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Vaiado, Palmeiras perde para o Atlético-GO no dia dos seus 96 anos

Time paulista é derrubado por então lanterna do Brasileiro no Pacaembu, irrita torcedores e vê goleador Elias fazer a festa no seu aniversário

A noite armada para ser de festa pelos 96 anos do Palmeiras foi de decepção e melancolia para a torcida. Desentrosado e perdido em campo, o Alviverde perdeu por 3 a 0 para o Atlético-GO, nesta quinta-feira, no Pacaembu. Elias, autor dos três gols da equipe goiana, foi o responsável por estragar a celebração do time paulista, mandando muitos torcedores para casa mais cedo – o público começou a deixar o estádio aos 30 minutos do segundo tempo

Assim, o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari perdeu uma invencibilidade de seis partidas no Campeonato Brasileiro e ainda perdeu uma posição na tabela de classificação – é o 13º, com 20 pontos. Enquanto os poucos torcedores palmeirense que permaneceram no estádio até os minutos finais do jogo cantavam, os atletas palmeirenses pareciam se arrastar em campo.

Já o Atlético-GO de René Simões, algoz do Alviverde na Copa do Brasil há pouco mais de três meses, chegou aos 13 pontos e empurrou o rival Goiás para a lanterna da competição.

No próximo domingo, o Palmeiras tenta se recuperar diante do Atlético-MG, outro time que ocupa a zona de rebaixamento no Nacional, em Minas Gerais. Já o Atlético-GO recebe o Avaí, também no domingo, no Serra Dourada.

A festa foi armada para a comemoração dos 96 anos do clube. A torcida cantou parabéns antes da partida, vibrou ao ver no placar que Valdivia seria titular e tentou montar mais um mosaico na arquibancada para homenagear o aniversariante da noite. Mas o Alviverde, que teve sua oitava formação diferente desde que Luiz Felipe Scolari assumiu o time, se mostrou perdido em campo.

Com raras chances de marcar, a equipe paulista se via dependente de Valdivia, que ainda não apresenta a sua melhor forma. Ainda desentrosado, o chileno bem que tentava levar um sorriso ao rosto do torcedor palmeirense com um drible ou um passe preciso. Mas estava difícil até mesmo para quem tem o apelido de “Mago”.

Na última posição do Brasileiro, o Atlético-GO procurou seguir o que pediu o técnico René Simões. Quando tinha a bola nos pés, avançava com praticamente os dez jogadores de linha. E assim, aos 15 minutos, levou perigo ao gol de Marcos, que barrou o chute de Elias, nome que se transformaria em um pesadelo mais para frente para a defesa palmeirense.

A resposta alviverde veio somente oito minutos depois. Valdivia deu belo passe para Gabriel Silva, que cruzou direitinho pelo lado esquerdo, mas viu Tadeu se atrapalhar e perder a chance de abrir o marcador.

Depois disso, o que se viu foi o desespero pelo lado palmeirense e festa do lado goiano. Aos 28, Gabriel Silva derrubou Thiago Feltri na área. Marcos ainda caiu para o lado certo, mas Elias bateu bem no cantinho esquerdo do arqueiro alviverde e fez 1 a 0.

Nove minutos depois, Elias marcou mais um para o Atlético-GO, após receber passe de Diguinho. Um chute cruzado, sem chances para Marcos. O placar, então, passou a marcar 2 a 0 para os visitantes. Água no chope da torcida palmeirense, que vaiou o time na saída para o intervalo. A festa estava sem graça para os donos da casa…

Atlético se segura e estraga festa palmeirense

Para tentar recuperar o clima de festa, Felipão fez mudanças na volta para o segundo tempo. O treinador tirou Luan e colocou Ewerthon, e passou Rivaldo para o lado esquerdo, na vaga de Gabriel Silva – Patrik entrou no seu lugar. As mudanças deixaram o Palmeiras mais aceso no jogo, mas o time ainda esbarrava na marcação dos goianos, que defendiam com os 11 jogadores no seu campo.

Quando tinha a bola, o Atlético-GO se arriscava no ataque. Como no lance aos nove minutos, em que Diguinho avançou sem ser contido pela marcação palmeirense desde o meio-campo até o gol do Marcos. No arremate, porém, o meia do time goiano chutou fraco, sem trabalho para o camisa 12 alviverde.

Como na primeira etapa, Valdivia seguia sendo o respiro palmeirense no meio-campo. O camisa 10 ainda conseguiu um bom passe para Rivaldo no lado esquerdo, mas o volante improvisado na lateral falhou na hora do arremate e acabou parando nas mãos de Márcio.

Com o tempo, a torcida palmeirense começou a se mostrar insatisfeita com a situação. Depois de ter vaiado o time na saída para o intervalo, as arquibancadas pediam “vamos jogar bola” e “raça”, além do “não é mole não, tem mercenário jogando no Verdão”. Com 30 minutos, muitos começaram a deixar o Pacaembu e não viram que Marcos quase levou o terceiro gol, em um chute cruzado de Marcão.

Quem permaneceu no estádio, se calou depois do terceiro gol de Elias. Aos 38 minutos, ele recebeu passe de Anailson e venceu Marcos mais uma vez. Era como se o bicão comesse, bebesse e ainda levasse o bolo da festa alheia para casa, enquanto os convidados – no caso a torcida – se retirava do salão, sem ter o que comemorar.

PALMEIRAS 0X3 ATLÉTICO-GO
Marcos; Vítor, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel Silva (Patrik); Edinho,Tinga, Valdivia (Vinícius) e Rivaldo; Luan (Ewerthon) e Tadeu. Marcio; Vitor Ferraz (Agenor), Welton Felipe, Daniel Marques e Thiago Feltri; Ramalho, Robston (Chiquinho), Pituca e Diguinho (Anailson), Elias e Marcão.
Técnico: Luiz Felipe Scolari Técnico: René Simões.
Gols: Elias, aos 28 e aos 37 minutos do primeiro tempo. Elias,
Cartões amarelos: Thiago Feltri, Diguinho e Elias (Atlético-GO).
Local: Pacaembu, em São Paulo. Ábitro: Evandro Rogério Roman (Fifa/PR). Auxiliares: Gilson Bento Coutinho e Bruno Boschilia (ambos do PR). Renda: R$ 359.824,00. Público: 13.522.

agosto 26, 2010 Posted by | Palmeiras | , | Deixe um comentário

Fla e Atlético-MG empatam, e rubro-negros pedem saída de Rogério

Times ficam no 0 a 0, no Maracanã. Diogo tem boa estreia e torcida rubro-negra ofende o treinador

O time que não sabe atacar contra a equipe que não sabe vencer fora de casa. O resultado? Empate por 0 a 0, no Maracanã, e mais angústia para Flamengo e Atlético-MG na tabela do Campeonato Brasileiro.

As duas equipes tinham banca de protagonistas, mas depois de 16 rodadas são apenas coadjuvantes na tabela. O atual campeão está em décimo lugar, com 21 pontos, vendo o líder Fluminense (36) quase de telescópio. O Galo não larga a zona de rebaixamento e fica em 18º lugar, com 14 pontos.

O Flamengo, desta vez, até tinha um atacante em campo. Diogo estreou bem. Vontade, técnica, assistência linda para Leandro Amaral perder uma chance clara. Mas por trás havia um time desarrumado e que carece de saúde no seu meio-campo. Petkovic e Renato foram caricaturas dos jogadores que têm respeito e idolatria da torcida.

Refletido em números, o caos ofensivo do Rubro-Negro tem dois gols marcados nos últimos sete jogos. E um deles de pênalti. A situação ficou quase insustentável para o técnico Rogério Lourenço. Ele deixou o gramado sob ofensas da torcida e o grito de “Fora, Rogério”.

O Atlético-MG teve como principal mérito aproveitar-se da ansiedade do anfitrião e manter-se na defesa. Mas os números longe de Minas Gerais continuam desastrosos. São seis derrotas e apenas dois empates.

Leandro Amaral e Tardelli para o “Inacreditável FC”

Não era filme repetido. O Flamengo tinha mais posse, mas pouco criava. O primeiro chute a gol só aconteceu aos 11 minutos, em falta cobrada por Petkovic. O Atlético-MG nem isso. A única alternativa dos visitantes eram as subidas pela esquerda de Eron.

Na frente, Diogo corria para um lado, Leandro Amaral corria para o outro. A dupla, a nona do Rubro-Negro em 16 jogos, pedia, mas não recebia.

Aos 25 minutos, Serginho recebeu com liberdade, ajeitou e chutou por cima. O Flamengo respondeu. Correa, que trocou de posição com Willians e passou a jogar no lado direito, cruzou e Diogo subiu para cabecear, mas Lima conseguiu atrapalhá-lo. O zagueiro se machucou e teve que ser substituído por Cáceres.

