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Felipão descarta seleção brasileira e diz pensar somente no Palmeiras

Técnico reafirma interesse em participar da Copa do Mundo de 2014, mas apenas depois do fim de seu compromisso com o Verdão, em 2012

Após o fim do ciclo de Dunga à frente da seleção brasileira, o nome de Luiz Felipe Scolari surgiu entre os candidatos a substituir o treinador. Felipão, que assume o Palmeiras após a Copa do Mundo da África do Sul, reafirmou ter interesse em comandar uma seleção na próxima Copa, em 2014, mas disse que só vai pensar nisso ao final de seu compromisso com o Palmeiras, em 2012.

Campeão mundial com o Brasil em 2002 e quarto colocado com Portugal em 2006, Felipão ainda não assinou contrato com o Palmeiras, mas já acertou um acordo para comandar o Verdão até dezembro de 2012. Ele admite o interesse em voltar a disputar uma Copa do Mundo, mas garante que está concentrado no trabalho com o clube paulista.

– Naturalmente, depois de encerrado o contrato, se alguma seleção se interessar em mim para tentar a classificação ou jogar o Mundial de 2014, eu acho que seria maravilhoso encerrar a carreira numa Copa. Mas hoje eu não penso em Mundial, não penso em Brasil. Penso só no Palmeiras – declarou o treinador em entrevista à Rádio Eldorado.

Scolari marcou época no Palmeiras na década de 90, quando conquistou títulos da Copa do Brasil, Copa Mercosul, Taça Libertadores e Torneio Rio-São Paulo. Por isso, o treinador mantém o respeito pelo clube.

– Estou voltando ao Palmeiras, que é um clube que marcou minha vida profissional. Também existem motivos familiares envolvidos e meu pensamento está só no Palmeiras.

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Sofrido, brigado, dramático: Espanha bate Paraguai e pega a Alemanha

Gol de David Villa no segundo tempo coloca a Fúria nas semifinais. Paraguai está eliminado da Copa do Mundo

Só mesmo na África do Sul para uma zebra com listras vermelhas e brancas dar as caras. Só mesmo com muita insistência para ela ser abatida. A Espanha sofreu como nunca para superar o Paraguai por 1 a 0, com um gol chorado do artilheiro David Villa, neste sábado, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo, e cravar presença nas semifinais da Copa do Mundo. O gol saiu na parte final de um segundo tempo emocionante, com pênaltis marcados, anulados e ignorados. O Paraguai, guerreiro, está eliminado. A Fúria pega a Alemanha na quarta-feira, às 15h30m (de Brasília) em Durban. Quem vencer estará no Soccer City, no dia 11, para decidir o título contra o ganhador de Holanda e Uruguai.

Com o gol, David Villa assumiu a artilharia da Copa 2010, com cinco. E chegou a 43 com a camisa da Espanha, a apenas um do recordista (Raúl). Mas foi complicado. O Paraguai, forte na defesa, vendeu com juros a classificação aos espanhois. Agora, a equipe de Vicente del Bosque tem pela frente um repeteco da final da Eurocopa de 2008, quando deu Espanha, com gol de Fernando Torres, apagado no Mundial.

Com o resultado, a Espanha de 2010, no mínimo, igualou o melhor resultado do país na história das Copas: o quarto lugar obtido no Mundial de 50. O Paraguai deixa o continente africano honrado com a inédita participação nas quartas de final. Mas sem conseguir fazer com que a modelo Larrissa Riquelme cumprisse a promessa de desfilar nua pela capital Assunção caso o time chegasse às semifinais.

Paraguai amarra a Espanha no primeiro tempo

Xavi recebeu pelo meio, perto da área, deu um toquezinho na bola com a perna direita e já girou para mandar de canhota, sem deixá-la cair, em um lance com a plasticidade típica da Espanha. A bola saiu por pouco. Mas não esteve na beleza do lance seu real simbolismo. A grande questão é que ele aconteceu aos 28 minutos do período inicial. E foi o primeiro chute da Fúria na direção do gol paraguaio.

