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Valdivia brilha, Palmeiras goleia o Avaí e encerra jejum no Pacaembu

Meia chileno faz dois gols e ajuda Alviverde a bater o agonizante Leão por 4 a 1. Equipe volta a vencer no estádio paulistano depois de mais de um mês

Aquela história de maldição, uruca ou mandinga envolvendo Palmeiras e Pacaembu acabou na noite desta quinta-feira. Virou assunto morto e enterrado após a vitória maiúscula sobre o Avaí, um dos piores visitantes deste Campeonato Brasileiro. A goleada de 4 a 1 encerrou uma sina envolvendo a equipe palestrina e o estádio municipal paulistano: o Alviverde não vencia no local desde o dia 19 de agosto, quando bateu o Vitória por 3 a 0, pela Copa Sul-Americana.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

O fim da maldição, assunto na Academia durante a semana, passou pelos pés precisos de Valdivia. O Mago fez a sua melhor partida desde que voltou ao clube, em agosto deste ano. Driblou, sofreu faltas, deu passes e fez gols. Dois, sendo um deles uma pintura, com preciso chute da intermediária do campo. O jogo ainda foi marcado por uma cena curiosa. Para dizer o mínimo.

O goleiro Zé Carlos, da equipe catarinense, defendeu pênalti cobrado por Kleber quando a partida estava 2 a 1. Em vez de sair jogando, ou até mesmo comemorar, deu um tapa no rosto do atacante palmeirense, que estava sentado. O camisa 1 foi expulso pelo árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva, que marcou novo pênalti. Com o jovem Neto no gol, o Gladiador acertou a cobrança e ampliou a vantagem.

Agora, o Palmeiras, com 42 pontos, mas ainda na nona posição, enfrenta o Botafogo, no Engenhão, no domingo, às 16h (de Brasília). Depois disso, a equipe de Luiz Felipe Scolari se volta para a Sul-Americana. Encara o Universitario de Scure, na quinta-feira da próxima semana, na Bolívia.

Já o Avaí segue agonizando no Brasileirão. Está no limite da zona do rebaixamento, na 16ª posição, com 29 pontos, um a mais que o Atlético-MG, primeira equipe do Z-4. Na próxima rodada, o time de Edson Neguinho tenta se recuperar diante do Flamengo, na Ressacada, também às 16h de domingo.

O retorno do Palmeiras ao Pacaembu começou com um susto. Logo aos três minutos, Davi acertou a trave de Deola, provocando arrepios na torcida alviverde. Parecia que a volta ao “estádio dos caras (corintianos)”, forma como Kleber se referiu à arena municipal durante a semana, seria mais uma vez de agonia.

No entanto, um toque de magia mudou o clima para os palmeirenses que conseguiram chegar ao estádio, mesmo com a forte chuva que atingiu São Paulo até uma hora e meia antes da partida. Kleber sofreu falta pelo lado esquerdo, e Marcos Assunção logo se apresentou. Ao invés do chute direito, o camisa 28 colocou com precisão na cabeça de Valdivia. Gol do Mago, o primeiro desde que retornou. O 25º do camisa 10 pelo clube, considerando sua primeira passagem. E um tento que encerra um jejum de 12 partidas em branco – o último gol do chileno havia ocorrido contra o Vitória, em um 3 a 0 no Palestra Itália, em 7 de agosto de 2008.

Valdivia estava bem em campo. Durante a primeira etapa, ele fez uma de suas melhores exibições desde que voltou. Sofreu faltas, arriscou, deu passes. Mas o Palmeiras, apesar de dominar a partida, ainda tinha dificuldades. E bobeou na defesa.

Aos 37 minutos, o Avaí teve um escanteio. No bate-rebate, a bola sobrou na pequena área. Na tentativa de encerrar a jogada, Edinho acabou acertando o gol e empatando a disputa. No lance, ele viu Roberto, que estava em posição de impedimento, aparecer de repente, mas não teve jeito. O árbitro anotou o gol para o atleta do time catarinense: 1 a 1.  E a sina do Palmeiras de não conseguir um bom resultado no Pacaembu persistia. Ao menos no primeiro tempo.

Valdivia voltou do intervalo com tudo. E não demorou muito para o Mago dar mais um toque refinado no confronto. Depois de um drible de corpo, ele armou o pé direito e disparou contra Zé Carlos. Sem chances para o goleiro do Avaí. Um golaço. O 2 a 1 no placar mexeu com os torcedores, que começaram a cantar “Festa no chiqueiro”, mesmo fora do Palestra Itália.

Depois da magia, a confusão. Rivaldo foi derrubado na área por Patric. Os atletas do Avaí contestaram a marcação do pênalti, mas não houve jeito. Kleber, porém, bateu de forma displicente, no meio do gol. Zé Carlos defendeu sem dificuldades, mas para ele não foi suficiente. O goleiro pegou a bola e provocou o atacante palmeirense. Deu um tapinha no rosto do Gladiador e zombou da sua batida. Com o camisa 30 alviverde no chão, Cláudio Francisco Lima marcou nova penalidade.

Com Renan no gol – Zé Carlos foi expulso depois de levar o segundo amarelo – , Kleber não perdeu. Bateu seguro, no lado esquerdo do jovem arqueiro, e comemorou os 3 a 1, aos 13 minutos. Com um a mais em campo, o jogo passou a ficar mais tranquilo para o Palmeiras. O único susto foi aos 24, quando Caio tentou duas vezes contra Deola, mas o goleiro palestrino foi bem nas defesas.

E houve tempo até para Gabriel Silva, atleta revelado pelas categorias de base do Palmeiras, marcar. E com o pé direito. Com liberdade, o lateral-esquerdo armou o chute e fez um golaço, no ângulo de Renan. O placar de 4 a 1 enterrava de vez qualquer maldição do Pacaembu.

