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Vasco em novo massacre: 6 a 1 no Comercial-MS


Com grande atuação do setor ofensivo, Cruz-Maltino elimina jogo de volta e espanta de vez a desconfiança da torcida


Massacre 2, o retorno! Após golear o America em 9 a 0 pela última rodada da Taça Guanabara, o Vasco não tirou o pé do acelerador e aplicou mais uma chuva da gols na noite desta quarta-feira. A vítima da vez foi o Comercial-MS, pela Copa do Brasil, fora de casa. Com a vitória, por 6 a 1, o Gigante da Colina ganha o direito de não ter de disputar o jogo de volta no Rio de Janeiro.

Em primeiro tempo avassalador, Vasco não toma conhecimento

O Cruz-Maltino começou o jogo com tudo. Logo aos quatro minutos, Eder Luis foi derrubado na entrada da área e Fellipe Bastos não perdoou. Ele bateu forte por baixo e abriu o placar.

A falta de ritmo de jogo do adversário, que fez sua primeira partida oficial na temporada, era evidente. E o Vasco fez questão de aproveitar. Quando o relógio marcava 16 minutos a zaga do Comercial-MS bobeou, Marcel roubou a bola dentro da área e foi derrubado em seguida por Andrezão. O juiz não titubeou e apontou a marca de pênalti que o próprio camisa 9 bateu, deslocando o goleiro e ampliando no marcador.

Dominando a partida, o Vasco teve em Felipe seu principal comandante. As tabelas com Jéferson eram constantes e em uma delas, o camisa 11 encontrou Ramon na corrida dentro da área. O lateral-esquerdo, comprovando sua subida de produção após a chegada de Ricardo Gomes cruzou na cabeça de Marcel, que marcou mais um aos 24, virando o artilheiro da noite.

Soberano nos 45 minutos iniciais, o time carioca ainda encontrou tempo para fazer mais um. Próximo do intervalo, aos 45, Felipe deu passe milimétrico, daqueles que o torcedor vibra mais do que nos gols, para Jéferson, que só teve o trabalho de tirar do goleiro: 4 a 0 e fim da primeira etapa.

No segundo tempo, Cruz-Maltino apenas completa a goleada

No segundo tempo, repetindo a goleada contra o America, o Vasco não diminuiu o ritmo. Logo aos 12 minutos, Eder Luis, finalmente, recebeu lançamento de Dedé, arrancou e esperou a hora certa para tocar entre as pernas do goleiro, marcando seu primeiro gol na temporada e fazendo o famoso gesto de espantar a má fase.

Seis minutos depois, a primeira e única falha do sistema defensivo do Cruz-Maltino durante os 90 minutos. A bola sobrou para o atacante Anderson que, cara a cara com Prass, passou pelo goleiro e foi derrubado. O juiz marcou o segundo pênalti do jogo e os donos da casa puderam festejar um golzinho.

Mas não pensem que o Vasco desanimou. E para consertar um erro, nada melhor que um gol. Três minutos depois do gol adversário, o Vasco tratou de marcar mais um. Após mais um cruzamento de Ramon, um dos melhores em campo, Rômulo apareceu entre os zagueiros e marcou, de cabeça, seu terceiro gol na temporada.

Com o placar elástico, o técnico Ricardo Gomes optou por poupar alguns jogadores e dar ritmo de jogo a outros. O comandante promoveu a estreia do meia Bernardo, que entrou no lugar de Felipe no meio da segunda etapa. Ainda saíram de campo Fellipe Bastos e Ramon para as entradas de Eduardo Costa e Márcio Careca.

Graças ao forte calor, o Vasco se limitou a apenas tocar a bola após os 30 minutos no intuito de administrar o placar e poupar seus jogadores.

A chegada do técnico Ricardo Gomes parece mesmo ter melhorado o ambiente em São Januário. O time já marcou 18 gols em apenas três jogos, sofrendo apenas um. Será que esse filme se tornará uma trilogia? Agora empolgada, a torcida do Vasco promete lotar os cinemas.

