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Vasco e Cruzeiro perdem gols e ficam iguais em São Januário: 1 a 1

Cariocas abrem o placar com golaço de Zé Roberto, mas permitem o empate dos mineiros em gol contra de Fernando

A intenção de ambos era se aproximar dos primeiros colocados do Campeonato Brasileiro. Mas Vasco e Cruzeiro terão de esperar um pouco mais. Neste sábado, concorrentes diretos que são, cariocas e mineiros empataram por 1 a 1 em São Januário, que recebeu bom público, pela 17ª rodada (13.691 pagantes). Os gols saíram no primeiro tempo. Zé Roberto, de muito longe, marcou para os vascaínos, enquanto a Raposa diminuiu num gol contra do zagueiro Fernando.

Se não foi excelente para ninguém, o placar agrada mais ao time do técnico Cuca, que está em sexto, com 25 pontos. Como Santos (vencedor da Copa do Brasil) e Internacional (campeão da América) já estão garantidos na Libertadores de 2011 e ocupam a terceira e quarta colocações na tabela, a Raposa aparece na zona de classificação do torneio, ao menos até domingo – o Avaí pode assumir esse posto. Já a equipe de PC Gusmão, que poderia ter ultrapassado o adversário com uma vitória, ocupa o oitavo lugar, com 23.

O retrospecto do confronto continua ruim para o time da Colina. Nos últimos seis confrontos entre as equipes (ou quatro anos), a equipe celeste não perdeu. Os vascaínos venceram pela última vez no primeiro turno do Brasileiro de 2006, quando fez 1 a 0 em São Januário.

O Vasco não vai jogar no meio da próxima semana. O jogo contra o Corinthians, válido pela 18ª rodada, foi adiado para 13 de outubro por conta dos festejos do centenário do clube paulista. A equipe carioca visita o Ceará, sábado que vem, às 18h30m, no Castelão. O Cruzeiro vai entrar em campo na próxima quarta-feira, contra o Flamengo, às 22h, no Parque do Sabiá.

Felipe no meio, Zé Roberto um pouco mais adiantado, Éder Luis aberto pela direita e Carlos Alberto na esquerda. Foi a confiança neste quarteto que fez a torcida do Vasco encher São Januário para ver o time jogar. Ninguém poupou fôlego. Carlos Alberto deu carrinho para pressionar a saída de bola adversária, Éder correu sem parar, e Zé Roberto se movimentou por todo o meio-campo. A equipe que não ousou dar um chute a gol sequer contra o São Paulo, no meio de semana, teve gana contra o Cruzeiro. Teve alma. Éder Luis e Dedé foram os primeiros a tentar, antes dos dez minutos. O atacante parou em Fábio, enquanto o zagueiro errou por pouco.

Concorrente na disputa por um lugar no G-4, a Raposa não se intimidou. Dos pés do meia Montillo nasceram as melhores jogadas. O jogo celeste passa todo pelo argentino, que chegou há pouco tempo, mas é o dono na 10. Com ele na articulação, e Rômulo e Diego Renan pela alas, a equipe de Cuca consegue ser sempre veloz. Na frente, Thiago Ribeiro e Wellington Paulista não deram sossego aos zagueiros. Aos 20, Rômulo passou por Irrazábal (lateral-direito improvisado na ala esquerda) com um chapéu e achou Thiago na área. Wellington Paulista não alcançou, mas sobrou para Diego Renan. O chute de direita ficou na defesa. Quatro minutos depois, Montillo ganhou de Felipe no meio, Rômulo disparou com a bola e a devolveu ao argentino na linha de fundo. Fernando Prass saiu bonito para cortar o cruzamento.

O Vasco parou, e a torcia sentiu, ficou mais acanhada. Despertou aos 30. Carlos Alberto achou Éder Luis pela esquerda da área, e o atacante bateu rasteiro. Fábio saiu bem para abafar. Pouco depois, uma baixa importante para o técnico PC Gusmão. Felipe sentiu um problema muscular na coxa direita e teve de deixar o jogo. Saiu com muitas dores e foi substituído por Alan.

À vontade, o Cruzeiro assustou, aos 36. Rômulo cruzou, e Wellington Paulista desviou de cabeça. A bola saiu sem direção e se perdeu pela linha de fundo. O 0 a 0 parecia insistente, mas não duraria até o intervalo. Em cinco minutos, a emoção deu as caras, principalmente porque o Vasco não desistiu. Aos 43, Carlos Alberto aproveitou falha da defesa, dominou e achou Zé Roberto quase na pequena área. O camisa 10 dominou mal, levou para o pé esquerdo e arriscou. Acertou a rede pelo lado de fora. Enquanto ainda ouvia broncas dos torcedores, Zé foi novamente procurado pela bola. Um minuto depois, recebeu fora da área e arriscou do meio da rua. Com raiva e precisão, no ângulo: 1 a 0 para fazer o caldeirão de São Januário explodir.

O segundo poderia ter saído com Fagner, aos 46, mas o chute parou em Fábio. Só que o Cruzeiro também não desistiu. Dois minutos depois, confusão na área vascaína, a bola sobrou para Thiago Ribeiro no cantinho da pequena área, ele bateu cruzado, e o chute desviou em Fernando antes de entrar: 1 a 1.

Cruzeiro melhora, mas Vasco equilibra

O Vasco voltou do intervalo com uma mudança. O lateral-esquerdo Carlinhos substituiu Irrazábal, que sofreu no primeiro tempo. Cada investida de Rômulo era um perigo. Se no primeiro tempo esperou a iniciativa vascaína, o Cruzeiro tentou resolver na etapa final. Foi mais incisivo, teve atitude. Aos seis, Fernando Prass mostrou que está com o reflexo em dia. Thiago Ribeiro chutou forte, e o goleiro espalmou.

Mais ataque e mais marcação. A equipe celeste conseguiu dominar o jogo porque soube marcar Carlos Alberto. Em vários momentos o meia se viu cercado pelos adversários. Bastava tocar na bola que brotavam cruzeirenses. O Vasco teve de buscar alternativas. Éder Luis, bem menos acionado no segundo tempo, voltou a aparecer após boa jogada de Alan, aos 11. Lançado na esquerda, o atacante cortou para o meio, mas errou o alvo (por muito!). Jogou pela lateral do campo.

O Cruzeiro esteve muito perto do segundo, mais uma vez com Thiago Ribeiro. Aos 25, Rômulo recebeu de Montillo na direita e colocou na cabeça do camisa 11. No desvio de cabeça, a bola passou muito perto da trave de Prass. Gol que ele não está acostumado a perder. Foi o último bom lance de Thiago no jogo. Cuca tirou o atacante e colocou Wallyson. No meio, Montillo deu lugar a Roger. No Vasco, PC tirou Zé Roberto, que já aparentava cansaço, e lançou Jonathan. E foi o garoto que despertou os cruzmaltinos. Com velocidade, encarou os marcadores e tentou recolocar Carlos Alberto no jogo.

Wallyson também entrou bem. Aos 37, ele foi lançado pela direita, invadiu a área e tocou bonito sobre Fernando Prass. A bola subiu demais. Wellington Paulista também teve chance chance, mas perdeu. O zagueiro Fernando também poderia ter feito o segundo, só que jogou para fora. Pelos gols perdidos, resultado justo.

VASCO 1 X 1 CRUZEIRO
Fernando Prass; Dedé, Fernando e Nilton; Fagner, Rafael Carioca, Felipe (Alan), Carlos Alberto e Irrazábal (Carlinhos); Zé Roberto (Jonathan) e Éder Luis. Fábio; Claudio Caçapa, Edcarlos e Gil; Rômulo, Henrique, Fabrício, Montillo (Roger) e Diego Renan (Pablo); Thiago Ribeiro (Wallyson) e Wellington Paulista.
Técnico: PC Gusmão. Técnico: Cuca.
Gols: Zé Roberto, aos 44, e Fernando (contra), aos 48 do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Fagner e Nilton (Vasco); Wellington Paulista, Gil, Fabrício e Henrique (Cruzeiro).
Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ). Data: 28/08/2010. Árbitro:Luiz Flavio de Oliveira (Fifa-SP). Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa/SP) e Vicente Romano Neto (SP).

agosto 28, 2010 Posted by | Cruzeiro, Vasco da Gama | | Deixe um comentário

Inter acaba com série de vitórias do Bota, ganha em casa e vai ao G-4

Com gol de Leandro Damião, Colorado faz 1 a 0 e sobe para o quarto lugar. O Alvinegro cai para quinto, mas segue na zona da Libertadores da América

O Internacional interrompeu a série de cinco vitórias do Botafogo e fez valer o seu mando de campo. Na noite deste sábado, o Colorado bateu o Alvinegro por 1 a 0 no Beira-Rio, em Porto Alegre, e subiu mais um degrau na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time gaúcho foi a 27 pontos e chegou à quarta colocação, enquanto os cariocas caíram de terceiro para quinto lugar, mas ainda dentro da zona de classificação da Libertadores por conta da presença de Internacional (campeão da América) e Santos (vencedor da Copa do Brasil) no G-4.

Comandado pelo maestro D’Alessandro, o Inter conseguiu se impor dentro do seu território. Variando jogadas pelas laterais, mas também apostando nas investidas pelo meio, o Colorado chegava com certa facilidade à área do Botafogo e não dava espaço para o adversário avançar.

Logo aos 4 minutos, Leandro Damião arrancou o primeiro “uhhhh” da torcida ao receber dentro da área, girar e finalizar com perigo. Pouco depois, aos 6, foi a vez de D’Alessandro assustar num chute que passou perto do gol. Só dava Inter. Aos 16, Rafael Sobis recebeu de D’Ale, arrematou forte e exigiu grande defesa de Jefferson. No rebote, Leandro Damião tentou encobrir o goleiro botafoguense, mas errou o alvo.

Se D’Alessandro era o cérebro, Leandro Damião era a referência na frente. Das 12 finalizações do seu time no primeiro tempo, oito foram do camisa 9. E foi ele quem tirou o primeiro zero do placar. Aos 23 minutos, Sobis cruzou da esquerda, Kléber desviou de cabeça, Damião resvalou (ou pelo menos disse que resvalou) e a bola morreu no fundo do gol. Na hora da comemoração, tanto o lateral quanto o atacante correram para o abraço como quem reivindica a autoria do lance. Mas o árbitro Sandro Meira Ricci anotou mesmo para Damião.

Preso no seu campo e presa fácil da marcação de Tinga & Cia, o Botafogo raramente passava da linha intermediária. O primeiro chute a gol do alvinegro carioca só ocorreu aos 42 minutos, quando o Inter já tinha arriscado 11 vezes. E a tentativa foi em dose dupla, com Jobson e depois com Maicosuel no rebote. Contrariando o ritmo do jogo e graças à melhora de Maicosuel, o Bota conseguiu achar gás para reagir no fim da primeira etapa. Nos últimos quatro minutos foram quatro chances reais, com Herrera e Fahel também ameaçando o gol de Renan.

A expectativa era que o Fogão voltasse do intervalo no mesmo pique. Mas com 1 minuto de bola rolando lá estava Leandro Damião de novo cutucando. Se não fosse o reflexo de Jefferson, o atacante colorado teria feito mais um gol. O técnico Joel Santana tinha acabado de fazer a primeira alteração – Fahel por Caio –, aos 8 minutos, quando foi obrigado a trocar de novo. Jobson reclamou de dores na perna esquerda e foi substituído por Edno aos 13. Já que estava mexendo por atacado, o treinador alvinegro mudou mais uma e, aos 18, tirou Herrera para a entrada de Loco Abreu.

De ataque novo em campo, o Botafogo não conseguiu melhor sorte. O segundo tempo, é verdade, foi bem mais fraco que o primeiro. Mas as raras chances, quase todas nos chutes longos de D’Alessandro, eram do lado do Colorado, que parecia mais preocupado em fazer a bola rodar do que em tentar ampliar o marcador. Para renovar o fôlego da sua equipe, Celso Roth trocou Leandro Damião por Éverton e Rafael Sóbis por Andrezinho.

O Botafogo teve a sua melhor chance do segundo tempo nos pés de Edno, aos 31 minutos, numa cobrança de falta. No rebote de Renan, a bola caiu livre para Loco Abreu, mas o Uruguai estava impedido. Nos minutos finais, Caio, irritado com as firulas de Andrezinho, fez falta mais dura e recebeu cartão vermelho. E foi isso…

Na próxima rodada, o Botafogo visitará o Grêmio Prudente no interior paulista, enquanto o Internacional irá a Salvador enfrentar o Vitória. Ambos os jogos serão às 19h30m de quarta-feira.

INTERNACIONAL 1 X 0 BOTAFOGO
Renan; Nei, Índio, Bolívar e Kleber; Tinga, Glaydson, Derley e D´Alessandro; Rafael Sobis (Andrezinho) e Leandro Damião (Éverton) Jefferson; Antônio Carlos, Leandro Guerreiro e Fábio Ferreira; Alessandro, Fahel (Caio), Somália, Maicosuel e Edson; Jobson (Edno) e Herrera (Loco Abreu)
Técnico: Celso Roth Técnico: Joel Santana
Gols: Leandro Damião, aos 23 minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos: Derley, Índio, D’Alessandro, Bolívar e Éverton (INT); Jobson, Fahel, Edson, Loco Abreu e Fábio Ferreira (BOT). Cartão vermelho: Caio (BOT)
Renda: R$ 240.770  / Público total: 16.580
Data: 28/08/10. Local: Beira-Rio, Porto Alegre (RS). Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF) Assistentes: Enio Ferreira de Carvalho (DF) e Cesar Augusto de Oliveira Vaz (DF)

agosto 28, 2010 Posted by | Botafogo, Internacional | , | Deixe um comentário

Neymar volta a perder pênalti, mas Peixe vence e homenageia Ganso

Santistas entram em campo mostrando uma frase de apoio ao camisa 10. Vitória foi oferecida ao craque, que operou neste sábado

Há vida sem Ganso. Aos trancos e barrancos, o Santos mostrou isso neste sábado à noite, no Pacaembu. Azar do Goiás, lanterna do Brasileirão, que afundou ainda mais com a derrota por 2 a 0. Após um primeiro tempo enrolado, com o Peixe sem criatividade, sentindo a falta de seu principal armador, que operou o joelho horas antes da partida, e o Goiás contra-atacando sem, porém conseguir marcar,  a equipe da casa desencantou na etapa final com um golaço de Zé Eduardo e outro do garoto Alan Patrick, meia que está sendo preparado para ser a mais nova joia da Vila Belmiro. O pênalti desperdiçado por Neymar (o terceiro no Brasileirão) acabou não fazendo muita falta. Os santistas ofereceram vitória a Ganso. Entraram em campo com uma faixa em homenagem ao maestro.

O Santos volta a jogar na quinta-feira, contra o Avaí, às 21h (horário de Brasília), na Vila Belmiro. Já o Goiás, na quarta, recebe o Atlético-MG, também às 21h, no Serra Dourada.

Peixe aperta, mas Goiás equilibra

O Santos começou a todo vapor, apertando o Goiás, criando chances. O técnico Dorival Júnior optou por uma formação mais ofensiva, com Zé Eduardo, Keirrison e Neymar à frente. Marquinhos, mais recuado, tinha a missão de fazer a função de Ganso. No início, as coisas começaram a dar certo. A intensa movimentação dos atacantes alvinegros bagunçava a zaga verde, que corria de um lado para o outro sem conseguir achar ninguém. Aos 8 minutos, Léo foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Keirrison, que fez até pose para cabecear. Testou firme, para baixo, como manda o manual. Mas Harley, com os reflexos em dia e bem colocado, operou um milagre debaixo do gol da entrada do Pacaembu.

O ímpeto santista, no entanto, foi dimuindo. O Goiás acertou a marcação, com Amaral recuando para brecar Zé Eduardo e Rafael Tolói colando e Neymar. Com ataque, marcado, seria a vez do meio de campo santista aparecer. Mas aí ficou evidente que não se acha um novo Ganso assim, de uma hora para outra. Marquinhos bem que tentou, mas não tem a mesma dinâmica do titular, que operou o joelho esquerdo neste sábado e só volta em 2011. O Santos passou a errar muitos passes, o que não tem sido comum neste ano. Melhor para o Goiás.

O time esmeraldino, com a lanterna na mão, jogava sua vida no Pacaembu e, vendo que o bicho do outro lado não era tão feio quanto parecia, passou a tocar a bola, a abrir o jogo e a ameaçar efetivamente o gol de Rafael. Aos 23, Everton Santos dominou a bola usando a mão. O árbitro não viu. O lance seguiu e o atacante esmeraldino bateu de pé direito. Rafael abafou e Durval mandou para escanteio. Em seguida, Rafael Tolói desarmou Neymar com estilo, fez jogada de ponta direita e cruzou na área. Rafael Moura dominou e tentou de bicicleta, mandando a bola por cima do gol.

À essa altura, o jogo já era igual, com o Santos tomando a iniciativa e o Goiás levando perigo nos contra-ataques. Neymar tentava se desvencilhar da marcação, mas caía demais em campo. Em alguns lances, é verdade, o juiz fez vistas grossas para os empurrões no garoto. Em outros, o camisa 11 simplesmente se atirou.

Perto do fim da primeira etapa, o Santos voltou a apertar o Goiás. Isso aconteceu porque os laterais, sobretudo Léo, passou a chegar mais à linha de fundo. Harley se desdobrou e conseguiu limpar a área com boas saídas de gol.

Pênalti perdido e voleio vencedor

O segundo tempo começou com o Goiás dando um susto nos santistas logo aos 50 segundos, quando Bernardo dominou pelo meio, ajeitou o corpo, mediu a distância e mandou a bomba. A bola viajou e entraria no canto esquerdo de Rafael, que voou e espalmou para escanteio.

Passado esse lance, o Santos logo retomou o controle do jogo. Pressionando, andou perto de marcar logo aos 2 minutos, quando Zé Eduardo foi à linha de fundo, pela esquerda, e cruzou rasteiro. Tolói chegou antes de Keirrison e cortou na hora H. K9, aliás, mostrou que está totalmente fora de ritmo. Facilmente marcado, não conseguiu completar nenhuma jogada no segundo tempo. Acabou substituído por Madson.

A mudança tornou o ataque santista mais dinâmico. Aos 24, Zé Eduardo tentou passar por Rafael Tolói e foi derrubado na área. Pênalti. Era a chance para o Peixe sair na frente. Neymar ajeitou a bola, tomou distância e bateu. Mas o tiro saiu fraco, telegrafado. Harley caiu no canto direito e pegou. Foi o terceiro pênalti desperdiçado pelo camisa 11 no Brasileirão. O quinto no ano.

Mas como tem acontecido no ano, houve quem limpasse a barra do garoto. E com estilo. Aos 30, Madson desceu com velocidade pela direita, ajeitou e cruzou de esquerda para Zé Eduardo, que entrava livre pelo outro lado. A bola veio pelo alto, o atacante ajeitou o corpo e, com um lindo voleio, abriu o placar. Gol de Zé Eduardo, mas que Neymar assinaria.

A entrada de Madson deu uma outra dinâmica ao Santos, que voltou a ser veloz e criativo. Em seguida, entraram Danilo e Alan Patrick, nos lugares de Léo e Marquinhos, respectivamente. Jogadores mais leves, rápidos. Era isso o que o Peixe precisava. O Goiás já não tinha mais forças. Corria de um lado para o outro sem conseguir brecar os garotos de camisa branca. Neymar passou a ser caçado em campo. Até seu calção arrancaram.

O segundo gol santista estava maduro. Aos 37, Patrick, aquele que é considerado o sucessor de Ganso, pegou a bola pela meia esquerda e arriscou o chute de direita. O tiro, rasteiro, entrou no canto direito. O Pacaembu explodia mais uma vez.

SANTOS 2 X 0 GOIÁS
Rafael, Para, Aguiar, Durval e Leo (Danilo); Arouca, Rodriguinho e Marquinhos (Alan Patrick); Ze Eduardo, Keirrison (Madson) e Neymar. Harlei; Douglas, Rafael Tolói, Ernando e Júnior; Jonílson, Amaral, Bernardo (Romerito) e Rithelly; Everton Santos (Carlos Alberto) e Rafael Moura (Otacílio Neto).
Técnico: Dorival Júnior Técnico (interino): Wladimir Araújo
Gols: Zé Eduardo, 30, Alan Patrick, 37 do segundo tempo
Cartões amarelos: Rodriguinho, Arouca (Santos), Rithelly, Rafael Moura, Romerito, Rafael Tolói (Goiás)
Renda e público: R$ 435.340,00/17.968 pagantes
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 28/8/2010. Árbitro: Alício Pena Júnior (MG). Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Fábio Ferreira (TO)

agosto 28, 2010 Posted by | Goiás, Santos | , | Deixe um comentário

Prudente apronta, mas Ceará arranca empate no fim e acalma a torcida

Anfitrião toma virada de Wesley no primeiro tempo e se recupera na segunda etapa. Time paulista pode voltar à zona de rebaixamento

A torcida do Ceará esperava ver uma vitória do time diante do Grêmio Prudente neste sábado, no Castelão, mas teve que se contentar com o empate por 2 a 2, pelo Brasileiro. Ainda mais porque o visitante azedou a festa no primeiro tempo com Wesley, que fez dois gols. O anfitrião deixou tudo igual somente aos 40 minutos do segundo tempo, fazendo o torcedor que foi ao estádio passar sufoco.

Com o resultado, o anfitrião ficou com 25 pontos e a sétima posição, mas ainda pode ser ultrapassado pelo Avaí neste domingo. O visitante, com 16 pontos, está na 16ª posição, mas pode voltar à zona de rebaixamento também neste domingo, já que tem chances de ser ultrapassado por São Paulo, Grêmio e Atlético-MG. Na próxima rodada, o time paulista recebe o Botafogo às 19h30m, no Prudentão, na quarta-feira, e o Ceará visita o Atlético-PR às 22h, na Arena da Baixada.

Logo aos dois minutos, Geraldo tocou para Magno Alves, que desceu pela esquerda e chutou forte para a defesa de Giovanni. No minuto seguinte, o atacante apareceu novamente diante do goleiro do Prudente e chutou forte, mas o camisa 1 impediu a bola na rede. A pressão era toda do Ceará no início da partida.

