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Vasco bate o Prudente e alcança primeira vitória fora de casa

Cariocas abrem o marcador, deixam donos da casa empatarem e conseguem o resultado positivo graças ao pênalti convertido por Nilton

O Vasco confirmou a boa fase no Brasileirão ao bater o Grêmio Prudente por 2 a 1, na tarde deste domingo, no interior de São Paulo, e alcançou a sua primeira vitória fora de casa na competição nacional. O resultado manteve o técnico Paulo César Gusmão como o único treinador invicto no campeonato. Já são 14 partidas sem derrota. Além disso, após a pausa para a Copa do Mundo, o Gigante da Colina já conquistou quatro triunfos e três empates. Os gols dos cariocas foram marcados por Eder Luís e Nilton, de pênalti. João Vítor fez para os paulistas.

O resultado levou o Gigante da Colina à nona colocação na competição, com 20 pontos, um a menos do que o Botafogo, primeira equipe na zona de classificação para a Libertadores. O Grêmio Prudente permaneceu na 14ª colocação, com 15.

Na próxima rodada, o Grêmio Prudente encara o Goiás, no sábado, às 18h30m (horário de Brasília), no Serra Dourada, em Goiânia. O Vasco enfrenta o Fluminense, no domingo, também às 18h30m (de Brasília), no Maracanã.

Eder Luís abre o marcador para o Vasco na etapa inicial

Quem pensou que o Vasco fosse esperar o Grêmio Prudente tomar a iniciativa do jogo se enganou. Os cariocas partiram para cima dos paulistas e tiveram duas oportunidades seguidas. Aos três, Fágner cruzou para Zé Roberto, que fez o giro e rolou para Felipe. Pressionado por um defensor, o maestro errou a pontaria e chutou por cima do gol. Dois minutos depois, em mais uma boa trama, Eder Luís encontrou Max livre pelo lado esquerdo. Já dentro da área, o lateral finalizou por cima do travessão.

Aos nove não teve jeito. Fágner cruzou da direita e Eder Luís se antecipou aos zagueiros para abrir o marcador: 1 a 0 Vasco. O Gigante da Colina permaneceu com o domínio da partida, e os paulistas assustavam apenas nos contra-ataques. Aos 21, Wesley invadiu a área pelo lado direito e soltou a bomba. Fernando Prass tocou com o pé esquerdo antes de a bola estourar na trave. Quase o empate dos donos da casa.

O Vasco seguiu pressionando, conduzido pela boa atuação do trio ofensivo, formado por Felipe, Zé Roberto e Eder Luís. O lateral-direito Fágner também era um dos destaque do jogo. Aos 27, Zé Roberto recuperou uma bola no meio-campo, tabelou com Felipe, e arriscou da entrada da área por cima do gol dos paulistas. Em uma nova tabela entre os dois apoiadores, aos 32, o camisa 6 arriscou de fora e errou a pontaria.

A pressão dos cariocas seguiu até os últimos minutos da etapa inicial. Aos 35, Max cobrou escanteio na cabeça de Nilton. O volante subiu mais do que os zagueiros e cabeceou para fora. Oito minutos depois, Felipe rolou para Zé Roberto, que cortou um adversário, e chutou rente à trave do Grêmio Prudente.

Prudente empata, mas Nilton, de pênalti, garante vitória dos cariocas

O Vasco voltou para a etapa final pressionando o Prudente para ampliar o marcador. Logo aos dois minutos, Eder Luís tocou para Felipe na entrada da área. O maestro chegou batendo de primeira e a bola explodiu na defesa paulista. Três minutos depois, Zé Roberto recebeu ótimo passe de Fágner. Já dentro da área, o camisa 10 girou em cima de um zagueiro e chutou para defesa do goleiro Giovanni.

Enquanto os cariocas permaneciam tocando a bola em busca da melhor oportunidade, os paulistas não conseguiam chegar ao gol vascaíno. Aos 12, Fágner arriscou de fora da área para defesa de Giovanni. No minuto seguinte, o Vasco foi castigado. João Vítor soltou a bomba da intermediária, a bola bateu na trave e entrou. Sem culpa no lance, Fernando Prass não teve tempo de saltar para tentar a defesa.

Mesmo com o gol, o Vasco não se intimidou. Aos 20, Max lançou para Eder Luís dentro da área. O atacante ajeitou para Felipe, que chutou de primeira. A bola passou por cima do gol dos paulistas. O Prudente respondeu dois minutos depois. João Vítor arriscou de fora da área e Prass saltou para defender. Aos 24, PC Gusmão sacou Felipe, cansado, e apostou na entrada do garoto Jonathan, de 19 anos.

Aos 33, Max tentou invadir a área e foi derrubado por um zagueiro. Pênalti marcado pelo árbitro alagoano Francisco Carlos Nascimento. Na cobrança, Nilton bateu no meio do gol, Giovanni defendeu e, na sobra, o volante chutou para colocar os cariocas novamente em vantagem.

O Prudente ainda perdeu um gol inacreditável aos 40. Rafael Martins cruzou e Wanderley, dentro da pequena área, furou. No fim, o Gigante da Colina comemorou a sua primeira vitória fora do Rio de Janeiro.

GRÊMIO PRUDENTE 1 X 2 VASCO
Giovanni; Roberto Silva, Anderson Luis, Leonardo e Marcelo Oliveira; João Vítor, Rodrigo Mancha (Diego Giaretta), Carlos Eduardo (Rafael Martins) e Adriano Pimenta (Fabiano Gadelha); Wesley e Wanderley. Fernando Prass; Fagner, Fernando, Dedé e Max (Jumar); Rafael Carioca, Romulo, Nilton e Felipe (Jonathan); Éder Luis (Nilson) e Zé Roberto
Técnico: Márcio Barros Técnico: PC Gusmão
Gols: Eder Luís, aos nove minutos do primeiro tempo; João Vítor, aos 13 minutos, Nilton, aos 34 minutos do segundo tempo.
Cartões: Wanderley, Leonardo, Wesley (Prudente); Rômulo, Max (Vasco)
Estádio: Prudentão, em Presidente Prudente (SP)
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL/Fifa)
Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (MG/Fifa) e Adson Lopes Leal (BA).

agosto 15, 2010 Posted by | Grêmio Prudente, Vasco da Gama | | Deixe um comentário

São Paulo faz gol no fim e consegue empate com Cruzeiro no Morumbi

Equipes mostram jogo leve e muitas chances. Montillo estreia muito bem

Em uma tarde muito fria no Morumbi, um jogo de muita qualidade esquentou o ânimo dos torcedores: o São Paulo do estreante Sérgio Baresi fez um gol aos 45 minutos, com Ricardo Oliveira, e conseguiu o empate por 2 a 2 com o Cruzeiro, que também promoveu a estreia do habilidoso Montillo, mas não chegou ao G-4. O Tricolor ainda teve chance de vencer nos minutos finais, mas o resultado igual ficou de bom tamanho para uma partida leve e com várias oportunidades para os dois lados.

Com o resultado, a Raposa está na quinta posição, com 21 pontos, e o Tricolor ainda se mantém fora da zona de rebaixamento, em 13º, com 17 pontos. Os dois times voltarão a campo no próximo domingo. O São Paulo encara o clássico contra o Corinthians, no Pacaembu, às 18h30m, e o Cruzeiro enfrenta o Vitória, no mesmo horário, no Ipatingão.

Os participantes do programa Sócio Torcedor do São Paulo receberam uma homenagem: os uniformes dos jogadores estampavam nomes de 18 torcedores aniversariantes, que foram sorteados e viram o jogo dos camarotes.

Em jogo solto, Montillo brilha, mas Casemiro é quem marca

O frio de 10ºC, mas com sensação térmica de 2ºC, espantou o torcedor do Morumbi, logo no dia em que o estádio era personagem importante na história de Rogério Ceni, que completou 450 jogos pelo Tricolor atuando no palco da partida. Samuel entrava no campo do estádio pela primeira vez, mas se saía bem na inédita dupla formada com Renato Silva. E Ricardo Oliveira, que já fez sete gols pelo São Paulo, todos no Morumbi, perdeu um feito aos 23 minutos, de cara com Fábio, após um lançamento de Marlos. Mas seria decisivo no final.

