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Dramático, Corinthians derrota o Palmeiras e ganha fôlego contra crise


Com grandes defesas de Julio Cesar e gol de Alessandro, Timão vence o maior rival e consegue respirar depois de semana problemática

Para espantar a crise, nada melhor do uma vitória e justamente sobre o maior rival. Em um clássico dominado pelo Palmeiras, brilhou a estrela de Alessandro. Apelidado de guerreiro pelos companheiros e um dos poucos poupados das vaias da torcida, o lateral-direito fez o gol da vitória do Corinthians por 1 a 0, neste domingo, no Pacaembu.
Ao marcar, Alessandro provocou a torcida do Palmeiras, localizada onde costumeiramente está a maior organizada do Timão, e irritou os jogadores alviverdes, que partiram para cima dele. Antes do jogo, torcedores do Verdão fizeram um mosaico com a taça da Libertadores e a inscrição “Ha Ha Ha”, ironizando a eliminação.
Quem também se destacou foi o goleiro Julio Cesar, autor de defesas que pararam o ataque do Palmeiras, que rondou bem mais a área de ataque. Os alviverdes tiveram 13 chances reais de gol, contra apenas duas do Corinthians. Em finalizações, o placar foi 17 a 8 para os comandados de Luiz Felipe Scolari, que recebeu uma placa por seu 300º jogo no comando do time.
O resultado ameniza o clima turbulento causado pela eliminação na Taça Libertadores e quebra a série de cinco partidas sem vencer. Além disso, salva o técnico Tite da demissão e alivia a pressão exercida pela torcida por conta dos últimos resultados. Na quarta-feira, o Corinthians – que jogou de luto pela morte de William Morais, assassinado nesta madrugada, em Belo Horizonte – recebe o Ituano, às 22h, no Pacaembu.

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Veja a classificação do Paulistão
Já o Palmeiras vê o fim da sequência de cinco vitórias consecutivas e um empate, resultados que o levaram ao primeiro lugar do Campeonato Paulista. Com 16 pontos, ainda na liderança, o time pega o Americana, às 19h30m de sábado, no Pacaembu.
No mesmo horário do clássico, o Ituano bateu o São Bernardo por 2 a 0. Daniel e Anderson Salles marcaram os gols que deixam os donos da casa no meio da tabela de classificação e o adversário na zona de rebaixamento.
Revoltado com a comemoração de Alessandro, Kleber vai em direção ao lateral e é contido por corintianos. Os dois receberam cartão amarelo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Primeiro tempo dos milagres
No primeiro tempo, toda a tradição do clássico entre Palmeiras e Corinthians tratou de acabar com as desigualdades das equipes. O Verdão, embalado pelas cinco vitórias consecutivas no estadual, errou bastante e permitiu que o rival, mergulhado na crise, crescesse de rendimento em comparação com as últimas partidas. Sobrou para os goleiros trabalharem.
O Palmeiras foi logo para cima nos primeiros minutos. Felipão posicionou Luan aberto pela esquerda, na tentativa de armar as jogadas nas costas de Alessandro. Por lá, a equipe quase abriu o placar aos dois minutos. Kleber recebeu na área, ajeitou para trás, e Tinga chutou. Julio Cesar fez bela defesa.
Diferentemente do que aconteceu na Colômbia, o Corinthians não entrou em desespero com o susto. Tite manteve o esquema com jogadores atuando quase como pontas. Danilo e Jorge Henrique ficaram pelos lados e abriram o meio de campo palmeirense. Neste buraco, Jucilei perdeu grande chance, aos quatro minutos, invadindo a área e chutando para Marcos defender espetacularmente. Mais um milagre na lista do santo palmeirense.
Julio Cesar e Marcos: autores de grandes defesas
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Quando colocou velocidade e acertou o toque de bola, o Palmeiras recuperou o controle do jogo. Cicinho e Marcos Assunção quase marcaram. Entretanto, a grande oportunidade esteve nos pés de Maurício Ramos, aos 27. Quase na pequena área, o zagueiro pegou rebote de Julio Cesar e, sem goleiro, conseguiu bater para fora. Inacreditável!
No fim do primeiro tempo, aos 46, foi a vez de Julio Cesar operar um milagre. Dinei fez bela jogada e encontrou Kleber na área. O Gladiador se livrou da marcação e finalizou rasteiro. O camisa 1 corintiano esticou a perna direita e evitou o gol. Na sequência, Marcos Assunção cobrou falta, e o goleiro voou no ângulo esquerdo para pegar.
Verdão aperta, Alessandro marca e tira o Timão do sufoco
O Palmeiras voltou para o segundo tempo mais disposto a atacar. Dinei caiu pelo lado direito, e Kleber ficou mais centralizado na área, tendo a aproximação de Luan e Tinga. Já Tite tentou corrigir os problemas na marcação pelo lado esquerdo. Trocou Fábio Santos por Marcelo Oliveira. O primeiro bom lance veio aos cinco minutos, com Dinei soltando uma bomba, e a bola passando próxima ao ângulo esquerdo.
Aos 11 minutos, o Corinthians reclamou de um pênalti. Ralf ganhou de Thiago Heleno pelo lado esquerdo da área e foi derrubado bem próximo da linha. O árbitro marcou fora da área. Tite foi o retrado do momento vivido pelo Timão. O treinador abandonou a área técnica no banco de reservas para reclamar e teve de ser contido pelo quarto árbitro.
Felipão arriscou com as entradas de Patrik e Adriano nas vagas de Dinei e Tinga, respectivamente. As mudanças deixaram o jogo mais aberto, e o Palmeiras ganhou em velocidade. Aos 27, Michael Jackson cruzou da direita, e Kleber furou na pequena área, perdendo grande oportunidade de abrir o placar.
A partir dos 30 minutos, o Palmeiras foi todo ataque. Scolari adiantou suas peças, enquanto Tite tratou de segurar o jogo. O treinador corintiano deixou apenas Willian sem função de marcação na tentativa de encaixar um contra-ataque. Deu certo. Aos 37, Alessandro tabelou com Morais, invadiu a área e tocou na saída de Marcos. Na comemoração, provocou a torcida palmeirense e quase deu início a uma confusão com os jogadores do Verdão.
No desespero, o Palmeiras se lançou ao ataque, mas novamente parou em Julio Cesar. Aos 40, Kleber girou na área, e o goleiro fez ótima defesa. Já aos 47, Kleber chutou novamente e o camisa 1 pegou. No rebote, Patrik cabeceou no travessão, a bola bateu nas costas de Chicão e parou nas mãos do goleiro. Milagre e vitória dramática!
PALMEIRAS 0 X 1 CORINTHIANS
Marcos, Cicinho, Thiago Heleno, Maurício Ramos e Rivaldo (Max Santos); Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Adriano Michael Jackson) e Luan; Dinei (Patrik) e Kleber. Julio Cesar, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos (Marcelo Oliveira); Ralf, Jucilei, Ramírez (Morais) e Danilo; Jorge Henrique e Edno (Willian).
Técnico: Luiz Felipe Scolari. Técnico: Tite.
Gols: Alessandro, aos 37 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Tinga, Patrik (Palmeiras); Leandro Castán (Corinthians)
Data: 06/02/2011. Local: Pacaembu, em São Paulo. Árbitro: Antonio Rogério Batista do Prado. Auxiliares: Rafael Ferreira da Silva e Maiza Teles Paiva. Público: 23.714 pagantes. Renda: R$ 678.111,00

