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No clássico da caneta e das defesas incríveis, Fla e Vasco ficam no empate

Drible de Felipe em Borja e lance protagonizado por Fernando Prass nos minutos finais salvam clássico sonolento no Maracanã: 0 a 0

Rubro-negros e vascaínos não mereciam um futebol tão ruim. Em jogo com a presença de 60.202 torcedores (50.447 pagantes) – maioria cruzmaltina e recorde da competição -, Flamengo e Vasco fizeram o clássico dos milhões…de erros e não saíram do 0 a 0, no Maracanã, neste domingo, pela 12ª rodada do Brasileirão.

Em noite marcada pela falta de qualidade dos atacantes, uma caneta de Felipe em Cristian Borja e uma série incrível de defesas de Fernando Prass nos minutos finais destoaram do ritmo sonolento. Com o empate, o Rubro-Negro foi a 17 pontos e caiu para a oitava colocação na tabela. O Vasco, por sua vez, com 14, subiu para 15º.

Na próxima rodada, o Flamengo vai ao Pacaembu, encarar o Corinthians, domingo, às 16h (de Brasília), e os vascaínos, no mesmo dia, recebem o Vitória, às 18h30m, em São Januário.

A imensa maioria vascaína nas arquibancadas até se justificava pela expectativa das estreias de Felipe e Zé Roberto, mas ao término do primeiro tempo quem teve motivo para comemorar foi o torcedor rubro-negro. Não o que apostou na equipe e foi para o Maracanã, e sim aquele que aproveitou a noite de domingo de outra forma.

Burocráticos e com poder de fogo praticamente nulo, Flamengo e Vasco maltrataram a bola nos 45 minutos iniciais. Com exceção de lances isolados dos estreantes Felipe e Zé Roberto, a partida foi marcada por um show de passes errados e jogadas criadas em ritmo lento.

Com a marcação adiantada, o time cruzmaltino até demonstrava maior disposição no início. Nada, porém, que assustasse Marcelo Lomba. Muito pelo contrário, a melhor chance caiu nos pés do Flamengo. Aos cinco, Juan descolou excelente passe para Kleberson, que dominou dentro da área e chutou por cima do gol de Prass.

Povoando o campo ofensivo, o Vasco até tentava pressionar, mas tropeçava nos próprios erros ou parava nas inúmeras faltas cometidas pelos rubro-negros. Nunes, de cabeça, aos 10, e Zé Roberto, em chutes de fora da área, aos 19 e 24, até colocaram Lomba para trabalhar, mas sem maiores dificuldades.

Com a marcação individual de Willians, Felipe buscou espaços alternando da esquerda para a direita. Na melhor jogada do camisa 6, o goleiro do Flamengo mais uma vez apareceu bem em conclusão da intermediária, aos 29.

Pressionado, o Fla apostava nos contra-ataques. Petkovic, porém, estava muito apagado, e Juan se transformou no responsável por criar a maioria das jogadas pela esquerda, nas costas de Irrazábal. Aos 40, o lateral serviu Kleberson, que, dentro da área, se atrapalhou todo e perdeu a bola em lance que deu o tom da primeira etapa: alguma vontade e muitos erros.

Sensacional, Prass evita vitória rubro-negra

O segundo tempo começou um pouco mais veloz, mas com o mesmo número de erros de passe e conclusão. Dignas de aplausos mesmo, só a bola entre as pernas de Felipe em Cristian Borja, aos quatro minutos, e a de Zé Roberto em Juan, logo depois. Na sequência do lance, o próprio atacante vascaíno recebeu em boa condição dentro da área e tropeçou nas próprias pernas antes de finalizar.

O lance acordou o Flamengo, que no contragolpe teve mais uma boa chance com Kleberson. O volante recebeu bom lançamento no bico da área pela direita, dominou no peito e chutou forte. Fernando Prass evitou o gol. O raro bom momento do jogo animou os torcedores e, mesmo em minoria, os rubro-negros começaram a cantar mais alto.

Aos 11, Val Baiano, enfim, deu o ar da graça. Após cobrança de escanteio de Pet, Jean escorou para o atacante, que girou e chutou na rede pelo lado de fora. Depois dessa jogada, a partida voltou ao ritmo sonolento do primeiro tempo com um perde e ganha incrível no meio-campo.

Destaques de suas equipes, Felipe e Willians pediram para sair e diminuíram ainda mais as chances de boas jogadas. As equipes, então, resolveram apelar para a correria. E foi desta forma que o Vasco quase tirou o zero do placar aos 32 e aos 34. Primeiro, Fagner tabelou bem com Éder Luís e parou na saída arrojada de Marcelo Lomba. Em seguida, Éder Luís apareceu bem novamente, aproveitou saída de bola errada de Léo Moura, mas chutou em cima do goleiro rubro-negro.

Entretanto, se Lomba mostrou eficiência em lances simples, Fernando Prass foi sensacional e chamou para si todos os holofotes. Aos 41 minutos, em boa trama do ataque do Flamengo, Juan serviu Vinícius Pacheco, que girou e chutou para a defesa do goleiro. Cristian Borja, no rebote, cortou Fernando e parou novamente em Prass. Na sequência, Juan voou de peixinho, cabeceou firme e…Prass evitou o gol de forma incrível. Como se não fosse suficiente, aos 48, em falta cobrada por Petkovic no ângulo, o goleiro vascaíno decolou mais uma vez para garantir o 0 a 0.