No lance seguinte, o pé de Marcelo Lomba salvou o Flamengo. Diego Souza passou para Tardelli, que faria o gol se não fosse a saída do goleiro.

Diogo levantou a torcida do Flamengo aos 33. Ele arrancou do meio-campo, driblou três adversários e rolou para Leandro Amaral. Livre na entrada da área, o atacante chutou na perna direita de Fábio Costa.

Diego Tardelli ficou com “inveja” e também colaborou para o Inacreditável FC. Ele recebeu nas costas de Angelim e, sem marcação, bateu rasteiro à direita da baliza.

Se o estreante foi o responsável pelas boas jogadas do Flamengo, o veterano Petkovic teve um primeiro tempo ruim, com erros de passe e lentidão.

Vaias são a trilha sonora do fim de jogo

Renato foi pelo mesmo caminho. E em um lance em que ele parou no meio-campo, aos seis minutos do segundo tempo, Serginho entrou na área e bateu rasteiro. Marcelo Lomba fez ótima defesa.

O Flamengo seguiu postado no ataque, mas sem chutar a gol. E cedia generosos espaços ao Galo. Em um deles, aos 13, Eron avançou pela esquerda e chutou cruzado sem direção.

Foi a senha para a torcida do Flamengo puxar o coro de “burro” dirigido ao técnico Rogério Lourenço. Ele trocou Correa por Galhardo. O jovem, de 19 anos, recebeu na direita e chutou com perigo.

O Flamengo passou a insistir nas jogadas pela direita. Léo Moura tabelou com Galhardo e cruzou. Diogo subiu, mas cabeceou por cima. Na irritação da torcida sobraram vaias (tímidas, é verdade) para Renato.

Exausto, Diogo saiu ovacionado pela torcida. Na pressão dos minutos finais, Léo Moura cruzou, Val Baiano bateu de primeira, Fábio Costa espalmou a e bola explodiu no travessão. O Atlético-MG ainda teve uma chance final após saída errada da Marcelo Lomba, mas João Pedro mandou para fora. A trilha sonora do fim da partida foram as vaias ao técnico Rogério Lourenço.

FLAMENGO 0  X 0  ATLÉTICO-MG
Marcelo Lomba, Leonardo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Correa (Galhardo), Willians, Petkovic e Renato (Vinícius Pacheco); e Diogo (Val Baiano) e Leandro Amaral. Fábio Costa, Réver, Lima (Cáceres) e Werley; Rafael Cruz, Jataí, Serginho, Ricardinho (Méndez) e Eron (João Pedro); Diego Souza e Diego Tardelli
T: Rogério Lourenço T: Vanderlei Luxemburgo
Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ). Data: 26/8/2010
Árbitro: Salvio Spinola Fagundes/SP (FIFA). Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Mattos/BA (FIFA) e Carlos Berkenbrock/SC (FIFA)
Renda: R$ 293.560,00. Público: 9.566 pagantes (13.323 presentes)

agosto 26, 2010 Posted by | Atlético-MG, Flamengo | , | Deixe um comentário

Guarani busca empate com Vitória e equipes se distanciam mais do G-4

Júnior abre o placar, mas pênalti infeliz decreta empate por 1 a 1 no Barradão. Times seguem no meio da tabela do Brasileirão

Júnior vinha colocando o Vitória perto do G-4 do Brasileirão. No entanto, um pênalti acidental de Reniê possibilitou o empate do Guarani, no Barradão, nesta quinta-feira. A igualdade por 1 a 1 em Salvador, pela 16ª rodada do Brasileirão, foi ruim para as duas equipes, que adiaram o sonho de se aproximar do G-4 e começam a se preocupar com a zona de rebaixamento.

O Vitória terminou a rodada com 21 pontos, na 11ª colocação. Em 14º, o Guarani tem um ponto a menos. Na zona intermediária, o Bugre está a quatro pontos do G-4 e a cinco da zona da degola.

O jogo marcou o reencontro do técnico Vágner Mancini com o time baiano, que treinou entre 2008 e 2009. Antes da partida, ele foi cumprimentado por muitos atletas do atual elenco e deu um longo abraço em Toninho Cecílio, comandante do Vitória.

Retranca anunciada

Sem Mazola, suspenso, o Guarani entrou em campo com uma proposta muito clara: armar um ferrolho na defesa e tentar definir o resultado no contra-ataque. Vágner Mancini escalou cinco homens no meio de campo, com Mário Lúcio um pouco mais avançado e chegando próximo a Ricardo Xavier.

Esperto, o Vitória adotou a pressão na saída de bola do rival e, com desarmes precisos, neutralizou e surpreendeu a retranca bugrina. Logo aos 12 minutos, Júnior recebeu a bola do jeito que gosta: fazendo o pivô para girar e finalizar a gol. Assim ele fez: deu um tapa para tirar da marcação e chutou de esquerda, cruzado, sem chances para Emerson: 1 a 0 Leão.

Mesmo com o gol sofrido, o Guarani hesitou em mudar seu estilo de jogo. Tanto que continuou na defesa, tentando segurar o ataque rival. Aos 25, Bida encheu o pé de fora da área e Emerson conseguiu desviar com a ponta dos dedos.

A defesa do Vitória trabalhava tão pouco que o goleiro Viáfara se deu ao luxo até de “driblar” um sapo que descansava no gramado do Barradão. Perigo, mesmo, só veio aos 42, em um chute de Ricardo Xavier, que se livrou de Reniê e chutou em cima do colombiano.

Aparente domínio e pênalti de castigo

O Vitória voltou para o segundo tempo pensando que tudo estava definido. Não estava. Até porque Vágner Mancini resolveu soltar um pouco mais seu time com as entradas de Geovane e Rômulo. Mais arisco, o Bugre criou chances e quase empatou aos 18, em uma cabeçada de Aílson que Renato salvou em cima da linha.

Cansado, o artilheiro Júnior deu lugar ao estreante Kléber Pereira, substituição que rendeu vaias da torcida. Os fãs do Vitória pareciam prever o pior. O atacante ex-Santos até tentou se movimentar, mas ainda precisa melhorar a forma para dar maior contribuição ao time.

O Leão parecia não acreditar em uma reação do Guarani. Ela veio aos 30, em um chute de Rômulo que bateu no braço de Reniê. Pênalti e expulsão do zagueiro rubro-negro. Na cobrança, Rômulo chutou rasteiro e no meio do gol, suficiente para decretar o empate no Barradão.

Com um a mais, o Bugre quase virou o jogo em uma escapada de Diogo. O atacante invadiu a área pela direita, mas parou em Viáfara. Do outro lado, Evandro teve a chance de desempatar em uma finalização torta na pequena área.

O empate era mesmo o mais justo. Ainda assim, Fernando tentou uma última cartada em cobrança de falta. Emerson defendeu com segurança

VITÓRIA 1 X 1 GUARANI
Viáfara, Eduardo, Wallace, Reniê e Egídio; Vanderson, Bida, Renato (Fernando) e Elkeson; Henrique (Evandro) e Júnior (Kléber Pereira) Emerson, Rodrigo Heffner, Fabão, Aílson e Márcio Careca; Renan, Paulo Roberto, Baiano (Diogo), Preto (Geovane) e Mário Lúcio; Ricardo Xavier (Rômulo)
Técnico: Toninho Cecílio Técnico: Vágner Mancini
Gols: Júnior, aos 12 do primeiro tempo, e Rômulo, aos 30 do segundo tempo.
Cartões Amarelos: Reniê, Eduardo (VIT); Renan, Fabão (GUA). Cartões vermelhos: Reniê (VIT); Fabão (GUA)
Estádio: Barradão, em Salvador (BA). Data: 26/8/2010. Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ).

agosto 26, 2010 Posted by | Guarani, Vitória | | Deixe um comentário

Com desfalques, Palmeiras recebe o Atlético-GO

Verdão não vai contar com quatro considerados titulares na partida desta quinta-feira, no Pacaembu

O Palmeiras recebe o Atlético-GO, na noite desta quinta-feira, às 21h, no Pacaembu, tentando, enfim, embalar no Campeonato Brasileiro. Após uma ótima vitória na Copa Sul-Americana, contra o Vitória, o Verdão decepcionou no jogo contra o Guarani e agora tem nova oportunidade de iniciar uma arrancada.

Entretanto, para iniciar esta nova era, o técnico Luiz Felipe Scolari terá de superar algumas dificuldade. A maior delas: os desfalques. Para a partida contra o Atlético Goianiense, Felipão não poderá contar com o atacante Kleber e o meia Lincoln, lesionados, além dos volantes Márcio Araújo e Marcos Assunção, ambos suspensos.

No caso do último, a suspensão é por uma expulsão na partida contra o Guarani, no último domingo. Esta foi a terceira de Assunção no campeonato. O experiente volante já havia recebido o cartão vermelho nas partidas contra Grêmio e Botafogo neste Brasileirão.

