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Vasco e Flamengo ficam no empate e na mesma na tabela do Brasileiro

Após primeiro Clássico dos Milhões no Engenhão, rubro-negros ainda brigam para não cair, e vascaínos não se aproximam da briga pelo G-4

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Na primeira vez em que Vasco e Flamengo disputaram o Clássico dos Milhões no Engenhão,  neste domingo, não houve vitória. A equipe vascaína, superior no primeiro tempo, fez 1 a 0, com Cesinha, mas não soube manter a vantagem na segunda etapa, principalmente após a expulsão do zagueiro Dedé, aos 19 minutos, punido pela dura dividida com Willians. Renato empatou de cabeça para os rubro-negros, e os dois times seguem no Brasileirão sem mudar a situação atual.

Em 12º lugar, com 42 pontos, o Vasco continua longe da briga por uma vaga no G-4. O Flamengo, em 13º, com 38, não consegue se afastar com boa margem de pontos dos clubes que ainda lutam contra o rebaixamento. Agora, o jeito é investir na 32ª rodada. Mas as partidas prometem ser difíceis. O Rubro-Negro receberá o Corinthians nesta quarta-feira. A equipe cruzmaltina encara o Vitória em Salvador. no Barradão, no próximo sábado.

No início do jogo no Engenhão, que mesmo com o Clássico dos Milhões não mostrou público bom – pouco mais de 20 mil pagantes -, houve uma cena rara: jogadores do Vasco e do Flamengo se juntaram para uma foto com enorme cartaz em homenagem aos 70 anos de Pelé. O time cruzmaltino havia entrado em campo com uma placa homenageando o Rei do Futebol. O rubro-negro surgiu com os atletas vestindo camisa 70 com o nome do Atleta do Século.

Vasco começa melhor

Quando a bola começou a rolar, a rivalidade estava de volta. O Vasco entrou mais quente e mereceu a vantagem de 1 a 0 que fez na primeira etapa. Com a marcação adiantada, a pressão no meio-campo era maior. O Flamengo sentiu o baque na saída de bola. A defesa errava passes. Felipe, bem recuado, procurava ditar o ritmo na distribuição do jogo. E o melhor caminho era por Fágner, na direita.

Num escanteio por ali, aos 11 minutos, o primeiro perigo ao gol rubro-negro. Felipe cruzou na cabeça de Dedé, que mandou à direita de Marcelo Lomba. Pouco depois, um erro de passe de Willians quando saía jogando quase foi fatal. Eder Luis aproveitou e bateu com perigo. Marcelo Lomba mandou para escanteio, em boa defesa.

Fla equilibra

Apesar de errar passes e posicionamento na marcação, o Flamengo procurou reagir. Também pelo lado direito. A ideia do técnico Vanderlei Luxemburgo era explorar a inexperiência do garoto Diogo, lateral-esquerdo cruzmaltino, de 18 anos. Bola ora para Léo Moura, que vinha bem de trás, ou Diego Maurício, bem aberto, como um ponta. As melhores jogadas da equipe rubro-negra até foram por ali.

Na primeira, aos 16, Juan bateu um lateral pela esquerda para Deivid, que tocou de cabeça para o alto. A defesa do Vasco se enrolou, e a bola foi parar na direita. Prass saiu e levou um corte de Léo Moura. O lateral centrou para a área. Kleberson mergulhou de cabeça e deu um peixinho. Diogo salvou em cima da linha.

O meio-campo do Vasco, que entrara com gás na partida e tocando bem a bola, deu mais espaço para o rubro-negro, que encaixou um pouquinho o jogo. Em outra trama pela direita, Diego Maurício arrancou para o meio. Bola para Kleberson, que rolou para Renato bater de canhota, com perigo, para fora. Pouco depois, Diego Maurício, dessa vez, buscou a linha de fundo e cortou Diogo com sucesso. O centro era para Deivid testar, mas a bola saiu mascada para escanteio.

Trapalhada no gol

O sinal ficou amarelo para o Vasco, que havia perdido o controle da partida. Justamente quando estava sendo pressionado, aproveitou-se de nova bobeira na saída de jogo do meio-campo do Flamengo e, depois de trapalhada da zaga, chegou ao gol.

Aos 26 minutos, Maldonado errou a saída de bola. O Vasco a roubou. Nunes, escolhido para começar no lugar de Fellipe Bastos, com virose, tocou para Zé Roberto, esse sim, recuado como meia para ajudar Felipe na armação. O camisa 10 arrancou pela direita e centrou para a área. Welinton, que vinha na corrida, chegou tentando cortar a bola e a mandou em cima de Juan. A bola foi contra o próprio gol, no travessão, e voltou na medida para Cesinha tocar para as redes: Vasco 1 a 0.

Com a vantagem no placar, o Vasco retomou o controle da partida. Principalmente pela função tática de Zé Roberto. Mais afobado, o Flamengo errava passes – Willians, Kleberson e Renato –  e, curiosamente, abandonou sua jogada mais perigosa, pelo lado direito. Preferiu insistir na esquerda, com Juan, envolvido por Fágner ou Zé Roberto, bem posicionado por ali para explorar com velocidade o contra-ataque.

Eder Luis era outro que usava bem a rapidez. Enfileirou três marcadores até receber a falta de David Braz – que merecia um cartão amarelo. Na cobrança, Dedé obrigou Marcelo Lomba a mais outra boa defesa. O Flamengo até tentou o empate no fim, numa cabeçada de Deivid, mas o Vasco saiu merecidamente com a vantagem.

Vanderlei mexe no Fla

Vanderlei mexeu no Fla no intervalo. Sacou o apagado Kleberson para pôr Petkovic.  Mas pela esquerda. Além disso, o meio-campo continuava errando na saída de bola. Logo no início, Willians quase entregou o ouro para Felipe, que tentou encobrir Marcelo Lomba.

PC Gusmão recuou o Vasco para tentar decidir no contra-ataque. Deu campo para o Flamengo, que pouco aproveitava a posse de bola. Tanto que, aos 15 minutos, Vanderlei fez mais duas mexidas: trocou o nulo Deivid por Diogo e o confuso Juan por Marquinhos – Renato foi deslocado para a lateral. Quase deu certo. No minuto seguinte, Diego Maurício, agora pela esquerda, foi ao fundo e centrou para Diogo, que bateu mas encontrou os pés de Prass, em boa saída do goleiro vascaíno. No rebote, Pet tentou encobrir de cabeça, mas Diogo salvou.

Dedé é expulso, Fla empata

Aos 19 minutos, num jogo até então sem cartões amarelos, um lance que gerou discussão: Willians e Dedé entraram duro numa dividida. Só que o zagueiro do Vasco entrou de sola e acertou o tornozelo do camisa 8. O árbitro Gutemberg de Paula Fonseca aplicou-lhe o cartão vermelho. O time do Vasco, além do técnico PC Gusmão, reclamou muito da marcação.

Logo em seguida, o treinador vascaíno trocou Zé Roberto, que vinha bem, por Jadson. Com um jogador a mais, o Flamengo se lançou ao ataque e quase empatou numa jogada individual de Diego Maurício, pela direita. O camisa 49 arrancou e bateu cruzado, para grande defesa de Fernando Prass.

PC Gusmão resolveu botar o garoto Fellipe Bastos, poupado com virose, no lugar de Felipe, já cansado e nervoso desde a expulsão de Dedé. Era necessário lançar alguém para servir Eder Luis, obrigado a recuar, e Nunes, naquele momento isolado na frente. Mas o time, muito recuado, dava campo ao Flamengo, que, apesar de lento na troca de passes, chegou ao empate aos 35 minutos. Em jogada pela esquerda, Marquinhos centrou para Renato Abreu tocar de cabeça, de costas para o gol, à esquerda de Fernando Prass, sem defesa.

O técnico vascaíno perdeu a cabeça e acabou expulso pela terceira vez na competição. Diego Maurício quase fez o gol da vitória no fim – Fernando Prass salvou e se contundiu, quase sendo substituído. O empate era mais merecido num clássico em que não houve superioridade gritante de nenhuma das equipes.

VASCO 1 X 1 FLAMENGO
Fernando Prass, Fagner, Dedé, Cesinha e Diogo; Rafael Carioca, Rômulo, Zé Roberto (Jadson) e Felipe (Fellipe Bastos); Eder Luis e Nunes (Renato Augusto) Marcelo Lomba; Léo Moura, David Braz, Welinton e Juan (Marquinhos); Maldonado, Willians, Kleberson (Petkovic) e Renato; Deivid (Diogo) e Diego Maurício
Técnico: PC Gusmão Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Gols: no primeiro tempo, Cesinha, aos 26 minutos. No segundo tempo, Renato Abreu, aos 35
Cartões amarelos: Felipe e Eder Luis (Vasco) e Marquinhos e Renato Abreu (Flamengo) Cartão vermelho: Dedé (Vasco)
Local: Engenhão (Rio de Janeiro). Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Auxiliares: Ediney Mascarenhas (RJ) e Luiz Muniz de Oliveira (RJ). Renda: 575.820,00. Público: 21.519 pagantes

outubro 24, 2010 Posted by | Flamengo, Vasco da Gama | | Deixe um comentário

Gre-Nal disputado em alto nível termina com empate no Olímpico

Grêmio passou à frente duas vezes, mas Inter buscou o 2 a 2

Um grande jogo, para um grande público. Com supremacia alternada, ora para o Grêmio, ora para o Inter, o Gre-Nal 383 terminou empatado.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

A partida, válida pela 31ª rodada do Brasileirão 2010, foi disputada na tarde deste domingo, no Estádio Olímpico, e teve placar de 2 a 2.

André Lima e Fábio Santos fizeram os gols do Grêmio. O Inter igualou com Alecsandro e D’Alessandro. Fábio Rochemback foi expulso.

Com o empate, o Inter segue à frente do rival. Os colorados têm 48 pontos, e estão na 5ª colocação. O Grêmio, com 47, é o 8º colocado

O velho Celso Roth
Celso Roth alterou a estrutura tática do Inter. Priorizou no planejamento para o Gre-Nal o combate ao Grêmio. Abdicou do 4-2-3-1, que dava à equipe posse de bola, para adotar um 3-6-1 repleto de marcações individuais – sistema utilizado por Roth no próprio Grêmio, em 2008.

Glaydson perseguiu Jonas a cada palmo de chão; Wilson Matias controlou Lúcio; Guiñazu vigiou Douglas; Bolívar cuidou de André Lima; e os laterais Nei e Kleber bloquearam os espaços de Fábio Santos e Gabriel.

Estratégia bem sucedida no início, mas frustrada logo após o Grêmio entender o que estava acontecendo. No seu 4-4-2 habitual, passada a surpresa com as mudanças do adversário, o time de Renato Gaúcho ocupou o campo colorado. E com a movimentação de seus principais jogadores, foi descosturando a rede de marcação alinhavada pelo Inter.

