Portal Futebol

Tudo sobre o futebol Brasileiro e Internacional

Mano dá adeus com vitória sobre o Guarani e Corinthians na liderança

Aplaudido pela Fiel, técnico vai para a Seleção deixando o Timão em ótima situação na briga pelo título. No fim do jogo, volta olímpica e muita emoção

Rumo à Seleção Brasileira, Mano Menezes se despediu do Corinthians com o sentimento de dever cumprido. Em quase três anos no Parque São Jorge, o treinador gaúcho conquistou três títulos, ganhou a admiração de jogadores e dirigentes e caiu nas graças da Fiel. Na noite deste domingo, sob aplausos e ovacionado por quase 25 mil torcedores, o técnico obteve sua 103ª vitória no comando alvinegro com os 3 a 1 sobre o Guarani, no Pacaembu, recolocando o Timão na liderança do Campeonato Brasileiro. Jorge Henrique e Bruno César (dois) marcaram. Mazola descontou. Fim de um ciclo vitorioso com direito a volta olímpica no gramado para se despedir da Fiel e o início de uma grande responsabilidade para o substituto Adilson Batista manter o clube no caminho do quinto título nacional.

A partir desta segunda-feira, Mano Menezes tem a missão de transformar a Seleção Brasileira. A mesma mudança que realizou ao pegar o Corinthians na Série B. Os números, porém, são favoráveis a ele. Em 185 partidas, foram somente 49 empates e 33 derrotas. No último resultado positivo com o técnico, o Timão volta ao primeiro lugar, agora com 24 pontos, um acima do Fluminense, que só empatou com o Botafogo.

Adilson Batista assume o Corinthians na terça-feira em uma condição favorável, mas com a pressão de não perder rendimento e à sombra de um treinador que virou quase unanimidade. Logo de cara, terá uma prova de fogo. No próximo domingo, o Alvinegro enfrenta nada menos que o arquirrival Palmeiras, às 16h (de Brasília), no Pacaembu.

Do outro lado, Vagner Mancini começa a se complicar no Guarani. O Bugre ainda não sabe o que é vencer depois da Copa do Mundo (dois empates e duas derrotas), despencando na tabela. O clube aparece agora na 12ª colocação, com 14 pontos, apenas dois acima do grupo dos quatro que descerão à Segundona em 2011. No sábado, às 18h30min, encara o lanterna Atlético-GO, no Serra Dourada.

O Corinthians começou a partida com a intenção de presentear Mano Menezes e a torcida com uma grande exibição. Com muita vontade e jogando em velocidade, o Timão encurralou o Guarani no campo de defesa e não demorou a marcar. Logo no primeiro minuto, Bruno César cobrou escanteio pela direita, William desviou para trás e o baixinho Jorge Henrique apareceu na pequena área entre os zagueiros para colocar o Alvinegro em vantagem.

O gol deu mais tranquilidade para o Corinthians tocar a bola e continuar jogando no campo do adversário. Apesar do domínio, Bruno César, único armador de ofício, ficou preso na marcação e não conseguiu criar grandes oportunidades. Jorge Henrique era o melhor alvinegro, principalmente quando caía pelo lado esquerdo para tabelar nas descidas de Roberto Carlos.

Com Paulinho, Jucilei e Elias no meio, o Timão ganhou mais mobilidade, mas perdeu poder de marcação. E foi justamente por este setor que o Guarani passou a assustar. Em contra-ataque, aos 23, o ex-são-paulino Mazola disparou pela intermediária, enganou William e serviu Ricardo Xavier na esquerda. O centroavante dominou livre, mas chutou errado na saída de Julio Cesar e perdeu ótima chance de igualar.

Mano Menezes corrigiu o problema ao fixar Jucilei mais atrás, próximo aos zagueiros. Sem sustos, o Corinthians voltou a dominar, porém, sem responder no campo ofensivo. Alessandro pouco apareceu na frente, enquanto Roberto Carlos quase não desceu devido à presença de Mazola em suas costas. Jorge Henrique caiu de rendimento e Dentinho e Bruno César quase nada fizeram para incomodar.

Bugre reage, mas Bruno César resolve

Na etapa complementar, o Corinthians reapareceu em ritmo cadenciado, esperando o Guarani procurar o campo ofensivo. A primeira chance de perigo veio aos nove minutos, em chute forte de Roberto Carlos que Paulinho não alcançou. O Bugre respondeu, aos 11. Após cobrança de falta, Ricardo Xavier dividiu com o goleiro Julio Cesar na área e Alessandro tirou de cabeça.

O Alviverde ganhou moral e foi para cima. Aos 18 minutos, chegou ao empate. Em lançamento nas costas de Roberto Carlos, Mazola recebeu na área e teve tranquilidade para tocar na saída de Julio Cesar. No reinício, a situação do Corinthians se complicou. Dentinho deu uma cotovelada em Mário Lúcio na linha lateral e foi expulso pela arbitragem. Pouco tempo depois, foi a vez dos campineiros ficarem com um a menos. Aílson dividiu com Jorge Henrique em um jogada no meio de campo e também recebeu o cartão vermelho.

Sem jogar bem, o Corinthians chegou ao gol graças ao talento de Bruno César. Aos 33 minutos, o meio-campista cobrou falta com precisão no canto esquerdo de Douglas e levou a Fiel ao delírio. Praticamente ao mesmo tempo, no Rio de Janeiro, o Botafogo igualou o clássico contra o Fluminense, resultado que recolocava o Timão na ponta da tabela. Festa maior ainda no Pacaembu quando o sistema de som do estádio anunciou o gol na Cidade Maravilhosa.

O Guarani tentou voltar a sufocar, mas não conseguiu. Empurrado pela torcida, o Corinthians administrou o jogo e chegou ao terceiro gol, aos 39. Roberto Carlos fez boa jogada pela esquerda e cruzou. A bola passou por toda a área e sobrou na segunda trave para Bruno César empurrar. Na comemoração, muitos abraços em Mano Menezes, que deu uma volta olímpica no gramado recebendo aplausos da torcida corintiana.

– Comemoramos muita coisa juntos, e agora é hora de dar tchau e até breve. No futebol, é sempre bom deixar as portas abertas e caminhar para a frente. Se caminhar para frente for voltar para o Corinthians, eu voltarei – prometeu o treinador, que nesta segunda começa nova caminhada.

CORINTHIANS 3 X 1 GUARANI
Julio Cesar, Alessandro, Paulo André, William e Roberto Carlos; Jucilei, Elias (Boquita), Paulinho (Ralf) e Bruno César (Danilo); Jorge Henrique e Dentinho. Douglas, Rodrigo Heffner, Rodrigão, Aílson e Márcio Careca; Renan, Paulo Roberto, Baiano (Geovane) e Mário Lúcio (Heverton); Mazola e Ricardo Xavier (Diogo).
Técnico: Mano Menezes. Técnico: Vagner Mancini.
Cartões amarelos: Bruno César, Roberto Carlos (Corinthians); Rodrigão, Mário Lúcio, Rodrigo Heffner (Guarani). Cartões vermelhos: Dentinho (Corinthians) e Aílson(Guarani).
Gols: Jorge Henrique, a um minuto do primeiro tempo; Mazola, aos 18 minutos, e Bruno César, aos 33 e aos 40 minutos do segundo tempo.
Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 25/07/2010. Árbitro: Rodrigo Ferreira do Amaral (SP). Auxiliares: João Bourgalber Nobre Chaves (SP) e Anderson José de Moraes Coelho (SP). Renda: R$ 784.451,00
Público: 24.501 pagantes.

julho 25, 2010 Posted by | Corinthians, Guarani | | Deixe um comentário

Em jogo nervoso, Flu empata com o Bota no Engenhão e perde liderança

Estreante Emerson abre o placar para o Tricolor, mas Edno empata. Clássico pela 11ª rodada tem agressão, encenação e, claro, muita reclamação

Embalado com o ‘fico’ de Muricy Ramalho, o Fluminense empatou com o Botafogo por 1 a 1, neste domingo, no Engenhão, perdeu a liderança do Campeonato Brasileiro para o Corinthians e mandou o rival para o Z-4. O Tricolor saiu na frente com Emerson, mas permitiu o empate com o gol de Renato Cajá e quase sofreu a virada na parte final da partida. Com o resultado, o Botafogo entrou na primeira vez na zona de rebaixamento. É o 17º colocado, com 11 pontos.

Agora, o Tricolor das Laranjeiras tem 23 pontos, e caiu para o segundo lugar. Corinthians lidera com 24 após 11 rodadas.

Mais do que pelos gols, o clássico foi marcado pelo descontrole das equipes no segundo tempo. Foram três expulsões (duas do Botafogo e uma do Flu) e nove cartões amarelos. Houve confusão para todos os gostos. Emerson e Somália se xingaram e sobrou até tapa na mão de Muricy Ramalho, que tentou separar os “esquentadinhos”.

Pouco depois, Marcelo Cordeiro discutiu com o zagueiro Leandro Euzébio. Mariano chegou para apartar e segurou o pescoço do lateral alvinegro, que caiu no chão, exagerando na simulação. Aos 42, Thiaguinho sofreu falta, caiu e levou uma bolada de Marcelo Cordeiro. Ao levantar, empurrou o rosto do botafoguense com as duas mãos e recebeu cartão vermelho. A vantagem numérica alvinegra durou somente até a falta seguinte, cometida por Somália. Nos acréscimos, Danny Morais também levou o vermelho.

