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Sem dificuldade, Botafogo vence e aumenta a crise no Atlético-MG

Maicosuel, Somália e Herrera marcam os gols da vitória alvinegra. O Galo pode acabar a rodada na laterna do Campeonato Brasileiro

Com um futebol rápido e bem postado taticamente, o Botafogo venceu sem dificuldade o Atlético-MG por 3 a 0, neste sábado, no Engenhão, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Maicosuel, Somália e Herrera, de pênalti, marcaram os gols alvinegros.

Com a vitória, o Botafogo, que há duas rodadas estava na zona de rebaixamento, pula temporariamente para a oitava colocação, com 18 pontos.

A situação do Atlético-MG é complicada. Penúltimo colocado, com apenas dez pontos, o Galo corre o risco de terminar a rodada na lanterna. Se derrotar o Ceará, neste domingo, no Castelão, o Atlético-GO ultrapassa o time mineiro, que há cinco jogos não vence no Brasileirão, além de registrar um jejum de quatro partidas sem balançar a rede adversária.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Botafogo vai encarar o Atlético-GO, no Serra Dourada, em Goiânia. Já o Atlético-MG pega o Guarani, no Ipatingão. Os dois confrontos vão ocorrer no sábado, dia 14, às 18h30 (de Brasília). Mas antes disso, o Galo enfrenta o Grêmio Prudente, na quarta-feira, pela Copa Sul-Americana.

Maicosuel e Somália deixam o Botafogo em vantagem

Com o Engenhão recebendo um bom público (mais de 27 mil presentes), o Botafogo entrou em campo com o goleiro Jefferson puxando a fila, com um uniforme todo amarelo. O camisa 1 se apresentaria à Seleção Brasileira logo após a partida para viajar para os Estados Unidos, onde a equipe disputa o primeiro amistoso da Era Mano Menezes. Era um dia de festa. Maicosuel reencontrava a torcida alvinegra após a volta ao clube carioca. E logo no primeiro minuto, o Mago partiu para cima de Zé Luis, mas chutou por cima do travessão.

O Botafogo tomou a iniciativa da partida, tentando pressionar o adversário. Entusiasmada, a torcida tentava empurrar o time carioca. Aos 23 minutos, Jobson fez uma linda jogada pela esquerda, cortou para o meio, passou por dois marcadores e chutou rasteiro. Fábio Costa se esticou todo para espalmar para escanteio.

Apesar de ter maior posse de bola no primeiro tempo, o Atlético-MG não conseguia criar jogadas de perigo. Diego Souza era o jogador que mais assustava a defesa do Botafogo. Mas faltava mais objetividade ao meia atleticano. Obina, que jogava pela primeira vez como titular desde que se lesionou em 1º de abril, no jogo com a Chapecoense, pela Copa do Brasil, estava sumido entre os zagueiros alvinegros.

Aos 31 minutos, Herrera dominou na entrada da área e chutou cruzado. O goleiro Fábio Costa largou a bola, e Maicosuel chegou para dar um sutil toque para o fundo do gol. Festa no Engenhão. O torcedor foi ao delírio. O Mago também, que não parava de comemorar. Era um momento de alegria, mas longo demais para o técnico Joel Santana. O treinador saiu correndo pela pista de atletismo, em um pique digno de corredor, e foi até perto da arquibancada buscar Maicosuel pelo braço e empurrá-lo para o campo. A preocupação era evitar um cartão amarelo

Enquanto a torcida alvinegra cantava “Oh, o Maicosuel voltou!”, Vanderlei Luxemburgo parecia ter perdido a paciência com o time mineiro. Depois do gol, o treinador cansou de reclamar e foi sentar-se no banco de reservas. As muletas ficaram jogadas no chão. Sem falar mais uma palavra, Luxemburgo assistiu o Botafogo dominar a parte final do primeiro tempo.