FLAMENGO 0 X 0 VASCO
Marcelo Lomba; Léo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Willians (Michael), Correa, Kleberson (Fernando) e Petkovic; Borja e Val Baiano (Vinícius Pacheco). Fernando Prass, Irrazábal (Fágner), Dedé, Fernando e Carlinhos; Nilton, Rafael Carioca, Rômulo e Felipe; Zé Roberto e Nunes (Carlos Alberto).
Técnico: Rogério Lourenço Técnico: PC Gusmão
Cartões amarelos: Val Baiano, Jean, Corrêa e Kleberson (FLA) Zé Roberto e Rômulo (VAS)
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro. Data: 01/08/2010. Árbitro: Péricles Bassols (Fifa-RJ). Auxiliares: Hilton Moutinho (Fifa-RJ) e Marco Aurélio Pessanha (RJ). Renda: R$ 1.368.290,00. Público: 50.447 pagantes (60.202 presentes)

agosto 1, 2010 Posted by | Flamengo, Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

Avaí vence o Goiás, aumenta série invicta e agrava crise esmeraldina

Com o resultado, time catarinense chega à quinta partida consecutiva sem derrota. Goianos acabam a rodada na zona de rebaixamento

O Avaí segue sem perder no período pós-Copa do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, o time do técnico Antônio Lopes venceu o Goiás por 4 a 1, na Ressacada, em partida válida pela 12ª rodada da competição. E agravou o mau momento vivido pelo time esmeraldino, que entrou em campo desfalcado de Romerito e Rafael Moura, além de não contar com o técnico Leão à beira do campo – os três estão suspensos pelo STJD por conta do tumulto em que se envolveram no Barradão, após o duelo contra o Vitória. Para piorar, os goianos, que foram comandados pelo auxiliar e sobrinho do treinador, Fernando Leão, terminam a rodada na zona de rebaixamento. Émerson e Davi, duas vezes, marcaram os gols dos catarinenses no primeiro tempo. Na segunda etapa, Bernardo descontou para os goianos, mas Robinho fez o quarto.

Com o resultado, os avaianos – que venceram três e empataram duas depois do fim da Copa do Mundo – seguem na quinta colocação, com 19 pontos. O Goiás tem 12 e é o 17º.

Gols em sequência

Em seu retorno à meta do Goiás, a invencibilidade de Harlei só durou oito minutos. Em cobrança de falta à direita da área esmeraldina, Robinho fez o levantamento para a chegada de Émerson, que cabeceou para o fundo das redes. E apenas um minuto depois, aos nove, Roberto aproveitou a saída errada da zaga goiana, invadiu a área pela direita, foi à linha de fundo e cruzou para Davi, também de cabeça, ampliar para o time catarinense. O nervosismo do setor defensivo goiano ficou ainda mais evidente aos 16, quando Harlei recebeu passe fora da área e correu para dentro da área, para segurar a bola, quando Robinho pressionou.

O terceiro gol avaiano quase saiu aos 25, quando Caio fez bela jogada no meio de campo, fez o passe longo para Robinho, na direita, e, no cruzamento para a entrada da área, Davi tentou tocar no canto esquerdo de Harlei, que fez a defesa. Inofensivo, o Goiás arriscava chutes de fora da área, mas dava pouco trabalho a Renan.

Aos 29, uma cobrança de tiro de meta malfeita por Harlei deixou Roberto com a bola no pé, na entrada da área goiana. O camisa 9 avançou, cortou a zaga e chutou, mas Ernando conseguiu cortar para escanteio. Os visitantes tiveram um momento de organização, aos 39, e trocaram passes até que Carlos Alberto invadisse a área, pela esquerda, mas o meia tentou cavar um pênalti e desperdiçou a boa oportunidade.

Mas uma nova trapalhada da zaga do Goiás, aos 41 minutos, acabou se transformando no terceiro gol do Avaí. Na tentativa de sair jogando, Rafael Tolói entregou a bola para Davi, que, de perna esquerda, encobriu Harlei. Apesar do pouco tempo restante na primeira etapa, aos 44 o auxiliar Fernando Leão tirou Wellington Saci e pôs Marcão no jogo. Aos 45, Bernardo teve boa chance de marcar o primeiro dos visitantes, mas chutou fraco, em cima de Renan. No contra-ataque, quase o quarto do Avaí, mas Davi chutou em cima de Harlei.

Goiás tenta reagir

O Goiás voltou com novidades para a segunda etapa. Wellington Monteiro substituiu Douglas, e Carlos Alberto passou a atuar pela direita. O jogo demorou a retomar o ritmo do primeiro tempo. Aos nove, Rivaldo mostrou visão de jogo e fez um belo lançamento para Roberto, dentro da área, mas o atacante pegou mal na bola e desperdiçou. Pouco depois, aos 11, Caio aproveitou a sobra, na entrada da área, só que chutou por cima do gol.

Aos 18, nova mudança no Goiás – saiu Otacílio Neto para a entrada de Diogo Galvão. E, se a defesa goiana já havia ajudado os donos da casa algumas vezes, aos 23 os anfitriões devolveram o favor. Davi saiu jogando errado, e Bernardo mandou uma bomba certeira no ângulo para diminuir.

Aos 30, o técnico Antônio Lopes fez sua primeira alteração – Pará na vaga de Davi. E apesar da saída do goleador do time, o Avaí fez mais um logo em seguida. Aos 32, Caio invadiu a área pela esquerda e cruzou para o meio da área, onde Robinho só teve o trabalho de deixar a bola desviar em suas pernas e estufar as redes. Com a vitória praticamente definida, Lopes pôs Vandinho no lugar de Robinho.

Se o time avaiano já havia mostrado serviço diante de sua torcida, aos 37 foi a vez de o jovem Renan, convocado para a seleção brasileira, roubar a cena. Em falta cobrada por Bernardo, o goleiro mergulhou para fazer bela defesa com a mão direita e evitou o segundo gol goiano. Ainda houve tempo para mais uma substituição catarinense. Caio deu lugar a Marcos, que ajudou o time a administrar o placar até o apito final.

AVAÍ 4 X 1 GOIÁS
Renan; Gabriel, Émerson, Patric e Eltinho; Rivaldo, Rudnei, Caio (Marcos) e Davi (Pará); Roberto e Robinho (Vandinho). Harlei; Douglas (Wellington Monteiro), Ernando, Rafael Tolói e Wellington Saci (Marcão); Jonílson, Carlos Alberto, Amaral e Bernardo; Éverton Santos e Otacílio Neto (Diogo Galvão).
Técnico: Antônio Lopes Técnico: Emerson Leão
Gols: Émerson, aos 8, Davi, aos 9 e aos 41 minutos do primeiro tempo. Bernardo, aos 23, e Robinho, aos 32 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Carlos Alberto e Rafael Tolói (Goiás)
Público: 7.973. Renda: R$ 20.757,50.
Estádio: Ressacada, em Florianópolis. Data: 01/08/2010. Horário: 16h.Árbitro: Heber Roberto Lopes-PR (Fifa). Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés-RJ (Fifa) e Moisés Aparecido de Souza-PR.

agosto 1, 2010 Posted by | Avaí, Goiás | , | Deixe um comentário

Comandado por Jobson, Bota supera o Vitória em fim de jogo eletrizante

Atacante marca duas vezes no primeiro triunfo do Glorioso no Barradão: 3 a 1. Maicosuel tem reestreia discreta, e baianos miram a Copa do Brasil

Três minutos eletrizantes que valeram o ingresso. Se o duelo entre Vitória e Botafogo, no Barradão, esteve longe ser um espetáculo de bom futebol – muito disso pelas péssimas condições do gramado -, dos 35 aos 37 minutos do segundo tempo a emoção rolou solta e garantiu a satisfação do torcedor. Pelo menos do alvinegro, que foi prestigiar a reestreia de Maicosuel e viu Jobson se destacar no triunfo por 3 a 1, neste domingo, em partida válida pela 12ª rodada do Brasileirão.

