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Após chuva e apagão, ‘dancinha’ define empate entre Tricolor e Verdão


Em jogo cheio de atrasos, clássico tem emoções e discussões. São Paulo sai na frente, mas Adriano Michael Jackson salva o Palmeiras e faz 1 a 1

Normalmente, os clássicos reservam emoções. Mas o deste domingo, entre São Paulo e Palmeiras, no Morumbi, pela décima rodada do Paulistão, caprichou nesse sentido. Teve atraso por conta da chuva, falta de luz, pontapés, golaço, expulsão… E no meio de tudo isso, o empate deu o tom. O Tricolor segurou a vantagem até os 39 minutos do segundo tempo, após abrir o marcador com Fernandinho ainda na etapa inicial, mas Adriano Michael Jackson dançou e assegurou o empate por 1 a 1.
A igualdade frustrou um pouco as pretensões de Tricolor e Verdão na briga pela liderança, mas com 19 e 21 pontos, respectivamente, ambos seguem bem no G-8.
O Palmeiras, no entanto, deixa o Morumbi ainda carregando um jejum de nove anos, já que não vence o rival tricolor, no Morumbi, desde 2002. Pior ainda é o retrospecto de Felipão. Desde que voltou ao Palmeiras, o técnico ainda não conseguiu vencer um clássico. São três empates e três derrotas (na vitória sobre o Santos, na chegada dele, era Flávio Murtosa quem estava no banco). Já ao São Paulo resta comemora o desempenho do seu trio ofensivo. Muito veloz e dinâmico.
Era para o clássico ter começado às 16h. Mas desde às 14h deste domingo um temporal castigou a região do estádio do Morumbi. A cada minuto, as poças aumentavam no gramado, e os canos de escoamento de água da arquibancada pareciam cachoeiras. Até mesmo uma piscina a torcida improvisou (veja o vídeo).

Por uma hora, o trio de arbitragem avaliou as condições do gramado e esperou os bancos de reservas deixarem de estar alagados. E quando decidiu que a bola iria rolar, não agradou ao técnico Felipão, do Palmeiras. Com cara de poucos amigos, ele mostrou-se contrário à realização do clássico paulista neste domingo.
Mal sabia ele que outras emoções estavam previstas, como a falta de luz aos 25 minutos de jogo, segundos depois de Fernandinho abrir o placar para o São Paulo.
Pelo Paulistão, o Tricolor volta a campo no próximo sábado, às 16h, contra o São Caetano, fora de casa. No mesmo dia, às 18h30m, o Palmeiras recebe o Santo André, no Pacaembu. Só que o Verdão, na quarta-feira, tem um compromisso pela Copa do Brasil, contra o Comercial-PI, no mesmo estádio.

Como um raio…

Lucas, Jean e Fernandinho comemoram gol
(Foto: VIPCOMM)
Após uma hora e dez minutos de atraso por conta da chuva, o primeiro tempo do clássico começou quente. Logo de cara, o tricolor Miranda e o alviverde Valdivia se estranharam na lateral. Mas o árbitro apenas contornou na base de conversa. Só que o lance foi o cartão de visita do que seriam os 15 primeiros minutos.
Nervosos, os jogadores trocavam mais pontapés do que passes. Não à toa Miranda, do São Paulo, e Danilo, do Palmeiras, levaram cartão amarelo mais adiante. A decisão do árbitro de advertir esses jogadores acalmou um pouco o ímpeto dos atletas. E com a bola rolando sem interferências, o Tricolor levou a melhor.
O trio formado por Lucas, Dagoberto e Fernandinho infernizou a defesa alviverde. Com rápido toque de bola, o São Paulo chegou a levar perigo até mesmo em uma tabela dos zagueiros Miranda e Alex Silva, que chutou forte, à direita do gol de Deola. Mas o gol dos donos da casa estava muito perto de acontecer.
E saiu aos 25 minutos. Fernandinho recebeu a bola na esquerda, invadiu a área, ajeitou e chutou cruzado, no ângulo esquerdo de Deola. Um golaço! Quando ele ainda comemorava, faltou luz no Morumbi. E os palmeirenses, atordoados com o gol, reclamaram que as luzes se apagaram antes de o atacante concluir. Errado.
Após 15 minutos de paralisação, a energia voltou. E o Tricolor ficou ainda mais ligado. O Palmeiras, por sua vez, só conseguia arriscar em chutes de longa distância. Sem sucesso. Melhor para o São Paulo, que com Lucas, Dagoberto e Fernandinho só não aumentou a vantagem por falta de pontaria.

