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São Paulo vence e assume a liderança do Paulistão


Com gols de Jean e Dagobeto, Tricolor venceu o Ituano, por 2 a 0, e ultrapassou os rivais Palmeiras, Santos e Corinthians para assumir a ponta

Beneficiado pela combinação de resultados dos jogos de quarta-feira, o São Paulo entrou em campo no Morumbi sabendo exatamente o que precisava fazer: uma vitória simples nesta quinta-feira significaria a liderança Tricolor no Paulistão. E apesar das improvisações do técnico Carpegiani, o São Paulo voltou ligado na segunda etapa e venceu o Ituano, por 2 a 0. E pela primeira vez no ano, a ponta do Estadual é do Morumbi!

Nada como uma vitória e a primeira colocação para apagar o início de semana tumultuado no clube. Ausências de Alex Silva nos treinos, reclamações pela imprensa e broncas de Carpegiani… Nada foi suficiente para tirar o foco da equipe, que marcou dois belos gols com Jean – um lindo chute de longe, no ângulo – e Dagoberto e matou o jogo logo no início do segundo tempo.

Até mesmo as improvisações de Carpegiani, que deixaram o time perdido em campo no primeiro tempo, foram superadas contra um adversário mais precocupado em não levar uma goleada do que em vencer a partida. Com a derrota, o Ituano permaneceu na 15ª colocação no Paulistão.

Ainda pelo Paulistão, o São Paulo volta a campo neste domingo, quando recebe o Santo André, no Morumbi. No mesmo dia, o Ituano enfrenta a Portuguesa em Mogi Migim, no Estádio Romildo Ferreira.

JEAN E DAGOBERTO SALVAM!

Nas poucas vezes em que foi exigido defensivamente, o Tricolor foi bem e o Ituano praticamente não assustou na primeira etapa. Fechado em seu esquema de três zagueiros, no entanto, o time visitante dificultava os avanços do São Paulo, que era obrigado a arriscar nos chutes de longa distância.

Lento e pouco inpirado, o time de Carpegiani dependendia unicamente dos lampejos do meia Lucas, que tentava alguns avanços em velocidade. A falta de outro meia de criação foi muito sentida na primeira etapa. Aos 27, Miranda até tentou dar uma de artilheiro, mas faltou pontaria. Em tabela com Dagoberto, o zagueirão chutou da entrada da área e mandou por cima do gol.

Com Xandão na lateral-direita, Ilsinho na meia e Wellington na marcação, o time teve dificuldades para furar a defesa do Ituano e sentiu falta dos importantes desfalques de Rivaldo, Fernandão e Fernandinho.

Nesse panorama, as chances de gol eram poucas e o empate sem graça parecia ser o resultado mais justo no primeiro tempo. Até que aos 40 minutos, o meia Jean apareceu para resolver! O volante recebeu de William e mesmo de muito longe acertou um lindo chute, no ângulo! Era o que o São Paulo precisava para superar o nervosismo e engrenar!

Para reforçar a saída de bola da equipe, Carpegiani sacou Wellington e colocou Casemiro em campo ainda no intervalo. Com outra postura e aparecendo mais no ataque, não tardou para o Tricolor furar novamente a retranca do Ituano e ampliar. Aos quatro minutos, Willian encontrou Dagoberto em ótima posição e o atacante só teve o trabalho de tirar do goleiro para marcar o segundo!

O que se viu depois foi um domínio absoluto do São Paulo. Feliz com a vantagem de dois gols e a liderança do Paulistão, a equipe passou o restante da segunda etapa adminitrando o resultado. No único susto que Rogério Ceni sofreu na partida, Medina recebeu na direita, limpou a marcação de Juan e arisou. A bola desviou na zaga e quase enganou Ceni, salvo pelo travessão.

Não teve jeito. O São Paulo assistiu atento aos jogos da quarta-feira, fez o básico, cumpriu a lição de casa e deixou os rivais Palmeiras, Santos e Corinthians para trás! Segura o Tricolor!

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 2 X 0 ITUANO

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 10/3/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Welton Orlando Wohnrath (SP)
Auxiliares: Fabio Luiz Freire (SP) e Fabio Luiz Freire (SP)
Cartões amarelos: Xandão (SPO); Malaquias (ITU)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Jean, 40’/1°T (1-0); Dagoberto, 4’/2°T (2-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Xandão, Rhodolfo, Miranda e Juan; Jean, Wellington (Casemiro, Intervalo), Ilsinho (Marlos, 14’/2°T) e Lucas; Dagoberto e William (Henrique, 39’/2°T). Técnico: Paulo César Carpegiani.

ITUANO: Marcelo Bonan; Anderson Salles, Rodrigão e Marx; Medina, Adoniran, Júnior Urso, Klayton Domingues (Fernando Russi, 10’/2°T) e Leomir (Alemão, 10’/2°T); Jefferson e Malaquias (Oliveira, 26’/2°T). Técnico: Ruy Scarpino.

março 10, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

Oscar cria, Damião faz: Inter larga com goleada no returno do Gaúcho

Colorado faz 4 a 0 no Ypiranga no Beira-Rio, com três gols do centroavante e grande atuação do meio-campista

A soma da criatividade que chacoalha a mente de Oscar com o cheiro de gol que emana do corpo de Leandro Damião dá goleada como resultado. Em grande noite de suas promessas, o Inter estreou no returno do Campeonato Gaúcho com vitória de 4 a 0 sobre o Ypiranga, nesta quinta-feira, no Beira-Rio. O meio-campista foi o condutor de um time que teve o centroavante, com três gols, como arma letal. Zé Roberto fez o outro.
Foi a segunda goleada seguida do Inter. Há duas semanas, em sua última partida, o Colorado havia aplicado o mesmo placar sobre os mexicanos do Jaguares, pela Libertadores. A vitória desta quinta-feira é o primeiro passo na luta vermelha pela conquista da segunda metade do Estadual, após a frustração do time B no primeiro turno. O jogo, realizado sob forte chuva no primeiro tempo, também marcou o retorno de Rafael Sobis, recuperado de lesão muscular, à equipe.
O Inter volta a campo pelo Gauchão no domingo, fora de casa, contra o Caxias. O Ypiranga, na quarta-feira, recebe o São Luiz em Erechim.
Gurizada faz chover

Se Oscar fez tudo aquilo com chuva, imagina em campo seco… Foi um tal de drible para lá, finta para cá, lançamento de um lado, infiltração de outro, chute daqui, movimentação acolá. O jovem meia colorado, maior destaque vermelho nos treinos desde o ano passado, justificou o número 10 que carregou em substituição ao quase insubstituível D’Alessandro, lesionado. Ele acabou com o primeiro tempo. Fez chover, em parceria com o goleador Leandro Damião, em noite de aguaceiro no Beira-Rio.
Oscar arriscou a gol. Duas vezes. Em uma, a bola desviou na zaga; em outra, o goleiro espalmou. Oscar também encontrou espaços. Deu passe precioso para Leandro Damião, abafado pelo goleiro do Ypiranga na hora de concluir. E fez jogada de craque, como promete ser, no segundo gol do centroavante colorado na partida. Ele pegou a bola pela direita, deslizou com ela pelo campo encharcado do Beira-Rio, como se tivesse uma prancha de surfe sob as chuteiras, levou dois defensores ao constrangimento com dribles e mandou o cruzamento. Damião subiu bonito e marcou. Marcou de novo.