fevereiro 6, 2011 Posted by | Corinthians, Palmeiras | , | Deixe um comentário

Gomes estreia com pé direito, e Vasco vence a primeira no Carioca


Equipe faz 3 a 0 no Americano e anima a torcida, que chega a gritar ‘O campeão voltou’. Marcel, Dedé e Jeferson marcam em São Januário

A espera terminou. Depois de cinco rodadas de resultados ruins e muito sofrimento, o Vasco fez 3 a 0 no Americano, neste domingo, em São Januário, e conseguiu a primeira vitória no Campeonato Carioca. Estreia com o pé direito para o técnico Ricardo Gomes. Os gols foram marcados por Marcel, Dedé e Jeferson. Os 1171 torcedores que compraram ingresso deixaram o estádio mais animados com o futuro. E gritaram “O campeão voltou”.
Agora, a equipe da Colina tem quatro pontos e está na quinta colocação, sem chance de classificação para a semifinal da Taça Guanabara. O Americano agora é o lanterna com dois pontos.

Ajudado pela pequena ameaça ofensiva do Americano, o Vasco começou bem a partida e foi logo tomando conta do jogo. Com boa movimentação pelos dois lados do campo, o time não demorou a levar perigo para o goleiro adversário. A primeira boa chance aconteceu logo no início do jogo, quando Caíque deu ótimo lançamento para Eder Luis, que, de cara para o gol, finalizou mal e desperdiçou a oportunidade. Fagner, em uma cobrança de falta e em um chute cruzado de fora da área, também assustou.
Dedé comemora o segundo gol do Vasco na vitória sobre o Americano (Foto: VIPCOMM)

O caminho para o Vasco era pelas laterais. Foi assim que Marcel quase marcou após cruzamento de Jeferson pela esquerda. O camisa 9, no entanto, mandou a bola rente à trave direita. O atacante estava em um bom dia. Aos 24 minutos, ele deu uma cabeçada após cruzamento na área e obrigou o goleiro a se virar para fazer a defesa.
Para alívio da pequena torcida vascaína em São Januário, a pressão fez efeito e o gol saiu antes do fim do primeiro tempo. Aos 35 minutos, Ramon cruzou na medida para Marcel, que, sozinho, mandou de cabeça para o fundo da rede: 1 a 0. Na comemoração, o atacante correu para o banco de reservas e deu um abraço no estreante Ricardo Gomes. A torcida gritou o nome de Ramon e fez as pazes com o lateral, que não vinha tendo boas atuações e era alvo de vaias.

Vasco mantém a pegada e amplia com Dedé e Jeferson
Faixa de protesto da torcida em São Januário
(Foto: Fred Huber/Globoesporte.com)
Na volta do vestiário, o técnico Ricardo Gomes colocou Felipe no lugar de Caíque. O camisa 6 estava afastado desde a derrota por 3 a 1 para o Boavista. A alteração não fez cair o ritmo do time, que seguiu dominando amplamente o jogo. E as chances apareceram nos primeiros minutos. Após uma boa triangulação entre Felipe, Eder Luis e Marcel, o camisa 9 chutou de perna esquerda e Jeferson defendeu.
Mas o segundo gol não demoraria muito a sair. Aos oito minutos, Jeferson cobrou escanteio da esquerda na medida para Dedé, que subiu mais do que todos e acertou uma bela cabeçada: 2 a 0. O zagueiro e xodó foi ovacionado pelos torcedores em São Januário. O que estava bom podia ficar ainda melhor para o Vasco, não fosse o azar de Felipe. O meia recebeu lindo passe de Jeferson e ficou de cara para o gol, mas perdeu tempo ao driblar o zagueiro e acertou a trave.
Aos 25 minutos, Eduardo Costa fez falta dentro da área e o árbitro assinalou o pênalti. Felipe cobrou no meio, e Fernando Prass conseguiu fazer a defesa. Aos 34 minutos, o gol para garantir a primeira alegria vascaína no ano. Em um belo chute cruzado de Jeferson dentro da área, o placar foi fechado em 3 a 0.
No próximo domingo, às 17h (de Brasília), na última rodada da fase de classificação, o Vasco vai até Macaé enfrentar o América. No mesmo dia e no mesmo horário, o Americano recebe o Volta Redonda no Godofredo Cruz.
VASCO 3 X 0 AMERICANO
Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins (Fernando) e Ramon; Eduardo Costa, Romulo, Jeferson (Enrico) e Caíque (Felipe); Eder Luis e Marcel. Jeferson; Elson, Carlão, Jeferson Capixaba e Catatau; Flávio Medina, Índio (Guaçuí), Renan, Wellinton (Felipe) e Gustavinho e Diego.
Técnico: Ricardo Gomes Técnico: Toninho Andrade
Gols: Marcel, aos 35 minutos do primeiro tempo; Dedé, aos oito, e Jeferson aos 34 minutos da segunda etapa.
Cartões amarelos: Elson, Guaçuí, Renan (AME), Felipe, Eduardo Costa (VAS)
Data: 06/02/2011. Local: São Januário, Rio de Janeiro. Árbitro: Pathrice Maia. Auxiliares: Ricardo Nogueira da Silva e Ralph Coutinho Carneiro.
Público: 1171 pagantes. Renda: R$ 29.830,00