Na próxima rodada, o Tricolor encara o Atlético-PR, no sábado, às 18h30m, no Maracanã. Já o Botafogo entrou na zona de rebaixamento. Com 11 pontos, o Alvinegro está em 17º lugar. E agora enfrenta o Vitória, no domingo, às 16h, no Barradão, em Salvador. O Alvinegro completou oito jogos sem vencer e entrou na zona de rebaixamento.

Botafogo domina primeiro tempo

O público decepcionou no Estádio João Havelange. Muricy Ramalho, que comandou o Fluminense pela primeira vez depois de ter recusado o convite para dirigir a Seleção Brasileira, decidiu promover as estreias do meia Belletti, que entrou no lugar de Diguinho, suspenso, e do atacante Emerson, que ganhou a vaga de Rodriguinho. No banco de reservas, o treinador foi festejado pela torcida tricolor, que quase soltou o grito de gol logo aos seis minutos. Fred levou a melhor sobre a marcação alvinegra e deu um excelente passe para Emerson. Na área e de frente para o goleiro Jefferson, o atacante chutou por cima do travessão, perdendo uma ótima oportunidade.

A dupla ainda mostrou que pode se entrosar rapidamente em outro lance no primeiro tempo. Após um lançamento de André Luis, Fred pulou e ajeitou a bola com o peito para o companheiro. Mas, Emerson, na entrada da área, novamente errou a pontaria. O Fluminense parou por aí. O Botafogo ficou o resto do primeiro tempo com a posse de bola e pressionando. Mas faltava objetividade ao Alvinegro.

Aos nove minutos, Edno recebeu livre na área, mas demorou muito para finalizar e acabou travado pela defesa tricolor. O atacante, que ganhou a vaga de Caio, barrado pelo técnico Joel Santana, era uma boa opção de ataque. Aos 14, ele fez boa jogada pelo meio e rolou para Lucio Flavio pela direita, que chegou chutando cruzado. Herrera, de carrinho, chegou um segundo atrasado para tocar para o fundo do gol.

Somália arriscava chutes da intermediária. Dois foram sem direção. Um acabou indo no canto esquerdo, mas Fernando Henrique apareceu bem para defender. No banco de reservas, Muricy Ramalho não gostava do que via e chegou a se irritar duas vezes com o time.

A bronca deu resultado. Aos 41 minutos, o Fluminense, finalmente, voltou a criar uma boa oportunidade. Conca puxou um rápido contra-ataque e tocou para Carlinhos dentro da área. O lateral tricolor chutou cruzado, mas a bola saiu pela linha de fundo. A última chance do primeiro tempo foi alvinegra. Após cruzamento de Herrera, Diogo errou feio e chutou contra o próprio gol. No susto, Fernando Henrique conseguiu defender com os pés.

Sheik abre o placar, mas ‘raspadinha’ de Edno deixa tudo igual

O Fluminense voltou melhor para o segundo tempo. Logo aos dois minutos, após uma jogada confusa na área botafoguense, a bola sobrou para Conca na entrada da pequena área. Mas o argentino não conseguiu dominar para finalizar. Logo em seguida, Conca novamente teve uma boa chance. Ele recebeu pela direita, tirou a marcação e chutou cruzado com o pé esquerdo. A bola passou, com muito perigo, à direita de Jefferson.

Aos dez minutos, a resposta alvinegra. Somália mais uma vez arriscou de longe. Desta vez a bola foi venenosa, quicou no gramado e deu trabalho ao goleiro Fernando Henrique, que espalmou para escanteio.

Aos 15 minutos, Herrera perdeu a bola no ataque alvinegro e deu chance para um rápido contra-ataque. Emerson novamente apareceu livre na frente de Jefferson. O atacante deu um toque sutil por cima do goleiro, mas a bola foi para fora. Mas o futebol dá ao jogador a oportunidade de se redimir rapidamente. E foi o que aconteceu.

Jefferson foi cobrar o tiro de meta. Pegou mal na bola. Fred dominou e, com a defesa alvinegra totalmente desarrumada, rolou para Emerson. O atacante driblou o goleiro e só tocou para o gol vazio para marcar pela primeira vez com a camisa tricolor. Fluminense 1 a 0. Na comemoração, o técnico Muricy Ramalho recebeu um forte abraço do goleiro reserva Ricardo Berna. E depois comemorou sozinho.

O clima esquentou após o gol tricolor. Somália, que já havia se estranhado com Conca, começou a discutir com Emerson após uma dividida. Os dois ficaram cara a cara, falaram poucas e boas um para o outro, mas só receberam cartão amarelo. Logo em seguida, Marcelo Cordeiro foi derrubado por Mariano sem bola. O tricolor também foi punido com o amarelo.

Durante a confusão, Fred foi substituído após sentir uma fisgada na panturrilha esquerda. Joel Santana resolveu mudar o Botafogo. Tirou Fahel e colocou o atacante Caio. E também sacou Lucio Flavio para a entrada de Renato Cajá. E a estrela do treinador brilhou. Aos 30 minutos, Renato Cajá fez boa jogada pela esquerda e cruzou para a área. Edno tentou tocar e a bola passou por Fernando Henrique. Era o empate alvinegro. Joel Santana comemorou muito. Renato Cajá foi abraçado pelos companheiros. Já Muricy Ramalho conversava com Thiaguinho na hora do gol, que iria entrar para fechar mais a defesa.

Quase ao mesmo tempo do empate alvinegro, o Corinthians também fazia o segundo gol em cima do Guarani e voltava a tirar a liderança do Campeonato Brasileiro do Fluminense.

O Botafogo partiu para a pressão. Leandro Guerreiro soltou uma bomba de fora da área e Fernando Henrique espalmou para escanteio. Logo depois, Edno dominou na área, girou e chutou rasteiro. O goleiro tricolor, agora, defendeu com os pés. Aos 36, após levantamento para a área, Antônio Carlos subiu mais que a defesa e cabeceou a bola no travessão de Fernando Henrique. O troco veio aos 38. Conca cobrou falta, Emerson tocou de cabeça e acertou a trave de Jefferson.

Aos 41 minutos, Thiaguinho sofreu falta e, irritado, foi expulso ao empurrar o rosto de Marcelo Cordeiro. Menos de um minuto depois, Somália também foi mais cedo para o chuveiro ao fazer falta em Mariano na lateral direita. O jogo continuou nervoso até o fim. Danny Morais recebeu cartão vermelho aos 48. Na cobrança da falta, Marquinho acertou o ângulo e Jefferson salvou.

BOTAFOGO 1 X 1 FLUMINENSE
Jefferson, Antônio Carlos, Fahel (Caio) e Danny Morais; Alessandro, Leandro Guerreiro, Somália, Lucio Flavio (Renato Cajá) e Marcelo Cordeiro; Herrera e Edno (Edson) Fernando Henrique, Gum, Leandro Euzébio e André Luis; Mariano, Diogo, Belletti (Thiaguinho), Conca (Marquinho) e Carlinhos; Emerson e Fred (Alan)
Técnico: Joel Santana Técnico: Muricy Ramalho
Gols: Emerson, aos 15; Renato Cajá, aos 30 minutos, do segundo tempo
Cartões amarelos: Somália, Antônio Carlos, Danny Morais (Botafogo). Gum, Mariano, Diogo, Belletti, Emerson, Carlinhos (Fluminense).Cartões vermelhos: Somália e Danny Morais (Botafogo) e Thiaguinho (Fluminense)
Local: Engenhão (Rio de Janeiro). Data: 25/07/2010. Hora: 18h30m.Árbitro: Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ). Auxiliares: Luiz Antônio Muniz de Oliveira (RJ) e Marcelo Braz Mariano (RJ). Publico pagante:19.470
Renda: R$ 518.820,00

julho 25, 2010 Posted by | Botafogo, Fluminense | , , | Deixe um comentário

Ceará e Palmeiras ficam no zero, e Felipão segue em jejum de vitórias

Equipes sofrem com falta de atacantes finalizadores e não saem do placar sem gols. Em três jogos, técnico do Verdão ainda não ganhou

Não foi dessa vez que Luiz Felipe Scolari pôde voltar a sentir o que é vencer no comando do Palmeiras. Neste domingo, no Castelão, o empate por 0 a 0 com o Ceará aumentou para três jogos a série sem triunfos pelo Campeonato Brasileiro – contra o Santos, o auxiliar Flávio Murtosa ficou no banco de reservas.

O Palmeiras, que vinha de um empate e uma derrota, não jogou bem, mas ao menos manteve uma escrita diante do rival. Em 16 jogos, são dez vitórias palmeirenses e seis igualdades – contando a deste domingo.

Com um jogador a menos em parte da segunda etapa, o time paulista segurou o ímpeto dos cearenses graças a Deola, que fez ótimas defesas no fim. Já os donos da casa sofreram com a falta de um finalizador e chegaram ao segundo empate seguido no Campeonato Brasileiro, desapontando a grande torcida presente no Castelão. Diego contribuiu para a noite dos goleiros e evitou uma derrota em casa.

