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Goiás cala Pacaembu lotado, assina tragédia do Palmeiras e está na final

Anfitrião começa vencendo, mas sofre dois gols e acaba sem a vaga. Visitante vira e garante decisão em ano de rebaixamento no Brasileiro

Em uma demonstração de reação épica, o Goiás venceu o Palmeiras por 2 a 1 na noite desta quarta-feira, no Pacaembu, e garantiu a vaga na final da Copa Sul-Americana. O time esmeraldino calou o estádio, tomado por cerca de 35 mil torcedores palmeirenses que fizeram uma bela festa durante adecisão da semifinal. Ernando foi o herói goiano, garantindo ao clube um alento após o rebaixamento para a Série B do Brasileiro. Ao time paulista, restou o apoio da torcida até o fim, e que venha 2011.
O Goiás, que havia perdido a primeira partida, no Serra Dourada, por 1 a 0, recuperou a vantagem e agora pega o vencedor da disputa entre LDU e Indepediente. Os times fazem o segundo jogo nesta quinta-feira, na Argentina. Na primeira partida, o time equatoriano venceu por 3 a 2.
Festa palmeirense, supresa goiana
A torcida do Palmeiras fez uma grande festa antes do jogo. Com o Pacaembu lotado, agitou balões vermelhos, verdes e brancos e fez um mosaico com a frase: “Torcida que canta e vibra”, uma referência a um trecho do hino do clube.
Quando a bola rolou, o Palmeiras parecia contagiado pela torcida. Criava mais e assustou Harlei, logo aos seis minutos, em um chute de longe de Danilo que saiu pela linha de fundo. O zagueiro incentivou os torcedores após a jogada. O Goiás precisava vencer, mas o técnico Artur Neto manteve a cautela com três zagueiros e apostou em Otacílio Neto no lugar de Felipe, que está em má fase. Mas o substituto foi constantemente acompanhado por um marcador, dificultando a ligação do meio com o ataque goiano.
Do outro lado, Kleber e Lincoln também tinham sempre um defensor na cola. O Goiás sabia que se sofresse um gol ficaria com muitas dificuldades para conseguir o placar para chegar à final. A estratégia do Esmeraldino era marcar forte e tentar um gol no contra-ataque para levar a decisão pelo menos para os pênaltis.
A opção do Goiás era bastante arriscada. O Palmeiras tinha mais oportunidades e chegou a carimbar a trave aos 12 minutos, com Tinga. A torcida explodiu e começou a acreditar que o gol era questão de tempo. A bobeada do lateral Douglas quase concretizou do desejo dos torcedores quando Luan roubou a bola do adversário e chegou na frente de Harlei para chutar fraco, aos 21. Segundos depois, o troco do Goiás veio em um chute forte de Rafael Moura, que raspou a trave de Deola. Jogo quente no Pacaembu!
O visitante melhorava na partida, aproveitando cada espacinho deixado pelo dono da casa e beneficiado pela eficiente marcação sobre os principais articuladores do Palmeiras. Otacílio Neto fez Deola trabalhar aos 27, com um chute pela esquerda.