O Imortal
Logo contra o Inter, André Lima estreou novo par de chuteiras. Azuis. No pé direito, em branco, a inscrição ‘O Imortal’, referência ao mito da imortalidade tricolor – uma equipe proclamada aguerrida por seus torcedores. Sem nunca desistir da vitória. E foi pé-quente.

Mas no gol que marcou, André Lima usou estas mesmas chuteiras celestes apenas para impulsionar o corpo. De cabeça ele completou cobrança de falta do meia Douglas, aos 36, antecipando-se a Renan: Grêmio 1 a 0.

À esta altura o Grêmio dominava o primeiro tempo. Jonas perdera gol tão incrível que a legalidade da jogada estarreceu a todos. Ele surgiu livre em frente a Renan. Não estava impedido. Tocou para fora. Ainda antes, Douglas concluiu mal uma bela jogada pela esquerda. E depois do gol os tricolores seguiram posicionados praticamente dentro da área colorada, pressionando sob o combustível de um estádio em êxtase.

– Fica Celso Roth! Fica Celso Roth! – cantaram os gremistas quando os adversários deixaram o campo rumando ao vestiário dos visitantes.

Dois goleiros
Do mesmo vestiário, o Inter voltou com a primeira alternativa para corrigir a falta de ambição inicial. Rafael Sobis entrou, como atacante, em lugar de Glaydson, configurando um 4-4-2. O ímpeto tricolor, entretanto, intensificado pela vitória parcial, manteve o Grêmio no comando da partida.

Sobraram jogadas de efeito, lançamentos de trivela, toques de calcanhar, tabelas com passes de primeira, aproximações e passagens. Mas com tanta ênfase no detalhe o Grêmio esqueceu-se de aumentar a vantagem. Exagerou no capricho, desperdiçando chances.

D’Alessandro entrou em cena, e convocou Victor aos melhores momentos. Primeiro, o goleiro da Seleção Brasileira espalmou um chute de Rafael Sobis. Depois, duas vezes, barrou conclusões do meia argentino.

Quando Victor não achou a bola, Fábio Rochemback usou as mãos. Reprisando o uruguaio Suárez na Copa do Mundo, na partida contra Gana, o volante do Grêmio defendeu cabeçada de Índio. Pênalti, e expulsão do gremista. Aos 20m, na cobrança, Alecsandro bateu forte, e empatou.

O Homem Gre-Nal
Houve pouco tempo para a comemoração dos 2,8 mil colorados que foram ao Estádio Olímpico. Quatro minutos depois, os cânticos do lado vermelho da arquibancada foram abafados pela euforia dos mais de 40 mil tricolores: Fábio Santos tabelou com André Lima, invadiu a área, e torpedeou Renan, fazendo 2 a 1 para o Grêmio.

Esta mesma torcida do Inter voltaria a comemorar e fazer festa. D’Alessandro, jogador que adora clássicos, que sente prazer em sobrepujar o Grêmio, justificou a fama de ‘Homem Gre-Nal’. Aos 38 ele recebeu fora da área, teve tempo para girar, e metralhar de canhota. A bola passou por Victor, entrou no canto esquerdo, e decretou o empate em 2 a 2.

Próximos jogos
Pela 32ª rodada, Grêmio e Inter jogam em dias distintos. Primeiro, os gremistas enfrentam o Fluminense no Rio de Janeiro, às 21h de quinta-feira. Às 16h de sábado os colorados recebem o Santos, no Estádio Beira-Rio.

GRÊMIO 2 X 2 INTER
Victor; Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Fábio Rochemback, Vilson, Lúcio e Douglas (Gilson); Jonas (Diego Clementino) e André Lima (Adilson). Renan; Bolívar, Índio e Glaydson; Nei, Wilson Matias (Leandro Damião), Guiñazu, Glaydson (Rafael Sobis), D’Alessandro, Giuliano (Andrezinho) e Kleber; Alecsandro.
Técnico: Renato Gaúcho. Técnico: Celso Roth.
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre. Data: 24/10/2010. Árbitro: Carlos Simon (Fifa-RS). Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Roberto Braatz (Fifa-PR).
Gols: Douglas (Grêmio), aos 36m do 1º tempo. Alecsandro (Inter), aos 20m; Fábio Santos (Grêmio), aos 24m, e D’Alessandro (Inter) aos 38m, todos no 2º tempo.
Cartão amarelo: Adilson (Grêmio) e Guiñazu (Inter). Cartão vermelho: Fábio Rochemback (Grêmio).
Público: 45.234 torcedores. Renda: R$ 945.528,00

outubro 24, 2010 Posted by | Grêmio, Internacional | | Deixe um comentário

Galo faz 4 a 3 sobre o Cruzeiro em clássico incrível e escapa do Z-4

Obina marca três gols ainda no primeiro tempo e praticamente garante a vitória. Na raça, Cruzeiro diminui a vantagem, mas não consegue o empate

Espetacular! Essa é a melhor palavra para definir o clássico mineiro. Tudo conspirava para que o Cruzeiro conquistasse mais uma vitória do Campeonato Brasileiro. Afinal de contas, o público presente no Parque do Sabiá era formado apenas por torcedores cruzeirenses. E mais, o time celeste era o líder da competição, com uma campanha brilhante, e o Galo, na zona de rebaixamento há 21 rodadas, lutava para se livrar do péssimo retrospecto no torneio. Além disso, o Cruzeiro tinha em campo o craque do Brasileirão, Montillo, em grande fase. Mas não foi o que aconteceu. O dono do jogo foi Obina, que marcou três gols na vitória do Atlético-MG, por 4 a 3, em Uberlândia. Réver marcou o outro, e Thiago Ribeiro (2) e Gilberto fizeram para o Cruzeiro.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Obina se juntou a um seleto grupo de jogadores que já marcou três gols no mesmo clássico, após 1965, ano de inauguração do Mineirão. Tucho, pelo Atlético-MG, e Revétria, Ronaldo e Fábio Júnior, pelo Cruzeiro, já conquistaram o feito.

Com o resultado, o Cruzeiro perdeu a primeira posição na tabela. O time tem 54 pontos, o mesmo que o Fluminense, mas perde no saldo de gols: 18 a 9. Já o Galo deixou a zona de rebaixamento, com 34 pontos. A equipe alvinegra tem a mesma pontuação que o Vitória, mas fica na frente no número de vitórias.

Na próxima rodada, Cruzeiro e Atlético-MG jogarão no sábado, às 18h30m (de Brasília). A Raposa encara o Grêmio Prudente, no interior de São Paulo, enquanto o Galo pegará o Botafogo, na Arena do Jacaré. Antes, porém, o alvinegro terá um compromisso pela Copa Sul-Americana, na quarta-feira, às 19h45, também em Sete Lagoas.

Clássico frenético

Com todo o ambiente favorável, o Cruzeiro pareceu partir para cima do Galo. Porém, imediatamente, o time alvinegro mostrou que as coisas não seriam assim. Com um volume de jogo muito maior que o adversário, o Atlético-MG logo começou a criar as melhores chances.

E o gol não demorou a sair. Aos 6 minutos, Leandro chegou pela esquerda e fez um ótimo cruzamento. Obina subiu mais que o zagueiro Cláudio Caçapa e cabeceou de forma certeira, sem chances para Fábio. A bola ainda bateu no travessão, antes de balançar as redes do Cruzeiro.

Com o gol, vários torcedores do Atlético-MG, que até então estavam discretos no meio dos cruzeirenses, não resistiram e vibraram bastante. A Polícia Militar, como prometido, retirou várias pessoas do estádio.

E o Cruzeiro saiu para o jogo, mesmo assustado com o passeio imposto pelo Galo. Montillo teve chances, assim como Farías, mas a defesa atleticana evitou o empate. O Galo dava mostras de que o jogo estava dominado. E um jogador em especial estava iluminado: Obina.

Em mais um ataque de velocidade do Atlético-MG, o atacante fez mais um. O lateral-direito Rafael Cruz, aos 23 minutos, foi até a linha de fundo e cruzou na pequena área. A bola passou por Edcarlos e Cláudio Caçapa e chegou aos pés de Obina, que fez o segundo: 2 a 0.

Na sequência, o Cruzeiro teve a grande chance de diminuir o placar. Após escanteio cobrado por Montillo, Edcarlos foi empurrado por Werley dentro da área. O árbitro Sandro Meira Ricci não teve dúvidas e marcou o pênalti. Na cobrança, Montillo deu uma cavadinha, mas exagerou e tocou por cima da trave, pela linha de fundo.

Os jogadores do Galo comemoraram bastante e, no ataque seguinte, mais ainda, já que o Atlético-MG chegou, incrivelmente, ao terceiro gol, novamente com Obina. Aos 30 minutos, Diego Souza tocou para Serginho, que cruzou para a área. Obina, mais uma vez em excelente condição, abriu grande vantagem no placar: 3 a 0. Obina se juntou a jogadores como Tucho, Revétria, Ronaldo e Fábio Júnior, que já marcaram três gols no mesmo clássico.

O técnico Cuca, então, perdeu a paciência e tirou Diego Renan de campo. Gilberto entrou em seu lugar e, logo no primeiro lance, diminuiu o marcador. Thiago Ribeiro conseguiu chegar à linha de fundo, pela direita, e fez ótimo cruzamento para trás. Gilberto, aos 37 minutos, no primeiro toque na bola, pegou de primeira e mandou a bola no ângulo esquerdo de Renan Ribeiro: 3 a 1.

O Galo sentiu o golpe, tanto que o Cruzeiro fez uma pressão incrível até o fim do primeiro tempo. O time celeste teve chances de diminuir ainda mais o placar, mas esbarrou na boa atuação do goleiro atleticano.

Emoção sem precedentes

Cuca teve que alterar a equipe no intervalo. Jonathan não suportou as dores na coxa direita e foi substituído por Pablo, que passou a atuar improvisado na lateral direita. E o que se viu no segundo tempo foi uma partida de ataque contra defesa. O Cruzeiro pressionava, e o Galo se defendia, na tentativa de manter o placar favorável. Apenas nos contra-ataques, o Atlético-MG tentava alguma jogada, quase sempre impedida pelos zagueiros celeste.

Mas o Galo estava impossível. Em um lance isolado, o time arranjou um escanteio pela esquerda. O volante Serginho, aos 21 minutos, fez a cobrança, e Réver subiu mais que os zagueiros e fez o quarto. Assim como no primeiro gol, a bola chegou a tocar na trave, antes de balançar as redes de Fábio: 4 a 1.

Mas o Cruzeiro diminuiu o placar, aos 31 minutos. Pela direita, Pablo cruzou na área, e Farías cabeceou firme, para grande defesa de Renan Ribeiro. Porém, no rebote, Thiago Ribeiro, de cabeça, marcou o segundo. No minuto seguinte, novamente Thiago Ribeiro, após tabela com Montillo, bateu firme, sem chance para o goleiro atleticano: 4 a 3.