O segundo gol quase saiu aos 37 minutos. Diego Souza perdeu uma bola boba no meio-campo. Somália, esperto, lançou Herrera. Em velocidade, o atacante argentino disparou e chutou quando entrava na área. Mas a bola foi para fora. Mas aos 41 minutos, o Botafogo aumentou a vantagem. Somália aproveitou uma sobra da defesa e soltou a bomba da intermediária. A bola desviou no braço de Herrera, que estava caído na área, e enganou o goleiro Fábio Costa, que ficou observando, sem reação, a bola entrar mansamente no canto direito.

Após o gol, os jogadores do Atlético-MG cercaram o árbitro Leonardo Gaciba no meio-campo. Eles reclamavam o fato de a bola ter atingido o braço do atacante alvinegro. Mas o argentino não teve a intenção de tocar a mão na bola. Em conversa com os atleticanos, captada pelas câmeras de TV, o árbitro explicou que “a bola bateu no braço… não foi braço na bola”.

Herrera amplia para o Botafogo no segundo tempo

O Atlético-MG veio com duas mudanças para o segundo tempo. Ricardinho entrou no lugar de Serginho. E Ricardo Bueno substituiu Obina. O time mineiro melhorou. Mas, novamente, pecava por não conseguir concluir a gol. Os chutes saiam sem direção, longe do gol de Jefferson. Foram um, dois, três, quatro, cinco… antes dos 20 minutos. Dois deles foram parar lá na torcida do Galo.

O Botafogo passou a jogar no contra-ataque, tentando explorar a velocidade de Jobson. Mas não conseguia encaixar uma boa jogada. Aos 20 minutos, Joel Santana surpreendeu ao tirar o volante Marcelo Mattos, que fez uma boa partida, e colocar o atacante Caio.

O time carioca melhorou. E aos 25 minutos, Jobson entrou na área e foi derrubado por trás por Ricardinho. Pênalti marcado por Leonardo Gaciba. Herrera pegou a bola e cobrou forte, no canto esquerdo de Fábio Costa. Botafogo 3 a 0! Quatro gol do atacante argentino no Campeonato Brasileiro.

O Atlético-MG quase diminuiu três minutos depois. Ricardinho fez boa jogada pela esquerda e acertou a trave direita. Na sobra, Diego Souza chegou batendo de primeira, mas sem direção.

O jogo estava resolvido. E a torcida fez nova festa quando viu o uruguaio Loco Abreu sair do banco de reservas e entrar na partida aos 33 minutos no lugar de Maicosuel. Um momento emocionante, com muitas palmas e gritos. Foi o primeiro jogo do atacante depois da Copa do Mundo de 2010. Mas ele pouco tocou na bola.

Quase no final da partida, Diego Tardelli recebeu livre na área e chutou cruzado. Mas Jefferson fez uma difícil defesa e evitou o gol. Assunto para os dois jogadores durante a viagem para os Estados Unidos com a Seleção Brasileira.

BOTAFOGO 3 X 0 ATLÉTICO-MG
Jefferson, Danny Morais, Fábio Ferreira e Leandro Guerreiro; Alessandro, Marcelo Mattos (Caio), Somália, Maicosuel (Loco Abreu) e Marcelo Cordeiro; Herrera (Edno) e Jobson. Fábio Costa; Diego Macedo, Cáceres, Werley e Fernandinho; Zé Luís, Serginho (Ricardinho), João Pedro e Diego Souza (Jackson); Diego Tardelli e Obina (Ricardo Bueno).
Técnico: Joel Santana Técnico: Vanderlei Luxemburgo
Gols: Maicosuel aos 31 e Somália aos 41 minutos do primeiro tempo; Herrera aos 25 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Danny Morais (Botafogo) Zé Luís, Diego Macedo e Diego Souza (Atlético-MG);
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Julio Cesar Rodrigues Santos (RS)
Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ). Público: 24.154 pagantes / 27.576 presentes. Renda: R$ 552.710,00

agosto 7, 2010 Posted by | Atlético-MG, Botafogo | , , , , | Deixe um comentário

Guarani se recupera, goleia em casa e acaba com boa sequência do Avaí

Bugre vence a primeira após a Copa. Leão perde chance de entrar no G-4

Depois da Copa do Mundo, o Avaí ainda não havia perdido no Campeonato Brasileiro. Por sua vez, o Guarani não sabia o que era vencer. Mas os papéis se inverteram na noite deste sábado, e o Bugre goleou o time catarinense por 4 a 1 no estádio Brinco de Ouro da Princesa, pela 13ª rodada. Renan, Ricardo Xavier, Mazola e Fabão fizeram os gols do time de Campinas, enquanto Robinho, de pênalti, descontou para os visitantes.