O Ceará segue sem vencer desde o fim da Copa do Mundo. Tem 20 pontos e se mantém na terceira posição, agora um pouco mais distante do líder Corinthians, que soma 24. Na próxima rodada, visita o São Paulo, às 18h30m de sábado, no Morumbi. O Palmeiras continua no meio da tabela, em décimo lugar, com 14 pontos. A próxima chance de vitória para Felipão será no domingo, contra o Corinthians, às 16h.

Por motivos diferentes, as duas equipes entraram em campo com formações parecidas, mais leves e sem homens de referência no ataque. Pelo Ceará, Washington não pôde jogar por conta de uma cláusula em seu contrato, já que ainda pertence ao adversário. O ataque foi formado por um trio de velocistas: Misael, Tony e Erick Flores.

Já o Verdão, sem Edinho, Marcos Assunção e Pierre, também apostou em um jogo de velocidade. Felipão surpreendeu e deixou apenas Márcio Araújo com o trabalho de marcação. Tinga, Lincoln e Patrik tinham a missão de municiar Ewerthon e Kleber.

O Ceará foi o time que mais sentiu falta de um finalizador. Se Magno Alves – apresentado oficialmente antes do jogo – estivesse em campo, a história poderia ter sido diferente. O leve ataque de Estevam Soares soube envolver a defesa palmeirense, mas pecou na hora do chute. Deola só teve trabalho em duas ocasiões na primeira etapa: num chute de Erick Flores, logo no início, e numa cabeçada de Careca, que o goleiro defendeu em cima da linha de gol.

Retraído, o Palmeiras só levou maior perigo em um contra-ataque. Aos 29 minutos, Ewerthon avançou pela direita e encontrou Kleber na área. O Gladiador dominou, mas chutou sem força, nas mãos de Diego. O primeiro tempo terminou morno. Com boa qualidade e poucos erros de passe, é verdade, mas sem oportunidades mais claras. Era preciso chutar mais a gol para o jogo ter alguma emoção.

Aprenderam?

Para sorte de quem assistiu, os times descobriram que, sem finalizar, não há como tirar o zero do placar. Mesmo sem substituições, o Palmeiras voltou para o segundo tempo querendo jogo. Na base da força, Kleber quase abriu o placar aos seis minutos. Ele girou na pequena área,  livrou-se de Careca e soltou uma bomba de pé esquerdo, atingindo o travessão.

O Ceará também percebeu seria difícil fazer gol se não chutasse em direção à meta. Tony aprendeu bem com os erros do primeiro tempo e sentiu que deveria tentar. Por isso, arriscou da intermediária, e Deola teve de se desdobrar para fazer a defesa. A vida dos goleiros começava a ficar mais difícil…

Estevam Soares foi o primeiro a tentar algo diferente, sacando Erick Flores para a entrada de Wellington Amorim, homem de área. Logo no primeiro lance, ele se antecipou à zaga e cabeceou uma bola que passou raspando a meta palmeirense.

Mas coragem, mesmo, o Ceará só criou quando Léo foi expulso após falta infantil em Camilo. Só a partir daí o time abriu mão do esquema com três volantes e lançou o experiente Clodoaldo, baixinho que fez sucesso no rival Fortaleza. Ele já entrou em campo cobrando uma falta, que por muito pouco não foi no ângulo esquerdo de Deola.

A pressão continuou, justamente com os únicos dois jogadores que não hesitaram em chutar a gol. Wellington Amorim tentou, com o pé direito, de cabeça, mas sempre parou em Deola. Clodoaldo, idem. O camisa 22 palmeirense foi o responsável por segurar o 0 a 0, que, no fim das contas, acabou sendo lucro para o Verdão.

CEARÁ 0 X 0 PALMEIRAS
Diego, Oziel (Camilo), Fabrício, Anderson e Ernandes; Michel (Clodoaldo), Careca, João Marcos e Tony; Erick Flores (Wellington Amorim) e Misael Deola, Vítor, Léo, Maurício Ramos e Armero; Márcio Araújo, Tinga, Lincoln (Gabriel Silva) e Patrik; Ewerthon (Leandro Amaro) e Kleber (Tadeu)
Técnico: Estevam Soares Técnico: Luiz Felipe Scolari
Cartões amarelos: Michel (CEA); Léo (PAL). Cartão vermelho: Léo (PAL)
Estádio: Castelão, em Fortaleza (CE). Data: 25/7/2010. Árbitro:Péricles Bassols Pegado Cortez (Fifa-RJ).
Auxiliares: Ricardo Almeida e Jorge Antônio Pinheiro Lobato (ambos do RJ)

julho 25, 2010 Posted by | Ceará, Palmeiras | , | Deixe um comentário

Mistão colorado mantém embalo e bate o Flamengo no Beira-Rio

Sem sete titulares, Inter joga melhor, alcança a quarta vitória consecutiva e escancara limitações do Rubro-Negro

O misto frio do Inter, sem sete titulares, foi mais do que suficiente para bater o Flamengo por 1 a 0. Um fato, duas conclusões: primeiro, a comprovação de que o Colorado embalou e segue pegando velocidade em tempos de luta pelo título da Libertadores; segundo, a percepção de que o Rubro-Negro terá mesmo que remendar suas limitações se quiser ter a mínima chance de repetir a conquista do ano passado. Taison, no primeiro tempo, fez o gol de uma vitória incontestável dos gaúchos na tarde deste domingo, no Beira-Rio

Foi o quarto triunfo seguido do Inter, que chega a 19 pontos e se consolida no G-4 do Brasileirão. Celso Roth mantém 100% de aproveitamento em jogos oficiais. O Flamengo estaciona nos 16 pontos e adia o objetivo de ficar entre os quatro melhores.

Agora, os cariocas têm uma semana para solucionar os problemas e encarar o clássico contra o Vasco, domingo, às 18h30m. O Inter, no mesmo dia, tem Gre-Nal no Beira-Rio. Mas nem está pensando nisso. Na quarta, duela com o São Paulo no Gigante. É o primeiro jogo das semifinais da Libertadores.


Golaço de Taison coloca o Inter na frente

Golaço: palavra sonora, superlativa, nascida para ser sinônimo daquilo que Taison fez aos quatro minutos do primeiro tempo no Beira-Rio. Foi uma pancada seca, precisa, quase lá da intermediária. A bola viajou sem escalas até o ângulo, aquele espaço tão amaldiçoado pelos goleiros. Marcelo Lomba voou porque está escrito na carteira de trabalho dele que ele tem que voar. Inútil. Nem cinco Lombas emendados um no outro defenderiam o chute. Golaço.

E de pensar que o Flamengo, segundos antes, quase marcou. Petkovic alçou, em escanteio, uma bola que chegou até a cabeça de Rômulo, a ponte dela até o travessão de Renan. Era um sinal de que o Rubro-Negro aproveitaria a ausência de sete titulares no Colorado para comandar o jogo. Sinal falso, porém. O Inter foi o dono da etapa inicial.

Tudo passa pela compactação que Celso Roth, em seu quarto jogo oficial, conseguiu dar ao Inter, e que Rogério Lourenço ainda procura no Fla. O primeiro fez Taison jogar muito; o segundo segue buscando o ponto ideal para figuras como Vinícius Pacheco. É por essas e outras que os mandantes, depois do gol, colecionaram outras cinco chances nos primeiros 45 minutos, enquanto os visitantes, bem mais pobres, se resumiram a um cabeceio muito perigoso do zagueiro Jean – em cruzamento, nenhuma novidade, de Petkovic.

O Inter, com Tinga e Guiñazu juntos, ganha uma movimentação quase incomparável. Wilson Matias, mais fixo, eliminou o sistema de articulação dos flamenguistas. Com força defensiva e saída para o ataque, a equipe gaúcha teve o caminho aberto para ameaçar o Flamengo. Lomba, aos 26 minutos, furou em bola e quase permitiu que Everton marcasse o segundo. O próprio goleiro abafou a conclusão. Juan, Taison e Sobis, duas vezes, arriscaram de longe, mas sem sucesso.

Dez minutos de eletricidade

O técnico Rogério Lourenço percebeu que precisava mudar o desenho da partida. E resolveu colocar Marquinhos e Val Baiano nas vagas de Rômulo e Diego Maurício. O Flamengo solucionou um de seus problemas: passou a atacar com maior força, mas não deixou de ser ameaçado.

Bateu uma eletricidade no gramado do Gigante na largada do segundo tempo. Sucederam-se chances de lado a lado. Petkovic desperdiçou cobrança de falta na primeira oportunidade da etapa. O Inter respondeu com chute de Rafael Sobis no travessão de Lomba. Taison, no rebote, mandou para fora. Na sequência, Leo Moura bateu falta por cima.

Pouco depois, Vinícius Pacheco não conseguiu vencer Renan (que chegou a deixar a bola escapar) dentro da área. Em seguida, Taison mandou pancada, o goleiro do Flamengo desviou e a bola voltou a acertar a trave. Lances e mais lances em dez minutos de segundo tempo.

A partir daí, o jogo perdeu fôlego. O Flamengo ainda tentou colocar Cristian Borja, que pouco fez. O Inter deu um descanso para Taison, Rafael Sobis e Tinga, todos muito aplaudidos. Com uma chuva forte caindo no gramado e poucas novas chances de gol, as duas equipes se despediram da partida, cada qual com sua realidade: o Inter sonhando alto, o Flamengo precisando espantar a chegada de pesadelos.

Ficha técnica

INTERNACIONAL 1 x 0 flamengo
Renan, Daniel, Índio, Fabiano Eller e Juan; Wilson Matias, Guiñazu, Tinga (Derley) e Taison (Andrezinho); Rafael Sobis (Giuliano) e Everton. Marcelo Lomba, Leo Moura, Jean, Ronaldo Angelim e Juan; Rômulo (Marquinhos), Willians, Corrêa e Petkovic; Vinícius Pacheco (Cristian Borja) e Diego Maurício (Val Baiano).
Técnico: Celso Roth. Técnico: Rogério Lourenço.
Gol: Taison, aos cinco minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Jean, Vinícius Pacheco (Flamengo); Taison, Daniel, Tinga, Juan, Giuliano (Inter).
Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 25 de julho. Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa/SP). Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa/SP) e Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP). Público: 25.002.

julho 25, 2010 Posted by | Flamengo, Internacional | | Deixe um comentário

Santos vence graças a gol contra e mantém pressão sobre São Paulo

Equipe de Dorival Júnior, que vinha de três derrotas seguidas, consegue triunfo por 1 a 0 na Vila Belmiro e deixa rival perto da zona de perigo

O Santos interrompeu na tarde deste domingo a série de três derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro. Derrotou o São Paulo por 1 a 0 na Vila Belmiro e ganhou confiança a três dias da primeira decisão da Copa do Brasil, contra o Vitória. De quebra, mantém o clima de tensão no rival, que também terá uma semana importante. Na quarta-feira, a equipe do Morumbi enfrenta o Internacional, pela semifinal da Taça Libertadores da América, tendo conquistado apenas um empate nas últimas quatro partidas.

Na tabela de classificação, o Santos foi a 15 pontos e subiu para a oitava colocação. Na próxima rodada, no domingo, enfrenta o Grêmio no Olímpico. Já o Tricolor, que estacionou nos 12 pontos e caiu para a 15ª posição, pega o Ceará no sábado, no Morumbi.

Pouca emoção no primeiro tempo

Dorival Júnior e Ricardo Gomes utilizaram estratégias diferentes no clássico. O primeiro optou por poupar apenas três titulares (Pará, Wesley e Robinho), enquanto o tricolor foi mais radical e tirou seis atletas do começo da partida (Jean, Alex Silva, Miranda, Rodrigo Souto, Marlos e Hernanes). Somam-se aos desfalques o lateral-esquerdo Junior Cesar (suspenso) e os atacantes Dagoberto e Fernandão (que voltaram a treinar fisicamente no último sábado).

Com isso, quem foi à Vila Belmiro pôde observar jogadores que têm poucas oportunidades. Do lado alvinegro, as novidades foram o lateral-esquerdo Alex Sandro e o volante Rodriguinho. Pelo tricolor, o volante Casemiro, o lateral-esquerdo Diogo e quarto-zagueiro Samuel estrearam.

Com posturas opostas, a leitura do primeiro tempo foi muito clara: enquanto o Santos tomou a iniciativa e confiou na troca rápida de passes, o São Paulo apostou na marcação forte e na saída rápida para os contra-ataques. Assim, o jogo teve poucos momentos de emoção nos primeiros 45 minutos, pois ficou concentrado em metade do campo. Atuando com o apoio de sua torcida, o Santos teve maior posse de bola, mas não espaço para jogar. Em determinados lances, o Tricolor se defendeu com até oito homens, deixando apenas Marcelinho Paraíba e Fernandinho além da linha do meio-campo.

Aos 12 minutos, a primeira jogada de perigo. Em cobrança de falta (inexistente) de Diogo em Alex Sandro, Marquinhos bateu no canto esquerdo de Rogério Ceni, que defendeu. Na volta, Neymar chutou, e o goleiro fez um milagre. O juiz Luiz Flávio de Oliveira já havia parado o lance para marcar impedimento do camisa 11 do Peixe. No lance, Marcel deu uma cabeçada na nuca de Renato Silva, que caiu no gramado e desmaiou. Após momentos de preocupação, com os dois departamentos médicos trabalhando juntos, o jogador recuperou os sentidos, e a partida recomeçou (veja o lance).

Aos 20, o Peixe construiu sua única jogada de perigo com a bola rolando. Após cruzamento da esquerda de Alex Sandro, Marquinhos ajeitou a bola para Marcel, que deu passe para Neymar bater por cima do gol.

Daí para frente, o jogo caiu de rendimento. O Santos não teve espaços para criar, e o São Paulo, quando teve o contra-ataque, pecava pela lentidão e pela falta de uma referência na área. Tanto que só assustou no primeiro tempo em dois chutes de longe, bem defendidos por Rafael. O primeiro foi aos 35, com Richarlyson, e o segundo com Marcelinho Paraíba, aos 44.

Etapa complementar

Os dois times voltaram sem alteração para o segundo tempo. A partida recomeçou mais acesa. Logo aos dois minutos, Rogério Ceni cobrou falta da entrada da área e Rafael defendeu firme. A resposta santista veio quatro minutos depois, quando Ganso recebeu na área e tocou para Marquinhos, que bateu à esquerda do gol de Ceni.

O jogou melhorou porque ficou mais aberto. O São Paulo avançou o seu meio-campo e passou a buscar o ataque, o que não havia acontecido até então. Entretanto, no momento em que o Tricolor era melhor, o Santos abriu o marcador. Marquinhos cobrou falta pela direita, e Renato Silva foi surpreendido pela bola, cabeceando para o próprio gol: 1 a 0, aos 14 minutos. Na comemoração, um torcedor, de sunga, invadiu o gramado para festejar. Foi rapidamente contido pelos policiais e levado preso.

Com a mudança no placar, os dois treinadores resolveram fazer alterações. No Peixe, o garoto Breitner entrou na vaga de Marquinhos. No Tricolor, Washington entrou no lugar de Jorge Wagner. Com isso, Marcelinho Paraíba, que tentava jogar como atacante, sem sucesso, foi recuado para o meio-campo. Aos 25, quase saiu o segundo gol: Neymar recebeu passe de Ganso e entregou a bola para Danilo, que bateu à esquerda de Rogério Ceni. No minuto seguinte, Gomes fez a segunda alteração, sacando Cléber Santana e colocando Hernanes. No seu primeiro lance, aos 30, ele fez boa jogada individual, mas bateu errado da entrada da área, à direita do gol adversário.

Com as mudanças, o São Paulo cresceu em campo. Aos 32, após cruzamento de Marcelinho Paraíba pela direita, Washington, de cabeça, acertou o travessão (veja no vídeo acima). Na sequência do lance, a bola foi cruzada novamente na área, e o mesmo camisa 9 só não marcou porque Edu Dracena salvou de cabeça. O Santos, sentindo a evolução do rival, ganhou novo gás no meio-campo com a entrada de Wesley no lugar de Danilo. Depois, Zé Eduardo ficou com a vaga de Neymar. Do lado tricolor, Ricardo Gomes tentou uma última cartada, com Marlos na vaga de Marcelinho Paraíba, mas não foi feliz.

Santos 1 X 0 São Paulo
Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Rodriguinho, Danilo (Wesley), Marquinhos (Breitner) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Zé Eduardo) e Marcel Rogério Ceni; Renato Silva, Xandão, Samuel e Diogo; Casemiro, Richarlyson, Cléber Santana (Hernanes) e Jorge Wagner (Washington); Fernandinho e Marcelinho Paraíba (Marlos).
Técnico: Dorival Junior Técnico: Ricardo Gomes
Gols: Renato Silva (contra), aos 14min do 2º tempo
Cartões amarelos: Maranhão (Santos) e Diogo (São Paulo)
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP). Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP). Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior (SP) e Marcio Luiz Augusto(SP). Renda e Público:
R$ 255.380,00 / 9.367 pagantes

julho 25, 2010 Posted by | Santos, São Paulo | | Deixe um comentário

Cruzeiro acha empate diante do Grêmio, que segue na zona da degola

Cruzeiro e Grêmio ficam iguais em Sete Lagoas (Foto: Washington Alves / VIPCOMM)

Jonathan no jogo entre Cruzeiro e Grêmio

Gaúchos são melhores por todo tempo, mas não conseguem matar o jogo

Mesmo jogando na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), o Grêmio foi superior ao Cruzeiro. Por isso, o empate por 2 a 2 na tarde deste domingo acabou favorecendo a equipe da casa, que teve muitas dificuldades diante do time gaúcho (assista aos gols no vídeo ao lado). O resultado não aliviou a situação do técnico gremista Silas, que continua na corda bamba no cargo. Os gols da equipe gaúcha foram marcados por Borges e Jonas. Henrique fez os dois dos mineiros.

Com o resultado, o Grêmio chegou aos 11 pontos e permaneceu na zona de rebaixamento na tabela do Campeonato Brasileiro. Já o Cruzeiro, com a segunda partida sem vitória, chegou aos 16 pontos e segue na luta por uma vaga entre os quatro primeiros colocados.

A próxima rodada – que promete ser sensacional – será recheada de clássicos estaduais. No domingo, às 16h (de Brasília), o Grêmio enfrentará o Internacional, no Beira Rio, em Porto Alegre. Também no domingo, mas às 18h30m, o Cruzeiro medirá forças com o Atlético-MG, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

Justiça ao Tricolor

Desesperado em busca dos três pontos – já que começou a partida na vice-lanterna do Campeonato Brasileiro –, o Grêmio partiu para cima do Cruzeiro, mesmo atuando fora de casa, longe do torcedor tricolor. O time gaúcho, pelo menos nos primeiros minutos, teve mais posse de bola e, consequentemente, criou as principais chances de gol.

Visivelmente, o time mineiro sentia falta de um meia de origem. Gilberto, que fez grande partida contra o Fluminense, ficou de fora por causa de uma tendinite no tornozelo esquerdo. Roger, outra opção, também se recupera de lesão no departamento médico do clube. Jonathan, que foi improvisado na posição, não conseguia render o esperado.

Porém, o técnico Silas teve uma baixa inesperada. O volante Fábio Rochemback, que armava as principais jogadas de ataque o Grêmio, sentiu a coxa esquerda e teve que ser substituído. O escolhido pelo comandante tricolor foi Ferdinando.

E no fim do primeiro tempo, aos 45 minutos, o Grêmio fez jus à superioridade mostrada do gramado. Ferdinando fez grande jogada na intermediária e tocou para Maílson. O ala chegou à linha de fundo e cruzou fechado. Borges foi muito rápido e tocou de cabeça, antes que Fábio pudesse fazer a defesa.

Mais gols em Sete Lagoas

O Cruzeiro voltou arrasador no segundo tempo. O técnico Cuca tirou Rômulo e escalou o jovem atacante Sebá. Com isso, Jonathan voltou à lateral direita. E logo no primeiro minuto, o Cruzeiro chegou ao empate. Após um escanteio cobrado pela direita, Thiago Ribeiro escorou de pé direito, e Henrique se aproveitou e, de cabeça, tocou para o fundo das redes de Victor.

A impressão era a de que o Cruzeiro seria melhor que no primeiro tempo, mas o que se viu foi o Grêmio novamente superior. O time gaúcho não sentiu o gol de empate e continuou tendo mais posse de bola e levando muito perigo, principalmente nos contra-ataques.

Os gremistas reclamaram bastante das marcações do auxiliar Dibert Pedrosa Moisés, que marcou diversos impedimentos duvidosos do ataque gremista. A reclamação foi tão grande que culminou na expulsão do técnico Silas do banco de reservas.

E, aos 34 minutos, o Grêmio chegou ao gol de desempate. Em uma falta na entrada da área, Ferdinando deu um toque para Douglas. O meia apenas ajeitou para Jonas, que soltou uma bomba, sem chances de defesa para o goleiro Fábio.

Mas o Cruzeiro não estava morto. Aos 40 minutos, o time celeste chegou ao empate. Novamente em um escanteio – em cobrança de Javier Reina –, Henrique, mais uma vez de cabeça, fez o gol.

CRUZEIRO 2 x 2 GRÊMIO
Fábio; Rômulo (Sebá), Fabinho, Cláudio Caçapa e Diego Renan; Fabrício (Marquinhos Paraná), Henrique, Jonathan e Everton; Robert (Reina) e Thiago Ribeiro. Victor; Ozeia, Rodrigo e Rafael Marques (Willian Magrão); Maílson, Adílson, Fábio Rochemback (Ferdinando), Douglas e Hugo; Jonas (Fernando) e Borges.
Técnico: Cuca Técnico: Silas
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG). Data: 25/7/2010. Horário: 16h (de Brasília). Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ). Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés (Fifa/RJ) e Rodrigo Pereira Jóia (RJ).
Gols: Borges, aos 45 do primeiro tempo, e Henrique, a um minuto, Jonas, aos 34, e Henrique, aos 40 do segundo. Cartões amarelos: Sebá, Fabinho e Henrique (Cruzeiro); Rafael Marques e Douglas (Grêmio).
Público: 9.677 pagantes. Renda: R$ 508.743,25

julho 25, 2010 Posted by | Cruzeiro, Grêmio | , | Deixe um comentário

Em dia de boas notícias, Atlético-PR bate Goiás e deixa zona da degola

Furacão vence e deixa zona da degola (Agência Estados)

Furacão vence a primeira longe de Curitiba pelo Brasileirão e resultado tira equipe de Carpegiani do sufoco. Manoel e Maikon Leite marcaram

O Atlético-PR só teve notícias animadoras neste domingo. A vitória por 2 a 0 sobre o Goiás, no Serra Dourada, foi incontestável e tirou a equipe da zona de rebaixamento. Além disso, a defesa, que iniciou a rodada como uma das mais vazadas do campeonato, não sofreu gol pelo segundo jogo seguido e se arriscou no ataque com Manoel, que abriu o placar. Foi o primeiro triunfo do Furacão fora de casa no Brasileirão. E para completar, o time viu o atacante Maikon Leite marcar seu primeiro gol com a camisa do clube. O Goiás, que não venceu após a Copa do Mundo, tem Leão com o cargo cada vez mais a perigo.

Com a segunda vitória seguida (bateu o Santos na quarta-feira), o Furacão chegou aos 13 pontos e terminará a rodada fora do grupo dos quatro últimos colocados. Isso porque a vitória fez a equipe ultrapassar o próprio Goiás e o Atlético-MG, que só empatou com o Avaí no sábado. Os goianos permanecem com 12 pontos, em situação preocupante na competição.

Manoel, autor do primeiro gol atleticano, voltou ao time depois de quatro jogos suspenso por conta da confusão com o palmeirense Danilo na Copa do Brasil. Ele formou a zaga com Leandro e Bruno Costa.

Zaga paranaense mostra habilidade

O time de Émerson Leão parecia ter os nervos no lugar depois de toda a confusão no jogo contra o Vitória, no qual o técnico e o atacante Rafael Moura se desentenderam com repórteres no Barradão. Consciente, o meio de campo tentava manter a posse de bola e criou mais chances do que o rival nos primeiros minutos.

Aos 10 minutos, um lance polêmico. Bruno Mineiro fez um golaço de fora da área, acertando uma bomba sem deixar a bola cair. O camisa 11 saiu para comemorar e, quando o Goiás já se preparava para dar a saída de bola, o auxiliar chamou o árbitro Ricardo Marques Ribeiro para relatar um toque de mão de Alex Mineiro, que deu o passe para Bruno. O lance foi anulado.

O lance acordou o Atlético-PR, que apenas assistia ao toque de bola do rival. O Furacão resolveu buscar mais o jogo e aproveitar os contra-ataques, já que a defesa goiana deixava muitos espaços. Na defesa, o trio de zagueiros começava a se destacar anulando Rafael Moura e Éverton Santos.

Aos 27, os defensores se aventuraram no ataque e obtiveram êxito. Quem disse que zagueiro não sabe driblar? Bruno Costa provou o contrário, partiu pela esquerda e deixou Rafael Toloi no chão. De pé direito, ele cruzou na cabeça de Manoel, que testou para o gol com firmeza, sem chances para Calaça. 1 a 0 Furacão, graças aos zagueiros.

Do outro lado, o Goiás começou a perder gols em sequência. Logo depois do tento atleticano, Bernardo cobrou falta e acertou o travessão do goleiro Neto. Aos 35, foi a vez de Rafael Moura chutar e atingir o poste esquerdo do Atlético-PR. A sorte estava com os paranaenses.

Uniforme diferente, futebol também

O Goiás voltou com roupa diferente para a segunda etapa: a tradicional camiseta verde no lugar da branca, utilizada nos primeiros 45 minutos. Leão conversou muito com o grupo no retorno ao gramado, e pediu pressão para cima dos visitantes. Isso porque o Esmeraldino começou em alta velocidade, criando muitas chances – e perdendo mais gols.

Aos 9, Wellington Saci avançou pela esquerda e exigiu grande defesa de Neto. Depois, foi a vez de Bernardo arrematar de fora da área e dar mais trabalho ao goleiro. Percebendo a pressão, Carpegiani fez duas alterações que melhoraram ainda mais os dois pontos fortes do Atlético. Para reforçar a boa defesa, o zagueiro Alex Fraga substituiu Wagner Diniz. E para dar velocidade ao contragolpe, Maikon Leite no lugar de Alex Mineiro.

No Goiás, Leão lançou Otacílio Neto no ataque e o jogo ficou ainda mais aberto. Enquanto os goianos se cansavam de desperdiçar bons lances, o Furacão foi preciso. Em sua melhor jogada, Maikon Leite avançou em velocidade, saiu costurando a defesa e chutou de chapa, tirando de Rodrigo Calaça: 2 a 0 e jogo definido para os paranaenses.

