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Na Bolívia, Palmeiras encara altitude, gramado ruim e até o Sucre

Verdão começa fase internacional da Copa Sul-Americana 2.800 metros acima do nível do mar para manter vivo sonho de voltar à Libertadores

São 2.800 metros acima do nível do mar, o que faz a bola ficar mais rápida, ao passo em que o fôlego termina. São inúmeros buracos nas mais variadas partes do gramado, o que dificulta a precisão no passe e põe em risco os atletas. E são, também, 11 rivais acostumados a este cenário. Às 21h15m (de Brasília) desta quinta-feira, o Palmeiras dá início à fase internacional da Copa Sul-Americana tendo mais de um rival para driblar. Contra o Universitario de Sucre, na Bolívia, o time de Luiz Felipe Scolari tentará se livrar das adversidades e manter vivo o sonho de chegar à Taça Libertadores do ano que vem. 

O SporTV transmite a partida para todo o Brasil. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real.

Para buscar uma adaptação melhor ao ar rarefeito, o Verdão se programou para chegar a Sucre na segunda-feira. No entanto, segundo Scolari, alguns de seus atletas ainda sentem os efeitos da altitude. O fôlego da equipe, de acordo com o treinador, ainda está abaixo do esperado, pelo tempo em que estão na cidade boliviana.

– Conseguimos minimizar um pouco (os efeitos), mas não totalmente, como imaginávamos. Ainda notamos que alguns jogadores afogam depois de dois ou três piques nos treinamentos. Isso é uma das coisas a que vamos ter de nos adaptar e montar uma situação de jogo que não seja prejudicial a nós, pela velocidade que eles vão imprimir – afirmou Scolari.

Outro assunto bastante comentado pelo palmeirense foi a qualidade do gramado do Estádio Pátria, palco da disputa entre brasileiros e bolivianos. Felipão acredita que o time local levará vantagem por já estar acostumado a atuar no local e conhecer bem cada buraco do piso.

– Eles falaram que a grama foi aparada, mas parece que nem encostaram aqui. Isso é malandragem para fazer a bola correr e desgastar os atletas. Com o campo assim, o jogador cansa muito mais rápido.

Com tudo isso, o adversário, que pena no Campeonato Boliviano, na antepenúltima posição da tabela, acaba aparecendo como um detalhe. Felipão, que deve manter a base do time que empatou com o Botafogo na última rodada do Brasileiro, também evitou comentar sobre o adversário. Disse que as qualidades e defeitos dos bolivianos deveriam ser tratados internamente, com seus atletas.

– Eu não tenho de falar deles aqui. Se alguém tem de dizer algo é o treinador deles. Eu só falo sobre isso para os meus jogadores.

Sonho alto no Sucre

Mal no campeonato local, o Universitario de Sucre vê na competição Sul-Americana sua chance de ter um bom desfecho para a temporada. Sem vencer há quatro jogos no Boliviano, a equipe quer manter o bom retrospecto no torneio internacional, onde já despachou Colo-Colo (CHI) e Cerro Porteño (PAR).

Para a partida contra os brasileiros, o técnico Javier Veja terá à disposição todos os seus atletas. No ataque, o técnico deve optar por um esquema mais ofensivo, com Horacio Fernadez e Roberto Galindo, principal homem de frente do time.

PALMEIRAS X UNIVERSITARIO DE SUCRE
Deola; Marcio Araujo, Mauricio Ramos, Danilo, Gabriel Silva; Pierre, Edinho, Marcos Assunçao, Rivaldo (Tinga ou Dinei) e Valdivia; Kléber. Carlos Lampe; Rafael Segovia, Tobías Albarracín, Martín Aguirre, Marvin Bejarano; Luis Liendo, Sacha Lima, Ronald Gallegos, Julio César Junco; Roberto Galindo e Horacio Fernández.
Técnico: Luiz Felipe Scolari Técnico: Javier Vega.
Estádio: Pátria, em Sucre, na Bolívia. Data: 14/10/2010. Horário:21h15m (de Brasília). Árbitro: Victor Hugo Carrillo. Auxiliares: César Escano e Jorge Yupanqui.
Transmissão: O SporTV transmite a partida para todo o Brasil. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real.

