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Cruzeiro de Cuca desbanca Flu de Muricy e assume ponta do Brasileirão

Wellington Paulista foi o autor do gol que colocou a Raposa na primeira colocação, com 54 pontos, dois a mais que o Tricolor

Falar em troco ou resposta seria exagero. Até pela relação afetiva entre as partes. Mas é inegável que o destino pregou uma peça no Fluminense na tarde deste domingo, no Parque do Sabiá, em Uberlândia. Ao trocar Cuca por Muricy Ramalho no início do Brasileirão, o Tricolor tinha como objetivo ficar mais próximo do sonhado título nacional. Pois é, mas foi justamente o ex-treinador que tirou a equipe tricolor da ponta da tabela, com a vitória por 1 a 0 do Cruzeiro, em partida válida pela 29ª rodada. Agora, o técnico líder do Brasil é ele.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Na quarta partida em Uberlândia, os mineiros conquistaram a quarta vitória pelo mesmo placar (Corinthians, Flamengo e Inter foram as outras vítimas). De volta ao time após seis rodadas, Wellington Paulista mostrou, ao contrário de muitos tricolores vindos do departamento médico, que o estiramento na coxa esquerda não o incomoda mais e cabeceou firme, aos 14 do primeiro tempo, para garantir os três pontos que colocaram a Raposa no topo da tabela. São 54, contra 52 dos cariocas, que estão em segundo.

Além da liderança, o Flu perdeu ainda Deco, mais um na grande lista de jogadores com problemas musculares, por tempo indeterminado e já acumula três partidas sem vitória. No próximo domingo, o compromisso é contra o Botafogo, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão. Já o Cruzeiro, que deixou o gramado ouvindo os gritos de “o campeão voltou”, defende a liderança pela primeira vez contra o embalado Grêmio, também no domingo, às 16h, no Olímpico.

O Parque do Sabiá não é o Mineirão, mas o Cruzeiro cuidou de todos os detalhes para se sentir em casa em Uberlândia. Se as arquibancadas não estavam lotadas como deveria ser em um jogo tão decisivo, a festa em campo, comandada pelos mascotes Raposão e Raposinha e embalada por músicas de incentivo no sistema de som, criava o clima favorável para o time celeste.

Com os torcedores extasiados sob uma fumaça azul, o Cruzeiro entrou em campo a mil e o argentino Montillo não diminuiu a adrenalina nem mesmo durante a execução do hino nacional brasileiro, dando corridinhas para manter o aquecimento. Como se não bastasse tudo isso, o gol do Corinthians sobre o Atlético-GO, no Pacaembu, antes mesmo de a bola rolar, transformou o jogo em ainda mais importante.

Setor esquerdo da defesa tricolor é o caminho cruzeirense

Sem Mariano, na Seleção, e com seu substituto Marquinhos lesionado, o Fluminense mandou para campo Thiaguinho improvisado na lateral direita. No treino de sábado, Muricy Ramalho deu atenção especial ao setor, mas o volante até que cumpriu bem seu papel, bem no combate e apoiando com desenvoltura. O problema, no entanto, estava do outro lado, com Carlinhos.

Famoso pela força ofensiva, o lateral-esquerdo ficou preso a marcação do arisco Thiago Ribeiro, e não foi feliz. Válvula da escape da equipe de Cuca, o atacante estava o tempo todo com a bola, sempre dando trabalho. Não à toa, foi por este setor que saiu o primeiro gol da partida. Se Thiago Ribeiro sozinho estava difícil de segurar, imagine uma dupla com Montillo? Pois é, não foi necessário imaginar, eles entraram em ação.

Aos 14, o atacante puxou a marcação e o argentino deu o toque de classe. Com muita calma, do bico da área, ele levantou a bola no segundo pau e encontrou a cabeça de Wellington Paulista. Facilitado por um Gum totalmente perdido na marcação, o camisa 9 escorou no contrapé de Rafael e correu para o abraço.

Nos duelos individuais, cruzeirenses são mais decisivos

O lance, por sinal, diz muito do primeiro tempo. Apesar de o Fluminense até ter bastante posse de bola, o Cruzeiro se mostrava mais seguro de si e parecia ter total consciência de cada ato. Coletivamente e individualmente. No lado de tricolor, Washington recebeu uma, duas, três, quatro bolas e não foi feliz. No lado celeste, Wellington Paulista precisou de apenas uma chance para marcar após seis partidas fora da equipe.

A situação vale também para o duelo de argentinos. Conca participou mais da partida, estava sempre com a bola, arriscava chutes de longe, passes e sofria com a marcação individual de Marquinhos Paraná. Não conseguia ser decisivo. Já Montillo em determinados momentos se mostrou sonolento, lento. Entretanto, também precisou de apenas uma chance para fazer o que dele se espera: a diferença.

Deco, lesionado, foi substituído ainda no primeiro tempo por Marquinho. Nada que fizesse o torcedor arrancar os cabelos. O luso-brasileiro não jogava bem e sua participação se resumiu a um bom passe para Rodriguinho, que perdeu chance na frente de Fábio, aos 23. O Cruzeiro também sofreu uma baixa: Caçapa voltou a sentir dores no joelho e deu lugar a Gil.

Nos 15 minutos finais, o ritmo da partida diminuiu bastante. Bom para o Cruzeiro, que fez uso do meio-campo para trocar passes, manter a posse de bola e descer para o vestiário em vantagem. Para melhorar, assim que Carlos Eugênio Simon apitou o fim da primeira etapa o sistema de som entrou em ação para avisar: no Pacaembu, Atlético-GO 3 a 1 sobre o Corinthians. Era o momento certo para o Raposão entrar novamente em campo.

Como se tivesse um roteiro, a partida se desenhou da mesma forma no segundo tempo: o Fluminense com posse de bola, e o Cruzeiro mais perigoso. A dupla Montillo e Wellington Paulista seguia bem demais, como no lance em que o argentino lançou para o atacante carimbar o travessão de Rafael, logo aos três. Empolgado, “Wellingol”, como é chamado pelo pai, até marcou o segundo, mas em posição irregular, após escanteio, aos oito.

E assim seguiu o jogo até os 20 minutos, quando a parceria se desfez. Montillo, sentindo dores musculares, saiu para a entrada de Roger, e o Flu, até então apático, voltou para o jogo. Era chute daqui, cabeçada de lá, cruzamento, escanteio. Pressão total, que sempre esbarrava em um mal: os erros de finalização. O pior deles foi de Rodriguinho, aos 24, quase na linha gol, quando, incrivelmente, conseguiu chutar por cima do travessão.

Edcarlos se agiganta e ‘se vinga’ do Flu

Cansado e sem seu principal condutor, o Cruzeiro passou a segurar o resultado, e teve em um ex-tricolor um dos grandes responsáveis por isso. Muito criticado pelo torcedor no período em que ficou nas Laranjeiras, Edcarlos reencontrou Cuca na Toca da Raposa, ganhou confiança, assumiu o posto de titular, e foi o grande carrasco do Flu nos minutos finais. Nas bolas aéreas e no combate direto, ele ganhou todas de Washington e cia., se impôs e garantiu a liderança celeste.

O Flu dispensou Edcarlos, trocou Cuca por Muricy, mandou Everton (que ficou o jogo todo no banco) embora, e viu suas “crias” assumirem a liderança do Brasileirão. Ainda faltam nove rodadas, mas agora o bilhete premiado tem a cor azul. Ah, e, lógico, o Raposão foi o dono da festa ao apito final de Simon.