O Cruzeiro pressionou bastante, mas não conseguiu chegar ao empate. Ao fim do jogo, a torcida cruzeirense reconheceu a luta da equipe e aplaudiu a saída dos jogadores.

CRUZEIRO 3 X 4 ATLÉTICO-MG
Fábio; Jonathan (Pablo), Cláudio Caçapa, Edcarlos e Diego Renan (Gilberto); Fabrício, Henrique, Marquinhos Paraná (Roger) e Montillo; Ernesto Farías e Thiago Ribeiro. Renan Ribeiro; Rafael Cruz, Réver, Werley e Leandro; Zé Luis, Serginho e Diego Souza (Joedson) e Renan Oliveira (Alê); Obina e Diego Tardelli (Daniel Carvalho).
Técnico: Cuca. Técnico: Dorival Júnior.
Estádio: Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG). Data: 24/10/2010.Horário: 18h30m (de Brasília). Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF).Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (FIFA/MG) e Guilherme Dias Camilo (MG).
Cartões amarelos: Diego Renan e Fabrício (Cruzeiro); Werley e Daniel Carvalho (Atlético-MG).
Gols: Obina (Atlético-MG), aos 6 minutos, Obina (Atlético-MG), 23 minutos, Obina (Atlético-MG), aos 30 minutos, e Gilberto (Cruzeiro), aos 37 minutos do primeiro tempo; Réver (Atlético-MG), aos 21 minutos, Thiago Ribeiro (Cruzeiro), aos 31 minutos, Thiago Ribeiro (Cruzeiro), aos 32 minutos do segundo tempo.

outubro 24, 2010 Posted by | Atlético-MG, Cruzeiro | | Deixe um comentário

Prudente estraga festa para Pelé e vence o Santos na Vila Belmiro

Peixe cai para o lanterna do Campeonato Brasileiro em casa, irrita torcida e deixa Rei do Futebol sem presente de aniversário

A festa estava armada para o Rei ser homenageado. “Parabéns pra você” antes do jogo, camisa 70 para Neymar homenagea-lo e faixas com o seu rosto enfeitavam a Vila Belmiro neste domingo. Mas a noite não foi do Santos, vaiado pelos seus fãs. E Pelé, que não foi ao jogo, recebeu o pior presente no dia posterior ao seu aniversário. De grego. Do lanterna Grêmio Prudente, que não se importou com o clima festivo e fez 3 a 2 no time da casa – e de virada.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Wesley, autor de dois gols do time prudentino, fez o que quis da defesa santista na segunda etapa do jogo. Enquanto o Alvinegro abusava das falhas, ele se fazia, provocando a ira da torcida santista. Tudo no segundo tempo, em 17 minutos.

Com a derrota, o Santos se distancia da briga pelo título do Brasileiro e do sonho da Tríplice Coroa – é o quarto colocado, com 48 pontos, seis a menos que o líder Fluminense. Faltam sete rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro. Já o Grêmio Prudente segue na lanterna do Nacional, mas agora com 24 pontos.

No próximo sábado, às 16h, o Santos enfrenta o Internacional, no Beira-Rio. No mesmo dia, mas às 18h30, o Grêmio Prudente recebe o Cruzeiro, no Prudentão.

A volta do soco no ar

A expectativa era de goleada, como nos tempos em que o soco no ar era visto com frequência nas comemorações, entre os anos 50 e meados dos anos 70. Mas o Santos demorou a engrenar na primeira etapa. Nos primeiros minutos de jogo foi o Grêmio Prudente, lanterna do Brasileiro, quem viu o goleiro Rafael mais de perto. Aproveitando os erros de passes do Peixe, a dupla Wesley e Wilian só não marcou porque não foi bem na pontaria. Foram oito chutes durante o tempo inicial, mas apenas 25% levaram algum perigo à meta alvinegra.

Com Keirrison ainda sem ritmo, o Peixe apostava no entrosamento de Neymar e Wesley. E, com eles, o Peixe passou a dominar a partida gradativamente. Até chegar ao primeiro gol, aos 19 minutos. Depois de boa jogada tramada pela dupla, Danilo cruzou e o camisa 9 aproveitou para fazer 1 a 0. Na comemoração, o maior atleta da história do Alvinegro. Alan Patrick, Zé Eduardo, Neymar e Keirrison formaram a quadra que deu um soco no ar para lembrar Pelé, que não esteve na Vila Belmiro.

Aos 36, o Santos ampliou a conta. Alan Patrick cobrou falta, Zé Eduardo desviou e Durval completou para o fundo das redes de Giovani, que nada pôde fazer para evitar os 2 a 0. Mas a torcida santista comemorou mais três vezes, mesmo sem ver os gols. Cada vez que o sistema de som anunciava um gol de Obina para o Atlético-MG, as arquibancadas vibravam pela queda do Cruzeiro, rival na briga pelo título. Em campo, o Peixe fazia fintas e trocava belos passes para enfeitar ainda mais o presente de Pelé.

Pane Alvinegra

Nem parecia o Santos das belas jogadas, dos dribles desconcertantes e dos gols. A pane tomou conta do Peixe na segunda etapa. E o que parecia improvável aconteceu na Vila Belmiro. Em 17 minutos, o Grêmio Prudente, último colocado do Campeonato Brasileiro, virou a partida. Três gols, dois do atacante Wesley, que fazia o que queria da dupla Durval e Edu Dracena.

Logo no primeiro minuto, o camisa 11 zombou da defesa alvinegra e aproveitou uma falha de Léo para descontar. Depois, aos 9 minutos, o empate em cobrança de pênalti de Gilmar. A infração foi marcada depois que Danilo errou um passe e obrigou Edu Dracena a apelar, fazendo falta em Wilian. Aos 17, o golpe final. O Prudente avançou em velocidade, Rhayner bate errado, mas Wesley consegue virar o jogo em 3 a 2 para os visitantes.

O Prudente debochava do time de Pelé. Fazia o que queria da defesa santista. E deixava enfurecida a torcida alvinegra, que esmurrava os vibros de proteção das arquibancadas. Não adiantava nem mesmo o sistema de som anunciar a vitória elastica do Galo sobre o Cruzeiro. A torcida que no início se preparava para comemorar uma vitória um dia após o aniversário do Rei estava irada. Profundamente irritada com a postura do time de Martelotte.

A situação só começou a mudar depois que o Prudente teve dois jogadores expulsos em menos de cinco minutos. O primeiro a sair foi Leonardo, depois de falta dura em Zé Eduardo. Em seguida, o atacante santista sofreu pênalti, obrigando a arbitragem a mandar Flávio mais cedo para o chuveiro. Até o improvável aparecer novamente na Vila Belmiro.

Carregando nas costas o número 70, Neymar se preparou para a cobrança. Mas a camisa parecia ter pesado para o garoto prodígio do Santos. E ele errou. Acertou o travessão superior de Giovani, que comemorou muito. Era o fim da festa sem graça para Pelé.

SANTOS 2X3 GRÊMIO PRUDENTE
Rafael; Danilo, Durval, Edu Dracena e Léo; Roberto Brum (Marquinhos), Arouca e Alan Patrick (Alex Sandro); Neymar, Zé Eduardo e Keirrison (Madson). Giovanni; Roberto, Flávio, Leonardo e Claydson; Anderson, Sasha, João Vítor e Adriano Pimenta (Gilmar); Wilian e Wesley (Anderson Bill)
Técnico: Marcelo Martelotte Técnico: Fábio Giuntini
Gol: Keirrison, aos 19, e Durval, aos 36 minutos do primeiro tempo. Wesley a 1 e aos 17, e Gilmar, aos 9 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Keirrison, Danilo e Edu Dracena (Santos). Leonardo, Giovani, Anderson,  Wesley e João Vitor (G. Prudente). Cartões vermelhos: Leonardo e Flávio.
Local: Vila Belmiro. Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP).  Auxiliares:Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Herman Brumel Vani (SP). Público: 11.075 pagantes. Renda: R$275.895,00.

outubro 24, 2010 Posted by | Grêmio Prudente, Santos | | Deixe um comentário

No detalhe, Timão vence Verdão em tarde de Bruno e Julio Cesar

Depois de sete jogos sem vencer, Corinthians recupera fôlego para buscar o título. Palmeiras volta a perder depois de nove jogos invicto

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Dizem que os clássicos muitas vezes são definidos no detalhe. Do detalhe de uma opção técnica a um desvio de bola involuntário. Neste domingo, no estádio do Pacaembu, foi assim, no detalhe, que Bruno César se sagrou o herói de um Corinthians desesperado por vitória contra um Palmeiras acomodado e sem criação. Foi do meia alvinegro o gol do triunfo por 1 a 0 na estreia do técnico Tite no Timão, em partida válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo foi observado pelo técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes.

O detalhe do gol do camisa 10, por exemplo, foi como um prêmio para o jogador que mais apareceu no jogo: um desvio em Marcos Assunção que enganou o goleiro Deola após chute de fora da área. Agora, o detalhe que atrapalhou o Palmeiras foi a indefinição de Felipão em relação a Valdivia. O treinador deixou o chileno no banco e alegou que ele sentia dores. Mas o colocou na etapa final e o perdeu com dores na coxa esquerda, as mesmas que fizeram o treinador optar por preservá-lo.

Houve ainda outros detalhes importantes. A forte marcação do meio-campo corintiano, anulando qualquer tentativa de reação alviverde, a falta de pontaria de Marcos Assunção nas cobranças de falta e a linda defesa de Julio Cesar na única cobrança que o palmeirense acertou em cheio. Enfim, o Corinthians foi melhor que o rival e finalmente conseguiu encerrar um longo jejum de sete jogos sem vitórias, com quatro derrotas e três empates. A crise dará uma trégua ao Timão.

Até porque com esse triunfo, a equipe do técnico Tite foi a 53 pontos e recuperou o fôlego na briga pelo título nacional. Já o Palmeiras, que segue com os mesmos 44 de antes, perdeu a chance de se aproximar da zona de classificação à Libertadores. A equipe do Palestra Itália não perdia havia nove jogos, contando também a Copa Sul-Americana.

Por conta das eleições, a próxima rodada do Campeonato Brasileiro será toda realizada até sábado, dia em que o Palmeiras encara o Goiás, na Arena Barueri. O Corinthians, por sua vez, joga na quarta-feira, com o Flamengo, no Engenhão, no Rio de Janeiro. Nesse dia, o Verdão tem quartas de final da Sul-Americana contra o Atlético-MG. A primeira partida será na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

Valdivia no banco? A pergunta tomou conta do estádio do Pacaembu, mas foi essa mesmo a decisão do técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari. Mesmo depois de durante a semana surpreender a todos e escalar o chileno por 90 minutos contra o Universitario de Sucre, após todos acharem que ele ficaria fora por conta de lesão muscular na coxa esquerda.

