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Luxemburgo é demitido do comando do Atlético-MG após goleada no Rio

Técnico lamenta que trabalho não tenha dado certo, diz que não ficará ressentido com presidente do Galo e admite que precisa se reciclar

Vanderlei Luxemburgo não é mais o técnico do Atlético-MG. Ele foi demitido pelo presidente Alexandre Kalil, ainda no vestiário do Engenhão, após mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, desta vez por 5 a 1 para o Fluminense. Luxa, que deixa o Galo na 18ª posição, lamentou o fato, mas disse compreender a dificuldade da situação, já que seu trabalho não surtiu efeito.

– Não fica ressentimento, compreendo a decisão de me mandar embora. Saio com o coração doído, pois é a primeira vez que deixo um clube dessa forma, sem acertar o trabalho. É uma pena, fica o lamento e a torcida para o Atlético-MG sair dessa situação – disse o treinador, com semblante aparentemente tranquilo.

Com sinceridade, Luxemburgo, que ocupou o cargo por nove meses, admitiu que talvez seja a hora de rever alguns conceitos e seus métodos, mas rechaçou que esteja ultrapassado.

– É o momento de fazer uma análise profunda e me reciclar mesmo. Ver o que houve, onde errei, porque isso não pode acontecer de novo. O clube é estruturado, então não tinha razão para não irmos bem. Só não aceito que falem que o Luxemburgo está em decadência e acabou para o futebol. São 58 anos de idade e sei que posso resolver.

Para provar a boa relação com o clube, o técnico desejou boa sorte.

– Não é justo, dentro de tudo o que já vi no futebol, que o Atlético caia com os jogadores que têm, com a estrutura que tem… E nunca tive problemas de relacionamento com o grupo, nunca houve. Que alguém consiga dar um jeito.

setembro 23, 2010 Posted by | Atlético-MG | | Deixe um comentário

Com quatro gols de defensores, Flu goleia o Galo e vai atrás do Timão

Tricolor faz 5 a 1 no Engenhão, ultrapassa o Cruzeiro e retoma o segundo lugar. Com dois expulsos, Atlético-MG segue em antepenúltimo lugar

O céu é logo ali, e o inferno também. Fluminense e Atlético-MG pisaram no gramado do Engenhão na noite desta quinta-feira, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, rodeados de pressão. Três jogos sem vencer de um lado, uma crise de tamanho assustador do outro. Era vencer ou vencer. Venceu o time de melhor campanha. E por goleada. O placar de 5 a 1 para o Tricolor carioca, dono do melhor ataque da competição, foi construído na maior parte pelo poder de fogo de defensores do Flu. O lateral Carlinhos (duas vezes) e os zagueiros Leandro Euzébio e Gum marcaram. O meia Marquinho fez o quinto, já nos acréscimos. Daniel Carvalho, de falta, fez o gol de honra do Alvinegro mineiro.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Com a vitória folgada, o Fluminense chega a 45 pontos, tira a vice-liderança das mãos do Cruzeiro, a coloca embaixo do braço e vai atrás do Corinthians, que tem 47 (com um jogo a menos). Mesmo se vencesse, o Galo não sairia da zona do rebaixamento nesta quinta-feira. O time de Vanderlei Luxemburgo somou só quatro pontos nas últimas seis rodadas. Foi derrotado 15 vezes na competição. Ninguém perdeu mais. Os atleticanos têm 21 pontos e estão em 18º. Se demorarem um pouco mais para despertar, correm o risco de acordar na Segunda Divisão.

As equipes voltam a jogar no próximo domingo. O Fluminense enfrenta o Vitória, às 16h (de Brasília), no Barradão, em Salvador. O Atlético-MG recebe o Grêmio, às 18h30m, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas-MG.

Flu domina, e Galo se esforça

Ele não poderia faltar. Não ele. O único jogador do Fluminense a disputar todas as partidas do Campeonato Brasileiro. Não o craque do time, o bom de bola. Darío Conca ignorou as dores na sola do pé direito e puxou a fila na entrada do campo. Coisa de argentino. O capitão caminhou com cinco pequenos tricolores agarrados em cada braço. Para um time que sofre com o excesso de lesões, um reforço importante. Ficou claro, aos 11 minutos. Conca cobrou escanteio, e o zagueiro Leandro Euzébio subiu bonito para cabecear e fazer o quinto gol dele no Nacional.

O Atlético-MG de Vanderlei Luxemburgo vive fase difícil, apressa o passo para sair do Z-4, mas tem valores. Réver, zagueiro convocado para a Seleção Brasileira, Diego Tardelli, Obina, Daniel Carvalho. O gol sofrido não abateu o Galo. O time respirou fundo, botou a bola no círculo central e foi buscar o empate. Tardelli e Obina pediram jogo, o volante Serginho tentou ajudar na armação, e Daniel Carvalho apareceu. Em jogada individual na entrada da área, sofreu falta e cobrou. O camisa 10 colocou no canto direito de Rafael, que demorou a cair e não conseguiu alcançar, aos 19.

Livre das dores musculares, Deco voltou ao time de Muricy Ramalho. O meia luso-brasileiro tocou pouco na bola, não teve eficiência na armação e quase não se aproximou de Rodriguinho e Washington no ataque. Chegou a ouvir algumas vaias dos poucos torcedores presentes no Engenhão. Foi num momento em que o Atlético esteve melhor, quando Obina chegou a ter a chance de virar em chute fraquinho da entrada da área.