PALMEIRAS 4 X 1 AVAÍ
Deola, Vitor (Patrik), Maurício Ramos, Fabrício e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção (Pierre), Márcio Araújo, Rivaldo (Lincoln) e Valdivia; Kleber. Zé Carlos; Patric, Emerson, Gabriel e Pará; Bruno Silva (Renan), Rodrigo Thiesen, Caio (Marcelinho) e Davi; Robinho e Roberto.
Técnico: Luiz Felipe Scolari. Técnico: Edson Neguinho.
Gols: Valdivia, aos 11, e Roberto, aos 37 minutos do primeiro tempo. Valdivia, aos 4 minutos, Kleber, aos 13, e Gabriel Silva, aos 25 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bruno Silva, Emerson e Zé Carlos (Avaí). Cartão vermelho: Zé Carlos (Avaí).
Local: Pacaembu, em São Paulo. Árbitro:Cláudio Francisco Lima e Silva (SE). Auxiliares:Vaney Alves de Lima e Edmo Oliveira Santos (ambos do SE). Público: 6.306 pagantes. Renda: R$ 208.850,00.

outubro 7, 2010 Posted by | Avaí, Palmeiras | , | Deixe um comentário

Val desencanta, e Flamengo vence Atlético-GO na estreia de Luxa

Vitória por 2 a 0 tem Diego Maurício, autor do segundo gol, como melhor em campo. Time carioca sai das cercanias do Z-4

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Foi de joelhos e com as mãos em direção ao céu atrás de uma das balizas do Raulino de Oliveira que Val Baiano comemorou a cabeçada redentora. Depois de virar motivo de chacota e de amargar um jejum de dez partidas no Flamengo, o atacante apareceu para abrir o placar na estreia de Vanderlei Luxemburgo na noite desta quinta-feira. Diego Maurício, o melhor em campo, fechou o placar na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-GO após 28 rodadas do Campeonato Brasileiro.

O placar foi magro, mas a disposição da equipe, não. Apoiados pelos empolgados torcedores de Volta Redonda, os jogadores atuaram quase todo o tempo no campo rival. E a se a dupla Diogo e Deivid não correspondeu – o primeiro saiu machucado e o segundo teve atuação ruim -, os atacantes que Vanderlei Luxemburgo colocou em campo resolveram.

A estreia vitoriosa do novo treinador coloca o Flamengo, que não vencia há cinco jogos, na 14ª posição, com 33 pontos, a cinco da zona de rebaixamento. O Atlético-GO, com a terceira derrota seguida, se mantém no Z-4, em 18º, com 24 pontos. O time comandado por Renê Simões permaneceu no campo defensivo por 90 minutos e sofreu o castigo pela covardia.

Novo técnico, velhos problemas no Fla

O clima na chuvosa noite de quinta-feira era favorável ao Flamengo. A torcida não lotou, mas compareceu em número razoável ao estádio. E o apelo da grife Luxemburgo funcionou. O treinador entrou em campo com um impecável terno preto e foi tão ou mais festejado que os jogadores.

Dentro de campo, porém, o time repetiu erros de partidas anteriores e apesar de rondar a área do Atlético-GO pouco finalizou. Aos 19, Diogo pediu para ser substituído por causa de dores no tornozelo direito. Diego Maurício o substituiu. A primeira chance foi aos 22, quando Petkovic cobrou falta lateral, e Willians desviou para fora. Nos dois dias de treino tático que deu, Luxemburgo ensaiou essa jogada.

Encolhido, o time visitante arriscou finalizações de longe, sem direção. Mas conseguiu controlar com certa facilidade os ataques do adversário. Principalmente por causa da lentidão de Petkovic, dos erros de passe de Correa e do estado letárgico de Deivid. Situações repetidas no Flamengo. Seja de Silas ou de Luxemburgo.

Apenas a velocidade de Diego Maurício destoava do ritmo rubro-negro. Aos 30, ele arrancou e tocou para Correa. O volante girou e chutou à esquerda do gol de Márcio. Mas foi só. O primeiro tempo terminou com uma sequência de passes errados e chutes para o alto de corar de raiva qualquer torcedor.

Val Baiano e Diego Maurício decidem

No intervalo, Luxemburgo detectou o problema na ligação entre meio-campo e ataque e trocou Kleberson por Marquinhos. No primeiro lance, Diego Maurício iniciou jogada e Correa terminou. Márcio se esticou e colocou para escanteio.

O Atlético-GO era praticamente nulo do meio-campo para frente. E o Flamengo apertava. Só que Deivid errava na mesma proporção. Sorte dos mandantes que havia um Diego Maurício em campo para, pelo menos, ameaçar. Ele arrancou pela direita aos e bateu forte. Márcio espalmou e a bola foi no lado de fora da rede. Enquanto isso, o Dragão não acertou nem falta quase na linha da grande área.

Deivid saiu, e Val Baiano, quem diria, entrou aplaudido. A confiança deu frutos. Aos 30 minutos, Marquinhos cruzou da direita, Val subiu na segunda trave e cabeceou com estilo, no canto esquerdo de Márcio: 1 a 0, alívio para o atacante, euforia de Luxemburgo e reconhecimento da torcida: “Ah, é Val Baiano”.

O Atlético-GO ensaiou uma pressão, mas, por merecimento, Diego Maurício tinha que fazer o dele. E fez. Recebeu passe de Juan, aos 40, e bateu colocado no canto esquerdo do goleiro do Dragão. A torcida agradeceu a ele e ao treinador. O jogo terminou com gritos de “Luxa”.

Após o jogo, os jogadores se uniram dentro de campo para fazer uma corrente positiva e festejar juntos a importante vitória. Val Baiano e Diego Maurício, os heróis da partida, jogaram suas camisas para a torcida.