CRUZEIRO X FLUMINENSE
Fábio, Jonathan, Edcarlos, Caçapa (Gil) e Pablo; Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Montillo (Roger); Thiago Ribeiro (Farías) e Wellington Paulista. Rafael, Thiaguinho (Belletti), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos(Julio Cesar); Diogo, Fernando Bob, Deco (Marquinho) e Conca; Washington e Rodriguinho.
Técnico: Cuca. Técnico: Muricy Ramalho.
Gols: Wellington Paulista, aos 14 minutos do primeiro tempo.
Estádio: Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG) Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa/RS) Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (Fifa/BA) e Carlos Berkenbrock (Fifa/SC)
Público: 22.812 pagantes (24.338 presentes)
Renda: R$ 607.365,00


outubro 10, 2010 Posted by | Cruzeiro, Fluminense | | Deixe um comentário

Loco Abreu perde pênalti, e Botafogo e Palmeiras ficam só no 0 a 0

Equipes pecam muito na finalização e perdem chance de subir na tabela. Atacante uruguaio do Alvinegro tem dia infeliz

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Não foi bom para ninguém. Nem para o Botafogo, Palmeiras e menos ainda para os torcedores que foram ao Engenhão neste domingo. Em uma partida de muitos erros e poucas chances de gol, as equipes empataram em 0 a 0 e perderam a chance de subir na tabela do Campeonato Brasileiro.

O Alvinegro, que esteve melhor mas foi prejudicado por um dia infeliz de Loco Abreu, chegou a 44 pontos e está na sexta posição após o sétimo empate seguido (sendo o oitavo jogo sem vitória). O uruguaio perdeu um pênalti e duas chances claras de gol.

O Palmeiras, inoperante no ataque e em dia de pouco brilho da dupla Valdivia-Kleber, está em nono lugar com 43 pontos.

Por causa da comemoração do Dia das Crianças, o telão do Engenhão exibiu na hora da escalação fotos dos jogadores do Bota quando pequenos.

No próximo domingo, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão, o Botafogo faz o clássico com o Fluminense. O Palmeiras, no mesmo horário, enfrenta o Ceará na Arena Barueri. Antes, o Verdão volta suas atenções para a Copa Sul-Americana. Viaja para Bolívia e enfrenta na quinta-feira o Universitario de Sucre, pelo jogo de ida das oitavas de final.

Loco Abreu perde pênalti

Antes do jogo, o clima era de apreensão por causa do ambiente ruim entre os clubes após a “polêmica do vestiário”, tanto que os atletas do Palmeiras chegaram ao estádio em vans na tentativa de evitar possíveis ataques ao ônibus. A torcida alvinegra vaiou muito os rivais, principalmente Felipão, mas o abraço de Joel no técnico adversário mostrou que este problema já havia sido deixado de lado.

Dentro de campo, o que se viu no início da partida foram os dois times errando muito e o ritmo caindo. O Botafogo era mais perigoso, especialmente com Jobson, que incomodou a defesa palmeirense com suas arrancadas. Lenta, a equipe paulista tocava muito de lado e seus dois principais jogadores, Valdivia e Kleber, pouco conseguiam produzir.

O Bota teve uma grande chance de abrir o placar aos oito minutos. Dentro da área, Loco Abreu chutou com o goleiro já batido no lance e Gabriel Silva cortou com o braço. Na cobrança do pênalti, o uruguaio chutou à direita do gol de Deola. Apesar do erro, a torcida do Glorioso aplaudiu seu camisa 13 em forma de incentivo.

A partida ficou morna e as oportunidades não eram criadas. Aos berros, Joel e Felipão tentavam arrumar o posicionamento das equipes. O Botafogo vez ou outra chegava na área adversária mas errava o último passe. Perto do fim do primeiro tempo, aos 40, o Alvinegro quase marcou. Somália achou Jobson dentro da área, mas o goleiro Deola saiu bem nos pés do atacante e fez a defesa.

O Palmeiras passou os primeiros 45 minutos sem conseguir criar uma chance clara de gol.

Na volta do vestiário, o panorama não mudou muito: erros dos dois lados, e Botafogo melhor em campo. O Alvinegro teve uma ótima oportunidade aos três minutos, quando Marcelo Cordeiro invadiu a área pela esquerda e cruzou rasteiro para Loco Abreu. O uruguaio, sem goleiro, não alcançou a bola.

Sem articulação na frente, o Palmeiras pouco ameaçava. A principal arma da equipe alviverde era Marcos Assunção nas bolas paradas. Perto do fim do fim do jogo, o volante ainda pegou um chute de primeira dentro da área e quase fez o gol. O goleiro Renan fez uma bela defesa.

Para azar do Bota, não era o dia de Loco Abreu, que perdeu mais uma chance clara após assistência de Marcelo Cordeiro. No rebote, Jobson mandou por cima da meta e aumentou ainda mais a ansiedade dos torcedores. A equipe bem que tentou pressionar até o fim, mas os homens de frente não estavam com a pontaria certeira.

Perto do fim da partida, Kleber acertou uma cotovelada em Alessandro e levou o cartão vermelho.

BOTAFOGO 0 X 0 PALMEIRAS
Renan, Danny Morais, Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Fahel, Somália (Edno), Lucio Flavio (Caio) e Marcelo Cordeiro; Jobson e Loco Abreu. Deola, Márcio Araújo, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel; Edinho, Tinga, Marcos Assunção, Rivaldo (Lincoln) e Valdivia (Dinei); Kleber.
Técnico: Joel Santana Técnico: Luiz Felipe Scolari
Cartões amarelos: Gabriel Silva, Maurício Ramos, Valdivia, Edinho, Tinga (PAL); Antônio Carlos, Danny Morais, Márcio Rosário (BOT). Cartão vermelho: Kleber (PAL)
Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro. Árbitro: Wilton Pereira Sampaio. Auxiliares: Marrubson Melo Freitas e Cesar Augusto Vaz.
Público: 9.950 pagantes  Renda: R$217.350,00

outubro 10, 2010 Posted by | Botafogo, Palmeiras | , | Deixe um comentário

Dragão vence, derruba o São Jorge do cavalo e Adilson Batista do Timão

Em dia desastroso da defesa alvinegra, Atlético-GO faz 4 a 3 no Corinthians e ganha fôlego na luta contra Z-4. Paulistas somam cinco jogos sem vencer

A história de São Jorge, padroeiro do Corinthians, conta que ele venceu uma batalha contra um dragão. Mas no futebol, pelo menos na tarde deste domingo, foi diferente: o Dragão, no caso o Atlético-GO, é que venceu São Jorge e seu cavalo e ainda causou a saída de Adilson Batista do comando do Timão.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Eficiente e contando com atuação desastrosa da zaga alvinegra, o time de Goiás fez 4 a 3, de virada, dentro do Pacaembu. Melhor para os visitantes, na luta contra o rebaixamento e péssimo para os anfitriões, na briga pelo título do Brasileirão.

O resultado ainda não tira o Atlético-GO do Z-4, mas dá fôlego nessa empreitada. Até porque é a segunda vez que o time vai a São Paulo e derruba um grande. Foi assim quando fez 3 a 0 no Palmeiras, também no Pacaembu. Neste Brasileirão, o Dragão tem sido carrasco do Timão. No primeiro turno, no Serra Dourada, já havia vencido por 3 a 1.

Ao Corinthians agora resta conter a crise que certamente vai ganhar mais força dentro do clube, que chegou ao quinto jogo sem vitórias (três derrotas e dois empates). Terceiro colocado com 49 pontos, o Timão não tem mais chance de assumir a liderança caso vença o Vasco. Pior ainda, viu o Cruzeiro disparar ao vencer o Fluminense por 1 a 0. Os mineiros foram a 54 pontos e assumiram a liderança, seguidos pelos cariocas, com 52.

Se a reunião com representantes da maior organizada do clube no sábado foi mais para apoio do que para cobrança, a voz da arquibancada mostrou neste domingo que a cobrança será forte. Pedidos de raça, gritos de burro para Adilson e hostilidades contra o presidente Andrés Sanches. Os próximos dias serão quentes.

