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Renato lamenta escassez de atletas folclóricos, mas evita provocações

Em semana Gre-Nal, técnico do Grêmio muda discurso que o caracterizou

Gosto do Inter porque sobre eles ganhei dois apartamentos – disse há muito tempo um folclórico Renato Gaúcho,personagem que não se repetirá nesta semana. Às vésperas do primeiro Gre-Nal como técnico, ele evita declarações polêmicas.

Renato, um frasista nato, costumava provocar adversários quando ainda jogava. Desta maneira promovia o futebol comoespetáculo. Para encher estádios. Agora, como técnico, adota outro comportamento:

– Eu falava algumas coisas para ver estádio lotado. Gostava, mesmo se fosse no Beira-Rio. Eram 40, 50 mil pessoas me sacaneando, aí eu fazia um gol e sacaneava eles. Mas agora não tem mais isso, não entro mais em campo.

A justificativa é simples: o jogador pode entrar em campo e endossar seu discurso. Cumprir aquilo que prometeu. Sempre, ele faz questão de ressaltar, com respeito.

– No momento em que você não menospreza, não humilha o adversário, acho que esse tipo de entrevista é válida.

Aposentado das entrevistas folclóricas, Renato lamenta a escassez de sucessores em um estilo no qual inclui também Romário e Edmundo.

– Hoje em dia infelizmente não tem mais isso. Eu admiro jogadores assim. Mas hoje em dia, até pelas assessorias de imprensa, não tem mais isso. Nada contra as assessorias, mas às vezes o jogador quer falar algo, e não deixam. Isso mostra que o jogador tem personalidade, que ele pode fazer a diferença, que ele se garante em campo. Por isso que o Romário faz falta, o Edmundo faz falta, porque são jogadores que levam um número de pessoas muito maior ao clássico.

Sem este perfil polemista, Renato lembra que as declarações não seriam necessárias hoje. As campanhas, segundo ele, falam tudo o que é necessário para promover o clássico.

– Vocês podem ter certeza que não vai ter espaço para um mosquito aqui no Olímpico domingo. Os dois times estão com boas campanhas, isso é suficiente. Há pouco o Inter foi campeão da Libertadores, estamos próximos na pontuação, bem no campeonato. Se a torcida do Inter não vier, a do Grêmio vai lotar o seu espaço.

Dos tempos de jogador, quando concedia entrevistas que arrastavam torcedores às bilheterias – correligionários entusiasmados com o ídolo, ou adversários sedentos pela desforra – Renato guarda especial memória de um Gre-Nal disputado em 1984, após a conquista do Mundial Interclubes:

– Foi o Gre-Nal amistoso depois que voltamos do Mundial. Na época a imprensa disse que o Grêmio havia pintado o mundo de azul, e o Mauro Galvão disse que não, que o Rio Grande do Sul era vermelho porque eles tinham conquistado o Gauchão. Aí eu disse para o presidente: ‘marca um Gre-Nal então’. Foi em janeiro de 1984, vencemos por 4 a 2, e eu disse que o mundo todo era azul, sim.

outubro 19, 2010 - Posted by | Grêmio | ,

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