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Grêmio vence e cola na Libertadores. Cruzeiro mantém a liderança

Jogão no Olímpico tem camisas 10 em destaque e marca do artilheiro Jonas. Tricolor ganha por 2 a 1, de virada

A esperança veste azul. O azul do Grêmio. O Tricolor incorporou a garra que sua tradição exige e deu um jeito de vencer o líder do Campeonato Brasileiro de virada no Olímpico. O Cruzeiro largou na frente com seu maestro, o argentino Montillo. Júnior Viçosa empatou, e Jonas, de pênalti, derrubou a Raposa na tarde deste domingo.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

O resultado catapulta o sonho de vaga na Libertadores do Grêmio. A equipe de Renato Gaúcho, a melhor do segundo turno, subiu para 46 pontos, na sétima colocação. São quatro a menos do que o Corinthians, atual último classificado para a competição continental. A Raposa, 54, se manteve na ponta graças ao empate do Fluminense, agora com 53, no clássico contra o Botafogo.

Agora, as duas equipes passam a estudar seus maiores rivais. O Grêmio recebe o Inter às 18h30m de domingo. No mesmo dia e horário, o Cruzeiro duela com o Atlético-MG.

Montillo é o típico jogador que, já no berço, parece ter feito um pacto com a bola: onde ele vai, ela tem que ir junto; por onde ela circula, ele passeia atrás. O camisa 10 do Cruzeiro não precisa de extravagância para ser o núcleo do time mineiro. Drible discreto também é drible bonito, lançamento discreto também é lançamento bonito. E gol é sempre gol. Foi ele, aos 28 minutos do primeiro tempo, quem colocou o Cruzeiro na frente.

Douglas é o típico jogador que, já no berço, parece ter recebido um ímã capaz de atrair couro, capaz de atrair bola. É o clássico camisa 10 que vai a campo com um controle remoto embutido: basta apertar um botão mental para colocar a bola onde bem entende. Foi dele, aos 48 minutos do primeiro, um passe daqueles que só meias como ele (e Montillo) sabe dar. Jonas concluiu, Fábio espalmou, Júnior Viçosa marcou.

O estalo de genialidade dos dois articuladores foi o que de melhor aconteceu no primeiro tempo. Nos minutos iniciais, a qualidade de um time freou a ambição do outro. O temor parecia vencer a ambição. O Grêmio, empurrado pela torcida, resolveu ameaçar antes. Lúcio, de fora da área, obrigou Fábio a fazer grande defesa.

Montillo parecia bem controlado pelo sistema defensivo do Grêmio. Mas era a velha situação do “me engana que eu gosto”. Quando o Tricolor comeu mosca, ele aproveitou. Léo pegou a sobra de cruzamento pelo lado esquerdo da área e fez lançamento precioso para o outro lado. A bola caiu justamente no pé de Montillo. No primeiro chute, a bola parou em Fábio Rochemback. Mas ela tem um pacto com o argentino. Voltou de novo no pé dele. Aí foi corte para cima de Fábio Santos, zaga desnorteada, Victor batido. Belo gol do Cruzeiro.

Grêmio ficou grogue. O gol fez o time gaúcho cambalear. Montillo cresceu de vez na partida, passou reto pelos marcadores, centralizou todas as jogadas. Mas, curiosamente, foi o Tricolor quem criou chances. Fábio defendeu dois chutes de longe: um de Vilson, outro de Jonas. E aí brilhou o camisa 10 gremista.

Douglas conduziu a bola pela ponta direita, encarou a marcação olho no olho de Fabrício e acionou o controle remoto que tem dentro da chuteira. O passe, em diagonal, foi matemático, como se ele tivesse calculado cada centímetro. Jonas chutou já ao receber, e Fábio espalmou. No rebote, Júnior Viçosa completou para o gol. Eram 48 minutos de um primeiro tempo desenhado por dois jogadores vestidos com a camisa 10.

Grêmio vira, e Jonas se torna o maior artilheiro do clube em um Brasileiro

Um contrato sugerindo o empate não teria sido assinado por Grêmio e Cruzeiro no retorno do intervalo. Estava na cara das duas equipes que era vencer ou vencer. Montillo, pela Raposa, voltou a ameaçar, mas o chute passou por cima do gol de Victor. O Tricolor reagiu com chute de Júnior Viçosa. E depois com uma chance clara de Jonas e Lúcio.

Começou com o atacante. Jonas arriscou chute forte, rasante, de fora da área. Fábio voou na bola e conseguiu desviá-la o suficiente para que ela batesse na trave. No rebote, Lúcio tinha tudo para fazer o gol, mas concluiu para fora. Incrível.

O Cruzeiro teve um gol mal anulado. Gilberto cruzou da esquerda, e Wellington Paulista, em posição legal, cabeceou para a rede. A arbitragem viu impedimento. Viu errado. Minutos depois, Thiago Ribeiro derrubou Gilson dentro da área. Pênalti para o Grêmio.

Jonas, artilheiro do Brasileirão, pegou a bola para a cobrança. Goleador que é goleador bate duas vezes. E marca em ambas. Na primeira, houve invasão da área pelos gremistas. Na segunda, valeu. Chute forte, corrida para a torcida, Olímpico em festa: foi o 20º gol do camisa 7 na competição. A marca é histórica: ele se torna o maior goleador do clube numa mesma edição do Brasileiro.

O resto foi coração. O Cruzeiro partiu para cima, incomodou, ameaçou. O Grêmio reagiu no contra-ataque. Em dois lances, poderia ter matado o jogo. Não fez, mas também não levou. Que jogo…

GRÊMIO X CRUZEIRO
Victor, Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fábio Santos (Gilson); Vilson, Fábio Rochemback, Lúcio e Douglas; Jonas (Diego Clementino) e Júnior Viçosa (Ferdinando). Fábio, Jonathan, Léo, Edcarlos e Pablo (Gilberto); Fabrício, Henrique, Marquinhos Paraná (Roger) e Montillo; Wellington Paulista e Thiago Ribeiro (Farias).
Técnico: Renato Gaúcho Técnico: Cuca
Estádio: Olímpico, em Porto Alegre. Data: 17/10/2010. Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa/SP). Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa/PR) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO)
Gols: Montillo, aos 28, e Júnior Viçosa, aos 48 minutos do primeiro tempo; Jonas, aos 29 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Fábio Santos, Douglas, Ferdinando (Grêmio); Montillo, Marquinhos Paraná, Fabrício, Léo (Cruzeiro).
Público: 41.435. Renda: R$ 914.890,50.

outubro 17, 2010 Posted by | Cruzeiro, Grêmio | | Deixe um comentário

Em jogo de sete gols, Tricolor bate o Peixe, quebra tabu e sonha com G-3

Em jogo incrível e com emoção até o final, o Tricolor, com um homem a menos, conseguiu a vitória que o deixou seis pontos atrás do Corinthians

Um clássico épico, digno das grandezas de São Paulo e Santos. Teve de tudo: sete gols, bola na trave, grandes defesas de Rogério Ceni e Rafael, expulsão. Os 23.791 torcedores que enfrentaram o frio e foram ao Morumbi não esquecerão os 90 minutos tão cedo. O empate seria o mais justo por tudo que os dois times fizeram. Mas o Tricolor, guerreiro e com um homem a menos, conseguiu aos 48 minutos do segundo tempo o gol da vitória por 4 a 3, para acabar com o incômodo jejum de vitórias sobre o rival em 2010 e mostrar que, sob comando de Carpegiani, está vivo na briga por vaga na Libertadores 2011.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Com o triunfo, o terceiro seguido, o Tricolor foi ao nono lugar, com 44 pontos, seis a menos que o Corinthians, que hoje é o último time do G-3. Já o Peixe, que tem 48, permanece na quarta colocação, seis pontos atrás do Cruzeiro e mais distante do sonho da tríplice coroa. As duas equipes voltarão a campo no próximo domingo. O Santos receberá a visita do lanterna Grêmio Prudente. O São Paulo irá até Fortaleza para encarar o Ceará.

Cinco gols em 20 minutos

Os minutos iniciais do primeiro tempo no Morumbi lembraram o futebol dos anos 60, quando os times preocupavam-se apenas em atacar. No São Paulo, Carpegiani entrou com os quatro homens ofensivos (Lucas, Fernandinho, Dagoberto e Ricardo Oliveira). Os três primeiros foram posicionados em linha, um aberto pela direita, outro pelo meio e o terceiro pela esquerda. O quarto ficava sozinho, um pouco mais à frente. Do lado santista, Marcelo Martelotte não deixou por menos e escalou três atacantes: Alan Patrick, Neymar e Zé Eduardo. E, logo que Sandro Meira Ricci apitou o início, começou o espetáculo.

Com três minutos, o Peixe abriu o marcador. Neymar, em bela jogada pela esquerda, lançou Zé Eduardo. O atacante invadiu a área e bateu cruzado. Rogério Ceni falhou e rebateu para o meio, nos pés de Alan Patrick, que só empurrou para a rede. A resposta tricolor foi imediata. Três minutos depois, após cobrança de escanteio pela esquerda, a bola sobrou na direita para Miranda, que fintou Danilo e cruzou para Ricardo Oliveira, que, de cabeça, ajeitou para Dagoberto empatar.

O jogo era alucinante. O São Paulo, quando tinha a bola, movimentava suas quatro peças ofensivas e levava a defesa do Peixe ao desespero. Só que os homens de frente não voltavam para compor a marcação como Carpegiani pedia. Com isso, havia um buraco entre os dois volantes (Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba) e o ataque. Nesse espaço, o meio-campo santista chegava fácil até a entrada da área tricolor.

Os torcedores mal tinham tempo para respirar, tamanha a volúpia das equipes. Aos 13 minutos, Zé Eduardo cabeceou no ângulo esquerdo de Rogério Ceni, que voou e mandou para escanteio. No ataque seguinte, o São Paulo desempatou. Fernandinho foi lançado por Richarlyson pela esquerda, avançou, tocou para Ricardo Oliveira, recebeu na frente, foi ao fundo e devolveu para o camisa 99, que, de pé esquerdo, cruzou na medida para Dagoberto balançar novamente a rede.