Na próxima quarta-feira, em São Januário, no Rio de Janeiro, o Corinthians encara o Vasco, em jogo atrasado do primeiro turno. A equipe carioca, aliás, é a próxima adversária do Atlético-GO, no próximo domingo, dia 17, às 16h, em Goiânia. No mesmo dia, o Timão joga com o Guarani, no Brinco de Ouro, em Campinas.

Dragão cospe fogo em São Jorge

Bruno César cobrou escanteio da esquerda, e Thiago Heleno cabeceou na trave. No rebote, o meia cruzou rasteiro e Leandro Castán completou para a rede. O gol do Corinthians contra o Atlético-GO, a um minuto de jogo, parecia ser o pontapé inicial de uma reação tranquila dentro do Campeonato Brasileiro. Só parecia.

A equipe alvinegra até que tinha o controle da partida. Com bom toque de bola, envolvia o adversário. Mas não tinha finalização. Quando tinha, saía tudo errado. O único que tentava algo diferente era Bruno César. Sempre que tinha condição, o camisa 10 arriscava. Fosse de dentro ou fora da área. De longe ou perto.

Só que o Timão parecia não contar com um Atlético-GO eficiente. Foram três chutes e três gols. Sem tirar o mérito do Dragão, todos com falhas da defesa. No primeiro, aos 19, Robston estava em posição de impedimento quando recebeu a bola na esquerda, é verdade, mas a zaga parou totalmente e viu Juninho marcar.

O Corinthians sentiu o gol e passou a jogar nervoso. Melhor para a equipe do técnico René Simões. Aos 38 minutos, Robston cobrou falta da esquerda para dentro da área. Contando o goleiro Julio Cesar, havia sete jogadores do Timão na área. A bola passou por todos eles, e Gilson só rolou para o fundo do gol.

Sabendo aproveitar o mau momento do adversário, o Atlético-GO chegou ao terceiro gol aos 45 minutos. Thiago Heleno vacilou na marcação e na linha de impedimento, permitindo toque de Juninho para Marcão: 3 a 0. À Fiel restou gritar: “Chicão, Chicão, Chicão”, “Raça Timão, você é tradição” e “Vamos jogar bola, ô, ô”.

Dragão derruba até o cavalo de São Jorge

No retorno para o segundo tempo, a torcida voltou a gritar “Vamos jogar bola, ô, ô, ô”, mas o canto se confundiu com os gritos de “burro” para o técnico Adilson Batista. Ele atendeu ao pedido da torcida e colocou Chicão, retornando depois de dez jogos fora, mas no lugar de William, o que revoltou a Fiel.

As primeiras ações da etapa final davam indícios de que seria ataque (do Corinthians) contra defesa (do Atlético-GO). Mas o nervosismo do Timão ainda propiciava espaços ao Dragão. Irritada, a torcida alvinegra pediu mais um jogador: o argentino Defederico. Adilson, mais uma vez, aceitou a sugestão e tirou Moacir.

Só que a situação não melhorou. Piorou. Não pela entrada de Defederico, mas pela expulsão infantil de Leandro Castán aos 12 minutos, por conta de uma cotovelada. Se com o mesmo número de jogadores, o Corinthians já tinha dificuldades em superar o Dragão, com um a menos as chances de reação diminuíam.

O que está ruim, aliás, pode ficar pior. E ficou para o Corinthians. Aos 22 minutos, o eficiente Atlético-GO fez o quarto gol. Marcão recebeu bom passe de Adriano e não deu chance para o goleiro Julio Cesar. Revoltados, alguns torcedores começaram a ir embora. Até o presidente Andrés Sanches deixou a numerada.

Até porque alguns torcedores começaram a hostilizá-lo depois do quarto gol sofrido. Aos 26 minutos, o Corinthians ainda conseguiu marcar. William Morais recebeu de Jucilei e mandou para a rede, dando esperança aos mais fiéis da Fiel. E aos 41, Thiago Heleno aumentou esse sentimento ao marcar de cabeça.

Mas já era tarde. Faltava tempo e qualidade para um heroico empate. Após a jornada infeliz, restou apenas a inesperada saída de Adilson Batista.

CORINTHIANS 3X4 ATLÉTICO-GO
Julio Cesar; Alessandro, Thiago Heleno, William (Chicão) e Leandro Castán; Moacir (Defederico), Paulinho, Jucilei e Bruno César; Iarley e Souza (William Morais). Márcio; Adriano, Daniel Marques, Gilson (Jairo) e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Robston e Anaílson (Renatinho); Juninho (William) e Marcão.
Técnico: Adilson Batista. Técnico: René Simões.
Gols: Leandro Castán, a 1, Juninho, aos 19, Gilson, aos 38, e Marcão, aos 45 minutos do primeiro tempo; Marcão, aos 22, William Morais, aos 26, Thiago Heleno, aos 41 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: .Jucilei (COR); Agenor, Jairo (ATL). Cartão vermelho: Leandro Castán (COR).
Público: 23.459 pagantes. Renda: R$ 748.606,00.
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 10/10/2010. Árbitro:Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG). Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Dibert Pedrosa Moisés (Fifa-RJ).

outubro 10, 2010 Posted by | Corinthians | , | Deixe um comentário

Fla abre 2 a 0 com Val Baiano, mas Avaí busca o empate na Ressacada

Time catarinense recorre aos escanteios para buscar a igualdade: 2 a 2

Dois jogos em um. No primeiro tempo o Flamengo passeou. E no segundo, só o Avaí conseguiu atacar. Em um confronto de domínio alternado, a igualdade se justifica: Avaí e Flamengo empataram em 2 a 2 no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, na tarde deste domingo (assista ao lado aos melhores momentos).

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Val Baiano abriu 2 a 0 para os visitantes na etapa inicial, mas Emerson e Roberto igualaram o placar após o intervalo.

Com o empate, o Avaí se mantém fora da zona de rebaixamento, com 30 pontos – é o 16º. O Flamengo desperdiça a chance de ingressar na área de classificação à Copa Sul-Americana, somando 34 pontos, na 14ª colocação.

Próximos jogos

Pela 30ª rodada do Brasileirão 2010, o Flamengo volta a jogar às 18h30m do próximo sábado, contra o Inter, no Rio de Janeiro. No domingo, o Avaí visita o Atlético-MG, na Arena do Jacaré.

Antes, o Avaí tem compromisso pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Na quarta-feira, dia 13, os catarinenses enfrentam o Emelec, no Equador.

Luxemburgo, Renato e Val Baiano

No sábado, Vanderlei Luxemburgo comandou treino tático no CT do Figueirense. Sem o clichê do mistério, revelou a equipe e esmerou-se no posicionamento dos jogadores.

Sistematizou os titulares no 4-4-2, com um volante (Willians) guarnecendo três meias alinhados: Correa, Kleberson e Renato Abreu. Sem Diogo, definiu o ataque com Diego Maurício e Val Baiano.

Onde estariam Petkovic e Deivid? Na reserva. Luxemburgo substituiu ambos. Para o meia sérvio, a justificativa foi física – ‘não é mais um garoto’, disse; sobre o centroavante, a explicação foi tática – ‘preciso de um jogador mais de área’.

Na prática, a teoria de Luxemburgo confirmou-se em dois minutos. Foi o tempo necessário para que Renato Abreu e Val Baiano, logo os dois substitutos por ele escolhidos, desconstruíssem a defesa do Avaí.

Logo aos 14, Kleberson lançou Renato Abreu, em posição irregular, entre o lateral Patric e o zagueiro Gabriel. Ele ergueu a cabeça e cruzou rasteiro. Val Baiano, o homem de área, lá estava para concluir: 1 a 0. E aos 16, novamente em jogada do meia canhoto, o centroavante fez o segundo gol do Flamengo.