fevereiro 6, 2011 Posted by | Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

No jogo das viradas, Botafogo vence o Fluminense


Glorioso assume a ponta do grupo B

Um jogo de tirar o fôlego e impróprio para cardíacos aconteceu neste domingo no Engenhão. Em duas viradas sensacionais, o Botafogo triunfou em cima do Fluminense e assumiu a liderança do grupo B.

Logo no começo do jogo, o artilheiro do Campeonato Estadual Fred, arriscou de longe e assutou Jefferson. Loco Areu respondeu em cabeçada que passou por cima do gol do goleiro Diego Cavalieri. Apesar da aparente escalação mais ofensiva, Flu e Bota dividiam os ataques. Pelo lado alvinegro, o camisa 10 Renato Cajá chamou a responsabilidade e tentou armar o Botafogo. E foi através de uma cobrança de falta perfeita do jogador, que o Alvinegro abriu o placar. 1 a 0 Bota. Após o gol, Cajá mandou uma bomba que explodiu na trave de Diego Cavalieri. Pelo outro lado, o Flu tentava pela direita com as investidas de Mariano. Em uma delas, Jefferson defendeu cara a cara.

Mas, o dia também era do camisa 10 Tricolor. Rafale Moura, que estreva pelo Flu, colocou tudo igual ao desviar de cabeça escanteio cobrado por Souza. Em jogo muito disputado, Valencia acabou expulso após falta dura. No momento da falta, Loco Abreu e Fred acabaram se desentendendo, pois o alvinegro pedia a expulsão do colombiano e ao ser aferida, o camisa 9 do Flu, revoltou-se com a influência que o camisa 13 teve. Resultado: amarelo para El Loco e expulsão acertada para Valencia, pois o mesmo já tinha amarelo.

Como o dia era de Rafale Moura… He-man deixou mais um após vacilo da zaga do Botafogo, que parou em bola alçada na área. O primeiro tempo estava recheado de emoções, mas mais um a viria. Após falta dura de Marcelo Mattos em Conca, o juiz Gutemberg de Paula, expulsou o camisa 8. De fato, a falta foi dura, mas o capitão do Glorioso não tinha nem o amarelo, sendo assim, extremamente rigoroso.

A segunda etapa prometia batante após o primeiro tempo eletrizante com três gols e duas expulsões. O Botafogo, precisando da vitória, se lançou ao ataque. E não demorou, para conseguir um pênalti, dado erroneamente pelo árbitro em Loco Abreu. O uruguaio bateu com a sua cavadinha, mas desta vez Diego Cavalieiri ficou no meio e não deu certo.

Todavia, El Loco teria mais uma chance. Pênalti marcado novamente, desta acertadamente no volante Bruno. O ídolo alvinegro, sem medo de ser feliz e mostrando ser totalmente ‘loco’, usou a cavadinha de novo, desta vez, de maneira mais comedida, no canto direito de Cavlieri. 2 a 2.

Com o empate, o Botafogo foi para cima. Muricy mexeu mal no Flu, tirando Rafael Moura, o melhor do Flu e Souza, colocando Fernando Bob e Araújo. Como era dia dos camisas 10, Renato Cajá apareceu de novo e de maneira decisiva, dando passe brilhante para Herrera, que cara a cara, fez o gol da virada do Botafogo.

Tentando se recuperar, o Fluminense usou sua pricipal arma. Mariano infernizou pela direita o lateral-esquerdo, criando várias jogadas. Em uma delas, Araújop cabeceou…Mas, o jogo que já tinha muitos personagens importantes, teve mais um: o goleiro Jefferson. Eel fez pelo menos três grandes defesas, salvando o Bota de tomar o gol.

Com a vitória, o Botafogo retoma a liderança do grupo, com 16 pontos. O Fluminense está com 13, em segundo lugar.

Fluminense 2 X 3 Botafogo

Fluminense: Diego Cavalieri, Mariano, Gum, Leandro Euzébio (André Luis) e Carlinhos; Edinho, Valencia, Souza (Araújo) e Conca; Rafael Moura (Fernando Bob) e Fred. Técnico: Muricy Ramalho

Botafogo: Jefferson, João Filipe (Arévalo Ríos), Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Marcelo Mattos, Bruno, Renato Cajá e Marcio Azevedo; Herrera e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana

fevereiro 6, 2011 Posted by | Botafogo, Fluminense | , | Deixe um comentário

Em noite discreta de Rivaldo, Tricolor erra muito e perde para o Botafogo

Camisa 10 foi bem marcado e pouco fez numa noite em que o time alternou esquemas táticos, falhou muito e, quando criou, parou no goleiro Julio Cesar

Sem contar desta vez com uma grande atuação de Rivaldo, o São Paulo perdeu para o Botafogo por 2 a 1, em Ribeirão Preto, e conheceu sua terceira derrota em sete partidas disputadas no Campeonato Paulista. Com o tropeço, o time comandado por Paulo César Carpegiani perdeu a oportunidade de assumir a vice-liderança da competição. De quebra, ainda caiu para o quinto lugar, com 12 pontos, quatro a menos que o líder Palmeiras. Já o rival de Ribeirão Preto deixou a zona de rebaixamento, subindo para a 15ª colocação, com sete pontos. As duas equipes voltarão a campo no próximo final de semana. No sábado, o Botafogo receberá a visita do Santo André. No dia seguinte, o Tricolor terá a Portuguesa pela frente, em duelo que será realizado no Canindé.

