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Em vitória de ‘soberano’, Inter bate São Paulo no reencontro no Morumbi

Torcida tricolor xinga Baresi e revê decepção tricolor no palco da eliminação da Libertadores de 2010. Colorado segue forte na briga pelo título

O torcedor do São Paulo que foi ao Morumbi esperando uma vitória sobre o Internacional deixou o estádio revendo um filme na própria cabeça: o de mais uma decepção diante dos gaúchos. Nesta quinta-feira, o campeão da Libertadores voltou ao palco da classificação para as finais e ainda levou na bagagem a vitória por 3 a 1. Com o triunfo, reforçou a condição de carrasco do anfitrião em 2010. Sobrou para o técnico Sérgio Baresi, que nem estava na eliminação do torneio continental, mas ouviu toda a frustração da torcida por mais uma queda diante do algoz. A um dia do lançamento nacional do filme “Soberano”, que conta a história dos seis títulos do Tricolor, quem mostrou soberania foi o Colorado.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

O dono da casa viu as chances de se aproximar do G-4 se dissiparem com o resultado. Agora está com 28 pontos, na 12ª posição. O time gaúcho segue firme na briga para alcançar o topo e tem agora 35 pontos, na quinta colocação. Na próxima rodada, o São Paulo encara o Palmeiras no domingo, no Pacaembu, e o Internacional recebe o Vasco no Beira-Rio, no mesmo dia.

Roth entra com cinco no meio e anula Tricolor

O técnico Sérgio Baresi promoveu o retorno de Cleber Santana ao meio Tricolor. Sobrou para Casemiro, que ficou no banco. O treinador armou o time no 4-4-2, com dois falsos laterais – Jean e Richarlyson, com o objetivo de fechar atrás em linha e liberar mais Jorge Wagner e Lucas para a criação. Lucas, para o torcedor do São Paulo que estranhou, é Marcelinho. Ele pediu para deixar de lado o apelido referente ao ídolo do Corinthians e adotou o verdadeiro nome.

Celso Roth colocou o Inter em campo com apenas um homem isolado na frente: Leandro Damião. E montou o meio com cinco peças, o que deu ao visitante superioridade no começo da partida. O anfitrião tinha dificuldades para acompanhar a movimentação colorada. Superior, o Inter chegou ao primeiro gol aos nove minutos do primeiro tempo, em um lance preciso de D’Alessandro. O meia lançou uma bola longa com perfeição. Indio escorou para o meio do gol, e Wilson Mathias encheu o pé para estufar a rede de Ceni: 1 a 0 para os gaúchos.

O Tricolor sentiu o baque do gol sofrido e de ter que lidar com um meio-campo mais povoado. Correu muito atrás do adversário e teve dificuldades para criar. Jorge Wagner e Lucas não encontravam espaços. Dagoberto e Fernandão não recebiam bolas. Mas, mesmo com todos os problemas, o gol de empate saiu aos 19 minutos, em um lance de bola parada: Jean cobrou falta da intermediária e encontrou a cabeça de Cleber Santana na área. O volante só desviou para o gol: 1 a 1.

O Inter seguia com mais posse de bola e superioridade. Mas passou a chegar com menos perigo ao gol de Ceni, que só precisou se esticar para tirar um chute de D’Alessandro. Aos poucos, o São Paulo começou a equilibrar a partida e aparecer diante de Renan. Fernandão cabeceou com perigo, Dagoberto não dominou uma bola na área e desperdiçou outra oportunidade.

Do outro lado, na área são-paulina, Miranda acertou o rosto de Leandro Damião com a mão aos 21, mas o árbitro não viu o pênalti. Sem a marcação do lance, o Inter foi buscar o segundo gol com a bola rolando. Aos 37, o próprio Leandro Damião recebeu a bola de Giuliano na área e tocou na frente de Ceni: 2 a 1 para o visitante. Os jogadores do São Paulo saíram para o intervalo irritados.

Tricolor ganha fôlego, mas Giuliano enterra esperanças do empate

Baresi tirou Dagoberto, que não estava bem na partida, e colocou Marlos. Com isso, pretendia deixar Fernandão sozinho à frente e igualar o número do meio-campo do Inter. A mudança, associada ao ímpeto do anfitrião nos primeiros minutos, parecia surtir efeito. O dono da casa passou a ameaçar o adversário com mais consistência, contando principalmente com o fôlego interminável de Marlos. O Colorado começou a se preocupar mais com a marcação.

Marlos deu nova vida ao São Paulo, mas o time ainda tinha dificuldades para segurar as cabeças pensantes do Inter. Tinga e D’Alessandro criavam boas jogadas e davam muito trabalho para os volantes e zagueiros do Tricolor.

Enquanto o dono da casa buscava o empate com velocidade, o visitante encontrava espaços para tentar chegar ao gol de Ceni. E foi em uma dessas brechas que o Inter chegou ao terceiro gol: Tinga, pela direita, tocou para a área. Nei deixou a bola passar por baixo das pernas, e ela chegou a D’Alessandro, que ajeitou para Giuliano fazer mais um: 3 a 1. Ceni, frustrado, chutou a bola contra a própria rede. A torcida passou a pedir por Ilsinho e xingar Baresi.