Vaias aos anfitriões

Tamanha superioridade do Flamengo irritou os avaianos na Ressacada. Patric e Gabriel, considerados pela torcida co-autores dos gols adversários, passaram a ser vaiados a cada toque na bola.

Na curva sul do estádio, entretanto, aglomeravam-se pouco menos de mil flamenguistas. Eufóricos. Seus cânticos podiam ser ouvidos em qualquer centímetro quadrado do campo. E o time visitante sentiu-se em casa.

– Vamos Flamengo. Vamos ser campeões, vamos Flamengo. Minha maior paixão, vamos Flamengo. E essa taça vamos conquistar! – cantavam os rubro-negros, ao ritmo de ‘I Love You Baby’, música da compositora Gloria Gaynor.

Outro jogo

No segundo tempo, o Avaí abdicou do 4-4-2 com meio-campo em losango. O técnico Edson dos Santos fez duas trocas no intervalo: entraram Emerson Nunes e Válber, saíram Caio e Robinho, e configurou-se o 3-5-2.

A torcida também mudou. Parou de vaiar, e incentivou o Avaí.

– Ooô, vai para cima deles Leão!

A pressão, do time e da arquibancada, surtiu efeito. Aos oito, o zagueiro Emerson, capitão da equipe, voou na área e marcou de cabeça, após cobrança de escanteio. Gol que intensificou o repertório de conclusões do Avaí.

Léo Moura é expulso

Na seqüência Léo Moura, em seu 300º jogo com a camisa do Flamengo – marca que motivou homenagens ao jogador antes da partida – cometeu falta, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.

Atônito, o Flamengo não soube reagir, e o inevitável empate nasceu de novo escanteio, aos 14. Pará cobrou fechado, Roberto desviou, a bola passou por baixo das pernas do goleiro Marcelo Lomba e a Ressacada quase explodiu na comemoração.

Empate irreversível

O Flamengo esqueceu o caminho que levava ao campo do Avaí. Com posicionamento adiantado, os catarinenses encurralaram a equipe de Luxemburgo, e seguiram apostando nos cruzamentos pelo alto.

Com Petkovic em campo, o Flamengo tentou arrefecer a correria adversária controlando a posse de bola. Ainda assim, o Avaí seguiu pressionando, rondando a área de Marcelo Lomba. Mas, mesmo com um jogador a mais, o Avaí não conseguiu a virada.

á perto do fim do jogo, Renato Abreu se desentendeu com Rudnei. David Braz correu para tirar satisfações com o avaiano e foi atingido no rosto. O árbitro Evandro Rogério Roman resolveu por expulsar Rudnei e David. Logo depois, um torcedor do Flamengo invadiu o gramado para tentar agredir o juiz. Apartada a confusão, a bola rolou por mais dois minutos e o jogo acabou.

AVAÍ 2 X 2 FLAMENGO
Renan; Patric, Gabriel, Emerson e Pará; Rodrigo Thiesen, Rudnei, Jéfferson e Caio (Emerson Nunes); Robinho (Válber) e Roberto (Marcelinho). Marcelo Lomba; Léo Moura, David Braz, Welinton e Juan; Willians, Correa, Kleberson (Petkovic) e Renato Abreu; Diego Maurício (Galhardo) e Val Baiano (Deivid).
Técnico: Edson dos Santos. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Val Baiano (Flamengo), aos 14m e aos 16m, no 1º tempo. Emerson (Avaí), aos 8m; Roberto (Avaí), aos 14m, no 2º tempo.
Cartões amarelos: Caio, Emerson (Avaí); Léo Moura, Willians, Juan (Flamengo). Cartões vermelhos: Rudnei (Avaí), Léo Moura e David Braz (Flamengo).
Local: Estádio da Ressacada, em Florianópolis. Data: 10/10/2010. Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR). Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Bruno Boschilia (PR).

outubro 10, 2010 Posted by | Avaí, Flamengo | , | Deixe um comentário

Bernardo marca e Goiás bate Vitória em duelo direto contra rebaixamento

Esmeraldino faz 1 a 0 com belo gol do meia e respira no Brasileirão. Baianos veem rivais de baixo se aproximarem perigosamente

Um belo gol de falta manteve o Goiás vivo na luta contra o rebaixamento. Neste domingo, em jogo fraco tecnicamente, o Esmeraldino fez 1 a 0 no Vitória, no Serra Dourada, e embolou ainda mais o bloco de baixo na tabela do Campeonato Brasileiro. O duelo, válido pela 29ª rodada, teve o único gol marcado pelo meia Bernardo.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Agora, os dois times ficam muito próximos na classificação. O Goiás foi a 28 pontos, ainda dentro da zona da degola, mas cola em Atlético-MG, Atlético-GO, Avaí e no próprio Vitória, que permanece com 31 – e vendo os adversários se aproximando perigosamente.

Na próxima rodada, o time treinado por Jorginho terá duelo contra o Atlético-PR, no próximo sábado, ás 18h30m, em Curitiba. Já o Vitória receberá o Grêmio Prudente no domingo, às 16h, no Barradão.

Sol atrapalha ritmo

O técnico Jorginho improvisou o lateral-esquerdo Wellington Saci na meia, e deixou nomes como Marcelo Costa e Bernardo no banco. Sem cacoete para a armação, Saci acabou sumindo na marcação dos volantes do Vitória e pouco produziu quando pegou na bola. O Esmeraldino teve posse de bola bem maior que o adversário, mas não soube criar chances reais de gol. O goleiro Lee praticamente não trabalhou.

Pelo Vitória, o técnico Antônio Lopes ainda não estreou, por conta de uma suspensão do STJD. O time, mesmo mais tímido no ataque, esteve muito próximo de abrir o placar. Kléber Pereira jogou isolado na frente e o meio-de-campo foi povoado com seis jogadores.

A melhor chance veio aos 27, quando Ricardo Conceição ganhou da zaga, invadiu a área e chutou cruzado. Harlei salvou o Goiás ao fazer excelente defesa. Minutos depois, Kléber Pereira recebeu sozinho a bola, mas dominou mal e perdeu ótima oportunidade.

A alta temperatura em Goiânia comprometeu a qualidade do futebol no Serra Dourada. Desgastando-se rapidamente, os jogadores atuaram em um ritmo muito abaixo do normal. Tão abaixo que o árbitro Paulo César de Oliveira até promoveu uma parada técnica na metade da primeira etapa.

O verdadeiro 10 resolve

No intervalo, o técnico Jorginho fez a alteração que já deveria ter ocorrido antes do início do jogo: colocou Bernardo no lugar de Jadílson e colocou Wellington Saci em seu lugar de origem – a lateral. Assim, o Esmeraldino pôde aumentar a pressão para cima dos baianos.

Ainda que tenha melhorado a qualidade, o Goiás seguiu sofrendo com os contra-ataques. O Vitória chegou perto do gol, novamente com Ricardo Conceição, em lance muito parecido com o do primeiro tempo. Ele ficou cara a cara com Harlei, que fez mais uma boa defesa.

Em um jogo tão igual e travado, só mesmo um autêntico camisa 10 resolve. E Bernardo mostrou isso na única chance que teve. Aos 31, uma cobrança perfeita de falta bastou para dar a vitória ao Goiás. O meia bateu com extrema categoria no ângulo direito e contou com a colaboração de Lee, que pulou tarde demais na bola.

Só com o gol sofrido o Vitória se lançou de vez no ataque, com Henrique fazendo companhia a Kléber lá na frente. Mas a falta de qualidade na armação impediu que o time baiano conseguisse levar perigo a Harlei. Melhor para o Esmeraldino, que fez as pazes com a torcida e ouviu os gritos de “Time de guerreiros”.