O Peixe ainda se recuperava do segundo golpe quando levou o terceiro, aos 19. Dagoberto foi lançado pela esquerda, cortou a marcação, invadiu a área, e Pará, na tentativa de desarmar o camisa 25, chutou para o próprio gol. Delírio no Morumbi, e 3 a 1 no marcador.

Santos reage e encurrala o Tricolor

Mas o Santos estava longe de estar batido. Logo na saída de bola, Pará recuperou-se do gol contra, foi ao ataque, driblou Alex Silva como quis e cruzou na medida para Zé Eduardo  empurrar para as redes: 3 a 2.

O tempo passava e a velocidade não diminuía. O Santos, mais equilibrado em campo, cresceu e foi com tudo em busca do empate. O desequilíbrio no meio-campo são-paulino permanecia, e os homens de frente do Peixe tinham o apoio constante de Arouca e Danilo. Aos 31, Durval cobrou falta da entrada da área, e Rogério Ceni fez um milagre para evitar o gol. O São Paulo perdeu a velocidade que tinha no contra-ataque.

O gol do Peixe parecia iminente. Neymar infernizava a vida de Jean pela direita, e Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba lutavam com três ou quatro adversários que chegavam pelo meio. Alex Silva e Miranda, em alguns lances, ficaram no mano a mano, mas conseguiram evitar o pior. Aos 45, o empate santista só não aconteceu porque Rogério Ceni, em mais uma grande defesa, evitou gol de Durval, após cruzamento da direita.

Carpegiani muda esquema e Tricolor fica com homem a menos

Percebendo que seu time tinha sérios problemas na marcação, Paulo César Carpegiani mexeu no intervalo. Sacou Lucas e colocou Renato Silva, que entrou para ficar fixo na lateral direita apenas para marcar Neymar. Jean passou a jogar como volante para ajudar Carlinhos Paraíba e Rodrigo Souto. Mesmo sem o ritmo alucinante da primeira etapa, os dois times seguiram buscando o ataque. Mas a alteração feita pelo técnico do Tricolor deixou o time mais equilibrado em campo.

Mas Richarlyson, aos 13, estragou tudo o que o treinador havia planejado ao acertar Zé Eduardo na lateral e ser expulso. Imediatamente, Marcelo Martelotte sacou o volante Roberto Brum e colocou o meia Felipe Anderson para dar mais força ofensiva ao seu time. E o Peixe rapidamente encurralou o São Paulo em seu campo. Fernandinho foi recuado para a lateral esquerda. Para dar mais força no apoio por esse setor, Maranhão entrou na vaga de Pará. Carpegiani respondeu com a entrada do lateral-esquerdo Diogo na vaga de Fernandinho.

Com um homem a mais, o Peixe chegou ao empate aos 26, em pênalti discutível de Alex Silva em cima de Neymar. Na cobrança, o atacante colocou no ângulo esquerdo de Rogério Ceni. O São Paulo respondeu logo depois, em lance em que Jean, sozinho na área e cara a cara com Rafael, chutou por cima do gol, perdendo um gol inacreditável.

Como o São Paulo precisava da vitória, Carpegiani tentou sua última cartada com a entrada de Marlos no lugar de Dagoberto. E o time teve uma nova chance para matar a partida. Aos 37, Jean perdeu outra chance. Sozinho diante de Rafael novamente, ele bateu no canto esquerdo do goleiro santista, que desviou com a mão direita e viu a bola bater na sua trave esquerda antes de a zaga do Peixe afastar.

A emoção seguiu até o fim. O Peixe teve uma chance de ouro com Danilo, que recebeu na área e bateu no ângulo de Rogério Ceni. O goleiro voou e mandou para escanteio

No último lance da partida, Marlos desceu pela direita e cruzou na medida para Ricardo Oliveira, que testou firme, no canto esquerdo de Rafael, que espalmou. Na sobra, Jean desta vez não bobeou e empurrou para a rede para garantir a incrível vitória do São Paulo.

SÃO PAULO 4 X 3 SANTOS
Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto e Carlinhos Paraíba; Lucas (Renato Silva), Dagoberto (Marlos) e Fernandinho (Diogo); Ricardo Oliveira. Rafael; Pará (Maranhão), Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Roberto Brum (Felipe Anderson), Arouca, Danilo e Alan Patrick; Neymar e Zé Eduardo.
Técnico: Paulo César Carpegiani. Técnico: Marcelo Martelotte
Gols: Alan Patrick, aos 3 e Dagoberto, aos 6 e aos 16min, Pará (contra), aos 19min e Zé Eduardo, aos 20min do 1º tempo; Neymar, aos 26min e Jean, aos 48min do 2º tempo
Cartões amarelos: Jean, Alex Silva, Ricardo Oliveira e Dagoberto (São Paulo); Danilo, Felipe Anderson, Pará e Edu Dracena (Santos). Cartão vermelho: Richarlyson (São Paulo). Renda e Público: R$ 684.279,59 / 23.791 pagantes
Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP). Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF). Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Márcio Luiz Augusto (SP)

outubro 17, 2010 Posted by | Santos, São Paulo | , , | Deixe um comentário

Flu e Bota perdem chance de chegar mais perto de suas metas: 0 a 0

Tricolor desperdiça a oportunidade de volta à liderança do Brasileiro. Alvinegro não reduz diferença para zona Libertadores e perde duas posições

O Cruzeiro perdeu. O Corinthians empatou. Mas Fluminense e Botafogo não aproveitaram uma grande oportunidade de avançar na tabela e ficar mais perto de seus objetivos. O empate de 0 a 0 no clássico disputado no Engenhão, neste domingo, pela 30ª rodada do Brasileirão, impediu que o Tricolor carioca voltasse à liderança da competição. E que o Botafogo quebrasse uma longa série de empates (oito seguidos, agora) e reduzisse a diferença para a zona de classificação para a Taça Libertadores.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

O consolo para o Flu foi ter terminado a rodada com uma distância menor em relação ao topo da tabela. O Tricolor segue em segundo lugar, com 53 pontos, apenas um a menos que o Cruzeiro. Já o Bota perdeu duas posições, ultrapassado por Atlético-PR e Grêmio, e agora é o oitavo colocado (45 pontos).

Fluminense volta a campo no domingo, na Arena da Baixada, onde enfrenta o Atlético-PR, às 16h (de Brasília). Na véspera, o Botafogo recebe o Vitória no Engenhão, às 18h30m.

Jogo aberto na primeira etapa

Os resultados das partidas das 16h abriram boas possibilidades para as duas equipes. Assim, o que se viu no primeiro tempo foi um duelo aberto e em alta velocidade, no qual Fluminense e Botafogo buscavam o gol a todo o momento. No entanto, a marcação era forte de ambos os lados, o que tornava a partida disputada e tensa.

Do lado do Botafogo, os duelos estavam bem definidos. Leandro Guerreiro grudava em Emerson, Somália colava em Conca e Marcelo Mattos acompanhava Marquinho. No entanto, o Alvinegro inicialmente se esqueceu de suas obrigações ofensivas e dava campo para o Fluminense avançar. O meio era tricolor, e, com o argentino Conca apagado, Diguinho tinha liberdade para se movimentar e fazer a ligação com o ataque. A novidade do time foi no gol, com Ricardo Berna no lugar de Rafael.

O ataque alvinegro estava isolado. Loco Abreu se limitava a tentar escorar de cabeça as bolas que eram chutadas desde o campo defensivo. Jobson procurava se movimentar pelos lados, mas quase não recuava para buscar jogo e, por isso, pouco pegava na bola.

Do lado tricolor, Emerson começou a partida apostando na velocidade, mas o longo tempo de inatividade por lesão na coxa direita (42 dias) logo o fez diminuir o ritmo. Washington se perdia na marcação adversária e pouco ameaçava. Assim, o Fluminense levou perigo em chutes de fora da área. Em duas oportunidades, o goleiro Jefferson rebateu, mas se redimiu em seguida.

A torcida do Botafogo pegava no pé de Diguinho, que passou por General Severiano, mas também vaiava Lucio Flavio, que não fazia da melhor maneira a função de ligar defesa e ataque.

As melhores chances da etapa inicial estiveram nos pés dos dois centroavantes. Logo aos quatro minutos, Emerson recebeu na direita e chutou cruzado, rasteiro. Washington, de frente para a meta, se antecipou a Márcio Rosário e finalizou sobre o gol, desperdiçando uma chance incrível. Na reta final do período, foi a vez de Loco Abreu. Aos 41, Lucio Flavio rolou para o uruguaio, que chutou por cima. A bola chegou a raspar em Leandro Euzébio. No dia do 34º aniversário, o atacante não conseguiu um gol como presente.

No segundo tempo, o ritmo da partida caiu. Os defensores levavam clara vantagem sobre os armadores e atacantes. Diante da queda de desempenho da equipe, Joel Santana decidiu mexer no time, primeiro colocando Edno no lugar de Lucio Flavio, que deixou o campo vaiado. E, depois, alterando o esquema da equipe, com o atacante Caio no lugar do lateral Alessandro.

Já Muricy Ramalho foi obrigado a mudar o Flu, que voltou a sofrer o efeito da onda de lesões que afetam os seus atacantes. Aos 26 minutos, em um lance junto à linha de fundo, Emerson sentiu dores no tornozelo esquerdo e precisou deixar o gramado.

Apesar de descansados, Edno e Caio não conseguiram criar muito perigo para os zagueiros tricolores e foram mais notados por tentar cavar faltas. Nos pés de Jobson estiveram as melhores chances do Alvinegro. Aos 19, o atacante invadiu a área e chutou cruzado, assustando Ricardo Berna. Vinte minutos depois, o goleiro salvou o Flu. O atacante deixou dois marcadores para trás e concluiu da entrada da área. O novo titular do gol tricolor manteve o placar inalterado.