Quem também estreava duplamente era o técnico interino Sérgio Baresi. E o comandante, vindo da base, colocou em campo um Tricolor no 4-4-2, com um futebol leve e de toques de primeira, contribuindo para que o jogo ficasse mais bonito. Carlinhos Paraíba herdou a posição de Hernanes e começou nervoso, mas logo se soltou e mostrou bom desempenho.

Se o São Paulo era outro em campo, o Cruzeiro trazia um elemento mais do que especial: Montillo, que defendia o Universidad do Chile na Libertadores, fez sua estreia com a camisa da Raposa. E mostrou que vai dar muito trabalho aos adversários. Habilidoso, o meia comandou a criação do visitante e com passes e lançamentos precisos, levou perigo ao gol de Ceni. Montillo participou de todas as jogadas de ataque do Cruzeiro.

O árbitro Leandro Vuaden deixava o jogo correr, marcando poucas faltas. E, com isso, as duas equipes jogavam um futebol leve, com boas chances para os dois lados. Antes mesmo de Ricardo Oliveira perder aquele gol feito aos 23, o Tricolor teve mais oportunidades. Aos 15, Cléber Santana chutou em cima de Fábio, que fez grande defesa. Aos 17, foi a vez de Oliveira levar perigo com uma cabeçada. Aos 22, Samuel chutou perto da trave direita do goleiro cruzeirense.

Do outro lado, comandando por Montillo, o Cruzeiro assustou Ceni logo aos cinco minutos, em um chute do próprio argentino, que obrigou o camisa 1 a fazer a defesa. Aos dez, o meia tocou para Henrique, que soltou a bomba, mas a bola foi para fora. Aos 21, o camisa 10 cobrou falta que passou perto da trave esquerda de Ceni.

A prova de que o jogo era bom e equilibrado veio na sequência que começou aos 25. Fernandão, de cabeça, só não comemorou o primeiro gol tricolor porque Fábio fez um milagre, tirando a bola. O troco cruzeirense veio no minuto seguinte, Everton arriscou da entrada da área e pegou muito bem na bola. Ceni precisou se esticar todo para impedir o gol.

Aos poucos, o São Paulo conseguiu se sobressair um pouco mais do que o Cruzeiro. Com boas trocas de passes, insistiu até conseguir uma falta pelo lado esquerdo da área da Raposa. Jean cobrou por cima, aos 41, e Casemiro, que não tinha o costume de aparecer na área, surpreendeu Fábio de cabeça, pela trave esquerda, e colocou a bola para dentro: 1 a 0 para o Tricolor, que encerrou o primeiro tempo na frente.

Cruzeiro muda esquema e vira, mas Ricardo Oliveira salva

Preocupado com a facilidade com a qual o São Paulo chegava na área cruzeirense, Cuca colocou Cláudio Caçapa e passou a jogar no 3-5-2. O time mineiro passou a jogar mais protegido. O Tricolor não desistiu de tentar o segundo gol, mesmo estando em vantagem no placar. Logo no primeiro minuto, Casemiro perdeu uma chance ao chutar por cima do gol de Fábio. Mas teve mais dificuldades de incomodar Fábio.

Em compensação, o Cruzeiro seguiu dando dor de cabeça a Ceni, principalmente por causa de Montillo. Aos 11, ele quase acertou o ângulo esquerdo do camisa 1. Aos 17, o argentino lançou Everton, que chutou no meio do gol, facilitando a vida do goleiro.

Mas o gol cruzeirense estava amadurecendo. E saiu aos 22. Após cruzamento pela direita, Thiago Ribeiro finalizou e Ceni fez um milagre. No rebote, o próprio Thiago cruzou e Wellington Paulista cabeceou pelo lado direito, colocando a bola na rede: 1 a 1. A zaga são-paulina, que até então estava funcionando, se atrapalhou no lance.

Baresi tentou mexer na criação e na velocidade. Colocou Jorge Wagner e Fernandinho nas vagas de Carlinhos Paraíba e Marlos. Mas o São Paulo era prejudicado pelo cansaço aparente de alguns jogadores, como Fernandão e Cléber Santana. Ainda assim, o time tentava o gol da vitória a qualquer custo. Ricardo Oliveira chegou atrasado aos 29, em uma bola na pequena área.

Mas o Cruzeiro, mais consistente e organizado, conseguiu a virada aos 38. Ele, Montillo, o dono das melhores jogadas da partida, lançou Thiago Ribeiro pela direita. O atacante entrou por trás da zaga, fez a curva na linha de fundo e apareceu de frente para Ceni, só para fazer o gol: 2 a 1 para a Raposa.

Quando parecia que o São Paulo amargaria mais uma derrota, Ricardo Oliveira mostrou sua ligação com o Morumbi e, aos 45, Fernandinho foi à linha de fundo e cruzou para o atacante, que empurrou para dentro e garantiu o empate: 2 a 2. Foi o oitavo gol dele pelo São Paulo e no Morumbi. Cléber Santana ainda teve a chance de dar a vitória ao Tricolor, aos 48, mas a bola foi para fora.

SÃO PAULO 2 X 2 CRUZEIRO
Rogério Ceni; Jean, Renato Silva, Samuel e Junior Cesar; Casemiro (Marcelinho), Carlinhos Paraíba (Jorge Wagner), Cléber Santana e Marlos (Fernandinho); Fernandão e Ricardo Oliveira. Fábio, Rômulo, Edcarlos, Gil e Diego Renan (Cláudio Caçapa); Fabrício, Henrique, Everton (Roger) e Montillo; Thiago Ribeiro e Wellington Paulista (Robert).
Técnico: Sérgio Baresi Técnico: Cuca
Gols: Casemiro, aos 41 minutos do primeiro tempo; Wellington Paulista, aos 22 minutos, Thiago Ribeiro, aos 38 minutos, e Ricardo Oliveira, aos 45 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Casemiro, Ricardo Oliveira (São Paulo); Rômulo,Gil (Cruzeiro).
Cartão vermelho:
Estádio: Morumbi, em São Paulo (SP). Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS). Auxiliares: Julio Cesar Rodrigues Santos (RS) e Fábio Pereira (TO). Renda e Público: R$ 261.086,59 / 12.338 pagantes

agosto 15, 2010 Posted by | Cruzeiro, São Paulo | | Deixe um comentário

Embalado por Guga, Avaí derruba o Timão e pula para o G-4 do Brasileiro

Com a presença do ex-tenista no estádio, time catarinense fez 3 a 2. Ainda vice-líder, Timão vê o Flu abrir quatro pontos de vantagem na ponta

Torcedor do Avaí, o ex-tenista Gustavo Kuerten esteve no estádio da Ressacada, em Florianópolis, neste domingo, como faz sempre que possível, para ver o duelo contra o Corinthians, válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Pé-quente, o ídolo brasileiro não deve ter se arrependido do programa. Até porque viu a sua equipe, segura e ofensiva, vencer um afoito, porém guerreiro, Timão por 3 a 2.

O resultado levou o time catarinense a 22 pontos e o colocou no G-4, na terceira colocação. O Timão, com 28, também está nesse grupo. Mas para quem estava a um ponto do líder Fluminense, essa derrota, somada à vitória do time carioca sobre o Inter, faz a distância aumentar para quatro. Ruim para quem vinha seguindo bem de perto os tricolores do Rio de Janeiro.

A festa do Avaí se completa com o status de carrasco dos paulistas. No Brasileirão, o time comandado por Antônio Lopes venceu também São Paulo e Palmeiras. E pela Copa Sul-Americana, no meio da última semana, bateu o Santos.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, a 15ª da competição, o Avaí joga no sábado, às 18h30m, contra o Botafogo, no estádio Engenhão, no Rio de Janeiro. O Corinthians, por sua vez, tem clássico com o São Paulo, domingo, às 18h30m, no Pacaembu.

O fato de o vice-líder Corinthians jogar contra o Avaí no mesmo horário em que o líder Fluminense encarava os reservas do Inter parece ter colocado pressão sobre os paulistas. Desconcentrado no início da partida, o Timão viu um adversário com envolvente toque de bola precisar de apenas dez minutos para abrir o marcador na Ressacada (confira no vídeo ao lado).

Caio arrancou em contra-ataque e deu ótimo passe para Davi tocar na saída do goleiro Julio Cesar. Atrasada e mal posicionada, a zaga do Corinthians apenas olhou. Na etapa inicial, aliás, o setor defensivo do Alvinegro esteve bem aquém do que costuma apresentar. Só não sofreu mais porque o Timão começou a dominar o jogo a partir dos 20 minutos.