Rivaldo disputa lance com Assis, do Botafogo, durante o primeiro tempo do jogo deste domingo (Foto: Ag. Estado)
Novamente, a irregularidade acompanhou a equipe em campo. No primeiro tempo, no esquema 3-5-2 pela primeira vez no ano, a equipe não teve organização tática e ainda repetiu falhas defensivas notadas nas outras partidas. Na etapa complementar, com o retorno ao 4-4-2, o time cresceu, foi superior ao adversário, mas parou no goleiro Julio Cesar, autor de belas defesas.
Confusão tática e vacilos defensivos no primeiro tempo
Para dar mais segurança ao setor defensivo, que havia levado oito gols nas últimas quatro partidas, o técnico Paulo César Carpegiani resolveu mudar o esquema tático, com Luiz Eduardo formando o trio de beques com Xandão e Miranda. No ataque, veio a surpresa. Depois de treinar normalmente na manhã do último sábado, Dagoberto foi vetado pelo departamento médico por estar com dores no joelho direito. Com isso, Fernandão ganhou nova chance e formou dupla de ataque com Fernandinho. No Botafogo, o técnico Fernando Diniz, contratado na última sexta-feira, ficou nas tribunas do estádio. Em campo, a equipe foi comandada pelo auxiliar Regis Angeli.
Embora tenha sido do São Paulo a iniciativa da partida, coube ao time da casa criar o primeiro lance de perigo. Aos 14, Anselmo foi lançado nas costas de Miranda, invadiu a área e chutou em cima de Rogério Ceni. A resposta da equipe do Morumbi foi imediata. Dois minutos depois, Ilsinho fez grande jogada pelo meio, passou por quatro marcadores, invadiu a área e, cara a cara com o goleiro Julio Cesar, acertou a trave direita. No rebote, Rivaldo chutou por cima do gol.
A mudança do esquema tática não foi bem digerida pelos jogadores do São Paulo que, dentro de campo, mostraram-se muito confusos nos primeiros 45 minutos. Com três zagueiros, era natural que Ilsinho fizesse a ala direita e Jean jogasse como volante no meio. Ofensivamente, a dupla tentou alternar posições para confundir a marcação adversária. Mas, defensivamente, nenhum dos dois fazia a marcação pela lateral, o que deixava um buraco para o apoio de Andrezinho. Com isso, Luiz Eduardo deixava a área para fazer o combate na direita. O mesmo ocorria na esquerda, onde Miranda cansou de fazer a cobertura de Juan. E o Botafogo, com claras limitações técnicas, passou a mostrar volume de jogo pelas pontas.
No meio-campo, embora houvesse a maior posse de bola, faltava objetividade para os são-paulinos. Rivaldo até tentou recuar para vir receber a bola, mas as coisas não deram certo. Com isso, Fernandão, que funcionaria como uma referência na área, não foi notado no primeiro tempo. Mais organizado em campo, o Botafogo abriu o marcador aos 40. Após marcação duvidosa de falta por parte do juiz Roberto Pereira Pires, Andrezinho cobrou a infração da intermediária, Anselmo se antecipou a Xandão e testou no canto direito de Rogério Ceni, que só olhou. O curioso no lance é que Miranda, um dos três zagueiros em campo, nem entrou na área para fazer o combate.
No 4-4-2, Tricolor para em Julio Cesar e Botafogo mata o jogo

Como nada funcionou na primeira etapa, Paulo César Carpegiani resolveu mudar o time no intervalo. Ele sacou o inoperante Juan e colocou o meia Marlos em seu lugar. Com isso, ele voltou ao 4-4-2, com o zagueiro Luiz Eduardo atuando improvisado pela lateral-esquerda. Na sequência, Carlinhos Paraíba entrou no lugar de Ilsinho, que saiu machucado. Jean, então, voltou para a lateral.
Fernandão, que até então era uma figura decorativa em campo, passou a aparecer, já que o time, atuando como está acostumado, ganhou em volume de jogo ofensivo. O camisa 15 teve duas grandes chances mas, em ambas, parou no goleiro Julio Cesar, que brilhou com grandes defesas. O Botafogo, muito superior no primeiro tempo, recuou a marcação para tentar sair nos contra-ataques. Aos 24, Carpegiani fez nova alteração no Tricolor, sacando Rivaldo e colocando Marcelinho Paraíba.
Com o passar do tempo, o Botafogo conseguiu voltar a controlar a bola no meio-campo, o que não vinha acontecendo. E, no seu primeiro lance de perigo da etapa complementar, matou a partida. Aos 28, após bela troca de passes, Paulinho recebeu de Assisinho nas costas de Xandão, invadiu a área e, cara a cara com Rogério Ceni, tocou no canto esquerdo: 2 a 0 e festa no estádio Santa Cruz. O Tricolor não desistiu e ainda descontou com um gol de Marcelinho Paraíba, em chute que desviou na zaga e enganou o goleiro do Botafogo.

