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André Lima perde até pênalti e dá brecha à volta do Furacão

Time de Antonio Lopes emplaca terceira vitória seguida e complica o rival

O Fogão errou muito e decepcionou diante do Furacão (Crédito: Julio Cesar Guimarães)

O Fogão errou muito e decepcionou diante do Furacão

Há exatamente uma semana, André Lima deixava o Engenhão, palco do duelo com o Atlético Paranaense, neste sábado, como heroi, após marcar duas vezes na vitória sobre o Barueri. Desta vez, no entanto, o atacante saiu de campo chorando de tristeza. Além de perder um pênalti, furou duas vezes a conclusão e viu seu time ser derrotado por 1 a 0, gol de Patrick.

O Furacão, que nada tem a ver com isso tudo, voltou a sorrir, decolou sob o comando de Antonio Lopes e emplacou a terceira vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro, o que o alçou à 13ª posição, com 21 pontos. Já o Alvinegro parou nos 19, agora em 14º.

Vamos pular os 12 minutos inciais da partida, que em nada acrescentaram a esse relato. Como registro, vale apenas situar que o Botafogo teve mais posse de bola, no campo do adversário, mas não assustava. A partir daí, Lucio Flavio começou a criar algum perigo com bons cruzamentos. A pontaria dos atacantes, no entanto, não ajudava muito.

Razoável no meio, mas vulnerável atrás, o Atlético Paranaense contava com os habilidosos Wesley e Paulo Baier para reter a bola. Só que aos 18, depois de um escanteio, o zagueirão Chico puxou André Lima e cometeu pênalti claro. E, por mais curioso que pareça, foi quando a noite da equipe de Ney Franco começou a desandar, com uma dose danada de azar.

O camisa 9 pediu a bola a Lucio Flavio, cobrador oficial, que cedeu, sob pressão. A cobrança foi na trave e gerou críticas de Ney Franco. Logo em seguida, sem esmorecer com o erro, o Alvinegro ainda teve nova chance, com Victor Simões, que chutou duas vezes, mas só conseguiu acertar… a mesma trave!

Tudo isso deu brecha para que o Furacão crescesse no duelo da metade da etapa em diante. Quase sempre pelo lado direito, trocava passes e, vez por outra, até envolveu os cariocas. Mas nada que Castillo não afastasse da área. O grande problema do Botafogo, até neste mesmo setor, era a ineficiência de Batista, que não marcava tampouco apoiava.

Atento, o treinador alvinegro corrigiu o detalhe no intervalo ao tirar seu ala para pôr Léo Silva. Com isso, Eduardo foi adiantado e o volante compos o meio. O que deu muito certo. Em dez minutos, o time mostrou-se mais vibrante e recheado de opções, já que Jônatas, então sumido, também ganhou companhia.

Em contrapartida, o time dirigido por Antonio Lopes também soltou-se mais, e Marcinho se tornou o destaque ofensivo. Saindo com frequência e coragem, os espaços cresceram atrás. O jogo ficou bom e André Lima se consolidou como o personagem principal. Só que negativamente. Duas vezes ele furou em claríssimas chances de abrir o placar, irritando a torcida.

Poucas vezes, então, o velho jargão “quem não faz, leva” se aplicou tão bem. Em bola alçada na área, na primeira jogada de Flávio, que entrara na vaga do uruguaio, lesionado, saiu o gol paranaense, por meio de Patrick, com oportunismo, porém impedido. Sem alternativa, o Botafogo teve de ir para cima com tudo. Ney mandou Tony a campo, tirando Fahel.

Como de costume, o abafa desorganizado não funcionou. Tanto que nos 15 minutos finais, o Furacão foi até mais perigoso que o rival, em contragolpes rápidos. O tempo corria, os alvinegros ficavam impacientes e gritavam a plenos pulmões “time de m…”, encerrando a lua-de-mel com o grupo.

Antonio Lopes deixou para queimar suas mexidas perto do fim, atrasando os comandados de Ney Franco, que nada mais puderam fazer.


FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 0 x 1 ATLÉTICO-PR

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 8/8/2009 – 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Francisco de Assis Almeida Filho (CE)
Auxiliares: Ednilson Corona (Fifa-SP) e Manuel Marcio Bezerra Torres (CE)
Renda/público: R$ 133,891,50/11.454 pagantes
Cartões amarelos: Jônatas, Wellington, Victor Simões, Alessandro e Léo Silva (BOT); Chico, Wesley e Galatto (ATL-PR)
Cartões vermelhos: –
GOLS: Patrick, 24’/2ºT (0-1)

BOTAFOGO: Castillo (Flávio, 22’/2ºT), Wellington, Leandro Guerreiro e Eduardo; Alessandro, Fahel (Tony, 18’/2ºT), Jônatas, Lucio Flavio e Batista (Léo Silva, intervalo); Victor Simões e André Lima. Técnico: Ney Franco.

ATLÉTICO-PR: Galatto, Nei, Chico e Manoel; Wesley, Rafael Miranda, Valencia, Paulo Baier (Raul, 42’/2ºT) e Márcio Azevedo (Renan, 38’/2ºT); Marcinho (Gabriel Pimba, 43’/2ºT) e Patrick – Técnico: Antonio Lopes.

agosto 8, 2009 - Posted by | Atlético-PR, Botafogo | , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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