O lance de maior brilho da gurizada colorada, o do segundo gol, aconteceu aos 31 minutos. E aí o Inter já vencia o jogo por 1 a 0, graças a outro gol de Damião. Com 13 minutos, Daniel bateu cruzado da direita, e o centroavante se jogou na bola de carrinho para colocar o time vermelho na frente.
O Inter foi superior nos 45 minutos iniciais. Mas soberano, não. O Ypiranga, já em desvantagem, também incomodou. Lauro precisou trabalhar repetidas vezes, especialmente em chutes de longe, para evitar que o time de Erechim também deixasse sua marca no Beira-Rio.

Goleada no Beira-Rio

Os ponteiros do relógio completavam sua primeira volta na etapa final quando o Inter ampliou o placar. E de novo com participação de Oscar. Bolatti, outro destaque da partida, acionou o garoto, que logo encontrou Zé Roberto livre na esquerda. O camisa 11 mandou o chute e aumentou a vantagem para o Colorado, já certo da vitória naquele momento.
Restou pouco a fazer para o Ypiranga. No meio-termo entre evitar um goleada e tentar a sorte no ataque, o time de Erechim ficou perdido. E o Inter seguiu superior. Zé Roberto recebeu mais um passe de Oscar e mandou outro chute, mas desta vez para fora.
Não fez falta. Damião logo marcaria mais um. Kleber cruzou da esquerda, com aquele precisão que poucos têm, e o centroavante mandou para o gol. A vitória se transformava em goleada.
E ela poderia ter ficado ainda mais gorda. As boas entradas de Cavenaghi e Rafael Sobis deram vivacidade ofensiva ao Inter. Sobis perdeu gol em um lance e reclamou pênalti em outro. Zé Roberto também teve chance. Leandro Damião, em outras duas oportunidades, esteve em vias de aumentar sua poupança de gols em 2011 – já são nove em seis partidas.
INTERNACIONAL 4 X 0 YPIRANGA
Lauro, Daniel, Rodrigo, Sorondo e Kleber; Bolatti, Guiñazu, Tinga, Oscar (Andrezingo) e Zé Roberto (Cavenaghi); Leandro Damião (Rafael Sobis). Bruno, Glauco, João Lima (Frede) e Matheus, João Paulo (Vítor Hugo), Emerson, Giovani, Gilvan (Peter) e Branco, Rafael Santiago e Thiago Pereira.
T: Celso Roth T: Agenor Piccinin
Local: estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 10/03/2011. Árbitro: Roger Goulart. Auxiliares: José Javel Silveira e Maurício Coelho Silva Penna.
Gols: Leandro Damião, aos 13 e aos 31 minutos do primeiro tempo; Zé Roberto, a um, e Leandro Damião, aos 22 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Branco, João Paulo, Emerson, Frede (Ypiranga); Tinga, Sorondo, Guiñazu, Rodrigo (Inter).
Público: 7.127. Renda: R$ 69.760,00

março 10, 2011 Posted by | Internacional | , | Deixe um comentário

No sufoco: Fla se esforça, pressiona, e bate o Bangu nos acréscimos

Atacante marcou o gol da vitória aos 50 minutos do segundo tempo

Foi suado mas o Flamengo conseguiu vencer mais um jogo no Carioca. O Rubro-Negro venceu o Bangu por 2 a 1, com direito a gol de Diego Maurício aos 50 minutos, o primeiro dele na temporada. Ronaldinho fez o primeiro gol do Flamengo e Pipico marcou para o Bangu diante de muita chuva no Estádio Claudio Moacyr, em Macaé.

O jogo começou muito corrido para os dois lados. As primeiras chances foram todas do Flamengo, mas logo o Bangu igualou e criou boas jogadas com Pipico, levando a defesa rubro-negra à loucura. Depois de muitas investidas pela ponta direira, o lateral Léo Moura conseguiu fazer boa jogada e arrumou um pênalti ao se jogar logo depois de belo drible. Ronaldinho foi para a cobrança e bateu com firmeza no canto, abrindo o marcador aos 23 minutos.

Logo depois o árbitro Djalma José Beltrami voltou a errar, desta vez para o Bangu. Welinton desarmou Pipico, mas foi assinalado o pênalti e o próprio atacante converteu, num chute rasteiro, sem chances para Felipe.

Os torcedores começaram a pegar no pé de Bottinelli e todas as vezes que o argentino tocava na bola era vaiado. Porém, o meia logo respondeu lançando bela bola para Renato, que desperdiçou chutando torto de perna direita.

O Flamengo voltou mais ofensivo para o segundo tempo, com Fierro e Diego Maurício nas vagas de Léo Moura e Willians, ambos poupados por já terem levado cartões. O novo esquema logo mostrou resultado, já que Ronaldinho passou a jogar mais recuado, armando as principais jogadas de ataque. O camisa 10 lançou Thiago Neves, livre na área, mas o meia demorou a chutar.

Os minutos finais da partida foram de muita pressão e o Flamengo perdeu pelo menos quatro grandes chances de passar a frente no marcador. O gol da vitória só veio no último minuto. Após cobrança de escanteio, a zaga do Bangu cortou mal e Diego Maurício apareceu livre para fazer o segundo do Flamengo e garantir mais três pontos.

março 10, 2011 Posted by | Flamengo | , , | Deixe um comentário

Vasco cura a ‘ressaca’ e vence o Duque de Caxias em São Januário


Depois de perder para o Macaé na última rodada, time retoma clima de paz com a torcida, que vibra: ‘Uh, vai para cima, é o Trem Bala da Colina’

