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Vasco e Atlético Mineiro se enfrentam em momentos diferentes

Cariocas querem manter embalo e chegar perto do G4. Mineiros precisam pontuar para afastar o perigo

Embalado. É desta maneira que o Vasco entra em campo nesta quinta-feira, às 21h, em São Januário. E o adversário não poderia ser melhor: um oscilante Atlético-MG que não conseguiu, em nenhum momento na competição, se desgarrar da desagradável zona do rebaixamento.

O retrospecto para atuar em São Januário é favorável ao time de Paulo Cesar Gusmão. Das últimas quatro partidas, o Vasco saiu vitorioso em três delas. Atlético-PR, Atlético-GO e Vitória, todos rubro-negros por sinal, não foram capazes de parar a equipe cruzmaltina.

Já o Atlético-MG, de Vanderlei Luxemburgo, ao jogar fora de casa padece. De nove jogos realizados no primeiro turno longe de Minas Gerais, foram seis derrotas e uma vitória apenas. Retrospecto que anima ainda mais as esperanças vascaínas de um triunfo na noite desta quinta-feira.

Éder Luís será o único medalhão em campo

Sem Carlos Alberto e Felipe, lesionados, além de Zé Roberto, suspenso por conta de cartões amarelos, o Vasco terá em um ex-atleticano como a referência em campo para seguir em sua série de 11 jogos invicto.

Além de Éder Luís, o Vasco, de Paulo Cesar Gusmão, já está escalado. Na lateral-esquerda, Jumar joga improvisado no setor enquanto Ramon segue se recuperando de um estiramento da coxa esquerda. No meio, Nilton volta ao time, enquanto Fumagalli assume a responsabilidade de criação das jogadas. Na frente, Nunes terá chance de se firmar como centroavante da equipe.

Éder, que por cinco anos defendeu a camisa do Atlético-MG, garante que está tranquilo para encarar o time que o lançou ao mundo do futebol.

– Ficar ansioso é pior. Vou entrar tranquilo em campo. A vida no futebol é dinâmica. Um dia aqui, outro lá. Eu defendo o Vasco e vou dar o melhor de mim para poder vencer mais essa partida e seguir neste bom momento – afirma o camisa sete.

Para se afastar da zona da degola

Mesmo com um elenco repleto de estrelas como Diego Souza, Diego Tardelli e Vanderlei Luxemburgo, o Atlético ainda não conseguiu engrenar no Campeonato Brasileiro e segue na zona de rebaixamento. A crise foi ainda mais acentuada após uma declaração do presidente Alexandre Kalil. O mandatário deu razão aos torcedores e afirmou que “um cacete” não faria mal aos jogadores do Galo.

A tarefa desta quinta-feira não é das mais fáceis para o time alvinegro, uma vez que o Vasco é o único time invicto no Brasileiro no pós-Copa. E para piorar a situação, Luxa tem algumas baixas relevantes para o confronto desta terça: Diego Tardelli, Fernandinho e Zé Luis seguem no departamento médico. Obina, que desencantou nas últimas partidas, levou o terceiro amarelo e está fora.

Em contra partida, Luxa poderá contar com o retorno do armador Diego Souza e do meia-atacante Daniel Carvalho, ambos recuperados de contusão. O técnico, por sinal, não ficou satisfeito com o desempenho de sua equipe na derrota para o São Paulo e promoveu mudanças. Na defesa, Campos substitui Werley e Ricardinho cede a vaga no meio de campo para Méndez.


FICHA TÉCNICA
VASCO x ATLÉTICO-MG

Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 09/09/2010 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Cléber Welington Abade (SP)
Auxiliares: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e João Bourgalder (SP)

VASCO: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Titi e Jumar; Nilton, Rafael Carioca, Rômulo e Fumagalli; Éder Luís e Nunes. Técnico: Paulo César Gusmão

ATLÉTICO-MG: Fábio Costa, Diego Macedo, Réver, Campos e Leandro; Serginho, Fabiano, Méndez e Diego Souza; Daniel Carvalho e Neto Berola. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

setembro 9, 2010 Posted by | Atlético-MG, Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

Empatados, Santos e Botafogo se reencontram pelo Brasileirão

Com 31 pontos, alvinegros buscam arrancada no returno do campeonato

Dois dos clubes mais tradicionais do Brasil, Santos e Botafogo iniciam a caminhada no segundo turno do Brasileiro de 2010 entre os candidatos ao título. Empatados com 31 pontos no terceiro e quinto lugar, respectivamente, Peixe e Glorioso duelam nesta quinta-feira, no Pacaembu, às 21h, também de olho em engrenar de vez, já que vem de empate na última rodada.

A partida com transmissão em tempo real pelo LANCENET! também marca o confronto entre Neymar e Maicosuel, jogadores que são as maiores esperanças de espetáculo das torcidas alvinegras. No primeiro turno, em jogo no Engenhão, o empate em 3 a 3 mostrou equilíbrio entre as equipes, que iniciam um novo ciclo na competição com os times um pouco diferentes de quando se enfrentaram inicialmente na temporada.

DONO DO PEDAÇO, QUE NÃO É O MESMO

Depois do empate sem gols contra o Flamengo fora de casa, o Santos quer fazer valer o mando de jogo mesmo o jogo não sendo na Vila Belmiro, onde o Peixe é praticamente imbatível na temporada. Para a partida o técnico Dorival Júnior não deverá contar com Rodriguinho, apesar de ter sido liberado pelo Departamento Médico após um edema na coxa esquerda, o volante treinou em separado e não deve ficar à disposição a tempo. Por outro lado o comandante terá o importante retorno de Neymar, que esteve suspenso por três cartões amarelos na última partida.

Apesar de poder contar com praticamente todo elenco, Dorival tem um motivo para se preocupar. Seus jogadores precisarão estar atentos com cartões amarelos, ao todo na partida serão sete pendurados: Arouca, Danilo, Durval, Pará, Bruno Aguiar, Marcel e Zezinho.

– Chegamos a um momento em que todos jogam com jogadores pendurados. Infelizmente todos estão no mesmo instante. Os jogadores vão ficar de fora, infelizmente é dessa forma, mas o principal é que tenha um elenco motivado e um atleta preparado para a eventualidade – comentou o comandante.

QUE TROPEÇO?