outubro 14, 2010 Posted by | Futebol Sulamericano, Palmeiras | , , , | Deixe um comentário

Vasco mostra cara de favorito e faz 2 a 0 no Timão, com jeito de rebaixado

Equipe carioca é soberana em partida atrasada da 18ª rodada. Corinthians, derrubado, acumula seis jogos sem vencer no Brasileiro

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

O Vasco está longe da disputa do título do Brasileirão, mas jogou como se estivesse bem vivo. O Corinthians segue na briga pelo caneco, porém tem atuado como candidato ao rebaixamento. Na noite desta quarta-feira, em São Januário, em partida atrasada da 18ª rodada, a equipe carioca fez 2 a 0 na paulista, cada vez mais em crise. Zé Roberto, impedido, e Eder Luis marcaram.

Na tabela, o triunfo não muda muita coisa. Agora com 41 pontos, o time de Paulo César Gusmão pulou para 11ª colocação, aspirando uma vaga na Copa Sul-Americana de 2011 e até sonhando com um lugar na Libertadores. Por outro lado, essa vitória faz diminuir as críticas em relação aos constantes empates. São 14. Ninguém teve mais igualdades que o Vasco.

O Corinthians, por sua vez, segue na terceira colocação, com 49 pontos. Mas com sensação de estar em posição bem pior. Antes considerado favorito, o clube do Parque São Jorge entrou em declínio nas últimas seis rodadas. Dos 18 pontos disputados, apenas dois conquistados. São dois empates e quatro derrotas. O Timão está a três pontos do vice-líder Fluminense e a cinco do líder Cruzeiro.

Só para constar, com o resultado desta noite, o Corinthians não conquista o título simbólico do primeiro turno. Este ficou nas mãos do Fluminense. Na próxima rodada, o Vasco visita o Atlético-GO, domingo, às 16h, no estádio Serra Dourada, em Goiânia. Já o Corinthians, reforçado por Ronaldo, joga contra o Guarani, no mesmo horário, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas.

Baile vascaíno

Só deu Vasco. No primeiro tempo, a equipe de São Januário foi soberana. Preocupado demais em proteger a sua defesa, desgastada pelos 14 gols em seis jogos, o Timão se resguardou muito no início da partida, enquanto o clube carioca aproveitou bem os espaços pelas pontas.

Foi assim que chegou ao primeiro gol aos dez minutos. Carlinhos fez bom cruzamento da esquerda e Zé Roberto, em posição de impedimento, completou para o gol. De qualquer maneira, a zaga corintiana nada fez para tentar evitar o gol. Parou, como se estivesse em pane. Do mesmo jeito das últimas rodadas.

Melhor para o Vasco. Envolvente e com Felipe em noite inspirada, os donos da casa colocaram o Corinthians na roda. Pelas pontas, pelo meio… O Timão só chegou com perigo real aos 18, quando Danilo cruzou e Iarley perdeu gol incrível. Detalhe perto dos inúmeros erros de passe e posicionamento.

Por falar nisso, aos 21, novamente o Vasco soube, inteligentemente, aproveitar as falhas defensivas do rival. Felipe deu ótima assistência para Eder Luis. O atacante entrou em velocidade na grande área e chutou colocado, no canto esquerdo de Julio Cesar. Depois do segundo gol, os anfitriões diminuíram o ritmo.

Mas e o Corinthians? Ah, o Corinthians errou passes, perdeu bolas e não teve chance alguma de reação. E quando a fase é ruim, Chicão, exímio cobrador de falta, acertou o companheiro William em vez do gol. O Timão ainda teve uma baixa. Aos 29, Alessandro, machucado, deu lugar a Boquita.

Timão em declínio

No retorno para a segunda etapa, as duas equipes estavam com as mesmas formações. E as mesmas posturas. O Vasco tentando o terceiro gol, e o Corinthians ainda tentando se achar em campo. Ao time carioca restava mesmo seguir como no primeiro tempo, já que os paulistas pareciam não encontrar forças para reagir.

A fase do Timão ficou representada em Souza. O atacante recebeu passe de Roberto Carlos na esquerda da grande área e, na tentativa de deixar a bola passar para pegar mais adiante, escorregou. A torcida do Vasco, então, não perdeu tempo e deu risada.