E essa era mesmo a hora de reagir, porque no Maracanã o Fluminense já tinha feito 2 a 0 no Inter. Desse jeito, a diferença que era de apenas um ponto para o time carioca aumentava para quatro. Mas o Corinthians se aproximava do gol de empate. Com bom toque de bola, o time de Adilson Batista não deu mais espaço para o Avaí, que recuou.

Aos 27 minutos, por exemplo, uma jogada ensaiada quase deu o gol de empate ao Timão. Roberto Carlos rolou para Iarley, que ajeitou para Elias na esquerda. O volante virou o jogo para Chicão bater na rede pelo lado de fora. Pouco depois, aos 31, Jorge Henrique levantou a bola na área, onde o baixinho Iarley se antecipou para cabecear na trave.

Mas aos 40, a equipe catarinense não escapou do empate. Até porque vacilou na saída de bola. Jorge Henrique, então, aproveitou para ficar com a bola e tocar para Iarley na grande área. Na tentativa de domínio, o experiente atacante errou, mas Bruno César, oportunista, bateu colocado: 1 a 1 (assista acima). E a diferença para o Flu caía para três pontos…

.. por muito pouco tempo. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, o Avaí voltou a ficar em vantagem. Patric avançou pela direita, deu bom drible em Ralf e cruzou, com a intenção de servir Vandinho, mas foi o zagueiro Chicão, do Corinthians, quem desviou para o fundo do gol. O lance fez o time catarinense renascer na partida (veja ao lado).

Prova disso foi que o terceiro gol dos donos da casa não demorou a sair. Aos oito minutos, após cobrança de escanteio da direita, a bola bateu em Emerson e sobrou para Rafael completar para a rede (confira abaixo). O lance agitou a torcida do Avaí, em especial do ex-tenista Gustavo Kuerten, que apareceu sorrindo e aplaudindo de um dos camarotes da Ressacada.

Enquanto isso, no Maracanã, mais um gol do Flu: 3 a 0 nos reservas do Inter. E voltando para Florianópolis, show do Avaí. Pressionando o Corinthians, o time azul e branco quase ampliou aos 14min, quando Vandinho teve chance na pequena área e mandou por cima do gol. A zaga, mais uma vez parada, só olhou e torceu para o atacante errar.

Nervoso, o Corinthians não conseguia se encontrar. E aos 16 minutos, um problema entre Bruno César e Patric provocou confusão no gramado. Os jogadores dos dois times trocaram xingamentos, empurrões… Mas só os dois citados antes é que foram advertidos com o cartão amarelo pelo árbitro Péricles Bassols Pegado Cortez.

Em tarde inspirada, o Avaí estava salvando até mesmo o que parecia impossível. Aos 19 minutos, o argentino Matías Defederico chutou da pequena área e viu Patric salvar em cima da linha. Mas foi Bruno César quem deu esperanças ao torcedor alvinegro. Aos 30 minutos, após jogada de Jucilei, a bola sobrou para ele bater colocado e diminuir. Renan falhou.

Aos 32 minutos, o Timão fez mais um gol. Só que foi invalidado corretamente pela arbitragem, que marcou impedimento de Jucilei ao cabecear. Aos 50 minutos de partida (foram dados cinco de acréscimo por conta da confusão), Rafael foi expulso. Mas o Corinthians não teve tempo de aproveitar essa vantagem. A vitória do Avaí foi justa.

AVAÍ 3X2 CORINTHIANS
Renan; Patric, Rafael, Emerson e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei (Bruno Silva), Davi (Marcos) e Caio; Robinho (Jéferson) e Vandinho. Julio Cesar; Alessandro, Chicão, William (William) e Roberto Carlos (Danilo); Ralf, Jucilei, Elias e Bruno César; Jorge Henrique e Iarley (Defederico).
Técnico: Antônio Lopes. Técnico: Adilson Batista
Gols: Davi, aos 10, e Bruno César, aos 40 minutos do primeiro tempo; Chicão, contra, a 1, Rafael, aos 8, Bruno César, aos 30 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Caio, Rafael, Rudnei, Davi, Vandinho, Patric (AVA); William, Bruno César, Jorge Henrique (COR). Cartão vermelho: Rafael (AVA).
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez (RJ/Fifa). Auxiliares: Roberto Braatz (PR/Fifa) e Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA/Fifa).

agosto 15, 2010 Posted by | Avaí, Corinthians | , | Deixe um comentário

Em rodada perfeita, Fluminense goleia o Inter e dispara na liderança

Tricolor é o único dos que iniciaram o fim de semana no G-4 a vencer e abre quatro pontos de vantagem sobre o Corinthians

Um domingo perfeito para o torcedor tricolor, que compareceu em bom público ao Maracanã (59.056 presentes), com direito a vitória, tropeço do principal adversário e folga na liderança do Brasileirão. Sem dar bola para os reservas do Internacional, que disputa a final da Libertadores na próxima quarta, o Fluminense fez o dever de casa neste domingo e conquistou a décima vitória em 14 jogos no Brasileirão: 3 a 0, gols de Mariano, Washington e Emerson.

Beneficiado pela derrota do Corinthians por 3 a 2 para o Avaí, na Ressacada, o Tricolor é agora ainda mais líder da competição. Com 32 pontos, abriu quatro dos paulistas, que têm 28. Já o Colorado, saiu do G-4. Superado por Cruzeiro, Avaí e Botafogo, se mantém com 20 pontos, mas agora é o sétimo colocado. Nada que tire o sono de quem decide o título mais importante do continente quarta-feira, no Beira-Rio, contra o Chivas, do México.

Na próxima rodada, o Fluminense tem o clássico contra o Vasco, às 18h30m (de Brasília), no Maracanã, em partida que deve marcar a estreia de Deco. Antes do jogo deste domingo, o luso-brasileiro entrou em campo para saudar o torcedor. O Inter recebe o Atlético-GO, no mesmo dia, às 16h, em Porto Alegre.

Os escalados eram os reservas, mas nomes como Fabiano Eller, Tinga e Rafael Sóbis deixavam claro que o Inter estava longe de ser moleza para o Fluminense. Ciente disso, o Tricolor começou a partida a mil por hora, empurrado pela torcida e com um Emerson, recuperado de lesão, endiabrado.

Correndo de um lado para o outro, o Sheik buscava espaços e tentava levar a equipe ao ataque. O Colorado, por sua vez, bem postado na defesa, criava dificuldades. Entretanto, no ataque, os gaúchos não tinham força, como o chute fraco de Tinga para defesa de Fernando Henrique, aos seis minutos.

Trocando passes no campo ofensivo, a equipe de Muricy Ramalho tinha dificuldade de encontrar espaços, mas dominava a partida e passou a martelar em busca do gol. Aos 11, a primeira explosão nas arquibancadas: o placar eletrônico anunciou o gol do Avaí contra o Corinthians, na Ressacada. Mais líder do que nunca, o Fluminense passou a impor um ritmo avassalador.

Aos 15, Emerson avançou pela direita e chutou para a defesa de Renan. Dois minutos depois, o Sheik teve mais uma boa oportunidade, mas aproveitou mal cruzamento de Julio Cesar. E o bombardeio continuou até surtir efeito, aos 19.

Após lançamento de André Luis em cobrança de falta, Mariano avançou com liberdade pela direita, cortou para o meio e arriscou de canhota. A bola desviou em Fabiano Eller e morreu mansa no fundo do gol de Renan: 1 a 0. Extasiado, o torcedor começou a gritar que o show estava começando, e o Colorado se perdeu em campo.

Tanto que não demorou muito para o Tricolor ampliar. Aos 22, depois de cruzamento despretensioso na área, Fabiano Eller, que não esteve em boa tarde, tirou a bola das mãos de Renan e colocou para escanteio. Na cobrança, Conca colocou com perfeição na cabeça de Washington, que testou firme e fez o segundo.

E por muito pouco o placar não virou goleada aos 23. Conca aplicou um drible na entrada da área e deixou para trás três zagueiros. No momento do chute, porém, foi atrapalhado por Eller, que se recuperou das falhas anteriores e evitou o terceiro. Soberano em campo, o Flu passou a adotar uma prática comum desde o retorno do Brasileirão após a Copa: recuou e esperou os espaços para contra-ataques.

Por outro lado, o Inter tentava timidamente assustar, e concluiu com Sóbis, aos 27, para defesa de FH. Foi o último bom lance da primeira etapa, que teve nos 15 minutos finais uma festa entusiasmada do torcedor tricolor, com direito a vaias para Tinga, que trocou o clube carioca pelo Colorado ao retornar do futebol alemão, e gritos de “seremos campeões”.

Segundo tempo morno e com gol do Sheik

Na volta para o segundo tempo, o Fluminense manteve a estratégia de evitar se expor e explorar os contragolpes. Nos minutos iniciais, foram poucas as oportunidades, mas nem por isso o torcedor não teve motivos para comemorar. Aos seis e aos 11, o Avaí marcou duas vezes e fez 3 a 1 no Corinthians, garantindo a festa no Maracanã.

Assim como no primeiro tempo, as notícias vindas de Santa Catarina parecem ter empolgado os tricolores. A prova disso é que aos 14, no primeiro contra-ataque do segundo tempo, Mariano tocou para Conca, que deixou Emerson em excelente posição. Na frente de Renan, ele tocou para o fundo do gol e manteve a média: quatro jogos e quatro gols.

A partir daí, parecia que o que acontecia em campo era o que menos importava. Os nomes de Emerson e Muricy foram gritados, seguido de “olas” e aplausos a cada passe mais enfeitado. Aos 28, mais uma boa jogada em velocidade, Mariano cruzou rasteiro, e Washington, na pequena área, escorou para fora.

Foi o lance de perigo derradeiro da partida, que ainda teve substituições de Emerson e Conca, que deixaram o gramado muito aplaudidos, e a expulsão de um irreconhecível Rafael Sóbis, aos 45, por falta dura em Leandro Euzébio.

Ao término da partida, a festa se fez completa com a “união” de jogadores e torcedores. Enquanto na arquibancada canções eram entoadas, em campo a equipe deu as mãos e agradeceu o apoio.

FLUMINENSE 3 X 0 INTERNACIONAL
Fernando Henrique, Gum, Leandro Euzébio e André Luis; Mariano, Diogo, Conca (Marquinho), Diguinho e Julio Cesar; Emerson (Rodriguinho) e Washington. Renan, Daniel Henrique, Sorondo, Fabiano Eller (Juan) e Rodrigo Alves; Leonardo, Tinga (Oscar) (Derley), Wilson Matias e Glaydson; Andrezinho e Rafael Sóbis.
Técnico: Muricy Ramalho. Técnico: Celso Roth.
Gols: Mariano, aos 19, Washington, aos 22 minutos do primeiro tempo. Emerson, aos 14 minutos do segundo tempo.
Cartões Amarelos: Diogo (FLU) Fabiano Eller, Wilson Mathias e Juan (INT). Cartão Vermelho: Rafael Sóbis (INT).
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro. Data: 15/08/2010. Arbitragem:Wilson Luiz Seneme (Fifa/SP). Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa/SP) e Herman Brumel Vani (SP).

agosto 15, 2010 Posted by | Fluminense, Internacional | , | Deixe um comentário

Tchau, crise: Grêmio derrota o Goiás e sai da zona de rebaixamento

Vibrante e dedicado, Tricolor gaúcho faz 2 a 0 e inicia reação no Campeonato Brasileiro. Esmeraldino cai para o penúltimo lugar

Chega de falar de crise, de risco de rebaixamento, dos nove jogos sem vitória. Renato Gaúcho prometeu um Grêmio melhor neste domingo e cumpriu. O Tricolor começa a se reinventar no Campeonato Brasileiro. No Olímpico, derrotou o Goiás por 2 a 0, jogou bem e deixou os torcedores satisfeitos. Vitória importante, para descarregar, aliviar os ombros e tirar o time da zona de rebaixamento. A equipe chega 15 pontos e está na 15ª posição. O Goiás, que na última quinta-feira eliminou os gremistas da Copa Sul-Americana com uma vitória pelo mesmo placar, em Porto Alegre, cai para o penúltimo lugar, com 13.

O Grêmio teve vários destaques. Douglas voltou a jogar bem, Souza, agora capitão, teve muita raça, e Neuton foi seguro na zaga. Mas ninguém brilhou mais que Willian Magrão. O volante, autor dos gols da partida, usou a camisa 9, número que marca os grandes artilheiros, e deitou e rolou.

As duas equipes voltam a jogar no próximo sábado, às 18h30m. O Grêmio visita o Ceará, no Castelão, enquanto o Goiás recebe o Grêmio Prudente, no Serra Dourada.

Mais do que fugir da zona de rebaixamento, o Grêmio tenta se reinventar. Na atitude e na técnica. A queda na Copa Sul-Americana, semana passada, justamente contra o Goiás, deu ainda mais peso ao jogo do Brasileirão. Recém-chegado, o técnico Renato Gaúcho teve dois dias para começar a dar o jeito dele ao time. Escolheu o esquema 3-6-1, passou a braçadeira de capitão de Victor para Souza e chacoalhou o grupo.

O Tricolor mordeu o tempo todo, agrediu o adversário desde o princípio. Willian Magrão quase abriu o placar no primeiro minuto. O chute cruzado passou perto da trave direita de Harlei. Souza também tentou, Fábio Santos foi boa alternativa pela esquerda, Douglas correu mais e até marcou, e Jonas batalhou muito para se livrar dos zagueiros que não davam folga. A melhor chance que teve foi aos 19. Pela direita, deixou dois adversários para trás e bateu de esquerda. A bola passou perto e assustou o goleiro do Esmeraldino. Pressionado, o Goiás não conseguia sair nos contra-ataques. Bernardo sumido, Pedrão pouquíssimo acionado e Everton Santos bem marcado.

Renato conversou com os defensores o tempo todo. Orientou, corrigiu posicionamento e tentou passar confiança, principalmente a Neuton. Depois do desempenho ruim no meio de semana, sobrou vontade ao garoto. Tanta que ele se apresentou no ataque. Aos 21, tabelou com Souza pela esquerda, recebeu de volta pouco depois do meio-campo e foi. Avançou, costurou a defesa verde e tocou na saída de Harlei quase da pequena área. Aí foi como se o tempo parasse. Todos no Olímpico aguardaram o desfecho da linda jogada, até que Wendel Santos salvou pouco antes da linha de gol.

O quase golaço de Neuton deu mais gás ao Grêmio. Aos 30, Jonas recebeu cruzamento na área, desviou de cabeça, e Harlei pegou. Três minutos depois, o primeiro gol da era Renato Gaúcho. Douglas cobrou falta na trave, a bola voltou para o meio da área, e Willian Magrão, de primeira, com força, para quase furar a rede de tanta raiva. Gol de volante com camisa 9, número de artilheiro. Gol para descarregar e começar a chutar a crise para longe do Olímpico. Aos 37, Souza encheu o pé de muito longe e por pouco não acertou o ângulo

Magrão goleador

O Grêmio não se permitiu acomodar. Voltou ligado, brigou por cada pedaço do campo, apertou o Goiás. Ora pela esquerda, ora pela direita. Meias no reforço da marcação, zagueiros e volantes chegando forte na frente. Um mutirão pela volta da boa fase. O maior exemplo disso foi uma ótima oportunidade criada aos quatro minutos. Pela direita, Ozéia avançou até o campo do adversário e passou de calcanhar para Jonas. De primeira, o atacante tocou de costas para Willian Magrão, que chegava de trás. Ou o volante rolava para Souza no meio da área ou chutava. Chutou e errou. Harlei fez boa defesa.

Victor foi um observador no segundo tempo. E viu o Grêmio chegar ao segundo gol na bola parada. Aos 18, Douglas, como há muito não se via, voltou a ser garçom. Em cobrança de falta para a área, colocou na cabeça de Willian Magrão. A camisa 9 não poderia ter outro dono neste domingo. O volante-artilheiro subiu bem e fez o segundo. Dele e do time. Renato chamou Douglas à beira do campo e lhe deu um forte abraço. O técnico disse que precisa ajudar o meia a recuperar o bom futebol. Parece ter começado.

Irritado com a postura do time, Leão fez três mudanças ao mesmo tempo. Tirou Wellington Monteiro, Bernardo e Everton Santos. Entraram Romerito, Felipe e Otacílio Neto. Não adiantou de nada porque o Grêmio manteve a pressão. Aos 31, Jonas recebeu lindo passe de Douglas na área, dominou no peito e bateu por cima do gol.

