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Fulminante! São Paulo dá show de bola e goleia o Bragantino

Setor ofensivo funciona bem e atacantes garantem a vitória são-paulina sobre o Bragantino, no Morumbi, por 4 a 0

A volta de Lucas ao time do São Paulo no Paulistão, a possibilidade do centésimo gol de Rogério Ceni e a boa chance de colar ainda mais no líder do Paulistão. Quem foi ao Morumbi, neste sábado, esperando assistir a uma dessas possibilidades, viu quase todas e um jogo ainda melhor. Apesar de Rogério não ter alcançado a marca histórica, o São Paulo jogou em ritmo eletrizante, empolgou a torcida e goleou o Bragantino, por 4 a 0.

Com boas trocas de passes e muita movimentação do Tricolor, Miranda e Fernandinho mataram o jogo com dois gols marcados ainda no primeiro tempo. Dagoberto, que também fez ótima partida e infernizou a perdida zaga do Bragantino, foi um dos destaques do jogo e por pouco não marcou o seu.

O garoto Lucas, que também já havia criado boas chances, marcou o terceiro. Willian José, logo na estreia pelo São Paulo, chutou no ângulo e fechou a conta da equipe, que não sentiu falta nenhuma de Rivaldo. Entrosamento, rapidez, show e goleada Tricolor!

Só deu São Paulo!

No primeiro tempo, parecia que só o São Paulo havia entrado em campo. Em ritmo eletrizante e tentando matar o jogo logo no começo, o Tricolor envolvia completamente o time do Bragantino. E logo aos três minutos de jogo, uma falta perto da área agitou a torcida, em contagem regressiva pelo centésimo gol de Rogério Ceni.

A cobrança do goleiro passou por cima, mas o primeiro tento são-paulino, aos 19 minutos, também surgiria de uma cobrança de falta. Após cruzamento de Dagoberto, Miranda subiu mais que a defesa do Bragantino e mandou para o fundo do gol, de cabeça.

Ainda no aquecimento, sem nem mesmo entrar no gramado, o goleiro Gilvan torceu o tornozelo e foi Rafael Defendi quem entrou na meta do Bragantino. Sem culpa no primeiro gol, o goleiro reserva do Braga foi de vilão a herói em dois minutos. Após derrubar Fernandinho na área, o pênalti foi marcado e Rogério Ceni foi para a cobrança. Gol número 99, certo? Errado! Rogério bateu mal, o goleirão Rafael caiu bem para conseguir a defesa e a redenção.

Apesar disso, o São Paulo ainda tinha muita facilidade em chegar ao gol, e a vantagem simples seria pouco pelo domínio. E aos 43 minutos, depois de uma linda tabela entre Dagoberto e Fernandinho que começou ainda no meio de campo, o camisa 12 ficou cara a cara com Rafael e bateu forte, na saída do goleiro. Dois a zero e o jogo na mão!

Na segunda etapa, o panorama do jogo seguiu o mesmo e o domínio são-paulino era tanto que o Bragantino pouco assustava. De volta ao time depois de sagrar-se campeão Sul-Americano com a Seleção Brasileira Sub-20, só faltava um gol de Lucas para a festa ficar completa.

Demorou, mas saiu. Aos 18 do segundo tempo, Fernandinho invadiu a área pela esquerda e cruzou. Livre, de cara para o gol, o garoto só teve o trabalho de empurrar para a rede e sair para comemorar o terceiro.

Muito aplaudido, Fernandinho deixou o gramado na metade da segundo etapa, para a entrada do garoto Willian José, que fez sua estreia com a camisa são-paulina. E que estrela tem o garoto! No segundo lance em que pegou na bola, aos 31, chutou forte, de longe e acertou o ângulo! Um golaço!

E se a torcida não pôde comemorar o centésimo gol de Rogério, nem mais uma atuação de gala de Rivaldo, viu o São Paulo jogar entrosado e com rapidez, como há tempos não fazia. O Tricolor impôs seu ritmo do começo ao fim e deu um show de bola no Morumbi!