– A disposição e a vontade de ganhar têm atrapalhado um pouco, mas isso é natural no jogo. Principalmente em um campo que não era muito bom. Às vezes, pelo cansaço, chegamos atrasados em algumas jogadas, mas é normal – disse Tinga, que deverá ser o titular na partida desta quinta-feira.

O Mago Valdivia, ainda em busca da forma física ideal, estará à disposição. Resta saber se Felipão o colocará para atuar desde o início.

O Atlético-GO apresenta três novidades em relação ao time que empatou com o Internacional no Beira-Rio. Na defesa, Daniel Marques entra no lugar de Jairo, suspenso por acúmulo de cartões amarelos. No meio, Diguinho, contratado ao Botafogo, fará a sua estreia, entrando no lugar de William, que está emprestado pelo Palmeiras e pelo contrato firmado entres os clubes ele não pode enfrentar o Verdão. No ataque, entra Marcão no lugar de Rodrigo Tiuí, negociado para o futebool russo, onde defenderá o Terek.

Diogo Galvão, que faria sua estreia, não foi regularizado no BID. O jogador impressionou a comissão técnica do Dragão nos treinos, além do próprio René Simões, que gostou da movimentação dele. Entretanto, a situação do Diogo é complicada, pois o nome do jogador não apareceu no BID e a explicação é que o empréstimo do jogador pelo Goiás não foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube esmeraldino, que teria solicitado a CBF que não aceitasse a inscrição.

O treinador René Simões lamentou não contar com Wendell e Tiuí para o jogo com o Palmeiras.

– Tive duas substituições forçadas, Tiuí e William que não pode enfrentar o Palmeiras, paciência. Mas o Diguinho tem muita presença de área e creio que vá se sair bem.

O treinador do Rubro-Negro goiano disse que o time vem se encaixando ao esquema que ele implantou e que o treinamento desta terça-feira encheu os seus olhos.

– Para superarmos o Palmeiras, será necessário que cada jogador saiba a sua função em campo e tenha os conceitos do treinador na sua cabeça. O treinamento desta terça foi muito bom. Os titulares venceram por 9 a 1 os juniores. Este mesmo rival na semana passada foi vencido por 2 a 1. Se todos ficarem focados contra o Palmeiras é possível que este time consiga um bom resultado de São Paulo – comentou René.

O Atlético-GO embarcou para São Paulo na tarde desta quarta-feira.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS X ATLÉTICO-GO

Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data/hora: 25/8/2010 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa-PR)
Auxiliares: Gilson Bento Coutinho (PR) e Bruno Boschilia (PR)

PALMEIRAS: Marcos, Maurício Ramos, Danilo e Fabrício; Vitor, Edinho, Tinga, Valdivia e Rivaldo; Luan e Tadeu. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

ATLÉTICO-GO: Márcio, Vítor Ferraz, Welton Felipe, Daniel Marques e Thiago Feltri; Ramalho, Pituca, Robston, Elias e Diguinho; Marcão. Técnico: René Simões.

agosto 26, 2010 Posted by | Palmeiras | , , | Deixe um comentário

Flamengo e Atlético-MG duelam para diminuir pressão

Sob forte pressão, equipes se enfrentam no Maracanã

As posições na tabela são diferentes, mas é inegável que Flamengo e Atlético-MG entram em campo extremamente pressionados no jogo desta quinta-feira, às 21h, no Maracanã, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na 18ª colocação, o Galo tenta desesperadamente justificar os investimentos feitos por sua diretoria e deixar a zona de rebaixamento. Já o Rubro-Negro, em 10º, precisa da vitória em casa para diminuir as cobranças sobre a equipe e, principalmente, sobre o técnico Rogério Lourenço.

Na Gávea, é comum ouvir expressões como “não podemos mais bobear” e “precisamos vencer de qualquer forma”, o que mostra o quanto os jogadores sabem da importância da conquista dos três pontos no confronto. Para completar a expectativa de todos para o duelo, sobretudo da torcida, o jogo marcará a estreia do atacante Diogo com a camisa do clube, muito provavelmente como titular, apesar de o treinador despistar.

– É um jogo muito importante, eles estão numa situação muito complicada, mas a única coisa que nos interessa é vencer. Queremos ganhar os três pontos e vamos apostar todas as fichas. Não podemos nem pensar em empatar ou perder – declarou o meia Petkovic.

Para o jogo, o técnico Rogério Lourenço faz mistério ainda quanto ao esquema tático. Há possibilidade de utilizar o 4-4-2 e o 3-6-1, mas a primeira alternativa deve ser a escolhida.

No Galo, um desfalque importante: Obina, ex-xodó do Flamengo, está fora da partida por conta de lesão. Assim, o ataque será formado mais uma vez por Diego Souza e Diego Tardelli.

– Todo mundo está se cobrando desde o dia em que começamos a perder. Todo mundo está fazendo o máximo para sair dessa situação. Não adianta culpar, porque está todo mundo se doando ao máximo, querendo sair dessa situação – disse Diego Tardelli.

Vanderlei Luxemburgo manterá o esquema com três zagueiros aprovado diante do Santos. Réver terá Lima e Werley como companheiros.

FICHA TÉCNICA:

FLAMENGO X ATLÉTICO-MG

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 26/8/2010 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Salvio Spinola Fagundes/SP (FIFA)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Mattos/BA (FIFA) e Carlos Berkenbrock/SC (FIFA)

FLAMENGO: Marcelo Lomba, Leonardo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Correa, Willians, Petkovic e Renato; e Diogo e Leandro Amaral. Técnico: Rogério Lourenço

ATLÉTICO: Fábio Costa, Réver, Lima e Werley; Rafael Cruz, Jataí, Serginho, Ricardinho e Eron; Diego Souza e Diego Tardelli.Técnico: Vanderlei Luxemburgo

agosto 26, 2010 Posted by | Atlético-MG, Flamengo | , | Deixe um comentário

Vitória recebe o Guarani e reencontra velhos conhecidos

Técnico e três jogadores do time paulista já defenderam as cores do Rubro-Negro baiano

Depois do primeiro triunfo fora de casa neste Brasileirão – venceu o Cruzeiro, rodada passada -, o Vitória encara o Guarani, nesta quinta-feira, às 21h, no Barradão. E grande parte do time paulista é formada por velhos conhecidos dos torcedores rubro-negros.

Além do técnico Vagner Mancini (campeão estadual pelo Vitória em 2008), Baiano, Renan e Apodi são jogadores que já tiveram passagem pelo Leão baiano. O atacante Roger também fez parte do elenco do Guarani, mas já deixou o clube.

O zagueiro Wallace, que cumpriu suspensão contra o time mineiro, volta e Reniê será mantido entre os titulares, já que é a vez de Anderson Martins, expulso no domingo, cumprir suspensão.

O volante Vanderson, com tendinite no joelho, e o lateral Eduardo, com inflamação nas amigdalas, foram poupados do treino desta quarta-feira. No fim das atividades, o meia Ramon sentiu um desconforto na coxa direita e é dúvida.

De olho no Guarani…

Depois do empate sem gols no Brinco de Ouro contra o Palmeiras, o Guarani sai de Campinas para buscar a sua reabilitação no campeonato. Na 13ª posição, o Bugre está apenas quatro pontos acima da temida zona do rebaixamento. Assim, a vitória seria de grande importância no Barradão.

Para encarar o Vitória, o técnico Vágner Mancini contará com a volta de Fabão, que cumpriu suspensão. O goleiro Douglas segue no departamento médico e é desfalque certo junto com o atacante Mazola, que está suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

A equipe que vai a campo no Barradão é uma incognita. Após fazer várias variações no treino desta terça-feira, Mancini não definiu a equipe. É muito provável que o treinador avance Mário Lúcio para o ataque e promova a entrada do meia Preto. No restante, equipe deve ser a mesma que empatou com o Palmeiras, domingo passado.

FICHA TÉCNICA
VITÓRIA X GUARANI

Local: Barradão, em Salvador (BA)
Data/Hora: 26/8/2010 – 21h (de Brasília)
Árbitro: Gutemberg de Paulo Fonseca (RJ)
Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)

VITÓRIA: Viáfara, Eduardo, Wallace, Reniê, Egídio; Vanderson, Bida, Renato, Henrique; Elkeson e Júnior. Técnico: Toninho Cecílio.