Depois de abrir vantagem de dois gols e ceder o empate em 2 a 2 diante do Grêmio, no último sábado, o ânimo do Botafogo já está totalmente recuperado do choque em casa para buscar três pontos em São Paulo. Com os desfalques de Jobson e Somália, ambos ainda em recuperação de lesão na coxa esquerda, o técnico Joel Santana deve manter Fahel de volante e Loco Abreu no ataque.

Com a responsabilidade de parar o temido ataque santista, Jefferson espera muito trabalho, porém está confiante em levar a melhor no duelo de alvinegros. Na visão do goleiro, uma vitória contra um adversário de qualidade servirá para aumentar a moral do Botafogo no Brasileirão.

– Eles têm uma ótima linha de frente, mas também estamos estruturados e temos condições de ganhar. Ganhamos mais personalidade e confiança ao longo do campeonato. Sabemos que será um jogo difícil, mas acreditamos em nós – disse.

FICHA TÉCNICA:

SANTOS X BOTAFOGO

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 9/9/2010
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Helberth Costa Andrade (MG)

SANTOS: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Danilo e Marquinhos; Zé Eduardo, Neymar e Keirrison. Técnico: Dorival Júnior.

BOTAFOGO: Jefferson, Leandro Guerreiro, Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro, Marcelo Mattos, Fahel, Maicosuel e Marcelo Cordeiro; Herrera e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana.

setembro 9, 2010 Posted by | Botafogo, Santos | , , | Deixe um comentário

Líder, Flu bate Ceará e reencontra vitória no primeiro jogo pós-Maracanã

Triunfo é construído ainda no primeiro tempo com gols de Mariano e Washington – duas vezes. Geraldo desconta para os cearenses no final

A primeira impressão foi boa. Na estreia como mandante no Engenhão, casa dos tricolores neste segundo turno do Campeonato Brasileiro com o fechamento do Maracanã, o Fluminense reencontrou a vitória. Sem muito esforço, o time carioca venceu o Ceará por 3 a 1, nesta quarta-feira, pela 20ª rodada da competição. Mariano e Washington, duas vezes, marcaram os gols ainda no primeiro tempo. Geraldo, nos minutos finais da partida, descontou.

O Fluminense tinha conquistado só dois pontos nos últimos nove disputados. O clube carioca vinha de empates com o São Paulo (2 a 2) e Palmeiras (1 a 1), além de uma derrota para o Guarani (1 a 2). Com o resultado, o Tricolor segue na liderança do Campeonato Brasileiro com 41 pontos. Para melhorar, o Corinthians empatou por 1 a 1, na Arena da Baixada, e ficou com 38 pontos. O Timão ainda vai encarar o Vasco pela 18ª rodada, em jogo adiado por causa da festa do centenário do clube paulista – ou seja, pode empatar com o rival carioca.

Em crise, o Ceará deve cair ainda mais na classificação. A equipe segue com 25 pontos, por enquanto na 11ª posição. Depois da volta do Campeonato Brasileiro, após a parada para a Copa do Mundo, o time nordestino disputou 13 jogos, com apenas uma vitória (2 a 1 no  Grêmio), cinco empates e sete derrotas.

Foi o primeiro jogo do Fluminense no Engenhão após o fechamento do Maracanã para as obras da Copa do Mundo de 2014. E a torcida, grande incentivadora do time neste Brasileirão, compareceu timidamente. Foram apenas 5.698 presentes, menor público do Tricolor como mandante na competição. O Fluminense tem a melhor média até aqui do campeonato com 27 mil torcedores por partida.

Na próxima rodada, o Fluminense enfrenta o Atlético-GO, no sábado, às 18h30, no Serra Dourada. Já o Ceará encara o Santos, no domingo, às 18h30, no Castelão, em Fortaleza.

Avassalador, Flu faz 3 a 0 no primeiro tempo.

O ambiente era novo, mas o Fluminense precisou de apenas 45 minutos para provar a si próprio e ao torcedor que pode, sim, se sentir em casa no Engenhão. No dia em que viu o STJD  descartar a possibilidade de manter aberto o Maracanã, o Tricolor foi praticamente perfeito no primeiro tempo e abriu 3 a 0 sobre o Ceará, dono da melhor defesa do Campeonato Brasileiro.

Em alta rotação, a equipe de Muricy Ramalho pressionou a saída de bola nordestina desde o minuto inicial. Com Conca e Deco mais próximos do que de costume e com liberdade para encostar em Washington, único atacante, o Fluminense desperdiçou duas oportunidades em cobranças de falta antes de abrir o placar com Mariano, aos seis minutos. O lateral recebeu pela direita, cortou para o meio e cruzou de canhota. A bola passou por todo mundo e morreu no canto de Michel Alves: 1 a 0. Foi o terceiro gol do lateral neste Brasileiro e, curiosamente, o terceiro sem querer… os outros dois foram contra o Internacional e contra o Grêmio.

Ao contrário das últimas três partidas, o Tricolor não recuou ao sair na frente e continuou com a marcação forte no campo de ataque. Acuado, o Ceará praticamente não passava do meio-campo. Quando o fazia, não levava perigo, como no chute fraco de Magno Alves, aos nove. Nada que diminuísse o domínio tricolor. Aos 13, Deco tocou para Washington, que demorou para chutar e foi desarmado pela zaga.

Totalmente envolvido, o Ceará apelava constantemente para faltas. Na base da troca de passes, o Flu vencia o cerco e continuava criando boas chances. Aos 18, Washington mais uma vez foi lento no momento da conclusão e perdeu boa oportunidade ao receber de Julio Cesar. Três minutos depois, porém, o Coração Valente não perdoou.

Após lindo passe de Conca, o atacante se viu frente a frente com Michel Alves e deu apenas um toquinho sobre o goleiro para marcar: 2 a 0. Em desvantagem, os cearenses tentaram sair para o jogo, mas não foram felizes. Na melhor jogada, aos 29, Magno Alves chutou cruzado, e Kempes não alcançou a bola na pequena área. No contra-ataque, o terceiro gol do Flu. Em grande noite, Conca levou a melhor em disputa com a zaga, invadiu a área, levantou a cabeça e rolou para Washington escorar de perna direita e transformar o placar em goleada: 3 a 0. Foi o oitavo gol do atacante no campeonato – dois nos tempos de São Paulo

Perdido em campo, o Ceará não se acertava no ataque e dava espaços na defesa. Tanto que, aos 34, Leandro Euzébio protagonizou linda jogada. O zagueiro partiu em disparada pela ponta direita, driblou dois adversários e, como um legítimo armador, tocou para Mariano. Livre na marca do pênalti, o lateral chutou por cima do gol.

Foi o último lance de perigo em um primeiro tempo onde o Ceará ainda tentou chutes de longe com Kempes, aos 38, e Anderson, aos 46, mas sequer sujou o uniforme de Fernando Henrique.

Tricolor administra a vitória no segundo tempo

O Ceará voltou para o segundo tempo com Oziel no lugar de Michel. Mas o jogo esfriou. O Fluminense passou a administrar o resultado e diminuiu o ritmo. Pouco aconteceu até os 20 minutos. O time nordestino até tentava chegar, mas não levava perigo.

A primeira grande chance veio quando o ex-tricolor Magno Alves fez boa jogada pela linha de fundo e cruzou na cabeça de Kempes. O atacante subiu e testou para o chão. Deu azar. A bola quicou e subiu, passando por cima do travessão.

O caminho para o Ceará tentar diminuir o placar parecia estar pelo alto. Após cruzamento de Oziel, Magno Alves cabeceou no canto direito e Fernando Henrique espalmou para escanteio. O Fluminense só foi chegar com perigo aos 28 minutos. Marquinho deu ótimo passe para Carlinhos, que tocou na saída do goleiro. A bola passou em frente ao gol e parou nos pés de Conca. O meia tentou por cobertura, mas a bola saiu com muito perigo pela linha de fundo.

Nos minutos finais, o Ceará pressionou. Primeiro Kempes recebeu na entrada da área  e chutou forte. Fernando Henrique se esticou todo para fazer ótima defesa. Depois, após cobrança de escanteio, Washington tentou afastar e quase marcou um gol contra. Sorte que Marquinho, praticamente em cima da linha, tirou a bola.

Mas aos 44 minutos, não teve saída. Camilo saiu com rapidez no contra-ataque e rolou para Geraldo. O meia tocou por baixo do goleiro Fernando Henrique e fez o gol de honra do Ceará. Final de partida: 3 a 1.

FLUMINENSE 3 X 1 CEARÁ
Fernando Henrique, Gum, André Luis, Leandro Euzébio; Mariano, Valencia (Belletti), Fernando Bob (Marquinho), Conca, Deco e Julio Cesar (Carlinhos); Washington. Michel Alves, Anderson, Fabrício e Diego Sacoman; Heleno (Geraldo), Michel, João Marcos, Camilo (Oziel) e Ernandes; Kempes e Magno Alves.
Técnico: Muricy Ramalho Técnico: Mário Sérgio
Gols: Mariano aos seis; Washington aos 22 e aos 30 minutos do primeiro tempo; Geraldo aos 44 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Fernando Bob (Fluminense); Michel, Heleno, Anderson (Ceará)
Público: 4.632 (pagantes) / 5.698 (presentes)
Renda: R$ 85.440,00
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro.
Data: 08/09/2010.
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL).
Assistentes: Ednilson Corona (Fifa/SP) e Luís Alberto Kallenberger (SC).

setembro 9, 2010 Posted by | Ceará, Fluminense | , | Deixe um comentário

Atlético-PR e Corinthians empatam na noite dos pênaltis polêmicos

Ronaldo faz em marcação duvidosa da arbitragem no primeiro tempo. Bruno Mineiro iguala placar após simulação de Wagner Diniz na área

Na volta de Ronaldo, quem chamou a atenção foi a arbitragem. Com uma atuação polêmica do juiz Jailson Macedo Freitas (BA), Atlético-PR e Corinthians empataram por 1 a 1, nesta noite de quarta-feira, na Arena da Baixada, pela primeira rodada do segundo turno do Campeonato Brasileiro. Os dois gols saíram em cobranças de pênaltis. Ronaldo converteu a polêmica marcação no primeiro tempo após toque no braço de Wagner Diniz e Bruno Mineiro igualou depois de uma clara simulação do mesmo lateral-direito na área na etapa complementar.

O resultado é ruim para as duas equipes. Depois de passar várias rodadas na zona do rebaixamento, o Furacão chega aos seis jogos consecutivos sem perder, mas perde boa chance de encostar no G-4 da competição. O Rubro-Negro tem agora 28 pontos, na sétima colocação.

A igualdade é ainda pior para o Corinthians. O Timão vai aos 38 pontos, em segundo, mas vê o Fluminense abrir vantagem. Os cariocas venceram o Ceará por 3 a 1 e chegaram aos 41. Os paulistas, porém, possuem um jogo a menos, que será disputado no dia 13 de outubro, contra o Vasco, em São Januário.

Na próxima rodada, o Atlético-PR visita o Guarani, domingo, às 18h30m, no Brinco de Ouro, em Campinas. O Corinthians recebe o Grêmio, sábado, no mesmo horário, no Pacaembu, em São Paulo.

Apesar de jogar com a Arena lotada, o Atlético-PR não conseguiu pressionar o Corinthians nos primeiros minutos. Marcando forte, o Timão teve maior posse de bola e encontrou espaços pelo lado esquerdo do ataque, com Jorge Henrique atuando nas costas do lateral-direito Wagner Diniz. Jucilei e Elias também encostaram com frequência no setor ofensivo.

Ronaldo, se movimentando um pouco mais do que contra o Vitória, teve a primeira grande chance de abrir o placar, aos dez minutos. Em contra-ataque puxado por Elias pelo meio, Jorge Henrique recebeu na esquerda e lançou o Fenômeno. Ele dominou com estilo, invadiu a área e bateu por cobertura. Neto, atento, saiu rapidamente do gol e desviou com o peito, salvando o Furacão.

O Atlético-PR teve uma leve melhor a partir dos 15 minutos, mas não suficiente para sufocar. Maestro da equipe, Paulo Baier passou a se movimentar mais e a forçar o jogo na velocidade de Maikon Leite. Sem resultado. O primeiro lance de perigo dos donos da casa foi apenas aos 30 minutos. Baier cobrou falta para a área, Bruno Mineiro apareceu livre na área e cabeceou para Julio Cesar pegar no canto direito.

Pouco depois, o Corinthians chegou ao gol em lance polêmico, aos 35. Ronaldo tentou cruzar pelo lado esquerdo da área, a bola desviou no pé e bateu no braço direito de Wagner Diniz. O árbitro marcou pênalti. O próprio Fenômeno bateu e converteu. Foi o segundo gol dele no Campeonato Brasileiro, o segundo diante do Furacão, novamente em penalidade.

Ronaldo sai, e Furacão chega ao empate
Na volta do intervalo, o técnico Adilson Batista apostou nos contra-ataques, já esperando uma pressão maior do Atlético-PR. Para isso, sacou Ronaldo e colocou Iarley, autor de três gols nas últimas duas rodadas. Sem melhora, Carpegiani também trocou no Furacão depois de apenas sete minutos. Tirou o volante Deivid e colocou o meia paraguaio Ivan González. Logo em seguida, o Timão perdeu Roberto Carlos, machucado. Paulinho entrou.

O Atlético-PR, no entanto, nada melhorou até aos 20 minutos. Bem posicionado na defesa, o Corinthians anulou Paulo Baier e não deu espaços a Maikon Leite. González tentou armar e também pouco mostrou. No melhor lance, aos 16, driblou dois adversários na intermediária e chutou para longe.

Logo em seguida, aos 23, os paranaenses chegaram ao empate, também em cobrança de pênalti. Wagner Diniz recebeu lançamento na área e se jogou ao perceber a aproximação de Leandro Castán. Jailson Macedo Freitas caiu na simulação e marcou. Bruno Mineiro bateu com estilo e deixou tudo igual novamente.

A igualdade colocou fogo na torcida atleticana e deixou os corintianos furiosos. Os jogadores reclamaram bastante da marcação do pênalti. Melhor para o Atlético-PR, que continuou no ataque, ainda que sem incomodar Julio Cesar.

Aos 41, Elias teve a chance de garantir o triunfo corintiano. Após cruzamento da esquerda, o volante apareceu livre na área e desviou de perna direita, por cima da meta. Branquinho, aos 47, chutou para longe uma cobrança de falta ensaiada.

ATLÉTICO-PR 1 X 1 CORINTHIANS
Neto, Wagner Diniz, Rhodolfo, Manoel e Paulinho; Chico, Deivid (Ivan González), Paulo Baier (Vitor) e Branquinho; Maikon Leite e Bruno Mineiro. Julio Cesar, Alessandro, Leandro Castán, William e Roberto Carlos (Paulinho); Ralf, Elias, Jucilei e Bruno César (Danilo); Jorge Henrique e Ronaldo (Iarley).
Técnico: Paulo César Carpegiani. Técnico: Adilson Batista.
Gols: Ronaldo, aos 35 minutos do primeiro tempo. Bruno Mineiro, aos 23 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Maikon Leite, Wagner Diniz (Atlético-PR); Paulinho, Leandro Castán, Elias, Alessandro, Bruno César (Corinthians)
Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba. Data: 08/09/2010. Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA). Assistentes: Luiz Carlos Silva Teixeira (BA) e Adailton José de Jesus Silva (BA).

setembro 9, 2010 Posted by | Atlético-PR, Corinthians | | Deixe um comentário

São Paulo bate o Flamengo e dá vitória para Rogério Ceni no Morumbi

Com 20 anos de casa, goleiro trabalhou bem menos do que imaginava. Diogo é expulso no primeiro tempo e prejudica time carioca em campo

Em um encontro marcado pela festa para Rogério Ceni, que celebrou 20 anos de São Paulo, o dono da casa construiu a vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo ainda no primeiro tempo, na noite desta quarta-feira, no Morumbi, pelo Brasileiro. O Tricolor conseguiu a terceira vitória seguida na competição e mostrou que está realmente se recuperando da crise que atravessou após a Copa do Mundo. A equipe carioca não tem nada para comemorar: chegou ao sexto jogo sem vitória, o que não acontecia desde 2008, se aproximou dos últimos colocados e ainda teve Diogo, expulso quase no fim da primeira etapa.

Com o resultado, o dono da casa chegou a 28 pontos na oitava posição, mas ainda pode ser ultrapassado pelo Vasco. O visitante segue com 22, em 16º, na beira da zona de rebaixamento, mas não corre o risco de entrar no Z-4 ainda nesta rodada. Na próxima, o time carioca encara o Vitória no sábado, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, às 18h30m, e a equipe paulista enfrenta o Botafogo, no domingo, às 16h, no Engenhão.

Festa só para os tricolores. Diogo é expulso

A noite era de homenagens no São Paulo. Rogério Ceni recebeu um troféu por ter completado 20 anos de clube na última terça-feira. E Jorge Wagner completou 200 jogos com a camisa do time e foi presenteado com um uniforme especial.

Na escalação tricolor, o técnico Sérgio Baresi resolveu começar a partida com duas linhas de quatro. Junior Cesar perdeu a vaga e Richarlyson foi deslocado para a lateral esquerda. Cleber Santana ganhou um lugar no meio campo, e Jorge Wagner ocupou a vaga de Casemiro, suspenso, povoando o meio pela esquerda. No Fla, Silas montou o time no 4-4-2, com Renato na criação, e Diogo e Deivid no ataque. Petkovic ficou novamente no banco de reservas de início.

Com Marcelinho em mais uma atuação inspirada, o São Paulo chegou ao gol logo aos oito minutos: o jovem costurou a defesa e tocou para Marlos, sozinho, driblar Marcelo Lomba e tocar cruzado: 1 a 0 para o dono da casa.

O Fla tentou responder com um chute de primeira de Willians, que bateu na rede pelo lado de fora, na parte de cima, e assustou Ceni. Mas a verdade é que o anfitrião tinha mais facilidade em chegar ao ataque do que o visitante. Silas então tomou uma atitude pouco comum; sacou Correa, aos 21 minutos, para a entrada de Vinicius Pacheco, com o objetivo de fazer o seu time também procurar o gol. O volante, após ser substituído, sentou no banco e colocou as mãos no rosto, arrasado. E ainda ouviu do treinador a seguinte frase:

– Desculpa, mas eu tenho que arrumar o time.

Mesmo com a modificação, o Flamengo ainda tinha muito trabalho para evitar que o São Paulo fizesse o segundo e seguia sem incomodar a meta de Ceni. Aos 27, após uma cobrança de escanteio de Jorge Wagner, Fernandão cabeceou a bola no travessão de Marcelo Lomba. Mais um susto para a defesa rubro-negra.

Diogo fez uma falta desnecessária aos 38 minutos em Richarlyson e sofreu cartão amarelo. A bobagem custaria caro um minuto depois: o atacante caiu na área tentando cavar um pênalti e recebeu o segundo amarelo, que gerou automaticamente o vermelho. O Flamengo ficou com um a menos.

Era o que o São Paulo precisava para fazer o segundo: com ainda mais liberdade, Jorge Wagner cruzou com precisão para Fernandão, de cabeça, ampliar: 2 a 0 e festa da torcida tricolor, que começou a gritar: “o campeão voltou”. Os torcedores rubro-negros, calados, não acreditavam no que viam, e se irritaram ainda mais quando Renato isolou a bola em uma cobrança de falta aos 44. Deivid, em uma tentativa individual, deu um chute fraco a gol aos 45, tornando fácil a defesa de Ceni.

Silas é chamado de burro, Fla melhora, mas Tricolor garante a vitória

Silas manteve o time só com um atacante na volta do segundo tempo. Baresi, contente com a vitória parcial, colocou a equipe do São Paulo no 3-5-2, com a saída de Cleber Santana e a entrada de Renato Silva. A primeira chance do Fla foi aos sete, com Willians chutando perto da trave direita de Ceni. Aos nove e, aos 11, Lomba teve trabalho: no primeiro lance, ele defendeu uma finalização de Fernandão. Na segunda, ele viu uma bola de Marlos passar perto do ângulo direito do seu gol.

Com o Tricolor mais fechado, o Flamengo começou a ter mais tempo para trabalhar a bola e ameaçar a meta de Ceni. Uma cobrança frontal de Leo Moura, aos 13, beijou a trave. Angelim pegou o rebote de cabeça e obrigou Xandão a tirar em cima da linha. A bola só sossegou  nas mãos do homenageado da noite. O time carioca crescia de produção, e a torcida pedia “Pet, Pet”.

Com a demora de Silas para mexer, os torcedores rubro-negros começaram a chamar o técnico de burro. Pouco depois, o comandante resolveu mudar tudo na frente: tirou Renato Abreu, bastante vaiado, para a entrada de Pet, e colocou Diego Maurício no lugar de Deivid, que também esteve apagado. No Tricolor, Ilsinho entrou para fazer a reestreia com a camisa do clube.

O São Paulo, fechado, tinha Marcelinho como única arma ofensiva. Enquanto isso, o visitante tentava pelo menos diminuir o prejuízo. A melhor chance do Flamengo surgiu aos 36, quando Willians foi derrubado por Miranda na meia-lua. Pet se preparou para cobrar, mas quem bateu foi Juan, que mandou por cima do gol de Ceni. O homenageado ainda precisou fazer uma defesa importante aos 44 minutos, após uma cabeçada de Jean. Mas trabalhou bem menos do que imaginava antes da partida.

SÃO PAULO 2 X 0 FLAMENGO
Rogério Ceni; Jean, Xandão, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto (Zé Vitor), Cleber Santana (Renato Silva), Jorge Wagner e Marcelinho; Marlos (Ilsinho) e Fernandão. Marcelo Lomba; Léo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Toró, Correa (Vinicius Pacheco), Willians e Renato (Petkovic); Diogo e Deivid (Diego Maurício).
Técnico: Sérgio Baresi Técnico: Silas
Gols: Marlos, aos oito minutos, e Fernandão, aos 41 minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos: Cleber Santana, Richarlyson, Renato Silva, Miranda, ilsinho, Xandão (São Paulo); Toró, Leo Moura (Flamengo).Vermelho: Diogo. Renda e Público: R$ 290.497,59 / 14.389 pagantes
Estádio: Morumbi, em São Paulo (RJ). Árbitro: Alício Pena Júnior (MG).Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (SC) e Kléber Lucio Gil (SC).

setembro 9, 2010 Posted by | Flamengo, São Paulo | | Deixe um comentário

Vitória e Palmeiras empatam e não afastam o fantasma do rebaixamento

Leão não vence há cinco rodadas e continua no 15° lugar na tabela. Já o Verdão, que não triunfa há três partidas, permanece na 12ª posição

O fantasma do rebaixamento rondava o Barradão na noite desta quarta-feira. Vitória e Palmeiras buscavam o triunfo para iniciar uma reação no Brasileirão e pegar o elevador na tabela do campeonato. O Leão saiu na frente e, depois de um primeiro tempo apático, o Verdão acordou e deixou tudo igual. Empate por 1 a 1 e resultado ruim para os dois lados.

Há cinco rodadas sem triunfar, o Vitória continua na 15ª colocação. Já o Palmeiras, que somou o terceiro jogo sem vencer, segue em 12°.

Na 21ª rodada, os dois times terão duelos contra equipes cariocas. O Vitória enfrentará o Flamengo, no sábado, às 18h30m, no Raulino de Oliveira. Já o Palmeiras receberá o Vasco no domingo, às 16h, no Pacaembu.

Vitória mostra cartão de visitas aos 9

Apito inicial, e Vitória no ataque. O Leão não deu chances para o Palmeiras no início da partida. Aos 5, Ramon cobrou escanteio e Wallace cabeceou rente à trave direita de Deola, que substituiu Marcos, ainda se recuperando de uma lesão no joelho esquerdo.

Quatro minutos depois, a rede balançou no Barradão. Júnior dominou na entrada da área, passou no meio de dois zagueiros e tocou para Elkeson. O atacante chutou cruzado com o pé direito para marcar o primeiro gol do Vitória.

Atrás no placar, o Palmeiras saiu mais para o jogo, mas parou na falta de objetividade de seu ataque. Só no primeiro tempo, teve chute para muito longe de Edinho, Kleber escorregando após pisar na bola e Luan sendo desarmado com facilidade.

Do outro lado, o Vitória continuava pressionando. Aos 29, Eduardo cruzou, mas Maurício Ramos afastou o perigo da área. No rebote, Evandro pegou de primeira e soltou uma bomba que tirou tinta da trave direita de Deola. Na sequência, Ramon recebeu lançamento de Elkeson, dominou no peito e chutou. A bola encontrou Júnior no meio do caminho. O camisa 9 tentou aproveitar a jogada, mas foi desarmado.

Já nos acréscimos do primeiro tempo, Luan foi o protagonista de duas jogadas do Verdão. O atacante recebeu a bola na entrada da área, mas não conseguiu concluir o chute. Depois, ganhou o escanteio no grito, após dividir com Vanderson, mas o esforço foi em vão. As tentativas do jogador parecem não ter agradado ao técnico Felipão. Antes do apito final aos 48, Valdívia já aquecia ao lado do banco de reservas.

Valdívia dá volume de jogo ao Verdão

Após o intervalo, Luan foi para o banco de reservas e deu lugar para o meia chileno. Felipão também trocou Pierre por Tadeu. A necessidade de fazer gols fez o Palmeiras avançar em campo, mas a primeira chance ofensiva foi do Vitória. No primeiro minuto do segundo tempo, Eduardo sofreu falta, e a boa cobrança de Ramon foi defendida por Deola.

Valdívia trouxe mais criatividade para o time paulista e criou boas jogadas pela direita. Foi dele o cruzamento para o passe de calcanhar de Marcos Assunção que parou nos pés da zaga adversária. O meia chileno também lançou Tadeu, que não teve sucesso na finalização.

O Vitória passou a jogar no contra-ataque. E conseguiu assustar. Aos 12, Maurício Ramos recuou mal a bola para Deola e viu Elkeson driblar o goleiro e chutar. A torcida do zagueiro deu certo, e o tiro estourou na trave antes de sair pela linha de fundo.

Com mais volume de jogo, o Palmeiras tentava chegar no gol de Viáfara. Precavido, o técnico Toninho Cecílio substituiu Bida por Reniê e segurou a marcação. Mas em um lance de erro individual, o Verdão chegou ao empate. Aos 26, Edinho chutou de longe e Viáfara largou na frente da área. No rebote, Tadeu mandou a bola para dentro da rede, colocando no canto esquerdo.

Com o empate, o Vitória voltou a pressionar no ataque. Ramon arriscou de fora da área, Thiago Humberto, que entrou no lugar de Evandro, tentou cavar um pênalti e Anderson Martins chutou nas pernas do zagueiro. Nada adiantou. A igualdade permaneceu no Barradão.

VITÓRIA 1 X 1 PALMEIRAS
Viáfara, Ricardo Conceição, Wallace, Anderson Martins e Eduardo; Vanderson, Bida (Reniê), Ramon e Elkeson; Evandro (Thiago Humberto) e Júnior. Deola; Danilo, Edinho e Maurício Ramos; Márcio Araújo, Pierre (Tadeu), Marcos Assunção, Tinga e Rivaldo (Vitor); Luan (Valdívia) e Kleber.
Técnico: Toninho Cecílio. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Gols: Elkeson, aos 9 do primeiro tempo; Tadeu, aos 26 do segundo tempo
Cartões amarelo: Ramon (Vitória), Wallace (Vitória), Pierre (Palmeiras), Viáfara (Vitória) e Edinho (Palmeiras)
Estádio: Barradão, em Salvador. Data: 08/09/2010. Horário: 22h (de Brasília). Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (Fifa-RJ).Assistentes: Marcelo Braz Mariano e Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ).

setembro 9, 2010 Posted by | Palmeiras, Vitória | | Deixe um comentário

Cruzeiro repete o script e vence o Inter, por 1 a 0, no Parque do Sabiá

Volante Everton marca antes dos 15 minutos e garante a vitória da equipe mineira. Resultado leva o Cruzeiro, enfim, ao G-4 do Campeonato Brasileiro

No duelo dos seis pontos da rodada do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro levou a melhor e ultrapassou o Internacional na tabela de classificação. O time mineiro venceu o Colorado por 1 a 0, no Parque do Sabiá, em Uberlândia. O gol de Everton, ainda no início da partida, deixou a Raposa com 34 pontos, contra 31 da equipe gaúcha.

Pela primeira vez na competição, o time mineiro conseguiu três vitórias seguidas e confirmou a boa fase do time jogando no Triângulo Mineiro. Antes, a Raposa já havia vencido o Corinthians e o Flamengo pelo mesmo placar. Já o Inter, após três jogos sem levar gols, voltou a perder depois de cinco rodadas de invencibilidade.

Na próxima rodada, o Cruzeiro vai a Florianópolis encarar o Avaí, no domingo, às 16h (de Brasília). No mesmo dia, o Inter receberá o Goiás, às 18h30m, no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Sem Montillo, principal jogador da equipe nos últimos jogos, o Cruzeiro tinha em Roger a esperança da armação das jogadas. E a primeira jogada de perigo da Raposa saiu dos pés do meia, aos 9 minutos. Ele lançou Thiago Ribeiro, que cruzou para Everton cabecear com perigo, por cima da trave.

E Everton, a propósito, foi o protagonista do primeiro tempo. O jogador, que substituiu Fabrício, lesionado, voltou com estilo ao time. Aos 14 minutos, Jonathan cruzou, e o volante apareceu como elemento surpresa. O chute, de primeira, deu um sem-pulo para abrir o placar. O goleiro Renan não teve a menor chance de fazer a defesa.

A marcação do Cruzeiro seguia firme, e o Internacional tinha dificuldades de chegar à área celeste. Tanto que apenas aos 29 minutos, após cruzamento de Wilson Mathias, Leandro Damião quase completou para o gol, no primeiro momento de perigo da equipe colorada.

O curinga de Cuca, Everton, quase fez o seu segundo. Ernesto Farías chegou à linha de fundo e cruzou da direita. O volante chutou rasteiro, mas a bola desviou na zaga e ficou fácil para Guiñazu tirar o perigo.

O time mineiro foi melhor e mereceu a vitória. O Colorado praticamente não teve chances de marcar, e Fábio foi quase um espectador privilegiado.

Jogo morno

No segundo tempo, o nível técnico da partida caiu consideravelmente. Com a vantagem no placar, o Cruzeiro limitava-se a marcar e a sair nos contra-ataques, principalmente pelas laterais. Com isso, o Internacional, pouco inspirado, não conseguia fugir da marcação adversária.

Aos poucos, o Cruzeiro foi perdendo o gás, e o time gaúcho começou a pressionar. Com Giuliano e Tinga com mais liberdade no meio-campo, o time gaúcho pecava nos passes finais. Mesmo assim, Fábio trabalhou um pouco mais e teve que aparecer para evitar o empate colorado. Já no fim da partida, Giuliano fez grande jogada ao driblar dois e chutar rasteiro para mais uma boa defesa do goleiro cruzeirense, que mandou para escanteio.

O técnico Cuca ainda alterou a equipe, buscando dar mais força defensiva ao time. Celso Roth, ao contrário, colocou Andrezinho em campo e foi para cima do Cruzeiro. Porém, a zaga celeste, formada por Gil e Léo, e o apoio de Henrique e Marquinhos Paraná, não deu chance para o empate.

O Cruzeiro conseguiu a terceira vitória seguida na competição e chegou, enfim, ao G-4 do Campeonato Brasileiro.

CRUZEIRO 1 X 0 INTERNACIONAL
Fábio; Jonathan, Gil, Léo e Diego Renan; Henrique, Marquinhos Paraná, Everton (Fabinho) e Roger (Pablo); Farías (Wallyson) e Thiago Ribeiro. Renan; Nei, Bolívar, Sorondo e Kléber; Wilson Mathias, Guiñazú, Tinga e Giuliano; Rafael Sóbis (Marquinhos) (Andrezinho) e Leandro Damião.
Técnico: Cuca. Técnico: Celso Roth.
Estádio: Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG). Data: 8/9/2010.Horário: 19h30m (de Brasília). Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE).Assistentes: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA) e Marrubson Melo Freitas (DF).
Cartões amarelos: Guiñazú, Rafael Sóbis e, Wilson Mathias (Internacional); Everton e Wallyson (Cruzeiro)
Gol: Everton (Cruzeiro), aos 14 minutos do primeiro tempo.

setembro 9, 2010 Posted by | Cruzeiro, Internacional | , , | Deixe um comentário

Grêmio vence no Olímpico e deixa o Atlético-GO ‘firme’ na zona vermelha

Tricolor não joga bem, mas consegue fazer 2 a 0 e se afasta da área de queda. Goianos continuam seu calvário

Grêmio e Atlético-GO, os dois lutando para não se afogar na zona de rebaixamento, um se agarrando no pescoço do outro. E o Tricolor, que estreou seu terceiro uniforme, foi quem conseguiu sair nadando. O time gaúcho bateu o Dragão por 2 a 0 e deu ao adversário um presente de grego: a permanência na área da queda para a Série B. A equipe de Renato Gaúcho iniciou o returno ameaçado de voltar para o Z-4 e saiu de campo distanciado do pesadelo do rebaixamento.

Com o Dragão, aconteceu o contrário. O time goiano segue com 17 pontos, na 18ª colocação, e corre o risco de cair para penúltimo. O Grêmio, com 23, subiu para 14º, momentaneamente na zona de classificação para a Sul-Americana. Já são seis pontos de afastamento para o Atlético-MG, o primeiro rebaixado no momento.

Os gols do Grêmio foram marcados por Douglas, no início do primeiro tempo, e Borges, perto do fim da partida. Mas a atuação tricolor não foi boa. Na próxima rodada, os gaúchos visitam o Corinthians. O jogo é sábado, em São Paulo. O Atlético-GO, no mesmo dia, recebe o líder Fluminense.

Douglas gasta a bola no primeiro tempo

É como se o Grêmio tivesse em Douglas uma via única para o ataque. O meia tricolor gastou a bola no primeiro tempo do jogo contra o Atlético-GO. Criou jogadas, chegou forte na área, deu dribles de encabular os adversários. Tudo passou por ele nos 45 minutos iniciais. E ele ainda fez o gol azul.

Gol nada. Golaço. Eram seis minutos. O Grêmio dava sinais de perigo com uma falta na beirada da área. Douglas rolou para Souza, que deixou a bola paradinha para novo chute do camisa 10. A bola viajou com destino certo, sem escalas, até entrar no ângulo esquerdo do goleiro Márcio. O Tricolor pulava na frente.

O gol poderia ter nascido ainda antes. Com time muito ofensivo (Roberson, um meia-atacante, foi o substituto do lesionado Fábio Rochemback, um volante), o Grêmio criou a primeira chance logo com dois minutos. Fábio Santos cruzou da esquerda, e Douglas, feito centroavante, apareceu na cara do gol, mas concluiu para fora.

Mais uma chance, mais Douglas. O camisa 10 fez boa jogada pelo meio e acionou Borges, que emendou para o gol. Márcio defendeu. O Dragão, prejudicado por muitos desfalques (especialmente o do meia Elias), teve uma rara chance aos 21 minutos. Pedro Paulo fez fila e mandou o chute. Victor salvou.

O Grêmio poderia ter eliminado todas as esperanças do Dragão já na largada do segundo tempo. Agenor e Gilson pularam na mesma bola, e o primeiro conseguiu tocar nela, mas com a mão. Pênalti. Souza e Jonas foram pegar a bola para fazer a cobrança. O meia deixou que o atacante batesse. E ele errou. Márcio caiu bem no canto direito e abafou o chute de Jonas.

E aí o Grêmio parou. Fora um ou outro lance de Douglas, não criou mais nada. O Atlético-GO cresceu, passou a rondar a área tricolor, fez a bola girar de um lado para o outro no campo de ataque. Só não ameaçou mais porque não conseguiu se infiltrar nas proximidades do gol de Victor. Incomodou só de longe. Robston, aos 25, mandou uma pancada no canto. Victor voou e espalmou para escanteio.

Renato mexeu no time. Colocou Maylson e Leandro, tirou Douglas e Roberson. A entrada deles quase coincidiu com o segundo gol. Gabriel, em chute desviado na zaga, viu a bola encobrir o goleiro e morrer em cima da rede. Souza, em cobrança de falta, também ameaçou.

O Olímpico viveu minutos de tensão. E depois rumou para o alívio. Aos 40 minutos, Jonas desviou de cabeça e Borges partiu em arrancada para tocar na saída do goleiro Márcio e matar o jogo. Presente de grego para o Dragão: o Grêmio deixou a zona de rebaixamento no colo do adversário.