A Quarta-Feira de Cinzas serviu para o Vasco curar a ressaca deixada pela derrota por 3 a 1 na sexta, contra o Macaé. A equipe fez 4 a 2 sobre o Duque de Caxias, em São Januário, e retomou o clima de paz com sua torcida. Apesar do time ter sofrido dois gols após abrir uma vantagem de três na etapa inicial, os vascaínos ficaram satisfeitos com o desempenho da equipe e gritaram “Uh, vai para cima, é o Trem Bala da Colina”. Os gols foram marcados por Felipe, Anderson Martins, Bernardo e Dedé. Somália e Ari descontaram para o visitante.
Com o resultado, o Vasco somou seus primeiros três pontos na Taça Rio e está em terceiro lugar no Grupo A. Já a equipe da Baixada Fluminense segue com um ponto, na penúltima posição do Grupo B. O próximo compromisso vascaíno será no domingo, às 16h (de Brasília), no Estádio da Cidadania, em Volta Redonda, contra o Madureira. No mesmo horário, o Duque encara o Voltaço no Los Larios (Xerém).
saiba mais
Confira a classificação completa da Taça Rio
A vitória contra o Duque de Caxias marcou a estreia no Vasco do atacante Leandro, que entrou na segunda etapa na vaga de Eder Luis.
Vasco abre três de vantagem na primeira etapa
A promoção de ingressos feita pela diretoria vascaína para a partida desta quarta teve um bom resultado. Quase dez mil pessoas foram a São Januário. Em campo, o time iniciou o jogo no ritmo dos torcedores, que não se intimidaram com chuva insistente na Colina e gritaram forte na arquibancada. Aguerrido e veloz, o Vasco foi para cima desde o apito inicial. As peças novas do time, Elton e Bernardo, aparentavam bom entrosamento com o restante da equipe. Não demorou para a superioridade cruzmaltina em campo fazer efeito. Aos nove minutos, após boa jogada de Fagner, Felipe levou a melhor na dividida contra os marcadores dentro da área e, de perna direita, chutou no cantinho para colocar o 1 a 0 no placar.
Felipe comemora o primeiro gol do Vasco na vitória sobre o Duque de Caxias (Foto: FOTOCOM.NET)
Pelas pontas, o Vasco seguia perigoso, principalmente nos contra-ataques puxados por Eder Luis. Elton, em seu primeiro jogo como titular após o retorno ao clube, esteve perto de marcar. Em uma delas, Eder levou até a linha de fundo e rolou para o centroavante, que, de perna direita, pegou de primeira. A bola foi na rede pelo lado de fora após desvio na defesa. O Duque de Caxias pouco ameaçava. Geovane Maranhão, ex-Vasco, era quem mais incomodava.
O Gigante da Colina seguiu incisivo e ampliou aos 36 minutos. Bernardo cruzou da esquerda, Anderson Martins se antecipou ao marcador e, de costas, desviou de cabeça para o fundo do gol. Na comemoração, o zagueiro cruzou todo o campo e foi vibrar com o técnico Ricardo Gomes e os reservas. O que já estava bom, ficou ainda melhor antes mesmo do intervalo.
Aos 44 minutos, Bernardo foi derrubado dentro da área e o árbitro assinalou a penalidade. Na cobrança, o próprio Bernardo mostrou personalidade e cobrou com força para fazer 3 a 0. Os jogadores vascaínos foram para o vestiário ao som de “Uh, vai pra cima, é o Trem Bala da Colina”.
Duque reage, mas Dedé confirma vitória vascaína
O Vasco começou a segunda etapa com uma jogada de Caíque, que entrara no lugar de Bernardo, que quase resultou no quarto gol. Mas quem marcou foi o Duque de Caxias. Aos cinco minutos, após bola levantada na área, Somália subiu na segunda trave e desviou para o gol: 3 a 1. Os donos da casa, no entanto, não se abalaram. Dedé, no lance seguinte, de cabeça, colocou a bola na rede. O zagueiro, entretanto, estava em impedimento, e o lance foi anulado.
As coisas começaram a ficar mais nebulosas para o Vasco a partir da expulsão de Anderson Martins, aos 23 minutos, depois de receber o segundo cartão amarelo. Pouco depois, o Duque de Caxias conseguiu marcar o segundo e deixou os cruzmaltinos preocupados. Ari, que pertence ao Vasco, recebeu bom passe e venceu Fernando Prass: 3 a 2.
Coube ao jogador que é exaltado pela torcida como “o melhor zagueiro do Brasil” devolver a tranquilidade para os vascaínos. Aos 33, Felipe foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, Dedé cobrou no cantinho direito do goleiro Fernando e marcou: 4 a 2. Até o apito final do árbitro, o Duque de Caxias tentou fazer pressão para tentar encostar novamente, mas o Vasco conseguiu segurar a pressão e saiu de campo com os três pontos. E novamente em paz com a torcida.
VASCO 4 X 2 DUQUE DE CAXIAS
Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Eduardo Costa, Romulo, Felipe e Bernardo (Caíque); Eder Luis (Leandro) e Elton (Cesinha). Fernando; Ari, Fábio Braz, Marlon e Hamilton; Antônio, Lenon (Felipe Canavan), Juninho e Edson Di (Gilcimar); Geovane Maranhão (John) e Somália.
Técnico: Ricardo Gomes. Técnico: Waldemar Lemos.
Gols: Felipe, aos nove, Anderson Martins, aos 36, e Bernardo, aos 44 minutos do primeiro tempo;
Cartões amarelos: Elton, Anderson Martins, Felipe, Fagner (Vasco); Lenon, Fernando, Marlon, Ari, Hamilton (Duque de Caxias). Cartão vermelho: Anderson Martins (Vasco)
Estádio: São Januário, no Rio de Janeiro. Data: 09/03/2011. Árbitro: Eduardo Cordeiro Guimarães. Auxiliares: Wedel de Paiva Gouveia e Sérgio Waldman. Público: 8.008 pagantes (9.582 presentes). Renda: R$ 70.775,00

março 10, 2011 Posted by | Vasco da Gama | | Deixe um comentário

Grêmio reage, bate o Caxias nos pênaltis e conquista a Taça Piratini


No tempo normal, Tricolor empata com um gol aos 50 minutos do segundo tempo, depois de sair perdendo por 2 a 0

O Grêmio conquistou a Taça Piratini, e com ela a tranquilidade desejada para preservar titulares no segundo turno do Campeonato Gaúcho. Nesta noite de quarta-feira, no Estádio Olímpico, o time de Renato Gaúcho ergueu o troféu do primeiro turno batendo o Caxias nos pênaltis por 4 a 1 – com duas defesas do goleiro Victor.
No tempo normal, a partida foi emocionante. Logo cedo o Caxias abriu 2 a 0, com Itaqui e Gerley. Ainda no primeiro tempo Willian Magrão descontou. E, após muita luta, Rafael Marques empatou aos 50 do segundo tempo.
O resultado garante ao Grêmio vaga antecipada na decisão do Gauchão 2011. Se conquistar também a Taça Farroupilha – o segundo turno – será campeão estadual sem necessidade de uma grande final.
Caxias à vontade na capital
Com mistério, o Grêmio tratou de animar os momentos prévios à decisão de público reduzido nas arquibancadas. Renato Gaúcho divulgou duas escalações – uma com Lúcio no meio-campo, outra com Willian Magrão – e o mistério perdurou até a entrada da equipe em campo, a dez minutos do início da partida.
Devido à falta de ritmo de Lúcio, fora da equipe desde 24 de fevereiro, jogou Magrão. Mas ele foi mais um a assistir, em campo, ao predomínio do Caxias no início do primeiro tempo.
Aos 6, Lima viu-se à frente de Victor. Totalmente livre, chutou para fora. Bom exemplo do controle grená, amparado em complexos movimentos táticos envolvendo Dê, Lima e Everton em pelo menos duas variações táticas – 4-1-4-1 sem a bola, 4-4-2 em losango com ela.
Quando o Grêmio parecia equilibrar o confronto, avançando com Gabriel e Gilson pelos lados, o Caxias saiu à frente. Aos 19, em distante cobrança de falta, o ex-gremista Itaqui disparou um míssil rasante, vencendo Victor. Caxias completamente à vontade em Porto Alegre.
Troca, e dois gols

