, mas, no rebote, Bruno Campos igualou o marcador. O Alvinegro sofreu gols em todas as partidas nesse ano.

As bolas aéreas seguiam sendo a melhor alternativa atleticana. Aos 12 minutos, Richarlyson cruzou e Réver testou com força e a bola explodiu no travessão. Mancini, que havia entrado no intervalo, sentiu dores na coxa direita e teve que deixar o campo. Cristiano Brasília, aos 14 minutos, cobrou falta com categoria, a bola passou próxima a trave de Renan Ribeiro.

Após alguns minutos de pouca ação, aos 21, Magno Alves, que recebeu passe de Renan Oliveira, soltou uma bomba, a bola desviou na zaga e passou próxima a trave de Fernando. Aos 28 minutos, Maurinho levantou a bola na área. O baixinho Marcinho ganhou dos grandalhões atleticanos e cabeceou na trave, assustando a torcida atleticana. Aos 32 minutos, Neto Berola avançou em velocidade pela esquerda, limpou a marcação e cruzou para Ricardo Bueno, que cabeceou fraco nas mãos do goleiro. Aos 40 minutos, Ricardo Bueno tentou proteger a bola, se enrolou com o marcador e caiu dentro da área. O juiz mandou o jogo seguir.

O Galo não conseguia furar a retranca do Uberaba e abusava das bolas cruzadas na área. Sem muita efetividade. A zaga do Zebu conseguia cortar todas as jogadas e segurou o empate.

FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-MG 1×1 UBERABA

Estádio: Arena do Jacaré, Sete Lagoas (MG)
Data/hora: 23/03/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Igor Junio Benevenuto
Auxiliares: Marcus Vinícius Gomes e Janette Mara Arcanjo
Renda/público: R$ 20.375,00 / 4.163 pagantes.
Cartões amarelos: Ricardo, Felipe e Balduíno (UBE) Leonardo Silva (ATL)
Cartões vermelhos: Não houve

GOLS: Ricardo Bueno, 4’2T (0-1), e Bruno Campos, 10’2T (1-1)

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro; Bernard, Leonardo Silva, Réver e Richarlyson; Toró (Mancini, intervalo – Magno Alves, 14’2T), Serginho, Renan Oliveira e Ricardinho; Jobson (Neto Berola, 14’2T) e Ricardo Bueno Técnico: Dorival Júnior

UBERABA: Fernando; Rodrigão, Felipe (Alemão, 19’2T – Hugo, 22’2T) e Ricardo; Maurinho, Balduíno, Gabriel, Rômulo (Juninho Cearense, 32’2T) e Bruno Campos; Marcinho e Cristiano Brasília. Técnico: Nenê Belarmino

março 24, 2011 Posted by | Atlético-MG | | Deixe um comentário

Flu vira sobre o América-MEX e segue vivo na Libertadores

Deco, com um gol no fim, foi o herói da vitória por 3 a 2 sobre os mexicanos, nesta quarta-feira, no Engenhão

Não duvidem dos Guerreiros. Assim foi em 2009, assim foi em 2010 e, por que não, poderá ser na Copa Santander Libertadores. Nesta quarta-feira, os quase 15 mil torcedores presentes no Engenhão assistiram a mais um capítulo da incrível saga que o Fluminense vem travando nos últimos anos. Após ficar por duas vezes atrás no placar, o Tricolor conseguiu a virada e bateu o América-MEX por 3 a 2, mantendo vivas as chances de classificação para a próxima fase.

E, para dar mais dramaticidade, Deco, voltando de lesão após dois meses, foi o herói da vitória, com uma assistência e um gol salvador, a três minutos do fim. Além da torcida, quem deve agradecer ao Mago é a dupla de trapalhões da noite: Ricardo Berna e Digão, que, em duas falhas, entregaram os gols para as Águias.

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Com o resultado, o Fluminense reassumiu a terceira colocação do Grupo 3, com cinco pontos. Já o time mexicano segue em segundo, com seis pontos. O próximo compromisso do Fluminense pela Libertadores será no dia 6 de abril, contra o Nacional-URU, em Montevidéu. Neste domingo, encara o clássico diante do Vasco, no Engenhão. Já o América-MEX recebe o Angentinos Jrs., no dia 7, no Azteca.

FALHA IMPEDE VANTAGEM DOS GUERREIROS

Turbulências fora de campo, time sem comando definido… empenhados em dar um pontapé na crise, os guerreiros tricolores entraram em campo com uma disposição à altura da alcunha recebida nos últimos anos. A falta de disciplina tática da equipe brasileira acabou compensada pela correria. Apesar do público incondizente com a importância da partida, os jogadores do Fluminense foram empurrados pelo grito ininterrupto dos cerca de 13 mil torcedores que compareceram às arquibancadas do Engenhão.