FICHA TÉCNICA
COMERCIAL-MS 1 X 6 VASCO

Local: Estádio Morenão, Campo Grande (MS)
Data/Hora: 24/2/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Antônio Denival de Morais (PR)
Auxiliares: Rafael Trombeta (PR) e Pedro Martinelli Christino (PR)
Cartões Amarelos: Kanu (COM); Fagner e Eduardo Costa (VAS)

GOLS: Fellipe Bastos, 4’/1ºT (0-1); Marcel, 16’/1ºT (0-2); Marcel, 24’/1ºT (0-3); Jéferson, 45’/1ºT (0-4); Eder Luis, 12’/2ºT (0-5); Anderson, 18’/2ºT (1-5); Rômulo, 21’/2ºT (1-6)

COMERCIAL-MS: Rodolfo, Robinho, Canu, Andrezão, Cláudio, Amaral, Oliveira (Sérgio, intervalo), Vagner (Julio César, intervalo), Thiago Martins, Nené e Anderson. Técnico: Amarildo de Carvalho

VASCO: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Ramon (Márcio Careca, 29’/2ºT); Rômulo (Eduardo Costa, 14’/2ºT), Fellipe Bastos, Felipe (Bernardo, 23’/2ºT) e Jéferson; Eder Luis e Marcel. Técnico: Ricardo Gomes.

fevereiro 24, 2011 Posted by | Vasco da Gama | | Deixe um comentário

Inter bate Jaguares e lidera grupo 6 na Libertadores

Bolatti, Leandro Damião e Oscar marcaram os quatro gols colorados

A atuação não foi como a torcida queria. Mas o resultado, ah, esse com certeza foi. Com dificuldades, e se valendo da bola parada, o Inter bateu o Jaguares por 4 a 0 com gols do volante artilheiro Bolatti, duas vezes, e Leandro Damião e Oscar. Dos quatro gols na Libertadores, três são do argentino. Pelo saldo de gols e número de gols feitos, o Colorado lidera o grupo 6, com quatro pontos. Volta a jogar pela competição apenas dia 16 de março, contra o Jorge Wilstermann, na Bolívia.

O JOGO

Como a semana do Inter, o início foi tenso. Os primeiros cinco minutos foram absolutamente dominados pelo Jaguares, que marcava com sua linha no campo do Inter e explorava a indefinição entre Nei, Bolatti e Índio.

Aos poucos, o Colorado ia ajeitando-se em campo e no jogo. Chegou em um chute de Kleber de longe, na primeira finalização do jogo, e em giro de Damião dentro da área, aos oito minutos. Só que o Jaguares também não parou de assustar. Aos 13, Bolatti errou no campo ofensivo, e deu o contra-ataque ao time mexicano. A jogada acabou em milagre de Lauro, em cabeçada de Frias no chão e no canto direito do goleiro colorado.

Se Bolatti errou e quase deu o gol para o Jaguares, o volante ainda protagonizaria o jogo de forma contrária. Sem uma boa articulação no meio – Zé Roberto e Guiñazu não supriram a falta de D’alessandro – o Inter abusava dos chutões. Chance de marcar, apenas na bola parada.

Em escanteio batido por Zé Roberto, aos 19 minutos, Bolatti marcou pela segunda vez com a camisa colorada. Se havia dito para a torcida não se acostumar com isso, se contradisse. Em rebote de dividida na bola aérea de Damião, o volante argentino girou e marcou o primeiro gol colorado.

Mesmo com o gol, o Jaguares não deixou de dar suas estocadas no Inter. Frias, em giro aos 24, quase marca em chute de fora da área. O Colorado continuava sem reter a bola no meio. Com a baixa produção, outra vez a bola parada salvou o Inter.

Em falta batida da intermediária, a estrela brilhou outra vez. Depois de linha de passe pelo alto entre Sorondo e Cavenaghi, Bolatti meteu a cabeça na bola e ampliou para 2 a 0 a vantagem colorada. E, de quebra, fez o terceiro dele na Libertadores. Sem sofrer sustos maiores, o Inter terminou o primeiro tempo vencendo, sob aplausos, mas com atuação abaixo do esperado.

Na segunda etapa, o Inter ajustou sua marcação, principalmente com Bolatti e Nei, e segurou os mexicanos. Logo aos sete, Zé Roberto escapou pela esquerda, mas falhou no cruzamento. O Jaguares ameaçou o Inter em cruzamento de Rojas – sempre ele – mas Lauro afastou. Diferente do primeiro tempo, o Colorado prendeu um pouco mais a bola, e visilmente tentou trabalhar melhor as jogadas. Mas a bola parada continuou assustando mais.

Pelo lado mexicano, só um jogador era acionado: Rojas. Nei sofreu durante toda a partida com o lateral-esquerdo, e dali saíam as melhores jogadas, como as 10, quando o jogador foi ao fundo e Sorondo salvou o Inter. Se a partida não caminhava em um bom caminho para o Inter, a bola parada mudou a tendência, outra vez. Em cobrança de falta frontal de Zé Roberto, Villapando soltou, Cavenaghi acertou a bola e no rebote, Leandro Damião jogou para as redes aos 20 minutos: 3 a 0.