GUARANI: Emerson; Rodrigo, Lairson, Fabão e Márcio Careca; Renan, Paulo Roberto, Baiano e Preto (Reinaldo); Mário Lúcio e Ricardo Xavier. Técnico: Vágner Mancini.

agosto 26, 2010 Posted by | Guarani, Vitória | , | Deixe um comentário

Empate sem gols reflete problemas de São Paulo e Vasco no Morumbi

Anfitrião cria, mas não conclui com eficiência; visitante só pensa em se defender. Baresi, interino tricolor, agora tem cargo nas mãos da diretoria

O São Paulo até que queria fazer um gol. Mas não conseguia acertar o pé. O Vasco, que não deu um chute sequer na direção da meta de Rogério Ceni, não queria levar gols. Conseguiu o objetivo. O resultado não poderia ser outro: 0 a 0, na noite desta quarta-feira, no Morumbi, pelo Brasileiro, com 74 passes errados: 40 para os cariocas e 34 para os paulistas. Sérgio Baresi, técnico interino do Tricolor, agora tem o futuro nas mãos da diretoria. PC Gusmão viu sua equipe se contentar apenas em segurar o dono da casa, sem ambição, e sentindo falta do poder criativo de Carlos Alberto.

Com o resultado, o anfitrião ficou com a 15ª posição, com 18 pontos, e está próximo da zona de rebaixamento, mas não corre o risco de ficar entre os quatro últimos nesta rodada. O visitante está em nono, com 22 pontos, mas pode perder posições nesta quinta. Na próxima rodada, o time carioca recebe o Cruzeiro em São Januário, no sábado. No dia seguinte, o Tricolor enfrenta o líder Fluminense, no Rio.

Tricolor sem mira, e Vasco sem fome de gols

Após a derrota pesada por 3 a 0 para o rival Corinthians, Baresi apareceu com um time diferente contra o Vasco: sacou Fernandão, Cleber Santana e Marlos. E colocou Fernandinho, Richarlyson e Marcelinho. Este último, vindo da base, não se intimidou e fez exatamente o que o treinador queria: partiu para cima da defesa adversária com velocidade e habilidade. Fernandinho ficou mais aberto pela esquerda, e Ricardo Oliveira centralizado. O Cruzmaltino manteve a formação do clássico contra o Fluminense, com Felipe pela lateral esquerda e Nilton reforçando a zaga, que se armava com três quando os cariocas não tinham a bola. Allan ficou com a vaga de Carlos Alberto, suspenso.

O dono da casa começou a partida melhor. Mais agressivo, principalmente pelos pés de Marcelinho. Logo aos três minutos, ele se livrou da marcação e passou para Ricardo Oliveira, que chutou cara a cara com Fernando Prass. O goleiro fez excelente defesa. Mas, apesar de incomodar da defesa do Vasco com mais frequência, o Tricolor tinha dificuldades na conclusão.

O Vasco demorou a aparecer na área são-paulina. E quando o fez, aos 23 minutos, o lance não valeu. O lance só valeu pela bela jogada de Felipe, que passou com categoria por Rodrigo Souto e tocou para Zé Roberto na área, mas este já estava em posição irregular. Curiosamente, se valesse algo, esta seria a única conclusão do time carioca a gol na partida. Aos 26, Fernandinho se irritou com uma chance desperdiçada e chutou a bandeirinha de escanteio, tirando a mesma do lugar. Como um aluno desobediente, foi obrigado pelo árbitro Carlos Eugênio Simon a consertar o objeto (assista ao vídeo).

Ricardo Oliveira perdeu sua segunda chance na partida aos 28, quando Marcelinho, na corrida, tocou para ele na frente. Sozinho diante de Prass, mais uma vez chutou em cima do goleiro, que tirou o perigo de perto do gol vascaíno. Aos 31, mais uma vez o camisa 99 encontrou a bola na pequena área, mas antes que conseguisse ajeitar para concluir, viu o zagueiro Fernando roubá-la.

O Vasco se arriscou mais nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 39, Fagner cobrou escanteio pela direita, e Fernando tentou cabecear para o gol. Conseguiu, mas a bola só não entrou porque Miranda, na pequena área, chutou para cima. O São Paulo respondeu em uma cobrança de falta de Jean, da intermediária. A bola fez curva e tocou o travessão de Prass, acima do ângulo esquerdo do goleiro. Que susto para os vascaínos! O Tricolor pressionou até o fim do primeiro tempo, e Jean arriscou mais um chute de longe, que passou à esquerda do gol de Prass. Mas o intervalo começou com o 0 a 0 no placar.

Mais do mesmo, e placar sem gols

Ricardo Oliveira não teve o segundo tempo para tentar marcar o gol que tanto procurou na primeira etapa. O atacante sentiu dores no joelho e deixou o time no intervalo, para a entrada de Fernandão. Baresi também fez outra alteração: colocou Carlinhos Paraíba na vaga de Casemiro, com o objetivo de equilibrar mais o meio-campo.

Fernandão apareceu logo no primeiro minuto, pedindo falta de Fernando na área. Mas Simon não se deixou levar. Fernandinho seguia mais aberto pela esquerda, enquanto o camisa 9 aparecia centralizado. Marcelinho, com velocidade, recebeu uma bola de Fernandinho aos 10, correu pela esquerda e tentou o chute, mas a bola passou por cima do gol de Prass. Parecia que o primeiro tempo se repetiria, com o São Paulo atacando e o Vasco se defendendo.

Aos 17, o time carioca apareceu com perigo pela primeira vez na área são-paulino na etapa final. Fagner tentou cruzar rasteiro para Fumagalli na frente do gol, mas este não conseguiu dominar a bola.

Cansado de ver Fernandinho correr, mas não chegar ao gol, Baresi colocou Dagoberto em campo. O atacante não jogava pelo São Paulo desde a segunda partida das semifinais da Libertadores e chegou a falar publicamente que estava sendo injustiçado dentro do clube com comentários negativos. Ele voltou a ser relacionado somente neste jogo contra o Vasco.

Éder Luis tentou chegar à área são-paulina pela direita aos 27, mas Miranda, com uma categoria que não se via há algum tempo, desarmou o atacante. No minuto seguinte Jean arrancou pela direita e arriscou o chute da entrada da área, jogando a bola longe do gol e sem ver que Dagoberto entrava livre. A torcida reclamou.

Tentando provar que o banco não é o seu lugar, Dagoberto dançou diante de Fagner e passou pelo vascaíno em direção ao gol, mas o passe para Marcelinho não foi bom. Mesmo assim, o camisa 25 não sossegava. Arriscou o lançamento para Fernandão, mas Dedé se antecipou. Aos 32, o mesmo Dagoberto arrancou pela esquerda, cortou pelo meio e caiu na entrada da área, mas Simon não entendeu que houve a falta. Mais uma vez, a torcida chiou. Mas, aos 33, Fernandão caiu no mesmo lugar e o árbitro apontou a infração. Ceni apareceu para cobrar. Mas quem chutou, por cima do gol, foi Paraíba.

Marcelinho tabelou com Fernandão, aos 41, e chutou para o gol, mas Prass não deixou que a bola entrasse. Nos minutos finais, a pressão era ainda mais são-paulina. O Vasco, todo no seu campo de defesa, se segurava como podia. E conseguiu deixar o Morumbi com um ponto conquistado fora de casa. Sem a vitória tão importante para sua sequência, Baresi deixou o gramado sem saber do próprio futuro.

SÃO PAULO 0 X 0 VASCO
Rogério Ceni; Jean, Xandão, Miranda e Junior Cesar; Casemiro (Carlinhos Paraíba), Rodrigo Souto, Richarlyson e Marcelinho; Fernandinho (Dagoberto) e Ricardo Oliveira (Fernandão). Fernando Prass; Fagner, Fernando, Dedé e Felipe (Irrazábal); Nilton, Rafael Carioca, Romulo e Allan; Zé Roberto (Jonathan) e Éder Luis.
Técnico: Sérgio Baresi. Técnico: Paulo César Gusmão.
Gols: -.
Cartões amarelos: Romulo (Vasco)
Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP). Árbitro: Carlos Eugenio Simon (Fifa-RS). Auxiliares: Paulo Ricardo Silva Conceição (RS) e Julio Cesar Rodrigues Santos (RS). Renda e Público: R$ 226.723,59 / 10.802 pagantes

agosto 26, 2010 Posted by | São Paulo, Vasco da Gama | | Deixe um comentário

Ferrolho de Cuca funciona, Cruzeiro vence e afasta Corinthians da ponta

Raposa volta a triunfar depois de três jogos, encosta no G-4 do Brasileirão e faz o Timão ficar mais distante do Fluminense na briga pelo título nacional

Depois de três tropeços consecutivos, o Cruzeiro venceu um adversário direto e continua vivo na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. No reencontro com o técnico Adilson Batista, a Raposa usou uma tática bastante defensiva para derrotar o “bom visitante” Corinthians por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Parque do Sabiá, em Uberlândia, e colou no G-4. O argentino Montillo, aos dois minutos do primeiro tempo, fez o único gol do jogo. Bruno César, artilheiro do torneio, perdeu um pênalti.

O resultado faz os mineiros respiraram, principalmente depois de empates contra Grêmio Prudente e São Paulo, além de um revés diante do Vitória. O clube de Belo Horizonte tem agora 24 pontos, na quinta colocação, perdendo apenas no número de vitórias (sete contra seis) para o Internacional, quarto.

Já o Corinthians vê a liderança ficar mais distante. O Timão permanece em segundo lugar, com 31 pontos, mas com cinco abaixo do Fluminense, que bateu o Goiás, no Serra Dourada. Para piorar, o Alvinegro não consegue melhorar fora do Pacaembu. Agora, são quatro empates, três derrotas e apenas uma vitória.

Na próxima rodada, o Cruzeiro enfrenta o Vasco, sábado, às 18h30min, em São Januário. O Corinthians recebe o Vitória, domingo, às 16h, no Pacaembu, no jogo que pode marcar o retorno do atacante Ronaldo, afastado desde o dia 9 de maio por conta de uma lesão na panturrilha direita.

O Corinthians provou no início de jogo o mesmo veneno que utilizou no clássico contra o São Paulo: a pressão. O Cruzeiro não deu chances para o Timão respirar desde o primeiro minuto. Aos dois, Wellington Paulista perdeu grande chance na pequena área ao desviar um cruzamento de Robert. No lance seguinte, o gol. Caçapa levantou, Edcarlos desviou de cabeça para trás e Montillo encheu o pé no canto esquerdo de Julio Cesar.

Ainda atordoado, mas empurrado pela torcida, que dividiu as arquibancadas com os mineiros, o Corinthians teve a chance de empatar, aos seis. Jucilei disparou pelo lado direito e cruzou. A bola pegou em uma das mãos do lateral-esquerdo Everton e o árbitro marcou pênalti. Artilheiro do Brasileiro com oito gols, Bruno César bateu, pegou mal na bola e Fábio fez a defesa com os pés.

Ao contrário do que aconteceu no último fim de semana, o Timão não teve liberdade para atacar. Elias, Jucilei e Bruno Cesar foram vigiados de perto pelos cruzeirenses, que se fecharam no campo de defesa em busca de um contra-ataque mortífero. Sem espaço pelo meio, os paulistas passaram a apostar nas descidas dos laterais Alessandro e Roberto Carlos. Todas, porém, bem controladas pelos adveresários.

O jeito foi tentar também em lances de bolas paradas. Aos 38, Bruno César cobrou escanteio pela esquerda, Paulo André subiu mais que os rivais e carimbou o travessão. O Cruzeiro respondeu aos 40. Robert recebeu na área, girou, a bola desviou em Chicão e Julio Cesar espalmou no canto direito.

Timão domina, mas não consegue o empate
O Cruzeiro reapareceu para o segundo tempo jogando da mesma forma. Logo aos 50 segundos, Everton arrancou pela esquerda, ganhou de Alessandro e bateu cruzado. Wellington Paulista e Robert tentaram de carrinho e, por muito pouco, não ampliaram a vantagem. O sufoco, contudo, foi só no início. Rapidamente, os mineiros voltaram a se fechar na defesa para explorar os contra-ataques.

Os paulistas continuaram dominando as ações, agora com mais movimentação no meio de campo. Aos quatro, os corintianos reclamaram de outro pênalti. Bruno César recebeu de Iarley na área e recebeu uma trombada de Henrique. Sandro Meira Ricci nada marcou.

Com a dificuldade no setor ofensivo, Adilson Batista apostou em um homem mais preso na área. Para isso, sacou Iarley e colocou Souza. Pouco depois, o treinador sacou Bruno César para a entrada do garoto William Morais, na tentativa de melhorar a criação. As trocas, entretanto, não mudaram tanto o comportamento da equipe.

A partir dos 30 minutos, o Cruzeiro se trancou ainda mais na defesa. Cuca recuou toda a marcação para antes do meio de campo e confundiu o ataque alvinegro. Wallyson e Pablo arriscaram alguns contra-ataques, mas sem nunca assustar Julio Cesar.

Aos 43, Souza perdeu a bola na intermediária para Henrique, Wallyson recebeu passe na área pela esquerda e disparou a bomba. Julio Cesar espalmou e salvou o Corinthians. Nos minutos finais, o Timão ainda tentou pressionar em busca do empate, mas não teve força ofensiva para furar o bloqueio mineiro.

CRUZEIRO 1 X 0 CORINTHIANS
Fábio, Edcarlos, Gil e Cláudio Caçapa; Jonathan, Marquinhos Paraná, Henrique, Montillo (Roger) e Everton (Pablo); Wellington Paulista e Robert (Wallyson). Julio Cesar, Alessandro, Chicão, Paulo André e Roberto Carlos (Paulinho); Ralf, Jucilei, Elias e Bruno César (William Morais); Jorge Henrique e Iarley (Souza).
Técnico: Cuca. Técnico: Adilson Batista.
Gols: Montillo, aos dois minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Everton, Edcarlos, Cláudio Caçapa, Wellington Paulista, Henrique, Gil (Cruzeiro); Chicão, Alessandro, Jorge Henrique, Souza (Corinthians)
Local: Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG). Data: 25/08/2010. Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF).
Assistentes: Enio Ferreira de Carvalho (DF) e Cesar Augusto de Oliveira Vaz (RS).

agosto 26, 2010 Posted by | Corinthians, Cruzeiro | , | Deixe um comentário

Santos vira no Olímpico e afunda de vez o Grêmio

Peixe faz primeiro tempo ruim, mas cresce muito no segundo tempo e ganha o jogo com gols de Neymar e Rodriguinho

Ao Santos, o sonho de mais um título; ao Grêmio, um pesadelo cada vez mais forte. O Peixe virou para cima do Tricolor na noite desta quarta-feira, no Olímpico, cresceu na tabela e complicou muito a situação do time gaúcho no Campeonato Brasileiro. O time da casa largou na frente, com gol de Borges, mas cedeu a derrota na etapa final. Neymar e Rodriguinho fizeram os gols do Santos.

O resultado mantém o Grêmio na zona de rebaixamento do Brasileirão, com 15 pontos. O Santos, com 24, em quarto, ainda sonha com uma aproximação ao Fluminense, que subiu para 36. O Santos virou o jogo com um atleta a menos em campo e sem Paulo Henrique Ganso, lesionado. Ainda perdeu um pênalti.

Os gaúchos voltam a campo no domingo. Visitam o Atlético-PR em Curitiba. O Peixe, um dia antes, recebe o Goiás.

Segundos depois de dar um peixinho e colocar o Grêmio na frente contra o Santos, Borges virou de costas para a torcida e apontou para o número que carrega às costas. Ele é 9. A 9 é dele. Está mais do que na cara que a 9 do Grêmio precisa ser dele. Não foi coincidência o time tricolor voltar a jogar bem justamente na partida em que Borges recuperou uma vaga que jamais deveria ter deixado de ser sua.

Foi com o gol de Borges que o Grêmio bateu o Santos no primeiro tempo. E foi justo. Mais vibrante e mais compacto do que nos jogos anteriores, o Tricolor soube dominar o Peixe, pesadão com a presença de Marcel como referência no ataque. O tal comprometimento, tão exigido pelos tricolores, apareceu pelos lados do Olímpico. Antes tarde…

O Santos teve um ou outro lance plástico de ataque – ora com aquela visão que só Ganso tem, ora com os dribles de Neymar. Mas fez pouco. Parecia faltar um parafuso para a engrenagem do Peixe funcionar a pleno vapor. Com o sistema de articulação caçado a cada segundo, o time de Dorival Júnior não produziu o que pode.

E o Grêmio teve Vilson, o zagueirão estreante, recém-chegado do Vitória. Na base do bico, sem firula, sem constrangimento, ele ganhou a torcida. Matemático no desarme e explosivo nas divididas, o atleta mostrou aquilo que os gremistas mais queriam ver: futebol e raça.

O domínio do Grêmio no primeiro tempo foi facilitado pela precocidade do gol. Ele surgiu logo com cinco minutos. Souza encaixou passe bonito para Fábio Santos, que mandou na área. Borges apareceu bem para completar. Jonas, aos 14, e Douglas, aos 17, poderiam ter ampliado. Entre um lance e outro, Neymar entrou a dribles na área do Grêmio e bateu colocado. Victor defendeu.

Santos cresce e vira, mas perde Ganso

Saiu Marcel, entrou Zé Eduardo. E o Santos retomou sua leveza habitual. Parecia outro jogo para o Peixe depois do intervalo. A troca de Dorival Júnior surtiu efeito imediato. E o Grêmio sentiu. Ao sentir, recuou; ao recuar, permitiu o empate.

O gol do Santos só saiu aos 23 minutos. Poderia ter nascido bem antes. Victor salvou a pele azul. Com oito minutos, trabalhou três vezes no mesmo lance. Foi uma loucura: Marquinhos bateu forte de fora da área, o goleiro espalmou para a frente, Zé Eduardo pegou o rebote, Victor fez milagre, a bola bateu na trave, Neymar chutou mais uma vez, e o camisa 1 tricolor defendeu de vez. Quase.

O Santos seguiu em busca da igualdade. Ganso, da esquerda, mandou na área. A bola passou por Neymar e chegou até Zé Eduardo, que dividiu com Victor e perdeu o gol. Mas o empate era questão de tempo. O empurrão de Fábio Santos em Zé Eduardo dentro da área permitiu que Neymar, de pênalti, evitasse a derrota do Santos. A cobrança foi preciosa, no ângulo. No lance do pênalti, Paulo Henrique Ganso torceu o tornozelo. Enquanto era atendido, o jogador foi abraçado pelos colegas, fora de campo, na comemoração do gol.

Aos 40 minutos, mais um pênalti. Neymar passou por Vilson e foi derrubado na área. O próprio atacante foi para a cobrança. E aí Victor salvou. Caiu no canto direito, com agilidade, e abafou o chute do garoto. Parecia ter salvo o Grêmio da derrota.

Mas não era isso. Aos 48, em contra-ataque, o Santos virou. Neymar bateu cruzado, Victor defendeu e Rodriguinho, no rebote, marcou o gol da virada.

GRÊMIO X SANTOS
Victor, Edílson, Vilson, Rafael Marques e Fábio Santos; Willian Magrão (Fernando/Maylson), Fábio Rochemback, Souza e Douglas (Leandro); Jonas e Borges. Rafael, Pará, Durval, Edu Dracena e Alex Sandro; Arouca, Rodriguinho, Marquinhos (Danilo) e Ganso (Zezinho); Neymar e Marcel (Zé Eduardo).
T: Renato Gaúcho T: Dorival Júnior
Local: estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS). Data: 25 de agosto.Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ). Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa/RJ) e Ricardo de Almeira (RJ).
Gols: Borges, aos cinco minutos do primeiro tempo; Neymar, aos 23, e Rodriguinho, aos 48 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Fábio Rochemback (Grêmio); Edu Dracena, Marcel, Alex Sandro, Rodriguinho (Santos). Cartão vermelho: Alex Sandro.
Público: 13.801. Renda: R$ 206.231,50.

agosto 26, 2010 Posted by | Grêmio, Santos | | Deixe um comentário

Atlético-PR faz 1 a 0, despacha o Prudente e vence a segunda seguida

Branquinho fez o único gol da vitória paranaense. Furacão chegou aos 20 pontos e se afastou da zona de rebaixamento do Campeoanto Brasileiro

Com um futebol superior, de posse de bola e de mais finalizações a gol, o Atlético-PR conseguiu um ótimo resultado diante do Grêmio Prudente. A equipe venceu por 1 a 0, com um gol de Branquinho, já no segundo tempo da partida. Foi a segunda vitória consecutiva do Furacão, que vinha de um triunfo sobre o Flamengo, no último fim de semana.

Com o resultado, o Atlético-PR chegou aos 20 pontos e subiu bastante na tabela de classificação, se afastando da zona de rebaixamento. Já o Grêmio Prudente segue com 15, ainda na zona da degola do Campeonato Brasileiro.

Agora, na próxima rodada, o time paulista enfrentará o Ceará, no sábado, às 18h30m (de Brasília), em Fortaleza. O Atlético-PR, por sua vez, receberá o Grêmio, no domingo, às 18h30, na Arena da Baixada.

Primeiro tempo sem emoção

O Atlético-PR começou melhor, com mais presença no ataque. O meia Guerrón, sempre com muita velocidade pela direita, chegava com certa efetividade. O jogador se entendia bem com o atacante Bruno Mineiro, que finalizou com perigo contra o gol de Giovanni, aos 10 minutos.

O Grêmio Prudente, por sua vez, tinha dificuldades em incomodar o goleiro Neto, do Furacão. João Vítor e Carlos Eduardo eram os únicos que tentavam armar as jogadas de ataque, mas em quase todas as oportunidades a defesa paranaense levava vantagem.

O jogo era truncado, jogado entre as duas intermediárias, sem quase nenhuma boa chance de gol. As defesas bem postadas se sobressaíam sobre os atacantes. Mesmo assim, o Furacão era melhor e tinha mais posse de bola.

Os poucos momentos de emoção surgiam com jogadas individuais. Bruno Mineiro, o mais lúcido do ataque rubro-negro, aos 34 minutos, quase abriu o placar. O atleta – de fora da área – bateu forte, mas Giovanni estava atento para mandar a bola para a linha de fundo.

O placar de 0 a 0 não fez justiça ao Atlético-PR, que mostrou um melhor futebol que os paulistas.

Gol salvador

O técnico Antônio Carlos Zago voltou para o segundo tempo com uma alteração. O comandante tirou Deyvid Sacconi e colocou em campo Adriano Pimenta. A intenção era dar mais agressividade ao ataque da equipe paulista. Porém, o que se viu foi uma réplica do primeiro tempo, com um predomínio total do Atlético-PR.

A equipe rubro-negra continuava com mais posse de bola e não dava chance aos adversários. Tamanho volume de jogo acabou sendo recompensado, aos 14 minutos. Branquinho dominou a bola na entrada da área, cortou o zagueiro e bateu forte, no canto esquerdo de Giovanni, sem chance de defesa: 1 a 0 para o Furacão.

Após o gol, o Grêmio Prudente cresceu de produção. Desesperado pelo empate e impulsionado pelas alterações de Antônio Carlos Zago, o time paulista chegou com perigo por diversas vezes. O goleiro Neto teve que aparecer e fazer grandes intervenções, evitando o empate.

O técnico Paulo César Carpegiani alterou a equipe para reforçar a defesa, visando manter o placar. O Prudente pressionou, mas não conseguiu empatar o jogo. O placar mínimo a favor do Furacão fez justiça a quem buscou o gol com mais vontade.

GRÊMIO PRUDENTE 0 X 1 ATLÉTICO-PR
Giovanni; Paulo César, Anderson Luís, Flávio Boaventura e Marcelo Oliveira; Rodrigo Mancha, João Vítor, Carlos Eduardo (Henrique Dias) e Deyvid Sacconi (Adriano Pimenta); Robson (Rafael Martins) e Wesley. Neto; Wagner Diniz, Rhodolfo, Manoel e Paulinho; Chico, Olberdam (Deivid), Branquinho e Guerrón (Bruno Costa); Maikon Leite (Thiago) e Bruno Mineiro.
Técnico: Antônio Carlos Zago. Técnico: Paulo César Carpegiani.
Estádio: Prudentão, em Presidente Prudente (SP). Data: 25/8/2010.Horário: 21h (de Brasília). Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES).Auxiliares: José Ricardo Maciel Linhares (ES) e Adaílson Alves Pereira (ES).
Público: 2.419 pagantes. Renda: R$ 35.310,00. Cartão amarelo:Adriano Pimenta (Grêmio Prudente), Neto (Atlético-PR).
Gol: Branquinho (Atlético-PR), aos 14 minutos do primeiro tempo.

agosto 26, 2010 Posted by | Atlético-PR, Grêmio Prudente | , | Deixe um comentário

Gol histórico de Índio faz Inter curar a ressaca com vitória sobre Avaí em SC

Jogador supera ídolo Figueroa como maior zagueiro-artilheiro e dá ao clube a primeira vitória após título da Libertadores. Time está em quinto lugar

O Internacional colocou fim à fase de comemoração pelo título da Libertadores mostrando que pode entrar na briga por mais uma taça em 2010. Com uma bela atuação na Ressacada, em Florianópolis, o Colorado venceu por 1 a 0 o até então invicto em casa Avaí, nesta quarta-feira. Depois de ter entrado momentaneamente no G-4 do Campeonato Brasileiro, o time caiu do quarto para o quinto lugar, com 24 pontos – foi superado pelo Santos no saldo de gols. Índio, aos nove minutos do primeiro tempo, fez o único gol do jogo e se transformou no maior zagueiro-artilheiro da história do clube, com 27 anotados, contra 26 do chileno Figueroa, ídolo da torcida.

Com o triunfo em solo catarinense, o clube do Rio Grande do Sul chega aos 24 pontos e evidencia todo seu poder de reação. Na rodada passada, primeiro jogo desde a conquista do torneio sul-americano, o time dirigido pelo técnico Celso Roth empatou em casa com o lanterna Atlético-GO. A má notícia da noite é a saída do atacante Taison, negociado com o Metalist-UCR. O jogador deve viajar à Europa ainda nesta semana.

Já o Avaí perde ótima chance de se aproximar dos líderes do Brasileirão. O revés diante da torcida, o primeiro na competição, faz a equipe azul permanecer com 22 pontos, podendo perder algumas posições na classificação até o encerramento da rodada. Além disso, vive momento ruim, com três derrotas consecutivas e sem fazer gols.