Ficha técnica:

FLAMENGO 2 X 0 ATLÉTICO-GO
Marcelo Lomba; Léo Moura, Welinton, David Braz e Juan; Willians, Correa, Kleberson (Marquinhos) e Petkovic; Diogo (Diego Maurício) e Deivid (Val Baiano). Márcio, Adriano, Daniel Marques, Gilson e Thiago Feltri; Pituca, Robston,Diguinho (William) e Renatinho (Anaílson); Diogo Campos e Marcão (Juninho).
Técnico: Vanderlei Luxemburgo. Técnico: René Simões.
Gol: Val Baiano, aos 30, Diego Maurício, aos 40 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Petkovic, Deivid (Fla); Pituca, Robston, Daniel Marques (Atlético-GO).
Estádio: Raulino de Oliveira. Data: 07/10/2010. Árbitro: Marcio Chagas da Silva (RS). Assistentes: Marcelo Bertanha Barison (RS) José Eduardo Calza (RS).
Renda: R$ 176.620,00 Público: 7.772 pagantes

outubro 7, 2010 Posted by | Flamengo | , | Deixe um comentário

Pressionado, Goiás recebe o Cruzeiro

Em busca da vice-liderança, Cruzeiro enfrenta o desesperado Goiás

Goiás x Cruzeiro: si 

LANCEPRESS!

vitória a todo o custo. É esse o pensamento dos jogadores do Goiás para a partida desta quinta-feira contra o Cruzeiro, as 21h, no Serra Dourada, e também para as partidas contra Vitória e Peñarol, na sequência do time esmeraldino pelo Brasileiro e Sul-Americana.

Os jogadores foram cobrados pela diretoria e a pressão aumentou dentro do elenco. Após boatos de que alguns atletas estariam se divertindo em “noitadas”, a diretoria reuniu os atletas e cobrou uma maior responsabilidade e seriedade por parte dos jogadores, tudo em beneficio ao Goiás. Com salários e bichos por vitórias todos em dia, os atletas entenderam o recado e querem a vitória contra os mineiros.

O zagueiro Ernando reconhece o bom momento da equipe adversária, postulante ao título nacional, mas aposta em uma nova arrancada esmeraldina.

– Vai ser um jogo muito complicado. Eles estão em um bom momento e sabemos que a gente precisa fazer uma marcação muito forte, eles tem jogadores muito rápidos. Temos esses dois jogos em casa, com chance de somar os seis pontos. Precisamos fazer nossa parte dentro de campo e mostrar ao nosso torcedor que podemos reagir – afirmou o zagueiro.

Para a partida desta quinta-feira, o técnico Jorginho terá trabalho para montar o setor de criação da equipe. Os meias Jones e Bernardo não podem atuar por terem contrato com a equipe mineira, e por isso, Marcelo Costa deve estrear como titular no meio-campo. No ataque, Felipe não treinou na segunda nem na terça-feira e por isso, é preocupação para o treinador.

Se Felipe jogar, Everton Santos fica com a vaga ao lado de Rafael Moura, que volta após suspensão automática contra o Vasco. Amaral, liberado pelo STJD, e Jonílson perdem a posição no meio-campo, já que Carlos Alberto é outro que retorna ao time titular, liberado pelo Departamento Médico. Já Rafael Toloi continua fora e desfalca mais uma vez a defesa esmeraldina.

Antes do líder, Cruzeiro precisa vencer o Goiás:

O clube celeste precisa esquecer o duelo que pode ser decisivo para o título brasileiro frente o Fluminense, no próximo domingo, e visar primeiro os três pontos ante a equipe esmeraldina, nesta quinta, que luta contra o rebaixamento.

O atacante Thiago Ribeiro faz o alerta para os demais jogadores da Raposa. Ele quer todo mundo com a cabeça 100% voltada para a equipe goiana.

– De nada adianta ficar imaginando o Fluminense no domingo se a gente não vencer o Goiás. A gente só tem chance de alcançar a liderança vencendo o Goiás. É um jogo de cada vez. Tem que ter cabeça no lugar e pensar jogo a jogo – declarou o camisa 11.

O técnico Cuca tem retornos importantes para bater a equipe de Jorginho. O meio de campo voltar a contar com os volante Fabrício e Marquinhos Paraná, que fecham o setor ao lado de Henrique e Montillo. Everton foi deslocado para a lateral esquerda e Pablo fica no banco de reservas. Na zaga, o companheiro de Edcarlos pode mudar. Caçapa pode dar lugar a Léo.

Contudo, a notícia ruim fica no setor ofensivo. Farías e Roger, lesionados, são desfalques. O companheiro de Thiago Ribeiro passa a ser Robert.

 

– Alegre por estar de volta ao grupo, depois de praticamente 25 dias. Estou contente, é mais uma oportunidade para jogar. Quero ajudar os meus companheiros, com fé em Deus vamos sair de lá com os três pontos – afirmou Robert.

FICHA TÉCNICA:

GOIÁS X CRUZEIRO

Local: Estádio Serra Dourada, Goiânia (GO)
Data/Hora: 7/10/2010 às 21h (horário de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa-RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)

GOIÁS: Harlei, Valmir Lucas, Ernando e Marcão; Wendel Santos, Carlos Alberto, Wellington Monteiro, Marcelo Costa e Júnior; Rafael Moura e Felipe(Éverton Santos).Técnico: Jorginho.

CRUZEIRO: Fábio, Jonathan, Léo, Edcarlos e Everton; Fabrício, Henrique, Marquinhos Paraná e Montillo; Thiago Ribeiro e Robert. Técnico: Cuca

outubro 7, 2010 Posted by | Cruzeiro, Goiás | , , , | Deixe um comentário

Sem Felipão, Palmeiras enfrenta o Avaí em SP

Embalado, Palmeiras recebe o agonizante Avaí para encerrar sina

LANCEPRESS!

O Palmeiras enfrenta o Avaí, na próxima quinta-feira, no Pacaembu, às 21h, sem o seu treinador. Felipão foi suspenso por dois jogos pelo STJD, por causa da expulsão durante o clássico contra o São Paulo. Quem vai comandar a equipe é o auxiliar Murtosa, braço-direito de Scolari, e o técnico garante que fica tranquilo porque o amigo é mais calmo e conhece bem o esquema que ele está acostumado a usar.