Com este resultado, a equipe paulista interrompeu uma sequência de cinco partidas sem ganhar e chegou aos 18 pontos, ocupando a nona colocação. Já os catarinenses, que viram acabar uma série invicta com o mesmo número de jogos e perderam a chance de entrar no G-4, caíram para sexto, com 19.

O Guarani volta a campo no próximo sábado, às 18h30m, contra o Atlético-MG, no Ipatingão. No domingo, o Avaí recebe o Corinthians na Ressacada, às 16h.

O jogo no Brinco de Ouro começou eletrizante, e três gols saíram em menos de 15 minutos graças aos erros das defesas. O Bugre iniciou pressionando e abriu o placar aos nove, quando Renan arriscou de longe. Emerson tentou desviar de cabeça, e a bola acabou indo no canto direito de Zé Carlos.

Aproveitando que o Avaí ainda estava desarrumado em campo, o time da casa ampliou o marcador aos 11. Marcinho Guerreiro cortou muito mal um cruzamento de Márcio Careca, e bola sobrou no pé de Ricardo Xavier, que só teve o trabalho de empurrar para o gol.

Com a desvantagem no placar, os visitantes partiram para o ataque e esboçaram uma reação. Davi fez boa jogada, invadiu a área e foi derrubado por Renan, aos 14 minutos. Robinho cobrou o pênalti no canto direito, Douglas pulou no lado certo, mas não conseguiu defender: 2 a 1.

Aos 25, os catarinenses tiveram uma boa chance para empatar. Caio cobrou falta na área, mas Gabriel tocou mal de cabeça. A resposta veio no minuto seguinte. Mazola fez linda jogada pelo meio e tocou na área para Ricardo Xavier, que bateu em cima da zaga.

Melhor em campo, o Bugre fez o terceiro gol aos 34. Mário Lucio ganhou na raça de dois adversários e tocou para o atacante Mazola, que bateu com precisão no canto direito. No último bom lance da etapa, Ricardo Xavier recebeu lançamento na área, mas pegou mal na bola, facilitando a defesa de Zé Carlos.

Precisando diminuir a desvantagem, o Avaí começou o segundo tempo ousando um pouco mais. Rudnei arriscou da entrada da área, aos três minutos, e Aílson desviou para tirar. Aos nove, o time catarinense teve outro pênalti a favor: em um lance polêmico, Vandinho caiu após dividir com Rodrigo Heffner. Na cobrança, ele deslocou o goleiro mas acabou acertando a trave direita (veja no vídeo).

Depois do susto, o Guarani adiantou a marcação e voltou a atacar. Fabão desperdiçou boa chance aos 17, cobrando na barreira uma falta na entrada da área. Após uma bonita jogada de Mazola, aos 21, Geovane também errou o alvo, batendo para fora.

No minuto seguinte, Marcinho Guerreiro cometeu outra falha incrível e perdeu a bola para Ricardo Xavier, que disparou e foi derrubado pelo volante quase na risca da área. O árbitro Djalma Belmtrami chegou a marcar pênalti, mas escutou o assistente e assinalou falta. O próprio Ricardo Xavier foi para a cobrança e chutou forte, com a bola passando à esquerda.

De tanto pressionar, o Bugre chegou ao quarto gol aos 25. Após bela troca de passe, Mazola cruzou da direita e Fabão só teve o trabalho de empurar para a rede. O quinto por pouco não saiu aos 31. Rodrigo Heffner chutou, a bola desviou em Emerson e saiu por cima do gol de Zé Carlos.

Com o jogo praticamente resolvido, o Guarani tratou de esfriar a partida e tocar a bola nos minutos finais. O Avaí ainda incomodou duas vezes. Aos 40, Vandinho dominou na área e foi desarmado por Fabão na hora do chute. Na sequência, Patric bateu rasteiro e Douglas segurou em dois tempos para garantir o 4 a 1.