Com dificuldade para chegar ao gol atleticano na base do toque de bola, os tricolores começaram a arriscar. Em três chutes seguidos de longe, voltou a ficar na frente. Rodriguinho bateu para fora, Conca parou no goleiro, Carlinhos foi às redes. Pela esquerda, o lateral cortou para o meio e disparou. Fábio Costa aceitou, aos 35. Washington quase ampliou, logo depois, mas errou por pouco. Convocado por Mano Menezes, Mariano também quis tentar. Desta vez, Fábio Costa foi bem e espalmou o chute forte. Primeiro tempo de domínio do Flu e nível técnico ruim.

Galo tem um expulso, e Flu marca mais três

As áreas técnicas do Engenhão cheiravam a título brasileiro nesta quinta-feira. Muricy Ramalho de um lado, tricampeão, Vanderlei Luxemburgo do outro, dono de cinco títulos. Ninguém ganhou mais do que ele. Como o sexto não virá nesta temporada, o treinador tenta fazer o Galo continuar na Primeira Divisão na base do grito. Luxa não poupou a voz, gesticulou sem parar, deu bronca. Pediu a Diego Souza que corresse, ocupasse espaços. O meia entrou no lugar de Obina no intervalo. Muricy não deixou barato. Berrou como sempre, lamentou erros de passe, chamou a atenção de todos os setores do time.

Apesar da vantagem, o Flu foi melhor, tentou liquidar a parada. A opção era a lateral direita. Conca e Deco buscavam cair por aquele lado para ajudar Mariano. Os mineiros tinham um Diego Souza em câmera lenta, com Daniel Carvalho e Tardelli discretos. Neto Berola entrou no lugar do volante Serginho para tentar dar vida ao ataque. Só botou correria.

E a situação do Galo piorou quando Alê derrubou Rodriguinho aos 17 minutos, recebeu o segundo amarelo e foi expulso, deixando o Galo com apenas um marcador de ofício no meio-campo e o Flu com mais espaços. Dois minutos depois da expulsão, o Alvinegro mineiro sofreu um golpe do que não iria se recuperar. Mariano cruzou para a área, e o zagueiro Gum cabeceou para baixo e fez o terceiro.

Na noite em que defensores marcaram para o Flu, um atacante parecia incomodado. Washington quer ser o goleador do Nacional. Com dez gols, está a dois de Jonas, do Grêmio. Na segunda chance que teve no jogo, tentou de longe, mas Fábio Costa defendeu. Se não deu para ser matador, o Coração Valente foi articulador. Aos 30, viu Carlinhos fazer fila, se apresentou para tabelar e só curtiu o companheiro fazer um belo gol: 4 a 1.

O Galo foi à lona, não havia mais o que fazer. Se entrou para ser solução, Diego Souza só conseguiu piorar o cenário quando fez falta dura em Carlinhos e acabou expulso. Um cartão vermelho melancólico para aquele que é tratado como a maior contratação atleticana na temporada. E o ex-jogador do Flu nem viu o seu atual time levar o quinto gol, aos 46, de Marquinho, que substituiu o aplaudido Conca.

O Flu continua firme na briga pelo título, enquanto o Atlético vê sua crise ficar ainda maior.

FLUMINENSE 5 X 1 ATLÉTICO-MG
Rafael, Mariano (Thiaguinho), Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Fernando Bob (Valencia), Deco e Conca (Marquinho); Rodriguinho e Washington. Fábio Costa; Rafael Cruz, Jairo Campos, Réver e Leandro: Alê, Zé Luís (Werley), Serginho (Neto Berola) e Daniel Carvalho; Obina (Diego Souza) e Diego Tardelli.
Técnico: Muricy Ramalho. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Gols: Leandro Euzébio, aos 11; Daniel Carvalho, aos 19; Carlinhos, aos 35 do primeiro tempo; Gum, aos 19 do segundo; Carlinhos, aos 31, e Marquinho, aos 46.
Cartões amarelos: Mariano (Fluminense); Alê, Rafael Cruz, Serginho (Atlético-MG).
Cartões vermelhos
: Alê e Diego Souza (Atlético-MG)
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro. Data: 23/09/2010. Árbitro:Paulo Godoy Bezerra (SC). Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Marco Antônio Martins (SC). Renda: R$ 106.895,00. Público: 4.260 (pagantes) / 6.197 (presentes)

setembro 23, 2010 Posted by | Atlético-MG, Fluminense | , | Deixe um comentário

Vitória bate o Avaí e quebra jejum de mais de um mês no Barradão

Time rubro-negro faz 3 a 0 nos catarinenses e sobe na tabela do Brasileirão

A torcida do Vitória voltou a comemorar um triunfo em casa, após mais de um mês. Apesar das muitas oportunidades perdidas, o time rubro-negro venceu o Avaí por 3 a 0, no Barradão, na noite desta quinta-feira, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os baianos não saíam de campo com um resultado positivo, em Salvador, desde a 14ª rodada, quando bateram o Santos por 3 a 2, no dia 14 de agosto. Júnior – no primeiro tempo – Elkeson e Thiago Humberto – na etapa final – marcaram.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Com o resultado, a equipe do técnico Ricardo Silva chegou a 31 pontos, e ocupa a 10ª colocação. Os avaianos, que foram comandados pelo interino Edson Neguinho e completaram dez jogos sem vencer, somam 25, e são os últimos fora da zona de rebaixamento, em 16º.

No domingo, o Vitória recebe o Fluminense, no Barradão, às 16h (de Brasília), e o Avaí pega o Ceará, na Ressacada, às 18h30m.

Surpresa rubro-negra

Foi com uma surpresa logo no início que o Vitória deu as boas-vindas ao Avaí. Com apenas três minutos do primeiro tempo, Egídio invadiu a área pela esquerda e, num inesperado chute de direita, obrigou Renan a defesa desajeitada. A bola sobrou na pequena área para o atacante Júnior, que se atirou como pôde para fazer o desvio e abrir o placar. O camisa 1 da equipe catarinense voltou a ter trabalho, em novo lance pela esquerda, aos 10, quando dividiu com Júnior, na linha da grande área, e levou a melhor. No rebote, Henrique emendou para o gol, mas a zaga fez a cobertura.

Na tentativa de reagir, o Leão da Ilha tinha Jéferson como referência na frente. Por pouco o atacante não igualou, aos 22, em cabeçada que saiu rente à trave esquerda de Lee.

Com o capitão Marcinho Guerreiro sentindo dores no tornozelo direito, resultado de uma pancada, o interino Edson Neguinho se viu forçado a fazer a primeira alteração no Avaí ainda na etapa inicial – Batista substituiu o volante.

O lado direito da defesa avaiana estava dando oportunidades demais para os baianos. Aos 39, Júnior quase fez o segundo, após receber passe de Ramon, na intermediária. Mas, tentando encobrir Renan, o rubro-negro mandou pela linha de fundo. Aos 41, Henrique engrossou a lista de oportunidades desperdiçadas pelos donos da casa, em chute da entrada da área, que saiu por cima do travessão.

Baianos garantem fim de jejum

No primeiro tempo, os baianos foram displicentes em chances claras de gol. Mas nada comparável a o que fez Jéferson, do Avaí, aos 10 da segunda etapa. Depois da bola rolada com categoria por Rafael Costa, o atacante ficou de frente para o goleiro Lee e tentou um toque sutil no canto esquerdo, mas errou o alvo.

Depois do favor prestado pelo ataque, foi a vez da defesa catarinense fazer um agrado ao Leão. Na tentativa de afastar o cruzamento, aos 16, Gabriel deu a bola de presente para Elkeson, quase na marca do pênalti. O meia acertou uma bomba no ângulo esquerdo de Renan e ampliou. O camisa 8 ganhou moral com o gol. Aos 22, após passe de Júnior, ele tentou a jogada individual pela direita, e chutou cruzado. A bola saiu tirando tinta da trave direita de Renan.

Faltou sorte aos visitantes, aos 25, quando Jéferson ficou com a sobra, fora da área e, de canhota, carimbou a trave esquerda de Lee. Aos 32, Thiago Humberto, que havia entrado no lugar de Ramon, mostrou que o dia era dos anfitriões e, depois de receber passe pelo meio, ficou cara a cara com Renan e mandou para o fundo das redes. O meia acabou advertido por comemorar tirando a camisa.

Com a ampla vantagem no placar, por pouco os rubro-negros não ficaram com um a menos em campo. Após sofrer falta, o lateral-direito Eduardo precisou de atendimento e, como o time já havia feito três alterações, voltou ao jogo no sacrifício e viu, de dentro das quatro linhas, o fim do jejum no Barradão.

VITÓRIA 3 X 0 AVAÍ
Lee; Eduardo, Wallace, Thiago Martinelli e Egídio; Vanderson, Ricardo Conceição, Elkeson e Ramon (Thiago Humberto); Henrique (Bida) e Júnior (Schwenck). Renan; Marcos, Gabriel, Emerson e Eltinho (Pará); Marcinho Guerreiro (Batista), Rudnei, Diogo Orlando e Válber (Laércio); Rafael Costa e Jéferson.
Técnico: Ricardo Silva. Técnico: Edson Neguinho.
Gols: Júnior (Vitória), aos três minutos do primeiro tempo. Elkeson (Vitória), aos 12; Thiago Humberto (Vitória), aos 32 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Júnior, Eduardo e Thiago Humberto (Vitória); Válber e Marcos (Avaí).
Estádio: Barradão, em Salvador. Horário: 21h (de Brasília). Data:23/09/2010. Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES). Assistentes:Marcio Eustaquio Souza Santiago (MG) e Janette Mara Arcanjo (MG).

setembro 23, 2010 Posted by | Avaí, Vitória | | Deixe um comentário

Fluminense e Atlético-MG lutam para voltar a sorrir na Série A

Tricolor joga em casa e quer recuperar a liderança do Brasileirão

LANCEPRESS!

Fluminense e Atlético Mineiro se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), no Engenhão !. Apesar de viverem situações diferentes na tabela, as duas equipes lutam por uma necessidade comum: uma vitória para afastar situação incômoda. O Tricolor quer a liderança do Brasileirão de volta, enquanto o Galo precisa escapar da zona de rebaixamento

Deco e Conca são dúvidas. Caso do argentino é mais preocupante

Pelo lado das Laranjeiras, a prioridade é a recuperação da liderança do Campeonato Brasileiro. Sem vencer há três jogos, o Tricolor quer aproveitar a má fase dos mineiros e torcer por um tropeço do Corinthians, que pega o Santos na Vila Belmiro, para voltar ao topo da tabela de classificação.

Os apoiadores Conca e Deco, dúvidas durante a semana, vivem situações diferentes. O argentino, que sentiu a sola do pé direito após o clássico contra o Flamengo ainda não está garantido. O camisa 11 continua fazendo tratamento intensivo na região.

Já o luso-brasileiro treinou nesta quarta-feira e animou a comissão técnica. Fora da última rodada, ele tem grandes chances de estar em campo contra os mineiros.

O atacante Rodriguinho, destaque com dois gols no clássico, ressalta a importância dos dois jogadores.

– Conca é um jogador fundamental para nós. Espero que ele esteja no jogo e vai dar tudo certo. Vamos esperá-lo. A entrada do Deco também será muito boa para o time. Ele cadencia o jogo. Se o Conca não puder, o Deco pode equilibrar as ausências – afirmou.

O zagueiro Leandro Euzébio pede atenção contra o Galo que, apesar da situação, pode surpreender.

– Pelo investimento, o Atlético deveria estar na parte de cima da tabela. Mas no futebol tem essas surpresas. O Fluminense passou pela mesma situação ano passado. Depois do nosso jogo, espero que eles se acertem. Apesar de o excelente treinador e de bons jogadores no meio e na frente, as coisas não vêm dando certo. Temos de ter atenção pois o Vanderlei é experiente e sabe trabalhar – disse.

Galo conta com a volta de Réver e experiência de Luxa

O Atlético parece estar vivendo uma crise sem fim. Animados pelo discurso inflamado de união e pela possibilidade de reação, os jogadores alvinegros receberam um verdadeiro balde de água fria do Vitória ao serem derrotados por 3 a 2 , em casa, na última rodada. No entanto, nada melhor do que uma vitória sobre o vice-líder, fora de casa, para devolver a autoestima.

O técnico Vanderlei Luxemburgo aposta na marcação e escala três volantes para o duelo contra o Fluminense. Assim, Zé Luis retorna à equipe e fecha o setor que ainda conta com Serginho e Alê (Ricardinho fica no banco). Outra novidade é o lateral-direito Rafael Cruz, que entra na vaga do irregular Diego Macedo.

Já a defesa – a mais vazada do Brasileiro com 40 gols sofridos -, ganha o reforço de Réver, afastado das últimas duas partidas por conta de uma lesão muscular na coxa esquerda.

– Não adianta darmos muitas explicações. É entrar no campo e procurar vencer. Atitude. A gente conversa muito. No fim, tudo sempre é resumido em ganhar o jogo – analisou Rafael Cruz.


FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE X ATLÉTICO-MG

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 23/09/2010 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Paulo Gody Bezerra (SC)
Auxiliares: Roberto Braatz (FIFA/PR) e Marco Antônio Martins (SC)

FLUMINENSE: Rafael; Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Fernando Bob, Diogo, Julio Cesar(Deco) e Marquinho (Conca); Rodriguinho e Washington. Técnico:Muricy Ramalho.

ATLÉTICO-MG: Fábio Costa; Rafael Cruz, Réver, Campos e Leandro; Alê, Zé Luis, Serginho e Daniel Carvalho; Diego Tardelli e Obina. Técnico: Vanderlei Luxemburgo


setembro 23, 2010 Posted by | Atlético-MG, Fluminense | , | Deixe um comentário

Em reconstrução, Avaí visita animado Vitória

Avaianos dispensaram técnico e jogador. Leão vem de triunfo

LANCEPRESS!

Um animado Vitória recebe um desmanchado Avaí nesta quinta-feira, 21h, no Barradão. Enquanto o Rubro-Negro vem de triunfo por 3 a 2 sobre o Atlético-MG, o Leão amarga nove rodadas sem uma única vitória.

A má sequência derrubou o técnico Antônio Lopes e o atacante Sávio, que foram dispensados do clube no início desta semana. No lugar de Lopes, assume o interino Edson dos Santos.

O treinador provisório tem problemas para escalar sua equipe. Suspensos, o lateral Patric e o volante Leandro Bonfim não pegam o Vitória. Em contrapartida, o zagueiro Emerson retorna ao time.

– O Avaí não costuma ficar esse tempo todo sem vitórias. Nós temos que fazer o nosso papel e não deixar essa sequência aumentar – disse o goleiro Renan, em entrevista à Rádio CBN.

O Vitória, por sua vez, espera ganhar mais tranquilidade na competição. Para o duelo diante dos catarinenses, o técnico Ricardo Silva conta com baixas importantes: o goleiro Viáfara e o zagueiro Anderson Martins, suspensos, ficam fora. Para a vaga do camisa 1, Lee é o eleito. A tendência é que Thiago Martinelli componha a zaga.

Poupado do último jogo, a presença do meia Ramon é quase certa. O mesmo acontece com Elkeson, que sofreu trauma após entrada de Fábio Costa, do Atlético-MG, mas foi relacionado e deve pegar os avaianos.


FICHA TÉCNICA:
VITÓRIA X AVAÍ

Local: Barradão, em Salvador (BA)
Data/Hora: 23/9/2010 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES)
Auxiliares: Marcio Eustaquio Souza Santiago (MG) e Janette Mara Arcanjo (MG)

VITÓRIA: Lee, Eduardo, Wallace, Thiago Martinelli e Egídio; Vanderson, Ricardo Conceição (Elkeson), Bida e Ramon; Henrique e Júnior. Técnico: Ricardo Silva.

AVAÍ: Renan, Marcos, Émerson, Rafael e Eltinho;Marcinho Guerreiro, Rudnei, Válber e Caio; Laércio e Rafael Costa. Técnico: Edson dos Santos.

setembro 23, 2010 Posted by | Avaí, Vitória | , , | Deixe um comentário

Após indisciplina, Mano Menezes deixa Neymar fora da Seleção

Treinador prefere não chamar o atacante do Santos para os dois próximos amistosos após problemas com o técnico Dorival Júnior

O projeto de renovação da Seleção Brasileira visando à Copa de 2014, no Brasil, ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira. O técnico Mano Menezes divulgou os 23 jogadores convocados para dois amistosos na Europa. A principal ausência da lista do treinador é o atacante Neymar, do Santos. O treinador da Seleção Brasileira preferiu deixar o jogador do Peixe fora após a confusão que causou a demissão de Dorival Júnior. As grandes surpresas foram o goleiro Neto, do Atlético-PR, o lateral Mariano, do Fluminense, o apoiador Giuliano, do Internacional. Elias, do Corinthians, e Wesley, ex-jogador do Peixe e atualmente no Werder Bremen, são outras novidades.

– Não queremos ser mais realistas do que ninguém, e nem mais duros do que ninguém. O futebol brilhante dos últimos meses deve ser a marca fundamental de um jogador talentoso como o Neymar. Se isso voltar a ser a regra, ele será novamente chamado. A volta do Neymar vai depender dele. Espero mesmo que seja circunstancial essa fase  – disse Mano Menezes, que chamou o atacante Nilmar (Villarreal), um dos remanescentes da última Copa do Mundo, pela primeira vez em sua gestão.

Os adversários dos amistosos em solo europeu não foram divulgados pela CBF, porém os jogos já estão acertados (serão realizados entre os dias 6 e 13 de outubro). De acordo com a entidade, que encontrou dificuldades para encontrar rivais por conta das eliminatórias para a Eurocopa 2012, na Polônia e na Ucrânia, o anúncio ainda não foi feito por conta de questões contratuais.

Neymar fez parte da lista de convocados de Mano Menezes para a primeira partida da Seleção após a disputa da Copa do Mundo na África do Sul e se tornou um dos símbolos do processo de renovação apresentado pelo treinador. O jogador, inclusive, foi um dos destaques da equipe que venceu os Estados Unidos por 2 a 0, em Nova Jersey. Naquela ocasião, o atacante do Santos deixou a sua marca, e Alexandre Pato fez o outro.

O problema de Neymar com Dorival Júnior aconteceu no dia 15 de setembro durante a partida contra o Atlético-GO, no Serra Dourada. O jogador ficou irritado por ter sido preterido na cobrança de um pênalti (assista no vídeo ao lado) e acabou se desentendendo com o treinador, soltando vários palavrões. Para não perder o comando, o comandante do Santos afastou o atleta por tempo indeterminado, deixando o fora do jogo diante do Guarani, no último fim de semana. Porém, na última terça-feira, o Dorival foi demitido por não relacionar o garoto para o clássico contra o Corinthians.

Seis jogadores têm idade olímpica: o goleiro Neto, o volante Sandro, os meias Giuliano e Phillippe Coutinho, os atacantes André e Alexandre Pato. A CBF também divulgou a contratação do técnico Ney Franco, do Coritiba, para ser o novo coordenador das categorias de base e o treinador da Seleção Brasileira sub-20, a partir de dezembro, logo após a participação do seu time na Série B do Campeonato Brasileiro, que se encerra em 27 de novembro.

Ney Franco, que foi indicado pelo técnico da Seleção principal, Mano Menezes, dirigirá o time sub-20 no Campeonato Sul-Americano que será disputado em janeiro de 2011, no Peru. Esta competição classificará duas equipes para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e quatro para o Mundial da categoria, também em 2011, na Colômbia.

Confira a lista de convocados de Mano Menezes

Goleiros

Victor (Grêmio)
Jefferson (Botafogo)
Neto (Atlético-PR)

Laterais

Daniel Alves (Barcelona)
Mariano (Fluminense)
André Santos (Fenerbahçe)
Adriano Correia (Barcelona)

Zagueiros

David Luiz (Benfica)
Alex (Chelsea)
Thiago Silva (Milan)
Rever (Atlético-MG)

Volantes

Lucas (Liverpool)
Ramires (Chelsea)
Sandro (Tottenham)
Elias (Corinthians)

Meias

Carlos Eduardo (Rubin Kazan)
Philippe Coutinho (Inter de Milão)
Wesley (Werder Bremen)
Giuliano (Internacional)

Atacantes

Alexandre Pato (Milan)
Robinho (Milan)
André (Dínamo de Kiev)
Nilmar (Villarreal)

setembro 23, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Guarani, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Seleção brasileira., Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , | Deixe um comentário

Na volta de Neymar, Timão vira sobre o Peixe na Vila e se firma na liderança

Pivô de crise no Santos, garoto marca seu gol, mas Corinthians faz 3 a 2 e agora tem três pontos de vantagem para o segundo colocado, o Cruzeiro

No encontro entre a crise e a estabilidade, a boa fase do Corinthians levou a melhor diante do momento turbulento do Santos. Com sua maior estrela em campo depois da confusão que culminou na demissão do técnico Dorival Júnior, o Peixe esteve duas vezes em vantagem no placar, mas permitiu que o Timão igualasse e virasse o marcador para 3 a 2, saindo da Vila Belmiro ainda mais fortalecido na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Durval e Neymar fizeram para a equipe da casa, enquanto Iarley, Elias e Paulo André, após Danilo tocar em impedimento, deram o triunfo ao clube da capital paulista.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Com o resultado, o Corinthians se consolida  na liderança do torneio. Esta foi a segunda vitória consecutiva do Timão fora de casa sobre adversários diretos – na semana passada, fez 2 a 1 no Fluminense, no Engenhão. Agora, a equipe dirigida por Adilson Batista tem 47 pontos contra 44 do vice-líder Cruzeiro. De quebra, o Alvinegro do Parque São Jorge ainda tem um jogo a menos – pega o Vasco, dia 13 de outubro, em São Januário.

Já o Santos fica mais distante de conquistar a Tríplice Coroa em 2010. O segundo jogo seguido sem vitória (ficou no 0 a 0 com o Guarani, em Campinas) faz o time não crescer na classificação, aparecendo agora com 35 pontos, na sétima colocação. O clube do litoral também precisa atuar em uma partida atrasada do primeiro turno – dia 11 de outubro, frente ao Internacional, na Vila Belmiro.

Na próxima rodada, O Santos enfrenta o Cruzeiro, sábado, às 18h30m, na Arena Barueri, na Grande São Paulo. Já o Corinthians visita o Internacional, domingo, às 16h, no estádio Olímpico, em Porto Alegre.

O Santos deixou de lado toda a confusão que se instalou no clube durante os últimos dias para pressionar o Corinthians desde o início do jogo. Acostumado a sufocar os adversários no Pacaembu, o Timão provou do próprio veneno na Vila Belmiro. O zagueiro Durval, logo no primeiro minuto, pegou rebote na área após escanteio e colocou o Peixe em vantagem com uma bomba indefensável para Julio Cesar.

Com o meio de campo avançado, o Santos marcou forte e atrapalhou a saída de bola da defesa rival. Mas, vagarosamente, o Corinthians se acalmou, encaixou a marcação de Boquita sobre Neymar e liberou Jucilei para encostar em Elias. O Monstro, aliás, mostrou porque já chama a atenção do futebol europeu. Aos sete, passou por dois adversários, abriu a defesa e tocou para Iarley, livre na área, empatar.

A igualdade deu ao Corinthians o controle do jogo. Até aos 20 minutos, o Timão tinha 58% de posse de bola e não permitia que o Santos voltasse a pressionar. Boquita era o principal responsável por isso com um ótimo aproveitamento defensivo. Mesmo atuando fora de posição, fez nada menos que nove desarmes durante o primeiro tempo. A virada quase veio aos 23, quando Bruno César disparou cara a cara, mas tentou driblar Rafael e foi desarmado pelo goleiro.

Faltava brilhar a estrela de Neymar. Até então aberto pela esquerda, o jovem craque arriscou algumas jogadas de efeito, mas sem muito sucesso. Aos 26, contudo, o atacante fez a torcida esquecer todos os problemas com o técnico Dorival Júnior. Com a colaboração do goleiro corintiano, é bem verdade. Ele não segurou chute rasteiro de Marcel e soltou a bola nos pés do garoto, que apenas empurrou para as redes, fazendo explodir a vila mais famosa do mundo.

O Corinthians não desistiu. Sem mostrar desespero em nenhum momento, o Timão continuou trocando passes até encontrar o momento certo de igualar novamente o placar, aos 42. Elogiado, o meio de campo paulistano foi determinante para o empate. Elias penetrou entre os zagueiros, recebeu belo passe de Bruno Cesar e tocou no canto no canto esquerdo de Rafael.


Timão volta melhor e obtém a virada
O Timão continuou melhor no segundo tempo. Jorge Henrique, Iarley e Bruno César trocaram constantemente de posição e confundiram a defesa santista. O Peixe, aliás, não se encontrou. Marquinhos e Alex Sandro pouco produziram no meio de campo e ficaram presos na marcação.

A primeira grande chance, no entanto, foi do Santos, aos 12. Julio Cesar fez milagre em chute de Neymar depois de dar rebote em cobrança de falta. Na volta, Marquinhos finalizou e a bola tocou em um dos braços de William. Carlos Eugênio Simon ignorou os pedidos de pênalti e mandou o lance seguir.

Adilson Batista apostou nas saídas de Boquita e Bruno César para as entradas de Moacir e Danilo, respectivamente. No Santos, Marcelo Martelote sacou Alex Sandro e colocou Alan Patrick. Melhor para o Corinthians, que virou o jogo pouco tempo depois, aos 24, com Paulo André, de cabeça, desviando cruzamento de Danilo. O meia estava em posição irregular no momento do levantamento.

A tão esperada pressão do Santos não aconteceu depois da virada. O Peixe mostrou pouca força para encurralar novamente o Corinthians e passou a apostar apenas na velocidade de Madson e em jogadas de efeito de Neymar.

Léo, aos 36, chegou a empatar, mas a arbitragem marcou impedimento após desvio de Marcel. Foi o máximo que o Santos conseguiu. Nos minutos finais, o Corinthians continuou tocando a bola pacientemente e a Fiel, que lotou o espaço reservado a ela na Vila, gritando “olé”. E o título está mais próximo do Parque São Jorge.

SANTOS 2 X 3 CORINTHIANS
Rafael, Pará, Bruno Aguiar (Rafael Caldeira), Durval e Léo; Arouca, Alex Sandro (Alan Patrick), Danilo e Marquinhos (Madson); Neymar e Marcel. Julio Cesar, Alessandro, Paulo André, William e Roberto Carlos (Leandro Castán); Boquita (Moacir), Jucilei, Elias e Bruno César (Danilo); Jorge Henrique e Iarley.
Técnico: Marcelo Martelote. Técnico: Adilson Batista.
Gols: Durval, a um, Iarley, aos sete, Neymar, aos 26, e Elias, aos 42 minuto do primeiro tempo. Paulo André, aos 24 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Rafael Caldeira, Pará (Santos); Boquita, Paulo André, Elias (Corinthians)
Estádio: Vila Belmiro, em Santos. Data: 22/09/2010. Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS). Auxiliares: Alessandro Rocha Matos (Fifa-BA) e Carlos Berckenbrock (Fifa-SC). Público: 10.898 pagantes. Renda: R$ 386.150,00.

setembro 23, 2010 Posted by | Corinthians, Santos | , | Deixe um comentário

Atlético-PR vence o Inter e já está a um ponto do time gaúcho

Rubro-Negro mantém ascensão e deixa o Santos para trás na classificação

O Atlético-PR deu mais uma amostra de que os tempos de zona de rebaixamento ficaram para trás. O time rubro-negro recebeu o Inter nesta quarta-feira, na Arena da Baixada, e venceu por 1 a 0, gol de Paulo Baier em cobrança de falta, em jogo disputado muito mais na base da raça do que na técnica. Foi a 11ª vitória da equipe paranaense, agora em sexto lugar com 37 pontos. O Colorado, quinto com 38, se distanciou um pouco mais do líder, já que o Corinthians (47) derrotou o Santos fora de casa.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

No fim de semana, as duas equipes jogam no domingo. Às 16h, o Furacão vai visitar o Botafogo no Engenhão. No mesmo horário, o Inter faz confronto de postulantes ao título contra o Timão.

Muita disputa, poucas oportunidades

As duas equipes esperaram 38 minutos para começar a dar emoção à partida. Até lá, brigaram muito no meio de campo, e as defesas levaram vantagem sobre os ataques com certa facilidade.

O Furacão, com a volta de Paulo Baier e a ida de Guerrón para o banco, não tinha penetração com os baixinhos Bruno Mineiro e Maikon Leite contra a zaga colorada. O Inter, por sua vez, teve Glaydson improvisado na lateral direita e atacava basicamente pelo lado esquerdo. Ficava mais no campo de ataque do que o time rubro-negro, mas errava sempre o último passe.

A partir dos 30 minutos, o Inter passou a pressionar mais o Atlético. E enfim uma boa oportunidade foi criada. Kleber cruzou da esquerda, Tinga dominou próximo à marca de pênalti e chutou na trave esquerda, com o goleiro Neto completamente estático.

O Furacão não demorou para responder. Restando dois minutos para o intervalo, Bolívar derrubou Maikon Leite na meia-lua. Paulo Baier e Paulinho se posicionaram para bater, mas foi o capitão que partiu para a bola e jogou no ângulo direito de Abbondanzieri, que só olhou. Tinga ainda tentou recuar para tirar de cabeça, mas não alcançou.

Um pênalti reclamado para cada lado

Se o início do primeiro tempo chegou a dar sono, no segundo os times voltaram dos vestiários com mais ímpeto. E duas polêmicas fizeram o jogo pegar fogo. Com sete minutos, Paulo Baier bateu falta para a área, e Rhodolfo apareceu caído na área depois que foi puxado por Bolívar. Entretanto, não dá para precisar se o lance aconteceu antes ou depois de a bola sair dos pés do camisa 10 rubro-negro.

Três minutos depois, Leandro Damião roubou bola de Manoel, entrou na área, deu um corte em Rhodolfo e chutou por cima do gol. Antes da finalização, a bola bateu na mão do zagueiro do Furacão, que estava muito próximo ao atacante. O árbitro interpretou que não houve intenção.

Na sequência, o Furacão perdeu grande chance de ampliar. Maikon Leite recebeu na área, driblou Índio e ficou cara a cara com Abbondanzieri. O goleiro colorado saiu do gol e abafou o chute do atacante, fazendo grande defesa.

Mas a empolgação inicial deu lugar à falta de criatividade de novo. Nem mesmo as seis substituições que foram feitas pelos dois técnicos conseguiram que uma grande chance sequer a mais fosse criada.

Para completar a noite de pouco futebol na Arena da Baixada, uma expulsão para cada lado no apagar das luzes. Iván González e Daniel, dois dos que entraram na etapa final, trocaram cotoveladas e receberam cartão vermelho do árbitro André Luiz de Freitas Castro (GO).

ATLÉTICO-PR 1 X 0 INTERNACIONAL
Neto, Wagner Diniz (Elder Granja), Manoel, Rhodolfo e Paulinho; Chico, Vitor, Branquinho e Paulo Baier (Iván González); Maikon Leite e Bruno Mineiro (Guerrón). Abbondanzieri, Glaydson (Daniel), Bolívar, Índio e Kleber; Wilson Matias, Guiñazu, Tinga, Giuliano (Ilan) e D’Alessandro (Edu); Leandro Damião.
Técnico: Carpegiani Técnico: Celso Roth
Gol: Paulo Baier, aos 43 minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos: Vitor (Atlético-PR); Bolívar, Wilson Matias, Tinga (Internacional). Cartões vermelhos: Iván González (Atlético-PR) e Daniel (Internacional).
Local: Arena da Baixada, em Curitiba. Data. 22/09/2010. Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO). Auxiliares: Cristhian Passos Sorence (GO) e Guilherme Dias Camilo (MG).

setembro 23, 2010 Posted by | Atlético-PR, Internacional | | Deixe um comentário

Petkovic salva Flamengo de derrota para o Grêmio: 2 a 2 no Olímpico

Com gols de Douglas e Jonas, Tricolor encaminha vitória no Olímpico, mas sérvio garante empate nos últimos minutos

O alívio flamenguista é sinônimo para a decepção gremista. Um gol de Petkovic aos 41 minutos do segundo tempo evitou a derrota rubro-negra para o Grêmio na noite desta quarta-feira, no Olímpico. O Tricolor vencia o jogo e parecia confirmar, ao mesmo tempo, sua ascensão e os temores do adversário no Campeonato Brasileiro. Mas Pet salvou. O empate por 2 a 2 é um porção pequena para as duas equipes: melhor do que nada, bem pior do que elas queriam.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Douglas e Jonas marcaram para o Grêmio. Kleberson fez o primeiro do Flamengo no jogo que marcou o reencontro entre Silas (muito mais vaiado do que aplaudido) e a torcida tricolor. Com o resultado, os gaúchos subiram para 30 pontos, na décima colocação. Os cariocas, com 28, estão em 14º.