Se já estava recuado antes do gol, o Inter se retraiu mais, e esperou o Jaguares. Mas não como contra o Emelec, quando chamou o adversário para cima. Ficou com a bola, tentou estocadas, levou perigo a Villapando, mas o principal de tudo, controlou o jogo. O time de Celso Roth cresceu no segundo tempo, mesmo atacado pelo time mexicano, em relação ao primeiro tempo.

Com o fim do jogo próximo, Roth aumentou o gás do seu time, para não faltar forças nos minutos finais. Chamou Oscar, Alecsandro e Andrezinho, e mudou sua estratégia. Apostou na velocidade nos contra-ataques para bater em uma defesa já cansada.

E a medida deu certo. Depois de grande Sul-Americano com a Seleção Brasileira, Oscar arrisca um chutaço de fora da área e surpreende Villapando. 4 a 0 aos 46 minutos. O apito final foi mera formalidade.

FICHA TÉCNICA:

INTER 4 X 0 JAGUARES

Data/hora: 23/02, às 21h50

Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre

Árbitro: Roberto Silvera, auxiliado por William CAsavieja e Marcelo Costa, todos uruguaios.

Cartões amarelos: Zé Roberto, Bolatti, Kleber, Sorondo (I) Martinez, Rodriguez, Cabrera (J)

Cartão vermelho: Rodriguez

Gols: Bolatti, aos 19 e aos 43 minutos do primeiro tempo e Leandro Damião aos 20 minutos do segundo tempo e Oscar aos 46 minutos do segundo tempo

Público: 26.337

Renda: R$ 643.780,00

Inter: Lauro; Nei, Índio, Sorondo e Kleber; Wilson Matias, Bolatti, Guiñazu e Zé Roberto; Cavenaghi(Alecsandro) e Leandro Damião(Oscar). Técnico: Celso Roth.

Jaguares: Villapando; Martinez, Sanchez e Fuentes(Flores); Cabrera, Hernandez, Torres(Salazar), Rodriguez, Manso(Zamora), Rojas; Frias. Técnico: Guadalupe Cruz.

fevereiro 24, 2011 Posted by | Internacional | | Deixe um comentário

Flu empata sem gols com Nacional e se complica


Tricolor parou na forte marcação uruguaia e amargou outro empate em casa na Copa Libertadores

Complicou. Depois de 90 minutos de pressão desorganizada, o Fluminense não conseguiu furar a retranca do Nacional (URU), nesta quarta-feira, no Engenhão, e margou mais um empate em casa na Libertadore; desta vez, sem gols.

Com muitas mudanças, a equipe de Muricy Ramalho mostrou muita desorganização tática e parou diante da defesa bem postada do time uruguaio. Mais uma vez, Conca teve atuação apagada. Mais avançado, fazendo ligação com Rafael Moura, o único atacante, o argentino não conseguiu se livrar da forte marcação. E, nas poucoas chances que teve, acabou cometendo erros.

Com dois pontos em dois jogos, o Tricolor está momentaneamente na segunda colocação do Grupo 3; mas pode ser ultrapassado pelo Argentinos Jrs., que enfrenta o América (MEX), nesta quinta-feira, em casa. Já a equipe uruguaia marcou sem primeiro ponto na competição.

O Fluminense terá até o dia 2 de março para arrumar a casa. Neste dia, terá confronto duro com o América (MEX), na Cidade do México. No mesmo dia, o Nacional recebe o Argentinos Jrs., em Montevidéo.

MUDANÇAS CORRIGEM DEFESA, MAS COMPROMETEM ATAQUE

Muricy Ramalho fez mistério sobre o time e com razão. Na escalação divulgada minutos antes da partida, muitas surpresas. Pela primeira vez neste ano, a escalação com três zagueiros foi colocada em campo. Digão entrou para compor o sistema defensivo ao lado de Gum e Leandro Euzébio.

Foi o único acerto do técnico. Com Gum de líbero, enquanto Digão e Euzébio partiam para o combate, os buracos que atormentaram a vida da defesa nos últimos jogos deixaram de aparecer. E, ao contrário do que acontecera na estreia contra o Argentino Jr., os três atacantes do Nacional (Vigneri, Fornaroli e Viudez) tiveram poucas chances para contra-atacar.

Outra novidade foi o retorno de Valencia na cabeça de área, fazendo Edinho sentir, pela primeira vez com a camisa tricolor, a sensação se sentar no banco de reservas. O colombiano não comprometeu, mas, sobrecarregado, principalmente nas saídas de bola, acabou errando muitos passes.