GOIÁS 1 X 0 VITÓRIA
Harlei, Douglas, Ernando, Valmir Lucas e Jadílson (Bernardo); Amaral, Carlos Alberto (Otacílio Neto), Wellington Monteiro e Wellington Saci; Jones (Wendell Lira) e Éverton Santos Lee, Thiago Martinelli, Gabriel e Anderson Martins; Ricardo Conceição, Bida, Neto Coruja (César Santiago), Ramón (Thiago Humberto), Elkeson e Egídio (Henrique); Kléber Pereira
Técnico: Jorginho Técnico: Antônio Lopes
Gol: Bernardo, aos 31 do segundo tempo
Cartões amarelos: Carlos Alberto, Éverton Santos, Bernardo (GOI); Thiago Martinelli, Neto Coruja, Anderson Martins, César Santiago (VIT)
Estádio: Serra Dourada, Goiânia (GO). Data: 10/10/2010. Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP). Auxiliares: Danilo Ricardo Manis (SP) e Fábio Pereira (TO)

outubro 10, 2010 Posted by | Goiás, Vitória | | Deixe um comentário

Inter bate o Galo no Beira-Rio e mantém vivo o sonho do título

Time gaúcho completa 14 jogos sem derrotas para o mineiro, que completa 20 rodadas consecutivas na zona de rebaixamento do Brasileirão

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

O Internacional manteve o tabu de oito anos sem perder para o Atlético-MG e venceu o rival mais uma vez. Já são 14 jogos seguidos sem derrotas para o Galo. Com um gol de Alecsandro, a partida terminou 1 a 0 para os gaúchos, que vão a 47 pontos e se mantêm na quarta colocação do Campeonato Brasileiro. O Galo caiu uma posição. Com 28 pontos, está no 18º lugar.

O próximo jogo do Inter será quarta-feira, contra o Santos, na Vila Belmiro, às 22h (de Brasília). Jogo que foi adiado da época em que o Inter disputava a final da Libertadores. Já o Atlético-MG tem um confronto direto com um adversário na briga contra o rebaixamento. Recebe o Avaí, domingo, às 16h, na Arena do Jacaré. Antes, o Galo recebe o Santa Fé, na quarta-feira, às 22h, também na Arena, pela Copa Sul-Americana

Pressão colorada

O Internacional começou com todo o gás, atacando e exigindo muito do sistema defensivo do Atlético-MG. As principais jogadas do time gaúcho tiveram a participação de Marquinhos, Derley e Alecsandro, que perdeu chance clara, com o goleiro Renan Ribeiro já batido no lance.

Com o passar do tempo, o Galo colocou a bola no chão e os nervos no lugar e conseguiu diminuir um pouco o sufoco, mesmo sem ter criado uma jogada mais aguda que levasse perigo ao gol de Renan.

O volume de jogo do Colorado seguia maior, e o Galo tentava alguns lances com Obina e Daniel Carvalho, até que este sentiu uma contusão na mão esquerda e teve que ser substituído, complicando ainda mais as coisas para o time de Minas.

Mas a pressão do Inter era muita e, antes do final do primeiro tempo, Alecsandro abriu o placar. Aos 45 minutos, após bola cruzada na área, o atacante, de costas para o gol, desviou de cabeça para deixar o Colorado na frente.

Expulsão e sufoco do Galo

O Atlético-MG voltou com uma postura mais ofensiva para o segundo tempo. E chegou a levar perigo ao gol do Internacional, com Renan Oliveira e Ricardo Bueno. As avançadas do Galo, porém, abriram espaços na defesa, que o Colorado soube usar, criando contragolpes muito perigosos.

O meia Derley resolveu testar a pontaria e tentou dois chutes de fora da área. Em um deles, acertou a trave de Renan Ribeiro, num belo arremate de curva.

Aos 23 minutos, Alecsandro foi expulso após fazer falta violenta sobre Alê.Com um a mais em campo, o Galo se empolgou e partiu pra cima do Inter, que ficou acuado e preso em seu campo de defesa. Mas, mesmo com o domínio territorial, o time mineiro não conseguia concluir a gol, tanto que, aos 32 minutos do segundo tempo, o placar das finalizações era 18 a 2 para o Inter.

A pressão atleticana seguiu até os minutos finais, mas faltou competência e um pouco de sorte para evitar a 17ª derrota no campeonato. O Inter comemorou muito a vitória, que deixa vivo o sonho do tetracampeonato brasileiro.

INTERNACIONAL 1 X 0 ATLÉTICO-MG
Renan; Nei, Bolívar, Sorondo (Índio) e Kleber; Glaydson, Guiñazu, Derley e Marquinhos; Edu (Leandro Damião) e Alecsandro. Renan Ribeiro; Rafael Cruz, Werley, Lima e Eron (Jackson); Zé Luís, Alê, Serginho e Renan Oliveira (Nikão); Daniel Carvalho (Ricardo Bueno) e Obina.
Técnico: Celso Roth Técnico: Dorival Júnior
Gols: Alecsandro, aos 45 minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos: Bolívar, Marquinhos e Leandro Damião (Internacional); Serginho e Eron (Atlético-MG)
Cartões vermelhos: Alecsandro (Internacional)
Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS) Data: 10/10/10 Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa/SP)
Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa/SP) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Púbilco: 13.323 Renda: R$ 211.940

outubro 10, 2010 Posted by | Atlético-MG, Internacional | | Deixe um comentário

Ceará bate o Guarani e ganha força na briga por vaga na Sul-Americana

Vitória por 2 a 0, no Castelão, coloca o time cearense em boa posição para se garantir na competição internacional, enquanto Bugre liga o alerta

No duelo para saber quem ficaria mais tranquilo na disputa por uma vaga na Copa Sul-Americana, e consequentemente se afastaria mais da zona do rebaixamento, deu Ceará. Jogando em casa e demonstrando mais consistência ofensiva do que o adversário, o time alvinegro conseguiu a segunda vitória seguida no Brasileirão, com gols do meia Geraldo e do lateral Boiadeiro. Com o resultado, a equipe alvinegra subiu para a 11ª posição com 38 pontos. Já o Guarani, que não vence há quatro rodadas, está no limite dos clubes classificados para a Sul-Americana e apenas cinco pontos distante na zona da degola. O time alviverde permaneceu na 13ª colocação com 34 pontos.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

No próximo domingo, o Ceará vai enfrentar o Palmeiras, na Arena Barueri, enquanto o Guarani recebe o Corinthians, no estádio Brinco de Ouro.

Geraldo-100 abre vantagem

O Ceará procurou tomar a iniciativa de atacar com velocidade desde o início do confronto, principalmente pelo lado direito com as subidas de Boiadeiro à frente. Do outro lado, o Guarani fez de tudo para não ficar preso no campo de defesa, e nos primeiros minutos até conseguiu equilibrar as ações com as investidas de Mazola. Armado no esquema 3-5-2, o time da casa deixou os seus alas mais soltos para apoiar, enquanto os visitantes, no 4-4-2, tinham dificuldades para superar os três zagueiros adversários.

Aos 15min, o equilíbrio inicial começou a ser quebrado. Pela esquerda, Marcelo Nicácio enfiou boa bola na área para Geraldo, que chutou para as redes na saída do goleiro Douglas. Para delírio da torcida no Castelão, o meia cearense balançou as redes no seu centésimo jogo com a camisa do clube.

A única boa opção de ataque da equipe de Campinas era Mazola, que deu trabalho para o zagueiro Pablo. Como o jovem defensor já tinha cartão amarelo, o técnico Dimas Filgueiras preferiu tirá-lo por precaução, colocando em campo Herivélton. Outra vez pela direita, o Ceará quase ampliou com Nicácio, que perdeu boa chance após cruzamento de boiadeiro.