Ainda pelo Paulistão, o São Paulo volta a campo às 16h do próximo domingo, quando faz clássico contra o Palmeiras, no Morumbi. No mesmo dia, o Bragantino enfrenta a Portuguesa, às 18h30, no Canindé.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 4 X 0 BRAGANTINO

Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/hora: 19/2/2011 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Marcio Henrique de Gois
Auxiliares: Caio Mesquita de Almeida e Vitor Carmona Metestaine
Renda e público: R$ 350.346,13 / 13.830 pag.
Cartões amarelos: Miranda, Ilsinho (SPO); Marcos Aurélio, Everaldo, Carlinhos, Rafael Defendi, Paulo Roberto (BRA)
Cartões vermelhos: Não houve
GOLS: Miranda, 19’/1°T (1-0); Fernandinho, 43’/1°T (2-0); Lucas, 18’/2°T (3-0); Willian José, 31’/2°T (4-0)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Rhdolfo, Alex Silva e Miranda; Jean (Ilsinho, 32’/2°T), Carlinhos Paraíba, Casemiro, Lucas (Marlos, 30’/2°T) e Juan; Dagoberto e Fernandinho (Willian José, 25’/2°T). Técnico: Paulo César Carpegiani.

BRAGANTINO: Rafael Defendi, Carlinhos, Marcos Aurélio e Everaldo; Nego (Dieguinho, 25’/2°T), Éder, Luciano Sorriso (Leandro Piton, 9’/2°T), Paulo Roberto e Julio Cesar; Finazzi e João Sales (Wellington, 9’/2°T). Técnico: Marcelo Veiga.

fevereiro 19, 2011 Posted by | São Paulo | | Deixe um comentário

Boavista vence Fluminense nos pênaltis e vai à final

Thiago defende duas cobranças e vira o herói da classificação histórica da equipe de Saquarema para a decisão da Taça GB

A zebra de Saquarema atacou de novo. Após segurar o empate em 2 a 2 no tempo regulamentar, o Boavista venceu o Fluminense na disputa de pênaltis, neste sábado, no Engenhão, e garantiu a classificação para a final da Taça Guanabara.

O goleiro Thiago acabou sendo o herói da noite. Com defesas importantes no tempo normal, o camisa 1 segurou duas cobranças – de Conca e Rodriguinho – e colocou o Alviverde pela primeira vez na final da competição.

Marquinho e Fred (que deixou o campo no intervalo com dores na panturrilha) marcaram para o Flu na etapa regular. Mas Tony e André Luís igualaram o placar para o azarão da noite, que aguarda a confronto entre Flamengo e Botafogo no Engenhão para conhecer o adversário deste domingo, na grande final.

Já o Fluminense volta suas atenções para a Libertadores, pela qual enfrenta o Nacional (URU), quarta-feira, no Engenhão.

FLU ABRE VANTAGEM NAS BOLAS PARADAS

A tônica do jogo era lógica. O Fluminense, com jogadores de mais qualidade e favorito no confronto, tentando furar o bloqueio da surpresa das semifinais, o Boavista. Para o Tricolor, um gol no início seria crucial. E foi exatamente o que aconteceu. Aos oito minutos, falta na intermediária; Marquinho, que deixou o “figurão” Souza no banco de reservas, cobrou com extrema categoria, no ângulo do goleiro Thiago.

Um pouco na sorte, um pouco no mérito, o Flu abria vantagem e poderia, então, conduzir a partida com maior facilidade. Mas, dois minutos depois, o placar estaria igualado novamente. Em falta de longe, mas frontal, o lateral-esquerdo Paulo Rodrigues rolou para Tony, que soltou um petardo. Berna pulou, mas nada achou.

A partir daí, o Flu voltou a apresentar seus defeitos. As jogadas de linha de fundo, ponto forte do time, foram praticamente anuladas pela defesa adversária, que colocou todos os jogadores atrás e explorou bem os contra-ataques. O volante Diguinho, o principal nome da primeira etapa, acabou sobrecarregado; atrás, era responsável pelos principais desarmes. Na frente, com os meias e atacantes bem marcados, acabou encarregado da armação.

O ritmo forte continuou. Até que, no fim do primeiro tempo, o Tricolor encontrou o segundo gol. Em bola levantada por Conca, Rafael Moura ajeitou para Fred. O camisa 9 ficou livre, e não teve trabalho para assinalar de cabeça seu nono gol no campeonato.