Até ali, a Fúria girou de um lado para o outro sem ir a lugar algum. É bem verdade que a campeã da Europa já viveu dias mais criativos do que na Copa 2010, mas o que complicou mesmo foi a organização defensiva do Paraguai. O técnico Gerardo Martino fez seis modificações para o duelo com a Espanha. Na defesa, no meio-campo e no ataque. A ideia, nenhuma surpresa, era dar ainda maior compactação a um time que foi a campo tendo sofrido apenas um gol em quatro jogos. Do trio ofensivo, só sobrou Valdés. Roque Santa Cruz e Lucas Barrios foram para o banco.

O curioso é que a força defensiva do Paraguai teve efeito duplo: primeiro, claro, barrou o talento espanhol; segundo, deu tranquilidade para os sul-americanos arriscarem uma ou outra escapulida ao ataque. Na frieza dos números, deu mais Paraguai do que Espanha no primeiro tempo. Os dois times arremataram quatro vez a gol. Mas a única bola que foi na meta, foi do time guarani.

onathan Santana, logo com um minuto, recebeu pelo meio e mandou a gol. Casillas pegou. Riveros, aos oito, cabeceou para fora. Alcaraz, aos 20, teria marcado se tivesse dois centímetros a mais. Santana, aos 34, viveu situação igual. Faltou muito pouco para alcançar a bola em cruzamento de Morel. Valdez, aos 45, recebeu de Cardozo e mandou chute cruzado, para fora. Pouco antes, aos 41, o atacante havia marcado, mas o lance foi anulado por impedimento de Cardozo bem observado pela arbitragem (confira no vídeo ao lado).

A Espanha teve o controle da bola, como costuma fazer, mas faltou infiltração. Fernando Torres começou bem e terminou mal três jogadas. Villa e Xavi não tiveram o brilho de outros jogos. E a Fúria ouviu o apito final do primeiro tempo com o sentimento de que havia algo de errado por ali.

O conceito de loucura no futebol parece ter sido criado especificamente para o segundo tempo do jogo entre Espanha e Paraguai. Contam-se nos dedos de uma só mão as partidas de Copa do Mundo com acontecimentos tão estranhos quanto os da etapa final da partida deste sábado no Ellis Park. Com destaque para dois pênaltis. Ou em três. Ou, melhor ainda, em quatro!

O primeiro foi a favor do Paraguai. Piqué agarrou Cardozo na área aos 13 minutos. Depois das reclamações da Fúria, o próprio camisa 7, autor do último gol guarani na disputa por penalidades máximas contra o Japão, nas oitavas de final, partiu para o tiro. E deu Casillas. O goleiro se adiantou, caiu no canto esquerdo e abafou o sonho paraguaio.

Após a defesa, a Espanha partiu para o ataque e deu o troco na mesma moeda. A diferença é que o pênalti de Alcaraz em Villa foi um tanto forçado pelo atacante. A revolta, desta vez, foi dos paraguaios. Choro em vão. Lá foi Xabi Alonso para a cobrança: bem batido, no canto, sem chances para o goleiro. O problema é que houve invasão espanhola à área. O árbitro guatemalteco Carlos Brates mandou a cobrança ser repetida.

Lá foi Xabi Alonso de novo para a segunda cobrança, que ali já virou terceira do jogo. E desta vez deu Villar. O goleiro caiu no canto esquerdo, espalmou a bola e, um segundo depois, na disputa pelo rebote, atingiu as pernas de Fábregas. Pênalti claro! Melhor: pênalti em uma cobrança de pênalti! E o juiz mandou seguir…

Aí foi a vez de os espanhois quase arrancarem os cabelos – os seus e os dos árbitros. Quando o lance foi repetido no telão do estádio, os reservas quase invadiram o campo, irados. E o jogo, com quatro pênaltis, dois perdidos, um anulado e um ignorado, seguia no 0 a 0.