Com gols em sequência de Edno, Júnior e do jovem atacante – que voltou a balançar as redes no minuto final -, o Glorioso triunfou pela primeira vez no estádio baiano e pegou o elevador na tabela de classificação. Os três pontos valeram sete posições e colocam o time de Joel Santana na décima colocação, com 15.

Já o Vitória, que escalou apenas três titulares, caiu para a 13ª posição, com 14 pontos, e volta suas atenções para a decisão da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira, contra o Santos, em Salvador.

Campo em péssimas condições, muitos jogadores sem ritmo de jogo e um festival de passes errados. O placar eletrônico do Barradão até começou a partida apontando 1 a 0 para o Vitória – erro corrigido aos quatro minutos. Mas o primeiro tempo não merecia nada além do 0 a 0.

Para se ter idéia, o Botafogo, que estreava Maicosuel e escalou um quarteto formado pelo meia, Jobson, Lucio Flavio e Herrera, sequer chutou ao gol nos 45 minutos iniciais. O time baiano, com apenas três titulares em campo por conta da final da Copa do Brasil, contra o Santos, quarta-feira, até se aventurou no ataque. Jefferson, no entanto, teve pouco trabalho.

Aos quatro minutos, em chute de longa distância, Ricardo Conceição assustou o goleiro com a ajuda do montinho artilheiro. A manhã chuvosa em Salvador encheu o gramado do Barradão de lama e poças, o que atrapalhava bastante o toque de bola. Sendo assim, a alternativa encontrada pelas duas equipes foi apelar para o chuveirinho. Melhor para os zagueiros, que se mostraram mais eficientes.

Diante da nítida falta de entrosamento do quarteto ofensivo alvinegro, Jobson corria de um lado para o outro e não era feliz em jogadas individuais. Maicosuel era outro que até tentava bastante, mas criava pouco. Na melhor jogada, aos 41, ganhou de Reniê pela direita e cruzou mal para a defesa baiana afastar.

Com maior posse de bola, o Vitória se mantinha no campo ofensivo. Júnior e Soares, porém, deixavam claro que muito esforço não é suficiente para conseguirem uma vaga entre os titulares. Ambos tiveram boas oportunidades e pararam em Jefferson aos 36 e aos 44, respectivamente. Foram os únicos lances realmente perigosos do primeiro tempo.

Na segunda etapa, bastaram dois minutos para o Botafogo fazer mais do que em todo o restante do jogo. Pelo menos chutou ao gol, com Jobson, para fora. Com a marcação adiantada, os cariocas davam a impressão de que iriam se manter no ataque. Mas não foi o que aconteceu.

Com boas jogadas pelo lado esquerdo, com Egídio, o Vitória começou a se soltar e implantou uma “blitz” dos sete aos nove minutos. Foi quando Júnior desperdiçou boa chance ao tentar desviar chute de Ricardo Conceição na frente de Jefferson.

O Glorioso deu o troco na jogada seguinte. Já com Edno e Caio nos lugares de Lucio Flavio e Herrera, Fahel chutou para fora excelente oportunidade. Aos 11, Jobson gingou para cima da marcação pelo lado direito e tocou para Edno. Com boa visão de jogo, ele encontrou o volante livre pela esquerda para invadir a área, encher o pé e acertar a rede pelo lado de fora.

Depois de alguns minutos de monotonia, o técnico Ricardo Silva trocou Thiago Humberto por Renato no Vitória e acelerou o ritmo de jogo. Com uma cabeçada na pequena área por cima do gol, aos 28, o meia tirou o “uh” das arquibancadas. A mil por hora, os baianos se mandaram para o ataque. Quatro minutos depois, foi a vez de Ricardo Conceição emendar bonito de fora da área e parar em Jefferson.

Quando tudo indicava que o Rubro-Negro baiano estava mais próximo de fazer o gol, foi o Botafogo quem abriu o placar e deu início a uma sequência avassaladora. Aos 35, Jobson recebeu na esquerda, puxou a marcação de três adversários e encontrou Edno na marca do pênalti. Com rapidez, o meia dominou e bateu rasteiro, de canhota, no canto esquerdo de Viáfara. Belo gol.

Já na saída de bola, o empate baiano. Renato partiu em disparada pela esquerda e cruzou na medida para Júnior testar bonito no ângulo. Sem chance para Jefferson. E ninguém teve tempo nem de respirar. Mais uma vez após o reinício do jogo já teve gol. Marcelo Mattos avançou e chutou cruzado do bico da área pela esquerda. Em posição legal, Jobson, quase na marca do pênalti, só desviou e correu para o abraço: Botafogo 2 a 1 em três minutos eletrizantes.

Na base do abafa, o Vitória ainda se mandou em vão para o ataque em busca de nova igualdade. Quem voltou a marcar foi o Botafogo, com um infernal Jobson, que gingou na frente dos zagueiros e acertou um chutaço no gol de Viáfara, aos 49, para definir o placar.

Na próxima rodada, o Botafogo recebe o Atlético-MG, sábado, às 18h30m (de Brasília), no Engenhão, enquanto o Rubro-Negro baiano vai ao Rio de Janeiro encarar o Vasco, domingo, no mesmo horário, em São Januário.