Marcos Assunção tenta parar o são-paulino Lucas no Morumbi (Foto: Wagner Carmo / VIPCOMM)
‘Apagão’ de Alex Silva, dancinha de Adriano

O técnico Luiz Felipe Scolari iniciou o segundo tempo com mudança na zaga: tirou Danilo, que participou da jogada do gol são-paulino, e lançou Leandro Amaro. Nada que mudasse o andamento do jogo, ainda dominado pelo Tricolor. Sempre apostando na velocidade, o time começou a aproveitar o avanço palmeirense para surpreender nos contra-ataques. Logo no primeiro lance, Dagoberto roubou a bola, passou por dois e chutou com perigo da entrada da área.

Depois, o jogo voltou a ficar nervoso. Muito nervoso. De um lado, Miranda reclamando de uma suposta cotovelada de Kleber. Do outro, Carlinhos Paraíba se estranhando com Valdivia. Dificilmente a partida terminaria com os 22 jogadores em campo. O segundo tempo seguia com poucas chances de gol e muita discussão.

Aos 12 minutos, aconteceu o esperado. Bastante nervoso, Alex Silva tirou satisfações e deu um empurrão em Adriano depois de o atacante palmeirense ter caído na entrada da área. O árbitro Marcelo Aparecido de Souza não hesitou e aplicou o cartão vermelho, revoltando a torcida tricolor no Morumbi.

O Verdão não soube aproveitar a vantagem numérica e ofereceu pouca pressão. Com isso, até Miranda se arriscou no ataque são-paulino e saiu fazendo fila na zaga do Palmeiras, para delírio da torcida. Na única chance mais clara do time alviverde, Tinga acertou um petardo de fora da área, mas parou em grande defesa de Rogério Ceni. Um chute forte de Valdivia teve o mesmo destino. O camisa 1, que era dúvida para a partida, se destacou. Não só nesse lance.
Aos 37 minutos, após falha da defesa tricolor no meio de campo, Adriano recebeu em profundidade e saiu na cara do gol. Mas Ceni cresceu na frente dele e defendeu. O empate já era uma realidade. Tanto que, no lance seguinte, aos 39, uma bela trama de Valdivia e Kleber terminou nos pés de Adriano. Desta vez, ele chutou de esquerda e tirou Rogério do lance: 1 a 1, com direito, enfim, à prometida dancinha de Michael Jackson na comemoração. Empate razoável para as equipes depois de uma tarde tão estranha.
SÃO PAULO 1 X 1 PALMEIRAS
Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva e Miranda; Jean, Casemiro, Carlinhos Paraíba, Lucas (Rivaldo) e Juan; Fernandinho (Xandão) e Dagoberto (Willian José). Deola; Cicinho, Danilo (Leandro Amaro), Thiago Heleno e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção (João Vitor), Tinga e Valdivia; Luan (Adriano) e Kleber.
Técnico: Carpegiani. Técnico: Felipão.
Gols: Fernandinho, aos 25 minutos do primeiro tempo. Adriano, aos 39 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Miranda, Dagoberto (SPO); Danilo, Marcos Assunção (PAL). Cartão vermelho: Alex Silva (SPO).
Público: 26.238 pagantes. Renda: R$ 815.394,00.
Local: Morumbi, em São Paulo (SP). Data: 27/2/2011. Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. Auxiliares: Marcio Luiz Augusto e Marco Antonio Gonzaga da Silva

fevereiro 27, 2011 Posted by | Palmeiras, São Paulo | , | Deixe um comentário

Com dois do veterano Fábio Júnior, América bate Atlético

Em jogo eletrizante, Coelho faz 2 a 1 no Galo. Atacante americano chega a sete gols e é o artilheiro do campeonato estadual