No Corinthians, nada de surpresa. O mesmo time que treinou durante a semana entrou em campo. Parecido com o Timão da Era Mano Menezes, mas com postura mais cautelosa. Apostando na forte marcação e aproveitando a ausência de Valdivia, principal cérebro do Verdão, os alvinegros dominaram a partida.

É verdade que sem criar muito, mas os espaços pareciam aparecer mais facilmente ao Corinthians. Enquanto Elias travava duelo intenso na marcação a Kleber, o corintiano Bruno César, de volta ao Timão após recuperar-se de lesão na coxa direita, aparecia como a estrela do clássico paulista.

Não à toa, o técnico Tite pedia toda hora que a bola passasse pelo seu armador, o único que tentava algo de diferente. E foi dele, que faz questão de dizer que não é goleador, o gol do Timão na etapa inicial. Aos 22 minutos, o camisa 10 recebeu de Roberto Carlos e chutou. A bola desviou em Marcos Assunção e entrou: 1 a 0 (veja no vídeo acima).

Goleador ou não, o fato é que ele é vice-artilheiro do Brasileirão. Mas e o Palmeiras, o que fez no primeiro tempo? Apostou nos chutões para Kleber e nas faltas de Marcos Assunção. Mas nenhuma delas levou perigo ao goleiro Julio Cesar. O Verdão, na verdade, sofreu com a falta de criatividade.

Mesmo depois de dizer que Valdivia não tinha sido escalado porque estava com dores musculares, Felipão resolveu colocá-lo em campo no segundo. Tirou Lincoln, que pouco fez no primeiro tempo, e mandou o chileno a campo (mas aos 34 minutos ele saiu com dores na coxa). Na lateral direita também teve mudança. Luis Felipe saiu para a entrada de Patrik.

Do lado do Corinthians, Tite nada mudou. E Bruno César também não. Adivinha de quem foi a primeira jogada de perigo da etapa final? Dele mesmo, o camisa 10 do Timão. Ele recebeu na esquerda e chutou cruzado. Percebendo que o meio de campo estava dominado pelo rival, o Verdão aumentou a marcação por ali.

Mas jogada de perigo do Alviverde só mesmo saindo dos pés de Marcos Assunção em cobranças de falta. Porém, ele não parecia inspirado. No Corinthians, Chicão, também ótimo na bola parada, também se arriscou. Mas assim como o rival não teve sorte. A bola passou raspando o travessão de Deola aos 17 minutos.

Se dentro de campo, o Corinthians não dava a alegria de um gol ao seus torcedores. Lá na Arena da Baixada, em Curitiba, o Atlético-PR arrancou o grito da Fiel. Quando o cronômetro marcava 23 minutos no Pacaembu, o Furacão fez 1 a 0 no Fluminense. O Timão, então, estava subindo para a vice-liderança.

Mas foi o goleiro Julio Cesar quem tranqüilizou a torcida corintiana. Aos 28 minutos, em falta muito perigosa cobrado por Marcos Assunção, ele fez a defesa da partida, evitando o empate do Alviverde. Um lance comemorado como um gol pela Fiel. Logo depois, o Verdão perdeu Valdivia e qualquer oportunidade de reação.

CORINTHIANS 1 X 0 PALMEIRAS
Julio Cesar; Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Bruno César (Danilo); Iarley (William Morais) e Ronaldo. Deola; Luis Felipe (Patrik), Danilo, Fabrício e Rivaldo; Edinho, Marcos Assunção, Luan e Tinga; Lincoln (Valdivia) (Dinei) e Kleber.
Técnico: Tite. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Gols: Bruno César, aos 22 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: William, Elias (COR); Marcos Assunção (PAL).
Público: 32.391 pagantes. Renda: R$ 1.085.683,50.
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 24/10/2010. Árbitro:Heber Roberto Lopes (Fifa-PR). Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC/Fifa) e Gilson Bento Coutinho (PR).

outubro 24, 2010 Posted by | Corinthians, Palmeiras | , | Deixe um comentário

Washington tem tarde para esquecer, e Flu empata com Atlético-PR

Há nove jogos sem marcar, Coração Valente faz gol contra em 2 a 2 na Baixada. Resultado coloca cariocas na liderança e tira Furacão do G-6

O placar pode até levar a imaginar que o confronto entre Atlético-PR e Fluminense, neste domingo, na Arena da Baixada, pela 31ª rodada do Brasileirão, foi daqueles de tirar o fôlego e mostrar por que as duas equipes ocupam a parte de cima da tabela. Mas não foi bem assim. Com muita catimba e erros de passe, o duelo foi pautado no meio de campo, e o 2 a 2 se deu mais pela disposição na reta final do que pela inspiração dos jogadores . Um deles, no entanto, teve uma tarde para esquecer: Washington.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Além de chegar a nove jogos sem fazer gols pelo Tricolor – o maior jejum de sua carreira -, o Coração Valente relembrou os velhos tempos e fez a alegria da torcida do Furacão, com um gol contra. Wagner Diniz, Marquinho e Conca completaram o placar. Os episódios negativos para Washington, no entanto, não param por aí. No gol do argentino, ele pegou a bola para cobrar pênalti, para desespero da torcida tricolor, que àquela altura já imaginava mais um erro do atacante. Mas Conca mostrou personalidade, pegou a bola, bateu e empatou o jogo.

Com o resultado, o Fluminense voltou ao primeiro lugar da competição, com 54 pontos, e torce contra o Cruzeiro no clássico com o Atlético-MG, às 18h30m (de Brasília), para se manter nesta colocação. O próximo compromisso está marcado para a próxima quinta, às 21h, no Engenhão, contra o Grêmio de Renato Gaúcho.

Já o Atlético-PR não tem muito o que comemorar. Os dois pontos perdidos em casa tiraram a equipe da zona de classificação para a Libertadores. Com 47, agora o Furacão é sétimo e encara o São Paulo, também quinta às 21h, na Arena Barueri.

A partida tinha peso decisivo para atleticanos e tricolores no Brasileirão, mas, antes de a bola rolar, a competição ficou em segundo plano. Ambos entraram em campo preocupados em reverenciar o rei. Como forma de homenagear Pelé, que completou 70 anos no sábado, o Furacão exibiu uma faixa com os parabéns pela data, enquanto o Fluminense fez com que duas de suas principais estrelas usassem a camisa 10 com o nome do craque: Muricy Ramalho e o argentino Conca, que deixou a idolatria a Maradona de lado.

Após o apito inicial de Wilson Luiz Seneme, no entanto, o futebol apresentado foi digno de envergonhar o maior jogador de todos os tempos. Burocráticos, Fluminense e Atlético-PR fizeram uma partida marcada por jogadas no meio de campo e muitas faltas. Conca e Paulo Baier não estiveram em seus melhores dias, e os goleiros Ricardo Berna e Neto se transformaram em meros espectadores.

Mesmo fora de casa, o Tricolor suportou bem a pressão do “caldeirão” da Baixada e foi quem mais permaneceu no campo ofensivo. Faltava, porém, qualidade para Washington e Rodriguinho, que não conseguiam finalizar na direção do gol. Apoiado pelo torcedor, o Furacão se mandou de forma objetiva para o ataque somente nos 20 minutos finais, apostando na velocidade de Guerrón e Branquinho. Nada muito eficiente e que resultou em apenas uma boa oportunidade desperdiçada pelo equatoriano.

Bolas paradas ‘acordam’ Neto e Berna

Apesar de o espetáculo em campo não ser dos mais empolgantes, a torcida do Atlético-PR não perdia o pique e gritava incessantemente o nome do clube. Contagiados, os jogadores resolveram se mandar para o ataque a partir do 40 e fizeram, enfim, com que os goleiros trabalhassem. Paulinho para os paranaenses e Washington para os cariocas cobraram faltas com precisão para voos certeiros de Ricardo Berna e Neto. Foi o único acerto de Washington na partida.

Washington ‘encerra’ jejum

Na volta para o segundo tempo, o panorama mudou pouco: as duas equipes continuavam errando bastante no meio e atuavam com uma displicência que não condizia com a importância da partida. Na arquibancada, o torcedor também permanecia inquieto e apoiando o Atlético-PR.

Sonolento, o Fluminense passou a dar espaços na defesa, principalmente pelo lado direito. Foi por ali que Paulinho levou perigo em jogadas de linha de fundo e Branquinho conquistou o escanteio que tirou o primeiro zero do placar, aos 15. Após cobrança fechada de Paulo Baier, Marquinho afastou o perigo, mas a bola voltou para os pés do meia, que  levantou mais uma vez na área. A bola voou e encontrou a cabeça de Washington, maior artilheiro da história do Brasileirão com 34 gols, em 2004, com a camisa do Furacão. O desvio mandou contra o patrimônio: 1 a 0 no placar e gritos irônicos dos torcedores paranaenses para o ex-artilheiro.

A fase do Coração Valente realmente não é das melhores. Como se não bastasse o gol contra, ele completou nove jogos sem balançar a rede a favor do Flu, maior jejum de sua carreira.

A vantagem fez com que o torcedor do Atlético ficasse ainda mais inquieto e o grito de “uh, caldeirão” tomou conta da Arena. Para piorar, o Fluminense aumentou sua lista de lesionados e perdeu Diogo, com uma torção no joelho. Mas foi exatamente com tudo contra que os cariocas mostraram força e conseguiram o empatar, aos 24, quando Diguinho tentou passe para Rodriguinho e a bola sobrou limpa para Marquinho. Com a perna direita (que não é a boa), o apoiador acertou um chutaço no canto esquerdo de Neto.

A igualdade fez com que a partida voltasse ao ritmo morno do início, com toques para o lado e pouca objetividade. Até que, aos 38, Wagner Diniz avançou pela direita e cruzou rasteiro para Nieto. O argentino se enrolou todo, mas a bola voltou para os pés do lateral, que estufou as redes de Ricardo Berna: 2 a 1 e mais gritos enlouquecidos na Arena.

Conca ‘briga’ com Washington, chama a responsabilidade e empata

Sete minutos para o fim, vantagem no placar, torcida apoiando. Tudo estava a favor do Atlético-PR. O Flu, por sua vez, não desistiu e foi buscar a igualdade mais uma vez quatro minutos depois. Em jogada rápida, Tartá, dispensado pelo Furacão no início do Brasileirão, aproveitou descuido da defesa, invadiu a área e recebeu uma trombada do paraguaio Ivan Gonzalez. Pênalti assinalado corretamente, mas que revoltou o torcedor, que trocou o “uh, caldeirão” por “vergonha”.

Enquanto isso, uma dúvida no Flu: quem cobraria o pênalti? Washington abraçou a bola, mas foi impedido por Conca, que chamou a responsabilidade para si e decretou o empate.