VITÓRIA 1 X 3 BOTAFOGO
Viáfara, Jonas (Adaílton), Reniê, Wallace e Egídio; Vanderson, Ricardo Conceição, Bida (Lenílson) e Thiago Humberto (Renato); Soares e Júnior. Jefferson, Fahel, Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Maicosuel (Marcelo Mattos), Lucio Flavio (Edno) e Marcelo Cordeiro; Jobson e Herrera (Caio).
Técnico: Ricardo Silva Técnico: Joel Santana
Gols: Edno, aos 35, Júnior, aos 36, Jobson, aos 37 e aos 49 do segundo tempo
Data: 01/08/10. Local: Barradão Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
Auxiliares: Carlos Bernenbrock (SC) e Marcio Eustáquio Sousa Santiago (MG)

agosto 1, 2010 Posted by | Botafogo, Vitória | , | Deixe um comentário

Nem euforia, nem crise: Gre-Nal fica no 0 a 0 no Beira-Rio

Grêmio, melhor no primeiro tempo, segue entre os rebaixados, mas evita crise maior. Inter, com time misto, continua no G-4

Nem tanto ao céu vermelho, nem tanto ao inferno azul. O empate por 0 a 0 no Gre-Nal deste domingo, em uma tarde ensolarada de inverno no Beira-Rio, evitou um ponto de exclamação no bom momento do Inter e na maré ruim do Grêmio. O Colorado, ao não embolsar a sexta vitória consecutiva na temporada, fica sem alcançar o ponto máximo da confiança, o auge da empolgação. Mas o efeito deve ser maior no Tricolor: melhor em boa parte do jogo, os azuis tiram do clássico a sensação de que nem tudo é crise, de que há esperança, de que é possível entrelaçar as mãos com o bom futebol outra vez.

Ao empate do Inter em casa, com futebol discreto, fica o consolo: metade do time foi reserva. Toda a fome vermelha está no jogo da próxima quinta-feira, no Morumbi, contra o São Paulo, valendo vaga na final da Libertadores da América. O Grêmio poderia ter vencido, mas talvez o mais importante tenha sido evitar a bomba atômica de uma derrota no clássico. Silas respira e certamente segue empregado.

O empate leva o Colorado a 20 pontos, na terceira colocação do Campeonato Brasileiro. O Tricolor, com 12, segue na zona de rebaixamento. Na próxima rodada da competição, no domingo, o Inter visita o Santos, e o Grêmio recebe o Fluminense.

Sabe-se lá como Borges perdeu aquele gol. Vai saber como um goleador nato, do tipo que nasceu sem o conceito de perdão na alma, desperdiçou aquela chance aos 44 minutos do primeiro tempo, na cara do gol, naquele espaço onde ele se sente mais confortável do que na sala de casa. Foi tudo muito rápido: o balão de Rafael Marques, o desvio de Rodrigo, a bola no pé de Borges, o chute para fora – muito perto, mas para fora. Enquanto Renan, imóvel, via a bola escapulir pela linha de fundo, o primeiro tempo perdia seu raro momento de sal no primeiro tempo.

Foram 45 minutos com mais divididas do que graça, com mais força do que qualidade, com mais estudo do que ação. O Inter foi a campo com cinco titulares (Renan, Bolívar, Índio, Sandro e Guiñazu) e quase nenhum poder ofensivo. Celso Roth montou um time necessitado das arrancadas de um Rafael Sobis que luta para ser aquele de 2006, mais ainda não é, e de um Everton que tenta ser mais do que sempre foi, mas não consegue. Com Giuliano e Andrezinho bem anulados pela marcação tricolor, o Colorado pouco fez no primeiro tempo. Teve um chute perigoso, em diagonal, de Giuliano. E um gol de Everton bem anulado pela arbitragem – ele fez falta ao pular para cabecear.

O Grêmio foi melhor porque foi mais incisivo. Douglas, com dois minutos, já poderia ter aberto o placar, em bobeada de Índio. Bolívar cortou. Dois chutes tortos, um de Hugo e um de Maylson, indicaram que o Tricolor tinha força na frente. E aí começou a pintar o protagonismo de Borges.

Jonas, com 25 minutos, fez bela jogada pela direita e mandou na área. Era para Borges, mas o centroavante não alcançou. Seria a única chance clara do primeiro tempo se o mesmo Borges, aos 44 minutos, não perdesse gol feito, não tirasse da etapa inicial o único sal que ela poderia ter.

As preocupações com o estado físico de Índio fizeram o Inter mudar de esquema para o segundo tempo. Entrou Fabiano Eller, também zagueiro, mas como líbero. Juan recuou, e o time vermelho passou a ter três zagueiros, com Giuliano deslocado pela esquerda, ocupando o espaço da ala.

O segundo tempo ganhou velocidade. O espaço de ação passou a ser mais perto das duas áreas. O jogo ficou melhor. Com dois minutos, Sandro colocou uma exceção em seu alto rendimento e perdeu a bola no meio. Jonas acionou Maylson, que bateu cruzado. Renan salvou o Inter com um toque leve, de ponta de luva, no chão do Beira-Rio.

O Inter reagiu. Sandro bateu forte, mas torto, por cima. Giuliano emendou de perna direita, colocado, e Victor espalmou. Jonas, com pancada muito longe, respondeu pelo Grêmio.

Aos poucos, os times foram mudando. Daniel e Taison entraram no lugar de Bruno Silva e Andrezinho no Inter. Willian Magrão substituiu Ozeia no Grêmio. O Tricolor quase se deu bem. Renan, aos 25 minutos, fez defesa de cair o queixo em cabeceio de Hugo. Salvou de novo.

O Inter tentou pressionar, contou com chutes perigosos, especialmente de Taison, mas sempre conviveu com o perigo tricolor. Os visitantes ainda pediram toque de mão do volante Sandro dentro da área. A arbitragem nada marcou. E o jogo caminhou para o final em um empate sem poder para ser definitivo tanto na alegria vermelha quanto na preocupação azul.

INTERNACIONAL 0 X 0 GRÊMIO
Renan, Bruno Silva (Daniel), Bolívar, Índio (Fabiano Eller) e Juan; Sandro, Guiñazu, Giuliano, Andrezinho (Taison) e Rafael Sobis; Everton. Victor, Ozeia (Willian Magrão), Rodrigo e Rafael Marques; Maylson (Edílson), Ferdinando, Adílson, Douglas e Hugo; Jonas e Borges.
T: Celso Roth T: Silas
Cartões amarelos: Juan, Bruno Silva (Inter); Ozeia, Jonas, Hugo, Willian Magrão, Ferdinando (Grêmio).
Público: 36.240. Renda: R$ 582.595,00.
Data: 1º de agosto. Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Árbitro:Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa/SP). Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP) e Marco Antônio Martins (SC)

agosto 1, 2010 Posted by | Grêmio, Internacional | , | Deixe um comentário

Prudente erra dois pênaltis no fim, e Santos, com reservas, vence

Mesmo com a cabeça na Copa do Brasil e com a pressão no fim do jogo, o time alternativo do Peixe consegue boa vitória no interior e sobe para sétimo

Mesmo com a cabeça na final da Copa do Brasil e com um time sem dez titulares, o Santos conseguiu vencer o Grêmio Prudente na noite deste domingo, no estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente. O placar de 2 a 1, com o rival perdendo dois pênaltis nos minutos finais, leva o Peixe para a sétima colocação do Campeonato Brasileiro, com 18 pontos ganhos, e derruba o Grêmio para a 14ª, com 14 pontos.

Na próxima rodada do Brasileirão o Santos terá o Internacional como adversário, domingo às 16h (de Brasília) na Vila Belmiro, enquanto o Grêmio Prudente viajará para Sete Lagoas-MG para enfrentar o Cruzeiro, às 18h30m do mesmo dia, na Arena do Jacaré. Antes disso, porém, o Peixe vai ter o seu compromisso mais importante do ano. Na quarta-feira, em Salvador, o time enfrentará o Vitória e pode até ser derrotado por 1 a 0 que será campeão da Copa do Brasil, garantindo vaga para a Libertadores da América de 2011.

E foi por conta da Copa do Brasil que o técnico Dorival Júnior levou um time cheio de reservas para Presidente Prudente. Dos 11 santistas que começaram o jogo, só o goleiro Rafael era titular. Mas nem pelo fato de estar com uma equipe alternativa e que não tem conjunto o Peixe deixou a desejar.

Melhor em campo desde o início, o Santos não demorou a fazer 1 a 0. Aos 5 minutos, Danilo recebeu fora da área, de costas para o gol, girou, viu o goleiro adiantado e acertou o alvo.

À frente no placar, o Peixe continuou pressionando. Zé Eduardo teve duas chances de ampliar, aos 11 e aos 27, mas parou no goleiro Giovanni. O Prudente respondeu aos 29, quando Paulo César exigiu grande defesa de Rafael. O Peixe voltou a atacar e, aos 37, Marquinhos carimbou o travessão numa cobrança de falta.

Os primeiros minutos do segundo tempo foram eletrizantes. Aos 2, Deyvid Sacconi chutou de longe e Rafael foi buscar. Aos 7, Léo puxou rápido contra-ataque e mandou na trave. Aí, os jogadores do Grêmio Prudente saíram tabelando, envolvendo a marcação santista, mas Wesley falhou no último toque.

O Santos aumentou a vantagem aos 21 minutos. Marquinhos cruzou e, de fora da área, Rodriguinho acertou um lindo chute para estufar a rede. Se o primeiro já tinha sido um golaço, esse foi ainda mais bonito. Foi o gol de número 500 do Peixe na era dos pontos corridos. De 2003 para cá, ao lado do Cruzeiro, é o melhor ataque do Campeonato Brasileiro.

Reação do Prudente e sufoco no final

Achando que a vitória estava assegurada, Dorival aproveitou para poupar também os seus “quase-titulares”. Jogadores como Madson e Marquinhos, que costumam ser as primeiras opções de substituições, foram descansar, dando lugar para novatos como Alan Patrick e Dimba.

Foi justamente quando o Prudente reagiu. Aos 38, Róbson, que tinha entrado no segundo tempo, completou cruzamento de Marcelo Oliveira e descontou. No lance seguinte, a equipe do interior quase chegou ao empate, mas a zaga salvou. Aos 41, Léo derrubou Henrique Dias na área e o árbitro assinalou pênalti. Paulo César cobrou e Rafael defendeu, mandando para escanteio. Na sequência, o Grêmio ainda acertou a trave numa cabeçada de Leonardo. Pressão total.

E não tinha acabado… Aos 47 minutos, mais um pênalti, dessa vez de Danilo em cima de Wesley. Paulo César, que tinha errado o primeiro, deu a oportunidade para Robson. Confiante com o gol marcado um pouco antes, ele pegou a boa, ajeitou, correu, chutou e…acertou a trave. Fim de jogo e vitória do Peixe.

GRÊMIO PRUDENTE 1 X 2 SANTOS
Giovanni; Paulo César, Leonardo, Anderson Luis e Diego (Róbson); Anderson Trindade (Henrique Dias), João Vitor, Marcelo Oliveira e Deyvid Sacconi (Araújo); Wesley e William Rafael; Maranhão, Bruno Aguiar, Vinícius e Léo; Rodriguinho, Danilo, Zezinho (Rafael Caldeira) e Marquinhos (Alan Patrick); Madson (Dimba) e Zé Eduardo
Técnico: Toninho Cecílio Técnico: Dorival Júnior
Gols: Danilo, aos 5 minutos do primeiro tempo; Rodriguinho, aos 21, e Róbson, aos 37 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Anderson Luís, Paulo César, William, João Vitor, Marcelo Oliveira, Henrique Dias e Leonado (GRP); Bruno Aguiar, Zezinho, Léo e Danilo (SAN).
Data: 1º de agosto. Estádio: Eduardo José Farah, em Presidente Prudente (SP). Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Auxiliares:Gilson Bento Coutinho (PR) e Márcio Luiz Augusto (SP). Público:15.890 pagantes. Renda: R$ 213.350,00.

agosto 1, 2010 Posted by | Grêmio Prudente, Santos | , , , | Deixe um comentário

Clássico opõe cara nova do Vasco contra pessimismo do Flamengo

Time cruzmaltino apresenta Zé Roberto, Eder Luis e Felipe à torcida. Fla aposta na dupla Val Baiano e Borja

Maioria nas arquibancadas, estreia de reforços empolgantes e de uniforme inspirado em geração vitoriosa. Eis o Vasco, sob ameaça da zona de rebaixamento, para o clássico deste domingo, às 18h30m (de Brasília), no Maracanã. Do outro lado, ainda nas cercanias do G-4, o Flamengo apresenta uma dupla de ataque questionável, um técnico criticado e uma equipe praticamente largada de lado pela torcida.

O GLOBOESPORTE.COM acompanha o duelo, pela 12ª rodada do Campeonato Braisleiro, em Tempo Real, com vídeos. O Premiére Futebol Clube transmite para todo o Brasil pelo sistema pay-per-view.