Renato Gaúcho também mudou. Lançou Borges, Leandro e Fernando nos lugares de Edilson, Souza e Douglas, respectivamente. Todos saíram muito aplaudidos. Os pouco mais de dez mil torcedores que foram ao Monumental reconheceram o esforço do grupo, jogaram com a equipe. Aos 47, Fábio Santos quase fez mais um para deixar a vitória ainda mais bonita. Jonas cruzou, e o lateral se jogou, de carrinho, para fazer o terceiro, mas Harlei defendeu. Não fez falta. O Grêmio sobrou no Olímpico.

GRÊMIO 2 X 0 GOIÁS
Victor, Ozéia, Rafael Marques e Neuton; Edilson (Borges), Ferdinando, Willian Magrão, Souza (Leandro), Douglas (Fernando) e Fábio Santos; Jonas. Harlei, Wendel Santos, Valmir Lucas, Rafael Toloi e Júnior; Amaral, Jonilson, Wellington Monteiro (Romerito) e Bernardo (Felipe); Everton Santos (Otacílio Neto) e Pedrão.
Técnico: Renato Gaúcho. Técnico: Emerson Leão.
Gols: Willian Magrão, aos 33 do priemeiro tempo e aos 18 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Edilson e Leandro (Grêmio); Bernardo, Rafael Toloi, Valmir Lucas eAmaral (Goiás).
Estádio: Olímpico, em Porto Alegre. Data: 15/08/2010. Árbitro: José Henrique de Carvalo-SP. Auxiliares: Kléber Lucio Gil-SC e Guilherme Dias Camilo-MG. Público total: 11.469. Renda: 162.588,50.

agosto 15, 2010 Posted by | Goiás, Grêmio | , | Deixe um comentário

Vitória bate Santos, se ‘vinga’ de Copa do Brasil e deixa zona perigosa

Em reedição da competição nacional, baianos fazem 4 a 2 sem maiores dificuldades. Sozinho, Ganso não consegue se destacar

Não teve o sabor de um título nacional, é claro. Mas o Vitória conseguiu um triunfo importante e simbólico neste domingo, diante do Santos. Apenas 11 dias depois de ter decidido – e perdido – a Copa do Brasil para o Peixe, o Leão usou as armas do rival na final da competição, apostou na velocidade e fez 4 a 2 dentro do Barradão. De bom para os baianos, a fuga da zona perigosa do Campeonato Brasileiro e a “vingança” sobre os Meninos da Vila.

Do “Quarteto Santástico”, apenas Ganso esteve em campo. Robinho e André já deixaram o clube e Neymar se recupera de uma pancada na coxa direita. Com um futebol sem brilho e a derrota, o Peixe estaciona na tabela do campeonato com 18 pontos, na 11ª posição. A equipe reclamou demais da arbitragem de Sandro Meira Ricci, principalmente pelas expulsões de Edu Dracena e Marquinhos.

O Vitória, alheio a tudo isso, escapou das últimas posições e agora está em 14º, com 17 pontos. O time era o primeiro fora da zona de rebaixamento, mas agora respira com um pouco mais de tranquilidade.

Inversão de papeis

Paulo Henrique Ganso já teve uma demonstração clara do quanto pode sofrer se Neymar for mesmo negociado com o Chelsea. Único homem criativo da equipe, ele teve de encarar marcação forte, quase sempre com dois jogadores do Vitória em cima. Sem a companhia de qualidade a qual está acostumado, o camisa 10 tentou se virar como pôde. Mas, com três volantes de pouca saída no meio de campo, a tarefa ficou difícil. Dorival preferiu escalar um time mais conservador por conta dos desfalques do próprio Neymar e de Wesley.

Por outro lado, o Vitória utilizou a principal característica do Peixe no primeiro semestre e envolveu o time de Dorival Júnior com a velocidade. Toninho Cecílio demonstrou esse objetivo logo na escalação, ao colocar os rápidos Elkeson e Henrique no ataque, ao lado de Schwenck. O primeiro caindo pelo lado direito, o segundo mais pelo meio.

A grande movimentação do ataque rubro-negro confundiu a defesa santista. Assim surgiu o primeiro gol, logo aos 20 minutos. Elkeson, agora aberto pela esquerda, não encontrou resistência para cruzar e colocar a bola na cabeça de Henrique. Autêntico centroavante, o garoto revelado pelo São Paulo se antecipou à zaga e finalizou sem chances para Felipe.

Pelo alto veio o segundo, aos 25. Ramon cobrou falta, a zaga rebateu sem muita convicção e a bola voltou para a área. Wallace, em posição legal, dividiu com Felipe e finalizou sozinho, a centímetros da linha fatal. Os jogadores alvinegros reclamaram muito do lance, mas o árbitro Sandro Meira Ricci confirmou o gol, de forma correta. Um atleta do Peixe dava condições ao zagueiro do Vitória.

O Santos só esboçou reação quando Ganso ficou livre para pensar uma jogada. Na única vez em que Ricardo Conceição vacilou na marcação, o camisa 10 dominou a bola com calma e soltou a bomba de fora da área. Lee rebateu nos pés de Marcel, que diminuiu o placar para o time alvinegro: 2 a 1, aos 29 minutos.

Dorival tentou dar mais imaginação à equipe. Inverteu os laterais, colocando Maranhão na direita e Pará na esquerda. Mas se antes do gol Ganso era marcado por dois, depois do tento o meia já recebia a atenção de três, até quatro defensores. Mesmo assim, o Peixe tentava equilibrar o jogo.

Porém, outra característica forte do Santos foi vista na equipe rival: o contra-ataque fulminante. Bastou um erro simples de Danilo para o Vitória avançar com cinco jogadores, trocar passes na entrada da área e fazer o terceiro gol, aos 47 da primeira etapa. Eduardo cruzou e Henrique, desta vez na ponta esquerda, dominou, pensou e chutou no cantinho direito de Felipe. Edu Dracena, que marcava o atacante, nada pôde fazer.

Ganso só conseguiu respirar aliviado no início do segundo tempo. Dorival soltou um pouco mais sua equipe ao lançar Marquinhos no lugar de Rodriguinho. Com dois meias de criação, o Peixe começou a retomar parte de seu estilo de jogo. Ainda sem a velocidade costumeira, é verdade, mas o time ao menos passou a levar vantagem sobre a defesa rival.

Prova disso foi a boa troca de passes promovida pelo meio de campo aos 9 minutos, que culminou em uma bola na trave chutada por Maranhão. O Santos se empolgou e ganhou ainda mais movimentação com a entrada de Madson no lugar do trombador Marcel.

Por dez minutos, o Peixe voltou a mostrar o futebol que lhe rendeu o título da Copa do Brasil. Diminuiu a desvantagem aos 22, com lindo passe de Madson e finalização certeira de Zé Eduardo, no ângulo direito da meta de Lee. Com o futebol que vinha apresentando, o empate era questão de tempo.

Mas um pênalti infantil acabou com a reação santista pouco depois. Edu Dracena colocou a mão na bola dentro da área e, como já tinha amarelo, acabou expulso. Na cobrança, Schwenck bateu com tranquilidade, no meio do gol, e fez 4 a 2 Vitória.

O sentimento de vingança estava entalado na garganta do torcedor rubro-negro, que passou a gritar “olé” quando ainda faltavam 15 minutos para o fim do jogo. Marquinhos ainda foi expulso, para mais reclamação do Santos. O árbitro alegou que o meia esbravejou contra ele. Na saída do gramado, o jogador afirmou que reclamou apenas com Zé Eduardo.

Com o apito final, a festa foi digna de título. Pena, para o Vitória, que a comemoração não foi há 11 dias…

VITÓRIA 4 X 2 SANTOS
Lee, Eduardo, Wallace, Anderson Martins e Egídio; Vanderson, Ricardo Conceição, Elkeson e Ramon (Neto Coruja); Henrique (Renato) e Schwenck (Júnior) Felipe, Maranhão, Edu Dracena, Durval e Pará; Arouca, Rodriguinho (Marquinhos), Danilo (Braitner) e Paulo Henrique Ganso; Marcel (Madson) e Zé Eduardo
Técnico: Toninho Cecílio Técnico: Dorival Júnior
Gols: Henrique, aos 20 e aos 47, Wallace, aos 25, e Marcel, aos 29 do primeiro tempo; Zé Eduardo, aos 22, Schwenck, aos 26 do segundo tempo
Cartões amarelos: Ricardo Conceição, Anderson Martins (VIT); Rodriguinho, Edu Dracena, Arouca, Zé Eduardo (SAN) Cartão vermelho: Edu Dracena e Marquinhos (SAN)
Estádio: Barradão, Salvador (BA). Data: 15/08/2010. Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF).
Auxiliares:
Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Thiago Gomes Brigido (CE).

agosto 15, 2010 Posted by | Santos, Vitória | , | Deixe um comentário

Vasco enfrenta Grêmio-PP para sonhar com G4

Enquanto equipe carioca busca se aproximar dos líderes, paulsitas querem se afastar da degola

O Vasco enfrenta o Grêmio Prudente, neste domingo, no Estádio Prudentão, às 16h, querendo manter a boa fase. O time carioca quer vencer para continuar invicto no pós-Copa e manter vivo o sonho de uma vaga no G4, enquanto a equipe paulista, com 14 pontos, precisa vencer para se afastar a zona de rebaixamento.