Do lado do Flu, mandante no estádio do Alvinegro, um dos substitutos, por pouco, não garantiu os três pontos. Aos 42, Conca acionou Júlio César. O lateral, que entrou no lugar de Marquinho, disparou, mas Antônio Carlos salvou. Sete minutos antes, Washington tentou encobrir Jéfferson da entrada da área. Mas encobriu também a meta.

O apito final confirmou um resultado que não era desejado por nenhum dos dois times. E que deixou um gosto de era possível ganhar três pontos tanto de um lado como de outro. Desagrado refletido em vaias de torcedores tricolores e alvinegros.

FLUMINENSE 0 X 0 BOTAFOGO
Ricardo Berna, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Diguinho (Valencia), Marquinho (Júlio César) e Conca; Emerson (Rodriguinho) e Washington. Jefferson, Antônio Carlos (Danny Morais), Leandro Guerreiro e Márcio Rosário; Alessandro (Caio), Marcelo Mattos, Somália, Lucio Flavio (Edno) e Marcelo Cordeiro; Jobson e Loco Abreu.
Técnico: Muricy Ramalho. Técnico: Joel Santana.
Cartões amarelos: Mariano, Leandro Euzébio (FLU), Antônio Carlos, Marcelo Mattos, Jobson, Edno, Caio (BOT)
Estádio: Engenhão (Rio de Janeiro) Árbitro: Djalma Beltrani (RJ).Assistentes: Dibert Pedrosa Moisa (Fifa/RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ). Renda: R$ 362.160,00. Público: 13.663 pagantes

outubro 17, 2010 Posted by | Botafogo, Fluminense | | Deixe um comentário

Após duas horas de Z-4, Vitória bate Prudente e deixa sufoco para rivais

Baianos entraram na zona de rebaixamento após resultados das 16h, mas responderam rapidamente com ótima atuação. Prudente segue lanterna

A passagem do Vitória pela zona de rebaixamento durou cerca de duas horas neste domingo. Após ter começado a rodada em 15º lugar e entrado no Z-4 com os triunfos dos rivais, o Rubro-negro não deu chance ao lanterninha Grêmio Prudente e bateu o rival por 2 a 0, no Barradão. Com o término da 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe baiana segue no sufoco, mas se mantém fora do grupo dos quatro últimos. O jogo marcou a estreia do técnico Antônio Lopes. Já o Prudente, cada vez mais afundado na última posição, está muito próximo da Série B de 2011.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

O susto para o Leão veio depois que Atlético-MG e Atlético-GO venceram suas partidas contra Avaí e Vasco, respectivamente, e ultrapassaram os baianos na classificação. Mas os gols de Viáfara e Júnior levaram a equipe novamente ao 15º lugar, agora com 34 pontos. O Prudente permanece com 21, a sete pontos do Goiás, penúltimo colocado.

Na próxima rodada, o Vitória vai até o Engenhão enfrentar o Botafogo, sábado, às 18h30 (de Brasília). O Prudente também joga fora de casa: na Vila Belmiro, contra o Santos, domingo, também às 18h30.

A direita é o caminho

Logo em sua chegada, Lopes promoveu mudanças no time que vinha atuando. No ataque, preferiu uma formação mais leve com Adaílton e Schwenck, dois jogadores de maior movimentação. Enquanto isso, Júnior e Kléber Pereira ficaram no banco de reservas. Outra entrada importante foi a do lateral-direito Nino, grande válvula de escape da equipe pelo setor.

O Prudente procurou se resguardar na defesa e apostar nos contra-ataques, postura normal para um time que é lanterna do campeonato e tem poucas esperanças de se salvar do rebaixamento. Mesmo assim, a equipe paulista teve lá suas chances, principalmente nos chutes de Wesley. Todos bloqueados pela defesa ou defendidos por Viáfara. Os visitantes reclamaram também de um suposto pênalti de Vanderson, que tocou a bola com a mão dentro da área.

Insistindo pela direita, com Nino e Adaílton, o Vitória chegava e já merecia um placar mais favorável. Em dois cruzamentos do lateral, Schwenck quase abriu o placar em cabeçadas que passaram à direita de Giovanni. Logo depois, Adaílton saiu driblando todo mundo e cruzou rasteiro para trás – ninguém apareceu para finalizar.

Com um volume de jogo bem maior, o gol era questão de tempo para o Vitória. E ele veio com uma ajudinha do Prudente: estabanado, Anderson Luís empurrou Elkeson dentro da área. Pênalti claro marcado pelo árbitro e convertido com toda a tranquilidade pelo colombiano Viáfara, aos 41 da primeira etapa.

Põe na roda

A segunda etapa teve ritmo de treino para o Vitória. Completamente entregue, o Prudente apenas observou o rival desfilar em campo, trocar passes e criar mais chances de gol. Antônio Lopes se deu ao luxo até de fazer experiências, lançando Júnior no lugar de Schwenck e testando o ataque com um homem de referência.

E a experiência acabou sendo muito feliz para o Rubro-negro. Aos 24, o time promoveu belíssima troca de passes até que Adaílton arrancou pela direita e chutou cruzado. Júnior, muito bem colocado, apenas empurrou a bola para as redes, com o pé esquerdo.

Nas arquibancadas, a torcida respondeu ao chamado de jogadores e diretoria, que ressaltaram durante a semana a importância da massa para tirar a equipe da situação delicada. Os mais de 27 mil rubro-negros não pararam de cantar um minuto sequer e fizeram do Barradão um verdadeiro caldeirão, como nos tempos de Copa do Brasil.

Do outro lado, desanimado, o Prudente parece já se conformar com a queda antecipada para a Série B. O segundo tempo pífio da equipe paulista praticamente decretou o fim da aventura prudentina na elite do futebol brasileiro.

VITÓRIA 2 X 0 GRÊMIO PRUDENTE
Viáfara, Nino, Wallace, Anderson Martins e Rafael Cruz; Vanderson, Bida, Elkeson (Jacson) e Ramón (Ricardo Conceição); Schwenck (Júnior) e Adaílton Giovanni, Roberto, Anderson Luís, Diego Giaretta e Arthur Henrique; Anderson Pedra, João Vitor (Gilmar), Sasha e Adriano Pimenta (Rhayner); Wesley e Wanderley (Willian José)
Técnico: Antônio Lopes Técnico: Fábio Giuntini
Gols: Viáfara, aos 41 do primeiro tempo; Júnior, aos 24 do segundo tempo
Cartões amarelos: Nino, Schwenck (VIT); Anderson Luís, Diego Giaretta, Wesley, Sasha (GPR)
Estádio: Barradão, em Salvador (BA). Data: 17/10/2010. Árbitro:Edivaldo Elias da Silva (PR). Auxiliares: Carlos Bohn (PR) e José Carlos Dias Passos (PR). Público: 27.199 pagantes

outubro 17, 2010 Posted by | Grêmio Prudente, Vitória | , | Deixe um comentário

Atlético-MG vence o Avaí por 2 a 0 e deixa o Z-4 por apenas duas horas

Galo vence com gols de Rafael Cruz e Neto Berola e chega a sair da zona de rebaixamento, mas triunfo do Vitória deixa equipe em 17º lugar

O Atlético-MG fez o que prometeu durante toda a semana: se superou e superou, também, o Avaí. Venceu por 2 a 0 e alimentou o sonho de permanecer na Série A do Brasileirão. Depois de um primeiro tempo ruim, de poucas chances, o Galo voltou melhor no segundo tempo e faturou três importantes pontos.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Com o resultado, o Atlético-MG chegou aos 31 pontos e, por pouco mais de duas horas, deixou a zona de rebaixamento. Porém, com o triunfo do Vitória sobre o Prudente, o Galo caiu para o 17º lugar. O Avaí, por sua vez, com 30 pontos, entrou no Z-4: está na 18ª posição.

Na próxima rodada, Atlético-MG faz o clássico com o Cruzeiro, no domingo, às 18h30m (de Brasília), no Parque do Sabiá, em Uberlândia. Já o Avaí vai a Goiânia enfrentar o Goiás, às 16h.

Sem gols e com vaias

A chuva que atingiu Sete Lagoas uma hora antes da partida não foi capaz de esfriar os ânimos dos torcedores, que lotaram a Arena do Jacaré. Eles faziam festa desde a entrada do mascote em campo. E mais ainda quando os jogadores pisaram no gramado. A animação na arquibancada motivou o time mineiro, que assustou logo em sua primeira descida ao ataque, com Serginho chutando para fora, com perigo.

Mas foi o Avaí que quase abriu o placar aos 10 minutos, com Roberto. O atacante recebeu livre na intermediária, penetrou sozinho na área, driblou o goleiro Renan, que se recuperou e atrapalhou o jogador, que finalizou para fora.

O árbitro Heber Roberto Lopes sentiu a fúria da torcida atleticana aos 18 minutos. O lateral Eron cruzou da esquerda, e a bola bateu na mão do zagueiro Emerson, dentro da área. Ao contrário da decisão que tomou na Vila Belmiro, quando marcou a penalidade máxima contra o Atlético em uma bola que bateu na mão do zagueiro Werley, desta vez Heber mandou o jogo seguir e não assinalou pênalti. Ouviu muitas vaias e xingamentos.

Com os dois times desesperados em busca do resultado, o nervosismo tomou conta da partida. Os erros de passe a cada jogada levavam os torcedores e os treinadores à loucura. Vagner Benazzi chegou a discutir com torcedores do Atlético-MG que estavam atrás do banco de reservas do time catarinense.

Sem conseguir armar jogadas ofensivas, o Galo levou perigo em uma bela cobrança de falta de Daniel Carvalho, aos 39 minutos, que o goleiro Zé Carlos mandou para escanteio. O Avaí teve mais duas oportunidades, mas não conseguiu concretizar nenhuma. E primeiro tempo terminou sem gols e com muitas vaias da torcida.