Willian Magrão, autor do primeiro gol do Grêmio, se livra de dois jogadores do Caxias (Foto: Agência Estado)
Sem Lúcio, Renato Gaúcho abdicou do preferencial losango, e sistematizou o Grêmio no 4-4-2 em quadrado. Mas o controle dos visitantes, com abertura de placar, levou-o a repensar a estrutura.
Aos 8 ele ordenou o início do trabalho de aquecimento dos reservas. E, com apenas 26, trocou o meia Carlos Alberto pelo lateral-esquerdo Bruno Collaço, que entrou para reproduzir o movimento de Lúcio como meia no losango. O mesmo havia acontecido na Colômbia, contra o Junior Barranquilla. Carlos Alberto deixou a partida dividindo a torcida, entre aplausos e vaias.
Outras reclamações foram dirigidas ao lateral-esquerdo Gilson. Renato Gaúcho, com a autoridade do maior personagem da história do clube, virou-se às sociais e gesticulou pedindo calma aos torcedores.
No setor visitante, em contraste, cerca de 500 grenás festejavam. Com duplo motivo. Aos 39, o lateral-esquerdo Gerley completou boa troca de passes e marcou 2 a 0 para o Caxias, chutando forte sob Victor.
A animação arrefeceu quatro minutos depois. Willian Magrão recebeu de Rochemback na intermediária ofensiva, e chutou com raiva. Da mesma forma, comemorou com raiva: Grêmio 1 x 2 Caxias.
Lúcio vai para cima
No segundo tempo o Grêmio também não conseguiu pressionar de início. O Caxias mostrou-se mais cauteloso, ainda com as variações táticas proporcionadas pelo trio Dê, Lima e Everton. Concedeu ao Grêmio mais posse de bola, fechando-se para evitar as conclusões, para contra-atacar com velocidade.
Bloqueado pelo Caxias, Renato Gaúcho recorreu a Lúcio. Assim que despiu-se do colete, o jogador percorreu o caminho até o local da entrada em campo ovacionado:
– Lúcio! Lúcio! – gritaram os gremistas.
A maior comemoração, entretanto, estaria por vir. Assim que a placa eletrônica sinalizou a saída de Gilson, aos 16, os tricolores vibraram. Bruno Collaço passou à lateral, e Lúcio ingressou no meio-campo.
Com Lúcio, o Grêmio enfim colocou-se no campo do Caxias, pressionando e criando boas oportunidades – a maioria delas em cruzamentos para a área.
De queda em queda, a queda
Na meia-hora final o Caxias esclareceu a derradeira estratégia: acabar com o jogo sem deixar que ele se desenvolvesse. O goleiro André Sangalli comandou a série de encenações, pretestando lesões a cada lance na área. Economizou minutos e mais minutos.
Da mesma forma, os três jogadores substituídos também pediram atendimento médico antes de sair. Fechado, fazendo o tempo passar, o Caxias manteve a vitória por 2 a 1 até os 50min. Pouco antes disso, Rodolfo e Marcelo Ramos haviam levado vermelho.
Mas foi a cera do Caxias que levou o árbitro a sinalizar seis minutos de acréscimos. Com tanto tempo, o Grêmio pressionou. Victor foi para a área, Rafael Marques tornou-se centroavante. E o zagueiro tricolor pegou um rebote para marcar, enlouquecendo o Estádio Olímpico. Empate, levando aos pênaltis.
André Lima, que saíra lesionado, discutiu com o auxiliar Altemir Hausmann. Ele acusou o bandeira de dizer “Deus é justo” assim que o viu cair machucado no gramado. O centroavante comandou a ira de dirigentes e integrantes da comissão técnica sobre o auxiliar após o gol.
Grêmio, campeão nos pênaltis
Borges abriu a série para o Grêmio: 1 a 0. Dê cobrou na sequência, Victor defendeu. Douglas aumentou a vantagem, e Victor novamente defendeu, impedindo Diogo de marcar.
Rochemback fez 3 a 0. Everton descontou, fazendo 3 a 1. E o título veio pelo pé esquerdo de Lúcio, decretando o 4 a 1.
Próximos jogos
Abrindo a Taça Farroupilha, o Grêmio recebe o Cruzeiro-Poa às 16h deste sábado, no Estádio Olímpico. A partida foi antecipada da segunda rodada. Pela Taça Libertadores a próxima partida será às 19h (horário de Brasília) de quinta-feira, dia 17, contra o León de Huánuco-PER, fora de casa.
GRÊMIO (4) 2 X 2 (1) CAXIAS
Victor; Gabriel, Rafael Marques, Rodolfo e Gilson (Lúcio); Fábio Rochemback, Willian Magrão, Carlos Alberto (Bruno Collaço) e Douglas; Borges e André Lima (Diego Clementino). André Sangalli; Alisson, Edson Rocha (Neto), Marcelo Ramos e Gerley; Marcos Rogério, Itaqui (Diogo), Edenilson e Dê; Everton e Lima (Pedro Henrique).
Técnico: Renato Gaúcho. Técnico: Lisca.
Data: 09 de março de 2011. Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Árbitro: Márcio Chagas da Silva, auxiliado por Altemir Hausmann e Júlio Cesar Rodrigues dos Santos.
Gols: Itaqui (Caxias), aos 19m; Gerley (Caxias), aos 39m; Willian Magrão (Grêmio), aos 43m, no primeiro tempo. Rafael Marques (Grêmio), aos 50m do segundo tempo.
Cartões amarelos: Willian Magrão, Rodolfo, Douglas, André Lima (Grêmio); Edenilson, Alisson, Marcos Rogério, Edson Rocha, Everton, André Sangalli (Caxias). Cartões vermelhos: Rodolfo e André Lima (Grêmio); Marcelo Ramos (Caxias).
Público: 23.465 torcedores. Renda: R$ 633.833,00

março 10, 2011 Posted by | Grêmio | , | Deixe um comentário

Empate em 0 a 0 deixa Tupi e Cruzeiro em melhores posições na tabela

Galo Carijó consegue vaga entre os quatro primeiros da classificação, com 9 pontos. Já a Raposa alcança a vice-liderança, à frente do Atlético-MG, com 13

Tupi e Cruzeiro não saíram do empate em 0 a 0, no Mário Helênio, em Juiz de Fora. A partida foi antecipada da décima rodada do Campeonato Mineiro. As pouco mais de quatro mil pessoas presentes nas arquibancadas do estádio viram um primeiro tempo emocionante, cheio de alternativas e chances de gol. O Cruzeiro, a propósito, chutou duas bolas na traves, ambas com Montillo, uma delas em uma cobrança de pênalti. Porém, na segunda etapa, o futebol foi pobre e quase sem nenhum brilho.
Confira a classificação do Campeonato Mineiro
Com o resultado, o Cruzeiro passou o Atlético-MG e está na segunda colocação, com 13 pontos ganhos. O Tupi também subiu na tabela de classificação e chegou ao G-4 do estadual, com 9 pontos, na quarta posição. O Galo Carijó passou o Villa Nova, que agora é o quinto.
Na próxima rodada, a sexta do Mineiro, o Cruzeiro enfrentará o Democrata, no domingo, às 16h (de Brasília), na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O Tupi, na mesma data e no mesmo horário, receberá a Caldense, novamente em Juiz de Fora.
Superioridade e pênalti perdido
Animado pela vitória por 4 a 2 sobre o Uberaba, pela última rodada do estadual, o Tupi não teve a empolgação refletida nas arquibancadas. O fim do feriado de carnaval deixou várias partes vazias no estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora.
O Cruzeiro entrou em campo com os desfalques do meia Roger, com dores na panturrilha esquerda, e do lateral-direito Pablo, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Nos lugares, entraram Leandro Guerreiro e Everton, respectivamente.
O jogo começou bastante disputado, e o Tupi marcava forte a saída de bola da Raposa. O equilíbrio no início do jogo logo foi interrompido por um belo chute de Montillo, de fora da área. A bola explodiu no travessão do goleiro Rodrigo. Dez minutos depois, foi a vez do Galo Carijó, como é conhecido o Tupi, dar o troco. Marcel penetrou pela direita, soltou a bomba, mas Fábio espalmou para escanteio, em uma difícil defesa.
Já aos 40 minutos, o Cruzeiro teve a melhor chance do primeiro tempo. Wallyson teve a camisa puxada dentro da área por Paulo Roberto, e o árbitro Alício Pena Júnior marcou pênalti. Na cobrança, Montillo acertou pela segunda vez o travessão e levou os torcedores alvinegros ao delírio.
Futebol pobre
A noite não era de Montillo, que foi substituído pelo atacante André Dias. O meia voltou a sentir uma tendinite no joelho esquerdo e foi poupado para as próximas partidas. O início da segunda etapa foi dominado timidamente pelo time da casa, que, no entanto, não traduziu em grandes chances a pequena superioridade.
Mas foi o Cruzeiro que quase abriu o placar, aos 9 minutos, com Everton. O goleiro Rodrigo fez mais uma brilhante defesa a queima-roupa. Sem seus meias titulares (Montillo, Roger e Gilberto), a Raposa sofria com a falta de criatividade no meio-campo. Aos poucos, o Tupi foi crescendo no jogo e passou a sair perigosamente nos contra-ataques.
O meia Dudu e o atacante Farías tentaram ajudar o Cruzeiro a chegar ao gol da vitória, que daria a liderança da competição, mas a defesa do Tupi soube segurar as investidas do adversário.
No fim, o empate sem gols fez justiça ao futebol apresentado pelas equipes. Tupi e Cruzeiro mereceram o empate, já que nenhum dos dois jogou para conquistar a vitória.
TUPI 0 X 0 CRUZEIRO
Rodrigo; Léo Devanir (Wesley Ladeira), Fabrício Soares e Paulo Roberto; Felipe Cordeiro, Assis, Claudinho Baiano (Evandro Teixeira), Marcel e Michel; Michel Cury (Evandro) e Yan. Fábio; Rômulo (Dudu), Gil, Victorino e Everton; Marquinhos Paraná (Farías), Leandro Guerreiro, Henrique e Montillo (André Dias); Wallyson e Thiago Ribeiro.
Técnico: Leonardo Condé. Técnico: Cuca.
Motivo: décima rodada do Campeonato Mineiro. Data: 9/3/2011. Horário: 21h50m (de Brasília). Árbitro: Alício Pena Júnior. Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Jair Albano Félix.
Público: 4.453 pagantes. Renda: R$ 60.640,00. Cartões amarelos: Leandro Guerreiro, Rômulo, Victorino e Thiago Ribeiro (Cruzeiro); Assis, Yan, Paulo Roberto e Claudinho Baiano (Tupi)