Virou jogão. O Paraguai pareceu sentir que era possível vencer a Espanha. A Fúria não engoliu o (s) pênalti (s) perdido (s). A partida ficou mais aberta, com arrancadas de lado a lado, com possibilidades que invariavelmente acabavam frustradas no fim. O que era morno no primeiro tempo virou fervura no segundo.

E quente mesmo foi David Villa, artilheiro, oportunista, matador. Aos 38, Iniesta fez fila na entrada da área e mandou para Pedro, que arrematou na trave. Na sequência, foi a vez de Villa. A bola beijou (de novo!) o poste esquerdo, rolou por cima da linha, tocou no direito e entrou.

Fúria enfurecida, fera ferida! A Espanha entrou em êxtase com o gol depois de tanto sofrimento.

Mas os guerreiros guaranis não se entregaram. O treinador Gerardo Martino mandou Lucas Barrios a campo no lugar do volante Cáceres. E o duelo continuou quente. Aos 43, Casillas salvou novamente a Espanha. Após soltar um chute exatamente de Barrios, o goleiro se recuperou e salvou com o pé esquerdo uma conclusão à queima-roupa de Santa Cruz (no vídeo ao lado). Na sequência, os espanhois partiram em contra-ataque, e Villar defendeu conclusão de Villa.

Foi o último capítulo de um dos jogos mais malucos – e emocionantes – que uma Copa do Mundo já viu.

PARAGUAI 0 X 1 ESPANHA
Villar; Verón, Da Silva, Alcaráz e Morel Rodriguez; Victor Cáceres (Barrios), Santana, Barreto (Vera) e Riveros; Cardozo e Valdez (Santa Cruz).
Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol (Marchena) e Capdevilla; Xabi Alonso (Pedro), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa e Torres (Fabregas).
Técnico: Gerardo Martino. Técnico: Vicente del Bosque.
Gol: Villa, aos 38 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Piqué, Sergio Ramos (ESP), Alcaraz, Victor Cáceres e Morel Rodriguez (PAR)
Estádio: Ellis Park, Joanesburgo (AFS). Data: 03/07/2010. Árbitro:Carlos Batres (GUA). Assistentes: Leonel Leal (CRC) e Carlos Pastrana (HON).

julho 3, 2010 Posted by | ABC de Natal, America-RN, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Coritiba, CRB, Criciuma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Futebol Europeu, Futebol Sulamericano, Goiás, Grêmio, Grêmio Prudente, Internacional, Juventude, Náutico, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Portuguesa, Santo André, Santos, São Caetano, São Paulo, Sport, Vasco da Gama, Vila Nova, Vitória | , , | Deixe um comentário

Para reescrever história, Espanha e Paraguai lutam por vaga nas semis

Sul-americanos buscam classificação inédita às semifinais, e europeus tentam eliminar fama de amarelar em Copas do Mundo

Clique na Imagem e Veja AO VIVO!

r a história em 90 minutos. Com chutes a gol, passes, carrinhos, reinventar uma imagem construída pelo passado. Usar uma bola de futebol para escolher o caminho certo entre a esperança e a frustração. Vale muito para Espanha e Paraguai o jogo das 15h30m (20h30m pelo horário sul-africano) deste sábado, no estádio Ellis Park, em Joanesburgo. É muito mais do que uma vaga nas semifinais. É a chance viva de atingir outro patamar no histórico das Copas.

O Paraguai jamais esteve entre os quatro melhores times de um Mundial. A Espanha, tão badalada, não passou de um quarto lugar, lá em 1934. Em campo, a discussão é entre uma seleção que tenta se consolidar como nova força e outra que tenta apagar a imagem de amarelona.

– Não sabemos se teremos outra seleção assim em uma copa do mundo. Temos que aproveitar – resumiu o espanhol Fábregas.

O vencedor da partida pegará Argentina ou Alemanha nas semifinais. O duelo em língua espanhola será transmitido ao vivo pelo GLOBOESPORTE.COM, pela TV Globo e pelo SporTV.

David Villa, quatro gols, jogadas criadas, participação efetiva. Fernando Torres, nada de balançar as redes, nenhuma partida completa, rendimento quase nulo. Justamente contra uma defesa das mais fortes, o ataque espanhol é uma contradição pura: a união entre um dos melhores jogadores da Copa do Mundo e uma das principais decepções do torneio. O atacante do Liverpool recebe nova chance do técnico Vicente del Bosque. Com a ascensão de Fernando Llorente, pode ser a última.

É uma responsabilidade danada para o setor ofensivo da Espanha, que vai a campo com a missão de derrubar uma das defesas mais sólidas da Copa do Mundo. O Paraguai sofreu um gol em quatro jogos. Só foi vazado na estreia, para a Itália. São três jogos de invulnerabilidade defensiva. Concretizar o sonho de ser a dona do mundo exigirá da Espanha a capacidade de quebrar o paredão paraguaio.

– A Espanha é um país que adora futebol, em que as pessoas sonham muito, e isso é bonito, isso é ótimo. Estamos em uma situação em que podemos fazer história. Não ficaremos conformados com as quartas de final – disse o meia Fábregas.

O raciocínio espanhol é de que o time atual tem uma qualidade que pode não ser repetida no futuro. Dentro desse pensamento, o sentimento é de que a hora é agora.

– É uma das partidas mais importantes da Espanha em sua história – resumiu o zagueiro Piqué.

O sonho paraguaio

O Paraguai já foi mais longe do que nunca em uma Copa do Mundo. Seja qual for o resultado contra a Espanha, os jogadores devem desembarcar em Assunção como heróis. Mas por que não pensar em ir ainda mais longe, numa surpreendente semifinal? O técnico Gerardo Martino já declarou que o objetivo dele é estar entre os três melhores do torneio, mesmo que para isso seja preciso derrubar os campeões europeus. Apesar de reconhecer o favoritismo do adversário, Martino acredita que isso pode ser minimizado quando tudo se decide em uma só partida.

– No futebol, pode se esperar qualquer tipo de resultado, sobretudo em apenas 90 minutos – disse ele.

A Suíça mostrou isso logo na primeira rodada, ao derrotar a Espanha por 1 a 0. E é no mesmo esquema de defesa forte e contra-ataque rápido que o Paraguai aposta suas fichas para se classificar. Nem há outro caminho, diz Martino. Defender-se contra a Espanha não é exatamente uma tática, mas uma necessidade.

– Imagino que todos os adversários da Espanha tenham buscado jogar mais à frente. O problema é que a Espanha fica tanto com a bola que não te dá outra opção. Você sempre volta ao seu campo para se defender. Invariavelmente, o jogo sai como a Espanha quer que ele saia. Temos que nos preocupar em como neutralizar a troca de bola deles – analisou o treinador.

Apesar da ótima fase de David Villa, autor de quatro dos cinco gols espanhois na Copa, Martino adiantou que não fará marcação especial sobre ele.

– Posso falar aqui como parar Villa, Torres, Iniesta, Xavi… Isso mostra que não podemos nos preocupar apenas com um jogador. Teremos a Espanha pela frente e precisamos saber como pará-la.

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E no Vestiário do Argentina..

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Podem comprar televisão, hermanos: Alemanha goleia o time de Maradona

Com gol mais rápido da Copa do Mundo e chocolate, seleção alemã vence com autoridade por 4 a 0 e elimina mais uma vez a Argentina nas quartas

A torcida argentina comemorou bastante a eliminação do Brasil na sexta-feira, mas a festa dos hermanos não durou

mais que um dia. Desta vez, a Alemanha não precisou de pênaltis e nem de sofrimento, como em 2006: sem dar chances ao time de Diego Maradona, os alemães aplicaram um chocolate inapelável por 4 a 0 na Cidade do Cabo e estão classificados para a semifinal da Copa do Mundo. Como disse o diário “Olé” para os brasileiros, os argentinos agora também podem comprar uma televisão para assistir ao restante do Mundial no conforto do sofá de casa.

Maradona desfilando sem roupa no Obeslico em Buenos Aires? Fica para a próxima.