BOTAFOGO 2 X 1 SÂO PAULO
Julio Cesar; Eduardo Ratinho (Dida), Augusto, Gabriel e Andrezinho; Rodrigo Soares, Leandro Carvalho, Assis (Pablo Escobar) e Paulinho (Chicão); Anselmo e Assisinho.
Rogério Ceni; Luiz Eduardo, Xandão e Miranda; Ilsinho (Carlinhos Paraíba), Rodrigo Souto, Jean, Rivaldo (Marcelinho Paraíba) e Juan (Marlos); Fernandão e Fernandinho.
Técnico: Edinho Nazareth. Técnico: Paulo César Carpegiani.
Gols: Anselmo, aos 40min do 1º tempo. Paulinho, aos 28min e Marcelinho Paraíba, aos 46min do 2º tempo
Cartões amarelos:
Julio Cesar, Rodrigo Soares e Paulinho (Botafogo); Miranda (São Paulo)
Data: 06/02/2011. Local: estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Árbitro: Roberto Pereira Pires. Auxiliares: Dante Mesquita Júnior e Ricardo Busette. Público pagante: 6.701 torcedores

fevereiro 6, 2011 Posted by | São Paulo | , | Deixe um comentário

Estreante André Dias marca e Cruzeiro vence o Villa Nova


Raposa teve dificuldade para passar pelo goleiro Vagner

Mesmo domindando as ações, o Cruzeiro teve dificuldade para superar o goleiro Vagner e vencer o Villa Nova, neste domingo, por 1 a 0, no Castor Cifuentes, em Nova Lima, pela segunda rodada do Mineiro. O único chute que o camisa 1 do time da casa não conseguiu defender foi do atacante estreante André Dias, já aos 41 do segundo tempo.

Com o resultado, a Raposa chegou aos seis pontos, mesmo número do Atlético-MG. Porém o time celeste só não é o líder porque o Galo tem melhor saldo de gols. Já o Villa continua com um ponto, na oitava posição.

Jogo

O Cruzeiro começou com tudo. Logo no primeiro minuto, por muito pouco a Raposa não abriu o placar. Gilberto desceu em velocidade pela esquerda e cruzou. Thiago Ribeiro acertou um belo chute de primeira, mas Carciano, em cima da linha, estava lá para evitar o primeiro gol celeste.

O Villa respondeu aos 12 minutos. O argentino Martín Palermo mandou um chute forte da intermediária e obrigou Fábio a se esticar todo para fazer a defesa no canto esquerdo.

Apesar do péssimo estado do gramado, o Cruzeiro conseguia ter maior volume de jogo e assustar o adversário. Aos, 22, Thiago Ribeiro, de novo ele, caiu pela direita e disparou cruzado para o gol. Ainda bem para o Villa que o goleiro Vagner estava ligado e evitou que o chute entrasse.

Até então apagado e escondido na forte marcação do Villa, o meia Montillo entrou em ação. O argentino driblou dois e, da entrada da área mandou para o gol. Mas Vagner fez outra bela defesa.

O goleiro do Villa Nova foi o destaque da primeira etapa, salvando seu time em outras três oportunidades. Na terceira delas, aos 42, Wellinton Paulista, à queima-roupa, obrigou Vagner a fazer um milagre. Assim o placar ficou inalterado até o intervalo.

Segundo Tempo

Na volta para a etapa complementar, o Cruzeiro não teve a boa vida do primeiro tempo para criar jogadas. Nos primeiros minutos, a Raposa não ofereceu perigo ao Villa, que – esperando oportunidades para contra-atacar – também não assustou.

Mas aos 18 minutos o time da casa mostrou as garras. Depois do cruzamento da esquerda, Gedeon subiu mais que a defesa cruzeirense e testou firme para o gol. Fabio mostrou o motivo de ser um dos ídolos do Cruzeiro e fez um milagre ao espalmar a bola, que veio forte e no canto.

O Villa Nova se animou. Aos 23, novamente o Leão do Bonfim levou perigo, com Alex Santos, que investiu pela direita e chutou cruzando. A bola passou rente à trave de Fábio.

Aos 25 o Cruzeiro deu o ar da graça no segundo tempo. Em cobrança de falta, Montillo bateu colocado e Vagner fez outra bela defesa, mandando para escanteio.

O tempo foi passando, mas o Cruzeiro não conseguia se acertar na frente para marcar. Mas aos 36 minutos, Carciano foi expulso e cinco minutos depois o Cruzeiro alcançou o gol. Wallyson fez boa jogada pela direita e cruzou para André Dias, sozinho, marcar o gol na estreia com a camisa da Raposa.

Depois disso, o Villa não teve força para reagir e o Cruzeiro só administrou a vantagem. Segunda vitória no Mineiro assegurada.

VILLA NOVA 0 X 1 CRUZEIRO

Local Castor Cifuentes, Nova Lima, (MG)

Data/hora: 6/02/2011, 19h30h (Brasília)

Árbitro: Alício Pena Júnior

Cartões Amarelos: Bruno Lourenço, Palermo, Carciano, Gedeon (VIL); Thiago Ribeiro, Gil, Léo (CRU)

Cartão Vermelho: Carciano (VIL)

Gol: André Dias, 41’/2ºT, 0-1)

Renda: R$ 55.230,00

Público: 4.144 pagantes

VILLA NOVA: Vagner; Alex Santos, Bruno Lourenço, Carciano e Radar; Dudu Araxá, Bóvio (Marquinhos, 32’/2 T), Gedeon e Martín Palermo; Allan e Paulo (Heitor, 32’/2 T). Técnico: Gottardo.