No duelo entre os artilheiros na Arena do Jacaré, prevaleceu a experiência. Diego Tardelli, 25 anos, perdeu um pênalti; Fábio Júnior, 33 anos, foi decisivo e marcou três gols (um deles, bem anulado pela arbitragem). Assim o América-MG venceu o Atlético-MG de virada por 2 a 1 e, com 13 pontos, tomou a liderança do Galo, que segue com 12. Fábio Júnior é o artilheiro do campeonato com sete gols, dois a mais que Neto Berola, e três a mais que Diego Tardelli e Magno Alves, todos do Galo.
O Atlético-MG receberá o Iape-MA, nesta quarta-feira, às 21h (de Brasília), na mesma Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela Copa do Brasil. O América-MG, por sua vez, vai ao Farião, em Divinópolis, onde enfrentará o Guarani-MG, no sábado, dia 12 de março, às 16h, novamente pelo Campeonato Mineiro.
Primeiro tempo de sucesso
O América-MG começou o jogo um pouco melhor. Já no primeiro ataque, quase marcou, com um perigoso chute de Fábio Júnior. Sheslon, duas vezes, e Luciano também perderam boas chances, antes dos dez minutos.
O Atlético-MG, porém, foi mais efetivo. Na primeira chance clara que teve, abriu o marcador. Renan Oliveira fez ótima jogada pela esquerda e tocou para Neto Berola, que bateu forte para marcar abrir o placar na Arena do Jacaré, aos 13 minutos.
O gol não abalou o Coelho, que continuou tranquilo, fazendo boa partida. Por isso mesmo, foi premiado com o empate. Após linda jogada de Luciano, pela esquerda, Fábio Júnior finalizou duas vezes para fazer seu sexto gol no Campeonato Mineiro.
O ritmo do jogo continuou acelerado. O Atlético-MG perdeu duas chances incríveis, uma com Richarlyson e outra com Tardelli. O goleiro Flávio salvou o América-MG, mostrando que, mesmo aos 40 anos, ainda tem ótima elasticidade.
Filme repetido
O ‘script’ do segundo tempo foi parecido com o do primeiro. A partida continuou em ritmo acelerado. Logo aos quatro minutos, pênalti para o Atlético-MG. Serginho invadiu a área, e o goleiro Flávio saiu para fazer a defesa, nos pés do jogador atleticano. O árbitro deu uma de vilão e marcou o pênalti equivocadamente. Diego Tardelli fez a cobrança, e Flávio mostrou seus superpoderes, fazendo linda defesa.
O jogo continuou quente e muito nervoso. O árbitro expulsou o técnico do América-MG, Mauro Fernandes, por reclamações excessivas. O treinador xingou o árbitro Joel Tolentino Damata Júnior.
Pouco depois, outro lance polêmico. Leandro Ferreira cruzou para Fábio Júnior marcar, mas o auxiliar Marconi Helbert Vieira assinalou impedimento. Desta vez, a arbitragem acertou.
De tanto pressionar, o América-MG conseguiu a virada. O herói foi novamente Fábio Júnior, que soltou uma bomba de fora da área para fazer 2 a 1 para o Coelho, aos 27 minutos.
O Galo foi pra cima, desesperadamente, tentando a virada, mas não conseguiu fazer nada. A entrada de Magno Alves, 35 anos, no lugar de Renan Oliveira, não alterou o panorama do jogo. Prevaleceu o talento de outro veterano, Fábio Júnior.