Na última Copa, a Alemanha também eliminou a Argentina nas quartas de final, mas com sofrida decisão por pênaltis. No Green Point, não deu nem tempo de roer as unhas: Müller abriu o placar antes do terceiro minuto de jogo e fez o gol mais rápido do torneio na África do Sul. Klose, que agora está a um gols do recorde de Ronaldo, marcou duas vezes, e Friedrich também deixou o seu.

A torcida argentina era maioria no estádio, mas quem riu por último foi o meia Michael Ballack, que ficou fora da Copa por contusão, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, que compareceram ao Green Point. Melhor jogador do mundo em 2009, Lionel Messi teve atuação apagada e termina o torneio sem nenhum gol marcado.

A seleção de Joachim Löw agora espera o vencedor de Paraguai x Espanha, ainda neste sábado, para saber quem será seu rival na próxima quarta-feira, em Durban, pela semifinal. Um dia antes, Uruguai e Holanda decidem na Cidade do Cabo o primeiro finalista.

O jogo

A Alemanha parecia com pressa para abrir o placar. Parecia, não. Realmente estava. Com exatos 2m38s no relógio, Schweinsteiger cobrou falta, Otamendi ficou parado, Müller subiu e tocou de cabeça. A bola bateu na perna do goleiro Romero, que estava mal posicionado, e entrou: 1 a 0, gol mais rápido da Copa do Mundo.

Maradona argentina chateadoEm sua primeira Copa como técnico, Maradona volta para casa nas quartas de final (Foto: agência Reuters)

Oficialmente, a Fifa arredonda para cima e considera a marca como 3 minutos. O inglês Gerrard fez aos 3m31s contra os Estados Unidos, mas na súmula aparece 4. Agora, Müller está ao lado de Higuaín (Argentina), David Villa (Espanha), Vittek (Eslováquia) e Sneijder (Holanda) no topo da artilharia do Mundial, com quatro gols.

O 1 a 0 no placar deixou a Alemanha ainda mais confiante e deu uma pane na Argentina. Principalmente pelo lado direito da defesa de Maradona. Perdido em campo, Otamendi levava um baile de Podolski. O lateral argentino ainda levou cartão amarelo aos 11, por falta em Friedrich no campo de ataque. Um exemplo de que nada dava certo para os hermanos aconteceu aos 16: Tevez tentou puxar contra-ataque, mas se enrolou, perdeu a bola e a chuteira, que ficou no gramado. Na beira do campo, o Pibe olhava de braços cruzados. O que fazer?

Na arquibancada, a maioria argentina resolveu “jogar” aos 20. Os torcedores pulavam e cantavam, mas os jogadores não correspondiam em campo. Culpa da Alemanha, que tinha uma defesa muito bem montada por Joachim Löw e era perigosa na frente. Como aos 23, quando Heinze se enrolou ao tentar cortar um passe, Müller invadiu a área e rolou para Klose, que bateu por cima.

Apagado, Messi passou a procurar mais o jogo. Maradona viu que Otamendi era o ponto fraco e mandou Di Maria sair da esquerda e ir para direita. Assim, o lateral parou de subir ao ataque e Podolski ainda tinha que se preocupar com a marcação do novo jogador do Real Madrid. A tática deu certo e a Argentina passou a ter mais chances. A melhor foi aos 36. Müller tocou a mão na bola na entrada da área e recebeu amarelo. Na sequencia da falta mal cobrada por Messi, Tevez recebeu sozinho de Heinze na área e cruzou para Higuaín tocar para o fundo da rede. Mas quatro argentinos estavam em impedimento na jogada, bem anulada.

Em 45 minutos, a Alemanha deu dez chutes, mas apenas um na direção do gol: justamente o que resultou no 1 a 0 da primeira etapa. Os argentinos deram nove e tiveram 55% de posse de bola.

Quem voltou com pressa no segundo tempo foi a Argentina. Mas sem a mesma pontaria de Müller no início da partida. Aos três, Di Maria arriscou de longe a bola passou rente à trave alemã. O empate não saiu por pouco, alguns centímetros.