CRUZEIRO: Fabio; Pablo (André Dias, 22’/2 T), Gil, Léo e Diego Renan; Leandro Guerreiro, Henrique, Gilberto e Montillo; Thiago Ribeiro (Wallyson, 29’/2 T) e Wellington Paulista (Dudu, 32’/2 T). Técnico: Cuca

fevereiro 6, 2011 Posted by | Cruzeiro | Deixe um comentário

Atlético-MG vira para cima do Tupi e vence mais uma vez na raça

Assim como na primeira rodada, quando saiu perdendo para o Funorte, Galo vira e marca três pontos. Richarlyson, expulso, está fora do clássico

Mais uma vez, foi difícil, mas o Galo saiu com a vitória. Assim como na primeira rodada do Campeonato Mineiro, na partida contra o Funorte, o Atlético-MG saiu em desvantagem no marcador, mas, após as substituições de Dorival Júnior, a equipe conseguiu a virada. O placar de 4 a 1 levou o Galo para seis pontos na tabela, provisoriamente na primeira posição do torneio.
Michel Curi, para o Tupi, e Neto Berola (2) e Magno Alves (2), para o Atlético-MG, fizeram os gols da partida. O ‘Magnata’, como é conhecido pelo torcedor, chegou ao terceiro na competição e se tornou artilheiro do estadual, ao lado de Jonatas Obina, do América, de Teófilo Otoni. Michel Curi, ainda no primeiro tempo, e Richarlyson, na segunda etapa, receberam o cartão vermelho e estão suspensos para a próxima rodada.
Com o resultado, o Galo chegou aos seis pontos na tabela, na primeira posição. Já o Galo Carijó, com apenas um ponto do empate com o Villa Nova, marca presença apenas na décima posição, à frente de Caldense e Ipatinga.
Agora, na próxima rodada, o Atlético-MG terá o clássico contra o Cruzeiro, no sábado, às 17h (de Brasília), na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O Tupi, por sua vez, receberá o Democrata, de Governador Valadares, no mesmo dia e horário, no estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora.
Quem não faz…
O duelo dos Galos começou muito movimentado. O Atlético-MG partiu com tudo para cima do Tupi, e o goleiro Rodrigo fez três defesas fantásticas, com menos de dez minutos, em duas finalizações de Renan Oliveira e uma de Réver. O time de BH ainda perdeu outra chance clara com Diego Tardelli, que, de dentro da área, bateu cruzado. A bola tirou tinta da trave de Rodrigo.
Só depois dos 15 minutos é que o Tupi conseguiu respirar, colocar a bola no chão e sair para o jogo. Mas, mesmo assim, o panorama da partida não se modificou muito. O Atlético-MG continuou ditando o ritmo e dando as cartas, mas as seguidas oportunidades perdidas começaram a irritar a torcida na Arena do Jacaré.
E então o chavão mais famoso do futebol, mais uma vez, entrou em ação: quem não faz, leva. Aos 29 minutos, Yan começou a jogada, e a bola sobrou para Michel Curi, que, de perna esquerda, bateu, sem chances de defesa para Renan Ribeiro: 1 a 0 para o Tupi.
O gol do Galo de Juiz de Fora deixou o de Belo Horizonte nervoso em campo. Os jogadores do Atlético-MG começaram a errar muitos passes, mostrando ansiedade em demasia. Com isso, o Tupi passou a tocar a bola com mais calma e conseguiu segurar a vantagem parcial até o fim do primeiro tempo.
Antes do apito final, o meia Michel Curi, autor do gol do Tupi, recebeu o cartão vermelho, após fazer falta em Réver no meio-campo.
Virada atleticana
O Atlético-MG voltou com uma formação muito ofensiva para o segundo tempo. O técnico Dorival Júnior tirou Patric e Werley e colocou Mancini e Neto Berola em seus lugares. Com isso, o Galo de BH ficou com três armadores e três atacantes em campo.
Tanta força de ataque resultou na virada do placar em apenas seis minutos. Logo aos 50 segundos, Neto Berola, em sua primeira participação no jogo, invadiu a área e bateu para empatar. A bola ainda desviou na zaga antes de entrar. A virada veio com Magno Alves, que aproveitou falha de Wesley Ladeira e colocou o Atlético-MG na frente do placar.
Aos 12 minutos, Richarlyson, que já tinha cartão amarelo, fez falta em Felipe Cordeiro e também foi expulso, deixando os dois times empatados em números de jogadores. O Tupi chegou a se animar e tentou partir para cima do Atlético-MG, mas foi o Galo de BH quem marcou novamente.
Aos 21 minutos, Neto Berola fez um carnaval na ponta esquerda e cruzou na cabeça de Magno Alves, que só teve o trabalho de empurrar para as redes de Rodrigo e fazer o terceiro gol atleticano. O segundo gol de Magno Alves nocauteou o Tupi, que se fechou em campo para evitar uma goleada. Mas não conseguiu. Neto Berola, que entrou muito bem em campo fez o quarto gol, após bela jogada pessoal.
O Atlético-MG se superou no segundo tempo e deixou um ótimo cartão de visitas para o clássico contra o Cruzeiro, no próximo sábado.
ATLÉTICO-MG 4 X 1 TUPI
Renan Ribeiro; Patric (Neto Berola), Werley (Mancini), Réver e Leandro; Richarlyson, Serginho, Renan Oliveira e Ricardinho; Diego Tardelli (Zé Luís) e Magno Alves. Rodrigo; Leonardo, João Júnior e Wesley Ladeira (Edilson); Felipe Cordeiro, Assis, Claudinho Baiano, Michel Curi, Michel e Fabiano; Yan (Evandro).
Técnico: Dorival Júnior. Técnico: Leonardo Condé.
Motivo: segunda rodada do Campeonato Mineiro. Data: 6/2/2011. Horário: 17h (de Brasília). Árbitro: Átila Carneiro Magalhães. Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Pablo Almeida Costa.
Público: 7.271 pagantes. Renda: R$ 68.920,00. Cartões amarelos: Leandro, Richarlyson e Ricardinho (Atlético-MG); Michel Cury, Claudinho Baiano e Edilson (Tupi). Cartões vemelhos: Michel Cury (Tupi) e Richarlyson (Atlético-MG).
Gols: Michel Curi (Tupi), aos 29 minutos do primeiro tempo; Neto Berola (Atlético-MG), a 50 segundos, Magno Alves (Atlético-MG), aos 5 minutos, Magno Alves (Atlético-MG), aos 21 minutos, e Neto Berola (Atlético-MG), aos 36 minutos do segundo tempo

fevereiro 6, 2011 Posted by | Atlético-MG | | Deixe um comentário

Em jogo com pinta de Libertadores, Inter perde para o Veranópolis

Time colorado sai vencendo, mas cede virada em teste para Libertadores

Na segunda partida com os titulares, o Inter foi derrotado pelo Veranópolis por 2 a 1 e deixou escapar a chance de classificação antecipada. A partida faz parte do cronograma colorado de testes para a disputa da Libertadores, até devido às condições do gramado, com dimensões pequenas e irregular. Com o resultado, o Colorado fica com 12 pontos, na segunda colocação. A atuação não foi boa, e o Inter recuou e tomou a virada do time do interior.