Mas aos 43min, em cobrança de falta sofrida por Geraldo, Boaideiro acertou o ângulo e decretou 2 a 0 no marcador

Nada mudou

O Guarani até que tentou adotar uma postura mais corajosa na segunda etapa, sempre explorando a velocidade de Mazola pela ponta esquerda. No intervalo, o técnico Vágner Mancini trocou o lateral-direito Rodrigo Heffner e o meia Diego Barboza por Apodi e Maycon. Mas o ímpeto ofensivo campineiro foi esfriado pela dedicação defensiva dos cearenses.

Com a vantagem no marcador, o Ceará tentou tocar a bola e gastar o tempo. Marcelo Nicácio, que articulou boas jogadas sempre que saiu da área, deixou o campo para a entrada de Washington, que jogou mais preso lá na frente para tentar o gol que definiria a partida.

O confronto ficou embolado e pegado no meio-campo, com poucas oportunidades de gol, além de sete cartões amarelos no total (quatro para cada lado). Na melhor chance dos visitantes, o goleiro Michel Alves fez boa defesa em finalização de Apodi. Mas o resultado final acabou sendo definido mesmo com os gols do primeiro tempo: 2 a 0 para o Ceará, que ganhou força na briga por uma vaga na Sul-Americana.

CEARÁ 2 X 0 GUARANI
Michel Alves; Diego Sacoman, Fabrício e Pablo (Herivélton); Boiadeiro, Heleno, Careca, Geraldo e Vicente; Magno Alves (Reina) e Marcelo Nicácio (Washington). Douglas; Rodrigo Heffner (Apodi), Fabão, Aílson e Fabiano (Márcio Careca); Renan, Paulo Roberto, Mário Lúcio e Diego Barboza (Maycon); Reinaldo e Mazola
Técnico: Dimas Filgueiras Técnico Vágner Mancini
Gols: Geraldo, aos 15min e Boiadeiro, aos 43min do 1º tempo.
Cartões amarelos: Diego Sacoman, Pablo, Vicente, Washington (Ceará), Rodrigo Heffner, Renan, Aílson e Mário Lúcio (Guarani).Cartão vermelho: Não houve.
Estádio: Castelão, em Fortaleza (SC). Árbitro: Paulo Bezerra (SC).Auxiliares: Luiz Kallenberger (SC) e Nadine Santos (SC)

 

 

 

 

outubro 10, 2010 Posted by | Ceará, Guarani | | Deixe um comentário

Cruzeiro x Flu: decisão antecipada pela liderança

Clima de decisão esquenta o duelo entre os líderes do Brasileiro

LANCEPRESS!

Faltam dez rodadas para o fim do Brasileiro, mas o clima do confronto entre Cruzeiro e Fluminense, hoje, às 16h, no Estádio João Havelange, em Uberlândia (MG), já é de decisão. Afinal, a vitória vale a liderança. O Tricolor é o primeiro colocado, com 52 pontos. A Raposa soma apenas um ponto a menos e promete tirar proveito do fator casa. Como o Corinthians, terceiro na tabela, com 49 pontos, está na cola dos rivais. Portanto, a vitória neste domingo vale ouro.

Depois da goleada de 3 a 0 sofrida para o Santos, no Engenhão, na rodada passada, o Fluminense sente-se na obrigação de recuperar os pontos perdidos. A sequência de jogos do Fluminense é considerada na teoria, mais difícil que a de seus concorrentes. No entanto, Muricy Ramalho crê na força de sua equipe e aposta numa equilibrada disputa pelo título até o fim da competição.

– O problema do futebol de boca é fácil. Essa projeção fizemos lá atrás, quando o Corinthians teoricamente teria um jogo mais fácil, já que pegaria o Ceará, no Pacaembu. Mesmo assim perdeu pontos. No futebol brasileiro não se pode fazer essa leitura. Se vai ganhar isso ou aquilo. Todas as vezes que fazemos um prognóstico acaba não acontecendo. Os times mudam muito nesses jogos de quarta e domingo. O mais consistente era o Corinthians e não está sendo mais. Vínhamos em uma sequência boa e acabamos perdendo em casa. Não dá pra ter uma previsão, vai ser pau a pau até o final – ressaltou otreinador.

– A motivação daqui para frente é buscar o título. Todo jogo é decisivo. Não dá mais para perder pontos. empre jogamos bem fora de casa. Isso anima, dá confiança, mas a partida será muito difícil. É contra um time de muita qualidade e que vive um momento bom na competição – comentou Deco.

Ao contrário de Fluminense e Corinthians, que já estavam no topo da tabela há muitas rodadas, o Cruzeiro tem uma trajetória de ascensão no Campeonato Brasileiro. Agora, quer coroar a grande fase tomando a liderança do Tricolor Carioca e se consolidando como grande força para levantar o caneco no fim da temporada.

Uma das forças celestes é a defesa, que tem os melhores números do campeonato. O principal jogador do setor, além do goleiro, ídolo e capitão Fábio, é um ex-Fluminense. Edcarlos é homem de confiança de Cuca e destaca a motivação do Cruzeiro para vencer o seu ex-clube.

– Agora é hora que não podemos mais errar, não podemos mais pensar em empate. A gente chegou até aqui, temos condições de brigar pelo título e vamos lutar até o fim por ele. Temos que continuar com a mesma humildade, descansar bastante porque essa maratona de jogos é bem desgastante. Não pode deixar cair agora – declarou o zagueiro.

Para bater a equipe de Muricy Ramalho, o técnico da Raposa volta a contar com quatro peças importantes que não participaram da vitória ante o Goiás, na rodada passada. Caçapa, Roger, Farías e Wellington Paulista são as armas celestes. Por outro lado, o zagueiro Léo é desfalque por suspensão.

CRUZEIRO X FLUMINESE

Estádio: João Havelange, Uberlândia (MG) Data/hora: 10/10/2010 – 16h (de Brasília) Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS/Fifa) Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (RS/Fifa) e Carlos Berkenbrock (RS/Fifa)

CRUZEIRO: Fábio, Jonathan, Caçapa, Léo e Pablo; Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Montillo; Farías e Thiago Ribeiro. Técnico: Cuca

FLUMINENSE: Rafael; Thiaguinho, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Valencia, Deco e Conca; Rodriguinho e Washington. Técnico: Muricy Ramalho.

outubro 10, 2010 Posted by | Cruzeiro, Fluminense | | Deixe um comentário

Pelo título, Inter recebe o Atlético-MG

Colorado quer se aproximar dos líderes. Galo se afastar do descenso

Inter recebe o Atlético-MG para continuar próximo dos líderes 

Inter recebe o Atlético-MG para continuar próximo dos líderes (Crédito: Montagem de Alex Ximenes)

LANCEPRESS!

Ainda de olho no título do Campeonato Brasileiro, o Internacional recebe o Atlético-MG no Beira-Rio, neste domingo, às 18h30. O Colorado está a oito pontos do líder Fluminense, mas tem um jogo a menos, que será disputado no dia 13 deste mês, contra o Santos. Já o Galo, que vem de vitória sobre o Corinthias, está prestes a sair da zona de rebaixamento.

Para a partida, o técnico colorado Celso Roth não terá mais uma vez o meio-campista Tinga. O jogador, que segue se recuperando de lesão, chegou a treinar com bola na quinta, mas os médicos colorados optaram por poupá-lo. A tendência é a de que ele retorne contra o Peixe.

– O Tinga treinou bem, mas sentiu alguma coisa e ficou na preparação física – disse o médico Luiz Crescente ao Portal ClicRBS.

De resto, Ilan e Derley devem ser as novidades. Pelos treinamentos que fez durante a semana, Roth provavelmente utilizará os dois jogadores desde o início diante do Galo. Com isso, o esquema deve mudar para o 4-4-2, com Ilan jogando no ataque ao lado de Alecsandro.

