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Em rodada perfeita, Flu bate o Vitória e toma a liderança do Corinthians

No Barradão, Tricolor faz 2 a 1 no Leão e é beneficiado pela derrota dos paulistas para o Inter, em Porto Alegre

Sabe o que é uma rodada perfeita? O torcedor do Fluminense sabe e está feliz da vida com a 25ª. Neste domingo, o time entrou em campo com a obrigação de vencer o Vitória fora de casa para tentar voltar à liderança do Campeonato Brasileiro. Como se não bastasse, seria preciso secar o Corinthians, que enfrentaria o Inter no mesmo horário, no Beira-Rio. Deu tudo certo. Em Salvador, o Tricolor derrotou o Rubro-Negro por 2 a 1 e chegou a 48 pontos. Conca e Rodriguinho marcaram, enquanto Henrique descontou. Em Porto Alegre, o Colorado deu uma senhora força ao derrotar o Timão por 3 a 2. Os paulistas, que estão com um jogo a menos, têm 47 pontos, agora na vice-liderança. Além disso, o Botafogo empatou com o Atlético-PR em 1 a 1, em casa. No último sábado, o Cruzeiro já havia sido derrotado pelo Santos.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

No Barradão, o Leão lutou muito, se esforçou de verdade, mas voltou a perder depois de cinco partidas de invencibilidade. A equipe do técnico Ricardo Silva tem 31 pontos, está em 12º lugar, na zona de classificação para a Copa Sul-Americana.

As equipes voltam a jogar na próxima quarta-feira. O Vitória visita o Atlético-PR, na Arena da Baixada, às 19h30m. Às 21h, o Fluminense recebe o Avaí, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.

Os cinco jogos de invencibilidade e as duas vitórias seguidas mexeram com o Vitória. O time de Ricardo Silva não quis saber se o Fluminense briga pelo título. Sem qualquer respeito, foi ao ataque com Henrique aberto pela esquerda, Schwenck centralizado e Elkeson no apoio. A participação dos laterais também foi importante. Egídio fez companhia a Henrique, enquanto Eduardo avançava pela direita. No apetite, nota 10, mas os cruzamentos deixaram a desejar. No primeiro que acertou, Eduardo procurou Schwenck na área, o atacante perdeu tempo com o domínio ruim e foi travado na hora do chute.

O Leão mordeu forte, apertou a marcação, deu poucos espaços ao Tricolor. Além da falta de inspiração, Conca e Deco não tiveram vida fácil. Estava complicado acionar Rodriguinho e Washington no ataque, principalmente por conta dos erros de passe. Foi preciso que o volante Diogo ajudasse. Aos oito minutos, ele avançou pela direita e cruzou. Deco subiu para dividir, e a bola sobrou para o Coração Valente. O chute saiu fraco, e Viáfara encaixou.

Os rubro-negros reclamaram muito do árbitro Francisco Nascimento, que se mostrou confuso em algumas marcações. Das ofensas que recebeu da torcida, só os gritos de “ladrão” são publicáveis. A partir dos 20 minutos, o confronto ficou equilibrado. Na segunda vez em que os cariocas atacaram com perigo, Mariano cruzou da direita, mas Washington não alcançou. O Leão respondeu em jogada parecida. Schwenck recebeu bola alta na área e, desequilibrado, cabeceou pela linha de fundo.

Enquanto isso, no Beira-Rio, em Porto Alegre, o Inter abria o placar contra o Corinthians. Resultado bom para o Flu, que precisaria vencer para reassumir a liderança. Mas foi o Leão quem chegou muito perto. Por pouco o Barradão não viu um golaço. Aos 41, Eduardo cruzou da direita para Elkeson que, de bicicleta, emendou bonito, rente à trave. No contra-ataque, Rodriguinho recebeu na área, conseguiu girar, mas o chute explodiu em Viáfara. Mais perigoso, o Vitória ficou no quase outra vez, aos 47. Após cobrança de falta para a área, Martinelli e Elkeson subiram e assustaram o goleiro Rafael. Domínio rubro-negro, e placar em branco.

Rodriguinho e Conca se destacam na etapa final

O goleiro rubro-negro Viáfara não conseguiu voltar para o segundo tempo. Machucado, teve de ser substituído por Lee. O Fluminense de Muricy não mudou na formação, mas teve outra postura. Deco correu mais, deu carrinhos, se aproximou de Conca. O argentino também foi mais participativo. Rodriguinho e Washington saíram da área, buscaram jogo.

O Vitória não se encolheu, mas preferiu esperar a chance de um contra-ataque. Aos seis, Schwenck recebeu passe pela direita e bateu cruzado. Egídio ainda tentou chegar no carrinho, mas não alcançou. Dois minutos depois, a melhora do Fluminense deu resultado. Aberto pela direita, Rodriguinho encarou dois marcadores e foi derrubado por Vanderson na área. A arbitragem marcou pênalti. Por conta de um buraco na marca da cal, houve demora na cobrança. Conca bateu forte, rasteiro, no canto esquerdo de Lee. Vibração argentina na Bahia. Segundo gol dele no Brasileirão. Gol para colocar o Fluminense na liderança.

O Barradão pegou fogo a partir do gol do Fluminense. Sem perder tempo, o Vitória foi buscar o empate, aos 17. Em cobrança de falta de longe, Bida soltou a bomba, o goleiro Rafael espalmou errado, a bola tomou um efeito estranho, e Henrique completou. Segunda falha seguida do goleiro tricolor numa cobrança de falta. Na vitória sobre o Atlético-MG, quinta-feira passada, ele também errou.

Só que Conca é o termômetro do Fluminense. Se ele está bem, o time anda. Assim como o Leão reagiu rápido ao sofrer o gol, o Tricolor não se abateu com o empate. Aos 18, Rodriguinho recebeu um presentaço do argentino. Passe preciso, para deixar na cara do gol. O atacante bateu na saída de Lee e enlouqueceu a torcida tricolor na casa rubro-negra. Nem mesmo o gol de empate do Corinthians, no Beira-Rio, tiraria a liderança das mãos do Flu.

Ricardo Silva mudou o Vitória. Tirou Vanderson e Henrique. Colocou Ramon e Kleber Pereira, respectivamente. Não adiantou. O time até tentou, botou pressão, mas o Fluminense soube se fechar. Todo mundo ajudou a segurar o resultado. Das vezes que foi exigido, o goleiro Rafael esteve seguro, apesar da falha no gol baiano. Ao sair do gramado, os jogadores do Fluminense receberam a informação preciosa: no Beira-Rio, o Inter derrotara o Corintihans por 3 a 2 com um gol de Andrezinho nos instantes finais. A liderança do Nacional volta a ser tricolor.

VITÓRIA 1 X 2 FLUMINENSE
Viáfara (Lee), Eduardo, Wallace, Thiago Martinelli e Egídio; Vanderson (Ramon), Ricardo Conceição, Bida e Elkeson; Henrique (Kleber Pereira) e Schwenck. Rafael, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos (Julio Cesar); Diogo, Fernando Bob, Deco (Valencia) e Conca; Rodriguinho (Marquinho) e Washington.
Técnico: Ricardo Silva. Técnico: Muricy Ramalho.
Gols: Conca, aos 12, Henrique, aos 17, e Rodriguinho, aos 18 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bida, Wallace, Ricardo Conceição e Elkson (Vitória); Carlinhos e Deco (Fluminense).
Estádio: Barradão, em Salvador. Data: 26/09/2010. Arbitragem:Francisco Nascimento (AL). Auxiliares: Pedro Jorge Santos de Araújo (AL) e José Jaime Rocha Bispo (AL).
Público: 11.187 Renda: R$ 348.030,00

setembro 26, 2010 Posted by | Fluminense, Vitória | , | Deixe um comentário

Inter vence no fim, tira Corinthians da ponta e segue na briga pelo título

Com gol aos 47, Colorado vence jogo épico por 3 a 2, e torcida ironiza rival com gritos de ‘Libertadores o Corinthians nunca viu’ e ‘segunda divisão’

Num jogo com clima de decisão e de muita rivalidade devido aos resquícios da polêmica partida de 2005, o Inter venceu o Corinthians por 3 a 2. O gol da vitória foi marcado aos 47 minutos da etapa final por Andrezinho, em cobrança de falta. A torcida do time gaúcho fez a festa, ironizando o jejum adversário na Libertadores, assim como a passagem do rival pela Série B em 2008.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Com a vitória na tarde deste domingo, no Beira-Rio, o Colorado segue sonhando com o título brasileiro. O time gaúcho é o quarto colocado, sete pontos atrás do líder Fluminense (48 a 41), mas com um jogo por fazer do primeiro turno, contra o Santos. O Timão, que entrou em campo como líder, foi ultrapassado pelo Tricolor carioca, vencedor do confronto com o Vitória, em Salvador. Os paulistas agora têm 47 pontos, mas também com um jogo a menos, contra o Vasco adiado no primeiro turno.

O confronto começou estudado, com rivais procurando ficar com a bola. As duas equipes, muito técnicas, também se igualavam na pegada no meio de campo. O Inter tinha a iniciativa, buscava cercar o Corinthians. O Timão, porém, jamais se apavorou. Bem a seu estilo, teve mais posse de bola na primeira etapa (56% a 44%), virando o jogo de um lado para o outro, com paciência.

O técnico Celso Roth armou o meio de campo colorado com cinco jogadores: Glaydson, Guiñazu, Tinga, Giuliano e D’Alessandro. Coube a Tinga a missão de se aproximar de Leandro Damião, único atacante de ofício do Inter. Ele até conseguiu surpreender os corintianos aparecendo livre à frente. Faltava, porém, acertar o tempo correto do passe. O volante foi flagrado três vezes em posição de impedimento. Era uma questão de ajuste fino.

Aos 29, D’Alessandro, que havia escolhido ficar mais à esquerda, pois o meio estava muito congestionado, voltou ao centro do campo e, num passe preciso, finalmente achou Tinga em posição legal. O cabeludo recebeu, esperou Julio Cesar sair e deu um toque rasteiro para abrir o placar.

Ironia maior dificilmente poderia haver, já que foi Tinga o pivô da polêmica partida entre Inter e Corinthians pelo Brasileirão 2005. O jogador sofreu um pênalti de Fábio Costa, mas o juiz Márcio Rezende de Freitas não só não assinalou a infração como o expulsou por simulação. A partida terminou 1 a 1, e o time paulista foi para a rodada seguinte, a última do torneio, com três pontos de diferença para o rival, confirmando o título. No Beira-Rio, a torcida gaúcha não esqueceu o episódio e homenageou o rival com uma música cuja primeira parte é impublicável, mas o final dizia ‘Libertadores o Corinthians nunca viu’, tripudiando do jejum alvinegro no torneio continental. Além disso, os gritos de ‘segunda divisão’ foram uma constante, relembrando a passagem corintiana pela Série B em 2008.

Tinga, no entanto, não teve tempo para comemorar: Voltou a sentir a fisgada na coxa direita que o atrapalhou durante toda a semana e precisou ser substituído. Entrou Edu. A saída dele desarticulou a armação gaúcha. O Corinthians começou a se aproximar da meta colorada. Havia mais espaço. Aos 39, quando a zaga do Inter cortou um lançamento para Iarley, a bola caiu nos pés de Jorge Henrique, que arriscou de canhota. O atacante acertaria o alvo, mas Renan se esticou todo e espalmou. Os visitantes voltaram a assustar aos 42, quando Bruno César, em cobrança de falta, carimbou o travessão.

No reinício do jogo, os dois times se mostraram mais ousados. O Internacional tomou a iniciativa, foi para cima, se empolgou e acabou dando espaços para o Corinthians. O jogo tornou-se aberto, com o Colorado atacando e o Timão contra-atacando. Ambos com qualidade. A equipe paulista era ligeiramente melhor. Conseguia se segurar atrás e sempre levava perigo quando passava a linha central. Aos 20, saiu o empate. Jucilei recebeu na direita e, demonstrando visão de jogo privilegiada, enxergou Jorge Henrique livre do outro lado. O lançamento foi perfeito. O baixinho atacante matou a bola e, na saída de Renan, deu um lindo toque de direita, acertando o ângulo.

O gol corintiano causou uma breve pane defensiva na equipe gaúcha. No lance seguinte, Edu apareceu pela esquerda, em posição duvidosa, e cruzou para Bruno César. Livre, com o gol vazio à sua frente, o camisa dez acabou acertando o travessão.

Vendo que sua equipe passava por apuros, Celso Roth pensou rápido. Colocou Alecsandro e Andrezinho e foi para o abafa. A estrela de Alecsandro brilhou logo em seu primeiro lance. Aos 32, D’Alessandro, de novo, acertou grande passe, achando o atacante livre na área. De peixinho, ele meteu a cabeça na bola e colocou o Inter na frente mais uma vez.

A essa altura, o Fluminense vencia o Vitória, em Salvador, e reassumia a ponta da tabela. O Corinthians, então, se lançou para cima. Renan tentou cortar cobrança de falta, mas saiu sem alcançar a bola. Paulo André cabecou para marcar, mas Nei, que é lateral, bancou o goleiro e fez uma grande defesa. Acabou expulso. Pênalti que Bruno César bateu, aos 45, para empatar novamente.

Mas o jogo ainda não havia acabado. Aos 47, Paulo André fez falta na entrada da área e levou cartão vermelho. Na cobrança, Andrezinho, outro que havia saído do banco, contou com o desvio na barreira para matar o goleiro Julio Cesar. Foi o último lance de um jogaço, com final eletrizante.

O Inter volta a campo na quarta-feira, contra o Palmeiras, às 19h30m, na Arena Barueri. O Corinthians, também na quarta, mas às 22h, recebe o Botafogo, no Pacaembu.

INTERNACIONAL 3 X 2 CORINTHIANS
Renan, Nei, Sorondo, Índio e Kleber; Glaydson, Guiñazu, Tinga (Edu), Giuliano (Andrezinho) e D’Alessandro; Leandro Damião (Alecsandro) Julio Cesar, Alessandro, Paulo André, William e Roberto Carlos (Edu); Paulinho (Moacir), Jucilei, Elias e Bruno César; Jorge Henrique e Iarley (Danilo)
Técnico: Celso Roth Técnico: Adílson Batista
Gols: Tinga, aos 29 minutos do primeiro tempo; Jorge Henrique, aos 20, Alecsandro, 32, Bruno César, 45, e Andrezinho aos 47 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Índio, D’Alessandro, Sorondo, Renan e Gladyson (INT); Paulinho, Alessandro, Edu e Moacir (COR). Cartões vermelhos:Nei (INT) e Paulo André (COR)
Público: 33.787 pagantes. Renda: R$ 603.085,00
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Data: 26/9/2010. Árbitro:Sandro Meira Ricci (DF). Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa/PR) e João Antônio Sousa Paulo Neto (DF)

setembro 26, 2010 Posted by | Corinthians, Internacional | , | Deixe um comentário

Grêmio estraga estreia de Dorival Júnior e vence o Galo por 2 a 1

Gaúchos fazem 2 a 0 com apenas 15 minutos de jogo, sofrem um gol ainda na primeira etapa, mas depois só administram a pressão do Atlético-MG

Não foi desta vez que o Atlético-MG não conseguiu um resultado que permita ganhar fôlego na briga contra o rebaixamento. De técnico novo, com a estreia de Dorival Júnior, o Galo conheceu a sua 16ª derrota no Brasileirão ao ser batito pelo Grêmio por 2 a 1, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, na noite deste domingo.

Os gols de Jonas e Gabriel, logo no início da partida, garantiram a vitória dos gaúchos, que chegaram aos 33 pontos, na décima colocação. Diego Tardelli descontou para o Atlético-MG, que segue na zona de rebaixamento, agora em penúltimo lugar, com apenas 21 pontos, a sete do Flamengo, primeira equipe fora do Z-4.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Placar definido no primeiro tempo

Sem tempo para treinar a equipe (foi anunciado no sábado), Dorival Júnior começou mexendo na equipe logo pelo gol, barrando Fábio Costa. E o jovem Renan Ribeiro mostrou de cara que pode ser o dono da posição. No primeiro minuto de jogo, fez bela defesa em chute de André Lima. A defesa, no entanto, voltou a cochilar. Na sequência do lance, permitiu que Jonas pegasse o rebote para abrir o placar.

E assim como foi contra o Vitória, o Galo levou o segundo gol antes dos 15 minutos iniciais. O lateral Gabriel tabelou com Douglas, penetrou livre na área e chutou cruzado para ampliar. À beira do campo, Dorival não escondeu a reprovação ao desempenho de todo o sistema defensivo. Naquele momento, parecia ter caído a ficha do imenso trabalho que ele terá para tentar manter a equipe na elite do futebol brasileiro.

O segundo gol também foi a gota d’água para a torcida do Atlético-MG, que começou a pegar no pé de alguns jogadores, principalmente dos laterais Rafael Cruz e Leandro. Por sua vez, os torcedores do Grêmio mostravem estar em sintonia com o time que, sob o comanda de Renato Gaúcho, vem reagindo na competição. Dos últimos 27 pontos disputados, conquistou 18, saindo do Z-4 para o meio da tabela. E os gremistas, com 20 minutos, já gritavam “olé” na casa do adversário.

O único momento de vibração dos atleticanos até então havia sido às avessas: numa defesa milagrosa de Renan Ribeiro em cabeçada de André Lima. O camisa 1 alvinegro foi o único que se salvou no péssimo início do primeiro tempo. A partir dos 25 minutos, o Galo passou a incomodar o adversário, tanto que Victor salvou o Tricolor em um chute de Réver à queima-roupa.

E o gol dos anfitriões saiu após boa jogada de Daniel Carvalho, que driblou três e chutou forte. Victor espalmou, Diego Tardelli se aproveitou do rebote e cabeceou para o gol. Hora de Dorival Júnior comemorar bastante com o banco de reservas.

Pressão sem gol

Na volta do intervalo, o Galo parecia mostrar à torcisa o cartão de visitas do novo treinador. à torcida. O time voltou com outra atitude para o segundo tempo, foi para cima e fez com que Victor mostrando por que é o atual goleiro titular da Seleção Brasileira. Neto Berola e Daniel Carvalho pararam nas defesas do camisa 1 gremista.

Com a vantagem no placar, o Grêmio passou a jogar somente nos contra-ataques, mas não conseguia sair da marcação alvinegra. E Victor queria roubar de Renan Ribeiro a condição de protagonista da noite. O goleiro salvou o Grêmio mais uma vez, após Neto Berola chutar livre, cara a cara.

Mas quem teve a melhor chance da etapa final foi o time visitante. Porém, a estrela de Renan Ribeiro brilhou ao ver a bola de Maylson bater na trave, enquanto ele estava completamente batido. Com calma e cadenciando o jogo, o Grêmio esperou o apito final para comemorar mais uma vitória no Brasileirão.

ATLÉTICO-MG 2 X 1 GRÊMIO

Renan Ribeiro, Rafael Cruz (Diego Macedo), Rever, Werley e Leandro; Zé Luis, Serginho, Daniel Carvalho e Ricardinho (Eron); Diego Tardelli (Neto Berola) e Obina.


Victor; Gabriel, Vilson, Rafael Marques e Fabio Santos; Rochemback, Fernando (Roberson),Adilson (Neuton) e Douglas; Jonas e André Lima (Maylson).
Técnico: Dorival Júnior Técnico: Renato Gaúcho
Gols: Jonas, aos 2, e Gabriel, aos 15 para o Grêmio; e Diego Tardelli, aos 30 do primeiro tempo
Cartões amarelos: Gabriel , Fábio Santos, Neuton, Rafael Marques, Fernando (G); Serginho (A)
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG). Data: 26/9/2010.Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho e Luiz Carlos Silva Teixeira/BA
Público: 12.262
Renda: R$ 57.790,00

setembro 26, 2010 Posted by | Atlético-MG, Grêmio | | Deixe um comentário

Furacão empata jogo no fim com o Botafogo em grande duelo por G-3

Resultado de 1 a 1 impede que um dos times encostasse no Cruzeiro, terceiro colocado. Distância para a ponta segue a mesma, só o líder é novo

Em partida debaixo de chuva e com pouco público – pouco mais de nove mil pessoas -, que só mostrou cara de disputa por vaga no G-3 no segundo tempo, com lances emocionantes, Botafogo e Atlético-PR empataram por 1 a 1 neste domingo, no Engenhão, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Edno, ainda na primeira etapa, abriu o placar para o Botafogo, enquanto o time teve fôlego e anulava o principal jogador adversário, o meia Branquinho. Que quando conseguiu jogar, comandou a reação do Furacão e deu o passe na medida para Guerrón empatar, aos 45, em falha de Elizeu.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Os dois times diminuíram em um ponto cada a vantagem do Cruzeiro, atual terceiro colocado, com 44 pontos. Mas, é claro, não têm o que comemorar, pois caso alguém tivesse vencido, teria encostado ainda mais no rival. O Botafogo, em quinto com 40 pontos, ficaria a dois da Raposa. O Furacão, em sétimo, com 38, teria ido a 40 e estaria a quatro dos mineiros. Já a diferença para a liderança não mudou, mas o líder, sim. O Fluminense, com 48 pontos, deixou o Corinthians em segundo com 47. O Alvinegro carioca segue a oito pontos do topo, e o Rubro-Negro paranaense, a dez.

Apesar de ter sentido os muitos desfalques – foram seis, principalmente do meia Maicosuel, que só voltará a jogar em 2011 -, a equipe alvinegra mostrou organização tática e muito espírito de luta. Esbarrou, principalmente, no cansaço e na boa substituição de Carpegiani, que pôs Paulo Baier e deixou Branquinho mais solto para armar as jogadas do Furacão.

Na próxima quarta-feira, as duas equipes voltam a campo. O Botafogo encara o Corinthians, no Pacaembu, em novo confronto direto do grupo de cima da tabela. O Atlético-PR terá pela frente o Vitória, em casa, na Arena da Baixada.

Ainda abalado pela perda do astro da companhia, o meia Maicosuel – o jogador sofreu lesão no joelho, terá de sofrer cirurgia e só volta em 2011 -, o Botafogo entrou em campo com faixa em homenagem ao camisa 7. “Força, Maicosuel, estamos contigo”, dizia a mensagem, enquanto clipe exibia imagem do jogador com os dizeres “Força, Maicosuel, o Botafogo está todo com você”. Em campo, o time apresentava outros desfalques em todos os setores – Danny Morais e Antônio Carlos, na zaga; Marcelo Mattos, no meio-campo; e Herrera e Loco Abreu, no ataque. Em compensação, Jobson e Marcelo Cordeiro estavam de volta.

Gol com passe de Jobson

No início do jogo, o retorno dos dois jogadores não compensava a série de desfalques. O time estava muito lento. Primeiro sintoma? A troca de Maicosuel por Lucio Flavio na armação. Por outro lado, o Atlético-PR parecia mais sonolento ainda. Esperava que a defesa alvinegra abrisse espaços. O meio-campo tocava a bola para um lado, para o outro. Branquinho estava bem marcado. Sequer conseguia municiar o ataque. Maikon Leite estava sumido.

O Botafogo concentrava mais as jogadas em Edno, mas sem sucesso. Até que, aos 22 minutos, na primeira jogada de ataque bem-sucedida, o time chegou ao gol. E bonito. A jogada começou pela direita, com Alessandro. Bola para Jobson. Ele invadiu pela direita e tocou para Túlio Souza, que lhe devolveu de calcanhar. O camisa 9 cortou para o meio, tirou Wagner Diniz e Paulinho da jogada e rolou para Edno, que bateu cruzado, à esquerda de Neto, sem defesa: 1 a 0.