Com a vaga na mão pela vantagem no placar, a Alemanha se fechou ainda mais, apostando nos contra-ataques. E deixou a Argentina ser dona da bola, como Maradona pediu a semana inteira. Mais passe, mais chutes dos hermanos. Para fora, nas mãos de Neuer e até na cara do adversário: aos 17, Di Maria cruzou da direita, Maxi Rodriguez ajeitou com o peito e Tevez soltou a bomba, que explodiu no rosto de Mertesacker.

Os hermanos ainda tiveram duas chances, com Higuain e Tevez, que pararam nas mãos do goleiro. Se a principal arma argentina não dava certo – o toque de bola -, a maior falha voltou a aparecer: o lado direito da defesa. Na velocidade, a seleção de Lahm roubou a bola pela esquerda do ataque aos 23 e, sentado, Müller tocou para Podolski, que invadiu a área e rolou para Klose fazer seu 13º gol em Copas do Mundo, passando Pelé (12) e ficando a dois do recordista Ronaldo (15).

O tiro de misericórdia saiu aos 29. Mais uma vez pelo frágil lado direito da zaga argentina, que até nem contava mais com Otamendi, substituído logo após o gol por Pastore. Schweinsteiger fez o que quis pelo setor, driblou três argentinos na sequência, entrou na área e rolou para o zagueiro Friedrich pegar de primeira no bico da pequena área: 3 a 0.

Ainda havia tempo para mais um. A desgraça argentina se consolidou com mais um gol de Klose, aos 44, para carimbar de vez o passaporte dos hermanos de volta para casa. A Alemanha avança cheia de moral para as semis. Adeus, Argentina. Até 2014, se conseguirem a vaga para jogar no Brasil.

ARGENTINA 0 X 4 ALEMANHA
Romero, Otamendi (Pastore), Demichelis, Burdisso e Heinze; Mascherano, Maxi Rodríguez e Di Maria (Agüero); Messi, Tevez e Higuaín. Neuer, Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira (Kroos), Schweinsteiger, Özil e Müller (Trochowski); Podolski e Klose.
Técnico: Diego Maradona Técnico: Joachim Löw
Gols: Müller, aos três do primeiro tempo. Klose, aos 23, Friedrich, aos 29, Klose, aos 44 do segundo.
Cartões amarelos: Otamendi, Mascherano (Argentina) e Müller (Alemanha).
Estádio: Green Point (na Cidade do Cabo). Data: 3/7/2010. Horário:11h. Árbitro: Ravshan Irmatov (Uzbequistão). Assistentes: Rafael Ilyasov (Uzbequistão) e Bakhadyr Kochkarov (Cazaquistão). Público: 64.100.

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Alemanha e Argentina têm missão em duelo pela vaga: dar espetáculo

Favoritas ao título, seleções fazem o único confronto entre campeões do mundo nas quartas. Expectativa é pelo ‘melhor jogo da Copa do Mundo’

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“O melhor jogo da Copa”. Uma frase repetida todos os dias desde a classificação de Argentina e Alemanha. O único duelo entre campeões do mundo nas quartas de final, que ainda reúne os dois melhores ataques da competição e o tira-teima do confronto em 2006, pela mesma fase. Provocações nas entrevistas durante a semana acirraram a rivalidade dos finalistas de 1986 e 1900. Até o palco reservado é de gala: estádio Green Point, na Cidade do Cabo, a mais turística da África do Sul. As seleções de Diego Maradona e Joachim Löw se enfrentam neste sábado, às 11h (de Brasília), com uma missão: dar espetáculo.

Os hermanos venceram todos os seus confrontos até agora e marcaram dez gols, liderando as estatísticas da Fifa (um a mais que Alemanha, Holanda e Brasil). A seleção de Maradona também tem um dos artilheiros (Higuaín, com quatro, ao lado de Vittek e David Villa), o segundo jogador que mais chutou a gol (Messi, 23 tentativas) e ainda é terceiro time que mais arriscou na Copa (75 chutes, contra 89 do time de Dunga, que já disputou as quartas e caiu para a Laranja). O camisa 10 ainda não balançou a rede, mas virou garçom dos companheiros e só não marcou porque parou em grandes atuações de goleiros rivais (como o nigeriano Enyeama na estreia).

