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Flu empata sem gols com Nacional e se complica


Tricolor parou na forte marcação uruguaia e amargou outro empate em casa na Copa Libertadores

Complicou. Depois de 90 minutos de pressão desorganizada, o Fluminense não conseguiu furar a retranca do Nacional (URU), nesta quarta-feira, no Engenhão, e margou mais um empate em casa na Libertadore; desta vez, sem gols.

Com muitas mudanças, a equipe de Muricy Ramalho mostrou muita desorganização tática e parou diante da defesa bem postada do time uruguaio. Mais uma vez, Conca teve atuação apagada. Mais avançado, fazendo ligação com Rafael Moura, o único atacante, o argentino não conseguiu se livrar da forte marcação. E, nas poucoas chances que teve, acabou cometendo erros.

Com dois pontos em dois jogos, o Tricolor está momentaneamente na segunda colocação do Grupo 3; mas pode ser ultrapassado pelo Argentinos Jrs., que enfrenta o América (MEX), nesta quinta-feira, em casa. Já a equipe uruguaia marcou sem primeiro ponto na competição.

O Fluminense terá até o dia 2 de março para arrumar a casa. Neste dia, terá confronto duro com o América (MEX), na Cidade do México. No mesmo dia, o Nacional recebe o Argentinos Jrs., em Montevidéo.

MUDANÇAS CORRIGEM DEFESA, MAS COMPROMETEM ATAQUE

Muricy Ramalho fez mistério sobre o time e com razão. Na escalação divulgada minutos antes da partida, muitas surpresas. Pela primeira vez neste ano, a escalação com três zagueiros foi colocada em campo. Digão entrou para compor o sistema defensivo ao lado de Gum e Leandro Euzébio.

Foi o único acerto do técnico. Com Gum de líbero, enquanto Digão e Euzébio partiam para o combate, os buracos que atormentaram a vida da defesa nos últimos jogos deixaram de aparecer. E, ao contrário do que acontecera na estreia contra o Argentino Jr., os três atacantes do Nacional (Vigneri, Fornaroli e Viudez) tiveram poucas chances para contra-atacar.

Outra novidade foi o retorno de Valencia na cabeça de área, fazendo Edinho sentir, pela primeira vez com a camisa tricolor, a sensação se sentar no banco de reservas. O colombiano não comprometeu, mas, sobrecarregado, principalmente nas saídas de bola, acabou errando muitos passes.

E a armação de jogadas seria o maior problema na etapa inicial. Na maior parte do tempo, a bola rodou entre os homens de defesa e os volantes. Enquanto isso, o meia Conca, a exemplo dos outras atuações neste ano, sumiu em meio à forte marcação da equipe uruguaio. Posionado como jogador de ligação entre o meio e o único atacante, Rafael Moura, o argentino teve 45 minutos de pura improdutividade.

Assim, coube a Marquinho, o outro apoiador, criar as melhores chances. Não foram muitas, nem muito perigosas, mas suas infiltrações, principalmente pelo lado esquerdo, foram o que de melhor do Tricolor apresentou antes do intervalo.

He-Man, isolado, acertou apenas duas cabeçadas (uma, com perigo). Os alas, mesmo com liberdade, ficaram comprometidos pela boa marcação uruguaia pelos lados.

TIME VAI PARA O DESESPERO, MAS PARA NA RETRANCA URUGUAIA

O Flu voltou do intervalo com mais ímpeto. Pressionados pelo resultado desfavorável, os jogadores impuseram um ritmo mais forte, mas os erros, principalmente de passes, continuaram os mesmos.

Conca seguiu perdido sobre a marcação. Pelos lados, mais problemas. Tanto que, no desespero, os zagueiros Euzébio e Digão passaram a alçar bolas na área em busca de alguma solução vinda lá de cima.

Aos 25 minutos, ela quase veio. Após levantamento, Leandro Euzébio ajeita para He-Man, que estufa as redes uruguaias. Mas o árbitro já marcava irregularidade.

Dia de azar para o Tricolor? Disso, o time de Muricy não pôde reclamar. Dois minutos depois, García, após dois erros da zaga, ficou livre na área, driblou Berna, mas acabou jogando por cima, mesmo com o gol aberto.

Muricy então partiu para o desespero. Tirou o zagueiro Digão e o volante Valencia para as entradas dos atacantes Tartá e Araújo. Os dois, embora um pouco perdidos, se movimentaram bastante procurando espaços. Mas nada que furasse o bom bloqueio uruguaio. No lance de maior perigo, Araújo recebeu pela esquerda, dominou e chutou cruzado; o goleiro Burián espalmou.

Atrás, Berna, com boas defesas, evitou tragédia ainda maior.

Com dois pontos em dois jogos, o Flu terá que tirar a desvantagem fora de casa. A primeira missão será logo na próxima rodada, contra o América, na Cidade do México.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 0 X 0 NACIONAL (URU)

Data/ Hora: 23/2/2011, às 22h (de Brasília)

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)

Auxiliares: Nícolas Yegros (PAR); Malcides Saldívar (PAR)

Público/ Renda: 9.020 pagantes, 10.017 presentes/ R$ 429.020,00

Cartão Amarelo: Conca, Rafael Moura, Leandro Euzébio (FLU); Fornaroli, Cabrera, Píriz, Garcia (NAC)

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Gum, Leandro Euzébio e Digão (Araújo, aos 28’/2ºT) ; Mariano, Valencia (Tartá, aos 15’/ 2ºT), Diguinho, Marquinho (Souza, aos 35’/2ºT), Conca e Carlinhos; Rafael Moura – Técnico: Muricy Ramalho.

NACIONAL (URU): Burián, Gabriel Marques, Lembo, Coates e Nuñez; Mauricio Pereyra, Piriz e Cabrera (Calzado, aos 11’/2ºT); Vigneri, Fornaroli (Garcia, aos 16’/ 2ºT) e Viudez (Carsoso, aos 28’/2ºT) – Técnico: Juan Ramón Carrasco

fevereiro 24, 2011 - Posted by | Fluminense |

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