– É normal que na semana que transcorre essa situação, ele participe mais do treinamento, porque vai tomar atitudes que eu não estarei presente. Ele vai ter maior participação e vai definir algumas situações de acordo com o pensamento dele, tem autonomia total – afirmou o treinador.

Além da ausência do técnico, o Palmeiras ainda faz mistério para quem vai ocupar a vaga de Tinga, lesionado. São duas opções: Rivaldo e Lincoln. O primeiro foi escalado na última partida, contra o Santos, mas não fez um bom primeiro tempo e foi substituído por Patrik. Já Lincoln, foi escalado durante o treinamento de terça-feira.

No lugar do suspenso Danilo, que recebeu o terceiro cartão amarelo na partida do último domingo, Felipão testou o zagueiro Leandro Amaro, mas quem deve atuar na partida é Fabrício que, por ser canhoto, conseguirá ocupar melhor o lado esquerdo da zaga, onde Danilo costuma jogar.

Do lado do Avaí os desfalques são maiores. Por um jogador, o time não está desfalcado inteiro: dez são as baixas do Leão para a partida desta quinta contra o Palmeiras. Desses, nove estão entregues ao departamento médico. São eles: os volantes Marcinho Guerreiro e Rudnei, os meias Diogo Orlando, Leandro Bonfim e Valber, o zagueiro Rafael, o lateral-esquerdo Eltinho, e o atacante Vandinho.

O último fora do jogo, o meia Jéferson, ex-Vasco, foi liberado para viajar ao Rio de Janeiro, devido a morte de seu avô. Apesar de tantos problemas, o técnico alviceleste, Edson dos Santos, não fez mistério e divulgou a escalação da equipe antes da viagem a São Paulo.

Na verdade, o time inicial montado por Edson tinha Diogo Orlando como titular no meio de campo. Mas o jogador voltou a sentir dores no joelho direito e foi vetado pelos médicos do clube. Rodrigo Thiesen ganhou a vaga. Em contrapartida, o treinador avaiano poderá contar com a volta do meia Caio e do zagueiro Emerson, recuperados de lesão e confirmados entre os onze.

A uma posição e três pontos do Atlético-GO, primeiro dentro da zona de rebaixamento, o Avaí não vence há duas rodadas, quando goleou o Ceará por 5 a 0. Bater o Palmeiras, que vem numa crescente, ainda mais no Pacaembu, será um desafio e tanto.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS X AVAÍ

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 6/10/2010 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Claúdio Francisco Lima e Silva (SE)
Auxiliares: Ivaney Alves de Lima (SE) e Edmo Oliveira Santos (SP)

PALMEIRAS: Deola, Vitor, Maurício Ramos, Fabrício (Leandro Amaro) e Gabriel Silva; Edinho, Marcos Assunção, Márcio Araújo e Lincoln (Rivaldo); Valdivia e Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

AVAÍ: Zé Carlos, Patric, Emerson, Gabriel e Pará; Bruno, Rodrigo Thiesen, Caio e Davi; Robinho e Roberto. Técnico: Edson dos Santos.

outubro 7, 2010 Posted by | Avaí, Palmeiras | , , , , , , , | Deixe um comentário

Flamengo e Atlético-GO fazem jogo para decidir futuro

Fla estreia Luxa, o antídoto para deter crise, contra o Atlético-GO

(Arte: Marianna Esteves) 

(Arte: Marianna Esteves)

LANCEPRESS!

O Flamengo recebe o Atlético-GO, nesta quinta-feira, às 19h30, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, em um confrotno de extrema importância para as duas equipes na briga contra a degola. O time carioca, sob o comando dotécnico Vanderlei Luxemburgo, busca a vitória para voltar a respirar no Brasileiro. Já o Atlérico-GO, quer o triunfo para terminar a rodada fora da zona de rebaixamento pela primeira vez na competição.

O time da Gávea chega para a partida de ânimo renovado depois da troca no comando da equipe, com a saída de Silas e a chegada de Vanderlei Luxemburgo. A equipe rubro-negra não poderá contar com os zagueiros Ronaldo Angelim e Jean e com o apoiador Renato, todos suspensos.

O lateral-direito Léo Moura lamentou os desfalques, mas reafirmou a confiança no elenco e mostrou que acredita em uma arrancada do Flamengo no Brasileiro.

– Perder jogadores nunca é bom, mas temos um grupo forte. Confio nos meus companheiros. Tenho certeza de que vamos conseguir subir na tabela – disse.

O Atlético-GO promete apresentar uma nova cara. A ousadia e inteligência foram pontos cobrados pelo técnico René Simões e assimilados pelos jogadores do Atlético-GO. É hora de voltar a vencer fora de casa.

A última vitória do Dragão fora do Serra Dourada foi a mais de um mês, no dia 26 de agosto, contra o Palmeiras, pelo placar de 3 a 0, três gols do meia Elias. Elias está lesionado a um bom tempo e a responsabilidade maior de comandar o time sobra para o meia Robston, autor de um dos gols rubro-negros na derrota para o Atlético-MG. O jogador, conhecido pelas declarações polêmicas, tomou a liderança e ressaltou que o time precisa ser agressivo, pois só assim terá sucesso.
– Se jogarmos com coragem, com ousadia e sem medo do adversário, podemos voltar com seis pontos desses dois jogos fora de casa. O Flamengo está passando por um momento difícil, trocou o treinador, jogadores descontentes e sabemos que lá a pressão é bem maior – afirmou o camisa 7 atleticano.
O técnico René Simões é mais cauteloso ao falar sobre o rubro-negro carioca e admite que a crise no Flamengo não é algo de outro mundo, pois em qualquer lugar há essa pressão, mesmo que em outros níveis. René acredita que quem tiver mais calma durante os 90 minutos poderá sair com o resultado positivo, mas afirma que o Atlético precisa dos três pontos.
– Temos que ter calma para enfrentar o Flamengo e quem tiver maior tranqüilidade vai se sair melhor durante a partida. A pressão existe em todo o lugar, sempre tem que conseguir as vitórias no futebol. A pressão no Flamengo é a mesma que aqui, por isso tem que ganhar, senão todos ficam olhando de lado – ressaltou o treinador