março 10, 2011 Posted by | Cruzeiro | | Deixe um comentário

Palmeiras sofre, mas Valdivia resolve e comanda virada sobre o Noroeste

Norusca sai na frente, mas Mago muda destino do jogo no finalzinho. Golaço e assistência definem 2 a 1 e fim da sequência de empates no Paulistão

Parecia mais um dia de sofrimento para o torcedor palmeirense, mas a magia de Valdivia salvou o Palmeiras nesta quarta-feira. Em duas jogadas decisivas do Mago, o Verdão conseguiu superar o Noroeste de virada, por 2 a 1, em Bauru, e respirar novamente na tabela do Campeonato Paulista (assista aos principais lances do jogo no vídeo ao lado). O time de Luiz Felipe Scolari não jogou bem mais uma vez, mas contou com a inspiração de seu camisa 10 para voltar a vencer depois de três rodadas só com empates.
O resultado leva o Verdão aos 25 pontos e deixa a equipe colada nos líderes. O time já ultrapassou o Mirassol, derrotado pelo São Bernardo, e torce por tropeços de Corinthians, Santos e São Paulo para se colocar em um bom posicionamento na tabela. Já o Norusca segue com dez pontos e entra na zona de rebaixamento – graças ao resultado do São Bernardo.
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Confira tabela e classificação do Paulista
O time do ABC, aliás, é o próximo adversário do Verdão, no sábado, às 18h30m (de Brasília), no Canindé. Na mesma data e horário, o Norusca visita o Linense, no Gilbertão.
Defesa desnorteada
A defesa que menos levou gols no Campeonato Paulista bateu cabeça no primeiro tempo. Os nomes eram os mesmos: Deola no gol, e Danilo e Thiago Heleno no miolo da zaga, mas parecia que o trio tinha se conhecido momentos antes da partida. Com erros de posicionamento em vários momentos, o Palmeiras deu espaços ao Noroeste e permitiu que a equipe da casa se lançasse ao ataque.
Mesmo sem tanta qualidade, a equipe de Lori Sandri mostrou inteligência. Abriu o jogo pelas pontas e deixou a zaga palmeirense ainda mais perdida. Em dois lances, Deola saiu do gol e trombou com jogadores do próprio time. Na terceira jogada área, aos 17 minutos, o camisa 22 interceptou um cruzamento com um soco. A bola caiu no pé de Vandinho, que chutou torto, mas encontrou Giovanni bem posicionado na área. O meia do Noroeste tocou de letra para a rede, com o arqueiro fora da meta. O Palmeiras reclamou de impedimento no lance, com razão. O jogador do Noroeste estava 17 centímetros à frente de Deola, penúltimo defensor.
No ataque, inicialmente nem a presença de Valdivia resolveu. Bastante marcado, o chileno conseguiu dar algum toque de bola ao meio de campo, mas sofreu muitas faltas e mostrou irritação. O time todo do Verdão tinha esse sentimento: Thiago Heleno discutiu com Vandinho, que se desentendeu com Adriano, que ficava impaciente a cada entrada mais dura dos zagueiros.
Chances, mesmo, o Palmeiras só teve nas bolas paradas. Até Luan se arriscou no fundamento e quase surpreendeu: em uma cobrança de longe, o goleiro André Luis teve de se esticar para evitar o gol. Aos 39, Marcos Assunção teve mais uma chance de desencantar, mas a cobrança passou raspando à trave direita do Noroeste.
Magia que salva
Valdivia celebra gol marcado contra o Noroeste
(Foto: Agência Estado)
A desvantagem fez Felipão abrir a equipe para o segundo tempo: lançou os atacantes Vinícius e Max Santos, o Pardalzinho, nos lugares de Tinga e Luan. Porém, o Noroeste não se intimidou e quase fez o segundo logo aos seis minutos. Ainda desorientada, a defesa alviverde permitiu o avanço de Gleidson pela esquerda. O lateral rolou para Vandinho, que chutou com força e exigiu defesa difícil de Deola.
O Verdão não conseguia igualar a eficiência do time de Bauru, mas, pelo quarto jogo seguido no Paulista, ficou com um jogador a mais em campo. Mateus, que já tinha cartão amarelo, fez falta dura em Valdivia e foi expulso. Já tinha sido assim contra Mogi Mirim, São Paulo e Santo André – os três duelos terminaram empatados.
Se contra o Santo André, no último sábado, o Palmeiras criou, perdeu muitas chances e parou no goleiro Neneca, diante do Noroeste nem isso aconteceu. Na frente, Adriano Michael Jackson viveu um dia difícil. Na única boa bola que recebeu, um lançamento em profundidade de Valdivia, o atacante ajeitou para chutar de esquerda, mas bateu com o tornozelo, errando completamente o alvo.
No meio, Marcos Assunção foi substituído por João Vitor. Em tese, o Palmeiras perderia poder nas bolas paradas, mas não foi o que aconteceu. Aos 37, Valdivia chamou a responsabilidade em uma cobrança de falta e mostrou muita qualidade. Da entrada da área, chutou no cantinho esquerdo do gol de André Luis e empatou o duelo.
Aos 40, mais uma jogada primorosa do Mago definiu a virada alviverde. Em rápida trama no ataque, o chileno encontrou o garoto Vinícius sozinho na direita. Tranquilo, o atacante teve tempo de ajeitar e chutar para as redes, devolvendo o Palmeiras à briga pela liderança.
NOROESTE 1 X 2 PALMEIRAS
André Luis, Márcio Gabriel, Mateus, Hallison e Gleidson; Tiago Ulisses, Julio César, Giovanni (Gustavo) e Ricardinho (Aleílson); Vandinho e Diego (França) Deola, Cicinho, Danilo, Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção (João Vitor), Tinga (Vinícius) e Valdivia; Adriano e Luan (Max Santos)
Técnico: Lori Sandri Técnico: Luiz Felipe Scolari
Gols: Giovanni, aos 17 minutos do primeiro tempo; Valdivia, aos 37 minutos, e Vinícius, aos 40 do segundo tempo
Cartões amarelos: Mateus, Vandinho (NOR); Gabriel Silva (PAL)
Estádio: Alfredo de Castilho, em Bauru (SP). Data: 09/03/2011. Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra. Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Alberto Poletto Masseira. Público: 5.024 pagantes. Renda: R$ 264.260,00

março 10, 2011 Posted by | Palmeiras | , | Deixe um comentário

Neymar volta embalado do carnaval e decide jogo contra a Portuguesa

Com dois gols (seus primeiros pelo Santos no ano) e uma assistência, craque brilha e mostra que curtir dias de festa em Salvador e Rio não pesou