Apesar de o adversário não ter uma torcida expressiva, os comandados de Paulo César Gusmão sabem da dificuldade que terão pela frente jogando fora de casa. O meia Felipe ressaltou que, sem a pressão dos torcedores, o Grêmio Prudente joga sem pressão, o que pode dificultar a partida.

– Isso tem dois lados porque eles jogam sem reponsabilidade, não tem pressão pelo fato de não ter uma torcia forte ao lado deles. Tenho certeza que vai ser uma partida difícil e temos de manter o nível. Unidos podemos sair com a vitória – disse.

O camisa 6 cruzmaltino quer que o time aproveite o fato de jogar longe de casa, onde não há a pressão pelo resultado positivo, para conquistar a primeira vitória longe de São Januário neste Campeonato Brasileiro.

– O Vasco é uma equipe que almeja posições melhores na tabela e, as vezes, jogar fora é até melhor do que jogar dentro de casa. Trabalhamos muito durante a semana e, se tivermos bem postados, poderemos ser efetivos nos contra-ataques. A pressão fora de casa não é tão grande pela vitória e isso pode nos ajudar – completou.

Depois do empate em Minas Gerais, contra o Cruzeiro, o Grêmio Prudente quer a vitória para ver a zona da degola mais distante.

Atualmente na 14ª posição do Brasileirão, a equipe do interior paulista tenta sua quarta vitória na competição mesmo sem treinador. Após a saída de Toninho Cecílio que assinou com o Vitória, os prudentinos não acertaram com um novo técnico e irão para jogo com o comando da dupla de interinos Márcio Barros e Diego Cerri.

A vitória seria de extrema importância para o Prudente subir posições no campeonato. Atualmente com 15 pontos, a equipe está apenas três pontos do sétimo colocado do Brasileirão. O que chama atenção nos números da Abelha são os empates, das 13 partidas disputadas na competição, o Grêmio Prudente soma seis empates perdendo apenas para o Palmeiras que teve sete resultados de igualdade na competição.

O único problema de Márcio e Diego para escalar o time é a baixa do lateral-direito e capitão Paulo César, suspenso por três cartões amarelos. Sasha deve ser seu substituto. O restante da equipe deve entrar em campo com a mesma formação que enfrentou o Cruzeiro na última rodada.

FICHA TÉCNICA
GRÊMIO PRUDENTE X VASCO DA GAMA

Local: Eduardo José Farah (Presidente Prudente – SP)
Data e Hora: 15/8/2010 – 16h
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)
Auxiliares: Márcio Eustáquio Sousa Santiago (FIFA-MG) e Adson Márcio Lopes Leal (BA)


GRÊMIO PRUDENTE: Giovanni; sacha, Anderson Luis, Leonardo e Marcelo Oliveira; Rodrigo Mancha, João Vitor, Robson e Deyvid Sacconi; Wanderley e Rafael Martins. Técnicos: Márcio Barros e Diego Cerri

VASCO DA GAMA: Fernando Prass; Fágner, Dedé, Titi e Max; Rafael Carioca, Nilton, Rômulo e Felipe; Zé Roberto e Éder Luís. Técnico: Paulo César Gusmão

agosto 15, 2010 Posted by | Grêmio Prudente, Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

Para se manter na liderança, Fluminense enfrenta o Inter no Maracanã

Torcida tricolor promete grande festa para relembrar o passado e receber Deco, que estará no estádio

De olho na manutenção da liderança do Campeonato Brasileiro, o Fluminense recebe o time misto do Internacional neste domingo, às 16h, no Maracanã. Sem grandes desfalques o tricolor terá o apoio da torcida que prepara um grande mosaico para lembrar as glórias do passado. Até sábado, mais de 31 mil ingressos foram vendidos antecipadamente e a previsão é de casa cheia.

Além de celebrar o primeiro lugar no Campeonato Brasileiro, a torcida tricolor está empolgada com a contratação do meia Deco, que será apresentado neste domingo. Além disso, Emerson, que era dúvida, foi confirmado pelo departamento médico e vai estar em campo. Vale lembrar que o Sheik é um dos destaques do time, com três gols em três jogos.

O grande desfalque do clube das Laranjeiras é o atacante Fred que ainda se recupera de uma lesão na panturrilha esquerda. Em seu lugar, Washington será o titular, pelo terceiro jogo consecutivo. Além disso, Diogo retorna ao time depois de cumprir suspensão no jogo contra o Grêmio. Fernando Bob que o substituiu no jogo de Porto Alegre não será relacionado, uma vez que levou um cartão vermelho e cumpre suspensão automática.

A vitória será fundamental para o Fluminense que luta ponto a ponto com o Corinthians para se manter na liderança da competição. Diante desse quadro, Mariano mostra muita vontade de sair de campo com a vitória, mas prega respeito ao adversário, independente de ser o time titular ou não.

– Vamos jogar contra o Inter, né? É o clube que vem até aqui. A gente não olha se são os reservas, até porque o nível dos jogadores no brasil está muito igual. Então não tem como você falar se os jogadores são titulares ou reservas. Com o time e o elenco que o Inter tem, não dá para dizer que é uma equipe reserva – afirmou.

Quem também entrou nesse coro foi o zagueiro Gum, que quer atenção com a equipe gaúcha.

– Temos que ter muita atenção independente de quem venha no time do Inter. Possivelmente é uma das equipes que vai brigar com o Fluminense lá na frente pela ponta e vamos jogar contra um concorrente direto. Independente de quem jogar, teremos um bom grupo em campo e precisamos ter atenção para saber neutralizá-los – concluiu.

Pelo lado do Internacional, será a sexta vez, neste Brasileiro, que poupará titulares em função da Libertadores. Mais do que nunca a providência se justifica: na próxima quarta-feira, a equipe de Celso Roth pode ser campeã da competição continental com um simples empate.

O desempenho do time misto, ou reserva, é razoável: duas vitórias, duas derrotas e um empate. Mesmo que realize a façanha de derrotar o líder Fluminense, o “Rolinho”, como é chamado por alguns, não igualará a contribuição de sua versão de 2006. Naquele ano, o Inter campeão da Libertadores chegou a vice do Brasileiro tendo atuado com reservas em dez rodadas. E, passada a decisão com o Chivas, o restante do Brasileiro será disputado com força máxima.

Com um jogo a menos – seu jogo da rodada passada, contra o Santos, foi adiado –, o Inter se mantém em quarto lugar, com 20 pontos.

Celso Roth não cansa de louvar a qualidade de seu elenco – segundo ele, o melhor que já teve. Mas avisa que o toque de bola tão admirado nos jogos mais recentes da Libertadores não poderá ser visto no Maracanã.

— Posse de bola é resultado de entrosamento. E a equipe a ser escalada não terá isso – diz Roth.

Ele confia na organização defensiva – no que é mestre – e, para chegar ao gol, na qualidade individual de seus jogadores.

Para armar seu time, o técnico dispõe de gente experiente, como o goleiro Abbondanzieri, os zagueiros Sorondo e Fabiano Eller, os volantes Glaydson e Wilson Mathias (titular a partir da ida de Sandro para o Tottenham, na próxima semana) e os meias Andrezinho e Edu.

Poderá, também, lançar dois jogadores que esperam vez no Beira-Rio: o lateral-esquerdo Leonardo e o meia Oscar, revelação do São Paulo contratada este ano.

Giuliano e Rafael Sobis, apesar de reservas, não deverão ser utilizados. O primeiro porque é uma espécie de 12º titular, artilheiro da equipe na Libertadores com cinco gols; o segundo porque pode ser convocado para iniciar a partida contra o Chivas, já que Alecsandro, com lesão muscular, é dúvida.