GUARANI 4 X 1 AVAÍ
Douglas; Rodrigo Heffner, Aílson, Fabão e Márcio Careca; Renan, Paulo Roberto, Baiano (Geovane) e Mário Lúcio (Diogo); Mazola (Fabio Souza) e Ricardo Xavier Zé Carlos; Patric, Gabriel, Emerson e Eltinho (Pará); Marcinho Guerreiro, Rudnei, Davi (Marcos) e Caio; Robinho e Roberto (Vandinho).
Técnico: Vagner Mancini Técnico: Antônio Lopes
Gols: Renan, aos nove, Ricardo Xavier, aos 11, Robinho, aos 14, Mazola, aos 34 minutos do primeiro tempo. Fabão, aos 25 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Davi, Roberto, Marcinho Guerreiro, Rudnei (AVA), Baiano, Fabão, Fabio Souza (GUA)
Estádio: Brinco de Ouro da Princesa. Data: 07/08/2010. Árbitro: Djalma José Beltrami Teixeira (RJ). Assistentes: Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Claudio José de Oliveira Soares (RJ).

agosto 7, 2010 Posted by | Avaí, Guarani | , , , | Deixe um comentário

Animado e cauteloso, Botafogo encara Atlético-MG, no Engenhão

Bom retrospecto do Glorioso e fase de evolução empolgam, mas não iludem

Reestreia de Maicosuel em casa, clube em crescente na tabela, volta de Loco Abreu ao grupo e Jobson em grande fase. Resultado: torcida do Botafogo animada e promessa de casa cheia para o duelo deste sábado contra o Atlético-MG, às 18h30, no Engenhão, válido pela 13ª rodada do Brasileiro.

Para animar ainda mais o público da casa, nas últimas 17 partidas entre Bota e Galo, os mineiros saíram como vencedores apenas uma vez.

Apesar de apontados como candidatos às vagas para a Libertadores e até mesmo ao título, os dois clubes são se encontram entre os líderes. Antes de ganhar o Vitória, na rodada anterior, o Glorioso estava há oito jogos sem triunfar na competição e agora é o 10º colocado. Já o Galo se encontra na 19ª posição. Além das cores, os alvinegros estão iguais na meta, que é levar os três pontos para subir.

TUDO PARA MELHORAR AINDA MAIS NO BOTAFOGO

Mesmo com as estatísticas favoráveis, os jogadores do Botafogo pregam cautela e respeito ao adversário. Com o elenco quase todo disponível ao técnico Joel Santana, a semana no Glorioso foi de treinos fechados e escalação escondida.

De praticamente certo, apenas o desfalque do zagueiro Antônio Carlos, que fraturou o nariz no último jogo e deve dar lugar para Danny Morais. Para o lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro, todos os artifícios são válidos para não vacilar.

– Vanderlei Luxemburgo (técnico do Atlético-MG) “só” venceu cinco Brasileiros. Ele é um grande estrategista, mas também temos o nosso. Joel não vai dar armas ao adversário. Em jogos assim um detalhe decide. Esconder a escalação não vai nos dar a vitória, mas pode ser uma surpresa importante para o inicio do jogo – disse.

Na expectativa pelo retorno ao estádio alvinegro, Maicosuel convocou a torcida e destacou que pode fazer a diferença, apesar da qualidade atleticana:

– Acho que todo mundo sabe o que posso render pelo Botafogo. Diante do Atlético-MG espero finalmente fazer o que sei de melhor. A equipe deles é qualificadíssima, mas em casa temos que impor nosso ritmo. Espero que o Engenhão fique lotado e conto com o público.

PARA APAGAR TUDO, GALO

A recuperação do Atlético-MG no Brasileiro passa pelo encerramento de um jejum que já dura mais de dez anos. O Galo não vence o Botafogo, no Rio de Janeiro, desde 1999. Naquela ocasião o time mineiro goleou o carioca pelo placar de 5 a 1.