Superação

A conversa do técnico Dorival Júnior no intervalo deve ter sido boa. Afinal, o Atlético-MG voltou animado. Com Neto Berola na vaga de Daniel Carvalho, aos seis minutos Rafael Cruz tabelou com o atacante, que, de calcanhar, deixou o lateral livre para chutar rasteiro no canto direito e abrir o placar. Delírio na Arena do Jacaré.

O time mineiro continuou criando boas oportunidades e levando perigo ao gol do Avaí. Até que, aos 22 minutos, Neto Berola recebeu livre na entrada da área, tirou o goleiro do lance e tocou de letra para o fundo das redes, ampliando o placar.

O gol alvinegro incendiou o jogo. O Avaí foi com tudo para o ataque e descia com velocidade, porém, era incompetente no passe final. A Arena do Jacaré virou palco de uma grande festa. Ainda mais com os gols do Grêmio sobre o rival Cruzeiro, no Olímpico. O domingo atleticano estava do jeito que a massa sonhava, mas os triunfos do Atlético-GO sobre o Vasco e do Vitória sobre o Prudente mantiveram o time entre os quatro últimos da tabela.

ATLÉTICO-MG 2 X 0 AVAÍ
Renan Ribeiro; Rafael Cruz, Rever, Werley e Eron (Renan Oliveira); Zé Luis, Serginho, Fernandinho e Diego Souza; Daniel Carvalho (Neto Berola) e Obina. Zé Carlos; Emerson Nunes, Bruno Silva e Emerson; Patric, Rodrigo Thiesen (Leo San), Batista (Marques), Valber e Eltinho; Robinho (Marcelinho) e Roberto.
Técnico: Dorival Júnior. Técnico: Vagner Benazzi.
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG). Data: 17/10/2010.Horário: 16h (de Brasília). Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR).Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e José Puntarolo (PR).
Público: 16.824 pagantes. Renda: R$ 86.652,50. Cartões amarelos:Emerson, Roberto (Avaí); Fernandinho, Renan Oliveira (Atlético-MG).
Gols: Rafael Cruz (Atlético-MG), aos 6 minutos, e Neto Berola (Atlético-MG), aos 22 minutos do segundo tempo.

outubro 17, 2010 Posted by | Atlético-MG, Avaí | | Deixe um comentário

Ronaldo marca, juiz anula, e Timão fica no empate sem gols com Guarani

Fenômeno tem dois gols anulados, um deles erradamente, e placar de 0 a 0 em Campinas não agrada a nenhum dos dois times na reta final do Brasileiro

Não fosse um erro da arbitragem, Ronaldo poderia ter deixado o Brinco de Ouro como herói do Corinthians neste domingo. Sob um calor de mais de 30 graus de Campinas, o atacante marcou duas vezes no primeiro tempo do duelo contra o Guarani, mas nenhuma delas valeu. O empate por 0 a 0 não agrada a ninguém. O Timão chega a sete jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro e não consegue espantar a crise que ronda o clube. O Bugre acumula agora cinco rodadas de jejum e já começa a se preocupar com a zona do rebaixamento.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Ronaldo teve um desempenho razoável para quem se ausentou das últimas dez partidas. Ao concluir para a rede pela primeira vez, ele estava em posição legal, mas usou o braço para marcar. Na segunda, estava novamente na mesma linha da defesa ao superar Douglas, e o auxiliar Ednilson Corona marcou erradamente impedimento. Na etapa final, o atacante ainda perdeu um gol feito de cabeça.

A igualdade no interior de São Paulo não alivia o momento turbulento do Corinthians, depois de uma semana recheada de protestos da torcida. O time tem agora 50 pontos, em terceiro lugar, e começa a ver pelo retrovisor a chegada de outros concorrentes na briga pelo título e por uma vaga na Libertadores de 2011. A esperança recai agora na chegada do técnico Tite, que deve ser apresentado nesta terça-feira, no CT Joaquim Grava.

O Guarani também não vive seus melhores dias. Os cinco jogos sem vencer fizeram a equipe campineira despencar para a 14ª colocação, com 35 pontos, somente cinco acima da zona do rebaixamento.

Na próxima rodada, o Guarani recebe o Atlético-GO, sábado, às 18h30m, no Brinco de Ouro, em Campinas. Já o Corinthians faz o clássico contra o arquirrival Palmeiras, domingo, às 16h, no Pacaembu, em São Paulo.

Ronaldo marca, arbitragem anula

O Corinthians começou a partida em ritmo acelerado. Com três zagueiros, os alas Moacir e Roberto Carlos ganharam liberdade para ajudar a equipe a encurralar o Guarani nos primeiros minutos. Apesar do forte calor, Ronaldo colaborou na movimentação do ataque e, aos quatro minutos, chegou a marcar após cruzamento da esquerda, mas o auxiliar Ednilson Corona marcou um toque da bola no braço do craque. Em seguida, o Fenômeno assustou Douglas em chute perigoso à esquerda.

Mesmo jogando em casa, o Guarani apostou tudo nos contra-ataques. O baixinho Mazola, que pertence ao São Paulo, era a opção de perigo da equipe jogando pelos lados. Entretanto, Reinaldo pouco incomodou ao atuar centralizado na área. A primeira grande chance veio em uma jogada de bola parada, aos 11. Após escanteio, Fabão subiu mais alto que os marcadores e cabeceou forte. Chicão salvou sobre a linha.

A alta temperatura em Campinas fez o jogo cair de ritmo. O Guarani passou a se arriscar mais no ataque, mas errou em demasia nos passes e quase não ofereceu trabalho a Julio Cesar. Aos 19 minutos, Ednilson Corona anulou outra jogada de Ronaldo, que, na mesma linha da defesa, completou para o gol após cruzamento de Moacir. Chicão também deu trabalho, aos 29, chutando duas vezes da entrada da área para boas defesas de Douglas.

O Corinthians continuou melhor até o fim do primeiro tempo, mas não conseguiu pressionar. Elias encostou no ataque para ajudar Ronaldo, porém, Defederico esteve novamente apagado em campo, errando a maioria das jogadas e atrapalhando o sistema ofensivo.

Guarani assusta, e Timão perde chances incríveis

No segundo tempo, o Corinthians reapareceu assustando logo aos dois minutos, com Paulinho soltando uma bomba que Douglas pegou após boa jogada de Leandro Castán. Mas foi só no começo. Logo o Guarani tomou o controle, passou a ganhar todos os lances no meio de campo e quase marcou, aos oito, em chute perigoso de Diego Barbosa à esquerda de Julio Cesar.

Cansado, Ronaldo também pouco apareceu na etapa final. O Corinthians sofreu com a dificuldade em sair com a bola da defesa, e o Fenômeno virou um alvo fácil entre os marcadores. Com as entradas de Danilo e Iarley, o Timão melhorou. Aos 25, o camisa 9 perdeu uma chance incrível. Depois de cruzamento de Danilo, ele apareceu na altura da segunda trave, desviou de cabeça, e a bola foi para fora.

Depois dos 20 minutos, os times partiram para o tudo ou nada. Aos 28, foi a vez de Moacir levar os corintianos ao desespero. Ronaldo recebeu na área e serviu o lateral. Na pequena área, sem marcação, ele furou a finalização e perdeu uma das maiores chances do campeonato. Aos 36 minutos, foi a vez do Guarani. Reinaldo quase acertou uma cabeçada no ângulo esquerdo de Julio Cesar em cobrança de falta ensaiada.

A resposta do Corinthians foi imediata, aos 38. Elias invadiu a área e serviu Paulinho. O volante avançou e, na saída de Douglas, bateu por cobertura. A bola caprichosamente tocou no travessão e sobrou para a defesa do Guarani afastar. E a reação corintiana no Brasileirão ficou no quase.

GUARANI 0 X 0 CORINTHIANS
Douglas, Rodrigo Heffner (Apodi), Fabão, Ailson e Márcio Careca; Renan, Paulo Roberto, Preto (Victor Júnior) e Diego Barbosa (Mário Lúcio); Mazola e Reinaldo. Julio Cesar, Chicão, William e Leandro Castán; Paulinho, Ralf, Moacir, Elias e Roberto Carlos (Danilo); Defederico (Iarley) e Ronaldo.
Técnico: Vagner Mancini. Técnico: Fábio Carille.
Cartões amarelos: Mazola e Victor Júnior (Guarani); Moacir, Elias, Ralf (Corinthians)
Local: Estádio Brinco de Ouro, em Campinas-SP. Data: 17/10/2010.Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho (Fifa-SP). Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa-SP) e Osny Antonio Silveira (SP). Público: 17.469 torcedores. Renda: R$ 409.715,00.

outubro 17, 2010 Posted by | Corinthians, Guarani | , , | Deixe um comentário

Atlético-GO bate o Vasco e deixa a zona de descenso após 26 rodadas

Com a derrota por 2 a 0, time carioca praticamente dá adeus ao sonho de disputar a Libertadores do ano que vem

O Atlético-GO bateu o Vasco neste domingo por 2 a 0 e deixou a zona de rebaixamento após 26 rodadas. Anaílson e o goleiro Márcio, de pênalti, garantiram o triunfo do time rubro-negro, que ocupa agora a 15ª posição, com 32 pontos. O Gigante da Colina teve o lateral Carlinhos expulso no ínicio do segundo tempo e sofreu os gols depois disso.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Com o resultado, o Vasco se complica na briga por uma vaga na Libertadores do ano que vem. O time segue em 11º, com 41 pontos, nove a menos que o Corinthians, terceiro colocado, restando apenas oito jogos para o fim do torneio. A esperança cruzmaltina é que a Conmebol devolva a quarta vaga do Brasileirão na competição continental. A entidade se reúne nesta segunda-feira para decidir sobre o assunto.

A partida marcou a centésima vez que o goleiro Fernando Prass vestiu a camisa do Vasco. O arqueiro até ganhou um uniforme comemorativo, mas deixou o campo sem ter o que festejar, mesmo sem ter culpa nos gols sofridos pelo time.