Na próxima rodada o Fluminense jogará o clássico contra o Vasco no Maracanã, às 18h30. Já o Internacional recebe o lanterna Atlético-GO. Vale lembrar que são grandes as chances do colorado enfrentas os atleticanos em clima de comemoração devido ao provável título de campeão da Copa Libertadores.

FICHA TÉCNICA:
FLUMINENSE X INTERNACIONAL

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 15/8/2010 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Auxiliares: Edmilson Corona (SP) e Herman Brumel (SP)


FLUMINENSE: Fernando Henrique; Mariano, Gum, André Luis, Leandro Euzébio e Júlio César; Diogo, Diguinho e Conca; Emerson e Washington. Técnico: Muricy Ramalho.

INTERNACIONAL: Abbondanzieri; Daniel (Bruno Silva), Sorondo (Ronaldo Alves), Fabiano Eller e Leonardo; Glaydson, Wilson Mathias, Andrezinho e Marquinhos (Derley); Everton e Leandro Damião. Técnico: Celso Roth.

agosto 15, 2010 Posted by | Fluminense, Internacional | , , | Deixe um comentário

Na estreia de Baresi, Sampa pega o Cruzeiro

Com tabu de sete anos a seu favor, Tricolor tenta se erguer contra o segundo melhor visitante do BR-10

A fase da renovação no São Paulo começa neste domingo, às 16h, contra o Cruzeiro, no Morumbi. Na estreia de Sérgio Baresi, o Tricolor tenta iniciar uma nova era, deixando para trás a eliminação da Libertadores e olhando para o futuro, apostando nas crias das categorias de base.

Para o primeiro compromisso do técnico interino, o departamento médico não conseguiu recuperar a tempo três jogadores: Richarlyson, com dores musculares, Xandão, com problema no tornozelo direito e Rodrigo Souto, que sofreu entorse no tornozelo esquerdo.

Outro que fica de fora, esse por mais tempo, é Alex Silva, que passou por uma artroscopia no joelho direito no início da semana. Desfalque por cartões apenas Miranda, que recebeu o terceiro contra o Atlético-PR.

– Teremos uma equipe aguerrida, comprometida com a vitória, esse é o sentimento dos nossos atletas. Sabemos que nesse momento de transição, saída de Libertadores, demora um pouquinho, mas o comprometimento da equipe é visível. A gente tem essa análise muito aflorada, os atletas estão muito confiantes, nós também. Tenho certeza de que vamos alcançar um bom resultado contra o Cruzeiro – disse o treinador.

Para isso, porém, o Tricolor terá que superar o time de melhor campanha como visitante no Campeonato Brasileiro. Após mais de sete anos de jejum sem bater o Tricolor em seus domínios, o Cruzeiro tentará voltar a ganhar. O último triunfo celeste na casa dos paulistas aconteceu no Campeonato Brasileiro de 2003. Na ocasião, a Raposa derrotou o Tricolor por 4 a 2.

Além de lutar pelo fim do tabu, os comandados pelo técnico Cuca esperam entrar em definitivo no G4 da competição. Caso o time garanta os três pontos, poderá subir até duas posições, alcançando o terceiro lugar. Seria a quarta vitória em oito jogos longe de Belo Horizonte.

– É mais uma chance de chegarmos ao G4 e temos de chegar. Estamos tendo oportunidade para isso em jogos importantes. Temos plenas condições de sair com a vitória no Morumbi – disse o atacante Wellington Paulista.

O técnico Cuca já confirmou o Cruzeiro, que contará com a estreia do meia Montillo. O argentino foi contratado pelo clube durante a paralisação do Brasileiro. Já o lateral-direito Jonathan é desfalque por lesão.


FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO X CRUZEIRO

Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 15/08/2010 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Auxiliares: Júlio César Rodrigues Santos (RS) e Fábio Pereira (TO)

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Jean, Renato Silva, Samuel e Junior Cesar; Casemiro, Carlinhos Paraíba, Cleber Santana e Marlos; Fernandão e Ricardo Oliveira. Técnico: Sérgio Baresi.

CRUZEIRO: Fábio, Rômulo, Gil, Edcarlos e Diego Renan; Fabrício, Henrique, Everton e Montillo; Thiago Ribeiro e Wellington Paulista. Técnico: Cuca.

agosto 15, 2010 Posted by | Cruzeiro, São Paulo | , , | Deixe um comentário

Vitória e Santos se enfrentam em reedição da final da Copa-BR

Peixe foi campeão do torneio nacional, no mesmo estádio, há dez dias

Na reedição da final da Copa do Brasil, o Santos encara o Vitória, no mesmo Barradão em que se sagrou campeão da competição nacional no último dia 4 de agosto, neste domingo, às 18h30, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Apesar dos times envolvidos serem os mesmos, existem várias mudanças no lado do Peixe. Do famoso Quarteto Santástico, só um integrante estará em campo, o meia Paulo Henrique.

Sozinho, ele terá de se virar sem André, vendido para o Dinamo de Kiev (UCR), Robinho, que voltou de empréstimo para o Manchester City (ING), e Neymar, que levou uma pancada na perna direita e está com um edema na coxa.

Como se não bastassem esses desfalques, o técnico Dorival Júnior não poderá contar com o goleiro titular Rafael, que sofreu um leve traumatismo craniano, em um choque involuntário com Durval.

Além dele, Wesley não vai para o jogo, pois a diretoria o liberou para negociar sua saída para o Werder Bremen (ALE), clube que fez uma proposta de 7,5 milhões de euros (R$ 17 milhões) ao Santos.

Há três rodadas, ainda no comando do Grêmio Prudente, Toninho Cecílio era adversário do Vitória no Campeonato Brasileiro. O placar de 0 a 0 em Presidente Prudente faz parte do jejum de vitórias do time baiano, que não bateu nenhum adversário nos últimos quatro jogos.

Animado com o triunfo sobre o Palmeiras no Barradão, por 2 a 0, pela Copa Sul-Americana, o Rubro-Negro quer usar seu território para derrotar novamente o Santos – a exemplo do que fez na decisão da Copa do Brasil, embora não tenha levado o título.

As esperanças de gol do técnico Toninho Cecílio também aumentaram com a chegada do atacante Kleber Pereira, ex-Santos. O jogador ainda precisa do aval do departamento médico para ter sua escalação confirmada, mas no que depender da vontade dele, estará em campo.

– Sei que não estou no mesmo ritmo dos outros companheiros, porque estavam treinando forte, mas gostaria de ser aproveitado contra o Santos – declarou Kléber Pereira.

O confronto também pode ser histórico para o volante Vanderson. Caso seja utilizado por Toninho, ele alcançará a marca de 108 jogos no estádio Manoel Barradas, igualando-se ao ex-zagueiro Flávio Tanajura, atual assistente técnico do Vitória.

Os desfalques confirmados do Vitória são o lateral-direito Jonas, que participou de uma cirurgia para extração do apêndice e deve ficar de três a quatro semanas longe dos gramados, o goleiro Viáfara, o lateral-direito Nino Paraíba e o volante Uelliton, todos lesionados.


FICHA TÉCNICA:
VITÓRIA X SANTOS

Estádio: Barradão, Salvador (BA)
Data/hora: 15/8/2010 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci – DF
Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios – SE e Thiago Gomes Brigido – CE

VITÓRIA: Lee, Eduardo, Wallace, Anderson Martins e Egidio; Vanderson, Ricardo Conceição, Renato e Ramon; Schwenck e Elkeson. Técnico: Toninho Cecílio.

SANTOS: Felipe, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Danilo e Marquinhos; Madson, Zé Eduardo e Marcel. Técnico: Dorival Júnior.

agosto 15, 2010 Posted by | Santos, Vitória | , | Deixe um comentário

Sem Ronaldo, Timão enfrenta o Avaí

Fenômeno foi vetado da partida deste domingo na Resscada

A grande expectativa para a partida de Avaí e Corinthians se desfez. O maior atrativo do jogo deste domingo, na Ressacada, não vai jogar mais, Ronaldo foi vetado por Adilson Batista, treinador do Corinthians.