Na próxima rodada, o Internacional recebe o Botafogo, sábado, às 18h30min, no Beira-Rio. O Avaí visita o Atlético-GO, domingo, no mesmo horário, no Serra Dourada.

Inter controla o jogo e sai na frente
Apesar de jogar fora de casa, o Internacional adotou uma postura bastante ofensiva desde o início da partida. Sem Caio, seu principal armador, o Avaí sofreu com a marcação adiantada do Colorado e acabou encurralado. O primeiro gol veio logo aos nove minutos. Glaydson recebeu passe de calcanhar de D’Alessandro pela direita, foi à linha de fundo e cruzou. Como um centroavante, o zagueiro Índio apareceu na segunda trave e cabeceou no canto esquerdo do goleiro Renan.

Nem mesmo a desvantagem fez o Avaí acordar. Sem apoio dos laterais Patric e Eltinho, Valber, Robinho e Vandinho tiveram muita dificuldade em criar no setor ofensivo. Do outro lado, Tinga e D’Alessandro, em noite inspirada, abriam espaço na defesa catarinense. O argentino, aliás, abusou das jogadas de efeito e foi caçado em campo, irritando os jogadores rivais, principalmente o volante Marcinho Guerreiro.

O Inter voltou a assustar aos 20 minutos, em chute para fora de Tinga da entrada da área. Mesmo não jogando bem, o Avaí acordou pouco depois. Aos 29, Valber arrancou da intermediária sem marcação e bateu para Renan defender com os pés. Logo em seguida, Eltinho cruzou da esquerda, Marcos cabeceou para o chão e o goleiro colorado conseguiu desviar, evitando a igualdade.

As duas melhores chances até o fim do primeiro tempo foram do Inter. Na primeira, aos 38, Renan fez ótima defesa no canto direito depois de cabeçada de Índio. Já na segunda, D’Alessandro puxou o contra-ataque e deu belo toque para Tinga entre os zagueiros. Ele passou pelo goleiro, mas perdeu o ângulo e chutou por cima.

Com um a menos, Colorado segura a vitória
No segundo tempo, Antônio Lopes tentou dar mais velocidade ao ataque do Avaí com a entrada do veterano Sávio no lugar do volante Marcos. O time ficou mais rápido no setor ofensivo, mas teve muitos problemas para criar. O Inter deixava apenas Rafael Sobis no ataque e congestionava o meio de campo.

Numa das poucas bobeiras do setor vermelho, o Avaí quase empatou, aos dez minutos. Valber recebeu na intermediária, avançou sem marcação e chutou forte. Renan fez boa defesa no canto esquerdo. Mais ofensivos, os catarinenses abriram espaço para o Inter jogar nos contra-ataques. Aos 16, D’Alessandro por muito pouco não ampliou a vantagem. Ele avançou pela direita, driblou Eltinho e bateu com estilo à direita, assutando Renan.

O Colorado sofreu uma baixa aos 22 minutos. O volante Wilson Matias cometeu falta sobre Sávio no meio de campo e, como já tinha cartão amarelo, foi expulso. Imediatamente, Celso Roth sacou o atacante Rafael Sobis para a entrada do também volante Derlei.

Apesar de ter um jogador a mais, o Avaí não conseguiu pressionar. Sávio pouco fez para que a bola chegasse com qualidade aos atacantes. Com isso, o Inter passou a administrar. D’Alessandro tratou de segurar a bola e fazer o tempo passar. Tinga ainda teve mais uma chance, aos 39, mas parou em Renan. E o Inter está vivo no Brasileirão!

AVAÍ 0 X 1 INTERNACIONAL
Renan, Patric, Rafael, Gabriel e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Marcos (Sávio), Bruno (Jeferson) e Valber; Robinho (Cristian) e Vandinho. Renan, Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Glaydson, Wilson Matias, Tinga e D’Alessandro; Taison (Leandro Damião) e Rafael Sobis (Derlei).
Técnico: Antônio Lopes. Técnico: Celso Roth.
Gols: Índio, aos nove minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Marcinho Guerreiro (Avaí); Wilson Matias, Renan (Inter).  Cartão vermelho: Wilson Matias (Inter)
Local: Ressacada, em Florianópolis. Data: 25/08/2010. Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG). Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa/MG) e Jair Felix (MG).

agosto 26, 2010 Posted by | Avaí, Internacional | | Deixe um comentário

Botafogo supera defesa do Ceará e ganha 5º jogo seguido no Brasileiro

Mesmo sem jogar bem, Alvinegro carioca soma mais três pontos e mantém a terceira colocação. Time cearense deixa o G-4

No duelo entre um dos melhores ataques do Brasileirão-2010 e a defesa menos vazada, prevaleceu a força ofensiva. Apesar de não jogar bem e criar pouco para uma equipe que marcou 27 gols em 16 rodadas, o Botafogo conseguiu furar o sistema defensivo do Ceará e conquistar a quinta vitória consecutiva na competição: 1 a 0, nesta quarta-feira, no Engenhão.

Jobson, aos cinco minutos do segundo tempo, fez o gol que garantiu o Alvinegro carioca na terceira colocação do Nacional, com 27 pontos. Com a derrota, o time cearense deixou o G-4, caindo da quarta posição para a sétima (24 pontos).

As duas equipes voltam a campo no sábado. O Botafogo vai a Porto Alegre desafiar o Internacional no Beira-Rio. O Ceará recebe o Grêmio Prudente no Castelão. Os dois jogos começam às 18h30m (de Brasília).

Em relação ao time que superou o Avaí no último sábado (1 a 0), Joel Santana fez apenas uma mudança na formação titular do Alvinegro carioca: o retorno à ala direita de Alessandro, que estava suspenso, com Somália no meio. Do lado do visitante, Mário Sérgio manteve Geraldo no banco de reservas, apesar do meia ter feito o gol da vitória sobre o Grêmio (2 a 1), também no sábado.

E foi Alessandro que criou a primeira chance para o time da casa. O ala interceptou um passe de Diego Sacoman aos três minutos e fez bom lançamento para Herrera. Mas o argentino não conseguir dominar a bola. O lado direito foi a principal alternativa de ataque do Alvinegro carioca no primeiro tempo. Mas a marcação da equipe com a defesa mais eficiente do Brasileirão dificultava a criação de jogadas do anfitrião. Que, muitas vezes, apelou para bolas centradas na área. Facilmente rebatidas pelos adversários.

O Botafogo só voltou a ameaçar aos 19 minutos. Maicosuel acionou Antônio Carlos na área. Como uma ponta-direita, o zagueiro cruzou para Jobson, que, quase em cima da linha, furou. Para a sorte do atacante, a jogada já estava anulada por impedimento (veja no vídeo acima). Aos 32, os mesmos personagens criaram uma outra boa jogada. Maicosuel roubou a bola pela esquerda e passou para Jobson. O atacante foi derrubado na meia-lua, mas a bola sobrou para Antônio Carlos. O zagueiro invadiu pela direita e chutou cruzado, perto da trave direita.

Mas só aos 46, o time da casa conseguiu concluir com acerto a gol, quando Jobson recebeu no bico da área pela esquerda, cortou para o meio e chutou. O goleiro Diego rebateu.

Bem postado defensivamente, o clube visitante só ameaçou uma vez na primeira etapa. Aos 11, Washington escapou pela esquerda e encontrou Camilo na área. O camisa 7 dominou na marca do pênalti, mas se atrapalhou com a bola e foi desarmado por Marcelo Mattos.

Para o segundo tempo, apesar das dificuldades na primeira etapa, Joel Santana optou por não alterar o Botafogo, mantendo Marcelo Cordeiro e Herrera, vaiados pela torcida. E com cinco minutos, a torcida teve motivos para sorrir. Graças em boa parte ao argentino. Após lançamento do campo de defesa, Herrera dominou na altura do círculo central e deu bom passe para Jobson. O atacante arrancou, invadiu a área e tocou na saída do goleiro Diego, mandando a bola no canto esquerdo: 1 a 0.

Dois minutos após ver seu time sofrer o gol, Mário Sérgio tentou dar uma postura mais ofensiva ao Ceará, com Geraldo no lugar de Michel. O time visitante passou a rondar mais a área adversária. O goleiro Jefferson foi exigido aos 25, quando teve que cortar com o pé direito antes que o zagueiro Fabrício completasse na pequena área (no vídeo ao lado).

Em vantagem, o Bota recuou e passou a esperar uma oportunidade para sair no contra-ataque. Para isso, Joel Santana tentou dar mais velocidade ao time e mandou o atacante Caio a campo no lugar de Alessandro aos 21. Sete minutos depois, escalou Loco Abreu e tirou Herrera. No minuto anterior, Marcelo Cordeiro perdeu uma chance incrível na pequena área, cabeceando para fora após centro de Somália.