E a armação de jogadas seria o maior problema na etapa inicial. Na maior parte do tempo, a bola rodou entre os homens de defesa e os volantes. Enquanto isso, o meia Conca, a exemplo dos outras atuações neste ano, sumiu em meio à forte marcação da equipe uruguaio. Posionado como jogador de ligação entre o meio e o único atacante, Rafael Moura, o argentino teve 45 minutos de pura improdutividade.

Assim, coube a Marquinho, o outro apoiador, criar as melhores chances. Não foram muitas, nem muito perigosas, mas suas infiltrações, principalmente pelo lado esquerdo, foram o que de melhor do Tricolor apresentou antes do intervalo.

He-Man, isolado, acertou apenas duas cabeçadas (uma, com perigo). Os alas, mesmo com liberdade, ficaram comprometidos pela boa marcação uruguaia pelos lados.

TIME VAI PARA O DESESPERO, MAS PARA NA RETRANCA URUGUAIA

O Flu voltou do intervalo com mais ímpeto. Pressionados pelo resultado desfavorável, os jogadores impuseram um ritmo mais forte, mas os erros, principalmente de passes, continuaram os mesmos.

Conca seguiu perdido sobre a marcação. Pelos lados, mais problemas. Tanto que, no desespero, os zagueiros Euzébio e Digão passaram a alçar bolas na área em busca de alguma solução vinda lá de cima.

Aos 25 minutos, ela quase veio. Após levantamento, Leandro Euzébio ajeita para He-Man, que estufa as redes uruguaias. Mas o árbitro já marcava irregularidade.

Dia de azar para o Tricolor? Disso, o time de Muricy não pôde reclamar. Dois minutos depois, García, após dois erros da zaga, ficou livre na área, driblou Berna, mas acabou jogando por cima, mesmo com o gol aberto.

Muricy então partiu para o desespero. Tirou o zagueiro Digão e o volante Valencia para as entradas dos atacantes Tartá e Araújo. Os dois, embora um pouco perdidos, se movimentaram bastante procurando espaços. Mas nada que furasse o bom bloqueio uruguaio. No lance de maior perigo, Araújo recebeu pela esquerda, dominou e chutou cruzado; o goleiro Burián espalmou.

Atrás, Berna, com boas defesas, evitou tragédia ainda maior.

Com dois pontos em dois jogos, o Flu terá que tirar a desvantagem fora de casa. A primeira missão será logo na próxima rodada, contra o América, na Cidade do México.

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 0 X 0 NACIONAL (URU)

Data/ Hora: 23/2/2011, às 22h (de Brasília)

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)

Auxiliares: Nícolas Yegros (PAR); Malcides Saldívar (PAR)

Público/ Renda: 9.020 pagantes, 10.017 presentes/ R$ 429.020,00

Cartão Amarelo: Conca, Rafael Moura, Leandro Euzébio (FLU); Fornaroli, Cabrera, Píriz, Garcia (NAC)

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Gum, Leandro Euzébio e Digão (Araújo, aos 28’/2ºT) ; Mariano, Valencia (Tartá, aos 15’/ 2ºT), Diguinho, Marquinho (Souza, aos 35’/2ºT), Conca e Carlinhos; Rafael Moura – Técnico: Muricy Ramalho.

NACIONAL (URU): Burián, Gabriel Marques, Lembo, Coates e Nuñez; Mauricio Pereyra, Piriz e Cabrera (Calzado, aos 11’/2ºT); Vigneri, Fornaroli (Garcia, aos 16’/ 2ºT) e Viudez (Carsoso, aos 28’/2ºT) – Técnico: Juan Ramón Carrasco

fevereiro 24, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Palmeiras vence mas não elimina o jogo de volta

Apesar da vitória sobre o Comercial-PI, por 2 a 1, Verdão abusa dos erros de finalização e terá de jogar no Pacaembu

Felipão não esconde de ninguém: a prioridade do Verdão no primeiro semestre é a Copa do Brasil. E com três títulos da competição na bagagem, o treinador falhou no primeiro obstáculo em busca de uma vaga na Libertadores do ano que vem. Apesar do amplo domínio no jogo e dos gols marcados por Adriano e Kleber, o Palmeiras venceu o Comercial por somente 2 a 1, no Albertão, e não confirmou a vaga na segunda fase da Copa do Brasil. Rafael descontou para o time piauiense.