O atacante Fred, que fez sua estreia na Libertadores, mostrou que faz a diferença na grande área. Mesmo fortemente marcado (quase sempre com dois adversários à sua frente), conseguiu criar jogadas de perigo com passes rápidos e precisos. Ao mesmo tempo, a parceria com Emerson, também inédita na competição, desequilibrava. Assim, parecia que o Fluminense faria o resultado com facilidade, mas não foi o que aconteceu.

Logo aos 14 minutos, na primeira chegada do América-MEX, um lance inusitado. Primeiro, Digão falhou ao não cortar lançamento de Montenegro. Enquanto Berna, na saída, deixou a bola escapar, ofereceu o gol vazio para Sánchez só tocar para as redes. Na sequência, muita reclamação dos tricolores, o que paralisou o jogo por alguns minutos.

Parecia que o Flu entraria em desespero. Mas, para alento da torcida, a resposta foi rápida. Aos 20 minutos, Conca levantou para Gum, que se antecipou à zaga e cabeceou para o fundo das redes. Fúria do zagueiro na comemoração.

A partir de então até a saída para o intervalo, pressão total dos anfitriões. A raça começou a sobressair. Destaque para o volante Valencia, que, limitações técnicas à parte, foi um monstro nos desarmes. Mas, ironicamente, quem teve a melhor chance de terminar o primeiro tempo em vantagem foram os mexicanos. Aos 45 minutos, em outra falha da defesa, Montenegro chutou forte de frente para o gol, mas Berna, redimindo-se da falha anterior, salvou o Flu com bela defesa.

DECO VOLTA E SALVA O FLU NO FIM

Logo no início da segunda etapa, o Fluminense sofreu uma baixa. O lateral-direito Mariano, com dores no joelho esquerdo, pediu para sair. Em seu lugar, o interino Enderson Moreira colocou o apoiador Deco, que retornou aos gramados após dois meses. Souza foi deslocado para o setor defensivo.

Já a pressão incansável da etapa inicial ficou mais amena. O time passou a tocar mais a bola, buscando espaços na retrancadíssima defesa mexicana. Sem criatividade no meio-campo, o Tricolor retomou ao vício das bolas alçadas – todas bem interceptadas.

A situação estava difícil, até que, aos 27 minutos, a casa caiu. Em outra parceria atrapalhada de Berna e Digão, Sánchez, sempre ele, colocou os visitantes na frente. Em cruzamento, o camisa 11 encobriu o goleiro tricolor; antes da bola entrar, Digão cabeceou para a própria meta. Clima de “Maracanazzo” no Engenhão.

Enderson pôs em campo Rafael Moura e Araújo para reforçar o ataque. O time permanecia apático. Por duas vezes, Vuoso teve o gol escancarado para liquidar a partida. Mas, num lance de inspiração do reestreante Deco, os guerreiros encontraram novo fôlego. Araújo aproveitou o cruzamento do Mago e, de cabeça, voltou a igualar o placar, aos 42 minutos.

Até que, a três minutos do fim, Deco virou o placar com belo gol de cobertura. Vitória da raça, digna do time de guerreiros que segue vivo na luta pelo título continental.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 3 X 2 AMÉRICA (MEX)

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data-Hora: 23/3/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Antônio Arias (PAR)
Auxiliares: Milciades Saldívar (PAR) e Darío Gaona (PAR)
Cartões amarelos: Gum e Fred (FLU); Oliveira e Rojas (AME)
Cartões vermelhos: –
Renda e público: R$ 536.765,00 / 11.987 pagantes / 13.158 presentes
Gols: Sánchez 14’/1ºT (0-1), Gum 20’/1ºT (1-1), Digão (contra) 27’/2ºT (1-2), Araújo 35’/2ºT (2-2) e Deco 42’/2ºT (3-2)

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Mariano (Deco 6’/2ºT), Gum, Digão e Julio Cesar (Araújo 28’/2ºT); Valencia, Diguinho, Souza e Conca; Emerson (Rafael Moura 24’/2ºT) e Fred – Técnico: Enderson Moreira.

AMÉRICA-MEX: Navarrete, Layún, Cervantes, Valenzuela e Rojas; Rosinei (Marques 44’/2ºT), Pardo, Oliveira (Reyna – Intervalo) e Montenegro; Sánchez e Vuoso (Esqueda 37’/2ºT) – Técnico: Carlos Reinoso.

março 24, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário