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Gols de talismã e capitão deixam Inter a um passo do bi da Libertadores

Colorado sofre gol no fim do primeiro tempo, mas mostra força na etapa final, bate o Chivas e se aproxima da conquista do título continental

No futebol, é importante o respeito ao adversário, o protocolo, a diplomacia. Mas a torcida do Inter tem motivos de sobra para ficar otimista. O Colorado está a um passo de mais um título. Não de um qualquer. Mas do bicampeonato da América. O gramado sintético era uma preocupação. O Chivas, que eliminou o Universidad do Chile em Santiago, também. A inflamada torcida mexicana, idem. Mas nada parou o toque de bola do time colorado em Guadalajara. Após um injusto castigo nos acréscimos do primeiro tempo, o Inter venceu o Chivas por 2 a 1, de virada, na noite desta quarta-feira, no campo sintético do Estádio Omnilife, e deu um passo de gigante rumo a mais uma conquista de Libertadores. Falta agora um empate!

Predestinado Giuliano. General Bolívar. Os gols do talismã e do capitão no segundo tempo transformaram a derrota em vitória, a decepção em esperança, a dor em euforia. Eles abafaram, cada qual com seu lance, mais uma falha de Renan, encoberto por Bautista no gol do Chivas.

O duelo da volta é na próxima quarta-feira, em um Beira-Rio já com todos os ingressos vendidos. O Chivas, para evitar a festa colorada, precisa vencer por dois gols de diferença. Um triunfo mexicano por um gol, com qualquer placar, leva a decisão para os pênaltis.

Centímetros mexicanos. Erros colorados

Malditos centímetros mexicanos! Malditos detalhes que pareceram vestir a camisa do Chivas para tirar do Inter a alegria no primeiro tempo. Futebol, o Colorado teve. De sobra. Tocou a bola, triangulou, mostrou aproximação. Só não fez o gol. Culpa de quem? Dos malditos centímetros mexicanos. Duas bolas, dois lances que traçam o destino de um clube, duas jogadas que morreram no quase: um centímetro a mais para o lado, um centímetro a mais para baixo. Não custava nada! Não deu. Ambas na trave.

A primeira foi de Kleber, logo com cinco minutos. O Inter colocava o Chivas na roda, fazia da grama sintética do Omnilife seu salão de festas, quando Taison passou reto por metade da defesa adversária e acionou o lateral-esquerdo. Ele bateu rasteiro, em diagonal. Alecsandro se esticou todo em um carrinho. Não alcançou. A bola passou pelo camisa 9, bateu na trave esquerda e saiu. Faltou um centímetro.

A segunda foi de Alecsandro. E de novo em lance criado por Taison. Ele sofreu falta na beirada da área, quase na fronteira com o espaço onde nascem os pênaltis. Alecsandro e D’Alessandro se posicionaram. Eram 29 minutos. O camisa 9 (que depois, machucado, daria lugar a Everton) partiu para a cobrança, encobriu a barreira e o goleiro. Mas viu a bola bater no travessão. Ah, esses centímetros…

O que o Inter fez nos primeiros dez minutos de jogo não se faz com um anfitrião cordial como o Chivas. Beirou a humilhação. Os mexicanos viram a bola rolar de um lado para o outro sem jamais encontrá-la. Mas faltou o mais importante ao time de Celso Roth: transformar a posse em gol. Time habilidoso por natureza, o Colorado por vezes parece girar o tempo todo para lugar nenhum.

E com apenas três minutos em campo, Sobis pôde comemorar. Graças ao talismã colorado na Libertadores. Aos 28, Kleber cruzou da esquerda e encontrou Giuliano na marca do pênalti. O meia subiu e cabeceou com estilo, no canto esquerdo, longe do alcance do goleiro. Após marcar diante do Estudiantes o tento que classificou o time para as semifinais e o da vitória sobre o São Paulo no Beira-Rio, o garoto, titular no lugar de Tinga, suspenso, mostrou que é um predestinado.

Mais três minutos, e nova festa colorada. Desta vez, o centro veio da direita, de D’Alessandro. E coube à dupla colorada de zagueiros completar a jogada na área adversária. Índio cabeceou para o meio e encontrou o capitão Bolívar, que, também de cabeça, tirour a bola do alcance de Michel: 2 a 1.

A virada do time brasileiro calou a torcida no Omnilife. E os mexicanos seguiram quietos diante da troca de passes dos jogadores do Inter, que não demonstravam qualquer dificuldade no gramado artificial. O Chivas não mostrou forças para reagir. E não ‘achou’ um gol como no fim da etapa inicial. Antes do apito final, boa parte dos torcedores já havia deixado o estádio. Mas não os colorados que viajaram para Guadalajara, que vibravam. E esperam comemorar ainda mais na próxima quarta-feira.

CHIVAS 1 X 2 INTERNACIONAL
Michel, De Luna, Magallon, Reynoso e Ponce; Mejía, Báez (Dávila), Fabián (Escalante) e Bautista; Bravo e Arellano (Araujo). Renan, Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro, Guiñazu, Giuliano, D’Alessandro e Taison (Wilson Matias); Alecsandro (Everton) (Rafael Sobis).
Técnico: Jose Luis Real Técnico: Celso Roth
Gols: Bautista, aos 46 minutos do primeiro tempo; Giuliano, aos 28 do segundo tempo, e Bolívar, aos 31
Cartões amarelos: Ponce (CHI) e Sandro (INT)
Estádio: Omnilife (Guadalajara). Data: 11/08/2010. Árbitro: Hector Baldassi (Argentina). Assistentes: Ricardo Casas (Argentina) e Hernan Maidana (Argentina).

agosto 12, 2010 - Posted by | Internacional |

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