O Atlético-MG vem de derrota no clássico contra o Cruzeiro por 1 a 0, mesmo jogando com a Arena do Jacaré tendo apenas torcedores alvinegros. A equipe não marca um gol sequer nos últimos 353 minutos em que esteve em campo.

A tarefa é das mais complicadas e como a fase não é boa, por lesão no joelho esquerdo o Galo perdeu Daniel Carvalho, seu principal jogador atualmente. Ele deve ficar parado por aproximadamente um mês. Para o lugar do meia-atacante, Luxemburgo teria Neto Berola.

Mas a zica que toma conta do Galo não dá trégua e o baiano foi suspenso por dois jogos em julgamento nesta sexta-feira e só poderá atuar no próximo jogo. Na zaga, Jairo Campos é desfalque por conta de dor muscular e deve dar lugar a Werley.

De positivo no momento tem sido o goleiro Fábio Costa. O camisa 13 vem reencontrando a melhor forma técnica e fechando o gol atleticano. Ele espera que a reação da equipe venha a acontecer já neste sábado, mesmo jogando fora de casa.

– Temos a oportunidade de buscar uma vitória fora de casa, coisa que não conseguimos no campeonato. E, acima de tudo, temos de buscar os três pontos, independentemente de jogarmos bem ou mal – afirmou Fábio Costa.

FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO X ATLÉTICO-MG

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 7/8/2010 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Julio Cesar Rodrigues Santos (RS)

BOTAFOGO: Jefferson, Leandro Guerreiro, Fábio Ferreira e Danny Morais; Alessandro, Somália, Marcelo Mattos, Maicosuel e Marcelo Cordeiro; Herrera e Jobson. Técnico: Joel Santana.

ATLÉTICO-MG: Fábio Costa, Diego Macedo, Cáceres, Werley e Fernandinho; Zé Luis, Serginho, João Pedro e Ricardinho; Diego Souza e Diego Tardelli. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

agosto 7, 2010 Posted by | Atlético-MG, Botafogo | , , , | Deixe um comentário

Deco acerta com o Fluminense e será apresentado na segunda-feira

Celso Barros confirma contrato de dois anos do meia com o Tricolor

A novela entre Deco e Fluminense se arrastou, mas terminou com um final feliz no início da tarde deste sábado. O meia luso-brasileiro finalmente acertou contrato com o Tricolor e ficará por dois anos nas Laranjeiras. O clube carioca recebeu o documento do Chelsea que liberava o atleta.

Celso Barros, presidente da patrocinadora do clube, confirmou que a apresentação do jogador será na próxima segunda-feira, às 12h30m, em um hotel na Zona Sul do Rio de Janeiro.

– Está fechado! Ele será apresentado oficialmente na segunda e fica conosco por dois anos – afirmou, ao GLOBOESPORTE.COM.

Celso Barros falou também sobre a condição física de Deco, que não atua em uma partida profissional desde o empate sem gols de Portugal com a Costa do Marfim, na primeira rodada da Copa do Mundo.

– Ele está bem. Está sem ritmo de jogo, pois não atuá há algum tempo. Mas já vem fazendo um trabalho orientado e em breve estará à disposição – disse.

Para aprimorar a forma, Deco vem realizando trabalhos físicos em uma academia no Rio de Janeiro. Na sexta-feira, ele confirmou que já estava procurando apartamento na cidade.

Nascido em São Bernardo do Campo, Anderson Luis de Souza, o Deco, está com 32 anos. Começou no Corinthians, em 1996, mas logo foi vendido para o Benfica (POR). Em seu currículo, há passagens por outros importantes clubes como Porto (POR), Barcelona (ESP) e Chelsea (ING).

A naturalização veio em 2002. Pela seleção portuguesa, disputou duas Eurocopas (2004 e 2008), sendo vice-campeão na primeira, além de duas Copas do Mundo (2006 e 2010).

agosto 7, 2010 Posted by | Fluminense | | Deixe um comentário

Campeonato Brasileiro: a mais nova invasão sul-americana

Assim como na primeira edição da competição, mais da metade dos participantes conta com ‘hermanos’ no elenco

O Campeonato Brasileiro vem, nos últimos anos, se transformando em um autêntico paraíso para jogadores estrangeiros, principalmente sul-americanos. A atual edição brinda a torcida nacional com um verdadeiro festival de gringos, nem sempre de qualidade comprovada. Das 20 equipes participantes, nada menos do que 13 contam com representantes de países vizinhos.