Vale lembrar que o esquema implantado por Celso desde que assumiu o comando do Inter era o 3-6-1, com Alecsandro ou Leandro Damião isolados na frente. Esse, inclusive, foi o esquema com o qual o Colorado sagrou-se campeão da Libertadores-2010, sobre os mexicanos do Chivas.

Atlético-MG quer a terceira vitória seguida:

Após duas vitórias consecutivas, o Atlético-MG encara um adversário complicado na sua luta contra o rebaixamento, ao enfrentar o Internacional.

As vitórias contra Atlético-GO e Corinthians, ambas de virada, elevaram o astral do time a aproximou o Atlético-MG dos times que estão fora da zona de rebaixamento. Foi a primeira vez, nesse Brasileirão, que o Galo conquistou dois triunfos seguidos.

Caso vença o Colorado, o Atlético, após 19 rodadas figurando entre os quatro últimos colocados, poderá sair da zona de rebaixamento. Para isso, tem de torcer para que o Avaí não vença o Flamengo, na Ressacada.

O elenco atleticano respondeu bem a troca de técnico. Desde que Dorival Júnior assumiu o comando do Atlético, Galo conquistou sete pontos em 12 disputados. Perdeu somente uma vez, empatou uma e venceu duas vezes. A derrota foi diante do Grêmio, na Arena do Jacaré, no seu primeiro jogo. O técnico comandou o time, mas não teve tempo de treinar a equipe, pois foi apresentado no dia anterior.

Como tem sido frequente nesse Brasileiro, o treinador não poderá contar com todos os jogadores. O Galo ainda não contará com os zagueiros Réver e Jairo Campos que estão servindo a seleção brasileira e equatoriana, respectivamente. Ricardinho sofreu um estiramento no músculo adutor da coxa esquerda e também não participa do jogo contra o Colorado.

Suspenso por dois jogos – um já cumprido – pelo tribunal, Diego Souza também fica de fora do confronto. A boa notícia é a volta do meia-atacante, Daniel Carvalho, que está completamente recuperado de lesão no joelho esquerdo, e viajou com o grupo.

FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL X ATLÉTICO-MG

Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data/Hora: 10/10/2010 às 18h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa-SP)
Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa-SP) e Ivan Carlos Bohn (PR)

INTERNACIONAL: Renan, Nei, Bolívar, Sorondo e Kleber; Derley, Glaydson, Guiñazu e Marquinhos; Ilan e Alecsandro. Técnico: Celso Roth.

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro, Diego Macedo, Lima, Werley e Eron; Zé Luis, Alê, Serginho e Daniel Carvalho; Renan Oliveira e Obina. Técnico: Dorival Júnior.

outubro 10, 2010 Posted by | Atlético-MG, Internacional | , | Deixe um comentário

Timão recebe Atlético-GO com a missão de reagir

Corinthians não sabe o que é vencer há quatro jogos. Já o Dragão ainda briga para sair da degola

LANCEPRESS!

O Corinthians recebe o Atlético-GO neste domingo, às 16h, no Pacaembu, para espantar a má fase vivida no Brasileirão. Depois de quatro rodadas sem vencer, a equipe de ParqueSão Jorge vê como obrigação uma vitória para cima dos goianos. Já o Dragão, vem de três derrotas e continua lutando para sair da zona de rebaixamento da competição.

No Corinthians…

Depois de duas derrotas fora de casa, para Inter e Atlético-MG, e dois empates dentro do Pacaembu, com Botafogo e Ceará, chegou a hora do Timão reagir. A má fase vivida já rendeu uma queda para a terceira colocação da competição, coisa que nunca havia acontecido com o Corinthians durante todoBrasileirão.

Pela frente o Timão terá a equipe que acabou com sua invencibilidade no Campeonato Brasileirão. O Dragão foi responsável pela primeira derrota dos paulistas na competição, 3 a 1 no Serra Dourada. Apesar do mau momento, o técnico Adilson Batista segue confiante em relação a título e prega união na atual situação.

– Vivemos um momento de dificuldade, mas juntos vamos passar por esse momento de dificuldade e vamos brigar pelo título. Todos juntos – avisou.

No entanto o comandante alvinegro não terá vida fácil para escalar os onze titulares para este confronto. Ao todo são oito baixas. Ralf, Dentinho e Jorge Henrique estão lesionados, Roberto Carlos, Chicão e Ronaldo em processo de recuperação, Danilo suspenso e Elias servindo a Seleção Brasileira. Ufa, quanto problema!

No lugar de Roberto Carlos, Leandro Castán e Dodô brigam pela lateral-esquerda. Na vaga de Ralf, a briga pela titularidade fica entre Moacir e Boquita na cabeça de área. Na frente, Souza deverá formar a dupla de ataque com Iarley.

Já no Dragão…

Três derrotas seguidas e estacionado na zona de rebaixamento. Tudo poderia desanimar o Atlético-GO para a partida deste domingo, as 16h, contra o Corinthians, no Pacaembu. Poderia, pois o discurso adotado pelo técnico René Simões e pelos jogadores é de que o time tem conseguido boas apresentações nas últimas partidas, porém tem falhado na hora de concluir as jogadas.

Após a derrota para o Flamengo por 2 a 0 em Volta Redonda, o volante Robston lamentou o resultado, mas exaltou a vontade e a entrega de cada jogador em busca do resultado positivo. O mesmo fez o técnico René Simões, que elogiou a postura da equipe e confia em um bom resultado contra o Corinthians no Pacaembu. René ainda continua acreditando que o Atlético pode mostrar poder de reação nas últimas rodadas.

– Nossa equipe não tem jogado mal. Não se pode dizer que o resultado de quinta-feira foi injusto, porque foram eles que marcaram os gols, mas é doído. A nossa postura tática foi muito melhor que em outras partidas. Temos 30 pontos a serem jogados, está cada vez mais difícil, mas não é impossível ainda. A briga continua – afirmou o comandante rubro-negro.

A busca pela reação continua contra o Corinthians. No primeiro turno, vitória do Dragão no Serra Dourada por 3 a 1, quando o time alvinegro ainda era o líder da competição. O Dragão treinou na tarde desta sexta-feira no CT do São Paulo e ainda treina na manhã deste sábado, mas o René deve fazer mistério sobre o time titular.

Mesmo sem ter novos desfalques para esta partida, é possível que René Simões volte ao esquema 4-5-1, com Marcão isolado no ataque e três apoiadores: Diguinho, Renatinho e Robston.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS X ATLÉTICO-PR

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data e hora: 10/10/2010, 16h
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG-FIFA)
Assistentes: Márcio Estáquio Sousa Santiago (MG-FIFA) e Dilbert Pedrosa Moisés (RJ-FIFA)

CORINTHIANS: Julio Cesar, Alessandro, Thiago Heleno, William, Leandro Castán (Dodô); Moacir (Boquita); Jucilei (Edu), Paulinho, Bruno César; Iarley e Souza. Técnico: Adilson Batista

ATLÉTICO-GO: Márcio; Victor Ferraz, Gílson, Daniel Marques e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Robston, Diguinho e Renatinho; Marcão. Técnico: René Simões.

outubro 10, 2010 Posted by | Corinthians | | Deixe um comentário

Goiás recebe o Vitória em busca da reação

Jorginho ainda acredita em seus comandados. Vitória ‘estreia’ técnico

Goiás recebe o Vitória no Serra Dourada. Só a vitória interessa para as duas equipes

Goiás recebe o Vitória no Serra Dourada. Só a vitória interessa para as duas equipes(Crédito: Montagem de Alex Ximenes)

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A derrota para o Cruzeiro, por 1 a 0 no Serra Dourada, poderia ter sido bem digerida não fosse a apatia dos jogadores do Goiás dentro de campo. O técnico Jorginho enfatizou seguidas vezes que a equipe não foi guerreira como vinha sendo, e por isso, quer recuperar esse espírito para a partida deste domingo, as 16h, contra o Vitória, no Serra Dourada.