– Pedi, sim. A gente tem um bom diálogo – confirmou o argentino, após o jogo.

ATLÉTICO-PR X FLUMINENSE
Neto, Elder Granja (Wagner Diniz), Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Vítor (Nieto), Paulo Baier e Branquinho (Ivan Gonzalez); Guerrón e Bruno Mineiro. Ricardo Berna, Thiaguinho, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos (Julio Cesar); Diogo (Fernando Bob), Diguinho, Conca e Marquinho; Rodriguinho (Tartá) e Washington.
Técnico: Sérgio Soares. Técnico: Muricy Ramalho.
Gols: Washington contra, aos 15, e Marquinho, aos 24, Wagner Diniz, aos 38, e Conca, aos 42 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Paulinho e Bruno Mineiro (ATL-PR) Rodriguinho e Carlinhos (FLU).
Local: Arena da Baixada, em Curitiba. Data: 24/10/2010. Árbitro:Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP) . Auxiliares: Marco Antônio Martins (SC) e Angelo Rudimar Bechi (SC).

outubro 24, 2010 Posted by | Atlético-PR, Fluminense | , | Deixe um comentário

Sob forte calor, Ceará faz 2 a 0 e breca arrancada do São Paulo

Magno Alves e Diego Sacoman marcam os gols do Vozão em Fortaleza

A tarde quente de domingo em Fortaleza foi de festa para o Ceará, que parou a sequência vitoriosa do São Paulo com um triunfo por 2 a 0, no Castelão repleto, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os donos da casa, que não perdem há seis jogos, impediram que o adversário conseguisse a quarta vitória consecutiva na competição. O time paulista, com a zaga desfalcada, sofreu com a pressão do anfitrião e decepcionou os torcedores presentes.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Com o resultado, o Vozão chegou a 42 pontos, na 11ª posição, e segue forte na briga por uma vaga na Copa Sul-Americana. O time paulista permaneceu com 44 pontos, na nona colocação, e perdeu uma ótima oportunidade de se aproximar do G-4, a zona de classificação para a Libertadores da América. Na próxima rodada, o Ceará encara o Atlético-GO no Serra Dourada, às 21h (de Brasília), quinta-feira. No meso dia e horário, o Tricolor recebe o Atlético Paranaense na Arena Barueri.

Antes do início do jogo, dois momentos especiais: Geraldo entrou em campo com a camisa 10 e o nome de Pelé às costas. O Rei do futebol foi homenageado pelo aniversário de 70 anos, completados no sábado. Pelo São Paulo, Rogério Ceni entrou carregando “na garupa” um torcedor de 13 anos que precisou amputar as pernas, na altura dos joelhos, quando ainda era um bebê. Mesmo assim, Carlos Roney deseja ser goleiro e até defendeu um chute do camisa 1 tricolor no campo do Castelão.

Com os termômetros na casa dos 30 graus (teve até paralisação para que os atletas pudessem beber água), o calor foi realmente um adversário à parte – sem horário de verão, o jogo começou às 15h pelo horário local. Mas este não foi o único motivo de o time paulista ter tido tantas dificuldades. Com desfalques na defesa, Carpegiani escalou Renato Silva improvisado na lateral direita, e Xandão ao lado de Miranda. Diogo ocupou a ala esquerda. Aproveitando a perda de jogadores importantes no adversário, o Ceará apostou na velocidade, acionando principalmente os laterais Boiadeiro e Vicente. E pressionou desde o início.

O Tricolor só teve um grande momento na etapa inicial, quando Ricardo Oliveira balançou a rede, mas o bandeira apontou impedimento, em um lance muito difícil de avaliar. O Vozão criou várias oportunidades, dando muito trabalho para Rogério Ceni, que logo passou a ser ovacionado como o “melhor goleiro do Brasil”. Mas o camisa 1 não conseguiu segurar uma cabeçada de Magno Alves, aos 20 minutos: 1 a 0 para o Ceará. Ceni reclamou muito, dizendo que a bola saiu do campo antes do cruzamento de Vicente, mas não teve êxito. O gol foi legal, e a torcida do Alvinegro, maioria no Castelão, fez festa.

Carpegiani tentou mudar a postura da equipe, que estava muito recuada e não conseguia desenvolver as jogadas com o quarteto ofensivo. O treinador tirou Xandão e colocou Ilsinho pela lateral. O objetivo era ter mais um jogador para carregar a bola ao ataque e, ao mesmo tempo, tentar conter um pouco a descida de Vicente. Renato Silva, que antes estava na lateral, passou a formar a zaga com Miranda.

Mas o que o técnico são-paulino não imaginava era que o zagueiro Diego Sacoman iria acertar um lindo chute de longe, indefensável para Ceni. A bomba foi no ângulo direito do goleiro e fez a torcida celebrar: 2 a 0. Sacoman ajoelhou no campo, incrédulo, enquanto era abraçado pelos companheiros. O Ceará ainda criou algumas oportunidades, e o São Paulo apareceu diante de Michel Alves com Lucas e Ricardo Oliveira, mas o primeiro tempo terminou com a vitória parcial do Vozão.

Segundo tempo

O segundo tempo parecia uma reprise do primeiro. Apesar de o São Paulo até ter tentado uma ou outra jogada de ataque, o Ceará continuava pressionando e criando as melhores oportunidades, baseado na velocidade. Mais cansado, o adversário tentava seguir o ritmo do anfitrião. Diego Sacoman quase fez o segundo dele ao cabecear a bola para o chão, mas desta vez Ceni ficou com ela. O chute de Fernandão, isolando a bola na direção da torcida cearense, era o retrato do que o time paulista havia criado até o momento.

Magno Alves e Geraldo eram os principais articuladores das jogadas do Ceará. Vendo isso, Carpegiani tentou mudar a forma de o São Paulo jogar mais uma vez. Tirou Diogo, colocou o volante Zé Vitor para ajudar na marcação e jogou Carlinhos Paraíba para fechar pela esquerda. Marlos também substituiu Lucas, que não rendeu bem e chegou a ser vaiado pela torcida são-paulina. O técnico Dimas Filgueira também trocou no Ceará: Washington, aplaudido, deixou o campo para a entrada de Misael.

Mas se o calor já era um problema maior para o São Paulo desde o início do jogo, o Ceará também diminuiu o ritmo na segunda etapa, após aplicar uma verdadeira correria diante do rival. Ainda criava mais, só que já deixava o Tricolor mais solto. Tanto que Fernandinho bem que tentou descer pela esquerda e surpreender Michel Alves, mas foi parado pela defesa. O mesmo Fernandinho teve de deixar o campo aos 30 minutos, com dores na panturrilha direita, e a equipe paulista ficou com um jogador a menos no final da partida.

A tarde se encerrou com festa para os donos da casa, em busca da vaga na Sul-Americana, e gritos de olé.

CEARÁ 2 X 0 SÃO PAULO
Michel Alves; Anderson, Diego Sacoman, Fabrício, Boiadeiro, Vicente, Geraldo (Careca), João Marcos, Michel, Magno Alves (Reina), Washington (Misael) Rogério Ceni, Renato Silva, Xandão (Ilsinho), Miranda e Diogo (Zé Vitor); Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba, Lucas (Marlos) e Fernandinho; Fernandão e Ricardo Oliveira
Técnico: Dimas Filgueira Técnico: Paulo César Carpegiani
Gol: Magno Alves, aos 20, e Diego Sacoman, aos 34 minutos do primeiro tempo
Cartão amarelo: Lucas e Diogo (SP)
Local: Castelão, em Fortaleza, CE. Data: 24/10/2010. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ) . Auxiliares: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA) e Rodrigo Pereira Joia (RJ).
Renda: R$ 1.118.960,00 Público: 44.591 pagantes

outubro 24, 2010 Posted by | Ceará, São Paulo | , | Deixe um comentário

Goiás bate o rival direto Avaí e fica a três pontos do primeiro fora do Z-4

Gol de pênalti de Bernardo garante o triunfo do time goiano, que ultrapassa o adversário catarinense na tabela de classificação (31 pontos contra 30)

O Goiás recebeu neste domingo o Avaí, no Serra Dourada, e conseguiu vitória muito importante em sua luta contra o rebaixamento. Bernardo, de pênalti, fez o gol do triunfo por 1 a 0. A partida foi válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Com o resultado, ambas as equipes seguem na zona de rebaixamento. O Goiás, entretanto, ultrapassou o Avaí e tem agora 31 pontos, um a mais que o rival. O esmeraldino passou a ficar três pontos abaixo da primeira equipe fora da zona da degola.

O confronto foi o primeiro de três que os dois clubes vão travar num curto espaço de tempo. Os outros dois, válidos pela Copa Sul-Americana, acontecem nesta quartas-feira (27) e no dia 11 de novembro.

Avaí começa bem nos contra-ataques

A duas equipes optaram por esquemas com três zagueiros para o início do jogo. O Goiás, desde o apito inicial, demonstrou mais volume de jogo, mas foi o Avaí, nos contragolpes, que levou perigo primeiro. Em duas oportunidades, Roberto foi lançado nas costas da zaga e saiu na cara do goleiro Harlei, que em ambas as situações fez grandes defesas e salvou o esmeraldino.

Aos poucos, o Goiás conseguiu transformar o maior volume em chances. Explorando o lado direito de seu ataque, o time da casa criou oportunidades por meio de Éverton Santos, o substituto do suspenso Rafael Moura (fez dupla com Felipe no ataque). Primeiro, o atacante serviu Bernardo, que perdeu gol incrível na pequena área. Depois, ele mesmo chutou forte e obrigou Zé Carlos a espalmar para fora com dificuldade.

Pênalti bobo dá vantagem ao Goiás

Quando o primeiro tempo já caminhava para o fim, o Goiás encontrou seu gol. Aos 42, após cruzamento da direita, Marcos se enroscou com Bernardo dentro da área e a arbitragem marcou pênalti. O próprio Bernardo bateu firme e pôs o Verdão do Cerrado em vantagem.

Depois do intervalo, o Avaí voltou com Válber no lugar de Robinho não função de ligação com o ataque. O time catarinese mostrou-se ligeiramente mais ousado, embora não tenha tido facilidade para ameaçar o gol do rival.

No Goiás, aos 8 minutos, Valmir Lucas entrou na vaga do zagueiro Marcão, que além de já ter um cartão amarelo, reclamava de dores nas costelas. Precisando do resultado, o Avaí chegou a ameaçar o Goiás, principalmente em jogadas aéreas. Válber e Diogo Orlando chegaram a perder chances em cabeçadas.

Goiás se fecha e segura o resultado

Preocupado, o técnico Jorginho resolveu fechar o meio do campo e trocou Bernardo por Carlos Alberto. Ao contrário do primeiro tempo, foi o Goiás quem passou a atuar explorando os contra-ataques, principalmente depois que Vagner Benazzi lançou o atacante Vandinho na vaga do ala Marcos.