Apesar de ter ganho vulto na última década (fruto do crescimento da economia no Brasil e, consequentemente, do fortalecimento da moeda), a imigração latina não é novidade no futebol pentacampeão do mundo.

Em sua primeira versão, em 1971, o Brasileiro foi disputado com 15 estrangeiros sul-americanos (ainda havia o zagueiro Alex, alemão naturalizado e ídolo inconteste dos torcedores do América carioca). Flamengo, Vasco, América-RJ, Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, São Paulo, Palmeiras, Santos, Portuguesa-SP e Sport tinham ‘forasteiros’ em seus plantéis, muitos que até hoje são reverenciados por saudosos torcedores, como são os casos dos uruguaios Pedro Rocha, Forlán (no Tricolor paulista) e Ancheta (no gaúcho); o paraguaio Reyes (no Flamengo); o chileno Figueroa (no Inter); e os argentinos Andrada (no Vasco) e Ramos Delgado (no Santos).

Outro estrangeiro que participou daquela edição foi Néstor Scotta. Contratado pelo Grêmio, o centroavante argentino veio do River Plate para ser o autor do primeiro gol em um Campeonato Brasileiro. No dia 7 de agosto, Scotta abriu o placar na vitória por 3 a 0 sobre o São Paulo em pleno no Morumbi (ele faria também o segundo) e escreveu definitivamente seu nome na história da mais importante competição nacional.

Naquele tempo, quando nem se imaginava internet e as informações instantâneas por ela proporcionadas, um jogador vindo de fora necessariamente deveria ter reconhecidos predicados, como atuações nas seleções de seus respectivos países, ou indicações credenciadas pelos pouquíssimos empresários de futebol da época. Outro canal muito utilizado pelos dirigentes dos clubes nacionais eram as indicações de treinadores brasileiros que tentavam a sorte no futebol argentino e uruguaio, principalmente.

1971 – Andrada-ARG (gol, Vasco) e Ramos Delgado-ARG (zag, Santos)
1972 – Pedro Rocha-URU (ata, São Paulo) e Reyes-PAR (zag/vol, Fla)
1973 – Ancheta-URU (zag, Grêmio) e Cejas-ARG (gol, Santos)
1974 – Perfumo-ARG (zag, Cruzeiro)
1975 – Figueroa-CHI (zag, Inter) e Fischer-ARG (ata, Botafogo)
1976 – Doval-ARG (ata, Flu)
1977 – Darío Pereyra-URU (zag, São Paulo)
1981 – Benítez-PAR (gol, Inter)
1983 – De León-URU (zag, Grêmio)
1984 – Romerito-PAR (ata, Flu)
1985 – Rubén Paz-URU (mei, Inter)
1988 – Aguirregaray-URU (zag, Inter)
1995 – Gamarra-PAR (zag, Inter)
1998 – Arce-PAR (lat, Palmeiras)
1999 – Rincón-COL (mei, Corinthians)
2000 – Sorín-ARG (lat, Cruzeiro)
2003 – Maldonado-CHI (vol, Cruzeiro)
2004 – Lugano-URU (zag, São Paulo)
2005 – Tevez-ARG (ata, Corinthians)
2007 – Valdivia-VEN/CHI (mei, Palmeiras) e Acosta-URU (mei, Náutico)
2009 – Guiñazu-ARG (vol, Inter), Maxi López-ARG (ata, Grêmio) e Conca-ARG (mei, Flu)

Campeonato Brasileiro edição 2010

Nos dias de hoje, o número de empresários e agentes se multiplicou e o Brasil virou trampolim para uma compensadora transferência rumo ao mercado europeu que, praticamente vedado até a década de 80, vem desde então escancarando gradativamente suas portas. Seguindo modestamente a efervescência vista no Velho Continente, diversos clubes, em parcerias com empresas que investem pesado em futebol, abrem os braços para recepcionar as atrações latinas.