Neymar está de volta. Após curtir folga de carnaval em Salvador e Rio de Janeiro, o craque alvinegro jogou como está acostumado e arrasou a Portuguesa nesta quarta-feira à noite. Com dois gols e uma assistência, a estrela resolveu a parada, voltou a marcar com a camisa alvinegra e devolveu a confiança ao torcedor santista, que andou meio casbisbaixo nas últimas semanas por causa de tropeços na Taça Libertadores.
Com os 3 a 0 sobre a Lusa e beneficiado pelas derrotas do Corinthians para a Ponte Preta e do Mirassol para o São Bernardo, o Santos foi a 25 pontos e embolou a ponta da tabela do Paulistão. Peixe, Timão e Verdão estão empatados, mas o maior rival santista está na ponta porque tem melhor saldo que os concorrentes – 16 gols, contra 15 do Santos e 10 do Palmeiras.
CONFIRA A TABELA COMPLETA
Peixe vai mal, mas Neymar garante
O Santos não jogava bem. Neymar, Diogo e Zé Eduardo estavam isolados na frente. Quando perdiam a bola, paravam, botavam a mão na cintura e torciam para a defesa se safar sozinha. Elano, que tinha a missão de armar o time, caminhava pelo campo, totalmente fora de sintonia com o restante do time. Assim, a Lusa tinha espaço. Fabrício, que esteve para se transferir para o Santos, desfilava sozinho, armando a equipe rubro-verde sem ser incomodado.
O Santos só criou sua primeira chance de gol aos 12 minutos, quando a Portuguesa já havia ameaçado duas vezes em chutes de fora da área, um com Jael, logo no primeiro minuto, e outro aos 6, com Marcos Pimentel. Jonathan foi à linha de fundo e achou Neymar, livre na pequena área. O goleiro estava batido, o gol, aberto. O craque alvinegro, porém, errou a cabeçada e perdeu uma chance incrível, mandando a bola por cima.
A partir dos 20 minutos, a Portuguesa começou a mandar no jogo, ficando um pouco mais com a bola. Aos 36, Henrique recebeu a bola na meia esquerda e mandou uma bomba de direita. A bola explodiu na trave. Os santistas apenas assistiam. Expectadores passivos.
O problema da Lusa é que o Santos tem jogadores que, mesmo não estando em grande noite, conseguem desequilibrar com um lance. Foi o que aconteceu aos 41. Elano, que até então não tinha feito nada importante, acertou um grande lançamento para Neymar, da direita para a esquerda. O camisa 11 dominou, tirou Jaime para dançar e chutou cruzado, de esquerda, sem chance para Weverton.
Artilheiro do Torneio Pré-Olímpico, com a Seleção Brasileira, foi o primeiro gol de Neymar pelo Santos em 2011.
Folião resolve

Houve quem criticasse a folga dada a Neymar durante o carnaval. O jogador não vivia uma grande fase, pedia uma parada após a maratona do Pré-Olímpico. Optou por passar os dias de folga em camarotes no Rio e em Salvador. Voltou inteiro e ainda em ritmo de carnaval. Logo aos cinco minutos de jogo, recebeu um grande passe de Edu Dracena, tirou Jaime (de novo!) para dançar e chutou de pé direito, ampliando o placar. O zagueiro da Lusa terá pesadelos com o camisa 11 do Peixe nos próximos dias.
No embalo de Neymar, o Santos voltava ao normal. Depois de semanas de apreensão, com tropeços na Taça Libertadores, demissão do técnico Adilson Batista, o torcedor santista voltou a sorrir na Vila Belmiro. Aos 23, o craque alvinegro acertou um ótimo lançamento para Léo, que entrava pelo meio, livre. Ele chutou de direita, por baixo do goleiro, e ampliou. Estava liquidada a partida.
Cabia mais. E para os dois lados. A Lusa quase marcou aos 35. Ademir Sopa acertou uma bomba da intermediária e Rafael defendeu. O Peixe respondeu rápido. Aos 37, Maikon recebeu livre pela direita e mandou uma bomba. A bola bateu na trave. A equipe de Neymar precisava de mais um golzinho para voltar à ponta, mas ele não saiu.
Próximos jogos
O Santos volta a jogar no próximo sábado, às 18h30m, na Vila Belmiro, contra o Botafogo-SP. Já a Portuguesa, domingo, às 18h30m, em Itu, pega o Ituano.
SANTOS 3 X 0 PORTUGUESA
Rafael, Jonathan, Edu Dracena (Bruno Aguiar), Durval e Léo; Adriano, Danilo, Elano (Possebon) e Diogo; Neymar e Zé Eduardo (Maikon Leite). Weverton; Jaime, Maurício (Ananias) e Preto Costa; Marcos Pimentel, Ferdinando (Glauber), Ademir Sopa, Henrique e Fabrício; Jael e Rafael Silva (Ivo).
Técnico: Marcelo Martelotte Técnico: Jorginho
Gols: Neymar, aos 41minutos do priemiro tempo; Neymar, aos 5, Léo, aos 23 minutos do segundo tempo.
Público e renda: 7.897 pagantes/R$ 249.436,26
Cartões amarelos: Diogo, Adriano (Santos), Maurício, Ferdinando (Portuguesa)
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP). Data: 9/3/2011. Árbitro: Vinicius Furlan. Auxiliares: Giuliano Neri Colisse e Fábio Rogério Basteiro. Assistentes adicionais: Marcelo Aparecido de Souza e Sérgio Roch

março 10, 2011 Posted by | Santos | | Deixe um comentário

Ponte Preta repete 2010 e acaba com a invencibilidade do Corinthians

Assim como no ano passado, time de Campinas breca o Timão. E de novo com um gol de um ex-jogador do Alvinegro, que pode perder a liderança