FICHA TÉCNICA:
FLAMENGO X ATLÉTICO-GO

Estádio: Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)
Data/hora: 6/7/2010 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Marcio Chagas da Silva (RS)
Auxiliares: Marcelo bertanha Barison (RS) e José Eduardo calza (RS)

FLAMENGO: Marcelo Lomba, Leonardo Moura, Wellington, David, Juan; Willians, Correa, Kleberson e Petkovic; Diogo e Deivid. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

ATLÉTICO-GO: Márcio, Victor Ferraz, Gílson, Daniel Marques e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Roabston, Anaílson e William; Marcão. Técnico: René Simões

outubro 7, 2010 Posted by | Flamengo | , , , | Deixe um comentário

Galo vira sobre o Timão, mantém sonho e dá alegria a Flu e Cruzeiro

Triunfo do Atlético-MG impede o Corinthians de reassumir a liderança, e a equipe de Belo Horizonte ganha mais fôlego na briga para sair do Z-4

O Fluminense agradece. E o Cruzeiro também. Em ascensão para sair da zona do rebaixamento, o Atlético-MG fez muita gente feliz na noite desta quarta-feira. Isso porque venceu o Corinthians por 2 a 1, de virada, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, gols de Werley e Zé Luis (Paulinho fez o do Timão), e impediu que os paulistas retomassem a liderança do Campeonato Brasileiro após derrota do Tricolor Carioca para o Santos.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Agora com 28 pontos, após duas vitórias seguidas, o Galo aparece na 17ª colocação, a apenas um ponto do Avaí, primeiro fora do Z-4. Mas a equipe catarinense joga nesta quinta-feira, contra o Palmeiras, assim como o Atlético-GO (18º), que pega o Flamengo. Ambos fora de casa.

Ao Corinthians bastava uma vitória simples para reassumir a liderança, mas a zaga do Timão vacilou e permitiu a virada do adversário. Ainda vice-líder, o Timão segue a três pontos do Fluminense e tem um jogo a menos, mas nesta quinta-feira pode cair para terceiro se o Cruzeiro vencer o Goiás. O time paulista já soma quatro rodadas em triunfar.

Domingo será o dia em que Galo e Timão voltarão a campo pelo Campeonato Brasileiro. O time mineiro tem um desafio complicado, contra o Internacional, às 18h30m (de Brasília), no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. A equipe paulista, por sua vez, volta a jogar em casa. Às 16h recebe a visita do Atlético-GO, no estádio do Pacaembu.

O Atlético-MG correu muito no início da partida. Embalado por sua torcida, saiu acelerado para cima do Corinthians, especialmente pelo lado direito, com Diego Macedo e Diego Souza nas costas do pentacampeão Roberto Carlos. Logo, o técnico do Timão, Adilson Batista, percebeu a tática do Galo e pediu a Jucilei para ajudar naquele setor.

Deu certo. Com Ricardinho em noite apagada (ele saiu machucado aos 38 minutos) e Diego Souza isolado, o Corinthians encaixou a marcação no meio-campo e acabou com a graça dos mineiros. A partir daí, o que se viu foi um Timão mais forte no ataque. Sem Dentinho, é verdade. O jogador, que voltava depois de 13 jogos fora, voltou a sentir a coxa direita e deixou o campo aos dez minutos.

Seu substituto foi Danilo. O meia, aliás, mudou o jogo. Com mais qualidade na armação, o time paulista teve ótimas chances com Bruno César, que fazia as vezes de atacante e finalizava mais do que todo mundo. A sorte do Atlético-MG é que o goleiro Renan estava inspirado. Até mesmo quando o gol estava vazio ele contou com a sorte.

Aos 22 minutos, por exemplo, Danilo mandou para Bruno César na área. O meia cabeceou cruzado, e Paulinho perdeu gol da pequena área. Mas como o futebol é imprevisível, o destino quis que o mesmo Paulinho marcasse o único gol do primeiro tempo. Aos 44, após cruzamento de Alessandro e falha de Renan, o volante desviou de peito para o gol.

E a jogada do gol corintiano se iniciou graças a uma roubada de bola de Jucilei, com a jogada passando depois pelos pés de Iarley, Danilo e Bruno César. À torcida do Galo, restou ouvir a minoria paulista gritar: “Ão, ão, ão, segunda divisão”.

Na tentativa de reagir, Dorival Júnior resolveu mexer no Atlético-MG para o segundo tempo. Sacou o lateral-direito Diego Macedo e colocou o atacante Obina. Serginho passou, então, a jogar na ala. A ideia de pressionar do Galo, porém, parou na queda de rendimento de Diego Souza e na frieza do Timão, que tocava a bola com calma quando tinha a posse.

Por sinal, quando tinha oportunidade o Corinthians era perigoso. Sempre com Bruno César envolvido. Seja com um passe, um lançamento ou uma finalização. Do lado do Atlético-MG, os chutes de fora da área pareciam a solução de um time desequilibrado taticamente e sem opções criativas para acabar com a vantagem dos paulistas.

Quando isso acontece, a bola parada é sempre uma boa saída. E assim foi. Aos 15 minutos, após cobrança de escanteio da esquerda, o zagueiro Werley marcou de cabeça. O goleiro Julio Cesar ainda tocou na bola, mas não evitou o empate. Empolgado, o Atlético-MG foi para pressão. E o Corinthians deixou a frieza de lado e passou a perder muitas bolas.