Sem alguns de seus titulares, poupados da cansativa viagem à Teresina, no Piauí, e com outros no banco de reservas, o Palmeiras voltou a apresentar os graves problemas nas finalizações. A entrada de Valdivia, que começa a ganhar ritmo de jogo, melhorou consideravelmente o setor de criação, mas a falta de um centroavante pesou e a vitória poderia ter sido mais elástica se não fossem as chances desperdiçadas.

Apesar de não ter feito a tão comentada dancinha, Adriano Michael Jackson abriu o placar ainda no primeiro tempo. No primeiro minuto do segundo tempo, Kleber ampliou. Com a vantagem, o Palmeiras parou de jogar. E quando a vaga parecia certa, Rafael cabeceou e “classificou” o Comercial para jogar no Pacaembu na semana que vem!

Apagão e decepção em Teresina…

Com um time recheado de reservas, o técnico Luiz Felipe Scolari mostrou logo na escalação que o Comercial não assustava o Verdão. Na primeira etapa, a expectativa se confirmou e só um time jogou no Albertão.

Como era esperado, o time do Comercial jogava fechado, e esperava o Verdão em seu campo de defesa. Os contra-ataques eram a principal arma da equipe piauiense para tentar surpreender – sem sucesso. Com amplo domínio do jogo, as chances do Verdão não demoraram a aparecer. Dois minutos depois de Mauricio Ramos despediçar uma ótima chance de abrir o placar, Valdivia levantou a bola na área em cobrança de falta, e Kleber, de cabeça, mandou na trave.

Se o Palmeiras não fazia uma grande partida, ao menos não era ameaçado pelo Comercial. A entrada de Valdivia melhorou muito o setor de criação da equipe, que chegava constantemente ao gol adversário e criava lances de perigo. A falta de um centroavante – a maior carência do time -, no entanto, voltou a aparecer e o Palmeiras tinha dificuldade em mandar a bola para a rede.

Até que aos 30 minutos de jogo, Adriano Michael Jackson desencantou! Após bola roubada por Cicinho, Valdivia cruzou com perfeição para Adriano. De cabeça, o atacante tirou do goleiro e abriu o placar. A tão esperada dancinha de Michael Jackson, no entanto, ficou para uma outra oportunidade, já que ele praticamente não comemorou.

Com a bronca que o time deve ter levado de Felipão no intervalo pelos erros de finalização, o Verdão voltou em ritmo eletrizante. E no primeiro minuto da segunda etapa, Kleber deu a vantagem necessária para não ter de jogar em São Paulo. Em cobrança de lateral, o atacante recebeu cercado por vários jogadores do Comercial, girou e bateu firme, no cantinho… Belo gol e o 2 a 0 no placar!

O gol não desanimou o time, que continou atacando e – principalmente – abusando dos erros nas finalizações. Aos 15 minutos, no entanto, um susto na torcida e no goleiro Bruno anunciou o que vinha pela frente. Em jogada de Isael, Barata apareceu em boas condições de chute mas pegou muito mal na bola, longe do gol. Uma amostra da falta de qualidade do time piauiense.

E a vantagem logo no primeiro minuto acomodou o time do Palmeiras, o que viria a ser um grande erro. Tiaguinho, livre, cabeceou para fora e assustou de novo. Aos 30 minutos, o prenúncio se confirmou! Barata cobrou o cruzamento da direita e Rafael subiu mais que Maurício Ramos para cabecear no ângulo, sem chances para Bruno. Festa no Piauí!

Aos 42, o volante Chico (que haia substituído Valdivia quando a classificação ainda estava garantida) chutou forte e o goleiro Neto defendeu, garantindo o placar. Enquanto o Comercial comemorava a derrota como se fosse um título, uma vitória nunca foi tão lamentada pelo Palmeiras…

Na sequência da Copa do Brasil, o Palmeiras recebe o Comercial na próxima quarta-feira. Pelo Paulistão, o Verdão mal respira da viagem de volta e já faz clássico contra o São Paulo, ainda neste domingo.

FICHA TÉCNICA:
COMERCIAL 1 X 2 PALMEIRAS

Estádio: Albertão, Teresina (PI)
Data/hora: 23/2/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: José de Caldas Souza (DF)
Auxiliares: Thiago G. Brigido e Arnaldo de Souza (ambos do CE)
Renda e público: R$ 250.190,00 / 13.482
Cartões amarelos: Binha, Isael, Alisson, Crislan, Tiaguinho (COM); Mauricio Ramos, Valdivia (PAL)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Adriano, 30’/1°T (0-1); Kleber, 1’/2°T (0-2); Rafael, 29’/2°T (1-2)