No fim, Amaral acertou a terceira bola do Goiás na trave. Para provar mais uma vez que a tarde era mesmo do Atlético-PR, que deixou o campo comemorando muito a fuga da zona da degola.

goiás 0 x 2 atlético-pr
Rodrigo Calaça, Carlos Alberto, Rafael Tolói, Ernando e Wellington Saci (Douglas); Jonílson, Amaral, Wellington Monteiro (Romerito) e Bernardo (Otacílio Neto); Éverton Santos e Rafael Moura. Neto, Manoel, Leandro e Bruno Costa; Wagner Diniz (Alex Fraga), Vítor, Chico, Paulo Baier (Branquinho) e Paulinho; Alex Mineiro (Maikon Leite) e Bruno Mineiro.
Técnico: Émerson Leão Técnico: Paulo César Carpegiani
Gols: Manoel, aos 27min do primeiro tempo, e Maikon Leite, aos 35 do segundo tempo.
Cartão amarelo: Otacílio Neto (GOI)
Estádio: Serra Dourada, em Goiânia (GO). Data: 25/7/2010. Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG). Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago e Jair Albano Félix (ambos de MG).

julho 25, 2010 Posted by | Atlético-PR, Goiás | , | Deixe um comentário

Mano se despede do Timão contra o Guarani

Após perder a invencibilidade, Corinthians perde seu técnico para a Seleção Brasileira

O que a torcida corintiana mais temia aconteceu. Mano Menezes foi anunciado como o novo treinador da Seleção Brasileira. Porém, os torcedores terão uma última oportunidade de ver o técnico comandando o time em campo. Será neste domingo, às 18h30, no Pacaembu, contra o Guarani, pelo Campeonato Brasileiro.

Após sofrer a primeira derrota na competição, o treinador mudou a composição do meio campo da equipe. Danilo e Ralf devem perder a posição para Jucilei e Paulinho.

– Temos sofrido um pouco com a situação de ter dois canhotos. Pode parecer discriminação, mas não é. Não estamos conseguindo encaixar uma parte do que queremos pelo lado direito – justificou Mano Menezes.

Seis jogadores entrarão pendurados na partida e correm o risco de ficar fora do clássico contra o Palmeiras, no próximo domingo.

Dos seis jogadores que não podem levar um cartão no próximo domingo, cinco deles são titulares da equipe: Roberto Carlos, Ralf, Elias, Danilo e Dentinho. O sexto pendurado é Defederico, que vem entrando constantemente nas partidas do Corinthians.

Na partida contra o Atlético-GO Chicão e Souza, que também estavam pendurados, receberam um cartão amarelo e cumprirão suspensão automática contra o Guarani. Sendo assim, se “salvaram” e estarão aptos a disputar o clássico contra o Palmeiras.

Já no Guarani, após empatar por 1 a 1 com o Ceará em casa, o atraso de salários surgiu nas declarações de dois jogadores do Bugre após a partida: Ailson e Mazola admitiram o atraso, mas procuraram minimizar a questão.

– O presidente falou que pretende deixar tudo acertado no decorrer desta semana, confiamos na palavra dele – disse Ailson.

– São apenas alguns dias de atraso e tenho certeza que logo isso será contornado. Os dois enfatizaram que este assunto não pode acarretar prejuízos para o elenco. Temos que manter o foco no Brasileirão, analisou o defensor bugrino – analisou o volante Renan.

Desde o final da Copa do Mundo, o Bugre realizou três jogos. Empatou com Botafogo e Ceará por 1 a 1 e perdeu para o Internacional por 3 a 0. Apesar da falta de vitórias, o time ocupa a oitava posição, com 14 pontos.

Para a partida contra o Timão, o desfalque será o zagueiro Fabão, que recebeu o terceiro cartão amarelo. Em seu lugar deve entrar Rodrigão, ex-Ituano, que ficou no banco de reservas.

FICHA TÉCNICA:
CORINTHIANS X GUARANI

Estádio: Pacaembu, São Paulo (SP)
Data/hora: 25/07/2010 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Ferreira do Amaral (SP)
Auxiliares: João Bourgalber Chaves (SP) e Anderson José de Moraes (SP)

CORINTHIANS: Julio Cesar; Alessandro, Paulo André, William e Roberto Carlos; Jucilei, Elias, Paulinho e Bruno César; Dentinho e Jorge Henrique. Técnico: Mano Menezes.

GUARANI: Douglas; Apodi, Aílson, Fabão e Márcio Careca; Renan, Paulo Roberto, Preto e Mário Lúcio; Mazola e Ricardo Xavier. Técnico: Vagner Mancini.

julho 25, 2010 Posted by | Corinthians | , | Deixe um comentário

Modificado, Flamengo enfenta Inter

Equipes ainda não perderam na volta ao Brasileirão

O Flamengo vai ao Beira-Rio enfrentar o Internacional, neste domingo, às 16h, para esquecer o tropeço em casa, contra o Avaí. Enquanto isso, o Colorado, que ainda não perdeu depois do retorno do Brasileiro, quer manter a boa fase.

Em Porto Alegre, o técnico Rogério Lourenço terá no elenco Val Baiano, Marquinhos e Jean, regularizados pela CBF. Jean, inclusive, ter ter chance na zaga no lugar do suspenso Wellinton.

Além desta, a equipe rubro-negra deverá ter outras modificações em relação ao último jogo, começanco pela esquema, qua passa do 4-4-2 para o 3-5-2. Com novo esquema, o zagueiro Rômulo substitui o volante Kleberson, suspenso.

O volante Correa quer um Flamengo aguerrido em campo e afirma que o fato de jogar na casa do adversário não pode influenciar.

Isso aqui é Flamengo e não podemos pensar em outro resultado que não seja a vitória – afirmou.

Para esta partida, a esperança de gols dos torcedores é, novamente, Diego Maurício, que marcou seu primeiro gol como profissional contra o Avaí, no último domingo. O técnico Rogério Lourenço demostrou que confia na promessa da Gávea e ressalta que não se pode colocar tanta responsabilidade nas costas do jovem jogador.

– O Diego tem um potencial muito grande, mas precisa amadurecer. Não podemos dar esta responsabilidade toda a ele. É jovem e pode dar fruto, mas ainda não é realidade – disse.

Já o Internacional, parece ter tomado rumo. Nem parece aquele time dirigido por Jorge Fossati, que terminou a fase pré-Copa em 16º lugar, com apenas duas vitórias em sete jogos. Com Celso Roth no comando após o recesso, o aproveitamento é de 100%. Mesmo poupando sete titulares para a decisão de quarta-feira contra o São Paulo, pela Libertadores, a meta é derrotar o Flamengo e permanecer no G-4.

Pelo planejamento de Roth, alguns titulares deveriam ser poupados. Afinal, o torneio intercontinental é prioridade. Não se esperava que ele cortasse fundo na própria carne. Mas, na opinião do comentarista Paulo Roberto Falcão, um misto colorado continuará a ser páreo duro para o Flamengo, “já que os reservas da maioria das posições são do nível dos titulares”.

Ninguém cumpre suspensão e o departamento médico está vazio. Para completar a alegria do técnico, os reforços chegaram. Contra o Atlético-MG, em Sete Lagoas, Tinga fez sua estreia e o meio-campo ganhou muito em qualidade. Neste domingo, será a vez de Rafael Sobis entrar no ataque. Por isso, são esperados mais de 30 mil colorados no Beira-Rio, apesar da previsão de chuva para o domingo.

Rafael Sobis não deve exibir a mesma desenvoltura de Tinga. Afinal, o atacante disputou poucos jogos este ano, antes de ser emprestado pelo Al Jazira. Ele passou quase todo o 2009 em recuperação de uma cirurgia no joelho direito – boa parte desse tempo no próprio Inter.

– Estou recuperado. Joguei algumas partidas nos Emirados. Ao voltar, fiz um trabalho especial de fortalecimento no joelho, porque o Brasil exige um pouco mais, e estou pronto. É difícil dizer quanto tempo posso jogar. Vim de férias, fiz um trabalho forte, mas acho que aguento uma boa parte do jogo, ou mesmo os noventa minutos – disse o atacante.

Os dois, Tinga e Rafael Sobis, estarão de volta ao gramado do Beira-Rio com a camisa vermelha exatos quatro anos depois da última partida. No dia seguinte à conquista do título da Libertadores de 2006, eles arrumaram as malas. Tinga foi para o Borussia Dortmund e Rafael Sobis para o Bétis. Será um reencontro emocionado.

FICHA TÉCNICA:

INTERNACIONAL X FLAMENGO

Estádio: Beira-Rio, Porto Alegre(RS)
Data/hora: 25/7/2010 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP – FIFA)
Auxiliares: Ednilson Corona (SP – FIFA) e Emerson Augusto de Carvalho (SP – FIFA)

INTERNACIONAL: Renan; Bruno Silva, Indio, Fabiano Eller e Juan; Wilson Matias, Guiñazu, Tinga e Giuliano; Taison e Rafael Sobis. Técnico: Celso Roth.

FLAMENGO: Marcelo Lomba; Rômulo, Jean e Ronaldo Angelim; Leonardo Moura, Correa, Willians, Petkovic e Juan; Vinícius Pacheco e Diego Maurício. Técnico: Rogério Lourenço

julho 25, 2010 Posted by | Flamengo, Internacional | , , | Deixe um comentário

Desfigurado, Cruzeiro enfrenta o Grêmio

Raposa luta para chegar ao G4 e Tricolor gaúcho está na zona de rebaixamento

Com quatro desfalques, o Cruzeiro recebe o Grêmio neste domingo, às 16h, em Sete Lagoas, para se recuperar da derrota diante do Fluminense na quinta e se aproximar novamente do bolo dos primeiros colocados do Campeonato Brasileiro.