Aos 26, um fato curioso. O reserva Fernandinho, do Atlético-MG, se desentendeu com o auxiliar Roberto Braatz e levou cartão vermelho. Mais tarde, aos 32, a bola parada do Galo voltou à ativa. E a “soneca” da defesa do Corinthians também. Serginho cobrou falta para área, e Zé Luis, sozinho, cabeceou para virar o jogo em Sete Lagoas. Bom para o Galo, para o rival Cruzeiro e para o líder Fluminense. Cuidado, Corinthians!

ATLÉTICO-MG 2 X 1 CORINTHIANS
Renan Ribeiro; Diego Macedo (Obina), Werley, Lima e Eron; Zé Luis, Alê, Serginho e Ricardinho (Renan Oliveira); Diego Souza e Ricardo Bueno (Neto Berola). Julio Cesar; Alessandro, William, Thiago Heleno e Roberto Carlos (Leandro Castán); Moacir, Jucilei, Paulinho e Bruno César; Dentinho (Danilo) e Iarley (Souza).
Técnico: Dorival Júnior. Técnico: Adilson Batista.
Gols: Paulinho, aos 44 minutos do primeiro tempo; Werley, aos 15, Zé Luis, aos 33 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Diego Souza (CAM); Danilo (COR). Cartão vermelho: Fernandinho (CAM).
Público: 16.667 pagantes.
Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG). Data: 06/10/2010.Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR). Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Alessandro Álvaro Rocha de Matos (Fifa-BA).

outubro 7, 2010 Posted by | Atlético-MG, Corinthians | , | Deixe um comentário

Atlético-PR e Vasco escorregam na Arena e ficam apenas no 0 a 0

Em uma partida de poucas emoções, defesas dominam os ataques e goleiros trabalham pouco. Gramado molhado complica os jogadores

Correria não faltou, mas Atlético-PR e Vasco viveram uma noite de quarta-feira de pouco brilho, na Arena da Baixada, e ficaram em um 0 a 0 de poucas emoções. A torcida do Furacão não voltou para casa muito satisfeita, mas a equipe chegou ao sétimo jogo de invencibilidade no Campeonato Brasileiro. Está em quinto lugar com 44 pontos, ainda com o sonho vivo de chegar ao G-3. O duelo foi a estreia do técnico Sérgio Soares, que entrou no lugar de Carpegiani, que foi para o São Paulo.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Os cruzmaltinos, que vinham de duas vitórias em casa, sofreram com os desfalques, como Felipe. A equipe, que segue sem vencer na Arena em Brasileiros, chega a 38 pontos e está na 11ª posição.

Suspenso, o técnico Paulo César Gusmão nem foi para o estádio. Assistiu ao jogo no hotel. O responsável por comandar o time cruzmaltino à beira do campo foi o auxiliar Acácio. PC passou instruções através do goleiro Tiago, que ficou com um celular no banco de reservas.

Em um primeiro tempo de muita transpiração e pouca inspiração, o Atlético-PR tentou pressionar e encurralou o Vasco nos primeiros 15 minutos. Apesar da maior posse de bola, o Furacão pouco incomodou o goleiro vascaíno Fernando Prass. A equipe carioca adotou uma postura mais defensiva e apostou na rapidez de seus homens de frente, como Eder Luis e Zé Roberto, mas não produziu muito.

Com o gramado molhado, o que mais se viu foram, além de passes errados, encontrões entre os jogadores e derrapadas. Quem se machucou, mas em um lance isolado, foi o lateral-esquerdo vascaíno Max. Ele precisou ser substituído por Ernani.

O saldo da primeira etapa foi uma boa jogada de ataque para cada lado. Aos sete minutos, Ivan González cruzou na direção de Federico Nieto, que desviou de cabeça e a bola saiu rente à trave direita de Fernando Prass, que nada poderia fazer. O susto dado pelo Vasco no Furacão aconteceu aos 12 minutos. Zé Roberto recebeu de Fágner, girou e finalizou. Ele, no entanto, falhou na pontaria. E foi só.

A ida para o vestiário não mudou muito o panorama da partida. Assim como na primeira etapa, o Atlético ensaiou uma blitz no campo do Vasco mas errava reiteradamente o último passe. Quem mais incomodou a defesa carioca foi o rápido Maykon Leite, que lutou muito. Dentro da área, entre os zagueiros, quem se esforçava era o atacante Nieto, que levou vantagem na maioria das bolas aéreas.

A dificuldade do Rubro-Negro de criar já deixava impaciente a torcida do Furacão, que mesmo assim não deixou de apoiar. Uma das armar encontradas pela equipe da casa foi tentar levantar bolas na área. Em uma delas, aos 23, Rodolpho subiu bem e mandou rente ao travessão de Fernando Prass.

A esta altura, o Vasco já não tinha Rafael Coelho, que errou tudo o que tentou e foi substituído pelo meia Allan. Acuado até então, o time da Colina teve sua melhor chance em um contra-ataque, aos 26. Fellipe Bastos avançou e arriscou de fora da área de perna esquerda. João Carlos, que substituía Neto, que está com a Seleção Brasileira, fez boa defesa.

O Atlético ainda teve duas boas chances, as duas com Rodolpho. A primeira em um chute de fora da área bem defendido por Prass e a outra em uma cabeçada que passou rente à trave. Até o fim o Furacão tentou pressionar, mas a zaga vascaína, em grande noite, conseguiu se virar bem. O momento de mais desespero dos atleticanos foi quase no último minuto, quando Nieto, de cabeça, perdeu de cara para o gol.

As equipes voltam a campo no próximo sábado. Em São Januário, às 18h30m (de Brasília), o Vasco recebe o Grêmio. O Atlético-PR, no mesmo horário, vai até a Vila Belmiro medir força com Santos.