Aos sete, Geraldo empurrou a bola para a rede, mas o gol foi anulado pelo bandeirinha, que apontou impedimento. a torcida do Vozão ficou irritada com a marcação. Mas logo comemorou: aos 11, Magno Alves, de novo, chutou forte, obrigando Giovanni a tirar a bola. Ela sobrou para Washington, que balançou a rede na pequena área: 1 a 0 para o dono da casa (assista ao vídeo). O problema é que o autor do gol se machucou na queda após a jogada e precisou ser substituído.

Ciente de que não poderia ficar na defesa o tempo todo, o Grêmio Prudente começou a sair um pouco mais para o jogo. E conseguiu assustar a torcida do Vozão aos 27, quando Henrique Dias arriscou um chute que acertou o travessão. A resposta do Ceará veio aos 33, quando Geraldo cobrou falta perto da área pela direita, e Giovanni se jogou para agarrar a bola e não dar chances para rebote.

Com o avanço do Prudente, as chances começaram a aparecer, e logo o visitante conseguiu o empate: aos 36, Wesley recebeu a bola na entrada da área e desferiu um belo chute, que estufou a rede do Ceará: 1 a 1. Aos 41, Wesley virou o jogo: ele aproveitou a bobeira do Anderson, que não conseguiu sair jogando, roubou a bola e colocou no gol: 2 a 1 (assista ao vídeo). O time paulista havia finalizado apenas cinco vezes até então na partida, contra 12 do Ceará.

Ouvindo vaias da torcida no intervalo, o Ceará teve que partir para cima do adversário para não passar vexame em casa. Geraldo assustou Giovanni com uma cabeçada aos seis minutos. aos dez, Magno Alvez chutou rasteiro e forte de fora da área e obrigou o goleiro a espalmar. O Vozão voltava a dominar as ações, com o Prudente mais fechado.

Aos 14, o Ceará perdeu a chance mais clara de empatar a partida: Michel desceu pela direita e cruzou rasteiro, mas João Marcos não alcançou a bola e se jogou no chão, lamentando a oportunidade de ouro que deixou escapar. Aos 18, Camilo cobrou falta rente à trave. E, aos 21, Geraldo entrou pela esquerda, mas chutou para fora. Era a pressão total do Vozão.

O Prudente se segurava como podia. Zago fez substituições e arrumou o time para impedir que o Ceará fizesse o gol de empate. E, aos 38, Henrique Dias quase fez o terceiro, em um chute de frente para o gol, que acabou para fora. A falta de pontaria custaria caro ao visitante dois minutos depois.

De tanto insistir, o Ceará conseguiu o empate sofrido, aos 40. Tony cobrou escanteio, Careca cabeceou para o chão e a bola enganou Giovanni ao bater no chão e subir para a rede: 2 a 2 (assista ao vídeo). A torcida do Vozão comemorou, mas ainda estava na bronca pelo primeiro tempo da equipe. Teve que se contentar com o empate, que se confirmou ao fim da partida.

EARÁ 2 X 2 GRÊMIO PRUDENTE
Diego; Anderson, Fabrício e Diego Sacoman; Camilo (Tony), Michel, Heleno (Careca), João Marcos e Geraldo; Washington (Wellington Amorim) e Magno Alves. Giovanni; Paulo César, Anderson Luís, Flávio Boaventura e Diego Giaretta; João Vitor (Anderson) , Rodrigo Mancha, Marcelo Oliveira e Adriano Pimenta (Roberto); Henrique Dias e Wesley (Robson).
Técnico: Mário Sérgio Técnico: Antônio Carlos Zago
Gols: Washington, aos 11 minutos, e Wesley, aos 36 e aos 41minutos do primeiro tempo. Careca, aos 40 minutos do segundo tempo
Data: 25/08/10. Local: Castelão, em Fortaleza. Árbitro: Carlos Eugenio Simon (Fifa/RS). Auxiliares: Paulo Ricardo Silva Conceição(RS) e Francisco Pereira de Lima Júnior (PI)

agosto 28, 2010 Posted by | Ceará, Grêmio Prudente | , | Deixe um comentário