Ceni ainda apareceu para tentar bater uma falta e diminuir o prejuízo tricolor, mas Renan estava ligado e fez um bela defesa. O Inter retomou o controle do jogo e envolveu o dono da casa com categoria, mostrando que o resultado estava sacramentado. Ilsinho entrou, mas não teve muito tempo de ajudar o Tricolor. A torcida ainda gritou “olé” contra o próprio Tricolor. Após o revés, os jogadores do São Paulo desceram para o vestiário ao som da música-tema do filme “Soberano”. E passarão mais um tempo tentando apagar o carrasco vermelho dos pensamentos.

SÃO PAULO 1 X 3 INTERNACIONAL
Rogério Ceni, Jean (Ilsinho), Miranda, Xandão e Richarlyson; Rodrigo Souto, Cleber Santana, Lucas e Jorge Wagner (Carlinhos); Dagoberto (Marlos) e Fernandão. Renan, Nei, Bolivar, Indio e Kleber; Wilson Mathias, Glaydson, Tinga, Giuliano (Edu) e D’Alessandro (Andrezinho); Leandro Damião.
Técnico: Sérgio Baresi. Técnico: Celso Roth.
Gols: Wilson Mathias, aos nove minutos, Cleber Santana, aos 19 minutos, e Leandro Damião, aos 37 minutos do primeiro tempo; Giuliano, aos 16 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Nei, D’alessandro, Giuliano, Indio (Internacional), Miranda, Jorge Wagner, Xandão, Lucas, Cleber Santana (São Paulo)
Público: 11.327 pagantes /
Renda: R$ 214.666,59
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP). Data: 16/09/2010. Árbitro: Carlos Felipe Gomes da Silva (RJ). Assistentes: Dibert Pedrosa Moises (Fifa-RJ) e Marco Antônio Martins (SC).

setembro 16, 2010 Posted by | Internacional, São Paulo | , | Deixe um comentário

Com um a menos, Avaí arranca empate contra o Vasco em São Janu

Gigante da Colina, que chegou ao 11º empate no Brasileiro, ainda perdeu um pênalti no primeiro tempo. Placar de 1 a 1 deixa a Libertadores mais longe

Para desespero da torcida vascaína, já virou rotina: quando o Vasco joga em casa, sai de gramado com um empate. Assim como nos últimos dois jogos em São Januário (contra Cruzeiro e Atlético-MG), o time cruzmaltino até jogou melhor, mas deixou a vitória escapar contra o Avaí, nesta quinta-feira. Ramon abriu o placar para a equipe da casa, mas Caio deixou tudo igual, quando os visitantes já tinham um a menos em campo (Emerson foi expulso na segunda etapa). Rafael Coelho perdeu um pênalti no primeiro tempo do confronto.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

O placar de 1 a 1 coloca o Gigante da Colina como o time que mais empata no Brasileiro (ao lado do Palmeiras, com 11 igualdades). Com o resultado, o Vasco chegou à marca de 14 jogos sem perder no Brasileiro. Mas esse fato não será comemorado em São Januário, já que o excesso de empates fez o time se afastar da zona de classificação para a Libertadores. O Gigante da Colina tem 29 pontos e está em 10º lugar. O Botafogo, quarto colocado, tem oito pontos a mais (embora a equipe cruzmaltina tenha feito menos um jogo).

Já o Avaí, apesar do resultado heróico, chegou à marca de oito jogos sem vencer e está cada vez mais perto da zona de rebaixamento. O Leão da Ilha é o 15º colocado, com 25 pontos. Apenas quatro separam a equipe catarinense do Z-4.

Na próxima rodada, tanto Vasco quanto Avaí jogam no domingo. A equipe cruzmaltina enfrenta o Inter, em Porto Alegre, às 16h (horário de Brasília). Por sua vez, o time catarinense recebe o Grêmio, na Ressacada, às 18h30m.

Ramon marca na volta ao time

O jogo começou com o Vasco partindo para cima e o Avaí apostando nos contra-ataques. Antônio Lopes decidiu povoar o meio de campo para dificultar as ações cruzmaltinas. O Delegado colocou cinco homens no setor e Sávio ainda recuava para ajudar na marcação. Mesmo assim, a equipe da casa conseguia dominar as ações, mas esbarrava em sua própria ansiedade.

O Vasco errava várias vezes no último passe, irritando o técnico PC Gusmão que gritava muito para orientar o time. Aliás, o técnico cruzmaltino e Antônio Lopes travaram um verdadeiro duelo nesse quesito. E o comandante avaiano deve ter ficado quase rouco ao ver o seu time desperdiçar uma chance clara, aos 18. Em contra-ataque, Patric levou a bola pela direita. O jogador tinha Sávio livre pela esquerda, mas passou fraco e deixou Dedé cortar. O zagueiro foi muito aplaudido pela torcida.