ATLÉTICO-MG 1 X 2 AMÉRICA-MG
Renan Ribeiro; Serginho, Réver, Werley e Leandro; Zé Luís, Richarlyson, Ricardinho (Jackson) e Renan Oliveira (Magno Alves); Diego Tardelli e Neto Berola (Mancini). Flávio; Sheslon (Otávio), Micão, Gabriel e Rodrigo; Dudu (Nando), Leandro Ferreira, Camilo e Irênio; Luciano (Moisés) e Fábio Júnior.
Técnico: Dorival Júnior. Técnico: Mauro Fernandes.
Motivo: quinta rodada do Campeonato Mineiro. Data: 27/2/2011. Horário: 16h (de Brasília). Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG). Árbitro: Joel Tolentino Damata Júnior. Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Marconi Helbert Vieira.
Público: 17.036 pagantes. Renda: R$ 185.200,00. Cartões amarelos: Dudu, Leandro Ferreira, Flávio e Irênio (América-MG); Neto Berola, Serginho, Renan Oliveira, Richarlyson e Zé Luís (Atlético-MG).
Gols: Neto Berola (Atlético-MG), aos 13 minutos, Fábio Júnior (América-MG), aos 20 minutos do primeiro tempo; Fábio Júnior (América-MG), aos 27 minutos do segundo tempo

fevereiro 27, 2011 Posted by | Atlético-MG | , | Deixe um comentário

Com três de Borges, Grêmio vence o Cruzeiro-Poa e vai à final do turno

Grêmio decidirá o título da Taça Piratini – o primeiro turno do Gaúcho

Se havia alguma dúvida sobre a recuperação física de Borges, ela acabou. Após quatro meses no Departamento Médico, o centroavante gremista está de volta em alto estilo. E com banca de DJ. Na tarde deste domingo ele confirmou a grande fase – já havia marcado contra Ypiranga e Junior Barranquilla-COL – fazendo os três gols do Grêmio na vitória de 4 a 2 sobre o Cruzeiro-Poa, que valeu vaga na final do primeiro turno do Campeonato Gaúcho.
E ainda teve direito a pedir música no “Fantástico”, já que balançou a rede três vezes. Jô e Léo marcaram os gols do Cruzeiro-POA. Gabriel, de pênalti, fechou para o Grêmio, no Estádio Olímpico. Se conquistar o turno, o time tricolor estará antecipadamente classificado à grande final do Gauchão 2011.
Encaixe tático
Para combater o Grêmio, o Cruzeiro-POA fez uso do mesmo sistema tático implementado por Renato Gaúcho em agosto do ano passado. Com isso, as duas equipes enfrentaram-se distribuídas no 4-4-2 com meio-campo em losango. E o bem organizado adversário não apenas afastou os tricolores da própria área, como também se articulou para criar boas oportunidades. Na melhor delas, Diego Torres foi parado em defesa de Victor.
Na sequência, o Grêmio respondeu, com Gabriel acertando o poste esquerdo. E foi pelos mesmos pés do lateral-direito que a torcida gremista enfim conseguiu comemorar. Aos 35 ele recebeu de Douglas e cruzou para Borges bater de primeira: 1 a 0.
Sequência de gols