Logo em seguida, vaias. Souza deixou o campo para entrada do argentino Matías Defederico. Na saída, vaiado por corintianos e vascaínos, o atacante fez gestos obscenos para os cariocas. Ouviu em troca um “Uh, vai morrer, uh, vai morrer”.

Com a entrada do argentino, o Timão esperava ter mais velocidade. Mas não, a noite não estava para os alvinegros. Mesmo com o Vasco mais lento, cadenciando o jogo, a equipe comandada pelo interino Fábio Carille pouco fazia para reagir.

O Vasco, então, resolveu não correr riscos. Administrou sua vantagem, tocou a bola de um lado para o outro, deixou o adversário ainda mais nervoso e se aproveitou das bolas paradas. Mas não conseguiu ampliar o marcador. Ampliou, sim, a crise no Corinthians e sua autoestima

VASCO 2X0 CORINTHIANS
Fernando Prass; Irrazábal, Cesinha, Dedé e Carlinhos (Renato Augusto); Rafael Carioca, Jumar, Fellipe Bastos (Allan) e Felipe; Zé Roberto (Jonathan) e Eder Luis. Julio Cesar; Alessandro (Boquita), Chicão, William e Roberto Carlos; Paulinho, Jucilei, Elias (William Morais) e Danilo; Iarley e Souza (Defederico).
Técnico: PC Gusmão. Técnico: Fábio Carille.
Gols: Zé Roberto, aos 10, Eder Luis, aos 21 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Jumar (VAS); Chicão, Jucilei, Paulinho, Boquita (COR).
Público: 9.285 pagantes. Renda: R$ 207.070,00.
Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 13/10/2010. Árbitro:Sandro Meira Ricci (DF). Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Enio Ferreira de Carvalho (DF).

outubro 14, 2010 Posted by | Corinthians, Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

Santos vence, supera Inter na tabela e encosta na briga pelo título brasileiro

Neymar dá a vitória que aproxima o Peixe da disputa pela Tríplice Coroa

No confronto entre dois adversários diretos na caça aos primeiros colocados do Campeonato Brasileiro, o Santos mostrou nesta quarta-feira que está mais vivo que o Internacional na briga pelo título. Em um jogo ruim no primeiro tempo e cheio de emoção no segundo, o Peixe foi mais eficiente e venceu o Colorado por 1 a 0, na Vila Belmiro. Neymar, na etapa inicial, marcou o gol que deixou o time paulista à frente dos gaúchos na classificação. O duelo atrasado foi válido pela 13ª rodada, ainda pelo primeiro turno.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Com o triunfo, o terceiro consecutivo, o Santos pula para a quarta colocação, com 48 pontos, e volta a sonhar com a conquista da Tríplice Coroa (os títulos do Paulistão, Copa do Brasil e Brasileirão). O Peixe está agora seis pontos abaixo do líder Cruzeiro, quatro do Fluminense e somente um do rival Corinthians.

Já o Internacional perde boa oportunidade de encostar nos líderes, mas segue com chances de fechar a temporada com o caneco nacional. O Colorado cai agora para o quinto lugar, com 47 pontos, e tenta controlar a ansiedade pela disputa do Mundial Interclubes no fim do ano.

Na próxima rodada, Santos e Inter vão para jogos decisivos. O Peixe faz o clássico contra o São Paulo, domingo, às 18h30m, no Morumbi, em São Paulo. Sábado, no mesmo horário, o Colorado pega o Flamengo, no Engenhão, no Rio de Janeiro.

Em jogo ruim, Neymar resolve

Qualquer desavisado que chegasse à Vila Belmiro nesta quarta-feira jamais poderia imaginar que Santos e Internacional brigam pelas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro. Precisando da vitória para seguirem vivos na briga pelo título, Peixe e Colorado fizeram um primeiro tempo de pouca produtividade.

Jogando em casa, coube ao Santos procurar mais o ataque. Nada, porém, que assustasse Renan. O ferrolho montado por Celso Roth acabou com a habitual velocidade do sistema ofensivo do Alvinegro. Neymar e Léo, nas costas de Nei pela esquerda, eram as melhores opções, mas Zé Eduardo, centralizado, quase não apareceu entre Índio e Bolívar.