GRÊMIO X ATLÉTICO-GO
Victor, Gabriel, Vilson, Rafael Marques e Fábio Santos; Adílson, Souza, Douglas (Maylson) e Roberson (Leandro); Jonas (Lúcio) e Borges. Márcio, Victor Ferraz, Daniel Marques, Gilson e Thiago Feltri; Agenor (Robston), Pituca, Ramalho e Diguinho; Pedro Paulo (Juninho) e Carlinhos Bala (Anaílson).
T: Renato Gaúcho T: René Simões
Estádio: Olímpico, em Porto Alegre (RS). Data: 8 de setembro. Árbitro:José de Caldas Souza (DF). Auxiliares: Carlos Berkenbrock (Fifa/SC) e César Augusto Braz (DF).
Cartões amarelos: Douglas (Grêmio); Diguinho, Agenor, Victor Ferraz, Robston (Atlético-GO)
Gols: Douglas, aos sete minutos do primeiro tempo; Borges, aos 40 minutos do segundo tempo.
Público: 22.758. Renda: R$ 298.221,50

setembro 9, 2010 Posted by | Grêmio | | Deixe um comentário

Goiás reencontra a vitória e passa com facilidade pelo Guarani

Depois de seis derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro, Esmeraldino vence e tenta começar uma reação na tabela. Felipe marca duas vezes

O Goiás não sabia o que era comemorar uma vitória no Campeonato Brasileiro há seis rodadas, mas o incômodo ‘tabu’ foi quebrado na noite desta quarta-feira, no Serra Dourada. Com gols de Felipe (2) e Rafael Moura, o Esmeraldino ganhou por 3 a 1 do Guarani, chegou aos 16 pontos e, mesmo na lanterna, deixou os torcedores mais esperançosos quanto a uma possível reação na tabela para evitar uma queda para a Série B. O Bugre, que vinha embalado por uma vitória sobre o líder Fluminense, permaneceu com 26.

Pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, o Guarani havia vencido o Goiás por 1 a 0, no Brinco de Ouro, em Campinas. Mazola marcou o gol bugrino.

O resultado desta quarta-feira pode abafar um pouco a crise política vivida pelo Goiás nas últimas semanas. O presidente Syd de Oliveira havia sido suspenso preventivamente por 30 dias pelo Conselho Deliberativo esmeraldino (as razões alegadas para o afastamento foram o não cumprimento das resoluções do estatuto do clube, o não pagamento de impostos e contas não-declaradas), mas o juiz Paulo César Alves das Neves, da 5ª Vara Civel de Goiânia, entendeu que a medida era ilegal. Apesar de a decisão ser de caráter provisório, o mandatário tentará cumprir seu mandato ao contrário do que querem alguns sócios do clube ao reivindicar novas eleições.

Na próxima rodada, o Goiás visita o Internacional, às 18h30m, de domingo, no Beira-Rio. Já a equipe do Guarani recebe o Atlético-PR, no mesmo horário e dia, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas.

Goiás faz dois no primeiro tempo

O Goiás precisava mais da vitória, mas foi o Guarani que tomou a iniciativa do jogo. Logo aos seis minutos, Márcio Careca avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. Valmir Lucas conseguiu desviar e a bola ficou fácil para Harlei. O Esmeraldino respondeu em seguida. Bernardo tentou jogada individual e foi derrubado perto da área. Na cobrança, Felipe chutou colocado, mas a bola desviou na barreira e saiu pela linha de fundo.

O time do técnico Jorginho começou a melhorar na partida e o resultado disso apareceu aos 20. Depois de receber um belo lançamento, Felipe invadiu a área e finalizou no canto direito do goleiro para fazer a festa dos poucos torcedores que compareceram ao Serra Dourada.

Mas o gol não abalou a equipe paulista que foi ao ataque. Aos 30, Apodi avançou pela direita e soltou uma bomba de fora da área. A bola passou raspando o travessão assustando o goleiro Harlei. Apartida estava igual e qualquer equipe poderia marcar.

O Goiás só foi tranquilizar sua torcida aos 43. Wendel Santos foi puxado por Márcio Careca dentro da área e caiu. Imediatamente o árbitro marcou a penalidade e ainda deu cartão amarelo ao jogador bugrino. Rafael Moura bateu com força e ampliou para o Esmeraldino.

Bugre muda, mas não melhora

O segundo tempo começou com o Goiás no ataque. Aos seis minutos, Felipe cruzou da direita, Fabão afastou mal e a bola sobrou para Bernardo, que chutou de primeira, mas a bola explodiu no zagueiro e foi para fora.

O domínio do Esmeraldino era visível. O Bugre não conseguia criar jogadas de perigo e foi punido aos 20. Bernardo foi lançado, driblou o goleiro e rolou para Felipe. O atacante finalizou e a bola bateu na mão de Fabão: pênalti. O próprio Felipe cobrou para ampliar o marcador.

A partida estava tão tranquila para o Goiás que a equipe acabou se descuidando e levando um gol aos 36. Mário Lúcio recebeu lançamento pela esquerda e chutou rasteiro para diminuir o placar. Porém o time paulista não teve tempo para a reação e acabou derrotado no Serra Dourada.

GOIÁS 3 X 1 GUARANI
Harlei, Ernando, Valmir Lucas e Marcão (Augusto) ;Wendel Santos(Carlos Alberto) , W. Monteiro, Bernando(Wellington Saci), Romerito e Júnior; Felipe e Rafael Moura Émerson, Apodi, Fabão, Ailson e Márcio Careca(Da Silva); Renan, Paulo Roberto, Baiano e Geovane (Mário Lúcio); Mazola e Ricardo Xavier (Diogo ).
Técnico: Jorginho Técnico: Vagner Mancini
Estádio: Serra Dourada, em Goiânia). Data: 08/09/2010. Horário:19h30m (de Brasília). Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF). .Auxiliares: Carlos Manoel Manzollilo (DF) e Luciano Benevides de Souza (SP).
Cartões amarelos: Apodi, Fabão, Ricardo Xavier e Márcio Careca (Guarani) . Marcão, Carlos Alberto, Júnior, Ernando e Rafael Moura (Goiás)
Gols: Felipe aos 20 e Rafael Moura aos 43 minutos do primeiro tempo. Felipe aos 22 e Mário Lúcio aos 36 do segundo tempo

setembro 9, 2010 Posted by | Goiás, Guarani | | Deixe um comentário