No segundo tempo, a morosidade das marcações encaixadas teve fim. Em vez de vitórias das defesas, os atacantes começaram a ter sucesso. E várias vezes. Foram quatro gols marcados em um espaço de oito minutos. Aos dez o Grêmio reprisou uma jogada comum aos times ingleses. Gabriel cruzou, André Lima escorou, e Borges bateu na saída do goleiro: 2 a 0. Dois minutos depois, entretanto, o atacante Jô usou a cabeça para marcar o primeiro dos visitantes.
De pênalti por ele sofrido, aos 15, Borges credenciou-se a pedir música no “Fantástico” nesta noite de domingo. Ele recebeu lançamento de Carlos Alberto e foi puxado dentro da área por Alberto. A batida foi forte, e a comemoração se deu em frente à torcida do Grêmio. Mas o “hat-trick” de Borges não foi suficiente para dar tranquilidade ao Grêmio. Aos 18 o zagueiro Léo, também de cabeça, descontou novamente para o Cruzeiro-POA: 3 a 2.
Em uma partida intensa, os goleiros Victor e Fábio seguiram em ação. Nem o Grêmio desistiu de aumentar a diferença, nem o Cruzeiro-POA abdicou da busca pelo empate que levaria a decisão da vaga aos pênaltis.
Classificação assegurada
No final, os dois treinadores recorreram ao banco de reservas, fazendo três alterações cada. Alberto, volante do Cruzeiro-POA, ainda foi expulso. E as mudanças mantiveram o Grêmio à frente no placar, proporcionando aos tricolores a comemoração no Estádio Olímpico. Nos acréscimos, Júnior Viçosa – o substituto de Borges – foi derrubado na área. Novo pênalti. E Gabriel cobrou, fechando a partida em 4 a 2, aos 49.
Próximos jogos
Na próxima quinta-feira, dia 3 de março, o Grêmio recebe às 20h15m, no Olímpico, o León de Huánuco-PER, pela terceira rodada do Grupo 2 da Taça Libertadores. E na quarta-feira, dia 9, disputa a decisão da Taça Piratini, contra o vencedor da partida entre Caxias e São José-Poa.
GRÊMIO 4 X 2 CRUZEIRO-POA
Victor; Gabriel, Paulão, Rodolfo e Gilson; Rochemback, Adilson, Carlos Alberto (Bruno Collaço) e Douglas; Borges (Júnior Viçosa) e André Lima (Escudero). Fábio; Marcio, Léo, Sandro Müller e Zadda (Léo Maringá); Alberto, Almir (Juninho Botelho), Faísca e Diego Torres; Jô e Adriano (Rafael Cearense).
Técnico: Renato Gaúcho. Técnico: Leocir Dall’Astra.
Data: 27/02/2011. Local: Estádio Olímpico. Árbitro: Anderson Daronco, auxiliado por José Franco Filho e José Inácio de Souza.
Gols: Borges (Grêmio), aos 35m do primeiro tempo. Borges (Grêmio), aos 10m; Jô (Cruzeiro-Poa), aos 12m; Borges (Grêmio), aos 15m; Léo (Cruzeiro-Poa), aos 18m; e Gabriel (Grêmio), aos 49m no segundo tempo.
Cartões amarelos: Rodolfo, Gabriel, Gilson, Douglas e Fábio Rochemback. (Grêmio); Marcio, Léo, Jô e Alberto (Cruzeiro-Poa). Cartão vermelho: Alberto (Cruzeiro-Poa).
Público: 15.736. Renda: R$ 308.421,00