Na próxima rodada, o Atlético-GO viaja até São Paulo para encarar o Guarani. O jogo será disputado no sábado, às 18h30m (horário de Brasília). No dia seguinte, o Vasco faz o clássico carioca contra o Flamengo, no Maracanã. A partida também tem início às 18h30m.

Primeiro tempo de chuva e erros de finalização

A chuva em Goiânia deixou o campo mais pesado e parece ter criado uma dificuldade extra para as equipes. Nos primeiros minutos de jogo, foi possível somar mais tombos do que chutes a gol. Mas a quantidade de água foi diminuindo e as chances aumentando.

Para animar os vascaínos que estavam na arquibancada em maior número do que a torcida da casa, Felipe fez bonita jogada e mandou uma bomba para o gol. Márcio defendeu, e Zé Roberto ficou com o rebote. Porém, o meia chutou torto, a bola passou em frente à meta e caiu nos pés de Eder Luis. Com o gol vazio, o atacante deu apenas um toque e mandou para a placa de publicidade atrás da meta. Eder colocou a mão na cabeça e não acreditou na chance que acabara de desperdiçar.

As oportunidades do Vasco no primeiro tempo se resumiram a esse lance e a um chute de longe de Fellipe Bastos. Com os laterais mal no apoio, o time ficava refém de alguma jogada de Felipe ou de Eder Luis. Muito marcado e sem ajuda pela direita, Zé Roberto estava apagado.

Se faltava criatividade do lado cruzmaltino, o mesmo não pode se falar do Atlético-GO. O Dragão pressionou muito o Vasco, mas falhou excessivamente nas conclusões. Juninho teve duas chances. Na primeira, estava sozinho na área e chutou fraco para fora. Na segunda, marcado por Carlinhos, pegou mal na bola, que saiu por cima. Thiago Feltri arriscou uma bomba de longe, mas também errou a mira.

O placar de 0 a 0 definia bem o que foi o jogo no primeiro tempo: poucas chances e erros de finalização.

Expulsão e vitória rubro-negra

O Vasco voltou melhor para o segundo tempo. Felipe ditava o ritmo do meio-campo e Eder esbanjava a habitual raça, mesmo sem a qualidade dos últimos jogos. Após passe do maestro, Irrazábal apareceu sozinho na direita mas errou o cruzamento. Logo depois, mais uma vez o meia fez bonito passe para Eder, que bateu cruzado e errou.

PC, que assistia ao jogo na casa de um amigo por conta de um problema estomacal, pediu que Acácio colocasse Allan em campo com a ordem: “movimenta o jogo”. Mas nem que quisesse o volante conseguiria fazer isso. Logo depois que ele entrou no lugar de Fellipe Bastos, Carlinhos fez uma falta boba na lateral e tomou o segundo amarelo. Além do vermelho, o lateral ganhou uma senhora bronca de Eder Luis.

Mesmo com um a menos, o Vasco seguiu procurando o gol. Após boa jogada de Allan, Eder Luis recebeu na entrada da área, mas bateu muito mal. O Atlético-GO parecia não saber como se organizar e se limitava a parar as jogadas com falta. Os cartões amarelos se multiplicavam para o Dragão.

Para tentar dar mais força ofensiva para o Atlético-GO, o técnico René Simões colocou Josiel no lugar de Marcão. Em sua primeira jogada, o atacante em nada lembrou o artilheiro do Brasileiro de 2006 pelo Paraná. Na realidade, relembrou os tempos de Flamengo, quando a torcida do time carioca se desesperava com os gols perdidos. O atacante recebeu livre na área, mas chutou mal e acertou o volante Jumar. No rebote, deu de joelho na bola e não conseguiu dominar.

Mas o atacante conseguiu se redimir. Aos 36, recebeu na entrada da área e bateu com força no ângulo. Fernando Prass fez uma defesa espetacular, mas Anaílson pegou o rebote e mandou para o fundo do gol.

O Vasco partiu para o tudo ou nada, mas de forma desorganizada. Com isso, dava espaço para os contra-ataques do adversário. Em um deles, aos 42, Allan derrubou Juninho dentro da área. A torcida pediu, e Márcio foi bater. Com precisão, o goleiro colocou a bola no fundo do gol e deu números finais ao placar.

ATLÉTICO-GO 2 X 0 VASCO
Márcio; Adriano, Gilson, Daniel Marques, Thiago Feltri; Rômulo (Renatinho), Pituca, Róbston, Anaílson (Willian); Juninho e Marcão (Josiel) Fernando Prass, Irrazábal, Dedé, Cesinha e Carlinhos; Rafael Carioca, Jumar, Fellipe Bastos (Allan) e Felipe; Zé Roberto (Jonathan) e Eder Luis (Nilson)
Técnico: René Simões Técnico: PC Gusmão
Gol: Anaílson, aos 36, e Márcio, aos 42, do segundo tempo para o Atlético-GO
Cartões amarelos: Adriano, Rômulo, Daniel Marques, Gilson, Robston, Pituca e Willian (Atlético-GO). Jumar e Allan (Vasco). Cartão vermelho: Carlinhos
Estádio: Serra Dourada, Goiânia. Data: 17/10/2010. Árbitro: Marcio Chagas da Silva (RS). Auxiliares: Julio Cesar Rodrigues Santos (RS) e Jose Eduardo Calza (RS). 

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outubro 17, 2010 Posted by | Vasco da Gama | | Deixe um comentário

Assunção volta a marcar, mas Palmeiras só empata com o Ceará

Volante artilheiro coloca Alviverde na frente, na Arena Barueri, mas Geraldo anota de pênalti e consegue igualdade

Parecia ser uma reprise da partida do meio da semana, quando o Palmeiras enfrentou o Universitario de Sucre, pela Sul-Americana. Como no jogo na Bolívia, o Alviverde saiu na frente ainda no primeiro tempo, em cobrança de falta de Marcos Assunção, o especialista do time. Mas o Ceará resolveu mudar o roteiro final e mandou por água a esperança da torcida alviverde de encostar no G-3 do Brasileiro. Na noite deste domingo, na Arena Barueri, o 1 a 1 foi um castigo para o time paulista e um alento para o Ceará, que tenta se recuperar na competição – Geraldo anotou de pênalti.  

Mesmo com o empate, o Palmeiras segue com uma boa série no Brasileiro. Sem perder desde o dia 19 de setembro, quando foi derrubado pelo São Paulo no Pacaembu, o time de Luiz Felipe Scolari tem agora uma sequência de sete partidas sem derrotas – foram quatro vitórias e três empates. Os 44 pontos, porém, mantém o time na nona posição do Nacional.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Na próxima rodada o Palmeiras tem o clássico com o Corinthians, no domingo, Antes disso, a equipe decide a vaga às quartas de final da Sul-Americana com o Universitario de Sucre, também na Arena Barueri.

Já o Ceará, que tem 39 pontos na 12ª posição, recebe o São Paulo, domingo, no Castelão.

Na casa que assumiu como sua, o Palmeiras procurou pressionar logo de cara. No primeiro minuto de jogo, Marcos Assunção cobrou falta na lateral direita do campo e Lincoln só não alcançou a bola porque João Marcos chegou antes. Mas, com o passar do tempo, o Alviverde aparecia com mais posse de bola, mas sem aproveitar as oportunidades.

O Ceará, que só tinha Magno Alves como sua principal aposta, procurava fechar o meio-campo, tornando o jogo mais truncado. E o Palmeiras sentia a falta de Kleber e Valdivia, dupla que esteve fora do compromisso por ter recebido o terceiro amarelo na partida com o Botafogo.

Mas se faltava um Gladiador ou “magia” em campo, o Palmeiras se virou com outra especialidade: a bola parada. E na jogada que tem sido a salvação da equipe em muitas partidas – vide a vitória no meio da última semana, quando o time bateu o Universitario de Sucre, na Bolívia, por 1 a 0.

Pois quando Tinga sofreu falta próxima a grande área, os torcedores na Arena Barueri já se assanharam. Era a vez de Marcos Assunção, que ainda não havia arriscado um chute direto para o gol, começar todo o seu ritual. Meias, chuteira direita bem amarrada e alguns passinhos para trás e a torcida palmeirense já comemorava. Foi o oitavo gol do volante na temporada pelo clube. Foi o sétimo em cobranças de falta. A vitória começava a ser desenhada pelos pés do especialista, aos 45 minutos do primeiro tempo.

– É sempre assim. A mesma coisa. Os caras se jogam, o juiz dá falta e o Marcos Assunção bate – reclamou o meia Geraldo, do Ceará.

Ceará empata

Na segunda etapa, o Palmeiras seguiu com mais posse de bola, mas sem conseguir penetrar pela defesa do Ceará. E a emoção só vinha nas bolas paradas, com Marcos Assunção. Cansado e pendurado para o clássico com o Corinthians, marcado para o próximo domingo, o volante artilheiro foi sacado por Luiz Felipe Scolari para a entrada de Pierre. E saiu aplaudido.

O Ceará, por sua vez, continuava esticando as bolas para Magno Alves, mas sem sucesso. Em uma das poucas oportunidades que o time nordestino teve, Reina acertou a trave direita de Deola.

Depois que Assunção deixou a partida, o Palmeiras perdeu poder de fogo. E se lembrou com saudades de Kleber e Valdivia em campo. O 1 a 0 começou a ficar ameaçado. E logo se transformou em empate.

Magno Alves foi derrubado na área por Márcio Araújo e recebeu o pênalti. Geraldo cobrou no meio do gol e decretou o 1 a 1, acabando com as pretensões do Alviverde de encostar no G-3 do Nacional.