Enquanto Renan pouco trabalhava, Rafael praticamente não tocou na bola. O Inter foi inofensivo na frente. Roth priorizou a defesa, segurou os laterais no campo defensivo e isolou Edu e Ilan no ataque, facilitando o trabalho de Edu Dracena e Durval.

O Santos teve uma leve melhora quando passou a trocar posições no ataque. Zé Eduardo caiu pelo lado direito, Neymar se movimentou mais, e a defesa colorada abriu. O gol veio aos 26 em bobeada de um ex-santista. Kleber errou na saída de bola, Neymar recebeu de Danilo, tabelou com Zé Love na área e tocou rasteiro, no canto direito de Renan.

A desvantagem fez o Internacional acordar. Celso Roth liberou os laterais para avançarem. Kleber, aos 43, quase se redimiu ao invadir a área e chutar forte para Rafael pegar. Com mais espaço, o Santos também chegou, mas não marcou. Neymar, em duas boas jogadas, foi o mais perigoso dos alvinegros.

Chances perdidas no segundo tempo

Na volta do intervalo, o Inter reapareceu mais ofensivo diante de um Santos mais cauteloso e à espera de espaços. Tinga entrou no lugar de Derley e deu mais qualidade à ligação do meio de campo com o ataque. Minutos depois, Roth aumentou o poder ofensivo com a entrada do centroavante Guto no lugar do armador Marquinhos.

Não deu tão certo quanto imaginou o treinador. A defesa santista não deu espaço, e o meio de campo conseguiu controlar o jogo. Neymar, aos 18, assustou em cobrança de falta que Renan defendeu em dois tempos. Em seguida, Tinga mandou por cima uma boa oportunidade de dentro da área alvinegra.

Aos 24 minutos, um susto. O lateral-esquerdo Léo dividiu uma bola pelo alto com um jogador do Internacional e caiu no gramado, com muitas dores na região do pescoço e sem se mexer. Prontamente atendido, ele deixou o gramado, mas não preocupa os médicos.

Com o passar do tempo, o Inter cresceu. Aos 28, Edu quase empatou ao cabecear após escanteio. Alex Sandro tirou quando a bola rumava para o gol. Em seguida, Andrezinho pegou de primeira na entrada da área, e Rafael fez linda defesa. O Santos também teve boas chances no fim. Neymar, duas vezes, e Zé Eduardo saíram cara a cara com Renan, mas desperdiçaram. Sorte deles que não fizeram falta.

SANTOS 1 X 0 INTERNACIONAL
Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Maranhão); Arouca, Roberto Brum, Danilo (Vinícius Simon) e Alan Patrick (Alex Sandro); Neymar e Zé Eduardo. Renan, Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Glaydson, Guiñazu, Derley (Tinga) e Marquinhos (Marquinhos); Edu e Ilan (Andrezinho).
Técnico: Marcelo Martelotte. Técnico: Celso Roth.
Gols: Neymar, aos 26 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Glaydson, Guiñazu (Inter).
Local: Vila Belmiro, em Santos-SP. Data: 13/10/2010. Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE). Auxiliares: Marcia Lopes Caetano (RO) e Jossemar José Diniz Coutinho (PE). Público: 10.036 pagantes. Renda: R$ 243.930,00.

outubro 14, 2010 Posted by | Internacional, Santos | , | Deixe um comentário

Galo faz 2 a 0 no Santa Fé e leva boa vantagem para jogo de Bogotá

Obina fez os dois gols da vitória tranquila do Atlético-MG na Arena do Jacaré

O Atlético-MG fez seu dever de casa e venceu o Santa Fé, da Colômbia, por 2 a 0, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O atacante Obina marcou os dois gols do Galo, um em cada tempo, numa partida que foi absolutamente tranquila para o time brasileiro.

O jogo de volta será na próxima quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Estádio El Campín, em Bogotá, capital da Colômbia. O Galo pode até perder por um gol de diferença. Se o Santa Fé vencer por 2 a 0, o jogo vai para os pênaltis. Qualquer outra vitória dos colombianos por dois de frente classifica o Atlético-MG. Ao Santa Fé resta ganhar por três ou mais gols.