fevereiro 27, 2011 Posted by | Grêmio | , | Deixe um comentário

À la Zico e Pet, Ronaldinho, de falta, decide para o Flamengo a Taça GB

Mesmo sem brilhar, craque cobra com estilo, Fla vence Boavista por 1 a 0 e conquista, de forma invicta, seu 19º troféu do primeiro turno

Foram 534 minutos em campo com a camisa rubro-negra. Nas seis partidas pelo Flamengo desde que chegou, Ronaldinho Gaúcho não conseguiu, até o momento, repetir as grandes atuações que o fizeram ídolo no Barcelona, no Milan e na Seleção Brasileira. Mas craque, mesmo sem brilhar, pode decidir. E numa cobrança de falta, relembrando outros camisas 10 marcantes, como Zico e Petkovic, o novo ídolo rubro-negro começou a escrever sua história no clube. Aos 26 minutos do segundo tempo, bateu com maestria e correu para o abraço. E, junto com o time, comemorou no embalo do “Bonde sem freio”, rap que virou hit entre os jogadores na semana da decisão, o gol que garantiu, neste domingo, a vitória por 1 a 0 sobre o Boavista e a 19ª Taça Guanabara para o clube, de forma invicta.
Ao fim da partida, todos os jogadores, puxados pelo camisa 10, voltaram a fazer a coreografia do “Bonde do Mengão sem freio”. Ronaldinho comemorou como um garoto que iniciava a carreira. E a torcida do Flamengo, que lotou o Engenhão, vibrou com a primeira conquista da temporada 2011. “Que torcida é essa?”, gritava, eufórica. Com os jogadores já no alto do pódio para receber as medalhas e erguer o troféu, cantou o hino do clube. E depois da volta olímpica, Ronaldinho fez questão de chegar próximo da arquibancada para mostrar a taça. Euforia total.
Com a coreografia do “Bonde do Mengão sem Freio”, Ronaldinho puxa o time para comemorar o gol de falta aos 26 do segundo tempo que dá título da Taça GB ao Rubro-Negro (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Com a conquista da Taça Guanabara, o Flamengo assegurou vaga cativa na decisão do Campeonato Carioca. Ao Boavista, resta o consolo de ter feito boa campanha no primeiro turno e, pela primeira vez, ter ido a uma decisão.
O gol marcado deu a Ronaldinho, 46 dias depois de sua apresentação apoteótica na Gávea, diante de 20 mil torcedores, a alegria de, também, ser o responsável pelo primeiro grito de carnaval dos rubro-negros. O camisa 10, que desfilará na Portela e na Grande Rio, poderá brincar também à vontade no bloco que criou – Samba,.Amor e Paixão – no próximo domingo.
Ronaldinho de centroavante

O técnico Vanderlei Luxemburgo surpreendeu ao sacar Deivid e escalar o argentino Bottinelli no meio-campo, deslocando Ronaldinho para a posição de centroavante. A outra alteração foi a saída de Ronaldo Angelim para a entrada de Egídio. A ideia, segundo o treinador, era usar três meias – Thiago Neves, Renato e Bottinelli – para municiar o camisa 10. A opção pelo lateral era criar pelo lado esquerdo mais uma opção de ataque.
Foi até do camisa 6 a primeira boa jogada, aos cinco minutos. Foi à linha de fundo e centrou para Thiago Neves cabecear. A zaga do Boavista interceptou. Mas o que se viu em boa parte do primeiro tempo foi um Flamengo tocando muito a bola, mas com poucas infiltrações para criar oportunidades. Com Ronaldinho preso na área e Bottinelli e Thiago Neves errando passes, o esquema de Vanderlei não deu certo.
O Verdão de Saquarema, desde o início, dava a senha do que seria sua estratégia: esperar o Flamengo em seu campo para partir em contra-ataque e aproveitar os buracos da defesa. Durante os 11 primeiros minutos, nem uma coisa nem outra. O Flamengo só conseguiu a primeira boa jogada de gol quando Ronaldinho saiu da área e foi para a ponta esquerda. Livrou-se de Bruno Costa e centrou para Thiago Neves cabecear pelo lado direito. Mas o goleiro, xará do camisa 7, espalmou para escanteio. Pouco depois, pela direita, Léo Moura recebeu na medida de Thiago Neves e bateu cruzado, para fora, na melhor oportunidade.
Ronaldinho cobra a falta com maestria e sai para
o abraço (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Se o Flamengo melhorava o seu toque de bola, o Boavista não conseguia puxar os contra-ataques. Renato era eficiente no primeiro combate, e Willans e Maldonado marcavam em cima Tony e Leandro Chaves, os armadores da equipe da Região dos Lagos. Com isso, Frontini não conseguia ser acionado.
Queda de ritmo
Com os termômetros marcando 42 graus no Engenhão, os dois times caíram de ritmo. Muito marcado na área, Ronaldinho caía pelos flancos para ajudar na armação, mas pouco dava sequência às jogadas. Bottinelli, sem ritmo de jogo, errava o último passe. Thiago Neves raramente servia bem e pecava pelo excesso de individualismo.
O time só voltou a levar susto à meta do Boavista num lance sem querer de Egídio. Na tentativa de centrar para a área, ele quase encobriu o goleiro Thiago, que se esticou para espalmar a bola. O goleiro voltou a aparecer bem aos 40 minutos, quando o Flamengo acertou uma jogada pela direita, no lançamento de Maldonado para Bottinelli. O argentino foi à linha de fundo e centrou para encontrar Ronaldinho, que vinha na corrida. Mas Thiago saiu bem do gol e espalmou, salvando o Boavista.
No fim do primeiro tempo, as duas equipes se aproveitaram de erros para criar chances de abrir o placar. Na única que o Boavista teve, Leandro Chaves levou a melhor após desequilíbrio de Maldonado, que ao partir para tentar dominar a bola – mal passada por Willians – caiu. O camisa 10 do Verdão de Saquarema chutou com violência, mas no meio do gol. Felipe rebateu. O Flamengo contra-atacou com Welinton na área adversária. Em bola resvalada erradamente pela zaga, o camisa 3 rubro-negro apanhou a sobra e bateu por cima.
Negueba em campo
Vanderlei atendeu aos pedidos da torcida e lançou Negueba no lugar de Bottinelli, no segundo tempo. O Boavista começou a sair um pouco mais para o ataque, e o técnico Alfredo Sampaio, com dez minutos, botou o lateral-direito Joílson no lugar de Bruno Costa, para subir melhor.