O jogo ficou mais movimentado, com chances de gol para os dois lados. Wellington Monteiro acertou a trave avaiana com um chute de fora da área que desviou na zaga. Pouco depois, aos 28, Roberto teve a chance do empate, mas a bomba foi em cima de Harlei, que fez grande defesa.

Aos 34, Jorginho armou de vez o ferrolho esmeraldino: tirou o atacante Felipe para lançar o volante Jonílson. O expediente deu certo, e o Goiás segurou o resultado positivo. Pouco antes do apito final, Bruno Silva fez falta violenta em Jonílson e levou o vermelho direto. Foi o último suspiro dos avaianos.

GOIÁS 1 X 0 AVAÍ
Harlei; Ernando, Rafael Tolói e Marcão (Valmir Lucas); Douglas, Amaral, Wellington Monteiro, Bernardo (Carlos Alberto) e Wellington Saci; Éverton Santos e Felipe (Jonílson). Zé Carlos; Emerson Nunes, Leo San e Bruno Silva; Marcos (Vandinho), Diogo Orlando (Danielzinho), Rudnei, Caio e Eltinho; Robinho (Válber) e Roberto.
Técnico: Jorginho. Técnico: Vagner Benazzi.
Gol: Bernardo, aos 42 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Marcão, Valmir Lucas, Amaral (GOI), Marcos e Eltinho (AVA). Cartão vermelho: Bruno Silva (AVA).
Data: 24/10/2010. Estádio: Serra Dourada, em Goiânia. Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa-RS). Assistentes: Ednílson Corona (Fifa-SP) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS).

outubro 24, 2010 Posted by | Avaí, Goiás | | Deixe um comentário

Campeonato à parte: Vasco x Flamengo em nova casa

Pela primeira vez, Clássico dos Milhões será no Engenhão. Sem grandes pretensões, times buscam vitória para torcida

Vasco e Flamengo se enfrentam neste domingo, às 18h30. E pela primeira vez o Clássico dos Milhões será realizado no Engenhão. Em situações parecidas no Brasileiro, os times entram em campo em busca da vitória no “campeonato à parte” e de moral para a reta final da competição.

No Vasco, o técnico PC Gusmão barrou Ernani e lançará o jovem Diogo na lateral esquerda, já que não conta com Ramon e Max, lesionados, além de Carlinhos, suspenso. No restante das posições, o time de São Januário será o mesmo que acabou derrotado para o Atlético-GO.

– Deixei claro para eles que comigo não tem idade e nem nome. Se chegar no grupo e tiver o brilho no olhar que os companheiros têm e a vontade vencer que o companheiros têm, vai ter oportunidade. É lógico que, acima de tudo, vem a qualidade. O Diogo foi posto ali em duas ocasiões na Sub-23. Contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte, e contra o Corinthians,  e foi muito bem – disse o treinador.

Um dos mais experientes do grupo e acostumados a Vasco x Flamengo, Felipe reafirma a importância da vitória para a continuidade do campeonato e garantiu que a equipe se entregará ao máximo para sair de campo com os três pontos.

– É um campeonato à parte. Ganhar do maior rival é sempre uma alegria grande, o torcedor fica muito feliz, além da conquista dos três pontos. Vamos tentar repetir algumas boas atuações, como contra o Corinthians. Vamos respeitar o Flamengo, mas procurando nos impor para sair com a vitória.

Invicto há cinco partidas, o Flamengo vive um dos melhores momentos na disputa do Brasileirão. A chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo e a nova postura em campo resgatou a confiança dos jogadores. Se antes o pensamento era em fugir da zona de rebaixamento, com os últimos resultados conquistados, o grande objetivo agora é garantir uma vaga na Sul-Americana.

É com esse clima que o Rubro-Negro vai para o primeiro clássico contra o Vasco no Engenhão. Após cumprirem suspensão na partida contra o Internacional, David, Léo Moura e Willians voltam ao time titular no próximo domingo. Os dois últimos, aliás, serão a grande arma do Fla pelo lado direito.

Apesar da boa atuação de Ronaldo Angelim na vitória de 3 a 0 sobre o Colorado, Luxemburgo deverá confirmar a volta de David. E mesmo com a volta de Diogo, vetado dos últimos jogos por lesão no tornozelo, o comandante rubro-negro irá confirmar Diego Maurício ao lado de Deivid no ataque. Vivendo um bom momento no time principal, Drogbinha, estreante no Clássico dos Milhões, já sonha em marcar um gol no rival.

– É um momento muito especial para mim. Será o meu primeiro clássico com o Vasco no profissional. Este duelo representa muito. Seria uma emoção incrível fazer gol neste jogo. Fico imaginando como seria. Já sonhei com isto. Espero ajudar o Flamengo a sair vitorioso – disse o atacante.

FICHA TÉCNICA
VASCO X FLAMENGO

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 24/10/2010 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Auxiliares: Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Luiz A. Muniz de Oliveira (RJ)

VASCO: Fernando Prass, Fagner, Cesinha, Dedé e Diogo; Rafael Carioca, Rômulo, Fellipe Bastos e Felipe; Zé Roberto e Eder Luis. Técnico: Paulo César Gusmão

FLAMENGO: Marcelo Lomba; Léo Moura, Welinton, David e Juan; Maldonado, Willians, Kleberson, Renato; Diego Maurício e Deivid.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

outubro 24, 2010 Posted by | Flamengo, Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

Corinthians e Palmeiras se enfrentam no dérbi do mistério

Tite e Felipão comandam treinos secretos antes do clássico, que promete ser quente

A vitória neste domingo pode significar diferentes sensações para Corinthians e Palmeiras. Para a equipe de Tite, que inicia sua segunda passagem no time, a vitória no Pacaembu, neste domingo, significa quebrar a incômoda série de sete partidas sem vencer. Já no lado verde, comandado por Felipão, o triunfo no dérbi irá coroar a sequência de sete partidas sem derrota.

Para buscar a vitória e seguir firme na briga pelo título do Campeonato Brasileiro, o novo treinador do Corinthians contará com alguns “reforços”. Jucilei, Alessandro e Bruno César, que não atuaram diante do Guarani, retornam á equipe.

Além deles, o gaúcho também terá a presença de Ronaldo e ainda espera que o Fenômeno esteja presenta em todas as partidas do Corinthians na reta final do Brasileirão.

Entretanto, para continuar na condição de candidato ao título, o Corinthians necessita fundamentalmente vencer o Palmeiras. Essa é a avaliação de Tite.

– É um jogo-chave? É. A vitória remete a uma projeção da possibilidade de busca do título. A derrota retira essa possibilidade. Vai brigar por situação mais difícil, que é a Libertadores. Com empate, vamos observar o que acontece nos outros jogos – afirmou o treinador.

Tanta seriedade e expectativa pela partida motivaram o treinador a fechar o treinamento do Corinthians na sexta-feira, quando trabalhou a equipe taticamente. Ainda assim, Tite acredita que “treino-secreto” não ganha jogo, mas ao menos atrapalha o lado adversário.

A perspectiva de título para o Corinthians obviamente motiva todo o elenco, mas para Tite a sensação é ainda melhor já que em sua primeira passagem pelo clube a situação era diferente.

– Na outra vez, eu corria para fugir do inferno. Agora, vou correr para chegar ao céu – analisou.

O Palmeiras adotou uma arma para tentar surpreender o Corinthians no clássico de domingo: o mistério. O técnico Luiz Felipe Scolari, que inicialmente não conta com os laterais Gabriel Silva e Márcio Araújo, suspensos por terem levado o terceiro cartão amarelo, fechou as últimas atividades na Academia de Futebol.

Os substitutos dos dois, no entanto, ainda não foram definidos. Felipão, que revelou na atividade desta sexta-feira, que o Palmeiras ainda busca reverter a situação de um dos dois jogadores suspensos na CBF, quebra a cabeça para encontrar os prováveis substitutos.

Para a direita, o jovem Luís Felipe, de 19 anos, pode ser uma surpresa. O garoto que foi promovido nesta semana para treinar entre os profissionais, é recentemente elogiado pelos técnicos das categorias de base. A pressão do clássico, no entanto, não deve atrapalha ruma possível escolha de Felipão.

– Ele pode aparecer, sim. Vamos ver quem faz o lado esquerdo (do Corinthians). Mas tem a possibilidade de jogar o Luis Felipe, o Patrik, o Márcio. Na Copa São Paulo de Junior jogava ele de um lado e o Gabriel Silva do outro. É um menino jovem, tem de aprender – disse ele, apontando as outras opções para a posição.

Na esquerda, o meia Rivaldo deve fazer a função. Pierre e Maurício Ramos, que treinaram em separado nesta sexta e ainda sentem contusões, são dúvidas para o Dérbi. O primeiro já deveria ocupar uma posição no banco. Caso o segundo fique fora, o volante Fabrício deve aparecer no time titular.

CORINTHIANS X PALMEIRAS

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 24/10/2010 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Carlos Berkencrock (Fifa-SC) e Gilson Bento Coutinho (PR)

CORINTHIANS: Julio Cesar, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Bruno
César; Iarley e Ronaldo. Técnico: Tite.

PALMEIRAS: Deola, Luis Felipe (Patrik), Maurício Ramos (Fabrício), Danilo e Rivaldo; Edinho, Marcos Assunção, Tinga e Luan; Valdivia e Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

outubro 24, 2010 Posted by | Corinthians, Palmeiras | , | Deixe um comentário

Cruzeiro recebe o Atlético com Parque do Sabiá todo azul

Rivais mineiros duelam em Uberlândia em jogo em que apenas os torcedores celestes estarão nas arquibancadas

O Cruzeiro luta para se manter na liderança e o Atlético quer sair da zona do rebaixamento. Uma vitória no superclássico mineiro pode não só ser útil no objetivo de cada clube na reta final do Brasileirão como ainda atrapalhar os planos do rival. As duas equipes se enfrentam neste domingo, às 18h30, no Parque do Sabiá, em Uberlândia, no clássico mais importante dos últimos anos.

A tarefa alvinegra não é facil. O Cruzeiro é líder do Campeonato Brasileiro e tem a defesa menos vazada. Além disso, o jogo só terá torcedores cruzeirenses e o retrospecto recente é bem favorável ao time comandado por Cuca.

Desde a chegada do técnico Dorival Júnior o Atlético vem evoluindo bastante, entretanto. Como a prioridade do time é o Brasileiro, o Galo abriu mão de mandar os titulares para a partida contra o Santa Fe, na Colômbia, e aproveitou a semana toda para realizar treinamentos na Cidade do Galo.