Agora o Galo volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. O time recebe o Avaí, na Arena do Jacaré, domingo, às 17h (de Brasília), no chamado jogo de seis pontos, muito importante para ambos na luta contra o rebaixamento.

Gol solitário de Obina

O frio de Sete Lagoas obrigou os times a começarem o jogo em ritmo acelerado. Mas velocidade não é sinônimo de qualidade e a partida, muito concentrada no meio campo, não tinha lances efetivos de perigo para os goleiros Renan Ribeiro e Augustin Julio.

O Atlético-MG tinha maior posse de bola, mas o time colombiano não se limitava a ficar no campo defensivo apenas marcando. Narazit e Bernal incomodavam muito pela direita do ataque do Santa Fé.

A zaga da equipe de Bogotá permanecia muito fechada e o time brasileiro começou a tentar jogadas pelas pontas, principalmente com Rafael Cruz, que errava mais cruzamentos do que acertava.

Até que, aos 28 minutos, o Atlético-MG conseguiu penetrar por onde parecia mais difícil: pelo meio da defesa do Santa Fé. Diego Souza deu um passe milimétrico para Obina entrar na área, driblar Augustin Julio e empurrar para as redes e fazer 1 a 0 para o Galo.

O gol atleticano desanimou o Santa Fé. Se antes, os colombianos tentavam jogadas esporádicas de ataque, depois do tento de Obina passaram a assistir ao Atlético dominar o meio de campo e tomar conta da partida.

Mas, satisfeito com a vitória parcial, o Atlético apenas tocou a bola nos minutos finais do primeiro tempo e levou a vantagem para o intervalo.

Mais de um de Obina e vantagem construída

O Santa Fé voltou mais aceso e ofensivo para o segundo tempo. Isso, somado a vários erros de passes do Atlético, deixou o jogo mais equilibrado. Tanto que o goleiro Renan Ribeiro foi obrigado a fazer grande defesa num chute de Narazit, logo aos seis minutos.

Aos 10 minutos, Dorival Júnior perdeu de vez a paciência com Ricardo Bueno, que errou todas as jogadas que tentou na partida. Neto Berola entrou e a torcida vaiou muito Bueno.

A voz das arquibancadas estava mesmo certa. Berola deu novo ânimo ao time do Atlético-MG, que voltou a ter as rédeas do jogo em suas mãos.

O domínio não demorou a ser concretizado em mais um gol. Neto Berola cruzou da esquerda. O goleiro Augustin Julio defendeu parcialmente e a bola sobrou limpa para Obina na pequena área. O artilheiro só teve o trabalho de empurrá-la para as redes colombianas.

O Galo continuou soberano no jogo. O Santa Fé fez suas três substituições, mas, manteve a passividade na marcação, e continuou sendo dominado.

Com o passar do tempo, o Atlético também diminuiu o ritmo e levou a vantagem até o final do jogo. Vitória boa que permite ao time viajar tranquilo até Bogotá.

ATLÉTICO-MG 2 X 0 SANTA FÉ-COL
Renan Ribeiro; Rafael Cruz, Lima, Werley e Fernandinho; Alê, Serginho, Diney (Diego Macedo) e Diego Souza; Ricardo Bueno (Neto Berola) e Obina (Jheimy). Augustin Julio; Sergio Otalavaro, Carlos Valdez, Jhonier Gonzalez e Felix Noguera; Daniel Torres (Nestor Salazar), Juan Quintero, Alejandro Bernal e Mario Gonzalez (Yulian Anchico); Omar Perez e Cristian Nazarit (Oscar Rodas).
Técnico: Dorival Júnior Técnico: Nestor Otero
Gols: Obina, aos 28 minutos do primeiro tempo; Obina, aos 17 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Diney, Fernandinho e Neto Berola (Atlético-MG) e Jhonier Gonzales, Alejandro Bernal e Juan Quintero (Santa Fé).
Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data: 13/10/2010Árbitro: Carlos Torres (PAR)
Auxiliares: Nicolás Yegro (PAR) e Milcíades Saldivar (PAR)
Renda:R$ 17.685,00
Público:3.819

outubro 14, 2010 Posted by | Atlético-MG | | Deixe um comentário

Em jogo histórico, Avaí perde para o Emelec-EQU em Guayaquil

Partida desta quarta-feira foi a primeira oficial disputada pelo clube catarinense fora do Brasil. Jogo de volta será dia 21 de outubro