PALMEIRAS 1X1 CEARÁ
Deola, Márcio Araújo, Maurício Ramos (Fabrício), Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção (Pierre), Tinga, Rivaldo (Tadeu) e Lincoln; Dinei Michel Alves; Boiadeiro, Anderson, Fabrício e Vicente; Michel, Heleno (Vandinho), João Marcos, Geraldo e Jean Carlos (Reina); Magno Alves (Diego Sacomã)
Técnico: Luiz Felipe Scolari. Técnico: Dimas Filgueiras.
Gols: Marcos Assunção, aos 45 minutos do primeiro tempo. Geraldo, aos 37 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Gabriel Silva, Márcio Araújo e Dinei (Palmeiras). Michel e Heleno (Ceará)
Local: Arena Barueri. Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá. Auxiliares:Márcia Lopes Caetano (RO) e Luiz Muniz de Oliveira (RJ). Renda: R$ 186.628,00. Público: 8.257 pagantes.

outubro 17, 2010 Posted by | Ceará, Palmeiras | , | Deixe um comentário

Palmeiras e Ceará: invencibilidades em jogo

Enquanto verdão não perde a seis jogos no Brasileirão, Vozão sustenta quatro sem derrota

Sem os principais astros Kleber Gladiador e Mago valdivia, o Palmeiras recebe o Ceará no próximo domingo, às 18h30, na Arena Barueri, que agora á a nova casa do Verdão. Enquanto o time do técnico Luiz Felipe Scolari busca confirmar uma série de seis jogos sem perder no Campeonato Brasileiro, o Ceará também defende uma invencibilidade: quatro jogos.

Entretanto, Felipão não vei ter vida fácil para escalar o Verdão em busca do sétimo jogo sem derrota. Além de Kleber e Valdivia, que estão suspensos – o Mago também está lesionado -, o treinador palmeirense pode ter mais problemas para formar os 11 titulares.

Edinho, que desfalcou a equipe na partida cotnra o Unviersitário de Sucre, na Copa Sul-Americana, por uma indisposição estomacal, disse que está se recuperando e deve ficar à disposição, mas ainda é dúvida, assim como Pierre, que sentiu uma lesão no tornozelo esquerdo e não está 100%.

Maurício Ramos, que saiu de campo na quinta-feira reclamando de dores, não deve ser problema. No ataque, para o lugar da dupla de ídolos alviverdes, Felipão já indicou que deve escalar Lincoln e Dinei. No restante, a equipe deve ser a mesma que vem jogando nos últimos duelos.
Quatro jogos de invencibilidade, duas vitórias seguidas, distante da zona do rebaixamento e mais perto de brigar por uma vaga na Copa Sul-Americana, este é o time do Ceará que vai empolgado para enfrentar o Palmeiras. A equipe cearense, que não perdeu para o time alviverde no primeiro turno quando ficou no 0 a 0, no Castelão, contará com o retorno de três titulares.

O zagueiro Anderson e o volante Michel já cumpriram suspensão automática, enquanto o também volante João Marcos se recuperou de um problema muscular que o tirou do duelo contra o Goiás.

Por outro lado, o único desfalque é o centroavante Marcelo Nicácio. O jogador acabou sofrendo um edema no músculo posterior da coxa esquerda, na última terça-feira, foi vetado pelo departamento médico e ficará de molho por pelo menos dez dias. Para o seu lugar, o técnico Dimas Filgueiras ainda não sabe quem vai a campo.

No treino da quinta-feira, o meia Reina formou a dupla de ataque com Magno Alves. Só que no trabalho desta sexta, no Estádio Carlos de Alencar Pinto, o colombiano sofreu uma pancada no joelho direito e saiu de campo. Mas segundo os médicos do clube não foi nada de grave, tanto que o meio-campista viajou com a delegação. Com isso, Jean Carlos assumiu o posto. Assim, Dimas só deve confirmar o novo titular momentos antes do início da partida.

– Nós vamos jogar para vencer, como fazemos em todas as partidas. Temos de respeitar o Palmeiras, que é um grande time. Agora, se sairmos de lá com um pontinho será bem-vindo – afirmou o volante João Marcos.

FICHA-TÉCNICA:

PALMEIRAS X CEARÁ

Local: Estádio Arena Barueri, em São Paulo (SP)
Data e hora: 17 de outubro, às 18h30min (horário de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Assistentes: Márcia B. Lopes Caetano (RO) e Luiz A. Muniz de Oliveira (RJ)

CEARÁ: Michel Alves; Boiadeiro, Fabrício, Anderson e Vicente; Michel, João Marcos, Heleno e Geraldo; Marcelo Nicácio e Reina (Jean Carlos). Técnico: Dimas Filgueiras.

PALMEIRAS: Deola, Márcio Araújo, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção, Tinga e Rivaldo; Lincoln e Dinei. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

outubro 17, 2010 Posted by | Ceará, Palmeiras | , | Deixe um comentário

Corinthians e Guarani duelam para acabar com seca de vitórias

Alvinegro não vence a seis jogos, Bugre não conquista três pontos a quatro jogos

O Corinthians, a seis jogos sem vencer no Brasileirão, e o Guarani, a quatro jogos sem vitória, se enfrentam neste domingo, às 16h, no Brinco de Ouro, buscando a recuperação na competição. O Timão, na terceira posição da tabela, precisa da vitória para se manter na briga pelo título. Já o Bugre, na 13ª posição, precisa dos três pontos para ficar longe da zona de rebaixamento e seguir na briga por uma vaga na Copa Sul-Americana.

O time alviverde não tem nenhum jogador suspenso para a partida, o que dá tranquilidade para o técnico Vágner Mancini armar a equipe da maneira que ele achar melhor. Os quase 80% de aproveitamento do Bugre dentro de casa também dão confiança aos jogadores.

– Respeitamos a equipe do Corinthians, mas vamos nos impor em busca de uma vitória no domingo. Temos que somar pontos em casa como fez o Ceará conosco – afirmou Mancini, confiante, em entrevista coletiva, citando a derrota da sua equipe para o Vovô por 2 a 0, no Castelão, na última rodada.

Contra o Bugre, pesa o tabu nos jogos contra o Timão. São sete derrotas e quatro empates nos últimos nove anos, com 15 gols alvinegros contra apenas quatro bugrinos.

O Corinthians confia em um bom retorno de Ronaldo para terminar a série de jogos sem vitórias da equipe. O Fenômeno está recuperado da lesão na panturrilha direita e volta aos gramados depois de pouco mais de um mês sem participar de uma partida oficial. O atacante deu entrevista coletiva na última quinta-feira e pediu a ajuda dos torcedores para tirar o time da má fase.

– O torcedor tem a maior parcela de contribuição (na recuperação). Ele tem de acredtar. São nove finais, e vamos precisar da nossa torcida, do início ao fim. Acreditem, como eles sempre falam – disse o Fenômeno.

E parece que a torcida entendeu o recado. Em poucas horas os ingressos para o time visitante se esgotaram no Brinco de Ouro.

Para a partida, o técnico interino Fábio Carille não poderá contar com Bruno César, Dentinho e Jorge Henrique, que estão em tratamento no Departamento Médico do clube. Boquita, que levou o terceiro cartão amarelo na última rodada, também desfalca a equipe.

A dúvida fica por conta do lateral direito Alessandro, que sentiu lesão na coxa direita ainda no primeiro tempo da partida contra o Vasco e deve ficar fora. O lateral deve ser substituido por Moacir. Outra opção é a utilização de Jucilei improvisado na lateral. Neste caso, William Morais comporia o meio de campo com Danilo.

Apesar dos desfalques, os torcedores comemoram o retorno do volante Ralf. O jogador está recuperado da lesão no tornozelo esquerdo e fez bom treino na última quinta-feira. Com isso, deve ser escalado por Carille para o lugar de Boquita.

FICHA TÉCNICA:
GUARANI X CORINTHIANS

Estádio: Brinco de Ouro, Campinas (SP)
Data/hora: 17/10/2010 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa-SP)
Auxiliares: Ednilson Corona (SP) e Osny Antonio Silveira (SP)

GUARANI: Douglas; Rodrigo Heffner, Fabão, Aílson e Fabiano; Renan, Paulo Roberto, Mário Lúcio e Diego Barboza; Reinaldo (Ricardo Xavier) e Mazola. Técnico: Vágner Mancini.

CORINTHIANS: Julio Cesar; Moacir (William Morais), William, Chicão e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Danilo; Iarley e Ronaldo. Técnico: Fábio Carille.

outubro 17, 2010 Posted by | Corinthians, Guarani | , | Deixe um comentário

São Paulo e Santos fazem clássico sem mistérios

Treinadores divulgam escalações para jogo decisivo para as duas equipes

Clássico costuma ser uma ótima oportunidade para os treinadores esconderem suas equipes. Treinos secretos e mistério nas escalações fazem parte dos dias que antecedem aos jogos entre rivais. Se a regra é essa, São Paulo e Santos farão um clássico atípico no próximo domingo, às 18h30, no Morumbi.

Paulo César Carpegiani e Marcelo Martelotte divulgaram com antecedência os jogadores que entrarão em campo, e todos os treinos foram abertos à imprensa. Pelo lado do São Paulo, a única dúvida foi esclarecida na sexta-feira.

Casemiro, que seria titular, não se recuperou de amigdalite e não foi relacionado. Para substituí-lo, Carpegiani treinou, ao longo da semana, duas opções: Diogo e Carlinhos. O treinador optou pelo segundo e explicou o motivo:

– Porque é da posição, já jogou ali. Não gostaria, neste setor, de mudar. Tenho de ter dinâmica, rapidez. Este é o time que vai jogar contra o Santos.

Nas outras posições, o time é praticamente o mesmo que venceu o Grêmio Prudente. A única mudança é a volta de Dagoberto, que estava suspenso, e entra no lugar de Marlos. Na décima colocação, o Tricolor está oito pontos atrás do G3 e precisa vencer para manter viva a esperança de uma vaga na Libertadores.

Já o Santos vive um momento melhor no Brasileirão. Na quarta colocação, com 48 pontos – seis atrás do líder Cruzeiro, que tem 54 -, só a vitória interessa ao Peixe, que agora vê a conquista da Tríplice Coroa como uma possibilidade real, e não mais um sonho distante.