Estreias cruzmaltinas

Neste domingo, o torcedor finalmente verá em prática o novo Vasco. Até na roupa. A equipe jogará pela primeira vez com o uniforme inspirado no do título brasileiro de 1974. E haverá novos personagens para utilizá-los.

Pelas atividades da semana, os apoiadores Felipe e Zé Roberto vão iniciar a partida entre os titulares. Carlos Alberto e Eder Luís serão opções no banco de reservas. PC Gusmão optou por não escalar todos por receio de colocar em campo atletas que não atuam há muito tempo.

Carlos Alberto chegou a ser testado no ataque na vaga de Nunes, mas dificilmente será titular. Durante a semana, o técnico admitiu que pode até entrar em campo sem um centroavante de ofício, dando a entender que o capitão seria utilizado no ataque, ao lado de Zé Roberto.

Quem também vai iniciar o confronto é o lateral-direito paraguaio Irrazábal, que substitui Fágner. A intenção é melhorar a marcação para evitar os avanços de Juan, uma das armas do Flamengo.

Mesmo com tanta empolgação pela estreia do quarteto, o Vasco ganhou uma dor de cabeça de última hora. O zagueiro Titi voltou a sentir um problema na virilha direita e está praticamente fora. Caso seja vetado pelo departamento médico, Fernando será o substituto.

Para entrar no clima dos jogadores, PC Gusmão que sempre se concentra com o grupo. Segundo ele, o contato com os atletas às vésperas de um clássico é importante para passar confiança.

– Concentro junto com os jogadores, fico na concentração o tempo todo. Vivo intensamente todos os momentos. Ficamos para uma conversa, para uma troca de informações, contar algumas situações já vividas. Queremos almejar algo dentro da competição para brigar em cima.

Pessimismo rubro-negro

O Vasco não perde há quatro rodadas e está na 15ª posição, com 13 pontos. Três pontos e oito colocações à frente, o Flamengo chega ao duelo sob a aura do pessimismo e sem vencer há dois jogos.

Se Roberto Dinamite tem motivos para sorrir e vislumbra um horizonte melhor no Vasco, Zico passa por apuros em seu começo de gestão na Gávea. As contratações para repor a saída do Império do Amor não foram à altura. Sem muitas opções, Rogério Lourenço escala Val Baiano e Borja para melhorar o fraco desempenho ofensivo (12 gols em 11 rodadas).

– Chegou um momento em que a gente só tinha o Diego Maurício de atacante. Mas aos poucos as coisas vão se ajeitando. Val Baiano não está muito bem fisicamente e o Borja está. Ele terá que se desdobrar para ajudar o Val. Óbvio que em um momento como esse os jogadores mais experientes são importantes – disse o treinador.

FLAMENGO X VASCO
Marcelo Lomba; Léo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Willians, Correa, Kleberson e Petkovic; Borja e Val Baiano Fernando Prass, Irrazábal, Dedé, Titi (Fernando) e Carlinhos; Nilton, Rafael Carioca, Rômulo e Felipe; Zé Roberto e Nunes (Carlos Alberto).
Técnico: Rogério Lourenço Técnico: PC Gusmão
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro. Data: 01/08/2010 Horário:18h30m (de Brasília)
Árbitro: Péricles Bassols (Fifa-RJ). Auxiliares: Hilton Moutinho (Fifa-RJ) e Marco Aurélio Pessanha (RJ)
Transmissão: O PFC transmite ao vivo para todo Brasil no sistema pay-per-view
Tempo Real: O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partir de 18h

agosto 1, 2010 Posted by | Flamengo, Vasco da Gama | , | Deixe um comentário

Técnicos são o destaque do clássico entre Palmeiras e Corinthians

Rivais no futebol e amigos na vida pessoal, Felipão e Adilson querem vitória de qualquer maneira

Neste domingo, às 16h, acontece um dos maiores clássicos do futebol brasileiro. O Palmeiras enfrenta o Corinthians no Pacaembu. Como o mando de campo é do Verdão, a torcida palmeirense estará em maior número no estádio e fará muito barulho para ajudar o time a vencer o Corinthians e quebrar a série de três jogos sem vitória do Alviverde. Mas o Timão, com novo treinador e defendendo a liderança do campeonato, não quer saber de ajudar o rival e vai tentar aumentar ainda mais a diferença entre os dois na tabela, que já é de 10 pontos.

Uma vitória sobre o Corinthians significa mais que três pontos na tabela para o Verdão. Também seria a primeira vitória com Felipão no comando do time após seu retorn, o que daria mais tranquilidade para o treinador trabalhar com o elenco do Alviverde. A equipe vai para a partida embalada pela chegada de Valdivia. O meia, que vai ajudar a resolver o problema da falta de jogadores de meio de campo no elenco alviverde, não enfrentará o Timão, mas já anima os outros atletas.

O Palmeiras contará com o reforço de Danilo, que conseguiu converter as seis partidas que restavam de sua pena de 11 jogos de suspensão (por ter cuspido e chamado o zaguiero Manoel, do Atlético-PR, de “macaco” em partida da Copa do Brasil) em cestas básicas. O retorno do zagueiro vem em boa hora, já que Léo foi expulso no empate contra o Ceará, por 0 a 0, na última rodada, e cumprirá suspensão automática no clássico deste domingo.

Com isso, a dupla de zaga deve ser formada por Danilo e Maurício Ramos, a não ser que Felipão decida improvisar o volante Edinho na zaga, como fez nas partidas contra o Avaí e o Botafogo.

Outra boa notícia é o retorno de Marcos. O goleiro foi cortado na última hora da partida contra o Ceará, com dores no joelho. Mas, durante a semana, o ídolo palmeirense treinou com o restante do elenco e, apesar de não ter seu retorno confirmado pelos médicos do clube, deve jogar.

Quem também volta ao time titular do Palmeiras são os volantes Marcos Assunção e Pierre, que cumpriram suspensão no jogo contra o Ceará, pelo terceiro cartão amarelo. Tinga e Patrik darão lugar aos dois jogadores.

Os volantes falaram da expectativa para o clássico e vêem um Palmeiras forte no jogo:

– O clássico se define em detalhes. Quem errar menos ganha. Estamos trabalhando bem nesta semana. É um jogo importante mais para nós do que para eles. Eles são líderes, nós estamos correndo atrás – disse Marcos Assunção, explicando a importância da partida.