Jobson foi muito comemorado. Quase todos os jogadores foram abraçá-lo. Lucio Flavio chegou a apontar para ele e fez gestos como se o gol fosse do camisa 9… Pouco depois, o meia alvinegro teve chance de ampliar a partida. Arrancou pela direita, mas em vez de tentar a jogada individual, rolou para o meio. Marcelo Cordeiro não conseguiu dominar a bola para bater. Erro duplo.

Um impedimento de Jobson corretamente marcado pela auxiliar Márcia Caetano provocou protestos do técnico Joel Santana e da torcida alvinegra. Alessandro tentou lançar de cabeça, e o lateral rubro-negro Paulinho, também numa cabeçada, resvalou a bola,  que foi em direção do camisa 9. Só que, na hora do lançamento, o atacante alvinegro já estava em posição irregular, apesar de o passe ter sido de um adversário.

A partir daí, o Furacão acordou um pouco. O problema é que Branquinho, apesar de aceitar menos passivamente a marcação, ainda não criava para Maikon Leite e Bruno Mineiro. O meia não conseguia encaixar o passe certo na hora certa. Guerrón tentava abrir o jogo pela direita, mas pouco produzia. A única chance da equipe paranaense surgiu de uma bomba fora da área de Victor. Foi a vez de o  goleiro Jefferson brilhar, com defesa sensacional para escanteio.

No fim da primeira etapa, Jobson, destaque alvinegro até então, tentou cavar um pênalti e acabou recebendo o terceiro cartão amarelo, que o tira da próxima partida.

Carpegiani mexe

Insatisfeito com a lentidão do time, Carpegiani fez duas mudanças no Atlético-PR para o segundo tempo. Trocou Wagner Diniz por Elder Granja na lateral direita e Chico por Paulo Baier no meio-campo. A ordem era atacar. Joel manteve o Botafogo do primeiro tempo. Mas o time, sabendo que o Furacão seria mais ofensivo, também se abriu. Aos sete minutos, Lucio Flavio só não aumentou o placar de cabeça porque Neto salvou e empatou no duelo de grandes defesas dos goleiros de Seleção Brasileira.

O Furacão também melhorou. Com Paulo Baier, Branquinho ganhou companhia na armação das jogadas e já se movimentava mais. A jogada individual funcionou pela esquerda. O camisa 10 cortou no mesmo lance Fahel e Leandro Guerreiro e bateu cruzado, mas a bola foi para fora.

Carpegiani voltou a mexer no time. Trocou Maikon Leite por Thiago. Pouco depois, Joel sacou Lucio Flavio, já cansado, para pôr Caio. Paulo Baier apareceu em cobrança de falta que Jefferson defendeu com segurança. Pouco depois, iniciou jogada para Branquinho, que arrancou pela esquerda. O camisa 10 deixou Leandro Guerreiro novamente na saudade e deixou Thiago livre. Mas o atacante, ainda frio na partida, perdeu a chance de empatar, quase furando a bola.

Branquinho desequilibra

Agora, sim, o jogo parecia de dois times que lutavam para chegar ao G-3. O Botafogo teve outra oportunidade em bola alçada na área para Edno, que cabeceou mal para fora. Do lado da equipe paranaense, Branquinho já tomava conta do jogo. Nova jogada individual pela esquerda, o meia corta Fahel e rola para Guerrón, que bateu. A bola resvalou em Marcelo Cordeiro, mas a arbitragem marcou tiro de meta.

Preocupado, Joel tirou Túlio Souza, cansado, e lançou Renato Cajá. A ordem era voltar a anular Branquinho. Guerrón, mais aberto pela direita, também preocupava. A substituição não surtiu efeito. Aos 40, Bruno Mineiro só não empatou porque foi travado na hora H por Fábio Ferreira. Edno, cansado, deu a vez a Elizeu. O jogador acabou perdendo a bola fatal aos 45 minutos. Que foi parar nos pés de Branquinho. O camisa 10 serviu Guerrón, que pela direita cortou Fábio Ferreira, não perdoou e bateu cruzado, pelo alto, empatando a partida. Caio ainda explodiu o travessão no fim, mas o dia não era mesmo de vitória.

BOTAFOGO 1 X 1 ATLÉTICO-PR
Jefferson, Fahel, Leandro Guerreiro e Fábio Ferreira; Alessandro, Somália, Túlio Souza (Renato Cajá), Lucio Flavio (Caio) e Marcelo Cordeiro; Jobson e Edno (Elizeu). Neto, Wagner Diniz (Elder Granja), Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico (Paulo Baier), Victor, Guerrón e Branquinho; Maikon Leite (Thiago) e Bruno Mineiro.
Técnico: Joel Santana. Técnico: Paulo César Carpegiani.
Gols: no primeiro tempo, Edno, aos 22 minutos. No segundo, Guerrón, aos 45.
Cartões amarelos: Somália, Marcelo Cordeiro, Edno, Jobson e Renato Cajá (Botafogo); Wagner Diniz, Guerrón, Thiago, Paulo Baier (Atlético-PR)
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 26/9/2010. Árbitro:Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG. Assistentes: Márcia Lopes Caetano (Fifa/RO) e Helberth Costa Andrade (MG). Público: 9.142 presentes
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Renda: R$ 160.660,00

setembro 26, 2010 Posted by | Atlético-PR, Botafogo | | Deixe um comentário

Avaí goleia Ceará, acaba com jejum de 41 dias e pula para o 15º lugar

Leão massacra rival na Ressacada e faz 5 a 0 sem qualquer dificuldade. Equipe passa Atlético-GO e Flamengo. Vozão começa a se preocupar

Quarenta e um dias ou dez rodadas sem vitória, 17ª posição provisória, possibilidade de rebaixamento assustando. Assim era o Avaí até as 18h30m deste domingo. Mas com uma atuação de gala na Ressacada, o Leão deixou todos esses números e jejuns para trás e saiu da zona da degola apenas um dia depois de ter entrado nela. A vítima foi o Ceará, que só assistiu ao rival jogar e acabou levando 5 a 0 com uma facilidade enorme. Na 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe de Florianópolis, enfim, reagiu e voltou a exibir o bom futebol dos primeiros jogos.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

O último triunfo do Avaí havia ocorrido em 15 de agosto, numa vitória por 3 a 2 sobre o Corinthians. A reação veio na hora mais urgente, numa rodada em que Goiás e Atlético-GO venceram e se aproximaram. Com 28 pontos somados após esta goleada, o Leão fica em 15º lugar e ultrapassa Flamengo e Atlético-GO, que havia jogado o time para a zona perigosa depois de ter vencido o Grêmio Prudente no sábado.