BOAVISTA EMPATA E JOGO VAI PARA OS PÊNALTIS

O Tricolor voltou do intervalo com uma baixa. Fred, que desde a primeira etapa vinha sentindo dores na panturrilha, ficou no vestiário. Em seu lugar, entrou Souza. E tinha mais castigo. Logo aos 10 minutos, numa confusão da defesa, o Boavista chegou ao empate, com André Luís.

Assim, o Fluminense recolocou-se à frente. Os dois alas se apresentaram mais, muito pelo apoio de dois meias (Souza e Marquinho). Mas os cruzamentos eram facilmente interceptados pela defesa alviverde. Conca, pouco inspirado, mal fazia a ligação com Rafael Moura. Percebendo a dificuldade, Muricy fez outra mudança: colocou Rodriguinho no lugar de Marquinho.

Os minutos finais foram de puro abafa do Flu. No desespero, Rafael Moura, por duas vezes, quase fez o gol da vitória, mas o goleiro Thiago e a defesa do Boavista seguraram o empate.

A equipe de Saquarema ainda reclamou de um pênalti de Gum em Max, no fim do jogo, que acabou mesmo indo para os pênaltis.

CONCA PERDE COBRANÇA E BOAVISTA VAI À FINAL

Jogadores do Boavista comemoram vitória nos pênaltis (Foto: Gilvan de Souza)

Na disputa de pênaltis sobrou frieza para a equipe de Saquarema. Paulo Rodrigues, Tony, Frontini, Edu Pina fizeram sua parte. Já o Fluminense, acabou castigado pelo maior craque.

Herói do título brasileiro, Conca, depois de um jogo apagado, cobrou mal, no meio do gol. Thiago ficou parado e fez a defesa. Rafael Moura e Souza fizeram os seus. Mas Rodriguinho, na quarta cobrança, também parou em Thiago, que colocou o Boavista pela primeira vez na final da Taça Guanabara.

FLUMINENSE 2 (2) X (4) 2 BOAVISTA

Data: Sábado, 19/2/2011, às 17h (Brasília)
Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo Figueiredo H. Correa

Público/renda: 14.337 pagantes / R$ 398.990,00
Cartões Amarelos: Carlinhos, Souza, Rodriguinho (FLU); André Luís, Santiago, Gustavo, Edu Pina (BOA)

GOLS: Marquinho, aos 8’/ 1ºT, Fred, aos 38’/1ºT (FLU); Tony, aos 11’/ 1ºT, André Luís, aos 10’/ 2ºT (BOA)

Pênaltis: Rafael Moura e Souza (FLU); Paulo Rodrigues, Tony, Frontini e Edu Pina (BOA)

FLUMINENSE: Ricardo Berna; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Marquinho (Rodriguinho, aos 27’º? 2ºT) e Conca; Fred (Souza, intervalo) e Rafael Moura. Técnico: Muricy Ramalho.

BOAVISTA: Thiago, Bruno Costa (Erick Flores, aos 13’/2ºT), Gustavo, Santiago e Paulo Rodrigues; Julio Cesar, Edu Piña, Leandro Chaves (Fábio Fidélis, aos 42’/2ºT)e Tony;André Luís (Max, aos 25’/ 2ºT) e Frontini. Técnico: Alfredo Sampaio.

fevereiro 19, 2011 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Embalado, Cruzeiro passa pelo Ipatinga: 2 a 0

Raposa domina o jogo do começo ao fim, vence o Tigre sem grandes dificuldades e cola na liderança

Embalado pela vitória sobre o Estudiantes na Libertadores, o Cruzeiro bateu o Ipatinga por 2 a 0, neste sábado, na Arena do Jacaré. Mesmo jogando com uma equipe mista, a Raposa foi superior durante toda a partida e não encontrou muitas dificuldades para passar pelo Tigre.

Com público pequeno na Arena, o Cruzeiro viu o goleiro Raniere ser o grande destaque do primeiro tempo, salvando o Ipatinga em diversas oportunidades. Na segunda etapa, no entanto, Cuca colocou o time para frente com as entradas de Wallyson e Farías, e o resultado apareceu. Thiago Ribeiro, aos seis minutos da etapa complementar, e Wallyson, aos nove, fizeram os gols da vitória celeste.