O dia 13 de outubro de 2010 entrou para a história do Avaí, mas não foi como o clube e nem a torcida desejavam. Em seu primeiro jogo oficial fora do território nacional, o Leão foi derrotado por 2 a 1 para o Emelec-EQU, no Estádio George Capwell, em Guayaquil, em confronto válido pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. A partida também marcou a estreia do técnico Vagner Benazzi no comando da equipe catarinense, que levou o segundo gol aos 48 minutos da etapa final.

O jogo da volta está marcado para o próximo dia 21 de outubro, no estádio da Ressacada, em Florianópolis. Quem passar deste confronto encara o vencedor do duelo entre Goiás e Peñarol-URU. O Esmeraldino venceu a primeira partida por 1 a 0 e decide a vaga no Uruguai.

O Avaí entrou em campo com as bandeiras do Brasil, de Santa Catarina e do Chile, que viveu momentos apreensivos nos últimos dois meses com os 33 mineiros presos a mais de 600 metros de profundidade em uma mina de cobre no norte do país.

Emelec começa pressionando, mas Avaí tem as melhores chances

Em ótima fase na temporada e campeão do primeiro turno do Campeonato Equatoriano, o Emelec começou o jogo no ataque e mostrando que a pressão seria grande para a equipe brasileira. A torcida local não parava de cantar e empurrar o time. Mesmo assim, o Avaí se comportava muito bem na defesa e não dava espaços ao adversário.

O primeiro lance de perigo ocorreu aos 11 minutos. Rojas recebeu bom lançamento pela esquerda, entrou na área, mas o goleiro Zé Carlos saiu abafando e jogou a bola para escanteio. Na cobrança, o próprio Rojas aproveitou o rebote, mas o chute foi rasteiro para fora. A equipe do Avaí respondeu no ataque seguinte. Robinho entrou na cara do gol, e o goleiro Klimowicsz salvou os equatorianos espalmando para longe.

Com 22 minutos de jogos, o Emelec tinha a maior posse de bola, e o Avaí jogava no contra-ataque. A estratégia do time brasileiro quase deu certo. Depois de uma bola roubada, Marcelinho lançou para Patrick, que entrou na área, mas finalizou para fora. A equipe teve mais uma boa chance aos 26. Sandro recebeu, invadiu a área, mas chutou por cima do goleiro. O técnico Vágner Benazzi ficou desesperado à beira do campo lamentando as duas chances claras. Após o lance, a torcida do Emelec ficou em silêncio sentindo a possibilidade de sofrer um gol.

O time equatoriano tocava a bola tentando um erro de posicionamento do Avaí, mas a equipe brasileira se mostrava muito equilibrada. Sem conseguir entrar na área, o Emelec começou a arriscar chutes de fora. Aos 37, o time cobrou uma falta rápida e quase surpreendeu. Ayoví recebeu na ponta direita e cruzou forte, a bola passou raspando o travessão de Zé Carlos. O último lance de perigo do primeiro tempo foi do Avaí. Depois da cobrança do escanteio, Emerson Nunes apareceu como elemento surpresa e raspou de cabeça. A bola passou muito perto da trave.

Pressão equatoriana

Como aconteceu no primeiro tempo, o Emelec começou a etapa final pressionando. Logo com 50 segundos, Biglieri recebeu na cara de Zé Carlos e chutou forte, a bola passou raspando o travessão. Os equatorianos continuaram atacando, e Rojas perdeu outra grande oportunidade. A Bola foi cruzada na área e sobrou para o atacante, que tentou um voleio, mas finalizou fraco e para fora.

O Avaí mostrava falta de condicionamento físico no segundo tempo e jogava recuado. Com isso, o Emelec tentou aproveitar. Depois de uma cobrança de falta, a bola bateu no pé de Eltinho e foi para o fundo das redes. Os jogadores brasileiros chegaram a reclamar de um impedimento, mas o bandeira ignorou.