O Rubro-Negro volta a campo no sábado, contra o Palmeiras, no Rio de Janeiro. O Grêmio visita o Atlético-MG um dia depois.

Não tem jeito: as falhas de uns influenciam nos acertos de outros. É bem verdade que o passe de Jonas, aos sete minutos do primeiro tempo, foi uma preciosidade. É impossível cegar para o fato de que a conclusão de Douglas, dentro da área do Flamengo, frente a frente com o goleiro rival, foi uma aula de classe, um pós-doutorado em frieza. Mas tudo poderia ter sido bem diferente se Ronaldo Angelim, entre o passe de Jonas e a conclusão de Douglas, não tivesse tropeçado nas próprias pernas. Desequilibrado, o zagueirão foi engolido pelo ataque tricolor. Falhas de uns, acertos de outros: falha de Angelim, gol do Grêmio

Mas o tropicão de Ronaldo Angelim foi um lance isolado, uma fatalidade. Problema mesmo foi Fábio Santos. Não se faz com o pior inimigo aquilo que o ataque do Flamengo fez com o lateral-esquerdo do Grêmio. Os visitantes praticamente só jogaram por ali. Diogo e Léo Moura infernizaram a vida do camisa 6. E, quase sempre, levaram a melhor. O lateral-direito do Flamengo foi a melhor figura do primeiro tempo, em grande parte, porque o lateral-esquerdo do Grêmio foi a pior. E assim saiu o gol flamenguista.

Foi aos 33 minutos. Léo Moura avançou com a bola, passou por Fábio Santos e emendou o cruzamento. Kleberson, ágil, se antecipou a Rafael Marques e desviou para o gol (veja no vídeo ao lado).Falhas de uns, acertos de outros: a má noite do camisa 6 gremista coincidiu com a boa jornada do camisa 2 rubro-negro. E o Flamengo empatou…

Empatou, e foi justo. O Grêmio largou no jogo a mil por hora, fez o gol cedo, deu sinais de que jogaria muito. Mas o Flamengo logo cresceu. O problema para o time de Silas foi a falta de agudez. Mais rondou do que atacou. Rodrigo Alvim, em uma rara avançada pela esquerda, mandou cruzado, com perigo, para fora.

O Grêmio teve outra grande chance, tão clara quanto o lance do gol. Souza tabelou com Douglas e ficou em vias de marcar, dentro da área, olho no olho com Lomba. O chute do meio-campista tricolor foi espalmado pelo goleiro flamenguista. Quase.

Mais um para cada lado

Tem falha que não é exatamente uma tentativa errada. Tem falha que é falta de ação. A zagueirada do Flamengo pensou em qualquer coisa aos nove minutos do segundo tempo: as eleições de 3 de outubro, a paz mundial, a agonia dos mineiros soterrados no Chile… Qualquer coisa, menos em como cortar o cruzamento de Souza, menos em como evitar o desvio de André Lima, menos em como interromper a conclusão de Jonas. Jonas, sempre Jonas: toque na bola, bola no gol. Pela 12ª vez no Campeonato Brasileiro. Jonas é o goleador da competição.

Labaredas tomaram conta do jogo depois do gol do Grêmio. Esquentou muito. O Flamengo se jogou para o ataque. O Grêmio respondeu com perigo. Chances foram criadas de lado a lado. Os goleiros cresceram, fecharam o gol, evitaram gols claros. Virou jogão.

Só falta canonizar Victor. Ele tem milagres de sobra. A defesa que o guardião gremista fez aos 21 minutos não tem explicação lógica. O cabeceio de David foi na frente dele, à queima-roupa, no canto. O goleirão voou e salvou o Grêmio.

Victor de um lado, Marcelo Lomba de outro. Em pancada de André Lima e em conclusão de Jonas, o goleiro do Flamengo salvou. O artilheiro gremista perderia mais um, ao tocar por cima de Lomba e ver David salvar.

Em um jogo de risco, o Flamengo conseguiu o empate. Léo Moura fez o lançamento, Petkovic se enrolou com a bola, enganou Victor e teve o gol aberto para empatar. O alívio flamenguista é sinônimo para a decepção gremista. Empate no Olímpico.

GRÊMIO X FLAMENGO
Victor, Gabriel, Vilson, Rafael Marques e Fábio Santos (Lúcio); Ferdinando (Roberson), Adílson, Souza (Fernando) e Douglas; Jonas e André Lima. Marcelo Lomba, Léo Moura, David Braz, Ronaldo Angelim (Jean) e Rodrigo Alvim (Petkovic); Toró, Correa, Kleberson (Maldonado) e Renato; Diogo e Deivid.
T: Renato Gaúcho T: Silas
Estádio: Olímpico, em Porto Alegre (RS). Data: 22 de setembro.Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF). Auxiliares: Ênio Ferreira de Carvalho (DF) e Kléber Lúcio Gil (DF).
Cartões amarelos: David Braz (Flamengo);
Gols: Douglas, aos sete, e Kleberson, aos 33 minutos do primeiro tempo; Jonas, aos nove, e Petkovic, aos 41 minutos do segundo tempo.
Público: 24.968. Renda: R$ 310.953,00.

setembro 23, 2010 Posted by | Flamengo, Grêmio | | Deixe um comentário