O próximo compromisso do Inter ainda tem data indefinida. Inicialmente marcada para o dia 13, a partida contra o Pelotas pode ser no sábado, para que o Colorado tenha mais tempo para viajar ao Equador. Já o VEC enfrenta o Ypiranga, no domingo, às 17h, em Erechim.

Muita disputa e faltas

Típico jogo de Gauchão. O início foi truncado, com faltas e muita marcação no meio campo. Só assim que os times do interior do Rio Grande do Sul podem parar os times da capital. A diferença técnica se impõe facilmente. Aos três minutos, D’alessandro recebeu passe de Andrezinho na meia direita. Se livrou facilmente da marcação e cruzou rasteiro para Leandro Damião desviar e abrir o placar.

Após o gol, no entanto, o Inter se retraiu. Pareceu time do interior ao abrir o placar contra a Dupla Gre-Nal, e o Veranópolis cresceu. Levou perigo em três oportunidades antes dos 24 minutos de jogo. Aos 22, Luiz Carlos avançou pela direita e bateu. A bola quicou na frente de Lauro, e o goleiro espalmou para escanteio.

A parada técnica que o árbitro Márcio Coruja fez aos 25 minutos foi providencial. Tanto para os jogadores hidratarem-se, como para o Inter retomar as rédeas do jogo. A partir desse momento, encaixou a marcação e sofreu menos perigo. Se o campo irregular dificultava o toque de bola, o levantamento na área virou a arma principal colorada.

Aos 32, depois de grande jogada coletiva, D’alessandro cruzou bola na área e Carlos Alberto tirou para escanteio. Na sequencia, foram mais dois escanteios desperdiçados pelo Inter. Mas o primeiro tempo terminou com pouco futebol do time principal colorado. No entanto, faltava qualidade ao Veranópolis para chegar mais perto da meta do adversário.

A conversa com Celso Roth, fora do vestiário devido ao calor, fez bem ao Inter. O Colorado voltou mais elétrico no segundo tempo, e logo aos sete minutos criou chance clara de gol. Na meia esquerda, Andrezinho encontrou Kleber dentro da área. Ao invés de bater no gol, o lateral rolou para Tinga, que adentrava pela direta, e o volante chutou nas pernas de Luiz Muller.

Outra vez após um primeiro instante bom, o Inter caiu de rendimento. Não conseguia arquitetar jogadas de ataque com qualidade e abusava de bolas levantadas. O Veranópolis, ainda que também sem grande brilho, se jogava cada vez mais a frente. Aos 13, não fosse Sorondo o Inter tinha tomado o empate. Raulen viu Gilson por trás da zaga e lançou o atacante. Na recuperação, o defensor vermelho deslizou na gramado e bloqueou o chute, facilitando a vida de Lauro.

Os lampejos colorados continuavam, mas o Inter não consegui marcar. Aos 20 Leandro Damião ficou cara a cara com Luiz Muller e não concluiu. Perdeu a chance e irritou Celso Roth. Na sequencia do lance, o golaço da partida. Um minuto após a chegada do Inter, Gilson recebeu de Carlos Alberto e ajeitou para Luiz Carlos, na intermediária. O meia, contratado junto ao Novo Hamburgo, estreou com um petardo no ângulo direito de Lauro.

Roth, insatisfeito com o desempenho do time, resolveu trocar. Colocou Glaydson no lugar de Tinga e Alex no de Andrezinho. As substituições melhoraram o Inter, um pouco também pelo recuo do time do interior, e trouxeram à tona Luiz Muller. Aos 31 D’ale perdeu chance dentro da grande área. Aos 32, Glaydson entrou livre pela direita e cruzou rasteiro. Luiz Muller em outra boa intervenção salvou com os pés. Aos 34, Nei sofreu falta na ponta direita da área. D’alessandro bateu rente ao chão para outra boa defesa do goleiro do Veranópolis.

O time do interior gaúcho apostava nos contra-ataques. O Inter se jogou a frente e deixava espaços para o avanço do adversário. Aos 38, Raulen recebeu bom passe de Luiz Carlos e bateu colocado. Lauro agarrou firme sem problemas.

Querendo a vitória, o Inter pressionou até os últimos instantes. Aos 43 e 44, Luiz Muller salvou duas vezes em bolas pelo alto. Sem outra alternativa na partida, o Colorado não conseguiu marcar outra vez. E o Veranópolis foi atrás do resultado. Na base da pressão e do coração, o time do interior chegou ao empate. Rodrigo Ninja foi a linha de fundo e cruzou. No bate-rebate, a bola sobrou para Raulen, que finalizou em gol. No meio do caminho, Ale desviou e virou a partida para o Veranópolis.