O Cruzeiro também teve uma semana cheia na Toca da Raposa 2. Cuca, teve novidades positivas e outras nem tanto. Enquanto Diego Renan e Caçapa foram liberados do departamento médico e devem ser titulares, o artilheiro Wellington Paulista fica fora do confronto com uma entorse no joelho direito.

O volante Fabrício prega atenção para todo o time celeste. Ele rejeita o favoritismo apesar da melhor campanha da Raposa no Campeonato Brasileiro.

– É perigoso falar sobre favorito. Está tudo favorável, aí chega o adversário mordido, se motiva e atropela. A gente sabe que faltam poucas rodadas para acabar, poucos jogos em casa e temos que aproveitar e tentar ser 100% em casa – declara o volante.

Os titulares do Atlético tiveram, pela primeira vez, uma semana inteira de trabalho com o Dorival. A novidade do time é a presença do atacante Diego Tardelli, que ficou fora do time por três semanas se recuperando de contusão. Ele volta no clássico e Dorival poderá, enfim, contar com Réver, Diego Souza, Daniel Carvalho, Diego Tardelli e Obina.

Se no início do trabalho, o treinador tinha dificuldades para escalar a equipe por causa de contusões e suspensões, Ricardinho, contundido, e Fernandinho, suspenso, são os únicos desfalques.

Para sair da zona de rebaixamento, o Galo precisa vencer o rival e torcer pelo empate do Atlético-GO contra o Guarani, no Brinco de Ouro, ou a derrota do Vitória para o Botafogo, no Engenhão.

Com um desses dois resultados, o Atlético-MG fica fora da degola. Se os dois resultados acontecerem, termina a rodada em 15º lugar.

FICHA TÉCNICA:
CRUZEIRO X ATLÉTICO-MG

Local: Estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG)
Data/Hora: 24/10/2010 às 18h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Fifa-DF)
Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Guilherme Dias Camilo (MG)

ATLÉTICO-MG:
30- Renan Ribeiro, 26-Rafael Cruz, 5-Réver , 22-Werley e 6-Leandro; 15-Zé Luis, 31-Alê, 8-Serginho, 11-Diego Souza; 9-Diego Tardelli e 27-Obina. Téc: Dorival Júnior

CRUZEIRO:

1- Fábio, 2- Jonathan, 3- Caçapa, 4- Edcarlos, 6- Diego Renan; 5- Fabrício, 7- Marquinhos Paraná, 8- Henrique, 10- Montillo; 9- Farías e 11- Thiago Ribeiro. Téc: Cuca

outubro 24, 2010 Posted by | Atlético-MG, Cruzeiro | , | Deixe um comentário

Gre-Nal: Indícios de uma disputa em alto nível

Grêmio e Inter têm equipes entrosadas e jogadores em boa fase

Gangorra, o brinquedo dos parquinhos infantis, costuma ser a metáfora mais utilizada no dialeto do futebolês gaúcho. A analogia refere-se às oscilações que provocam desequilíbrio técnico nas fases de Inter e Grêmio: quando uma equipe está bem, invariavelmente a outra vai mal. Acima e abaixo. Dificilmente equiparados.

Mas o Gre-Nal das 18h30m deste domingo promete apresentar no Estádio Olímpico um embate de nível mais elevado, com tricolores e colorados candidatando-se a protagonistas do clássico 383. Categoria que certamente contará com o aguerrimento que caracteriza os rivais.

D’Alessandro e Douglas são os regentes. Nas duas áreas, os artilheiros Jonas e Alecsandro defendem bons números. O bicampeão da América, às vésperas do Mundial de Clubes, visitando a equipe de melhor campanha do segundo turno do Brasileirão, em busca de vaga na Taça Libertadores.

Um ponto separa colorados e gremistas na tabela. Após 30 rodadas, o Inter está na 6ª colocação, com 47 pontos; o Grêmio, 8º colocado, tem 46.

O Gre-Nal 382 ocorreu em 1º de agosto deste ano, no Estádio Beira-Rio, com empate em 0 a 0. Foi pela 12ª rodada do Brasileirão 2010. À época, Silas treinava o Grêmio. Além dele, o zagueiro Rodrigo, recém-contratado pelo Inter, também estava no Tricolor.

Outras ausências na comparação com o empate anterior são Taison, Sandro, Everton e Fabiano Eller, negociados pelo Inter. E Hugo, outro jogador que deixou o Grêmio.

*Grêmio e Inter formaram sua história de rivalidade em 382 partidas. A vantagem é colorada, com 144 triunfos, contra 120 do Tricolor e 118 empates. O Inter marcou 542 gols. O Grêmio fez 503.

*Houve Gre-Nal 118 vezes no Olímpico. Jogando em casa, o Grêmio leva vantagem, com 40 vitórias, 33 derrotas e 45 empates.

*Nos últimos 15 Gre-Nais válidos pelo Campeonato Brasileiro, apenas três tiveram mais de dois gols marcados – nas vitórias do Inter por 3 a 1 no Olímpico em 2004 e por 4 a 1 no Beira-Rio em 2008 e na vitória gremista por 2 a 1 este ano.

Grêmio: recuperando o status de ‘Maestro’ que tinha no Corinthians, Douglas vive sua melhor fase deste a chegada ao Grêmio, no início do ano. Com Renato Gaúcho, ganhou liberdade e se destaca no meio-campo.

Inter: Andrés D’Alessandro costuma desequilibrar em Gre-Nais. O argentino foi a campo em oito clássicos gaúchos. Marcou três gols, um deles na goleada de 4 a 1 pelo Brasileirão de 2008, jogo em que também deu o passe final para os outros três gols do Inter.

Escalações:

Grêmio: Não há desfalques, pelo menos não na comparação com as escalações recentes. Mário Fernandes e Souza seguem de fora, mas o meia integra a relação dos 22 convocados pelo técnico Renato Gaúcho para a concentração. Adilson perdeu a titularidade para Vilson. André Lima volta após lesão no joelho esquerdo.

O time deve ter Victor; Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos; Fábio Rochemback, Vilson, Lúcio e Douglas; Jonas e André Lima.

Inter: Celso Roth tem time quase titular para o Gre-Nal do Olímpico. Ele poderá demonstrar qual o sistema que mais o anima, o 4-4-2, com Rafael Sobis adiantado e Giuliano em lugar de Tinga, ou o 4-5-1, com o atacante desempenhando função de meia-ofensivo pelo lado esquerdo.

Escalação provável: Renan, Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Wilson Matias, Guiñazu, Giuliano. D’Alessandro e Rafael Sobis; Alecsandro.

outubro 24, 2010 Posted by | Grêmio, Internacional | , | Deixe um comentário

Santos encara o lanterna Prudente e tenta confirmar rodada favorável

Na briga pelo título brasileiro, Peixe tenta fazer valer em campo a vantagem que tem na teoria diante do último colocado do campeonato, na Vila Belmiro

O Santos tem uma boa oportunidade para diminuir ainda mais a distância para a liderança do Brasileirão nesta rodada. No entanto, precisa ratificar dentro de campo o que foi falado durante a semana para concretizar uma rodada teoricamente favorável. A partida será contra o Grêmio Prudente, lanterna do campeonato, neste domingo às 18h30, na Vila Belmiro.

Enquanto o Peixe enfrenta o último colocado, os concorrentes diretos ao título têm missões mais complicadas. O Cruzeiro faz o clássico mineiro com o Atlético-MG, o Corinthians encara o rival Palmeiras e o Fluminense enfrenta o Atlético-PR, em Curitiba. Para não deixar uma surpresa acontecer dentro de casa, o técnico Marcelo Martelotte pregou seriedade e escalou um time ofensivo com três atacantes: Neymar, Zé Eduardo e Keirrison.

Já o Prudente, que está desfalcado da dupla de zaga titular, tem uma tarefa bastante difícil para evitar o rebaixamento. Atuando na Vila, o time do interior paulista espera surpreender para continuar respirando na competição.

Marcelo Aparecido de Souza (SP) apita a partida. Ele será auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Herman Brumel Vani (SP). O Premiere Esportes transmite o duelo.

Santos: Quarto colocado com 48 pontos, seis atrás do líder Cruzeiro, o Peixe está na briga direta pelo título brasileiro. A intenção é aproveitar a rodada teoricamente favorável para colar ainda mais na ponta, já que o adversário na Vila Belmiro é o lanterna do campeonato. Enquanto isso, os times que estão à frente na tabela têm jogos mais difíceis. Se vencer o Prudente e o Corinthians não ganhar, o Santos assume a terceira colocação.

Prudente: A situação do Grêmio Prudente é bastante complicada faltando oito jogos para o final do Brasileirão. A equipe do interior paulista está na última posição, 11 pontos atrás do primeiro time fora da zona do rebaixamento, no início da rodada. Para conseguir se livrar da queda para a Série-B, o Prudente tem que pensar em vencer e contar com o tropeço dos adversários.

Santos: A equipe terá duas alterações em relação à última rodada. O lateral-esquerdo Léo, recuperado de uma lesão na cervical, volta ao time na vaga de Alex Sandro. Já o atacante Keirrison é a grande novidade no lugar do lateral Pará, que está suspenso. Com isso, o volante Danilo será deslocado para a ala, e o Peixe vai a campo com três atacantes. O técnico Marcelo Martelotte ainda terá à disposição jogadores que deixaram o departamento médico, como Marcel, Marquinhos e Madson. O time titular será: Rafael; Danilo, Durval, Edu Dracena e Léo; Roberto Brum, Arouca e Alan Patrick; Neymar, Zé Eduardo e Keirrison.

Prudente: Sem poder contar com a dupla de zaga titular, Flávio e Leonardo devem entrar na equipe nas vagas dos suspensos Anderson Luís e Diego Garetta. Na lateral esquerda, Arthur disputa a posição com Cleidson, mas o primeiro deve começar atuando. A provável escalação do time do interior é: Giovanni; Roberto, Flávio, Leonardo e Arthur; Anderson, Sasha, João Vítor e Adriano Pimenta; Wanderley e Wesley.

outubro 24, 2010 Posted by | Grêmio Prudente, Santos | , | Deixe um comentário

Com previsão de calor, Ceará recebe o São Paulo

Sampa até tentou mudar o horário do jogo, mas a expectativa é de alta temperatura

Se em alguns jogos nesta temporada, o time do Ceará sofreu com o frio do Sul e Sudeste brasileiro, o momento agora é de revanche. A equipe alvinegra recebe o São Paulo neste domingo, às 16h (horário de Brasília, que adota o horário de verão), com a previsão de uma temperatura acima dos 30 graus.

Em 12º lugar com 39 pontos e sem perder há seis rodadas, os cearenses sabem que poderão tirar vantagem do rival paulista no duelo do Castelão.

– Acho que o horário da partida acabou se tornando positivo para nós. Estamos adaptados ao clima e ao calor aqui de Fortaleza. Deve ser sim um ponto favorável para nós. O São Paulo vai querer cadenciar o jogo, mas temos de impor um ritmo forte logo no início – destacou o lateral-esquerdo Vicente.