ATLÉTICO-PR 0 X 0 VASCO
João Carlos, Elder Granja (Marcelo), Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Deivid (Wagner Diniz), Chico, Paulo Baier e Iván González; Maikon Leite (Thiago) e Federico Nieto. Fernando Prass, Fagner, Dedé, Cesinha e Max (Ernani); Rafael Carioca, Jumar, Fellipe Bastos e Zé Roberto; Eder Luis (Nunes) e Rafael Coelho (Allan).
Técnico: Sérgio Soares Técnico: PC Gusmão
Cartões amarelos: Fagner, Eder Luis (VAS); Maykon Leite, Paulo Baier (ATL)
Estádio: Arena da Baixada, Curitiba. Data: 06/10/2010. Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP/Fifa). Auxiliares: Ednilson Corona (SP/Fifa) e Emerson Augusto de Carvalho (SP/Fifa)
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outubro 7, 2010 Posted by | Atlético-PR, Vasco da Gama | | Deixe um comentário

Na reestreia de Carpegiani, São Paulo passeia em Barueri e bate o Vitória

Mais organizado e com muito mais vontade do que na época de Sérgio Baresi, Tricolor fez 2 a 0 e poderia saído de campo com placar mais dilatado

Paulo César Carpegiani chegou ao São Paulo na segunda-feira. Comandou dois treinos e veio para a estreia. E avisou: não esperem um grande futebol no começo. Nesse primeiro momento, o importante era voltar a vencer. Mas, se a primeira impressão é a que fica, o torcedor são-paulino tem motivos para voltar a sorrir. Apesar das claras limitações do Vitória, que de finalista da Copa do Brasil começa a sofrer com a ameaça do rebaixamento, o Tricolor, como há muito tempo não se via, passou fácil pela equipe baiana. Com vontade, mais organizado e contando com uma dupla de ataque inspirada, a equipe do Morumbi marcou 2 a 0 fácil fácil.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

O resultado acabou com uma série de três derrotas e fez o São Paulo subir para a décima colocação, com 38 pontos. Já o time baiano, que sofreu sua quarta derrota consecutiva, estacionou nos 31 pontos e manteve a 14ª colocação. As duas equipes voltarão a campo no próximo final de semana. No sábado, o Tricolor enfrenta o Grêmio Prudente no interior paulista. Já o rubro-negro da Boa Terra vai a Goiânia para enfrentar o Goiás.

Começo arrasador do Tricolor

Como o novo técnico pediu, logo que a bola rolou, o São Paulo tomou a iniciativa e foi para cima do adversário. O time concentrou seu jogo pelo lado direito, apostando suas fichas na dupla Lucas e Dagoberto, que tinha a constante companhia de Jean no apoio. Do outro, não havia a mesma efetividade, já que Carlinhos Paraíba ficava mais recuado e Diogo, inicialmente, se preocupou com a marcação. O Vitória, por sua vez, entrou com cinco homens no meio e apenas Kleber Pereira no ataque. Os meias Renato e Thiago Humberto tinham a incumbência de levar a bola à frente. Mas, anulados pelos volantes Casemiro e Rodrigo Souto, não foram notados em campo.

Além da constante movimentação na frente, impressionava a vontade dos atletas do Tricolor. A cada dividida, a cada desarme, muita vibração. E, sempre conversando, se cobravam, buscando o melhor posicionamento. Dominando amplamente, o São Paulo não precisou mais do que 17 minutos para abrir o marcador. Jean tabelou com Casemiro, recebeu na frente, invadiu a área e cruzou na medida para Dagoberto, que empurrou para as redes.

O Vitória, após alguns minutos, conseguiu respirar e finalmente foi ao gol defendido por Rogério Ceni. Thiago Humberto, em dois lances, exigiu boas defesas do camisa 1 tricolor. Mas o São Paulo seguia senhor da partida. E, aos 30, marcou o segundo. Fernandinho, que não tinha com quem jogar na esquerda, veio atuar pela direita. Ele recebeu belo passe de Lucas, passou por dois marcadores, invadiu a área, driblou Lee e rolou para o gol vazio. Festa em Barueri para um justíssimo 2 a 0.

Antes do apito para o intervalo, o Vitória, que havia perdido o lateral-direito Eduardo, machucado, ficou com dez homens (Uelliton foi expulso por reclamação). O Tricolor só não fez o terceiro porque Lee fez grande defesa em chute de pé esquerdo de Fernandinho.

Etapa complementar

Os times voltaram com as mesmas formações e com o São Paulo soberano. Ao contrário do que aconteceu no primeiro tempo, o time também atacou pela esquerda. Diogo se soltou e passou a apoiar com as companhias de Fernandinho e Carlinhos Paraíba. O Vitória até saiu um pouco mais para o jogo, mas esbarrava na falta de qualidade do seu meio. Para piorar, o capitão Vanderson sentiu uma lesão e foi substituído por Neto Coruja.

Outro ponto pedido por Carpegiani nos treinamentos aconteceu muito no segundo tempo. Como o Vitória, tentou buscar o ataque, o Tricolor recuperava a bola e com um, no máximo dois passes, chegava à grande área adversária. Dagoberto e Fernandinho tiveram boas chances mas, individualistas, falharam. Percebendo que havia muito espaço para atacar, Carpegiani pôs o time ainda mais à frente, sacando Casemiro e colocando Marlos. Com isso, Carlinhos Paraíba foi recuado para o papel de volante. Na sequência, Sergio Mota entrou no lugar de Fernandinho.

Nos últimos 15 minutos, o time sensivelmente diminuiu o ritmo. Procurou valorizar a posse de bola no meio-campo, esperando uma brecha para atacar. E a torcida, feliz da vida, gritava: “Olé, Olé, Olé”. Na sequência, o hino são-paulino ecoou na Arena da Baixada. Para completar, delírio total quando o placar eletrônico anunciou o segundo gol do Atlético-MG na partida contra o Corinthians, em Sete Lagoas. E a festa continuou até o apito final.