Luan celebra gol do Palmeiras
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Mas mesmo com o crescimento do Goiás, o gol tão esperado pela torcida do Palmeiras saiu aos 33: Edinho fez um belo lançamento para Luan, que tirou de Harlei e tocou para o fundo do gol: 1 a 0, com direito até a dancinha com os companheiros. A situação do Goiás se complicava. O time de Goiânia precisava fazer dois gols para chegar à final.
Quando o jogo já caminhava para o fim do primeiro tempo, com festa da torcida palmeirense, o Goiás deu o primeiro passo para mudar sua condição: aos 47, Marcelo Costa cobrou uma falta no travessão: a zaga afastou, mas Carlos Alberto aproveitou a sobra e, de cabeça, mirou o gol de Deola. A bola ainda bateu em Tinga antes de entrar: 1 a 1. Silêncio no Pacaembu e vibração dos poucos torcedores do Esmeraldino presentes.
Tensão no Pacaembu, e vaga nas mãos do anfitrião
Tentando se recuperar do baque, a torcida do Palmeiras voltou a incentivar o time no segundo tempo, colorindo o Pacaembu com mais balões. No Goiás, Artur Neto tirou Douglas, que não fazia boa partida, e colocou o atacante Felipe improvisado pela ala direita. O treinador tentava tirar proveito do gol feito, que abalou um pouco a equipe do anfitrião em campo. O time goiano crescia nos contra-ataques.
Depois de demorar um pouco a engrenar, o Palmeiras voltou a ameaçar o Goiás com força e mostrar afobação para fazer mais um gol, mesmo estando classificado com um empate. O adversário seguia apostando no nervosismo do anfitrião, mas, apesar de circular pelo campo do Palmeiras, pouco chegava em Deola.
A tensão era grande entre os torcedores do Palmeiras. Eles não acreditaram quando Kleber errou uma tabela com Lincoln, ou quando o árbitro deu vantagem em uma falta frontal sofrida por Marcos Assunção. As unhas eram roídas cada vez que Deola precisava encaixar uma bola. E os xingamentos foram inevitáveis quando Kleber, sozinho na grande área, chutou torto, à esquerda de Harlei, aos 24 minutos.
Felipão tirou Lincoln e apostou em Dinei para tentar o segundo gol e tranquilizar a massa. Mas o que o treinador palmeirense não previa era a tragédia que se anunciava para o seu time. Aos 36 minutos, o Pacaembu se calou pela segunda vez. Marcão cruzou, Rafael Moura ajeitou, e Ernando cabeceou para o gol, fazendo o gol da classificação goiana: 2 a 1 para o visitante.
Depois de um breve silêncio, a torcida do time paulista apoiou até o fim, mas o nervosismo era evidente entre os donos da casa. Artur Neto tirou um atacante e segurou a pressão do anfitrião. O Palmeiras, afobado, tentava empatar. Mas amargou a decepção em casa. Festa para o time goiano, que se superou e agora é o representante brasileiro na final.
PALMEIRAS 1 X 2 GOIÁS
Deola; Márcio Araújo, Danilo, Maurício Ramos e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção, Tinga (Ewerthon) e Lincoln (Dinei); Luan e Kleber Harlei, Rafael Toloi, Ernando e Marcão; Douglas (Felipe), Carlos Alberto, Amaral, Marcelo Costa e Wellington Saci; Otacílio Neto (Jonílson) e Rafael Moura
Técnico: Luiz Felipe Scolari Técnico: Artur Neto
Gols: Luan, aos 33 minutos, e Carlos Alberto, aos 47 minutos do primeiro tempo; Ernando, aois 36 minutos do segundo tempo.
Cartões Amarelos: Douglas, Marcão, Carlos Alberto (Goiás)
Público: 34.926 pagantes. Renda: R$ 711.429,00
Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 24/11/2010. Árbitro: Heber Roberto Lopes (BRA). Auxiliares: Altemir Hausmann e Alessandro Rocha (BRA)

novembro 24, 2010 Posted by | Goiás, Palmeiras | , | Deixe um comentário

Palmeiras e Goiás se enfrentam por final inédita

Clubes ainda não chegaram à decisão da Copa Sul-Americana. Verdão larga com vantagem!

Palmeiras e Goiás se enfrentam na noite desta quarta-feira, às 21h50, no Pacaembu, pelo segundo jogo da semifinal da Copa Sul-Americana, com dois objetivos. Além de procurar salvar o ano, os dois clubes tentam alcançar um feito inédito: chegar à decisão da competição internacional – que começou a ser disputada em 2002 -, pela primeira vez na História dos clubes.

E o Verdão tem a vantagem nesta corrida. Com um golaço de fora da área do volante Marcos Assunção, o Alviverde venceu o Esmeraldino por 1 a 0, em pleno Serra Dourada, e saiu com a vantagem na briga pela vaga na final. Entretanto, isso não é o suficiente para tranquilizar o técnico Luiz Felipe Scolari.