Depois que Negueba fez boa jogada pela direita e centrou para Thiago Neves, que chegou atrasado, Vanderlei resolveu mexer no Flamengo novamente. Sacou Egídio para pôr o atacante Diego Maurício. Com isso, Renato foi para a lateral, e Ronaldinho voltou ao meio-campo. As jogadas não saíam. A torcida se irritava, Vanderlei também. Ao reclamar de uma falta de Maldonado marcada pelo árbitro, acabou advertido. O Boavista ensaiava sair mais para o jogo, mas esbarrava nos erros de passes e na boa cobertura rubro-negra.
Gol de falta
Aos 25 minutos, começou o lance capital da partida e de Ronaldinho na Taça Guanabara. Edu Pina derrubou Thiago Neves próximo da área. Não houve quem não pedisse o craque para bater. E o camisa 10 relembrou os grandes tempos de Barcelona ao cobrar com maestria. A bola cobriu a barreira e foi caindo à esquerda de Thiago, que sequer pulou. Antes de a bola entrar, o ídolo já saiu correndo para comemorar. E, junto com o time, fez a coreografia do “Bonde do Mengão sem freio”, inspirado no funk que virou febre entre os jogadores.
Vibração no pódio é intensa: capitão Ronaldinho ergue a Taça GB (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Com a vantagem, Vanderlei fortaleceu a defesa ao trocar o cansado Thiago Neves por Ronaldo Angelim. Pouco depois, após dividida em que Renato Abreu bateu com o joelho no peito de Frontini, o atacante do Boavista deu um tapa no jogador rubro-negro, que valorizou o lance. O átbitro expulsou o argentino.
O Boavista pressionou, e no fim da partida, o time reclamou de pênalti em Gustavo, não marcado pelo árbitro. O time de Saquarema lutou, mas a Taça GB já tinha dono. Mais uma vez, foi para a Gávea.
FLAMENGO 1 X 0 BOAVISTA
Felipe, Léo Moura, Welinton, David Braz e Egídio (Diego Maurício); Maldonado, Willians, Renato, Thiago Neves (Ronaldo Angelim) e Bottinelli (Negueba); Ronaldinho. Thiago, Bruno Costa (Joílson), Gustavo,Santiago e Paulo Rodrigues; Júlio César, Edu Pina, Leandro Chaves e Tony; André Luís (Raphael Augusto) e Frontini.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo Técnico: Alfredo Sampaio
Gol: Ronaldinho, aos 26 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Renato Abreu e Ronaldinho Gaúcho (Fla), Leandro Chaves, Júlio César, Edu Pina e Gustavo (Boavista). Cartão vermelho: Frontini (Boavista
Local: estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro. Data: 27/02/2011. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Luiz Antônio Muniz de Oliveira. Renda: R$ 1.198.930,00. Público pagante 36.102. Público presente. 41.708

fevereiro 27, 2011 Posted by | Flamengo | , , , | Deixe um comentário