– A motivação já é alta por ser um clássico, e isso ajuda. Os números ficam no passado. Agora, é uma situação diferente. Mas fico feliz por ter um retrospecto tão bom nesse clássico. Espero manter essa escrita e sair feliz no domingo, novamente – declarou Pierre, que venceu o Timão cinco vezes em sete partidas.

Esse será um clássico diferente para o Corinthians. Há 15 anos a torcida alvinegra não era minoria nas arquibancadas do Pacaembu. A última vez que o Timão jogou no estádio como visitante foi em 21 de maio de 1995, em partida do Campeonato Paulista, vencida pelo Palmeiras por 3 a 1.

Mas, se o retrospecto no Pacaembu como visitante não é bom, o Corinthians joga animado pela estreia de seu novo técnico, Adilson Batista. O treinador, que chegou após a saída de Mano Menezes para a Seleção Brasileira, conhece bem Luiz Felipe Scolari. Ele foi o capitão da equipe do Grêmio campeã da Libertadores em 1995, sob o comando de Felipão. Além disso, Scolari é amigo pessoal do novo treinador do Timão e uma das pessoas que ensinou o Adilson a lidar com a carreira de técnico.

– É um clássico contra um treinador por quem tenho muito carinho, respeito e admiração. Mas faz parte do futebol. Tenho de trabalhar para vencer o Palmeiras. Vejo o confronto com naturalidade. Não posso escolher adversário – afirmou o técnico alvinegro.

Mas sua estreia não será fácil. Ele terá de lidar com dois problemas na escalação do Corinthians. O lateral-esquerdo Roberto Carlos, que tomou o terceiro cartão amarelo na vitória por 3 a 1, sobre o Guarani, na última rodada, e o atacante Dentinho, expulso na mesma partida, estão suspensos.

Iarley será o substituto do atacante no clássico. Para o lugar do lateral, o treinador corintiano tem três opções: o jovem Dodô, o meia Danilo, improvisado, e o zagueiro Leandro Castán, sendo que o último é o mais cotado para ocupar a vaga. Para Adilson, a expectativa sobre a formação da equipe pode ajudar no clássico. O fato de seu adversário não saber qual será a escalção corintiana lhe da uma vantagem.

– Eu poderia entrar com três (zagueiros), com dois. Posso jogar com o menino (Dodô), com o Castan, com o Danilo. Deixa o outro lado pensar também – afirmou.

Outra mudança para a partida será a entrada de Ralf, no lugar Paulinho no meio de campo.

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS X CORINTHIANS

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 1/8/2010 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa-SP)
Auxiliares: Ednilson Corona (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)

PALMEIRAS: Marcos; Vitor, Danilo, Maurício Ramos (Edinho) e Armero; Pierre, Márcio Araújo, Marcos Assunção e Lincoln; Ewerthon e Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Chicão, William e Leandro Castán; Ralf, Jucilei, Elias e Bruno Cesar; Jorge Henrique e Iarley. Técnico: Adilson Batista.

agosto 1, 2010 Posted by | Corinthians, Palmeiras | , | Deixe um comentário

Inter, embalado, usará reservas no Gre-Nal

Único titular no clássico deve ser o goleiro Renan, contratado recentemente junto ao Valencia (ESP)

Em situações totalmente opostas na tabela do Brasileiro, Internacional e Grêmio se enfrentam neste domingo, às16h, no Beira-Rio.

O Inter, embalado, chega a essa etapa da competição como integrante do G4 e mantendo 100% de aproveitamento desde a chegada do técnico Celso Roth ao clube. O Grêmio, ao contrário, está na zona de rebaixamento e não venceu uma partida sequer desde o recomeço do campeonato, após a Copa do Mundo.

Apesar da possibilidade de, jogando em casa, se aproximar da ponta da tabela, o Colorado usará reservas no clássico de número 382 da História. Isso porque o clube prioriza a Libertadores neste momento – está a um empate da final após ter vencido o São Paulo por 1 a 0.

Os titulares serão preservados para o duelo da próxima quinta-feira, em São Paulo. A exceção em meio ao time B deverá ser o goleiro Renan, devido ao fato de que o jogador precisa melhorar o seu ritmo de jogo.

O Grêmio, por sua vez, em crise e até mesmo com o treinador Silas, ameaçado de demissão em caso de derrota no Beira-Rio, terá como desfalque o volante Fábio Rochemback, que sofreu lesão muscular no jogo contra o Cruzeiro no último fim de semana, empate em 2 a 2.

Ferdinando deverá ser seu substituto. Curiosidade na equipe é a manutenção de Maylson e Hugo, improvisados nas alas, mesmo que Edilson e Fábio Santos, que já foram donos das posições antes de sofrerem lesões, estejam recuperados aptos para jogar.

FICHA DO JOGO:
INTERNACIONAL X GRÊMIO

Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).
Data/hora: 1/8/2010, às 16h (de Brasília).
Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Filho (SP).
Auxiliares: Émerson Augusto de Carvalho (SP) e Marco Antonio Martins (SC).

INTERNACIONAL: Renan, Daniel, Ronaldo Alves, Fabiano Eller e Juan; Derley, Glaydson, Wilson Mathias e Giuliano; Rafael Sobis e Everton.
Técnico: Celso Roth.

GRÊMIO: Victor, Rodrigo, Ozéia e Rafael Marques; Maylson, Ferdinando, Adilson, Douglas e Hugo; Jonas e Borges
Técnico: Silas.

agosto 1, 2010 Posted by | Grêmio, Internacional | , , , | Deixe um comentário

Atlético x Cruzeiro: clássico de uma torcida

Mistério e segredos embalam o clássico deste domingo, que só contará com fãs do Galo

Neste domingo, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, Atlético-MG e Cruzeiro se reencontram neste ano em situações bem distintas. O Galo, cujo investimento foi altíssimo e a comissão técnica é uma das mais caras do país, venceu apenas três partidas neste Brasileiro e amarga a zona de rebaixamento há duas rodadas. Já o eficiente Cruzeiro tem um elenco com menos estrelas, mas briga por vaga entre os quatro melhores da competição.

Um dos fatos que chamam atenção no clássico é a presença apenas de torcedores atleticanos por motivos de segurança. Os clubes entraram em um acordo e no segundo turno, quando o Cruzeiro atuar como mandante, apenas cruzeirenses poderão ir ao estádio.