COMERCIAL: Neto, Barata, Alisson, Rafael e Tiaguinho; Ivanzinho, Binha (Puxinha, 21’/2°T), Evandro e Isael (Bezerra, 44’/2°T); Tony e Zé Rodrigues (Crislan, 29’/2°T). Técnico: Anibal Lemos

PALMEIRAS: Bruno, Cicinho (Tinga, 33’/2°T), Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva; Márcio Araújo, João Vitor, Patrik e Valdivia (Chico, 19’/2°T); Adriano (Miguel, 39’/2°T) e Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

fevereiro 24, 2011 Posted by | Palmeiras | | Deixe um comentário

Atlético-MG não consegue classificação em estreia na Copa BR

Em partida polêmica, Galo consegue mais uma virada nesta temporda

Um encontro inédito: o confronto da noite desta quarta-feira entre Atlético-MG e IAPE-MA foi o primeiro da História do futebol brasileiro. Apesar da enorme disparidade em relação aos nomes que compõe as equipes, o jogo foi bastante equilibrado. A quarta virada atleticana na temporada, desta vez por 3 a 2, aconteceu no Estádio Nhozinho Santos, em São Luis. Porém, o Galo não conseguiu vencer por dois gols de diferença, o que ocasiona o confronto de volta na próxima quarta-feira na Arena do Jacaré.

PRIMEIRO TEMPO

Com um início bastante disputado no meio-campo, o IAPE-MA demonstrou disposição nos primeiros minutos e a chance mais clara de gol foi da equipe maranhense, que chegou ao gol de Renan Ribeiro com enorme perigo.

Apesar da empolgação do time de Pereirinha, quem abriu o placar foi o Atlético Mineiro. Em uma excelente jogada de Magno Alves, aos seis minutos de partida, o atacante encontrou Renan Oliveira muito bem colocado. O meia atleticano ficou de frente para o gol, defendido por Flauberth, e finalizou, deslocando do goleiro, para o fundo das redes adversárias.

Depois de sofrer o gol da equipe alvinegra, o IAPE-MA diminuiu o ritmo, que apresentara no início da partida. Entretanto, manteve a boa marcação, impedindo que o Galo chegasse a sua meta.

Após um cruzamento na área do Galo, aos 14 minutos, Renan Ribeiro tentou segurar firme. Contudo, o arqueiro atleticano não conseguiu agarrar a bola e ela acabou sobrando para o Vanvan, centroavante do time adversário, que finalizou tranquilamente para o fundo do gol. Os atleticanos reclamaram de falta do jogador da equipe maranhense, mas não foram atendidos pelo árbitro.

Muito bem em campo, o centroavante do IAPE-MA, Vanvan, continuou infernizando a defesa atleticana.Com 19 minutos de jogo, ele driblou o zagueiro Werley e finalizou no canto de Renan Ribeiro. Porém, a bola bateu na trave esquerda do goleiro e foi recuperada pela zaga em seguida.

Sem muita criatividade após o gol de empate, o Alvinegro tentou organizar jogadas e chegar à meta adversária. Todavia, o Galo não conseguia oferecer perigo até os 25 minutos, quando o atacante Magno Alves finalizou de fora da área e obrigou o goleiro Flauberth a realizar uma difícil defesa.

O Galo continuou lutando para chegar ao gol adversário, mas sem êxito. Aos 32 minutos de partida, após um escanteio cobrado pelo lado direito do ataque, a bola sobrou para Diego Tardelli que, de primeira, finalizou forte, porém a bola acabou saindo.

Em uma jogada extremamente confusa, em que árbitro e assistente não sabiam se marcariam impedimento ou não, o centroavante Vanvan conseguiu assinalar seu segundo tento na partida e virar o jogo para o IAPE-MA aos 38 minutos de partida.

Após a confusão, o time preto e branco ficou nervoso em campo e não conseguiu se encontrar. No último minuto do período regulamentar, o IAPE-MA chegou com perigo ao gol do Galo. Depois de um cruzamento na pequena área, Vanvan cabeceou por cima da meta de Renan Ribeiro.

Os atleticanos sairam de campo reclamando bastante do árbitro do confronto.

SEGUNDO TEMPO

O Atlético começou fulminante na etapa complementar. Logo na primeira jogada da partida, o armador Ricardinho deu uma belíssima assistência para o atacante Diego Tardelli finalizar rasteiro para o gol de Flauberth e igualar o duelo novamente.

Enquanto atacava com toda a força, o Galo não conseguia marcar gol e ainda deixava a retaguarda desguarnecida. Contudo, apesar de chegar com perigo, o IAPE-MA não conseguiu marcar mais seu terceiro gol.