Do outro lado, o Ceará permanece com 30 pontos, mas cai para a 13ª posição e já começa a conviver com o perigo de rebaixamento.

Faltou só um golzinho para o Avaí fazer a maior goleada deste Brasileirão, que pertence ao próprio time catarinense. Na primeira rodada, fez 6 a 1 no Grêmio Prudente, dentro da Ressacada.

Até a chuva ajuda o Leão

O técnico Edson dos Santos surpreendeu logo de cara ao deixar o goleiro Renan no banco de reservas. Lembrado pelo técnico Mano Menezes na primeira convocação da nova Seleção Brasileira, Renan teve de ver seu companheiro Zé Carlos iniciar a partida. Antes do jogo, Edson justificou a alteração dizendo que o reserva estava se saindo melhor nos treinamentos da semana e saberia suportar melhor a crise do Avaí por ser mais experiente.

Outra surpresa foi a postura bastante ofensiva, não muito típica de times que lutam para fugir do rebaixamento. Sem medo dos contra-ataques do Ceará, o Leão foi logo para cima e resolveu o jogo nos primeiros 10 minutos. Aos 5, Pará fez lindo cruzamento e Rudnei, totalmente desmarcado e em posição legal, completou de chapa para o gol. Logo depois, pênalti em cima de Marcelinho e cobrado com perfeição por Davi: 2 a 0, assim, de cara.

A mudança de maré do time catarinense pôde ser percebida em vários lances. Tome como exemplo o caso do meia Jéferson, que vinha tendo dificuldades para se firmar na equipe. Nos últimos jogos, perdeu gols importantes e a bola teimava em não entrar. Agora, foi diferente. Aos 17, ele avançou pelo meio, sem marcação, e acertou um petardo com a direita, que não é sua perna boa. Golaço que decretou o 3 a 0 e levou a Ressacada abaixo.

O Ceará não conseguiu conter a pressão catarinense, nem quando a equipe da casa diminuiu o ritmo. E não aprendeu com os erros de marcação dos primeiros gols. O Vozão insistiu em deixar Jéferson livre, e praticamente pediu para sofrer mais gols. Pois o meia, ex-Vasco, atendeu bem o visitante. Confortável, quase caminhando, ele entrou no meio da apática zaga adversária e acertou outro lindo chute, com o pé esquerdo, sem chances para Michel Alves: 4 a 0 aos 32 minutos.

Além de enfrentar um rival inspirado, o time do Ceará sofreu com outro adversário: a chuva. As poças d’água no gramado da Ressacada só ajudaram o Avaí, como no lance que originou o pênalti do segundo gol e em outras jogadas de perigo dos catarinenses.

Goleada consumada

No retorno para o segundo tempo, o Ceará tentou copiar o que seu rival fez no início da primeira etapa: pressionou e colocou mais homens no ataque (o rápido Misael foi lançado na equipe). Mas, com 4 a 0 contra no placar, a confiança fica abalada. Foi essa falha que fez, por exemplo, Ernandes procurar um companheiro melhor colocado quando estava de frente para a meta de Zé Carlos. Ou Misael tocar a bola para trás em vez de partir para cima de Emerson, no mano a mano. Lances como esses mostraram o estado de espírito da equipe de Dimas Filgueiras.

Do outro lado, todos pareciam em estado de graça. De um escanteio despretensioso, saiu o quinto gol – e que gol! Aos 13, aproveitando uma ajeitada de Emerson, Davi dominou a bola na entrada da área e parecia que ia bater um pênalti, tamanha a falta de marcação. Resultado: bola no ângulo de Michel Alves.

Depois disso, só festa na Ressacada. Tempo para o torcedor tomar chuva sem culpa, lavar a alma e acreditar que o Avaí pode ter nova vida daqui para a frente. Para melhorar, só mesmo o retorno do atacante Roberto, grande destaque do time na primeira parte do Brasileirão. Recuperado de uma lesão no púbis, teve a entrada muito festejada na metade do segundo tempo. Só faltou o gol dele para completar uma noite perfeita em Florianópolis.

AVAÍ 5 X 0 CEARÁ
Zé Carlos, Patric, Gabriel, Emerson e Pará; Rudnei, Diogo Orlando, Davi (Emerson Nunes) e Jéferson; Robinho (Laércio) e Marcelinho (Roberto). Michel Alves, Oziel, Anderson, Heleno e Ernandes; Michel, João Marcos, Camilo (Careca) e Geraldo; Wellington Amorim (Misael) e Kempes (Marcelo Nicácio).
Técnico: Edson dos Santos Técnico: Dimas Filgueiras
Gols: Rudnei, aos 5, Davi, aos 10, Jéferson, aos 17 e 32 do primeiro tempo; Davi, aos 13 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Robinho, Gabriel (AVA); Kempes, Oziel, Michel (CEA)
Estádio: Ressacada, em Florianópolis (SC). Data: 26/9/2010. Árbitro:Rodrigo Nunes de Sá (RJ).
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (Fifa/RJ) e Gilson Bento Coutinho (PR). Público: 4.160 pessoas. Renda: R$ 10.675,00

setembro 26, 2010 Posted by | Avaí, Ceará | Deixe um comentário

Botafogo e Atlético-PR duelam no chamado ‘jogo de seis pontos’

Com muitos desfalques, Glorioso pega Furacão, que vive grande fase

LANCEPRESS!

Quando um jogo tem extrema importância e envolve diretamente duas equipes que brigam por posições na tabela de classificação, o termo usado pelos jogadores e especialistas é o chamado “jogo de seis pontos”. Portanto, este termo classifica bem a partida deste domingo entre Botafogo e Atlético-PR, no Engenhão, às 16h com transmissão em tempo real pelo LANCENET! .