A vitória leva o Cruzeiro aos nove pontos, no segundo lugar da classificação, ao lado do rival Atlético-MG, que leva vantagem nos critérios de desempate. Amanhã, no complemento da rodada, o Cruzeiro poderá ser ultrapassado pelo América-MG, que encara o Funorte, e pelo Guarani, que tem duelo contra o Galo.

Já o Ipatinga continua na lanterna do Mineiro, com apenas um ponto marcado em quatro rodadas. A equipe, que já na próxima rodada deverá ter a estreia de seu novo técnico, o ex-atacante Guilherme, marcou apenas dois gols na competição, enquanto sofreu 12.

O próximo compromisso da Raposa é pela Copa Libertadores, contra o Guarani (PAR), na terça-feira, também na Arena do Jacaré. O Ipatinga receberá o Democrata-GV na próxima rodada do Mineiro. Confira como foi o jogo.

Fábio assistiu e Raniere trabalhou

A primeira parte do jogo foi totalmente dominada pelo Cruzeiro que, no entanto, não conseguiu transformar sua superioridade em gols. Com uma formação muito cautelosa, o Ipatinga pouco produziu em termos ofensivos, já que Alessandro, o único atacante da equipe, ficava isolado no campo de ataque.

A primeira defesa do goleiro Fábio foi aos 42 minutos, após falta cobrada por Luizinho, que o arqueiro celeste encaixou sem problemas. Do outro lado, Raniere foi a principal figura da primeira etapa, trabalhando bem em todas as vezes que foi exigido.

A primeira oportunidade da Raposa foi logo aos dois minutos de jogo. Depois de boa troca de passes no campo ofensivo, Wellington Paulista achou Thiago Ribeiro dentro da área, que chutou fraco, para a defesa de Raniere. Aos cinco, foi a fez de Marquinhos Paraná disparar chute de longe, que o goleiro segurou firme.

O Cruzeiro seguiu pressionando e criou novas chances de gol. Em investida ofensiva do zagueiro Naldo, a bola chegou até Paulista, que fez o pivô e tocou de calcanhar para Dudu, que chutou colocado, e viu Raniere fazer bela defesa, colocando pela linha de fundo. Aos 13, Everton cobrou falta na área, Wellington Paulista desviou de cabeça e mais uma vez o goleiro defendeu firme.

Quatro minutos depois, Thiago Ribeiro apareceu com perigo pela direita e levantou na área. Diego Renan apareceu de surpresa e tocou de cabeça, mas Raniere fez outra boa defesa. Aos 22, Everton fez boa tabela pela direita com Leandro Guerreiro, que invadiu a área e chutou forte, mas Raniere espalmou.

Só dava Raposa. Aos 25 minutos, belo lançamento de Everton na área para Marquinhos Paraná, que escorou de cabeça para o meio. Wellington Paulista tentou alcançar a bola, mas Marcelinho apareceu primeiro para cortar na hora certa.

Nos minutos finais do primeiro tempo o Cruzeiro diminuiu o ritmo, sentindo o calor. A equipe do Ipatinga esbouçou uma pressão, mas não teve qualidade para penetrar na defesa celeste. Saindo para o intervalo, o atacante Wellington Paulista fez um diagnóstico da etapa inicial.

– Nós precisamos nos movimentar um pouco mais. Está calor e nós estamos tentando trabalhar a bola o mais rápido possível, mas eles estão marcando forte. Vamos ver se no segundo tempo nós conseguimos fazer um gol para sair com a vitória – disse o atacante.

Mudanças e gols

Na volta do intervalo, os dois times efetuaram mudanças. No Ipatinga, Wanderson saiu para a entrada de seu xará, Wanderson Duarte. Já no Cruzeiro, o técnico Cuca colocou Wallyson e Ernesto Farías, nos lugares de Everton e Wellington Paulista, lançando a equipe ao ataque.

O resultado foi imediato, pois logo aos dois minutos a Raposa chegou com perigo. Após cobrança de escanteio, Leandro Guerreiro recebeu passe de Edcarlos na entrada da área e chutou colocado, mas Ranieri espalmou com estilo pela linha de fundo. Na sequência, Wallyson invadiu a área em jogada individual e cruzou rasteiro. Edcarlos finalizou fraco e a defesa cortou.

A pressão celeste não parou. Thiago Ribeiro arriscou chute de fora da área no cantinho e mais uma vez o goleiro do Ipatinga apareceu para defender. No minuto seguinte, Diego Renan foi lançado nas costas da defesa, invadiu a área e chutou forte, para nova defesa de Raniere.