A Série A de 2010, que já se encontra na 12ª rodada, é um contundente exemplo desta invasão gringa. No momento, 28 jogadores sul-americanos estão integrados aos elencos de 13 das equipes participantes. O Internacional conta com cinco estrangeiros e é o recordista. Apesar da instabilidade do veterano goleiro Pato Abbondanzieri-ARG e do pouco mostrado pelo lateral Bruno Silva-URU, o Colorado até que não pode se queixar. D’Alessandro-ARG ganhou a torcida vermelha e Guiñazu-ARG é um ídolo inconteste. Quanto a Sorondo-URU, mais prós do que contras para o jogador que, com um filho brasileiro, já obteve dupla nacionalidade.

O eterno rival gaúcho surpreende este ano. Contumaz cliente (em 2009 teve o argentino Maxi López como destaque), o Grêmio atualmente não conta com qualquer representante do mercado sul-americano. Nas páginas douradas do clube, desfilam personagens como o já citado Ancheta e o também zagueiro De León (campeão em 1981), mas nesta temporada o Tricolor luta com um elenco genuinamente nacional.

Com três inscritos (Guerrón-EQU, Ivan González-PAR, Nieto-ARG), o Atlético Paranaense poderia estar à frente do Inter no quesito ‘Legião Estrangeira’ com nada menos que sete. A diretoria do Furacão, no entanto, negociou durante a competição o colombiano Valencia com o Fluminense e dispensou Javier Toledo-ARG, Serna-COL e Vanegas-COL.

Quem também parece satisfeito com suas atrações importadas do Mercosul é o Botafogo. A raça do argentino Herrera (que já defendeu Grêmio e Corinthians) e o carisma de SebastiánLoco Abreu (com passagem apagadíssima pelo Tricolor gaúcho em 1998) contagiam seus torcedores. Empolgados, muitos alvinegros chegaram ao ponto de virar a casaca na Copa da África do Sul e torcer pelo Uruguai, só por causa de Loco, o camisa 13 da Celeste Olímpica.

Buscando reeditar o sucesso das contratações do zagueiro Perfumo nos anos 1970 e do multifuncional Sorín (com passagens vitoriosas nesta década), o Cruzeiro agora aposta suas fichas em outros dois argentinos, o meia Montillo e o atacante Farías, que ainda não estrearam. Os celestes cruzam os dedos torcendo para que o tiro não saia pela culatra e os gringos não se tornem nomes a serem facilmente esquecidos.

Outro grande de Minas, o Galo, por sua vez, conta com os equatorianos Edison Méndez (primo de Guerrón) e Jairo Campos, além do paraguaio Cáceres. Já durante o Brasileiro, a direção atleticana dispensou o goleiro Carini-URU e o zagueiro Benítez-PAR.

Considerado por muitos o destaque da competição de 2009, Darío Conca é incontestável no Fluminense. Maestro da equipe na espetacular reação que livrou o Tricolor do rebaixamento, o pequeno argentino segue com a companhia do compatriota Equi González e agora com a do colombiano Valencia.

Clube mais popular do país, o Flamengo ostenta o título de atual campeão brasileiro e tem um gringo histórico em seu atual elenco, mas que nasceu muito longe do continente sul-americano. O sérvio Petkovic obviamente não entra na lista rubro-negra, que conta com o atacante colombiano Cristian Borja (primo de Rentería, avante com desempenho regular no Inter entre 2005 e 2006) e o veterano chileno Maldonado (com passagens destacadas por São Paulo, Cruzeiro e Santos). Aguardando desfecho das negociações com o Boca Juniors-ARG, o também chileno Fierro está fora dos planos, mas segue inscrito pelo clube (não está integrado ao plantel).

O arqui-rival Vasco flertou com alguns nomes, com o do zagueiro Scott, reserva da seleção uruguaia na última Copa, mas trouxe como novidade o lateral paraguaio Irrazábal. Antes do início do Brasileiro, dispensou o meia argentino Palermo, que atuou somente em um amistoso preparatório.