Sem conseguir chegar ao gol adversário e virar a partida, o técnico Dorival Júnior decidiu apostar em Neto Berola. O atacante entrou no lugar de Renan Oliveira e deu mais movimentação ao setor ofensivo atleticano.

Em ótima jogada pelo lado esquerdo, aos 15 minutos, entre Leandro e Magno Alves, o atacante deixou o lateral na cara do gol, que finalizou forte e obrigou o goleiro adversário a fazer belíssima defesa.

O Galo continuou ameaçando a defesa adversária. Após um escanteio, a bola sobrou para Diego Tardelli, que finalizou forte e obrigou Flauberth a realizar mais uma difícil intervenção aos 20 minutos. Na jogada seguinte, Ricardo Bueno marcou um gol, mas estava em posição irregular.

Dorival Júnior decidiu apostar em uma formação com quatro atacantes, já que sua equipe não conseguia finalizar a partida. Logo após a modificação do treinador, Diego Tardelli passou a bola para Ricardo Bueno, que finalizou de fora da área e acabou marcando o gol da virada alvinegra aos 31 minutos da segunda etapa.

Em mais uma ótima jogada, aos 36 minutos, Vanvan fintou Jackson, chegou à linha de fundo e tentou colocar por cima de Renan Ribeiro. Contudo, o jogador acabou finalizando para fora.

Incansável na busca por mais um gol, o Atlético-MG chegou ao gol de Flauberth com Neto Berola. Após um belo drible no zagueiro adversário, o atacante tentou acertar o cantinho do goleiro, aos 43 minutos, mas o arqueiro acabou espalmando a bola para escanteio.

Com o resultado obtido em São Luis, o Galo terá que jogar mais uma partida contra o IAPE na próxima quarta-feira na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

FICHA TÉCNICA:
IAPE-MA 2 x 3 ATLÉTICO-MG

Estádio: Nhozinho Santos, São Luis (MA)
Data/hora: 23/2/2011 / 22h
Árbitro: Andrey Silva (PA)
Auxiliares: José Costa (PI) e Francisco Gaspar (PI)
Renda/público:

Gols: Atlético-MG: Renan Oliveira (6′ do 1ºT), Diego Tardelli (1′ do 2ºT), Ricardo Bueno (31′ do 2ºT)
IAPE-MA: Vanvan (14′ do 1ºT e 38′ do 1ºT)

Cartões amarelos: Atlético-MG: Zé Luis (36′ do 1ºT), Ricardinho (9′ do 2ºT), Jackson (29′ do 2ºT)
IAPE-MA: Hans Muller (23′ do 2ºT) e Aldinho (37′ do 2ºT)
Cartões vermelhos:

IAPE-MA: Flauberth, Daniel, Carlinhos e Hans Muller; Arcinho, Pires (Aldinho – 28′ do 2ºT), Curuca, Válbson (Hiltinho – 27′ do 2ºT) e Bruno Paiva (Tica – intervalo); Vanvan e Robson. Técnico: Paulo Cabrera

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro, Jackson, Werley, Réver e Leandro; Zé Luis, Serginho, Ricardinho (Wesley – 29′ do 2ºT) e Renan Oliveira (Neto Berola – 11′ do 2ºT); Magno Alves (Ricardo Bueno – 19′ do 2ºT) e Diego Tardelli. Técnico: Dorival Júnior.

fevereiro 24, 2011 Posted by | Atlético-MG | | Deixe um comentário

Botafogo dá vexame e perde para o River Plate-SE

Glorioso estreia com derrota na Copa do Brasil

Nem o mais otimista torcedor do River Plate-SE acreditava em uma vitória de seu time contra o Botafogo nesta quarta-feira, em Aracaju. Como há coisas que só acontecem com o Botafogo, o Alvinegro conseguiu perder para a humilde equipe sergipana, em um jogo que teve uma fraca atuação, decepcionando os torcedores que lotaram o estádio para ver Loco Abreu e cia.

Botafogo começa com três volantes

Apesar de dar indícios de que começaria com o apoiador Everton, o técnico Joel Santana, manteve a formação que iniciou no último jogo do Alvinegro pelo Campeionato Estadual, contra o Flamengo. A única mudança foi a entrada de Bruno, que estava suspenso no último confronto, no lugar de Arévalo Ríos, lesionado na coxa esquerda. Além disso, Herrera passou a ser o capitão da equipe no lugar de Loco Abreu. E o Botafogo começou bem. O argentino Herrera cruzou para Loco Abreu, que chegou atrasado para finalização. Logo depois, foi a vez de Alessandro alçar a bola para o uruguaio, que com categoria, dominou no peito e mandou uma bomba de pé esquerdo. No entanto, a bola foi em cima do goleiro Max, que fez boa defesa.