De tanto insistir, o gol celeste saiu. Aos seis minutos, Thiago Ribeiro fez jogada individual pela ponta esquerda, abriu espaço para o meio, cortou a marcação de Luizinho e soltou o pé. Raniere se esticou todo, mas não conseguiu fazer a defesa e viu a bola morrer no fundo da rede.

Três minutos depois, Marquinhos Paraná viu Wallyson livre dentro da área e lançou com categoria. O atacante dominou limpando a marcação e finalizou de perna esquerda, com firmeza, vencendo o goleiro Raniere: 2 a 0.

Aos 18 minutos, o atacante Farías, que estreava na temporada 2011, balançou as redes. Em lance parecido com o do primeiro gol, Thiago Ribeiro cortou a marcação na intermediária, chutou rasteiro e o argentino escorou para o gol, mas em posição irregular. O árbitro prontamente invalidou o tento.

Depois do segundo gol celeste, o ritmo da partida diminuiu drasticamente. O Cruzeiro passou a administrar o resultado, explorando os contragolpes e deixando o Tigre trabalhar a bola mais à vontade. A equipe do Vale do Aço, no entanto, continuou sem levar perigo ao goleiro Fábio, que continuou sendo um espectador privilegiado da partida.

Cruzeiro 2 x 0 Ipatinga

Estádio: Arena do Jacaré, Sete Lagoas

Público/Renda: 1.664 pagantes / R$ 25.108,13

Data/Hora: 19/02/2011 / 17h (de Brasília)

Árbitro: Joel Tolentino Damata Júnior

Auxiliares: Marcus Vinícius Gomes e Flamiron Sócrates da Silva

Cartões amarelos: Edcarlos, Dudu, Naldo (CRU); Leanderson, Leandro Brasília (IPA)

Gols: Thiago Ribeiro (6’/2ºT) e Wallyson (9’/2ºT)

Cruzeiro: Fábio; Pablo, Naldo, Edcarlos e Diego Renan; Leandro Guerreiro, Marquinhos Paraná, Everton (Wallyson, intervalo) e Dudu (Pedro Ken, 36’/2ºT); Thiago Ribeiro e Wellington Paulista (Fárias, intervalo)

Técnico: Cuca

Ipatinga: Raniere; Luizinho (Léo Medeiros, 21’/2ºT), Marcelinho, Max e Marinho Donizete (Chiquinho, 32’/2ºT); Leanderson, Leandro Brasília, Eron, Rodrigo Antônio e Wanderson (Wanderson Duarte, intervalo); Alessandro

Técnico: Wasterdeyle Lima

fevereiro 19, 2011 Posted by | Cruzeiro | , | Deixe um comentário

Inter B perde nos pênaltis e está fora do Gauchão

Time empata em 1 a 1 com o Cruzeiro e desperdiça a vaga nas cobranças

Com dificuldades e um futebol raso, o Inter B empatou em 1 a 1 no tempo normal com o Cruzeiro no Beira-Rio e perdeu do time Estrelado nos pênaltis. Nas cobranças, o Inter desperdiçou duas cobranças e está fora do Gauchão. Agora, o Cruzeiro espera o advesário da semifinal, que pode ser o Grêmio, se o Tricolor passar do Ypiranga neste domingo.

Em uma tarde quente em Porto Alegre, parece que o Inter B foi acometido pela moleza que a temperatura acima dos 30°C sempre traz. O jogo iniciou lento, com muito toque de bola, mas sem jogadas de ataque agudas por parte dos garotos colorados. Com o maior domínio da bola, evidentemente que o Inter não correu riscos durante a primeira etapa.

Mesmo com as duas semanas de inatividade, o destaque do time suplente colorado continua o mesmo: Ricardo Goulart. Ainda que ele não tenha conseguido o gol, foi ele que criou as melhores jogadas e mais se movimentou na linha de três meias ofensivos colorados.

Só que o meia também não estava em tarde inspirada, e perdeu chance de abrir o placar aos 18 minutos. Em lançamento de Juliano da intermediária, Goulart não alcançou e a chance saiu quicando pela linha de fundo. Na melhor chance do Inter no jogo, foi do camisa 11 o passe: Marquinhos recebeu cara a cara com o goleiro, mas ao tentar encobrir o goleiro Fabio perdeu a chance de dar alguma emoção no jogo.