O confronto marca o reencontro das duas equipes após o lamentável episódio ocorrido no Barradão após o empate por 2 a 2, no dia 24 de julho, quando o treinador Emerson Leão e oatacante Rafael Moura iniciaram uma briga generalizada com repórteres locais.

Personagem principal na ocasião, Rafael Moura fica de fora da partida, assim como o zagueiro Marcão, ambos suspensos pelo terceiro cartão amarelo. O problema na zaga aumenta porque Rafael Toloi continua no Departamento Médico e por isso, Amaral deve ser improvisado.

Em compensação, o atacante Felipe, vetado nos vestiários antes da partida contra o Cruzeiro, deve voltar a ser opção, assim como Jones e Bernardo, que ficaram de fora por cláusulas contratuais. Com isso, Jorginho deve sair do esquema 3-6-1 para o 3-5-2, com Felipe e Jones na frente, e com a manutenção de Marcelo Costa na criação de jogadas.

O treinador tratou de levantar o ânimo do elenco e mostrar que ainda acredita no potencial de todos e que não é hora de jogar a toalha na Série A.

– A cada jogo que passa dificulta ainda mais, mas ainda temos condições de reverter e é a hora de reconhecer os erros e ter uma melhor atitude. Confio em todos os atletas e por isso a responsabilidade é toda minha. Deixamos a desejar, precisamos sim melhorar, mas eu não vou jogar a toalha nunca – afirmou o comandante.

Vitória ‘estreia’ técnico Antônio Lopes:

O Vitória aposta na estreia de Antônio Lopes, para alcançar um bom resultado diante do Goiás e se afastar da zona do rebaixamento. Atualmente, o time baiano é o 14º colocado, com apenas 31 pontos após 28 rodadas já disputadas.

Antônio Lopes comandou seu primeiro treino como técnico do Vitória nesta sexta-feira, mas não estará à beira do campo no jogo contra o Goiás, neste domingo, no Serra Dourada, pois cumpre suspensão pela expulsão ocorrida na época em que ainda comandava o Avaí. O auxiliar Miguel Ferreira Pereira é quem vai substituir o “delegado” no Serra Dourada.

Para esse desafio, os desfalques são: Eduardo e Vanderson, machucados, e Jonas, Wallace e Uelliton, suspensos.

Porém, nem tudo é problema. O comandante terá os retornos do volante Ricardo Conceição, do meia Elkeson e do atacante Henrique. Os dois primeiros cumpriram suspensão na rodada passada, enquanto Henrique não atuou contra o São Paulo por ter seus direitos vinculados ao clube paulista.

FICHA TÉCNICA:
GOIÁS X VITÓRIA

Local: Estádio Serra Dourada, Goiânia (GO)
Data/Hora: 10/10/2010 às 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP)
Auxiliares: Danilo Ricardo Simom Manis (SP) ou Fábio Pereira (TO)

GOIÁS: Harlei, Valmir Lucas, Amaral e Ernando; Wendel Santos, Carlos Alberto, Wellington Monteiro, Marcelo Costa e Júnior; Jones e Felipe (Éverton Santos).Técnico: Jorginho.

VITÓRIA: Lee, Jonas, Wallace, Thiago Martinelli e Egídio; César Santiago (Neto Coruja), Ricardo Conceição, Bida e Elkeson; Júnior e Henrique. Técnico: Miguel Ferreira Pereira.

 

outubro 10, 2010 Posted by | Goiás, Vitória | | Deixe um comentário

Botafogo e Palmeiras jogam pelo sonho de conquistar a América

Fogão não vence há sete jogos e Verdão é o terceiro melhor no returno

(Montagem: Allex Ximenes)

LANCEPRESS!

Ser o melhor da América é o sonho de qualquer clube do continente. Botafogo e Palmeiras jogam neste domingo, às 16h, no Engenhão, para dar um importante passo rumo ao objetivo em 2011.

Com 43 pontos e em sexto lugar na tabela de classificação, o Botafogo não vence no Brasileirão há sete jogos, vindo de seis empates seguidos. A vitória é com certeza vista como obrigação em General Severiano, até porque, caso ela não venha contra o Verdão, o sonho americano ficará mais distante, já que o Palmeiras com 42 pontos, o ultrapassaria.

Diferentemente do Alvinegro, no clube paulista o clima é o melhor possível, já que a equipe alviverde vem de uma grande vitória sobre o Avaí por quatro a um, além de ter a terceira melhor campanha do segundo turno do campeonato.

BAIXAS ALVINEGRAS

Desfalques, desfalques e mais desfalques. Este tem sido o dilema do técnico Joel Santana no Botafogo. Depois das lesões de Maicosuel e Fábio Ferreira, que só voltam em 2011, o treinador permanece sem o volante Marcelo Mattos e agora não terá o atacante Herrera, que no último confronto com o Guarani, teve uma luxação no seu ombro esquerdo e inclusive, poderá ficar de fora da reta final da competição.

A fase no Glorioso é tão complicada, que o volante Leandro Guerreiro que havia disputado todos os jogos do time no campeonato, ficará fora devido ao terceiro cartão amarelo. Completando a lista de ausências, o goleiro Jefferson, que está na Seleção Brasileira, novamente será substituído pelo reserva Renan.

A boa notícia fica por conta dos retornos de Alessandro e Marcelo Cordeiro às laterais do time. O atacante Jobson é outro que pode reaparecer na equipe titular. Sua lesão e seu comportamento fora das quatro linhas viraram polêmica no clube e o afastaram dos últimos jogos. Entretanto, a torcida alvinegra está na expectativa de vê-lo formando ataque com Loco Abreu, que nas últimas oito partidas em que atuou fez sete gols e vive grande fase.

SORRIA!

Cinco jogos sem perder. Pode parecer díficil de acreditar, mas o Palmeiras afastou de vez a má fase para arrancar no Campeonato Brasileiro nas últimas rodadas. E o time pretende continuar dando alegrias ao torcedor alviverde.

O técnico Luiz Felipe Scolari não deve fazer muitas mudanças em relação ao time que venceu o Avaí, na última rodada. De desfalque, apenas o lateral-direito Vitor, com uma lesão no músculo posterior da coxa direita. Márcio Araújo deve ocupar a vaga improvisado. Já o meia Tinga será reavaliado antes da viagem para o Rio de Janeiro para saber se tem condições de jogo. Com uma contusão no joelho direito, ele está fora do time há duas semanas.

Quem volta ao time é o zagueiro Danilo. Depois de cumprir suspensão, o defensor deve estar em campo. No ataque, Valdivia e Kleber serão mantidos. Nesta sexta-feira, o chileno comemorou as boas atuações e espera mantê-la contra os botafoguenses.

– A fase que o Palmeiras vive hoje é muito boa.Eestamos pensando no jogo contra o Botafogo. Vamos fazer o que já vinhamos feito, o que tem dado certo. Se é para chegar, vamos até onde dá para chegar – disse o camisa 10.

FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO X PALMEIRAS

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 10/10/2010 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e César Augusto de Oliveira Vaz (DF)

BOTAFOGO: Renan, Danny Morais, Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Somália, Tulio Souza, Lucio Flavio, Marcelo Cordeiro; Edno (Jobson) e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana.

PALMEIRAS: Deola, Márcio Araújo, Maurício Ramos, Fabrício e Gabriel Silva; Edinho, Pierre, Marcos Assunção e Rivaldo; Valdivia e Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

outubro 10, 2010 Posted by | Botafogo, Palmeiras | | Deixe um comentário