De novo um ex-corintiano. De novo a Ponte Preta. Assim como no ano passado, a equipe de Campinas acabou com a invencibilidade do Corinthians no Paulistão. E se em 2010 foi Finazzi o responsável pelo triunfo da Macaca, nesta quarta-feira, no Pacaembu, Everton Santos fez o gol da vitória por 1 a 0 (assista ao vídeo). Assim como o algoz da última edição, o atacante foi rebaixado com o Timão no Brasileirão de 2007.
Na temporada anterior, a Ponte Preta, que agora acumula dez jogos sem perder no estadual, com sete vitórias e três empates, parou uma sequência invicta de cinco jogos do Timão. Dessa vez, no entanto, acabou com um retrospecto de 11 jogos sem perder. Com 24 pontos, a Macaca pulou da sexta para a quarta colocação na tabela. Podendo, no entanto, perder uma posição após o complemento da rodada.
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Confira a classificação completa do Paulistão
Até porque o São Paulo, sexto, com 22 pontos, joga com o Ituano nesta quinta-feira, no Morumbi. Essa partida, aliás, interessa muito ao Corinthians. Ainda líder apesar da derrota desta noite, o Timão (25) perderia a ponta no caso de o rival tricolor vencer a equipe de Itu. Tudo por conta do número de vitórias
O Corinthians volta a jogar pelo Campeonato Paulista no próximo domingo, contra o Mirassol, às 16h, no interior do estado. Já a Ponte Preta recebe o lanterna Grêmio Prudente, sábado, às 17h, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
Jogo bonito, sim. Mas e o gol?
Muito toque de bola e pouca finalização. Corinthians e Ponte Preta fizeram um primeiro tempo de alta qualidade técnica. As duas equipes trocaram passes com maestria e se movimentaram muito bem em campo. Só que faltaram gols para que o placar mostrasse a justiça da partida no estádio do Pacaembu.
A Ponte Preta mostrou logo de cara que daria trabalho ao Timão. Com intensa troca de passes envolveu o meio de campo adversário. Mas rapidamente o Corinthians se encontrou no jogo. E quase abriu o marcador aos oito minutos. Paulinho tabelou com Liedson, recebeu passe de calcanhar e chutou cruzado, para fora.
Enquanto isso, a Macaca, embora tivesse bom passe, não conseguia finalizar. Sua melhor chance foi em chute de longe de João Paulo. A bola passou por cima do travessão. O Corinthians sofria do mesmo problema e pouco chutava a gol. Por outro lado, o trio Morais, Dentinho e Liedson estava inspirado. Mas pouco efetivo.
Comandados pelo meia, os dois atacantes do Corinthians ficaram por várias vezes em boas condições na grande área, porém pecaram na hora da conclusão. Só aos 33 minutos é que uma jogada do trio terminou com finalização. Morais cruzou, Liedson ajeitou de calcanhar e Dentinho bateu rasteiro. A bola desviou na zaga.
Ao final da etapa inicial, a opinião dos jogadores de Timão e Macaca foi a mesma: o jogo foi bom, de ótimo nível técnico, mas com poucas finalizações.
Carrasco conhecido

Dentinho lamenta muito chance perdida quase no fim
do jogo (Foto: Agência Estado)
Satisfeitos com o rendimento dos seus jogadores no primeiro tempo, os técnicos Tite, do Corinthians, e Gilson Kleina, da Ponte Preta, voltaram para a etapa final com as mesmas formações. E assim como antes, o jogo começou com bastante toque de bola. Porém, o clima ficou mais quente, com algumas faltas.
É verdade que faltava finalização à partida, mas Alessandro errou de lado em sua “tentativa”. Aos três minutos, após cruzamento do lateral-direito da Ponte Preta, Guilherme, o corintiano bateu com categoria contra a meta de Julio Cesar. O gol só não foi consumado porque a bola bateu no travessão. Susto!
Mas a Macaca chegaria ao gol aos 12 minutos. O ex-corintiano Everton Santos avançou com a bola, cortou Alessandro e chutou forte de fora da área. Julio Cesar chegou a desviar, mas não evitou o gol da Ponte Preta. O goleiro, aliás, demorou a cair para a defesa e por isso perdeu o tempo da bola.
Depois do gol, o Corinthians mudou: saiu Morais e entrou Edno. E foi com o atacante a melhor chance do Timão até então. Ele recebeu passe de Dentinho na esquerda e bateu cruzado, aos 23 minutos. Mas ninguém concluiu. Embora tivesse mais posse de bola, o Timão encontrou dificuldades para achar espaços.
A última tentativa de Tite no Timão foi sacar os laterais Alessandro e Fábio Santos e mandar a campo o atacante Willian e o meia Luis Ramírez. Mas não deu certo. Se bem que Dentinho teve o gol de empate em sua cabeça aos 48 minutos, mas acertou o travessão.
Assim, caiu o último invicto do Campeonato Paulista.
CORINTHIANS 0X1 PONTE PRETA
Julio Cesar; Alessandro (Willian), Wallace, Leandro Castán e Fábio Santos (Luís Ramírez); Ralf, Paulinho, Morais (Edno) e Bruno César; Dentinho e Liedson. Bruno; Guilherme, Leandro Silva, Ferron e João Paulo (Válber); Josimar, Mancuso (Gérson), Gil e Ricardinho (Tiago Luís); Márcio Diogo e Everton Santos.
Técnico: Tite. Técnico: Gilson Kleina.
Gol: Everton Santos, aos 12 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Fábio Santos, Ramírez (COR); Ricardinho, Ferron, Leandro Silva, Mancuso (PON).
Público: 12.126 pagantes. Renda: R$ 354.996,50.
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 09/03/2011. Árbitro: Philippe Lombard. Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse e Marco

março 10, 2011 Posted by | Corinthians | | Deixe um comentário

Conca volta a jogar bem, Rafael Moura faz dois e Flu bate América

Time tricolor vence por 3 a 1 no Engenhão na prévia do Fla-Flu de domingo

Não era a Libertadores, a competição prioritária, nem o América exato, o do México, adversário do duelo decisivo no dia 23 de março. Mas o Fluminense soube driblar o América carioca na noite desta quarta-feira, no Engenhão. Venceu por 3 a 1 e chegou ao segundo triunfo em dois jogos na Taça Rio.
Os pouco mais de 3 mil tricolores que pagaram ingressos tiveram boas notícias. A melhor delas a atuação convincente de Conca. O jogador operou o joelho esquerdo no início do ano e desde que retornou teve desempenho insatisfatório. Contra o Resende, foi poupado e não ficou nem sequer no banco. Desta vez foi diferente. Ele abriu o placar e deu bela assistência para um dos dois gols de Rafael Moura. O He-Man chegou a sete desde que retornou ao clube no início deste ano e está a dois de Fred na artilharia do Tricolor no ano. Para manter o embalo – e a liderança do Grupo B ao lado do Botafogo – o time tem pela frente o rival Flamengo, campeão da Taça Guanabara, no próximo domingo.
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Veja a tabela do Campeonato Carioca
Por outro lado, depois de um primeiro turno para ser esquecido, com direito a goleada por 9 a 0 para o Vasco e apenas uma vitória em sete jogos, o América mostrou evolução após a profunda reformulação na virada de turno. O time teve bons momentos no primeiro tempo e se mantém com três pontos no Grupo A.
América até começa bem, mas Flu marca
O árbitro mal iniciou o jogo e Ricardo Berna teve de aquecer. Logo no primeiro minuto, Ruy chutou de fora da área e o goleiro espalmou. O Fluminense teve os três primeiros ataques interrompidos por impedimentos. O primeiro, de Araújo, inexistente.
O América manteve a postura de boas jogadas pelas pontas e eficiência dos meias. Bem diferente do time que perdeu por 9 a 0 para o Vasco na última rodada da Taça Guanabara. Em uma das tentativas, Diguinho conduziu, entrou na área e chutou forte. A bola bateu no travessão e quicou na linha.
A pequena torcida tricolor se irritou com a ineficiência ofensiva. O primeiro lance de perigo foi de Conca, aos 21. Ele tentou cruzar, mas a bola foi direto para o gol e Paulo Vanzeler espalmou.
Aos poucos, o Flu passou a dominar a partida. Foi o bastante para abrir o placar, aos 32. Carlinhos cobrou lateral na área, Rafael Moura recebeu, fez ótima proteção com o corpo e cruzou rasteiro para Conca empurrar para o gol vazio e marcar o primeiro gol desde a operação no joelho.
Conca comemora seu primeiro gol depois da operação no joelho (Foto: Wallace Teixeira/ Photocamera)