Até os 33 minutos do segundo tempo, Agenor poderia ter tirado uma soneca dentro da grande área, se ali houvesse um ar-condicionado que o livrasse do calor. Só trabalhou quando Jô partiu para cima de Kleber, e adiantou demais a bola. O camisa 1 colorado saiu para recolher a bola.

Parece que ao ir para o intervalo, ambas equipes perceberam que o jogo valia vaga na semifinal da Taça Piratini do Gauchão. O Cruzeiro voltou do vestiário com uma postura mais ofensiva, tentando surpreender o Inter. Mas faltava qualidade, como por exemplo faltou a Faísca quando ele chegou à linha de fundo e errou o cruzamento. Com a postura mais a frente, o Cruzeiro deu espaços. E na primeira chegada do Inter, o destaque colorado abriu o placar. Aos oito, em contra-ataque rápido, Elton deu grande lançamento para Ricardo Goulart. O meia, cara a cara com Fabio, não perdoou: 1 a 0 Inter.

Só que o gol não mudou a postura do Cruzeiro. A procura pelo gol de empate agora parecia como o prato de comida do Cruzeiro, e o jogo ganhou em emoção. Sufocando o Inter, o Estrelado não abriu o placar por um detalhe: Agenor. O goleiro, que assistira à primeira etapa, fez grande defesa. Diego Torres bateu escanteio na primeira trave, e no bate-rebate entre Adriano e a zaga colorada, a bola escapava para dentro do gol, rasteira. Agenor em uma demonstração de agilidade voou e salvou o Inter.

Procurando pressionar ainda mais, o Leocir Dall’astra colocou um atacante a mais no lugar de Faísca. Logo em sua primeira participação, o jogador entrou livre pela esquerda e acertou o poste, não sem antes Agenor tocar na bola. No rebote, Diego Torres, com o gol vazio, perdeu da entrada da área. A cada chegada do Cruzeiro, Agenor gritava mais com a sua defesa.

No entanto, Agenor teria que gritar muito ainda. O Cruzeiro continuou em cima do Inter, que só tinha o contra-ataque como opção. Em mais uma chance, Léo cabeceou perto da meta do goleiro colorado. Na sequência, Marinho puxou ataque e Marquinhos finalizou por cima do gol.

Só que o Estrelado chegava com muito mais força. E foi premiado pela insistência aos 37. Diego Torres limpou a jogada na entrada da área e bateu. Agenor, até então bem na partida, falhou e o Cruzeiro empatou a partida. O jogo seguiu com o Cruzeiro pressionado e o Inter não conseguindo sair ara o ataque até o apito final.

Nas cobranças, Guto, Juliano, Marinho e Thiago humberto converteram. Mas Marquinhos chutou fraco e Fabio pegou. Pelo lado do Cruzeiro, Alberto, Leo Maringá, Zadda e Juninho fizeram e Rafael desperdiçou. Nas batidas alternadas, Agenor perdeu e o goleiro Fábio marcou e garantiu o Cruzeiro na semifinal.

FICHA TÉCNICA:

INTER 1(4) X 1(5) CRUZEIRO

Data/hora: 19/02, às 17h

Local: Estádio Beira-Rio

Árbitro: Jean Pierre Lima, auxiliado por Marcelo Oliveira e João de Souza

Cartões amarelos: Alberto(C) Massari (I)

Gols: Ricardo Goulart, aos8 minutos do segundo tempo e Diego Torres, aos 37 minutos do segundo tempo

Público: 5.157

Renda: R$ 97.550

Inter: Agenor; Kleber Silva(Milton), Rodrigo Moledo, Romário e Massari(Dalton); Juliano, Élton, Marquinhos, Thiago Humberto e Ricardo Goulart(Marinho); Guto. Técnico: Enderson Moreira.

Cruzeiro: Fabio; Márcio Lima, Léo, Sandro e Zadda; Alberto, Almir, Diego Torres(Léo Maringá) e Faísca(Rafael); Jo e Adriano(Juninho Botelho). Técnico: Leocir Dall’astra.

fevereiro 19, 2011 Posted by | Internacional | | Deixe um comentário