O Atlético tem problemas no ataque. Sem Daniel Carvalho e Neto Berola suspensos por terem sido expulsos contra o Avaí, Vanderlei Luxemburgo será obrigado a adiantar Diego Souza e voltar com Ricardinho na armação, uma vez que o reserva Ricardo Bueno está lesionado. Quem pode pintar na equipe é Obina, que já está recuperado de uma lesão e à disposição.

Durante a semana, Luxemburgo testou várias formações e não confirmou a equipe que encara o Cruzeiro. O técnico saber que uma derrota pode complicar a situação do time no campeonato.

– Acho que voltou o Marques na frente, Correa um pouco atrás. Mas é isso mesmo. O treinador optou por fazer mistério, é um clássico. São dois treinadores muito inteligentes, tanto o Cuca como o Vanderlei, e qualquer detalhe pode ganhar um jogo – brinca o atacante Diego Tardelli.

O Cruzeiro que enfrentará o Atlético, neste domingo, terá três desfalques e uma estreia. Sem o volante Henrique, suspenso, e os meias Gilberto e Roger, lesionados, o técnico Cuca mudará o sistema de jogo da Raposa e irá promover a entrada do zagueiro Edcarlos. Apresentado na semana passada, o reforço será um dos três jogadores que formará o trio de zaga ao lado de Gil e Caçapa.

Regularizado na quinta-feira, Edcarlos se diz preparado para vestir a camisa celeste justamente no duelo contra o maior rival.

– O zagueiro tem de estar sempre preparado, trabalhando, preparando-se para cada partida. A partir do momento que eu assinei contrato aqui, já passei a estar voltado para o próximo jogo, independentemente de jogar ou não, você tem que estar preparado. É assim que eu estou, desde o primeiro treino estou preparado, se houver oportunidade, estou pronto e preparado – disse o zagueiro.

Sexto colocado no Brasileirão, o Cruzeiro levará a campo não só a vantagem de seis pontos sobre o Atlético, mas também o bom retrospecto contra o rival. Nos últimos 15 clássicos, a Raposa venceu 12 vezes o Galo e só foi derrotada em uma ocasião.

Estreante no clássico mineiro, o técnico Cuca também espera dar sequência ao legado vitorioso deixado por Adilson Batista, hoje no Corinthians.

– Eu quero poder começar, depois a sequência vai vindo. O importante é você ter um jogo equilibrado, um jogo bom – projetou o treinador.


FICHA TÉCNICA:

ATLÉTICO X CRUZEIRO

Local: Arena do Jaceré, em Sete Lagoas (MG)
Data e hora: 1/08/2010, àS 18h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Autemir Hausmann (Fifa-Rs)


ATLÉTICO: Fábio Costa, Campos, Werley e Cáceres; Diego Macedo, Serginho, João Pedro, Ricardinho(Obina) e Fernandinho; Diego Souza e Diego Tardelli. T: Vanderlei Luxemburgo

CRUZEIRO: Fábio, Gil, Edcarlos, Caçapa (Fabinho); Jonathan, Fabrício, Marquinhos Paraná, Everton, Diego Renan; Thiago Ribeiro e Wellington Paulista. Técnico: Cuca

agosto 1, 2010 Posted by | Atlético-MG, Cruzeiro | , | Deixe um comentário

Com Mago, Botafogo espera acabar com jejum contra o Vitória

Há oito jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro, Alvinegro conta com o retorno de Maicosuel para espantar a má fase e a zona do rebaixamento

Há oito jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro, o Botafogo conta com o retorno de Maicosuel para mais uma dura missão na competição: o Vitória, carrasco histórico do Alvinegro na competição, no Barradão.

No ano passado, por exemplo, os baianos, ao lado do Atlético-PR, foram os únicos a vencer o Glorioso nos dois turnos. A fase não é boa, na zona de rebaixamento, o retorno do Mago é o alento da equipe de Joel Santana para o time reencontrar os melhores resultados neste domingo, às 16h

REAGE, BOTAFOGO!

O objetivo do Botafogo desde o início era de estar entre os quatro primeiros colocados, para brigar por uma vaga na Libertadores do ano que vem. Mas a situação é bem diferente agora. O capitão Lucio Flavio sabe das dificuldades na atual situação da equipe.

– Não temos que fugir dessa realidade. Nosso trabalho é para sair dessa situação de oito partidas sem vencer. Caímos na tabela e nossa missão é tirar o Botafogo dessa fase complicada – admitiu o camisa 10, que sabe bem o que é estar no Z4 do Brasileirão:

– Eu e outros atletas que estiveram aqui no ano passado sabemos o quanto é ruim estar na situação de encarar a zona de rebaixamento. Nosso pensamento é o de sair dessa situação o quanto antes, para sonharmos com uma classificação melhor.

AGORA É BRASILEIRÃO!

Com as atenções voltadas para a final da Copa do Brasil, contra o Santos, o Vitória deve poupar os titulares, mas pode ganhar um reforço: o apoiador Thiago Humberto, contratado por empréstimo junto ao Internacional até o fim do ano.

O jogador, que se destacou pelo Barueri no último Campeonato Brasileiro, já teve seu nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e está liberado para ser relacionado pelo técnico Ricardo Silva.

O Vitória – que recebe o Santos na próxima quarta, na partida de volta da final da Copa do Brasil – é o nono colocado no Brasileiro, com 14 pontos ganhos, dois a mais que o Botafogo, 17º na tabela.

FICHA TÉCNICA

VITÓRIA X BOTAFOGO

Estádio: Barradão, em Salvador (BA)
Data/hora: 1/8/2010 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
Auxiliares: Carlos Bernenbrock (SC) e Marcio Eustáquio Sousa Santiago (MG)

VITÓRIA: Viáfara, Jonas, Wallace, Reniê, Egídio; Vanderson, Ricardo Conceição, Bida (Evandro), Thiago Humberto; Júnior e Soares. Técnico: Ricardo Silva.

BOTAFOGO: Jefferson, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Fahel; Alessandro, Leandro Guerreiro, Lucio Flavio, Maicosuel e Marcelo Cordeiro; Herrera e Jobson. Técnico: Joel Santana.

agosto 1, 2010 Posted by | Botafogo, Vitória | , , | Deixe um comentário