Do outro lado, a Alemanha foi a primeira seleção a encantar no Mundial da África. Em uma primeira rodada de poucos gols, a equipe de Löw fez logo quatro na Austrália e despontou como a favorita. Mas vacilou em seguida e perdeu para a Sérvia, deixando dúvidas no ar. A classificação no Grupo D veio graças a um belo chute da revelação Özil. Os alemães voltaram à condição de favoritos nas oitavas: com ajudinha do árbitro uruguaio Jorge Larrionda, que não deu um gol claro de Lampard, os tricampeões golearam a Inglaterra por 4 a 1. De quebra, Klose empatou com Pelé ao chegar a 12 gols e está a três do recorde de Ronaldo, o maior artilheiro da história das Copas.

– Eu acho que tem tudo para ser o melhor jogo da Copa. São dois campeões do mundo e estão em boa fase. Alemanha e Argentina se classificaram com boas atuações, sem susto. Acho que a Argentina vence, pois tem o melhor ataque do Mundial – disse o jornalista japonês Toru Nanasawa, do canal TBS.

– Sim, há essa pressão por espetáculo. Apesar de Holanda x Brasil ser uma grande partida, as atenções estão mais voltadas aqui para a Cidade do Cabo. Principalmente por causa da presença de Maradona, que é um grande personagem. Para mim, a Alemanha ganha. Tem um time mais equilibrado, mais sólido. Enquanto Maradona fuma charuto no treino, Löw estuda o adversário, sabe como preparar melhor sua equipe – analisou o repórter russo Roman Trushechkin, da rede de televisão Russia 2.

O técnico Joachim Löw também está preparado para um grande jogo, que será o 200º da Alemanha em Copas. Ele diz que é o tipo de momento para o qual todo técnico, todo o jogador se prepara. Löw, que na Copa de 2006 era auxiliar de Jürgen Klinsmann, estava no banco de reservas alemão nas quartas de final, quando a equipe europeia, nos pênaltis, eliminou os sul-americanos.

– É uma alegria muito grande para mim estar aqui na Cidade do Cabo me preparando para um jogo dessa importância. Eu adoro essas partidas: contra Inglaterra, Argentina. Entrar no mesmo campo em que estão os melhores é sempre um desafio importante. E eu tenho muita confiança no time, nos jogadores. Com essa equipe jovem, podemos enfrentar qualquer um de igual para igual. E como a Argentina é uma seleção muito forte, será um grande jogo.

O treinador tinha apenas uma dúvida para escalar sua equipe: o atacante Podolski, que não treinou na última quinta-feira por causa de dores musculares, está liberado e vai para o jogo. O brasileiro naturalizado Cacau, que já não havia atuado contra a Inglaterra por causa de uma lesão muscular, não deverá ficar à disposição.

Sempre esbanjando confiança, Diego Maradona confirmou que Messi está recuperado de gripe e e estará em campo, para alívio da torcida. Após especulações sobre mudanças, o treinador afirmou que agora não é hora para “trocas e improvisações”. Assim, a Argentina deve conhecer a Cidade do Cabo com o mesmo time que venceu o México, sem Verón e Samuel (titulares na primeira rodada e que perderam espaço para Maxi Rodriguez e Burdisso).

Nem mesmo a goleada da Alemanha sobre a Inglaterra nas oitavas, por 4 a 1, tira o otimismo do Pibe. Para o técnico, os rivais dos alemães tiveram erros que custaram caro. Maradona diz saber bem como joga o rival e que a Argentina está preparada para ir às semifinais.

– A Alemanha venceu facilmente a Inglaterra, pois os ingleses facilitaram o conta-ataque. Sabemos que perderam para a Sérvia quando a Sérvia teve o controle da bola. Eles ganharam de Gana, mas os africanos ficaram três vezes cara a cara…  Não engolimos a mentira do 4 a 1 – concluiu Diego.

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