E motivos para acreditar em um triunfo contra o Tricolor não faltam. Além da boa fase do Alvinegro, que vem de três vitórias seguidas e está invicto há quatro jogos, o Peixe venceu os quatro confrontos diante do São Paulo no ano.

– A importância disso é mínima para o jogo seguinte. Não vamos levar vantagem nenhuma por tê-los vencido quatro vezes. Não vamos ter facilidade, como não tivemos em nenhum dos quatro jogos. Qualquer detalhe pode ser decisivo – ressaltou o técnico interino Marcelo Martelotte.

O volante Arouca também rechaça favoritismo pelo bom retrospecto, e comemora o fato de Carpegiani não impor marcação individual a Neymar.

– Temos que ter atenção não só com Dagoberto e Ricardo Oliveira, mas também com Lucas e Fernandinho, que são rápidos e, com o Carpegiani, voltaram a jogar bem. Sobre o Neymar, espero que o deixem bem solto para decidir a nosso favor (risos) – desejou.

FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO X SANTOS

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 15/10/2010 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP-Fifa) e Marcio Luiz Augusto (SP)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Carlinhos, Lucas e Fernandinho; Dagoberto e Ricardo Oliveira. Técnico: Paulo César Carpegiani.

SANTOS: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Roberto Brum, Arouca, Danilo e Alan Patrick; Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Marcelo Martelotte.

outubro 17, 2010 Posted by | Santos, São Paulo | , | Deixe um comentário

Vasco e Atlético-GO por objetivos diferentes

Enquanto Cruzmaltino ainda sonha com a Libertadores, Dragão que sair da degola

O Vasco tenta, contra o Atlético-GO, neste domingo, no Serra Dourada, sua segunda vitória fora de casa no Campeonato Brasileiro. O intuito do Gigante da Colina é manter vivo o sonho de se classificar para a Libertadores 2011. Os goianos, com a corda no pescoço, querem a vitória de qualquer maneira para sair da zona de rebaixamento e escapar da degola no final da temporada.

Pelos lados de São Januário, o técnico PC Gusmão comemora o fato de repetir a escalação pelo segundo jogo consecutivo, que não acontece com muita frequência em São Januário em função das constantes contusões de jogadores.

– A repetição da escalação é sempre boa. Infelizmente, o time ideal ainda não conseguimos colocar em campo, mas o que eles vêm mostrando dentro dos jogos nos dá um conforto maior, uma confiança de que eles vão produzir pelo que estão fazendo junto – disse.

O treinador enfatiza que, apesar da posição na tabela, o Atlético-GO é um adversário muito difícil, que já fez grandes partidas no campeonato. Ele ilustra com a experiência que teve na equipe goiana no ano de 2009.

– Temos que trabalhar de acordo com o adversário e os momentos são importantes. Esse mesmo Atlético-GO que nós vamos enfrentar e que está na zona de rebaixamento ganhou do Corinthians fora, do Palmeiras. Tive a oportunidade de trabalhar lá ano passado e conheço muito bem esses atletas. Eles tês a tradição de manter um grupo. Jogam juntos desde 2006. Estão em uma situação que não condiz com a estrutura do clube. Enfrentaremos muitas dificuldades, principalmente jogando no Serra Dourada – completou.

Pelo lado do Dragão, a conquista de três pontos é essencial e o goleiro Márcio considera o confronto tão importante quanto um confrnto contra o maior rival do Atlético, o Goiás.

– Essa partida já está se tornando um clássico pra gente. Comparo ele com o clássico contra o Goiás, principalmente na parte motivacional. É uma equipe de muita velocidade, tem um treinador que nos conhece bem, mas nos também conhecemos a maneira como ele trabalha. É uma grande equipe, mas temos totais condições de sair com os três pontos – afirmou.

O técnico René Simões adota a postura de que em time que está ganhando, não se mexe. Por isso, o Dragão só terá uma alteração, já que Agenor está suspenso e não joga. Quem ganha a primeira chance é Rômulo, que chegou emprestado pelo Flamengo e estréia justamente contra o maior rival, o Vasco.

A torcida goiana pediu e a diretoria atendeu, fazendo promoção de ingressos. Quem estiver com a camisa rubro-negra pagará meia entrada (R$15 para arquibancada e R$25 cadeira). O capitão Márcio queria mais.

– Se eu pudesse interagir nessa área administrativa, eu colocaria cada vez mais promoções. A diretoria ficaria até com raiva de mim, mas eu colocaria o ingresso a R$5, porque nessa hora o retorno financeiro importa pouco, tanto que nós jogadores nem pensamos em premiação. Precisamos mesmo é de apoio para sair dessa situação – concluiu o goleiro.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-GO X VASCO

Estádio: Serra Dourada, Goiânia (GO)
Data/Hora: 17/10/2010 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Márcio Chagas da Silva (RS)
Auxiliares: Julio César Rodrigues (RS) e José Eduardo Calza (RS)

ATLÉTICO-GO: Márcio, Adriano, Gílson, Daniel Marques e Thiago Feltri; Rômulo, Pituca, Robston e Anaílson; Juninho e Marcão. Técnico: Renê Simões

VASCO: Fernando Prass; Irrazábal, Cesinha, Dedé e Carlinhos; Jumar, Rafael Carioca, Fellipe Bastos e Felipe; Zé Roberto e Eder Luis. Técnico: PC Gusmão.

outubro 17, 2010 Posted by | Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

Cruzeiro defende liderança contra Grêmio no Sul

Raposa e Tricolor Gaúcho têm as melhores campanhas do returno do Campeonato Brasileiro

O Cruzeiro defenderá a liderança do Campeonato Brasileiro neste domingo, às 16h, contra o Grêmio, no Olímpico. Para brecar o
time que é líder do returno, a Raposa chega a Porto Alegre com o melhor aproveitamento como visitante. Foram seis vitórias,
quatro empates e apenas quatro derrotas jogando longe de Minas Gerais.

Além do bom retrospecto nos domínios rivais, o time de Cuca tem como destaque a defesa. Foram 26 gols sofridos em 29 rodadas.
Há quatro jogos, o goleiro Fábio não é superado. Bom desempenho para quem enfrentará Jonas, artilheiro do Brasileirão com 19
gols.

Pontos fortes de cada time à parte, o técnico Cuca analise o Grêmio como um conjunto e não poupa elogios ao rival.
– O Grêmio vive um grande momento, está na liderança do returno, junto conosco, 23 pontos, grandes campanhas. O Grêmio tem
jogado um grande futebol, técnico, vistoso, o que faz o jogo ser difícil – comentou o treinador da Raposa.

Para o desafio no Olímpico, o Cruzeiro tem o reforço do meia Montillo, referência do time, que se
recuperou de dores na panturrilha direita. O zagueiro Caçapa, por sua vez e o lateral-esquerdo Diego Renan, com uma amigdalite, são os desfalques do setor defensivo.

Cuca deverá escalar Léo na zaga e manter Pablo na lateral esquerda. O banco de reservas, contudo, tem o reforço do experiente Gilberto, depois de passar 19 rodadas no estaleiro.

Ainda de olho numa vaga para a Libertadores do ano que vem, o Grêmio aposta mais uma vez suas fichas nos gols do artilheiro Jonas para derrotar o líder Cruzeiro. Para isso, o técnico Renato Gaúcho, mais em alta do que nunca com a torcida gremista, vai contar com a volta do goleiro Victor, que estava servindo a Seleção Brasileira. Em contrapartida, o treinador e ídolo tricolor pode ficar sem o atacante André Lima, que se lesionou num treinamento durante a semana.

– Ele (André Lima) será reavaliado, caso não possa jogar, Diego ou Viçosa entram – disse Renato Gaúcho.

Sendo assim, a tendência é a de que Renato opte pela entrada do recém-contratado Júnior Viçosa na frente. Já no meio de campo, Fábio Rochemback volta do departamento médico e Vilson segue improvisado no lugar de Adilson. O jovem volante gaúcho não está em sua plena forma física.

FICHA TÉCNICA:

GRÊMIO X CRUZEIRO

Estádio: Olímpico, em Porto Alegre (RS).
Data/hora:17/10/2010, às 16h (de Brasília).
Árbitro: Paulo César Oliveira (SP).
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Fabrício Vilarinho da Silva (GO).

GRÊMIO: Victor, Gabriel, Paulão, Rafael Marques e Fabio Santos; Lucio, Vilson, Fábio Rochemback e Douglas; Jonas e André Lima (Júnior Viçosa). Técnico: Renato Gaúcho.

CRUZEIRO: Fábio, Jonathan, Léo, Edcarlos, Pablo; Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique, Montillo; Thiago Ribeiro e Wellington Paulista. TÉC: Cuca.

outubro 17, 2010 Posted by | Cruzeiro, Grêmio | , | Deixe um comentário

Atlético tem ‘decisão’ domingo contra o Avaí

Diante da torcida, time mineiro pode deixar a zona de rebaixamento após 20 rodadas.

O Atlético-MG encara a partida contra o Avaí, neste domingo, às 16h, na Arena do Jacaré, como uma decisão. Se vencer os catarinenses, vai ultrapassá-los na tabela de classificação e pode até sair da zona da degola.

O Alvinegro é o 18º colocado, com 28 pontos. O primeiro time fora da zona de rebaixamento é o Avaí, com 30 pontos. Para sair do Z4, além de vencer o confronto direto, o Galo precisa que o Atlético-GO não derrote o Vasco, no Serra Dourada, ou o Vitória perca do Prudente, no Barradão.

Acontecendo algum desses dois resultados, o Galo sai da zona de rebaixamento depois de 20 rodadas seguidas. Porém, os jogadores sabem que não adianta preocupar com os placares dos outros jogos se o Atlético não fizer sua parte, vencendo o Avaí.

Para isso, conta com o retrospecto favorável, jogando em casa, diante dos catarinenses, onde nunca perdeu. Além disso, o técnico Dorival Júnior ganha mais mais opções para escalar o time nessa partida. O departamento médico está esvaziando e não há jogadores suspensos.