O Glorioso passou a tocar a bola no meio, mas sem muita objetividade. Somália e Bruno tentavam ajudar o ataque, já que Renato Cajá estava sumido do jogo. Herrera mostrava a pegada de sempre, mas errava quase todas as jogadas. De bom, o atacante Loco Abreu, que buscava fazer tabelas e se movimentava o tempo inteiro. Aos 31 minutos, El Loco deixou Bruno cara a cara com o goleiro, mas o juiz Marielson Alves, assinalou impedimento equivocadamente. O camisa 13 do Fogão ainda deixou Somália em boa posição pela direita, mas o curinga de Joel Santana errou o cruzamento. O River Plate-SE permaneceu durante toda a primeira etapa fechadinho, abdicando dos contra-ataques e parecia estar conseguindo o que queria: o empate em 0 a 0.

Atuação desastrosa e derrota histórica

No segundo tempo, Joel Santana tratou de colocar seu time mais à frente. Everton entrou no lugar de um discreto Marcio Azevedo. Todavia, foi a equipe sergipana que quase marcou. Bibi teve grande chance, cara a cara com Jefferson, que salvou o Bota. Um pouco depois, Márcio Rosário quase entregou o ouro para o ataque do River, mas acabou se recuperando no mesmo lance, evitando pior. O Botafogo parecia não se encontrar na partida. Muito por conta da atuação apática de Renato Cajá, que não manteve as boas atuações de outrora. Na frente, Herrera continuou tentando, mas prosseguia errando, além de estar excessivamente nervoso. Mesmo com o cartão amarelo, o argentino reclamava muito com a arbitragem, que não o expulsou porque não quis, talvez por ser o capitão do time.

Aos 20 minutos, Caio entraria no lugar do inoperante Cajá. O Talismã deu mais velocidade ao seu time que ficava com três atacantes. Contudo, o Alvinegro seguiu errando passes e dependia do esforço de jogadores mais limitados, como o volante Somália, que não conseguia acertar, apesar de ser um dos mais empenhados. Pelo outro lado, o River chegou duas vezes. O atacante Fábio Júnior, que tinha acabado de entrar acertou bom chute, de fora da área, que assustou o goleiro Jefferson. Logo após, foi a vez de Bibi, arriscar de perna esquerda. Entretanto, essa não levou tanto perigo e saiu à direita do gol alvinegro.

Desorganizado, o Botafogo passou a tentar outras alternativas. Alessandro arriscou de fora da área, mas muito mal. Everton errou enfiada de bola para Caio. A torcida sergipana vendo o atuação ruim do Botafogo, começou a gritar olé. E quando parecia que o cenário era ruim… Ele piorou. Bebeto Oliveira recebeu cruzamento da esquerda de Pedrinho e com categoria, bateu de perna direita, no contrapé de Jefferson. Incrivelmente, o torcedor que foi ao Batistão para ver Loco Abreu, acabou vendo Bebeto Oliveira.

– Entrei determinado e sabia que se tivesse uma oportunidade nao iria desperdiçar. A equipe está de parabéns. Temos que respeitar o Botafogo, mas vamos para o Rio com a vantagem – vibrou o autor do gol da partida, Bebeto Oliveira.

O River comemora a maior vitória de sua história enquanto o Glorioso contabiliza mais um vexame.

FICHA TÉCNICA:

RIVER PLATE (SE) 1 X 0 BOTAFOGO

Estádio: Batistão, em Aracaju (SE)
Data/hora: 23/2/2005 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Auxiliares: Luiz Carlos Silva Teixeira (BA) e Adson Márcio Lopes Leal (BA)
Cartões Amarelos: Somália, Antônio Carlos, Herrera, Márcio Rosário (BOT); Bibi, Bruno Ramos (RIV)
Cartões Vermelhos: Não houve.
Gols: Bebeto Oliveira (41’/2°T)

RIVER PLATE (SE): Max, Bebeto, Váldson e Walace; Glauber, Bruno Ramos, Eder (Fábio Júnior), Fernando Pilar (Lucas) e Pedrinho; Bebeto Oliveira e Bibi (Claudinei). Técnico: Ailton Silva.

BOTAFOGO: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Marcio Azevedo (Everton/Intervalo); Rodrigo Mancha, Somália, Bruno e Renato Cajá (Caio 20’/1°T); Herrera e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana.

fevereiro 24, 2011 Posted by | Botafogo | | Deixe um comentário