Mas quem mereceu mesmo aplausos foi Ramon. Voltando depois de longo tempo de inatividade, o jogador demonstrou muita desenvoltura em campo. Tanta, que marcou um gol digno de um verdadeiro centroavante. Aos 24, Eder Luis fez bonita jogada pela esquerda e cruzou na cabeça do lateral que, com categoria, mandou para o fundo do gol. Festa na Colina. E muita emoção de Ramon, que disse durante a semana que gostaria de voltar atuando bem.

E Ramon continuou jogando bem. Três minutos depois de fazer o gol, o lateral fez um lançamento sensacional para Fagner. Da defesa, o baixinho enxergou o seu colega na ponta-direita. O lateral-direito não fez por menos. Matou a bola e cruzou para a pequena área. Rafael Coelho pulou para cabecear, mas foi derrubado por Emerson. Pênalti para o Vasco. O próprio atacante, que estava apagado em campo, cobrou. E perdeu. Com um chute inacreditavelmente fraco, o jogador deu a chance para Renan defender.

O lance acordou o Avaí. O time catarinense passou a correr mais em campo e dominar as ações do meio-campo, se aproveitando das desatenções do setor defensivo do Vasco, que acabava fazendo muitas faltas perto da área para se recuperar. Em uma delas, Leandro Bonfim carimbou o travessão. O time catarinense ainda teve outras duas boas chances. Patric chegou a tirar tinta da trave, após cruzamento de Davi. Por sua vez, Sávio foi travado por Ramon na hora de finalizar dentro da área.

Um triste fato marcou a primeira etapa. Aos 32, Felipe Bastos cobrou uma falta com força e o goleiro Renan deu rebote. Rafael Coelho correu para chegar rápido na bola, mas o arqueiro se recuperou. Ao ver que tinha perdido o lance, o atacante vascaíno deixou o pé, acertando o jogador do Avaí. Isso bastou para que a confusão se instalasse em campo. Vários atletas do time visitante vieram em defesa do companheiro. Depois de muita discussão, Marcinho Guerreiro e Ramon foram advertidos com o amarelo.

Avaí tem jogador expulso, mas iguala o jogo

Por questões físicas, já que os dois jogadores voltam de lesão, PC Gusmão fez mexidas para o segundo tempo. Ramon deu lugar a Jumar e Rafael Coelho saiu para entrar Jonathan. Com isso, o Vasco passou a apostar mais nas investidas pela direita, com Fagner, que estava bem em campo. Jumar ficava mais atrás para compor a defesa.

As mudanças deixaram o Vasco mais leve no ataque. Jonathan se movimentava muito e confundia a marcação adversária. E ainda contava com a ajuda de Fellipe Bastos, que agora avançava mais. O volante, aos 12, recebeu passe açucarado de Eder Luis e mandou uma bomba. Renan fez bonita defesa. O goleiro ainda levou um susto dois minutos depois, quando Zé Roberto recebeu passe de Jonathan e chutou muito perto do gol.

Vendo que as mudanças do Vasco surtiram efeito, Antônio Lopes resolveu responder. O treinador do Avaí tirou Davi e o inoperante Sávio para as entradas de Caio e Laércio. E as mudanças surtiram efeito imediato. Assim que entrou, Laércio deixou Rafael Costa livre na área. O atacante encheu o pé, mas Fernando Prass fez uma defesa sensacional.

A aparente reação do Avaí poderia ter parado por aí. Isso porque Emerson fez uma falta boba perto da área e recebeu o segundo amarelo, deixando seu time com menos um em campo. Mas o Avaí foi guerreiro. E partiu para o ataque para buscar pelo menos um ponto.

Rafael Costa fez boa jogada, aos 27, e chutou forte dentro da área. Fernando Prass fez mais uma bonita defesa. Mas o goleiro não conseguiu parar o lance seguinte. Leandro Bonfim lançou Laércio, que bateu para o fundo do gol. A torcida ficou congelada. E até o placar eletrônico, que demorou alguns minutos para anotar o gol do Avaí, parecia não acreditar que, com mais um, o Vasco levará um gol e estaria prestes a empatar mais uma partida em casa.

Mas foi o que aconteceu. O Vasco ainda tentou pressionar, mas errou muito nas finalizações. O time deixou o campo debaixo de gritos de “time sem vergonha” e de muitas vaias.

Ficha técnica:

VASCO 1 X 1 AVAÍ
Fernando Prass, Fágner, Titi, Dédé e Ramon (Jumar); Rafael Carioca, Nilton, Felipe Bastos (Jefferson Silva) e Zé Roberto, Eder Luis e Rafael Coelho (Jonathan) Renan; Rafael, Émerson, Gabriel; Patric, Marcinho Guerreiro, Diogo Orlando, Leandro Bonfim, Davi (Laércio) e Sávio (Caio); Vandinho (Rafael Costa)
Técnico: PC Gusmão. Técnico: Antônio Lopes
Gols: Ramon, para o Vasco, aos 24 do primeiro tempo. Caio, para o Avaí, aos 29 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Gabriel, Davi, Emerson,Marcinho Guerreiro, Rafael (Avaí). Titi e Ramon (Vasco). Cartão vermelho: Emerson (Avaí)
Estádio: São Januário, no Rio de Janeiro. Data: 16/09/2010. Árbitro:Sandro Meira Ricci (DF) Auxiliares: João Antônio Sousa Paulo Neto (DF) e Renato Miguel Vieira (DF)

setembro 16, 2010 Posted by | Avaí, Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

Vasco e Avaí se enfrentam por dias melhores

Cruzmaltino busca vitória para ainda sonhar com G4 enquanto Avaí quer se afastar da degola

LANCEPRESS!

Vasco e Avaí se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h, em São Januário pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto a equipe de PC Gusmão quer vencer para voltar a sonhar com uma vaga no G4, o time de Santa Catarina quer se afastar do perigo do rebaixamento.

Ainda com alguns desfalques, como Carlos Alberto e Felipe, o treinador cruzmaltino não poderá contar com o atacante Nunes, que pediu para não jogar alegando estar ainda inseguro quanto à forma física. Porém, o time cruzmaltino terá o retorno de Ramon na lateral esquerda, posição que vinha dando dor de cabeça ao comandante.

– Ele sentiu um desconforto no jogo contra o Coritiba, ainda pela Copa da Hora, e na semana da estreia pós-Copa ficou de fora. Volta agora. Todos o conhecem, ele é uma peça fundamental e espero que possa render tudo aquilo que sabemos que pode para que tenhamos uma solução na esquerda, já que temos improvisado muito – disse PC.

Apesar do Avaí está lutando para escapar da zona de rebaixamento, e o Vasco atuar em casa, o treinador sabe que o jogo terá uma dificuldade grande e lembrou partidas contra adversários que também não estava em boa fase:

– Contra o Ceará não foi assim. Eles estavam na nossa frente. Contra o Galo, eles vinham precisando da vitória de qualquer maneira. O Vanderlei lançou todos os jogadores que contratou. Contra o Palmeiras, os dois lados procuraram a vitória durante o jogo e acabou empatado. Não vejo pelo lado de estar em momento bom ou ruim. Temos que levar em consideração as contratações, o fato de contar com todas as opções ou não.

Em queda livre na tabela do Brasileirão, o Avaí tenta retomar o caminho das vitórias contra o Vasco. Para o duelo que marca o reencontro do técnico Antônio Lopes com o o cruzmaltino, clube pelo qual conquistou a Copa Libertadores e o Brasileiro, o treinador avaiano faz mistérios quanto à escalação de sua equipe.

No último treino antes da partida em São Januário, o técnico testou o sistema com três zagueiros, no entanto, não confirmou se o 3-6-1 deve ser adotado em detrimento do 4-4-2, que varia para um 4-5-1, com Sávio responsável por encostar em Vandinho

Lopes alegou que não pretende dar armas a Paulo César Gusmão, comandante do time carioca.

– Não quero que o pessoal do lado contrário tome conhecimento – disse em entrevista ao ‘Clic RBS’.

Mesmo com o cuidado, uma coisa é certa: o meia Valber e o atacante Robinho, contundidos, não jogam no Rio de Janeiro.

Se os desfalques são certos, Lopes, por outro lado, ainda carrega a dúvida de quem será o companheiro de Davi na armação de jogadas do Avaí. As opções são Leandro Bonfim e Caio. Sem confirmar, Lopes deu indícios de que Leandro deve ser o eleio, já que classificou Caio como um jogador com características mais próximas a um atacante.

FICHA TÉCNICA
VASCO X AVAÍ

Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 16/9/2010 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF)
Auxiliares: João Antônio Sousa Paulo Neto (DF) e Renato Miguel Vieira (DF)

VASCO: Fernando Prass, Fagner, Dedé, Titi e Ramon; Rafael Carioca, Nilton, Fellipe Bastos e Zé Roberto; Éder Luís e Rafael Coelho (Fumagalli). Técnico: Paulo César Gusmão

AVAÍ: Renan; Patric, Rafael, Emerson e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei, Davi e Leandro Bonfim; Sávio e Vandinho. Técnico: Antônio Lopes.

setembro 16, 2010 Posted by | Avaí, Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

São Paulo e Inter duelam para se recuperar

Equipes tiveram resultados negativos na rodada passada do Campeonato Brasileiro

LANCEPRESS!

São Paulo e Internacional se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h no Morumbi, em partida que vale a recuperação das duas equipes. Ambos não venceram no fim de semana e viram o pelotão de frente abrir vantagem.

Com 28 pontos, o Tricolor inicia a rodada na 9ª colocação e ainda sonha com a Libertadores (a distância é de nove pontos para o quarto colocado Cruzeiro). Atual campeão da América, o Inter já tem vaga garantida no torneio internacional em 2011, mas quer o título. O líder Fluminense está nove pontos a frente.

Para reencontrar a vitória, o São Paulo contará com Miranda. O zagueiro estava suspenso e desfalcou o time contra o Botafogo.

– É o momento que precisamos embalar, conseguimos três vitórias, subimos na tabela, mas com a derrota voltamos a um estágio não muito adequado. A equipe precisa colocar sequência e, para isso, é necessário ganhar do Inter – afirmou o camisa 5.

Baresi deve voltar a mexer no time. Durante a semana, ele levantou a possibilidade de Cleber Santana e Carlinhos ganharem chance. Caso isso se confirme, a tendência é de que Jorge Wagner e Casemiro saiam do time.

No Inter, o técnico Celso Roth elegeu essa partida contra o São Paulo como a da retomada. “Vamos reforçar o foco no Brasileiro”, prometeu ele, incomodado com frouxidão da equipe na derrota para o Cruzeiro, em Uberlândia, e no empate sem gols com o Goiás, domingo, no Beira-Rio.

Se a promessa se cumprir – ela depende do empenho dos jogadores –, se verá o Inter marcando o adversário por pressão em pleno Morumbi. Aliás, como se viu na semifinal da Libertadores. Na ocasião, mesmo perdendo por 2 a 1, o Colorado se classificou à final devido a uma postura tática extremamente ousada – a mesma que o levaria ao título da competição.

– Há quanto tempo vocês não viam o time marcando a saída de bola? – perguntou o animado Roth aos repórteres que cobriram o treino de terça-feira.

Naquele dia, ele definiu quem seria o substituto de Guiñazú, suspenso pelo terceiro cartão amarelo: Glaydson. E decidiu que o meia Giuliano receberá nova chance na função que foi de Taison (vendido ao Metalist, da Ucrânia) e depois de Rafael Sobis (em tratamento para lesão muscular). Ou seja: que o esquema será o 4-2-3-1.


FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO X INTERNACIONAL

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 16/9/2010 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moises (Fifa-RJ) e Marco Antonio Martins (SC)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Xandão, Miranda e Richarlyson; Casemiro (Carlinhos), Rodrigo Souto, Cleber Santana (Jorge Wagner) e Lucas; Dagoberto e Fernandão. Técnico: Sérgio Baresi.

INTERNACIONAL: Renan, Nei, Bolívar, Indio e Kleber; Glaydson, Wilson Mathias, Tinga e D’Alessandro; Leandro Damião e Giuliano. Técnico: Celso Roth.

setembro 16, 2010 Posted by | Internacional, São Paulo | , | Deixe um comentário

Corinthians mostra autoridade, bate o Fluminense e embola o Brasileirão

Vitória paulista por 2 a 1 no Engenhão deixa os dois clubes empatados com 41 pontos na tabela. Tricolor leva vantagem por ter um gol a mais no saldo

Com uma marcação forte e aproveitando bem os contra-ataques, o Corinthians derrubou o Fluminense por 2 a 1 nesta quarta-feira, no estádio João Havelange, no Rio de Janeiro, e embolou o Campeonato Brasileiro. Jucilei e Iarley fizeram os gols da vitória e Washington diminuiu para os cariocas. Com o resultado, os dois times estão empatados com 41 pontos na classificação, mas o Tricolor segue na liderança por ter um gol a mais no saldo. O Cruzeiro também entrou na briga e vem logo atrás com 40.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Mas o Corinthians tem um jogo a menos. No dia 13 de outubro, o Timão enfrenta o Vasco em jogo adiado da 18ª rodada. Nos últimos oito jogos, o Fluminense venceu apenas dois. Nos 24 pontos disputados, o time carioca só conquistou nove. O técnico da seleção brasileira Mano Menezes observou a partida de uma das cabines do Engenhão.

A vitória aumentou o jejum tricolor. O Corinthians não perde para o Fluminense desde o 1º turno do Brasileiro 2005. São 11 jogos entre os clubes com seis vitórias do Timão e cinco empates.

No sábado, o Corinthians enfrenta o Grêmio Prudente, no Pacaembu, às 18h30 (de Brasília). No domingo, o Fluminense disputa o clássico contra o Flamengo, às 18h30 (de Brasília), no Engenhão.

Marcação forte, o segredo paulista

O primeiro tempo teve poucos lances de emoção. O Fluminense, tirando lampejos de Deco, não conseguia furar o bloqueio corintiano. Com menos de sete minutos de jogo, Washington foi flagrado três vezes impedido. Na última, em que ficaria na cara do goleiro Julio Cesar, o atacante tricolor reclamou muito com a arbitragem. Mas sem razão.

O Corinthians fazia linha de impedimento quando o Fluminense avançava com a bola dominada.  Parecia arriscado, mas deu certo no primeiro tempo. Isolado no ataque, Washington não assustou. Mariano não teve muito espaço. Conca estava apagado.

O Fluminense, na verdade, só chegou uma vez com perigo nos primeiros 45 minutos. Linda tabela de Deco com Conca. Mas o camisa 20 chutou cruzado para fora. A bola passou perto do ângulo direito.

Se o Fluminense começou melhor tentando marcar sob pressão, lentamente o Corinthians passou a ganhar terreno e aparecer no ataque. Roberto Carlos era uma boa opção. Paulinho em um chute muito perigoso assustou o goleiro Fernando Henrique. E o time paulista chegou ao gol no final do primeiro tempo. Aos 44 minutos, após uma cobrança de falta, a bola sobrou para Elias. O passe foi perfeito para Jucilei, que teve calma e categoria para dominar a bola no peito e chutar sem deixá-la cair no chão. Canto direito de Fernando Henrique: Corinthians 1 a 0. Bobeira de posicionamento de Leandro Eusébio, que deixou o volante livre no meio da área tricolor.

O Fluminense voltou para o segundo tempo com Rodriguinho no lugar de André Luis. Muricy Ramalho saiu do esquema 3-6-1 e retornou para o tradicional 4-4-2. E a mudança deixou o time carioca mais ofensivo. O jogo ficou mais aberto.

Rodriguinho apareceu na cara de Julio Cesar. Mas chutou em cima do goleiro. Mesmo assim, o torcedor tricolor começou a gritar o nome do meia Marquinho, que estava no banco. Mas o problema parecia muito mais de postura em campo. Eram muitos erros de passe. O Fluminense estava desorganizado. O Corinthians tentava armar um contra-ataque para decidir a partida. Mas falhava no último passe. E também foi prejudicado pela arbitragem. Após uma bobeira de Leandro Eusébio, o zagueiro faz falta em Elias, que partia livre para entrar na área. Era o último homem. Lance para expulsão. Mas nem falta foi marcada.

Mas aos 20 minutos saiu o segundo gol paulista. A defesa tricolor tentou fazer a linha de impedimento. Deu errado. Alessandro recebeu ótimo passe de Elias e apareceu livre na direita. O lateral só rolou para Iarley, que entrava pelo meio da área e desviou a bola. Fernando Henrique apenas observou.

A torcida tricolor perdeu a paciência. Passou a vaiar Julio Cesar. Mas aí quando tudo parecia decidido, Deco tocou de cabeça para Rodriguinho, que entrou na área e cruzou rasteiro para Washington tocar para o gol e diminuiu a vantagem corintiana: 2 a 1. Com o gol, o atacante virou o artilheiro isolado do Brasileirão com 10 gols.

As vaias viraram aplausos e cantos de incentivo. O gol era importante porque devolvia a liderança do Brasileiro ao Fluminense no saldo de gols. Adilson Baptista resolveu, então, tirar Bruno Cesar e colocar o volante Boquita. O treinador procurava mais fôlego na marcação no meio-campo. Principalmente depois que Rodriguinho encontrou espaço para dominar na intermediária e chutar com força. Julio Cesar fez grande defesa para evitar o gol.

A mudança deu certo. Com Deco bem marcado, o Fluminense perdeu a criatividade. E o Corinthians só esperou o relógio passar para comemorar a importante vitória.

FLUMINENSE 1 X 2 CORINTHIANS
Fernando Henrique; Gum, André Luis (Rodriguinho) e Leandro Euzébio; Mariano, Fernando Bob, Valencia (Marquinho), Deco, Conca e Julio Cesar (Carlinhos); Washington Julio Cesar; Alessandro, Paulo André, William e Roberto Carlos (Leandro Castan); Paulinho, Jucilei, Elias e Bruno César (Boquita); Jorge Henrique e Iarley (Danilo)
Técnico: Adilson Baptista Técnico: Muricy Ramalho
Gols: Jucilei aos 44 minutos do primeiro tempo; Iarley aos 20 minutos do segundo tempo; Washington aos 25 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Jucilei, William, Paulo André (Corinthians); Valencia (Fluminense)
Público: 20.728 pagantes (23.126 presentes)
Renda: R$ 585.260,00
Estádio: João Havelange (Engenhão), no Rio de Janeiro
Data: 15/09/2010
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-RS) e Alessandro de Matos (Fifa-BA)

setembro 16, 2010 Posted by | Corinthians, Fluminense | , | Deixe um comentário

Pouca emoção e nada de gols no duelo entre Vitória e Ceará

No Barradão, baianos não conseguem superar a retranca dos visitantes, e o confronto nordestino termina em 0 a 0

Nada de gols e muito pouca emoção no duelo entre os dois únicos representantes nordestinos na Série A do Brasileirão. Apesar de ter dominado o jogo, o Vitória não conseguiu sair do 0 a 0 com o Ceará, nesta quarta-feira, no Barradão, pela 22ª rodada da competição. Com os visitantes na retranca, os baianos esbarraram, ainda, na própria ineficiência e tiveram que se contentar com a igualdade.

Com o resultado, o Leão – que perdeu dois jogadores para o próximo duelo, já que Wallace e Vanderson receberam o terceiro cartão amarelo – chegou a 25 pontos, e segue na 15ª colocação da tabela. Os cearenses, que sonhavam com uma reaproximação do G-4, estão em 11º, com 29.

No domingo, o Vitória enfrenta o Atlético-MG, na Arena do Jacaré, às 16h (de Brasília). O Ceará recebe o lanterna Goiás, no Castelão, às 18h30m.

Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Na bola parada, única emoção

Apenas um lance de perigo. As emoções da primeira etapa do duelo entre Vitória e Ceará se resumiram à cobrança de escanteio apimentada de Ramon Menezes, espalmada por Michel Alves pela linha de fundo, aos 25 minutos. Não que tenha faltado disposição ou objetividade aos donos da casa, mas a retranca dos visitantes, e a falta de eficiência do ataque rubro-negro, mantiveram o placar do Barradão em branco na metade inicial do jogo.

Pelo lado do Vozão, apesar do esforço de Geraldo para fazer a ligação do meio com o ataque, o time não conseguia sequer encaixar o contra-ataque. O goleiro rubro-negro, Viáfara, se transformou em mero espectador.

Antes do intervalo, a torcida baiana ainda testemunhou um lance desanimador. Aos 46, Ricardo Conceição avançou pela intermediária, sem ser incomodado pela marcação, e, da entrada da área cearense, chutou torto, pela linha de fundo.

Chuva, alterações, e nada de gols

As redes chegaram a balançar, no início do segundo tempo. Mas o árbitro Sálvio Spinola anulou o lance, por julgar que Ricardo Conceição cometeu falta no goleiro Michel Alves, antes de roubar a bola, dentro da área, e mandar para o fundo do gol, aos quatro.

A situação se complicou ainda mais para as duas equipes, aos 11, quando começou a chover no Barradão. O técnico Ricardo Silva tentou reforçar o ataque e trocou Bida por Schwenck, aos 15.

Com a bola nos pés, mas esbarrando na marcação, os baianos passaram a recorrer a bolas alçadas na área, mas sem sucesso. Nem mesmo a entrada de Kleber Pereira, no lugar de Júnior, aos 32, mudou a sorte do Leão.

VITÓRIA 0 X 0 CEARÁ
Viáfara; Léo (Eduardo), Wallace, Anderson Martins e Egídio; Vanderson, Ricardo Conceição, Bida (Schwenck) e Ramon; Elkeson e Júnior (Kleber Pereira). Michel Alves; Oziel, Fabrício (Diego Sacoman), Anderson e Ernandes; Michel (Careca), João Marcos, Camilo e Geraldo; Wellington Amorim (Tony) e Magno Alves.
Técnico: Ricardo Silva. Técnico: Dimas Filgueiras.
Cartões amarelos: Vanderson e Wallace (Vitória); Tony (Ceará).
Estádio: Barradão, em Salvador. Data: 15/09/2010. Horário: 22h (de Brasília). Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa/SP).Assistentes: Ednilson Corona (Fifa/SP) e Carlos Jorge Titara da Rocha (AL).

setembro 16, 2010 Posted by | Ceará, Vitória | | Deixe um comentário

Ataque desencanta, Toró brilha, e Fla derrota o Prudente de virada

Com um gol aos 49 minutos do segundo tempo, Rubro-Negro encerra jejum de vitórias e se afasta do Z-4. Paulistas estão na lanterna

O Maracanã ainda não havia sido fechado para obras quando um atacante do Flamengo marcou pela última vez no Brasileirão. Foi em 21 de julho, no empate por 1 a 1 com o Avaí. Diego Maurício foi o autor do gol que virou artigo de luxo na Gávea. Nesta quarta-feira, contra o Grêmio Prudente, no Prudentão, pela 22ª rodada, coube ao garoto encerrar o jejum que tanto atormentava os homens de frente. Mas houve quem brilhasse mais. Houve um gol mais importante. Toró. Volante, destruidor de jogadas. Foi dele o gol aos 49 do segundo tempo, gol de uma vitória de virada do Rubro-Negro: 2 a 1. Com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, o time de Silas penou, sentiu os efeitos do condicionamento físico ruim, mas ganhou na raça. A série de sete jogos sem vitória chega ao fim. Os três pontos conquistados jogam o time para 14ª posição, com 26 pontos.

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O Prudente foi guerreiro, teve chances de ampliar o resultado, não aproveitou e acabou castigado. Teve a vitória nas mãos até os 40 minutos do segundo tempo. Não conseguiu segurar e permanece na lanterna, com 17 pontos. Não vence há sete rodadas.

O Prudente volta a jogar no próximo sábado, contra o Corinthians, no Pacaembu, às 18h30m. No domingo, o Flamengo encara o Fluminense no Engenhão, no mesmo horário.

Pimenta nos olhos do Fla

Olhar para as arquibancadas do Prudentão e ver maioria rubro-negra deve ter incomodado os jogadores do Grêmio Prudente. Antes dos cinco minutos de jogo, o time de Marcelo Rospide testou o goleiro Marcelo Lomba. Em chutes de longe, Bruno Ribeiro e Adriano Pimenta assustaram. Foi uma espécie de aviso, uma tentativa de marcar território.

Um confronto equilibrado, de muitos erros de passe, disputa física intensa e busca pelo gol sem criatividade. É o efeito da ameaça de rebaixamento. Paulistas e cariocas vivem dias desconfortáveis no Brasileirão. Falta de vitórias, crise, incertezas. O Prudente foi mais incisivo no princípio, só que escolheu a via errada. Concentrou seu jogo pelo meio, onde sempre foi mais difícil.