Após realizar um jogo-treino na última quinta-feira e ter um desempenho abaixo do esperado, o Fenômeno foi descartado para a partida da 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

– (Ronaldo) Não joga. Conversei com ele pela manhã, vi uma dedicação nessas três
semanas, mas ainda está aquem do que achamos ideal para suportar o jogo. Ele Ficou três meses sem jogar, é o caso do Moacir tabém, tem de ter cuidado e calma – disse o treinador.

Como o camisa 9 do Timão não estará em campo, Adilson deve retornar ao esquema 4-4-2 que utilizou em sua partida de estreia, com três volantes mais o meia Bruno César compondo o meio campo. No ataque, a dupla Iarley e Jorge Henrique deve ser repetida.

O Corinthians busca sua segunda vitória fora de casa para se manter na busca pela liderança da comeptição, briga particular que trava com o Fluminense, atual líder.

Por mais uma vitória, Adilson aposta no conhecimento e no estudo do adversário. Além de ter trabalhado no Avaí, o treinador esteve no Pacaembu na última quinta-feira, observando a partida contra o Santos.

– Trabalhei lá em 2002, tenho respeito pelo clube. Está bem treinado, time rápido e traiçoeiro. Tem contra-ataque rápido. Vai ser um jogo difícil, vamos ter trabalho – analisou.

Mesmo tendo sido goleado por 4 a 1 pelo Guarani, na última rodada do Campeonato Brasileiro, o Avaí chega com a moral elevada para a partida contra o Corinthians, na Ressacada. Explica-se: a equipe comandada por Antônio Lopes conseguiu uma espetacular vitória sobre o Santos, na quinta, em São Paulo, pela Copa Sul-Americana.

– Não tem bronca, tem conversa com eles. Lógico que a nossa postura contra o Guarani não foi certa, eles sabem disso. Foi um time muito desatento, um pouco relaxado e muito lento. Contra o Santos foi totalmente diferente. É assim que tem de ser – disse o Delegado.

Quanto ao time que vai a campo, a única alteração deve ser no gol. Renan, que ficou fora dos últimos dois jogos dos catarinenses por conta do amistoso da Seleção Brasileira, reassume a camisa 1. Com isso, Zé Carlos, que foi bem contra o Santos, volta para o banco de reservas.

Na defesa, Lopes deve manter o zagueiro Rafael na vaga de Gabriel. Rafael, que foi sondado pelo Flamengo, já declarou que vai permanecer no Avaí e teve uma boa atuação na última partida. No ataque, Roberto, que ainda se recupera de uma lesão no púbis, está suspenso e será substituído por Vandinho.


FICHA TÉCNICA:
AVAÍ X CORINTHIANS

Estádio: Ressacada, em Florianópolis (SC).
Data/hora: 15/8/2010, às 16h (de Brasília).
Árbitro: Pericles Bassols Cortez (Fifa-RJ).
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Alessandro Alvaro de Matos (Fifa-BA).

AVAÍ: Renan, Patric, Emerson, Rafael e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei, Davi e Caio; Robinho e Vandinho. Técnico: Antonio Lopes.

CORINTHIANS: Julio Cesar, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias, Jucilei e Bruno César; Jorge Henrique e Iarley. Técnico: Adilson Batista.

agosto 15, 2010 Posted by | Avaí, Corinthians | , , | Deixe um comentário

Em repeteco no Olímpico, Grêmio e Goiás jogam em clima de revanche

Na zona de rebaixamento, equipes precisam da vitória para subir na tabela. Na última quinta-feira, goianos eliminaram os gaúchos da Sul-Americana

Não é final, não há rivalidade, mas é revanche e vale fôlego contra o rebaixamento. Faz só três dias que Grêmio e Goiás se enfrentaram e cá estão eles novamente. Na última quinta-feira, os goianos superaram os gaúchos por 2 a 0, no Olímpico, e avançaram na Copa Sul-Americana. Foi um presente de boas-vindas às avessas para Renato Gaúcho, novo técnico do Tricolor. Neste domingo, novamente em Porto Alegre, um novo embate, às 18h30m (de Brasília). Na 14ª rodada do Brasileirão, os times tentam subir. O Esmeraldino está em 17º, com 13 pontos. Logo atrás, os gremistas têm 12, em 18º.

Os dias têm sido complicados para ambos, mas o time de Emerson Leão ganhou força com a vitória fora de casa. Um empurrão importante, com as duas mãos, para o grupo que tenta sair da crise e iniciar uma recuperação.

De técnico novo, o Grêmio precisa acordar bem ligeiro. Depois de cair na competição continental, Renato procurou ver o lado positivo. Para ele, o time agora tem a oportunidade de se concentrar no Nacional.

O Premiere, pelo sistema pay-per-view, transmite a partida para todo o Brasil. O GLOBOESPORTE.COM detalha todos os lances em Tempo Real.

Renato desembarcou em Porto Alegre na última quinta-feira nos braços do povo. Não era para menos. Ele é o maior ídolo do Grêmio e carrega nos ombros a esperança dos tricolores. Todos esperam que, com ele, o time volte ao bom caminho. Em cima da hora, teve apenas uma breve conversa com o grupo e foi direto para o banco. Não conseguiu fazer quase nada e amargou uma estreia com eliminação.

Neste sábado, trabalhou com portões fechados e treinou a equipe com duas formações táticas: 3-6-1 e 4-4-2. Deu atenção também às cobranças de falta. Antes, uma conversa de dez minutos com os titulares. Ele também chegou a antecipar a concentração dos atletas em um dia para conhecer melhor o grupo.

O treinador deve ter um reforço importante. O atacante Borges, que não sente mais dores musculares, participou normalmente das atividades e está à disposição. Na quinta-feira, Jonas ficou um pouco isolado, mas o camisa 7 não se preocupa com o esquema tático.

– Já atuei com um atacante só. Independentemente da formação, temos que mudar a postura – afirmou.

Renato conta com o apoio da torcida, tão apaixonada por ele, para tirar o Grêmio da crise. Otimista, assegura que a equipe vai melhorar já neste fim de semana.

– Os jogadores estão precisando é do apoio e da confiança dos torcedores para que possam realizar o trabalho. Temos de ir conforme conseguimos dar cada passo. O primeiro objetivo é tirar o Grêmio da zona de rebaixamento, precisamos dos três pontos e de repente neste domingo, com uma vitória, o Grêmio pode sair de lá. O grupo vai melhorar, vai melhorar bastante – frisou.

O Goiás curtiu vencer o Grêmio fora de casa. Empolgado com a classificação para a fase internacional da Sul-Americana, vai entrar em campo de ânimo renovado. O fato de ter eliminado o adversário faz o grupo acreditar que é possível conquistar mais uma vitória longe do Serra Dourada.

– Se suportarmos a pressão nos primeiros 15 ou 20 minutos, a torcida do Grêmio vai começar a vaiar. E isso é importante para o nosso time. Temos que entrar com a mesma força do jogo passado – disse o volante Jonilson.

Leão não poderá contar com Ernando e Rafael Moura, ambos suspensos. Valmir e Pedrão devem ser os substitutos, respectivamente.

O astral melhorou muito e a chance de sair da zona de rebaixamento motiva. No entanto, os jogadores esperam um Grêmio já com um pouco do estilo de Renato Gaúcho.

– Vai ser um jogo onde temos de ter a máxima atenção. Já trabalhei com o professor Renato Gaúcho (no Vasco) e sei o que ele é capaz de fazer com os jogadores. Vai ser um jogo completamente diferente, mas nossa postura e a nossa determinação terão de ser as mesmas – disse.

GRÊMIO X GOIÁS
Victor, Edilson, Ozéia, Rafael Marques e Fábio Santos; Ferdinando, Willian Magrão, Douglas e Souza; Jonas e Borges. Harlei, Wendel Santos, Valmir Lucas, Rafael Toloi e Júnior; Amaral, Jonilson, Wellington Monteiro e Bernardo; Everton Santos e Pedrão.
Técnico: Renato Gaúcho. Técnico: Emerson Leão.
Estádio: Olímpico, em Porto Alegre. Data: 15/08/2010. Horário:18h30m (de Brasília). Árbitro: José Henrique de Carvalo-SP.Auxiliares: Kléber Lucio Gil-SC e Guilherme Dias Camilo-MG.
Transmissão: o Premiere, pelo sistema pay-per-view, transmite a partida para todo o Brasil. O GLOBOESPORTE.COM detalha todos os lances em Tempo Real.

agosto 15, 2010 Posted by | Goiás, Grêmio | , , | Deixe um comentário