Para o duelo contra o Tricolor Gaúcho, além do meia Roger, o técnico Cuca perdeu outros três titulares. O zagueiro Gil e o atacante Wellington Paulista terão de cumprir suspensão automática. O meia Gilberto, por sua vez, está com uma tendinite no tendão de aquiles esquerdo.

O comandante da Raposa apenas adiantou que Robert será titular no ataque ao lado de Thiago Ribeiro. Para a zaga ele pode escalar Wellington ou até mesmo improvisar o volante Fabinho. Já no meio, Pedro Ken, Marquinhos Paraná e Javier Reina são algumas opções.

A despeito dos desfalques e do revés no Rio de Janeiro, Cuca está confiante e diz que o Cruzeiro passa por um momento de
evolução.

– O que dá ânimo é que estamos no caminho certo. A equipe está evoluindo, foi o melhor jogo sob o meu comando e depois tem outro jogo. Temos de ficar reequilibrados e buscar os pontos que faltaram quinta-feira – comentou o treinador.

O Grêmio acredita estar atravessando uma fase de reação para sair da zona de rebaixamento. A primeira medida foi tomada quarta-feira, na partida contra o Vasco: o time preguiçoso da derrota para o Prudente deu lugar a outro, mais guerreiro e ousado.

Ficou faltando futebol porque o campo alagado só permitiu chutões. É esse item, futebol, que o Tricolor pretende acrescentar neste domingo, contra o Cruzeiro.

– A garra voltou, falta sistematizar, dar uma organização a essa vontade – resumiu o técnico Silas.

Na prática, o time vai brigar primeiro para não perder. Isto é, jogará mais fechado e explorando os contra-ataques. Isso acontecerá, também, porque há desfalques na defesa – Mário Fernandes e Fábio Santos lesionados, Neuton suspenso – e os substitutos podem se atrapalhar pela falta de entrosamento.

– Com três volantes ou três zagueiros, o certo é que precisamos fechar a casinha, como se diz, porque lá na frente o Jonas e o Borges podem resolver – disse o meio campo Adilson, pedindo que a equipe volte a se comportar segundo a tradição gremista de reforçar o sistema defensivo.

A estatística mostra que a reação precisa passar por isso. A defesa, com 15 gols sofridos, só não é pior do que a do Atlético-PR e a do Atlético-MG. O rendimento ofensivo também não é lá essas coisas (12 gols em 10 rodadas), mas Silas acredita que, fechando atrás, a produção dos atacantes crescerá.

Tudo isso tem uma urgência dramática. Precisa acontecer nesta partida contra o Cruzeiro. Pois a maioria dos gremistas continua a pedir a cabeça de Silas. Afinal, o time ainda não venceu na volta do recesso: são dois empates e uma derrota. A campanha geral também é ruim: duas vitórias, quatro empates e quatro derrotas. E o diabo é que o terceiro triunfo tem que ser conquistado fora de casa – algo em que o Tricolor é ruim à beça.

FICHA TÉCNICA:

CRUZEIRO X GRÊMIO

Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG)
Data e hora: 25 de julho de 2010, às 16h
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ)

CRUZEIRO: Fábio, Jonathan, Wellington, Caçapa, Diego Renan; Fabinho, Henrique, Marquinhos Paraná (Javier Reina),Everton; Thiago Ribeiro e Robert. Técnico: Cuca

GRÊMIO: Victor; Ozéia, Rafael Marques, Rodrigo; Mylson, Adilson, Fábio Rochemback, Douglas e Hugo; Jonas e Borges. Técnico: Silas.

julho 25, 2010 Posted by | Cruzeiro, Grêmio | , , , | Deixe um comentário

Santos e São Paulo fazem partida anti-crise

Times que fizeram grandes jogos no primeiro semestre se enfrentam em má fase

Santos e São Paulo fazem neste domingo, na Vila Belmiro, um clássico paulista diferente dos que estão acostumados a protagonizar. No primeiro semestre foram três partidas, com direito a estreia de Robinho, polêmica entre Neymar, Rogério Ceni e paradinha e semifinal do Paulistão, mas pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, a ordem é sair da crise.

Três derrotas, em três jogos após a Copa do Mundo. Dizem que vencer um clássico é a melhor maneira para afastar a pressão e, com este pensamento, o Santos vai enfrentar o São Paulo. De olho na final da Copa do Brasil, um resultado positivo pode dar ânimo renovado para a partida de quarta-feira, diante do Vitória.

O técnico Dorival Júnior deve poupar o atacante e destaque Robinho para a final diante do Vitória. Marquinhos, que se recupera de lesão, é outro que não deve entrar em campo. Bom para Madson, substituto na posição. Ainda assim, o meio de campo será reforçado pelo retorno de Paulo Henrique Ganso, que cumpriu suspensão na derrota por 2 a 0 sobre o Atlético-PR.

Outro que volta após cumprir suspensão é o zagueiro Durval, que tentará dar mais confiança ao setor defensivo, muito criticado após o revés de Curitiba. A baixa fica por conta do volante Arouca, que acaba de ter seus direitos comprados junto ao São Paulo, mas está fora por acumular três cartões amarelos.

Já o São Paulo também tem uma decisão na quarta-feira. Preocupado com a semifinal da Copa Libertadores, o técnico Ricardo Gomes deverá levar os reservas para Vila Belmiro. Ainda assim, há uma dúvida: Washington ou Sérgio Mota?

O treinador aguarda informações sobre a condição física de Fernandão para saber se entra ou não com Washington contra o Santos. Se Fernandão não tiver condição, Washington será o substituto automático. Assim, será poupado no clássico.

– Vamos esperar até domingo. Tenho de estar prevenido. O Fernando me preocupa um pouco mais, mas acho que não teremos problemas – afirmou Gomes.

Entre os titulares, apenar Jean e Rogério Ceni devem sair jogando. A novidade pode ser a estreia do zagueiro Samuel. Casemiro deve ser outra surpresa no meio de campo.

FICHA TÉCNICA
SANTOS X SÃO PAULO

Estádio: Vila Belmiro, Santos (SP)
Data/hora: 25/07/2010, às 16 horas
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Carlos Augusto Nogueira Junior (SP) e Marcio Luiz Augusto (SP)

SANTOS: Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Pará; Roberto Brum, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Madson, Neymar e André. Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Renato Silva, Xandão, Samuel e Diogo; Casemiro, Jean, Jorge Wagner e Sergio Mota (Washington); Marcelinho e Fernandinho.Técnico: Ricardo Gomes

julho 25, 2010 Posted by | Santos, São Paulo | , | Deixe um comentário

Palmeiras vai enfrentar o Ceará desfigurado

Com quatro desfalques, Felipão terá que montar nova formação para partida contra o Ceará

O Ceará, terceiro colocado no Campeonato Brasileiro, recebe o Palmeiras neste domingo, às 18h30, no Castelão. A equipe comandada por Estevam Soares tentará deixar o empate contra o Guarani para trás e chegar à liderança da competição. Mas o Palmeiras, que busca a primeira vitória sob o comando de Felipão, não será um adversário fácil, apesar dos quatro desfalques da equipe alviverde.

Na última rodada, o Ceará visitou o Guarani no Brinco de Ouro, em Campinas. O alvinegro saiu na frente, com belo gol de Ernandes. Mas no segundo tempo acabou vacilando em um lance de bola parada e permitiu que a equipe do interior paulista chegasse à igualdade.

– O jogo contra o Guarani foi bem movimentado no segundo tempo. Nós chegamos perto da vitória, mas deixamos eles empatarem no fim – lamentou o volante Careca.

O pensamento do time cearense agora é a partida contra o Palmeiras, no Castelão, diante de sua torcida. Uma vitória pode recolocar a equipe na briga pela liderança do Brasileiro.

– Não podemos lamentar esse empate. O pensamento agora é no jogo contra o Palmeiras, que será muito importante para o time – comentou Careca.

O técnico Estevam Soares não poderá contar com o atacante Washington, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O curioso é que ele recebeu o cartão por reclamação, logo após o término da partida contra o Guarani.

O Palmeiras também quer esquecer logo o empate com gosto de derrota da última rodada. O 2 a 2 com o Botafogo foi muito sentido pelo elenco palmeirense que agora luta para conquistar sua primeira vitória sob o comando de seu novo técnico, Luiz Felipe Scolari. O Verdão vencia por 2 a 0 até os 24 minutos do segundo tempo, mas não conseguiu segurar a vantagem e viu o Botafogo empatar a partida.

Marcos, lamentou o empate e disse que o time precisava de mais tranquilidade para voltar a vencer.

– A cobrança para ganhar títulos é grande e a gente trabalha para isso. Mas não podemos nos perder. Tomamos o empate e poderiamos ter sofrido a derrota. Tem de ter paciência, trabalhar a parte psicológica, para não se perder na hora difícil – disse ocapitão palmeirense, logo após o termino da partida.