Com 39 pontos e na quarta colocação, o Glorioso não vence há três jogos e viu seus concorrentes ao título se distanciarem nas últimas rodadas. O Alvinegro precisa da vitória para não ficar para trás, até porque, desta forma deixaria o Atlético-PR mais longe. Por outro lado, o Furacão está em plena ascensão, vem de três vitórias seguidas e se vencer ultrapassará o Glorioso.

MUITOS DESFALQUES PARA PAPAI JOEL

O técnico Joel Santana terá um grande desafio pela frente. Não bastasse o difícil adversário, que vive o seu melhor momento na competição, o treinador alvinegro não terá seis jogadores. Loco Abreu, Herrera e Danny Morais suspensos; Maicosuel e Marcelo Mattos entregues ao departamento médico e o zagueiro Antônio Carlos, que por conta de uma cláusula no contrato, não pode jogar contra o Atlético-PR, que detém seus direitos federativos.

No treino desta sexta-feira, Joel deu indícios de que o time manterá sua forma de jogar, no 3-5-2, com o trio de zagueiros formado por Fahel, Leandro Guerreiro e Fábio Ferreira. Os dois primeiros são volantes de origem, mas já atuaram na posição durante o campeonato. Com o retorno de Marcelo Cordeiro à lateral esquerda, Somália volta ao meio campo. Tulio Souza treinou entre os titulares e deve reaparecer na equipe, assim como Lucio Flavio, no lugar de Renato Cajá, barrado. No ataque, uma nova dupla. Jobson treinou e deve voltar, após quase um mês fora do time. Seu companheiro na frente deverá ser o meia-atacante Edno, que segundo o treinador já merecia sua chance.

– No futebol, você não pode depender só de 11 jogadores e sim de um grupo. Tenho jogadores que entram muito bem durante a partida e aqui no Botafogo todos estão tendo sua oportunidade. Agora é a vez do Edno que já merecia – comentou Joel.

FURACÃO VAI PARA CIMA

Vindo de três vitórias consecutvas, o Atlético-PR, sexto colocado, com 37 pontos, entrou de vez na briga por uma vaga na Libertadores.
Mesmo atuando no Engenhão, o técnico Paulo César Carpegiani, quer o Furacão partindo para cima, algo que ficou rotineiro nos últimos confrontos. O time já soma quatro vitórias como visitante, em 12 partidas. E, apesar de considerar o adversário um dos mais fortes deste Brasileirão, Carpegiani quer a vitória.

– Estou satisfeito com o rendimento e agora vamos enfrentar um adversário direto. Trata-se de uma equipe que está acima de nós. O Botafogo é um time de boa qualidade, mas estamos nos candidatando também a uma vaga na Libertadores e queremos a vitória – declarou Carpegiani.

O comandante atleticano irá manter Paulo Baier na equipe. O experiente armador, de 35 anos, vinha sendo poupado dos jogos longe da Arena, mas devido à importância do confronto, sua escalação deve ser confirmada. Apenas na lateral-direita há a dúvida entre Wagner Diniz e Élder Granja.

FICHA TÉCNICA:

BOTAFOGO X ATLÉTICO-PR

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 26/9/2010 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Marcia B. Lopes Caetano (Fifa-RO) e Helberth Costa Andrade (MG)

BOTAFOGO: Jefferson, Fahel, Leandro Guerreiro e Fábio Ferreira; Alessandro, Tulio Souza, Somália, Lucio Flavio (Renato Cajá) e Marcelo Cordeiro, Edno e Jobson. Técnico: Joel Santana

ATLÉTICO-PR:Neto, Wagner Diniz (Elder Granja), Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Vitor, Branquinho e Paulo Baier; Maikon Leite e Bruno Mineiro. Técnico: Paulo César Carpegiani

setembro 26, 2010 Posted by | Atlético-PR, Botafogo | , | Deixe um comentário

Na corrida pelo título, Timão pega o Inter

Corinthians tem mais um confronto decisivo para ficar mais perto da conquista do Brasileirão

LANCEPRESS!

Em mais um confronto diante de um concorrente direto, o Corinthians encara o Internacional neste domingo, no Beira Rio. Após vencer Fluminense e Santos, o Timão tem pela frente mais uma importante “decisão” rumo à conquista do Brasileirão.

Apesar da liderança que foi retomada ter sido garantida, Bruno César reclamou de seu posicionamento e quase instalou um pequena crise no Parque São Jorge. Entretanto, o bom ambiente do grupo corintiano não deixou a situação evoluir.

– Isso não afeta(o grupo) não. Bruno sabe da importância dele para o grupo, sabe do momento que está vivendo. Passou alguns jogos sem fazer gol, mas deu passe para o gol do Elias. As jogadas que ele tem feito tem sido importantes – disse o experiente Iarley, pondo panos quentes na crise.

Ainda com um jogo a menos (assim como o Timão), o Internacional sempre é posto por Adilson Batista como um dos candidatos ao títulos. Uma vitória no Beira-Rio pode significar mais um grande passo para o Corinthians.

– É mais um jogo decisivo. Desde o jogo contra o Fluminense, só tem decisão. Se ganharmos, abrimos boa vantagem e enfraquecemos a vontade deles – disse Paulo André.

Para ajudar na missão de vencer o Colorado, Adilson Batista deve ter o retorno de Ralf. O volante, que havia sofrido uma entorse no tornozelo esquerdo diante do Grêmio, participou normalmente do treinamento com o restante do elenco e deverá ser a novidade do Corinthians para o jogo.

Já Ronaldo, Dentinho e Chicão seguem fora da equipe e desfalcam o Timão mais uma vez.

No meio da semana, o Inter esperava derrotar o Atlético-PR e que o Corinthians perdesse para o Santos. Deu o contrário. Com os resultados, o confronto deste domingo, em vez de poder juntar o Colorado ao Timão, se transformou em mata-ou-morre: se ganhar, volta a ficar a seis pontos do líder, mas, se perder, vê a distância aumentar para doze.