FICHA TÉCNICA:

VERANÓPOLIS 2 x 1 INTERNACIONAL

Data/hora: 06/02, 17h

Local: Estádio Antônio David Farina, em Veranópolis

Árbitro: Márcio Coruja, auxiliado por Paulo Conceição e Jorge Silva

Gols: Leandro Damião, aos 3min do primeiro tempo(I) Luiz Carlos, aos 22min do segundo tempo e Ale aos 48 do segundo tempo (V)

Cartões Amarelos: Anderson Lobão, Sananduva, Carlos Alberto (V) Tinga (I)

Inter: Lauro; Nei, Índio, Sorondo e Kleber; Wilson Matias, Guiñazu, Tinga(Glaydson), Andrezinho(Alex) e D’alessandro; Leandro Damião. Técnico: Celso Roth

Veranópolis: Luiz Muller; Anderson Bill, Sananduva e Fred; Raulen, Ale, Neto, Carlos Alberto(William) e Rodrigo Ninja; Luiz Carlos(Júlio Maranhão) e Anderson Lobão(Gilson). Técnico: Leandro Machado.

fevereiro 6, 2011 Posted by | Internacional | , | Deixe um comentário

R10 desencanta e Negueba garante a vitória


Ronaldinho marcou seu primeiro gol pelo Flamengo na vitória por 3 a 2 sobre o Boavista; Rubro-Negro garante a liderança

A tarde tinha tudo para ser de Ronaldinho Gaúcho. Mas foi o jovem Guilherme Negueba quem garantiu, nos minutos finais, a vitória por 3 a 2 do Flamengo sobre o Boavista, neste domingo, no estádio Cláudio Moacyr. Além da liderança do grupo garantida a partida marcou também o primeiro gol assinalado por R10 pelo Rubro-Negro. O craque converteu o pênalti sofrido por Deivid ainda na primeira etapa. O camisa 9, aliás, também marcou o segundo gol do Fla, no início da etapa final.

Frontini, duas vezes, fez os gols da equipe de Saquarema, que chegou a empatar o jogo após apagão da defesa rubro-negra. Mas acabou castigada no fim.

Com a ponta da chave assegurada, o Flamengo encerra sua participação na primeira fase no próximo domingo, contra o Resende, em local ainda não definido. No mesmo dia, o Boavista encara o Nova Iguaçu, fora de casa.

R10 MARCA O PRIMEIRO

A bola começou a rolar no Moacyrzão e o Flamengo já partiu com tudo para cima do Boavista. Destaque para a movimentação dos meias Thiago Neves, Renato e, ele, o nome da primeira etapa: Ronaldinho Gaúcho.

O camisa 10 iniciou sua segunda apresentação pelo rubro-negro um pouco mais incisivo do que na estreia. Conseguiu alguns dribles, sofreu faltas perigosas e desencantou. Aos 22 minutos, Thiago Neves fez lançamento primoroso para Deivid. O atacante dominou, fintou o goleiro Thiago e caiu em seguida. Pênalti para o Flamengo. Alguma dúvida de quem iria para a cobrança?

E R10, depois de passar em branco no meio da semana, pode comemorar seu primeiro gol com o manto sagrado. E como comemorou. Primeiro, uma vibração que mais parecia um desabafo. Em seguida, sua dancinha característica, que conquistou o mundo em outros tempos. e promete levar ao delírio a torcida rubro-negra.

A vantagem aliviou o ritmo da equipe de Vanderlei Luxemburgo. A defesa recuou, e Renato se postou como um terceiro volante. Os atacantes André Luís e Frontini, do Boavista, chegaram a assustar. Mas Felipe e a falta de pontaria mantiveram o Rubro-Negro na frente até a saída para o intervalo.

COADJUVANTES GARANTEM VITÓRIA APÓS APAGÃO

Com um meio campo recheado de craques, um dos queridinhos da torcida, o lateral-direito Léo Moura, parecia até discreto. Mas o camisa 2 mostrou que segue como uma das principais opções de ataque do time. Aos quatro minutos, num dos seus primeiros avanços até a linha de fundo, Léo cruzou para a segunda trave e Deivid, de cabeça, ampliou para o Rubro-Negro.

Mas a tranquilidade durou pouco. Um minuto depois, o Boavista diminuiu. O ex-botafoguense Joílson cruzou da direita, a bola passou por toda a defesa rubro-negra, mas não por Frontini, que, de carrinho, deixou Felipe vendido no lance. Em seguida, o camisa 11 quase igualou o placar para a equipe de Saquarema.

A partir daí, o Flamengo retomou sua característica de administrar o resultado. Jean entrou no lugar de Egídio e a defesa passou a contar com três zagueiros. A medida foi tomada para dar segurança, mas acabou sendo letal para a equipe de Luxa.

Aos 33 minutos, Welinton se enrolou na saída de bola, Frontini intercepta o passe e chuta. A bola desviou em Jean e enganou Felipe. Tudo igual em Macaé.

E o gol deu um blecaute na equipe rubro-negra. Minutos depois, foi a vez de David errar na entrada da área e Frontini quase virou para o Alviverde.

Mas, quando o placar parecia condenado à igualdade, foi a vez dos coadjuvantes brilharem. O volante Willians passou como um trator pela esquerda, cruzou rasteiro e o jovem Guilherme Negueba garantiu a vitória e a liderança do Grupo A para o Flamengo.

BOA VISTA 2 X 3 FLAMENGO

Local Cláudio Moacyr, Macaé (RJ)

Data/hora: 6/02/2011, 17h (Brasília)

Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga

Auxiliares: Francisco Pereira de Sousa e João Luiz Coelho

Cartões Amarelos: Thiago, Frontini, Joílson, André Luís (BOA); Maldonado, Renato, Ronaldinho, Welinton (FLA)

Gol: Ronaldinho, aos 23’/1ºT, Deivid, aos 4’/ 2ºT, Negueba, aos 38’/ 2ºT (FLA); Frontini, aos 5′ e aos 33’/2ºT (BOA)

BOAVISTA: Thiago, Joílson, Gustavo, Santiago e Paulo Rodrigues; Roberto Lopes (Max, aos 41’/2ºT), Thiaguinho (Leandro Chaves, intervalo), Júlio César e Tony; André Luis e Frontini. TÉC: Alfredo Sampaio.

FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Welinton, David, Egídio (Jean, aos 20’/2ºT); Maldonado (Fernando, intervalo), Willians, Renato, Thiago Neves, Ronaldinho; Devid (Guilherme Nagueba, aos 32’/2ºT). TÉC: Vanderlei Luxemburgo.

fevereiro 6, 2011 Posted by | Flamengo | | Deixe um comentário