SÃO PAULO 2 X 0 VITÓRIA
Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Diogo; Casemiro (Marlos), Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba e Lucas (Lucas Gaúcho); Dagoberto e Fernandinho (Sergio Mota). Lee; Eduardo (Jonas), Wallace, Thiago Martinelli e Egídio; Vanderson (Neto Coruja), Uelliton, Bida, Thiago Humberto e Renato; Kléber Pereira (Júnior).
Técnico: Paulo César Carpegiani. Técnico: Ricardo Silva
Gols: Dagoberto, aos 17min e Fernandinho, aos 30min do 1º tempo
Cartões amarelos: Alex SIlva, Casemiro, Dagoberto (São Paulo); Wallace, Renato, Jonas e Vanderson (Vitória). Cartão vermelho:Uelliton (Vitória).  Renda e Público: R$ 127.916,59 / 14.364 pagantes
Estádio: Arena Barueri, em Barueri (SP). Árbitro: Cláudio Mercante (PE). Auxiliares: Jossemar José Diniz Moutinho (PE) e José Pedro Vanderlei da Silva (PE)

outubro 7, 2010 Posted by | São Paulo, Vitória | , | Deixe um comentário

Ceará abafa esperança colorada: 1 a 0 no Castelão

Inter sofre com desfalques, joga mal e perde chance de se aproximar da liderança do Brasileirão

Era para ser uma rodada perfeita para o Inter. Não foi. O Colorado, fragilizado pela ausência de mais de metade do time titular, levou 1 a 0 do Ceará na noite desta quarta-feira, em Fortaleza. No mesmo dia em que Fluminense e Corinthians foram derrotados, o time gaúcho jogou no lixo a chance de colar nos líderes do Campeonato Brasileiro. Bom para a equipe nordestina, que encerrou a série de seis partidas sem vitórias e ganhou corpo no grupo de classificados para a Sul-Americana.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Heleno, no início do segundo tempo, fez o gol da vitória do Vovô. O resultado alçou o Ceará para 35 pontos, na 12ª colocação. O Inter ficou estagnado na quarta posição, com 44. Está mantida a distância de oito pontos do time vermelho para o Fluminense, líder do Brasileirão.

As duas equipes voltam a campo no domingo. O Ceará recebe o Guarani no Castelão, e o Inter pega o Atlético-MG no Beira-Rio.

Foi de bocejar. Ceará e Inter oscilaram entre o quase nada e o muito pouco no primeiro tempo. O time de casa foi o exemplo mais claro possível da ruindade dos primeiros 45 minutos: não teve uma chance sequer. O Colorado até criou uma ou outra oportunidade. E as desperdiçou.

O Inter teve que se redesenhar para a partida. Do quinteto de meio-campo, o único titular foi Guiñazu. Andrezinho, Edu e Marquinhos formaram a linha de articulação, mas sem a qualidade de figuras como Giuliano e D’Alessandro. O Colorado ficou mais pobre. Mesmo assim, criou mais.

O primeiro tempo esteve nos pés, no peito e na cabeça de Alecsandro. O centroavante teve três chances: na primeira, não conseguiu alcançar ótimo lançamento de Andrezinho; na segunda, completou para fora, em cabeceio, passe preciso de Nei (veja no vídeo acima); na terceira, deixou a bola escapar ao tentar matar no peito um cruzamento de Edu. Andrezinho, em duas cobranças de falta, também tentou, assim como Marquinhos, em chute cruzado. Em vão.

O intervalo fez bem ao Ceará. O Vovô voltou a campo mais encorpado no segundo tempo. Conseguiu dominar um espaço mais avançado do campo e, assim, incomodou o Inter. Heleno só precisou de uma chance para colocar o time alvinegro na frente. Com seis minutos, recebeu de Boiadeiro e mandou uma pancada da entrada da área. O voo de Renan foi inútil. A bola explodiu na rede: 1 a 0 para o Ceará (veja no vídeo ao lado).

O gol não serviu como despertador para o Inter. A entrada de Leandro Damião no lugar de Marquinhos surtiu pouco efeito prático. Com a criação resumida à correria de Guiñazu e aos passes de Andrezinho, o time de Celso Roth foi frágil. Quando teve a chance de empatar, falhou. Alecsandro, pela direita, cruzou para Damião, que não alcançou. A bola sobrou para Edu, e o meia-atacante mandou por cima, com o gol aberto, a centímetros da linha. Perdeu a oportunidade mais viva da partida.

As duas equipes pouco fizeram depois disso. O Ceará cozinhou o jogo, ficou na dele, atacou só na boa. O Inter foi um deserto. Nada de criatividade. A entrada de Ilan representou uma última esperança, mas vã. Os visitantes ficaram restritos a lançamentos lotéricos para a área, na expectativa de algum cabeceio salvador. Não deu certo, e a aproximação vermelha foi freada pelo Ceará.

CEARÁ X INTERNACIONAL
Michel Alves, Boiadeiro, Anderson, Fabrício e Vicente; Heleno, Michel, João Marcos e Reina (Careca); Magno Alves (Misael) e Marcelo Nicácio (Jean Carlos). Renan, Daniel, Sorondo, Bolívar e Nei; Glaydson, Guiñazu, Andrezinho, Edu (Oscar) e Marquinhos (Leandro Damião); Alecsandro (Ilan).
Técnico: Dimas Filgueiras Técnico: Celso Roth
Estádio: Castelão. Data: 6 de outubro. Árbitro: Wilton Sampaio (DF).Auxiliares: Cesar Augusto de Oliveira Vaz (DF) e Carlos Emanuel Manzolillo (DF).
Gols: Heleno, aos seis minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Sorondo, Guiñazu, Glaydson e Andrezinho (Inter); Heleno, Anderson, João Marcos, Michel e Jean Carlos (Ceará).

 

outubro 7, 2010 Posted by | Ceará, Internacional | | Deixe um comentário