Renan, ausente do jogo de quarta-feira devido a uma pancada na cabeça sofrida contra o Vasco, estará de volta. Assim como o lateral-direito Nei, que cumpriu suspensão. Mesmo assim, o time do técnico Celso Roth vai mais fraco na defesa: Bolívar, o mais seguro zagueiro do elenco, cumprirá suspensão pelo terceiro cartão amarelo. E o substituto, Sorondo, é lento e demora a girar – o que certamente será uma vantagem para os ágeis atacantes corintianos.

O volante Wilson Mathias também está suspenso pelo terceiro cartão. Mas este, embora mais técnico do que Glaydson, não tem o mesmo poder de marcação do reserva.

A novidade estará no banco de reservas: Alecsandro. O centroavante retornará depois de 45 dias se recuperando de uma lesão muscular na coxa direita. Ele entrará no segundo tempo, sem dúvida, ou no lugar de Leandro Damião, ou mesmo ao seu lado.

O sistema de jogo será o 4-2-3-1. Com ele, o Inter fez um jogo de exceção: o dos 3 a 1 no São Paulo, no Morumbi. No anterior, não funcionou (0 a 0 com o Goiás), assim como no posterior (0 a 1 para o Atlético-PR). Com um ou dois atacantes, porém, o ataque colorado vem rendendo pouco desde o início: é apenas o 13º em gols marcados (28 em 23 jogos). Em todo caso, é maneira encontrou para manter Giuliano como titular.

FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL X CORINTHIANS

Estádio: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Data/hora: 26/9/2010 – 16h
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e João Antonio Neto (DF)

INTERNACIONAL: Renan; Nei, Sorondo, Indio e Kleber; Glaydson, Guiñazú, Tinga (Edu) e D’Alessandro; Giuliano e Leandro Damião. Técnico: Celso Roth.

CORINTHIANS: Julio Cesar, Alessandro, Paulo André, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Jorge Henrique; Bruno César e Iarley. Técnico: Adilson Batista

setembro 26, 2010 Posted by | Corinthians, Internacional | , , | Deixe um comentário

Com interino, Atlético-MG recebe o Grêmio

Rogério Micale, dos juniores, comanda o Galo na Arena do Jacaré

LANCEPRESS!

Sem o Vanderlei Luxemburgo – demitido nesta quinta – e sob o comando de Rogério Micale, técnico dos juniores, o Atlético-MG recebe o Grêmio, neste domingo, às 18h30, na Arena do Jacaré, para iniciar a necessária reação na Série A do Brasileirão, a fim de evitar a queda para a Segundona.

A aposta do Atlético-MG – que ocupa a 18ª posição, com apenas 21 pontos em 24 rodadas – para vencer o Grêmio e ganhar fôlego no Brasileirão é o fato de ter conquistado cinco das suas seis vitórias na competição, atuando como mandante.

Para a partida diante dos gaúchos, Rogério Micale não terá à sua disposição o volante Alê e o meia-atacante Diego Souza – que vinha na reserva do Galo – ambos expulsos diante do Fluminense. Com isso, Daniel Carvalho terá como companheiro na armação das jogadas, o experiente Ricardinho.

O restante da equipe deve ser a mesma que foi goleada para o Fluminense. A única provável alteração é a volta de Diego Macedo à lateral-direita, para a saída de Rafael Cruz. No entanto, tal mudança não foi confirmada.

Mundança no Atlético-MG, ‘preocupa’ o Grêmio

A demissão de Vanderlei Luxemburgo do comando do Atlético-MG, fez o técnico Renato Gaúcho prever uma partida mais difícil para o Grêmio, neste domingo.

– O Grêmio vai enfrentar um adversário que joga suas últimas cartadas, que precisa vencer oito das partidas restantes – explicou no embarque para BH, nesta sexta.

Apesar da ‘preocupação’ de Renato, um detalhe torna os tricolores otimistas: o time tem rendido mais como visitante. Depois de vencer o Corinthians no Pacaembu, perdeu para o Palmeiras no Olímpico; após derrotar o Avaí na Ressacada, empatou com o Flamengo em casa.

– Nosso contragolpe tem encaixado melhor quando o adversário dá espaço – disse Jonas, o artilheiro do Brasileiro com 12 gols.

O Grêmio ocupa o 11ª posição, com 30 pontos. A zona intermediária da tabela é duríssima, segundo Renato Gaúcho.

– Nós levamos chumbo dos dois lados. De quem quer ser campeão e de quem quer fugir do rebaixamento – disse ele.

O Grêmio perdeu Souza, o terceiro-homem de meio-campo. Contra o Flamengo, ele sofreu ruptura parcial dos ligamentos do tornozelo direito. Deverá ser substituído por Fernando, que tem atuado melhor primeiro-volante, nos treinos e em seleções de base.

Assim, é possível que Fernando atue em sua posição, e Rochemback, que retorna depois de cumprir suspensão pelo terceiro cartão amarelo, atue mais adiantado, fazendo a função de Souza. O ataque continua a depender da inspiração de Jonas, das aproximações de Douglas e dos cabeceios de André Lima. E eles não têm faltado. Pelo menos fora de casa.

FICHA TÉCNICA:

ATLÉTICO-MG X GRÊMIO

Local: Estádio Arena do Jacaré, Sete Lagoas (MG)
Data/Hora: 26/9/2010 às 21h (horário de Brasília)
Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (BA)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Luiz Carlos Silva Teixeira (BA)

ATLÉTICO-MG: Fábio Costa, Rafael Cruz, Réver, Werley e Leandro; Zé Luis, Serginho, Ricardinho e Daniel Carvalho; Diego Tardelli e Obina. Técnico: Rogério Micale.

GRÊMIO: Victor; Gabriel, Vilson, Rafael Marques e Fábio Santos; Fábio Rochemback, Adilson, Fernando e Douglas; Jonas e André Lima. Técnico: Renato Gaúcho.

setembro 26, 2010 Posted by | Atlético-MG, Grêmio | , , | Deixe um comentário