– Eu tenho falado diariamente para os meus jogadores sobre os perigos dessa partida. 1×0 é um resultado perigoso. É claro que é uma vantagem, mas é pequena. Não podemos perder a concentração – disse Felipão.

E o treinador palmeirense contará, praticamente, com força máxima para este duelo. Apesar de ainda não ter Valdivia, que se recupera de uma lesão na coxa esquerda, Felipão terá todos os outros jogadores da equipe considerada titular à disposição neste jogo de quarta-feira.

Outro forte aliado que o Verdão terá contra o Goiás é a sua torcida. Os palmeirenses compraram todos os 38 mil ingressos colocados à venda pela diretoria alviverde e prometem lotar o Pacaembu. Sabendo da importância do apoio, os jogadores pedem a presença do torcedor.

– O nosso torcedor já provou ser importantíssimo não apenas nesta campanha da Sul-Americana como historicamente. Precisamos da torcida do início ao fim, para conquistarmos um resultado positivo e continuarmos firmes em busca do grande objetivo do ano, que é o título da competição – disse Maurício Ramos

Rebaixado, desestabilizado e entristecido. Esse é o Goiás que encara o Palmeiras nesta quarta-feira no Pacaembu, pelo segundo jogo das semifinais da Copa Sul-Americana. Mas essa não é a melhor definição para o técnico Artur Neto, que busca ainda alcançar o último fio de motivação para repassar aos jogadores a importância de conseguir uma vaga na final do torneio.

– Tive uma conversa com eles e evitei falar sobre o que aconteceu no domingo, porque a gente não pode mudar nada daquilo. Mas o que vem adiante, aí sim a gente pode alterar, nenhum clube tem a possibilidade de ser rebaixado em um dia e logo em seguida, chegar a uma final de competição sul-americana. Não podemos desperdiçar, temos que superar cansaço, tristeza e tudo que se passou para buscar a vitória – explicou o treinador.

Artur Neto não comandou nenhum treino tático com a equipe, até para poupar alguns jogadores que reclamam de dores musculares, como Marcelo Costa, Marcão e Carlos Alberto. Mesmo assim, após o recreativo desta terça-feira, que contou com várias cobranças de pênalti, o treinador confirmou que o time titular será o mesmo que entrou em campo contra o Palmeiras, na primeira partida, e a única dúvida está entre Felipe e Otacílio Neto como companheiro de ataque de Rafael Moura.

O zagueiro Marcão, que foi poupado contra o Santos no domingo, volta ao time nessa partida e dá o tom para os companheiros: é o jogo da vida no ano de 2010. Marcão confessou que ainda não digeriu o rebaixamento e lembrou que isso é inédito em sua carreira. O que não é inédito é o título da Sul-Americana (conquistou pelo Internacional em 2008), e Marcão quer ir em busca do bicampeonato.

– É o jogo da nossa vida aqui no Goiás, contra tudo e contra todos a gente precisa vencer esse duelo. Temos que jogar mais do que contra o Avaí na Ressacada. Eu não queria ter essa mancha do rebaixamento na minha carreira, mas se a gente ficar lamentando e chorando o leite derramado, eles vão nos atropelar na quarta-feira – afirmou o zagueiro.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS X GOIÁS

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 23/11/2010 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes
Auxiliares: Altemir Hausmann e Alessandro Rocha

PALMEIRAS: Deola, Márcio Araújo, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção, Tinga e Lincoln; Luan e Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

GOIÁS: Harlei, Ernando, Rafael Tolói e Marcão; Douglas, Amaral, Carlos Alberto, Marcelo Costa e Wellington Saci; Rafael Moura e Otacílio Neto (Felipe). Técnico: Artur Neto.

novembro 24, 2010 Posted by | Goiás, Palmeiras | | Deixe um comentário