Renato se esforça para ajudar o Flamengo. Como ele disse na véspera, se não dá na técnica, vai na raça. É mais difícil quando o corpo teima em não acompanhar o raciocínio. Os três anos que passou nos Emirados Árabes, num regime de treinos bem menos intenso que o brasileiro, pesam contra o meia rubro-negro. Mesmo distante da plenitude física, ele conseguiu criar a melhor oportunidade da equipe no primeiro tempo. Aos 24 minutos, cruzou da ponta esquerda, Deivid cabeceou no chão e a bola parou no travessão. Retrato da má fase de um ataque que não faz gols desde 21 de julho. Renato também tentou na bola parada e num chute de muito longe, mas sem sucesso.

Deivid e Diogo passaram a maior parte do tempo fora da área. Saíram para buscar jogo, queriam dar opções. A partir dos 30 minutos, o Rubro-Negro teve mais volume, encurtou espaços, dominou. O ritmo do Prudente caiu muito. Fabiano Gadelha sumido, Hugo pouco acionado. Até que Cleidson avançou pela esquerda e cruzou. O pequenino Adriano Pimenta subiu livre e abriu o placar numa bonita cabeçada. Na comemoração, ele levantou a camisa. Como já tinha cartão amarelo, recebeu vermelho do árbitro Ricardo Marques Ribeiro. Enquanto os adversários reclamavam, os comandados de Silas debatiam, desolados, a falha defensiva.

Virada na raça

O fato de ter um jogador a mais fez Silas tornar o time mais ofensivo. O técnico tirou o volante Correa e lançou Petkovic na armação. O sérvio entrou em campo cheio de gás. Trocou algumas palavras com Renato, cerrou os punhos e pediu vibração. Olhou para Devid e bateu palmas. Orientou o posicionamento de Diogo e deu dura na zaga por ter feito falta na entrada da área. Na cobrança, Bruno Ribeiro acertou a trave de Lomba, aos dois minutos.

O Flamengo sentiu falta de Léo Moura. O lateral-direito apoiou pouco, não conseguiu ser perigoso. Na esquerda, Rodrigo Alvim errou os cruzamentos sempre que avançou. Com um homem a menos, o Prudente ficou fechadinho no campo de defesa e tentou explorar contra-ataques. Por pouco não fez o segundo. Cleidson cruzou da esquerda, Hugo apareceu livre para finalizar, mas mandar sobre o gol de Lomba, aos nove minutos.

Se toda a disposição de Pet se transformasse em bom futebol, o Flamengo ganharia muito. O camisa 10 até se esforçou, mas foi pouco produtivo. De tanta vontade, chegou a atrapalhar uma cabeçada de Deivid. Jogou de zagueiro e tirou a bola do companheiro. O ritmo de Renato desabou, e Kleberson só apareceu pouco antes de sair. Aos 19, Alvim cruzou da esquerda, e o volante cabeceou bonito. O bom goleiro Giovanni defendeu. O Penta, que fez dois gols contra o Vitória, ficou devendo e foi substituído por Silas.

Rospide também mudou. Tirou o lateral-esquerdo Cleidson e colocou mais um volante. João Vítor entrou para formar um paredão com Rodrigo Mancha, Marcelo Oliveira e Roberto. Na frente, Henrique Dias entrou na vaga de Hugo, que andava paradão, para dar velocidade nos contra-ataques. Em um deles, o segundo gol não saiu por pouco. Fabiano Gadelha avançou pela direita, passou sem problemas por Angelim e cruzou. Henrique Dias passou pela bola, João Vítor apareceu para completar de carrinho, mas foi travado, aos 28.

Mais uma vez ficou evidente que o Flamengo é um time que se arrasta em campo, que sofre com o desequilíbrio físico. Cansado, Renato deu lugar a Maldonado. A derrota parecia inevitável, mas o time não desistiu. Aos 40, Diego Maurício encarou a marcação de Diego e bateu cruzado para empatar. Já era lucro. Aos 49, Após escanteio da direita, a bola sobrou para Toró na entrada da área. Chute no cantinho esquerdo de Giovanni, para lavar a alma.

GRÊMIO PRUDENTE 1 X 2 FLAMENGO
Giovanni, Bruno Ribeiro, Anderson Luís, Diego Giaretta e Cleidson (João Vítor); Rodrigo Mancha, Marcelo Oliveira, Roberto (Anderson Pedra) e Fabiano Gadelha; Adiano Pimenta e Hugo (Henrique Dias). Marcelo Lomba, Léo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Rodrigo Alvim; Correa (Petkovic), Toró, Kleberson (Diego Maurício) e Renato (Maldonado); Diogo e Deivid.
Técnico: Marcelo Rospide. Técnico: Silas.
Gols: Adriano Pimenta, aos 45 do primeiro tempo. Diego Maurício, aos 40, Toró, aos 49 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Cleidson, Adriano Pimenta e Marcelo Oliveira (Grêmio Prudente); Diogo e Maldonado (Flamengo). Cartão vermelho:Adriano Pimenta (Grêmio Prudente).
Estádio: Prudentão, em Presidente Prudente, SP. Data: 15/09/2010.Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro-MG (Fifa). Assistentes: Gilson Bento Coutinho-PR e José Amilton Pontarolo-PR. Público pagante: 3.815.Renda: R$ 60.560, 00.

setembro 16, 2010 Posted by | Flamengo, Grêmio Prudente | , , | Deixe um comentário