Berna se adianta, pega pênalti e Rafael Moura decide
Debaixo de chuva fina, a partida se arrastou até o fim do primeiro tempo. No início da etapa final, o América teve a chance de empatar. Michel entrou na área e se enroscou nas pernas de Leandro Euzébio. O árbitro João Arruda enxergou pênalti. O lance que começou errado terminou de forma ridícula. Na cobrança, Diguinho rebolou, caminhou e chutou fraco no canto esquerdo. Ricardo Berna se adiantou quase na linha da pequena área, pulou e defendeu.
Terminava ali a chance de o América surpreender. Pouco depois, aos oito, Araújo desviou cruzamento de Conca na primeira trave, e Rafael Moura completou de cabeça para fazer o segundo gol tricolor na noite. Na comemoração, ele tentou convencer sem sucesso Araújo a dançar como fizera no treinamento na véspera, nas Laranjeiras.
A jogada do terceiro gol começou com Emerson, passou por Conca e foi concluída novamente por Rafael Moura. O atacante apareceu livre na segunda trave e marcou o quinto gol em cinco jogos no Campeonato Carioca.
Aos 36, a torcida do Fluminense exaltava a vitória aos gritos reverenciando a volta do time campeão brasileiro. Mas o momento exige cautela. Tanto que no exato momento em que os gritos ecoavam no Engenhão, o América entrou tabelando na defesa e tricolor e descontou com Bruno Reis. Em um dos últimos lances, o próprio atacante, ex-Flu, chutou no ângulo e Berna fez ótima defesa.

FLUMINENSE 3 X 1 AMÉRICA
Ricardo Berna; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Diguinho, Marquinho (Souza) e Conca; Araújo (Emerson) e Rafael Moura. Paulo Wanzeler, Michel (Leandro), Luiz Antônio, Allan Kardec e Assis; Ives, Mario Cesar, Bruno Reis e Diguinho (Gustavo); Ruy (Léo Oliveira) e Hugo.

Técnico: Muricy Ramalho Técnico: Lulinha
Gols: Conca, aos 32 do primeiro tempo; Rafael Moura, aos oito e aos 28, Bruno Reis, aos 36 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Allan Kardec (América); Leandro Euzébio e Rafael Moura (Fluminense)
Data: 9/3/2011. Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ). Árbitro: João Batista de Arruda. Auxiliares: Daniel do Espírito Santo e Ivan Silva Araújo. Público: 3.282 pagantes (4.153 presentes). Renda: R$ 71.550,0

março 10, 2011 Posted by | Fluminense | , | Deixe um comentário

Botafogo passa sufoco, mas tem vitória magra sobre o Nova Iguaçu


Alvinegro é dominado no segundo tempo e, a muito custo, conquista mais três pontos fazendo 1 a 0 em Volta Redonda

Três pontos para serem comemorados. Não por causa de uma boa atuação, mas pelo sufoco sofrido, principalmente no segundo tempo. A muito custo, o Botafogo venceu por 1 a 0 o Nova Iguaçu, nesta quarta-feira, pela segunda rodada da Taça Rio, em mais um desempenho que ficou longe de ter agradado aos quase três mil espectadores que foram ao estádio Raulino de Oliveira, na cidade de Volta Redonda. Everton marcou o gol que garantiu o triunfo.
O Alvinegro, que chegou a seis pontos no Grupo B e está com 100% de aproveitamento, volta a campo neste sábado para enfrentar o Americano, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão. Já o Nova Iguaçu viaja até Macaé para duelar com o time da casa, no domingo, às 17h.
Sem Renato Cajá, negociado na véspera para o Guangzhou Evergrande (China), Joel Santana optou por adiantar Bruno no meio-campo e escalar Arévalo para a tarefa de marcar, ao lado de Rodrigo Mancha. O que se viu foi um time ainda amarrado e carecendo de opções na transição da defesa para o ataque, mas conseguindo se aproveitar de erros individuais do Nova Iguaçu.
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Confira os resultados e a classificação da Taça Rio
E foi assim que o Botafogo abriu o placar, logo depois de Herrera perder um gol incrível. Lucas avançou pelo lado esquerdo e cruzou rasteiro. O zagueiro Leonardo Luiz tentou afastar, mas jogou a bola para o meio. Everton chegou em velocidade e bateu no canto esquerdo, fazendo 1 a 0 com dez minutos de partida.
Com a vantagem logo no início, parecia que o Bota conseguiria controlar a posse de bola e, assim, dominar o adversário. Mas o Nova Iguaçu equilibrava, fazendo uso de seus laterais, que se aproveitavam das falhas de marcação de Lucas e Márcio Azevedo. No entanto, a equipe da Baixada Fluminense não mostrava força suficiente para criar chances claras de gol.
Everton (centro), comemora seu gol com Bruno e Márcio Azevedo (Foto: Agência Estado)
Enquanto isso, o Alvinego tentava se movimentar para chegar ao ataque, mas não tinha a organização necessária para assustar. Apesar da tranquilidade defensiva, a equipe de Joel Santana errava muitos passes na frente, não conseguindo municiar seus atacantes. O lance inusitado da primeira etapa foi a trombada de Herrera no bandeira Flávio Manoel da Silva, que caiu no chão e por pouco não foi pisoteado pelo lateral Cortês, do Nova Iguaçu.

Se na primeira etapa mostrou instabilidade, o Botafogo voltou ainda em pior forma para o segundo tempo. Completamente dominada pelo Nova Iguaçu, a equipe começou a etapa passando sufoco, vendo, de cara, o adversário perder um gol incrível, com Maycon, que acertou o travessão (assista no vídeo ao lado). O perigo era principalmente pelo lado direito, onde o lateral Lucas não conseguia frear o ímpeto de Cortês.
Para tentar empurrar o adversário em seu campo defensivo e ganhar força nos contra-ataques, Joel Santana lançou Caio no lugar de João Filipe. No entanto, compensou substituindo Lucas por Alessandro, com o objetivo de reforçar a marcação em seu lado mais vulnerável.
E o sofrimento alvinegro piorou depois que Bruno precisou deixar o campo por causa de dores na coxa esquerda. O fato aconteceu poucos minutos depois de o técnico Joel Santana ter feito a terceira substituição, o que deixou a equipe com um jogador a menos por quatro minutos (Alex deixou o time da Baixada também com dez ao ser expulso aos 45). Assim, restou ao Alvinegro se fechar e torcer pelo apito final, mais uma vez se fazendo valer das defesas do goleiro Jefferson.
NOVA IGUAÇU 0 X 1 BOTAFOGO
Diogo, Paulo Henrique (Mossoró), Leonardo Luiz, Alex e Cortês; Amaral (Lukian), Luan, Marquinhos (Wallace) e Dieguinho; Maycon e William. Jefferson, Lucas (Alessandro), João Filipe (Caio), Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Rodrigo Mancha, Arévalo, Bruno e Everton (Guilherme); Herrera e Loco Abreu.
Técnico: Josué Teixeira. Técnico: Joel Santana.
Gol: Everton, aos 10 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Alex, Amaral (Nova Iguaçu); Everton, Márcio Azevedo, Alessandro, Jefferson, Herrera, Márcio Rosário (Botafogo). Cartão vermelho: Alex (Nova Iguaçu).
Estádio: Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ). Data: 09/03/2011. Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga. Auxiliares: Leonan Cardoso Berute e Flávio Manoel da Silva. Público: 1.877 pagantes (2.984 presentes). Renda: R$ 34.930,00

março 10, 2011 Posted by | Botafogo | , | Deixe um comentário