Dessa forma, pela primeira vez, desde que chegou ao Galo, Dorival poderá contar com Daniel Carvalho, Diego Souza, Obina e Réver para montar sua equipe. Diego Tardelli não se recuperou a tempo de participar dessa partida, mas deverá ficar disponível para o clássico contra o Cruzeiro, na rodada seguinte.

A partida deste domingo diante do Atlético-MG também é decisiva para o Avaí. Se ganhar, o Leão se distancia do Galo, rival direto na luta contra o rebaixamento; se perder, entra automaticamente no Z4 pela primeira vez em todo o campeonato. Assim como contra o Flamengo, quando empatou em 2 a 2, na última rodada, os catarinenses estão desfalcados.

O novo técnico da equipe, Vágner Benazzi, que estreou com derrota no meio de semana na Sul-Americana (2 a 1 para o Emelec-EQU), não deve poder contar com o zagueiro Gabriel, que deixou o último jogo com dores na coxa. Como prefere utilizar o esquema com três zagueiros, Benazzi deve improvisar o volante Bruno na defesa.

– Se precisar de zagueiro, vou de zagueiro. Se precisar de volante, também. Estou aí para ajudar – disse Bruno.

Além disso, o volante Rudnei também desfalca o time. Ele foi expulso no empate com o Fla. O zagueiro Rafael, volante Marcinho Guerreiro e os meias Diogo Orlando e Leandro Bonfim, seguem no departamento médico e têm poucas chances de entrarem em cmapo.

FICHA TÉCNICA:

ATLÉTICO-MG X AVAÍ

Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data/Hora: 17/10/2010 às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Jose Amílton Pontarolo (PR)

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro, Rafael Cruz, Werley, Réver e Eron; Zé Luís, Serginho, Fernandinho e Diego Souza; Daniel Carvalho e Obina. T: Dorival Júnior

AVAÍ: Zé Carlos, Emerson, Emerson Nunes e Bruno; Patric, Sandro Silva, Valber, Jeferson e Eltinho; Marcelinho e Robinho.
Técnico: Vágner Benazzi.

outubro 17, 2010 Posted by | Atlético-MG, Avaí | , | Deixe um comentário

Arrancar na tabela: a palavra de ordem aos dois times

Em momentos turbulentos na competição, Fluminense e Botafogo se enfrentam precisando vencer para definir objetivos no ano

Arrancar. Eis o verbo mais pronunciado tanto nas Laranjeiras quanto em General Severiano. Quem vai conseguir conjugar o verbo arrancar? Tricolores ou alvinegros? Isso será definido às 18h30 de domingo, no Estádio João Havelange, o Engenhão.

O Fluminense, após perder o jogo e a liderança para o Cruzeiro, quer voltar a vencer para retomar não só a primeira colocação no Campeonato Brasileiro, mas também a confiança de seus torcedores. A arrancada tricolor pode levar ao título nacional. Já o Botafogo sonha em derrotar o Tricolor para encerrar de vez com o jejum de oito jogos sem vitórias. A vitória serviria para fazer com que uma hipotética classificação para a Copa Libertadores se torne mais plausível para jogadores e torcedores.

Apesar de jogar em domínios alvinegros, o Tricolor é o mandante da partida em que contará com os importantíssimos retornos do atacante Emerson e do volante Diguinho. O atacante está recuperado de lesão na coxa esquerda, enquanto Diguinho não sente mais dores em seu tornozelo. Ambos, para o técnico Muricy Ramalho, são tidos como peças importantíssimas no esquema de jogo.

Emerson está de volta e é a esperança de gols do Flu (Crédito: Gilvan de Souza)

Além dos dois, liberados pelo departamento médico, o Fluminense terá o retorno do lateral-direito Mariano. Destaque do time na atual temporada, o jogador foi convocado para a Seleção Brasileira em dois amistosos, contra o Irã e a Ucrânia.

Com os retornos, Emerson mostra otimismo para que a arrancada seja do Fluminense:

– O Fluminense sentiu a ausência de jogadores importantes que estavam machucados. Contra o Botafogo terá a minha volta, do Diguinho e do Mariano, que estava na Seleção. Agora é vencer ou vencer para continuarmos na luta pelo título da competição – disse Emerson, o Sheik Tricolor.

Deco, com lesão em sua coxa direita, é o desfalque do Fluminense. Marquinho será seu subtituto.

Já pelo lado alvinegro, além de ter o retorno do goleiro Jefferson, que também serviu a Seleção Brasileira, o Glorioso contará com a volta do volante Marcelo Mattos. Curado de uma lesão em seu joelho esquerdo, Marcelo Mattos poderá figurar entre os titulares que Joel Santana vai escolher para iniciar o clássico.

Curiosamente, desde a saída de Marcelo, o Botafogo não venceu mais na competição.

Jobson, que voltou na última partida contra o Palmeiras está confirmado no ataque alvinegro ao lado de Loco Abreu.

Jobson é a arma do Botafogo para derrotar o Fluminense (Crédito: Gilvan de Souza)

Um dos líderes do elenco, Leandro Guerreiro disse que este será um jogo de definição para os objetivos do Botafogo no Brasileiro.

– Esta partida será um divisor de águas, já que estamos um pouco mais afastados dos líderes. Temos de jogar muito para vencer e iniciar a arrancada – comentou.

As fichas estão na mesa. As cartas distribuídas. Quem vai levar a melhor? Fluminense segue firme na disputa do título ou o Botafogo se torna, de vez, um sério candidato pela vaga na Copa Libertadores?

De quem será a arrancada? Domingo, às 18h30, com direito ao tempo real do LANCENET!

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE X BOTAFOGO

Data/Hora: 17/10/2010 – 18h30 (de Brasília)

Estádio: Olímpico João Havelange (Engenhão), Rio de Janeiro (RJ)

Árbitro: Djalma José Beltrami (RJ)

Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa/RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)

FLUMINENSE: Rafael; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Diguinho, Marquinhos e Conca; Emerson e Washington. T: Muricy Ramalho.

BOTAFOGO: Jefferson, Antônio Carlos, Leandro Guerreiro e Márcio Rosário; Alessandro, Marcelo Mattos, Somália, Lucio Flavio e Marcelo Cordeiro; Jobson e Loco Abreu. T: Joel Santana.

outubro 17, 2010 Posted by | Botafogo, Fluminense | , | Deixe um comentário

Com apoio da torcida, Vitória recebe o Prudente

Rubro-Negro encara o lanterna do Brasileirão com a missão de voltar a vencer após cinco rodadas

O Vitória não vence há cinco rodadas. Por isso, sair pelas ruas de Salvador tem sido difícil para o elenco rubro-negro. Para mudar esse quadro, a reação precisa começar neste domingo, às 18h30, no Barradão. Criado nas categorias de base do clube, o zagueiro Wallace, torcedor do Leão, sabe o que é preciso neste momento para que o time comece uma recuperação.

– É o momento de se fechar e ter o torcedor do nosso lado para reverter esta situação. Não podemos errar como estamos errando – disse.

O discurso de que o apoio da torcida é fundamental, principalmente nesta reta final, também é adotado pelo capitão Vanderson.

– Quero ver agora quem é rubro-negro mesmo. Chegou a hora da união de todos.

E o pedido de ajuda aos torcedores é sério. Nesta quinta-feira, o técnico Antônio Lopes, o presidente Alexi Portela e outros dirigentes estiveram reunidos com integrantes de algumas torcidas organizadas.

– Nosso objetivo é trazer a torcida para o nosso lado. Este é o momento da união de todos e, por isso, solicitei ao presidente um encontro com vocês. Gosto sempre de citar o Fluminense como exemplo e quero ver a torcida incentivando os nossos jogadores e vaiando o adversário – disse Lopes.

Em campo, Lopes deve colocar escalar o time no 4-3-3, com Jacson na esquerda, Adaílton na direita e Júnior no meio. Egídio sequer foi relacionado por conta de uma pubalgia e Thiago Humberto, por decisão do treinador Lopes. Thiago Martinelli, Uelliton e Neto Coruja estão suspensos.

Grêmio Prudente

Divisor de águas. Assim é encarado o jogo contra o Vitória pelos jogadores e comissão técnica do Grêmio Prudente. Com 21 pontos no Brasileirão, sete atrás do penúltimo colocado, o Goiás, uma vitória pode fazer o time respirar e ainda sonhar com a permanência na Séria A.

No entanto, o técnico Fábio Giuntini terá problemas para escalar a equipe em Salvador. O lateral-esquerdo Marcelo Oliveira sofreu uma lesão na panturrilha esquerda no jogo contra o São Paulo e foi vetado pelo departamento médico. Mesma situação do zagueiro Leonardo, com uma contusão na coxa direita.

Além deles, Rodrigo Mancha, Rafael Martins e Hugo, que já estavam fora no jogo passado, também não viajarão para Salvador.

– Enquanto tivermos chances matematicamente vamos continuar lutando. Apesar da situação difícil, uma vitória no próximo domingo nos dará um novo ânimo para continuar lutando. Estamos confiantes e não vamos abandonar o barco –  afirmou Marcelo Oliveira.

FICHA TÉCNICA:

VITÓRIA X GRÊMIO PRUDENTE

Local: Barradão, em Salvador (BA)
Data/Hora: 17/10/2010 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn (PR) e José Carlos Dias Passos (PR)

VITÓRIA: Viáfara, Nino Paraíba, Wallace, Anderson Martins e Rafael Cruz; Vanderson, Bida, Ramon e Elkeson; Adailton e Schwenck.. Técnico: Antônio Lopes.

GRÊMIO PRUDENTE: Giovanni, Bruno Ribeiro, Anderson Luís, Diego, Artur; João Vitor, Roberto, Adriano Pimenta e Wesley; William José e Araújo. Técnico: Fábio Giuntini.

outubro 17, 2010 Posted by | Grêmio Prudente, Vitória | , , | Deixe um comentário