Na saída de bola, o Avaí atacou com muita velocidade, e Marcelinho quase empatou. O atacante chutou colocado, mas a bola foi para fora. O Emelec respondeu logo em seguida. Quiroz arriscou de fora da área e a bola explodiu no travessão. O jogo ficou aberto, e o Avaí empatou. Marcelinho fez tabela com um companheiro e finalizou com categoria no canto esquerdo do goleiro Klimowicsz.

Sabendo da importância do resultado, o Avaí começou a jogar com o tempo. O time tocava a bola e esperava o adversário para tomar alguma iniciativa. O time do Emelec ficou nervoso e fazia muitas faltas. Aos 40, Quiñonez deu um carrinho criminoso em Davi e foi expulso. Mesmo assim, o time equatoriano teve uma grande chance aos 40. Ayoví fez bela jogada pela esquerda e chutou forte para a Linda defesa de Zé Carlos. Porém, nos acréscimos o Emelec acabou com as esperanças do Avaí. Rojas recebeu passe na área e chutou, a bola ainda desviou na zaga antes de entrar. Final de jogo: 2 a 1.

EMELEC 2 X 1 AVAÍ
Klimowicsz, Quiñonez, Morante, Achilier, Valencia(Torres), Quiroz, Wila, Gimenez, Rojas, Ayoví, Biglieri Zé Carlos, Patric, Gabriel, Emerson, Emerson Nunes, Eltinho, Davi, Rudnei, Robinho, Sandro(Jeferson), Marcelinho (Valber)
Técnico: Jorge Sampaoli Técnico: Vágner Benazzi
Gols: Eltinho (contra) e Rojas. Marcelinho (Avaí)
Cartões amarelos: Robinho, Rudnei, Davi e Bruno (Avaí). Achilier e Quiñonez(Emelec). Vermelho: Quiñonez
Estádio: Estádio George Capwell, em Guayaquil (Equador). . Data:13/10//2010. Árbitro: Francisco Peñuela (COL). Assistentes: Humberto Clavijo (COL) e Eduardo Díaz (COL).

outubro 14, 2010 Posted by | Avaí | , | Deixe um comentário

Goiás vence o Peñarol e dá passo importante para classificação inédita

Mal no Campeonato Brasileiro, Esmeraldino larga em vantagem nas oitavas da Sul-Americana ao ganhar dos uruguaios por 1 a 0, no Serra Dourada

Era uma decisão difícil. No entanto, mesmo na penúltima colocação do Campeonato Brasileiro, o Goiás optou por levar o time principal para o jogo contra o Peñarol-URU, nesta quarta-feira, no Serra Dourada. E valeu a pena. Com a vitória por 1 a 0, o Esmeraldino deu um importante passo nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, competição que garante ao campeão a vaga na Libertadores de 2011.

O resultado ajuda a amenizar um pouco a conflituosa relação com a torcida, insatisfeita com a situação do time no Nacional. Até porque, este é o segundo triunfo seguido dos comandados de Jorginho, que ganharam também o Vitória (1 a 0), no domingo, em Goiânia. Apenas Rafael  Moura, autor do gol, foi criticado. Chamado de pipoqueiro no fim de semana, recebeu vaias ao ser substituído por Jones.

Na próxima quarta-feira (20) tem novo encontro entre as equipes, no Estádio Centenário, em Montevidéu, para ver quem fica com a vaga nas quartas de final. O Esmeraldinho joga pelo empate e até por derrotas por um gol de diferença a partir de 2 a 1. Se o Peñarol devolver o 1 a 0, leva a decisão para os pênaltis. Caso triunfe no Uruguai, será uma classificação inédita para o time goiano. Em 2007, a equipe parou diante do Arsenal (Argentina) e, em 2009, caiu para o Cerro Porteño (Paraguai).

O jogo

Não fossem algumas jogadas atabalhoadas na defesa esmeraldina, o primeiro tempo tinha tudo para ser bem tranquilo para a pequena torcida no Serra Dourada. Com a boa movimentação do meia Bernrado e do atacante Felipe, que saiu bastante da área para ajudar na armação das jogadas, o Goiás sufocou o Peñarol nos minutos iniciais.