Aos 41, por muito pouco o Botafogo não foi castigado por ter recuado. Magno Alves driblou três adversários e chutou travado. A bola passou rente à trave direita de Jefferson. O goleiro, aos 44, ainda precisou se esticar para defender uma conclusão do experiente atacante, que desviou em Leandro Guerreiro. Diante da pressão cearense nos minutos finais, o Botafogo conseguiu se defender. E o apito final foi comemorado pela torcida no Engenhão.

BOTAFOGO 1 X 0 CEARÁ
Jefferson, Antônio Carlos, Leandro Guerreiro e Fábio Ferreira; Alessandro (Caio), Somália, Marcelo Mattos, Maicosuel (Edno) e Marcelo Cordeiro; Jobson e Herrera (Loco Abreu). Diego, Oziel, Fabrício, Anderson e Diego Sacoman; João Marcos, Michel (Geraldo), Heleno e Camilo; Wellington Amorim e Washington (Magno Alves).
Técnico: Joel Santana Técnico: Mário Sérgio
Gols: Jobson, aos cinco minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Marcelo Cordeiro, Marcelo Mattos (BOT), Oziel e Diego Sacoman (CEA)
Renda: R$ 347.444,00. Público: 16.460 (pagantes) / 19.468 (presentes)
Data: 25/08/10. Local: Engenhão, Rio de Janeiro. Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF). Auxiliares: João Antônio Sousa e Renato Miguel Vieira (DF)

agosto 26, 2010 Posted by | Botafogo, Ceará | | Deixe um comentário

Mortal nos contra-ataques, Flu vence o Goiás e faz a quina fora de casa

Invicto há 13 jogos, Tricolor faz 3 a 0 no Serra Dourada, gols de Emerson, Washington e Marquinho, e mantém a liderança isolada do Brasileirão

Há quem chame de “Muricybol”. Há quem chame de futebol de resultados. Mas todo mundo concorda que a estratégia é eficiente. Martelado pelo Goiás por quase todo o jogo, o Fluminense foi mortal nos contra-ataques e venceu a quinta partida consecutiva fora de casa nesta quarta-feira, no Serra Dourada. Com gols de Washington, Emerson e Marquinho, o Tricolor fez 3 a 0 no Esmeraldino diante de 10.467 torcedores, em partida válida pela 16ª rodada, e se manteve na liderança do Brasileirão.

Há 13 partidas sem perder, o Flu igualou seu próprio recorde de invencibilidade na competição, alcançado também em 2005, e chegou aos 36 pontos, cinco a mais que o vice-líder Corinthians, derrotado pelo Cruzeiro. No próximo domingo, a equipe encara o São Paulo, às 18h30m, no Maracanã, com os desfalques de Emerson e Gum, que receberam o terceiro cartão amarelo.

Já o Goiás segue sem vencer depois a Copa do Mundo e permanece na 19ª colocação, com 13 pontos. O próximo compromisso da equipe do Planalto Central é contra o Santos, sábado, às 18h30m, no Pacaembu.

Líder isolado do Brasileirão, com Deco pela primeira vez como titular e com maioria nas arquibancadas, o Fluminense começou a partida com amplo favoritismo. Mas como futebol é futebol, quem foi melhor na primeira etapa foi o Goiás, que só não abriu o placar pela má pontaria de Rafael Moura e o preciosismo do jovem Bernardo. O He-Man, por sinal, demonstrou muita vontade diante do ex-time e foi o jogador mais participativo dos 45 minutos iniciais.

Marcando forte no campo de ataque, o Tricolor começou bem a partida, forçou os zagueiros esmeraldinos a apelar para chutões e balançou as redes aos quatro minutos, em cabeçada de Emerson. O Sheik, no entanto, estava impedido, e o lance foi bem anulado por Leonardo Gaciba.

A ducha de água fria tirou um pouco do ímpeto ofensivo do Flu e, como os goianos erravam muitos passes e não eram felizes na ligação direta, o primeiro chute a gol aconteceu somente aos 20. Primeiro de muitos, por sinal. No lance, Everton Santos recebeu bom passe de Wendell e arrematou rente à trave de Fernando Henrique. Dois minutos depois, a jogada foi desenhada pelo lado esquerdo de ataque, com Júnior cruzando na medida para Rafael Moura, livre na pequena área, testar para fora.

Aproveitando-se dos avanços de Mariano, Júnior apareceu bem novamente aos 25. O cruzamento forte, porém, parou em FH. Em seguida, um lance inusitado por pouco não se transforma em golaço. Rafael Moura, também pela esquerda, driblou Diogo e tentou levantar na área de letra. A bola morreu na rede pelo lado de fora, por cima do gol tricolor.

E o bombardeio verde parecia não ter fim. Aos 32, Bernardo recebeu em boa condição na área e tentou colocar no ângulo, mas errou o alvo. Dois minutos depois, o próprio meia jogou a bola para o fundo das redes, de cabeça, mas estava impedido. Aos 36, nova oportunidade desperdiçada, com chute forte de dentro da área para defesa de Fernando Henrique.

Foi quando o Fluminense, enfim, acordou. Julio Cesar emendou de primeira lançamento de Emerson e Rafael Toloi, de carrinho, impediu o gol de Washington, colocando a bola para escanteio. Na cobrança, Diogo acertou um foguete de cabeça e parou na grande defesa de Harlei. O goleiro do Goiás apareceu bem novamente aos 40, ao desarmar o Coração Valente dentro da área.

Em ritmo mais lento que o restante do time, Deco estava apagado no jogo, mas apareceu bem aos 43, ao acertar lindo chute de fora da área com perigo. A pressão tricolor teve seu auge aos 44, quando Gum perdeu um gol incrível: Conca interceptou cobrança ruim de falta de Washington e serviu o zagueiro na pequena área. Sem goleiro, ele se atrapalhou no domínio e acertou Toloi na conclusão. Inacreditável.

Na volta para o segundo tempo, o Goiás acelerou o ritmo e impôs uma “blitz” no campo ofensivo. Todo no ataque, o time do Planalto Central trocava passes de um lado para o outro. Faltava, no entanto, criatividade e a maioria das jogadas parava na zaga tricolor sem que sequer fossem concluídas. Tanto que a melhor oportunidade surgiu em um lance de azar de Gum, que desviou cobrança de falta e quase enganou Fernando Henrique, aos 12.

Bem postado na defesa, o Fluminense apostava nos contra-ataques. As primeiras tentativas não deram certo por Emerson ficar em impedimento. Quando acertou o tempo da jogada, no entanto, o Tricolor foi mortal. Aos 19, Conca serviu Deco em velocidade pela direita, o luso-brasileiro cruzou de primeira com estilo e achou Washington bem posicionado no meio da área. O Coração Valente escorou sem deixar a bola tocar o chão e abriu o placar: 1 a 0.

Atordoado, o Goiás se mandou de vez para o ataque e desperdiçou mais uma boa chance aos 23. Wellington Monteiro encontrou Júnior na área e o lateral rolou para Everton Santos. O atacante esmeraldino não demonstrou a mesma qualidade de Washington e chutou para fora. O castigo veio em seguida.

Aos 28, mais um contragolpe veloz e decisivo do Flu. Com espaço para pensar, Deco conduziu pelo meio e abriu a jogada para Mariano. O lateral-direito levantou a cabeça e cruzou rasteiro no segundo pau. Emerson, sozinho, tirou Harlei da jogada no domínio e empurrou para o fundo das redes.

Apesar da vantagem, o Tricolor teve o que lamentar. Gum e Emerson receberam o terceiro cartão amarelo e não enfrentam o São Paulo, domingo, no Maracanã. Já de olho no confronto contra os paulistas, Muricy trocou o Sheik por Marquinho nos minutos finais e foi feliz. Após lançamento longo, o apoiador tocou na saída de Harlei, pelo lado esquerdo de ataque, e definiu a goleada: 3 a 0.

GOIÁS 0 X 3 FLUMINENSE
Harley, Wendel, Toloi, Ernando e Junior; Jonilson, Wellington Monteiro, Amaral e Bernardo (Pedrão) ; Éverton Santos e Rafael Moura. Fernando Henrique, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Julio Cesar; Fernando Bob, Diogo, Conca e Deco; Emerson (Marquinho) e Washington.
Técnico: Emerson Leão. Técnico: Muricy Ramalho.
Gols: Washington, aos 19, Emerson, aos 28, e Marquinho, aos 43  minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Wendell e Jonílson (GOI) Gum e Emerson (FLU)
Local: Serra Dourada, em Goiânia (GO) Data e Horário: 25/08/2010 às 19h30m (de Brasília) Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS)Assistentes: Marcelo Bertanha Barison (RS) e José Eduardo Calza (RS)

agosto 26, 2010 Posted by | Fluminense, Goiás | , | Deixe um comentário