O Alviverde tentará encontrar a tranquilidade que precisa em Fortaleza, mas Felipão terá que lidar antes com os muitos desfalques da equipe. No total, quatro jogadores estarão fora da partida contra o Ceará. O zagueiro Danilo, cumpre suspensão por ofensas racistas a Manoel, do Atlético-PR, na Copa do Brasil. O volante Marcos Assunção, que foi expulso após confusão com Jobson, na partida da última quinta-feira, também está suspenso. Além deles, Edinho e Pierre, que tomaram o terceiro cartão amarelo na partida contra o Botafogo, também estão fora.

O desfalque mais fácil de suprir é o de Danilo. Isso porque o zagueiro Léo, que estava suspenso no jogo contra o Botafogo, retorna ao time. Outro que deve entrar na equipe é Tinga, no lugar de Pierre.

Mas resta um lugar vago no meio com as suspensões de Edinho e Marcos Assunção e o Palmeiras não tem nenhum homem de meio-campo no elenco para entrar no time. Com isso, Felipão tem duas saídas: ou utiliza o garoto Patrik como um terceiro atacante, ou promove a estreia do zagueiro Leandro Amaro e monta um esquema de três zagueiros.

– Para o próximo jogo tenho o Danilo, o Marcos Assunção, o Pierre e o Edinho suspensos. Num grupo de 18 ou 19 profissionais, tenho de buscar mais três meninos do juniores. Temos de levar essa situação até termos mais três jogadores de peso para estar equilibrados – reclamou Scolari, após o empate com o Botafogo.

Após o treino de sábado à tarde, novo desfalque. Marcos sentiu dores no joelho e não viajou com a delegação para Fortaleza. Deola, que jogou as partidas contra Santos e Avaí, depois da pausa para a Copa, deve ser o titular.

FICHA TÉCNICA:
CEARÁ X PALMEIRAS

Estádio: Castelão, Fortaleza (CE)
Data/hora: 25/7/2010 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Péricles Bassol P. Cortez (Fifa-RJ)
Auxiliares: Ricardo M. F. de Almeida (RJ) e Jorge Antônio Pinheiro Lobato (AP)

CEARÁ: Diego; Oziel, Fabrício, Anderson e Ernandes; João Marcos, Michel, Careca e Geraldo; Misael e Wellington Amorim. Técnico: Estevam Soares.

PALMEIRAS: Deola; Maurício Ramos, Léo e Leandro Amaro (Patrik); Vitor, Márcio Araújo, Tinga, Armero e Lincoln; Ewerthon e Kleber. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

julho 25, 2010 Posted by | Ceará, Palmeiras | , | Deixe um comentário

Goiás recebe o Atlético-PR no Serra Dourada

Esmeraldino quer apagar má impressão do Barradão

O Goiás recebe o Atlético-PR neste domingo, às 16h, no estádio Serra Dourada, querendo reencontrar o caminho da vitória, uma vez que o Esmeraldino ainda não triunfou depois que o Campeonato Brasileiro foi reiniciado.

Além disso, o clube tenta apagar a má impressão deixada na última rodada, quando empatou com o Vitória e protagonizou uma confusão ao final do jogo, que envolveu o técnico Leão e os jogadores Rafael Moura, Marcão e Romerito.

Para o duelo contra os paranaenses, o técnico Leão não tem problemas e deve repetir a mesma formação que utilizou em Salvador. Com isso, o time deve atuar no esquema 4-4-2 com Éverton Santos e Rafael Moura formando a dupla de ataque. Além disso, o Esmeraldino ainda não perdeu para equipes rubro-negras na competição. Foram duas vitórias (Atlético e Flamengo) e um empate (Vitória).

De olho no Furação:

O Atlético Paranaense viajou para Goiânia tentando buscar o primeiro ponto fora de casa neste Brasileirão (em cinco jogos, foram cinco derrotas). Para isto, o técnico Paulo César Carpegiani aposta na mesma equipe que na última quarta-feira surpreendeu a todos e derrotou o Santos por 2 a 0.

Porém, o treinador deve fazer duas alterações no time. No meio-campo, o volante Chico, que cumpriu suspensão na rodada passada, deve entrar no lugar de Deivid. Já nã zaga, o comandante do Furacão não terá o zagueiro Rhodolfo, suspenso pelo terceiro amarelo.

Assim, quem retorna à equipe titular é Manoel. O jogador ficou de fora dos dois últimos jogos devido à suspensão imposta pelo STJD por causa da confusão com o zagueiro Danilo, do Palmeiras. E ele se diz muito mais motivado para esta partida, tanto por retornar aos gramados, quanto para acabar com o jejum longe da Arena.

– Estou muito motivado. Fiquei duas partidas de fora e estava treinando forte. Estou muito concentrado para este jogo. Dentro de casa estamos fazendo boas partidas. Temos que ter concentração jogando fora para também ter boas atuações. Assim podemos conquistar os resultados – disse o zagueiro.

FICHA TÉCNICA:

GOIÁS X ATLÉTICO-PR

Estádio: Serra Dourada, Goiânia (RJ)
Data/hora: 25/7/2010 – 16h (de Brasília)
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)
Auxiliares: Marcus Eustáquio Souza Santiago (MG) e Jair Albano Félix (MG)

GOIÁS: Calaça, Carlos Alberto, Rafael Toloi, Ernando e Wellington Saci ; Jonilson, Amaral, Wellington Monteiro e Bernardo; Éverton Santos e Rafael Moura Técnico: Leão

ATLÉTICO-PR: Neto, Manoel, Leandro e Bruno Costa; Wagner Diniz, Chico, Vitor, Paulo Baier e Paulinho; Bruno Mineiro e Alex Mineiro. Técnico: Paulo César Carpegiani.

julho 25, 2010 Posted by | Atlético-PR, Goiás | , | Deixe um comentário

Com Muricy, Flu defende a liderança diante do Botafogo

Dois times fazem clássicos dos opostos no Engenhão

Botafogo e Fluminense se encaram neste domingo, às 18h30 (de Brasília), pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro em situações totalmente distintas. O Fluminense luta para se manter na liderança, enquanto o Glorioso espera se afastar da zona de rebaixamento.

PARA QUEBRAR O JEJUM, BOTAFOGO VAI PARA CIMA

Há sete jogos sem vencer, o Botafogo espera encerrar o jejum no Campeonato Brasileiro no clássico contra o Fluminense. Os jogadores estão encarando o duelo como a grande chance de reencontrar o caminho das vitórias na competição.

Querendo fazer valer o fator campo, já que o palco da partida será o Engenhão, o lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro destaca a importância dos três pontos diante do Tricolor, neste domingo.

– É uma equipe muito qualificada, tanto que é primeira no Brasileiro. É o melhor time do Brasil no momento. Sabemos das dificuldades que teremos contra o Fluminense. Mas estamos dentro de casa e nada melhor do que vencer o clássico para dar mais moral ainda ao nosso time – afirmou o camisa 6 alvinegro.

O discurso entre os jogadores está entrosado. Ao falar sobre o clássico com o Fluminense, o talismã Caio parafraseou Cordeiro. Segundo o atacante, vencer o líder do Brasileirão será um belo reencontro com as vitórias.

– Vencer um time qualificado como o Fluminense dá moral para sequência do Campeonato Brasileiro. Ganhar um clássico é sempre muito importante, principalmente quando se trata do líder do campeonato – comentou.

COM MURICY NO COMANDO, FLU QUER A LIDERANÇA

Os últimos dias do Fluminense foram movimentados. Após assumir a liderança, o técnico Muricy Ramalho foi convidado para assumir a Seleção Brasileira, mas acabou ficando no clube a pedido da diretoria.

Com ânimo, o Tricolor espera partir para cima do rival e conquistar o três pontos, o que lhe garante na liderança pela segunda rodada consecutiva.

Para o goleiro Fernando Henrique o mais importante é a equipe se manter an ponta, que assumiu após dez rodadas na competição.

– Precisamos nos manter em primeiro. É importante para a equipe ganhar um clássico que nos dará mais moral. Vamos tentar vencer o Botafogo – afirmou.

Além disso, o Fluminense deverá ter duas estreias. O atacante Emerson está praticamente confirmado na equipe titular. Ele disputa vaga com Alan ao lado de Fred.

Sem poder contar com Diguinho, suspenso, Belletti pode ser a novidade em campo. O técnico Muricy Ramalho já estuda colocar o jogador. Caso o polivalente não comece jogando, Marquinho deverá ser o escolhido.

FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO X FLUMINENSE

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 25/7/2010 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Auxiliares: Luiz Muniz de Oliveira (RJ) e Marcelo Braz Mariano (RJ)

BOTAFOGO: Jefferson, Antônio Carlos, Edson (Danny Morais) e Fahel; Alessandro, Leandro Guerreiro, Somália, Lucio Flavio e Marcelo Cordeiro; Caio e Herrera. Técnico: Joel Santana.

FLUMINENSE: Fernando Henrique; Gum, Leandro Euzébio e André Luís; Mariano, Diogo, Marquinho (Belletti), Conca e Carlinhos; Emerson (Alan) e Fred. Técnico: Muricy Ramalho.

julho 25, 2010 Posted by | Botafogo, Fluminense | , , | Deixe um comentário