Enquanto Bernardo distribuía bem a bola, Douglas era muito acionado pela direita e incomodava no primeiro tempo. Foi pelo setor, nas costas do lateral-esquerdo Darío Rodríguez, que saíram algumas das principais jogadas de ataque.

Dos pés de Douglas, aliás, saiu o primeiro lance que tirou o grito da garganta dos esmeraldinos. Aos três minutos, ele cruzou na medida para Rafael Moura balançar a rede. Mas o lance foi anulado, pois o atacante estava em posição irregular.

Os uruguaios se assustaram com a pressão inicial dos anfitriões. Mais recuados, se limitaram a evitar o pior e esperaram as bobeadas da defesa adversária. Ernando, no início, e Marcão saíram jogando errado e deram o contra-ataque para o rival, que não soube aproveitar os presentes.

Já o Goiás foi recompensado com o gol. Em lance ensaiado, Wellington Saci cobrou escanteio da esquerda, o zagueiro Ernando desviou de cabeça, e Rafael Moura escorou para o fundo da rede, aos 22.

A movimentação uruguaia só melhorou quando o apoiador Martinuccio saiu machucado de campo, e o experiente argentino Solari, de 33 anos, ex-Real Madrid, entrou. Mas restavam apenas cinco minutos para o fim da etapa inicial e ele pouco pôde fazer. Em um dos lances, o argentino mandou para área, e Wellington Saci, escalado como ala pela esquerda, se assustou. Ao tentar afastar, mandou no próprio travessão. Não fosse o toque na mão de Harlei, Estoyanoff ficaria livre com a bola para empatar. Foi o último lance do primeiro tempo.

Peñarol assusta, Goiás se segura; Rafael Moura é vaiado e aplaude

Na volta do intervalo, o técnico Manuel Keosseian tirou o inoperante atacante Pacheco e lançou o lateral Matías Corujo. Estoyanoff passou a jogar na frente, dando mais velocidade ao time. E Solari encostou mais no ataque. Deu certo.

O time conseguiu ser mais presente no campo de ataque. Tanto que Solari, por duas vezes, assustou. Na segunda oportunidade, aos 16 minutos, Ramis cruzou, e o argentino por pouco não desviou de cabeça para empatar a partida.

Aparentemente cansado, o Esmeraldino esperava a hora certa para emplacar um lance ofensivo. Depois de boa atuação, Felipe pediu para sair. Com mais gás, Everton Santos o substituiu. Mas pouco apareceu.

Quem não passou despercebido pela torcida foi o atacante Rafael Moura. Aos 28, perdeu um gol sozinho na área. Livre, tentou tirar do goleiro Sosa e mandou para fora. Pouco tempo depois, deixou o campo para dar lugar a Jones e foi obrigado a escutar sonoras vaias. Às turras com os esmeraldinos, o He-Man aplaudiu a manifestação.

Ao escutar o grito de “Uuuuuh!” para Rafael Moura, o técnico Manuel Keosseian perguntou para os repórteres que estavam próximos ao banco do Peñarol se o Goiás estava em crise. A resposta foi positiva. E ele então chegou a admitir que a derrota estava de bom tamanho.

Depois, as duas equipes diminuíram o ritmo, tocaram a bola e, ao que parece, ficaram satisfeitas com o placar.

GOIÁS 1 X 0 PEÑAROL-URU
Harlei, Valmir Lucas, Ernando e Marcão; Douglas, Amaral, Wellington Monteiro, Bernardo (Carlos Alberto) e Wellington Saci; Felipe (Éverton Santos) e Rafael Moura (Jones). Sebastián Sosa, Aguirregaray , Alcoba, Guillermo Rodríguez e Darío Rodríguez; Arévalo Ríos, Marcelo Sosa, Ramis (Alonso) e Martinuccio (Solari); Estoyanoff e Pacheco (Matías Corujo).
Técnico: Jorginho. Técnico: Manuel Keosseian.
Gols: Rafael Moura, aos 22 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Douglas (GOI); Marcelo Sosa (PEN).
Estádio: Serra Dourada, Goiânia (GO). Árbitro: Diego Abal (ARG).Assistentes: Ricardo Casas (ARG) e Hernán Maidana (ARG).

outubro 14, 2010 Posted by | Goiás | | Deixe um comentário