Em São Paulo, Palmeiras e Corinthians são os que deram um sotaque espanhol a seus plantéis. Depois de não acertar transferência para a Itália, o colombiano Armero pernaneceu no Verdão que abriu os cofres para trazer de volta um ídolo recente, Valdivia, venezuelano naturalizado chileno de ótima passagem pelo clube entre 2006 e 2008. O Mago já tem lugar na galeria palestrina, ao lado de nomes como o lateral paraguaio Arce.

Pelos lados do Timão, as fichas agora estão com o goleiro paraguaio Bobadilla, que se junta a Defederico, uma promessa argentina que ainda não vingou no Parque São Jorge. Depois de vibrar com as jogadas de Carlitos Tevez e com a aplicação de Mascherano na conquista de 2005 (o suplente Sebá era o terceiro argentino do elenco), a Fiel não sentirá a menor falta de Balbuena-PAR, Escudero-ARG, Emiliano Vecchio-ARG e Mariano Torres-ARG, todos dispensados há pouco do clube.

Atuais campeões paulistas e da Copa do Brasil, os brasileiríssimos Robinho, Ganso, Neymar e André têm um parceiro gringo em suas travessuras no Santos. O suplente Breitner nasceu na Venezuela e veio para o Brasil com apenas nove anos. Formado nas divisões de base do Peixe, o meia é filho de pai brasileiro e já tem dupla nacionalidade.

Os sul-americanos também fizeram história nos campeonatos nacionais atuando pelo São Paulo, como El Verdugo Pedro Rocha, Pablo Forlán (pai do atacante Diego Forlán, eleito o melhor jogador da Copa da África do Sul) e mais recentemente o vigoroso zagueiro Lugano, também uruguaio. Na atual edição, o lateral argentino Adrián González integrava o elenco, mas teve o contrato rescindido e não veste mais a camisa tricolor.

Ter um hermano na equipe, entretanto, não é exclusividade de clubes do Sul e do Sudeste. Depois de uma passagem irregular pelo Atlético Paranaense, o goleiro colombiano Viáfara se mudou para o Vitória em 2008 e hoje, com o moral nas alturas, é chamado de El Paredon pela torcida do Leão baiano.

A história repete a cada dia temas que parecem não envelhecer jamais. Assim como na já longínqua primeira edição, a presença de jogadores sul-americanos faz parte da trajetória do Brasileirão. O que certamente se espera é que a cada desembarque em solo tupiniquim, além do sotaque espanhol, o novo hermano traga em sua bagagem muito futebol, como alguns compatriotas que desfilaram seu talento e conquistaram os corações dos apaixonados torcedores brasileiros.

Confira os sul-americanos do Brasileirão 2010

Atlético-MG (Cáceres-PAR, Méndez-EQU, Jairo Campos-EQU) – dispensou Carini-URU e Benítez-PAR
Atlético-PR (Guerrón-EQU, Ivan González-PAR, Nieto-ARG) – dispensou Javier Toledo-ARG, Serna-COL e Vanegas-COL
Botafogo (Herrera-ARG e Loco Abreu-URU)
Ceará (Reina-COL)
Corinthians (Bobadilla-PAR, Defederico-ARG) – dispensou Balbuena-PAR, Emiliano Vecchio-ARG, Escudero-ARG (emprestado para o Argentinos Jrs.), Mariano Torres-ARG
Cruzeiro (Farias-ARG, Montillo-ARG)
Flamengo (Cristian Borja-COL, Maldonado-CHI e Fierro-CHI, este negociando com o Boca Jrs-ARG)
Fluminense (Conca-ARG, Equi González-ARG e Valencia-COL)
Inter (Abbondanzieri-ARG, Bruno Silva-URU, D’Alessandro-ARG, Guiñazu-ARG e Sorondo-URU)
Palmeiras (Armero-COL, Valdivia-VEN/CHI) – dispensou Figueroa-CHI
Santos (Breitner-VEN)
Vasco (Irrazábal-PAR)
Vitória (Viáfara-COL)

Obs. O São Paulo dispensou o argentino Adrián González e o Goiás, o chileno Angel Rojas.

agosto 7, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Guarani, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | | Deixe um comentário