Além do calor como aliado, os alvinegros deverão ter o apoio de mais de 30 mil torcedores. Até a sexta-feira, mais de 15 mil ingressos já haviam sido comercializados. Outra boa notícia é que o atacante Marcelo Nicácio se recuperou a tempo de um edema muscular na coxa esquerda e vai para o jogo. O desfalque é o volante Heleno, suspenso. Em seu lugar, Dimas Filgueiras vai colocar o zagueiro Diego Sacoman.

No Tricolor, muitos são os desfalques. Alex Silva, Jean e Richarlyson estão suspensos, e dão lugar a Xanxão, Renato Silva e Diogo. Outra importante baixa é Dagoberto, que ingeriu substância dopante ao tomar medicação para dor de cabeça durante a semana. Como precaução, a comissão técnica aposta em Fernandão para o ataque.

– Cada um tem a sua conduta. O médico fala para, se incomodar, ligar. Mas ele preferiu tomar (o remédio) e está arcando com as conseqüências. Ele não queria ficar fora do jogo, mas todos perdemos com essa história – avaliou Miranda.

Com Paulo César Carpegiani, o Sampa fez três jogos e venceu todos. Por isso, na 9ª colocação com 44 pontos, o time quer manter o embalo para seguir sonhando com a classificação para a Libertadores.

FICHA-TÉCNICA

CEARÁ X SÃO PAULO

Local: Castelão, em Fortaleza (CE)
Data/hora: 24 de outubro, às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA) e Rodrigo Pereira Jóia (RJ)

CEARÁ: Michel Alves; Boiadeiro, Anderson, Fabrício e Vicente; Diego Sacoman, Michel, João Marcos e Geraldo; Marcelo Nicácio e Magno Alves. Técnico: Dimas Filgueiras.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Renato Silva, Xandão, Miranda e Diogo; Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba, Lucas e Fernandinho; Ricardo Oliveira e Fernandão. Técnico: Paulo César Carpegiani.

outubro 24, 2010 Posted by | Ceará, São Paulo | , , | Deixe um comentário

Goiás e Avaí fazem prévia da Copa Sul-Americana

Equipes, que vão se enfrentar pelas quartas de final da competição latina, lutam contra o rebaixamento no Brasileiro

Goiás e Avaí fazem neste domingo, às 16h, no Serra Dourada, uma prévia do confronto pelas quartas de final da Copa Sul-Americana.

Assim como na competição latina, a partida terá um caráter decisivo. Explica-se: tanto Avaí (30 pontos) quanto Goiás (28), estão na zona de rebaixamento e precisam da vitória para respirar e seguir com chances de escapar de uma queda para a Segunda Divisão.

O Goiás teve uma má notícia na última sexta-feira: a suspensão de Rafael Moura em julgamento do STJD por dois jogos. O jogador já cumpriu um, mas fica fora do confronto de seis pontos contra os catarinenses.

O técnico Jorginho lamentou o desfalque, principalmente por não ter mais nenhum atleta com as mesmas características de Rafael. Mesmo assim, o treinador confirmou que vai Éverton Santos, expulso na quarta-feira contra o Peñarol, será o substituto do camisa 9 ao lado de Felipe.

– Vamos entrar com o Éverton e o Felipe, eu queria ter um jogador de referencia, mas não consegui contratar e por isso vamos ter que explorar a velocidade dos dois. São dois jogadores que jogam muito pelas laterais, mas é importante que eles não fiquem muito distantes um do outro. Não podemos perder de forma nenhuma dentro de casa, ainda mais contra um adversário direto – ressaltou o treinador.

Jorginho deve manter a mesma base da equipe que enfrentou o Peñarol, mas deixou a possibilidade de fazer algumas modificações, como a entrada de Rafael Toloi e Carlos Alberto no time titular. Quem permanece com moral é Marcão, que quer quebrar o tabu contra o Avaí: nos quatro jogos oficiais entre a equipe, o Goiás não venceu nenhum. Marcão acredita que a partida será tensa e que o adversário é muito perigoso, mas que o Goiás não pode pensar em errar.

Avaí

Animado pela heroica classificação na Sul-Americana, diante do Emelec (EQU), na última quinta-feira, o Avaí espera conseguir uma vitória em Goiânia para tentar deixar a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A partida deste domingo vai servir também para o Leão conhecer melhor o Goiás, seu próximo adversário na competição latina.

– Vamos respeitar o Goiás, mas iremos atrás da vitória. Sabemos que é um adversário difícil, mas queremos para vencer – avisou o meia Caio.

Em campo, o técnico Vagner Benazzi não vai poder repetir a escalação do segundo tempo contra os equatorianos, quando o time alviceleste jogou seu melhor futebol. Isso porque o zagueiro Emerson e o meia Jeferson se machucaram durante o último jogo e nem viajaram com a delegação catarinense.

Na defesa, Benazzi deve optar pela entrada do zagueiro Léo San. No meio, Valber, que entrou muito bem contra o Emelec é o mais cotado para jogar no lugar antes ocupado por Jeferson. Por conta dos diversos problemas de lesão (Rafael, Gabriel, Patric, Marcinho Guerreiro, Rodrigo Thiesen, Leandro Bonfim e Sandro), alguns atletas das categorias de base podem aparecer.

FICHA TÉCNICA:
GOIÁS X AVAÍ

Estádio: Serra Dourada, em Goiânia (GO).
Data/hora: 24/10/2010, às 16h (de Brasília).
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS).
Auxiliares: Ednilson Corona (SP) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS).

GOIÁS: Harlei, Valmir Lucas, Ernando (Rafael Toloi) e Marcão; Douglas, Amaral, Wellington Monteiro, Bernardo e Wellington Saci; Felipe e Everton Santos.
Técnico: Jorginho.

AVAÍ: Zé Carlos, Marcos, Emerson Nunes, Léo San e Eltinho; Bruno, Rudnei, Caio e Valber; Robinho e Roberto.
Técnico: Vagner Benazzi.

outubro 24, 2010 Posted by | Avaí, Goiás | , | Deixe um comentário

Beneficiado pelo ‘G-6’, Atlético-PR recebe o Flu, que mira a liderança

Último time na zona da Libertadores, Furacão tem o Grêmio na cola e precisa vencer. Já o Tricolor seca o Cruzeiro para reassumir o primeiro lugar

 

Um mira a Libertadores, o outro o título, mas para ambos já é decisão. Povoando a parte de cima da tabela do Brasileirão, Atlético-PR e Fluminense escrevem neste domingo, às 16h (de Brasília), na Arena da Baixada, em Curitiba, mais um capítulo de uma história de rivalidade que inclui pancadaria generalizada nas Laranjeiras, em 1996, e disputa de vaga na final do Brasileirão, cinco anos depois. A partida é válida pela 31ª rodada do Brasileirão.

Sexto colocado, com 46 pontos, o Furacão foi o maior beneficiado com o retorno do G-4 ao Campeonato Brasileiro. Como Santos, campeão da Copa do Brasil, e Internacional, vencedor da Libertadores, estão a sua frente, a equipe paranaense tem hoje a última vaga brasileira na maior competição de clubes das Américas. Na sua cola, com a mesma pontuação e uma vitória a menos, porém, está o Grêmio, e despachar o Tricolor em casa é fundamental.

Já o Fluminense busca voltar para a primeira colocação. Com 53 pontos, a equipe de Muricy tem um a menos que o Cruzeiro, e assume temporariamente a liderança em caso de triunfo, uma vez que o rival joga às 18h30m. Para isso, precisa ignorar um jejum de vitórias que já dura quatro partidas.

Atlético-PR: falar em título pode parecer exagero, mas, na sexta colocação, com 46 pontos, o time rubro-negro é o último da zona da Libertadores – onde tentará se manter pelas próximas oito rodadas. Uma vitória é fundamental para o Furacão, já que a equipe paranaense tem Grêmio, Botafogo, São Paulo e Palmeiras em sua cola.

Fluminense: com um ponto a menos que o Cruzeiro, o Fluminense entra em campo para reassumir a liderança do Brasileirão. Nem que seja por algumas horas. Como joga antes da Raposa, a equipe tricolor retoma a ponta em caso de vitória e seca o adversário direto no clássico contra o Atlético-MG, às 18h30m (de Brasília), para se manter nesta posição..

Atlético-PR: a principal novidade no time do Atlético-PR aparece no ataque. Após ficar fora de três jogos, Bruno Mineiro volta à equipe, para formar dupla com o equatoriano Guerrón. No meio campo, Vitor deve atuar ao lado de Chico. Ivan González e Claiton ficam como opções. O Furacão deverá ter: Neto; Élder Granja, Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Vítor, Chico, Paulo Baier, Branquinho; Bruno Mineiro e Guerrón.

Fluminense: sem Deco, Fred e Emerson, lesionados, e Mariano, suspenso, o Fluminense perde muitas de suas principais referências ofensivas e fica praticamente refém de Conca. Na vaga do luso-brasileiro, Marquinho permanece na equipe, enquanto Washington e Rodriguinho formam o ataque titular. Já na lateral direita Thiaguinho reaparece. O Flu vai a campo com Ricardo Berna, Thiaguinho, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Diguinho, Marquinho e Conca; Washington e Rodriguinho.

Atlético-PR: o departamento médico rubro-negro anda ocupado. Raul, Márcio Azevedo, Deivid e Maikon Leite, lesionados, desfalcam o time neste domingo.

Fluminense: Fred, com uma lesão na panturrilha esquerda, Deco, estiramento na coxa direita, Emerson, edema no pé direito, e Mariano, suspenso, são os principais desfalques do Tricolor. Marquinhos, que se recupera de um estiramento na coxa direita, e Equi Gonzalez, estiramento na panturrilha esquerda, também estão vetados.

– Apesar de estar atrás na tabela, o Atlético-PR tem campanha melhor que o Flu no segundo turno do Brasileirão. O Furacão somou 19 pontos e só perdeu duas das últimas 11 partidas disputadas. O Tricolor fez 15, com apenas quatro vitórias em 11 jogos.

– O técnico Sérgio Soares precisou de três partidas para conquistar sua primeira vitória à frente do Atlético-PR – Furacão 2 x 1 Goiás. Antes disso, o time empatou em 0 a 0 com o Vasco e perdeu de 2 a 0 para o São Paulo.

– Na luta para voltar à ponta da tabela, o Fluminense é a equipe que mais vezes apareceu na liderança. O time ocupou o primeiro lugar em 16 das 30 rodadas disputadas, mas não vence há quatro jogos, desde o dia 29 de setembro quando derrotou o Avaí, por 1 a 0, em Volta Redonda.

outubro 24, 2010 Posted by | Atlético-PR, Fluminense | , , , | Deixe um comentário